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Olá Rita,

 

As pistas ainda estão fechadas, não está nevando o suficiente mesmo.

Piedras blancas e cerro bayo estao funcionando sim, piedras blancas com apenas 2 pistas das 4.

 

Seu plano B definitivamente deve conter:

**Piedras Blancas - Funciona com pouca neve e é muito divertido, você não para de rir do começo da descida até lá embaixo.

**Circuito chico - Se você gosta de visual, não pode perder.

**Cerro Bayo - Um pessoal do nosso hotel foi e disseram que é bem legal, lá em cima tem um quadriciclo que você aluga, parece que foi 25 pesos por 1 hora, é falaram que é bem legal.

**Isla Victoria - Esse tambem é pra quem gosta de visual, um passeio de barco e uma caminhada pela floresta, tem uma hora que voce dá comida para as gaivotas.

**Cerro Catedral - Mesmo com pouca neve e pistas fechadas, vale a pena ir lá, comprar o passe de Peatones (sem ski) e subir pela Sextuple que está aberta, até o Refugio Lynch, a vista de lá é maravilhora e tem 60cm de neve hoje lá....dá pra brincar bastante, fazer boneco de neve, guerra de bolas de neve, etc....

**Cerro tronador - viajem cansativa mas dizem que vale a pena quando chega lá, ***dica**** é demoradaa viajem e não tem muita coisa para comer, levem sanduiches na mala para fazer um lanchinho*****

 

Tomara que caia bastante neve e você possa esquiar bastante, se não der para esquiar tanto, vai gostar dos passeios com certeza.

 

Abraços,

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Buenas!

 

Também voltei de Bariloche na primeira semana de julho e apesar da pouca neve, gostei muito.

 

Sobre as Vespas no passeio do Tronador, posso afirmar que não vi absolutamente nenhuma. Recomendo fortemente esse passeio. A distância é um pouco longa, realmente, mas nada pra matar ninguém (aproximadamente 90km de Bariloche). Sem contar que a maior parte da viagem é dentro do parque nacional, um lugar incrível, sempre costeando os lagos da região. E o cerro tronador é um espetáculo, fica-se em silêncio e pode-se ouvir o som do glaciar. Um local completamente diferente, realmente singular. Abaixo coloco algumas fotos deste passeio:

 

bariloche334qk5.jpg

 

bariloche351bp5.jpg

 

bariloche413ep5.jpg

 

Quem for, leve pesos preferencialmente (dólar somente notas mais baixas, como 20 usd por exemplo) pois o local de almoço não dispõe de infraestrutura para cartões de crédito.

 

Qualquer dúvida, perguntem.

 

Abraço,

 

Gustavo

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Tenho a comparação dos preços de duas agencias de passeios: A LS e a Fenix..vou colocá-las abaixo...

 

Passeios: pesos por pessoa

 

1) - Circuito Chico incluso no pacote: Ascenso Cerro Campanário: 25 pesos ascensão/ 12,50 criança

Catedral p/ pedestres: Cable Carril até Refugio Lynch – 60 pesos - passe p/ peatones

 

2) - Refugio Neumeyer com café da manha e almoço = $ 270 ou U$ 90 (LS) das 9 hs as 17:30 hs.(LS)

- Refugio Neumeyer caminata lag. cong. = $285 ou U$100 (Fênix) das 9 hs até as .... (Fênix)

 

3) - Cerro Otto : $ 45 (U$ 15) - $20 (U$ 7) menor , com skibunda + $25 (4 descidas, bondinho) (LS)

- Cerro Otto (subida + ski bunda ): $ 70 (U$ 23) - $ 43 (U$ 15) menor (Fênix)

 

 

4)- Piedras Blancas (6 descidas): $100 (U$ 33) e $60 (U$ 20) menor (Fênix)

Piedras Blancas (6 descidas): $140 (U$ 47) e $100 (U$ 34) menor (LS)

 

5)- Villa La Angostura + Cerro Bayo (não inclui Ascenso): $ 94 (U$ 32) das 8:30 hs as 18:30 hs. (LS)

- Villa La Angostura : traslado ida e volta com guia: $ 85 (U$ 28) (tanto adl como crianca) (Fênix) das ............as.............(ainda não tenho o horario)

Ascenso em Cerro Bayo : $ 63

Quadriciclo: $25 pesos/ hora

Trenó: $60 pesos

 

6)- Isla Victoria e Bosque dos Arrayanes com CAU CAU: $ 110 (U$ 37) e $ 55 (U$ 19) menor (Fênix) das..........as...............(ainda não tenho o horario)

- Isla Victoria e Bosque dos Arrayanes: $140 (U$ 47) e $85 (U$29) menor (+ Ingreso a Parque Nacional 20 pesos) (LS) das 12:30 hs as 18:30 hs. ou das 13:30 as 19:30 hs.

 

7)- Cerro Catedral - Cerro Catedral (50 pesos -ascensão), quadriciculo ( 400 pesos -2 horas para 2 pessoas)

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Tem uma bicicletaria na calle moreno que aluga bicicleta. Mas só se for para andar na beira do lago, pois para dentro tem umas rampas danadas. Seguindo na propria moreno quando chegar na rolando vai ver na sua direita uma descida a la lombard street de san francisco ou seja uma rua em zig zag para os carros descerem.

 

Da pra fazer o circuito chico de bike. eu fiz parte do circuito com o bus 20. que vai até o llao llao(jau jau) e passa em frente ao campanario. O preço é pela distancia. O motorista pergunta aonde vai e cobra. Do centro ate o campanario acho que é 3,20 pesos. Dai ate o llao lao não me lembro acho que foi 2,50.

Se preferir todo hotel vende ou tem alguem que vende excursões de todo tipo e bolso.

 

A pé só se for trilhas especificas pois lá tudo é longe. No cerro Otto vi gente subindo a pé sem pagar teleferico. Eu fui de teleferico mas achei meio deja vú pois ja tinha passado no cerro campanario que é maravilhoso e ai o cerro otto embora bonito achei fraco apenas mais do mesmo. Campanario é imperdivel.

 

Quanto a hospedagem desta vez ficamos no Hotel San Remo por recomendação de um casal amigo que foi em lua de mel. Eles tem pacotes tipo paga 4 e fica 5 dias e paga 5 fica 7 dias. Das vezes anteriores eu ficava no condor andino que tambem é bem localizado quase no centro civico melhor que o perikos

 

Como disse que foi recomendação a dona do hotel me colocou no quarto 501 que tem uma vista maravilhosa pro lago. O hotel é aconchegante, o atendimento muito pessoal o café é bufê continental excelente, indicado para uma estadia confortavel e para casais em lua de mel hehehe...veja os preços do pacote no site. Saiu mais barato que ficar em quarto privado no hostel condor andino e no caso especifico por ter ficado no quarto 501, com uma puta vista do lago Nahuel Huapi. Vista maravilhosa dando pra ver o por do sol nas montanhas que nesta epoca do ano é lá pelas 21:30 hs.

 

http://www.hotelsanremo.com/

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[t3]Algumas dicas que peguei na minha passagem por Bariloche:[/t3]

 

Hospedagem: ficamos no Marcopollo Inn http://www.marcopoloinn.com.ar/, um hostel bem localizado, limpo, atendentes atenciosos, mas meio amadores, com um bar animado e que oferece uma janta na estadia. Quem se incomoda com barulho a noite fuja, porque tem música até de madrugada, mas para os jovens solteiros é uma boa pedida. Eu preferiria arriscar um hostel que achei mais bacana e bem avaliado em sites, é o 41 Below http://hostel41below.com/.

Outra opção de estadia para baixa temporada para quem vai com mais pessoas é alugar os bangalôs que ficam na Av. de Los Pioneiros, me informaram que como tem pouca procura eles ficam em torno de 150 pesos a diária para 4-6 pessoas. O inconveniente é que fica a 4 km do centro.

 

Restaurantes: na Argentina o interessante é comer parrilla e muito sorvete e chocolate, para outros tipos de refeições não vale a pena gastar dinheiro, prefira preparar por conta própria ou escolher lanches mais baratos. Restaurantes imperdíveis só o Bolicheiro do Alberto Carnes e a Cervejaria Blest.

Família Weiss: atendimento e comida boa, mas custo muito alto. Pedimos um Goulash e Spatzel e um Lomo com legumes, com vinho. (148 ARP)

Churrasco do passeio do Hindio: talvez a melhor parrilla que já comi em toda Argentina. Ojos de bife com lingüiça e salada - simples, rústico, farto e muito bom. Para completar uma banana assada com doce de leite de dar água na boca. Tudo incluso no valor do passeio de 4 x 4, com refrigerante e cerveja.

La Marmite: dizem que é o melhor fondue da cidade. Pedi um de queijo e estava horrível, foi uma das poucas vezes que fomos a um restaurante e não conseguimos comer o prato. Não sei se os de Campos do Jordão, Curitiba e Gramado são tão diferentes ou se estava estragado, mas eu não recomendo. Custo de 116 ARP com vinho.

Cervejaria Blest: a decoração do lugar é muito legal e a comida, cerveja e atendimento excelentes. Acho imperdível uma visita a este local, para mim foi a melhor experiência com restaurantes em toda a Argentina. Pedimos um prato alemão para uma pessoa que dá tranquilamente para duas, com chucrute, salsicha knak (a melhor salsicha que já comi), spatzel e purê de batatas. Pedimos dois copos da cerveja e mais uma degustação de 18 ARP (acompanha um pretzel) com sete canequinhas para provar todos os sabores da cerveja artesanal deles que é fantástica. Custo de tudo 100 ARP. Para chegar é preciso pegar o ônibus 20 e descer na altura do número 11.000, a cervejaria fica no 11.600.

Bolichero do Alberto Massas do centro: Atendimento ruim e comida razoável. Pedimos uma lasanha para uma pessoa para dividir em dois e garrafa 375 ml de vinho. Custo 43 ARP sem gorjeta.

Bolichero do Alberto Carnes: Atendimento bom e carne muito boa. A carne argentina vem sempre sem sal, pois, segundo eles, tira a maciez e nesse restaurante vem um molho de ervas muito bom para dar um gostinho nela que faz toda a diferença. Custo 77 ARP com purê, bife de chorizo, empanada e refri.

Chocolates: as mais famosas são a Del Turista e Fenoglio, mas chocolate bom é da Mamuska, tem também uma sorveteria muito boa que vende uns chocolates mais baratos na rua Espanha, tem uma placa escrita Chocolates Helados.

Café da Mamuska: Vale a pena ir um dia tomar um chá e comer uns doces na Mamuska, o tamanho das fatias dá para duas pessoas e são ótimas, o chá também serve 3 xícaras e é muito bom. O preço com chá, folhas de doce de leite, cheese cake e brioche foi 47 ARP, mas dava pra quatro pessoas.

Wilkenny Irish Pub: o preço é abusivo, olhamos a carta e fomos embora.

 

Passeios: Existem diversos tipos de passeios como passeios de 4x4, passeio de barco por um pedaço do Cruce de Lagos, Cerro Tronador e Sete Lagos. Achamos que os mais legais seriam o 4x4 e o Tronador, o Sete Lagos decidimos não fazer porque já estávamos meio cansados de ônibus e já havíamos visto boa parte dos lagos na chegada a cidade.

Cerro Tronador: este passeio passa por duas cachoeiras e termina num glacial negro que faz barulhos do gelo se desprendendo, por isso o nome de Tronador. Foi um passeio interessante. Se prepare para enfrentar os mosquitos no verão. Paguei 130 ARP por pessoa no hostel, mas as agências do centro cobram bem mais barato.

Passeio de 4x4 com o guia Híndio: este passeio foi muito legal, ele passa pelo Cerro Otto, Cachoeira dos Duendes, faz uma parada para um churrasco na beira de um riacho no meio da floresta, Colônia Suíça e Cerro Campanário. Para quem nunca andou num 4x4 no meio de rios é ainda mais legal, o guia também é bem divertido e fornece muitas informações sobre a região. Eu contratei com o hostel e eles me cobraram 30 ARP pela intermediação mais 120 ARP por pessoa que paguei para o Híndio. Acho que dá para contratar direto com ele pelo telefone (02944) 430169, cel. (02944)15638013.

Cassino: é bacana, ganhei 75 pesos no mesmo dia em que demos azar com o restaurante La Marmite, deu para recuperar o dinheiro perdido.

 

para ver o relato completo da viagem: 16-dias-santiago-pucon-p-varas-bariloche-e-mendoza-t31186.html

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Olá Maurício,

 

Vi que vcs levariam 5000 só pra gastar lá. E passariam 11 dias.

 

Ano passado fiz essa viagem, mas a realidade era bem diferente, pois converti o real que tinha para euros, que na época estava a 2,57, e atualmente na casa dos 2,90 e pouco

 

Fazendo umas continhas chatas, acho que seriam necessários pra vcs ficarem com FOLGA lá uma margem de 400 (o que acho muitíssimo) pesos por dia lá (mas isso é bem relativo tb, pois depende muito dos passeios que queira fazer em Bariloche, se vai de avião ou não).

 

Fiz as contas aqui, e 5.000 reais dariam mais ou menos 1.666 euros.

 

E 1.666 euros dariam mais ou menos 7500 pesos.

 

Dividindo pela quantidade de dias daria mais ou menos 680 pesos por dia. Ou seja, vc está levando mais dinheiro do que precisa.

 

Não fiz as contas em função do dólar, se quiser depois vá nesse site http://www.financeone.com.br/

 

Dá uma olhada no tópico quanto levar para a argentina, vi q vc deixou mensagem lá, acho q o pessoal fornece nomes da bancos lá, e casas de câmbio, tente acessar o site, pra ver se batem com a cotação do site que te dei.

 

Nessa época as coisas estarão caras em Bariloche, pois é alta temporada.

 

Eu se fosse vc, não trocaria tudo, trocaria 3700 - 3800, levaria cartão de crédito, e colocaria uns 200 dólares em Visa Travel Money. Não trocaria tudo de cara não.

 

Depois com mais tempo dou uma olhada em hotéis.

 

OBS: Dá mesmo uma olhada no site das casas de câmbio de lá, pois to achando muito pela minha cotação 1 euro - 4,50 pesos.

 

Abs

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Fala Maurício,

 

Retificando....

 

Acho q vc deve trocar 3000 reais (pq esse é um gasto quase certo)

 

E colocar 300 dólares no Visa Travel Money ( q pode ser q vc gaste ou não. É melhor pq vc não fica rodando com muito dinheiro, e serve para futuras viagens, caso não gaste)

 

É díficil calcular quanto vc gastar, já que não sei teu estilo de viagem..... então acho mais sensato fazer dessa forma.

 

E o tópico com as casas de câmbio e banco é o Guia e dicas sobre moedas, cartões e gastos na Argentina.

 

Dá uma olhada nesse tópico, e sugiro que use ele pra tratar desses assuntos de gastos.

 

Abs

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Olá Pessoal

Eu, meu irmão e mais 3 amigos estamos planejando ir para Bariloche em agosto.

Já estou lendo todo o fórum e anotando todas as dicas.

Gostaríamos de ficar uma semana mas com o dólar a este valor estamos pensando em diminuir nosso tempo para 4 noites. :cry:

Então parece até repetitivo perguntar isto mas Help qual o melhor roteiro para fazer em 5 dias 4 noites. Muito, muito obrigada pela ajuda :D

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    • Por Vinícius Zanata
      Olá!
      Mais um post de dicas rápidas. Como já adotei em outros tópicos, não vou postar fotos pq:
      1.  já existem mtas fotos dos passeios e paisagens de bariloche em blogs e relatos
      2.  as fotos diminuem a sensação de estar indo pela primeira vez a um local especial.
      A ideia é passar dicas práticas que tive com a viagem, e que podem auxiliar os próximos viajantes do destino.
       
      Considerações gerais
      Fui com minha esposa, ficamos por 9 dias na cidade, no mês de agosto (inverno). Sim, é bem um número de diárias bem acima da média para Bariloche. Mas assim como qualquer passeio para a Patagônia, é sempre bom considerar que o tempo na região é bastante ruim no inverno, com grande chance de tempo nublado ou chuvoso e ir com dias contados pode te privar de conhecer a cidade da forma que gostaria.
      Por isso, inclusive, é interessante não marcar ou pagar qualquer passeio ou atividade com antecedência. No nosso caso, fui sem agendar nada e fui fazendo os roteiros de acordo com o clima. Claro que nem assim as coisas saem perfeitas, mas ajuda bastante a aproveitar melhor alguns passeios que ficam bem mais interessantes em dias bonitos.
      Nós fomos para Argentina dois dias antes de o Macri figurar bem mal nas prévias eleitorais do país, o que fez o peso argentino despencar diante do dólar. Isso normalmente seria um bom sinal para nós, que íamos levar dólar, mas não é tão automático assim. Apesar de estar com a moeda bem desvalorizada, o dólar alto tem aumentado a inflação no país, o que acaba compensando o câmbio favorável. Fiquei um pouco ansioso, mas os preços estavam dentro do esperado, ainda não havia tido repasse.
      Por falar em câmbio, sim, é possível viver só com reais por lá. Mas é preciso ficar atento às cotações dos estabelecimentos pra não levar prejuízo. As cotações variam até 30% entre os estabelecimentos! Na chegada ao aeroporto, o remise (táxi com valor fechado por viagem) nos cobrou 550 pesos ou 55 reais para ir até nossa hospedagem no centro. Ou seja, fez a taxa real - peso em 1 pra 10, quando a cotação oficial  do Banco de la Nácion (BNA) estava 1 - 13. Paguei pq não tive como fazer câmbio antes, já que nosso vôo só teve escala em SP. 
      Para quem vai levar dólar e não tem escala em Buenos Aires, o melhor lugar para cambiar em Bariloche é o BNA do centro, mas, como um banco de varejo, está sempre cheio e com filas. Por isso acabei fazendo câmbio na Western Union. A cotação tava praticamente igual ao do BNA. 
      O lugar para ficar é sempre mto subjetivo e do perfil de cada um. O centro é ótimo para quem quer comodidade e transporte fácil. Fiquei num airbnb na Avenida San Martin, que é uma ótima localização, próximo ao centro cívico. Quem quer ficar mais afastado pode procurar os hotéis da Av. Bustillo, geralmente mais modernos e caros. Como nós usamos muito transporte público e remises, era mais vantajoso ficar pelo Centro.
      Dia 1 - Chegada ao apartamento e janta
      No aeroporto existem diversas formas de transporte para chegar ao centro: remise, táxi, van e ônibus público.
      Pegamos um remise, que era mais rápido. Pagamos R$ 55 , como disse, mas vale 550 pesos. Do lado de fora vi a van compartilhada e alguns táxis. O ponto do ônibus não vi, mas ele esta previsto no site da empresa de ônibus da cidade, chamada MiBus. No site da empresa tem as rotas e os horários. Salvei os principais números no evernote e foi bastante útil. É bom ter contato de remises tb.
      Chegamos ao airbnb, deixamos as malas e fomos para almoçar num restaurante próximo chamado Rock Chicken. Lugar simples, com comida barata e quantidade razoável. Também aceitava reais, mas em cotação ruim.
      Dia 2 - Cerro Campanário, Puerto Panuelo e Chao Chao
      No outro dia pela manhã fez um belo dia de sol, e então aproveitamos para fazer os passeios de vista aberta. Pela previsão do tempo, os demais dias seriam nublados, então era a oportunidade de fazer esse passeio. Passamos antes no centro de informações turísticas para pegar mapas e informações e fomos fazer uma parte do passeio conhecido como Circuito Chico. 
      Existem muitas formas de fazer o circuito chico, que é o passeio mais tradicional de Bariloche. É um passeio de diversas paradas, e a maioria das pessoas faz com agência. Eu particularmente tenho problemas em fazer aquele turismo meio gado, com o guia ditando o tempo das paradas e todo mundo entrando e descendo da van ao mesmo tempo. Por outro lado, sem carro alugado não é muito fácil fazer o circuito, pois as paradas ficam distantes e o transporte público não cobre todo o circuito. Então eu resolvi fazer o que dava pra fazer de ônibus e o que não dava fazer com remise. A parte mais tranquila de fazer é Cerro Campanário, Puerto Panuelo e Chao Chao, pois a linha 20 passa bastante (contei menos de 20 min) e passa exatamente por esses trechos. A maioria das linhas passam pelo Centro, na Avenida Perito Moreno, em frente ao antigo supermercado Uno.
      Paramos primeiro no Cerro Campanário, que é um ponto lindo de fotos. Subimos por teleférico (para os mais aventureiros, há uma trilha à esquerda da entrada que leva até o topo), que custava 400 pesos por adulto. Lá de cima é bem bonito e precisa ser visto em dia de céu limpo para ficar mais legal. Uma das coisas que vc descobre em pouco tempo é que aquele cenário da cidade e as árvores todas cobertas de branco da neve é bem raro. A maior parte da neve só ocorre no topo das montanhas mesmo. A neve em pó para chegar na cidade, só com uma grande nevasca, coisa que acontece poucos dias do inverno. Mas mesmo assim a paisagem é deslumbrante.
      Voltamos ao ponto de ônibus e continuamos o passeio rumo ao puerto panuelo. Chegamos lá juntos com centenas de estudantes e descobrimos um mistério que já tinha nos chamado a atenção: a quantidade de estudantes com casacos iguais carregando sacolas plásticas pelo centro da cidade. Trata-se do turismo para egressados, como eles chamam. Bariloche é o destino de formandos secundaristas da classe média argentina. Existem algumas empresas que levam, todos os anos, milhares de estudantes para lá. Eu achava que só rolava em julho, mas eles estavam aos montes mesmo em agosto. Estavam indo fazer um passeio de barco.
      Passamos na lanchonete do porto e almoçamos por lá mesmo. Depois fomos visitar o hotel Chao Chao. É necessário subir uma ladeirinha pra chegar lá. Achei que era mais tranquilo adentrar o local, mas os funcionários não permitem transitar por mtos lugares, nem tirar foto. Antes do hotel, ainda na estrada, tem uma capela histórica, mas acabei não indo lá. De lá tentei um remise para fazer a volta, mas tive problemas para conseguir ligar para um e acabamos voltando para o centro de ônibus mesmo.
      Nesse dia fizemos algumas compras no La anónima (supermercado) e comemos em casa mesmo.
      Dia 3 - Centro cívico, museus e catedral Nuestra Señora Nahuel Huapi.
      Dia bem frio e nublado. Aproveitamos para fazer passeios mais tranquilos. Acordamos um pouco tarde, fomos fazer um passeio no centro cívico e no museu da patagônia. Ele é bem simplesinho, mas com bastante documento histórico da cidade e uma sala com animais da fauna e descrição da flora regional. Vale a pena para quem gosta de história. Depois passeamos pela orla, fomos andando até a catedral nuestra señora e a plaza catedral. Por ali almoçamos antes de ir ao museu paleontólogo, que abria a partir das 15h. Ninguém dá nada por ele, pois é bem pequeno e escondido, mas tem uma ossada completa de um ictiosauro. Visita feita, voltamos e passamos na confentaria da chocolateria Mamuschka. Os doces lá são incríveis. Provamos vários doces, um a cada dia, até o fim da viagem rs.
       
      Continua...Se tiverem dúvidas que possa esclarecer, podem deixar a pergunta.
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
    • Por Jorge Ramos da Silva
      Olá amigos bom dia!
      Alguém que foi recentemente a Bariloche sabe quanto estão comprando dólares nas lojinhas pela rua mitre?
      Da última vez que fui chegava a ser 50% mais que o câmbio oficial.. alguém tem valores atualizados de 2019?
       
      abraço!
    • Por fore
      Introdução
      Planejei uma viagem de carro saindo de São Paulo, capital, com destino ao Ushuaia, saindo do Brasil por Foz do Iguaçu, porém, para evitar a Ruta 14 com medo dos policiais corruptos, entraria no Brasil novamente em São Borja/RS para chegar em Uruguaiana/RS e assim descer até Gualeguaychu pelo Uruguai. Em seguida seguir para o lado oeste e descer a Ruta 40, entrar em Torres del Paine no Chile e continuar descendo até o Ushuaia.

      Na bagagem: barraca Quechua Arpenaz 4.1 Fresh & Black, duas cadeiras de praia, um fogareiro Nautika ceramik, uma mesa portátil, colchão inflável de casal, um saco de dormir, um cobertor, tapete em EVA (aqueles de montar) e manta térmica para forrar o chão da barraca. Além de utensílios de cozinha, um cooler, grelha para churrasco e uma caixa de mantimentos básicos como macarrão, miojo e alguns temperos.
      A barraca é grande, espaçosa e bem simples de montar (são apenas 3 varetas assim como qualquer outra). No quarto cabe o colchão de casal e sobra espaço para mais um de solteiro, como não era o caso, era usado para guardar as mochilas.
      O fogareiro acho que foi a melhor aquisição que fiz. Achei muito bom e a lata de gás durou por uns 3 dias com a gente. Fomos com 12 latas pra lá, porque eu não sabia o quanto rendia. Sobrou bastante e de qualquer forma, a gente encontrava facilmente em supermercados por lá.
      Fomos em 2 pessoas, com um Peugeot 208 1.5, suspensão esportiva (mais baixa que a original), rodas aro 17 com pneus 215/45 e insulfilm g20 em todo o carro, inclusive parabrisa. (Só mencionei isso pelo fato de ainda haver dúvidas quanto ao tipo de carro que consegue fazer esse tipo de viagem).
      Comprei o chip da EasySIM4U para conseguir sinal de internet no celular (somente dentro das cidades tinha sinal).
      O caminho todo me guiei pelo Google Maps, meu carro tem a central multimídia com Android, então bastava eu compartilhar a internet do celular e tudo certo (pelo menos quando tinha sinal).
      Para procurar hotéis usei o Booking.com (consegui pegar bons descontos com o Genius) e para campings usei o iOverlander. Apesar de ajudar muito, o iOverlander é um pouco desatualizado, infelizmente a colaboração não é tanta no aplicativo. Existem muitas outras opções de campings no caminho que a gente acaba encontrando só depois de ter dado entrada em algum.
      No total foram 14.730km em 28 dias de estrada, sem nenhum perrengue ou problemas maiores.
      Obs:
      - O tempo de viagem relatado é o total do tempo do momento em que saímos de um hotel/camping até chegarmos no próximo destino. Contando as paradas na estrada.
      - Os gastos coloquei na moeda local, pois fica mais fácil caso alguém precise consultar em outro momento para ter uma noção melhor de custos.
      - A viagem inteira abasteci com gasolina/nafta super.
      Se quiserem me acompanhar no instagram: @fore.jpg
    • Por Victor Fernando
      Boa tarde povo, vi outros mas vou ser um pouco específico e se puderem me ajudar agradeço. Meu destino é Bariloche e.minha viagem é no final do mês de junho, vou ter uma escala em Buenos Aires no Aeroparque e precisava de dicas para comprar roupa de frio e até neve próximo ao aeroporto, ou talvez não seja o recomendado, me digam aí por favor.
    • Por Leonardo Palestini Soares
      A história da minha viagem para a Patagônia, na verdade, começa um pouco antes. Em Junho de 2018 decidi que faria uma viagem para o Chile e, de cara, já fechamos que seria em Santiago. Talvez por um pouco de inocência ou falta de experiência, não havia pesquisado nada sobre Santiago até então. Sabia das estações de esqui, mas nada que fosse muito além disso. Logo depois de fecharmos os aéreos e o apartamento que alugamos em Santiago, fui pesquisar sobre os possíveis pontos de passeio e aventura que me interessavam no Chile, e foi aí que comecei a conhecer a Patagônia. Todos os pontos legais que via na internet ficavam na Patagônia Chilena. Mas como minha viagem era só de 8 dias, sem chance de fazer esses dois roteiros nesse prazo. Enfim... Fomos pra Santiago e prorrogamos o roteiro PATAGÔNIA.
      Já com aqueles cenários na cabeça, resolvi marcar uma outra viagem, dessa vez de moto, onde faríamos a patagônia até a famosa Ushuaia. Juntamos os amigos interessados na viagem de moto e combinamos a primeira reunião. Já nessa primeira conversa vi que a maioria tinha maior interesse em fazer o norte do Chile, o atacama para ser mais específico. E vi também, que mais uma vez, a viagem para a Patagônia estava sendo prorrogada.
      Poucos dias depois dessa reunião, estava em um bar com um grande amigo e comentei com ele que a viagem de moto, ao invés de ir para o Sul, foi alterada para o Atacama. Foi quando ele me fez o derradeiro convite:
      - Eu estou programando uma viagem de carro para o Ushuaia no final desse ano com saída após o natal. Está indo só eu e a namorada. Bora?
      Nisso a cabeça já pirou... Seria a tão esperada Patagônia em um prazo próximo a 6 meses. Depois desse primeiro convite, todas as minhas pesquisas na internet eram sobre roteiros na Patagônia. Fechado! #PartiuPatagônia
      Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche.
      Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou.
      Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente!
      1º e 2º Dia
      Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente.
      No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita!
      Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina.




      3º Dia
      Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú.
      Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem.
      Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso.
      Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem.

                                                                                           Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado.
      4º Dia
                      Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos.
                      Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso!
      Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca.  Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas?
      Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?!
       Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas.
      Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável!
      Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência.
      Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível.
       
                                                                                                           Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas

                                                                                                                      Nas lentes de Romulo Nery.  

      5º Dia
      Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez.
      Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos.
      Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF.


       
      6º Dia
      Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem.
      No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível.
      Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo.
      7º Dia – 31/12/2018
      Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km.
      Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente.
      Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho.

                                                                                                                      Chegada ao Estreito de Magalhães
       
      Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações.
      Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados.
      Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente.
      Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem.
      Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon.
      A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos.
      Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?!
      Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha
      Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico.
      Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla!
      Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais!

                                                        Centolla


       
      8º Dia
      No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego.
      A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque.
      Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia.
      Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície.
      Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão!
      Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking.
      Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha

       
                                                                                                                                        Rio Ovando


      9º Dia
      Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá.
      O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também.
      Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco.
      Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida.
      A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá.
      Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível!
      Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking.
      Continua...


       



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