Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
rodrigovix

Indonésia + Singapura + Tailândia (36 dias – out e nov/2017) A viagem dos SONHOS!

Posts Recomendados

Faaaala, galera. Desculpa o "sumiço". Tava colocando umas coisas em ordem, e agora acho que dá pra continuar escrevendo o relato (cada capítulo me consome o tempo livre de um dia inteiro ou mais rs).

Comecei a escrever aqui, e acho que amanhã já consigo postar o Capítulo 4.

Abraços!!!

  • Curti 2
  • Amei 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Capítulo 4: Roby, o motorista mais gente boa de Bali.

4º dia (14 de outubro)

As 4h15 do voo de Bangkok a Bali passaram com tranquilidade. Para quem havia experimentado as intermináveis horas do Brasil até aqui, isso era como um passeio no parque. A ilha vista de cima é tão deslumbrante quanto sua fama. E, considerando que o piloto precisou dar várias voltas por ela até obter autorização para o pouso, pudemos constatar isso com propriedade.

Quando descemos do avião, o famoso por do sol de Bali já estava em seus instantes finais. Conseguimos uma rápida selfie, e partimos para os trâmites de bagagem e imigração. No nosso roteiro original, não fosse o imprevisto da chuva em Bangkok e o voo perdido, estaríamos naquele momento curtindo a hora dourada no templo de Uluwatu, depois de passar a tarde toda desbravando a região nas scooters alugadas.

cap4-02-sunset.thumb.jpg.04f2cd8fd820460d7ae4f5e9738f34c5.jpg

Preenchemos os formulários de imigração e fomos pra fila. Cães farejadores inspecionavam cada passageiro, cada bagagem, e, na nossa vez, bateu aquele paranoico medo de "e se alguém colocou droga escondido na minha mochila?". Para a minha sorte, não foi o caso. Fosse isso, eu nem estaria aqui escrevendo esse relato. O tráfico de drogas é punido com a morte na Indonésia.

Seguimos para trocar alguns dólares. Bastou uma nota de 100 para nos tornarmos milionários pela primeira vez na vida. (VIU, MÃE? EU DISSE QUE CONSEGUIRIA!!!). Com a cotação de Rp. 13.100 por dólar, pegamos Rp. 1.310.000, mais que o suficiente para o Uber até o hotel, a diária e o jantar.

cap4-01-rupias.thumb.jpg.174fa75591bfb8ab184a4870786c7d7c.jpg

Eu disse Uber? Que inocência a minha. A gente não conseguia localizar o ponto de encontro nem por decreto. Não bastasse isso, cerca de setecentos e vinte e nove motoristas ficavam nos abordando num frenesi diabólico oferecendo corrida. Mas não era uma simples oferta, era uma aporrinhação do c*ralho. Eles enchem o saco com FORÇA. Ficam te seguindo, insistindo, e quando você se livra de um, vem outro. Eu e Antenor já estávamos a ponto de cair na porrada com um deles, quando enfim nos demos por vencidos. Não seria possível achar o Uber.  Fechamos por Rp. 120.000 o trecho do aeroporto até o nosso hotel em Uluwatu (não era um trecho muito pequeno), um pouco mais caro que o que pagaríamos no Uber, porém não reclamamos depois que nos demos conta da distância percorrida.

Chegando no nosso hotel, o Batu Kandik Homestay (simples, prático, e que nos serviria apenas para uma noite), pagamos a diária de Rp. 305.490, conforme reserva do booking (reservamos praticamente todas as hospedagens dessa viagem pelo booking, e todas com a opção de cancelamento gratuito). Pedimos um jantar na recepção, e eles foram a um restaurante buscar para a gente. Junto com uma Bitang 600ml, a famosa cerveja balinesa, ficou por Rp. 134.000 o casal. Fomos para a área da piscina relaxar e tomar nossa cerveja. O céu completamente estrelado. Aquela cerveja gelada. A noite quente, mas com uma brisa agradável. "Meu Deus, eu estou em Bali". Foi um daqueles bons momentos em que nos damos conta do quão abençoados somos por essas experiências vividas num mundo tão injusto e desigual.

"O jantar de vocês chegou", disse o garoto da recepção num inglês de sotaque engraçado. Seguimos para o quarto e abrimos as sacolas de comida. Isso mesmo, SACOLAS haha. Como pedimos às escuras, sem saber o que cada nome daquele significava no cardápio, nos deparamos com algumas sopas rs. Se a apresentação não estava lá essas coisas, o gosto estava. Bem apimentado, porém delicioso. Aliás, "apimentado, porém delicioso" seria uma constante em nossas refeições durante essa viagem rs.

cap4-comida.thumb.jpg.fed9ba1c95a70ec8aae6498f1e90c6e4.jpg

Era hora de dormir. Havíamos combinado com o Roby, nosso motorista, de nos levar cedo para um passeio pelos principais templos e praias daquela região da ilha. E não poderíamos ter escolhido pessoa melhor para isso.


SALDO DOS DIAS (dividido por pessoa):

Rp. 60.000 - Táxi
Rp. 152.745 - 1 diária no Batu Kandik Homestay
Rp. 67.000 - Jantar e cerveja

TOTAL: Rp. 279.745  (USD 21)

_______________________________________________

 

Roby, o motorista mais gente boa de Bali.

Eu precisava fazer um capítulo a parte para esse cara.

Durante o planejamento dessa viagem, eu me convenci de que, devido ao tempo que tínhamos disponível e a quantidade de coisas que queríamos fazer, precisaríamos contratar um motorista/guia privado em Bali. Pesquisando bastante pela internet, cheguei ao nome/e-mail de uns três que eu julguei confiáveis, dados os relatos apresentados. Apenas dois me deram o retorno. Nas negociações, o Roby foi o que me transpareceu mais confiança. E como eu estava certo!

Roby é um balinês como eu quero guardar na memória. Solícito, atencioso, esforçado, trabalhador e sorridente. Tratou a gente com a máxima educação, honestidade e cuidado.

O melhor de tudo foi quando, de repente, ele começou a arriscar um português com a gente. Quase não acreditamos. Mas logo depois lembramos que estávamos em Bali, o paraíso dos surfistas, e o Brasil é bem forte no surf, então muitos brasileiros vem pra cá. Fazia sentido.

Com isso, Roby acabou se tornando um motorista e guia particular especializado em viajantes brasileiros e portugueses. Isso mesmo! Não bastasse conhecer a ilha como a palma de sua mão, ser um excelente profissional, ainda se esforçava para se comunicar em português. Detalhe: aprendeu por conta própria, de tanto atender a brasileiros e portugueses.

Nós, que havíamos planejado apenas 1 dia de motorista privado, decidimos contratar 2, de tão satisfeito que ficamos. Ele nos deu altas dicas de roteiro, indicando os melhores lugares, melhores caminhos e a ordem que deveria ser feito, mas isso sem jamais querer forçar um lugar que a gente não queria ir. Ele fez de tudo para atender nossas vontades. Porém, como o trânsito em Bali pode ser caótico nos horários de pico, ele sabia exatamente que ordem seguir e quais horários evitar em determinadas regiões, pois isso poderia resultar em horas preciosas perdidas em engarrafamentos.

O preço médio para as diárias de um motorista particular em Bali é de 50 dólares americanos. E isso inclui o carro 4x4 confortável, com ar condicionado (ESSENCIAL EM BALI), gasolina e etc. Foi o que pagamos (Rp. 650.000) na diária do primeiro dia, vez que visitaríamos a região Uluwatu, depois passaríamos por várias praias subindo pela costa, até terminarmos o dia com um por do sol no famoso Tanah Lot (templo do mar), e ele ainda nos deixaria no nosso hotel em Ubud, região central da ilha. Isso totalizaria umas 10 horas de serviço.

No dia que nos despedimos de Roby, disse a ele que o indicaria para os demais viajantes brasileiros. Ele me agradeceu como se eu tivesse fazendo um favor filhos dele. Achei aquilo bem bacana. 

Já aqui no Brasil, perguntei a ele se ele toparia uma parceria. Eu indicaria os serviços dele, e ele, em contrapartida, ofereceria um preço mais camarada para os leitores aqui no mochileiros. Ele topou na hora!!! E não apenas me ofereceu preços mais baixos, como disse que fará um desconto de 10% para os que mostrarem a ele essa imagem abaixo:

cap4-03-cupom-roby.thumb.jpg.74f827a6884b2e85ffeef6e2678409d0.jpg

Isso mesmo!!! Se vocês forem a Bali e quiserem contratar o Roby como motorista e guia particular (um guia de verdade, que explica as coisas em detalhes, e não apenas finge ser guia), ele cobrará Rp. 600.000 pela diária que envolva distâncias maiores (apresentando essa imagem-cupom, o preço ainda cai pra Rp.550.000), e Rp. 500.000 para diárias em locais mais próximos ou de direção única (e com o desconto do cupom, cai pra Rp. 450.000). É muito mais barato do que o que eu mesmo paguei!!!

Para entrar em contato com ele, é só procurar por Wayan Roby Parwanto Roby no facebook. O e-mail dele é o [email protected]

Eu não vou ganhar 1 centavo sequer com isso. Apenas a certeza de estar indicando um excelente profissional para a galera mochileira, e ajudando um cara super trabalhador a sustentar sua família.

Quem por acaso tiver a chance de conhecer o Roby e usar o cupom, não esquece de avisar aqui no tópico. Aproveitem pra me dizer como foi a viagem de vocês. 

Até a próxima!

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Templos e praias de Bali, a ilha mágica.

  • Curti 3
  • Amei 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Obs.: postei um comentário antes da hora e depois não soube apagar. Se alguém souber como faz, me avisa aqui. Tô um pouco perdido nesse formato novo do fórum rs.

  • Curti 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica.

5º dia (15 de outubro)

Acordamos um pouco antes do horário combinado com o Roby, pois nosso hotel não tinha café da manhã. Caminhamos uns 10 minutos pela beirada do asfalto até uma dessas vendinhas locais, e ali já deu pra sentir melhor o clima mágico de Bali. Pagamos Rp. 20.000 cada nuns biscoitos de gosto diferente e um café adoçado com leite condensado. Não foi a coisa mais gostosa do mundo, mas se alimentar como os locais era um dos nossos objetivos nessa viagem, e isso era empolgante demais.

Roby nos mostrou pontualidade quando encostou seu carro em nosso hotel às 7h55. Após uma breve apresentação, para o que se tornaria uma grande amizade de viagem, seguimos para a primeira parada do dia: o templo de Uluwatu.

Antes de continuar, vou deixar o roteiro do dia conforme havíamos combinado por e-mail. Toda a conversa sobre os melhores locais a se visitar foi feita com antecedência. Eu disse os locais que queria conhecer, e ele me deu os conselhos de melhor ordem e possibilidades. Fiquei muito satisfeito com o planejamento final, porque em nenhum momento ele quis me empurrar locais ou me desencorajar de outros - pelo contrário, ele foi muito sincero e realista, tentando ao máximo satisfazer nossas vontades. Afinal, é para isso que se contrata um motorista/guia particular.

O roteiro do dia ficou assim:

- Partida do nosso hotel em Uluwatu;
- Templo de Uluwatu (lê-se "Uluatú");
- Padang Padang beach (a praia que Julia Roberts gravou cenas pro filme "Comer, Rezar e Amar"; lê-se "Padãn Pandãn", quase engolindo o som do "g");
- Dreamland Beach (uma praia que pertence a um resort);
- Pausa pro almoço
- Green Bowl Beach (acredito que tenha esse nome "tigela verde" por conta das pequenas cavernas que ficam nos paredões);
- Nusa Dua Beach;
- Tanah Lot (o famoso templo no mar; lê-se "Tána Lót");
- Finalizamos no nosso hotel em Ubud.

 

Templo de Uluwatu

Começamos pelo famoso templo de Uluwatu. Já na entrada, dezenas de macacos nos recepcionavam, fazendo a alegria da gringaiada. Nós já estávamos espertos com nossos pertences, porque a fama deles por aqui não é muito boa rs. Costumam afanar as coisas em busca de comida, então todo cuidado é pouco.

01_cap5_uluwatu.thumb.jpg.d20e8760373982e019170cb44bd681a1.jpg

 

A entrada do templo custa Rp. 30.000 por pessoa, e inclui o empréstimo do "sarong" (lê-se "sarõn", engolindo o "g"), uso obrigatório no local. O local é grande e muito bonito, e pudemos presenciar uma aula de música para meninos balineses, a trilha sonora perfeita para a ocasião.

321010094_02_cap5_uluwatu(Personalizado).thumb.jpg.ca26445a516fd9d6a279f4879ab258d4.jpg

763625585_04_cap5_uluwatu(Personalizado).thumb.jpg.4541f5019f1566881c59c6278a0acf3c.jpg

2116890259_03_cap5_uluwatu(Personalizado).thumb.jpg.ba9917a44aafe73abc3ad4b733ba3e2b.jpg

 

Enfim, chegamos à parte do penhasco, onde era possível avistar o templo de Uluwatu (cuja entrada é restrita) bem na ponta, e toda a "orla" a ser percorrida pelos visitantes. Lindo demais!

1611297353_06_cap5_uluwatu(Personalizado).thumb.jpg.b71f9ad4a678145ab0851929a49899be.jpg

2058546345_06_cap5_uluwatu_2(Personalizado).thumb.jpg.3272acf827463ac3bd6f4d8d9973bd33.jpg

1340438256_07_cap5_uluwatu(Personalizado).thumb.jpg.8b01f2e728c5d4899db04953e6b810f9.jpg

 

Em nosso roteiro original, não fosse o vôo que perdemos em Bangkok, teríamos vindo aqui no dia anterior, por conta própria, presenciar o por do sol, que dizem ser muito bonito, e participar do famoso espetáculo de dança que acontece no final da tarde, e custa Rp. 100.000 por pessoa. Então fica a dica para quem tiver tempo.

 

Padang Padang Beach

Seguimos viagem para a praia de Padang Padang, que ficou famosa após a gravação do filme Comer, Rezar e Amar, estrelado por Julia Roberts. Pagamos Rp.10.000 cada na entrada, que acredito ser uma pequena taxa de preservação. A praia não é muito extensa, mas é bem bonita. Combinamos de ficar ali por 1 hora, então aproveitamos para relaxar, tomar uma água (Rp. 10.000) e, é claro, uma Bitang bem gelada (Rp. 40.000).

1981670202_08_cap5_padang_padang(Personalizado).thumb.jpg.4b68292bbb9397760894e8e54362ccb7.jpg

283581041_09_cap5_padang_padang(Personalizado).thumb.jpg.4ec4d619189c723d33d625ec4dd297e7.jpg

200712660_10_cap5_padang_padang(Personalizado).thumb.jpg.ad9dc3450678e15a5aa23c463e095a0c.jpg

1635834856_10_cap5_padang_padang_2(Personalizado).thumb.jpg.e31406f5a95adf171ce9b06f252f8579.jpg

 

 

Dreamland Beach

Nosso destino seguinte foi a Dreamland Beach, uma praia que pertence a um resort, porém permite acesso ao público de não hóspedes. Roby nos deixou num estacionamento, que era o ponto limite de onde os carros podiam ir. A partir dali, somente os carrinhos de transporte do resort podiam transitar, e para isso pagamos Rp. 10.000 cada (ida e volta), para que nos levassem até a praia.

Logo na chegada, havia uma feirinha, onde na volta compramos uma camiseta (Rp. 50.000) e duas águas de 500ml (Rp. 5.000 cada). Essa feirinha fica ao lado de uma água suja, não muito convidativa, mas que não tira a beleza da praia, até porque não faz contato com o mar (acredito eu).

Percorremos pela praia fazendo fotos, subimos um morrinho na entrada pra ter uma visão mais ampla, e depois fomos embora. Não quisemos gastar muito tempo ali.

1940711284_11_cap5_dreamland_beach(Personalizado).thumb.jpg.1e809f817907ad51096ed7ed44844dc9.jpg

1591767371_12_cap5_dreamland_beach(Personalizado).thumb.jpg.2fb3175273d9626eaff02659cb5cddf2.jpg

997710973_13_cap5_dreamland_beach(Personalizado).thumb.jpg.d635370146866064146e87361e92d177.jpg

1417129007_14_cap5_dreamland_beach(Personalizado).thumb.jpg.d077e1100c4c2e62ca1f0660610653e6.jpg

308158780_15_cap5_dreamland_beach(Personalizado).thumb.jpg.15f0d5a7b6b1209df3505a794fa68af1.jpg

1682726116_16_cap5_dreamland_beach(Personalizado).thumb.jpg.15e75d7fb399e0a064070a803af1c5a9.jpg

1146008551_17_cap5_dreamland_beach(Personalizado).thumb.jpg.8400167fb36f5482f3e284b93461ed96.jpg

 

Pausa para o almoço

O carrinho do resort nos levou de volta ao encontro do Roby, e era hora de uma pausa para o almoço. Pedimos a ele que nos levasse num lugar onde os locais almoçavam, e assim ele fez. Antes, paramos para comprar um chip de internet para Antenor (Rp. 80.000 para 4GB de internet), que aguentou bem os quase 10 dias que ficamos em Bali. Eu ainda estava usando o meu chip da EasySIM4U, embora não estivesse funcionando muito bem. No caminho, aproveitamos para trocar mais uns dólares na melhor cotação que achamos (Rp. 13.300 por dólar), não muito diferente do que pegamos no aeroporto.

O "restaurante" para onde ele nos levou (com muitas "aspas") era bem o que queríamos. Comida local e barata. Foram Rp. 20.000 por um prato de frango frito, arroz e um molho apimentado, e mais Rp. 5.000 numa garrafa de refrigerante local que parecia mais um chá. Valeu a experiência! Pagamos o almoço do Roby, também.

603467171_18_cap5_almoco(Personalizado).thumb.jpg.3c81db4f25b678d8f4f939f241267d6b.jpg

 

Green Bowl beach

A parada seguinte foi Green Bowl Beach, uma praia que prometia ser muito bonita pelas fotos que eu havia pesquisado. E ela não decepcionou. Pagamos Rp. 10.000 cada na entrada, e aproveitamos pra comprar uma garrafa de 1L de água por Rp.10.000. Afinal, seria necessário descer e subir muitos degraus por aqui. E sol tava daquele jeito!

1808950609_19_cap5_green_bowl(Personalizado).thumb.jpg.a55ef3de70de51cd913687b3419d5d1f.jpg

 

O visual da descida é deslumbrante! A praia não é muito longa, e os turistas ficam concentrados nas pequenas "cavernas" que dão nome ao lugar, creio eu. O mar é bem raso, com muitas pedras, uma leve correnteza, e uma água muito quente. Ideal para ficar relaxando e curtindo a vibe das férias.

1363542638_20_cap5_green_bowl(Personalizado).thumb.jpg.01a0b3883535c53681a516a6a9802e33.jpg

823560660_21_cap5_green_bowl(Personalizado).thumb.jpg.262d680ed6276f3a2d0a7f7257fbd93a.jpg

1255195219_22_cap5_green_bowl(Personalizado).thumb.jpg.09d1b11b39472bf9da17b68ec509c187.jpg

107351212_22_cap5_green_bowl_2(Personalizado).thumb.JPG.4cc4a6c7231ab831ca2c82e6d655273a.JPG

 

Nusa Dua Beach

Seguimos para a última praia do dia, Nusa Dua. Ficamos cerca de 40 minutos por lá, o suficiente para dar um mergulho e aproveitar a paisagem. Nessa praia, não pagamos nada para entrar, e também não quisemos ficar muito tempo, pois o objetivo era pegar o por do sol no Tanah Lot e a tarde já estava quase no fim. Lembrem-se: o trânsito em Bali pode ser caótico, então se antecipem a isso.

1782802872_23_cap5_nusa_dua(Personalizado).thumb.jpg.d949efce4cba14a61ee63afa58d0f2ad.jpg

1363938962_24_cap5__nusa_dua(Personalizado).thumb.jpg.80609e65c548eafcd58f47e7d72baf8c.jpg

 

Tanah Lot

Chegamos ao último ponto a ser visitado no dia, o "Templo no Mar". O Tanah Lot é o principal cartão postal de Bali, e isso ficou claro tão quando descemos do carro. Estacionamento, feirinhas, e muitos turistas na entrada do local. O por do sol é bem famoso por aqui, então espere sempre o lugar cheio. Pagamos Rp. 60.000 cada de entrada, e mais Rp. 10.000 numa água de 1L. Demos uma rodada pelo lugar e fizemos algumas fotos, mas não demoramos muito, porque eu queria mesmo era me posicionar bem para o por do sol. 

341182171_25_cap5_tanah_lot(Personalizado).thumb.jpg.a10f6b6bb90b134108579b15cbf1b6da.jpg

831462320_26_cap5_tanah_lot(Personalizado).thumb.jpg.646b41ae5ad6b1b1ed6bec49c7fa9e52.jpg

 

Avistei uns restaurantes numa parte mais alta, e subimos até lá. Era preciso consumir (quase uma obrigação moral, visto que os garçons já te abordam quando você chega), então pedimos uma Bitang (Rp. 38.000). Se valeu a pena? Bom, deixo vocês concluírem pelas fotos rs. Só sei que foi o tempo exato, pois, logo após o sol se por, começou a chover. 

1828796684_26_cap5_tanah_lot_2(Personalizado).thumb.JPG.205232b8aa1d7decd36d259435f1d72b.JPG

1353772765_27_cap5_tanah_lot(Personalizado).thumb.jpg.e9bf1f6270d5066ea3e168dc878ca34f.jpg

635827282_28_cap5_tanah_lot(Personalizado).thumb.jpg.d825bf9c9116c9e5e49f1d6ad51ca330.jpg

127400727_29_cap5_tanah_lot(Personalizado).thumb.jpg.c64a4607ad9b3ad97f3df8f9fbda8068.jpg

 

Juntamos as nossas coisas e fomos ao encontro do Roby no estacionamento. Era hora de seguir para Ubud. Antes, decidimos experimentar um "milho doce" na brasa por Rp. 15.000. Pedimos para o cara não colocar muita pimenta, mas foi o mesmo que nada. Tava tão apimentado que ficou impossível comer haha. Compramos uma água por Rp. 5.000 e partimos!

 

Ubud

Combinamos com Roby de que ele nos deixasse no nosso hotel em Ubud ao final do dia. Isso foi essencial para o nosso roteiro, visto que ganharíamos um precioso tempo com locomoção.

A ideia original era usar o dia seguinte para conhecer as proximidades de Ubud por conta própria, de scooter alugada (aquelas motinhas automáticas) e, no outro dia, usar os serviços do Roby novamente para conhecer algumas regiões mais afastadas. Ele nos perguntou se podíamos inverter os dias (provavelmente porque havia cliente querendo agendar com ele também no mesmo dia). O serviço dele foi tão satisfatório que não hesitamos em aceitar. Ele agradeceu demais pela ajuda!

Fizemos check-in no Angga Homestay, um dos poucos hotéis dessa viagem em que não foi preciso pagar tudo com antecedência. Foi uma das melhores hospedagens dessa viagem. Não à toa tem uma nota tão boa no booking. A dona, Putu (lê-se "Putú") nos tratou como filhos. Sem falar na arquitetura, linda demais! Bem típica do lugar. É como se você estivesse hospedado na casa de um balinês (o que não deixa de ser). Aproveitamos para deixar umas roupas com ela para serviço de lavanderia e saímos para jantar.

Ubud é um charme, e não foi preciso a luz do dia para perceber isso já no primeiro contato. A rua principal é repleta de restaurantes e um milhão de scooters estacionadas. É o principal meio de locomoção local. Ubud me deu uma sensação semelhante ao que senti em San Pedro de Atacama, no Chile. É como visitar Búzios, porém na versão cultural do país em que estamos haha. Não à toa é o lugar preferido da maioria dos que visitam Bali.

Jantamos num restaurante "melhorzinho" por Rp. 144.500 o casal. Depois de um dia cansativo, a gente merecia. Combinamos com Roby de nos pegar às 8h no dia seguinte. Muitos templos nos esperavam, e a nossa viagem estava só começando.

1118267699_30_cap5_jantar(Personalizado).thumb.jpg.a07cf07aca2644140e4beb3d1f7214b3.jpg

 

Mapas

Vou deixar aqui a imagem do mapa da ilha e de alguns dos principais pontos turísticos locais que achei no carro do Roby. Quebra um bom galho pra gente se organizar no roteiro a ser visitado.

00_cap5_bali_map.thumb.jpg.daf8b45b7e2fcd7bd1083c555f0e1839.jpg

00_cap5_bali_map_2.thumb.jpg.a7e48dbc934b69d515172788c1a0f936.jpg

 

SALDO DO DIA (por pessoa):

Rp. 20.000 - Café da manhã
Rp. 30.000 - Entrada Uluwatu Temple
Rp. 10.000 - Entrada Padang Padang Beach
Rp. 25.000 - Cerveja e água na praia
Rp. 10.000 - Entrada Dreamland Beach
Rp. 5.000 - Água 500ml
Rp. 50.000 - Camiseta na feirinha
Rp. 50.000 - Almoço de 2 pessoas com bebida
Rp. 80.000 - Chip com 4GB de franquia de internet
Rp. 10.000 - Entrada Green Bowl Beach
Rp. 10.000 - Água 1L
Rp. 60.000 - Entrada Tanah Lot
Rp. 10.000 - Água 1L
Rp. 19.000 - Cerveja
Rp. 15.000 - Milho doce apimentado
Rp. 5.000 - Água
Rp. 650.000 - Diária do Roby 
Rp. 144.500 - Jantar em Ubud

TOTAL: Rp. 1.203.500  (USD 88)

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha.

  • Curti 2
  • Gratidão! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Em 25/05/2018 em 22:19, rodrigovix disse:

Obs.: postei um comentário antes da hora e depois não soube apagar. Se alguém souber como faz, me avisa aqui. Tô um pouco perdido nesse formato novo do fórum rs.

clica em opções > desaprovar (se usa pc, navegadores) 

Screen Shot 06-06-18 at 09.33 AM.JPG

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Em 06/06/2018 em 09:32, Dan Wollker disse:

@rodrigovix show man .. ja pensou em escrever um livro futuramente ??? muito bom !

Hahaha valeu, Dan! Cê já pensou? Quem sabe um dia. 

  • Curti 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
Em 06/06/2018 em 09:35, Dan Wollker disse:

clica em opções > desaprovar (se usa pc, navegadores) 

 

Obrigado!!! O jeito vai ser essa estratégia aí mesmo rs.

  • Curti 1
  • Gratidão! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Pretendo fazer sudeste asiático no mesmo período (outubro e novembro) e esse relato será bem útil. Inclusive tenho pesquisado bastante o roteiro a fazer por conta do raio das monções, e Indonésia, Singapura, Malásia e Tailândia pelo menos estariam no meu itinerário.

Aguardando o restante, mas até agora está muito bom!

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisar ser um membro para fazer um comentário

Criar uma conta

Crie uma nova conta em nossa comunidade. É fácil!

Crie uma nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Entrar Agora

  • Conteúdo Similar

    • Por TMRocha
      Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente.

      Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai.
       
      Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma:
      1) Alguns dados interessantes do Uruguai; 2) Por que estudo Espanhol?; 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai; 4) Minhas Considerações. Após isso o Índice dos posts dessa viagem; E por fim o relato propriamente dito! 1) Alguns dados interessantes do Uruguai
      O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul.

      Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos.

      Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar.

      Mate uruguaio.
      O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul.

      Fonte Pesquisada:
      http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai
      2) Por que estudo Espanhol?

      Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol  [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim.

      Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador.

      Touradas, na Espanha.

      Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio.

      Festa dos Mortos, no México.
      Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia.
      3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai
      Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol.

      Montevideo, capital do Uruguai.
      Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!].

      Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio.

      Praça Independência, Montevideo.

      Monumento Los Dedos, em Punta del Este.

      Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol.



      Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai.
      Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país.
       
      E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira.

      Milanesa Pollo Napolitana con fritas.

      "Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão.

      Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente.
      O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo...
      "Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro."
      Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua.

      Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto
      4) Minhas considerações:

      Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante.
       
      Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem!
       
      A seguir:
      - Índice do Relato dessa viagem;
      - Relato propriamente dito.
    • Por peresosk
      Esta viagem foi a última parte da viagem que fiz pela Ásia, então claro não tem preços dos voos do Brasil, isto vai depender de cada um.
      Vamos aos números que muita gente gosta de saber.
      O Roteiro
      TURQUIA - IRÃ - VIETNÃ - LAOS - TAILÂNDIA - MALÁSIA - SINGAPURA - FILIPINAS - COREIA DO SUL - RÚSSIA
      A Rota dentro da Rússia
      Vladivostok – Khabarovsk (13h48 de viagem – R$ 84,68)
      Khabarovsk  – Chita (42h10 de viagem – R$ 211,76)
      Chita – Ulan-Ude (10h27 de viagem – R$ 50,66)
      Ulan-Ude – Irkutsk (06h43 de viagem – R$ 46,14)
      Irkutsk – Novosibirsk (32h11 de viagem – R$ 103,81)
      Novosibirsk  – Omsk (08h36 de viagem – R$ 52,94)
      Omsk – Tyumen (07h48 de viagem – R$ 49,78)
      Tyumen  – Yekaterinburg (05h27 de viagem – R$ 36,31)
      Yekaterinburg – Vladimir (25h31 de viagem – R$ 94,65)
      Vladimir – Moscou (01h42 de viagem – R$ 12,91)
      Moscou – St. Petersburgo (11h35 de viagem – R$ 52,04)
      St. Petersburgo – Kaliningrado (01h35 de viagem (avião) – R$ 180,77)
      Quando: Março e Abril de 2018
      Dias: 58
      Noites em Hostel: 1
      Viagens Noturnas: 6
      Couchsurfing: 51
      Valor Gasto em Real: R$2162,94 ($675,92)
      Média Diária em Real: R$37,29 ($11,65)
      Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/JtTho9
      Meus Vídeos no Youtube: LINK AQUI
      O Trailer

      VLADIVOSTOK (3 DIAS)
      Como eu cheguei até a Rússia é outro assunto, hoje você vai assistir um relato de como foi viagem durante 58 dias no maior do país do mundo.
      Voo da Coreia do Sul direto para Vladivostok, pousei em um dia com sol e temperatura por volta de 1 grau, inesperado para 4 de março. Para sair do aeroporto nada de táxi pois isto é coisa para turista, um mini bus me levou direto para a estação de trem onde meu primeiro anfitrião estava me esperando, Vladivostok fiquei 3 noites e foi o suficiente para ver o que a cidade tinha para oferecer e claro conhecer pessoas, a Rússia ficou marcada por isto, dúvida?
      Meu anfitrião não é a pessoa mais simpática do mundo, mas logo no primeiro dia conheci Ana que falava espanhol, japonês e russo é claro, nada de inglês. Ela trabalha em uma multinacional japonesa e dá aulas de espanhol, a explicação é meio lógica, Vladivostok fica do lado do Japão e existem muitas empresas e carros japoneses circulando em toda a Sibéria inclusive até Irkutsk, falo isso pois a direção dos carros fica na direita. Ana me levou a uma fortaleza antiga que defendia a cidade até 1991, não tenho imagens pois praticamente congelei naquela noite com temperaturas próximas dos -20 e um vento assustador.
      No outro dia começou muito bem com Elena, uma pessoa divertida demais que fomos andar sobre o mar congelado, lembrando que fui viajar no final do inverno, o que não significa calor na Rússia.
      Foi um dia muito especial praticamente me avisando do que seria esta viagem, teve comida mexicana, restaurante fino, chocolate com sal e claro mais uma amizade do mundo.

      Uma das novas pontes da cidade, Vladivostok estava fechada ao turismo até 1991

      Elena foi uma das novas amigas da Rússia, mais uma que ama o Brasil

      O mar congelado junto com o inverno Russo
      A estação de trem de Vladivostok tem a icônica placa com o número 9288, significa a distância de trem até Moscou, mas eu não segui exatamente a rota da transiberiana, antes do momento do embarque fui com o Leo ver o farol do mar congelado e aquele local parece cena de filme.

      A placa com 9288 km até Moscou

      O farol que serve para guiar embarcações
      Primeiro destino definido, Khabarovsk fica a 14h48 de Vladivostok e as por volta das 5 da tarde embarquei com neve para a minha primeira jornada na Rússia, foi curta se comparar com o que vinha pela frente. Logo do inicio da viagem presenciei uma das cenas mais bonitas da minha vida, uma senhora de dentro do trem despedindo-se de seus parentes e assim começou a vida nos trens russos. Vagão novo e foi bem vazio, mas esta maravilha não seria frequente depois de algumas viagens.

      Submarino S-56 utilizado em guerra, hoje é um museu

      O vagão da terceira classe, a platzkart

      Ainda na estação uma das placas mais esperadas da minha vida, hora de embarcar

      Na praça central tem o Monumento aos combatentes pelo poder soviético
    • Por Lljj
      Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho.
      Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas.
      O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo.
      Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões.
      Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né?
      Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas.
      O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares.
      Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul.
      A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros.
      O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser.
       
      Post original em https://www.lljj.com.br/
      Imagem em Pixabay
    • Por Tadeu Pereira
      Salve salve Mochileiros...
      Segue o roteiro do mochilão pelo Sudeste Asiático em Novembro de 2018...
       
        Data   Origem Destino Horario de saída Horario de chegada 04/nov Domingo   São Paulo (GRU) Pekim (PEK) 19:05 5:00 05/nov Segunda-feira           06/nov Terça-feira   Pekim (PEK) Bangkok (BKK) 8:15 12:30 07/nov Quarta-feira   Bangkok (BKK)       08/nov Quinta-feira   Bangkok (BKK) x Ayuttahaya Ayuttahaya x Bangkok (BKK)     09/nov Sexta-feira   Bangkok (BKK) Krabi x Ao Nang     10/nov Sábado   Ao Nang       11/nov Domingo   Ao Nang Koh Phi ph     12/nov Segunda-feira   Koh Phi phi        13/nov Terça-feira   Koh Phi phi Don  Koh Phi Phi Leh     14/nov Quarta-feira   Koh Phi phi        15/nov Quinta-feira   Koh Phi phi  Phuket     16/nov Sexta-feira   Phuket Siem Reap - Cambodja     17/nov Sábado   Siem Reap - Cambodja       18/nov Domingo   Siem Reap - Camboja Hanoi - Vietnã      19/nov Segunda-feira   Hanoi - Vietnã        20/nov Terça-feira   Hanoi - Vietnã  Halong Bay      21/nov Quarta-feira   Hanoi - Vietnã        22/nov Quinta-feira   Hanoi - Vietnã  Bangkok (BKK) x Chiang Mai     23/nov Sexta-feira   Chiang Mai       24/nov Sábado   Chiang Mai       25/nov Domingo   Chiang Mai Chiang Rai      26/nov Segunda-feira   Chiang Rai        27/nov Terça-feira   Chiang Rai              Laos e Myanmar          28/nov Quarta-feira   Chiang Rai Chiang Mai       29/nov Quinta-feira   Chiang Mai  Pai     30/nov Sexta-feira   Chiang Mai Bangkok (BKK)     01/dez Sábado   Bangkok (BKK) Pekim (PEK) 16:55 22:30 02/dez Domingo   Pekim (PEK) São Paulo - Brasil (GRU) 01:10 15:20
    • Por BrunaKC
      Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia!
      Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta.
      Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem.
      A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena.
      Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo.
      Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. 
      Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. 
      Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias.
      Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito!
      Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa.
      Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. 
      O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. 
      Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos.
      Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia.
      O melhor ainda está por vir!
      Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo.
      Até logo, aventureiro!








×