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Indonésia + Singapura + Tailândia (36 dias – out e nov/2017) A viagem dos SONHOS!


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Faaaala, galera. Desculpa o "sumiço". Tava colocando umas coisas em ordem, e agora acho que dá pra continuar escrevendo o relato (cada capítulo me consome o tempo livre de um dia inteiro ou mais rs).

Comecei a escrever aqui, e acho que amanhã já consigo postar o Capítulo 4.

Abraços!!!

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  • 2 semanas depois...
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Capítulo 5: Templos e praias de Bali, a ilha mágica.

5º dia (15 de outubro)

Acordamos um pouco antes do horário combinado com o Roby, pois nosso hotel não tinha café da manhã. Caminhamos uns 10 minutos pela beirada do asfalto até uma dessas vendinhas locais, e ali já deu pra sentir melhor o clima mágico de Bali. Pagamos Rp. 20.000 cada nuns biscoitos de gosto diferente e um café adoçado com leite condensado. Não foi a coisa mais gostosa do mundo, mas se alimentar como os locais era um dos nossos objetivos nessa viagem, e isso era empolgante demais.

Roby nos mostrou pontualidade quando encostou seu carro em nosso hotel às 7h55. Após uma breve apresentação, para o que se tornaria uma grande amizade de viagem, seguimos para a primeira parada do dia: o templo de Uluwatu.

Antes de continuar, vou deixar o roteiro do dia conforme havíamos combinado por e-mail. Toda a conversa sobre os melhores locais a se visitar foi feita com antecedência. Eu disse os locais que queria conhecer, e ele me deu os conselhos de melhor ordem e possibilidades. Fiquei muito satisfeito com o planejamento final, porque em nenhum momento ele quis me empurrar locais ou me desencorajar de outros - pelo contrário, ele foi muito sincero e realista, tentando ao máximo satisfazer nossas vontades. Afinal, é para isso que se contrata um motorista/guia particular.

O roteiro do dia ficou assim:

- Partida do nosso hotel em Uluwatu;
- Templo de Uluwatu (lê-se "Uluatú");
- Padang Padang beach (a praia que Julia Roberts gravou cenas pro filme "Comer, Rezar e Amar"; lê-se "Padãn Pandãn", quase engolindo o som do "g");
- Dreamland Beach (uma praia que pertence a um resort);
- Pausa pro almoço
- Green Bowl Beach (acredito que tenha esse nome "tigela verde" por conta das pequenas cavernas que ficam nos paredões);
- Nusa Dua Beach;
- Tanah Lot (o famoso templo no mar; lê-se "Tána Lót");
- Finalizamos no nosso hotel em Ubud.

 

Templo de Uluwatu

Começamos pelo famoso templo de Uluwatu. Já na entrada, dezenas de macacos nos recepcionavam, fazendo a alegria da gringaiada. Nós já estávamos espertos com nossos pertences, porque a fama deles por aqui não é muito boa rs. Costumam afanar as coisas em busca de comida, então todo cuidado é pouco.

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A entrada do templo custa Rp. 30.000 por pessoa, e inclui o empréstimo do "sarong" (lê-se "sarõn", engolindo o "g"), uso obrigatório no local. O local é grande e muito bonito, e pudemos presenciar uma aula de música para meninos balineses, a trilha sonora perfeita para a ocasião.

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Enfim, chegamos à parte do penhasco, onde era possível avistar o templo de Uluwatu (cuja entrada é restrita) bem na ponta, e toda a "orla" a ser percorrida pelos visitantes. Lindo demais!

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Em nosso roteiro original, não fosse o vôo que perdemos em Bangkok, teríamos vindo aqui no dia anterior, por conta própria, presenciar o por do sol, que dizem ser muito bonito, e participar do famoso espetáculo de dança que acontece no final da tarde, e custa Rp. 100.000 por pessoa. Então fica a dica para quem tiver tempo.

 

Padang Padang Beach

Seguimos viagem para a praia de Padang Padang, que ficou famosa após a gravação do filme Comer, Rezar e Amar, estrelado por Julia Roberts. Pagamos Rp.10.000 cada na entrada, que acredito ser uma pequena taxa de preservação. A praia não é muito extensa, mas é bem bonita. Combinamos de ficar ali por 1 hora, então aproveitamos para relaxar, tomar uma água (Rp. 10.000) e, é claro, uma Bitang bem gelada (Rp. 40.000).

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Dreamland Beach

Nosso destino seguinte foi a Dreamland Beach, uma praia que pertence a um resort, porém permite acesso ao público de não hóspedes. Roby nos deixou num estacionamento, que era o ponto limite de onde os carros podiam ir. A partir dali, somente os carrinhos de transporte do resort podiam transitar, e para isso pagamos Rp. 10.000 cada (ida e volta), para que nos levassem até a praia.

Logo na chegada, havia uma feirinha, onde na volta compramos uma camiseta (Rp. 50.000) e duas águas de 500ml (Rp. 5.000 cada). Essa feirinha fica ao lado de uma água suja, não muito convidativa, mas que não tira a beleza da praia, até porque não faz contato com o mar (acredito eu).

Percorremos pela praia fazendo fotos, subimos um morrinho na entrada pra ter uma visão mais ampla, e depois fomos embora. Não quisemos gastar muito tempo ali.

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Pausa para o almoço

O carrinho do resort nos levou de volta ao encontro do Roby, e era hora de uma pausa para o almoço. Pedimos a ele que nos levasse num lugar onde os locais almoçavam, e assim ele fez. Antes, paramos para comprar um chip de internet para Antenor (Rp. 80.000 para 4GB de internet), que aguentou bem os quase 10 dias que ficamos em Bali. Eu ainda estava usando o meu chip da EasySIM4U, embora não estivesse funcionando muito bem. No caminho, aproveitamos para trocar mais uns dólares na melhor cotação que achamos (Rp. 13.300 por dólar), não muito diferente do que pegamos no aeroporto.

O "restaurante" para onde ele nos levou (com muitas "aspas") era bem o que queríamos. Comida local e barata. Foram Rp. 20.000 por um prato de frango frito, arroz e um molho apimentado, e mais Rp. 5.000 numa garrafa de refrigerante local que parecia mais um chá. Valeu a experiência! Pagamos o almoço do Roby, também.

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Green Bowl beach

A parada seguinte foi Green Bowl Beach, uma praia que prometia ser muito bonita pelas fotos que eu havia pesquisado. E ela não decepcionou. Pagamos Rp. 10.000 cada na entrada, e aproveitamos pra comprar uma garrafa de 1L de água por Rp.10.000. Afinal, seria necessário descer e subir muitos degraus por aqui. E sol tava daquele jeito!

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O visual da descida é deslumbrante! A praia não é muito longa, e os turistas ficam concentrados nas pequenas "cavernas" que dão nome ao lugar, creio eu. O mar é bem raso, com muitas pedras, uma leve correnteza, e uma água muito quente. Ideal para ficar relaxando e curtindo a vibe das férias.

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Nusa Dua Beach

Seguimos para a última praia do dia, Nusa Dua. Ficamos cerca de 40 minutos por lá, o suficiente para dar um mergulho e aproveitar a paisagem. Nessa praia, não pagamos nada para entrar, e também não quisemos ficar muito tempo, pois o objetivo era pegar o por do sol no Tanah Lot e a tarde já estava quase no fim. Lembrem-se: o trânsito em Bali pode ser caótico, então se antecipem a isso.

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Tanah Lot

Chegamos ao último ponto a ser visitado no dia, o "Templo no Mar". O Tanah Lot é o principal cartão postal de Bali, e isso ficou claro tão quando descemos do carro. Estacionamento, feirinhas, e muitos turistas na entrada do local. O por do sol é bem famoso por aqui, então espere sempre o lugar cheio. Pagamos Rp. 60.000 cada de entrada, e mais Rp. 10.000 numa água de 1L. Demos uma rodada pelo lugar e fizemos algumas fotos, mas não demoramos muito, porque eu queria mesmo era me posicionar bem para o por do sol. 

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Avistei uns restaurantes numa parte mais alta, e subimos até lá. Era preciso consumir (quase uma obrigação moral, visto que os garçons já te abordam quando você chega), então pedimos uma Bitang (Rp. 38.000). Se valeu a pena? Bom, deixo vocês concluírem pelas fotos rs. Só sei que foi o tempo exato, pois, logo após o sol se por, começou a chover. 

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Juntamos as nossas coisas e fomos ao encontro do Roby no estacionamento. Era hora de seguir para Ubud. Antes, decidimos experimentar um "milho doce" na brasa por Rp. 15.000. Pedimos para o cara não colocar muita pimenta, mas foi o mesmo que nada. Tava tão apimentado que ficou impossível comer haha. Compramos uma água por Rp. 5.000 e partimos!

 

Ubud

Combinamos com Roby de que ele nos deixasse no nosso hotel em Ubud ao final do dia. Isso foi essencial para o nosso roteiro, visto que ganharíamos um precioso tempo com locomoção.

A ideia original era usar o dia seguinte para conhecer as proximidades de Ubud por conta própria, de scooter alugada (aquelas motinhas automáticas) e, no outro dia, usar os serviços do Roby novamente para conhecer algumas regiões mais afastadas. Ele nos perguntou se podíamos inverter os dias (provavelmente porque havia cliente querendo agendar com ele também no mesmo dia). O serviço dele foi tão satisfatório que não hesitamos em aceitar. Ele agradeceu demais pela ajuda!

Fizemos check-in no Angga Homestay, um dos poucos hotéis dessa viagem em que não foi preciso pagar tudo com antecedência. Foi uma das melhores hospedagens dessa viagem. Não à toa tem uma nota tão boa no booking. A dona, Putu (lê-se "Putú") nos tratou como filhos. Sem falar na arquitetura, linda demais! Bem típica do lugar. É como se você estivesse hospedado na casa de um balinês (o que não deixa de ser). Aproveitamos para deixar umas roupas com ela para serviço de lavanderia e saímos para jantar.

Ubud é um charme, e não foi preciso a luz do dia para perceber isso já no primeiro contato. A rua principal é repleta de restaurantes e um milhão de scooters estacionadas. É o principal meio de locomoção local. Ubud me deu uma sensação semelhante ao que senti em San Pedro de Atacama, no Chile. É como visitar Búzios, porém na versão cultural do país em que estamos haha. Não à toa é o lugar preferido da maioria dos que visitam Bali.

Jantamos num restaurante "melhorzinho" por Rp. 144.500 o casal. Depois de um dia cansativo, a gente merecia. Combinamos com Roby de nos pegar às 8h no dia seguinte. Muitos templos nos esperavam, e a nossa viagem estava só começando.

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Mapas

Vou deixar aqui a imagem do mapa da ilha e de alguns dos principais pontos turísticos locais que achei no carro do Roby. Quebra um bom galho pra gente se organizar no roteiro a ser visitado.

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SALDO DO DIA (por pessoa):

Rp. 20.000 - Café da manhã
Rp. 30.000 - Entrada Uluwatu Temple
Rp. 10.000 - Entrada Padang Padang Beach
Rp. 25.000 - Cerveja e água na praia
Rp. 10.000 - Entrada Dreamland Beach
Rp. 5.000 - Água 500ml
Rp. 50.000 - Camiseta na feirinha
Rp. 50.000 - Almoço de 2 pessoas com bebida
Rp. 80.000 - Chip com 4GB de franquia de internet
Rp. 10.000 - Entrada Green Bowl Beach
Rp. 10.000 - Água 1L
Rp. 60.000 - Entrada Tanah Lot
Rp. 10.000 - Água 1L
Rp. 19.000 - Cerveja
Rp. 15.000 - Milho doce apimentado
Rp. 5.000 - Água
Rp. 650.000 - Diária do Roby 
Rp. 144.500 - Jantar em Ubud

TOTAL: Rp. 1.203.500  (USD 88)

 

PRÓXIMO CAPÍTULO: Os templos de Ubud, o coração cultural da ilha.

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  • Colaboradores
Em 25/05/2018 em 22:19, rodrigovix disse:

Obs.: postei um comentário antes da hora e depois não soube apagar. Se alguém souber como faz, me avisa aqui. Tô um pouco perdido nesse formato novo do fórum rs.

clica em opções > desaprovar (se usa pc, navegadores) 

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Pretendo fazer sudeste asiático no mesmo período (outubro e novembro) e esse relato será bem útil. Inclusive tenho pesquisado bastante o roteiro a fazer por conta do raio das monções, e Indonésia, Singapura, Malásia e Tailândia pelo menos estariam no meu itinerário.

Aguardando o restante, mas até agora está muito bom!

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      Primeira coisa a fazer, passamos no prédio em frente a estação retirar nossos tíquetes de trem de Ayutthaya para Chiang Mai, comprados com antecedência junto a uma agência de turismo pela internet por garantia devido à época que estávamos visitando, o Festival das Lanternas de Chiang Mai. Depois, antes de seguirmos para nosso hostel, a Juju estava morrendo de fome, por isso fomos logo provar nossa primeira comida de rua na Tailândia. Na primeira venda que enxergamos, ao lado da saída da estação de metrô, pedimos para uma tiazinha, com a ajuda de outra que estava na fila que falava inglês, o mesmo que um outro casal estava comendo (já que não tínhamos ideia do que a tia servia ou o nome das comidas). Para nossa surpresa era uma sopa que mais tarde descobriríamos ser o famoso Tom Yum (muito bom por sinal). A tiazinha nos cobrou ali, aleatoriamente 50 baths (o equivalente a 5 reais), ainda disse que o normal era 40 mas que o nosso era "especial" (será?), por isso mais caro. Desde cedo então descobrimos a gentileza e o carisma dos tailandeses, tanto da tia vendendo o lanche, quanto a tia da fila que nos ajudou, quanto aos demais na mesa improvisada que perguntaram se estávamos gostando da comida, todos muito simpáticos! Ainda improvisei um aroi (gostoso em tailandês) para responde-los, o que os desarmou ainda mais conosco.
      Devidamente alimentados, seguimos para o hostel, a pouco mais de 800 metros dali, costeando um afluente do rio Chao Phraya, o principal rio que cruza a cidade e que é utilizado pela população entre outros, como meio de locomoção. No caminho diversos templos budistas muito bonitos, tuk-tuks e 7elevens (para quem não sabe, 7eleven é uma franquia de lojas de conveniências muito presente mundo afora, sendo que a Tailândia e o Japão são os países que mais possuem lojas desta franquia).
        Espalhados pelas ruas há vários cartazes informando como se deve respeitar o budismo e a figura do Buda. Acha que os turistas respeitam isso? Chegamos no hostel Oldtown e de cara seria um dos melhores hostels, se não o melhor, que ficamos em toda a viagem pela Ásia. Quartos limpos, camas extremamente confortáveis, área comum enorme com jogos, geladeiras, banheiros gigantes também, entrada nos andares com cartão, tudo perfeito, e ainda por cima, pelo preço de 12 reais por pessoa por dia (hoje deve estar mais caro), um dos mais baratos que já ficamos.
        Quarto de 8 pessoas do Oldtown hostel Nos acomodamos num quarto com 8 pessoas e, como sempre, com a adrenalina a mil por recém chegar num lugar diferente, já saímos pela rua para explorar, sem dar a mínima para as mais de 30 horas de voo nas costas ou para o fuso-horário (o que se revelaria uma tremenda burrice mais tarde...).
      Saímos já a noite, em direção a China Town de Bangkok, que fica pertinho do hostel. Aliás, a escolha do mesmo foi justamente por isso. Além de estar perto da estação de trem, onde teríamos que pegar o trem dias depois cedo da manhã, a noite na China Town é uma das melhores da cidade, menos turística que a famosa Khao San Road. Além disso o hostel fica praticamente do lado de uma estação de barco, o que permitiria também ir facilmente (e barato) até o bairro antigo da cidade, onde fica o Grand Palace e o Wat Pho, principais atrações da Tailândia.
      No caminho para a China Town, entramos pela primeira vez num 7 eleven, e foi nosso primeiro choque econômico da viagem. Tudo muito barato! Protetor solar, shampoo, água, comidas, salgadinhos, cervejas... um absurdo! Se já estávamos animados com tudo que vivenciávamos até o momento, ficamos mais ainda. Compramos nossa primeira cerveja Singha (a melhor de todas junto com a Chang) e seguimos, passando pelo  arco chinês e adentrando a rua Yaowarat, a principal da China Town.



      Salgadinhos exóticos e baratos do 7eleven; Cerveja Singha, a melhor da Tailândia, Arco Chinês que dá acesso à China Town.
      Com aquela adrenalina e vontade de desbravar já mencionada, seguimos através das ruas lotadas de barraquinhas de rua e gente, letreiros chineses em neon e enfeites bem característicos de uma China Town. Paramos então para comer o que mais de exótico achássemos e pedimos um espetinho de polvo, o qual foi servido mergulhado numa sacola com um tempero que nós né, tipo: "estou na Tailândia quero provar tudo" pedimos para incluir. Não preciso dizer que aquele tempero era apimentado que é um diabo, e nos fez sofrer para comer aquilo ali (mas comemos tudo!).



      Saboreando um espetinho de polvo de nome impronunciável, conforme se vê no cartaz
      Demos mais uma volta pela rua e fomos parados por um grupo de adolescentes que, ou queriam treinar seu inglês, ou estavam fazendo um trabalho para o colégio, pois fizeram umas perguntas para nós sobre o que achávamos da Tailândia e anotavam as respostas num caderno. Muito simpáticos também (como todos tailandeses que conhecemos). Depois entramos num restaurante/lancheria e pedimos mais uma comida exótica, uma massa tipo yakissoba com bolinhos de frutos do mar, porém essa, mais apimentada ainda que a comida anterior, não conseguimos comer toda.
      Fomos conhecer então as ruas transversais, que também possuem um comércio vasto. Numa delas, vimos uma grande (e estranha) movimentação próxima de um caminhão que descarregava alguma coisa para algumas lojas. Fomos conferir e era um caminhão vendendo calçados muito baratos! A Juju achou uma pantufa do Totoro que custava algo em torno de 90 baths se não me engano (9 reais) e comprou-se então o primeiro souvenir da viagem.
        China Town de Bangkok Antes de voltar para o hostel, ainda ficamos ali observando mais um pouco a vida noturna da região e tivemos mais um choque cultural (que se tornaria natural ao decorrer da viagem). Descobrimos que as louças das barraquinhas de rua não são descartáveis, são todos lavados em uns baldes de higiene duvidosa, sem água corrente. Além disso, descobrimos a convivência pacífica entre os vendedores de rua e os ratos (que pareciam gatos de tão grandes). Um dos vendedores inclusive observava um rato se mexer perto dele e ria. Descobriríamos mais tarde que o Brasil é um dos países "mais higiênicos" do mundo.
      Já de volta ao hostel, esperando a Juju tomar banho, acabei conhecendo na área comum um canadense que estava no nosso quarto e que queria se enturmar a qualquer preço. Me contou que estava nas praias, curtindo muito: "So much party" (frase que depois virou um meme interno) mas teve que vir para a capital para tomar remédios anti rábica por um mês pois levou uma mordida de um macaco na Monkey Island (imagino como deve ter importunado o bichinho). Depois ele tentou puxar papo com um russo que também estava no nosso quarto (o que não deu muito certo), e depois saiu tentando conversar com qualquer coisa que esbarrasse no seu caminho.
      Depois que a Juju voltou para o quarto é que paguei o preço de não ter respeitado o tal de "Jet Lag". Vomitei as tripas, dentro do quarto mesmo, inclusive pingando um pouco nas coisas de um suíço que estava no beliche ao lado (por sorte não tinha ninguém no quarto naquele momento). A Juju rapidamente pegou um pano num armário que tinha no corredor e limpou tudo, mas continuei vomitando até altas horas da madrugada. Com enjoo, dor de cabeça e náuseas, comecei a tomar tudo que é remédio: Dramim, plasil, paracetamol, etc. Enquanto a Juju tranquilona, ficou mais um tempinho lá na área comum apreciando umas Singhas. Continuei vomitando até que consegui dormir, porém no meio da madrugada acordei com uma dor insuportável na barriga, tentei dormir de novo mas não conseguia, até que resolvi tomar um remédio para gases e fui no banheiro onde fiquei por algumas horas, até que, enfim, aliviou as dores e consegui dormir. Fica a lição, respeitar o corpo e não comer nada pesado nem se agitar muito recém chegando depois de 30 horas de voo num fuso horário de 10 horas de diferença.
       
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