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Você fala em compra de passagens na bus sue pela net.Como?Primeiro que nem é necessário, mas principalmente, que há uma lei que exige RUT para esse tipo de transação. 

Nesse dia que ficou em Natales,sem ter o que fazer,por que não foi ao museu?Eu também fiquei quando fui,pois voltei de navimag e o barco atrasou 2 dias,pois entrou Krill no motor dele,o museu passou algum tempo.

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2 horas atrás, D FABIANO disse:

Você fala em compra de passagens na bus sue pela net.Como?Primeiro que nem é necessário, mas principalmente, que há uma lei que exige RUT para esse tipo de transação. 

Nesse dia que ficou em Natales,sem ter o que fazer,por que não foi ao museu?Eu também fiquei quando fui,pois voltei de navimag e o barco atrasou 2 dias,pois entrou Krill no motor dele,o museu passou algum tempo.

Sim, o transfer no Atacama não é necessário reservar pela net. O que fizemos foi entrar em contato e agendar a hora da chegada para o agente nos pegar no aeroporto. Pagamos o transfer na chegada. Mas, o de Punta Arenas a Puerto Natales assim o fizemos com tudo confirmado por e-mail. Quanto ao dia em Puerto Natales, o dono do Hostel disse que naquele dia não tinha uma outra atividade a fazer na cidade a não ser trekking.

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Conversa dele,o museu fica aberto direto,sendo que na temporada até as 19h.Também há outro museu nas instalações do Porto,o industrial, mas esse não quis ir visitar.É bom ver sites locais,como welcome Chile ou o tripasvisor para saber.

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De 05 a 19 de janeiro são só 15 dias.

 

Conseguiste fazer do norte ao sul do Chile em tão pouco tempo?

Não foi tudo a correr?

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Oi, boa noite.

Queria sua opiniao, eu vou ficar 10 dias no chile. 5 deles sozinha e depois meu namorado vai pra lá. Vc acha que é viável ir para o Atacama ? Tem nocao se da pra ir de bus ?

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Em 23/03/2018 em 09:54, Sr_Sniper disse:

De 05 a 19 de janeiro são só 15 dias.

 

Conseguiste fazer do norte ao sul do Chile em tão pouco tempo?

Não foi tudo a correr?

 

Em 23/03/2018 em 09:54, Sr_Sniper disse:

De 05 a 19 de janeiro são só 15 dias.

 

Conseguiste fazer do norte ao sul do Chile em tão pouco tempo?

Não foi tudo a correr?

Sim, conseguimos e foi cansativo. rss. Pena que não deu tempo para ficar mais na região central do Chile. Mas, está nos planos futuros.

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Em 23/03/2018 em 19:32, Mirela Melo disse:

Oi, boa noite.

Queria sua opiniao, eu vou ficar 10 dias no chile. 5 deles sozinha e depois meu namorado vai pra lá. Vc acha que é viável ir para o Atacama ? Tem nocao se da pra ir de bus ?

Oi Mirela. Sim é possível vc ir sozinha ao Atacama. Achei muito tranquilo. Eu voltei para Santiade ônibus. Foi um dia e uma noite viajando. Para ir ao Atacama fui de avião, como descrevi no relato.

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    • Por Gedielson
      A ideia de fazer o relato do meu mochilão pelo chile é partilhar com os outros um pouco da experiência de viajar e servir de incentivo e orientação do que fazer (ou não fazer).
      Vamos lá!
      Diário de bordo 1

      Sai de Londrina no domingo dia 18/12 às 7:45. Nunca pensei que uma simples viagem de Londrina para ctba pudesse demorar tanto. O ônibus entrou em tudo quanto é cidade, distrito e vila. Mas tbm fez uma parada na famosa "soledade". A máquina de suco natural de laranja é a melhor.
      Bem, depois de ser "assaltado" com os preços da Parada Soledade, foi hora de seguir viagem.
      Cheguei em ctba as 17:30. Quase 9 horas de viagem pra percorrer 400 km.

      O ônibus para Santiago estava previsto de saída às 20:00, mas só chegou as 22:00. A única opção que tive de ônibus foi a Chilebus. Deu trabalho pra compra a passagem, mas tudo funcionou bem.
      O que me tranquilizou foi que tinha algumas irmãs/freiras, da ordem trapista, que iriam embarcar no mesmo ônibus que eu e já haviam viajado outras vezes neste ônibus e disseram que ele costuma mesmo atrasar.
      Detalhe, uma das irmãs veio me perguntar se eu estava com bagagens e se eu não poderia assumir uma de suas bagagens. Infelizmente não dava neh. Não dá pra confiar nem em uma trapista hehe.
      Bem... As 22:00 o ônibus chegou. Embarquei e seguiu viagem.
      Logo que entrei, de tão cansado que estava eu dormi fácil. Não era nem 1:30 já passamos em Floripa em Porto Alegre as 6:40.
       
       
      Diário de bordo 2 Esse foi um dia de estrada. Saímos de porto alegre as 7:00, rumo ao interior do RS. O motorista não tinha dó de pisar no acelerador hehe Tbm não tinha dó de nós, só foi parar em Uruguaiana, última cidade do Brasil. Paramos para tomar banho e comer. Ahn banho... Como me fez bem! O guia disse que seria uma parada de 1:30. Ficamos um pouco mais de 2 horas parados. Foi bom pq arrumei uma tomada e deu para completar a carga do cel. Depois, mais duas horas parados nas alfândegas do Brasil e Argentina. Engraçado como é uma burocracia burra. Fiscalizam tanto para não fiscalizar nada. Seguimos viagem, agora do lado argentino. No começo pegamos umas estradas ruins, o ônibus andava muito devagar. Foi possível observar um belo por do sol. Depois de servido um lanche logo dormi. Acordei em uma parada lanche e banheiro, mas acho que demorei acordar e so deu tempo de ir ao banheiro rsrs e logo já voltamos para a estrada e dormi dnovo.     Diário de bordo 3   Já acordei bem mais no interior argentino. Estava em Rio Coarto, a 465 km de Mendonza. Fizemos uma rápida parada em um posto de gasolina para uma ida no banheiro. Tentei comprar algo de comer, me informaram que não aceitavam reais e nem dólar. Depois, já dentro do ônibus me falaram que conseguiram comprar com reais. Uma pena, estava faminto heheh Agora já é possível perceber alguma mudança na paisagem, já não tão tradicional. Quando chega em Mendonza, aí sim vc percebe que está em outro país. De longe vc começa a avistar os Andes com seu topo ainda coberto de gelo. A sensação de passar pelos Andrés e incrível. Impressiona a grandeza. Depois de muito subir, atravessamos para o lado chileno, e depois de uma via Crucis na alfândega chilena, voltamos a rodar.   Se a subida do lado argentino já é lindo, a descida do lado chileno é de tirar o fôlego.   A chegada em Santiago foi tranquila. Uma rodoviária apertada, lotada, lembra o camelo de Londrina ou até mesmo a região da 25 de março. Logo que desembarquei, fui atrás de comprar um chip local e trocar alguns pesos chilenos, o que pude fazer na rodoviária mesmo.   Na rodoviária tbm tinha mc donalds. Pensei que seria a solução pra minha fome infinita.  Pqp, pior Mc q já comi na minha vida! Lanche, suco(sem gelo), batata... Tudo parecia ser do dia anterior. Mas, enfim, eu tava com fome... E mesmo comendo um pouco, continuei com fome kkkkk Chamar um uber não foi tão prático como é no Brasil, mas deu certo. Cheguei no hostel. Hostel Chic. Muito bom! Limpo, organizado, confortável. Tomei um banho e fui dormir, estava exausto.     Diário de bordo 4   Acordei antes do cel despertar. Acho q é a vontade de viajar heheh Meu ônibus para San Pedro saia as 9:30, então coloquei o cel para despertar as 7:45 pra ter um tempo de ajeitar as coisas, utilizar do banheiro, tomar café e voltar para a rodoviária.   Eu já tinha comprado a passagem no dia anterior. Levantei, arrumei as coisas, tomei café e fui...rodoviária.   Comprei passagem pela Turbus. Saiu o equivalente a R$ 250,00. Um tanto barato pelo tanto que vou percorrer. A previsão é de 22 horas de estrada. Tinham me recomendado não pegar o Turbus, mas acho que estavam enganados. O bus e muito confortável e o melhor de tudo é que da pra carregar o cel é o carregador funciona de vdd, ao contrário de muito ônibus que conheço no brasil.   Obs. Perdi um carregador portátil de cel no hostel. Inexplicavelmente ele sumiu. Ainda bem que tenho outro. Agora é só esperar chegar em algum lugar descente para comer.   Hunnn Quase  10 horas na estrada e o lugar descente para comer não chegou. Não é que não chegou o lugar descente, é que não chegou lugar algum para comer. Graças a Deus que sou o mínimo prevenido e do Brasil eu trouxe algumas porcarias, tipo, bolacha passatempo e pingo de ouro, foi o que salvou.   A paisagem, desde que saí de Santiago não mudou muito. Muita montanha e um lugar bastante árido, com pouquíssima vegetação. Cidades uma distantes das outras, com uns 100 km ou mais. Ahn, no meio do trajeto foi possível avistar o oceano pacífico (eu nunca tinha visto outro oceano além do atlântico). Emocionante. Por um bom tempo viajamos com ele a esquerda.   O sinal de celular/internet funciona muito bem aqui (pelo menos com o chip q comprei). Funciona até atravessando túnel.   Fiz um amigo. Um australiano que sentou ao meu lado depois de algumas cidades. Por sorte ele fala um pouco de espanhol e português. Pq meu inglês é muito amador hahah.   Aproveitei uma entrada em uma cidade para comprar algo de comer. Não foi uma parada. Foi só embarque e desembarque, mas o australiano, vendo meu desespero por comida, segurou (pq senão o bus tinha me deixado) o bus enquanto eu comprava um salgadinho da Elma chips. Horrível e caro, diga-se de passagem kkkkk   No bus serviram uma bolacha, tipo walfer e um suco (doce que nunca vi igual) Deu pra dar uma enganada na fome.   Obs. O cenário muda quando chegamos em alguma cidade. Embora de ruas estreitas, elas parecem bem organizadas, mesmo entre tantas montanha, pedras e areia.  Apesar de longa e cansativa, a noite dentro do bus foi tranquila. Agora é só chegar no Atacama.   Diário de bordo 5     Primeiro dia no Atacama. Depois de mais de 20 horas de viagem, chegou. Meu hostel ficava bem perto da rodoviária. Cheguei às 9, mas meu check in era só às 14.   Victor, que toma conta do hostel deixou eu ingressar, tomar um banho e deixar as coisas mesmo antes do check in.   Banho tomado, fui atrás de agências para fazer os tours.   Pesquisei algumas, mas a que melhor se encaixou no que eu queria foi a Ayllu, uma agência praticamente brasileira. Fechei com eles ao meio dia e o primeiro tour foi às 14. Só o tempo de almoçar e já ir.   Almocei em um restaurante bom. Tortilhas acompanhada de guacamole. Mui bueno!   Passei no hostel, peguei a mochila e foi para o tour. Termas de Puritana. Foi quase um tour vip, uma vez que estava só eu e mais um casal de SP. Eduardo e sua namo (não lembro o nome, então pode ser Mônica rsrs).   Termas é top demais. Um oásis que corre no deserto. Uns 3000 m de altitude e a temperatura média da água é de 25 a 32 graus. São 7 piscinas, todas próprias para banho. Uma água muito cristalina. É possível ver o fundo em qq lugar q vc estiver.   Tentei tirar fotos debaixo da água, mas sem muito sucesso hehe   Depois de experimentar das 7 piscinas, foi a hora do lanche da tarde (oferecido pela agência), com prato principal cevichi, muuuuito bom, acompanhado de vinho branco  e mais um monte de coisas que nem me lembro.   Foi um tour sensacional.   Voltei para o hostel já quase de noite. Achei que em San Pedro do Atacama demora muito escurecer. Até 9 ainda está claro.   Cheguei exausto no hostel. E ao invés de tomar uma banho e descansar, não... Tomei um banho e fui atrás de uma agência que faz o tour astronômico. Consegui pegar a última vaga do ano, porém, o tour saia a meia noite. Contratei mesmo assim, queria muito fazer. Tem duas horas e meia de duração, ou seja, voltaria as 2:30 da madrugada. Detalhe, as 5:30 a van do tour do dia seguinte passaria no hostel me pegar.   Apesar da canseira foi muito bom ter feito o astronômico.   A vista do céu aqui do Atacama não tem igual. Uma guia, Alessandra, dava explicações sensacionais, cativante. Faz vc se apaixonar por astronomia. Depois de mais de uma hora de aula a céu aberto, somente com os astros iluminando e um frio de zero grau, foi a hora de observar os astros nos telescópios. Outra experiência única.   E para finalizar o tour, tivemos uma espécie de bate papo com um e astrônomo, Alan. Algo sensacional tbm. Acompanhado de chocolate quente.   Ônibus me deixou no hostel.  Só apaguei. Já dormi com a roupa de acordar no dia seguinte. Ou melhor, dali 3 horas hehehe.       Diário de bordo 6   Dia de conhecer as Lagunas Altiplânicas, Vale de la luna e Vale de la muerte.   Acordei cedo, muuuuito cedo. Me confundi com o fuso horário kkkkk Mas graças a Deus que foi mais cedo e não mais tarde. Sem contar que já tinha ido dormir bem tarde na noite anterior.   Bem... A van passou me buscar no hostel com algum atraso (isso se repetiu outras vezes ).   Logo quando saímos em direção as altiplânicas o guia avisa q teremos duas horas de viagem e seria bom que a gente dormisse para chegar bem descansado.   Dormir era uma coisa que eu precisava muito. Mas, pera... Cade o encosto de cabeça no banco da van?? Simplesmente não tinha kkkkk (conforto nessas vans tbm nao era o forte da agência) Tentei de várias formas. De varias mesmo, e depois de bastante malabarismo ajeitei um jeito desajeitado para tentar dormir. A canseira era tanta q consegui.   Quando estava para chegar nas lagunas, acordei com os sacolejos da van. Chegamos em Piedras Ojas primeiro. Onde tbm tem lagunas. Fazia tanto frio que quase não foi suficiente a roupa que estava vestindo. Somente com o rosto de fora e isso com alguma proteção de óculos de sol, ainda sentia frio. Uma delícia!   Piedra Ojas é perfeito. Suas pedras avermelhadas, com contraste do sal das lagunas, as lagunas que mais parece um espelho de tanto que refletem perfeitamente as montanhas que a cercam. Depois de curtir essa paisagem espetacular e poder tirar algumas fotos, a agência preparou um delicioso café da manhã. Eles montaram o café neste cenário. Ainda que fosse meu costumeiro pãozinho com manteiga e café já seria muito bom. Depois dessa etapa, fomos para as Lagunas Altiplânicas, tem os nomes mas não me recordo agora. São perfeitas tbm. Com um azul vivo que parece filtro de foto.   Nessas lagunas vc não pode chegar tão perto. Mas tem uma trilha entre uma e outra, com um caminho desenhado por pedras, que vc pode percorrer, um trecho de uns 2 km. Lógico que eu quis fazer. O cenário vai ficando mais espetacular conforme vc vai percorrendo a trilha. Mas, detalhe, estava a mais de 4000 m de altitude, era meu primeiro tour com tanta altitude, então, 2 km se tornam 20 hehehe No final da trilha eu estava quase morrendo. Alguns tinham andado mais rápido do que eu, outros ficaram pelo caminho, e estava só eu e minha garrafa de água de 1,6 que já estava bem menos da metade. Quase desisti, mas era uma questão de honra.   Finalmente cheguei na segunda laguna. Recompensador. E a van estava lá esperando. Na volta passamos pelo linha do trópico de capricórnio, o que para mim não é grande coisa rsrs(moro bem perto deste trópico), mas foi bom saber que estava no mesmo grau que em casa. Voltamos para a agência. Serviram almoço pra nós e seguimos para o segundo tour do dia: vale de la luna e vale de la muerte.   Tour este onde faz muito sol e muito calor. Entao... Ja comprei mais uma garrafa de 1,6 l de água. E lá fomos. Primeiro no vale de la luna.   Sebastian foi o nosso guia neste tour. Primeiro atravessamos uma caverna formada com o trabalho da água do oceano sobre os tantos minerais dessa região, principalmente o sal. Vc pode ver e tocar nos cristais de sal ao longo de toda a caverna. Quando começamos a entrar na caverna, confesso que fiquei com medo. Sei lá... Va que dá um terremoto bem na hora q estou dentro heheh vai saber!   Mas não, foi dboa. Alguns trecho da caverna ela se torna bem apertada, por isso o guia recomendou q não levasse nada além do celular, até pq precisaria da luz do cel em algumas partes, mas eu, com medo de dar um terremoto e acabar preso dentro da caverna, levei minha garrafa de água rsrs   A experiência na caverna foi além de minhas expectativas.   Quando saímos da caverna, subimos um bom trecho a pé, na beira de uma duna enorme de areia. Ao chegar no topo é possível ter uma vista que 360° do vale de la luna. O vale tem este nome pelo fato de todo o seu terreno é muito similar com o terreno lunar. Todo acidentado, cheio de crateras. Parecido com o que vemos nos filmes daquilo que deve ser a lua ou marte. A sensação é indescritível. Uma pergunta não sai da cabeça: como tudo aquilo se formou? Quando ocorreu? Foi somente a força da natureza? Parece impossível! A impressão que fico é que foi tudo cuidadosamente desenhado. Depois do mirante foi a vez de percorremos aquilo que chamam de anfiteatro. Um paredão imenso de rocha avermelhada que lembra muito uma arena do tipo romana. Passamos tbm pelas três marias. Tres, ou melhor, apenas duas rochas em pé, solitárias. Digo duas pq originalmente eram três, mas a algum tempo um turista subiu em uma para tirar uma foto e ela se quebrou. Diz a lenda que foi um brasileiro, porém, eu e meus companheiros de tour resolvemos mudar a lenda e dizer que foi um turista argentino rsrs.   Saindo dali fomos para o Vale del la muerte e Pedra do Koiote. Cenário que lembra bastante o do desenho do Papa-léguas.   Ali foi nos serviram um lanche da tarde, sempre acompanhado de um bom vinho e apreciamos o por do sol. Retornamos para a cidade e embora estivesse quase morto de canseira, precisei sair para trocar dinheiro. Faz parte da vida de um viajante.       Diário de bordo 7   Hj a van até q não atrasou tanto (taaaanto). Era para passar as 5:30 e passou quase as 6. O problema é q a agência colocou 11 pessoas em uma van com 10 lugares e por isso tivemos que passar em um outro local para por um banco a mais. Isso sim ajudou a atrasar ainda mais. Saímos às 6:30.   Isso foi ruim. Pq o tour da manhã era nós Gêiseres del Tatio e o fenômeno dos gêiseres são mais intensos na madrugada. Por isso é importante sair o mais cedo possível.  As outras agências iniciam o tour dos gêiseres as 4:30 da madrugada. Deixo aqui minha indignação com a Agência Aylu, e sinceramente, se hj fosse escolher uma agência, com certeza não seria ela.   Por causa do atraso, nosso guia subiu os 4500 metros de altitude muito rápido, o que acredito que ajudou no mal estar que senti ao chegar no local dos gêiseres. A princípio eu pensei que não conseguiria sair da van. Mas bem capaz... Não tinha como não conhecer este fenômeno.   A água sai da terra a uma temperatura média de 80°, o que nessa altitude é mais q suficiente para ferver.   O cheiro de enxofre é forte. Um cheiro que parece com o cheiro de ovo cosido.   O nosso guia foi muito rico nas informações que passou. Acrescentou muito ao tour.   Vapores por toda parte. Águas saindo da terra como se fosse um chafariz. Por todo o parque existem áreas delimitadas para evitar acidentes. Há relatos de turistas que sofreram graves danos com acidentes e outros que até mesmo morreram, tendo em vista que facilitaram e abusaram do espaço.   Apesar de algum temor de acidentes, quando respeitado os limites, o tour é tranquilo.   Em vários pontos é possível tocar na águas fervendo. Claro que fiz isso por várias vezes. Até pq ajudava a descongelar a mão que estava congelada do frio.   Nos gêiseres tem tbm uma piscina térmica que os turistas podem banhar-se. Entrei só um pouco, pois não é recomendável a permanência de mais do que dez minutos, devido a presença de alguns minerais que pode ser prejudicial a saúde.   Eu tbm nem queria ficar muito. Tava frio e a água não é taaao quente assim na piscina.   Ao sair da piscina tomamos um excelente café da manhã ali nos gêiseres mesmo.   A altitude me fez muito mal. Senti mal do estômago, muita fadiga, um mal estar e tontura. Ao contrário dos outros dias, não tive dor de cabeça, mas a sensação não é nada legal.   Ao descermos dos gêiseres, passamos por um vale belíssimo. Cheio de verde, vida animal e vegetal. Geralmente os turistas param ali para apreciação da paisagem e claro, tirar umas fotos, mas a nossa van não parou, somente passou bem de vagar, parando em alguns pontos, mas não descemos. Por um lado, eu estava tão mal e até achei bom não ter que descer.   Ao retornar para San Pedro, fui imediatamente em uma farmácia q tinha perto da agência e comprei um "sal de frutas". Foi tomar e a mal estar passou imediatamente. Graças a Deus! Pq dali a pouco já tinha o tour da tarde para fazer e não queria perder de jeito nenhum.   Algum tempo de espera e já sentindo fome (claro rsrs), partimos em direção as Lagunas Escondidas.   Não ficam tão longe de San Pedro. As duas vans lotaram e por isso eu é uma outra turista, Nathalia, tivemos que ir de Hilux, VIPs kkkkk   Foi legal que o tivemos um guia só para nós dois.   Mas, mesmo tendo um guia só para nós dois, ele não nos alertou de algo muito importante sobre as lagunas escondidas. Bem... As Lagunas Escondidas é um complexo de 7 lagoas formadas por águas subterrâneas e que por estar em uma área rica em sal, elas são praticamente conhecidas como lagoas salgadas.   A coloração delas são perfeitas. Contrastam com o branco do sal e variam entre um verde bem claro e vários tons de azuis.   Em duas dessas lagoas é possível entrar e o mais interessante, além da beleza, é que a concentração de sal é tão grande que por mais que vc queira ou tente, não consegue afundar.   As lagoas aptas para o banho e a primeira é a última. Então, como logo a primeira já era apta para banho, já providenciei minha sunga e cai na água. Como sabia q não afundava, entrei com aquele típico salto meio que abraçando os joelhos.   Pqp kkkkkkkk Foi isso que o meu guia vip não me alertou. Não deveria molhar o rosto (claro). É tanto, mas tanto sal que fica insuportável ele no rosto, lábios, olhos e nariz.   Logo que mergulhei de cabeça e todas as outras pessoas fizeram um coro de NAAAAO, um colega me arrumou uma garrafinha de água doce que limpei minha mão e depois limpei o rosto. Com isso fiquei zero km. Deu pra curtir a lagoa sossegado. O que me conforta é que outro colega fez o mesmo que eu heheh   A sensação de não afundar é muito boa. Estranha no começo, mas assim q vc pega o jeito da coisa fica muuuuito bom. A água é fria e tinha bastante vento, mas, dois min que vc está na água já está acostumado e não quer mais sair. Mas o almoço nos esperava. Um delicioso frango acompanhado de uma especie de pure de batata. Sempre regado com vinho. Comi muuuuito e depois de alimentado fomos percorrer as outras lagunas. O terreno é lindíssimo e é ajuda na beleza das lagunas, como relatei acima.   Ao chegar na última (apta para banho), o sol já estava mais baixo e o vento aumentava. Confesso que estava com medo do frio, mas mesmo assim entrei e foi show. A última é muito melhor q a primeira. Maior, mas funda, mais espaço, mais beleza. Se é que isso é possível.   Retornamos para a agência. Ao voltar para o hostel, acompanhei algumas meninas que estavam no tour e se hospedavam para o mesmo lado.   Paramos em um sorveteria e tomamos sorvetes com alguns sabores exóticos. Delicioso1 Passei na rodoviária para tentar comprar passagem para Santiago. Já estava fechada. Véspera de natal é complicado.   Cheguei no hostel, arrumei um pouco da minha bagunça, preparei as tralhas do dia seguinte. Estava quase que sozinho no hostel. só havia mais um casal, mas em acomodação bem longe.     Banho tomado, sai para trocar dinheiro e comer com um casal de amigos que conheci no tour. Por ser véspera de natal, os poucos restaurantes que estavam abertos estavam lotados. Encontrei o Felippe e a Rebeca no restaurante combinado, porém, muito mais tarde que o combinado. mas, deu bom!     Como eles já tinha jantado, participei só dá sobremesa. Muito boa por sinal.   Voltei para o hostel e dormi. Pq amanhã tem mais. Último dia.     Diário de bordo 8   Último dia em San Pedro.   O dia não começou tão cedo, até pq hj é só um tour.   Preferi ir até a agência do que esperar a van passar no hostel me buscar. Até pq quis passar na rodoviária tentar comprar passagem. Não consegui comprar pela internet.   Dei azar, rodoviária fechada. Normal, dia de natal neh. Fui para a agência. Não deu tempo de tomar café e já saímos. Dia de visitar o tão esperado Salar de Tara.   A caminho de lá passamos pertinho do vulcão Licancabur. Ver de perto é sensacional.   Parte do tour foi tbm o famoso Protetor do deserto do Atacama   Depois, mais estrada. Mas a estrada não é algo fixo. É no meio do nada. O guia é que vai fazendo em meio as pedras.   O caminho é longo, mas todo o trajeto é belíssimo. Ao chegar no Salar de Tara o espetáculo é ainda maior. Imenso, parece que que não tem fim. Um paredão de pedras em meio a penhascos e vales.   A vontade é ficar admirando a paisagem por horas. São pedra e rochas de vários formatos, cores e tamanhos.   Ainda passamos por outros penhascos de cores diferentes e formas perfeitas q contrastam com o céu azul. Perfeito. A última etapa do tour foi na Lagoa dos Flamingos. A van nos deixou em uma parte bem ao alto, perto do paredão de pedras e descemos por uma trilha.   Perfeito!  Curti cada momento. Afinal era meus últimos momentos neste paraíso. No fim da trilha, um delicioso almoço nos aguardava. Salmão com mais um monte de coisa.   Dessa vez, como já tinha acompanha as outras refeições, fiquei por último para me servir. Sabia q não ficaria sem. E por isso pude pegar bem mais que o normal hahahah   Na hora que cheguei na mesa a galera me chamou de pedreiro kkkkkkkk Foda-se, comi muito bem   A volta foi bem rápida, até pq não aguentei o sono e dormi uma parte do caminho. Quando cheguei em San Pedro, nem fui para o hostel. Pedi para me deixarem na rodoviária.   Graças a Deus deu tempo de comprar a passagem ainda para o dia 25. Era 4 da tarde e o bus saia as 18:45 para Santiago. Comprei uma das últimas passagens.   Corri para o hostel. Do qual já tinha feito o chek out, mas o Victor autorizou eu deixar minha mochila lá. Então, tomei banho bem tranquilo, separei o q precisava levar comigo dentro do bus. Carreguei o cel é o carregador portátil e pronto, partiu Santiago com alguns dias de antecedência uhul Que venha Santiago! 20 horas de viagem. Entrei no bus e tomei um dramim. Nem precisava, mas foi só para garantir que dormiria e apaguei geral.   Diário de bordo 9   Dormi tanto que fui acordar já era umas 10 da manhã. Já estava até bem perto de santiago.   Por isso, esse fim de viagem foi dboa. Lendo, comendo, dormindo, contemplando o Pacífico.   Chegando em Santiago a paisagem muda. Fica muito mais verde.   Desembarquei em Santiago peguei o metrô e fui para o hostel que eu teria reserva para dali dois dias. O jeito era arriscar.   Quando cheguei no hostel, o cara foi taxativo: só se tiver reserva; estamos lotados. Ele me indicou outros vários ali na região mesmo.   Fui em um vem perto, em uma rua paralela. Nada, lotado. Bateu uma preocupação hahah   Fui para o próximo do mapa, hostel Kombi. Nesse tinha vaga. Ufaaa. E era bem barato. Precisava de 3 noites em Santiago, mas como já tinha a reserva da última noite, contratei por duas.   Tomei um banho e sai explorar um pouco da região onde estava. Muito legal por sinal. Deu tempo de conhecer um parque e um pouco do comércio da região, já que nessa época do ano o sol se põe em Santiago quase as 9 da noite. Comi tbm, estava faminto.   Passei no mercado e comprei mais umas porcarias pra comer.   Sempre gosto de ir em mercados em outras cidades. Minha mãe tbm ama hahaha Eu acho q é como participar um pouco da vida local.   Voltando no hostel, coloquei um miojo pra fazer, mas daí fui comunicado que rolaria uma pizza no hostel. Resolvi pagar e participar. Seria uma forma de interagir. Só que não.   No hostel haviam vários gringos. Até aí tudo normal.   Foda é quando eles falam outra língua q não o espanhol.   Mas vários falavam espanhol, mas eram argentinos e chatos (não acho que todos os argentinos sejam chatos pfv).   Tentei interagir, mas sem chance. Só conversavam entre eles. E olha q sou fácil fácil de fazer amigos. Mas com esses argentinos, sem chance hhahah Comi a porcaria da pizza. Não passava de uma massa ruim d pão com molho de tomate barato. Recheio quase não tinha. Ou seja, não valeu de quase nada rsrs Sem problema, valeu a experiência de conhecer estes argentinos mal humorados kkkkkk e fiz amizades com algumas chilenas e chilenos (estes sim bem legais).   Deitei e apaguei.       Diário de bordo 10   Acordei às 9 para tomar o café que era servido até as 10. Depois tomei um banho e era dia de explorar a Santiago.   No meu quarto tinha um chileno. Pensa num mlk bom de papo. O que os argentinos não eram de conversar, esse chinelo era.   Depois de conversar sobre várias coisas, fui tomar um banho e sai para o tour. Sempre de metrô, que Santiago é muito bem servida. Te leva por onde precisar.   Primeira parada foi no Museu da História Natural, o Museu Nacional, que fica dentro de um parque com muito verde. Só o parque já valeria a pena. Mas o museu é muito top. Fiz bem em escolher ele como destino.   Depois dali fui para o museu dos Direitos Humanos, um museu da ditadura militar do Chile. É muito interessante e importante o museu, mas confesso que deveria ter ido primeiro nele e depois no da História Natural. Pelo simples motivo que vc sai de lá um tanto deprimido.   Mas valeu, foi bom!   Percorri um trecho da cidade a pé mas estava longe do meu próximo destino, então resolvi pegar o metrô em direção a outro parque. Parei para comer (claro haha) e depois só curti a natureza.   Voltei para o hostel caminhando. Não cheguei tarde no hostel.   O chileno estava la. Conversamos um pouco. Ele saiu  Eu tomei banho e sai tbm.   Como a região que eu estava era de muitos bares, sai dar uma passeada. Resolvi entrar em um e tomar uma cerveja. Neste bar tinha tipo um standard. E como eu era o único brasileiro ali, logo tornei parte do show.   Foi muito engraçado.         Diário de bordo 11   Último dia em Santiago. Acordei cedo para aproveitar o café do hostel. Tomei um banho. Arrumei minhas coisas. Fiz o check out. Deixei a mochila no hostel e fui em direção ao edifício mais alto da América latina, Gran Torre Costenera. E possível subir nele e apreciar toda Santiago em 360°. O elevador sobe muito rápido. O ouvido chega a tampar.   Lá de cima e show. Um edifício novo. Muito bem cuidado e dizem ser resistente a terremotos.   Eu e um grupo de turistas tivemos o acompanhamento de uma guia que falava português, ajudando bastante a entender a história de Santiago e seus principais pontos. O edifício fica agregado a um grande shopping. Tinha ouvido falar que tinha nesse shopping lojas de departamentos com ótimos preços. Não sei o que é ótimos preços pra esse povo. Pra mim tava tudo muito caro. Só comprei uns vinhos e chocolate. Ou seja, quase tudo q uma pessoa precisa na vida kkkkkk   Passei no meu novo hostel, fiz o check in e fui deixar a mochila no quarto. Este hostel tbm era muito bom. Praticamente um hotel, mas vc fica no quarto com várias pessoas.   De cara já encontrei com um brasileiro. Trocamos algumas informações e ali, na hora já combinamos de pegar uma balada. Afinal, está era minha última noite no Chile.   Votei para o antigo hostel pegar minha mochila e o brasileiro já tinha comunicado com outros dois brasileiros do novo hostel sobre a balada, ou seja, iríamos os 4.   A balada começava as 23 mas quem chegasse até a meia noite não pagava a entrada. Era tudo o que 4 brasileiros em fim de viagem precisavam kkkk   Descansei um pouco, fui ao mercado comprar porcarias pra comer durante a viagem do dia seguinte, tomei um banho. Comi um MC (claaro) e fomos pra balada.   Eu tinha olhado no mapa e visto q não era longe, por isso resolvemos ir andando. Pelo menos na região em que estávamos a cidade de Santiago é bem tranquila   Chegamos dentro do horário free.   A balada não era das melhores, mas isso se compararmos ao Brasil. Pq acho que de Santiago deve ser uma das boas. Tava bem lotado e a música era boa.   Valeu a pena para encerrar a viagem ao Chile.   Acho q não gostamos muito. Só fechamos, literalmente, a balada kkkkk Fomos os últimos a sair.   Chegamos no hostel às 5:00. Valeu, valeu, valeu!       Diário de bordo 12   Acordei às 6:30. Precisava pegar o metrô e chegar no terminal rodoviário umas 7 para embarcar as 8.   Foi tranquilo.   Gastei meus últimos pesos chilenos no rodoviária e partiu Brasil.   Apesar de estar com sono, quis curtir um pouco mais das paisagens do Chile e dos andes.   Como demorou na fronteira Chile/ Argentina, aproveitei e puxei um ronco.   Depois, mais de andes e aí sim, depois de ter descido eu dormi. Apaguei. Acordei já muito dnoite.   Paramos em um posto e gastei o q tinha de pesos argentinos. Pra que voltar com dinheiro neh?!.   Comi e voltei a dormir.       Diário de bordo 13   Amanheceu o dia, ainda era Argentina. Ta louco, é estrada que não acaba mais.   Na verdade, eu que escolhi andar tanto por estrada. Preferia até mesmo fazer todo esse trajeto dirigindo, mas, como não era possível, optei em fazer de bus mesmo. Também poderia ter optado em ir de avião. O preço não era muito diferente e tenho ciência de que todo esse tempo de estrada eu poderia ter aproveitado por lá. Afinal, foram mais de 10.000 km rodados de bus. Mas, a intenção era essa mesmo. Rodar de bus. Passar por lugares que um voo de pouco mais de duas horas não me proporcionaria. Conhecer lugares que o buzão passou. Conhecer pessoas que esse tempo no bus oportunizou   Enfim... Perto do meio dia chegamos na fronteira Argentina/Brasil. Trâmite dos dois lados. Saímos de lá quase as 2 da tarde.   Paramos em um restaurante. Parada de duas Horas para banho e almoço. Saímos umas 4 horas.   Estrada e um pouco de chuva.   Passamos por porto Alegre quase meia noite e dormi pra passar logo a viagem.       Diário de bordo 14   As 5:30 da manhã passamos por Floripa.   Em ctba chegamos as 10. Deu tempo de comprar a passagem do bus q sai às 11:00. Porém, esse bus demora pra caramba pra chegar em Ldna, pois ele vai parando em tudo quanto é lugar (parecido com o da ida).   Chegada em Londrina ás 20:00.   Mas graças a Deus a viagem foi toda tranquila, sem nenhum incidente, superou minhas expectativas.   Obrigado Senhor!  
    • Por gleydy
      Olá amigos,
      voltei este ano com mais uma viagem e de volta à Patagônia. A primeira foi Ushuaia e agora foi a vez de El Calafate (ARG), El Chaltén (ARG) e Torres Del Paine (CHI).
      Foi uma viagem para a liberdade das trilhas, mesmo sabendo que algumas seriam dolorosas já que tenho problemas no joelho, mas valeu cada dorzinha. Para quem gosta de estar ao ar livre, vendo a natureza na sua forma mais pura e linda, recomendo esta viagem, mais especificamente El Chaltén  👣👣
      Vamos às dicas e narração dos fatos mais importante que vivenciei. Fotos não são tá importantes, já que se pesquisae no Google encontra mais bonitas que as minhas, mas colocarei algumas no final da narração.
      Saímos de Florianópolis para El Cafalte pelas Aerolíneas Argentinas. Cabe uma observação aqui em relação a essa companhia aérea: é uma empresa que trata seus passageiros com muito respeito. Ocorrem imprevistos sim, porém são solucionados da melhor forma possível sem causar stress aos seus clientes. Não ficamos nem um minuto no limbo sem saber o que fazer devido a algum problema de mudança de horário ou cancelamento. Eles realocam de forma a não perder teus próximos vôos e se não houver essa possibilidade, acham uma solução nem que seja bancar estadia em hotel com refeição e táxi de/para aeroporto. 
       
      EL CALAFATE
      Voltando, Chegamos em El Calafate para conhecer a cidade e o tão falado Glaciar Perito Moreno. Ficamos num Hostel (De Las Manos) e a cidade ficou sendo nossa base para as idas e vindas das outras cidades. O Hostel é bom em termos de acomodação, mas o café da manhã foi o pior que já comi em toda minha vida e o wi-fi é bem fraco. São dados que podem ser importantes para uns e não importantes para outros, por isso achei melhor colocar aqui.
      A cidade é limpa, bonita e com muitas opções de restaurante e suas famosas parrilhas. Os preços são similares em todos os restaurantes, mas a opção econômica continua sendo cozinha no hostel. Muitos cachorros nas ruas e dos grandes, o menos era um pastor alemão ... kkkk ... cada um mais lindo que o outro. Achei que só veria isso em São Pedro de Atacama, mas não pelo jeito na região Patagônica também estão na rua e são alimentados pelos restos dos restaurantes e açougues ... passam muito bem e são acariciados pelos turistas constantemente.
      No próprio hostel fechamos o transfer para a ida para Perito Moreno (lá nós ficamos livres, sem necessidade de seguir guias). Também fechamos o ônibus para El Chaltén e Puerto Natales (Chile - base para Torres Del Paine). Também há o transfer para o aeroporto que sai bem mais em conta do que táxi. Lá no aeroporto todos cobram $900,00 (hoje em torno de R$ 90,00) e da cidade para o aeroporto cobram $700,00. Com o transfer do hostel foi $400,00 para os dois ($200,00 cada).
       
      GLACIAR PERITO MORENO
      Dia de ir à Perito Moreno. Paga-se para entrar no Parque dos Glaciares não me recordo do valor, mas é um valor justo. O Glaciar Perito Moreno é uma maravilha que a natureza nos deu e ainda consegui tirar uma sequência de fotos de um pedaço de uns 50 m de altura se desprendendo do glaciar. Vibrei! 😱😱 o som de pedaços se desprendendo é contínuo e faz um estrondo ao cair.
      O caminho que se faz vendo o Glaciar de frente é perfeito. Não vi necessidade de fazer o passeio de barco ... do barco você vê de longe (o barco não pode chegar perto do glaciar) e de frente. Não tem a visão da parte de cima do glaciar que é fantástico. Dá tempo de fazer os dois se quiser. Há outras opções de passeios mais caras  e que não me interessou em fazer, mas se procurar na internet ou lá mesmo nas agências vai ver todas as possibilidades.
      Passamos um dia percorrendo El Calafate, suas ruas, seu lago, enfim, muito tranquilo e agradável. Ficamos 3 dias em El Calafate.
       
      EL CHALTÉN
      Depois fomos para El Chaltén, onde ficamos 6 dias e ficaria mais se fosse possível. A vontade de volta se deu logo que saímos de lá.
      Peguem um mapa da cidadezinha e vejam as trilhas que possui, são inúmeras, mas em 5 dias consegue fazer a maior parte delas que estão mais próximas e parte da cidade mesmo. É tudo muito próximo. A cidade é uma graça, respira natureza e trilhas. Muitos bares e restaurantes charmosos e em todos um som de rock´n roll rolando. Ambiente pra lá de agradável e cercada de montanhas a o famoso Fitz Roy coroando a cidade, objetivo de todo caminhante. 
      Não vou discursar de todas as trilhas que fizemos, porque seria só elogios, prefiro dar algumas dicas que acho ser importante.
      FITZ ROY: trilha de nível DIFÍCIL e é verdade. Bastante difícil, principalmente para quem tem problemas nos joelhos, devido aos últimos 1 km serem de subida intensa, forte. Não há quem chegue com cara de que foi mole. Eu tenho problemas e a descida pra mim foi um castigo, mas fiz e faria de novo (mas, não façam o que eu faço por favor). Valeu a pena? cada segundo, cada dorzinha que senti depois, cada suor ... suor SIM! na Patagônia você consegue ficar suado! 😓😓
      A trilha normal é ida e volta pela mesma trilha. São 10 km só de ida. Eu recomendo reservar um transfer (no hostel mesmo) e ir bem cedo para a a trilha do Glaciar Piedras Blancas que fica na Ruta 41 a uns 30 km de El Chaltén. De lá vai para Laguna de Los Três (base do Fitz Roy). Além de conhecer outra trilha, ela já está um pouco mais acima, economizando um pouco de energia. A volta faz pelo trajeto normal que dá na cidade de El Chaltén.
      Ao chega na base da montanha, na laguna de Los três, à direita sobe mais um pouquinho que terá uma linda surpresa: outra laguna. Através das fotografias ou vídeos não se consegue mostrar o que nossos olhos captam ... é simplesmente lindo!
      Uma coisa importante é ter um dia limpo e sem vento de preferencia (muitas vezes difícil na Patagônia). Pode dar o azar de chegar lá na base e não ver as torres do Fitz Roy ... nós pegamos um dia inigualável.
      LAGUNAS MADRE Y HIJA: trilha deliciosa de ser feita, vistas incríveis, trechos de trilha diferentes um do outro, variação de vegetação (lá é tudo praticamente uma única árvore que é a Lenga. Você pode começar indo para a Laguna Torre e no meio do caminho desvia para esta. São ao todo em torno de 15 km só de ida, mas vc nem sente ... 😛😛 Em outro dia você faz a Laguna Torre.
      LAGUNA TORRE: são 12 km só de ida, mas também é um visual deslumbrante, vale a distância percorrida.
      Há diversas trilhas curtas para se fazer no entorno como de Las Águilas, Del Condor, Rio de Las Vueltas (belíssimo), Chorrillo Del Salto e andar à esmo pela cidade, seu rio e pontes. Ver os alpinistas subindo os paredões que cercam a cidade.
      Ficamos num Hotel pelo Booking com um café da manhã que foi pra gente esquecer do café de El Calafate, digno de caminhante que terá um longo dia de gastos de energia pela frente. O nome do Hotel é Lago Del Desierto. Próximo da rodoviária (qualquer lugar fica perto da rodoviária ... rsrsr).
      Local para comer barato: EL MURO DELICATESSEN ... há El Muro restaurante que tem preços normais de restaurante. A Delicatessen tem a comida do dia e vc compra ou por kg ou pelo pedaço, que é bem grande. Economizará pelo menos a metade do que gastaria num restaurante. Mas, cozinhar no hostel ainda é o mais barato. Como ficamos em hotel, não tivemos essa opção então foi delicatessen El Muro, que nos atendeu super bem.
      Não esqueçam do super lanche, chocolates, barrinhas de cereais, etc para as trilhas, vão precisar e muita água. Se der, podem levar algumas coisas daqui do Brasil para lá, mas se forem só de mochila, como nós, não vale ocupar espaço com isso. Comprem lá mesmo.
      Não se paga nada para fazer as trilhas, não precisa de guias porque é tudo muito bem cuidado e sinalizado e as saídas para as trilha partem de dentro da cidade mesmo.
       
      PUERTO NATALES _ TORRES DEL PAINE
      Para entrar no Chile não devem levar nada de frutas ou queijos ou presuntos. Só produtos industrializados podem entrar. Se pegarem terão que pagar multas. Não esqueçam disso.
      De El Chaltén voltamos para El Calafate por uma noite e partimos no dia seguinte para Puerto Natales, Chile, cidade mais próxima de Torres Del Paine. Fica a 2 horas de ônibus, isso parece ser uma dificuldade, mas não foi. Aqui ficamos no Hostel Alkázar. Um bom hostel, mas muito barulhento as descargas, chuveiros e torneiras ... o primeiro a acordar, acordava o hostel todo.
      Porque optei por não fazer o Circuito "W" ou "O" e acampar em Torres del Paine? por causa do joelho. Ficar nos Refúgios existentes dentro do parque é caríssimo e acampar significa carregar peso e caminhar muito com eles. Se seu tivesse qualquer problema, não teria opção a não ser continuar andando por dias. Para fazer o circuito W necessita-se de 3 a 4 dias dentro do parque.Daí vai a minha opção de ter Puerto Natales como base.
      Para ir à Torres del Paine saem diariamente de Puerto Natales inúmeros ônibus em diversos horários. Eu comprei um que saía mais cedo (7:00hr) e voltava mais tarde (19:45hr). Há duas entradas  no parque: Pudeto e Laguna Amarga (esta é a entrada para subir até a base das Torres del Paine).
      Para entrar no parque paga-se em torno de R$ 170,00 e vale para 3 dias. Tem que avisar na entrada que você virá no dia seguinte.
       
      CAIAQUE: 
      Nós já tínhamos fechado um pacote para fazer Caiaque na Laguna Grey e chegar perto de icebergs. Foram 5 horas de caiaque fora deslocamento, treino, enfim. Eles fornecem toda a roupa e equipamento necessário (claro que está embutido no preço que não é barato, mas era uma vontade que tínhamos e acabamos arcando com esse gasto a mais). Foi um dia fantástico, perfeito para caiaque, sem ventos e visual a cada curva do rio e do lago. Rodeamos icebergs azuis de doer os olhos. Nesse dia pagamos nossa entrada no parque onde retornaríamos pelo dois dias seguintes.
      Os lanches e almoço preparado pelos guias dos caiaques num local sensacional de vista magnífica.
      Este dia entramos no parque com a Van do pessoal do caiaque.
      FULL DAY: fizemos o Full Day para conhecer mais um pouco do parque, já que não iríamos fazer o circuito W, mas tá valendo fazer uma perna do circuito W, tipo entrar por Pudeto e subir Laguna Grey (vejam o mapa do W para entender melhor). Para quem pode caminhar, talvez seja uma opção mais interessante do que Tour.
      Foi muito legal, vimos lugares fantásticos e a caverna del Milodón que é um animal pré-histórico, herbívoro que habitava a caverna. Você verá muitas réplicas destes animais na cidade.
      Neste dia entramos no parque com a Van do Tour.
       
      TORRES DEL PAINE: finalmente o grande dia de subir até a base das Torres 🤩😍 ... preparadíssimos, acordamos bem cedo e rumo à rodoviária (nosso hostel ficava próximo à rodoviária propositalmente, já que tínhamos que estar cedo lá), Já estávamos com tudo pronto, lanches e roupas para frio e chuva.
      Começamos efetivamente a subir por volta das 9:30 hr. E dá-lhe subir. Praticamente você sobe o tempo todo. Passa pelos refúgios, rios, montanhas. Trechos que a trilha dá até medo, embora larga, você vê o rio de uma altura que pode dar tonturas.E sobe, e sobe, e sobe e quando vc acha que até que tá indo bem ... 😱🤬 ... você o que realmente tem que subir de verdade. São ao todo 9 km só de ida, sendo que o último km é somente pedras e muito vertical. Bem, não preciso dizer que todos chegam exaustos lá em cima, mas a visão que se abre para nós é tão linda que não há como lembrar de cansaço (só na volta ...😖)
      Depois de andar por aí,  se deliciar com a visão que é única, voltamos e aí começou meu real martírio ... já com o joelho magoado por causa do Fitz Roy, agora era encarar a descida das Torres. Resumindo: cheguei ... hoje fui ao ortopedista 🤨🤨 ... kkkkkk
      Levem ou aluguem um par de bastões, ajuda muito. Eu não levei daqui senão teria que despachar minha mochila. Acabei alugando um par bem baratinho.
      Voltamos da trilha para espera do ônibus às 18:30, portanto o tempo foi mais do que suficiente, já que peguei o último. E isso que desci muuuuito devagar devido às dores  .... portanto não se preocupem que dá tempo tranquilo, mesmo que o cara do hotel diga para vocês pegarem um grupo fechado. É muito mais caro, não precisa de guia e o tempo dá para fazer na boa.
      E assim voltamos para El Calafate mais uma noite e dia seguinte rumo à Florianópolis.
       
      Caso queiram mais alguma informação estou à disposição de vcs, tem meu e-mail e vamos cair no mundo galera ... ah! eu tenho 62 anos e fiz isso tudo, vc que tem idade para no mínimo meu filho, consegue fácil fazer qualquer coisa que deseje!
       
       























       













    • Por novo_viajante
      Bom, nunca fui mochileiro, mas me despertou a atenção essa vida , tenho uma mochila comum que talvez de para levar minhas roupas e uma bussola, não tenho barraca ou passaporte apenas a vontade de sair no meio da noite e ir embora da cidade de onde vivo; um lugar  que me atrai é a Patagônia, bem como a Terra do Fogo e a Antartica. Alguém mais já fez isso? De mesmo sem ter recursos fazer uma viagem longa assim, gostarei de saber como foi a experiência e receber dicas pra isso. Enfim, talvez o texto ficou meio "atropelado", mas é o meu primeiro tópico aqui.
    • Por nathaliarodriguesg13
      Em junho de 2018 resolvemos comprar nossas passagens e nos aventurarmos pelas terras geladas da patagônia em Janeiro.
      ANTES DE IR:
      Planeje! Pesquise e prepare os bolsos: a patagônia é realmente cara!
      Fomos em Janeiro de 2019 e pagamos mais ou menos o seguinte câmbio
      1 REAL = 10 PESOS ARGENTINOS
      1REAL = 168 PESOS CHILENOS
      Farei dois posts de relato: um da patagônia argentina (El Calafate, El Chaltén e Ushuaia) e um da patagônia chilena (circuito W do Parque Nacional Torres del Paine)
      Vou escrever nosso relato dia a dia do seguinte roteiro que fizemos:
      31/12- sp-el calafate + reveillon
      01/01- Passeio calafate
      02/01- Glaciar perito Moreno + ir pra el chalten
      03/01- Trilha maior el chalten
      04/01- Passeio por el chalten
      05/01- el chalten>puerto natales
      06/01- w torres del paine
      07/01- w torres del paine
      08/01- w torres del paine
      09/01- w torres del paine
      10/01- puerto natales>ushuaia (busão)
      11/01- Ushuaia
      12/01- Ushuaia
      13/01- retorno + buenos aires
      Para o relato sobre a Patagônia argentina: AQUI
      Aqui dou início a parte mais desafiadora da nossa viagem: realizar o circuito W do parque Torres del Paine. Pra início de conversa, pra iniciantes nessa arte, esse é um trekking que exige muito preparo e planejamento. Li muitos relatos e blogs de pessoas que realizaram o circuito e eu só consegui realmente compreender o parque e as trilhas fazendo. E a dica que sempre li e preciso dar é: apenas vá! O parque me surpreendeu de todas as maneiras possíveis! Nas belezas naturais, na conservação do local, no clima, na estrutura dos campings e eu mesma me surpreendi por ter conseguido fazer tanto, que é a melhor sensação! Neste relato sobre o Torres del Paine, vou colocar um pouco do nosso planejamento, dicas, considerações e depois o relato dia a dia.
       
      CONSIDERAÇÕES SOBRE O TORRES DEL PAINE
       
      Circuito W Fizemos o Circuito W no sentido Torres > Paine Grande em 4 dias e 3 noites
      Dessa maneira fica um pouco apertado no quesito tempo. O terceiro dia ficou MUITO pesado de forma que não conseguimos aproveitar tanto o 4º dia e nem finalizar o circuito propriamente dito. Se você for experiente em trekking e tiver em ótima forma física, dá pra fazer. Mas se você tiver um preparo mediano, quiser fazer com mais tranquilidade, curtindo bem o caminho (e as dores kkk) recomendo em 5 dias. Vi muitos relatos também sobre fazer o W invertido (começar em Paine grande e terminar nas Torres). A vista do W invertido realmente deve ser mais bonita, andando de frente pros Los Cuernos e para o lago Nordenskjold. Porém, novamente, se seu preparo físico não for excelente, você vai chegar inevitavelmente muito cansado no último dia e aí corre o risco de não chegar até as torres del paine ou chegar a base de muito sofrimento e remédios. Não me arrependo de termos feito da maneira que fizemos, mesmo sendo em 4 dias, devido ao nosso tempo e roteiro de viagem. A única coisa que poderia ter sido melhor é ter dormido no Acampamento Francês, pois reduziria uns 3km do terceiro dia, mas não achamos vaga neles quando fizemos nossas reservas. Ainda assim, amamos a hospedagem no Camping Los Cuernos!
      Resumo do nosso roteiro:
      Dia 1: Chegada, subida Torres del Paine. Dormimos: Campamento central
      Dia 2: Ir do Central para Campamento Los Cuernos
      Dia 3: Trilhas mirador francês e britânico e chegar ao Campamento Paine Grande
      Dia 4: Trilha glaciar Grey e ir embora do parque
      Acomodações No nosso caso, alugamos as barracas, colchãozinho e sacos de dormir, então não tivemos que levar nada disso. Esse “pacote” de hospedagem nos acampamentos custou cerca de 100 dólares por noite pra duas pessoas em uma barraca. Existem as opções em que você leva essas coisas, com a desvantagem de ter que carregar tudo por boa parte do percurso. Outra coisa: um bom saco de dormir -15 graus é grande e pesa! E com um saco menos ‘potente’ que isso você vai acabar passando frio! Existem também as opções mais ‘fancy’, nos hotéis, dormitórios e cabanas ou com refeições inclusas. Grande parte das refeições você tem que reservar antes. Esse pacote é BEM mais caro e não chegamos nem a cogitar. Se estiver com um dinheirinho sobrando, recomendo fazer uma reserva de jantar/almoço pro seu último dia.
      O que levar Vou postar a lista que fiz antes de ir com o que levei e comentar o que achei:
      - Mochila grande
      - Mochila de ataque (nós levamos um mochilão 50L e uma mochila 20L pro casal. Então nos dias que tinha que carregar o mochilão pela trilha o homi deu conta dele - uns 10kg- e eu com a outra - uns 3kg. Para as trilhas levávamos só a de 20L e fomos revezando. Funcionou bem pra nós!)
      - Capa impermeável para mochila (nem usamos, mas demos MUITA sorte com o clima. Pegamos umas gotinha de chuva no segundo dia e SÓ!)
      - Vestuário
      01 bota de trilha (usada e amaciada antes!)
      01 chinelo
      01 casaco corta-vento impermeável (ou aqueles fofinhos boneco-michellin. Foi o que usei e funcionou. O ruim é que as vezes ficava suada, mas tirava e sentia frio! Eterno poe casaco-tira casaco)
      01 fleece (quando não tava tão frio usava ele sem o casaco, quando muito frio ele por baixo do casaco)
      01 ou 02 blusas térmicas (Levei só uma e usei só pra dormir)
      02 blusas de manga/camiseta - tipo academia. (aqui errei! Levaria uma pra cada dia, dessas de tecido molinho que absorve suor e de manga ou manga comprida com proteção UV)
      02 calças (corta-vento, legging, fleece) (errei feio também! Levaria uma calça de trekking boa e uma legging, fim!)
      01 luva (não levei- achei que fez falta só em alguns trechos bem frios pra segurar o bastão de trekking)
      01 gorro (bem essencial!)
      01 cachecol/pescoceira/lenço (recomendo muito a pescoceira! Ela serve de faixa pro cabelo ou pra proteger o pescoço.)
      03 meias de trekking (se tiver problemas em reaproveitar meias, leve 4)
      01 pijama (dormi com a blusa e a calça térmica que levei)
      Higiene
      01 toalha microfibra
      01 sabonete
      01 protetor solar (rosto e corpo)
      01 hidratante (rosto e corpo – eu tenho a pele bem sensível e com o frio e sol que tava fazendo meu rosto ficou acabado! Antes de dormir estava passando um óleo de cabelo no rosto pq estava MUITO ressecado!)
      01 shampoo/condicionador pequeno
      01 protetor labial/bepantol (ESSENCIAL!!!)
      01 pacote lenço umedecido
      01 rolo de papel higiênico
      Remédios que achar necessário (os antiinflamatórios foram essenciais pros joelhos!)
      Utilitários
      Lanterna (o dia dura muito! Acabamos nem usando)
      Cantil/garrafa (bem essencial! Uma de 1L por pessoa)
      Boné/Chapéu (esqueci e me ferrei!)
      Óculos de sol
      Bastão de trekking (não levei e me ferrei MUITO! EXTREMAMENTE ESSENCIAL!)
      Fogareiro e gás
      Panela (levamos uma panelinha véia de casa mesmo. Tinha uma galera com umas panelas profissionais de camping!)
      Pratos, talheres e caneca/copo (também levamos o que tinha de plástico em casa)
      Canivete
      Cadeado (bom pra fechar a barraca em alguns momentos)
       - Alimentação
      Modéstia à parte, arrasamos muito no planejamento da alimentação! Podia ter sido melhor, mas nossas jantas ficaram bem confortantes! O Pedro (namorado) não queria comer miojo ou sopa pronta todos os dias, pq ele acha que não dá sustância. E realmente, depois de um dia inteiro andando, carregando peso, almoçando sanduíche, no fim do dia vc quer comida! Nos preocupamos e planejamos muito bem essa parte pra não estragar o passeio (ambos não são pessoas agradáveis quando com fome!)
      Vou descrever o que levamos por refeições:
      - Café da manhã:
      Levamos café solúvel (compramos em Chaltén, mas podia ter levado do brasil), chás e comíamos pão com manteiga e alguma outra coisa, tipo mortadela ou salaminho. No mercado que fizemos compras em Calafate tinham uns panetones em promoção e levamos também! Haha! Esses comemos logo nos primeiros dias pra diminuir o volume carregado. Nos primeiros dias tínhamos também frutas: maçã e bananas.
      - Lanche da Manhã/Tarde
      No brasil compramos em lojas a granel castanhas e frutas secas. Separamos essas porções em 4 saquinhos com um pouco de tudo, um para cada dia. Levamos também barrinhas de proteínas e um doce de amendoim (única coisa que não enjoamos de comer!). A vantagem dessa compra a granel também foi não gerar lixo durante a trilha. Isso tudo é muito gostoso e pareceu (e é!) uma boa ideia, mas deu uma enjoada. No terceiro dia já não aguentávamos ver as castanhas mais! (Até hoje, quase três meses depois ainda não consegui voltar a sentir vontade de comer castanhas, sos!)

      - Almoço
      Em calafate compramos todos os tipos de pães (baguete, pão de forma e rap), aquelas bisnagas tipo de mortadela, salaminho (alguns levamos do Brasil também). O pessoal comprou também um patê de carne enlatado e atum, mas não foi uma ideia muito boa isso não... No último dia o almoço e café da manhã ficaram meio judiados, pq só tinha Rap, por isso planejaria melhor essa parte.
      - Jantar
      Como disse antes, essa foi a parte que planejamos bem, pois era nossa maior preocupação! Como os fogareiros eram pequenos, cada casal (éramos 3 casais) fez seu planejamento.
      Janta 1: única que não levamos do Brasil. Compramos um pacote de macarrão desidratado sabor 4 queijos em Chalten e cozinhamos com os legumes que levamos (beterraba e cenoura). Pedro esqueceu que já vinha temperado e tascou sal no negócio, mas tirando isso ficou bom!
      Janta 2: levamos do Brasil um pacote de frango cozido e desfiado à vácuo (Vazpa) (Pedro tinha essa exigência da proteína animal. Achamos a carne desfiada muito cara!) e levamos também um arroz de saquinho com “legumes” (esse pacote vem com dois saquinho e cada um dá tranquilamente pra duas pessoas). Nesse dia arrasamos no jantar com uma carne e dois acompanhamentos (arroz + legumes cozidos) feitos em uma panela e um fogareiro (e meu prato da barbie em formato de coração, é claro!)!

      Janta 3: também do Brasil levamos esse pacote de risoto de funghi (pacote verde Vailigiana) e em calafate compramos o purê de batata em pó (só misturar água e manteiga e pronto), misturamos o frango a isso e pronto! Esse dia tava bem bom (ou estávamos muito cansados! Hahaha). Levamos um saquinho com sal e um com alho amassado (feito em El Chalten e que deixou um cheiro delicioso nos mochilões!) que ajudaram a dar um gostinho a mais nas comidas!

       
      RELATO DIA A DIA
       
      Chegando em Puerto Natales (05/01/19)
      Pegamos um ônibus pela Bus Sur de Calafate para Puerto Natales saindo às 16h30. Na fronteira da argentina-chile passamos um pequeno aperto pq eles falam que não poderia entrar no chile com alimentos. Tem uma lista específica, mas no ônibus não tínhamos acesso a ela e estávamos levando um bom carregamento de comida pra nos sustentar no parque. No papel que temos que preencher pra imigração vc deve marcar se está ou não entrando com alimentos e declarar. Ficamos naquela dúvida se declarávamos ou não e por fim o moço do nosso ônibus estava instruindo que todos marcassem NÃO. Marcamos o não e seguimos pra imigração onde eles colocam todos os mochilões no chão para um cão farejador analisar e nossas bagagens de mão passam num raio x. Deu tudo certo com os mochilões e uma mochila de mão que estava com mais comida foi vistoriada após o raio x, mas a moça falou que aquele tipo de comida não tinha problema! Ufla! Em Puerto Natales ficamos hospedados no Hostel Akrya, que era bem perto da rodoviária. Eram quartos pra dois com banheiro compartilhado. Tinha um café da manhã bem simples, mas que quebrou um galho pela nossa correria. Foi basicamente tudo que conhecemos de Puerto Natales, já que usamos a cidade apenas como base para ir para o Parque Torres del Paine. Dormimos nesse hostel nessa noite e na que voltamos do parque e deixamos boa parte da nossa bagagem nele, já que levamos só o essencial para o Parque.
      Dia 01 circuito W (06/01/19)
      Pegamos o ônibus em Puerto Natales às 7h da manhã pela empresa JB. Custou 10.000 pesos ida e volta. O preço de cada trecho separado seria 7.500 nessa empresa. Mais a frente digo se isso valeu a pena ou não. A ida foi tranquila, são cerca de 2h até a portaria da Laguna Amarga, onde todos os ônibus param e todos tem que descer até a recepção do parque pra fazer o registro, pagar a entrada (21.000 pesos chilenos), recebemos mapas e orientações. Quem vai fazer o W invertido volta pro ônibus pra seguir pra portaria do Pudeto e quem vai começar pelas torres aguarda o ônibus preto que leva ao hotel las torres e camping central. Pra entrar nesse ônibus é um caos, não tem fila e a galera fica no maior desespero! Nos enfiamos lá e conseguimos entrar no primeiro ônibus. Na entrada do ônibus tem que pagar 3.000 pesos por pessoa. Chegando na região do central tem uma boa estrutura com uma cafeteria (a partir de agora pode preparar o bolso pq é tudo MUITO caro! Espertos e mão de vaca que somos levamos TODA a nossa comida pros 4 dias). Fomos ao banheiro e seguimos numa caminhada de 5min até o camping. Fizemos o check in deixamos os mochilões na barraca, preparamos a mochila pra subir, fizemos um lanche e seguimos pra trilha do mirador das torres, já que já estava bem tarde (11:20 da manhã).
      Sobre a trilha: é uma trilha de 11km de subida até a base das torres. O dia começou meio nublado e foi abrindo. Diferente do Fitz Roy, não temos muita visão das montanhas das torres no caminho ou mesmo do camping e a trilha em si não tem tantos miradores no caminho. Saindo do camping central percorremos uns 2km de planície até o início da subida que inicia mais inclinada e com pedra e cascalhos e dura por cerca de 3km. Chegamos ao Passo dos Vientos onde estava realmente ventando MUITO e tive até medo de parar pra tirar foto e ser empurrada pelo vento praquele precipício. Essa parte tem uma vista realmente bonita pro vale e o rio lá embaixo. É a única parte um pouco mais plana e sem cascalho. Depois tem uma descida até o Refugio Chileno. Tem um restaurante e café e banheiros pra usar. Fizemos um lanchinho (quando ainda gostávamos de frutas secas e castanhas! Haha) e seguimos!

      Daí pra frente é só subida, não é tão inclinada, mas dá uma canseira. Faltando cerca de 1,0 km pra chegar, um pouco depois da Área de Acampar Torres começa a subida de verdade! A intenção era parar nesse ponto, usar o banheiro, comer nossos sanduíches e refletir se iríamos subir ou não. Porém, passamos direto do campamento sem ver e quando percebemos já estávamos iniciando a subida! Haha! Paramos pro sanduíche mesmo assim e seguimos. Não é uma subida fácil! É realmente inclinado e por pedras, a trilha nem fica um caminho tão claro, mas sempre tem uns indicadores laranja do caminho. E finalmente chegamos ao mirador! Chegamos lá às 16:30 e o mirador “fecha” às 17h. Foi o tempo de apreciar a beleza do lugar, tirar umas fotinhas, passar muito frio, ver uns floquinhos de neve caindo e voltar. A descida foi foda! Os joelhos sentindo e como já estava tarde tentamos dar uma acelerada. Entre mortos e feridos, todos chegamos vivos ao camping (por volta de 21h)!

      Dia 02 circuito W (07/01/19)
      Na noite desse dia iriamos dormir no Los cuernos, então a programação era supostamente leve: 12km. Só que com mochilão nas costas. Como estávamos em casais e havíamos fechado o pacote full camping (barraca + colchãozinho + saco de dormir) nossas mochilas eram de comida, roupa contada pros dias e utensílios de cozinha. Os meninos foram levando o mochilão e as meninas a mochila menor (20L). O check out do camping central era as 8:00. Demos uma enrolada e acabamos saindo umas 9:30, não sem antes levar umas chamadas de atenção dos caras do camping, pedindo que nós liberássemos as barracas. Fomos andando tranquilamente, essa trilha tem algumas subidas e descidas, mas nenhuma MUITO pesada (tipo a das torres do dia anterior), e muitas vistas maravilhosas do lago Nordenskjold.

      Parávamos a cada 1,5km e assim chegamos lá às 15:30. Tiramos o resto da tarde pra descansar e fazer uma janta mais cedo. Achamos esse camping o que tinha a melhor infraestrutura. Os banheiros eram limpos e organizados, banho quente (até demais!), tinha shampoo e sabonete dentro dos boxes! O bar também era bem estruturado e a comida tinha uma cara boa. A área de cozinha pra quem estava no camping também era bem agradável. Além da vista do camping para o los cuernos! Não é permitido deixar lixo nesse camping, você deve levar TUDO com você. Esse foi um pequeno erro de planejamento nosso, já que fizemos alguns legumes nesse dia e tivemos que sair carregando todas as cascas, restos e embalagens. O resultado foi uma mochila bem fedida pelo próximo dia todo e por muitos dias subsequentes.
       
      Dia 03 circuito W (08/01/19)
      Sabíamos que esse seria o dia mais pesado, brace yourselves! Para fazer todo o caminho incluindo o mirador britânico seriam 27km, sendo 12km com o mochilão nas costas. Saímos do Los Cuernos às 7:45 e seguimos até o Camping Italiano. O caminho até lá foi tranquilo, com algumas subidinhas, uma vegetação mais fechada e belas vistas pro Lago Nordenskjold.

      Chegamos ao Italiano umas 10:30, seguindo o tempo previsto no planejamento. Daí sentamos pra decidir se iriamos encarar o mirador francês. Uma pessoa do grupo estava sentindo dores no joelho e decidiu seguir direto com a esposa pro Camping Paine Grande. Nós, os outros 4, deixamos o mochilão no italiano e decidimos subir o mirador. Sobre o camping italiano: ele é um camping público sem muita conservação, então nem tente usar o seu banheiro!

      Seguimos então rumo ao mirador francês, com limites de horário e sem almejar muito o britânico. O caminho é bem de subida de pedra (como a primeira parte das torres) por 2km. No meio do caminho fomos presenteados com um avalanche inacreditável do monte francês que fez todos ficarem de queixo caído! Chegamos ao mirador francês com 1h10 (o tempo previsto é de 1h30), ficamos admirando aquela montanha com todo seu gelo, o dia estava muito lindo, bem limpo! Essa foi uma das minhas vistas preferidas de todo o parque!

      E tomamos a ousada decisão de seguir para o mirador britânico. São mais 4,5km, mas achei o caminho bem mais tranquilo que a primeira subida. A trilha é toda por dentro dos bosques, com uma inclinação bem mais amigável. Somente os últimos 300m são bem íngrimes (como o último trecho das torres) mas subimos essa última parte com 10min. Por fim, após 1h30 (tempo previsto era de 2h), chegamos ao britânico onde se tem uma vista 360o de várias montanhas do parque e do lago. É realmente impressionante, ainda mais com o dia limpo e claro que pegamos, mas acho que ainda gostei mais da vista do francês. In the end, it’s all about the journey!

      Começamos a nossa jornada de volta, demos uma última parada no francês que conseguiu ficar mais ensolarado e belo e chegamos ao italiano com quase 2h. Demos aquele pequeno descanso e recuperada do fôlego, afinal, ainda tínhamos mais 7,5km pra andar até o camping de mochilão. Saímos do italiano às 17:30. O caminho até paine grande é bem tranquilo, com pouquíssimas subidas e descidas. Mas a essa altura do campeonato, qualquer subidinha pra nós já era um Everest! Hahaha (o riso era de desespero!)! Nesse trecho passamos pela parte do parque que sofreu uma queimada em 2011/2012. Alguns acharam a paisagem bonita, eu achei de uma beleza meio triste, só conseguia pensar que tudo que o homem toca ele destrói... Reflexões à parte, as costas dessa trilha dá bem pros Los Cuernos e com o dia maravilhoso que estava fazendo a vista estava privilegiada. Mas dado nosso cansaço mal conseguimos aproveitar. Paine grande parecia cada vez mais distante e chegar lá nesse dia não foi fácil... mas chegamos com 2h30! E nada se compara a essa sensação de vitória.

      Sobre o camping Paine Grande: ele tem uma ótima infraestrutura! O hotel com restaurante e bar fica bem acessível pra quem está no camping (diferente do las torres, que é mais distante), a estrutura de cozinha e banheiro pro camping é boa. Porém temos algumas reclamações: o staff é muito mal educado e desorganizado! Chegamos mortos e demoramos muito pra fazer o check in e o cara que foi nos levar pra nossa barraca saiu abrindo várias barracas pra ver onde iria nos colocar. Tivemos que deixar um documento como garantia pros sacos de dormir. As barracas eram colocadas no chão mesmo, não tinha um tablado como nos outros campings, o que fez MUITA diferença na hora de dormir, pois o chão não era muito nivelado, então foi tipo dormir numa inclinação negativa. Tinha horário pra usar a cozinha e para o banho (18h às 22h). Chegamos 20h, o check in demorou e tivemos que fazer todo o resto correndo. Quando estávamos terminando de fazer a comida deu o horário da cozinha fechar e fomos expulsos do lugar. Parte do  grupo teve que comer no frio, nas mesinhas de fora. Por fim fomos ao bar e pagamos 26 reais (4000 pesos chilenos) numa latinha de cerveja austral!!! E quando deu 23h fomos expulsos do bar! Não gostamos muito do tratamento dos funcionários com as pessoas que estavam no camping. O que nos surpreendeu é que nada disso aconteceu nos campings da Fantastico Sur (o Paine Grande é da Vertice)!

      Dia 04 circuito W (09/01/19)
      Enfim, pelo menos a vista da barraca pro Los Cuernos pela manhã estava espetacular! Acordamos bem cedo e ficamos fazendo o café da manhã nas mesinhas de fora (já que a cozinha só abria as 7h!). A pretensão do dia era chegar no refúgio Grey e voltar (22km total) pra pegar o barco e ir embora. Sobre o barco: no fim da tarde tem dois horários na alta temporada, às 17:00 e às 18:35. Existem 90 vagas no barco (teoricamente) e a fila começa a se formar uns 40min a 1h antes. Como havíamos comprado o ônibus das 19h, estávamos planejando pegar o barco das 18:35.

      Poréeeem, quando começamos a caminhar o cansaço do dia anterior bateu forte! Com algum sacrifício e falta de motivação fomos até o mirante do glaciar Grey, comemos aquelas castanhas e uva passas (que já não aguentávamos ver mais! Haha) e decidimos fazer o caminho de volta na tentativa de pegar um barco mais cedo.

      Chegamos no Paine Grande 12:30 e aí descobrimos que só teria o barco de 17:00 mesmo. O que nos restou então foi adentrar as dependências do hotel e nos estirar nos sofás de um lounge e dormir com uma bela vista até a hora do barco! Uns 40min antes fomos pra fila, o vento estava muito forte, apesar do sol. Esse ticket custa 20.000 pesos por pessoa e vc pode pagar no barco.

      Pegamos o barco de 17:00 e demora uns 30min até a portaria. E quando chegamos lá o ônibus da nossa empresa só sairia mesmo as 19:00. Teve um ônibus da Bus Sur que saiu antes, às 18:00. Por isso disse que não sei se vale a pena comprar os tickets do ônibus antes. Pq no estado que estávamos, daríamos tudo pra ter ido embora mais cedo! Mas enfim, ficamos numa cafeteria que tem lá e comemos os ovos mexidos com pão mais caro da vida (5000 pesos = 30 reais) até dar a hora de entrar no ônibus, que saiu atrasado. Esse ônibus demora uns 30min até a portaria das torres e nesse trajeto tivemos uma das melhores surpresas: vimos uma puma!!! Seguimos então até Puerto Natales onde chegamos umas 22:00, famintos por comida de verdade! Seguindo a recomendação de alguém da rodoviária, fomos ao restaurante mais próximo de lá. Fomos muito bem atendidos, tiramos a barriga da miséria e ainda fizemos a maior bagunça no karaokê! Haha! O prato com entrada custou 4.000 pesos (o mesmo valor de uma lata de cerveja no torres 😑). Voltamos pro nosso hostel, refizemos nossos mochilões, dormimos bem pouco, pra pegar nosso ônibus pra Ushuaia na manhã seguinte (continuação do relato dessa viagem).

      Enfim, assim terminou nossa aventura pelo Chile e no parque Torres del Paine! Sinceramente, foi um dos lugares mais incríveis que já vi na vida! Além de toda a experiência de superação e realização! Se tiver a oportunidade, apenas vá!
      (Todas as fotos desse relato são minhas - instagram @nathalia.rg - ou do casal que viajou conosco - instagram @a2sobrerodas)

    • Por Diego Minatel
      "No século XII, o geógrafo oficial do reino da Sicília, Al-Idrisi, traçou o mapa do mundo, o mundo que a Europa conhecia, com o sul na parte de cima e o norte na parte de baixo. Isso era habitual na cartografia daquele tempo. E assim, com o sul acima, desenhou o mapa sul-americano, oito séculos depois, o pintor uruguaio Joaquín Torres-García. “Nosso norte é o sul”, disse. “Para ir ao norte, nossos navios não sobem, descem.”
      Se o mundo está, como agora está, de pernas pro ar, não seria bom invertê-lo para que pudesse equilibrar-se em seus pés?"
      De pernas pro ar, Eduardo Galeano
       
       
       O nosso norte é o sul, Joaquín Torres-García
      Cheguei ontem pela madrugada em casa. Agora sentado na frente do computador sinto uma necessidade, quase insuportável, de contar sobre meu caminhar até o fim do mundo. Foram 50 dias de viagem e mais de 14.000km percorridos por terra. Entre ônibus e caronas percorremos o sul do Brasil e a Patagônia Argentina até Ushuaia, parando em muitos lugares nos dois países. O dinheiro era pouco, mas a vontade era muita. A necessidade que tenho de escrever deve-se as pessoas que de alguma forma nos ajudaram a realizar esta viagem ao extremo sul da América do Sul. Tanta gente boa pelo caminho. Tanta solidariedade. Tanta gratidão.

      Pela primeira vez, antes de uma mochilada, eu não estava completamente bem e seguro. Nos meses que antecederam a viagem estava escrevendo a dissertação do meu mestrado (isso, por si só, já era muita tensão) e nesse intervalo de tempo perdi meu pai, a mulher que aprendi a amar resolveu seguir sem minha companhia e quase antes de embarcar perdi minha vó. Como é de se imaginar, meu estado de espírito não era nada bom, na verdade era o pior possível. Com isso tinha muito medo de atrair coisas ruins pelo caminho, como por exemplo ser vítima de violência. Assim, resolvi mudar a ideia de mochilar sozinho e decidi ter uma companhia nessa viagem. Meu amigo/irmão Matheus embarcou comigo nessa jornada. 

      Enfim, tenho como intuito neste relato contar a história dos lugares por onde passei, minhas histórias nesses mesmos lugares e, principalmente, falar sobre as muitas pessoas (leia-se anjos) que nos ajudaram nesta viagem. Quero contar de maneira honesta os acontecimentos e os sentimentos que me permearam nesses dias, e de alguma forma quero deixar esse texto como agradecimento a cada pessoa que tornou essa viagem algo possível.
      Agora vamos ao que interessa, bora comigo reconstruir essa viagem por meio de fotos e palavras!
      Parte 1 - De Rio Claro até Timbó: o mesmo início de outra vez Parte 2 - A Serra Catarinense vista por Urubici Parte 3 - O casal das ruínas de São Miguel das Missões Parte 4 - Do Brasil para a Argentina Parte 5 - Buenos Aires, la capital Parte 6 - O começo da Ruta 3 e o mar de Claromecó Parte 7 - Frustrações na estrada e a beleza de Puerto Madryn Parte 8 - O anjo do carro vermelho Parte 9 - Cruzando o Estreito de Magalhães com San Martin  Parte 10 - Enfim, o fim do mundo Parte 11 - Algumas das belezas de Ushuaia Parte 12 - El Calafate, Glaciar Perito Moreno e Lago Argentino Parte 13 - O paraíso tem nome, El Chaltén Parte 14 - A janela do ônibus Parte 15 - O caminho de volta: Buenos Aires, São Miguel das Missões, Curitiba e Prainha Branca Parte 16 - Reflexões


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