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Tabata FB

Bem-vindos ao meu relato! Peru, 18 dias, 8 cidades, eu e minha mochila, coragem, mente e coração abertos!

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Em 30/04/2018 em 16:45, Natália C. Santos disse:

Obrigada pelo relato, Tabata!
Qual foi o hostel que você ficou em Cusco??

Oii Natália, o hostel que fiquei em Cusco foi o mesmo  que fiquei em Paracas, o Hostel Kokopelli, super curti e recomendo. As camas são separadinhas por cortinas ou mesmo uma estrutura de madeira. Então, mesmo estando em um quarto compartilhado, você acaba tendo o seu próprio espaço. 😁

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Em 08/05/2018 em 16:29, Letícia Steganha Bataglini disse:

@Tabata FB Muito bom seu relato! Estou indo em agosto (2 a 22) também e queria saber: como tava o frio lá? Vi que tem foto que vc está super agasalhada e em outras só camiseta.. e quanto a calçado? Tenis é super confortável, mas é tecido, dá pra aguentar?

Oi Letícia, me desculpe chegar um pouco atrasada aqui para te responder =/
Enfim, mas fica as dicas para quem está por ir então!

Sobre o frio, não é algo que não seja suportável. Eu sou uma pessoa que prefere o clima quente e não gosto de sentir frio, então, comprei ai uns acessórios para ficar mais confortável. Uma meia de lã, a touca e luvas. Para a parte de cima, usei a ideia de três camadas: segunda pele, blusa fleece e casaco corta vento.

Cheguei a levar a calça segunda pele, mas não cheguei a usar.

Sobre calçado, eu comprei uma bota de trekking e acabei usando ela toda a viagem. Não tive nenhum problema quanto a isso. No meu primeiro post eu dou mais infos sobre marca e etc.

 

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[... Continuando]
 
Dia 9 - Cusco (Vale Sagrado, Maras, Moray)
[28/08/2017]
 
Neste dia o tour se iniciaria antes do horário do café da manhã do hostel.
Então, consegui pegar alguma coisa para comer no caminho.
Ainda estava com o “pé atrás” com a tal agência que achei meio que na correria e por um preço muito acolhedor, se é que me entendem =D
Foi então que fui direcionada a esperar numa esquina. Me deparo com mais um cara esperando, iniciei o papo em inglês, ele respondeu dizendo que não falava inglês, foi ai que percebi que era dos nossos! Um brasileiro, o primeiro que encontrei e que passei o dia. Saulo, de Brasília.
Na primeira parada do dia é preciso comprar o bilhete turístico de Cusco. Existem 2 tipos:
- Bilhete geral, que compreende vários pontos turísticos de Cusco. Preço de 130 soles, com validade de 10 dias.
- Bilhete parcial, o qual cobriria todos os lugares em que eu passaria o dia. O preço foi de 70 Soles, com validade de 2 dias.
Esta primeira parada é em Chinchero, onde visitamos uma igreja histórica da região e participamos de alguns rituais onde os locais da região apresentaram como era o tingimento dos tecidos, muito interessante, pois tudo é muito natural, sem química alguma.
 
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A segunda parada foi em Moray, antigas ruínas Incas. O interessante de lá é que tem uma parte que foi restituída e outra parte completamente original.

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A terceira parada foi em Maras, uma cidade conhecida pela produção de sal. E que produção! As salinas de Maras foi um dos lugares mais incríveis que já estive, é de cair o queixo e ficar de boca aberta por um tempinho. Impressionante a história do local e de como isso funciona há tanto tempo. Não tem como ir a Cusco e não passar por esse passeio! Anotem isso 😃

 

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Pausa para o almoço, em um restaurante com um buffet enorme e tudo a vontade! No Brasil o preço do passeio todo seria apenas o preço do buffet. Foi a primeira vez que comi muito! De encher o bucho mesmo!
Terceira e última parada foi em Ollantaytambo. Lugar enorme, muito grande com umas vistas sensacionais. Muito famoso o local e cheio de simbologias incas. 
 
 
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Quarto e último loca, Pisaq, outra cidade Inca, lugar muito lindo e bem construído, porém, como chegamos um pouco perto do horário de fechar, não conseguimos entrar por entre os muros da cidade. O que achei interessante no local é o cemitério vertical que foi alocado no meio das montanhas que a cercam. Porém, quando os Espanhóis invadiram o local, retiraram todos os restos mortais que havia.
Abaixo registrei essa foto das lindas pedras que encontrei por lá.
 
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E entre um passeio e outro eu e Saulo trocamos nossas histórias, foi muito especial ter falado com ele aquele dia. Combinamos de jantar juntos e também o Alfredo, um mexicano que Saulo conheceu no restaurante que almoçou.
Comemos uma espécie de sanduíche em pão sírio, algo que eu nunca tinha comido antes.
Para fechar o relato desse dia, segue uma foto do trio mochileiro do dia! À esquerda Alfredo, Saulo e eu.
 
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[Continuação nos próximos posts...] 
 
Beijos! 
Tabata
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Muito legal os teus relatos. Em Ollantaytambo, fomos aí onde tiraste as fotos e no outro lado da cidade, que aparece ao fundo nas tuas fotos, no forte, celeiro e laboratório de astrologia. Muito Bonito.

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[... Continuando]
 
Dia 10 - Águas Calientes
[29/08/2017]
 
Saga Machu Picchu has been started! 🤘
 
O dia que me senti mochileira de verdade! hehe
E o dia de fazer check out em Cusco e partir para Águas Calientes. 
Empacotei as coisas e fui rumo a Águas Calientes.
 
Existem 3 formas de ir para Machu Picchu.
  • De trem, maneira mais cara e mais rápida.
  • De van/ônibus até a hidrelétrica + caminhada de aproximadamente 2 horas. Maneira mais econômica.
  • Pela trilhas, para aventureiros. Existem variados tipos de trilhas. Não cheguei a pesquisar a fundo, pois não era meu objetivo, já que nesse caso, queria economizar tempo e não dinheiro. Sei que a mais famosa é a trilha Inca, que precisa ser reservada com muito tempo de antecedência por ser muito procurada e ser muito limitado o número de pessoas permitido.
 
Eu iria de trem. E o trem partiria de Ollantaytambo, então até lá precisava tomar um ônibus. Parti do hostel rumo ao local de onde partiria o ônibus. Chegando vi algumas vans no local e pensei, devem ter alguns alternativos para ir. Que nada! Não eram ônibus, eram vans mesmo! A linha oficial que sai de Cusco para  Ollantaytambo eram vans. Quando cheguei e fiz a pergunta a alguém onde tomava o ônibus, foi instantaneamente, pisquei e quando abri os olhos eu ja estava dentro da van, cheia de calor, de pessoas conversando muito alto (parecia que estavam brigando) e para somar, haviam me colocado para sentar na frente. Sabe aquele banco entre o motorista e o co-piloto que ninguém quer sentar? Abri o olho e estava la! Foi então que me apressei a arrumar um jeito e um espaço de tirar a blusa por que havia percebido que essa seria a única chance em 2 horas e meia! 😂
Fiz uns malabarismos e consegui tirar a blusa. Como não tinha nenhum espaço do lado, embaixo, em cima, a mochila foi no meu colo. Todas as vezes que o motorista mudava a marcha, eu tinha que arrumar a mochila. E em meio a essa pressão toda, me deparo com a cordilheira apenas em frente à nossa janela, o tempo todo, que incrível! Aproveitei um momento que pararam a van para conseguir retirar o celular e registrar essa foto abaixo 😁
 
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Ao chegar, procurei um local para almoçar antes de pegar o trem para Aguas Calientes. 
Ao entrar no trem, percebi que era um lugar apertado, porém de luxo. Com poltronas e mesas para as refeições.
A viagem é um pouco cansativa, no percurso é servido um bolo de cenoura, muito saboroso, porém, pelo tempo de viagem, horário e preço do ticket, obvio que poderiam servir algo de mais "sustância" !
 
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Ao chegar em Águas Calientes fui direto ao hotel que Natan me indicou tentar negociar o mesmo valor e fazer a reserva.
Precisei mostrar uma foto do Natan, para conseguir o valor, pois não estavam "botando muita fé na indicação". E assim consegui a noite por 30 soles em quarto individual. Fazia tempo que não tinha essa privacidade!

 

Dia 11 - Machu Picchu
[30/08/2017]
 
Acordei as 3h30 para tomar o café que seria servido às 4h. 
Consegui tomar café um pouco antes e cheguei na fila do ônibus por volta de 4h10. Já estava bem cheio.
Conheci o Luiz na fila, de Quito, muito gente boa! Acabamos ficando junto para conseguir fechar um guia.
A dica é que entramos na fila, porém achávamos que os tickets para o ônibus eram vendidos no próprio ônibus, porém, deve-se comprar em um posto ao lado. Sendo assim em um momento precisamos sair da fila para poder comprar. Compre antes pois ao entrar no bus, tivemos que debater com o segurança pra provar que não sabíamos dessa informação, e por isso consta um horário diferente ao qual entramos na fila.
É assim que começa a visita a Machu Picchu. Ao chegar ficamos de olho e achamos um guia em espanhól. Fechamos em aproximadamente 8 pessoas.
Lugar incrível, historias curiosas, descobre-se um povoado muito inteligente, engenheiros, astrônomos, e por ai vai.
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Ao chegar ainda estava coberto de nuvens, mas por volta de 9 a 10 da manhã o tempo já começou a abrir.
 
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Como o Luiz iria subir a montanha, nos separamos nesse momento. Foi ai que conheci mais o Rulo, mexicano, estava com a mãe no mesmo grupo com o guia, porém a mãe estava já muito cansada e não subiria ao ponto máximo. E assim ficamos como fotógrafos e cia um para outro. 
 
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Tentativa frustrada de tirar a foto com o bichinho! 😂
 
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A hora passa muito rápido quando você entra lá! Fiquei até 12h, que era o horário do meu ticket. Passou muito rápido!
Para pegar o ônibus de volta é bem tranquilo, não peguei filas.
Almocei por Águas Calientes, é aí que te enfiam a faca, o lugar mais barato que achei era bem caro!
 
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Tomei o trem de volta, depois a van para Cusco.
 

:ph34r: Dicas:

  • Ônibus para Machu Picchu: Compre o ticket para o ônibus antes de entrar na fila!
  • Levar REPELENTE! Eu levei apenas o protetor solar, porém, é importante o repelente também.
  • Siga o mapa! Pois alguns lugares levam à saída, e você tem apenas 1 chance de sair e retornar.
  • Atenção aos horários! Eu não subi às montanhas, mas quem vai subir precisa se atentar aos horários.
 
[Continuação nos próximos posts...] 
 
Beijos! 
Tabata
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olá, ano que vem faço Bolivia + peru .. esse ano fiz (arg, uru, chl) .. vou imprimir e ler já q eh o mais atualizado.

 

obg otimo relato

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[... Continuando]
 
Dia 12 - Cusco (Vinicunca)
[31/08/2017]
 
Apesar de cansativo todo o rolê para Águas Calientes no dia anterior, este dia não foi menos importante, pois era algo que eu estava esperando muito para fazer.
Era o dia em que eu iria conhecer a famosa Rainbow Mountain, Montanha colorida, Montanha sete cores, Vinicunca, muitos nomes!  Difícil para quem já pesquisou viagem no Peru e nunca ouviu falar desse lugar 😍
O dia começou bem cedo como a maioria dos passeios, e como saímos muito cedo, a Van parou em um local onde tomaríamos o café da manhã. Banhado a muitos pães com geleia e manteiga!
A trilha para Vinicunca já se inicia a uma certa altitude.
Ao iniciar você já percebe o ar rarefeito. 
Eu já sabia que seria um desafio. 
Aproveitei para me preparar e no início já separei meus dois bastões de caminhada ( dois cabos de vassoura mesmo kkkk )
 
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A cada quilometro andado, temos algumas placas com informações da altitude. Vou deixar uma foto com a placa final abaixo!
Não foi fácil fazer esse passeio, até então acredito ser a trilha mais difícil que eu fizera. Todo o trajeto foi mastigando folhas de coca, muito foco, concentração e determinação. Foi uma conquista muito pessoal. E você vai precisar de muita determinação mesmo, pois durante todo o percurso a tentação de contratar o serviço das mulas/cavalos.
 
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Foi nesse passeio que você descobre que a tolerância a altitude não tem nada a ver com preparo físico. Vi muito “marmanjo” passar mal e precisar de mula para subir.
Eu estava sempre firme e forte, focada no meu propósito. A cada passo eu comemorava. Cada passo tinha um alto valor para mim.
Ao iniciar o passeio, conheci a Julia e a Rosi, duas brasileiras que estavam no mesmo hostel que eu, mas logo no início nos desencontramos, pois elas começaram a andar mais rápido e eu acabei indo no meu ritmo.
Um pouco antes de chegar encontrei uma Argentina, e andamos juntas e nos ajudando pelos km finais. Infelizmente, devido as ansiedades do momento, esquecemos de trocar contatos =/
 
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A vista de cima é incrível. Algo mágico. Mas resumindo, o desafio e a conquista foi o melhor de tudo!
 
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Foi o lugar de maior altitude que eu estive no Peru.
 
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:ph34r: Dicas:

  • Preparo físico: Não vá se você não tem um bom preparo físico.
  • Joelho: Senti muito o joelho na descida, se você tem algum problema ou sente dores, também não recomendo.
  • Frio: Conforme você vai chegando no topo a temperatura vai caindo drasticamente. Além dos casacos, leve acessórios como gorro, luva, cachecol. Vi pessoas com as mãos queimadas do frio desistindo nos últimos metros.

 

[Continuação nos próximos posts...] 
 
Beijos! 
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Olá @RUDGERI HENKEL poderia me dizer de quantos dias sera seu roteiro desde a saída do Brasil até o retorno? estou montando meu roteiro para ano que vem e pretendo passar nos mesmos lugares, a informação ajudaria muito. Desde já obrigada. 😁

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[... Continuando]
 
Dia 13 - Cusco/Huaraz
[01/09/2017]
 
Dormi até mais tarde nesse dia, a única tarefa do dia era chegar em Huaraz. 
O percurso era um voo de Cusco a Lima, Lima aeroporto até estação Crus del Sur, onibus até Huaraz.
E assim foi, comprei os tickets do bus na própria estação. No Peru, não existe uma rodoviária como estamos acostumados, cada viação tem sua própria estação.
Precisei esperar um pouco, pois o ônibus sairia as 22h30.

Partiu para a cidade mais esperada da minha viagem!! 

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+8 horas pela frente e chego lá.

 

Dia 14 - Huaraz - Chavin
[02/09/2017]
 
Por volta de 6h da manhã chegamos em Huaraz. Iria ficar no hostel do Scheler. Um cara muito bacana que tive a oportunidade de conversar bastante antes de ir. Ele me esclareceu todas as dúvidas. Acabei fechando com ele os passeios e o hostel.
Ele ficaria de me buscar no ponto de desembarque, mas teve um problema, então, por dentre outros exemplos, pude ver a gentileza dos peruanos com os turistas. Um taxista, que provavelmente estava aguardando alguém me prestou sua ajuda ligando para o Scheler. Ele foi muito gentil e me levou até o hostel. Conheci o Scheler e já cheguei no ritmo! Ja faria um passeio no primeiro dia em Huaraz. 
O plano era visitas as ruínas de Chavin, logo as 9h da manhã. Em Huaraz, todos os passeios são longos, de no mínimo 3 horas de viagem para chegar às atrações. Claro, como estava cansada, cochilei todo o caminho. Logo na primeira parada, me juntei ao Roger, um brasileiro, e assim fizemos companhia um ao outro durante o passeio. Roger estava no Peru fazendo só as loucuras de trilhas e expedições. 
A primeira parada foi na lagoa Querococha.
 
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Chavin tem um valor histórico muito grande. É uma das mais antigas civilizações da história. Vale a pena conhecer.
 
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Ao voltar do passeio fomos jantar e o Roger me indicou uma agência que faria o passeio à Laguna Paron.
Fomos lá e fechei para o próximo dia. 
 

:ph34r: Dicas:

  • Scheler Trekking Expediciones: Ele presta o serviço de hostel e dos passeios. Recomendo! [Clique Aqui]
 
 
[Continuação nos próximos posts...] 
 
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    • Por Evelyze
      Oi pessoal, queria pedir a ajuda de vocês que tem mais experiências com viagens.
      Então, sendo bem objetiva, eu sou de Belém do Pará e decidi começar a viajar pós pandemia. Minha situação atual é essa aqui: 
      Pra onde quero ir? Ainda não sei. Tenho uma leve intuição de que seria legal iniciar pelo Brasil para adquirir experiência, mas também a Patagônia Chilena é um destino que me chama atenção a muito tempo. Enfim, não sei. O que sei é que os risco que eu vou correr pra ir aqui perto, serão os mesmo que ir pra mais longe. Eu acho!
      Tenho dinheiro? Um pouco, em torno de 2 a 3 mil que posso dispor de imediato, mas planejando, muito provável que eu consiga mais. Até Outubro, se eu tiver com tudo decidido, me programo para juntar.
      Tenho uma fonte de renda? Cara eu já trabalho em regime HomeOffice, tenho uma mini consultoria e apesar de meus clientes necessitarem da minha presença virtual todos os dias, já não estou vinculada a nenhuma empresa. O que tenho é um contrato de trabalho CLT que vai até Setembro de 2020. Eu trabalho com design gráfico, fotografia e como social media. Imagino que possa dispor dessas minhas habilidades para gerar renda durante AS VIAGENS, porque pretendo fazer mais de uma. Fora isso estou criando um e-book que vou tentar vender e gostaria muito de criar um canal no youtube e um instagram até pra guardar os registros de viagem.
      Tenho transporte? Eu tenho uma moto, uma Elite 125 que acredito que não seja possível viajar nela por ser uma shutter. Até porque não me sinto muito confortável com essa ideia. Pelo menos não agora. Mas não deixa de ser uma opção se tiver companhia. Então vai ter que ser mesmo por avião, ônibus ou frete de carro, sei lá.
      Tenho tempo? Aí é onde está a minha principal limitação. Eu tenho 2 cachorros lindos que, apesar de ter onde ficar enquanto eu viajo, não posso deixá-los por muito tempo, pois a responsabilidade é minha de qualquer forma. Por isso a minha intenção é fazer viagens curtas de 1 ou 2 semanas no máximo. Já pensei demais em levá-los comigo. Eu adoraria isso, mas não faço ideia de como posso fazer isso acontecer. Tenho medo de fazer isso sozinha.
      E quanto ao local para ficar? Imagino que deva ser mais fácil pra mim que não tenho muita experiência, viajar como voluntária e ir ficando nos hostels da vida. Porque acampar nunca nem vi. O Couchsurfing acho perigoso e mesmo assim me acrescentaria muito pouco em termos de conhecer e experimentar. Imagino que em hostels existe uma troca bem maior. Por isso penso na Worldpackers. Dormir em qualquer lugar tipo viagem roots, também não quero não. Não agora!
      Pois é pessoal, eu resolvi escrever esse post porque eu tenho essa vontade, mas estou muito confusa de como viabilizar isso. Acho que o medo tá me impedindo de seguir em frente. E mesmo assim, não sei por onde começar a planejar. Queria muito a opinião de vocês sobre possibilidades para mim. Talvez abra minha mente as mensagens de vocês. Fiquei até pensando se esse seria um post de busca por ajuda de como posso começar ou de incentivo para eu não desistir antes de tentar (rsrsrs). O fato é que eu preciso falar com alguém que possa me dar aquele empurrão. Talvez arranjar uma companhia pra essa primeira viagem. Talvez arranjar um lugar pra onde ir com propósito... Não sei.
      Fico aguardando as respostas. Espero realmente que tenham respostas.
      Abraço!
       
    • Por Trip-se!
      Em setembro de 2018, fizemos uma viagem ao Chile e Peru.
      Roteiro - 24 dias
      São Paulo > Santiago > Valparaíso > San Pedro do Atacama > Tacna > Arequipa > Cusco > Ollantaytambo > Aguas Calientes > Machu Picchu > Cusco > Lima.
       
      Começamos nossa jornada no Chile, em Santiago, Valparaíso e San Pedro do Atacama, cujos relatos seguem abaixo:
       
       
      No ônibus das 20:30, deixamos San Pedro do Atacama em direção a Arica, cidade chilena fronteira com o Peru. Seriam 8 horas de viagem, que à noite tínhamos esperança de sequer vermos passar. Com o coração apertado de deixar aquele lugar que tinha acordado tanto dentro de nós, nos despedimos do céu mais estrelado do mundo prometendo, para o Universo e uma para a outra, que voltaríamos logo, em breve, a tempo de não esquecermos toda a emoção que sentimos, nem de deixarmos a brutal rotina do acordar-trabalhar-dormir nos transformar em marionetes que fazem o uso da palavra "sabático" para justificar o tempo em que resolveram ser felizes. Logo nós, que tínhamos acabado de enxergar o não tamanho do mundo.
      Chegamos em Arica ainda escuro. Claudio (amigo que fizemos no Atacama, junto com seu fiel cão Lucky, artista plástico de Valparaíso que, cansado do mesmo todo-dia da vida e do consumo sentimental das relações obrigatórias, encontrou em San Pedro um porto. Breve e temporário.) tinha nos dito que, ao chegarmos, deveríamos atravessar a rua para a outra rodoviária, a internacional, onde poderíamos pegar um ônibus para o Peru. Foi uma ótima dica, ou teríamos ficado perdidas na escuridão da falta de informação e sinalização.
      Ao chegarmos na rodoviária internacional, que mais parecia o ponto final de uma linha de ônibus bem acabada em uma cidade quase fora do mapa, uma mulher sentada numa mesa nos informou que o ônibus para Tacna só sairia a partir das 8:30 da manhã. Eram 4:30 da madrugada. A outra opção, como ela sugeriu, era atravessar a fronteira com um dos muitos motoristas de carro que faziam ofertas de assentos pelo mesmo valor dos ônibus. Não, só se fôssemos loucas de aceitar. Assistimos demais "Presos no Estrangeiro" para arriscarmos uma prisão por tráfico de drogas com um estranho que diria que era tudo nosso, das gringas. Nunca. Resolvemos dar uma volta na rodoviária para despistar a mulher que nos alucinava com essa ideia, quando ouvimos sem muita certeza, o motorista de um ônibus gritar "Tacnabus, Tacnabus" e corremos para confirmar a informação. O ônibus ia para a Bolívia, mas primeiro pararia no Peru, em Tacna, para onde estávamos indo. Com o dinheiro guardado na calcinha, entramos no ônibus e seguimos para o nosso próximo destino.
      Na fronteira: sai do ônibus, carimba passaporte de entrada no Peru, passa as mochilas no raio X, tira o vinho da mochila, mostra que é vinho, guarda a garrafa, volta as mochilas para o bagageiro, sobe no ônibus. E em 40 minutos, chegávamos em Tacna.
      *ATENÇÃO! Ao desembarcar no aeroporto em Santiago do Chile, na entrada no país, além do passaporte carimbado, também entregam um papelzinho, aparentemente sem nenhum valor e sem nenhuma explicação. GUARDE-O DENTRO DO PASSAPORTE! Na travessia da fronteira, esse papel é exigido.
       
      TACNA
      Não esperávamos encontrar em Tacna a cidade charmosa e acolhedora que descobrimos. De habitantes tacanhamente tímidos, que nos olhavam surpresos e alegres ao perguntarmos seus nomes, essa cidadela conquistou nossos corações, receosos de não conseguirem mais se apaixonar depois de conhecer o Atacama. Mas Tacna é leve, florida, descompromissada, como que se viesse só para provar que é possível amar depois de amar. 
      O sotaque, de tanta timidez, torna o espanhol mais difícil aos ouvidos. Os bancos das praças possuem tetos de flores para fazer sombra. Na Plaza de Armas - nome de todas as praças principais de todas as cidades do Peru - há fotógrafos velhinhos andando sob o sol, sorrindo e sugerindo um retrato para a posteridade, como um pedaço de tempo congelado entre as flores coloridas, as palmeiras altíssimas, a fonte imponente, o arco marcante da cidade e, sempre, a igreja. 
      As lojas são todas setorizadas, de forma que os supostos concorrentes são colegas vizinhos, e você jamais vai conseguir tirar uma xerox se estiver próximo dos açougues ou dos consultórios ortodônticos, uma pequena obsessão tacniana. Por toda a rua principal, há galerias como camelódromos, com cabines de câmbio, tabacaria, lojas de joça e manicures enfileiradas em carteiras escolares oferecendo seus serviços. 
      Em Tacna você vira a esquina e se depara com uma padaria a céu aberto no meio da rua! Carrinhos de pães perfumam o entardecer e nos transportam para uma imaginada infância peruana. Foi ali que também comemos o melhor hambúrguer de cordeiro da nossa vida. No "Cara Negra", uma sanduicheria especializada em cordeiro, que eles criam lá mesmo no sítio atrás do bar. É descolado e tem drinks deliciosos. Faz valer a visita na cidade.
      Por todos os lugares que passamos, sempre procuramos pelo Mercado Central, que é onde encontra-se a essência do local. O Mercado Central de Tacna é imperdível. Tem de tudo. Especiarias, ervas, carnes, queijos, farinhas, biscoitos, frutas, verduras, doces, produtos de limpeza e muitas, muitas casas de sucos. Na "Juguería Sra Rosita", uma simpática senhora de sorriso frouxo e vontade de conversar, tomamos maravilhosos sucos de melão e de morango, muitíssimo bem servidos, de ficar na memória. Conhecemos também Miguel, dono de uma barraca de remédios de plantas medicinais, que sabia a erva ideal para absolutamente todo tipo de enfermidade.
      Ao caminharmos de volta para o hotel, bem encantadas com a surpresa de Tacna, uma vendedora nos parou para oferecer azeite. Ao agradecermos e sorrirmos, ela trocou a oferta para um branqueador dental. Talvez por marketing, ou pela já citada fixação por dentes perfeitos dos habitantes da li. Tomara. 
      Por fim, antes de partirmos, passamos por uma casa roxa, um centro de, como dizia a placa, "Magia y Diversión". Sem isso, qual seria mesmo o sentido de tudo? Com a delicadeza dessa mensagem tão sutil e necessária, seguimos nossa viagem em direção a Arequipa.
       







       
       
      - Onde ficamos:
      Ficamos no Nice Inn Tacna, no centro da cidade, com atendimento muito cordial. As pessoas são super simpáticas, o quarto era confortável, chuveiro quente e café da manhã bem simples. 
      Nice Inn Tacna - Av Hipólito Unanue 147, Tacna 23001, Peru / Telefone: +51 52 280152 / booking.com/hotel/pe/nice-inn-tacna.es.html - Onde comemos:
      Cara Negra - Cnel. Bustios 298 / Telefone: +51 952 657 540 / @caranegraoficialtacna / facebook.com/caranegraranchosanantonio/ - Onde fomos:
      Mercado Central de Tacna - Calle Francisco Cornejo Cuadra 809, Tacna 23003, Peru Plaza de Armas - Paseo Cívico de Tacna, Tacna 23001, Peru  
       Seguimos para Arequipa, Cuzco, Ollantaytambo, Aguas Calientes, Machu Picchu e Lima, que detalharemos em post separados. 
      https://www.instagram.com/trip_se_/
    • Por divanei
      HUACACHINA - PERU
       
                Pela janela do ônibus vão nos saltando aos olhos uma paisagem desoladora, como se uma guerra nuclear tivesse destruído e acabado com tudo. Minha esposa já havia me interpelado uma dezena de vezes o porquê de estarmos nos dirigindo para o sul do Peru, numa paisagem feia de dar dó , ainda mais depois de termos passado uma dezena de dias espetaculares, com paisagens de sonhos, junto à Cordilheira Branca , na região de Huaraz.

               
                Me mantive firme no meu propósito e ao invés de deixar que o desânimo tomasse conta de mim, me concentrei no outro lado do ônibus , onde o Oceano Pacífico insistia em nos dizer que o deserto não era tão feio quanto parecia. Mas não era a paisagem natural que nos assolava a alma e sim as construções e habitações dos povoados e pequenas cidades, casas cobertas de palha ou sem uma cobertura de telhado, apenas uma laje apinhada de tranqueiras e ferros espostos, coisa feia de se ver, toda empoeirada, numa sujeira desgostosa, praticamente sem nenhuma árvore.

       
                A falta de telhado era mais do que justificável, muito porque estávamos em meio ao deserto, onde praticamente não chove e mesmo na capital do país não há telhados, não como temos no Brasil. O ônibus que pegamos custou uma ninharia, não mais que 25 reais para 6 horas de viagem, mas foi pegando gente a laço pelo caminho, num sobe e desce interminável e mesmo no outono, fazia um calor dos infernos, sem ar condicionado ou qualquer outra mordomia, mas era o preço pela economia. Vendedores entravam a todo momento, vendendo de tudo que se possa imaginar, principalmente comida e petiscos, alguns com uma cara muito boa, outros nem tanto.

                Já era começo de tarde quando desembarcamos em ICA, uma cidade até grande se comparada ao porte dos vilarejos que passamos, mas o trânsito caótico, com carros barulheiros e tuk-tuk espalhados para todos os lados. Com as cargueiras gigantes nas costas, fruto das bugigangas compradas na Cordilheira, saímos à procura de um restaurante para almoçar, mas se tem uma coisa que peruano gosta, é comer, e achar algo vazio que conseguisse nos atender foi quase impossível. Minha mulher já estava emputecida pela situação, pela viagem extremamente cansativa, mas muito mais pela paisagem, do qual ainda não compreendia porque havíamos andado tanto para ver coisa alguma que prestasse.
                Por fim, resolvi logo abandonar Ica e me dirigir para o nosso destino, o objetivo daquela viagem, e embarcamos no primeiro taxi que nos abordou, uma lata velha caindo aos pedaços, que por uns 8 reais, chacoalhou por 5 km até nos desovar no meio do Deserto, num vilarejo cercado de Dunas Gigantes e com uma lagoa no meio e as caras carrancudas, deram lugar a um sorriso de orelha a orelha em meio à uma das mais belas paisagens do mundo, HUACACHINA era nossa.

       
                 O Oásis é um lugar turístico e como tal, também pratica preços muito acima de outros lugares no Peru, ainda mais por ser fim de semana, mas foi só dar uma volta no minúsculo lugar para conseguir algo que coubesse no nosso bolso. O problema é que as coisas são tão baratas no Peru, que já havíamos nos acostumados com um padrão de preço e os 80 reais pagos na hospedagem nos pareceu uma fortuna, mas quando entramos no hotel e nos deparamos com uma acomodação chic , com banheira e até uma cozinha, minha esposa se alegrou de uma tal maneira que acabei achando que foi barato e comparado as hospedagem no Brasil, foi mesmo uma pechincha.

       
       
       
       
                Tomamos banho e fomos conhecer o vilarejo. As dunas são as mais altas do nosso continente e é quase impossível tirar os olhos delas, numa paisagem surpreendentemente diferente de tudo que vimos na vida. O lago e suas palmeiras dão um charme especial, ainda que hoje digam que ele é abastecido artificialmente. Como é um lugar turístico, é todo cercado de lojas, bares, hotéis, agências de turismo e todo tipo de comércio. Como é final de tarde, todo mundo se dirige para o alto de alguma duna para apreciar o pôr do sol, mas nós estávamos bem cansados e deixamos isso para o dia seguinte. Outra coisa que é um sucesso por ali é o passeio de bug, mas não são esses bugs mequetrefes que temos no litoral do Brasil não, são monstros construídos para destruir as dunas, mas nós mesmo não estávamos a fim de chacoalhar pelo deserto, já estávamos acostumados com nosso modesto 4 x 4 e em se tratando de emoção, nosso NIVA não ficava devendo nada para aqueles transformes peruanos.
                Depois que jantamos eu já deslumbrei dar a volta nas dunas no dia seguinte, coisa que minha mulher caiu fora, não passava pela cabeça dela levantar às 6 da manhã para escalar dunas de areia. Então no outro dia bem cedinho, apanhei minha mochilinha, coloquei uma garrafa d’água, uma máquina fotográfica, um lanche e assim que ganhei a rua, já enfiei os pés na areia e fui ganhando altitude. Mas era um passo para cima e dois passos para trás e mesmo ainda sendo nas primeiras horas da manhã, a areia fervia de tão quente e me senti um beduíno no meio do deserto.
                Aquela era a primeira experiência minha escalando uma duna e não demorou nadica para perceber que acabei subestimando aquele monumento natural. A areia quente começou a fritar meus pés e como estava apenas de sandálias, comecei a ficar desesperado. Parava às vezes e cavava um buraco na areia, tentando buscar um terreno menos quente, mas isso pouco resolvia, então a única coisa que consegui pensar foi a de colocar nos pés numa capa de saco de dormir que acabou ficando dentro da mochilinha e um saco de batatas fritas aluminado, aí eu já estava no desespero, meus miolos já haviam fritado também ou eu chegava logo no topo da duna ou tava morto.
       
       
                Do alto da grande muralha de areia o mundo se modificou. Lá embaixo o Oásis de Huacachina parecia uma pintura de um quadro e ao meu redor, o deserto parecia ter me introduzido dentro de um romance passado no Saara. O vento levantava uma areia fina e mesmo o sol queimando meus pés, ainda assim o encanto era maior que aquele sofrimento momentâneo. Cavei um buraco ainda maior e nele me enfiei, dando alívio aos meus pés e assim tive um maior conforto para apreciar aquela paisagem que talvez eu jamais veja novamente, talvez não com aquela proporção. Mas a minha intenção era a de dar a volta no oásis, então peguei minha mochilinha, tomei um gole d’água e parti, agora caminhando em nível, galgando as lombadas do terreno até que ser obrigado a abandonar a duna e quebrar à direita em direção aos bugs estacionados perto de um outro pequeno oásis.

                Perco altura lentamente, mas logo sou obrigado a despencar barranco à baixo porque a areia quente volta a fritar meus pés. O sofrimento recomeça e me vejo em desespero novamente, mas dessa vez o negócio ficou sério, então corro feito um calango do deserto até que chego à sobra de um dos bugs gigantes. Poderia muito bem abandonar aquela caminhada e a partir dali, voltar novamente para o hotel seguindo a trilha de areia que desce ao vilarejo, mas não vou arregar tão cedo.
                Continuo subindo até que passo pela caixa d’água instalada nesse selado de dunas, tomo um fôlego, ajeito a proteção tosca que havia colocado nos pés e sigo subindo até que alcanço de vez o cume mais alto daquele mostro de areia. São impressionantes o tamanho e a altura dessas dunas, de onde posso avistar povoados distantes, perdido num mundo árido e seco, sem árvores e totalmente desolados. Mas é justamente isso que torna esse oásis tão espetacularmente belo, é um sopro de vida no meio do caus. 

                Minha água acabou, o sol já destrói minha pele, mas mesmo assim continuo caminhando, agora em nível sobre o cume da duna, quase completando os 360 graus ao redor de Huacachina, mas antes que esse ciclo se feche, resolvo fazer algo inusitado: despencar da duna mais alta do nosso continente, ao invés de ir perdendo altura lentamente em direção ao vilarejo. Aos saltos e aos pulos, vou escorregando rapidamente, quase sem controle e quando a força da gravidade resolve fazer troça da minha pessoa, perco o controle totalmente e saio rolando desgovernadamente. Uma hora vejo o céu, outra hora vejo areia, outra hora o topo da duna, outra hora já não vejo mais nada. Meus olhos, meu nariz, minha boca foi tomada pela areia fina. Minha mochila e minhas sandálias se perderam nas dunas e eu virei passageiro do além e do acaso. Miséria dos infernos!!!! Sou um homem humilhado. Me levanto da surra e procuro saber onde estou e quem sou eu e logo  um monte de turistas, que estão passando nos pés das dunas me fazem recobrar a memória. Os japoneses ficam rindo e apontando para mim e eu apenas faço cara de paisagem, viro as costas e volto a subir a duna atrás dos meus pertences, só não encontrei minha dignidade. Recolho tudo e volto a descer até chegar a um chafariz no vilarejo, onde aproveito para lavar meus olhos, enquanto eu próprio não me contenho e caio na gargalhada com o ocorrido.
                Quando chego de volta ao hotel, sou obrigado a me jogar dentro de uma banheira de águas frias e por lá ficar até que meus pés se acalmem das queimaduras e eu consiga me livrar de toda areia que foi entrando em cada orifício. Resolvido o problema, saímos para um passeio mais demorado. É possível nadar no lago ou mesmo andar com umas canoas ou pedalinhos, mas eu queria mesmo era experimentar uma descida de sandboard, uma espécie de surf na areia, onde você pode alugar uma prancha pagando míseros 5 reais por 1 hora. Eu já havia feito isso uns 20 anos atrás nas praias da Joaquina em Florianópolis, mas havia me esquecido que não era tão fácil parar em pé como eu pensava e só fiz cair naquela desgraça, rolar sem rumo e encher meus olhos e meu nariz novamente de areia. Mas já que havia fracassado no surf de areia, ficamos por lá para assistir ao pôr do sol, isso sim era sucesso garantido.
                Huacachina é mesmo especial, um lugarzinho legal para descansar , experimentar umas comidinhas diferente ou simplesmente não fazer nada e como não fazer nada já começa a me irritar, tratamos logo de pegar nossas tralhar e picar a mula para outras paragens, fomos rumo ao Oceanos Pacífico, lá para as bandas de Paracás, outro lugarzinho lindo, com caminhadas e pedaladas para belas praias de águas geladas, onde pelicanos fazem sua morada, mas essa é outra história, o certo é que uma viagem ao Peru tem a capacidade de mudar sua visão de mundo para sempre, ninguém vai ao Peru e volta a mesma pessoa.

       
       



               
               
       
    • Por georgiasilva29
      Alguem de Sao Carlos ou regiao ? 


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