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Jackson Lincoln Lopes

Itália + Paris: 16 dias – Janeiro de 2018 com muitas fotos e custos.

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Nossa, jurava que já tinha terminado isso aqui. Que vergonha! Vou ver se termino nesse feriado.

Olha, gente estou com muitas dúvidas para a próxima viagem. Nós queremos ir para Espanha e Portugal, mas o euro a 4,60 não dá né.

Pensei em ir para o Peru e Colômbia, essa dobradinha em uns 18 dias. Me deem uma ajuda ai

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57 minutos atrás, Jackson Lincoln Lopes disse:

Nossa, jurava que já tinha terminado isso aqui. Que vergonha! Vou ver se termino nesse feriado.

Olha, gente estou com muitas dúvidas para a próxima viagem. Nós queremos ir para Espanha e Portugal, mas o euro a 4,60 não dá né.

Pensei em ir para o Peru e Colômbia, essa dobradinha em uns 18 dias. Me deem uma ajuda ai

Acabei de voltar da Colômbia e gostei bastante, não foi muito caro, mas só visitei Bogotá e Cartagena em 1 semana... pra conhecer mais lugares (eu era doida pra conhecer também San Andrés) eu precisaria de mais dias... Não conheço ainda o Peru, mas acho que depende do seu foco! Se você quiser conhecer só o Machu Picchu, você vai "gastar" menos dias do que se for conhecer Lima + Machu Picchu... sem contar que Machu Picchu é um destino caro... 

Eu fui na Espanha e rodei algumas cidades em 2014 e voltei a Europa em 2015 pra conhecer Portugal, foi quando o euro começou a aumentar de valor e eu comecei a chorar com isso! Não consegui fazer tudo em uma só viagem porque queria conhecer várias cidades e aí demanda tempo e dinheiro....

Boa sorte nas suas escolhas!

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Lembrei de outra coisa: tem uma época do ano que chove bastante em Machu Picchu e acho que é em fevereiro / março... e tem uma época que também é chata de chuvas e parece que os furacões do Caribe podem acabar afetando na Colômbia, se não me engano é em setembro/ outubro /novembro... é bom estar atento para o clima, que pode ser que nem atrapalhe, mas é bom dar uma olhada!

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@Jackson Lincoln Lopes Ola Jackson.

Adorei o seu relato. Estou indo para Roma agora em Junho e gostaria de saber se com o Roma pass, posso também usar os trens como transporte? Vou ficar bem proxima ao Termini e todos os meus passeios se resumirão ao Centro de Roma.

Minha outra questão é sobre o chip da vodafone. O seu celular era daqui do Brasil? Se sim, você precisou "desbloquear" o celular de alguma forma para que o mesmo conseguisse fazer a leitura do chip?

Agradeço desde agora pela ajuda!

 

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Respondendo algumas coisas pelo Jackson

O Roma Pass é para os ônibus e metrô somente dentro da cidade de Roma, não serve para ir ao aeroporto e nem para ir a outras cidades.

Mas o sistema de metrô de Roma é meio inútil para turistas, ainda mais se estiver hospedado próximo da estação Termini. São só 2 linhas e elas não levam ao pontos turísticos, então você vai usar mesmo é ônibus, e quase todos os ônibus saem ou passam na praça em frente a estação Termini.

Mas a parte turística de Roma é relativamente compacta, se tiver disposição para andar, quase nem precisa usar ônibus. 

Eu mesmo usei ônibus somente 3 vezes em Roma, no dia da chegada para ir até o meu hotel que ficava na Piazza Navona, meio longe da Estação Termini e eu estava com mala. No dia da volta, também com mala, e num dia em que estava chovendo, eu usei ônibus para ir até o Vaticano, usei mesmo só por que estava chovendo, da onde eu estava, ir a pé era até mais rápido do que no ônibus que fazia um desvio enorme e ficava muito tempo parado no transito...

Quanto ao celular, isto vai depender de onde que VOCÊ comprou o SEU celular. Se você comprou um celular direto da Tim, Vivo, Oi, num daqueles planos de fidelidade, pode ser que o seu celular esteja bloqueado para uso somente naquela operadora. Mas hoje em dia é bem raro as companhias telefônicas venderem celular bloqueado mesmo nos planos de fidelidade.

Mas se comprou o celular avulso, ele não vem bloqueado, e basta colocar o novo sim card e sair usando.

Ou seja, você tem que conferir o seu celular, não adianta nada pedir como foi com outra pessoa. Pegue um sim card de outra operadora de um amigo/parente e coloque no seu aparelho, se funcionar ele também vai funcionar na Itália, mas se não funcionar nem no Brasil com outro sim card, também não vai funcionar na Itália...

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@987987 Obrigada pela sua ajuda!

Otimo saber disso.

Até prefiro fazer tudo caminhando mesmo. Vou usar ônibus provavelmente apenas quando for ao Vaticano!

Valeu.

Em 13/05/2018 em 13:38, 987987 disse:

Respondendo algumas coisas pelo Jackson

O Roma Pass é para os ônibus e metrô somente dentro da cidade de Roma, não serve para ir ao aeroporto e nem para ir a outras cidades.

Mas o sistema de metrô de Roma é meio inútil para turistas, ainda mais se estiver hospedado próximo da estação Termini. São só 2 linhas e elas não levam ao pontos turísticos, então você vai usar mesmo é ônibus, e quase todos os ônibus saem ou passam na praça em frente a estação Termini.

Mas a parte turística de Roma é relativamente compacta, se tiver disposição para andar, quase nem precisa usar ônibus. 

Eu mesmo usei ônibus somente 3 vezes em Roma, no dia da chegada para ir até o meu hotel que ficava na Piazza Navona, meio longe da Estação Termini e eu estava com mala. No dia da volta, também com mala, e num dia em que estava chovendo, eu usei ônibus para ir até o Vaticano, usei mesmo só por que estava chovendo, da onde eu estava, ir a pé era até mais rápido do que no ônibus que fazia um desvio enorme e ficava muito tempo parado no transito...

Quanto ao celular, isto vai depender de onde que VOCÊ comprou o SEU celular. Se você comprou um celular direto da Tim, Vivo, Oi, num daqueles planos de fidelidade, pode ser que o seu celular esteja bloqueado para uso somente naquela operadora. Mas hoje em dia é bem raro as companhias telefônicas venderem celular bloqueado mesmo nos planos de fidelidade.

Mas se comprou o celular avulso, ele não vem bloqueado, e basta colocar o novo sim card e sair usando.

Ou seja, você tem que conferir o seu celular, não adianta nada pedir como foi com outra pessoa. Pegue um sim card de outra operadora de um amigo/parente e coloque no seu aparelho, se funcionar ele também vai funcionar na Itália, mas se não funcionar nem no Brasil com outro sim card, também não vai funcionar na Itália...

 

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@Cibeli Andrade tudo bem? Obrigado pelo elogio do relato. Falta terminar uma parte ainda.

Sobre o celular: comprei o meu no Paraguai. Funcionou normalmente. Os caras fazem alguma coisa na configuração sim do celular. Por exemplo, aqui uso TIM. Lá eles modificaram aquela parte de redes e tal. Mas eles mesmo fazem. Só colocar o chip e tal. Se não funcionar, vá a uma loja. Estamos na Europa. Lá as coisas funcionam.

O RomaPass não pode usar trens, mas opde usar o metro. Você vai andar muito, mas muito e querer andar mais . As vezes a perna vai pedir arrego e nessa hora o RomaPass vai te colocar no "metro de graça".

Vou fazer a última parte de Firenze.

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Firenze – Luogo dei pensatori

Quinta-feira, 11 de janeiro de 2018.

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Depois de vários dias acordando bem cedo, acordamos um pouco mais tarde, em torno das 8 da manhã. Tomamos café no hotel e logo saímos. Tínhamos este dia todo para explorar Firenze, pois no dia seguinte conheceríamos Pisa. O dia amanheceu meio nublado, com cara de que iria chover, mas teve apenas alguns chuvisqueiros leve, saia o sol, voltava nuvens e ficou assim. Mas foi ótimo. O clima, bem frio. Media de uns 8º C. Estava bem gostoso, para quem pegou zero em Torino.

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Duomo di Firenze.

 

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Nosso hotel não ficava na região histórica de Firenze, nem próximo a nenhuma das duas estações de trem, ficava entre elas. Eu estava muito preocupado com isso, pois era media de 1,5km a 2km de distância destes locais. O preço nestas regiões citadas, estava elevado. Confesso que acertei mais uma vez. Para duas pessoas jovens que gostam de andar, 15 minutos caminhando a mais ou menos, não atrapalha, pelo contrario, você vê como a cidade se comporta. Passamos em frente a escolas, comércio, casas. Enfim, vimos um pouco da “italianada” em suas rotinas.

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Rua típica de um bairro em Firenze.

 

Claro que, a primeira atração que visitaríamos seria a catedral Santa Maria de Fuori, ou o Duomo di Firenze e por ali ficamos nas redondezas. Até vimos de entrar nela e tal, mas tinha uma fila pequena, só que o que pegou mesmo foi o valor. Estava bem salgadinho. Era aproximadamente 20 euros. Não lembro o valor exato. Firenze tem um comercio popular bem forte, tem muitas lojinhas, que aqui no Brasil seria chamado de “paraguaizinhos”.

Passamos pela Piazza della Reppublica, pela Ponte Santa Trinita (paralela a Ponte Vecchio) e fomos em direção ao Giardino Bardini e ao Giardino delle Rose, até que chegamos na Piazza Michelangelo. Lá de cima tínhamos uma vista fenomenal da cidade de Firenze e sues arredores. Passamos também pelo Mura de Firenze, uma muralha gigantesca que cerca uma parte da cidade.

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Ponte Vecchio.

 

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Mura di Firenze

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Pallazio Vecchio

 

Depois descemos e andamos por todo o centros histórico novamente e fomos almoçar já era mais de duas da tarde no famoso restaurante Perseus, aquele das famosas bisteca Fiorentina. Não comemos a carne, pois era um absurdo, se vi direito eram 50 euros uma bisteca daquelas que vinha próximo de 700 gramas de carne, super mal passada. Saindo sangue mesmo.

Fomos ao mercado Esselunga que ficava próximo ao restaurante e já comprei uns vinhos, chocolates, e guloseimas para ter o que comer nos últimos dias de Itália.

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Escadinha básica para chegar aos jardins e a praça de Michelangelo. Prepare o fôlego.

Voltamos a andar pelo centro histórico e jantamos em uma pizzaria. Uma das melhores pizzas que comemos em toda Itália. Gigantesca. Preste atenção na plaquinha de proibido fumar, bem embaixo dela, estávamos nós. Quando estavam preparando a pizza, e estávamos esperando, o pizzaiolo estava com seu cigarrinho do capeta lá fumando escondido. O cara era muito gente fina, mas isso era sacanagem né? Eu nada falei, a pizza estava uma delícia.

Voltamos ao hotel e dormimos um pouco cedo, em torno das 10 da noite, pois sairíamos cedinho para Pisa.

Gastos do dia:

€36,00 – Almoço – Dinheiro.
€26,00 – Mercado – Dinheiro.
€31,00 – Jantar – Dinheiro.
€8,00 – Sorvete – Dinheiro.

Total: €101,00

Sexta-feira, 12 de janeiro de 2018.

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Stazione Pisa Centrale.

Nosso trem para Pisa partia às 7 da matina da stazione Firenze Santa Maria Novella. Então, 6 horas da manhã já estávamos comendo no hotel e saindo ás 6h30 do hotel. Chegamos na hora, tranquilo. A viagem até Pisa foi aproximadamente 50 minutos. Tivemos algumas paradas pelo caminho em cidadezinhas minúsculas, a maior delas foi Empoli.

 

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Vista de Pisa as margens do Rio Arno (o mesmo de Firenze)

Fomos a pé da estação central de Pisa até a Piazza del Duomo e todo seu arredor. A cidade é basicamente voltada para este local. Li bastante que tinha algumas outras coisas, mas nosso foco era apenas este ponto histórico marcante. Tudo era muito bonito por lá e o clima estava muito bom como podem ver nas fotos.

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Subimos apenas na torre, pois o pacote completo sairia meio carinho e tomaria muito tempo. Para subir ao topo da torre eram 18 euros por pessoa. As outras atrações eram pagas a parte, 5 euros por atração ou 8 euros (um combo) as outras três atrações.

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Nem precisa de legenda.

Confesso que se soubesse como seria subir lá em cima, não teria ido. Pode ficar o tempo que quiser, mas mais que meia hora é loucura ficar lá. Não tem o que fazer. Não recomendo a ninguém subir lá, a não ser que tenha dinheiro sobrando. Eu usaria estes 18 euros para comprar um bom vinho toscano ou comer massas. A visão lá de cima é até boa, mas são muitas grades atrapalhando tudo. Não sai uma foto legal.

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Escadarias....

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Visão lá de cima.

Voltamos por outro caminho a estação central e conhecemos um pouco mais da cidade. Adiantamos nossa estadia em Pisa e pegamos o trem das 12h30 ao invés de 13h00. Como os trechos de cidades próximas valem por 4 horas, optamos por antecipar nossa viagem. Este era um trem mais rápido e em meia hora estávamos em Firenze. Não rodamos muito e resolvemos comer na Trattoria San Lorenzo, o restaurante que levava o nome do time do Papa Francisco. Apenas por isso entramos. Claro que não, era pelo preço e ambiente que vimos.

 

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Basílica di Santa Croce di Firenze.

Andamos nos mercadinhos populares, fomos ao mercado central e fomos conhecer outra parte da cidade. Ficamos um dia e meio em Firenze. Gostaria de ter ficado um dia a mais na Toscana para conhecer alguma vinícola, mas ficará para uma próxima vez.

 

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Dumo di Firenze la note.

Esse era nosso último dia de Itália e na manhã seguinte iríamos para Paris. Mesmo sem conhecer Paris (e foi muito bom) eu trocaria tranquilamente esses 4 dias na capital francesa por 4 dias na Itália em qualquer canto.

Caras, a Itália superou todas as minhas expectativas, todas mesmo. Eu não tenho um “A” do que reclamar, e nem mudaria meu passeio, apenas deixaria mais dias para Roma. Mas eu voltarei a Itália com certeza e não vai demorar muito, no mais tardar na década que vem. Não tenho nenhuma origem italiana na família, mas sempre curti a Itália, pela culinária, pela história, por seus esportistas fantásticos, pela música. Por tudo. Eu já estava com saudades da Itália mesmo antes de deixá-la. Ainda estou.

Gastos do dia:

€35,60 – Firenze/Pisa/Firenze – Comprado no Brasil.
€36,00 – Subir na Torre de Pisa – Dinheiro.
€27,00 – Almoço – Dinheiro.
€5,00 – Sorvete – Dinheiro.

Total €103,60

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Arrivederci, Italia! Ciao! Ci vediamo ancora altro giorno.

Bem, acabou a a parte da Itália, logo mais conto como foi em Paris.

Esta foto é dos Alpes italianos, sai de Firenze para chegar a Paris (CDG).

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    • Por Yunes
      Pessoal, tudo bem?

      Me chamo Yunes (@yunesviana), paulista, 27 anos e depois de ler e aproveitar muito todo o conteúdo do Mochileiros, resolvi compartilhar meu relato sobre a primeira viagem que fiz na vida, onde eu e minha mala visitamos países que tinha muita vontade de conhecer mesmo sem dominar as línguas nativas de cada, com um inglês intermediário e certa timidez que foi sendo perdida ao longo da viagem. Ao todo, passei 29 dias (distribuídos entre 25 de Maio de 2019 até 23 de Junho de 2019) viajando pelos seguintes lugares:
      🇮🇹 Itália:
      4 noites em Roma;
      Bate-volta em Pisa;
      2 noites em Cinqueterre;
      3 noites em Veneza.
      🇭🇷 Croácia:
      3 noites em Split, incluindo um bate-volta em Plitvice Lakes;
      3 noites em Hvar;
      2 noites em Dubrovnik.
      🇬🇷 Grécia:
      4 noites em Santorini;
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      Tentarei ser o mais transparente possível nos relatos, pois acredito que seja inevitável um viajante sem experiência passar por perrengues, cair em tourists traps e ser enganado pela taxa cambial dos ATMs distribuídos aos montes na Europa, mas prefiro ver isso como experiência para as próximas viagens e dicas para que outras pessoas não cometam os mesmos erros.
      Planejamento
      Sem dúvidas é uma das partes mais importantes da viagem. Acredito que nenhum objetivo, por menor ou maior que seja, é capaz de ser alcançado sem uma boa base por trás. Tentei mitigar todos os imprevistos possíveis (e nem sempre com sucesso 😂) e cometi até alguns excessos, algo que futuramente talvez eu dê uma maior margem para flexibilização, porque viajar te obriga a improvisar em diferentes cenários.
      Todo o planejamento, seja ele financeiro ou do próprio roteiro em si, começou cerca de um ano anterior à viagem, onde coloquei na cabeça que iria realizar esse sonho. Comecei a fazer várias anotações, colocar lugares numa lista de prioridades sobre o que e como aproveitar nesse atual momento da minha vida, salvar vários blogs nos favoritos até o momento de comprar a passagem, um momento simbólico durante todo esse planejamento. 
      A passagem de ida cerca de 8 meses antes da data de embarque pela LATAM, pagando R$1317 com direito a mala despachada. A partir dessa "virada de chave", pesquisei as mais diversas possibilidades de deslocamento entre as cidades, hostels, itens indispensáveis para levar na mala e palavras básicas de cada idioma (isso ajuda muito!).
      Entrei no avião com todos os hostels reservados, passagens de ida e volta comprados além dos deslocamentos entre países. Deslocamentos locais (trem na Itália e Ferry Boats pela Croácia e Grécia) comprei no ato ou um dia anterior para ir até outra cidade, pois queria ter essa margem de flexibilidade caso quisesse passar um dia a mais (ou a menos) em um local. Acabei não fazendo nenhuma alteração, mas me arrependo de certa forma em dois locais que vou contar durante o relato.
      Custos
      Confesso que agora não faço a menor ideia de quanto gastei na viagem, vou descobrindo com base na minha memória, em toda a papelada que trouxe pra casa como souvenir e pelo extrato do meu cartão. Um euro na época estava R$4,45 (caro mas... que saudades desse valor). Ao fim do relato, atualizo esse post com os gastos detalhados de cada lugar. Hoje, tenho o registro dos seguintes custos: 
      ✈️ Passagens Aéreas:
      🇧🇷 - 🇮🇹 Passagem São Paulo - Roma pela LATAM: R$1.317,00
      🇮🇹 - 🇭🇷 Passagem Veneza - Split pela Volotea: €236 (R$1050,20)
      🇭🇷 - 🇬🇷 Passagem Dubrovnik - Atenas - Santorini: €133,94 (R$596,00)
      🇬🇷 - 🇧🇷 Passagem Atenas - Istambul - São Paulo: R$ 2.086,55
      💸 Total: R$5049,78
      _
      🛏️ Hostels:
      🇮🇹 4 noites no The RomeHello: R$858
      🇮🇹 2 noites no Grand Hostel Manin: R$365
      🇮🇹 3 noites no Combo Venezia: R$809
      🇭🇷 3 noites no En Route Hostel: R$231
      🇭🇷 3 noites no White Rabbit Hostel: R$274
      🇭🇷 2 noites no Hostel Angelina Old Town: R$377
      🇬🇷 4 noites no Bedspot Hostel: R$1028
      🇬🇷 4 noites no My Cocoon Hostel: R$1258
      🇬🇷 3 noites no Bedbox Hostel: R$412
      💸 Total: R$5612
      _
      Outros custos:
      🏥 Seguro Viagem Allianz Travel: R$500,27
      🛂 Emissão do passaporte: R$257,25
       
      Próximo post: Viagem e primeiro dia em Roma: um choque de realidade


       
    • Por michele.caetano
      Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros de viagens, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado, em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia ❤️. 
      Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
      Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans.
      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento nessa rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: Pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Hospedagem: €572
      Alimentação: €425 - média de €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches etc)
      Atrações turísticas: €233 - média de €47/dia
      Transporte: €147 - média de €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
      Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco, caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um  banho quentinho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem.

      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées


      Arco do Triunfo
       
      Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       
    • Por pedro.phma
      Comecei a escrever esse relato faz uns 6 meses, mas por falta de tempo acabei deixando de lado. Aos poucos vou publicando o relato e tentarei terminar ele o mais breve possível.
       
      Em 2018 fiz junto com minha esposa nosso primeiro passeio pela Europa. O primeiro destino escolhido foi Portugal e Espanha, e da viagem fiz um relato que se encontra nesta seção do fórum.
      Em 2019 foi a vez de conhecer a Itália. Durante 2018 vínhamos planejando nova viagem para a Europa caso aparecesse passagem aérea com bom preço para janeiro/2019. Até que em setembro apareceu passagem para Roma com voo direto saindo de Guarulhos pela LATAM. A passagem saiu por R$ 2734,56 por pessoa, com direito a bagagem despachada e marcação de assento, algo que está cada vez mais raro de se conseguir gratuitamente. Embarcaríamos no dia 14/01 com retorno ao Brasil no dia 26/01, um total de 11 noites na Itália. Já havia mais ou menos definido quais cidades gostaria de conhecer. Só foi necessário encaixá-las de acordo com o tempo disponível.
      Uma mudança importante em relação à viagem com Portugal e Espanha é que dessa vez o deslocamento entre as cidades seria feito de trem.
       
      Roteiro
      Em suma, pernoitamos em Roma, Florença, Bologna e Verona. Não incluí Milão no roteiro, primeiro porque teria que tirar dia de alguma outra cidade para encaixá-la e segundo porque achei que não haveria tantas atrações interessantes para valer o deslocamento. Alguns bate-voltas foram feitos, como Nápoles, Pisa, Modena e Veneza.
      Nota: Em 2020 fui novamente para a Europa e acabei passando por Milão. Apesar de não ter tantos monumentos históricos como outras cidades da Itália, é uma cidade muito interessante. Mas isso fica para outro relato...

      14/01 Guarulhos/Roma
      15/01 Roma
      16/01 Roma
      17/01 Roma/Pompéia/Roma
      18/01 Roma
      19/01 Roma/Florença
      20/01 Florença/Pisa/Florença
      21/01 Florença/Bologna/Modena/Bologna
      22/01 Bologna/Verona
      23/01 Verona/Veneza/Verona
      24/01 Verona/Roma
      25/01 Roma/Fiumicino
      26/01 Fiumicino/Guarulhos
       
      Preparativos no Brasil
      Procuramos reservar hotéis que fossem próximo de estações de trem, já que esse seria nosso principal meio de transporte. E na maioria dos casos também conseguimos ficar a uma curta distância de caminhada das atrações. Quase todas as reservas foram feita pelo Hoteis.com, principalmente pela possibilidade de poder pagar no Brasil em reais, não ficando refém da variação cambial. Outras poucas foram feitas pelo Booking. A maioria dos hotéis da Itália tem cafe da manhã incluído na diária, bem diferente da Espanha, onde geralmente era necessário pagar um valor a mais.
      Passeios mais concorridos, como o Coliseu e Museu do Vaticano foram comprados no Brasil com antecedência. Dependendo da demanda há o risco de não conseguir ingresso na hora ou de pegar filas gigantes, apesar de estarmos viajando em baixa temporada.
      Os trens de longa distância também foram pagos com antecedência no Brasil. Aqui vale a lógica das passagens área: comprar com antecedência para economizar. Para os trens regionais não há essa preocupação, pois o preço das passagens não varia.
      Nota: Algo que notei para alguns trechos é que quando eu pesquisava o preço para mais pessoas (estávamos em quatro pessoas) ficava mais em conta que pesquisando para apenas uma pessoa, uma espécie de "passagem família".
      Novamente aproveitei a Black Friday e comprei os seguros de viagem. O plano EUROPA STANDARD pela Mondial Travel saiu 122,54 reais para cada pessoa.
      Preferi levar dinheiro para a viagem. Deixei o cartão de crédito para alguma emergência. Levei cerca de 10 mil reais, ou 2.190 euros.
      Decidimos também fazer o trecho até Guarulhos de carro. Seria uma viagem de quase 1mil Km a partir do oeste catarinense, mas o valor total gasto entre estacionamento, gasolina e pedágio foi estimado entre 25% e 30% do que gastaríamos para quatro pessoas com passagens áreas a partir de Chapecó (a passagem estava bem mais cara que janeiro/2018).
       
      Total de gastos com passagem aérea, carro e seguro viagem para duas pessoas:
      R$ 5.469,13 pela LATAM, ida e volta de Guarulhos a Roma.
      R$ 245,08 do seguro de viagem para duas pessoas pela Mondial Travel.
      R$ 731,27 em combustível, R$ 147,00 em pedágios e R$ 160,00 no estacionamento do aeroporto de Guarulhos, total de R$ 1038,27 reais.
       
      Clima e o que levar nas malas
      Eu e minha esposa levamos uma mala média cada. A minha foi pesando 8 quilos e a dela foi pesando 10 quilos. Levei as roupas que uso no inverno brasileiro. Para mim foi suficiente. Só reforçando que moro numa cidade com o inverno frio onde a temperatura frequentemente cai para menos de 10ºC, registrando algumas vezes temperaturas negativas. Se não tiver muita roupa de frio, deixe para comprar lá. Era época de liquidação de inverno e pelo menos o preço das roupas para o frio eram mais em conta que no Brasil. Roupas da United Colors of Benetton e GAP, marcas com qualidade descente e com bastante lojas na Itália, saiam por preços bem melhores que os brasileiros para os mesmos tipos de vestimentas.
      Também levei numa mochila uma câmera fotográfica, carregador portátil e uma extensão de tomada. Não tive problema com nossos plugs de tomada em nenhuma cidade da viagem, pelo menos não com os de dois pinos.
       
      12/01 e 13/01 – Saindo do oeste catarinense
      Longo caminho até São Paulo. Seguimos primeiro até Curitiba, onde dormimos no Curitiba Palace Hotel Inn, ao custo de 162 reais o quarto de casal. No dia seguinte fomos até São Paulo. Viagem tranquila. Chegamos lá por volta de 15hs. Hospedamo-nos no Hotel Heritage Comfort Inn, na região da Paulista e Consolação, com reserva feita pelo Booking. A diária saiu por 280 reais o quarto de casal, paga na acomodação. 
      No domingo a Avenida Paulista fecha para os carros. Estava ocorrendo um desfile celebrando o cultura boliviana no local. Bem interessante.
        
       
      14/01 – Saindo do Brasil
      Nosso voo tinha previsão de partida às 16hs em Guarulhos. Saímos de São Paulo por volta de 12hs e quando chegamos ao aeroporto deixamos o carro num estacionamento ao lado do terminal 3. Havia uma promoção de 12 diárias por R$ 140,00 especificamente para esse estacionamento, bem o prazo que precisávamos. Os R$ 20,00 a mais foi pelo dia excedente.
      O avião saiu no horário previsto. A aeronave era um Boeing 767-300. As poltronas na classe econômica eram dispostas no padrão 2-3-2, excelente para quem viaja em par. O conforto e atendimento a bordo foram bons. O único porém é que já não tinha opção de escolha para o café da manhã ao chegar na nossa vez (estávamos na antepenúltima fileira da aeronave).
       
      15/01 – Chegada em Roma
      O avião chegou em Fiumicino pouco antes do horário previsto, que era 07:05h. Seguimos direto para a migração, que foi bem tranquila. O policial não fez nenhuma pergunta. Simplesmente carimbou o passaporte e nos entregou. Mas caso fosse solicitado, eu estava com uma pasta contendo as reservas de hotéis, trens e passeios, além do seguro de viagem obrigatório para o espaço Schengen. 
      Após pegar as malas, a ideia era comprar um chip de celular. Ainda dentro do terminal comprei um chip da TIM com foco em internet por 25 euros. Como o que aprendi de italiano era insuficiente para qualquer comunicação mais complexa, a comunicação com o atendente se deu em inglês. 
      Do aeroporto fomos para Roma de táxi, saindo por 50 euros para todos os passageiros e as malas. O valor do táxi era tabelado. Cerca de 40 minutos depois estávamos na porta do hotel.
      A hospedagem reservada foi o Hotel Lirico, cerca de 5 minutos de caminhada da Estação Roma Termini e não muito longe de algumas atrações turísticas, como a Fontana de Trevi e a Basílica de Santa Maria Maggiore. A reserva de 4 diárias foi feita pelo Hoteis.com e paga ainda no Brasil, saindo por R$ 907,74 o quarto de casal. Havia ainda uma taxa turística total de 32 euros (16 euros por pessoa) paga no check-in.
      Chegamos ao hotel bem cedo, muito antes do horário do check in. Mas mesmo assim fomos prontamente atendidos. Como havíamos reservado dois quartos (viajamos em quatro pessoas) e apenas um deles estava pronto, deixamos todas as malas em um dos quartos e saímos para tomar café da manhã. Fomos no Morganti Cafè, pertinho do hotel. Refeição para duas pessoas saiu por 6 euros.
      Após, resolvemos dar uma volta pela cidade até que os dois quartos estivessem prontos. Fomos até a Fontana de Trevi, que estava lotada de turistas. Depois, vencidos pelo cansaço da viagem, retornamos ao hotel para descansar.
      Acordamos próximo da hora do jantar. Resolvi procurar uma loja próxima para comprar algumas roupas de frio. Fomos na Coin da Roma Termini, uma loja de departamento comum na Itália. Os preços de um modo geral eram mais caros que a El Corte Ingles da Espanha e tinha bem menos variedade de roupas, mas consegui uma boa jaqueta por 30 euros.
      Jantamos no Restaurante Doveralù, próximo do hotel. A refeição para o casal mais bebida saiu por 27 euros. Em seguida fomos ao The Gelatist experimentar um sorvete italiano. Voltei nessa sorveteria outras vezes. Tinha várias delas por Roma. Foi um dos melhores gelatos que tomei e o preço era excelente. Depois fomos a um Carrefour do lado do hotel em que estávamos para comprar água e outros mantimentos. Por fim, voltamos ao hotel para descansar.

      Total de gastos no dia:
      R$ 907,74 por quatro diárias do Hotel Lirico (pago no Brasil pelo Hoteis.com)
      32 euros de taxa turística para quatro dias paga no hotel
      50 euros de táxi do aeroporto até o hotel em Roma
      25 euros por chip da Tim
      6 euros em café da manhã no Morganti Cafè
      27 euros em jantar no Restaurante Doveralù
      5 euros em dois gelatos no The Gelatist
      1,70 euros no Carrefour para água e outros mantimentos
      Nota: não vou incluir gastos com compras supérfluas tais como roupas, calçados ou lembrancinhas. Todos os preços das refeições que eu colocar já inclui a gorjeta, quando era o caso, e que normalmente eu dava 10% do valor total.
       
      16/01 – Passeio no Vaticano
      Hoje seria dia de visitar o Museu do Vaticano, um dos passeios mais aguardados por mim. Mas primeiro tomamos café da manhã no hotel, com o valor já incluído na diária. Café justo pelo valor da diária, com uma variedade razoável de comida.
      Saímos do hotel em direção à estação Roma Termini para pegar o metrô até a estação Ottaviano, onde descemos e fomos caminhando até o Vaticano. O custo do metrô é de 1,5 euros por pessoa e, em minha opinião, a qualidade do serviço prestado é pior que o de São Paulo, mas pelo menos te leva para quase qualquer canto da cidade.
      Compramos o ingresso para o Museu antecipado, pagando 21 euros por pessoa. O horário marcado para entrar era 09:30h. Minha sogra e sua irmã não quiseram ir ao Museu. Elas foram assistir a Missa do Papa, que ocorre todas as quarta feiras. Para assistir a Missa é necessário solicitar o ingresso gratuito antecipadamente, mas por ser baixa temporada é possível conseguir um lugar se chegar com antecedência.
      Sobre o Museu, a visita foi um misto de fascínio e decepção. As coleções egípcias, romanas, etruscas e de civilizações da Mesopotâmia são incríveis. Mas senti certa decepção com a Capela Sistina. Ela é bonita, os afrescos são incríveis, mas não tem a mesma imponência de outros templos religiosos. Praticamente toda ornamentação da Capela é feita com as pinturas, não contando com tantos detalhes esculpidos em pedra ou talhados em madeira. 



       
      Saindo do Museu fomos visitar a Basílica de São Pedro. É incrível a grandiosidade do local. A entrada é gratuita e mesma na baixa temporada tinha uma fila considerável para passar pelo esquema de segurança. Dentro da Basílica se encontra a Pietà de Michelangelo. Que obra de arte!


      Pagando 10 euros por pessoa é possível fazer uma visita na cúpula e ter uma visão panorâmica do Vaticano e de Roma. Recomendo fortemente.



      Fomos almoçar no restaurante Tre Pupazzi, que fica próximo do Vaticano. A refeição para o casal saiu por 40 euros. Nesse dia percebemos que o gasto com alimentação dificilmente ficaria na meta dos 50 euros diários para o casal (acabou ficando em 70 euros diários em média).
      Nota: Óbvio que há locais e formas mais baratas de alimentação na Itália, mas para mim a culinária é provavelmente a atração mais importante em uma viagem e não abro mão de comer minimamente bem. Também não tenho dinheiro para comer só em restaurante galático, então sempre procuro o custo benefício, pesquisando avaliações no Google Maps e no Tripadvisor.
      Depois do almoço fomos caminhando até o Castelo Sant'Angelo, onde admiramos apenas por fora. Após algumas fotos cruzamos o Rio Tibre pela ponte em frente ao Castelo. Como minhas companheiras estavam cansadas de caminhar, propus voltarmos para o hotel de ônibus. Queria evitar a todo custo usar táxi em Roma por conta de alguns relatos de malandragem. Compramos as passagens por 1,5 euros por pessoa em uma loja com um símbolo “T” bem grande na fachada. Esses são os pontos de venda de passagens, conhecidos como "tabacchi". Importante lembrar que toda passagem, seja de metrô, trem ou ônibus, tem que ser validada no local específico. O ônibus estava lotado. Depois de uns 20 minutos chegamos a um ponto perto o hotel.




      Após descansar um pouco saímos para jantar. O restaurante escolhido foi o Alessio, perto do hotel. A refeição do casal saiu por 30 euros. Antes de encerrar o dia aproveitamos para mais uma passada no Carrefour ao lado do hotel para comprar água e outras coisas.
      Total de gastos no dia:
      3 euros para duas passagens no metrô
      3 euros para duas passagens de ônibus
      42 euros para dois ingressos no Museu do Vaticano (pago no Brasil)
      20 euros para dois ingressos na Cúpula do Vaticano
      40 euros em almoço no Tre Pupazzi
      30 euros em jantar no Ristorante Alessio
      2,70 euros no Carrefour para água e outros mantimentos
       
      17/01 – Bate-volta para Pompeia
      Após tomar café da manhã no hotel, seguimos para a estação Roma Termini. Iríamos pegar o trem até Nápoles. Compramos a passagem antecipadamente no Brasil, pagando 14,90 euros pela Italo Treno. Saímos de Roma 09h11 e chegamos pontualmente em Nápoles às 10h20, desembarcando na estação Napoli Centrale. Seguimos então as placas que indicavam o trem Circunvesuviano. Compramos a passagem no guichê, ao custo de 2,80 euros por pessoa. Ao comprar a passagem, informei que iria até a estação Pompéia Scavi Villa Misteri, que é a mais próxima da entrada do sítio arqueológico. Atenção aqui, pois também há uma outra estação chamada apenas de Pompei.
      A estação Pompéia Scavi Villa Misteri fica a uma curta caminhada de uma das entradas do sítio arqueológico de Pompéia. O ingresso, comprado na hora, saiu por 15 euros por pessoa.
      Pompéia é grande, mas com cerca de 3~4 horas no local dá para conhecer as principais atrações. Começamos o passeio pela Porta Marina, passando pelo Fórum, Terme Stabiane, Casa della Venere in Conchiglia e Praedia Di Giulia Felice, até chegar ao Anfiteatro de Pompeia, que se encontra num belo estado de conservação. Seguimos para o Orto dei Fuggiaschi, onde é possível ver os corpos carbonizados dos antigos habitantes da cidade. Fomos até o Teatro Grande e Teatro Piccolo e depois voltamos ao Fórum.

       





      Perto do Fórum há um restaurante. Não é grande coisa, mas dá pra matar a fome. O almoço para duas pessoas saiu por 17,40 euros.
      Com a barriga cheia, seguimos caminhando ao ponto mais isolado do sítio, a Villa dos Mistérios. Por fim, visitamos a Casa del Fauno e o Lupanar.

       

      Andar por Pompéia é um espetáculo. Provavelmente será a melhor amostra de como era uma cidade na época do antigo Império Romano. Posso afirmar sem sombra de dúvida que, sob a temática histórica, é o melhor passeio que fiz na Itália.
      Saímos do sítio arqueológico por onde entramos e seguimos até a estação para comprar a passagem de volta para Nápoles pelo Circunvesuviana.
      Inicialmente tínhamos planejado fazer um passeio por Nápoles e comer uma pizza enquanto aguardávamos o trem de volta para Roma. Mas estávamos tão cansados e de barriga cheia pelo almoço tardio que acabamos desistindo e aguardamos na estação Napoli Centrale. O trem de retorno saiu 17h36, com horário previsto de chegada às 19h30 em Roma Termini. Compramos a passagem antecipada no Brasil, pagando 9,90 euros por pessoa pela Trenitalia. Foi um trem mais lento que o de ida. Em relação ao conforto, não vi muita diferença entre as duas empresas que operam na Itália.
      Já em Roma, fomos jantar no Ristorante del Giglio, ao custo de 35 euros o casal. Após, retornamos ao hotel para descansar.
      Total de gastos no dia:
      29,80 euros duas passagens no trem de Roma a Nápoles pela ITALO (pago no Brasil)
      19,80 euros duas passagens no trem de Nápoles a Roma pela TRENITALIA (pago no Brasil)
      11,20 euros para quatro passagens no Circunvesuviano (ida e volta)
      30 euros para dois ingressos no sítio arqueológico de Pompéia.
      17,40 euros em almoço no restaurante do sítio arqueológico de Pompéia
      35 euros em jantar no Ristorante del Giglio
       
      18/01 – Dia do Coliseu
      Novamente tomamos café no hotel e rumamos para mais uma atração imperdível de Roma: o Coliseu. O ingresso foi comprado com antecedência no Brasil, ao custo de 14 euros por pessoa, com entrada marcada para 08h35. Mesmo comprando com cerca de um mês de antecedência e em época de baixa temporada, já não consegui mais ingresso para visita ao subterrâneo, apenas o ingresso padrão. Então fica a dica: reserve com bastante antecedência.
      Pegamos o metrô até a estação Colosseo. Saindo da estação nos deparamos com aquele monumento imenso. E é realmente muito grande. Enquanto esperávamos na fila, começou a cair uma chuvinha chata que nos acompanhou durante quase todo o dia. O passeio no Coliseu não é muito demorado, podendo ser feito em pouco mais de uma hora.



      Do Coliseu partimos para o Foro Romano, ou o que sobrou dele. Confesso que depois de ter visto Pompéia, o Foro Romano não me chamou tanta atenção, mas há algumas construções legais. E dele também se tem uma vista privilegiada do Coliseu. Depois de cerca de 2 horas no local, partimos novamente para a estação Colesseo e pegamos o metrô até a estação Spagna.



      Na região compramos algumas coisas e depois seguimos para o Ristorante Pizzeria La Francescana, onde o almoço saiu por 35 euros para o casal. Deixo aqui um comentário em relação às refeições na Itália. Elas consistem em um primeiro prato, essencialmente carboidrato, e um segundo prato, essencialmente proteína. Quando dizem que a Itália é a terra da massa, não é exagero. 90% dos primeiros pratos são algum tipo de massa. Chega um ponto que enjoa. Palavra de quem gosta bastante de comida italiana. Então o que eu e a esposa fizemos em vários restaurantes era pedir uma massa e uma carne para racharmos entre nós. Assim conseguíamos variar o cardápio na maioria das vezes. A conta saía mais cara, pois o prato com proteína sempre era mais caro, mas se comia melhor. Outra opção é procurar restaurantes com o menu do dia, que possibilita comer pratos diversos a um preço mais camarada que pegando cada prato separadamente, mas não vi tantos desse tipo como tinha na Espanha.
      Depois de comer, caminhamos novamente em direção ao Vaticano. Iríamos fazer o passeio na Necrópole do Vaticano. Não confundir com sala onde estão as tumbas de diversos papas, acessível por dentro da Basílica de São Pedro através de uma escada para o subsolo. A Necrópole fica ainda mais embaixo. Reservamos o passeio ao custo de 13 euros por pessoa com antecedência de dois meses, tudo através de troca de e-mails seguindo passo-a-passo disponíveis na internet. Nos foi agendado a visita guiada em português as 14h30. Por conta desse passeio tive que ajustar os demais passeios em Roma nos dias que sobraram.
      Não sigo nenhuma religião e também não tenho uma crença em qualquer divindade, mas sou apaixonado por história. E esse passeio foi uma aula nesse ponto. Você terá a oportunidade de visitar a cripta mais antiga do Vaticano, anterior à construção da primeira basílica, onde eram enterrados os primeiros cristãos. No local há tumbas de quase 2 mil anos de idade e claro, a cereja do bolo, que é a tumba de São Pedro. Passeio imperdível. A visita termina em uma capela bem pequena, mas muito bonita, e depois saímos no interior da Basílica de São Pedro. Infelizmente não era possível tirar fotos na necrópole.


      Fomos fazer um lanche no 200 Gradi, local que serve diversos tipos de sanduíches dos mais variados recheios. Minha parte e da esposa saiu por 15 euros, com três sanduíches e bebidas.
      Pegamos novamente o metrô e descemos na estação Barberini. Enquanto minhas companheiras faziam compras fui bater pé por algumas atrações da cidade. Visitei a Fontana de Trevi, Panteão, Templo de Adriano e Piazza Navona. Antes de voltar para o hotel, nós paramos para um jantar em uma cafeteria que não recordo o nome.

       
       

      Total de gastos no dia:
      9 euros de metrô para a aquisição de seis bilhetes.
      28 euros para dois ingressos para o Coliseu (pago no Brasil).
      35 euros em almoço no restaurante Ristorante Pizzeria La Francescana.
      26 euros para dois ingressos para a Necrópole do Vaticano (pago no Brasil).
      15 euros em lanche no 200 Grandi.
      8,90 euros em jantar numa cafeteria/lanchonete.
       
    • Por Cezar Valério
      boa noite, gostaria de saber quanto custa mais ou menos para ir de paris a Chamonix e de Chamonix até florença, se esse percurso é maneiro, se custa caro viajar de carro ( o combustível e pedagio). valeu


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