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mazinhaaa

Chapada Diamantina [relato]

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Em meio ao sertão da Bahia, eis que surge um paraíso natural, todo verdinho, com rios de águas geladíssimas e uma paisagem de tirar o fôlego. Praticamente um mandacaru que, em plena seca, floresce: o Parque Nacional da Chapada Diamantina.

Como já estávamos na Bahia visitando a família do meu namorado, fomos para a Chapada de carro. Nos hospedamos na Casa Colonial, na cidade de Lençóis (a melhor cidade-base na nossa opinião, bem no início do Parque). O hotel é muito bem localizado, na praça principal da cidade. Apesar de ainda precisar de certos ajustes pode ser bem novo, foi uma ótima relação custo-benefício. Café da manhã caseiro e bem farto, funcionários super simpáticos e o conforto do quarto foram pontos positivos. Voltarei a me hospedar lá sem dúvida.

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Fachada do hotel Casa Colonial

 

Check-in feito, foi hora de andar pela cidade, comprar os copinhos de shot (que aqui são chamados de copos de cachaça) pra nossa coleção e arranjar um lugar para comer. Paramos no restaurante Grisante. Cerveja gelada e um ótimo parmegiana a preço justo. Super indicado. Depois, fomos dormir que o dia seguinte prometia.

Saímos cedinho do hotel rumo a Fazenda Pratinha, localizada no município de Iraquara, a cerca de 75km de Lençóis. O valor da entrada é de R$40,00. Eu particularmente achei o preço bastante salgado para o que é oferecido: visita à Gruta Azul, Gruta Pratinha e banho no Rio Pratinha. O lugar é maravilhoso e a água quase transparente. Mas tudo o mais que você for fazer lá dentro é pago a parte: tirolesa (R$20,00), flutuação (R$40,00), stand up, caiaque e pedalinho (R$20,00 cada) e fotos subaquáticas (valor a combinar). O estacionamento não é pago, mas tem um flanelinha (até aqui!) que cobra uma “ajudinha”. Almoçamos por lá mesmo. A Fazenda possui um restaurante e uma lanchonete, bem como uma bela loja de artesanatos. Os banheiros e vestiários são limpos e existe uma pousada para quem quiser pernoitar no local.

Gruta da Pratinha
Rio Pratinha

 

Depois do almoço, foi hora de conhecer o Morro do Pai Inácio. Na base do morro há um estacionamento gratuito e uma barraquinha de caldo de cana, lotada de gringos. Um simpático guia na entrada nos cobra a taxa de R$6,00, que é para manutenção e proteção ambiental. A trilha, apesar de curta, é de dificuldade moderada, com muita subida em meio a pedras e rochedos. Mas o esforço é recompensado com uma das paisagens mais lindas que eu já vi. A visão da Chapada é de 360°, até onde os olhos alcançam. Além disso, de tempos em tempos, um guia do local conta a lenda que deu origem ao nome do morro, com direito a um pulo lá de cima. É ver pra crer.

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Vista do alto do morro do Pai Inácio

 

 

No dia seguinte, fomos logo pela manhã ao Rio Mucugezinho, onde está localizado o Poço do Diabo. Paramos o carro e logo veio o guardador cobrar os R$10,00 para estacionar. No Mucugezinho não é cobrada taxa de entrada. Existe uma loja de artesanato e um belo restaurante de comida caseira (gastamos R$50,00 com bebida para duas pessoas).

O rio se encontra logo no início da trilha. Tem local para banho e descanso. A água não corre rápido, o que é ideal para famílias com criança. Existe a oportunidade de fazer tirolesa e rapel, pagos a parte. Descendo a pé pela trilha por mais 15 minutos, chegamos ao Poço do Diabo. A água com cor de Coca-Cola estava muuuuuito gelada, apesar do forte calor. Não é aconselhável saltar das pedras no Poço, pois existe uma infinidade de rochas no fundo do rio.

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Poço do Diabo visto de cima

 

Em todos os passeio, há a escolha de contratar um guia. Realmente não achamos necessário e fizemos todos por conta própria. Saindo do Mucugezinho após o almoço, fomos até a Cachoeira da Fumaça. Ou tentamos ir. Porque nenhum de nós se atentou ao horário. A trilha de 12 km é indicada para ser iniciada até as 13h por conta do horário do pôr do sol. O orientador do início da trilha não nos barrou, mas desaconselhou que subíssemos nessa dia, com risco de descermos já a noite.

Voltamos então no dia seguinte e fizemos todo o percuso. São 6 km de subida com alguns mirantes e paradas para descanso. Depois de 2h horas, chegamos ao alto da Cachoeira da Fumaça, com seus impressionantes 340 metros de altura, o que a torna a segunda maior queda d´agua brasileira. A Cachoeira tem esse nome porque a água evapora antes de tocar no chão. E a impressão que dá é a de que ela vira fumaça. Infelizmente não estava chovendo muito na região e a quantidade de água era bem pouquinha.

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340 metros de queda d´água

Outros relatos de viagem no meu blog mmviaja.wordpress.com

  • Gostei! 1

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Farei em um dia seu Roteiro... Pratinha c paí e Muguzinho... E no Segundo Arredores de lençóis.. Como Ribeirão do meio e outros q n recordo.. Muito bom.. Parabéns! 

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O lance da pratinha eh tudo dinheiro.. Qlqer coisa paga.  Eh o ponto mais"mercenário " Mas n sei se o local eh privado.. Parece ser! 

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      Pegamos outro Uber para pegar o ônibus (as 23:00) sentido Lençois na Chapada Diamantina. 
      Empresa de onibus: Rapido Federal (https://passagemrapidofederal.com.br/ )
      Preço: 108,00 (compramos antecipado e pagamos alguma taxa de conveniência, tem que ir no guichê para pegar a passagem, se informe sobre o hr de funcionamento)

       
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      Guia: Nina (77 8111-5477 - @nina__guia são 2 underlines)
       

      Dia 6 - Capão (cachoeira da fumaça por cima)
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      Chegando em Capão, fomos para a estadia Sempre viva, algum dos amigos que fizemos na viagem  nos indicou e depois nos encontramos com o nosso guia do Pati (Val - contato vou colocar mais pra baixo, quando for falar do pati). 
      A comunicação no vale do Capão é bastante dificil, já que não tem sinal de celular. Basicamente tem que achar um wifi para se comunicar.

      Passeio: Para chegar na cachoeira da fumaça é preciso fazer uma trilha (cerca de 1h30), antes de subir é necessário assinar um livro de controle (para saberem se todos que foram, realmente voltaram) e se quiser, pode contribuir com qualquer valor para a preservação do lugar.
      O inicio da trilha é bem Ingreme, mas depois a trilha é pana e tranquila. Tente ir pela manhã, para fugir do sol quente.
      Existe um horario limite para iniciar a trilha, 13h. O horário é para dar tempo de subir, apreciar e voltar antes de ecurecer.

      Estadia: Sempre viva (40,00) - Acomodação boa, custo beneficio OTIMO. 40 reais por pessoa por quarto privado. Caso for fazer o vale do pati, a acomodação cobra 10 reais para guardar a bagagem e permite banho na volta.
      Não encontrei a acomodação no booking


       
      Dia 7 - Pati (Cachoeirão por cima)
      Saímos cedo em direção a guiné, por onde dariamos inicio a travessia do Pati (entramos por Guiné, por uma subida chamada Aleixos e saímos por Capão). Passamos em palmeiras para o guia (Val, que recomendo MUITO (075) 99167-6817) fazer as compras dos lanches para os 4 dias, ele carrega tudo no mochilão, e nós só precisamos levar nossos proprios pertences na mochila pequna (usei uma de 30L). 
      Como você vai carregar o peso nos dias em que estiver fazendo o pati, economize no peso, evite coisas desnecessárias.
      Devolvemos o carro em guiné, na entrada da trilha. Isso ajuda DE MAIS na logística e na economia, fazendo desse jeito você não paga transfer para guiné e nem paga o carro durante os dias que estiver no pati. 
      Vai ter que pagar uma taxa de devolução extra por devolver em guiné, mas acaba compensando. 
      Foram 4 dias de trilha que o carro ficaria parado, a diária do carro é 140, ou seja, economizamos 560 reais. Para devolver o carro em guiné, pagamos 130,00 mas isso nos economizou o transfer, então um abateu o outro. (Essa foi uma baita dica p vc economizar uns dins hehe)

      Nosso roteiro esse dia foi: Guiné (aleixos), cachoeirão por cima, descida pela fenda e pernoite na casa do Sr Eduardo. Esse é um roteiro que poucas pessoas fazem, achei a fenda uma trilha perigosa devido aos buracos disfarçados com mato. Andamos cerca de 18Km, subida íngreme no aleixos e descida muito íngreme na fenda (não recomendo fazer o caminho inverso, subindo a fenda).
      A caso do Sr Eduardo é bem simples se comparada com a igrejinha. A comida é deliciosa.

       
      Dia 8 - Pati (Cachoeira dos funis)
      Saímos não tão cedo da casa do Sr Eduardo sentido igrejinha passando pelo poço da árvore e funis. cerca de 15 km percorridos, caminhada tranquila. Foi um dia para tomar banho de cachoeira e relaxar. Não achei as cachoeiras nada MUITO impressionante. Mas foi um dia gostoso pra curtir com calma.
      Neste dia o val (guia) cozinhou o jantar. 
      A igrejinha é uma das estadias mais conhecidas, por ter fácil acesso. E em consequência também é bastante cheia.
      Ali tem alguns banheiros com água quente (o guia só me avisou depois que eu já tinha tomado banho gelado kkk) 

       
      Dia 9 - Pati (Morro do castelo)
      Percurso esse dia foi Igrejinha - Sr Wilson (para deixar o que não iriamos usar. É caminho)  - Morro do castelo - Sr Wilson. Total de +- 14KM, porém subida forte na ida e descida forte na volta. Apesar do percurso íngreme, não foi um dia cansativo.
      Morro do castelo tem 3 mirantes, um deles está sendo estudado e talvez seja fechado (por risco de queda de placas de pedra). 
      Nesse dia é necessário lanterna, pois para acessar os mirantes se passa por dentro do “castelo” através de grutas, a lanterna do celular dá, mas uma de cabeça é o ideal. A caminhada nesse dia é bastante protegida do sol.
      O morro do castelo tem vistas IMPRESSIONANTES, com certeza é um dos lugares imperdíveis do pati.
      A casa do Sr. Wilson tem ótima recepção e tem o que julgamos a melhor comida do vale (não que as outras foram ruins, mas aqui a comida foi espetacular).
       
       
      Dia 10 - Pati (Gerais)
      Percurso: Casa do Sr wilson - capão (saindo pela bomba). Esse dia a caminhada é MUITO exposta ao sol, já saímos do vale e andamos vários KMs por cima. Caminhada total é de 22KM. Dia bastante cansativo. O visual por cima do pati é bastante bonito.
      Ao terminar a trilha na bomba, precisamos contratar um transporte para chegar ao vale do capão, caso contrário seriam mais 7 KM de caminhada. Logo que acaba a trilha tem um bar/lanchonete, o guia pediu para a atendente chamar o responsavel pelo transporte (que aparentemente mora ali perto).
      Chegando no vale, jantamos e fomos rapidamente para a estadia bem estar tomar banho e pegar o restante das malas. Dali pegamos um trasnporte para palmeiras (15,00)  e de palmeiras pegamos o ônibus para salvador.
      Empresa de onibus: Rapido Federal (https://passagemrapidofederal.com.br/ ) Preço: 94,00

       
      Dia 11 - Salvador (Turistando)
      Chegando em salvador, pegamos um uber e fomos para o hostel (que procuramos no onibus). Alguns amigos que fizemos na viagem nos indicaram ficar no bairro Rio Vermelho, um bairro bohemio de salvador (compararam com a vl Madalena em SP).
      Estadia: The Hostel (40,00), fica no bairro Rio vermelho, Hostel é bom, tem piscina e café da manhã. Não deu para avaliar tão bem, já que ficamos só 1 noite.Mas as acomodações no geral são MUITO boas.
      http://bit.ly/TheHostelSalvador

       
      Passeio: Fizemos um tour por conta própria, de uber.
      Saímos do Hostel - Basílica senhor do bonfim - Sorveteria ribeira (não achei que vale a pena, tem uns sabores diferentes mas nada de maaais) - Pelourinho, elevador lacerda, mercado modelo (almoçamos por la, tem 2 restaurantes com visual legal e preço “ok”) - Por do sol no farol da barra (imperdível)
      Durante o dia ficamos em dúvida se iríamos ou não para morro do SP no dia seguinte ou ficar um dia a mais em salvador. Por fim decidimos ir no dia seguinte e fechamos translado para Morro de SP (umas 21h) com a cassi turismo por 90,00 (negocie, pois as vezes cobram mais caro.)
      Comida: Acarajé da dinha, é um ótimo local para experimentar a comida típica. Tem um quiosque pertinho do hostel.

       
      Dia 12 - Morro de SP (Praia de Gamboa)
      A empresa Cassi turismo passou nos buscar cedinho no hostel (6h30, se não me engano. Perdemos o café) com uma van. Fomos levados para um local onde acertamos o valor do transfer e pegamos uma balsa para fazer uma travessia, depois da travessia pegamos um ônibus e então uma lancha rápida (esse percurso é fácil de achar detalhado na internet)
      Esse modo é chamado de semi-terrestre. Julgamos ser a melhor opção para chegar em morro de SP, devido principalmente aos horários. A empresa cassi turismo você encontra por TODO CANTO de salvador. 
      Chegando em morro de SP várias pessoas vão oferecer para levar a sua mala, a primeira subida é MUITO íngreme, depois é mais tranquilo. Vai de cada um julgar a necessidade de pagar ou não (nós não pagamos, até pqe nem sabíamos onde íamos ficar qnd chegamos).
      Depois de passar algum perrengue procurando estadia, fechamos com a pousada tranquila uma indicação de uma amiga que já tinha visitado morro de SP
       
      Estadia: Pousada tranquila 110 o quarto com 4 e 3 lugares (negociado na hora), tivemos que mudar de quarto no meio da estadia. Pousada com ótimo custo x beneficio, fica na frente do mar na terceira praia (da pra ver o nascer do sol do quarto, se ficar no quarto de 4 pessoas). Pousada conta com bom café da manhã (com vista para o mar). Recomendo muito a estadia!
      http://bit.ly/PousadaTranquila

       
      Passeio: Passado algum perrengue para fecharmos a estadia, deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia de Gamboa (praia da argila), fomos de barco e voltamos andando (a caminhada não é longa, mas é necessário ficar atento a tábua das marés). Passamos o restante do dia relaxando na praia de gamboa em um dos quiosques.
      Jantar: Lá tabla. o Nhoque é otimo e bem grande. Vale a pena.
       
       
      Dia 13 - Morro de SP (Caminhada pelas praias)
      Passeio: Andar pelas praias - Fomos até a quarta-praia, a maré estava já bastante alta e mesmo assim a praia é bonita. A quarta praia não oferece tanta estrutura quanto a segunda e primeira. 
      As piscinas naturais ficam logo no comecinho (onde tem umas árvores que dividem a terceira da quarta praia), depois passamos o dia em um quiosque da segunda praia.
      Mais pro fim do dia subimos na tirolesa, o visual é incrível. Vale a subida mesmo para quem não for descer de tirolesa. Eu desci a tirolesa e por mais que digam que é a mais alta do BR, não achei nada de mais (não da muita adrenalina). Não achei que vale os 60,00.
      Próximo da tirolesa existe um mirante do por do sol, vale muito a pena! É de graça e tem o mesmo visual da toca do morcego (onde é pago para entrar).

       
      Dia 14 - Morro de SP (Piscinas naturais de Garapua)
      Passeio: Garapua. O passeio é feito de 4x4, passa também pela quinta praia (na ida ou na volta). O melhor do passeio é curtir as piscinas naturais (onde fica um bar flutuante), o ideal é evitar horário de pico, e ir na maré baixa. Quando tem muita gente, a água fica turva (devido as pessoas revirarem a areia do fundo do mar) e fica uma sensação de superlotação. 
      O acesso as piscinas naturais é feita com um barco bem simples e quando desejar retornar, tem uma ótima estrutura de quiosques para curtir o dia ainda na praia de garapuá.
      Custo do passeio foi de 80,00 Reais

       
      Dia 15 - Morro de SP
      Passeio - Volta a ilha, esse foi o que achei o melhor passeio. É um passeio feito de lancha, passa nas piscinas naturais de garapua (a msm que fomos no dia anterior), nas piscinas naturais de moreré, para por algum tempo na ilha de boipeba e para em um bar flutuante.
       
      *Dica que não encontrei em lugar nenhum: Esse passeio pode ser utilizado como meio de travessia de morro de SP para valença (foi o que fizemos), na última parada tem a possibilidade de tomar um banho e trocar de roupa. É necessário levar as malas para o passeio e o barqueiro guarda em um compartimento do barco. Negocie isso antes de fechar o passeio. O banho é completamente sem luxo, mas pra quem viaja no estilo “mochileiro” deve estar acostumado com isso. 
       
      Nesse dia pegamos um ônibus para porto seguro com duração de 09h de viagem (dormimos no onibus)
      Empresa: https://www.aguiabranca.com.br Custo: 109,36

       
      Dia 16 - Trancoso (Caminhada + Praia dos nativos)
      Chegando na Rodoviária de porto seguro pegamos um Uber para a travessia para Arraial d’ajuda, depois de atravessar pegamos um onibus para trancoso (acredito que a van seja mais rápida). Os horários e preços de van/ônibus é facilmente encontrado em uma pesquisa no google.
      Chegando em trancoso e passado algum perrengue (de novo) para decidirmos onde ficar, deixamos as coisas na pousada e fomos para a praia. 
      Andamos bastante para o sentido norte e depois voltamos para a praia dos nativos. Surpreendentemente os quiosques lá fecham cedo (começaram a fechar por volta das 15h30).
       
      Estadia: Pousada campestre (150,00) - Café da manha MUITO bom, o melhor da viagem toda. Boa localização (bem perto do quadrado, 5minutos andando). Preço negociado na hora, quarto para 3. O preço para reserva era mais alto. 
      http://bit.ly/pousadaCampestre



       
      Dia 17 - Trancoso
      Passeio: Neste dia fizemos uma caminhada para o lado sul, chegando até itaquena. São cerrca de 8 KM de caminhada cada trecho. Pelo caminho se passa por  itapororoca. Na maré baixa em Itaquena se formam corais MUITO bonitos. Importante falar que nesse trecho não tem quiosques ou ambulantes. Leve água e comida. 

       
      Dia 18 - Caraiva (praia do espelho)
      Passeio: Nesse dia o plano era ir para a praia do espelho, como o taxi custaria 350,00, decidimos alugar um carro (alugamos na Localiza).
      A praia do espelho esta entre as praias mais bonitas de toda a viagem, na maré baixa são formadas piscinas naturais lindas e as faléias dão um visual bem diferente. As águas são cristalinas e calmas. Com certeza é um lugar que não se pode deixar de conhecer se estiver na região. 
       Depois da praia do espelho, nosso destino foi Caraíva, onde não é permitido entrar de carro (até pqe as ruas são de areia). Mesmo assim, pelos nossos calculos acabaria compensando, já que economizaríamos o taxi + o transporte para caraiva.
      Nosso plano era ficar 2 dias em caraíva (1 noite), gostamos tanto que acabamos ficando 3 dias e 3 noites. Quanto mais tempo for ficar em caraíva, menos compensa alugar carro, pois o carro ficará parado. Os transportes de caraíva não tem horários muito bons, acaba perdendo metade do dia. Os horários são facilmente encontrados na internet. Transfers costumam ser bem caros (cerca de 300,00)
      Passamos MUITO perrengue para encontrar estadia em caraíva. Fomos pegos de surpresa, pois estava acontecendo um festival (novo mundo) e estava tudo cheio. No fim, deu td certo
       
      Estadia: Hostel Aruanda (40,00) - Se caraíva tem uma vibe FODA, o hostel aruanda tem ainda mais. Você vai ficar com saudades do hostel.
      É um estilo bem hostelzão mesmo, sem luxo. Fica próximo ao desembarque da travessia de barco. 
      http://bit.ly/Aruanda_Hostel

       
      A noite em Caraíva é um atrativo a parte. Sempre muito animado e pelo que nos falaram, cada dia tem um role, que não costuma acabar tarde. Porém depois que o role acaba, o pessoal faz tipo um luau com voz e violão. MUITO MASSA!
      Caraíva tem uma bebida “típica” chamada Netuno, é uma bebida feita com gengibre, muito famosa por la. A bebida lembra catuaba, porém, de gengibre. Custa 10,00 a garrafa. O que não é tão comum saber, é que existe o netuno preto e um outro branco/transparente, menos famoso. O mais claro tem o gosto de gengibre mais forte.
      A cidade tem o clima roots e jovem. 

       
      Dia 19 - Caraiva (Ponta do corumbau)
       Passeio: Ponta do corumbau. É um passeio feito de buggy (90,00 por pessoa), na maré baixa é formada uma ponta mar adentro. Antes de acessar essa praia você para em um lugar que vende vários artesanatos feitos por índios (colares, pulseiras etc), é muito mais barato aqui do que em trancoso ou Arraial d’ajuda. Nesse passeio você sai cedo e volta no fim da tarde. 
       
      Nós precisamos trocar de estadia, já que não havia vaga no hostel aruanda. Fomos procurar e surpreendentemente encontramos fácil uma pousada (bastante boa)
      Estadia: Pousada da Angélica (170,00) - Preço negociado na hora, boa instalação, bom wifi. Preço de quarto para 3. Praticamente de frente pro muro “sorria, voce esta em caraiva”
      Não encontrei nem no booking e nem no air bnb


       
      Dia 20 - Caraiva (Praia do Satu)
      Passeio: Caminhada praia do Satu. Caminhando para o lado norte da praia (é preciso atravessar o rio), você vai chegar na praia de satu (a caminhada não é tão longa, mas foi cansativa). Na maré baixa se formam piscinas naturais. Existem 2 rios, o primeiro de agua escura e o segundo de água verde. Esse de água verde tem argila que o pessoal passa no corpo como tratamento estético (essa info não achei em lugar nenhum quando pesquisei)

       
      Dia 21 - Arraial D’Ajuda (Praia de mucuge)
      Saímos cedo de Caraíva para devolver o carro em Trancoso e pegar a van para Arraial D’Ajuda.
      Chegando em Arraial d’ajuda fomos para o hostel que pesquisamos na van durante o trajeto Trancoso-Arraial. 
       
      Estadia: Pousada Mikaela. A dona é muito simpática e a pousada muito aconchegante. Fica bem localizada, a 7 minutos andando da rua “Brodway”. O café da manhã é muito bom, com tapiocas feitas na hora :9
      http://bit.ly/Pousada_Mikaela


       
      Passeio: Nesse dia ficamos na praia do mucugê (é a mais próxima). A praia é bem bonita e movimentada. Para ficar no guarda-sol e cadeira dos quiosques é cobrado uma consumação “da cozinha” ou seja, exigem que você almoce no local. Com muito custo conseguimos negociar uma consumação de 30,00 por pessoa independente se fosse um pedido de prato ou não.

       
      Dia 22 - Arraial D’Ajuda (Taipe)
      Passeio: Taipe. Tiramos o dia para relaxar, já que era o ultimo que poderíamos aproveitar da viagem.
      Decidimos não ir andando e pegar um transporte, nos foi falado que por ali era fácil de conseguir transporte, mas não foi assim. Foi bem difícil, pois não é caminho das Vans/onibus. Com algum tempo de espera conseguimos uma van que praticamente nos fez o favor de levar até la.
      A praia não é nada de mais. As falésias dão um visual diferente, mas eu preferi a praia de mucuge (que fica proxima ao centro)
      O retorno fizemos andando e percebemos que foi um erro ter desperdiçado tempo esperando transporte, já que a praia de taípe não é longe do centro.
      Jantar: De noite a ideia era jantar em um lugar legal para nos despedirmos da viagem e voltarmos a vida real de trabalho (fazer o que né). Fomos no restaurante Alecrim dourado e pedimos camarão no abacaxi. Foi uma das melhores refeições da minha vida. Dividimos em 3 e ficamos “ok” (não estávamos com muita fome).
       
      Depois do jantar ainda fomos para o bar “casa mangue neon” é um bar com ambiente despojado, com cadeiras de praia e drinks “diferentoes”, eles nos deram um drink cortesia de caipirinha de netuno (bebida bastante consumida na região), outra bebida curiosa foi caldo de cana com cachaça (bastante boa, por sinal)
      Depois do bar neon fomos para o beco das cores, como se fosse uma galeria onde tem vários bares, começou ficar agitado perto das 23h. Rolou uma banda ao vivo e estava bem animado, aparentemente vão muito locais para o beco das cores, já que a entrada é gratuita.
      Depois do beco das cores finalizamos a noite no   “morocha” é uma balada conhecida da cidade.

       
      Dia 23 - Volta Porto Seguro - São Paulo
      Voo:
      Porto seguro Guarulhos
      192,54 reais , LATAM 14h35, voo direto , Dia 3/11 comprado em 10/09 (Melhor preço que vi durante o tempo que acompanhei. É difícil achar essa tarifa)


      DICAS GERAIS POR LOCALIDADE
      Dicas Gerais Arraial d’ajuda
      Saindo um pouco da praia se compra 3 cocos por 5 reais, enquanto na praia normalmente custa 1 coco 5 reis. 
      Restaurante Alecrim dourado (não é considerado barato, mas é muito bom para quando quiser aproveitar um lugar com uma comida mais sofisticada)
      É muito dificil ter uber disponível
       
      Dicas Gerais Caraíva:
      Se for ficar varios dias, não alugue carro. O carro vai ficar parado
      Netuno: Bebida tipica de lá a base de gegibre
      Os roles noturnos são bons
      Vá de mochilão. As ruas são de areia, o que dificulta transporte da mala
      Sinal de celular, não tem.
      Wifi, tem. Mas a maioria que usamos não era mt bom.
      Achei Caraíva a cidade mais cara (hospedagem, comida, agua, etc)
      Por do sol a beira do rio é MUITO bonito, vale a pena curtir. Nos dias que fiquei la dava pra ver a lua ainda com o céu alaranjado. Um espetáculo
      Não é possível fazer o translado saindo de caraíva de uber 
       
      Dicas Gerais Trancoso:
      Os quiosques fecham muito cedo (cerca de 3h30)
      Os restaurantes no quadrado são MUITO caros. É possível se afastar um pouco e comer mais barato
      Não vi nenhum motorista de aplicativo disponível
       
      Dicas Gerais Morro de SP:
      Ficar na terceira praia é uma otima localização
      Na maré baixa TUDO fica mais bonito, de preferencia para fazer os passeios nesse horário, principalmente os que envolvem piscinas naturais.
      Ir na quarta praia na maré baixa. As piscinas naturais são MUITO bonitas
      Tirolesa não vale os 60,00
      Da para usar o passeio “volta a ilha” para atravessar de Morro de SP para valença

       
      Dicas Gerais chapada
      Vá de mochilão, andar na cidade de mala é ruim.
      Alugue Carro, transfers e passeios fechados são MUITO mais caros
      Use Google maps offline (se não baixar o mapa vai ficar na mão)
      melhor que o Google maps offline é o Maps.me (Usando os 2 vai conseguir chegar nos lugares)
      Ibicoara: Restaurante Point dos amigos
      Antes de entrar no Vale do Pati, deixe as coisas que não for usar em algum lugar (agencia, hostel, conhecido)


       
      RESUMO DE ESTADIAS INDICADAS:
      LENÇOIS, Chapada Diamantina
      Estadia: Viela Hostel (30,00), bem hostelzão, bem localizado, comodidade média. Mas achei que o custoxbeneficio valeu MUITO a pena. Veja como a avaliação do hostel no booking  é boa
      http://bit.ly/vielahostel


       
      IBICOARA, Chapada DiamantinaI
      Estadia: Hostel Kosmos, 30,00 Reais, acomodação boa com vibe roots. Você encontra essa acomodação no Airbnb (Essa estadia não esta listada no booking). 
                 Aproveito e deixo pra vocês um cupom de desconto no air bnb
      https://www.airbnb.com.br/c/caiov277?currency=BRL
       



       
      VALE DO CAPÃO, Chapada Diamantina
      Estadia: Sempre viva (40,00) - Acomodação boa, custo beneficio OTIMO. 40 reais por pessoa por quarto privado. Caso for fazer o vale do pati, a acomodação cobra 10 reais para guardar a bagagem e permite banho na volta.
                 Não encontrei a acomodação no booking


       
      SALVADOR
      Estadia: The Hostel (40,00), fica no bairro Rio vermelho, Hostel é bom, tem piscina e café da manhã. Não deu para avaliar tão bem, já que ficamos só 1 noite.Mas as acomodações no geral são MUITO boas.
      http://bit.ly/TheHostelSalvador


       
      MORRO DE SP
      Estadia: Pousada tranquila 110 o quarto com 4 e 3 lugares (negociado na hora), tivemos que mudar de quarto no meio da estadia. Pousada com ótimo custo x beneficio, fica na frente do mar na terceira praia (da pra ver o nascer do sol do quarto, se ficar no quarto de 4 pessoas). Pousada conta com bom café da manhã (com vista para o mar). Recomendo muito a estadia!
       
      http://bit.ly/PousadaTranquila


       
      TRANCOSO
      Estadia: Pousada campestre (150,00) - Café da manha MUITO bom, o melhor da viagem toda. Boa localização (bem perto do quadrado, 5minutos andando). Preço negociado na hora, quarto para 3. O preço para reserva era mais alto. 
      http://bit.ly/pousadaCampestre



       
      CARAÍVA
      Estadia: Hostel Aruanda (40,00) - Se caraíva tem uma vibe FODA, o hostel aruanda tem ainda mais. Você vai ficar com saudades do hostel.
      É um estilo bem hostelzão mesmo, sem luxo. Fica próximo ao desembarque da travessia de barco. 
      http://bit.ly/Aruanda_Hostel

      Estadia: Pousada da Angélica (170,00) - Preço negociado na hora, boa instalação, bom wifi. Preço de quarto para 3. Praticamente de frente pro muro “sorria, voce esta em caraiva”
      Não encontrei nem no booking e nem no air bnb


       
      ARRAIAL D’AJUDA
      Estadia: Pousada Mikaela. A dona é muito simpática e a pousada muito aconchegante. Fica bem localizada, a 7 minutos andando da rua “Brodway”. O café da manhã é muito bom, com tapiocas feitas na hora :9
      http://bit.ly/Pousada_Mikaela


       
      Quem quiser ver fotos ou tirar duvidas, me chama no instagram @caioviniciusaleixo (lá eu fico mais atento as mensagens)
    • Por David PE
      Bom galera esse relato é na verdade um resumo de uma experiência unica vivida por mim em julho de 2018, é um relato bem pessoal, não vou dar muitos detalhes de custo mas vou tentar ajudar com o que lembrar, então prepara ai que vem textão, e desculpem os erros de português é muita coisa pra revizar e pouco tempo pra isso, já estou adiando esse relato a 1 ano então vai assim mesmo...
      O Inicio
      A chapada sempre me encantou, lembro de assistir Globo Reporter com meus pais na sala de casa e por varias vezes dizer que um dia iria conhecer esse lugar tão lindo e exuberante, a anos vinha tentando me organizar e viajar pra Bahia mas sempre algo dava errada e acabava adiando os planos, sempre tinha um empecilho seja um amigo que adoeçeu e não pode ir ou até mesmo a grana curta, só que esse ano foi diferente, justamente esse ano cheguei aos meus 30 de idade e pra mim foi um fechamento de ciclo notavel, um ano de mudanças e por que não por em pratica planos que ja estavam guardados a algum tempo e por-los em pratica mesmo com toda e qualquer adversidade que viesse a ocorrer. E assim fiz, comecei me programando em fevereiro, consegui marcar minhas ferias do trabalho para o mes de julho assim tive 6 meses para me preparar e organizar toda a viajem, comecei a pesquisar tudo, preço de passagens, hospedagens, preço de guias, agencias de turismo, roteiros e atraçoes isoladas que gostaria de visitar, foram 6 meses assistindo e pesquisando tudo que fosse conteudo sobre a Chapada Diamantina e seus arredores, a principio e ideia era fazer sozinho o percurso sem guia mas com ajuda de amigos fiz contato com alguns profissionais de lá e decidi que pagaria um guia (Praticamente o maior gasto de toda a viajem) mesmo com a grana curta fui me acertando e começando a tornar real o que viria ser a melhor viajem da minha vida até o momento desse texto...
       
      O Roteiro
      A principio a intenção era conhecer as atrações mais turisticas e visitadas por todos, mas quando comecei a pesquisar sobre roteiros e custos fiquei meio desmotivado e preocupado com a grana que tinha disponivel , foi um dos momentos em que pensei em desistir e deixar mais uma vez de lado essa vontade irracional que me arrastava para esse lugar, foi então que em umas das pesquisas no youtube encontrei um video de um Rasta sozinho no meio da chapada, proximo a uma cachoeira linda, no video ele falava sobre O vale do Pati e Vale do Capão, foi meu primeiro contato com esses lugares, então comecei a pesquisar sobre e fiquei maravilhado com tudo que vi, paissagens exuberantes e um povo super simples e acolhedor, dai em diante meus planos mudaram, meu foco se concentrou no vale do pati com suas belas vistas em um trekking cercado de paissagens exuberantes, abri mão dos passeios mais turisticos pra viver uma experiencia mais rustica e transformadora que era o que realmente queria nessa viajem, acho que querer não é a palavra certa no meu caso e sim PRECISAR, eu estava precisando disso, desse contato mais proximo com a natureza e comigo mesmo, precisava de um tempo só pra mim longe de tudo e de todos, então estava decidido eu iria fazer o trekking vale do capão – Vale do pati, um dos trajetos mais longos até o pati, tinha outras opções mais a logistica pra chegar a esses outros pontos de entrada no vale sairiam mais caras e não se encaixavam em meu curto orçamento, mesmo decidido pra onde ir o Pati ainda sim é um lugar gigante e teria que escolher os locais que gostaria de visitar pois não tinha grana pra fazer tudo de uma só vez e com a ajuda de um brother(Guia Douglas – Conexão Chapada) tracei o melhor roteiro pra minha situação e ficou acordado que seriam 5 dias de vale, roteiro decidido o proximo passo foi começar a preparação para viajem... Então meu roteiro geral da viajem ficou assim Recife – salvador – Palmeiras – Vale do Capão – Vale do Pati tudo de onibus totalizando cerca de 22hrs de transporte até o ponto inicial da trilha, e após a chegada os dias de travessia ficaram divididos em 1º dia saida Capão – Mirante do Pati – Igrejinha, 2º dia Seria a conquista ao morro do Castelo e algumas outras cachoeiras até a cachoeira do funil pelo leito do rio Pati, 3º dia Cachoeirão por cima e Mirante do Cruzeiro, 4º Dia a Volta Pati - Capão a Principio seria esse o Roteiro inicial da viajem... voltando do pati passaria mais uns dias no capão até voltar pra salvador e enfim retornar a Recife.
       
      Preparando para viajem
      Depois de decidido sobre viajar começou o segundo ponto, a preparação, pesquisei tudo que viesse a precisar e comecei a me organizar. Aos poucos fui conseguindo tudo que viria a precisar, não foi facil, como era meu primeiro contato com o trekking (esporte pelo qual me apaixonei) não tinha nada de equipamentos ou noções de camping, o preparo fisico não me preocupei muito, não sou nenhum atleta profissional mas sempre estive envolvido com alguns esportes então o fisico não seria um grande problema. Mas equipamento e grana eram meus dois grandes problemas... então comecei a comprar algumas coisas exenciais que viria a precisar e outras coisas fui conseguindo emprestado com amigos a os quais sou bastante grato pela ajuda, mochila, bota, saco de dormir, tensores de joelhos foi tudo emprestado de amigos, a barraca eu ja tinha uma bem simples trans 3 camping que não era a prova dagua nem tinha capa de chuva (passei um perreguezinho no ultimo dia de chapada), pra piorar a situação não comprei isolante termico, comprei algumas bermudas de trilha, umas camisetas de trilha simples, camiseta UV manga longa e um cortavento pra segurar um pouco o frio, sem esquecer da toca rosa presente do meu pai antes de viajar.  O proximo ponto importante foi o contato com guias e agencias de turismo pra saber se teria condições de pagar um guia ou se tentaria a sorte e me aventuraria sozinho nessa empreitada, a verdade é que minha vontade era justamente essa, ir só sem guia, sem correria e sem pressa, curtindo ao maximo tudo que aquele lugar tivesse a me oferecer, ja tinha tentado contato com alguns guias que depois de contar minha situação e vontade de ir simplesmente esnobavam por saber que tava com pouca grana e que iria só,(quanto mais gente em um grupo menor fica o valor pago ao guia por pessoa, assim como quanto menos pessoas maior o valor) ja estava certo de que iria só mesmo de qualquer jeito mais ia, até que uma amiga que ja tinha ido a chapada me indicou um guia local de Mucugê – Douglas Fagundes(Conexão Chapada) o cara foi super atencioso tirou diversas duvidas e mesmo apos eu contar minha situação o tratamento e o interesse não mudou, pelo contrario o brother me insentivou o tempo inteiro a ir e em momento algum pôs obstaculo algum, chegamos a um valor bem abaixo do que todos os outros guias e agencias pediram, a diaria de um guia tava em torno de 300 a 250R$ com ele consegui fechar 5 dias no vale do pati a 600R$, ainda tava pesado no meu orçamento de 1,000R$ pra viajem toda, isso fora a passagem que ja tinha comprado no cartão e dividido em 10x, me sobraram 400R$ para alimentação, camping e custos de transportes adicionais que viesse a precisar e essa grana ainda ia diminuir mais na frente junto com os impevistos que surgiriam no caminho.
       
      A noite anterior a viajem...
      Mesmo com toda dificuldade e contratempos eu fui me preparando e me convencendo do que queria fazer, sim meus amigos o maior processo de preparação foi justamante condicionar minha mente a não pensar nas advercidades e não desistir, e assim foi... juntei tudo que tinha conseguido com os amigos, o que restou da grana das minhas ferias apos pagar algumas contas e me preparei pra viajem, mas confeço que não foi facil, uma noite antes da viajem estava eu sentado na cama com a passagem em mãos tentando arrumar algum motivo pra desistir de ir, pensei milhões de possibilidades de situações que poderiam acontecer, coisas que poderiam dar errado e mas uma serie de desconfortos, uma crise de anciedade gigante, mas dessa vez não! Dessa vez eu iria fazer diferente, como poucas vezes fiz na vida, calei a mente e ouvi o coração ele sim sabia o que queria e onde iriamos chegar, no meu coração não havia duvida alguma do que fazer e que decisão tomar, consegui acalmar um pouco a crise de anciedade e fui descansar já eram quase 6 da manha e iria pegar o onibus na rodoviaria de Recife as 19hrs seria uma viajem cansativa até Salvador e de lá mais um onibus até Palmeiras e em Palmeiras um outro transporte até o vale do capão(Local que escolhi pra começar minha jornada), totalizando quese 20hrs de transporte até o meu primeiro objetivo que era o camping Sempre-Viva nas proximidades do capão, esse seria meu trajeto até o inicil da aventura....
       
       
       
       
    • Por jessicamazoni
      Olá mochileiros,
      Estou indo para a Chapada Diamantina no dia 26/12 e retornarei no dia 04/01. 
      Observações: Chegada dia 27/12 às 1h da manhã e saída dia 04/01 às 22:05 ambas serão por Seabra. Do dia 27/12 a 29/12 estarei no Vale do Capão. Estou na companhia de outra mulher.
      Quero fazer a travessia do Vale do Pati do dia 29/12 ao dia 03/01 mas estou em duvida se faço com guia particular ou sem guia. E se alugo carro ou não.
      Acredito que nesta época a trilha estará cheia, meu medo é não conseguir hospedagem. 
      Poderiam me ajudar? 
      - Experiências e relatos fazendo a travessia de forma independente em alta temporada.
      - É necessário alugar carro? Se sim, onde deixar?
      - Preços atualizados (2019) de hospedagem e alimentação no Vale do Pati.
      Obrigada!
    • Por dji_pedro
      PATI SELVAGEM: uma travessia de tirar o chapéu e deixar marcas
      Como toda banda de Rock a vida nos bastidores nem sempre é um mar de rosas.  É que a convivência em grupo por vezes desponta em desentendimentos que destoam do objetivo principal. É nesse contexto que o Projeto Rota das Travessias iniciado em 2016 com cinco integrantes perde alguns de seus talentos que, por hora, seguem “carreira solo” (rsrsr). Mas como o “show tem que continuar” aqui teremos uma aventura com participação de três integrantes da antiga “banda”: Eu (Djair), João e Wilson. 
      Assim como na experiência anterior em 2017, escalamos o experiente Marquinhos Soledade (@expedicao_chapada) para ser nosso guia. Dessa vez, iremos realizar a Travessia do Vale do Pati, lá no coração da Chapada Diamantina, na Bahia. Entretanto fugindo um pouco do convencional optamos por deixar esse trekking mais radical fazendo um trajeto mais selvagem.  A ideia é começá-lo em Andaraí subindo o curso do Rio Paraguaçu e seu Cânion.  É uma opção que cobra maiores cuidados tanto pelo terreno como pelo isolamento. É percurso pouco testado. Muitos evitam. É um trecho do Pati esquecido, uma rota praticada por garimpeiro. A trilha exige subir muitas pedras e paredões, bem como experimentar cruzar dezenas de vezes o lado do rio de modo a encontrar melhor caminho. Sem falar da possibilidade de ocorrência de fenômenos naturais como as temíveis cabeças d’água dentro do cânion. Os primeiros dois dias se passa numa região onde possivelmente não cruzaremos com outros caminhantes. 
      Partimos de Recife numa sexta-feira (28 de junho) num voo da Azul Linhas Aéreas com destino a Salvador. Às 23h30 já estávamos na rodoviária para pegar o confortável ônibus da empresa Rápido Federal com destino à belíssima Lençóis.  Rodamos a madrugada inteira.  Às 6h da manhã desembarcamos e seguimos para a Pousada Bons Lençóis, ali mesmo na parte central da cidade.  À tarde tomamos umas cervejas para celebrar aquele reencontro e também meu aniversario: 29 de junho, dia do santo São Pedro, estou ficando mais velho, presenteie-me com essa travessia: vamos brindar!!! 
      À noite entre outras coisas e fizemos a feira coletiva que irá nos alimentar durante os cinco dias do trekking. Compramos, pesamos e separamos os pacotes dos alimentos em quatro partes. Agora cada um pode enfim fechar suas cargueiras para a pesagem final: 23 Kg (Djair), 20 kg (Wilson) e 17 kg (João). Guardamos a fração de alimento que cabia a Marquinhos para entregá-lo em Andaraí (distante 100 quilômetros da cidade de Lençóis) na manhã seguinte onde começaremos nossa travessia.
      30 de Junho – 1º DIA (domingo)
      O domingo chega. Fretamos um taxi para nos levar à Andaraí.  Encontramos nosso guia no pátio da igreja católica naquela cidade e de lá seguimos no veículo até a estrada onde tem início nossa jornada. Donana é como os moradores conhecem aquela área, uma referência a uma antiga moradora da localidade: Dona Ana. Vamos seguir a velha trilha usada por garimpeiros. 
       

       
      Uma vegetação arbustiva é o que encontramos nos primeiros metros. Seguindo um pouco e ela vai mudando. Agora temos uma área mais preservada. Árvores maiores vão ocupando os espaços. Uma ponte de madeira marca o inicio dos limites do Parque Nacional da Chapada Diamantina. Daqui pra frente à aventura começa pra valer. A trilha segue paralela ao Rio Paraguaçu. O terreno é de subida, sentimos o peso nas costas.
      Enfileirados seguimos pela trilha dentro da mata. O lado esquerdo fica o leito pedregoso do rio Paraguaçu de onde se ouve o som forte de suas águas. A certeza de que estamos optando por um trecho selvagem nos obriga a muitos cuidados. Aliás, pela primeira vez iremos realizar uma expedição utilizando equipamentos de GPS: Eu com um relógio Garmin Fênix 3 HR, enquanto Wilson carregava o indispensável SPOT G3. Esse é o instrumento mais importante, pois é capaz de acionar socorro e enviar nossa localização precisa em caso de acidentes.
      Era apenas o início de nossa travessia. Mal tínhamos completados 2 km e tivemos um susto: Wilson acabou batendo a cabeça contra uma ponta de um galho ao passar por baixo dele e o resultado foi um corte na parte superior do couro cabeludo que causou um sangramento. O kit de primeiros socorros levado por Marquinhos foi logo usado e minutos depois pudemos continuar. Ufa!
      Descemos. Seguimos agora pela margem pedregosa do Rio Paraguaçu. Esse é o tipo de terreno que iríamos enfrentar nas próximas 48 horas. A visão das pedras que formam todo o conjunto é muito bonita. Nossa caminhada exige muito equilíbrio porque temos que pular pedras imensas e andar sobre elas e descer outras tantas. Executar um pulo entre pedras com 20 kg nas costas é algo que exige bastante. É preciso jeito e sorte! 

       

      No quarto quilômetro fizemos uma pequena pausa para um descanso. Nosso guia buscou se refrescar nas águas geladas do rio eu a fazer as primeiras filmagens pra não perder nada da aventura que estava apenas começando. 30 minutinhos nessa parada e já tomamos uma subida forte à direita pelo paredão do Cânion do Paraguaçu: uma trilha dura pela encosta recoberta de arbustos. Agora já estávamos a quase 400 metros de altura em relação ao ponto inicial do trekking.
      Já era quase 2h horas da tarde. Estávamos outra vez dentro do leito do Rio Paraguaçu. Havíamos cruzado apenas de 6,5 km e fizemos a parada para o almoço. Visual deslumbrante. Comentava com o João de como tudo aquilo era admirável e do privilegio de se estar ali. A imagem das paredes do Cânion recoberta de vegetação verde em contraste com a água avermelhada, com as pedras no leito, as nuvens e o céu azulado trazia mais beleza ao cenário. 
      Marquinhos assumiu a cozinha e sobre um enorme pedra fez uma mistura que seria nosso almoço: grão de bico e atum sólido. Foi bem breve nossa parada.  Seguimos a caminhada e agora já estávamos diante de uma bifurcação de cânions. Majestoso recorte de rochas que marca o encontro de dois rios: do lado esquerdo as águas do Rio Paraguaçu e do direito as do Rio Pati.  É um marco geológico de dois grandes cânions. Pela primeira vez avistamos a boca do Cânion Pati.
       

      Às três da tarde havíamos percorridos 7,7 quilômetros quando chegamos à prainha formada do lado das águas do rio Pati onde levantamos o acampamento. Aproveitamos a área de terra, sem vegetação, para fazer uma fogueira distante uns 3 metros das portas das barracas. Depois disso foi momento de aproveitando os raios do sol cair e naquelas águas de dupla identidade. O tempo passou rápido e a noite se aproximava.

      Marquinhos como de costume assumiu a cozinha preparando macarrão, linguiça defumada, tomates, cebola: o cheiro e o sabor estavam perfeitos! Depois da janta seguimos com nossas lanternas para o meio do rio. Aproveitamos uma das imensas pedras para sentar e experimentar a imagem contemplativa do céu estrelado e o som das águas naquele lugar inóspito. 

       
      Às nove da noite estávamos em nossas barracas. Marquinhos “homem bruto” resolveu lançar seu saco de dormir próximo à fogueira para passar a noite. Cabra de coragem (rsrsrs). A temperatura estava agradável. O termômetro marcava 21 graus. Foi fácil pegar no sono dessa vez.

      01 de Julho – 2º DIA (segunda-feira)
      Acordei por volta das seis e meia da manhã imaginando como seria nossa caminhada. Vamos preparar o café e começar mais um capítulo de nossa história. O dia era bonito, eu estava tranquilo e até mesmo meio lerdo (rsrsrs), por isso me atrasei um pouco retardando a partida. Somente às 9h30 iniciamos a trilha. Há uma estimativa de que o percurso possua 9 km e que os mesmos serão bem pesados.
      O Cânion do Paraguaçu ficou ali. Nosso movimento agora é à direita, dentro do Cânion do Rio Pati. Por ele iriamos saber a razão pelo qual muitos aventureiros evitam aquela rota. O nível de dificuldade do trekking aumentou bastante já nos primeiros metros. O pula-pedra passou a ser uma constante e tirar a bota para não encharcá-la logo se mostrou ilusão e perda de tempo.  Avançar sobre rochas escorregadias é uma maluquice, mas não ha outra maneira de seguir.  
       

      Os joelhos sofrem demais com o peso nas costas somados ao impacto dos saltos entre as pedras que tem que ser precisos. É força, equilíbrio e principalmente sorte: levamos 1h42 minutos para percorrer 2 km tamanha dificuldade que o terreno apresentava. Ora estávamos de um lado do leito, ora do outro. E quando nos aproximávamos do terceiro quilômetro executando umas dessas passagens entre pedras escorregadias o companheiro João tomou uma queda. Ele escorregou batendo com a canela em numa pedra dentro do rio.  Um hematoma imenso se formou no centro de sua canela. E isso nos deixou assustados uma vez que ele poderia ter fraturado a perna. Tirá-lo dali aquela altura seria impossível salvo por helicóptero.  Levamos alguns minutos cuidando do amigo e graças a Deus tudo ficou bem: uma atadura foi colocada em volta da lesão, e seguimos ainda mais cautelosos com a certeza de que não podemos errar! 
       

      O terreno continuou duro. Percorremos mais 2,5 km e de trilha. Dessa vez fizemos uma subida violenta a direita, uma trilha dentro da mata que margeia a parede do cânion Pati. Às 12h30 curta parada, dessa vez para recobrar o fôlego. O trajeto em ziguezague pelo rio, atravessando, pulando pedras é um exercício para o corpo e mente. A beleza do cânion em sua forma esbranquiçada emoldura o cenário. Outros 20 minutos de descanso. Passamos à margem esquerda desafiando pedras e vegetação da encosta. Agora temos um “tronco” fixado junto o paredão que serve como ponte evitando o caminho por uma parte escorregadia sob nossos pés. É preciso segurar na parede. 

      Saindo da parede do cânion entramos na mata outra vez.  Aqui é necessário muito empenho, forca, determinação. Tivemos que transpor um emaranhado de pedras e arvores: uma combinação que exige do corpo. O esforço ofusca a beleza daquele trecho. A única coisa que queremos é sair daquilo para um lugar amplo e sem obstáculo.  
       
      Às 13h30 paramos dentro do Cânion para almoçar: grão de bico, atum cebola e tomate foi nosso almoço. Até ali tínhamos percorridos 7 km em 5 horas de muito esforço. Não temos a certeza da distancia exata do ponto de acampamento. Os 9 km que mencionei é uma mera especulação! Retomamos a trilha e ela continuou da mesma forma: dura e técnica. Quando completamos os 10 km já estávamos bem cansados e frustrados: percebemos que nossa ideia de quilometragem tinha ido por agua a baixo.  1 km depois se fez outra parada, estava bem claro que nosso moral estava baixo: expectativa e realidade se conflitavam. 
      Somente após percorrer mais 3 km chegamos ao nosso destino: a Toca do Guariba. Já passava das 17h30 minutos. Foi preciso correr para montar as barracas sob a luz da tarde, afinal dentro do Cânion escurece mais rápido. Foram exatos 14 km percorridos naquele dia.  A Toca do Guariba é nossa morada! Aliás, esse nome é dado pelo fato de que há um corte no Cânion que forma uma cavidade onde em geral os aventureiros buscam abrigo. É uma área protegida. O nome Toca do Guariba deriva pelo fato de que é comum avistar o macaco Bugio naquela área, eles também são conhecidos pelos nomes de Macaco Barbado ou Macaco Guariba. Não avistamos nenhum, tampouco os seus sons. Aliás, nesses quase dois dias ainda não cruzamos com ninguém na trilha. De fato estamos em local isolado.

       
      A noite chegou muito depressa. Não deu pra estar no rio e tomar banho. Dessa vez a higiene foi com lenços umedecidos. Estávamos exaustos, quebrados! Jantamos às 19h: frango, macarrão, linguiça defumada e bolo de rolo! Depois disso alguns instantes de conversa e música e às 21h já estava recolhido. O dia foi pesado! 
      02 de Julho – 3º DIA (terça-feira)
      Não consegui uma boa noite de sono. Só com o amanhecer do dia foi possível apreciar a beleza do lugar. O Rio Guariba é afluente do Rio Pati. Estamos exatamente no encontro dos Cânions. Tomamos nosso café e levantamos acabamento. Às 8h30 Deixamos as cargueiras em um ponto e fomos fazer uma breve visita dentro ao Cânion do Guariba. É um cânion estreito e belo. Passamos não mais que 1 hora. E infelizmente não tivemos a sorte de ver nem ouvir nenhum Bugio na local. 
       
      Voltamos, pegamos as mochilas e fizemos uma subida pela mata. Uma acentuada inclinação nos lançava mata acima. As pernas sofridas pelos 14 km do dia anterior reclamavam a todo instante.  A ideia é chegar à casa de seu Eduardo onde vamos dormir. Agora nosso caminho é por uma linda mata. Ela reveste a encosta do cânion dando beleza única a nossa caminhada. Estamos no alto do cânion encoberto onde é possível ouvir o som das águas do Pati. 

      Seguimos firmes e confiantes por 1 hora onde fizemos breve parada para um rápido lanche. A nossa direita estava a majestosamente Serra do Império. Continuamos. Ainda estamos na mata. No quilômetro 3,5 nos desviamos erroneamente numa bifurcação à esquerda que nos levou a um curral, ops! Logo achamos a trilha certa e seguimos.
      Após 5 km de trilha, às 11h da manhã estávamos diante da primeira residência nesses três dias de trekking: a casa de seu Joia e dona Leu.  E pra celebrar aquele encontro nada mais épico do que uma cerveja gelada. Sim, é possível tomar cervejas geladas no Vale do Pati. Comemos pão caseiro feito por Dona Leu e tomamos cerveja. Pagamos 12 reais por uma long neck (eu pagaria ate 50 reais rsrsrs). Passamos alguns minutos naquela casa humilde e acolhedora. Lavamos os rostos, enchemos nossos depósitos de água e seguimos.  O terreno de seu Joia tem um visual incrível. Curiosidade daquele lugar são os avistamentos de felinos como as onças que causam receios a nativos e aventureiros que cruzam a região. Graças a Deus não tivemos nenhum susto. Mas há muita gente que já viu, ouviu seus sons ou seus rastros.


      Percorremos 8.20 e às 12h40 estávamos na residência de Seu Eduardo atualmente sob os cuidados do Domingos, seu neto.  A casa fica aos pés do Morro do Sobradinho, a beira da Boca do Cânion Cachoeirão. Ela fica exatos três quilômetros daquela de seu Joia. Compramos refrigerantes e cervejas geladas. Isso e resultado das geladeiras alimentadas a gás butano e da energia solar que abastece a casa. 

      O cansaço dos dois dias nos fez desistir do planejamento inicial que era visitar o Cachoeirão por Baixo.  Resolvemos conter o dia conversando, tomando refringentes e cervejas e uns petiscos vendidos naquela casa.  A decisão se deu pela perspectiva que tínhamos daquele trekking. Queríamos devolver o prazer da caminhada, buscar prazer efetivo. Na nossa visão acumular a visita ao Cachoeirão fazendo o bate-volta iria nos desgastar e o que precisávamos mesmo era de um tempo pra ficar à toa entre amigos.  Acertamos também em comprar a janta ali oferecida e manter o acampamento com as barracas nas dependências da propriedade. 

      Tivemos a oportunidade de conhecer um bom sujeito Catalão: Joan, ele estava de passagem em visita ao amigo Domingos. Ali contou sua vida e sua relação com o Pati. Joan mora no Capão junto com sua esposa, de nacionalidade brasileira.  Ele relatou suas experiências com a natureza e de suas habilidades como especialista em agricultura sustentável e de sua colaboração em algumas comunidades na Chapada Diamantina.
      No meio da tarde fomos tomar banho no rio Cachoeirão, ele passa nos limites da casa.  Uma pequena descida te leva às margens, grande poço e corredeiras te convidam a cair na água. Ao fundo temos uma visão incrível das paredes dos morros que formam o vale.
      A noite chegou e o jantar oferecido foi sensacional: carne de sol, estrogonofe de frango, arroz, feijão, macarrão, farofa de cenouras, abóbora, e suco. Perfeito! Comemos divinamente e continuamos até umas 21h conversando em grupo. A noite estava estrelada. Eu, Wilson e João fizemos uma pequena fogueira próxima à barraca e às 21h30 já estávamos recolhidos.

      03 de Julho – 4º DIA (quarta-feira)
      Às 6h despertamos. Dessa vez procurei me apressar pra não atrasar o grupo. O café da manha foi preparado ali bem próximo às barracas: cuscuz e ovos. 8h15 já estávamos de saída. Tomamos o caminho a esquerda no sentido da casa de Seu Tonho. Atravessamos o leito do rio Pati sobre as pedras para seguir à margem esquerda do rio. Do lado direito margeando todo o leito uma belíssima mata acompanha o curso do rio. Essa caminhada ainda cedo ganhava muita beleza. A quantidade de sons dos pássaros trazia um encantamento fenomenal. O lado esquerdo nos acompanha o Morro Sobradinho, tocado pelos raios do sol. Tudo é maravilhoso!
      Agora temos forte subida.  Logo estamos a 178 metros de altitude em relação à casa de Domingo. O visual belíssimo já nos revela ao longe o Morro do Castelo. 2 horas depois e 5.6 quilômetros fizemos a parada de descanso naquela área conhecida como “prefeitura” que na verdade é um antigo entreposto dos antigos comerciantes e produtores de café do Vale do Pati. A imagem que temos é perfeita, uma pintura que cabe em qualquer quadro.


      Nossa próxima parada será na casa de seu Aguinaldo. Deixamos a prefeitura, atravessamos o Rio Lapinha e seguimos a trilha tendo a nossa direita o imponente Morro do Castelo.  Seguimos a trilha dentro da mata. No caminho Marquinhos à dianteira nos indica com cuidado a presença de uma cobra Jararaca ali bem no meio da trilha... Imóvel e bem camuflada ela parecia buscar os raios do sol que atravessava os altos dos galhos e folhas daquele lugar. Olhar para o chão sempre, essa e a dica! 

      Um pouco adiante tivemos a oportunidade de cruzar na trilha com Seu Antônio, Seu Tonho. Havíamos passado em frente a sua casinha, logo que saímos da casa de Seu Eduardo, lembra? Seu Tonho surgiu vindo atrás da gente, dentro da mata, na trilha estreita. Montava um burro e puxava outro que levava uma cela de carga (cangalha), seguia vocalizando comandos ao animal. Uma imagem bonita. Retrato de uma historia vida. É um som bonito que ecoava por entre a mata.  De perto assistimos como são transportados todos os suprimentos dos nativos dali. O burro é o motor, o transporte. 

      Enfim, depois de três horas de relógio, 8.4 km de distância e 426 metros de ganho de elevação chegamos à casa verde onde mora o casal. Estamos agora no Pati de Cima a 932metros acima do nível do mar. Ali fomos recebidos por dona Patrícia que nos ofereceu seus deliciosos pães caseiros e latinhas de Coca-Cola geladíssimas. Podemos apreciar os sabores ofertados diante de um visual belíssimo: estamos aos pés do Morro do Castelo.  

      Alguns minutos de descanso e seguimos às 13h com nossas mochilas de ataque rumo ao alto. São 400 metros de subidas em meia a mata atlântica preservada, uma trilha íngreme que exige muito mesmo dos joelhos e muita atenção para evitar quedas.  Levamos 1h20 minutos para completar os mais de 3 km de trilhas subindo até chegar ate o Morro do Castelo no alto dos seus mais de 1.400 metros. Numa subida tão vertical, não adiantar negar: vai doer.
      O Morro do Castelo é colossalmente bonito.  O fato de existir uma gruta que atravessa todo maciço de quartzito no local faz o morro ganhar ares ainda mais mágicos. É espetacular o conjunto da obra. Adentrar na gruta mexe com a imaginação. Ela possui aproximadamente 800 metros de extensão e para cruza-la se faz necessário o uso de lanternas: a escuridão é total. Não esqueçam as lanternas e muito, muito cuidado ao caminhar, pois há Pedras soltas e pontiagudas por todo percurso.


      Ao cruzar a extensão da gruta temos do outro lado um visual incrível do Vale do Calixto, ele está no lado oposto ao Vale do Pati. É magico, é incrível! Estamos a mais de 1.400 metros do nível do mar e para onde se olha é um mar de beleza que agrada aos olhos e ouvidos. É o som dos ventos soprando forte que impressiona. 

      Diante de tanta beleza muitos e muitos clicks, mas já é hora de retornar para Casa de Seu Aguinaldo que está 400 metros abaixo. É hora de descer aproveitando a luz do sol. Temos uma trilha dentro da mata e é bom não vacilar. Levamos 1h pra refazer o caminho de volta. 
      Ao chegar corri, junto com o João, para armar nossas barracas na área de frente à residência. Wilson preferiu contratar um pernoite num dos quartos da casa.  Nesse momento a temperatura começava baixar um pouco. O sol estava refletindo sem força nas bordas das paredes do Vale. Já estava imaginando a temperatura da água que iriamos tomar banho. Apelei por um aperitivo.  Eu e João provamos umas doses de cachaça para ver se a coragem aparecia. Nem sei se isso ajuda. Fomos ao banho: água gelada da mísera!
      Contratamos o jantar e não nos arrependemos. Dona Patrícia caprichou: carne de sol, macarrão, arroz, salada crua e suco de maracujá. João que não come carne foi contemplado com uma omelete preparada com exclusividade. Todos felizes e de barriga cheia. Ao termino do jantar, enfim seu Aguinaldo apareceu e conversamos bastante. Ele falou de sua vida, da rotina naquele lugar e os desafios de se viver ali. O clima era úmido e a temperatura na casa dos 18 graus. Não tardamos buscar o aconchego de nossas barracas, Wilson se recolheu ao conforto do quarto. É nossa ultima noite dentro do Vale do Pati.
      04 de Julho – 5º DIA (quinta-feira)
      Último dia. Acordei às 6h30. O termômetro marcava 14 graus. O som das águas do Rio Lapinha correndo, dos pássaros cantando e voando pertinho da barraca e a imagem do Morro do Castelo diante de nós marcavam o inicio daquele nosso derradeiro dia no Vale do Pati. Eu já sentia saudades de cada momento. Por outro lado, nosso amigo e guia estava com dores estomacais e apresentava também quadro de diarreia. Ficamos preocupados com a condição física dele. Ninguém merece ficar doente na trilha. Retardamos um pouco a saída. Marquinhos sinalizava que já estava tudo ok, então tínhamos que partir.

      Às 9h010 saímos da casa de seu Aguinaldo. Subimos a trilha e seguimos pulando pedras no curso do Rio Lapinha e após caminhar 1.7 km a gente chegava à Cachoeira das Bananeiras.  Seguindo o curso daquele rio e 1h 15 depois de nossa partida (2,5 km) estávamos na Cachoeira do Funil que se apresenta belíssima. Cruzamos o leito para pegar a trilha que fica na parte de cima da encosta, próxima a queda d´água. Minutos depois chegamos a Cachoeira da Altina. Ali havia um pequeno grupo de turistas. É uma cachoeira um pouco menor que a do Funil. Deixamos a Cachoeira da Altinha (nome que faz referencia a uma antiga moradora que ali lavava as roupas da família) e tomamos o caminho novamente à esquerda, atravessando o rio e subimos uma trilha íngreme pela mata.

      Chegamos à igrejinha. Percorremos 4 km contados a partir da casa de Seu Aguinaldo.  Ali é a Casa de Seu João. Ela está próxima da Ladeira da Rampa que dá acesso ao Mirante do Pati e os Gerais do Rio Preto.  Ali é uma casa que também oferece serviços de recepção aos aventureiros com comida e hospedagem.  Lavamos os rostos e tomamos nossas ultimas latinhas de refrigerante dentro do Vale. O sol do meio dia castigava forte. São os testes finais de resistência depois de cinco dias de trekking. Doente, Marquinhos sentia bastante cada passo. Tive pena do nosso Leão da Montanha.

      Ao meio dia e meio estávamos no Mirante da Rampa. 6 km separam a casa de seu Aguinaldo do Mirante do Pati. E o visual a 1.337 metros é de tirar o fôlego. Ali enxergamos toda extensão do Vale do Pat: é o lugar perfeito para fazer aquelas fotos clássicas. Mas não podemos demorar. Temos horário marcado para nosso resgate lá no Beco, em Guine. O motorista Ari nos aguarda!
      As 13h10 seguimos nossa jornada pelo magnifica planície que forma as Gerais do Rio Preto. O terreno é um platô de campo rupestre, não há arvores naquele trecho, o lugar é belíssimo. A partir do Mirante, depois de 1,3 km cruzamos o riozinho que dá nome aquele local, o Rio Preto. Seguindo por mais 3.27 km estávamos enfim diante da descida de Aleixo. Eu diria que A Rampa e a Descida do Aleixo são tecnicamente iguais. A diferença e a ordem das coisas. Assim iniciamos nossa descida sob o calor das às 14h em direção ao ponto de encontro. Percorridos mais 2.1 km de trilhas chegamos ao final de um dos trekking mais bonitos desse pais.  Foi sensacional! Agora vamos voltar pra Lençóis!
       

       























































      Pati_Selvagem_-_Uma_Aventura__-_31_-08.docx


    • Por Anderson Paz
      * Passeios próximos ao município de Iraquara: Pratinha + Gruta Azul e Lapa Doce
      * Passeios próximos a Lençóis: Mucugezinho + Poço do Diabo, Morro do Pai Inácio e Cachoeira do Mosquito
      * Passeios próximos ao Vale do Capão: Águas Claras, Riachinho, Angélica + Purificação, Cachoeira da Fumaça por cima e povoado de Conceição dos Gatos
       
      - Este é um breve relato de uma viagem de carro de 10 dias inteiros na Chapada Diamantina ou 12 dias, considerando os dias de ida, partindo de Brasília, e o de volta. No final, há dicas de restaurantes, os nossos gastos e os informações referentes aos locais onde nos hospedamos.
      - Chegamos em um período ainda de seca, com algumas chuvas fracas à noite e com várias atrações com baixo volume de água ou secas. Tivemos sorte no nosso oitavo dia na Chapada e pegamos uma chuva generosa. Com isso, no dia seguinte, pudemos ver a Cachoeira da Fumaça com água (antes estava completamente seca).
      - As informações no relato referentes ao tempo gasto nas caminhadas são baseadas em um ritmo tranquilo, nem rápido e nem devagar, e dizem respeito apenas ao trajeto de ida.
      - O nível de dificuldade que atribuímos às caminhadas vai de “muito fácil” a “muito difícil”. Essa escala é arbitrária e pode ser que não sirva para pessoas completamente sedentárias ou com problemas físicos.
       
      Itinerário resumido
      Dia 1 - Brasília-Seabra
      Dia 2 - Seabra - Pratinha + Gruta Azul - Lapa Doce - Lençóis
      Dia 3 - Mucugezinho + Poço do Diabo - Morro do Pai Inácio - Cachoeira do Mosquito
      Dia 4 - Vale do Pati: Travessia Guiné - Igrejinha
      Dia 5 - Vale do Pati: Morro do Castelo
      Dia 6 - Vale do Pati: Poço das Árvores e Cachoeira dos Funis
      Dia 7 - Vale do Pati: Cachoeirão
      Dia 8 - Vale do Pati: Travessia Igrejinha - Bomba/Vale do Capão
      Dia 9 - Águas Claras - Riachinho
      Dia 10 - Cachoeira da Fumaça por cima
      Dia 11 - Angélica + Purificação - Conceição dos Gatos
      Dia 12 - Vale do Capão - Brasília
       
      1º DIA: BRASÍLIA – SEABRA
       
      Fomos pela BR-020, passando por Formosa e Posse e depois pegamos a BR-242 em Luís Eduardo Magalhães (BA). Tínhamos também como opção ir por Correntina e Santa Maria da Vitória via BR-349, porém fomos avisados que, apesar da menor distância, a estrada era mais tortuosa e estava em piores condições.
      Dormir em Seabra é uma boa opção para quem pretende conhecer Pratinha, Lapa Doce e Torrinha.
       
      - Distância e duração: 1060 km / 12h-12h30
       
      * Dica de economia: o combustível fica muito mais barato a partir de Luís Eduardo Magalhães; diferença de R$0,20 no preço do litro.
       
      2º DIA: PRATINHA + GRUTA AZUL – LAPA DOCE – LENÇÓIS
       
      Para chegar à Pratinha saindo de Seabra, pegamos a BR-242 e depois viramos à esquerda onde havia uma placa sinalizando o município de Iraquara. Depois há sinalização da Pratinha, que fica à direita e da Torrinha à esquerda da rodovia. Mais adiante a 2,5 km na mesma rodovia, fica a entrada para a Lapa Doce. Depois de conhecermos as atrações, seguimos com destino a Lençóis.
       
      Pratinha + Gruta Azul: as duas atrações ficam próximas e taxa de visitação paga na Pratinha dá direito a conhecer a Gruta Azul. A Pratinha tem água azul, ótima para banho, e no local há uma gruta onde se pode fazer flutuação interna com snorkel e pé de pato por R$20. Não fizemos, mas falam que a experiência é bem bacana.
      No período em que fomos o melhor horário para ver a Gruta Azul era entre 14h30 e 15h, quando o sol adentra na gruta.
       
      - Entrada: R$20.
      - Tempo e dificuldade do passeio: O carro fica estacionado próximo às duas atrações e não há dificuldade nos passeios.
      - Rota e distâncias aproximadas: Seabra a Pratinha: Seabra – entrada para Iraquara (21 km) – acesso a Pratinha na rodovia (12,5 km) – estrada de chão até a Pratinha (7 km) / total: 40,5 km
       


       
      Gruta da Lapa Doce: gruta que faz parte de um complexo de cavernas com mais de 17 km mapeados, o 3º maior do Brasil. A parte de visitação tem um percurso de aproximadamente 1 km, onde é possível ver diferentes formações geológicas em salões bem altos e amplos.
       
      - Entrada (incluindo o guia que fica na entrada da atração): R$25/pessoa para grupo de até 3 pessoas; R$20/pessoa para grupos maiores.
      - Tempo e dificuldade do passeio: 1h10 – 1h30 >>> muito fácil
      - Rota e distâncias aproximadas: Pratinha a Lapa Doce: acesso a Pratinha na rodovia – acesso a Lapa Doce na rodovia (2,5 km) – estrada de chão até a Lapa Doce (2 km)
       


       
      LENÇÓIS: cidade muito agradável, com alguns prédios históricos e um clima gostoso de cidade pequena do interior, mesmo recebendo turistas do mundo todo. A cidade tem boas opções de restaurantes e várias opções de hospedagens. As vias são estreitas e de difícil trânsito de automóveis. Deixe o carro estacionado e aproveite ao máximo à pé para evitar dor de cabeça.
       
      - Rota e distâncias aproximadas: Lapa Doce a Lençóis: 67 km
       
      3º DIA: MUCUGEZINHO + POÇO DO DIABO – MORRO DO PAI INÁCIO – CACHOEIRA DO MOSQUITO
       
      Mucugezinho + Poço do Diabo: acesso por um restaurante à beira da BR-242. Ambos ficam no mesmo rio e a trilha é bem marcada, sem risco de alguém se perder nela.
       
      - Entrada: gratuita
      - Tempo total e dificuldade do passeio: 20-15 min >>> muito fácil
      - Rota e distâncias aproximadas: Lençóis (saída da cidade) – Mucugezinho: 19,2 km
       

       
      Morro do Pai Inácio: possui uma subida um pouco inclinada, porém é bem curta e sem grandes obstáculos. Vale muito a pena pela vista maravilhosa!
       
      - Entrada: R$5
      - Tempo total e dificuldade do passeio: 15-20 min >>> fácil
      - Rota e distâncias aproximadas: Mucugezinho – acesso ao Morro do Pai Inácio (7,8 km) – estrada de chão até a base do morro (2 km) / Lençóis – Morro do Pai Inácio: 29 km
       

       
      Cachoeira do Mosquito: cachoeira muito bonita, porém a estrada para chegar lá não estava em boas condições e pode ainda ser pior na época da chuva.
      No retorno da cachoeira, não conseguimos subir um trecho inclinado da estrada com terra mais solta em um Peugeot 207. Depois nos informaram que esse problema é bem comum para quem vai em carro sem tração 4x4. Por sorte, na hora estavam passando 3 pessoas de bicicleta, que ajudaram a empurrar o carro e tirá-lo daquele trecho complicado.
       
      - Entrada: R$10. Compramos na entrada da propriedade onde fica a cachoeira, porém também é possível comprar a entrada na cidade de Lençóis. Recomendo fazer isto para evitar uma viagem perdida.
      - Tempo total e dificuldade do passeio: 30-35 min >>> fácil
      - Rota e distâncias aproximadas:
      Para chegar a cachoeira, saindo de Lençóis siga no rumo de Tanquinho, a direita na BR-242. Depois de 8,7 km entre em uma estrada de chão a esquerda, onde há uma construção com pintura da Brasil Gás. Depois de 3,6 km vire na estrada a esquerda. Daí até a entrada da propriedade onde fica a cachoeira são 10,6 km e depois mais 6,8 km até o estacionamento próximo à cachoeira. / Lençóis (saída da cidade) – Cachoeira do Mosquito: 41,2 km.
       

       
      4º a 8º DIA: VALE DO PATI
       
      Há diversas opções de passeios no Vale do Pati com duração entre 3 e 5 dias ou até mais a depender da sua disposição e do programado com o guia. As saídas para os passeios geralmente ocorrem de Guiné, do Vale do Capão ou de Andaraí. Optamos por um passeio de 5 dias com saída de Guiné, 3 dias completos no Vale do Pati e término no Vale do Capão, explorando mais a paisagem perto de Guiné e Vale do Capão.
       
      É recomendável ir ao Vale do Pati com guia, porém encontramos algumas pessoas que estavam fazendo por conta própria. Alguns lugares são bem fáceis de se chegar, porém outros são um pouco complicados e neles é comum que pessoas sem guia se percam.
       
      Dia 1: Lençóis – Guiné – Igrejinha
       
      Saímos de Lençóis rumo a Guiné – total de 80 km, sendo 30 km em estrada de chão em geral em bom estado de conservação.
       
      - Tempo de caminhada: Travessia Guiné – Igrejinha (Ruinha): 3h30 – 4h de caminhada. Dificuldade: difícil, especialmente quando se está com uma mochila com mais de 15 kg nas costas.
       
      Primeiro subimos o morro do lado de Guiné. Esta é a parte mais dificíl da travessia. Depois atravessamos os gerais do Rio Preto, com belas paisagens, e chegamos ao mirante do Vale do Pati.
       


       
      Depois da maravilhosa vista, descemos rumo a Igrejinha (ou Ruinha). O local possui uma boa cozinha comunitária e um mercadinho, onde é possível comprar legumes, temperos, macarrão, fubá de milho, entre várias outras coisas. Deixar para comprar as coisas no mercadinho pode ajudar a reduzir o peso da mochila e facilitar a travessia, porém torna o passeio mais caro.
       

       
      No local, há opção de se pagar por quarto com colchão – R$30 por pessoa – ou de se acampar – R$ 15 por pessoa. Se a sua opção for esta, vc poderá ainda alugar colchão solteiro por R$10 ou de casal por R$20, com forro de cama, cobertor ou lençol e travesseiro inclusos nesses valores.
       
      Dia 2: Igrejinha – Casa da Dona Léia – Morro do Castelo – Casa da Dona Léia
       
      Desmontamos a barraca, tomamos café e saímos com todas as nossas coisas rumo à casa da Dona Léia (40 min de caminhada), que fica bem próxima do acesso ao Morro do Castelo.
       

       
      Lá deixamos as coisas e partimos para subir o Morro do Castelo. Passamos por algumas áreas de mata e depois iniciamos um subida bastante íngreme até o primeiro mirante do Morro do Castelo com vista para a parte do Vale do Pati de onde viemos (1h30-1h40 de caminhada).
       

       
      Depois o caminho rumo ao topo do Morro do Castelo fica um pouco mais plano até se chegar a uma caverna (importante levar lanterna!!!). Depois de atravessarmos a caverna, o que é bem tranquilo se estiver com lanterna, percorremos um trecho mais íngreme com umas partes um pouco complicadas de subir e chegamos ao topo do Morro do Castelo, onde apreciamos uma vista maravilhosa do Vale do Calixto.
       

       
      - Tempo de caminhada: Do primeiro mirante até o topo: 40-50 min. Tempo total de caminhada: 2h10-2h30. Dificuldade de toda a caminhada: difícil
       
      Na volta paramos na casa do seu Miguel (ou Pousada 2 Irmãos) para tomar um caldo de cana colhida na hora. Depois do caldo, fomos a casa da Dona Léia, onde pernoitamos.
       
      Dia 3: Casa da Dona Léia – Poço das Árvores – Casa da Dona Léia – Cachoeira dos Funis - Igrejinha
       
      Depois do café da manhã, fomos ao Poço das Árvores. Um local bem bonito e muito bom para tomar banho.
       
      - Tempo de caminhada: 1h30-1h40. Dificuldade: média.
       

       
      Voltamos à casa da Dona Léia, desmontamos a barraca e saímos. Tínhamos como destino final, a Igrejinha. No caminho passamos por uma série de cachoeiras, incluindo a Cachoeira dos Funis (segunda da série neste sentido). O caminho foi feito pelo leito do rio que estava com baixo volume de água por conta da seca.
       
      - Tempo de caminhada até a Cachoeira dos Funis: 1h20-1h30. Dificuldade: média.
       

       
      Depois da Cachoeira dos Funis, passamos por ainda três ou quatro cachoeiras, uma de tamanho expressivo e as outras pequenas, e depois seguimos rumo a Igrejinha, onde dormiríamos de novo.
       
      - Tempo de caminhada: 40-50 min. Dificuldade: média.
       
      Dia 4: Igrejinha – Cachoeirão – Igrejinha
       
      Neste dia, fomos ao Cachoeirão, local onde na época da chuva chega a se formar mais de 20 cachoeiras. Infelizmente como fomos em período de seca, não havia nenhuma cachoeira e tivemos que nos contentar com o exercício da nossa imaginação. hehehe
      Verdade é que mesmo sem água o Cachoeirão é maravilhoso e a ida até lá vale muito a pena também pela paisagem ao longo do trajeto.
       
      - Tempo de caminhada: 1h40 - 2h. Dificuldade: média.
       


       
      Dia 5: Igrejinha – Vale do Capão (por baixo)
       
      Último dia no Vale do Pati. Saímos cedo para uma longa caminhada (aprox. 20 km) até o Vale do Capão. Há duas opções de caminhos: um mais curto por cima e outro mais longo, porém mais fácil, por baixo. Fomos por este caminho.
      Ao longo dele, passamos pelos belos Gerais do Rio Preto e Gerais do Vieira e tivemos vistas maravilhosas dos morros e paisagens do Vale do Pati.
       


       
      A caminhada terminou em uma localidade conhecida como Bomba, que fica a 8 km do centro do Vale do Capão. Estava morto por conta do peso da mochila! Ainda bem que no local havia pastel de jaca, cerveja gelada e caldo de cana.
       

       
      - Tempo de caminhada: 6h-6h30. Dificuldade: difícil (ou “muito difícil” para quem está com mochila pesada)
       
      Depois de comer, beber e relaxar, pegamos o nosso carro, que já estava no Bomba nos esperando, e fomos procurar campings próximos do centro do Vale do Capão. O carro foi levado de Guiné para o Bomba por intermédio do guia Val (recomendo fortemente o Vale do Pati com ele!), que conhecemos no Vale do Pati e que pretendia finalizar o seu trekking em Guiné, de onde depois teria que ir ao Vale do Pati. Demos sorte demais!
      Se essa opção não tivesse surgido, teríamos que pegar um moto-táxi do Bomba ao centro do Vale do Capão, depois uma condução até Palmeiras e outra até Guiné.
       
      VALE DO CAPÃO: a vila ainda é meio rústica, porém está em processo acelerado de crescimento e eu como turista acho que em pouco tempo pode perder um pouco do charme e da simplicidade que ainda tem. Quando chegamos, fazia menos de uma semana que o sinal de celular da Tim e da Vivo havia chegado na vila. Na vila há algumas boas opções de restaurante, a maior parte com culinária vegetariana (para a nossa felicidade! hehehe).
       
      9º DIA: ÁGUAS CLARAS E RIACHINHO
       
      Águas Claras: Fomos ao lugar com amigos que fizemos logo no nosso primeiro dia no Vale do Capão e que já conheciam o caminho. É bem tranquilo de se chegar e o guia, apesar de sempre recomendável, é dispensável para este passeio. Águas Claras tem bons poços para tomar banho e uma das coisas legais de se ir até lá é a vista que se tem do Morrão de diferentes ângulos.
       
      - Entrada: gratuita
      - Tempo de caminhada: 1h40-2h. Dificuldade: fácil, porém longa
      - Rota e distâncias:
      Saindo do Capão pela estrada de chão que vai a Palmeiras, percorra 2,1 km e entre a direita; siga por mais 2,6 km até uma bifurcação, onde deve entrar à direita; depois de mais 300 m, chegará ao ponto onde estacionará o carro para pegar a trilha atá Águas Claras.
      O caminho até Águas Claras é tranquilo. Siga sempre reto, beirando uma cerca, e não pegue um caminho à direita. A trilha passa rente ao lindo Morrão. Um dos amigos que estavam com a gente falou que já havia subido o Morrão com um guia, mas que o caminho era bem difícil e fácil de se perder, então nem arriscamos.
       



       
      Riachinho: Depois de Águas Claras fomos ao Riachinho, que fica a 5,4 km da saída do Vale do Capão na estrada de chão que vai a Palmeiras. O Riachinho estava completamente seco por conta da falta de chuvas. Em compensação a isso, pudemos descer pelo leito seco do rio e chegar a um local bem legal mais embaixo. Cuidado que essa descida é bem perigosa! Só recomendo ir pelo leito do rio se ele estiver sem água.
       
      - Entrada: gratuita
      - Tempo de caminhada (até a cachoeira do Riachinho): 5-7 min. Dificuldade: muito fácil
       


       
      10º DIA: CACHOEIRA DA FUMAÇA POR CIMA
       
      Demos sorte e na noite anterior choveu bastante no Vale do Capão. Com isso, o rio que que antes estava completamente seco encheu e pudemos ver o espetáculo que é a Cachoeira da Fumaça com água!
       
      - Entrada: contribuição voluntária à Associação de Condutores.
      - Tempo de caminhada: 1h40-2h. Dificuldade: média.
      - Rota e distâncias aproximadas:
      Saindo do Vale do Capão pela estrada de chão que vai a Palmeiras siga 1,6 km até uma placa da Associação de Condutores e outra dos Chalés Terracotas; caminhe mais uns 300 m até o centro de recepção da Associação de Condutores, onde se inicia o caminho até a Cachoeira da Fumaça. Muitas pessoas fazem a trilha com guia, porém ela é bem tranquila e marcada. Basta seguir em frente o tempo todo que se chega a Fumaça.
       

       
      11º DIA: ANGÉLICA + PURIFICAÇÃO – CONCEIÇÃO DOS GATOS
       
      Angélica e Purificação: ambas ficam no mesmo rio. Para chegar, vá até o Bomba (há opção de moto-táxi para quem não está de carro ou não quer andar muito), atravesse o rio e depois, a partir da placa do ICMBio, siga o curso dele acima.
       
      - Entrada: gratuita.
      - Tempo de caminhada: Angélica – 15 min, Purificação – mais 40 min. Dificuldade: fácil
       


       
      Conceição dos Gatos: À tarde fomos nesse povoado, a pouco mais de 11 km do Vale do Capão, basicamente para comer a deliciosa moqueca de jaca servida na casa da Dona Maria e do Seu Ivo (mais informação abaixo nas "DIcas de restaurantes"). Para chegar ao povoado, pegue a estrada no sentido Palmeiras e depois de quase de 10 km, vire à direita onde há uma placa indicando o povoado e do lado esquerdo há uma placa sinalizando Palmeiras. A casa fica na rua a esquerda no final da rua principal do povoado. É a última à esquerda antes do início de uma estrada de chão.
       

       
      É bom ligar lá na casa para fazer reserva ou então ao chegar lá, faça o pedido e depois vá à cachoeira de Conceição dos Gatos para passar o tempo necessário para tudo ficar pronto. Foi isto o que fizemos!
      Dá para chegar à cachoeira sem pagar nenhuma taxa. Basta pegar um caminho à esquerda a uns 20m do início do asfalto, atravessar um campo de futebol e seguir uma trilha que passa por uma matinha. Infelizmente, a cachoeira estava completamente seca, mas logo acima dela há um pocinho bom para tomar banho.
      p.s: Depois nos informaram que mais adiante, a uns 25 min de caminhada a partir da cachoeira, há um local bem bonito chamado Poço das Cobras.
       


       
      Depois de matar tempo no pocinho, voltamos para almoçar. O almoço ainda conseguiu ser melhor do que a gente esperava e olha que as nossas expectativas não eram baixas. hehehe
       


       
      12º DIA: VALE DO CAPÃO – BRASÍLIA
       
      Último dia...Pegamos a estrada de volta a Brasília, já com saudades da Chapada Diamantina.
       
      - Distância e duração: 1100 km / 13h-13h30
       
       
      HOSPEDAGEM
       
      Em Seabra
      Hotel São José – R$ 70 para o casal em quarto com ventilador ou R$90 em quarto com ar-condicionado, incluindo um farto café da manhã. Hotel localizado na entrada da cidade. Ótimo custo benefício!
       
      Em Lençóis
      Pousada da Rita – R$ 90 para o casal em quarto com banheiro compartilhado ou a partir de R$100 em quarto com banheiro próprio. Como a própria dona, Rita, diz: a pousada nãoo tem luxo, mas tem tudo o que vc precisa em uma pousada; cama confortável, roupa de cama e toalha limpas, um bom café da manhã... Além disso, a Rita foi super atenciosa e simpática com a gente.
       
      No Vale do Pati
      3 pernoites em barraca na Igrejinha (Ruinha / Casa do Seu João) – diária de R$15 para cada um – e 1 pernoite em barraca na casa da Dona Léia – R$ 12 para cada um.
       
      No Vale do Capão
      Pousada Sempre Viva – camping R$10 por pessoa e quarto a partir de R$ 25 por pessoa. A área de camping é bem ampla e arborizada. Tem a disposição 3 chuveiros quentes e outros 3 banheiros com vaso e pia e uma boa cozinha comunitária.
       
      DICAS DE RESTAURANTES
       
      Lençóis
      Todos os Santos: Os dois responsáveis pelo restaurante - Daniel e Alessandra - são pessoas maravilhosas! A Alessandra faz uma ótima caipirinha e é super atenciosa e simpática com o cliente, aliás, a sua simpatia foi um dos motivos que nos levou a escolher o restaurante para jantar. Já o Daniel, faz comidas deliciosas! Recomendo fortemente tudo o que comemos lá: hamburguer de soja, que vem acompanhado de um molho delicioso; a deliciosa lasanha de banana da terra com 4 queijos (sim, isso mesmo! Uma delícia!); e de sobremesa, uma mousse com paçoca muito gostosa.
       
      Burritos y Taquitos Santa Fé: comemos um burrito super gostoso e diferente de palma com ricota. Os molhos de pimenta também são um delícia!
       
      Vale do Capão
      Massala: A comida é deliciosa, simplesmente a melhor que experimentamos no Vale do Capão! Cada dia tem um cardápio diferente. No dia que fomos comemos uma batata rosti recheada com cogumelos e ervilha e salada e de sobremesa, uma torta deliciosa de limão. O local é super bem decorado e o responsável pelo restaurante – Evandro – é uma atração a parte. Apelidamos-o carinhosamente de “Chapeleiro maluco”. O melhor de tudo é que apesar de servirem uma comida muito elaborada, o preço é muito acessível. No final gastamos menos de R$20, cada um.
       
      Pizza Integral Capão Grande – ou a pizzaria de dois sabores do Capão. Os dois sabores são bem gostosos e o atendimento é excelente! Vale muito a pena tomar aqui (e onde mais tiver) um suco de maracujá silvestre (ou selvagem), típico do Vale.
       
      Mediterrâneo – ótima casa de massas caseira! Comemos um delicioso ravioli recheado com ricota e espinafre e molho pesto. Muito barato também!
       
      Galpão – no geral, tem o melhor café da manhã do Capão. Tudo lá é bem gostoso! Só que é um pouco mais caro que o Licuri (abaixo)
       
      Licuri – ótimo custo-benefício no café da manhã! Tem pães e salgados deliciosos que comprávamos para as nossas trilhas.
       
      Arco-Íris – tem um beijú (tapioca) aberto muito gostoso!
       
      Buteco “do Lili” – não sabemos o nome certo, mas é o que fica no centro, do lado do mercado. Tem uma coxinha de jaca deliciosa!
       
      Conceição dos Gatos
      Casa da Maria e do Ivo: comida super deliciosa!!! Vale muito a pena a ida a Conceição dos Gatos só para comer as comidas da Dona Maria e os doces do Ivo. Por sinal, que casal simpático! Comemos moqueca de jaca (sensacional, mas pegue leve se não tiver acostumado com o dendê. hehehe), farofa de soja e outros acompanhamentos deliciosos, tudo feito com muito carinho e com um temperinho especial da Dona Maria. É bom ligar lá para reservar ou então chegar lá, fazer o pedido e depois ir à cachoeira de Conceição dos Gatos para passar o tempo necessário para tudo ficar pronto.
       
       
      GASTOS
       
      - Combustível (gasolina): R$560,00 - veículo Peugeot 207 1.4
      - Km 0: R$ 70,00 - 22 L (R$3,15 / L) > zeramos mais especificamente na saída de Sobradinho-DF
      - Km 315: R$136,00 - 43,1 L (R$3,15 / L)
      - Km 851: R$105,00 - 36,2 L (R$2,90 / L)
      - Km 1051: R$45,00 - 14,6 L (R$3,09 / L)
      - Km 50,7: R$126, 23 – 42,6 L (R$2,95 / L) > zeramos na saída do Vale do Capão
      - Km 512,8: R$78,00 – 26,5 L (R$2,93 / L)
       
      - Alimentação (por pessoa): aprox R$300 - preparamos comida apenas no Vale do Pati e comemos apenas lanches que levamos no carro na estrada na ida e na volta; as demais refeições foram feitas em restaurantes e lanchonetes
       
      - Hospedagem (por pessoa): R$ 242 - 8 pernoites em barraca e 3 em hotel/pousada
       
      - Passeios (por pessoa): R$ 375 com guia no Vale do Pati + R$ 60 com entradas na Pratinha, Lapa Doce (entrada + guia), Morro do Pai Inácio e Cachoeira do Mosquito; os demais passeios eram gratuitos e foram feitos por conta própria, sem contratação guia
       
      Total por pessoa: aprox. R$1250,00.


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