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mimi.silvestre

Expedição América - De Brasília ao Atacama de Carro - 24/12/17 a 20/01/2018

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Esse é mais um dos inúmeros relatos que aparecem aqui todos os dias...

Mas, para mim, tem um significado especial. É a primeira vez desde 2010 que viajo com meus pais de carro (desde que comecei a trabalhar de verdade não consegui mais conciliar minhas férias e meus destinos com os deles). A princípio iriam apenas meus pais, eu e meu namorado, mas minha mãe bateu o pé e disse que meu irmão iria junto. Agora sim, viajaríamos bem apertados lá atrás, mas fazer o quê?!

Em 2013 meu namorado foi a Santiago com os pais e eu fui depois com meu irmão. Mostrei as fotos do Atacama para meu pai e ele ficou maravilhado. Mas, ele sempre teve medo de viajar para o “estrangeiro”. Em 2014 consegui convencê-lo a ir com a gente (eu e meu namorado) fazer compras em Ciudad del Este. Minha mãe animou e ele topou. Depois que ele aprendeu o caminho e viu que não era o fim do mundo, voltou lá mais duas vezes! xD

Em 2014 resolvemos que iríamos todos para a Disney, mas a empresa que eu trabalhava faliu e com isso perdi minhas férias, consegui apenas 9 dias de folga, mas que ficaria inviável viajar com eles para os Estados Unidos, então fui com meu namorado para Machu Picchu (http://www.mochileiros.com/cusco-aguas-calientes-machu-picchu-lima-paracas-ica-nazca-30-08-a-07-09-2014-muitas-fotos-t101509.html) e eles partiram para a Disney. Adoraram! :D

Esse ano eu tinha pensado em voltar à Disney (acabei indo em 2016), depois pensei em visitar a “família” do meu namorado no México, aí cogitei San Andrés e então resolvi passear pelo mochileiros.com e me deparei com o relato do Flavius: https://www.mochileiros.com/topic/58848-viagem-de-carro-para-san-pedro-de-atacama-passando-por-salta-tilcara-e-antofagasta-mar%C3%A7o2017/?tab=comments#comment-644684 e pensei: “por que não?!”

Li o relato de cabo a rabo e fui atrás de mais e mais relatos, mostrei para o meu namorado que comprou a ideia e começamos a pesquisar mais.

Um belo dia virei para o meu pai e disse: “pai, teve um cara lá no fórum que foi de Caldas Novas até o Atacama de carro. Acredita?!” E ele respondeu: “Hmmm”, virou e continuou fazendo as coisas dele.

Passado algum tempo ele me chamou e disse: “quanto ficaria para fazer essa viagem? ”, eu disse que não sabia, mas que podia pesquisar. E ficou combinado que depois que eu apresentasse os custos da viagem ele iria decidir se ia ou não. Eu já tinha meu plano B que era comprar a primeira passagem barata para o exterior kkkkkkkkk

Fiz o que ele pediu e depois de 1 mês de pesquisas, entreguei o orçamento da viagem. Ele pensou por mais duas semanas, me encheu de perguntas (muitas perguntas) e falou que queria ir. Achei que ele ia dar para trás depois de algum tempo, tanto que nem confirmei com meu namorado que iríamos. O tempo foi passando e eu me toquei que era verdade. Então ficamos 1 mês ensaiando como contar para minha sogra que iríamos viajar de carro para outro país. Contamos morrendo de medo, mas no final tudo deu certo (foi muito melhor do que imaginamos). ^_^

Agora oficialmente iríamos para o Atacama de carro!

 

Roteiro

Nosso roteiro ficou assim:

1.      Brasília – São José do Rio Preto (733km)

2.      São José do Rio Preto – Foz do Iguaçu (858km)

3.      Foz do Iguaçu – Posadas (318km)

4.      Posadas – Santa Fé (793km)

5.      Santa Fé – Mendoza (908km)

6.      Mendoza – Santiago (364km)

7.      Santiago

8.      Santiago – Embalse el Yeso – Santiago (224km)

9.      Santiago – Valparaiso – Viña del Mar – Santiago

10.  Santiago – Copiapó (806km)

11.  Copiapó – San Pedro (859km)

12.  San Pedro

13.  San Pedro

14.  San Pedro

15.  San Pedro

16.  Uyuni

17.  Uyuni

18.  Uyuni

19.  Uyuni

20.  San Pedro

21.  San Pedro – Salta (597km)

22.  Salta – Resistencia (824km)

23.  Resistencia – Assunção (329km)

24.  Assunção – Foz do Iguaçu (334km)

25.  Foz do Iguaçu

26.  Foz do Iguaçu

27.  Foz do Iguaçu – São José do Rio Preto (864km)

28.  São José do Rio Preto – Brasília (733km)

 

Seguros

Fizemos seguro viagem pela Porto Seguro (única seguradora que cobria viagem feita com veículo próprio), plano Mundo 120 Bronze, no valor de R$ 326,58 por pessoa.

O Seguro CARTA VERDE foi feito também pela Porto Seguro, no valor de R$252

Contratamos o seguro SOAPEX pela internet no valor de 11 dólares = R$ 40,23 (com iof e conversão).

E por fim, a extensão do seguro do carro para América do Sul, no valor de R$397,30.

 

PID

Eu e meu namorado tivemos que tirar a Permissão Internacional para Dirigir, pois a embaixada do Chile nos informou que era obrigatório possuir. O custo foi de R$290 cada.

Meu pai já tinha a dele e ainda estava na validade.

 

Adesivos

Mandamos fazer uns adesivos para colocar nas portas do carro e na traseira, nos custou R$90

 

Conect Car

Compramos a TAG do Conect Car pra evitar filas e acreditem, isso ajuda muito! Nos custou R$ 220 na primeira leva da viagem e na volta colocamos mais R$ 30.

 

Hotéis

Fizemos todas as reservas pelo Booking.com. Fora do Brasil, pagamos todas as diárias em dólares (já tínhamos nos programado para isso)

 

São José do Rio Preto: Hotel Plaza Inn

Foz do Iguaçu: Hotel Baviera Iguassu

Posadas: La Mision Posadas

Santa Fé:  Hostal Santa Fe De La Veracruz

Mendoza: Hotel Ibis Mendoza

Santiago: Bellavista Apartments

Copiapó: Hotel Chagall

San Pedro: Hotel Dunas

Salta: Hotel del Antiguo Convento

Resistência: Gala Hotel & Convenciones

Assunção: La Casa Arthaus

Foz do Iguaçu: Hotel Baviera Iguassu

São José do Rio Preto: Hotel Plaza Inn

 

Os custos da viagem foram divididos por 5 pessoas, mas para facilitar as contas aqui vou separar entre "pai" e "eu", onde pai corresponde a 3 pessoas e eu a duas pessoas. Nem todos os lugares terão os custos do meu pai porque ele jogava as notinhas foras ante de me passar o valor... só no final da viagem que ele entendeu que precisava delas para colocar nas minhas planilhas. Ah, também ganhei o apelido da "louca das planilhas", mas eu prefiro ficar organizada durante a viagem toda do que ficar devendo dinheiro porque não me organizei direito. 

 

Alimentação

Calculei alimentação da seguinte maneira:

  • R$ 25 para o café da manhã por pessoa
  • R$ 50 para o almoço por pessoa
  • R$ 50 para o jantar por pessoa

Vale ressaltar que apenas eu e meu namorado seguimos a risca essa parte, meus pais e meu irmão sempre extrapolavam o limite estabelecido.

 

Sem mais delongas, vamos ao relato!

 

 24/12/17 - Domingo - Brasília / São José do Rio Preto

Abastecemos o carro na noite anterior. Encontrei com meus pais por volta das 07:00 da manhã, colocamos todas as coisas na caçamba da camionete e às 08:03 saímos de casa. Preferimos ir pela estrada de Goiânia que é duplicada mesmo pagando pedágio. Às 09:20 chegamos no Jerivá e tomamos café da manhã. 

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Animação na estrada::mmm:

Nesse dia passamos por 7 assaltinhos, quer dizer, pedágios:

  • Alexânia GO: R$ 4,90 às 9:04
  • Anápolis Go: R$ 3,60 às 10:11
  • Professor Jamil GO: R$ 5,20 às 11:19
  • Itumbiara GO: R$ 6,30 às 12:24
  • Prata MG: R$ 5,60 às 14:36
  • Fronteira MG: R$ 3,30 às 15:49
  • Onda Verde SP: R$ 5,20 às 16:24

Paramos para almoçar no Trevão em Minas Gerais às 13:40 e de lá seguimos para Frutal, onde eu queria tomar um suco de abacaxi que minha chefe havia recomendado. Procuramos pela tal barraquinha na beira da estrada, mas era 24 de dezembro à tarde e ninguém estava mais trabalhando. Paramos para abastecer, o diesel S10 custava R$ 3,379, colocamos 65,86 litros, o que nos custou R$ 222,54 e consumo ficou na casa de 8,8km/l.

Chegamos em São José do Rio Preto às 17:00. Dava pra ter andado mais, dava. Mas como somente meu pai e meu namorado estavam dirigindo achei melhor andarmos apenas 733km nesse dia, já que teríamos muitos dias ainda pela frente. Fizemos o check-in no hotel, tomamos um banho, descansamos e depois fomos jantar.

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Ceia de natal :)

Gastos do dia:

  • Abastecimento do dia 23/12: R$ 183,23
  • Conect Car: R$ 220
  • Café da manhã: pai: R$ 17,50
  • Café da manhã eu: R$ 12,00
  • Almoço pai: R$47,54
  • Almoço eu: R$ 47,53
  • Abastecimento em Frutal: R$ 222,54
  • Hotel pai: R$ 199,52
  • Hotel eu: R$ 165,12
  • Jantar pai: R$ 89
  • Jantar eu: R$ 64
  • Total do dia: R$ 1.267,98
  • Total Pai: R$ 666,44
  • Total Eu: R$ 601,53

 

25/12/17 - Segunda - São José do Rio Preto / Foz do Iguaçu

 Acordamos e fomos tomar café da manhã às 07:20. Fizemos check-out no hotel e pegamos a estrada. 

Nesse dia passamos por 6 assaltinhos:

  • José Bonifácio SP: R$ 5,20 às 8:48
  • Floresta PR: R$  13,40 às 14:09
  • Campo Mourão PR: R$ 13,40 às 15:01
  • Corbélia PR: R$ 13,40 às 16:11
  • Céu Azul PR: R$ 11,70 às 17:03
  • São Miguel do Iguaçu PR: R$ 15,30 às 17:55

Paramos para almoçar em Maringá e já aproveitamos para abastecer, o diesel S10 custava R$ 3,31, colocamos 66,10 litros, o que nos custou R$ 204,91 e consumo ficou na casa de 8,9km/l.

Chegamos no hotel em Foz do Iguaçu às 18:20 debaixo de chuva. Fizemos o check-in e descansamos um pouco. Saímos para jantar numa churrascaria chamada Jardim da Cerveja que ficava do outro lado da rua, indicação do funcionário do hotel. A comida estava boa, mas o atendimento foi péssimo. Parecia que os garçons não queriam estar trabalhando no feriado e descontavam sua raiva nos clientes. Não recomendo.

Gastos do dia:

  • Abastecimento em Maringá: R$ 204,91
  • Almoço pai: R$ 78,95
  • Almoço eu: R$ 43,65
  • Hotel pai: R$ 300
  • Hotel eu: R$ 240
  • Jantar pai: R$ 150
  • Total do dia: R$ 1.017,51
  • Total Pai: R$ 631,40 
  • Total Eu: R$ 488,56

 

26/12/17 - Terça - Foz do Iguaçu / Posadas

Tomamos café às 06:30 e saímos às 07:00 para Ciudad del Este, precisávamos trocar dinheiro e comprar meu drone. Vinha acompanhando a cotação pela internet há 3 semanas e vi que era mais jogo trocar pesos argentinos, guaranis e bolivianos lá em CDE mesmo. 

Se me lembro bem, nosso cambio ficou assim:

  • 5,56 reais = 1 peso argentino
  • 1 dólar = 19 pesos argentinos
  • 1 real = 1.601 guaranis 

Comprei meu drone na Mega Eletrônicos, loja lotada, fila pra pagar, pra tirar o produto, pra testar, mais de duas horas na loja...::essa::::essa::

Pegamos um ônibus até a ponte, desci com meu namorado e meus pais foram para o hotel arrumar as malas. Desci na ponte para declarar, pois não queria ter problemas na volta para o Brasil e nem em viagens futuras. Bom, chegando la na receita federal fiz a declaração de bens, o drone foi levado para análise (para saber se o valor que declarei batia com o valor real da mercadoria) e depois fui pagar no caixa eletrônico do banco do Brasil pagar a GRU que foi gerada...

  • Problema 1: o caixa não tinha leitura biométrica
  • Problema 2: eu não sabia (e não sei até hoje) a minha senha de letras
  • Problema 3: a senha estava anotada na minha carteira que tinha ficado no Brasil
  • Problema 4: eu não consegui transferir o dinheiro (tentei aumentar o limite antes de viajar, mas não tinha dado certo) para meu pai fazer o pagamento

Já estava preocupada quando o fiscal da receita disse: "Olha, você só pode retirar a mercadoria daqui quando efetuar o pagamento e comprovar. Enquanto não fizer isso, a mercadoria fica retida aqui". Aí desesperei de vez! Meu pai me ligou e disse que tinha dinheiro na conta. Ele efetuou o pagamento, me mandou o comprovante e enviei para o e-mail da receita federal. Depois que o fiscal conferiu no sistema ele me entregou o drone e a declaração de importação, com ela posso sair do Brasil e retornar sem problemas.

Retornamos para Foz, paramos no Mcdonalds para comer algo (na verdade eu não posso comer pão, sou celíaca, então comi apenas batata frita e meu namorado comeu o sanduíche) e depois fomos para o hotel e terminamos de colocar as coisas no carro, fizemos o check-out e fomos abastecer, o diesel S10 custava R$ 3,597, colocamos 43,03 litros, o que nos custou R$ 154,78 e consumo ficou na casa de 9km/l. Perguntamos se eles vendiam o adesivo de velocidade para colocar no carro, mas ele disseram que só encontraríamos na Argentina mesmo. (Há uma lei na argentina que diz que veículos como camionetes devem ter um adesivo de velocidade de 110km/h refletivo colado na traseira do veículo, se você não tiver pode ser multado ou pior, ser parado pela caminera e ter que pagar uma bela grana para ser liberado).

Seguimos em direção a Puerto Iguazu na Argentina. E para nossa surpresa a Aduana Argentina estava lotada, ficamos mais ou menos 1 hora e meia na fila. Olharam nossos documentos, carimbaram os passaportes, conferiram a carta verde e documento do veículo, perguntaram onde a dona estava (o carro está no nome da minha mãe), olharam a caçamba do carro e perguntaram também qual era o nosso destino final e respondemos: Santiago. 

Seguimos na estrada de pista dupla, asfalto bom, sem acostamento e com a sinalização um pouco confusa (os avisos de fim da terceira faixa apareciam somente depois que a faixa já tinha terminado, avisos de retorno e saída da pista só apareciam depois que você tinha perdido a saída, depois de uns dias acostumamos com a sinalização caótica deles::sos::). Paramos no primeiro posto de gasolina e compramos o adesivo refletivo.

Importante ressaltar: somente nesse trecho de Puerto Iguazu até Misiones fomos parados 5 vezes pela polícia caminera 1 vez pela Gendarmeria. Em todas as vezes eles pediram o documento do carro, CNH, carta verde, abaixamos os vidros, colocaram a cabeça dentro do carro para olhar todo mundo, perguntaram de onde estávamos vindo e para onde iríamos e só! Não fomos multados, não tivemos que pagar propina, fomos tratados com educação, nenhum policial foi grosso conosco em todo território argentino.

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Adesivo de 110km/h exigido na Argentina para camionetes

Nesse dia passamos por apenas 2 assaltinhos:

  • Colonia Victoria ARG: AR$ 20 às 14:00
  • Santa Ana ARG: AR$ 20 às 17:50

Paramos em San Ignácio em Misiones para visitarmos as ruínas jesuíticas.

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Como eram as ruínas antigamente

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O ingresso que você paga te dá o direito de visitar as outras 3 missões jesuíticas na Argentina (por 15 dias), como não sabíamos disso não nos programamos para visitá-las. Seguimos para o nosso hotel em Posadas. Chegamos por volta das 18:30, estava sol e fazendo bastante calor. O Hotel era 3 estrelas, bem novo, quarto amplo, muito bom! Arruamos nossas coisas e descemos para jantar às 20:00. Experimentamos a especialidade do hotel: wok de vegetables. Excelente pedida!! 9_9

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Gastos do dia:

  • Ônibus Foz/CDE: R$ 26,25 (5 pessoas)
  • Ônibus CDE/Foz: R$ 26,25 (5 pessoas)
  • Ônibus CDE/Foz: R$ 10,50 (2 pessoas)
  • Drone: U$ 1.113
  • Bateria drone e cartão de memória: U$ 143
  • Declaração drone: R$ 1.343,28
  • Almoço eu: R$ 22,50
  • Abastecimento em Foz: R$ 154,78
  • Pedágios: AR$ 40
  • Ruínas Jesuíticas pai: AR$ 510
  • Ruínas Jesuíticas eu: AR$ 340
  • Águas: AR$ 40
  • Adesivo 110 km/h: AR$ 85
  • Hotel pai: U$ 100
  • Hotel eu: U$ 80
  • Jantar pai: AR$ 800
  • Jantar eu: AR$ 510
  • Total do dia: R$ 1.583,56   AR$: 2.325    U$: 1.436
  • Total Pai: R$ 129,89      AR$: 1.392,50   U$: 100 
  • Total Eu: R$ 1.453,67    AR$: 932,50     U$: 1.336 

 

27/12/17 - Quarta - Posadas / Santa Fé

Tomamos café às 07:00 da manhã, fizemos check-out do hotel e seguimos em direção a Santa Fé.

Paramos para abastecer em Fachinal, o diesel S10 custava AR$ 25,62, colocamos 39,81 litros, o que nos custou AR$ 1020 e consumo ficou na casa de 9km/l.

Fizemos um pequeno desvio do roteiro original, meu pai queria ir até Uruguaiana, na verdade atravessar a ponte de Paso de los Libres até Uruguaiana e voltar, mas consegui convencê-lo de que iríamos perder muito tempo na imigração, então fomos apenas até a margem do rio Uruguai do lado de Paso de los Libres.

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Na outra margem do rio está a cidade de Uruguaiana/BR

Aproveitamos já almoçamos (pedimos uma parrillada familiar) e abastecemos em Paso de los Libres, o diesel S10 custava AR$ 26,48, colocamos 34 litros, o que nos custou AR$ 902 e consumo ficou na casa de 9km/l. 

Nesse dia pegamos estradas em dois extremos: mão dupla, cheia de buraco, nenhum posto de gasolina por quase 200km de estrada, 3 postos de polícia caminera (fomos parados em todos), nada em volta da estrada e depois pegamos pista duplicada por uns 100km só de reta, asfalto bom e com acostamento (aí deu para tirar o atraso da pista ruim.)

Passamos por 2 assaltinhos:

  • Fachinal ARG: AR$ 8 às 09:20
  • Paraná ARG: AR$ 35 às 19:11

Chegamos em Santa Fé às 19:45, lembra que falei lá em cima da sinalização argentina ser muito doida? Pois é, a saída vem antes da placa e nós passamos obviamente. Tivemos que dar uma volta enorme na cidade até conseguirmos achar um retorno e o GPS parar de mandar a gente ficar dando voltas aleatórias na cidade. Fizemos o check-in no hotel, aí veio a primeira surpresa da viagem: o prédio era muito bonito, bem no centro da cidade, a rua da frente era fechada e cheia de lojas, porém os quartos... ah, os quartos... velhos, cama horrível, você afundava nela (eu particularmente detesto colchão mole, mas tava ruim até pro meu namorado que é adepto), o banheiro tinha um cheiro ruim, mas fazer o que?! Tá no inferno, abraça o capeta! >:(

O jantar no hotel era muito caro, então fomos até o McDonalds que ficava umas 3 quadras do hotel. A cidade estava bem movimentada, não ficamos com medo de andar nesse trecho. O McDonalds parecia que tinha sido tomado por todas as crianças de Santa Fé, tava uma bagunça, criança correndo, pai gritando, gente te empurrando, o caos ::mmm:

Voltamos para o hotel e tentamos descansar, mas foi difícil...

Gastos do dia:

  • Abastecimento em Fachinal: AR$ 1.020
  • Pedágios: AR$ 43
  • Almoço pai: R$ 78,00
  • Almoço eu: R$ 53
  • Águas: AR$ 52
  • Abastecimento em Paso de los Libres: AR$ 902
  • 2 pacotes de gelo: AR$ 55
  • Mercado: AR$ 70,05
  • Hotel pai: U$ 100
  • Hotel eu: U$ 82,28
  • Estacionamento hotel: U$ 7
  • Jantar pai: AR$ 525
  • Jantar eu: AR$ 165
  • Total do dia: R$ 131   AR$: 2.832,05    U$: 189,28
  • Total Pai: R$ 78      AR$: 1.596,02   U$: 103,50 
  • Total Eu: R$ 54    AR$: 1.236,03     U$: 85,78 

 

Continua...

 

 

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28/12/17 - Quinta - Santa Fé / Mendoza

Tomamos café às 07:30 da manhã, fizemos check-out do hotel e seguimos em direção a Mendoza

Nesse dia passamos por 7 assaltinhos:

  • Santo Tomé ARG: AR$ 5 às 08:26
  • Franck ARG: AR$ 30 às 08:35
  • Sampacho ARG: AR$ 20 às 15:30
  • La Cumbre ARG: AR$ 35 às 16:43
  • Desaguadero ARG: AR$ 35 às 17:50
  • Desaguadero (Mendoza) ARG: AR$ 55 às 17:57
  • La Paz ARG: AR$ 30 às 18:14

Abastecemos em San Francisco, o diesel S10 custava AR$ 25,29, colocamos 63,26 litros, o que nos custou AR$ 1600 e consumo ficou na casa de 9,1km/l.

Pegamos mais um trecho de estrada ruim, depois de um tempo voltou a ser duplicada. Fomos parados mais umas duas vezes pela polícia caminera, mas não tivemos nenhum problema. Passamos também por vários campos de girassóis.

Paramos para almoçar em Rio Cuarto, no mercado (não lembro o nome, sei que era do lado de um outlet). Lembrava um self-service, mas com um detalhe: eles te serviam.  Ficamos mais ou menos uma hora e meia por lá (tava muito lotado). 

Abastecemos novamente em San Luís, o diesel S10 custava AR$ 25,66, colocamos 60 litros, o que nos custou AR$ 1540 e consumo ficou na casa de 9km/l. Saindo de San Luis passamos em um pedágio e depois passamos pelo controle sanitário, eles borrifaram um treco no carro, perguntaram se levávamos frutas e dissemos que não. Estávamos oficialmente na província de Mendoza e pasmem: outro pedágio!! Foram 7 minutos de diferença entre um pedágio e outro!!  O.oO.o 

O último pedágio do dia foi o La Paz, que é um túnel. Eu moro em Brasília e aqui quase não tem túnel, então achei muito legal  ::mmm:

Chegamos no hotel às 19:30, fizemos o check-in e fomos até o Carrefour fazer umas comprinhas (ficava uma quadra do Ibis). Deixamos as coisas no hotel e fomos de carro até o Shopping (5 minutos do hotel). Jantamos por lá e depois demos uma volta pra conhecer. 

Gastos do dia:

  • Abastecimento em San Francisco: AR$ 1.600
  • Pedágios: AR$ 210
  • Almoço pai: AR$ 471
  • Almoço eu: AR$ 106
  • Águas e alfajor AR$ 50
  • Abastecimento em San Luis: AR$ 1540
  • 4 pacotes de gelo: AR$ 120
  • Mercado: AR$ 57
  • Hotel pai: U$ 163,32
  • Hotel eu: U$ 81,66
  • Jantar pai: AR$ 480
  • Jantar eu: AR$ 359
  • Total do dia: AR$: 4.993    U$: 244,98
  • Total Pai: AR$: 2.764,50    U$: 163,32 
  • Total Eu: AR$: 2.228,50     U$: 81,66 

 

29/12/17 - Sexta - Mendoza / Santiago

Acordamos às 07:00, arrumamos as coisas e saímos. Optamos por não pagar pelo café da manhã do Ibis. Às 07:40 abastecemos no posto Shell que ficava ao lado do hotel, o diesel S10 custava AR$ 23,71, colocamos 28,69 litros, o que nos custou AR$ 680 e consumo ficou na casa de 9km/l.

Passamos por 3 assaltinhos:

  • Las Cuevas ARG: AR$ 30 às 13:37
  • Chacabuco CHI: CH$ 2.200 às 17:47
  • Sampacho CHI: CH$ 900 às 18:11

A saída de Mendoza foi tranquila, pouco mais de meia hora entrávamos na cordilheira. A estrada ficou bem estreita, mão dupla, muitas curvas e uma paisagem de tirar o fôlego! 9_9

Ignorem o áudio, eu não tive tempo de editar nenhum vídeo até agora...:$

Pegamos um trecho da estrada com um desvio e chacoalhamos bastante dentro do carro. Nossa primeira parada do dia era a Ponte Inca... era. Porque passamos direto, lembram das placas?! Pois é. A sorte é que perguntamos para uma turista que estava fazendo treking e ela disse que já tínhamos passado do lugar, então voltamos e achamos a ponte.

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De lá, seguimos para o Parque Aconcágua. A entrada custa AR$ 40 por pessoa, você pode estacionar lá dentro e fazer o percurso a pé. Não lembro quantos kms são até o mirante, só sei que cansa por conta da altitude e volta e meia a gente levava uma picada de mutuca, para quem não conhece segue imagem do pequeno demôneo:

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A picada desse bicho dói, faz um calombo enorme, coça e sim, ela fura uma calça jeans. Estejam preparados :o

Essa trilha que fizemos, creio eu, que é mais bonita na época do degelo, porque você as lagoas de verdade, nós só vimos um fiapinho de água e nada mais...

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Quando estávamos indo embora, encontramos uma família de brasileiros que estavam indo em duas kombis para Santiago e depois para o sul do Chile. Conversamos um pouco com eles e tiramos fotos juntos (acabei de me lembrar que eu tinha que mandar um e-mail para eles pedindo as fotos 9_9)

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Continuando nosso roteiro, seguimos para o Cristo Redentos de los Andes, a estrada antiga que ia para Santiago. Estrada perigosa, cheia de curvas, no rípio e em alguns pontos você tem que parar para o outro carro poder passar...

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Nós temos o dom de estar com as roupas erradas no lugar errado. Chegamos lá em cima e tava um vento tão forte, mas tão forte e ninguém estava com casaco (e também ficamos com preguiça de pegar na mala). Acho que só conseguimos ficar lá por uns 20 minutos, as mãos estavam bem roxas...

Pensa no frio que tava aí... ::dãã2::

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Descemos a estrada e voltamos para a pista asfaltada e seguimos em direção à Santiago. Não demos saída na Argentina (eu acho que precisava, mas isso não deu problema nenhum na volta), pagamos o último pedágio argentino e atravessamos o túnel da cordilheira. Fantástico! :D A fronteira dos países é dentro desse túnel.

Mais uma vez, ignorem o áudio, eu não tive tempo de editar nenhum vídeo até agora...:$

Saindo do túnel tem a placa de bem vindos à República do Chile e logo em seguida a imensa fila de carros para passar pelo controle aduaneiro de Paso de los Libertadores. Sem brincadeira, ficamos quase 4 horas para passar pelo controle. Boa parte disso foi por conta do ano novo (muitos argentinos descem para /santiago nessa época) e a outra parte pela desorganização chilena (nunca mais reclamo do DETRAN DF!!). Logo que você entra na aduana um guarda pergunta de onde você é e te entrega um papel para fazer a importação temporária do veículo, depois ele manda você entrar em outra fila que vai te levar até as cabines. Chegando na cabine a atendente te entrega mais dois papéis para você entrar no país, detalhe: todos os atendentes pediam para apenas uma pessoa descer do carro, levar os passaportes para carimbar e aí entregava a quantidade de papéis e recolhia o papel de importação do carro, mas a senhora que nos atendeu estava de má vontade e fez todo mundo descer do carro pra poder carimbar os passaportes. Entregamos a declaração do carro, ela nem olhou e só carimbou e mandou irmos para outra fila, a de controle alimentar. Ficamos mais uma meia hora na fila e chegou a nossa vez. Aí o fiscal disse: quem é o dono do carro? Respondi que era minha mãe, então ele falou que eu tinha preenchido a declaração de importação do carro errado. Eu preenchi que o carro era da minha mãe e que meu pai estava autorizado a dirigir, mas eu não tinha a tal autorização que ele queria, resultado: tive que voltar lá no primeiro guarda, pegar outra declaração, preencher, passar na atendente de mal humor e voltar nesse guarda antes que ele fosse embora. Fui inventar de correr e quase morri sem ar ::essa::. Pois bem, quando voltei eles estavam revistando o carro (o cachorrinho fofo queria apenas ganhar abraços e não revistar o carro), o guarda encrencou com os drones, pediu a nota fiscal e mandou declararmos os dois no papel de importação do carro. Fizemos isso, o guarda conferiu e disse que tava tudo certo, que poderíamos seguir viagem. Enquanto colocávamos tudo dentro do carro, meu irmão foi trocar um pouco de dinheiro na casa de câmbio que tem lá na aduana mesmo (os dois pedágios antes de chegar em Santiago só aceitam pagamento em pesos chilenos). Trocamos 200 reais (cotação 1 real = 165 pesos). Ah, esqueci de dizer que eles cobraram o seguro SOAPEX e quem não possuía, tinha que contratar lá na aduana mesmo. Estávamos felizes pensando que o martírio da aduana tinha acabado, dó que não! Quando fomos pra última fila para sair do controle imigratório o guarda pediu os passaportes e perguntou por que não havíamos entregado os formulários, respondi que ninguém tinha pedido e tive que voltar lá no guarda que me atendeu antes e entregar, ele ainda me fez a mesma pergunta e eu tive vontade de matá-lo. ::dãã2::

Enfim, às 16:20 chegávamos nos famosos Caracoles (não antes de tomar um dramim, só quem tem labirintite sabe o terror que é fazer curva), morrendo de fome já que não tínhamos almoçado ainda...

Ignorem o áudio, eu não tive tempo de editar nenhum vídeo até agora...:$

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Passamos por dois pedágios que aceitavam dinheiro em espécie, o problema foi quando chegamos em Santiago, pois todos eram cobrança automática e você tinha que comprar a TAG nos postos COPEC, mas nenhum deles tinha... ::sos::

Chegamos no bairro Bellavista às 19:30, fizemos o check-in e fomos para os apartamentos. Saímos para jantar às 22:30 no Pátio Bellavista que ficava 3 minutos dos apartamentos. Escolhemos um mexicano e comemos fajitas. Depois passamos na casa de câmbio que fica lá no Pátio Bellavista mesmo e trocamos mais dinheiro, a cotação era 1 real = 180 pesos.

 

Gastos do dia:

  • Abastecimento em Mendoza: AR$ 680
  • Pedágio: AR$ 30
  • Parque Aconcágua pai: AR$ 120
  • Parque Aconcágua: AR$ 80
  • Gelo: AR$ 100
  • Pedágios: CH$ 3.100
  • Hotel pai: U$ 403
  • Hotel eu: U$ 308
  • Estacionamento hotel: U$ 40
  • Jantar pai: CH$ 23.960
  • Jantar eu: CH$ 21.890
  • Total do dia: AR$ 1.010   CH$: 48.950    U$: 751
  • Total Pai: AR$ 525      CH$: 25.510    U$: 403
  • Total Eu: AR$ 485    CH$: 23.440     U$: 308

 

30/12/17 - Sábado - Santiago

A programação para esse dia era: Cerro San Cristóbal, Valle Nevado, Mercado, Concha y Toro e Costanera Center... mas tudo desandou... A galera não conseguiu entender o que era pontualidade. Combinado era tomar café da manhã às 07:30, mas eles só ficaram prontos às 08:30. Fomos até o Pátio Bellavista tomar café, meu namorado e eu fomos ao Starbucks e meus pais e irmão para o McDonalds.

Tínhamos que trocar dinheiro, pois não havíamos conseguido no dia anterior por conta do atraso na fronteira chilena. Então eu, meu pai e meu namorado seguimos andando para a Calle Augustinas e minha mãe voltou com meu irmão para o apartamento. Andamos por mais de meia hora até chegarmos no centro. Estava bem movimentado, olhamos a cotação em várias casas de câmbio, mas acabamos trocando na Calle Ahumada mesmo. A cotação foi: 1 real = 180 pesos, 1 dólar = 617 pesos e 1 boliviano = 100 pesos (compramos em Santiago que a cotação estava melhor do que em San Pedro).

De lá fomos para o metrô procurar a lojinha da concessionária que administra os pedágios de Santiago. Explicamos que éramos estrangeiros e precisávamos comprar o passe diário, a atendente disse que não era com eles, que teríamos que ir na PAG Rápido (uma espécie de fácil deles, não sei qual o nome recebe em outros estados brasileiros) e comprar a TAG lá. Descemos um piso e achamos a tal loja, apenas dois caixas funcionavam, uma confusão porque o sistema tinha caído, a galera queria bater na atendente, tinha senha, mas ninguém respeitava (parecia o DETRAN DF, onde tem senha mas a galera fula fila escrotamente!), consegui ser atendida e a mulher disse que isso era lá no outro caixa, lá fomos nós para a outra fila, aí do nada aparece uma mulher dizendo que tava na minha frente, e lógico, ela não estava! Aí começou a falar um bando de coisas porque achou que eu não entendia o que ela falava... Para o desespero dela eu não só entendia como respondi, aí eu falei um bando de coisa pra ela. Voltando, fui atendida e a moça disse que não tava achando a placa do meu carro no sistema, expliquei pela segunda vez que o carro era do Brasil, que a gente precisava da TAG para passar nos pedágios de Santiago, que eu tava com a declaração de importação do carro e blá blá blá... Ela então olhou pra mim e disse: ah, você tem que ir na lojinha da concessionária no piso de cima. Respondi que já tinha ido lá e ela falou: então não posso fazer nada por você, seu carro nem existe no sistema. Gente, eu queria matar a mulher!! Respondia apenas: ok, Deus sabe que eu tentei e fomos embora. (Resumo da ópera:  passamos pro todos os pedágios de Santiago sem pagar nada e na saída do país ninguém nos cobrou por esses pedágios. Então amiguinhos não se desesperem se não conseguirem achar a tal da TAG)

Chegamos no hotel perto de 11:30 e de lá seguimos para o Cerro San Cristóbal e descobrimos que o Funicular não estava funcionando e que teríamos que subir de ônibus, a pé, bicicleta ou de carro próprio. Escolhemos ir de ônibus, uma fila enorme, só conseguimos comprar as entradas do ônibus às 12:30 e esperamos mais meia hora para conseguir subir. Por ser sábado estava bem lotado, mas nada que atrapalhasse a visita. O que tinha de diferente (em relação há 5 anos atrás) era umas caixas de som tocando músicas cristã o tempo todo, achei bem chato, mas é minha opinião apenas. ::mmm:

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Sky Costanera sempre te acompanhando...

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Vista parcial de Santiago...

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Estátua em homenagem ao Papa João Paulo II

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Saímos do Cerro por volta das 14:00 e fomos para o mercado central, no caminho paramos numa lojinha da BIP! para comprar um cartão do metrô e colocar crédito. Chegamos no mercado às 15:30 e fomos almoçar no Restaurante El Galeón (já conhecia a comida e o atendimento). O nosso garçom era um brasileiro que morava em Santiago há mais de 20 anos, nos deu uns toques da cidade e deu aquele desconto, comemos uma centolla G e uma tábua de frutos do mar. Estávamos com muita fome e nem tiramos fotos ::lol3::

Já estávamos com o horário apertado e desistimos de ir à Concha y Toro, não dava tempo de atravessar a cidade e chegar para o tour das 17:00, então seguimos de metrô para o Sky Costanera. Descemos na estação errada e tivemos que andar uns 15 minutos até chegar no shopping. Compramos as entradas e seguimos para a fila do elevador. Subimos quase 300 metros em 2 minutos (ou menos) :o

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Eu estava morrendo de medo....:$

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O pôr do sol é muito bonito de ser ver lá de cima, pena que só estava anoitecendo por volta das 21h e estávamos muito cansados para esperar e preferimos ir embora. Na volta o elevador te deixa no 5º andar do shopping (praça de alimentação). Demos uma volta pelo shopping, compramos água e logo em seguida fomos embora. Dessa vez perguntamos no balcão de informações do shopping onde tinha uma estação de metrô próxima, a moça nos disse que era só atravessar a passarela, descer a escada rolante e andar uns 5 metros e estaríamos na frente da estação. Seguimos as instruções e rapidinho chegamos. Eu e meu namorado paramos no Pátio Bellavista para jantar (encontramos outro mexicano que virou nosso point para jantar), meus pais e meu irmão preferiram ir para o  apartamento descansar.

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Tacos al pastor e tacos de costelinha de porco com barbecue :x

Depois passamos numa distribuidora de bebidas que tinha perto do shopping e compramos água e refrigerantes para deixar nos apartamentos.

 

Gastos do dia:

  • Café da manhã pai: CH$ 3.370
  • Café da manhã eu: CH$ 6.720
  • Ônibus pai: CH$ 7.800
  • Ônibus eu: CH$ 5.200
  • Águas e refrigerante: CH$ 4.000
  • Cartão BIP!: CH$ 7.400
  • Almoço pai: CH$ 100.000
  • Almoço eu: CH$ 66.496
  • Sky Costanera pai: CH$ 45.000
  • Sky Costanera eu: CH$ 30.000
  • Águas: CH$ 2.200
  • Jantar eu: CH$ 23.000
  • Refrigerantes: CH$ 4.500
  • Água 2L: CH$ 2.200
  • Total do dia: CH$: 301.886
  • Total Pai: CH$: 167.470 
  • Total Eu: CH$: 140.416

Continua...

 

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31/12/17 - Domingo - Santiago / Valparaíso / Viña del Mar

Acordamos e saímos bem cedo para aproveitar o dia, já que era véspera de ano novo e muitas pessoas de Santiago estavam descendo para Viña del Mar. O dia amanheceu meio nublado, pegamos neblina em alguns pontos da estrada e uma chuva bem fina.

Passamos por 4 pedágios (2 na  ida e 2 na volta):

  • Lo Prado: CH$ 2.800 às 08:20
  • Zapata: CH$ 2.800 às 08:47
  • Lo Prado: CH$ 2.800 às 14:12
  • Zapata: CH$ 2.800 às 14:37

Chegamos em Valparaíso por volta da 09:30 da manhã, estava bem frio e pra variar saímos de casa sem casaco pois pensamos que na praia estaria sol, mas não... ::hein:

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Tudo cercado para o reveillón

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Palco montado para as festividades de ano novo

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Nosso guia turístico. Esse rapazinho ficou nos acompanhando enquanto tirávamos fotos, depois cansou e foi embora...

Lá pelas 10:00 fomos tomar café da manhã no Starbucks da praça e aproveitar pra esquentar um pouquinho porque estava muito frio lá fora! ::essa::

Depois seguimos para Viña del Mar, a cidade estava lotada, várias ruas fechadas por conta do reveillón, não tinha lugar para parar perto do relógio das flores, então deixamos meus pais e meu irmão lá e fomos procurar vaga. Não achamos, demos uma volta enorme na cidade para poder voltar e pegá-los. Fizemos um pit stop de fórmula 1, eles voltaram para o carro e eu e meu namorado descemos para tirar foto correndo....

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Voltamos para o carro e seguimos tentando encontrar uma vaga para meus pais irem até a praia... Encontramos um carabinero e perguntamos como poderíamos chegar à praia e ele curto e grosso disse: "No si puede!". Andamos mais um pouco e achamos um estacionamento "pago". Paramos o carro e o flanelinha disse que na volta teríamos que dar uma contribuição para ele, concordamos e fomos tirar fotos na beira mar.

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Resolvemos andar até o final do calçadão para poder observar melhor os leões marinhos e os pelicanos...

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Resolvemos voltar para Santiago, pois tínhamos que passar no mercado antes das 17h. Guardamos as máquinas nas bolsas e voltamos caminhando pelo calçadão, até que percebemos a movimentação estranha de 3 equatorianos (várias pessoas que conversamos em Santiago nos alertaram dizendo que a cidade estava cheia deles, que a quantidade furtos havia crescido e etc. Não estou aqui dizendo que só existe ladrão equatoriano, ou pobre, ou sei lá o que. Estou relatando o que aconteceu comigo. Bandido existe em qualquer lugar do mundo, basta a gente olhar pra o Brasil mesmo para perceber). Um passou pela gente falando ao telefone, um ficou próximo da minha mãe e o outro mais perto do meu pai. Sacamos o que tava acontecendo, então meu irmão ficou do lado do meu pai e meu namorado junto com minha mãe. Aí os dois que estavam pararam e o da frente ficou andando mais devagar próximo de mim. Atravessei a rua e ele foi junto, atravessei de novo e ele veio atrás. Parei e ele parou.... Estava bem claro que ele queria levar alguma coisa. Passamos a andar os 5 juntos e esse cara veio acompanhando a gente até que parei um carabineiro, quando o cara me viu falando com o carabineiro ele correu, atravessou a rua e sumiu. Eu só fui perguntar para o carabineiro que hora começava a festa de reveillón. Fomos para o carro, entramos bem apressados, o flanelinha não estava mais lá no estacionamento, então fomos embora. (Não tivemos só esse incidente, mais para frente conto como foi no La Moneda e na Plaza de Armas)

Paramos em Valparaíso para abastecer,  o diesel S10 custava CH$ 541, colocamos 60 litros, o que nos custou CH$ 32.460 e consumo ficou na casa de 9km/l.

Deixamos o carro no apartamento e fomos almoçar no Pátio Bellavista. Fomos informados que o comércio fecharia às 17h e que nenhum restaurante teria ceia de ano novo. Então resolvemos comprar logo o jantar e à noite esquentávamos e também o café da manhã do dia seguinte (Leia-se Starbucks). Almoçamos no mexicano e levamos o jantar para casa. Demos uma voltinha nas lojinhas de souvenir e compramos algumas coisinhas e fomos descansar.

Combinamos de ir para o apartamento dos meus pais às 23h para jantarmos e esperar a queima de fogos do ano novo. Da sacada do apartamento dava pra ver o Sky Costanera, os fogos eram na direção dele, e o prédio ficou iluminado e com a contagem regressiva também. Durou uns 20 minutos, eu já estava muito cansada e fui dormir.

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Aquele pontinho roxo lá atrás é o Sky Costanera, e amarelo para ficarmos ryyyycos e viajar mais ::lol3::

 

Gastos do dia:

  • Café da manhã eu: CH$ 12.060
  • Pedágios: CH$ 11.200
  • Abastecimento em Valparaiso: CH$ 32.460
  • Almoço + jantar pai: CH$ 61.000
  • Almoço + jantar eu: CH$ 23.000
  • Brincos eu: CH$ 13.900
  • Globo + tequileiro + imã eu: CH$ 11.000
  • Água 2L eu: CH$ 1.100
  • Total do dia: CH$: 165.720 (o gasto foi maior, mas meu pai sumiu com as notinhas dele)
  • Total Pai: CH$: 82.830
  • Total Eu: CH$: 82.890

Continua...

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Continuando o relato...

01/01/18 - Segunda - Santiago 

Tomamos café da manhã às 8h, pegamos o carro e fomos em direção à Embalse el Yeso. Estrada muito bonita, mas com bastante curvas. Andamos por quase 1:30h até que pegamos um engarrafamento. Ficamos parados ali uns 20 mintuos, até que chegamos no controle dos carabineiros. Ele perguntou onde para onde estávamos indo, respondemos que era para Embalse el Yeso e ele por sua vez nos disse que a estrada até lá estava fechada porque na noite anterior choveu muito e a estrada cedeu. Tivemos que voltar... :(:(

Na volta, paramos no túnel El Tinoco e resolvemos atravessá-lo. Para quem não sabe, o jovem William Rojas se matou nesse túnel, quando você sai do túnel encontra um santuário que a família fez e as pessoas da região começaram a atribuir milagres à "Willito" e sempre deixam mensagens de agradecimento, oferendas e cataventos (a família diz que Willito se comunica através deles). Mais aqui: https://www.civico.com/santiago/noticias/la-historia-de-la-animita-de-willy-rojas-en-el-cajon-del-maipo

 

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Willito

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De lá, seguimos para o outro extremo de Santiago. Fomos até a Catedral de Maipu (sim, onde o papa Francisco rezou a missa em sua visita ao Chile esse ano). A estrada que leva ao local está em obras, que estavam previstas para acabar em dezembro (antes da chegada do papa), mas não terminaram e o papa chegou no meio do caos da obra mesmo (viu, não é só no Brasil que as obras não andam...). Por conta dessa obra, tivemos que dar muitas voltas até achar a entrada da igreja, já estávamos desistindo, mas meu namorado disse: já estamos aqui, vamos encontrar um jeito de entrar.

Achamos a entrada e estacionamos o carro. Demos muita sorte, pois nesse dia (feriado), houve uma missa e por isso encontramos a igreja aberta. Entramos e ficamos maravilhados com o tamanho da igreja (nunca fui em Aparecida, deve ser por isso que não tenho muita noção quanto ao tamanho de igrejas). As fotos falam por si:

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Ruínas da antiga igreja

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Saímos de lá ás 14h e voltamos para Bellavista. Passamos por alguns pedágios (tanto na ida, quanto na volta), mas sem a tag do pedágio não fomos cobrados (nem na saída do país, nem quando fomos parados pelos carabineiros na estrada). Deixamos o carro no apartamento e fomos almoçar no Pátio Bellavista. Depois fomos até o La Moneda para meus pais conhecerem. 

Quando visitei Santiago em 2013, toda parte da frente do palácio estava em reforma, mas em compensação podíamos "entrar" nele (dar uma volta no pátio interno e pronto, longe de ser uma visita como na Casa Rosada em BsAs), esse ano não podia entrar e o palácio estava todo cercado (igual aqui em Brasília que cercaram tudo desde 2005...). Muitos turistas e muitos carabineiros (esses um pouco mais simpáticos que os demais, tudo bem eles não estão ali para serem mister simpatias mesmo). Um detalhe: quando você vai de metrô, você chega pela parte de trás do palácio, a parte policiada, mas se quiser tirar fotos da frente do palácio tem que dar uma volta e pasmem: não tem polícia nenhuma e você fica a Deus dará ::essa::

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Tiramos as fotos, mas sempre com um olho no peixe e outro no gato. Percebemos a mesma movimentação de Viña del Mar, passa uma dupla falando ao celular e depois vem 3 e ficam te rondando, cercando e quando você bobeia eles te ganham. Guardamos as coisas e fomos para a Plaza de Armas... chegando lá estava um caos! A catedral estava fechada e alguns carabineiros nos aconselharam a ir embora, pois eles não conseguiam atender as ocorrências de furto ali já que havia muita gente. Ele falou para descermos na estação do metrô logo a frente e irmos embora. Seguimos o conselho e fomos seguidos por dois equatorianos. Dessa vez fiquei do lado da minha mãe e meu namorado acompanhou meu pai. Quando começamos a descer as escadas eles apertaram ainda mais o passo. Chamamos o guarda da estação e pedimos informações e ele falou para passarmos logo a catraca, porque estavam nos segundo. Passamos meus pais primeiro  e depois entramos. Os dois caras ficaram parados nos olhando e voltaram para a praça. O segurança mandou tomarmos cuidado ali pelo centro, pois estava muito perigoso, que os próprios chilenos estão evitando aquela área. 

Voltamos para o apartamento, arrumamos as malas no carro e fomos descansar. Nesse dia não jantamos.

 

Gastos do dia:

  • Café da manhã eu: CH$ 3.570
  • Almoço pai: CH$ 30.000
  • Almoço eu: CH$ 22.500
  • Metrô: CH$ 5.000
  • Total do dia: CH$: 61.070 (o gasto foi maior, mas meu pai sumiu com as notinhas dele)
  • Total Pai: CH$: 32.500
  • Total Eu: CH$: 28.570

 

Continua...

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Continuando...

 

02/01/18 - Terça - Santiago / Copiapó

Tomamos café da manhã às 07:30 e saímos em direção à Copiapó.

Passamos por 9 pedágios:

  • Lampa: CH$ 1.000 às 08:31
  • Las Vegas: CH$ 2.100 às 09:02
  • El Melón: CH$ 2.400 às 09:46
  • Pichidangui: CH$ 3.100 às 10:20
  • Troncal Sur: CH$ 2.700 às 11:05
  • Troncal Norte: CH$ 2.700 às 12:30
  • Punta Colorada: CH$ 2.100 às 15:20
  • Cachiyuyo: CH$ 2.100 às 15:44
  • Totoral: CH$ 4.050 às 16:55

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Saindo de Santiago

Paramos em Socos para abastecer,  o diesel S10 custava CH$ 561, colocamos 73,09 litros, o que nos custou CH$ 41.005 e consumo ficou na casa de 9,1km/l. Passamos na lojinha de conveniência para comprar gelo, refrigerantes e salgadinhos. Nessa hora um caminhão parou para abastecer, gente o cheiro do Diesel comum é terrível! Ficamos sem ar e com pigarro por um tempão, a garganta queima... Nunca mais na minha vida!! ::essa::::dãã2::

Almoçamos no Jumbo Cencosud em La Serena às 13:30 (o almoço mais barato até aqui). A Cidade tem vários outlets, mas não fomos em nenhum por conta do tempo (senão só sairíamos de lá depois das 17!). 

Chegamos em Copiapó por volta das 18h. Copiapó foi a nossa primeira cidade no deserto. É bem grandinha e vive de mineração. O Hotel que ficamos tinha acabado de receber um upgrade para 4 estrelas. O estacionamento é no prédio ao lado e hóspedes do hotel não pagam (devem apenas apresentar a fatura na hora de tirar o carro do local).

Ficamos surpresos também com uma van de um casal de velhinhos da Alemanha!! E eu achando que estava longe! Sabe de nada inocente!! ::lol3::::lol3::

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Deixamos as malas no quarto e saímos para explorar a cidade, como estava anoitecendo por volta das 21h fomos até a praça, depois andamos numa galeria que tinha em frente ao hotel e depois passamos na sorveteria ao lado do hotel, mas acabamos não tomando sorvete pois todos tinham glúten e eu sou celíaca. Minha mãe comprou um pedaço de bolo e levou para o hotel.

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Lojinha que vendia pelúcia de todos os pokemons (sim, eu queria todos!)

Jantamos no Hotel mesmo e depois fomos descansar.

 

Gastos do dia:

  • Café da manhã eu: CH$ 3.570
  • Pedágios: CH$ 22.250
  • Abastecimento: CH$ 41.005
  • Gelo e doritos eu: CH$ 2.020
  • Gelo e refrigerantes (pai): CH$ 7.870
  • Almoço pai: CH$ 13.310
  • Almoço eu: CH$ 17.520
  • Jantar pai: CH$: 24.890
  • Jantar eu: CH$ 14.190
  • Bolo: CH$ 2.500
  • Hotel pai: U$ 147
  • Hotel eu: U$ 97
  • Total do dia: CH$: 149.125     U$: 244
  • Total Pai: CH$: 80.197,50       US: 147 
  • Total Eu: CH$: 68.927,50        U$: 97    

 

03/01/18 - Quarta - Copiapó / San Pedro

Tomamos café da manhã às 07:30, colocamos as coisas no carro e seguimos em direção a San Pedro. O dia estava nublado e pegamos um trecho de uns 30 minutos de neblina saindo de Copiapó.

Passamos por 2 assaltinhos:

  • Puerto Viejo: CH$ 2.400 às 09:01
  • Ruta 5: CH$ 1.800 às 17:17

Paramos em Chañaral às 10:30 para abastecer,  o diesel S10 custava CH$ 547, colocamos 70,41 litros, o que nos custou CH$ 38.500 e consumo ficou na casa de 9,1km/l. Aproveitamos a parada para comprar mais gelo. 

Nesse trecho da viagem você observa o Oceano Pacífico do lado esquerdo e no seu lado direito o Deserto. É uma paisagem de tirar o fôlego! :x

Há várias saídas e mirantes durante o percurso. Resolvemos parar numa praia de pedras para tirar algumas fotos.

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O dia estava bastante nublado e ventando 

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Nós mudamos um pouquinho a nossa rota, pois queríamos visitar La Mano del Desierto, chegamos lá quase às 14h. Eu dirigi um bom trecho nesse dia, peguei muita reta, sem polícia, então andei bem mesmo (nesse dia tínhamos que percorrer 859km e chegar em San Pedro antes das 20h!). Fui dirigindo até o monumento La Portada em Antofagasta, depois meu pai pegou o volante de novo e foi revesando com meu namorado.

Só um adendo: estava ventando demais na estrada!!

 

Dá pra ver o desespero da minha mãe quando o carro balança ::lol3::

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O sol resolveu aparecer e com ele todo o calor que o deserto pode te proporcionar...

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Estava ventando demais também!!

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Seguimos para Antofagasta. O mais legal nesse trecho é que você está há mais de 2 mil metros de altitude e em 800 metros +/- você chega ao nível do mar. Vale ressaltar que a descida é bem sinuosa, há vários pontos faltando guardrails. 

Mosquei e só filmei o final da descida e a chegada na cidade...

Chegamos às 15:00, eu coloquei o endereço errado da La Portada no GPS e acabamos dando umas voltas desnecessárias pela cidade. Mas logo nos achamos e deu tudo certo no final! :)

Para quem quiser visitar o Monumento Natural La Portada é só seguir as placas em direção ao aeroporto, lá no final há uma bifurcação, só virar à direita e seguir as placas.

Curiosidade: Vocês sabiam que a cidade de Antofagasta pertencia à Bolívia? Foi fundada em 22/10/1868 e era a saída para o Mar da Bolívia.Em 1879 o Chile tomou Antofagasta dos bolivianos (Guerra do Pacífico) e ainda tomou Arica dos peruanos.

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O outro lado...

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Cidade de Antofagasta ao fundo

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Até 2010 era possível descer até a praia, mas um forte terremoto derrubou o sendero e não se pode mais descer por motivos de segurança.

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Esse rapaz ficou se exibindo pra gente :P

Voltamos para o centro de Antofagasta, paramos para abastecer às 16:00 no posto COPEC,  o diesel S10 custava CH$ 552, colocamos 50,76 litros, o que nos custou CH$ 28.000 e consumo ficou na casa de 8.9km/l. Aproveitamos e fomos "almoçar". 

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Orla de Antofagasta

Pegamos a estrada e já estava preocupada com o horário, já eram 17h e tínhamos que chegar em San Pedro antes das 20h! Meu pai dirigiu um trecho e depois passou para o meu namorado, que resolveu tirar o atraso. Lá pelas tantas, no meio da pista aparece um carabineiro com uma pistola de velocidade (igualzinha a do pessoal do DER) e manda a gente encostar. Ele estava bem bravo perguntando onde íamos com tanta pressa. Nessas horas o certo é falar a verdade. Meu namorado disse que tínhamos que chegar em San Pedro antes das 20h. Ele mostrou a pistola, a velocidade era de 142km/h, e disse que a velocidade da via era 110km/h. Pediu o documento do carro, seguro e habilitação e pediu para esperarmos. Ele foi para trás do carro e foi medir a velocidade de outro carro que vinha logo atrás. Mandou o carro parar (era da concessionária da via), devolveu os documentos e nos liberou e disse para respeitarmos a velocidade da via. Agradecemos e saímos. Nesse trecho de Antofagasta à Calama há muitos policiais, portanto, evitem problemas e andem na velocidade da via. Mais a frente, havia um carabineiro escondido numa van, também com pistola de velocidade. O guarda anterior passou um rádio pra ele e ele estava lá nos esperando, mas estávamos andando na velocidade da via. Ufa! ::mmm:

Chegamos em San Pedro exatamente às 19:56h. Fizemos o check-in no hotel e enquanto meus pais desciam as malas do carro, eu e meu namorado fomos até a Calle Caraoles fechar os passeios do Salar de Tara, Geisers del Tatio e Uyuni. Optei por fazer os dois passeios do Atacama com a Lickan Antay do Jesus (já havia feito esses tours com ele em 2013) e Uyuni com a Colque Tours (também a mesma agência de 2013 quando fiz Laguna Blanca e Verde). 

Encontrei com meus pais e fomos dar uma volta na cidade para eles conhecerem, depois jantamos no restaurante conhecido de todos aqui: La Picada del Índio e depois fomos descansar porque sairíamos cedo no dia seguinte.

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Rua do hotel

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Cerveja de Quinoa que meu namorado experimentou

 

Gastos do dia:

  • Pedágios: CH$ 4.200
  • Abastecimento em Socos: CH$ 41.000
  • Gelo: CH$ 6.000
  • Almoço eu: CH$ 17.520
  • Abastecimento em Antofagasta: CH$ 28.000
  • Tours Atacama pai: CH$ 135.000
  • Tours Atacama eu: CH$ 90.000
  • Uyuni pai: CH$ 360.000
  • Uyuni eu: CH$ 240.000
  • Jantar pai: CH$: 12.320
  • Jantar eu: CH$ 10.120
  • Hotel pai: U$ 665
  • Hotel eu: U$ 485
  • Total do dia: CH$: 944.160     U$: 1.150
  • Total Pai: CH$: 546.920         US: 665 
  • Total Eu: CH$: 397.240         U$: 485

 

04/01/18 - Quinta - San Pedro / Valle del Arcoiris

Tomamos café da manhã no hotel às 07:30 e seguimos em direção ao Valle del Arcoiris por conta própria. Chegamos na guarita do parque às 08:30h. Um bom trecho da estrada estava em obras, portanto tivemos que andar bem devagar. 

Estacionamos o carro e fomos até o escritório pagar as entradas. Perguntamos ao guarda parque se era permitido voar nosso drone, ele disse que sim e ainda nos deu uma autorização por escrito, também perguntamos onde podíamos voar e ele disse que podia ser tanto na parte dos petroglifos quanto na parte das montanhas coloridas. Agradecemos e fomos caminhar pelo parque.

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Cojin de suegra :P

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Flamingos

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Seguimos para a parte das montanhas coloridas, onde ficam também os cactos gigantes.

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Arrumamos o drone e quando subimos com ele, um guia (muito mal-educado!) da agência Flamingo chegou gritando e me chamando de idiota. Perguntei se ele estava falando comigo e ele disse: você é uma imbecil, vá embora daqui!! Indaguei o por que de eu ser idiota e por que teria que ir embora, e ele gritando ainda mais disse que não podia voar com drone ali, que eu era uma turista idiota, retruquei dizendo que eu tinha uma autorização por escrito para voar ali e mostrei pra ele, ele gritou outra vez: IDIOTA e foi pra cima do meu pai, um senhor de 65 anos. Meu namorado e meu irmão entraram no meio, e ele saiu me xingando. Só que eu e meu namorado falamos muito bem espanhol e entendemos tudinho. Já tinha ficado muito puta porque ele ameaçou bater no meu pai, tirei fotos dele, do carro da agência, placa e fomos embora. Paramos na guarita do parque e relatamos todo o ocorrido, depois fomos na Secretaria de Turismo, que fica no centro de San Pedro, fizemos um queixa (o funcionário foi muito solícito em nos explicar como funcionavam as coisas e ainda disse: "se vocês tem uma autorização do parque para voar o drone, como eu estou vendo aqui, não há nada de errado"), fomos na agência e reclamamos com o dono (um francês) que disse que não éramos as primeiras pessoas a reclamar do comportamento do dito sujeito e perguntou se queríamos que o guia fosse lá nos pedir desculpas. Eu disse que não queria porque estava muito chateada com a forma que ele tratou meu pai e que era a primeira vez deles ali, o lugar que eu tanto falei que era lindo, com pessoas educadas, e a primeira impressão dos meus pais foi péssima do lugar. Ele pediu mil desculpas e disse para ficarmos tranquilo que o Atacama era mais que aquele episódio fatídico. Meu namorado falou que a imagem da empresa dele que ficaria manchada pela atitude do funcionário dele. Saímos de lá e passamos nos carabineiros, eu estava disposta a fazer uma queixa contra ele, mas meu namorado disse pra deixar pra lá, que o próprio universo se encarregaria de resolver isso.

Busquei meus pais no hotel e fomos almoçar no La Picada del Índio. Meus pais estavam cansados por conta da altitude e de todo o estresse do passeio anterior que resolveram ficar no hotel. Fui com meu namorado passear pela cidade e aproveitamos para tomar um suco de abacaxi delicioso na Calle Toconao, depois passamos no mercadinho uma rua antes do hotel e compramos água e chá de coca para dar para os meus pais. Voltamos para o hotel e descansamos um pouco. Às 22H saímos para jantar em um restaurante perto da Calle Caracoles.

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Gastos do dia:

  • Entrada Valle del Arcoiris pai: CH$ 9.000
  • Entrada Valle del Arcoiris eu: CH$ 6.000
  • Almoço pai: CH$ 12.320
  • Almoço eu: CH$ 10.120
  • Suco: CH$ 2.500
  • Chá de coca: CH$ 1.500
  • Água: CH$ 1.000
  • Jantar pai: CH$: 20.680
  • Jantar eu: CH$ 19.030
  • Total do dia: CH$: 82.150    
  • Total Pai: CH$: 42.000       
  • Total Eu: CH$: 40.150         

 

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Bom dia!

Muito legal seu relato, venho acompanhando ele desde o primeiro post.

Estou planejando também uma viagem com um roteiro semelhante ao seu, porém no sentido oposto, passando primeiro pelo Atacama e descendo o litoral chileno rumo a Santiago. Tenho um tópico com o planejamento aqui: https://www.mochileiros.com/topic/71684-tour-de-carro-por-atacama-pacífico-santiago-mendoza/

Fiquei com algumas dúvidas que possivelmente você possa me ajudar:

1) Quando fala do seguro viagem, diz que um dos únicos planos que cobre o deslocamento de carro foi o da Porto Seguro. Aonde você notou essa restrição? Já viajei com seguro da GTA e não reparei nenhuma cláusula que mencione o meio de transporte. Achei o valor um pouco alto: simulei aqui e fica 300 reais para cada um (eu e minha namorada).

2) Com relação ao TAG dos pedágios no Chile, você comprou da Conect Car aqui do Brasil mesmo? Ou teve que comprar lá no Chile?  É possível pagar manualmente em dinheiro? Eu tenho o Sem Parar aqui no meu, mas imagino que não cubra países do exterior.

Agradeço desde já e continue relatando! :D

 

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Em 22/02/2018 em 10:08, Elder Walker disse:

Bom dia!

Muito legal seu relato, venho acompanhando ele desde o primeiro post.

Estou planejando também uma viagem com um roteiro semelhante ao seu, porém no sentido oposto, passando primeiro pelo Atacama e descendo o litoral chileno rumo a Santiago. Tenho um tópico com o planejamento aqui: https://www.mochileiros.com/topic/71684-tour-de-carro-por-atacama-pacífico-santiago-mendoza/

Fiquei com algumas dúvidas que possivelmente você possa me ajudar:

1) Quando fala do seguro viagem, diz que um dos únicos planos que cobre o deslocamento de carro foi o da Porto Seguro. Aonde você notou essa restrição? Já viajei com seguro da GTA e não reparei nenhuma cláusula que mencione o meio de transporte. Achei o valor um pouco alto: simulei aqui e fica 300 reais para cada um (eu e minha namorada).

2) Com relação ao TAG dos pedágios no Chile, você comprou da Conect Car aqui do Brasil mesmo? Ou teve que comprar lá no Chile?  É possível pagar manualmente em dinheiro? Eu tenho o Sem Parar aqui no meu, mas imagino que não cubra países do exterior.

Agradeço desde já e continue relatando! :D

 

Oi Elder, tudo bom?

Então, costumo fazer seguro com a Mondial,  mas quando fui fazer a cotação pelo site eles só me davam a opção de avião, navio ou ônibus. E como eu passaria por vários países não daria certo. Liguei no SAC da Mondial e a moça me informou que eles não cobriam viagem com veículo próprio, mesmo eu dizendo que já tinha feito um seguro próprio para o carro. Liguei em mais outras duas seguradoras e me deram a mesma informação. Por último liguei na Porto Seguro e eles informaram que faziam o seguro viagem para quem ia com veículo próprio. Ela deixou bem claro que o seguro não cobria nenhum dano ao carro, somente aos passageiros (se sofrêssemos um acidente na estrada nós estaríamos coberto por eles, o carro não) e que eles também não cobriam extravio de bagagem. Eu achei o valor que paguei (300 e pouco por pessoa) razoável, levando em consideração que cobria Argentina, Chile, Bolívia e Paraguai.

O Conect Car eu comprei pra passar somente nos pedágios do Brasil e só comprei porque não pagava anuidade (o Sem Parar tinha que fazer assinatura e como em Brasília não tem pedágio não ia servir pra gente depois). No Chile a maioria dos pedágios você pode pagar com dinheiro, EXCETO os pedágios de Santiago. Lá você tem que ter uma TAG específica que é vendida nos Postos COPEC Pronto (nunca achei em nenhum dos postos que fui!)ou lá na estação de metrô como expliquei lá em cima. Eu não consegui comprar, eu tentei. O jeito foi passar mesmo. Na saída do país ninguém me cobrou esses pedágios.

Eu achei a estrada de Salta perigosíssima, Los Caracoles é moleza perto delas. E me arrependo fortemente de não ter ficado mais tempo em Salta, a cidade é linda demais :x

Qualquer dúvida só chamar :)

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20 minutos atrás, mimi.silvestre disse:

Oi Elder, tudo bom?

Então, costumo fazer seguro com a Mondial,  mas quando fui fazer a cotação pelo site eles só me davam a opção de avião, navio ou ônibus. E como eu passaria por vários países não daria certo. Liguei no SAC da Mondial e a moça me informou que eles não cobriam viagem com veículo próprio, mesmo eu dizendo que já tinha feito um seguro próprio para o carro. Liguei em mais outras duas seguradoras e me deram a mesma informação. Por último liguei na Porto Seguro e eles informaram que faziam o seguro viagem para quem ia com veículo próprio. Ela deixou bem claro que o seguro não cobria nenhum dano ao carro, somente aos passageiros (se sofrêssemos um acidente na estrada nós estaríamos coberto por eles, o carro não) e que eles também não cobriam extravio de bagagem. Eu achei o valor que paguei (300 e pouco por pessoa) razoável, levando em consideração que cobria Argentina, Chile, Bolívia e Paraguai.

O Conect Car eu comprei pra passar somente nos pedágios do Brasil e só comprei porque não pagava anuidade (o Sem Parar tinha que fazer assinatura e como em Brasília não tem pedágio não ia servir pra gente depois). No Chile a maioria dos pedágios você pode pagar com dinheiro, EXCETO os pedágios de Santiago. Lá você tem que ter uma TAG específica que é vendida nos Postos COPEC Pronto (nunca achei em nenhum dos postos que fui!)ou lá na estação de metrô como expliquei lá em cima. Eu não consegui comprar, eu tentei. O jeito foi passar mesmo. Na saída do país ninguém me cobrou esses pedágios.

Eu achei a estrada de Salta perigosíssima, Los Caracoles é moleza perto delas. E me arrependo fortemente de não ter ficado mais tempo em Salta, a cidade é linda demais :x

Qualquer dúvida só chamar :)

Interessante. De fato, vi essa necessidade de selecionar o meio (aéreo, marítimo) em alguns sites multi-seguradoras, mas dos que conhecia, não mencionavam nada que limitasse a viagem com carro própria. A única questão que ficava meio incoerente é que estaria pagando por coberturas que obviamente seriam inúteis neste caso, como seguro contra extravio de bagagem, cancelamentos, etc... Eu ainda acho 300 reais um valor um pouco alto para o nosso perfil, ambos jovens, sem histórico de doenças graves (apenas umas pedrinhas no rim da minha namorada, haha) e apenas em países relativamente estruturados (Argentina e Chile) porém não tão caros como EUA e Europa. Enfim, sei que o princípio do seguro é precaução, mas vou ponderar ainda se fazemos ou não. De qualquer forma, muito bacana ter essa dica sua de qual cobre esse estilo de viagem! :)

Antes mesmo de você responder eu consegui essa informação do TAG na região metropolitana de Santiago. Vou ver se encontro nos postos COPEC enquanto estiver "descendo" de San Pedro até lá. Pelo o que pude apurar, esses TAGs foram distribuídos gratuitamente para os moradores da região, então deve ser difícil achar para comprar mesmo. Mas vamos ver na prática! Aqui no Brasil eu tenho e uso bastante o Sem Parar, acho caro e acho ridículo pagar mensalidade, já que estamos barateando os custos das próprias concessionárias ao não depender de cobrança manual nos pedágios, mas enfim, é o preço da comodidade. 

Vou ver se consigo sair um dia antes e ficar em Salta, talvez conhecer os arredores. Mas a princípio meu roteiro está super apertado, ficando já apenas 2 noites em Santiago e 2 em Mendoza, onde gostaria de passar mais tempo também. Vou atualizar meu post depois, dê uma olhadinha lá.

Obrigado mais uma vez! :D

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    • Por Érica Munhoz
      O clássico Chile-Bolívia-Peru, ou melhor, a Tríade Atacama-Salar-Cusco sempre esteve na minha lista de desejos. Dentre esses países, eu sempre tive uma vontade maior de conhecer a Bolívia. Como uma boa bióloga, eu sou apaixonada por parques nacionais e a Bolívia tem uns maravilhosos.

      Além disso, eu gosto muito de trekking em montanhas e estou planejando fazer em breve algumas montanhas bem altas, acima de 5.000 m, na África e na Ásia.

      Desde 2016 eu desenvolvi uma rara doença auditiva chamada Síndrome de Menière, que basicamente é pressão alta na cóclea. A doença é terrível, mas felizmente a medicação no meu caso ajuda a controlar bastante os sintomas da síndrome, exceto o zumbido e umas tonturas eventuais.

      O máximo de altura que eu já tinha ido até então foi 2.800 m no Monte Roraima em 2015 (que senti enjoo, mas darei mais detalhes depois). Porém como meu problema auditivo começou depois disso, eu queria saber como meus ouvidos iriam se comportar em altitudes maiores do que 2.800 m, antes de encarar por dias as montanhas que eu desejo na África e na Ásia.

      Daí juntou a fome com a vontade de comer. A Bolívia, que eu já queria muito conhecer, era um local ideal para ir, pois além de altitudes acima dos 4.000 m, é um país bem barato para se viajar.

      Então na Black Friday de 2018 eu consegui comprar minhas passagens pela Submarino Viagens por R$1641,00 chegando por Santa Cruz de la Sierra (Bolívia) dia 16/09/19 e voltando por Cusco (Peru) dia 15/10/19 (mesmo pagando uma taxa para a empresa, ainda assim saiu mais barato do que comprar diretamente pelas cia aéreas. Tiveram dois problemas: o primeiro foi os horários loucos com mil pontes áreas e o segundo foi que eles trocaram os horários dos meus voos sem minha solicitação. Me mandaram só um e-mail pedindo a minha confirmação. Se eu não aceitasse eles iriam devolver o dinheiro, exceto o valor do serviço prestado pela Submarino).

      16/09 (segunda): Depois de uma longa jornada de aeroportos (BH-Guarulhos-Santiago-Santa Cruz de la Sierra) que começou às 4:50h, cheguei no meu destino por volta das 20h. Passei pelo saguão do aeroporto pra trocar um pouco de dinheiro, mas as casas de câmbio estavam fechadas. Fui até o centro de informação ao turista e perguntei quanto dava um táxi em dólares até a Catedral, pois meu hostel ficava em frente (10 dólares).

      Peguei um táxi regular (branco com uma faixa azul. Eles ficam parados em frente ao desembarque). Por causa do trânsito, o trajeto demorou cerca de meia hora. O que não faltam nas cidades da Bolívia são táxis clandestinos. Em geral, todos os carros caem aos pedaços, literalmente. Sobretudo os taxistas clandestinos. Nenhum táxi, regular ou clandestino, tem taxímetro. Então sempre pergunte o preço da corrida antes de entrar.

      O trânsito na Bolívia é muito confuso e caótico (no Peru também, mas talvez um pouco menos do que na Bolívia. É uma loucura!). Não há placas de Pare. Os motoristas simplesmente embicam o carro na tora para passar nos cruzamentos. Eles não respeitam as faixas de pedestres, mesmo que o semáforo esteja aberto para os pedestres. Quase nunca dão seta, metem a mão na buzina a cada respiração, fazem fila dupla ou simplesmente param em qualquer lugar. A vida do pedestre é complicada. Para você atravessar a rua, vai ter que se enfiar na frente dos carros. Sinto de segurança é algo que praticamente não existe, inclusive nos ônibus que fazem as viagens intermunicipais.

      Ao chegar no hostel, deixei minhas coisas e fui dar uma volta de 10 minutos na praça da Catedral. Ela já é muito bonita, mas a iluminação a noite dá um toque especial.

      17/08/19 (terça): fiquei no Nomad Hostel, que fica literalmente em frente à Catedral em uma rua lateral. O hostel é muito bom, mas não pode cozinhar. O que foi um problema pra mim. Fiquei duas noites lá e para a primeira noite tinha comprado vários legumes para fazer. Acabei conversando com o dono alegando que não fui informada sobre isso durante o meu check-in e que pelo aplicativo do Booking, por onde reservei, não havia essa observação lá. Acabou que ele permitiu que eu cozinhasse macarrão, pois era rápido e não faria sujeira. Fora isso, a estadia foi muito boa. 

      A maioria dos comércios abriam a partir de 8:30h da manhã, fechando de 12 às 14h (isso serviu para toda a Bolívia, não apenas para Santa Cruz). Então não adianta sair mais cedo do que isso. Depois que tomei café da manhã no hostel, saí para trocar dinheiro. O câmbio para dólar estava 6,94 bs e reais estava 1,69 bs. Depois comecei a procurar agências de turismo para cotar passeios para o Parque Amboró. Para a minha infelicidade, praticamente não achei agências. E das raras agências que faziam o Parque, elas estavam querendo me cobrar entre 450 ou 550 DÓLARES (!!!) para me levar, uma vez que eu estava sozinha e era baixa temporada. Dá pra ir para o Parque de ônibus (mas você tem que dormir na cidade de Samaipata), mas exatamente por ser baixa temporada, achei que a probabilidade de conseguir guias lá seria menor porque Samaipata parece que não tem muita infraestrutura. Então não quis arriscar. Acabei ficando super frustrada pois queria demais ir ao parque fazer a trilha dos Helechos Gigantes.

      Enfim, me conformei. E acabei ficando um dia a toa em Santa Cruz, que tirando a Catedral, não tem nada de interessante. A cidade é bem grande e não achei ela muito segura, embora não tenha visto ou acontecido nada comigo. Mas em pleno centro durante o dia havia umas ruas vazias com aquele ar de suspeito em que seu sexto sentido diz: "não vai por aí". Curiosamente, depois me falaram que as cidades mais violentas aos turistas eram Santa Cruz e La Paz, que são as duas maiores cidades da Bolívia.

      Fui até a rodoviária para comprar passagens para Sucre. A rodoviária é uma zona. Tem gente gritando para tudo que é lado e você é abordado o tempo inteiro por pessoas querendo te vender passagens. Irritante. E a julgar pela aparência dos guichês das empresas, você acha que todos os ônibus serão uns cacarecos. Havia lido aqui no fórum as melhores empresas e mais confiáveis. Dentre elas, fui diretamente ao guichê da Transcopabana, que apesar de na sua faixada estar escrito que eles faziam o trajeto para Sucre, na prática eles não faziam.

      Fiquei então totalmente sem referência de qual empresa confiar e ir, pois até então tinha lido só coisa ruim sobre o transporte rodoviário, especialmente para o trajeto Santa Cruz-Sucre. Por sugestão de uma outra empresa que não fazia esse trajeto, acabei indo parar em uma empresa super escondida chamada Sin Fronteras. Lá eles me ofereceram um ônibus semi leito, de dois andares, sendo que no andar de cima havia 3 fileiras de poltronas (2 juntas e uma separada), com banheiro (coisa rara) e ar condicionado. De fato o ônibus tinha tudo o que oferecia, exceto Wi-Fi, mas tinha entrada Usb para carregar o celular.

      18/09/19 (quarta): Basicamente enrolei o dia inteiro para pegar o ônibus para Sucre a noite. O ônibus não era novinho em folha, mas também não era ruim. Fui na fileira sozinha e a poltrona foi bem confortável para a viagem, que durou cerca de 12 h (saiu às 19h) e custou 100 bs.

      Antes de embarcar no ônibus a noite, eu estava bastante apreensiva por causa da qualidade do ônibus e por causa do trajeto em si. Havia lido que a estrada era péssima, extremamente perigosa por causa dos penhascos e que a maioria dos motoristas dirigem bêbados. Eu fiquei mais tranquila só depois que conversei com um outro passageiro que morava em Santa Cruz, mas estava indo fazer um trabalho em Sucre. Segundo ele, a estrada era nova e com guardrail, e que a empresa do ônibus era confiável. Para o nosso trajeto, ele também recomendou a empresa El Emperador, mas as passagens já haviam esgotado quando ele foi comprar e por isso acabou comprando da empresa Sin Fronteras. Antes de embarcar você deve pagar uma taxa de uso da rodoviária (não lembro se foi 2.50 ou 3.50 bs).
      O desconforto da viagem para mim foi que o trajeto tem muitas, mas muitas curvas fechadas. E pelo fato de estar no segundo andar do ônibus, a cada curva eu achava que o ônibus ia capotar. Então custei a relaxar. Se o ônibus que você pegar tiver banheiro, recomendo ir na parte de cima, pois o mal cheiro no primeiro andar é bem forte ao final da viagem. Recomendo também levar tampões de ouvido caso tenha dificuldade para dormir com barulho, como eu. Os bolivianos não usam fones de ouvido (uma senhorinha atrás de mim começou a tocar músicas às 5:30h da manhã. E quanto mais ela gostasse da música, maior era o volume. Eu queria matar a véia!). Leve também roupas de frio, pois de madrugada esfria bastante.

      Embora o ônibus que eu peguei tivesse banheiro, recomendo que não beba muita coisa antes de viajar. Um amigo meu viajou em um ônibus sem banheiro e o motorista não parou nenhum minuto. Segundo o relato dele, ele e os amigos tiveram que mijar da janela do ônibus em movimento. Imagina a cena! Também vi relatos de algumas meninas que também pegaram ônibus sem banheiro e tiveram que fazer xixi na estrada atrás do ônibus, depois de obrigar o motorista a parar ameaçando que iriam urinar dentro do ônibus.

      Fique esperto com as poucas paradas que o ônibus fizer na estrada. Tem alguns relatos contando situações inusitadas. No meu caso, depois de uns 10 minutos de ônibus parado em algum lugar, o motorista não conferiu os passageiros. Apenas gritou: "tá todo mundo aí?". Algumas pessoas responderam que sim e ele foi embora.
      19/09/19 (quinta): Cheguei em Sucre por volta das 07:30h e todas as empresas na rodoviária estavam fechadas. Fui caminhando até o Condor hostel (subindo e descendo as inúmeras ladeiras da cidade) (40 minutos de caminhada lenta). Deixei minhas coisas no hostel e fui para a Praça 25 de Maio para pegar o ônibus (também chamado de Dinobus) para o Parque Cretáceo (15 bs ida e volta. De táxi dava cerca de 30 bs cada trajeto). O ônibus é vermelho e tem dois andares, escrito "Parque Cretáceo" na frente dele. Não tem como não ver. Ele para em frente a Catedral na praça 25 de Maio e passa às 09:30h, 11h, 12h, 14h e 15h. Eu peguei ele às 9:40h.

      Não achei casas de câmbio pelas ruas que andei em Sucre (certamente tem, eu que não vi). Os únicos lugares que eu vi que trocavam dinheiro foi em uma tenda logo na saída da rodoviária (dólar 6,92 bs, reais não aceitavam) ou uma farmácia 24 horas em uma esquina da praça 25 de Maio (dólar 6,84 bs).

      Eu achei Sucre bem bonitinha, principalmente o Centro. As praças são bem conservadas, os jardins bem cuidados. Na praça 25 de Maio tem Wi-Fi público, que não funciona muito bem, mas quebra um galho em emergências. O trânsito também era caótico, mas tive a impressão que era menos caótico do que em Santa Cruz.
      O Parque Cretáceo, embora pequeno, é sensacional! Lá pertence a uma fábrica de cimentos, que durante suas perfurações para extrair matéria prima descobriram pegadas de 4 grupos diferentes de dinossauros. São mais de 12 mil pegadas em um paredão (a maior coleção de pegadas do mundo) e por conta disso essa área foi tombada e é conservada como patrimônio (não tão bem conservada assim considerando que passam caminhões da fábrica na área o tempo todo, além das outras atividades). Então a fábrica de cimentos fez um parque dos dinossauros e possui várias réplicas em tamanho real (e muito bem produzidas), além de fóssils. O Parque funciona de terça a domingo, de 9 às 17h. Porém, para ir ao paredão ver as pegadas originais, os únicos horários são 12 e 13h.  A entrada no parque custa 30 bs para estrangeiros e se você quiser tirar fotos, tem que pagar mais 5 bs, totalizando 35 bs (a visita ao paredão já está inclusa no ingresso).

      O clima em Sucre estava muito seco, mas no Parque Cretáceo estava pior ainda por causa do excesso de poeira. Se for visitar o paredão das pegadas originais, sugiro levar um lenço ou uma bataclava para proteger o nariz. Para ir ao paredão só pode entrar de sapato fechado. Saindo do Parque Cretáceo peguei novamente o Dinobus e pedi para descer na rodoviária para ver os horários de passagens para Potosí e Uyuni. Me indicaram a empresa Emperador (não é a El Emperador, que me indicaram como uma empresa confiável em Santa Cruz).

      Não tinha ninguém no guichê, mas na parede da empresa estava escrito os horários de saída para as duas cidades. Fui caminhando novamente até o centro e visitei a maioria dos museus. De longe o que eu mais gostei foi o Museu San Felipe de Neri (entrada 15 bs). Lá vc pode subir até o terraço e ver boa parte do centro. É bem bonito e rende fotos lindas da construção em si. A Catedral estava fechada para reformas.
      Depois de caminhar muito pelo centro, fui para o hostel descansar por volta das 17h. Comecei a sentir uma leve dor de cabeça, que atribui ao excesso de caminhada em um sol escaldante, à pouca ingestão de água e à noite mal dormida no ônibus de Santa Cruz. Porém a dor de cabeça começou a aumentar muito e comecei a ficar muito enjoada. Daí pensei que era algo que eu tinha comido (intoxicações alimentares na Bolívia são muito comuns. Cuidado com o que você come). Mas lá pelas 20h eu tava muito, mas muito mal. A dor de cabeça estava insuportavelmente forte, estava muito, mas muito enjoada, a ponto de vomitar toda a minha janta. 🤢 Já estava desconfiada de Soroche (que é o mal da altitude), mas não queria acreditar, pois não estava com dificuldade para respirar ou cansaço anormal.  
      Comecei então a ler mais sobre o Soroche e uma informação crucial foi importante para que minha ficha caísse: você não começa a passar mal necessariamente assim que chega em uma determinada altitude (geralmente a partir de 2.400 metros algumas pessoas já passam mal). Algumas pessoas podem começar a se sentir mal com 20 minutos, mas outras pessoas podem levar até 10 horas para passar mal. Além disso, ao deitar, a frequência respiratória diminui, o que piora muitos os sintomas.

      E foi exatamente isso que aconteceu comigo. Comecei a me sentir mal cerca de 10h depois que eu cheguei em Sucre (que está a 2.800 m de altitude) e quando eu deitei para descansar. Quando eu levantava e começava a andar, o enjoo melhorava pois aumentava a circulação sanguínea no cérebro. E foi aí que minha ficha também caiu que eu tinha passado mal no Monte Roraima em 2015 por causa do Soroche, que na época atribuí a outros fatores. Mas a sintomatologia foi praticamente a mesma.

      Fui então até uma farmácia comprar Soroche Pills, que é um medicamento a base de ácido acetilsalicílico, e a vendedora disse para tomar a cada 8 horas por 3 dias, que é o período que geralmente as pessoas necessitam para aclimatar ( eu precisei tomar por 4 dias e no final da viagem tive que tomar de novo por mais 2 dias) . Cerca de 1 hora depois que eu tomei o remédio, comecei a sentir melhoras e consegui dormir. Cada pílula custou 5 bs.
      Importante destacar que não tem como você prever se sofrerá ou não com o Soroche. Os efeitos da altitude independem de sexo, idade, força ou resistência aeróbica. Só estando em altas altitudes para saber como seu corpo reagirá. O meu, mesmo depois de aclimatada, ainda assim não ficou 100%.

      20/09/19 (sexta): acordei por volta das 7h da manhã com a minha cabeça começando a doer de novo e logo tomei outra Soroche pills. Tomei um café, peguei um táxi caindo aos pedaços até a rodoviária (5 bs) para pegar o ônibus para Uyuni às 12:30h, conforme eu tinha visto na parede da Empresa Emperador no dia anterior. Para a minha surpresa, a empresa não fazia o trajeto direto! Assim, tive que ir até Potosí (30 bs), desembarcar no cemitério (que é como eles chamam um terminal de ônibus antigo), pegar um táxi até um outro terminal para pegar outro ônibus da empresa até Uyuni. Isto é: nunca confie em nada que está escrito nas paredes. Sempre converse com o vendedor.

      Haviam outras poucas empresas que faziam o trajeto também, mas os ônibus saiam no final da tarde, chegando a Uyuni de madrugada (que segundo relatos de pessoas que conheci que fizeram essa viagem, não foi uma boa porque não tem nada aberto e você fica ao léu em um super frio - não tem nem uma rodoviária pra te proteger. Os ônibus param em uma rua no centro). Então preferi ir durante o dia, pois já não havia mais nada que eu quisesse fazer em Sucre.

      O ônibus era um ônibus convencional (1 andar com duas filas de cada lado). Não tinha ar, banheiro ou USB para carregar o celular. Ninguém conferiu a minha passagem. A taxa de uso do terminal foi de 2.50 bs.

      Foi muito bom ter pegado o ônibus durante o dia, pois pude apreciar a paisagem, que é deslumbrante. No início, a paisagem era mais bonita do lado esquerdo, mas a partir da metade da viagem o visual foi mais bonito do lado direito (que pega muito sol). O revelo dos Andes é muito maravilhoso. Geólogos ou entusiastas de geologia devem ficar doidos com a diversidade de rochas e paisagens. Você vê diversas formações, em diferentes ângulos e enxerga perfeitamente a influência da tectônica de placas e dos esculpimentos provocados pela água (nos passeios de Uyuni e Atacama são perfeitos para isso!). O clima é bem seco e o ar geladinho, mas nada que justifique as blusas de frio que os bolivianos usavam durante o dia pois o sol estava escaldante (e eu sou a pessoa mais friorenta do planeta!). Não sei se eles usam porque realmente sentem frio ou se é para proteger do sol. Embora eu acho que seja por causa do frio, pois quando mencionava em Santa Cruz ou Sucre que iria para Potosí, todos os bolivianos que conversei falaram: "Uh! Hace mucho frío!". Mas a medida que o sol foi se pondo, de fato começou a fazer frio.

      A estrada para Potosí é boa, mas realmente se der algum acidente e o ônibus sair da pista, já era. Os penhascos são gigantes. Fiquei um pouco apreensiva, mas não por causa dos penhascos em si, mas por causa da direção do motorista. Diversas vezes ele fez ultrapassagens em curvas que não se tinha boa visibilidade. Além disso, frequentemente o motorista metia a mão na buzina para outros automóveis na sua frente ou animais na pista, o que assustava bastante e me deixava as vezes apreensiva.
      Entre Sucre e Potosí passamos por apenas um pedágio, mas não consegui ver os preços. Na primeira metade da viagem há muitas curvas a maior parte do caminho é uma subida leve. Quando se atinge uma altura mais elevada, boa parte do caminho é plano e há mais retas. É interessante observar a vida de comunidades mais isoladas nos altiplanos. Há menos árvores e mais plantações (que não consegui identificar nenhuma).

      Chegamos em Potosí às 16h, porém o ônibus parou em um terminal novo, que não fazia viagens para Uyuni. Assim, tive que pegar um táxi (7 bs) até o terminal antigo (chamado por eles de Ex-terminal) e consegui um ônibus para Uyuni às 16:30h pela empresa Expresso 11 de Julho. O ônibus era ainda mais simples do que o ônibus Emperador que peguei em Sucre (que custava 40 bs). A taxa de uso do terminal foi de 1 bs.

      Foi impressionante como a questão da altitude é algo que realmente influencia o corpo. Assim que desci do ônibus em Potosí e andei uns 100 metros planos até a rua para pegar o táxi senti bastante cansaço. Parecia que tava correndo. Ao chegar ao antigo terminal fui ao banheiro, que fica no segundo andar. Como o ônibus para Uyuni já estava quase saindo, andei rápido e subi uns 40 degraus no máximo de escada. Parecia que eu tinha asma. Meu coração estava tão acelerado que eu tava tremendo e por mais que eu respirasse fundo, ainda era pouco.

      Antes de entrar no ônibus eu comprei um saquinho cheio de folha de coca no terminal (5 bs). E logo comecei a mascar e em pouco tempo senti diferença (que também foi influenciada por sentar no ônibus e ficar quieta. Nos dias seguintes depois que eu já tinha aclimatado, não senti diferença na respiração ao mascar folhas de coca. Só acelerava meus batimentos e me deixava um pouco enjoada. No Chile me indicaram a tomar chá de Chachacoma, que seria mais efetivo, mas não experimentei).
      Logo após sair de Potosí em direção a Uyuni paramos em uma provável barreira de pedágios, seguida logo após por uma barreira policial. Não sei se realmente era um pedágio, pois não vi placas com preços. E tanto no suposto pedágio, quanto na polícia, vi o motorista entregando um documento grande. A estrada para Uyuni também foi tranquila, em sua maior parte plana e mais reta. Em alguns pontos haviam Vicuñas cruzando a estrada (que é um animal que se parece com uma alpaca, mas menor e com menos pelos). Então tome cuidado a noite se for dirigir. Quando já estávamos quase entrando em Uyuni passamos por uma outra barreira de pedágio.

      Em Uyuni os táxis são melhorzinhos, mas a cidade é bem pequena e dependendo da localização da sua hospedagem, é melhor ir a pé. Depois de um longo dia de estrada, cheguei em Uyuni por volta das 21h e estava fazendo 5 graus (frio demais!!)

      Fui direto para o hotel (Le Ciel d'Uyuni) e tentei dormir (um dos sintomas que a altitude provoca é a insônia). De madrugada acordei com um pouco de dificuldade para respirar e com as narinas doendo bastante por causa do tempo seco (todas as cidades que tinha passado então eram muito secas, mas Uyuni e San Pedro de Atacama foram as piores). Só consegui dormir de novo depois de molhar um pedaço da toalha e deixar bem próximo ao nariz para ajudar a umedecer as vias aéreas. No dia seguinte meu nariz estava todo ferido por dentro e minhas melecas cheias de sangue (hemorragia nasal pode ser outro sintoma da altitude).

      21/09/19 (sábado): Acordei cedo, tomei café da manhã no hotel (muito bom por sinal!) e comecei a procurar agências para o Salar. A maioria das agências ficam na Av. Ferroviária e o preço variou de 730 a 900 bs para um passeio de 3 dias (e duas noites com refeições inclusas) com destino final a San Pedro de Atacama, no Chile.

      Após pesquisar algumas agências acabei fechando com a Cordillera, que frequentemente é indicada aqui no fórum (embora também tenha várias não recomendações). Inicialmente a atendente me cobrou 900 bs, mas quando ela viu que eu não iria fechar, ela abaixou para 800 bs, aceitando o pagamento em dólares (116 dólares) (câmbio 6,90 bs) e ainda chorei um saco de dormir (que geralmente é alugado entre 40 ou 50 bs - e vi várias recomendações aqui no fórum para levar, principalmente para a segunda noite, onde o alojamento é no deserto a mais de 4 mil metros de altitude). Esse preço não inclui os valores que devem ser pagos no parque e na fronteira, que em geral somam cerca de 250 bs (somente bolivianos são aceitos).

      Todas as agências oferecem os mesmos passeios. O que parece que muda são os refúgios. Algumas agências também, principalmente as menores, terceirizam os passeios, encaixando-o em grupos de outras agências (isso aconteceu em praticamente em todos os meus passeios na Bolívia, no Peru e em San Pedro de Atacama no Chile. Isso é, você nuca sabe com qual agência de fato você estará indo e no final das contas o que muda é o preço).
      Os passeios das agências geralmente saem às 10:30h. Meu jipe saiu às 11:15h. Os carros levam até 8 pessoas, mas o mais comum é 7. No meu grupo tinha 6 pessoas (o motorista, mais 5 turistas - eu do Brasil, um casal da Alemanha, uma russa e uma húngara). Boa parte dos guias são bilíngues - inglês e espanhol.

      Inicialmente fomos ao cemitério de trens, que fica a 10 minutos da cidade. A estrada é de terra batida e é super tranquilo para um carro comum, mas vai trepidar bastante. Depois do cemitério, pegamos uma estrada asfaltada por uns 15 minutos e passamos por uma barreira de pedágios, que se eu não me engano é a mesma que relatei quando o ônibus estava chegando em Uyuni. Custou 5 bs, mas segundo o guia, você tem que pagar de acordo com a distância que irá. Não entendi muito bem como isso funciona, se é que eu entendi certo, pois ele explicou em um inglês que não tava entendendo quase nada por causa do sotaque dele.

      Saímos da estrada asfaltada e começou o chão de sal. Chegamos a uma fábrica de sal (entrada 10 bs) onde o processo é bem artesanal. Depois disso almoçamos (a comida estava muito boa e no local há banheiro por 2 bs) e fomos até o símbolo da Dakar, que também é onde tem as bandeiras dos países. De lá, entramos mais ainda para o deserto do salar e paramos para tirar as fotos em perspectiva. Sugiro levar uns brinquedos/bonecos pra brincadeira ficar mais legal e você ter umas fotos diferentes além das óbvias que todo mundo bate. A roupa suja bastante de branco ao sentar ou deitar no sal.

      Quando estávamos no caminho para a ilha dos cactos gigantes nosso jipe simplesmente parou. Teve algum problema elétrico e ficamos parados por quase uma hora, enquanto o guia e o alemão do meu grupo tentavam resolver. Sem solução, o nosso guia parou outros carros e nos colocou dentro de um para nos levar até a ilha enquanto eles rebocavam o carro até a ilha, pois teria outros jipeiros para ajudar a resolver o problema.

      A entrada na ilha dos cactos custou 30 bs e no local há banheiro (o uso já está incluído no preço do ingresso). O problema do nosso jipe foi solucionado e seguimos para o refúgio. Até um pouco antes de chegar ao refúgio o chão era de sal compactado, o que dá pra ir de carro normal sem problema. Porém perto dos refúgios o sal parece que estava molhado e somente carro 4x4 passava. Se alguém for tentar ir de carro próprio, sugiro que pesquise muito bem os mapas e tenha um GPS bom, pois o salar (e o deserto nos Andes nos dias seguintes) é tão grande que você fica totalmente sem referência pra que direção ir.

      O refúgio é bem legal. A construção é toda de sal, assim como o chão. A cama foi bem confortável, mas a noite foi bem fria. Além de todas as cobertas, tive que usar bastante roupa de frio. Os chuveiros tem água quente e o banho já estava incluso. Havia energia elétrica e tomadas nos quartos para carregar os equipamentos eletrônicos. Por volta das 19h eles serviram o jantar (e experimentei carne de Lhama, que é muito saborosa. Não é o meu caso, mas para vegetarianos a empresa prepara todas as refeições adaptadas).

      Uma dica de espanhol. Eu tinha esquecido o nome do guia e o chamei de "chico". O cara ficou extremamente emputecido. Pedi desculpa e falei que não sabia que era uma expressão ofensiva para ele (O que de fato não é! Inclusive o próprio guia nos chamava de chicos e chicas). Independentemente disso eu não curti nem um pouco nosso guia. Comparado com outros que eu vi, ele dava poucas explicações. Além disso, quando deixava a gente em algum lugar, de vez enquanto ele sumia. Quando perguntava alguma coisa pra ele, muitas vezes ele dava uma resposta bem seca e com bastante má vontade. 

      22/09/19 (domingo): o café da manhã foi servido às 7h e a programação era sair às 7:30h, mas saímos só às 7:50h. Andamos pelo chão de sal que necessita de 4x4 por uns 10 minutos e depois pegamos uma estrada de terra batida, que tem um pedágio e custa 10 bs. Andamos por mais ou menos uma hora e chegamos em um povoado chamado San Juan, onde tem uma casa cultural da quinoa, que mostra o trabalho artesanal da produção de diferentes tipos de quinoa. Eu achei bem sem graça pra falar a verdade. Na rota 701 paramos para observar alguns vulcões (em quase todo o caminho há vulcões a alguns deles saem fumaça). Nesse momento estávamos a mais de 4 mil metros, mas apesar disso não estava tão frio. O vento estava geladinho, mas o sol muito quente (deu até pra ficar de camiseta). Entramos no parque nacional (150 bs, e é válido por 4 dias. Guarde esse ingresso pois precisa dele para sair do parque).

      Fomos em duas lagoas com flamingos. A primeira era menor e tinha uma concentração maior de sal. A segunda, que é maior e bem mais bonita, tem um tom esverdeado e mais animais. Paramos para almoçar nessa segunda lagoa onde tem um restaurante e banheiro por 5 bs. Depois do almoço, indo em direção a árvore de pedra, passamos por uns rochedos cheios de vizcachas (que é tipo umas chinchilas). A última visita do dia antes de ir para o refúgio foi a laguna colorada, outro lugar maravilhoso. Chegamos no refúgio às 18h, que não era bom. Ele era muito, mas muito gelado e tinha energia elétrica só entre 19 às 22h. Dormi com 4 blusas de frio, touca, luvas, 3 calças, saco de dormir, mais as cobertas que eles forneceram. Não dava nem pra mexer e ainda assim senti um pouco de frio. De fato, se eu não tivesse o saco de dormir, talvez eu passasse aperto.

      23/09/19 (segunda): Acordamos às 4:30h, com previsão de sair às 5h, mas saímos às 5:40h. Estava muito, mas muito frio (imagino que devia tá próximo a zero). Fomos para os gêiseires (muito doido! Ponto alto da viagem no deserto para mim. E também foi o ponto mais alto da viagem, literalmente, a mais de 5 mil metros de altitude). Depois fomos para as piscinas termais (6 bs para nadar), paramos para tirar umas fotos no deserto de Dalí e depois fomos para a laguna verde. Saímos do parque nacional e fomos para a fronteira Bolívia-Chile, já que eu iria para San Pedro de Atacama.

      Primeiro você passa pela aduana boliviana, entregando uma declaração de saída que eles fornecem na própria aduana. Depois de uns 5km, vc passa pela imigração, onde tem o carimbo de saída no passaporte e você precisa pagar 15 bs (em nenhuma outra aduana que passei no resto da viagem tive que pagar nada. Eu desconfio que esses 15 bs é uma espécie de propina que já está tão arraigada que é considerada como praxe). Dali, havia uma van da Cordillera nos esperando para seguir adiante. Depois de alguns quilômetros de estrada (não deu nem 5 minutos de van), chegamos ao posto de imigração e aduana do Chile. É engraçado como as instituições da Bolívia e do Chile são muito discrepantes! Os postos da Bolívia é caindo aos pedaços, poucos funcionários que não conferem nem seu nome direito no passaporte. Já no Chile eles são super sérios, tudo organizado, vários funcionários.

      Primeiro você passa pelo posto de imigração, onde eles batem o carimbo no seu passaporte. Duas coisas importantes: primeiro, eles te dão um papel que você deve guardar para sair do país. Segundo, você deve ter pelo menos uma hospedagem já garantida, pois você tem que fornecer os dados de onde irá se hospedar. Saindo da imigração você vai para a aduana, onde eles revistarão todas as suas malas. Não pode levar nada de origem animal ou vegetal (ele recolheram minhas batatas e ovos, mas deixaram minhas folhas de coca). Não deixe de declarar o que você está levando. Se eles pegarem, você será multado.

      Em nenhuma aduana ou posto de imigração tem banheiro.
      A van seguiu para San Pedro de Atacama e parou no terminal de ônibus. A cidade é bem  pequena (pelo menos a área onde se concentram a maior parte das hospedagens, restaurantes e comércios) e simples, o que dá um clima muito legal. Fui para o hostel Mamatierra e eu recomendo demais. Hostel super limpo, confortável, café da manhã excelente, se você vai sair antes do horário do café eles separam um lanche pra você, não cobram pra lavar roupa, nem pra guardar suas malas na recepção caso faça o check-out e vá passear.

      Tomei um banho e saí para o Centro onde ficam as agências de câmbio e de passeios. Há diversas opções. É bom pesquisar os preços pois há uma variação, mas não é tão grande assim. Assim como em Uyuni, várias agências terceirizam os passeios e no final você geralmente acaba indo com uma empresa diferente da que você fechou (isso vale para Cusco também). Todos os passeios que eu fiz foi com a Star Travel, que me ofereceu os preços mais baratos, mas cada dia eu estava junto com uma agência diferente.

      Talvez a única coisa mais importante, pelo menos no meu ponto de vista, seja você buscar uma boa agência para fazer o tour astronômico. Esse sim realmente tem muita variação, mas do serviço e nem tanto do preço. Há agências que oferecem mais telescópios e/ou com potências diferentes (inclusive algumas oferecem explicações científicas e outras oferecem explicações esotéricas).

      A van do tour astronômico me pegou às 20:20h no hostel, pegou outros passageiros e fomos para a casa do René, nosso guia. Fomos literalmente para o quintal da casa dele. Lá ele colocou umas cadeiras com cobertas (faz um frio bom) e nos serviu vinho quente enquanto ele nos explicava e ensinava várias coisas sobre as estrelas. Foi muito legal! Ele entende bastante, é super divertido e muito didático. Depois de quase uma hora fazendo observações e explicações, ele tirou duas fotos e cada participante (éramos 5) e entramos para a casa dele, onde ele nos serviu vinho, achocolatado quente (com água!) e uns petiscos. Ele é uma pessoa muito interessante de se conhecer e nos contou sobre um serviço  astronômico diferente que ele faz que chama Gastro, isto é, a junção de astronomia e gastronomia. Fiquei super curiosa!  (O contato dele: [email protected]). A única coisa que eu não gostei muito é que só tinha um telescópio (e a agência me ofereceu 3), mas que foi compensada pela pouca quantidade de pessoas, o que tornou o serviço bem personalizado (há agências que oferecem mais telescópios, mas vão grupos grandes, como 16 ou 20 pessoas). Ao fim do tour, a van me deixou de novo no hostel.

      24/09/19 (terça): Às 08:30h uma van de outra agência (Andes Travel) me pegou no hostel e fomos pra ir até os petróglifos e Vale do Arco-íris (até a van pegar todo mundo era umas 9h quando de fato saímos para a estrada. A entrada custou 3 mil pesos chilenos). Eu achei o vale do Arco-íris maravilhoso e achei que o tempo de passeio foi muito curto. Queria ter passado mais tempo caminhando por lá. Chegamos na cidade por volta das 13:30h. Fui para o hostel, descansei um pouco e às 16h saí para o passeio do Vale de la Luna (fui na van da empresa Iutitravel). Outro lugar espetacular e a entrada custou 3 mil pesos chilenos. Ao final da tarde fomos para um mirante (Mirador de Kari) ver o por do sol (que teria sido infinitamente vezes mais bonito se fosse no Vale de la Luna). Cheguei no hostel por volta das 20:30h.
      25/09/19 (quinta): acordei super cedo para ir para os gêiseres (a van da empresa Ilari Expediciones me pegou às 5:35h no hostel). Lá nos gêiseres está há mais de 4 mil metros e por causa das montanhas que bloqueiam o sol faz muito frio (o sol custa a iluminar no lugar onde a gente anda). Na área dos gêiseres há uma piscina termal que pode nadar e já está incluso no preço do ingresso (10.000 pesos chilenos). A tarde fui para as Lagunas Escondidas (entrada 5.000 pesos chilenos). São 7 lagoas pequenas e extremamente cristalinas que ficam em uma área com muito sal. O teor de sal das lagoas é mais de 45% e você não consegue afundar. É muito legal ficar boiando na água sem fazer nenhum esforço! A água é muito gelada, mas se você ficar só boiando, dá pra ficar de boa durante um bom tempo (até porque o gelado da água é compensado pelo sol quente). Só pode nadar na primeira e na última lagoa. Recomendo primeiro ir ver as lagoas e bater fotos, deixando para entrar na primeira lagoa quando estiver voltando pois o corpo vai ser sal puro depois, o que incomoda bastante para andar. Antes de entrar na van para ir embora tem que tomar uma ducha. Então leve toalha e roupas limpas para trocar. Das lagunas fomos ver o por do sol no mirante.
      Bom, o que eu achei do passeio do Uyuni e do Atacama? São passeios diferentes e complementares. Se você fizer só os passeios de San Pedro de Atacama (que são bate e volta), para fazer todos você precisará de uns 7 dias cheios. No meu caso, eu já tinha visto muita coisa no passeio de Uyuni, então não fiz várias coisas no Atacama, como as Lagunas altiplânicas, vulcões e termas. Então dois dias cheios para mim foram suficientes.
      Se você estiver em San Pedro e quiser fazer o passeio do Uyuni não contrate o pacote em San Pedro, pois é muito mais caro (tudo no Chile é caro) e são 4 dias ao invés de 3 (sendo que o quarto dia é basicamente só a volta para San Pedro. E partindo de Uyuni você ganhará tempo, já que pode voltar para San Pedro). 
      Se eu fosse fazer Uyuni de novo eu contrataria a Cordillera de novo? Não. Não que tenha sido ruim com a Cordillera, mas a grama dos vizinhos me pareceu mais verde. Outras agências maiores me pareceram oferecer um serviço melhor. Porém não vou saber indicar os nomes das empresas e nem os preços. 
      Sobre os gêiseres, os do Atacama são bem diferentes dos gêiseres do passeio do Uyuni. Primeiro que tem muito mais gêiser (segundo a agência é o terceiro maior gêiser do mundo). Segundo que nos buracos há água, ao invés de lama. Terceiro que você não pode chegar tão perto das aberturas, pois há muretas e limites de segurança. Eu fui mais impactada pelo gêiseres do Uyuni. Achei disparadamente mais legal, apesar de menor. Mas isso vai de cada um. Conheci gente que fez os mesmos passeios que eu que gostaram mais dos gêiseres do Atacama.
      Sobre as termas, eu não fui nas termas puritamas do Atacama, mas fui na terma dos gêiseres. A água é morninha, mas não é tão quente quanto o banho termal do Uyuni (que dava até pra suar!). Em alguns momentos senti até frio. 
      Dá para ir de carro normal? No Atacama com certeza. As estradas são na sua maioria de terra batida. O carro só vai trepidar muito. Além disso, há placas nas estradas indicando o caminho é distâncias para as atrações. Mas é bom estudar bem os mapas e ter um bom GPS também. E é interessante você ter um guia para explicações sobre a região e culturas, o que enriquece muito os passeios e você vê algumas atrações com outros olhos, como por exemplo os petróglifos.
      O passeio do Uyuni dá pra fazer de carro normal? Na estação seca você pode até arriscar se seu carro for mais alto, mas eu definitivamente não recomendo (e olha que eu viajo muito de carro e enfio ele sem dó em estradas que ninguém acredita). As estradas tem muita areia e pedras. A possibilidade de você atolar ou furar vários pneus é enorme. Só de manutenção remediativa com certeza você gastaria mais do que contratar o passeio. Além disso, como eu já disse, lá você fica totalmente sem referência de que direção seguir.
      Se você for viajar para algum desses lugares de carro não vá sozinho. Apesar de pouco tráfego, as estradas são perigosas pelas condições ambientais extremas. Lembre-se: você estará em desertos e há quilômetros de ajuda de qualquer espécie, médica, tecnológica ou mecânica. Além disso, em altas altitudes dá muito sono por causa da baixa oxigenação e é comum muitos motoristas dormirem no volante sem perceber que está com sono. Eu mesma me peguei dormindo sem perceber em vários trajetos.
      En San Pedro de Atacama você pode alugar bicicletas e fazer vários passeios de bike. Eu não fiz e deve ser muito cansativo pelas distâncias e pelo sol.
      (A partir desse momento o relato será mais superficial, pois eu parei de escrever durante a viagem).
      Dia 26/09/19 (quinta): Para ir para La Paz tive que ir para Uyuni de novo, para então pegar um outro ônibus para La Paz. Cheguei no hostel em La Paz por volta das 4h da manhã. Quando deu umas 8h fui para o centro para começar a olhar agências. Fechei todos os passeios com a agência Bolivia in Your Hands. Passei o dia andando por La Paz, o que foi bem cansativo, pois a cidade é gigante e a altitude não colabora.
      Dia 27/09/19 (sexta): Fiz o downhill de bike na estrada da morte. E foi uma experiência surreal! As paisagens são espetaculares e a adrenalina vai a mil, mas o caminho é muito, MAS MUITO PERIGOSO. Sério. Eu não sei como aquela estrada é usada até hoje. O caminho é todo de terra com pedras e é a conta de um carro de passeio normal trafegar. Se vier outro em direção contrária, fudeu. Poucos são os trechos em que é possível passar dois carros pequenos.
      São pelo menos 3h de descida (Eu gastei 3:30h). Os primeiros 20 km você desce na nova estrada, que é asfaltada e um caminho bem fácil de se fazer. Só tem que tomar cuidado com o tráfego de carros e ônibus. Depois chega de fato a estrada antiga, que é o caminho da morte. Essa estrada tem esse nome não é atoa. Todos os anos ocorrem acidentes com os turistas que resolvem fazer essa aventura e você está muito exposto ao risco. Se você cair na estrada (como eu caí), você irá se machucar bastante. Se você cair fora da estrada, já era. A borda da estrada não é um barranco. É um penhasco, literalmente. É uma parede reta. O chão está literalmente há mais de 2 mil km. É TENSO DEMAIS!!
      Embora eu goste, eu não sou uma pessoa que pratica esportes de aventura com regularidade. Para mim o caminho foi muito extenuante. Não por esforço físico de pedalar (raramente eu pedalei, afinal 99,9% do caminho é descida) e sim pelo excesso de trepidação do guidão. No final da descida eu já não tinha mais força na mão para segurar o guidão e nem apertar o freio. Meu punho estava doendo absurdamente. Teve uma mulher do meu grupo que desistiu na primeira hora da descida pelo mesmo motivo. Porém no meu grupo havia uma outra mulher que para ela foi de boa (mas ela é muito acostumada com esportes radicais e academia). Então, isso vai depender da resistência física e psicológica de cada um.
      Pelas preferências do trânsito, você deve descer pela esquerda, que é o lado do precipício. Eu não fazia isso, pois é muito perigoso. Sempre ia pelo meio ou pela direita e se vinha um carro, aí sim eu ia pela esquerda. E exatamente por ir pelo meio eu me safei de um acidente que poderia ter sido fatal. Eu estava descendo pela esquerda muito rápido, passei por um trecho com pedras mais salientes e comecei a perder o controle da bike por causa do excesso de trepidação. Então resolvi ir pelo meio porque comecei ver a merda que aquilo poderia dar. Justamente quando eu tava começando a jogar a bike pro meio, eu não sei exatamente o que aconteceu, mas eu fui ejetada da bike. Eu literalmente fiz um super man no ar. Como eu estava indo em direção ao meio da pista, eu fui ejetada nessa direção. Mas se eu tivesse do lado esquerdo, tinha caído penhasco abaixo. Foi tenso demais e por causa das pedras, eu machuquei muito, mesmo usando os EPIs. Por sorte não quebrei nada, mas na hora da queda eu achei que eu tinha rompido algum orgão interno, de tanta dor abdominal que eu senti. Não conseguia nem respirar. 
      E isso é uma dica que eu dou para qualquer um. Vá no seu ritmo, procure uma agência que te permita ir no seu ritmo e vá pelo meio ou pela direta da pista. Existe uma certa pressão dos guias para que você desça muito rápido. E foi justamente por tentar acompanhar o guia que eu me fodi. 
      Dia 28/09/19 (sábado): Fiz um bate e volta para a montanha Chacaltaya e a tarde o passeio do Valle de La Luna. Os dois são muito bonitos. Chacaltaya é surpreendente e você tem uma visão muito bonita da montanha Huayna Potosí, que é bem famosa entre os amantes do trekking, como eu. O Valle de La Luna também é bem bonito, mas não me surpreendeu tanto pois eu tinha visto paisagens bem semelhantes no Atacama. A maior dificuldade de Chacaltaya é a altitude (são 5,395 m). A van chega muito próximo ao topo e a caminhada é relativamente curta, mas muito cansativa. Na alta altitude cada passo dado é como se você tivesse subindo uma escada de 50 degraus. Você respira, respira, respira, mas o ar não é suficiente. Além disso, tava muito, muito frio. Aquele frio que a mão dói de tão gelada. Essa somatória de condições (alta altitude + frio intenso + esforço físico intenso) te deixa muito cansado.
      O caminho que a van percorre para chegar até o estacionamento próximo ao topo desafia as leis da física e da gravidade. Ao longo de toda a minha viagem passei por estradas que eu duvidava que o carro ia passar e que não iríamos cair penhasco abaixo. Mas mesmo já um pouco acostumada, o caminho até Chacaltaya foi o que me deu mais medo. Tinha hora que eu só fechava o olho pra não ter um ataque do coração! Dá um nervoso sem igual.
      Durante todo o dia eu estava sentindo um pouco a musculatura dos meus antebraços por causa do esforço muscular da bike no dia anterior. Mas bem de boa. Chegou a noite meu braço direito inteiro começou a formigar e a medida que a noite foi avançando comecei a sentir uma dor insuportável no meu antebraço direito. A dor tava tão grande que analgésico não tava segurando a onda e nem consegui dormir. 
      Dia 29/09/19 (domingo): Assim que amanheceu, a dor tava tão grande que eu tive que desistir de um outro passeio que já tinha contratado e que exigiria um esforço físico maior do que em Chacaltaya. Acionei meu seguro de viagem e fui para a emergência de um hospital. Chegando lá fizeram alguns exames e chegaram a conclusão que eu estava com Epicondilite lateral, uma inflamação decorrente de microrrompimentos das fibras dos tendões extensores do antebraço devido ao excesso de trepidação do guidão na estrada da morte. Resultado: 5 dias de anti-inflamatório e analgésico, braço imobilizado e tive que evitar de fazer esforço físico. Voltei para o hostel e acabei ficando por lá a toa o resto do dia.
      Dia 30/09/19 (segunda): Por causa do braço, resolvi ficar quieta no hostel o dia todo.  
      Dia 01/10/19 (terça): Peguei um ônibus para Copacabana, chegando lá por volta de meio dia. Deixei minhas coisas no hotel e fui fazer um bate e volta em uma ilha no lago Titicaca. O lago é sensacional e o passeio foi bom, mas não me surpreendeu tanto. Muitos relatos do fórum recomendam ficar na hospedado na ilha, mas tudo é caríssimo. Cheguei em Copacabana novamente por volta das 18h. O clima a noite em Copacabana é legalzinho e há vários restaurantes legais. As ruas ficam cheias de turistas andando a noite.
      Se você for comprar alguma lembrancinha de viagem recomendo comprar tudo na Bolívia, antes de atravessar para o Peru. Você encontra praticamente as mesmas lembrancinhas em ambos os países, mas no Peru é muito mais caro. 
      Dia 02/10/19 (quarta): Peguei um ônibus cedo em direção à Puno, para então seguir viagem para Arequipa. Embora a distância seja relativamente curta, a viagem durou longas 14h. Foi muito cansativo. O caminho é muito sinuoso, boa parte é de terra, causando grande trepidação do ônibus em boa parte da viagem. Com frequência sobem vendedores ambulantes no ônibus. Um desses vendedores que entrou no meu ônibus foi um vendedor desses chás de ervas que prometem curar tudo o que você puder imaginar. O abençoado ficou 1 HORA E MEIA falando na nossa cabeça com o microfone dele. Irritante, mas engraçado também ao mesmo tempo.
      Cheguei em Arequipa a noite e a cidade renovou todo o meu cansaço da viagem de ônibus. A cidade é incrível! Muito bonita e com um clima muito agradável. Fiquei andando pelas ruas do centro e depois fui para o hostel. Há vários passeios ao redor de Arequipa. O mais famoso é o passeio pelo Vale do Colca, porém como eu cheguei muito tarde, não consegui reservar passeios para o dia seguinte.
      Dia 03/10/19 (quinta): Passei o dia caminhando pela cidade de Arequipa. A cidade é muito rica culturalmente e historicamente. Há vários museus interessantes e casarões antigos por toda a cidade. Ao mesmo tempo, a cidade também tem algumas construções mais modernas e uma melhor infraestrutura. O que foi ótimo para dar um alívio dos perrengues que se passa na Bolívia, que é muito desorganizada e sem infra. 
      Dia 04/10/19 (sexta): Peguei um voo cedo da VivaAir para Lima (de ônibus seria mais de 30h de viagem). Essa companhia aérea é uma lowcost que faz vários voos dentro do Peru (outra cia lowcost é a SKY). No meu caso a passagem não saiu tão barata pois comprei no dia anterior e tive que comprar o despacho de bagagem. Existem duas malandragens da VivaAir para arrecadar dinheiro. Primeiro é sobre as dimensões das malas de mão: as dimensões e o peso que eles exigem eram menores do que geralmente as outras cias aéreas exigem (e no Peru eles são bem rigorosos com as medidas e medem mesmo). Se chegar no avião e sua mala estiver fora do padrão deles, você pagará uma FORTUNA (não lembro e posso estar enganada, mas era algo tipo 400 doletas). Então muita gente acaba tendo que comprar o despacho de bagagens, como eu, que tinha a minha mala de mão dentro das exigências da Latam. A segunda malandragem é sobre o check-in. Durante a compra da passagem eles oferecem um valor de 4,50 dólares para imprimir o check-in com eles. Eu não comprei porque achei um absurdo. Depois que eu fechei a compra eu fiquei com aquilo na cabeça do porquê eles iriam cobrar para emitir uma um documento que poderia ser apresentado no celular. Então fui ler os termos de condições que aceitei sem ler (como todos fazem!). E lá eles deixam muito claro que o check-in deve ser apresentado IMPRESSO.  Eles NÃO ACEITAM O CHECK-IN NO CELULAR. Se você não levar o check-in impresso, eles cobram 60 DÓLARES na hora!!! Surreal. Muito gentilmente a recepcionista do meu hotel imprimiu o check-in para mim. Mas se ela não tivesse imprimido, eu tava ferrada pois só vi essa condição do termo muito tarde na noite anterior.
      Tirei a sexta para fazer um Networking em uma universidade que tenho o contato de alguns pesquisadores que trabalham também na minha área.
      Dia 05/10/19 (sábado): Encontrei com um amigo limenho que me levou nos principais pontos da cidade. Foi um dia muito legal! Lima é uma cidade gigantesca e com um trânsito caótico (mas pra falar a verdade eu achei menos pior do que o trânsito na Bolívia). Passamos o dia inteiro rodando a cidade de carro e fomos em muitos, mas muitos lugares, além de Miraflores, que é o bairro mais turístico da cidade. De todos os lugares, disparadamente, o lugar mais imperdível na minha opinião é o Parque das Águas. Chegamos lá no entardecer e ficamos até a noite. No parque há várias fontes de água dançantes, com shows de iluminação e músicas. É fantástico! Outro lugar muito interessante que fomos é nas ruínas Huaca Pucllana, que pertenceu a uma outra civilização peruana, com uma arquitetura diferente e datada de mais de 1.500 anos. 
      Dia 06/10/19 (domingo): Meu amigo e eu saímos de novo e fomos fazer um trekking em uma montanha chamada Lomas de Lúcumo, que fica em Pachacámac (cerca de 1 hora de Lima de carro). O lugar é muito bonito pois é composto por um bioma que ocorre somente no litoral do Peru. Demoramos umas 4 horas para fazer o caminho completo e saímos de lá absolutamente sujos de lama. Não vá com tênis normal, pois você escorregará muito além do normal. Vá de bota para trekking e impermeável. Leve uma roupa extra para trocar, pois é inevitável se sujar muito de lama. 
      Dia 07/10/19 (segunda): Meu voo para Cusco saiu a tarde e foi uma peleja para conseguir imprimir meu check-in da VivaAir. O Uber que eu peguei foi muito gentil comigo procurando um lugar para eu imprimir o documento. Ele não sabia onde poderíamos conseguir e começou a descer no comércio e perguntar por indicações. Demoramos uns 20 minutos para conseguir encontrar uma copiadora. O voo foi super rápido e tranquilo (de ônibus demoraria cerca de 24h de viagem). 
      Cusco é sensacional! A cidade é muito bonita e eu era capaz de andar nela por horas. A altitude (3,400 m) pesa um pouco nas caminhadas. Ainda que eu estivesse aclimatada, parece que os 3 dias em Lima (que é litoral) fizeram o corpo desacostumar um pouco com a altitude. A cidade faz bastante frio, especialmente a noite.
      Dia 08/10/19 (terça): Passei boa parte do dia fazendo cotações de passeios. Existem várias opções de passeios. Os preços das agências não variam muito e é aquele mesmo esquema de todas as cidades por onde passei: você paga uma agência, mas no final das contas você nunca sabe com qual agência de fato irá.
      Dia 09/10/19 (quarta): Fiz o Vale Sagrado (Pisaq, Ollantaytambo e Chinchero) + Ruínas de Moray + Salineras de Maras. A excursão durou um dia inteiro e valeu a pena demais. Muitos lugares diferentes e MUITO bonitos. É IMPERDÍVEL esse passeio!
      Dia 10/10/19 (quinta): Fui para Machu Picchu. E quase não fui ao mesmo tempo. Eu estava com uma mala de mão de rodinhas e por conta disso eu resolvi que não iria dormir em Águas Calientes pois não teria como transportar minha mala nas caminhadas. Resultado: mesmo sendo muito mais caro, optei por comprar minha ida e volta de trem, ao invés de fazer todo aquele esquema de ir andando pela hidrelétrica (existem dezenas de relatos aqui no fórum e no YT ensinando a ir para Machu Picchu de uma forma mais econômica).
      O preço do trem varia de acordo com os horários de partida e com o tempo de antecedência que você compra as passagens. O valor mais barato que eu consegui, dentre as possibilidades de horários, foi saindo de Ollantaytambo às 05:30h e voltando às 00h (total 212 dólares, incluindo o ingresso de Machu Picchu e todos os transferes).
      De Cusco à Ollantaytambo são cerca de 2h de van. Isto é, para pegar o trem às 05:30h, a van teria que me buscar no hostel às 3h. Acontece que a agência simplesmente NÃO ME BUSCOU! Eu fiquei extremamente brava e frustrada. O tempo inteiro tentei falar com o número de telefone da moça da agência e nada. A raiva era tanta que nem conseguir dormir depois disso eu consegui. Por volta das 6h da manhã, assim que a moça da agência acordou e viu todas as minhas mensagens e ligações, ela me ligou imediatamente, assustada, sem graça e sem saber o que aconteceu. Em menos de 15 minutos ela chegou no meu hostel com uma cara que deu até dó de tão apavorada e sem graça que ela ficou (ficou muito claro que realmente foi um erro que nunca aconteceu). Ela me prometeu que iria me encaixar em um outro trem e que me iria pessoalmente me buscar. 
      E assim o fez. Às 8h ela me buscou para pegar a van e segui para Ollantaytambo para pegar o trem às 10h (obviamente a agência pagou toda a diferença, que foi uns 80 dólares). Chegando em Águas Calientes, uma van estava me esperando e seguimos diretamente para Machu Picchu.
      Em frente à entrada do Parque estava uma confusão sem igual. Há centenas e centenas de turistas esperando seus guias para entrar no Parque, filas e mais filas para pegar as vans de volta a Águas Calientes... e no meio disso tudo tive que procurar meu guia. Era impossível encontrar. Acabei conversando com uns dois guias aleatórios e eles fizeram um rádio peão entre eles e encontraram o meu guia, que foi ao meu encontro.
      Entramos no Parque por volta das 13h e não tive nenhum problema com relação ao horário do meu ingresso, que estava programado para as 11h. Eles nem conferiram isso. Realmente Machu Pichu é muito legal, mas é muito lotado. Ao término do passeio, retornei para Águas Calientes. A cidade é bem charmosa e o clima a noite é muito legal. Dá realmente vontade de passar uma noite por lá, mas como meu trem de retorno ia sair bem tarde, deu para conhecer relativamente bem a cidade. Eu achei as comidas e serviços oferecidos em Águas Calientes bem mais caros do que em Cusco, que já é uma cidade cara.
      Cheguei no hostel por volta das 2h da manhã. Foi tudo bem cansativo, mas no final acabou dando certo.
      Dia 11/10/19 (sexta): Para completar o estresse do dia anterior, peguei uma infecção alimentar, o que é algo considerado normal em viagens pela Bolívia e Peru. Resultado: fiquei no trono o dia todo, vomitando e com febre. No final da tarde meu amigo de Lima chegou em Cusco para curtir o fds comigo.
      Dia 12/10/19 (sábado): Meu amigo e eu fomos para o passeio das Montanhas Coloridas. Por causa da altitude e da inclinação na parte final da trilha, a caminhada exige muito, mas muito da respiração. Parávamos com frequência, mas chegamos lá! O lugar também é lotado e é bonito. Particularmente eu achei que me surpreenderia mais, mas ainda assim foi bem legal. 
      Dia 13/10/19 (domingo): Meu amigo e eu iríamos para a Laguna Humantay (que é mais alta do que a montanha colorida), mas ele estava MUITO, mas muito mal devido ao Soroche. Achei que ia ter que levar ele pro hospital. E eu também ainda estava meio fraca por causa da infecção alimentar. Assim, acabamos achando melhor abrir mão do passeio e ficamos de bobeira em Cusco mesmo.
      Dias 14, 15 e 16/10/19 (segunda a quarta): Meu amigo foi embora na segunda bem cedo e eu fiquei o resto do dia a toa ou organizando minha bagagem para o meu voo de retorno ao Brasil na terça de manhã. A viagem de volta foi super longa (24h) e fiquei muito cansada. Cheguei na quarta de manhã em BH.
      Total de gastos: R$1.641,00 (passagens BH-Santa Cruz, Cusco-BH)
      U$ 1.400,00 (comprei o dólar a R$4,34) = R$6.076,00
      Aproximadamente R$1.000,00 (passagens áreas para Lima e Cusco, Uber e comidas em aeroporto).
      Para quem tem Síndrome de Menière, eu não tive nenhum problema com a altitude. Muito pelo contrário, a minha frequência de tonturas até diminuiu. Não sei se por coincidência ou por algum efeito que a altitude proporcionou (apesar de não ver muita lógica nisso). Mas a questão é: já que eu não tive nenhum problema, agora o céu é o limite! hahaha!
      Eu sempre digo que cada mochilão me transforma de alguma maneira. Nessa viagem aprendi muito mais sobre mim, especialmente sobre aprender a respeitar os limites físicos do meu corpo. De longe a Bolívia e o Peru são os países mais culturalmente diversos que eu visitei até hoje e a minha maior recomendação é: vá sem medo. Essa viagem encheu a minha vida de novas cores, novos sabores e novos amores 🥰. 
       
       















    • Por VoandoAltoFH
      Pessoal,
      Vou fazer um relato detalhado do Mochilão que fiz no comecinho deste ano, mas que lembrei só agora de postar aqui neste site.
      O legal de tudo isso é que registrei em videos, então estará bem fácil entender o passo a passo da viagem.
      Foram no total 32 dias de viagem e gastei R$ 13.560,00 para 2 pessoas, incluindo TUDO (hospedagem, comida, passagem aérea, passagem de ônibus, seguro viagem, passeios, transporte, taxi, mercado, museu, gorjeta, entrada de parques, etc)!!! Considerando que a cotação do dólar na época beiravam os R$ 3,85 posso dizer que em moeda americana saiu por US$ 3.522,00.
      Ressalto que se dividir o valor por pessoa, acabou saindo então por R$ 6.780,00 ou US$ 1.761,00 por pessoa aproximadamente. 
      Então, acredito que saiu bem barato e aproveitei muito a viagem.
      Todos os episódios estão registrados no meu canal do Youtube, mas postarei um pouco mais detalhado aqui, já que o conteúdo é escrito.
      Mas quem tiver curiosidades, poderá assistir por lá.
       
      Canal Voando Alto
       
      Abs!
    • Por VoandoAltoFH
      Assista em Video no Youtube - Atacama
       
      Vou comentar sobre a minha viagem em San Pedro de Atacama e seus perrengues.
      Pra ser direto ao ponto, tive prejuízo nessa viagem porque não consegui aproveitar quase nada, tampouco realizar os passeios, já que choveu em todos os dias que estive na cidade.
      O mais importante de tudo, evite vir no verão, entre os meses de Dezembro à Março, pois são épocas de chuvas, mais conhecido como "Inverno Altiplânico". Por mais que o local seja deserto, no verão ele chove muito, a ponto de alagar toda a cidade.
      Consequentemente as estradas e as pontes ficam destruídas ou alagadas, os parques e os passeios ficam fechados. No pior dos casos você não consegue nem sair da cidade, porque todos os acessos estão fechados e os ônibus não chegam ao local.
      Isso eu digo também para as pessoas que irão fazer o trajeto do Chile até o Peru, ou vice-versa, entre as cidade de Arica e Tacna, já que as chuvas afetam também essa região, então as estradas ficam fechadas. Isso farei um outro video mais detalhado.
      Ademais algumas agências de turismo acabam cobrando o dobro do preço, pois alguns de seus veículos são movidos com tração nas 4 rodas. Nesse quesito eu recomendo para que não alimente esse tipo de empresa aproveitadora.
      Então a pior coisa é você visitar nesse período que comentei, você pode acabar jogando o tempo e o dinheiro no lixo. Por conta das chuvas, ocorrem vários blecautes, com isso você ficam sem eletricidade e internet.
      Os restaurantes na cidade são caríssimos, então se estiver num hostel com cozinha, aproveite ao máximo para ir ao mercado e preparar a sua própria comida para poder economizar.
      O período mínimo de estadia na cidade seriam de 5 dias, para realizar com aperto os passeios oferecidos. Lembrando que 1 dia você vai gastar para se acostumar com a altitude, também para pesquisar e fechar os passeios com as agências de turismo. 
      Caso queira um prazo um pouco mais folgado e tranquilo, recomendo 7 dias ou 1 semana. Se for incluir o passeio ao Salar de Uyuni (Bolivia), terá que acrescentar de 3 a 4 dias a mais na viagem.
      Se o clima não estiver muito legal, ao invés de fechar o pacote todo, feche de 2 em 2 passeios e assim conseguir algum desconto. Terá menos dor de cabeça na hora de ser reembolsado.
      Tenha em mente que irá gastar só nos passeios em torno de 120.000 a 200.000 pesos chilenos, que dá em torno de R$ 700,00 a R$ 1.200,00 por pessoa. Estou falando de tours (passeios) principais.
      Ao incluir o Salar de Uyuni, os valores superam os R$ 2.000,00.

      * Dicas
      1. Evite vir para San Pedro de Atacama no verão entre os meses de Dezembro à Março, por conta das chuvas que impossibilitam os passeios. Prefira o Outono ou Primavera.
      2. Já efetue o câmbio de moedas, se possível em Santiago, pois as cotações em San Pedro de Atacama é bem desfavorável.
      3. Quando for negociar os passeios, negocie ou pague em pesos chilenos, pois em dólares acaba meio que perdendo um pouco na conversão dos valores.
      4. Sempre pense em alternativas como por exemplo ir para Bolivia e visitar o Salar de Uyuni. Os veículos que realizam esse passeio são 4x4 (tração nas quatro rodas).
      5. Antes de vir para a cidade, veja a previsão do tempo para os próximos 5 a 10 dias.
      6. Reserve no mínimo 1 a 2 dias de hospedam, não o período todo, para o caso de ter que alterar os planos tipo sair da cidade ou mudar de hostel.
      7. Evite fechar todos os passeios e pagá-los antecipadamente, pois dependendo das condições climáticas, terá dor de cabeça para ser reembolsado. 
      8. Escolha hostel que esteja mais próximo ao centro da cidade, ou seja, da Praza San Pedro de Atacama ou dos Caracoles.
      9. Tenha roupas para o frio e calor. Há uma grande variação de temperaturas, inclusive valores negativos.

      * Média de preço dos passeios (em peso chileno): Nome do Passeio / Horas / Valor do Passeios / Valor da entrada / Total.
      Valle de la Luna (meio período): 15.000 / 3.000 = Total: 18.000 pesos
      Termas Puritama (meio período): 15.000 / 15.000 = Total: 30.000 pesos
      Geysers del Tatio (meio período manhã, incluso café da manhã): 30.000 / 10.000 = Total: 40.000 pesos
      Laguna Cejar (meio período tarde): 18.000 / 17.000 = Total: 35.000 pesos
      Lagunas Altiplânicas (meio período manhã, incluso café da manhã): 28.000 / 5.500 = Total: 33.500 pesos
      Valle del Arcoiris (meio período manhã, incluso lanche): 25.000 / 3.000 = Total: 28.000 pesos
      Salar de Tara (integral, incluso café e almoço): 50.000 pesos
      Stargazing ou Tour astronômico (noite ou madrugada, alguns oferecem lanches): 20.000 pesos
      Mirador de Piedras Rojas (integral, incluso café e almoço): 50.000 / 5.500 = Total: 55.500 pesos
      Pukará de Quitor: 3.000 pesos
      * Bolivia
      Salar de Uyuni (3 dias, com hospedagem e alimentação): 130.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada)
      Salar de Uyuni (4 dias, com hospedagem e alimentação): 150.000 pesos chilenos / 250 pesos boliviano (entrada)

      Obs: Não tenho agência ou qualquer patrocínio, apenas peguei as cotações de 3 a 4 agências locais e inseri os valores para simples consulta.
    • Por mahh_loo
      ( de OURINHOS/SP A MARAGOGI/AL - de carro, não apenas um carro, um Del Rey)
       
      Galera essa viagem foi em Abril de 2018, encontrei esse relato que eu fiz no Facebook e resolvi publicar por aqui também:
      Vim aqui contar pra vocês como que eu e o meu marido Mauricio saímos do interior de SP, atravessamos o Brasil, passamos ao longo da viagem por 6 estados, a bordo do Zé Reys (nosso Del Rey). 
      (alerta textão)
       Achei bacana vir aqui compartilhar com vocês nossa aventura, porque quando eu estava pesquisando pra fazer a viagem, não encontrei nenhum relato de pessoas que tivessem feito esse trajeto que nós fizemos de carro, e eu queria tanto saber das condições da estrada, do combustível e tal, espero ajudar quem venha a ter a mesma ideia que nós tivemos. Não sei dizer se a nossa viagem foi no estilo mochileira, mais o nosso objetivo era conhecer e curtir o máximo possível, gastando o menos possível, já que a nossa reserva de dinheiro não era tão grande, e posso dizer que a missão foi cumprida com sucesso!!
      Nós já tínhamos ido pra Maragogi a três anos atrás, mais de avião, alugamos um carro e foi então que a ideia surgiu, porque não ir com o nosso carro? Teríamos mais liberdade e mais tempo pra conhecer a região. Demoraram três anos pra ideia sair do papel.
      - O planejamento
      eu fiz o planejamento inteiro da viagem em sites como:
      mapeia.com, qualp.com, rotasbrasil.com
      na verdade eu fazia a rota em todos eles pra comparar a diferença, e posso dizer que eles foram BEM fiéis, tanto nas contas de pedágio, quanto no cálculo de combustível.
      -O carro
      O Zé é um Ford Del Rey ano 89/90, motor 1.8, original a álcool. O motor dele é original, nunca foi refeito nem nada do tipo,  mais é um carro conservado, o Mauricio é músico, então nós já percorremos toda a região aqui do interior de sp e do norte do paraná com ele, e ele nunca nos deixou na mão até hoje!  Mais é claro que nós fizemos uma boa revisão antes de pegar estrada
      - Os gastos
      Quando eu fiz o planejamento, eu joguei o valor do combustível como padrão R$3,50 (lembrando que o Zé é a álcool) e colocando que o Zé faria 10 km/L. pra não ter sufoco e ficar com um orçamento acima dos gastos.
      - A estrada:
      Nosso maior medo era pegar estradas ruins, porque pelo nosso trajeto nós iríamos cruzar o sertão do nordeste. Gente as estradas são incrivelmente ótimas! A maioria dos pedágios que nós pegamos foi em São Paulo, no Nordeste mesmo acho que pegamos no máximo uns 4. Alagoas, Sergipe, Bahia todos com estradas muito boas, quase todas duplicadas e aonde não é duplicada, eles estão duplicando, se pegamos 100km de estrada ruim foi muito. Infelizmente a pior parte da estrada é em Minas Gerais, porque a pista na grande maioria é simples, com muitos radares, chegava a ter radar de 40 km/h na estrada, no meio do nada,  pegamos trechos de 180km com muitos buracos, estradas estreitas sem acostamento, com plantação dos dois lados, não é um trecho que eu aconselho passar anoite (apesar de que nós passamos) por ser muito isolado. Mais passando essa turbulência em Minas, o resto foi ótimo!
      1º DIA 
      1.146 km
      Ourinhos SP a Montes Claros MG
      Como enchemos o tanque em Ourinhos com álcool a 2,60
      tivemos uma boa economia no combustível, apesar de que o álcool em Minas Gerais ainda tava com um preço razoável pegamos uma promoção em Araxá onde o álcool tava R$2,85. A Vivo não pega muito bem em MG..chegamos a andar 200km sem sinal de internet.
      Pedágio: R$ 59,70 
      Combustível: R$ 320,00 (aproximadamente)
      Hotel: R$ 105,00 (Ficamos no Lessa Hotel..um ótimo custo benefício, eu reservei pelo Booking)
      Rota:
      Ourinhos
      Santa Cruz do Rio Pardo
      Bauru
      Jaú
      Araraquara
      Ribeirão Preto
      Franca
      Araxá
      Patos de Minas
      Pirapora
      Montes Claros
      2º dia
      Montes Claros MG a Maracás BA
      694 km andados
      R$ 210 mais ou menos, abastecemos em Montes Claros (2,65$)
      Não teve nenhum pedágio
      Hotel Vale Aprazível - 85$ a diária, jantamos em um restaurante bem simples, mais com uma comida maravilhosa do outro lado da rua do Hotel, por 15$
      A intenção era ir até Feira de Santana na BA, mais aconteceu uma falha na nossa revisão e nós esquecemos de ver a homocinética do lado esquerdo do carro, confundimos porque trocamos a direita, mais a esquerda não e ela quebrou em Maracás - BA.
      Então dormimos por lá mesmo, enquanto arrumava o carro (que por incrível que pareça ficou barato, o mecânico cobrou 100$ de mão de obra pra trocar a homocinética e a barra de direção que estava com folga)
      Rota:
      Montes Claros
      Cap. Eneas
      Janaúba
      Porteirinha
      Mato Verde
      Monte Azul
      Espinosa
      Urandi
      Guanambi
      Caetité
      Brumado
      Maracás
      3º Dia
      Maracás a Aracaju
      546 km
      Combustível: 170$ (3$)
      Hotel: 120$ pior custo benefício da viagem
      Pedágio: 9$
      Era para ser o último dia do trajeto, mais perdemos muito tempo parados em Maracás pra arrumar o carro, então só conseguimos ir até um pouco depois de Aracaju, porque saímos de Maracás quase meio dia, dormimos em um hotel que nem vale a pena comentar de tão ruim que era um pouco depois de Aracaju, só pelo cansaço mesmo. 
      Rota:
      Feira de Santana
      Alagoinhas
      Esplanada
      Estância
      Aracaju
      4º Dia
      Aracaju a Maragogi
      402 km
      Combustível: 140$ (3,40$)
      Sem pedágio
      Entrando em Sergipe e Alagoas o preço do álcool já fica mais caro, em média pagávamos mais ou menos R$3,40 no álcool, quando dávamos sorte encontrava algum posto por R$3,20. Passamos em Maceió e chegamos em Maragogi na parte da tarde.
      Hospedagem:
      Como eu queria ter liberdade em relação a quantidade de dias para ficar, aluguei uma casa, era um sobradinho a umas duas quadras da praia, paguei R$ 700,00 por 15 dias, achei que compensou, porque diferente do hotel, eu poderia fazer janta, café da manhã pra economizar.
      Passeios:
      Nós não tinhas uma programação muito definida, porque a gente queria mesmo era curtir sem pressa, então de manhã a gente ia pra uma praia, ai o tempo fechava (porque Abril é época de chuvas lá e nós pegamos muitas!) a gente pegava o carro e subia pra Pernambuco onde o tempo tava aberto e assim ia. Mesmo com chuva deu pra aproveitar, o mar ainda é azul (não tanto como em dia de sol) e a água continua morna.
      Dicas:
      Maragogi não tem muita agitação noturna, o que pra nós era ótimo porque a gente queria sossego mesmo, tem lugares que da pra você comer bem e barato, nós costumávamos ir em um restaurante que tinha sopa e pagávamos 10$ na sopa.
      Da pra curtir muito, sem gastar tanto. Por exemplo:  eu queria ir na praia de Carneiros (vá!! É uma das praias mais lindas)  pesquisei, pesquisei e o melhor acesso pra mim seria pelo Bora Bora, (que é considerado muito caro), mais você não precisa necessariamente consumir nada lá dentro, então nós pagamos 30$ de estacionamento, eu coloquei alguns lanchinhos na mochila, passamos o dia nas piscinas naturais (levamos nossa máscara e snorkel pra não ter que alugar), fomos apé até a famosa Igrejinha, sentamos na sombra do coqueiro pra comer, e ainda podia usar a estrutura toda do Bora Bora (banheiro, rede, sofá, ducha, etc ) pelos simples 30$ que nós pagamos.
      Cuidado em Porto de Galinhas, lá é lindo, mais tem sempre alguém te vendendo alguma coisa, pergunte o preço de tudo ANTES de comer, ou até olhar., eu levei uma facada pagando 35$ porque experimentei uma ostra antes de perguntar o preço, morguei nessa. As cadeiras na beira da praia você paga 30$ no guarda sol e mais 10$ por cadeira, ou você pode consumir alguma coisa do cardápio (não tinha nada menos do que 70$) e não pagava as cadeiras, nós bobeamos nessa também.
      Primeiro porque pagamos por um estacionamento, com banheiro e ducha, e quando chegamos lá o banheiro era público! Segundo porque perto da praia, perto dos estacionamentos, tem barraquinhas, que deixam você colocar suas coisas sem cobrar nada por isso. E no calçadão a comida é MUITO mais em conta, tinha refeição, lanche, por 10$ bem barato mesmo.
      Nós escolhemos apenas um passeio caro,  que foi o mergulho em Porto de Galinhas, pagamos 160$, pra gente que nunca tinha mergulhado valeu muito a pena, os instrutores eram bem pacientes, explicaram tudo, passaram segurança.
      Não fizemos o passeio pras Gales de Maragogi porque já tínhamos feito 3 anos atrás.
      Antunes continua linda, maravilhosa! Mais o movimento de 3 anos atrás nem se compara com o movimento de agora, muita gente, muitas barraquinhas, muitos guarda-sol, mais é só andar um pouco que você encontra um cantinho com paz, sem movimento.
      Barra Grande é tão linda, tão azul quanto Antunes, e tem menos movimento.
      Cuidado na Praia de Peroba, nós ficamos em uma barraquinha que tinha lá, pedimos um peixe, estava escrito na lousa 25$, comemos, fomos pro mar. Quando voltamos e fomos acertar, a senhora dona da barraquinha tinha apagado e colocado 50$ quando questionamos, ela disse que havia errado no valor.
      Se puder vá até Olinda, Recife, tem centros históricos incríveis, que valem a pena a viagem!
      Cuidado com o que você come, e bebe, eu peguei uma intoxicação alimentar feia, fiquei 4 dias como rainha literalmente, mais não deixei de curtir, apenas tinha que procurar praias que tinham alguma barraquinha com banheiro hahahaha, fiquei desidratada, tive que ir no UPA de Maragogi, e fui muito bem atendida! O bom é que os remédios nas farmácias de lá eram muito mais baratos do que na minha cidade.
      Depois desse relato imenso, só posso dizer uma coisa: gente..vai !! Se aventura, vivencie isso porque olha, foi demais, foi a realização de um sonho!! O nordeste é incrível, nós cortamos o sertão mesmo, e foi uma coisa que me tocou demais, me mudou como pessoa, ver aquelas casinhas humildes, muitas de barro, com cisternas pra captar a água da chuva, isoladas no meio do nada, sem supermercado, sem cidade, sem nada por perto, mais as pessoas tinham um sorriso no rosto, um sorriso na alma, que marca qualquer um!!
      E pra finalizar, nós não somos blogueiros e nem temos nenhum conteúdo profissional, mais se alguém tiver curiosidade de ver a jornada eu gravei alguns stories e tão salvos lá no instagram: @naestradacomze 










    • Por Carol.Barbosa94
      Olá, 
      Aqui vou descrever sobre os meus gastos e como foi a minha viagem ao Chile do dia 02 a 10 de Outubro de 2019. Fora da temporada de neve, porém, com uma beleza encantadora.
      Vou deixar meus insta aqui pra quem quiser mais informações: @barbosa_carolin
      Passagens Aérea (ida e volta):
      R$ 709,00 Guarulhos x Santiago
      R$ 239,00 Santiago × Calama
      Companhia SKY Airline (comprei pelo site Maxmilhas). É possível encontrar bem mais barato, mas comprei muito em cima da hora hehe...
       
      Cambio:
      Comprei $25.000 pesos no aeroporto de Santiago, a cotação é ruim, mas é melhor que trocar no Brasil e saiu por 153 pesos por real. Então gastei R$ 170,00 (com uma taxa de $1.043,00 pesos incluso, que é cobrado na casa de câmbio do aeroporto)
       
      A conversão é feita assim: o total de pesos que você precisa dividido pela cotação do dia. 
      Ex: 26.043,00 ÷ 153 = R$ 170,21
      Sugiro trocar no aeroporto só o que for usar para o transfer.
      Transfer Aeroporto x Hostel (ida e Volta)
      De Calama p/ San Pedro leva em média 1h30 de viagem e o transfer é tabelado e custa $20.000 pesos ida e volta com desconto. (Só ida ou volta $12.000)
      Do aeroporto de Santiago até o hostel no centro ida e volta com desconto ficou por $13.320,00 pesos. (Só ida ou volta $7.400)
       
      Total Transfers: R$ 210,00
       
      Hospedagens:
      Em San Pedro de Atacama, fiquei no Tiny Hostel, super limpo e organizado e perto de tudo. 29.300 pesos (R$ 174,40) por 3 dias e meio e não paguei os 19% do IVA porque apresentei o PDI e identidade.
      Em Santiago, fiquei no Hostal Yungay localizado no centro e indicado para quem busca mais tranquilidade a noite. O custo foi bem parecido com de Atacama, porém foram 05 diárias por 29.400 pesos. Devido a diferença de cãmbio o meu gasto foi de R$ 175,60.

      No Total, gastei R$ 350,00 para 08 diárias.
       
      Passeios:
      1° Dia - Valle de la Luna: É um tour maravilhoso, com paisagens incríveis, passando pelas dunas e mais alguns pontos famosos como as 3 Marias. Geralmente feito na parte da tarde e encerra com um lindo pôr do sol. 
      2° Dia - Lagunas de Baltinache: São 7 lagunas simplesmente lindas!!! Fiquei encantada com aquele lugar, pode entrar na primeira e na última Laguna, água extremamente salgada e gelada rsrs... Também encerramos com um pôr do sol maravilhoso.
      A noite fiz o Tour astronômico. Super recomendo. 
      3°  Dia - Piedras Rojas e Lagunas Antiplanicas: Pra quem não sabe, a entrada na Piedras Rojas está fechada, podemos ir apenas até o mirante, mas é um passeio fantástico também, só o caminho até chegar lá já faz valer a pena. Muitas histórias, vegetação, animais. Ainda passamos pela placa de  Capricórnio. Nas Lagunas de Miscanti e Miñiques pudemos ver um pouco mais de perto os vulcões com o mesmo nome. Paisagem que parece uma pintura de tão lindo que é.
      4° Dia - Deixei livre para conhecer um pouco mais de San Pedro e fazer algumas comprinhas de lembrancinhas. No seu dia livre pode alugar uma bike também para desbravar um pouco mais.
       
      Todos os passeios em San Pedro de Atacama ficaram por 87.500 pesos. (R$ 520,00) o pacote fechado com a mesma agência "Tour Connection" que super indico, os guias são maravilhosos. Agora vamos seguir para Santiago onde fiz os passeios com a Agência Bora Pro Chile Br e recomendo muito, excelente atendimento e acompanhamento do inicio ao fim de cada passeio.
       
      5° Dia - Manhã livre no centro, fiz a visita guiada no Palácio de la Moneda agendei Com 1 mês de antecedência e assisti um pedaço da troca de guardas e conheci a Catedral.
      Na parte da tarde fui com a agência na Vinícola Undurraga. É simplesmente linda. 
      6° Dia - Viña Del Mar e Valparaíso. Que lugar lindo, alegre e cheio de Cores e arte. Não deixe de conhecer, é um dos principais passeios.
      7° Dia - Portillo. O passeio mais esperado por  mim. Que paisagem linda do inicio da estrada até a fronteira com a Argentina. Paisagens de quadro. Vale muito a pena conhecer, aquela Laguna del Inca é surreal!!
      8° Dia - Vale Nevado & Farellones Sunset (Esse eu fiz com a agência Morandé) Pra quem assim como eu é apaixonada por montanha e pelo pôr do sol, esse passeio é super recomendado. Mesmo sem neve foi incrível.
       
      Todos os passeios em Santiago ficaram por 105.000 pesos (R$ 600,00) fechando os 3 primeiros com a mesma agencia e o ultimo com uma agencia diferente.
       
      Total com passeios e tickets de entradas R$ 1.120,00
       
      Alimentação:
      A média que estabeleci para refeição foi de 12.000 pesos por dia, mas gastei bem menos. Como alguns passeios oferecem café da manhã, teve outro que oferecia almoço, então acabei economizando. Ao todo gastei R$ 545,00 em refeições. Lá existe os pratos prontos com entrada+prato principal+sobremesa por 4.000 pesos, McDonalds, Subway ou o famoso La Piccola Italia, são opções bem econômicas para comer.
       
       
      GASTO TOTAL DESSA VIAGEM: R$ 3.173,00 









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