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Olá gente, fiz uma trip pelo litoral baiano e vim conta um pouquinho pra vocês. Vou fracionar os relatos por cidades para ficar menor e mais fácil para quem tiver interesse.


Apenas para fazer um breve resumo de como foi minha viagem, segue a foto:

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A minha viagem Porto Seguro não foi tão barata e mochileira quanto as outras cidades, porque em Porto minha mãe me acompanhou. Ela não topa passeios alternativos, andar longas distancias para economizar. Existem outros relatos por aqui e o pessoal que ja leu sabe como ela é hahaha. As outras cidades estão sendo bem econômicas apesar de ter achado a Bahia em geral cara.


22.01


Iniciei minha viagem por Porto Seguro. Comprei minha passagem numa promoção de milhas da Gol. Paguei míseras 4.000 milhas ida e volta por Porto Seguro. Cheguei em Porto no dia 22.01 às 23h. Para quem não é do nordeste ou norte, importante lembrar que lá não tem horário de verão.
Minha mãe e eu ficamos na Hospedaria Costa do Descobrimento, localizada na rua Cova da Moça 89. Fica beeemm no centro. 2 minutos da Av dos Navegantes, onde tem mercados, farmácias, bancos, restaurantes e 5 min da Passarela do Álcool.  A hospedaria é bem simples, o dono que é o Cido, é uma excelente figura humana. Muito receptivo, simpático e faz de tudo para ajudar os hóspedes. Comprou até café da manhã pra gente tomar 2x que eu estava lá. Ele está investindo na hospedaria, e vai ficar muito top. Saí de lá já com uma cozinha quase nova e alguns quartos também. Então super recomendo. Se vocês forem diz que foi a Nayhara do RJ que recomendou.
Estavámos cansadas para sair e como ainda não conhecia a cidade fiquei apreensiva (carioca sabe como é né? gosta de fazer o reconhecimento da área primeiro). Então o Cido pediu uma pizza para gente com refrigerante e suco. Comemos na hospedaria mesmo e depois fomos dormir.

Fotos da área de fora da hospedaria =>

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Gastos para 2:
Uber casa/aeroporto: R$25
Capuccino no aeroporto: R$20
Taxi aero/hotel: R$22
Hospedaria: R$630
Pizza, refri e suco: R$35


23.01


Acordei às 7h e fui na padaria em frente a hospedaria comprar algo para o café. Aproveitei e comprei garrafa de água, suco e biscoitos para levarmos no passeio do dia.
Já tinha deixado reservado do RJ o passeio desse dia. Seria Arraial D'Ajuda e Trancoso. Fechei com  Pataxó Turismo. Ia fechar todos com eles, mas descobri agencias mais em conta e que foram excelentes também.
Saímos do hotel às 8h em direção à Trancoso. A van atravessou de balsa o Rio Buranhém. Podemos descer da van durante a travessia. Uma dica é: se você estiver de carro próprio, alugado, vai ficar na fila horas. Os carros de agência tem prioridade, então passam na frente.

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Eu não me lembro o nome das praias, mas a primeira foi em Trancoso e a segunda praia em Arraial D'ajuda.

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Além da visita ao centro histórico também nos dois distritos.

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A Luiza, a guia e dona da empresa, é muito simpática e detalha toda a viagem pra gente.
Chegamos de volta ao hotel por volta das 18h. Tomamos banho e fui no mercado fazer compras. Como eu falei antes o hotel fica cercado de mercados, tem o Atacadão Rondelli e o Cambuí. A hospedaria tem cozinha compartilhada. Então fiz nosso jantar, minha mãe foi dormir e eu fui à Passarela do Álcool.
Não vi nada demais na passarela. É uma feirinha que vende de tudo, muito parecida com as que tem nas orlas de Fortaleza e Maceio. Em frente a Passarela do Alcool tem a Praça do Relógio onde todo dia tem música ao vivo. Existem várias agências de passeio ali e você pode comparar e chorar os preços.


Gastos para 02 pessoas:
Padaria: R$14
PAsseio: R$100
Gastos no passeio (água, refri, milho verde etc): R$30
Mercado: R$80


24.01
Fechamos o passeio para Caraíva sem pernoite nesse dia. Eu queria muitooooooo ir a Caraíva e minha mae por motivos óbvios não queria pernoitar num local sem luz eletrica e sinal de celular. Então a opção foi fazer bate e volta. Mas recomendo que vocês pernoitem por vários motivos: é longe e cansativa a viagem, você aproveita pouco tempo da cidade e dizem que caraíva é maravilhosa à noite. Imagino que sim.
Caraíva é passeio para quem quer conexão com a natureza selvagem. Uma coisa bem roots. Mesmo sendo rápido valeu muito à pena. Primeiro faz a parada na praia e depois o banho no Rio Caraíva.

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Chegamos 21h em casa. Foi só o tempo de comer e capotar de cansaço. São quase 3 horas de viagem com direito a travessia de balsa e barco.


Gastos para 02 pessoas:
Passeio: R$300
Gastos em Caraíva: R$50


25.01
Fechamos o Passeio para a Praia do Espelho. Esse passeio engloba uma parada na Reserva Pataxó Imbiriba (tanto na ida quanto na volta) e passeio pela reserva dos búfulos (mas não tem parada, você vê apenas do carro os animais).
Já é o quinto ano que faço mochilão no Nordeste e para mim essa praia foi a mais bonitas de todos os estados que passei. Simplesmente indescritível.

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Na reserva tem apresentação com dança (inclusive com a gente) e explicação sobre a cultura indígena, isso na ida. Na volta a gente para na reserva para quem quiser comprar coisas feitas pelos índios e tirar foto com as araras. Quando você desce do carro as crianças começam a, praticamente, jogar as pobres das araras em cima de você para tirar foto e você pode dar um, dois reais para eles, que eles ficam muito felizes. Mas os curumins odeiam tirar fotos rs.

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Voltamos para o hotel e à noite passeamos de novo na passarela e na praça do relógio. Essa, à propósito, é a única atividade noturna da cidade.Voltamos para o hotel, jantamos e fomos dormir.


Gastos para 02 pessoas:
Passeio: R$110
Gastos na praia: R$25
Gastos à noite: R$15


26.01
Fizemos o Passeio de Chalana fluvial nesse dia. Eu gostei muito desse passeio, mas recomendo quem tiver problemas com enjoos ao andar de escunas, chalanas e afins tomar um Draminzinho, porque óh! rs...

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O passeio engloba mergulho em Coroa Alta, visitação na Ilha do Sol e Ilha de Santo André e o Banho de Lama.
Coroa Alta não é o passeio adequado para "ver peixinhos". Seria o mergulho no recife de fora que não fizemos, pois já fizemos esse mesmo passeio em Maceio e Natal então não achamos que compensava (Recife de Fora custa 100 reais e dura 4 horas o passeio em Porto Seguro).
Fomos de ônibus até Santa Cruz Cabrália, onde fizemos um tour pequenos pelos locais históricos, primeira missa, a cruz etc... e de lá pegamos a Chalana para Coroa Alta. No porto fica uma moça alugando crocs e snorkel para tentar ver os peixinhos em Coroa Alta. Não é garantia que você vá ver, mas eu tive sorte. Aluguei e apostei que conseguiria e pimba! Me senti em Maragogi. Um passeio incrível. Pena que em Coroa ficamos só 1h.

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Depois fomos para Ilha de Santo André, onde almoçamos. Lá não aceita cartão de crédito, igual em Caraíva, porque o sinal é zero de celular. Então separa o dinheirinho porque a comida é uma facada rs... O kg no restaurante é 66 reais e o pratinho com 3 sobremesas que você pode escolher custa 6 reais. No restaurante tem piscina e redes. Aliás, todo lugar na Bahia tem rede haha

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Saímos de lá e fomos para a Ilha do Sol, o paraíso dos licores e doces. Me pergunto se foi lá que a Milla do Netinho nasceu "eu e você, na Ilha do Sol...", enfim rsrs Fizemos degustação e depois fomos para o banho de lama. Foi bem divertido ver o povo se lamear, mas eu não tive coragem gente haha é no meio do mangue e depois você sai do mangue e vai para o rio tirar a lama, e sai tudinho. Eu cheirei a lama e não fede não. Tem cheiro de ferro, sei lá. Mas fiquei apreensiva pq sou toda alérgica.

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Chegamos no hotel quase 20h. Mais uma vez passeamos na Passarela do Álcool e depois fomos jantar e dormir.


Gastos para 02 pessoas:
Passeio: R$180
Restaurante: R$55
Gastos à noite: R$15

27.01


Pela manhã fomos conhecer o Centro Histórico de Porto Seguro. Tava um calor do cão nesse dia. Em Porto tem um sol para cada um e não se iluda se chover, vai dar sol 5 min depois.

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Saímos de lá e pegamos o ônibus Cabrália na rodoviária e fomos para a praia ToaToa  onde tem um complexo de lazer bem animado com dança, animadores, etc. E achei a praia barata em comparação com outros lugares.

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Á tarde pegamos a balsa e fomos para Arraial e de lá pegamos uma van até a praia de Pitinga. Ficamos pouquinho tempo porque já era de tarde. Mas eu queria muito conhecer lá também. A praia é linda e tem falésias enormes. Vale a pena passar mais tempo por lá.

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Voltamos para o hotel. Tomamos banho e fomos para a Passarela. Nesse dia ficamos até meia noite na rua, pois estava tocando música ao vivo com um cantor muito animado na praça do Relógio.

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Gastos para 02 pessoas:


Passagem de ônibus: R$18
Passagem de balsa: R$20
Passagem de van: R$16
Gastos em todas as praias: R$ aprox 60


28.01


Minha mãe voltou para o RJ e eu segui para Ilheus de ônibus da rodoviária...
Porto x Ilheus R$68

 

 

 

 

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    • Por Iana Briaca
      Vou falar aqui no meu relato sobre formas de transporte que usei, hospedagem, duração da viagem e valores. Porque eu acho que é isso que uma pessoa procura quando busca informações sobre Mochilão. Sendo que na maioria das vezes é a primeira experiência da pessoa com um; 
      Resumo: 
      Tipo de transporte: ID JOVEM e carona pelas br da vida.  
      Hospedagem: Couchsurfing e voluntariado em hostel.
      Alimentação: Fazia compras para preparar minha própria comida ou às vezes eu comprava PF (mas comprar PF sai mais caro)
      Valor em dinheiro que levei: R$ 550,00.
      Duração da viagem: 54 dias.
      Quantidade de estados: 3 Estados e uma pequena parada em Brasília.
       
      SOBRE HOSPEDAGEM, TRANSPORTE PARA SAIR DO MEU ESTADO E ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO DESTINO; PERNAMBUCO: Então, meu mochilão começou quando eu saí de Belém, que é a cidade que eu moro, no dia 04/07/2019, ruma à Pernambuco. Fui de ônibus usando o ID jovem, de passagem de Belém para Recife eu paguei 3,50. Isso, três reais e 50 centavos. Esse valor corresponde à taxa de pedágio que é cobrado pela empresa de ônibus, apenas. Quando eu cheguei em Recife fiquei hospedada na casa de um casal que consegui estadia pelo Couchsurfing. O tempo que passei na casa deles foi incrível, pessoas super legais. Com o mesmo aplicativo consegui estadia para passar um final de semana em Olinda, em uma pousada localizada bem no centro histórico. Também não paguei nada para ficar hospedada, apenas tinha que ajudar a moça que trabalhava na cozinha com serviços bem simples pela parte da manhã. Ah, e sobre alimentação, essa era por minha conta. (Talvez o seu anfitrião não tenha problema em ajudar nesse quesito com algumas coisas, mas também ninguém gosta de gente folgada né, se tu tiver condições de comprar a tua comida é muito melhor, caso contrário é bom você avisar à pessoa que vai te receber que vais precisar de alimentação também).
      OBS: Couchsurfing é uma plataforma que possibilita a troca de hospedagem em qualquer lugar do mundo. Na época era totalmente gratuita quando usei, agora o app tá cobrando uma contribuição de R$ 4,99 mensal ou R$ 29,99 anual por conta da crise do corona vírus.
      ROTEIRO: Quando estive em Pernambuco conheci Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Praias do litoral de Cabo de Santo agostinho: Calhetas e Gaibu (caara, as praias mais lindas que conheci até hoje, e por não serem tão famosas quanto Porto de Galinhas, elas não são taão movimentadas, o que eu acho ótimo) e vila de Nazaré. Isso em uma semana, que foi o tempo que passei em Pernambuco. 
      TRANSPORTE PÚBLICO: Como eu fui com um amigo que sabia tocar banjo e eu enrolava no Maracá, optamos por não pagar passagens em transporte público e sim pedir para os motoristas deixarem a gente subir e tocar Carimbó nos ônibus. E assim, essa ideia deu super certo, tanto que a galera até ajudava com uns trocados, o que ajudou muito a gente na viagem. Sobre o valor de passagem de ônibus urbano não vou saber falar do custo, pois não tive essa experiência. Porém, fica a dica: Toquem nos ônibus ou subam pra vender algo. 
      SAÍDA DE PERNAMBUCO RUMO À BAHIA:  Saí de Pernambuco de carona, com a intenção de descer até a Bahia. Porém, no primeiro dia consegui carona com um caminhoneiro que tinha como destino Maceió, aceitei porque isso ia me deixar mais próxima do meu destino, né. Tive que ficar uma noite em Maceió para poder partir no outro dia. 
      Fiquei em uma Pousada de beira de estrada que custou R$ 40,00 no total pra dormir eu e meu amigo em um quarto com duas camas. 
      Jantei em um Restaurante que o PF custava R$ 10,00.
      No outro dia peguei mais duas caronas Alagoas-Sergipe Sergipe-Bahia e cheguei na Bahia, finalmente.  Passei uma semana em Salvador, consegui hospedagem no Couchsurfing, alimentação por minha conta, fazendo compras e preparando minha própria comida, de transporte usei o mangueio kk pedindo pra subir e tocar. Depois de uma semana, saí da bahia e voltei à br para pegar carona. Consegui diversas caronas no mesmo dia e cheguei na Chapada Diamantinaa. 
      NA CHAPADA DIAMANTINA:  Não consegui estadia com o couchsurfing na Chapada, tive que pagar uma semana de Hostel. 
      VALOR DO HOSTEL: 15 Reais a diária (pedindo desconto)
      ALIMENTAÇÃO: Comprava minha comida e preparava. 
      GUIA: É necessário guia apenas em algumas trilhas em outras tem como fazer de boas usando o gps. 
      DICA DE APP: MAPS ME Nele tem como usar o gps da localidade que tu se encontra sem internet. 
      SAINDO DA BAHIA RUMO GOIÂNIA: Saí da Chapada Diamantina de carona com inumeráveis pessoas, carona com caminhoneiro e carro particular, e passei perrengues, porque a Bahia é imensa. Levei 4 dias pra chegar em Goiânia.
      Nesse percurso nem sei quantas caronas peguei, foram muitas. Em nenhum momento precisei pagar pousada, até porquê nem tinha como, pois a grana já tava curta. Na primeira noite dormi na casa da família de um rapaz que me deu carona quando ainda estava indo para Chapada, Na segunda passei a noite em um posto de gasolina, Na terceira noite dormi na casa de um amigo que conheci com a experiência de carona também, isso em Brasília. (aproveitei pra comprar logo minha passagem de volta pra belém quando eu estava em Brasília) E por fim, no quarto dia consegui a carona para Goiânia. Em Goiânia passei quase algumas semanas, fiquei na casa de um amigo, apenas ajudando com a alimentação, no trasporte também não gastei nada.
      GOIÂNIA ATÉ A CHAPADA DOS VEADEIROS: De Goiânia até a Chapada dos Veadeiros, por muita sorte, tive só uma carona. Consegui carona com um fazendeiro que tinha uma propriedade próximo da cidade que eu ia ficar. Ele me deixou até a cidade que era meu destino, lá eu fiquei hospedada em um hostel onde trabalhei como voluntária em troca de estadia. Nos dias eu que trabalhava as minhas refeições eram por conta do hostel. A dinâmica de trabalho era a seguinte, eu trabalhava um dia e folgava dois. Passei uma semana na Chapada do Veadeiros, conheci a cidade de Cavalcante e Alto Paraíso. 
      FINAL DA VIAGEM: Saí da chapada dos Veadeiros de carona também, e fui até Brasilia. Lá eu passei apenas uma noite e no outro dia embarquei de volta pra Belém. A passagem que eu comprei foi com o ID Jovem, paguei apenas R$ 5,00. Ah, eu comprei com antecedência, sempre tens que comprar a passagem com usando o id com antecedência, não deixa pra comprar na hora senão vais te ferrar. 
      Enfim, minha experiência foi essa, espero ajudar em alguma coisa, é nooós!

    • Por ribeiro_ribeiro
      ola [email protected] venho relatar minha viagem no verão de 2019.
      Eu e minha esposa decidimos passar o verão 2019 na bahia. Primeiro desafio !!!! Definir onde ir. apos muitas pesquisas no Google e com amigos decidimos ir ao município de Cairu  devido a sua características de município arquipélago, segundo informações são 32 ilhas que fazem parte do município. porem três são as habitáveis. Ilha de Cairu que tem como grande atracão o convento de Santo Antonio relíquia arquitetônica e histórica. Ilha de Tinharé (Morro de São Paulo)  sem duvida a mais conhecida de todas. E por Fim a ilha de Boipeba.
      A ilha de Cairu vale uma visita rápida para conhecer o convento . não e' necessário mais de algumas horas. Ja as ilhas de Boipeba e Morro de São Paulo merecem um tempo especial, como a grana e o tempo eram curtos tivemos que escolher um dos locais pra ficar hospedado. Escolhemos Boipeba, Morro de São Paulo e' pra quem busca festa e agitação, Boipeba e' pra quem busca praias paradisíacas e festas organizadas pelo próprios visitantes. Cada forro e sambão que amanhecíamos na praia. E dentre os vilarejos em boipeba escolhemos o Moreré pra ficar devido as características que mencionamos anteriormente. 
      Para hospedar buscamos um camping na areia da praia e resolvemos escolher o Camping Airumã devido as ótimas avaliações de clientes. E acertamos em cheio !!!! ótima estrutura, limpo e organizado.  deixo aqui a pagina . https://airumacer.wixsite.com/airumacamping  
      Definido local e hospedagem começamos a organizar nossa ida. como dizem os próprios nativos pra chegar no paraíso não e'.  Pegamos uma aviao de nossa cidade natal ate 
      Salvador. Para pagar um voo mais Barato chegamos as 03h. Cochilamos ali mesmo no aeroporto. as 07h pegamos o metro no aeroporto e descemos apos trocar de linha na estacão Brotas , la utilizando o app Movitt pegamos um onibus ate a Sao Joaquim (Ferry Boat).  as 09h embarcamos no ferry e chegamos próximo as 10 na ilha de itaparica. No próprio desembarque pegamos um ônibus ate a cidade de valença. Descemos na rodoviária e la mesmo compramos passagem no Expresso Boipeba, para boipeba. Passagem integrada com ônibus que leva ate graciosas (25min) e la embarcamos na lancha ate Boipeba (30 min). Chegando em boipeba estávamos já preparados pra uma bela caminhada +- 25 min ate o ponto do trator que leva ate moreré. Por sorte tinha uma lancha saindo do cais para moreré o que foi maravilhoso já que não caminhamos e a viagem e' lindíssima e super divertida.  Alem disso desembarcamos em frente ao camping. onde fomos super bem recebidos pelo Claudio e la passamos dias maravilhosos.
      Em proximo post comento como foi a nossa estadia e os passeios.  
    • Por maisbahiaturismo
      Já está com viagem marcada para Praia do Forte? O lugar é fascinante e mistura o rústico com o moderno, nascida de uma pequena vila de pescadores em torno da fortaleza do fidalgo português Garcia D’Ávila. Nesse artigo nós vamos apresentar 5 lugares sensacionais para você que está se perguntando sobre o que fazer em Praia do Forte. Com esse guia você não vai ficar perdido ao chegar nesse paraíso do litoral baiano.
      1. Projeto Tamar

      Esse passeio é indicado para os adultos e principalmente para as crianças que ficam fascinadas com as tartarugas marinhas. O projetoTamar trabalha na pesquisa e proteção e manejo de 5 espécies de tartarugas marinhas ameaçadas de extinção no Brasil.
      Entre setembro e Março, as tartarugas chegam para desovar na Praia do Forte e outros pontos da Costa Brasileira. O litoral norte da Bahia é a principal área de desova de tartarugas-cabeçudas, e tartarugas-de-pente no atlântico sul.
      O centro de visitante mostra o que o Tamar faz para proteger as tartarugas marinhas através da sensibilização e educação ambiental. Um ótimo passeio, concordam? Vale a pena colocar o projeto Tamar no seu roteiro de viagem.
       
      2. Instituto Baleia Jubarte - Observação de Baleias

      O objetivo do instituto é monitorar e fazer a conservação das baleias jubartes em águas brasileiras. A Praia do Forte se tornou uma área de concentração e reprodução desses mamíferos que chegam da Antártida fugindo das águas frias no período de julho a outubro.
      Os visitantes têm a oportunidade de participar da observação de baleias, atividade desenvolvida para avistar de perto o comportamento desses animais em alto mar. Antes do passeio é realizado palestras com informações sobre o mamífero, seus hábitos, comportamento e curiosidades. Dentro do instituto também se encontra um museu para visitação.
      Para saber mais informações sobre a observação de baleia, recomendamos que acesse o site do projeto.
       
      3. Reserva Sapiranga

      Para quem gosta de turismo de aventura a reserva de Sapiranga é um prato cheio de muita emoção! A reserva oferece sete trilhas devidamente sinalizadas, os passeios podem ser percorridos a pé, de bicicleta, quadriciclo ou a cavalo. Formada por seiscentos hectares de Mata atlântica e habitat natural de diferente espécies de flores, e plantas nativas como orquídeas e bromélias.
      Os passeios costumam incluir banhos no Rio Pojuca, observação de pássaros, banho na Lagoa Açu e visita ao Centro de Estudo Ambiental, onde se encontram animais da região.
      Para realizar os passeios use roupas leves, boné, calça comprida e tênis, não esqueça do repelente e da mochila para levar seus pertences, lanche e uma garrafinha de água.
       
      4. Castelo Garcia D'Avila

      Um dos principais pontos turísticos de Praia do forte é a ruína da casa da torre de Garcia D’Ávila, considerado um dos principais monumentos do patrimônio histórico e cultural Brasileiro. A construção é considerada a primeira grande edificação portuguesa construída no Brasil.
      O monumento começou a ser construído em 1551 por Garcia  D’Ávila que chegou à Bahia em 1549 no cargo de almoxarife da coroa real, acompanhado do primeiro governador geral, Tomé de Souza. Conheça um pouco da história da Bahia e do Brasil visitando o Castelo Garcia D’Ávila.
       
      5. Piscinas Naturais
       
      Com a maré baixa, alguns pontos de Praia do Forte se transformam em verdades piscinas naturais. Um das praias mais procuradas é a Papa Gente, com piscinas rasas é possível realizar mergulhos para contemplar cardumes de peixes coloridos.
      Na Praia do Lord forma-se uma grande piscina natural e é possível beber e apreciar as iguarias da culinária baiana servidas dentro do mar.
       
      Leia Mais em: http://www.maisbahiaturismo.com.br/o-que-fazer-em-praia-do-forte
       
    • Por Juliana Champi
      Olás amigos de mochila!
      No começo do ano passado nós estivemos de carro no sertão da Bahia com um objetivo bem específico: deixar meu pai (suas cinzas) de volta na sua terra. Foi uma viagem maravilhosa, conciliadora (para o meu coração), conheci uma gente fantástica e minha primeira promessa de ano novo foi: Bahia, sertão, eu volto logo! O relato da viagem de 2019 está AQUI pra quem quiser espiar, pois tb fizemos o circuito histórico de MG e foi MUITO legal! (mas gastamos muito dinheiro tb, kk)
      Mas continuando. Voltei da Bahia (e MG) em janeiro de 2019 já focada em voltar pro sertão. Mas tb focada em várias outras viagens, kkk, pq eu sou maníaca overplanning ansiosa e etc. Teríamos disponível o mês de janeiro de 2020... e depois de pensar e pensar no tempo que teríamos pra esta viagem, considerando a altíssima temporada e os preços salgados, a falta de grana e todas estas coisas, resolvemos ficar só no litoral sul: Porto Seguro e arredores, que já é caro o suficiente! Salvador ia ficar pra próxima! E desta vez, minha mãe, que não tem nadinha de mochileira andarilha nem gosta muito de praia, rs, iria conosco! Ela queria conhecer a família do agreste e ver onde ficou o papis!
      Emitimos passagens com milhas chegando em Porto Seguro em 04/01/2020 e compramos o trecho de volta bem baratinho desde Vitória da Conquista, já no interior, dia 15/01/2020, pra evitar uma longa viagem de volta até Porto Seguro só pra pegar um avião! E tb pq era bem mais barato, mesmo considerando a taxa de retorno do carro alugado.
       
      ROTEIRO
      4.jan: Londrina – Porto Seguro (centro histórico)
      5.jan: Santa Cruz de Cabrália (praias Mutá e Coroa Vermelha)
      6.jan: Porto Seguro (praia de Taperapuã)
      7.jan: Arraial D’Ajuda – Praia da Pitinga
      8.jan: Praia do Espelho (Trancoso) e Caraíva
      9.jan: Trancoso – Praia dos Nativos
      10.jan: Praia do Espelho (Trancoso)
      11.jan: ida Riacho de Santana (~675km)
      12.jan: Riacho de Santana/Caitité/Igaporã
      13.jan: Riacho de Santana
      14.jan: Riacho de Santana
      15.jan: ida VDC e retorno para casa (~315km)
       
      Obs.: Este era o roteiro programado, mas a GOL fez o favor de melar a ida mudando os horários várias vezes e atrasando o vôo em algumas horas e DESTRUIU a volta com conexões longuíssimas, nos fez voltar uma dia antes, perdemos uma diária do carro e ainda arcamos com hospedagem em VDC, e transportes e alimentação em SP. Está judicalizado! Uma palhaçada sem fim!
      Aliás, temos tido muitos problemas com a GOL ultimamente, ano passado já tivemos um processo (ganho) contra eles... tá difícil... zuado demais!
      Mas continuando...
       
      HOSPEDAGENS
      Oh dúvida cruel! Aqueeeele dilema entre ficar em Porto Seguro ou em Arraial D’Ajuda (onde estão as praias mais bonitas). Até Trancoso cheguei cotar, mas affe! Minha principal preocupação era a balsa de travessia entre as duas, Porto Seguro e Arraial! Dizem que as filas são gigantescas na alta temporada, e o preço para a travessia de carro tb não era dos mais camaradas.
      Eu tinha achado opções legais de hospedagem dos dois lados, ambas meio caras... mas aí pensei: Se eu ficasse em Porto Seguro teria que atravessar 4 vezes em direção a Arraial, seriam 8 travessias. Se eu ficasse em Arraial teria que atravessar 3 vezes em direção a Porto Seguro, seriam 6 travessias.
      E SE, eu ficasse as duas primeiras noites em Porto Seguro e as cinco seguintes em Arraial d’Ajuda atravessaria SOMENTE duas vezes! E ainda no contra-fluxo! Hein? Hein? Eu não gosto muito de ficar trocando de casa não, mas a economia de tempo e dinheiro falou mais alto.
      Pegamos 2 airbnbs que recomendo, um SENSACIONAL, em Porto Seguro, e um normal em Arraial. Vou deixar mais informações nos relatos por dia, mas seguem os links:
       
      Porto Seguro: MARAVILHOSA!!!!!! Pagamos 420,00 em 2 diárias para 4 pessoas (55 reais pr noite por pessoa)
      https://www.airbnb.com.br/rooms/31595990?source_impression_id=p3_1580817851_CAUCev%2Bzmp2U93i8
       
      Arraial: TRANQUILA! Pagamos 800,00 em 5 diárias para 4 pessoas (40 reais por noite por pessoa)
      https://www.airbnb.com.br/rooms/24569640?source_impression_id=p3_1580817866_NfG0ku3oZ505faIT
       
      Foram preços bem bacanas considerando a altíssima temporada! Se vc curtiu e ainda não tem cadastro no airbnb, faz com meu link que eu e vc ganhamos descontos de viagem!
      https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL
       
      ALUGUEL DO CARRO
      O carro foi alugado com bastante antecedência (pq mais próximo sobe muito o preço e fica sem opção): pegamos um Sandero 1.4 novíssimo pela Localiza, por meio do site rentcars, por 1.400,00 – 11 diárias, com taxa de deslocamento, pois pegamos em Porto Seguro e devolvemos em Vitória da Conquista.
      Achei que pagamos um preço bom e valeu muito a pena, pois fizemos viagens longas e durante os dias de estadia no litoral todo dia a gente ia pra um lugar LONGE e diferente. Na real achei fundamental se quiser ir em Trancoso, Caraíva, Espelho, estando em Arraial... a não ser se estiver sozinho, aí os passeios de van podem compensar, mas nem vi os preços.
       
      VACINAS
      Apensar de ninguém obrigar, vale muito ter vacina contra febre amarela. Em Arraial eu fui picada por TODAAAAS AS PERNILONGAAAAS DO ESTADOOOO DA BAHIAAAA, hahahahauah! Faz parte!
       
      E partiu! CONTINUA por cidade.
       
    • Por Juliana Champi
      Olás amigos mochileiros! Esse meu texto tá diferente! Tá dividido em 2 mesmo! Pela Bahia, uma história, pelas Minas Gerais, um relato. E digo isso pq não fomos pra Bahia conhecer seu belo litoral, não visitamos nenhum “lugar turístico”... fomos pro sertão! E se vc quiser saber logo abaixo vou contar pq! Já em MG percorremos um pedaço do circuito histórico, cachoeiras lindas e terminamos com uma relaxadinha em Poços de Caldas. MARA!!
      No total foram 4520km rodados por 4 estados: Paraná (de onde saímos), São Paulo (que só atravessamos), Minas Gerais e Bahia! Fomos de Nissan Versa relativamente novo (5.000km rodados) e só abastecemos com álcool, que manteve média de consumo a 10km/L.
      A equipe foi meu marido Gui, o motorista principal, eu, a navegadora e co-pilota, tb responsável pela comida e bebida a bordo, e nosso filho João (10 anos), que dormiu praticamente o tempo todo!
      Foi nossa primeira viagem em carro grande e a maior em extensão que já fizemos. Antes desta a maior tinha sido para as serras gaúcha e catarinense de UNO. Foi quando pegamos gosto pela estrada em si e não paramos mais. Eu era bem feliz com o UNO, mas viajar com carro mais espaçoso é imensamente mais confortável, sem contar que o porta-malas tb não fica cheio nunca, rs!
      A vantagem de viajar de carro neste tipo de viagem é ir conhecendo tudo pelo caminho, e tb pq passagens áreas estão meio salgadas ultimamente não??
      Para hospedagens, ao contrário da regra geral, peguei só um airbnb desta vez, em São João Del Rei, e nos demais locais hotéis pelo Booking, com cancelamento gratuito até perto da viagem, com exceção de Poços de Calda que pegamos um melhorzinho sem direito a cancelamento, mas pago na hora. Vou descrever cada hospedagem no relato por cidades, mas já adianto que todas as opções foram ótimas e eu sigo apaixonada pelo airbnb! Se vc quiser experimentar faça o cadastro com o link abaixo que eu e vc ganhamos desconto na próxima viagem!
      https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL
      Mas vamos começar! Segue o relato dia a dia dividido entre os dois estados!
       
      BAHIA – UMA HISTÓRIA
      (pq nem só de conhecer lugares vive o viajante)
       
      29 de dezembro de 2018 (sáb) – trecho 1: Londrina/PR > Pirapora/MG (1100km)
      Saímos de Londrina com 1h de atraso em relação ao horário planejado, mas tudo bem. As 7h da manhã estávamos rumo ao nosso primeiro destino (apenas pra dormir): Pirapora em MG.
      As estradas do Paraná têm os pedágios mais caros do Brasil, e penso que do mundo. E as estradas não correspondem ao que custam, uma vergonha! Não que sejam ruins, mas estão muito aquém do que se paga. Como estamos próximos a fronteira do PR com SP, depois de pagar um pedágio de 13,80 para andar em pista simples, cruzamos o Paranapanema (rio que marca a divisa dos estados) com apenas 1h20 de viagem!
      Em São Paulo seguimos por boas estradas, mas tb com MUITOS pedágios! Até chegarmos em MG foram 8 pedágios somando aproximadamente 66 reais!
      No carro, muito ecletismo musical, acabava Pixies e tocava Leonardo, acabava David Bowie e tocava pagode, e assim íamos!
      Não paramos pra almoçar pq estávamos cheios de lanches e porcarias no carro, mas íamos parando a cada 2-3 horas pra esticar as pernas! João tinha virado a noite jogando vídeo game então dormiu a viagem toda, rs!
      Passamos sobre o Rio Tietê numa ponte que achei legalzinha, e às 14hs cruzamos a divisa de SP com MG (divisa feita pelo Rio Grande), aí que beleza: acabaram os pedágios, mas tb acabou a estrada, kk! Pegamos trechos até que bons (sempre pista simples) na BR-146 e na BR-365, mas os últimos 100km chegando em Pirapora foram MUITOOO ruins, buraqueira, pista simples, caminhões, nenhuma sinalização... péssimo. Fotos 1 a 3
       
      1: Ponte sobre o Rio Tietê!

      2: Divisa de Estados!
       
       

      3.mp4 3: Chegamos em Minas, adeus estradas!
       
      No total foram 1100km, 194 músicas, álcool variando de 2,59 (SP) a 3,31 (MG), e consumo de 10km/L, chegamos em Pirapora umas 20h! Foram 13h de estrada! Foto 4
       
      4: o caminho do primeiro dia!
       
      O hotel que pegamos em Pirapora (Cariris) era bem simples e bem próximo à “orla” do Rio São Francisco. Fizemos check-in, tomamos banho e saímos pra dar uma volta e comer! Ia ter uma mega balada na cidade, tava tudo bem lotado e policiado! Demos só uma voltinha, comemos bem num restaurante bonitinho (Casa Benjamin) e fomos dormir! A música da balada tinha começado e não agradava em nada, rs!
       
      30 de dezembro de 2018 (dom) – trecho 2: Pirapora/MG > Caetité/BA (570km)
      Acordamos cedinho, tomamos café no hotel e saímos dar uma voltinha pra ver o Rio São Francisco com luz, rs! A “orla” estava imunda graças aos bons costumes dos seres humanos na balada da noite anterior, mas já tinha bastante gente limpando! O Velho Chico tava bem sequinho... mas por ali tinha uma ponte férrea de 1922 desativada que era bem legal. Fotos 5 e 6
       
      5: Velho Chico!
       

      6: Ponte férrea de 1922!
       
      Saímos de Pirapora às 8h45 e a estrada seguiu razoável, com o cerrado e plantações de eucalipto nos acompanhando, além de gente vendendo pequi, umbu e seriguela! Compramos tudo, inclusive pequi! As frutas comemos no caminho!
      A medida que nos aproximamos de Montes Claros em MG o tráfego de caminhões aumentou bastante, e depois desta a estrada vai ficando ruim (trepida muito) e não tem mais nada...
      É engraçado pq aqui no Paraná as cidades são perto umas das outras, mas MG é um estado imenso e dirigíamos por 100km sem ver nada! Nem posto, rs! Chegando na fronteira com a Bahia a estrada fica horrorosa, cheia de quebra-mola... padrão minas!
      Às 15h15 cruzamos a fronteira com a Bahia e a estrada ficou linda, simples, mas bonita e boa. Fotos 7 e 8
       
      7 e 8: divisa de estados e estradas bonitas!
       
      Não me lembro exatamente que horas chegamos em Caetité! Mas era de tarde, tava bastante sol! Foram cerca de 600km, 120 músicas e nenhum pedágio. Fizemos check-in no fofíssimo hotel Vila Nova do Príncipe, que era um casario do século XIX restaurado por um arquiteto suíço. O hotel ficava na praça da catedral, ou seja, no umbigo do centro de Caetité. Fotos 9 a 12
       
      9: entrada de Caetité!
       

      10, 11 e 12: Hotel em Caetité!
      Deixamos as malas e saímos pra ver a cidadinha com cerca de 50 mil habitantes e mais de 200 anos! Era bem bonitinha ali no centro e muito bem preservada historicamente. Uns 10 minutos depois de termos saído deu uma pancada de chuva e nos molhamos muito, rs! Voltamos pro hotel, tomamos banho e saímos de carro! Vimos mais casarões históricos, e com o fim da chuva voltamos pro hotel e saímos novamente a pé! Já era noite e preferimos comer ali por perto, no ótimo “Frank’s Burger”, com a melhor batata frita do mundo e chopp geladíssimo! Fotos 13 a 15
       
      13: amo mesmo!

      14: Caetité tem casa rosada tb!

      15: Igreja matriz da cidade!
      Com a pansa muito cheia demos mais uma voltinha voltamos pro hotel, onde a preço de ouro tomamos um vinho sensacional! Estava animada e feliz por finalmente ter chegado no sertão! Fotos 16 e 17
       
      16 e 17: Igrejinha a noite e vinho foda no hotel!
       
      31 de dezembro de 2018 (seg) – o grande dia: Igaporã e Riacho de Santana
      Eu sinceramente queria conhecer este “fim de mundo” chamado sertão baiano, mas não trazendo as cinzas do meu pai. Queria tê-lo trazido vivo. Ele manifestou vontade voltar já no fim, e eu disse pra ele sarar que eu o traria! Acabei trazendo as cinzas pq ele não sarou! Meu pai estava num pote azul! Ele lutou contra duas doenças crônicas no final da vida e faleceu em 16 de março de 2018, aos 67 anos, após um transplante de fígado mal sucedido realizado em Curitiba em 3 de março do mesmo ano. Apesar do estado adoentado dele há pelo menos 3 anos, o transplante significava uma nova vida, e não perdê-lo. A morte dele não passou pela minha cabeça em nenhum instante até poucos dias (poucos mesmo, menos de uma semana) antes de acontecer. Eu sinceramente ainda não entendo pq e como tudo isso aconteceu tão rápido. Eu não estava preparada, se é que alguém está!
      Mas segue a história deste dia fantástico!
      Meu pai nasceu em Igaporã (1950) e viveu parte da vida na zona rural de Riacho de Santana e outra parte em Caetité. É por isso que viemos! 💗
      Eu não tinha muitas informações, apesar de seus 3 irmãos já terem voltado desde quando foram... pq era tudo meio perdido... memórias de muitos anos atrás... e eu estava um tanto receosa! Quando botamos meu pai e seu pote azul no carro só sabia que ia levá-lo de volta pro seu sertão, mas não fazia ideia do que ia fazer, onde ia deixa-lo, como... mas isto o meu marido definiu bem: não foi o acaso, foram intercessões.
      Acordamos cedo em Caetité, tomamos nosso café no hotel e eu estava decidida: antes de visitar Igaporã em si (a ideia era deixar meu pai em sua cidade natal), ia a Riacho de Santana pra ver se achava uma prima-irmã do meu pai que ainda morava por lá... meus tios disseram que a tal da Lourdes era gente muito fina! Eu tinha mandado whatsapp pra ela na noite anterior mas não obtive resposta... arrisquei ir mesmo assim.
      Entre Caetité e Riacho de Santana são cerca de 70km percorridos em 1h, pois a estrada obviamente é simples, não tem acostamento e em muitos trechos beira precipícios ou corta formações rochosas estreitas! A mesma estrada que leva à Riacho corta Igaporã ao meio, que eu achei bem esquisita ali na rodovia! Feia é a palavra! Mas seguimos viagem e chegamos em Riacho perto das 10h da manhã!
      Cidadezinha ajeitada, muita gente na rua... pracinhas fofas, igrejinha, e aquelas coisas de cidadinhas pequenas! Onde eu começaria a procurar pela “Lourdes dos correios”? Bah, nos correios...
      Depois de um mini rolê na cidade a escaldantes 30 e muitos quase 40 graus, chegamos nos correios, que estava fechado, óbvio! Um sujeito ligeiramente alcoolizado por perto, vendo nossa cara de “oncotô” olhando frustrados pros correios fechados nos perguntou se precisávamos mandar alguma carta, rs! Dissemos que não, que na verdade estávamos procurando uma pessoa que morava na cidade e que tinha, no passado, trabalhado ali, e que era conhecida como a “Lourdes dos correios”! Ele e mais uns dois por perto se apressaram em nos explicar onde ela morava, que era ali perto, e mais um BILHÃO de informações que não faziam sentido nem eram necessárias... ele estava meio gorozado lembram? Hahahauaha... educadamente fomos nos afastando e despedindo do senhorzinho que tinha nos ajudado e uns 10 minutos depois estávamos a caminho da casa da Lourdes! Mais umas 2 perguntadas e chegamos na porta da casa dela! Que coisa estranha... ia bater lá e dizer “oi, vc não me conhece mas sou sua prima”. Estava com frio na barriga!
      Tinha um senhor de cabeça branca perto da porta que em teoria era a casa da Lourdes, mas ao perguntar ele disse que não era não. Uns 3 segundos de “comassim” depois ele entra na casa e diz “filha, os meninos chegaram”. Surge de lá de dentro uma senhorinha que era a cara da minha avó paterna e eu sem sombra de dúvidas estava na casa certa!
      Não há palavras pra descrever a simpatia, fofura, amor, sensibilidade e todos os demais adjetivos queridos do mundo pra esta família! Lourdes e seu marido “Fone” (ele tem um nome diferentão, se tratam por filha e filho, uns cute cute) que ali moravam, e suas duas filhas, Dione e Cynthya (nos explicaram pq de tanto y e h, haha) e suas 3 netas, Gabi (20) e as gêmeas Allice e Alline (16)!
      E como eles sabiam que a gente tava indo se a Lourdes nem tinha visualizado minha mensagem? Pq uma tia minha, de Curitiba, tinha conseguido falar com ela e portanto a família toda estava nos esperando!
      Contamos para eles pq tínhamos vindo: deixar as cinzas do meu pai num pequizeiro que ele tanto amava! Este “insight” tinha me ocorrido quando passamos por Montes Claros, norte de MG, e na estrada tinha um montão de pequizeiros... e gente vendendo pequi. A família do meu pai (além dele, pai, mãe e 3 irmãos) veio inteira pro Paraná na década de 70 e todos se estabeleceram em Curitiba, com exceção do meu pai, que ficou no interior do estado. Esses baianos quase se matavam por causa de pequi (os que sobraram ainda se matam), que não tem aqui no Paraná... só chega quando alguém vem lá de cima trazendo! Então um pequizeiro com certeza seria a sua melhor morada final, e pra mim, botânica, ele ficar numa árvore tb tem mil significados! A família da Lourdes nos deu dicas de onde tinha na estrada alguns pés!
      Conversa vai conversa vem... Teve lágrimas nos olhos... a Lourdes tb contou que sua mãe havia falecido há seis meses, e esta, Dona Rosinha, era irmã da minha avó! Tb teve muita história! Ela me contou que era bem amiga do meu pai, brincavam juntos... e tb contou da doidera que eu já sabia: minha avó e duas irmãs (entre elas a mãe da Lourdes) se casaram com meu avô e dois irmãos... eram 3 irmãs casadas com 3 irmãos! Casamento arranjado... os Batista e os Carneiro! Tb me contou do gênio e peculiaridades de cada um dos sobrenomes! Foi muita conversa e muita comida! MUITA mesmo! Quanta saudade eu tinha da comida da minha avó! Xiringa, Chimango, bolo frito, bolo de colher, beiju com manteiga de garrafa... meodeos! Fotos 18 a 20
       
      18 e 19: beiju com manteiga de garrafa, bolo de colher!

      20: comendo pequi num restaurante de Caetité!
      E quando Lourdes e família ficaram sabendo que a gente estava sem malas no carro e que estávamos hospedados em Caetité foi como se tivessem tomado um remédio amargo! Torceram a cara e exigiram, hahahahauahaauha, que a gente fosse lá buscar as coisas e voltasse pra Riacho passar o resto dos dias com eles! Mas já era dia 31 de dezembro e dia 2 de janeiro seguiríamos para MG, então ponderamos que iríamos sim a Caetité buscar roupas pra passar dia 31 e 1 com eles, mas que no fim do dia 1 voltaríamos pro hotel arrumar malas e seguir viagem dia seguinte! A gente mal sabia que tinha essa família quando começamos a viagem e agora íamos passar o ano novo com eles!
      Voltamos pra Caetité! Passamos lentamente por Igaporã, que de fato era bem feinha! Foto 21 Fomos reparando na estrada e avistamos alguns pés de pequi! Em Caetité fui atrás de comprar requeijão de comer com café (pra quem não sabe não tem nada a ver com o do mercado, é duro, corta e põe no café quente) e fomos pro hotel tomar banho, descansar um pouco (João queria nadar) e nos arrumar para voltar. Eu queria passar pela estrada ainda claro.
       
      21: Igaporã, pórtico de entrada!
      E assim fomos: entre Caetité e Riacho, exatamente em Igaporã, tinha um mini cemitério na beira da estrada. Ajeitadinho, mas com cara de ninguém é enterrado ali há tempos. Perto do cemitério, em uma área particular (pulamos cerca de arames farpados) tinha um pé de pequi... lá dentro da mata! Arranhei as pernas pra chegar lá pq estava de saia (ano novo né!)... e neste pé de pequi, cheio de pequi, ficaram as cinzas do meu pai! Ele estava de volta no seu sertão!
      Eu tb havia escrito uma carta bem resumida sobre sua história... escrevi no hotel minutos antes de sair pq o que devia ser feito ia clareando só na hora. Enquanto escrevia meu filho chorou bastante... esta carta foi posta dentro do pote azul (se chama urna na verdade) e deixada no cruzeiro do cemitério! Ele era católico e temos um ponto de referência para voltar, se um dia calhar!
      Foi sensacional, emocionante, um momento só nosso! Foi LINDO! Fotos 22 a 28
       
      22 e 23: O pequizeiro onde agora jaz meu papis!
       

      24: a carta!

      25: a carta no pote!

      26: o cemitério na beira da estrada!
       

      27 e 28: emoção!
      Chegamos em Riacho de alma lavada, espírito elevado... como a gente deve chegar pra um ano novo afinal!
       
      01 de janeiro de 2019 (ter) – feliz ano novo: Riacho de Santana e Caetité
      Passamos a noite do ano novo na casa de mais parentes que conheci por lá, outras primas e primos, e durante o dia ficamos só nós na Lourdes conversando muito e comendo muito muito! Que pouco tempo tivemos com eles... Me contaram da seca, do sofrimento da falta de água... que distante está minha realidade! Na despedida mais choro! Vim me despedir do meu pai e ganhei tanta gente nova e maravilhosa! Promessas de reencontros e lágrimas depois, voltamos pra Caetité!
      Arrumar as malas foi fácil, difícil foi ficar transportando o pequi que estava levando, pq segundo os baianos de Curitiba, se eu não levasse nem precisava voltar pro Paraná, hahahaha! No dia seguinte nos despedimos daquela terra onde falta água mas sobra amor com nossa primeira promessa de ano novo: até logo, sertão! Foto 29
       
      29: eu volto!
      “O sertão é do tamanho do mundo”
      “O sertão é dentro da gente”
      Guimarães Rosa sabe o que diz! 💙
      CONTINUA com Minas Gerais, num relato normal, prometo!
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