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ricardo.barros

Relato útil de primeira viagem à Itália (custos incluso)

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1 - Preparativos gerais / Roteiro

O interesse pela viagem começou no final de 2017, comecei a pesquisar os preços de passagens aéreas para a Europa no mês de Novembro, ainda sem saber quando exatamente estaria de férias (pior coisa possível para quem pretende viajar). Conhecia somente os EUA e havia decidido que estava na hora de atravessar o Oceano rumo ao velho mundo. Também tinha uma missão: realizar um sonho da minha mãe (48 anos) de visitar a Itália.

Com essas premissas, acionei as buscas por passagens aéreas nos sites que creio a maioria já conheçam, mas que não custa nada mencionar, segue abaixo:

https://www.kayak.com.br/

https://www.skyscanner.com.br/

http://www.melhoresdestinos.com.br/

Eu sempre miro antes de mais nada em garantir as passagens pelo fato destas representarem até 50% do custo de uma viagem. Somente depois que já comprei é que me preocupo com o restante do planejamento.

Pesquisa vai, pesquisa vem, nesse meio tempo finalmente tenho confirmação de que teria 20 dias de férias em Março/2018, então acelerei o motor para comprar a melhor passagem. Eis que me encontro diante de 3 boas ofertas na última semana de Novembro:

1 - Viajar de Alitalia em um vôo direto GRU - FCO por aproximadamente R$ 2.500,00

2 - Viajar de KLM em dois vôos GRU - AMS / AMS - FCO por aproximadamente R$ 2.500,00 (com tempo de conexão apertado)

3 - Viajar de Swiss em dois vôos GRU - ZRH / ZRH - FCO por aproximadamente R$ 2.150,00 (com tempo de conexão folgado)

Legenda: GRU - Aeroporto de Guarulhos / AMS - Aeroporto de Amsterdã (Schiphol) / ZRH - Aeroporto de Zurique / FCO - Aeroporto de Roma (Fiumicino)

De cara já descartei a Alitalia, devido à péssima situação institucional e financeira em que a empresa se encontra, pois corre sério risco de falir dentro de dois meses (entenda o caso aqui) quando acaba o dinheiro que o governo italiano despejou na empresa para garantir as suas operações (a cia aéra está praticamente insolvente desde 2017), além do que há péssimos relatos espalhados pelo Facebook da empresa e no Reclame Aqui no que concerne ao tratamento com a bagagem (muitos extravios e danos, incluindo um estrago violento em um violino do século 17).

Logo sobraram duas boas opções, KLM e Swiss, duas cias nas quais sempre quis voar...porém por questões financeiras e de logística (evitar contratempos na conexão) optei por comprar a passagem com a Swiss, criando assim mais uma atração, que seria uma bate e volta bem rápido a Zurique, para matar um pouco das mais de 6 horas de tempo de conexão no vôo de volta. Segue abaixo a tela de confirmação do preço para duas passagens ida e volta, que ficou no total em R$ 4.296,98.

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Estavam definidas então as partes iniciais e finais da viagem que seriam da seguinte forma: Saída em GRU dia 07/03 às 19:20, chegada em ZRH às 10:35 da manhã do dia seguinte (horário local), partida de ZRH às 12:30 e chegada em FCO às 14:05. Na volta saída de FCO as 14:50 do dia 21, chegada em ZRH às 16:25 e então 6 horas depois, partida de ZRH às 22:40 para chegada em GRU às 06:40 do dia 22.

O restante do roteiro ficou definido da seguinte forma:

08 a 13/03 - Roma (com bate e volta à Tivoli)

13 e 14/03 - Florença (onde montaríamos base para explorar a Toscana)

15/03 - Siena

16/03 - Montepulciano

17/03 - San Gimignano

18/03 - Pisa (onde montaríamos base para explorar as Cinque-Terre)

19/03 - Cinque Terre

20 e 21/03 - Roma (chegando na cidade um dia antes do retorno, para evitar problemas com eventuais atrasos de trem).

Importante saber que como estava indo com a minha mãe, tive que ter alguns diferenciais na viagem, embora ela tenha entendido que o espírito da viagem seria a de um mochilão e realmente se esforçou bastante para agir como uma mochileira rsrs. Ao final dessa série de posts, prometo que anexarei uma planilha com os gastos da viagem, os detalhes dos trens, cia aérea, hospedagens e alimentação em si apresento na sequência dos posts...

SEGURO-VIAGEM: Fechei com a Mondial Travel Assistance, aproveitando uma promoção que vi no Melhores Destinos, por R$ 300,40 para duas pessoas, contra R$ 458,69 da Porto Seguro. Como felizmente não tivemos nenhum problema de ordem médica durante a viagem não sei dizer se na prática o seguro é bom ou não. O que sei é que tive uma dor de cabeça com essa empresa as vésperas da partida, que explico nesse post aqui ->https://www.mochileiros.com/topic/72946-apólice-de-seguro-viagem-emitida-em-português/

Para quem leu e ficou curioso com o desfecho, saibam que na imigração não me foi pedido nenhum documento sequer.

COMPRA DE EUROS (Edit): Já estava esquecendo de falar sobre a compra dos euros para a viagem. Estimei o gasto total por volta de 1.400 euros + 100 francos suíços, então deixei para comprar tudo de uma só vez (você consegue preços melhores quanto maior for o valor a comprar).

VALOR MÍNIMO EM EUROS (Edit): Eu tinha dúvidas sobre o quanto em dinheiro teria que ser levado (cada país decide qual é o valor mínimo). Nesse ponto o site "brasil na itália" foi extremamente prestativo (https://www.brasilnaitalia.net/2014/10/quanto-dinheiro-levar-para-entrar-na-italia-e-outras-duvidas-comuns.html) pois foi lá que descobri que o governo italiano tem uma "diretiva" que impõe para viagens entre 11 a 20 dias o valor mínimo de 22,21 euros por pessoa, em uma viagem com 2 ou mais pessoas. Nessa página a qual deixei o link existe outro link para baixar essa normativa e levar na viagem como eu fiz, para apresentar ao oficial de imigração caso dê algum problema.

Retornando ao assunto da compra de euros, foi a última coisa que fiz antes da viagem, e para isso sempre uso o site abaixo:

https://www.melhorcambio.com/

Basicamente o que esse site faz é pegar uma oferta que você faz para comprar uma certa quantia de uma moeda pagando um certo valor (isso mesmo, você quem fala o quanto quer pagar, embora o site informa quais serão suas chances de ter a oferta aceita mediante o valor colocado), e repassa às casas de câmbio e correspondentes para checar se um deles aceita a tua proposta. E posso dizer por experiência própria que a cotação que se consegue via internet é em média de 5% a 10% mais barato do que em lojas físicas...dando o meu exemplo, consegui cotação por esse site para compra de 1.400 euros (papel-moeda) a uma taxa final de R$ 4,17 (IOF incluso). Na casa de câmbio Cotação, me ofertaram R$ 4,24 e na Get Money R$ 4,30. Isso tudo no mesmo dia. Nunca mais compro em lojas físicas, pois é muita diferença...Ah, e se por acaso alguém tiver dúvida da integridade das empresas envolvidas no site que mencionei, pode consultar no site do Banco Central se a mesma é cadastrada e habilitada a operar câmbio (http://www.bcb.gov.br/rex/IAMC/Port/correspondentes/correspondentes.asp).

E se mesmo assim estiver inseguro com relação à esse site, aqui vai uma dica: vá numa loja física e diga que fez a cotação a X reais pelo site e que vai comprar de lá, é quase certo que eles vão igualar para você, com o objetivo de não perder a compra.

Bom gente, vou finalizando por aqui, à noite continuo escrevendo as próximas seções...nesse meio tempo se tiverem dúvidas/sugestões podem comentar.

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2 - Companhia aérea / Vôo

Bom, dando sequência, é hora de falar de uma das minhas partes prediletas da viagem, que é o vôo em si e sobre a companhia aérea.

2.1. Passagem aérea

Compra da passagem pelo site: Processo super tranquilo e rápido de se fazer, o menu é muito intuitivo e todo em Português. Aqui já deixo claro que não confio em comprar passagens por intermediários (Decolar, etc...) ou agências (CVC, etc...) para evitar problemas que as vezes ocorrem e que se transformam num jogo de empurra entre cia aérea e revendedores. Sempre uso esses sites de busca para dar uma ideia do preço, mas finalizo a compra no site da empresa aérea.

Pagamento: Aceitam as principais bandeiras de cartão de crédito, mas a notícia ruim é que não parcelam passagens (a Alitália lembro que fazia em até 10x sem juros). Eu tive que ficar um mês sem usar o cartão para ter saldo suficiente para comprar as passagens, aí vai da capacidade financeira de cada um e do quanto de sacrifício está disposto a fazer para viajar.

Reserva de assento: Outra notícia ruim, a reserva de assento pela Swiss só é gratuita a partir de 24 horas do embarque, quando se faz o check-in online...antes disso tem que pagar, e os valores não são baratos (mínimo de 30 euros/assento/pessoa). Porém eu não me desesperei, lembro de ter lido em experiências de outros viajantes que se você fizer o check-in online logo que abrir costuma-se encontrar bastante oferta de assentos. Dito e feito, as 19h20 do dia anterior estou eu no computador para o check-in (somente dos voos de ida, claro) e quase toda a classe econômica ao meu dispor. Então recomendo a todos que contenham o impulso de querer comprar assento antes do check-in, vai gastar dinheiro à toa. Mesmo assim se por acaso esquecer de fazer o check-in online, o software da Swiss já faz uma reserva do melhor assento disponível para você. Digo isso pois quando fui alterar o meu assento no check-in online percebi que eles tinham nos colocado em janelas ou corredores sempre que possível.

Escolha de menu: Uma boa notícia é que lembro que na Swiss você pode escolher qual será a sua refeição no vôo, tem opções até para dietas com restrições alimentares. No ato que eu comprei a passagem era de graça pra escolher, mais depois de um tempo passou a ser cobrado. Eu não escolhi nenhuma preferência.

Check-in online: Complementando, é bem fácil de se fazer, pode imprimir o cartão de embarque e as Tags da mala. Mas eu recomendo economizar tinta da impressora e pedir para imprimirem na hora, além do que é muito mais bonitinho no papel da empresa, dá pra guardar de recordação, como eu faço.

2.2. Embarque

2.2.1. Voo Cancelado

Antes de falar do embarque em si, vou falar do problema que tive graças à uma greve geral na Itália. Era 7 de Março, dia do embarque e eu na maior correria para fechar a mala de uma vez por todas (viajantes entenderão), saí que nem louco pro mercado pra comprar coisas de última hora e eis que recebo um e-mail da Swiss informando que meu voo havia sido cancelado!!! O motivo era que havia sido programada uma greve geral na Itália para o dia da chegada à Roma, que iria afetar todos os transportes públicos e alguns voos, sendo que o LX1736 (ZRH-FCO) estava entre os afetados...No mesmo e-mail, a Swiss automaticamente remarcou o meu voo da seguinte forma: GRU - LIS pela TAP/ LIS - BRU e BRU - FCO pela Brussels Airlines...iria passar um dia inteiro voando para chegar à Roma!!!

Na hora liguei para o escritório da Swiss em SP, onde fui muito bem atendido por sinal, e expliquei que não queria tantos deslocamentos assim (a meu ver além de cansar mais, aumenta as chances de extravio de bagagem e outros pepinos). O atendente disse que infelizmente não tinha melhores opções, então eu decidi postergar o embarque em um dia para ver se se resolvia a situação em Roma, ao que ele prontamente atendeu, sem nenhum custo extra. Como o primeiro dia é simplesmente para assentar a poeira na acomodação, o único dinheiro que perdi nessa foi o valor de uma diária do Hostel, que não estava caro. E pelo motivo ter sido alheio à Swiss entendo que trataram muito bem do problema para me atender. Ponto para eles.

2.2.2. Agora vai

No dia seguinte, check-in online refeito, tudo pronto e bora pro aeroporto. Gastei R$ 71 de Uber para chegar lá, bem menor que o assalto de ir de táxi, mas ainda assim caro, se pensar que dá para pegar metrô de qualquer lugar, descer no Tatuapé, e de lá embarcar no ônibus da EMTU Linha 257, que para em todos os terminais de GRU a um custo total de R$ 10,15 (r$ 4,00 metrô + 6,15 Ônibus). Porém como estava com a minha mãe e uma mala gigantesca, e além disso meu irmão que pagou de cortesia, então fomos de carro. Saímos 14:30 para chegar ao T3 por volta de 16:00 (muito trânsito na marginal tietê). A Swiss atende no Check-in H desse terminal, nesse horário não tinha filas, então em pouquíssimos minutos vencemos todo o processo chato de imigração e controle de passaportes. Passei as horas seguintes fazendo uma das coisas que mais gosto, spotting de aeronaves (T3 é onde opera a grande maioria dos vôos internacionais, principalmente os destinados à Europa).

2.2.3. A aeronave e o vôo (Brasil - Suíça)

Uma das consequências do cancelamento do meu voo original é que eu não iria mais voar para Zurique no novíssimo B777-300 ER, e sim no já surrado A-343...Porém um dos meus sonhos era de um dia voar nesse Airbus de quatro turbinas, então pouco me importava com isso.  Abaixo ela na remota, aguardando para nos levar:

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O embarque foi pacífico, o pessoal bem simpático, mas demorado por causa das pessoas que sempre deixam para retirar as coisas que vão utilizar em vôo em cima da hora, lá dentro do avião, antes de colocar a bagagem de mão no bin. Não entendo porque não já separar tudo antes de entrar (>:(), como tem gente que complica tudo!!

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Outra coisa chata é a quantidade de crianças que foi, as vezes parecia creche de tanta gritaria, isso me irrita profundamente, mas como é férias vale tudo né.

Realmente o avião dava sinais da idade, mas a configuração na econômica era boa, o bom 2-4-2, bom para quem viaja à dois. A tela de entretenimento individual era pequena, e ruim de se utilizar, sendo necessário usar o joystick que fica no apoio de braço. O meu era praticamente inutilizável, fiquei triste por não poder ver o Airshow, que tem informações do vôo, que na verdade é a única coisa que me interessava ver. O da minha mãe também custou a funcionar, tiver que pedir para resetarem.

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A tripulação era muito gentil e se esforçava para atender a todos da melhor forma, os anúncios eram feitos em Alemão, Francês e Inglês na maior parte do tempo. Anúncios em português somente no voo de volta ao BR, que dessa vez foi no Boeing 777.

O serviço de bordo é bom para uma classe econômica, iniciam distribuindo uma bebida, depois o prato principal (opções eram macarrão e frango) em talheres de metal, porém senti falta de tapa-olhos. Por sorte levei os meus cedidos gentilmente pela Aeromexico.

Quanto ao vôo em si para quem quer ver a janela não tem muita coisa não. Ele decola já de noite, pra meu desgosto levantou vôo direto na proa do Rio de Janeiro (o que é esperado em condições normais), ou seja não fez a curva sobre Guarulhos que me fascina tanto...na altura de Vitória ele já adentra o oceano, e só volta a ver solo na África, já em avançado horário da madrugada. A duração é de excruciantes 10h30 minutos, e teve turbulência, já esperada, na altura da costa do Nordeste, devido à áreas de instabilidade atmosférica típicas da região do Equador. Resumo disso é que consegui dormir quase que zero horas.

Quem dorme bem, acorda para o café da manhã já sobre a França, e logo inicia-se o procedimento de descida à Zurique...um pouco antes porém passam distribuindo o famoso tablete de chocolate Suíço, para pegar quantos quiser, eu catei logo 3 rsrs...

O pouso foi muito suave, e em pouco tempo o comandante levou o pássaro ao seu ninho no terminal E de Zurich Flughafen (do qual falo melhor na próxima seção).

2.2.4 A aeronave e o voo (Suíça - Itália)

O trecho entre Zurique e Roma por sua vez é feito em uma aeronave bem menor, o Airbus A320, semelhante aos da ponte aérea Rio-SP. A duração do vôo é de singelos 1h05 e o serviço de bordo resume-se a um lanche frio (pode escoher entre frango e queijo gruyére, escolham o último por favor) e não tem tela individual, apenas aquele monitor a cada 4 assentos mostrando as informações do vôo...a grande atração mesmo nesse vôo são os lindíssimos Alpes suíços:

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Quando menos se vê já estão iniciando a descida para Fiumicino-Roma, e na saída do avião, mais chocolates da Swiss.

Resumindo, a empresa é muito competente no que faz, e se esforça para que a experiência de voo seja a melhor possível. Com certeza voaria de novo e recomendo a quem quiser também.

Na próxima seção falo da imigração, que foi feita na Suíça, e dos aeroportos em si.

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3 - Aeroportos e imigração

3.1. Aeroportos de Guarulhos / Zurique / Roma

GRU: Não conhecia ainda o Terminal 3, que é bem amplo e atende bem a demanda. O controle de acesso é feito automaticamente, basta encostar o código de barras do cartão de embarque e passar, logo na sequência tem o raio-x e controle de passaportes...depois vem um sem mundo de lojas, começando claro pela Dufry. O salão de embarque é gigantesco, e tem uma excelente vista para quem quer fazer spotting (observação das aeronaves), pois dá de cara para as pistas. A conexão de internet estava ok até pelo que testei, mas fiquei usando os dados da minha operadora.

ZRH: O aeroporto de Zurique frequentemente é tido como o melhor da Europa, e consegue-se perceber que o título é justo. Muito bem sinalizado em Alemão e Inglês, com muitos sanitários, pontos de informação, e lojas/restaurantes, tudo com preços um pouco intimidadores (por exemplo um lanche no Burguer King a 17 Francos Suíços, convertendo vai para uns 50 reais..admito que nesse instante esqueci da regra "quem converte não se diverte" hahaha). Só tirei essa foto abaixo de lá:

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Detalhe: Quem vem de países de fora do tratado Schengen desembarca no Terminal E, que é fisicamente separado dos outros dois terminais A e B, que é onde fica o controle de imigração. Então existe um trenzinho muito charmoso, o Skytrain (embora tenha esse nome corre todo o tempo no subterrâneo), que te leva do E para o prédio principal do aeroporto.

Os vôos regionais europeus (para países de dentro do Espaço Schengen) saem dos terminais A e B.

Porém como nem tudo são flores, tenho duas críticas à esse belo aeroporto: A internet é praticamente impossível de se acessar (pede pra ativar por meio de um código SMS que nunca é enviado) e não tem água potável gratuita em nenhum lugar. Ou toma bastante água no avião, ou compra nos cafés pagando 7 Francos Suíços.

FCO: Aeroporto ok, não vi nada diferente que me chamasse a atenção. Abaixo falo mais do que dá pra resolver de útil nesse aeroporto:

Chip de celular: Tinha lido previamente que a melhor operadora na Itália era a Vodafone, com a TIM logo em seguida. Assim sendo procurei por um guichê ou loja dessa empresa, mas não achei, pelo menos não vi no Terminal 3, que foi onde desembarquei. Mas achei a loja da TIM, e eles tinham o chip que me interessava mais, que é o Tim for visitors (saiba mais aqui) que é mais prático e feito para viajantes, e com várias opções de combinações entre dados e minutos para ligação. A moça que me atendeu disse que poderia escolher se quisesse a opção somente com dados, com incríveis 30 GB, ao custo de 30 euros. Como já sabia do preço comprei sem problemas (saiu muito mais barato do que comprar chip em Guarulhos). Pedi a ela que ativasse o chip para mim, ela me explicou o processo que é bem simples e consiste nos seguintes passos:

1 - Trocar o chip do celular para o da TIM

2 - Ligar o celular e aguardar um SMS da TIM no celular (demora até 30 minutos para vir a mensagem, no meu caso foi exatamente esse o tempo)

3 - Reiniciar o celular logo após receber a mensagem

4 - Pronto. Já tem internet.

Funcionou direitinho para mim. Quanto ao sinal, não tive nenhum problema de conexão em todos os lugares onde passei, inclusive na cidade de Montepulciano, a mais distante de tudo em que estive. A única coisa que percebia era que durante viagens de trem, em alguns momentos no meio do nada o sinal dava uma caída drástica, mas naquele momento não precisava usar. Quanto ao tamanho do pacote de dados, foi mais que suficiente para Whatsapp, Facebook, enviar várias imagens e vídeos de vários MB, abrir Youtube...terminei a viagem crendo que sem usar ainda boa parte do que comprei. Recomendo.

OBS: Nas ruas do centro de Roma encontra-se várias lojas da Vodafone, para quem ainda assim desconfiar da TIM, então se não quiser pegar chip com eles, só andar pela cidade que achará.

Roma Pass: Outra coisa útil que dá pra fazer lá é comprar o Roma Pass. Eu sei que ele vende pela internet também, mas achei o método de pagamento confuso e o site não aceitou o meu cartão de crédito não sei o motivo até hoje (bandeira MasterCard). Então tive que comprar na hora...é uma loja que fica bem próximo à saída, em frente a da Trenitália.

O atendente descobriu minha nacionalidade e explicou em Português de Portugal como se utilizava o cartão. Quando você compra, vem junto numa espécie de Voucher, onde tem também um mapa da cidade de roma e do sistema de metrô/trens, um guia com as atrações cobertas pelo cartão, e um cartãozinho de desconto. Dois cartões de 72 horas saíram 77 euros no total.

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O cartão em si parece com aqueles de banco, e tem no verso um campo para que você escreva o seu nome e o dia de ativação, mais para te recordar do que qualquer outra coisa. O modo de usar é simples...a sua missão é validar (assim como tudo que envolve transporte na Itália, sobre o qual falarei nas próximas seções). Como você faz isso depende de onde você vai utilizar o cartão primeiro. Se for no transporte público, é nos validadores dos ônibus ou Tram (ou também conhecido como VLT) ou nas catracas das estações de metrô. Nos validadores dos ônibus existe um local onde você insere cartões, é ali que deve ser colocado para ser lido, já no metrô você simplesmente o encosta no leitor da catraca, igual se faz com o bilhete único no metrô aqui de SP, irá aparecer "Titulo Convalidado" e pronto, já está contando o prazo de uso do cartão. Caso vá utilizar primeiramente em alguma atração, o próprio atendente irá validá-lo.

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OBS: O Roma pass não serve nos trens que ligam o aeroporto até o centro de Roma. Essas passagens devem ser compradas à parte! (te falo onde jajá)

3.2. Imigração

Bom, a imigração não foi feita na Itália, e sim na Suíça, no prédio principal, pois é um país que embora não faça parte da União Europeia está incluso no Tratado de Schengen, e como a regra diz que se faz a imigração no primeiro país desse tratado a mesma ocorreu lá em Zurique.

Sempre trato a imigração como assunto seríssimo (fruto de muito tempo assistindo "Barrados na Fronteira" do canal AXN) e embora tenha lido e ouvido falar que é bem tranquilo a imigração na Europa de um modo geral ainda assim deu um certo "frio na barriga". Mas a verdade é que na Suíça pelo menos a coisa é muito tranquila. Vi muito Chinês cometendo a falta grave de usar o celular na fila da imigração, tinha gente até filmando os postos de entrevista...meu espanto vem pela experiência americana, lá nos EUA o celular e qualquer outra coisa eletrônica deve obrigatoriamente estar desligada na hora de passar pelo CBP (Controle de fronteiras). Vi gente levando dura de oficiais por desobedecer tal regra...mas lá na Suíça nem ligaram para isso.

Antes, fica aqui a dica útil: em Zurique há dois locais onde se faz a imigração, um para quem tem como destino final a Suíça e vai sair do aeroporto para a rua/estação de trem e outro para quem vai pegar conexão para outros lugares. Como eu não sabia disso, fui seguindo as placas de Passport control logo assim que saí do SkyTrain e peguei a fila junto com quem tinha como destino final aquele país, somente quando chegou a minha vez de ser atendido o oficial me explicou que se passasse ali teria que dar toda a volta e refazer o check-in para entrar no próximo voo...Então o segredo é, se vai fazer conexão para outro lugar, siga direto as placas que informam onde está o Portão de Embarque do seu próximo voo...com certeza antes de ter acesso à sala de embarque você vai ter que passar pelo controle de imigração. E esse caminho é por um corredor à direita do controle de imigração principal (rumo aos terminais A e B). Sobe um escada rolante e ali estão os guichês de imigração para quem está em trânsito pelo aeroporto.

Quanto a imigração em si, super tranquila, só me perguntou o que iria fazer na Itália e por quantos dias, sem sequer scanear os dedos ou tirar fotos (chatices da imigração americana) nem pedir nenhum documento, carimbou os nossos passaportes e liberou-se o acesso aos portões de embarque.

OBS: Como viajei com meu passaporte no limite do tempo, com somente 7 meses de validade após o retorno, o oficial me concedeu de visto apenas a quantidade exata de dias que disse que iria ficar, o que não me causou transtorno algum, porém reduz margem para imprevistos.

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@ricardo.barros 

Relato top.

Estou indo em outubro farei quase o mesmo roteiro mas...vou estender ate veneza. Ficarei 20 dias.

Duvida. O valor de 1400$ Foi por pessoa ou para tu e sua mae?

Aguardando ansioso a continuidade do relato.

 

Abraços 

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@Aryel Arita Obrigado Aryel.

O valor de 1.400 era para nós dois, a ideia era ter uma verba de aproximadamente 50 euros/dia para cada um de nós. Mas conseguimos economizar bastante com alimentação, então ainda consegui voltar com 250 euros sobrando. Mais pra frente eu detalho isso, mas só para antecipar, tinha previsto um gasto diário com comida (eu e ela) de 40 euros...tinha dia que conseguíamos comer bem com apenas 10.

 

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4 - Hospedagem

Ficamos durante toda a nossa estadia na Itália em Hostels do tipo B&B (Bed & Breakfast), aqueles que te oferecem um café da manhã para ajudar a despertar. Mas houve diferença considerável entre eles.

Todas as reservas foram feitas através do www.booking.com

Bem, o que vou escrever a seguir são coisas que percebi e meio que valem como regra geral para todas as acomodações que fiquei.

Edifício: Aprende-se logo que chega que tudo na Itália é muito antigo, e isso aplica-se a maioria dos edifícios. Então não espere um hostel moderno e super bem equipado, pois pode ser que se decepcione. Ele vai ser um prédio antigo de aparência até duvidosa, com decoração rotulada como "cafona", mas ainda poderá ser funcional em seu interior.

Recepção: A grande maioria (alguns hostess me falaram inclusive que é a totalidade) dos B&B são compostos de um apartamento de um edifício residencial. Pense naqueles prédios antigos do centro das nossas grandes cidades, onde você toca um interfone e a pessoa do outro lado da linha abre a porta. Pois bem, é assim que funciona lá também. Não tem porteiro, e muitos dos prédios ficam com a porta principal aberta durante o dia. Então basicamente quando você chegar no endereço, certifique-se que encontre no interfone o número do Hostel...para ajudar entre em contato com o mesmo antes de sair do Brasil e já peça essa informação (muitos colocam uma plaquinha bem discreta ao lado do número, não é nada que chame a atenção de longe já aviso).

Uma vez no andar do Hostel, muito provavelmente a pessoa que te receberá não estará lá 24h por dia. A não ser que ela more lá (aconteceu comigo em Roma e Pisa). Como dica digo para perguntar logo assim que chegar todas as dúvidas que tiver sobre a acomodação/arredores/horários, para evitar ter que esperar o outro dia. A minha maior dúvida sempre era com relação ao Check-out, pois teve dias em que tinha que pegar trem bem cedo (7:00 da matina) e não teria ninguém disponível para fazer o chek-out. Em todos os casos a resposta que tive foi para simplesmente deixar as chaves no quarto e partir. Prático e sem precisar falar com ninguém.

Elevador: Será um elevador bem velho e extremamente apertado, onde não raro irá caber no máximo duas pessoas. Quem tem claustrofobia certamente via ficar muito desconfortável. Ainda, não será difícil topar com um lugar que não tenha elevador, aí o jeito será encarar as escadas. O Booking avisa quando a acomodação é provida ou não de elevador, mas caso tenha dúvidas entre em contato direto com o Hostel.

Chaves: Provavelmente irão te dar 3 chaves, uma para a entrada principal do edifício, outra para a entrada no Hostel (pense nele como um apartamento) e a última para o seu quarto. Provavelmente também as portas do Hostel e do Prédio abrirão por dentro sem necessidade das chaves, apenas apertando algum botão (por isso você irá conseguir sair do Hostel ao fazer o check-out mesmo sem chaves).

Café da manhã: Provavelmente vai ser um café com um "cornetti" (croissant com recheio) industrializado, ou seja, comprado em mercado, pode vir também leite para fazer um cappucino, umas torradas e geléia. Pra quem não sabe o café da manhã italiano não conta com nada salgado (manteiga, presunto), então não se espante de ver apenas geléia. Dá pra aguentar.

Com relação ao review dos hostels, vou deixar o link para vocês conseguirem ler diretamente da página do Booking, aí conseguirão ver fotos também do local (infelizmente esqueci de tirar). Porém vou dar uma geral em cada um dos principais aspectos para lhes ajudar

 

4.1. ROMA: B&B BEL AMI - Via Corfinio 23, San Giovanni, 00183 Roma, Itália (https://www.booking.com/hotel/it/bel-ami.pt-br.html?aid=304142;label=gen173nr-1DCA4oggJCAlhYSC1YBGggiAEBmAEtuAEIyAEP2AED6AEB-AEDkgIBeagCAw;sid=821482f5e906303924b247f15f30b8ab)

O que reservei: Quarto para somente duas pessoas (banheiro coletivo)

Localização: Excelente, muito perto da estação de metrô de San Giovanni, e também de pontos de ônibus e Tram.

Limpeza: Boa. Feita todos os dias

Conforto: OK. Não dispõem de microondas/cozinha para quem quer fazer algo. Ou você janta fora, ou compra comida e come no quarto (o que fizemos na maior parte das vezes). Eles tem uma mini geladeira.

Custo: 180 euros por 5 diárias para 2 pessoas + 35 euros de imposto de turismo

 

4.2. FLORENÇA: MELODY HOUSE - Viale Fratelli Rosselli 47, 50144 (https://www.booking.com/hotel/it/melody-house.en-gb.html?aid=304142;label=review_am;appvl_email=1;rurl=2582116c498f5be9;tab=4;type=total&#tab-main)

O que reservei: Quarto para somente duas pessoas (não sabia, mas tinha um banheiro privativo nesse quarto, o que foi uma ótima surpresa)

Localização: Excelente, 600 metros da Estação Santa Maria Novella, porém cabe ressaltar que ainda precisa andar mais uns 5-10 minutos a partir dessa estação para chegar ao centro nervoso/histórico da cidade, onde ficam a maioria dos serviços como restaurantes.

Limpeza: Muito boa. Feita todos os dias

Conforto: Muito bom, aparência de hotel. Porém não dispõem de microondas/geladeira/cozinha para quem quer fazer algo. Ou você janta fora, ou compra comida e come no quarto (o que fizemos na maior parte das vezes).

Custo: 205 euros por 5 diárias para 2 pessoas + 30 euros de imposto de turismo

 

4.3. PISA: PISA LODGE B&B HOSTEL- Via Contessa Matilde 32A, 56123 Pisa, Itália (https://www.booking.com/hotel/it/pisa-lodge-b-amp-b-hostel.en-gb.html?aid=304142;label=review_am;appvl_email=1;rurl=54c8ce4d91bc4447;tab=4;type=total&

O que reservei: Duas camas em quarto para 3 pessoas (banheiro compartilhado/na primeira noite dormimos sozinhos, na segunda tinha uma moça na outra cama)

Localização: Excelente, dá pra ir andando a pé para a Torre de Pisa em 5 minutos. Porém cabe ressaltar que ainda precisa andar mais uns 5-10 minutos a partir dessa estação para chegar ao centro nervoso/histórico da cidade, onde ficam a maioria dos serviços como restaurantes, e é consideravelmente longe da estação de Trem Pisa Centrale (2 km).

Limpeza: Média.

Conforto: Médio. Ponto positivo é que tem microondas e geladeira para fazer/guardar algo.

Custo: 76 euros por 2 diárias para 2 pessoas + 6 euros de imposto de turismo

 

4.4. ROMA: NIKA HOSTEL- Piazza di San Giovanni in Laterano 36, San Giovanni, 00185 Rome, Italy (https://www.booking.com/hotel/it/nika-hostel.en-gb.html?aid=304142;label=review_am;appvl_email=1;rurl=5a64e5abbbcb7f0f;tab=4;type=total&#tab-main

O que reservei: Duas camas em quarto para 2 pessoas (banheiro compartilhado)

Localização: Excelente, muito perto da estação de metrô de San Giovanni, e também de pontos de ônibus e Tram. Bem ao lado da Igreja de San Giovanni in Laterano.

Limpeza: Média.Tinha um pouco de sujeira no banheiro.

Conforto: Médio. Um dos banheiros (tem 2) está colado na cozinha, o que faz perder toda a privacidade. Ponto positivo é que tem cozinha completa (embora apertada) para cozinhar o que quiser, inclusive panela e pratos/talheres.

Custo: 32 euros por 1 diárias para 2 pessoas + 7 euros de imposto de turismo

 

 

 

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7 horas atrás, ricardo.barros disse:

@Aryel Arita Obrigado Aryel.

O valor de 1.400 era para nós dois, a ideia era ter uma verba de aproximadamente 50 euros/dia para cada um de nós. Mas conseguimos economizar bastante com alimentação, então ainda consegui voltar com 250 euros sobrando. Mais pra frente eu detalho isso, mas só para antecipar, tinha previsto um gasto diário com comida (eu e ela) de 40 euros...tinha dia que conseguíamos comer bem com apenas 10.

 

Muito bom.

Estou imaginando levar uns 80$ dia. Hospedagens ja fiz pre reserva no booking em.campings e b&b pois hostels realmente não valem nada a pena na itália. 

 

Como ficaremos 20 dias farei praticamente mesmo roteiro mas esticarei ate Veneza desço por bolonha , san marino ,perugia.

Faremos de carro pois trem para tais trechos tbm nao compensa.

 

Legal @ricardo.barros. Curtindo muito as postagens . Podendo compartilhar a planilha...sera bem vinda. 

Abraços 

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Vou passar 25 dias na Itália entre maio/junho, passando por várias cidades. Tô adorando o seu relato, está ajudando muito.
Muito obrigada por compartilhar com a gente!! Valeu!! Um abraço!

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    • Por Marina Soares
      Olá galera mochileira, quando resolvemos (eu e meu companheiro de vida Junior), ir para Africa do sul, logo pensei na Suazilândia e Botswana, por estarem próximos, porém diferente dos demais, pensei nesse roteiro de carro, e tive dificuldade em encontrar informações. Depois de muita  cabeçada e alguns perrengues ter conseguido conhecer esses 3 países foi algo sensacional... e vou contar um pouco dessa história para vcs. Os preços vou colocar em reais para ajudar, mas tudo foi pago em Rands (Africa do Sul e Suazilândia) ou Pula (moeda de Botswana).
      Passagem de BH x Joanesburgo 2300,00 (ida com a Latam e volta com a South Africa)
      Embarcamos no dia 16 de maio e chegamos em Joanesburgo no dia 17, duas horas depois do esperado devido a um atraso de mais de duas horas em São Paulo. Chegamos por volta das 11:00 da manhã. Trocamos alguns dólares no aeroporto, depois do desembarque a algumas casas de câmbio.. o dólar havia dado uma disparada nessa época então as cotações não eram tão legais como havia lido em alguns relatos aqui. Na Africa do Sul, eles cobram taxas para realizarem o câmbio, então o valor nunca é aquele anunciado... 1 dólar nos rendeu menos de 11 rands.
      Fizemos reserva  do carro aqui do Brasil para ser retirado no próprio aeroporto de Joanesburgo pela Europcar, alugamos um carro manual, visto que os automáticos são bem mais caros, mesmo sabendo da mão inglesa resolvemos arriscar e deu tudo certo, em questões de horas já estávamos dirigindo normalmente. O valor em reais foi cerca de 800,00 por 9 dias de aluguel, porém ai vai a primeira dica: PARA SAIR DO PAÍS COM O CARRO ALUGADO ELES COBRAM UMA TAXA E NÃO NOS COMUNICARAM, ESSA TAXA CHEGA A SER MAIOR QUE O VALOR DO ALUGUEL. Como em toda locadora de veículos, e feito uma cobrança calção no cartão de crédito, só vimos esse ROMBO, após alguns dias da devolução do mesmo. Então esse detalhe merece cuidado. Não deixe de mencionar que irá sair do país se realmente o for, pois sem uma autorização por escrito da locadora vc não cruza nenhuma fronteira. 
      Papeis na mão e chave do carro, saímos de Joanesburgo por volta de 13:00 e já rodamos cerca de 500 km até Phalaborwa, onde havia feito uma reserva pelo booking em uma Guesthouse (seria como nossas pousadas). Porque escolhemos Phalaborwa, porque nessa cidade tem uma portaria do Kruger Park e queríamos fazer nosso proprio safari até o camping que havíamos reservado dentro do Kruger. Chegamos em Phalaborwa já de noite e bem esgotados, o carro arriou a bateria no meio da estrada e por sorte contamos com a ajuda de algums pessoas que estavam trabalhando em uma reforma na estrada. Ficamos no Lalamo Guesthouse e super indico. O preço foi cerca de 150,00 reais quarto privado com banheiro para duas pessoas com café da manhã ou 540 rands, quarto simples mas completinho, inclusive com uma garrafa de vinho como cortesia de boas vindas e alguns snacks tbm de cortesia. Tomamos um banho e fomos comer em um restaurante próximo. No dia seguinte cedo, o café da manhã me surpreendeu, o mais gostoso de toda a viagem, além da simpatia dos funcionários com seu belos sorrisos.Por volta das 08:30 estavamos entrando no Kruger... agora falo um pouco desse park.
      Depois de uma boa pesquisada sobre o Kruger nacional park (aqui no mochileiros vcs encontram muita info), optamos por ficar duas noites em dois diferentes acampamentos, o Pretoriuskop e Lower Sabien, as reservas foram feitas com cerca de 3 meses de antecedência, por ser alta temporada (inverno) e para não arriscar chegar e ter apenas acomodações caras (reservas diretamente no site www.sanparks.org). Optamos ficar em Hut, uma casinha com duas camas de solteiro, ar condicionado e geladeira, com banho compartilhado, pagamos cerca de 50 dólares a diária. Tbm se paga uma taxa por dia por pessoa para estar no kruger, que chega a ser quase 100,00 reais por dia por pessoa. O parque é bem organizado e logo na entrada mostramos as reservas e recebemos tipo um folder com um recibo da nossa entrada, a tal taxa por dia foi paga diretamente nos acampamentos. Existe outros tipos de acomodações nos acampamentos, mais baratos e mais caros, aí vai do gosto e bolço de cada um.
      Da portaria de Phalaborwa até nosso primeiro acampamento rodamos cerca de 280 km dentro do parque, daí dá para imaginar como ele é grande. Vc já começa fazendo seu próprio safari e confesso que tivemos muita sorte, porque de cara nesse primeiro dia já vimos 3 dos Big fives, elefante, búfalo e leão. Big Five se refere aos cinco mamíferos selvagens de grande porte mais difíceis de serem caçados pelo homem. Chegamos no Pretoriuskop já no final da tarde, pois além da velocidade permitida dentro do Kruger ser 50 km, toda hora se para para admirar uma imensidão de animais e aves. Os acampamentos são bem estruturados, com mini supermercado, restaurante e até posto de gasolina. Optamos por fazer um game drive pago que saía as 05:00 da manhã e foi graças a ele que vimos nosso quarto big five, o leopardo, um dos mais difíceis de serem vistos.  Alguns preços: gasolina cerca de 5,00 reais, café da amanhã cerca de 35,00 reais para 2 pessoas, uma coca cola de um litro cerca de 7 reais. Existe tbm  suvenir para comprar mas o preço é bem salgado e a maioria das coisas que tem dentro do Kruger, vc encontra em lojas em Cape Town e em Joanesburgo. Mas é claro que se vc quiser algo com o nome do Kruger, vc deve comprar lá.
      Depois de dois dias incríveis e inesquecíveis dentro do Kruger, partimos para Suazilândia, aqui vai mais uma dica importante: baixe no celular o aplicativo Here, foi ele que nos ajudou com GPS off line e foi nosso salvador.
      Saímos do Kruger pela portaria do Crocodile bridge e fomos em direção a Jeppe's Reef - Matsamo fronteira na Suazilândia. A imigração foi tranquila, documentação ok e fomos para a região Ezulwini Valley.  Agora algumas considerações sobre a Suazilândia: o rand é bem aceito em todo o país e não foi necessário câmbio para a moeda deles. O país é pequeno e bem acolhedor, pessoas sempre alegres. Ficamos em um hostel  de nome Sondzela Backpackers que fica dentro de uma reserva natural a Mlilwane Wildlife Sanctuary, e foi bem difícil conseguir chegar devido a obras na estrada de acesso, mas o lugar é incrível, mas só indico para quem estiver de carro, pois é longe de tudo, não dá para fazer nada a pé. . O jantar do hostel (pago a parte) é imperdível, cerca de 23,00 reais por pessoa. A diária do hostel foi cerca de 130,00 reais sem café da manhã, quarto privativo com banheiro compartilhado. Vc já acorda nesse lugar vendo animais envolta da cerca e dentro da área do hostel, até javalís rsrsrs. Acordamos e fomos conhecer um pouco da região e tomamos um café da manhã no Malandelas tourist information e internet café, uma parada meio obrigatória para pegar mapas e tirar dúvidas em relação a passeios. Internet na Suazilândia não é algo fácil, nesse lugar por exemplo, mesmo tendo internet no nome, não estava funcionando esse dia. No hostel era vendido 200mb por 50 rands, cerca de 15,00 reais e não dava pra nada rsrs. Como ficaríamos apenas duas noites nesse país incrível, optamos por visitar uma aldeia Suázi no Mantenga Nature Reserve .
      Foi emocionante ver de perto um pouco da cultura e costumes desse povo tão hospitaleiro.
      No outro dia cedo partimos rumo ao Soweto, foram cerca de 5 horas de viagem e chegamos por volta das 13:00. Soweto é a sigla para South Western Townships, um dos bairros no subúrbio de Joanesburgo, cenário de importantes lutas políticas durante o regime do apartheid. O bairro nasceu sob a base do regime de segregação racial, onde os negros deveriam, por lei, viver em regiões afastadas dos brancos. O local é sinônimo de resistência e luta contra o regime opressor que os negros sofreram na Africa do Sul nesse período. Existe várias coisas para se ver e ouvir nessa região... a rua Vilakazi, a única do mundo onde dois ganhadores do Prêmio Nobel moraram. Nelson Mandela e o arcebispo Desmond Tutu dividiram muito mais do que a mesma vizinhança, eles compartilharam o sonho de viver em um país mais tolerante e com mais oportunidades para todos.                                                                                                
      g
      Esse dia dormimos em Melville, bairro em Joanesburgo onde existe um bom comércio e restaurantes próximos. Ficamos no Grand View B&B , cerca de 160,00 reais a diária em quarto privado com banheiro com uma linda vista da cidade, com um delicioso café da manhã.
      No dia seguinte, fomos rumo a Botswana. O trajeto até a fronteira foi um pouco tenso, pois faltando cerca de 100 km para chegar, passamos em uma região que havia algum tipo de conflito, não ficamos sabendo ao certo do que se tratava, apenas encontramos estradas bloqueadas com pneus pegando fogo e muita brasa no chão, e o pior é que estávamos sozinhos, não tinha mais ninguém transitando nessa estrada, foi o único momento nessa viagem que ficamos com medo, maaaaaaas tudo de certo e chegamos na fronteira Pionner. De Joanesburgo até a fronteira foram uns 370 km. Para atravessar para Botswana tivemos que pagar 120 pulas, mas no local tem como fazer câmbio. Um dólar equivale a mais ou menos 10 pulas. Eles ficaram surpresos em ver nossos passaportes brasucas, não se vê brasileiros nessa região de Botswana, por isso tive dificuldade em achar infos, os brasileiros quando vão para Bots acabam ficando no norte do país, principalmente quando vão a Zimbábue ou Zambia. Ficamos em um hostel a cerca de 10 km da capital Gaborone no Mokolodi Backpackers, gostei muito do lugar, super indico. Pagamos cerca de 200,00 reais a diária... simmmm, Botswana é mais cara, como dizem, é um destino exclusivo rsrsrs mas valeu cada centavo. Esse hostel fica perto do Mokolodi Nature Reserve, onde fizemos um safári incrível por 150 pulas por pessoa que seria mais ou menos 60,00 reais por pessoa. É claro que nem dá para comparar com o Kruger park, pois são bem diferentes, em tamanho e estrutura mas ver aqueles animais em seu habitat natural é sempre uma aventura. Como estávamos de carro, era fácil ir até Gaborone comprar comida e artesanatos (meu fraco rs). O hostel tinha cozinha completa e fizemos nossa própria comida...  ficamos 2 noites naquele lugar e amamos, queremos voltar para conhecer as outras regiões.
      l
      Saímos de Botswana em direção a Pretória, a estrada tem muitos pedágios, mas na hora de alugar o carro fomos informados que o veículo possui um equipamento que passa pelos pedágios e depois na hora da devolução eles calculam quantos pedágios foram e vc paga juntamente com o valor do aluguel. Pretória realmente não tem nada demais, e se vc estiver com o tempo contado pode abrir mão desse destino facilmente. Mas já dentro da cidade fomos parados pela polícia que alegou que havíamos passado encima de uma faixa amarela que era proibido... oi??? isso mesmo, ai rolou aquela treta que li em vários relatos aqui no site, propina era o que queriam... masssss resistimos bravamente e acabamos saindo sem pagar os 500 rands que pediram. A dica é a seguinte: sempre diga que não tem dinheiro, só cartão de crédito, assim fica mais difícil deles levarem seus rands. Durante nossa viagem fomos parados várias vezes por policiais, principalmente em Botswana, mas a única vez que pediram propina foi essa. 
      Novamente dormimos em Joanesburgo no 84 on 4th Guest House tbm em Melville, quarto privado com banheiro e café da manhã, por 200,00 reais a diária. Excelente localização e atendimento. Gostamos muito do lugar. No dia seguinte deixamos o carro no aeroporto e pegamos um voo da Kulula para Cape Town (compramos no Brasil pela Decolar) e ficou 1.000,00 reais ida e volta para duas pessoas. Em Cape Town ficamos no The Verge Aparthotel em Sea Point, pagamos cerca de 830,00 reais por 5 diárias pelo booking. Atenção, esse lugar é perfeito... um apart hotel mega bem localizado, pertinho da praia, com muitos bares e restaurantes próximos, supermercados... além do apartamento ser completo e bem decorado (é só entrar no booking e dá uma olhada), amamos o lugar e tbm super indicamos.  Fizemos um passeio pelas vinículas que vale muito a pena... foi caro, cerca de 300,00 reais por pessoa, mas o passeio dura o dia todo e foram 4 degustações em diferentes vinícolas  com vinhos e queijos, com direito a passeio de trem tbm degustando vinho. Dica: os vinhos na África do Sul são muito bons e baratos, custa praticamente o preço de um imã de geladeira rsrsr paguei em um bom vinho premiado cerca de 20,00 reais.
       

      Do Brasil tínhamos comprado o passeio para Robben Island, mas no dia programado o tempo não tava legal e foi cancelado, algo bem comum de acontecer por lá, vc pode trocar por outro dia ou pedir a devolução do dinheiro. Aproveitamos esse dia e fomos até a Green Market Square onde rola uma feirinha livre de artesanatos onde compramos algumas lembrancinhas. Depois passamos no supermercado e compramos comida. Não se vende bebidas alcoolicas nos supermercados, apenas em lojas próprias e por sorte havia uma bem perto do apart.
      No dia seguinte pegamos o Bus vermelho (City Sightseeing Cape Town), tbm perto do apart, na avenida da praia para o Cabo da Boa Esperança (cerca de 70 km de Cape Town), com o custo de mais ou menos 170,00 reais por pessoa, o passeio dura o dia todo e primeiro eles param em Boulders Beach, praia cheia de pinguins, mas a entrada é paga separadamente, custou cerca de 15,00 reais mais ou menos, não lembro direito mas não era caro,  a praia é linda e vale o preço.

      De lá fomos para Cape Point, onde fica o Cabo da Boa Esperança. A entrada do parque está incluida no preço do passeio. Vc pode subir a pé ou de bondinho e é claaaaro que fomos a pé, uma subida bem interessante com uma vista incrível do mar.

       
      Nesse passeio vc tbm faz uma trilha com uma vista de deixar qualquer um de queixo caído... voltamos no final do dia e aproveitamos para dar um rolezinho no Water Front , onde tem inúmeros restaurantes e lojas, se vc garimpar, consegue comprar lembrancinhas por um bom preço no local.
      No dia seguinte fomos rumo a Table Montan fazer a trilha tradicional a Plattew Klip Gorge, cerca de 3 horas de subida para pessoas como nós rsrsrs longe de sermos atletas... pegamos um Uber até o Cable Way onde na mesma rua se inicia a trila... não se paga nada para subir, só se vc for de teleférico. O frio tava de lascar e o tempo ameaçava chuva a todo o momento, mas é algo que não dá para perder.

      Cape Town é uma cidade muito bonita e com vários atrativos. Andar de Uber por lá é uma boa pedida. É bem econômico e foi nosso principal modo de transporte.
      Depois de Cape Town, voltamos para Joanesburgo onde ficamos no Saffron Guest House, quarto privado com banheiro e café da manhã por cerca de 200,00 reais o casal, tbm foi um excelente lugar e super indico, perto de tudo e bem seguro. Fomos conhecer o museu do Apartheid e despedir desse lugar tão fabuloso pois no dia seguinte íamos voltar para o Brasil. Foram 16 dias no total, bem aproveitados...
      E foi isso galera, até a próxima!!!!
       
    • Por milamguerra
      Olá, mochileiros!
      Passei dezoito dias de muita movimentação, chuva e bacalhau em Portugal. País lindo e seguro. 😍
      Usamos quase todos os tipos de transporte disponíveis no país, experimentamos algumas comidas típicas e nos enrolamos quase todos os dias com as diferenças do idioma. Curiosamente, nem sempre o idioma que temos em comum facilita as coisas. Às vezes dificulta a comunicação e nos proporciona bons rolos e boas risadas. Apesar de não termos tido sorte com o tempo (choveu praticamente 14 dos 18 dias que passamos por lá) adorei conhecer Portugal e deixo aqui minha experiência para quem planeja visitar a terrinha. Vou postando em etapas porque o relato ficou um pouco extenso, mas fiquem à vontade para ler, comentar e perguntar entre os posts.
      DIA 1: Lisboa - Oceanário, Telecabina e Parque Eduardo VII de metrô
      Depois de meses esperando uma promoção, voamos de TAP direto para Lisboa e chegamos lá às 5h da manhã. O check-in no estúdio que alugamos pelo Booking era só ás 15h e então aproveitamos o dia e a localização próxima do aeroporto para conhecer o Oceanário e a região do Parque das Nações. O voo foi muito cansativo, com direito a neném chorando o tempo todo, e o cansaço nos impediu de aproveitar melhor as visitas desse dia. 😴 Mesmo assim, valeu muito.

      Obs: optei por reservar estúdios em 3 das sete cidades pelas quais passamos para ter liberdade de cozinhar algo rápido, preparar nossos cafés da manhã, lavar e passar roupa, tudo isso pagando menos que em um hotel normal. Isso nos permitiu viajar com uma mala menor e economizar um pouco nas refeições. Dica: fiz minhas reservas com quatro meses de antecedência e peguei ótimos preços em lugares excelentes. Se puder, não deixe para a última hora.
      Continuando: esperamos um pouco no próprio aeroporto e lá mesmo compramos um chip da Vodafone com o plano turístico para ligações e internet (€ 10 com cerca de 4MB e do meu celular eu roteava para o do marido), que funcionou maravilhosamente bem em toda a viagem. Compramos também o Lisboa Card (de 3 dias, € 40 por pessoa) no balcão de informações turísticas do aeroporto Esse cartãozinho permite visitar várias atrações “gratuitamente” e dá desconto em outras tantas, além da gratuidade nos transportes da cidade como metrô, trem, bonde, elevadores. Já começamos a usar o cartão ali mesmo no aeroporto quando pegamos o metrô para a estação do Oriente. Sair do aeroporto de metrô é fácil, fácil. E barato!
      Na estação de trem Oriente, deixamos nossas malas no que eles chamam de cacifos (ou lockers), que são armários/cofres automáticos. Você deposita um valor em moedas de acordo com o tamanho do armário que escolher, recebe uma senha e paga o restante no retorno para retirar a bagagem. Se usar os cacifos, não perca a senha. Só com ela você consegue reaver as malas. Outra coisa que achei legal é que há no local uma máquina para trocar dinheiro, para o caso de você não ter moedas na hora. Você deposita uma nota e recebe tudo em moedas. Muito prático e fácil de usar. Também é possível guardar malas no aeroporto.

      Recomendo muito a visita ao Oceanário. Não é à toa que ele é considerado dos mais bonitos da Europa. Reserve um bom tempo para essa visita, especialmente se você for fã de vida marinha. Ao redor do imenso tanque principal há banquinhos para você observar com calma a movimentação de peixes, tubarões, arraias etc. Lindo!
      Há também lontras❤️, pinguins, patos, águas-vivas etc etc etc.

      Nós visitamos as duas exposições: a permanente (os aquários em si) e a exposição de florestas aquáticas, também interessante. Pagamos € 15,30 por pessoa já com o desconto do Lisboa Card. Sem ele ficaria em € 18 pp.
      Já cansados e com fome depois de não dormir à noite e bater perna pra lá e pra cá, pegamos a telecabina ali pertinho e fomos almoçar um bacalhau, melhor dizendo, quatro bacalhaus, pra começar bem a viagem: bacalhau a brás, posta de bacalhau grelhado, bacalhau com broa e bacalhau com natas no restaurante D’Bacalhau, ali mesmo no Parque das Nações.

      O passeio na telecabina é bacaninha, mas nada excepcional. Também tem desconto com o Lisboa Card.

      Depois dessa odisseia já estávamos mortos de cansaço e ainda não eram 14h. Não tínhamos gás pra mais nada, então liguei para o proprietário do estúdio que alugamos, que foi super gentil e nos deixou fazer o check-in um pouco mais cedo. Por falar nisso, o horário de check-in em Portugal é quase sempre às 15h e o check-out às 11h ou 12h.
      De volta à estação Oriente, reavemos nossa bagagem e pegamos o metrô até a estação Alamedas e lá mudamos para a linha verde até a Baixa-Chiado. Molezinha. O único porém é quem nem todas as estações estão equipadas com escada rolante/elevadores e isso pode dificultar a vida de quem viaja com malas grandes ou muitas malas. A nossa era pequena e não tivemos problemas.
      Descansamos um pouco no estúdio e saímos para conhecer a região.

      Ficamos hospedados no estúdio Chiado InSuites 100, na Baixa, pertinho de tudo. Recomendo. O estúdio é uma graça e muito prático. A área é muito bem servida de bares, restaurantes, farmácias, mercado, lojas, metrôs, trens, ônibus etc.
      Passamos no mercado Pingo Doce para comprar produtos para o café da manhã e, apesar de a água da torneira ser própria para beber em todo o país, não gostei do gosto dela e preferi comprar a mineral no mercado mesmo. Mas fica a dica para quem quiser economizar uns euros em água.
      Aproveitando que nessa época escurece por volta das 21:30 e, apesar do tempo feio, passeamos pela rua Augusta, conhecemos o Arco da Rua Augusta, a Praça do Comércio, o Parque Eduardo VII (que estava hospedando a Feira do Livro de Lisboa e não rendeu boas fotos).



      Jantamos uma massa deliciosa com vinho da casa no Prima Pasta, um dos inúmeros restaurantes da Baixa, e desmaiamos até o dia seguinte. Vale comentar que os vinhos da casa nos restaurantes portugueses são geralmente muito bons e baratos. Eles servem uma taça, meia garrafa ou garrafa inteira. Peça sem medo de ser feliz.
      DIA 2: Lisboa – São Pedro colaborou com a minha preguiça
      Conforme anunciado por vários aplicativos de previsão do tempo, o dia amanheceu frio e muito chuvoso. 😒 Aproveitamos para descansar e tentar espantar a desgraça do jetlag. O marido precisava trabalhar e passei a manhã de preguiça no estúdio. A chuva parou pela hora do almoço e resolvemos conhecer o Timeout Market, com a intenção de almoçar por lá. Não mesmo, de jeito nenhum. Muita gente, muita fila, muita confusão. O local é muito legal e há restaurantes de todos os tipos de cozinhas, mas estava insuportavelmente cheio. Desistimos e acabamos almoçando na Pastelaria Brasília ali pertinho. Bem simples, mas com bom preço, boa comida e bom vinho da casa.

      Dali pegamos o metrô e fomos visitar alguns clientes em Lisboa mesmo. Chovia bem e voltamos para o estúdio para o marido continuar o trabalho pendente. De novo fiquei de preguiça dando uma folguinha para os meus pés e esperando a chuva passar.
      À noite fomos bater perna pela região e experimentamos o bolinho de bacalhau da Casa Portuguesa do Pastel de Bacalhau. Apesar de famoso e de vir recheado com queijo da Serra da Estrela, achei que não vale a grana pagar tanto por uma massa de batatas. Enfim, gosto é gosto.

      Nesse dia experimentamos também os famosos e aclamados pastéis de nata. Gostamos, mas não achamos nada assim tão fenomenal neles. Enfim, questão de gosto mesmo.
      Mas o mais decepcionante em Portugal, para mim, foi o café. Passamos por uma sofrida peregrinação em busca de um café, no mínimo, mais ou menos. Sempre que pedíamos café, serviam um expresso MUITO FORTE ou alguma outra coisa muito ruim. A gente fazia cara feia e tomava por questão de honra, mas só mesmo em Cascais descobrimos o nome do café que gostamos e que normalmente tomamos aqui no Brasil. Fique de olho nos próximos capítulos para saber e fugir das roubadas. Hehe... 🤪

      Estava chovendo, então pegamos o metrô e fomos conhecer o shopping Colombo. São mais de 400 lojas de marcas conhecidas como Timberland, Chilli Beans, Toys "R" Us, C&A, Nike, Lacoste etc. Há também um mercado Continental e uma ótima praça de alimentação por lá. O acesso ao metrô é super fácil, feito por dentro do shopping mesmo. Não achei os preços lá essas coisas, mas vale a visita...

      Caminhar tranquilamente por Lisboa à noite com uma câmera a tira colo e mochila nas costas foi algo surreal pra mim. Mesmo morando em uma cidade relativamente pequena aqui no Brasil, não tenho coragem de sair à noite de câmera na mão. Essa é, sem dúvida, uma das grandes vantagens de Portugal.
      DIA 3: Lisboa – Belém e Castelo de São Jorge de elétrico (bonde)
      Um dia que eu não repetiria.
      Ainda com um pouco de jetlag, pegamos o elétrico 15E (o moderno, com wi-fi gratuito e tudo) na Praça da Figueira e desembarcamos em Belém. Detalhe: esse elétrico tem Wi-Fi gratuito. É tanto turista em Belém que achei que estava entrando em um formigueiro.
      - Padrão dos Descobrimentos: monumento interessante e imponente. Subimos de elevador até a cobertura, de onde se tem uma boa vista da Torre de Belém, do Mosteiro dos Jerônimos e de toda a região. Tem também um pátio muito bonito contando a história dos descobrimentos e das conquistas portuguesas, onde as escolas levam seus alunos para conhecer um pouco sobre as antigas glórias do país.


      - Torre de Belém: do Padrão fomos caminhando até a Torre (Cerca de 10 minutinhos) e depois de quase desistir, decidimos enfrentar aquela fila enooorme para entrar no monumento. Valeu, mas eu não faria de novo. Perdemos tempo demais ali.

      A intenção era visitar o Mosteiro dos Jerônimos logo em seguida, especialmente porque ele fica gratuito com o Lisboa Card, mas não tivemos coragem. A fila estava quase chegando no Japão e não tínhamos mais muito saco sobrando pra elas.
      Visitamos rapidamente a igreja (grátis para todos) e partimos para tentar experimentar os famosos pastéis de Belém. Doce ilusão. Como eu já tinha usado toda a minha cota de paciência na fila da Torre, nem pensei em enfrentar a quilométrica fila para saborear os pastéis. Entramos então em busca de uma mesa, na esperança de que seria mais fácil comer ali mesmo, mas a coisa estava séria demais para o meu gosto. Saímos dali correndo e, a mando do estômago, entramos no primeiro restaurante com mesas disponíveis na área. Era uma hamburgueria e nesse dia eu comecei a confirmar o que eu já vinha suspeitando desde o primeiro dia: a comida portuguesa é mesmo muito boa e muito farta, mas carece de sal. Durante toda a viagem fiquei com a sensação de que faltava alguma coisa.

      Pegamos o mesmo bonde de volta, saltamos na Praça da Figueira e fomos ao estúdio descansar um pouco.
      Com as energias meio renovadas e o tempo um pouco melhor, partimos para o Castelo de São Jorge no elétrico 12E, na mesma Praça da Figueira. Esse elétrico nos deixou em frente ao miradouro das Portas do Sol, ao lado do miradouro de Santa Luzia. O elétrico 28 vai mais próximo do castelo, mas a diferença não é grande. Depois de algumas fotos ali, fomos caminhando para o Castelo. É fácil chegar seguindo as indicações, não se preocupe.

      Adoramos o castelo, especialmente agraciado com uma linda vista da cidade e do Tejo, ótimo local para assistir ao pôr do sol.


      Descemos o bairro de Alfama caminhando, com a noite em nosso encalço, e nos enfiamos no estúdio, exaustos. Ô dia cansativo!
      Sobre alimentação, os preços dos pratos ali na Baixa variam entre € 7 e € 11. Nem passei perto de restaurantes mais caros. 😬
      Veja mais abaixo:
      - Sintra de trem e taxi: Quinta da regaleira, Palácio da Pena, Castelo dos Mouros e Travesseiros da Periquita
    • Por Murilo Andrade
      BELO HORIZONTE:
      02 – 01 – 2017:
      Saí de Vitória da Conquista na noite anterior, chegando a tarde em Belo Horizonte. Fui de “carona” conseguida através do aplicativo Blablacar, o motorista dirigia muito bem e a viagem ficou bem em conta, recomendo demais.
      Chegando em BH, fui para um hotel (Hotel Madrid – somente para passar uma noite é razoável) próximo a rodoviária, pois no outro dia viajaria para Brumadinho. Aproveitei a tarde para passear pelo Centro de BH, saindo da praça Rio Branco em direção ao Mercado Central de Belo Horizonte. Cidade excelente para uma boa caminhada, tanto pela qualidade das ruas, quanto pela sensação de segurança.
      O mercado é um local com muita variedade de produtos, especialmente de comidas (rs). Destaco o restaurante Casa Cheia, com uma vista do alto de todo o interior do mercado, oferece um cardápio excelente, ao começar pelas deliciosas almôndegas exóticas:
        
      Continuei batendo perna pelo centro de BH, a cada esquina um prédio, igreja, casa com arquitetura interessante. Cidade muito boa de percorrer a pé.
      Fiquei impressionado com Igreja de São José:

      A noite retornei ao hotel para descansar.
      BRUMADINHO:
      03 – 01 – 2017:
      No dia anterior já havia comprado minha passagem de ida e volta para Brumadinho, com chegada e partida no estacionamento do Instituto Inhotim, centro de arte contemporânea de renome mundial. Já estava com ingresso a postos, comprado antes da viagem.
      Fui para a rodoviária bem cedo, chegando em Inhotim por volta das 09:30h, onde descemos no estacionamento da própria instituição. Deixei minha mochila na recepção do local, desde o início percebi a excepcional estrutura do local.
      Digo desde já que não entendo nada de arte, apenas gosto de admirar o que instiga à reflexão e (nem sempre rs) é belo.
      O lugar é impressionante, para todo lado que você olha enxerga alguma coisa impressionante, sejam as representantes da flora brasileira e mundial (o Instituto possui a maior coleção de palmeiras do mundo) sejam, claro, as esplêndidas obras de arte contemporânea espalhadas por todo o local.

      O Instituto é imenso, devendo ser feito um planejamento prévio sobre por onde vai se iniciar o passeio, recomendo começar pelo lado esquerdo do instituto, especialmente por causa da enorme ladeira no circuito laranja. O mapa fornecido na entrada é de imensa ajuda e sua utilização é bem intuitiva, ademais o parque é bem sinalizado e possui funcionários muito prestativos.
      Destaco algumas obras que mais me interessaram no Instituto Inhotim.
      Galeria Adriana Varejão, um conjunto imenso de obras em azulejos em uma estrutura impressionante, visceras  e órgãos humanos substituem cimento e tijolos nessa parede:


      Essa obra, bastante interativa (viewing machine), oferece um panorama incrível e uma nova forma de ver não só do parque, mas de todo o seu entorno servindo como um gigantesco monóculo com caleidoscopio:

      Esta obra achei muito interessante ao propor demonstrar o poder do acaso (beam drop inhotim), no qual o artista, usando um guindaste, deixou cair sobre um poço de concreto uma série de vigas de aço:

      Árvore de metal interagindo com árvores de verdade (Elevazione):

      Galeria Cosmococas, um lugar incrivel e de grande interatividade. Piscina onde podemos mergulhar os pés, redes onde podemos deitar, chão inesperado..são diversas as propostas. Foi o lugar que mais gostei nesse primeiro dia de visitas:

      Ao final das visita, beeem cansado, fui aguardar o transfer do Hostel70. Ali já conheci pessoas que estavam hospedadas no local. A própria dona do hostel foi-nos buscar, Nathi, uma pessoa excepcional.
      O hostel, um local simples e muito bem localizado, superou as minhas expectativas especialmente pelo atendimento, todas as pessoas que ali trabalham se mostraram super atenciosas e prestativas. Naquela mesma tarde fomos a um morro local em busca do por do sol, mas em razão do tempo nublado não podemos ver, em compensação apresentou-se uma paisagem deslumbrante e o belo momento no qual as brumas (névoa) tomam conta das serras de Brumadinho, serpenteando por entre os morros:

      De volta ao Hostel, fiquei por ali mesmo, após o jantar, hora de bater papo até tarde da noite com os outros hóspedes. Dei sorte de encontrar uma galera super gente boa, desde fotografo e professores de São Paulo até estudantes “black blocks” de Brasília, passando uma adolescente que tinha “fugido” de casa, para quem acabei dando consulta jurídica a mesma e ao pai que estava na França rs
       
      04 – 01 – 2017
      Acordei cedo, após um bom café da manhã no Hostel70, partimos para mais um dia de desbravamento do Inhotim. Já levei minha mochila, pois de lá mesmo voltaria para Belo Horizonte.
      Dessa vez fiz o percurso mais longo (roteiro rosa) e com uma ladeira gigante (rs).
      Como era o dia de gratuidade, o local estava lotado. Por isso fui direto para a última obra, no fim do percurso, Som da Terra, uma cúpula na qual encontra-se um poço com 202m de profundidade com microfones que captam os sons emitidos pelo terra. Não sou nem um pouco místico, mas ali é um lugar mágico sem sombra de dúvidas. Fiquei por um bom tempo, refletindo ao som das profundezas da terra e descansando após a longa caminhada kkk:

      Saindo dali fui até a uma galeria, uma impressionante cúpula espelhada no meio da mata, que guarda a obra Lama a Lâmina – que resgara o confronto entre os orixás que representam o ferro e a fauna. Apesar de, na minha humilde opinião, expor a destruição da natureza que tanto assola o nosso país e, em especial, aquela região de minas amplamente atingida pela exploração mineral:


      Dirige-me depois a galerias que expõe uma série de obras de áudio, vídeo e imagens:
      Na galeria Claudia Andujar estava acontecendo uma exposição fotográfica com a temática de índios do Brasil:

      Na galeria Miguel Rio Branco haviam expostas imagens e vídeos projetados em tecidos com a temática de nudez, muito interessante ao nos dar uma visão leve e reflexiva sobre o tema:

      Ainda passei no complexo do Instituto no qual se localiza biblioteca, lanchonete e uma enorme coleção taxonômica de borboletas.
      Fui para o estacionamento, onde o ônibus da Viação Pássaro Verde já aguardava para retornarmos para Belo Horizonte.
       
      Algumas considerações sobre Inhotim:
      - O acesso à Inhotim por ônibus é bem tranquilo, com ônibus saindo diariamente da rodoviária de Belo Horizonte, com destino tanto ao próprio instituto quanto a cidade de Brumadinho.
      - A caminhada é nível médio, é bom ter disposição, caso não, vale a pena contratar o uso dos carrinhos para se deslocar pelo complexo.
      - Em todo o instituo encontram-se banheiros e bebedouros, muito bem cuidados. Quanto a água, vale a pena levar uma garrafinha em razão das distâncias a serem percorridas. Existem restaurantes e lanchonetes, com preços condizentes com o local, vale a pena levar umas barras de cereais ou lanches mais práticos rs.
      - O uso do mapa é fundamental, mas os funcionários e uma excelente sinalização dá segurança para se deslocar pelo parque.
      - Recomendo ao menos dois dias de visitação, tempo suficiente para ver todo o parque. Ver, não conhecer, pois ai seriam necessárias algumas semanas rs. Fiz o circuito amarelo e laranja no primeiro dia e o rosa no segundo, mas no pique e com bastante disposição...mas, não contratei os carrinhos kkkk
      - Por fim, destaco que, por mais que não entenda-se nada de arte contemporânea, o Inhotim é um local impressionante tanto pela estrutura quanto, especialmente, pela natureza e pelas obras ali existentes.
       
      OURO PRETO
      04/01/2017
      Cheguei na rodoviária de Belo Horizonte e imediatamente comprei minha passagem para Ouro Preto, viagem bem tranquila, cheguei em Ouro Preto por volta das 20:00h, fui andando até o hostel (Brumas Hostel – uma enorme casa colonial no alto da cidade, com uma estrutura simples, compensada pela disposição dos proprietários do local e pelo excelente café da manhã rs, e a 1 minuto de caminhada da praça principal da cidade).
      Fui procurar um local para comer, sai do hostel, passei por uma igreja e me deparei com a seguinte imagem, que deixou-me impactado pela impressionante arquitetura colonial na noite de Ouro Preto:

      Senti naquele momento o que as fotos nos livros e internet não conseguem traduzir, ver mais de três séculos de história ao vivo e a cores é outra coisa rs.
      Fui até uma hamburgueria na praça principal da cidade, hambúrguer muito bom. Voltei ao hostel para descansar, mas lá encontrei um fotografo de Montes Claros, muito gente boa, e voltamos até a famosa Rua Conde de Bobadela para tomar a famosa cachaça mineira.
       
      05/01/2017
      Acordei cedo, afinal era dia de conhecer a Ouro Preto.
      Meu café da manhã, o tradicional colonial mineiro, foi com essas vistas:


       
      A mesma imagem da noite anterior, mais ampla e tão bela quanto a cidade no período noturno, com o pico do Itacolomi ao fundo:

      A praça Tiradentes, principal da cidade, onde se localiza o Museu da Inconfidência, que vale a pena demais a visita e de onde tirei a foto seguinte, e antiga Escola de Minas de Ouro Preto, ao fundo na imagem:

      Após visitar o Museu da Inconfidência, saí dali e iniciei um périplo pelo lado oeste da cidade, visitando primeiro a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, onde conheci uma sanfoneira de São Paulo, excelente musicista e fã de Elomar rs. Deu boas dicas sobre a cidade. Foto da igreja:

      Fui até o Teatro Municipal de Ouro Preto, o mais antigo do Brasil. Depois passando por um beco, saí na Rua Conde da Bobadela dos bares (Porão), restaurantes e botecos (Satélite) da cidade:

      Dei uma volta pelos fundos da Igreja do Carmo, passando pela Escola de Odontologia de Ouro Preto, após uma boa caminhada, já saí na lateral da Igreja de São Francisco de Assis, cujo largo se localiza uma feirinha de artesanato, com muita coisa feita de cristais e outros minerais:

      Por fim, voltei para almoçar no restaurante Forno de Barro, na praça da Inconfidência, onde serve a tradicional e deliciosa comida mineira. Reencontrei também almoçando lá a sanfoneira paulistana e o fotógrafo de Montes Claros, além de conhecer um estudante alemão de intercambio que estava hospedado no Brumas Hostel também.
      Após o almoço, saímos nós três para um passeio pelo lado leste da cidade, começando por uma visita pelo interior da Igreja de São Francisco de Assis. Depois seguimos até as Igrejas Nossa Senhora da Conceição (segunda foto a partir do pátio da Mercês) e Nossa Senhora das Mercês (na primeira foto a partir da frente da Conceição):

       
      Fomos até uma uma antiga mina de ouro, não entramos, apenas tomamos um belo açaí para recuperar as forças e enfrentar novamente as ladeiras no retorno ao hostel. A noite fomos, eu, o estudante alemão e um professor de história para O Porão novamente, um bom papo acompanhado por uma cerveja estupidamente gelada.
      06/01/2017
      Madruguei para assistir o nascer do sol, ao lado da igreja de São Francisco de Assis:

       
      Igreja de Santa Efigênia no topo ao lado do sol nascente:

      Inicialmente, tinha previsto que nesse dia iria até Mariana. Mas, acabei decido-me por ir, juntamente com o intercambista alemão, até o Pico do Itacolomy (1.772m) pela trilha de 7 Km no parque de mesmo nome. Fomos de ônibus até a entrada do parque e dali a pé em direção ao centro de visitantes (5km), mas demos sorte de pegar uma carona após 2km rsrs
      A trilha é mediana, mas conta com pontos íngremes, locais nos quais inclusive precisa-se de apoio das mãos na subida, mas as paisagens são surpreendentemente belas a cada passo dado.
      Vista de Ouro Preto:

      Após uma longa e sinuosa trilha, chegamos ao Pico do Itacolomy, local de onde dá para visualizar a cidade de Mariana:


      Saindo do local do pico, após subir uma trilha apertada em meio as pedras chega-se ao topo da serra do Itacolomy, uma bela visão de 360º na qual se vê a imensidão das terras mineiras:

      Tivemos que descer a trilha meio que na pressa rs, uma vez que começou a se formar uma forte tempestade com fortíssimos trovões, para nossa sorte pegamos chuva apenas próximo do centro de visitantes:


      Após a longa e sedenta trilha de volta (levem muita água rs) até o centro de visitantes, voltamos de carona até a cidade.
      Lá após um pesado almoço mineiro, pegamos carona com o fotografo de Montes Claros para Belo Horizonte, sem tempo nem para tomar um banho kkk.
       
      Algumas considerações sobre Ouro Preto:
      - Ouro Preto tem uma boa estrutura turística, com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, mas é importante ter folego para enfrentar as ladeiras da cidade rsrs.
      - A visita das igrejas é imperdível, mas diante dos custos vale a pena selecionar umas duas para conhecer (a Igreja de São Francisco é fundamental).
      - Mariana é visita “obrigatória” para quem vai para Ouro Preto, mas diante do meu tempo exíguo preferi fazer a trilha do Pico do Itacolomy.
      - Por fim, vale a pena demais conhecer trezentos anos de história do Brasil, passando pelos períodos do Brasil colônia e sua mineração, a inconfidência, as escolas de minas e odontologia, além da impressionante arquitetura das igrejas e palacetes.
       
      BELO HORIZONTE:
      06 – 01 – 2017:
      Chegamos em BH já a noite, fui para o apartamento no qual havia reservado um quarto através do Airbnb. Fui muito bem recebido pelos proprietários, pessoas super hospitaleiras, além de estar localizado em um excelente local, próximo a estação de trem de Belo Horizonte.
      A noite fui para ao famoso Edificio Maletta com o pessoal que conheci em Ouro Preto, lá tomamos uma no Objetoria, depois saímos para o Sindicato do Choppe:

      07 – 01 – 2017:
      Tirei a manhã para conhecer o complexo cultural da Praça da Liberdade, um complexo de museus e centros culturais no entorno de uma belíssima praça, na imagem com o Edíficio Niemeyer ao fundo:

      Fui primeiro ao Centro Cultural Banco do Brasil, no qual ocorria uma exposição de arte denominada ComCiência, que trazia uma interessante proposta sobre a perspectiva da vida humana e animal em um futuro distópico:

      Agora, o Memorial Minas Gerais Vale, focado na história do estado de Minas e do seu povo com interessante acervo de mídia sobre a formação do povo mineiro:


      Saindo dali fui até o Museu das Minas e dos Metais, focado na metalurgia e mineração, atividade de forte importância econômica em Minas a ponto de inclusive oferecer o primeiro nome ao Estado. Lá encontra-se farto acervo audiovisual e interativo, além de grande coleção de minérios, inclusive um meteorito no qual todos os visitantes podem tocar. Na imagem, o Museu de Minas e dos Metais e ao fundo o Espaço de Conhecimento da UFMG, dedicado as ciências:

       
      Enquanto esperava a abertura do planetário do Espaço do Conhecimento da UFMG fui até a famosa Sorveteria São Domingos, sem dúvida o sorvete mais delicioso que já tomei. No Espaço pude assistir a uma representação de uma noite nos céus da Inglaterra que inspirou Shakespeare em seus escritos.
      Na volta para o apartamento onde estava hospedado passei no Parque Municipal Américo Gianetti, uma bela peça de interação entre arquitetura e a natureza no centro de uma metrópole, e além de parar na interseção da Avenida Bahia com a Álvares Cabral (a “quando cruza Ipiranga a Avenida São João” de BH), afinal nada mais beozontino que subir Bahia e descer Floresta:

      No período da tarde fui até a Praça do Papa, no alto da cidade de Belo Horizonte, emoldurada pela Serra do Curral ao fundo. Além de ter um dos mais belos por-sol, acompanhado por centenas de pessoas:


      No mais, sem dúvida, a melhor vista de Belo Horizonte também está aqui:

       
      Voltei para o apartamento por volta das 21:00hs, pois no outro dia teria que acordar cedo para não perder o trem para Governador Valadares.
       
      Algumas considerações sobre Belo Horizonte:
      - Ouro Preto tem uma excelente estrutura urbana (transporte público, opções de lazer noturno, etc), com diversas opções de turismo histórico-cultural e bares/restaurantes.
      - Andar pela cidade é uma excelente opção para turistar, ruas amplas e praticamente sem ladeiras e onde qualquer um pode facilmente se localizar em razão da organização bem racional e planejada das vias públicas.
      - Fiquei muito pouco tempo na cidade, pequei por não ter conhecido todos os lugares mais interessantes da cidade, mas isso serve como desculpa para voltar em outra oportunidade rsrs
       
      08 – 01 – 2017:
      Acordei cedo, pois o trem sairia as 07:00 (sem atrasos rs) da estação central de Belo Horizonte, ainda bem que fiquei hospedado bem próximo de lá. Vagões confortáveis, com televisores e tomada individual, além de vagão restaurante e serviço de bordo (almoço incluso):


      O melhor dessa viagem de mais de 600km sem dúvida foram as belas paisagens vistas pela janela do trem, minas gigantescas, pontes que desafiam grandes distâncias, bucólicas cidadezinhas a beira da ferrovia, florestas e fazendas:


       
      GOVERNADOR VALADARES:
      08 – 01 – 2017:
      Cheguei em Governado Valadares por volta das 15:00hs, Célio Nobre já me aguardava nas proximidades da estação de trem. Próximo destino - Pico da Ibituruna. Objetivo – voo livre de parapente:

      Lá de cima além de avistarmos a cidade de Governador Valadares, ainda se tem uma vista em 360º da imensidão dos Gerais, que dão o segundo nome desse tão belo Estado:

      Simplesmente incrível a sensação de liberdade e paz, nenhum resquício de medo ou temor, apenas admiração naquele momento:

       
      Após esse incrível voo, fui ao shopping dar tempo até o horário de ir a rodoviária pegar meu ônibus com destino a Bahia rs
       
      Algumas considerações sobre a viagem de trem e Governador Valadares:
      - Viagem de trem foi uma das partes mais surpreendentes deste meu périplo mineiro, já que nunca tinha viajado assim, experiência que valeu demais a pena a um custo menor até mesmo que viagem de ônibus. Recomendo demais. Vale a pena ficar algum tempo no último vagão, vista incrível.
      - O voo de parapente em Gov. Valadares não tenho palavras para descrever, apenas isso.
       
       
       
       
    • Por Patricia Senatore Grillo
      Olá mochileiros e mochileiras!  
      Voltamos e dessa vez com uma viagem bem caprichada! Se você têm acompanhado nossos relatos por aqui, sabe que já tivemos alguns finais de semana e alguns bate-e-volta a partir de Invercargill (Catlins e Peninsula Otago; Te Anau e Milford Sound; Queenstown). Pois bem… dessa vez partimos para uma semana inteira de descobertas em terras maoris.
      O fato é que Diego soube que teria duas semanas de férias da pós (break de meio de semestre) e decidimos antecipar alguns de nossos planos para o último mês de Nova Zelândia. Como voltaremos para o Brasil em agosto, a idéia inicial era aproveitar julho – após as aulas – para conhecer os lugares mais distantes de IVC. Porém, julho significa inverno que por sua vez significa restrição em alguns dos nossos pontos de interesse devido neve, condições climáticas e riscos de avalanche. Assim sendo, lá fomos nós planejar uma semana viajando pela Ilha Sul. O roteiro original tinha 8 dias/7 noites, mas em nome da economia consegui apertar e fazer nosso roteiro caber em 7 dias/6 noites. Partimos para a viagem com o seguinte cronograma:
      1º dia: Twizel e Pukaki (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley e Kea Point Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier e Red Tarns Track (noite em Twizel) 4º dia: Tekapo (noite em Twizel) 5º dia: Mount Aspiring National Park: Rob Roy Track (noite em Wanaka) 6º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 7º dia: Blue Pools; Arrowtown e volta para casa. No meio da viagem mudamos os planos (conto por quê ao longo do relato!) e o roteiro feito foi:
      1º dia: Twizel, Pukaki e Tekapo (noite em Twizel) 2º dia: Mount Cook: Hooker Valley; Kea Point e Red Tarns Track (noite em Mount Cook Village) 3º dia: Mount Cook: Blue Lakes; Tasman Glacier View e Twizel: Twizel Walkway (noite em Twizel) 4º dia: Mount Aspiring National Park: Matukituki Valley; Diamond Lake e Lake Wanaka (noite em Wanaka) 5º dia: Roys Peak Track (noite em Wanaka) 6º dia: Blue Pools; Arrowtown e Lake Hayes (noite em Shotover River) 7º dia: Glenorchy e volta para casa.  
      1º dia: TWIZEL, PUKAKI e TEKAPO
      Saímos pouco depois das 7h embaixo de uma friaca e tendo que tirar o gelo do parabrisa do carro.  O fato é que nos dias que antecederam a viagem tivemos uma frente fria que derrubou a temperatura em diversos pontos do país e, inclusive, causou estragos com os temporais em Auckland. Mas como não tem tempo ruim que tire a vontade de viajar, lá fomos nós! 
      O destino era Twizel e isso nos daria cerca de 4 horas e meia de estrada pela frente. O frio havia coberto de gelo os gramados e pastos pelos caminho, mas a estrada felizmente estava de boa. Bem, já devo ter falado isso nos outros relatos: se tem uma verdade sobre viajar na Nova Zelândia é que as estradas são lindas – sempre.  Por esse motivo acredito que a melhor opção de transporte seja alugar um carro para poder parar em todos os lookouts pelo caminho e que as viagens devam ser feitas sempre durante o dia (além de ser uma precaução para evitar possível gelo no asfalto e de ser mais seguro, visto que todas as estradas que pegamos até agora são mão dupla e com alguns pontos mais estreitos).
      No caminho, destaque para o Lake Dustan, The Bruce Jackson Lookout (em Cromwell) e Lindis Pass Viewpoint (o lookout mais anunciado de todos: 15km de distância já tinha placa! Mas o lookout em si não é tããão lookout assim... ). Lindis Pass liga as regiões de Mackenzie Basin com Central Otago, em uma altitude de 971m acima do nível do mar.


      Chegando em Twizel fomos recepcionados pelo Lake Ruataniwha e provalvemente não encontrarei palavras para descrever o quão azul é esse lago. Eu havia visto algumas fotos na internet, mas tinha certeza que o Photoshop rolava solto… até vê-lo pessoalmente. 

      Algumas fotos depois seguimos viagem em direção à Pukaki. Havia lido sobre uma trilhazinha de 10 minutos chamada Pukaki Boulders e fomos direto para lá. Essa trilha começa na estrada que vai para o Mount Cook e achá-la não foi tãããão simples: o Google Maps não a localiza e a placa não está na beira da rodovia, portanto passa facilmente despercebida. Pukaki Boulders foi o primeiro “ponto de interesse” da NZ que não tinha estacionamento – e como as estradas daqui não têm acostamento, precisamos parar o carro meio de banda no gramado. 5 minutinhos de caminhada e chegamos em umas pedras – fim de linha. As pedras eram as “boulders”, que foram parar ali na era glacial. Nada de mais. Nadica mesmo. Economizem esses 10 minutos e façam qualquer outra coisa mais legal! 

      De lá voltamos para a SH8 (a rodovia de Twizel) e seguimos em frente rumo ao Lake Pukaki, também de um incrível azul. O I-Site (centro de informações ao turista) fica na beira do lago e obviamente estava cheeeeeio de turistas. Uma dica é seguir para qualquer outro estacionamento (existem vários ao longo do lago!) e fugir da galera.

      Ainda eram umas 14h e como o dia estava ensolarado (contrariando as previsões), decidimos esticar até Tekapo, 30 minutos de distância. Bem no começo da cidade você já encontra o lugar mais famoso por ali, a Church of the Good Shepherd. A igrejinha de pedra fica na beira do lago, com as montanhas nevadas ao fundo e é a coisa mais linda e pitoresca  – e cheia de turista. Muuuuuitos. Saímos para desbravar a orla do lago e na volta consegui uns 5 segundos sem ninguém na frente da igreja. Hahahaha! 


      Seguindo com o carro, contornando o lago, paramos na Old Homestead Picnic Area e o lugar era tão gostoso (e ver o lago era tão lindo) que ficamos algum tempo por ali. Estávamos esperando o sol baixar um pouco para seguir para o topo do Mt. John Observatory. Wanaka faz parte da Aoraki Mackenzie International Dark Sky Reserve e seu céu é considerado um dos melhores do mundo para ver as estrelas. O observatório oferece tours (o mais barato sai $140), mas nossa viagem era low budget e o tour não cabia no nosso bolso, hehehe.  A idéia era apenas subir até o observatório para ver Tekapo lá de cima, mas chegando lá a estrada estava fechada (tem uma cancela no início da subida) e não entendemos se isso é recorrente ou se demos azar. Enfim, não subimos.
      Voltamos para Pukaki e paramos novamente no lago para ver o pôr-do-sol. As nuvens que estavam no topo das montanhas durante à tarde haviam diminuído e conseguíamos ver o Mount Cook. O sol foi embora, o frio tomou conta e fomos pro hostel.


      O High Country Lodge, em Twizel, é um hostel bem simples e o maior ponto a seu favor é a localização (tudo bem que Twizel deva ter umas 6 ruas… ). Ao lado dele tem uma Liquor Store (loja que vende bebidas – aqui na NZ não são todos os mercados que podem vender bebida alcoólica), um mercado e um mall que na verdade é todo o centrinho da cidade. Tem uns barzinhos boitinhos também, mas como nossa viagem foi na base do economizar o que for possível, comemos no hostel mesmo! A cozinha do hostel tinha tudo que precisávamos, mas dava uma deslizada na limpeza (aliás, esse é um ponto interessante: grande parte das pessoas por aqui não têm toda aquela dedicação para lavar louça e muitas vezes nem bucha você encontra – saudades, detergente Ypê e Scotch-Brite! ). Ficamos em um quarto compartilhado com 2 beliches bem barulhentas, mas na primeira noite não tinha mais ninguém no quarto conosco. $35/noite por cabeça.
       
      2º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK
      Partimos cedo sentido Mount Cook National Park, cerca de 40min de distância – e sim, a estrada mais uma vez é linda e sim, você consegue ver o Mount Cook lindão à sua frente. Contrariando a previsão do tempo, não choveu o dia toooooodo e conseguimos fazer a primeira trilha no seco. A primeira escolha foi a mais famosa por ali, a Hooker Valley Track. É uma trilha de 10km bastante tranquila, com 3 pontes suspensas pelo caminho. Você começa apreciando o Mueller Lake e termina com a visão incrível do Hooker Lake/Glacier e Mount Cook – que nesse momento estava praticamente todo descoberto . As placas sinalizam 3h return para essa trilha, mas levamos 1h10 cada trecho, apenas. O caminho todo é bem bonito e com certeza é um must-do. No início do caminho você encontra uma indicação para a Freda’s Rock: Freda du Faur, australiana, foi a primeira mulher a escalar o Mount Cook/Aoraki e essa pedra é onde ela tirou a foto para registrar o feito – isso foi em 1910 e a foto está reproduzida no local. Palmas para Freda!  Também tem um memorial construído em 1922 em homenagem a alpinistas que foram atingidos por uma avalanche em 1914 e somadas à homenagem inicial você encontra diversas outras plaquinhas de outros montanhistas vítimas de quedas ou avalanches por ali .



      Ao voltarmos para o estacionamento o tempo já estava nublado e havia começado uma chuva fina (se você está na NZ, principalmente em áreas montanhosas – ou em Invercargill, hahaha  – nuuuuunca esqueça sua jaqueta e calça impermeáveis). Seguimos para Kea Point Track, apenas 2.8 km. Essa trilha, também tranquila, termina em um mirante para o Mueller Lake e, se o tempo colaborar, parece que você vê o Mt. Cook dali também – não sabemos.

      A chuva apertou e fomos para o hostel fazer o check-in. Como ainda eram umas 15h30, decidimos encarar o clima inóspito e fazer a Red Tarns Track, uma trilha que começa no meio da vilazinha, com previsão de 2h return. Prestem atenção na descrição: você caminha uns 100m, atravessa uma pontezinha e encontra uma escada – e a escada nunca mais vai acabar.  É 1h subindo degrau, 300m de ganho de altitude. Lembra que tava chovendo? Pois é. No meio do caminho era só neblina e não vimos nadica de nada ao redor. No final da trilha tem um laguinho com umas plantinhas que deixam ele meio avermelhado e, por conta do tempo, tinha um pouco de neve também. Voltamos encharcados e sem joelhos.  Talvez em climas mais amigáveis a vista lá de cima impressione!

      O hostel em Mount Cook Village foi o primeiro a ser reservado da viagem. A vila é minúscula e só encontrei 2 opções de hostel fora as opções de chalés e hotéis mais caros, o que faz a disponibilidade ficar bastante restrita. Ficamos no YHA, uma rede presente em toda a NZ e filiada ao Hostelling International. Nosso dormitório tinha 4 beliches, mas era todo bem estruturadinho e bastante confortável e o hostel tinha diversas facilidades e uma cozinha bem bacana. $39/noite por cabeça. Ah, importante: não tem mercado por lá, organize-se!
      Foi à noite, olhando o mapa na parede do hostel, que veio a idéia de mudar os planos da viagem. Como já havíamos antecipado à ida a Tekapo (que no roteiro original seria no 4º dia, mas que fizemos no 1º), por quê não tentar antecipar nossas diárias em Wanaka e seguir para Glenorchy no último dia? A idéia original foi do Diego e eu achei uma boa. Perderíamos umas das diárias de Twizel, mas por outro lado conheceríamos um lugar a mais, já que não sabemos quando teremos oportunidade de alugar o carro de novo. Fizemos contato com nossos anfitriões do AirBnb em Wanaka, que foram super disponíveis e disseram que não haveria problema algum e procuramos um lugar para passar a última noite perto de Queenstown. Como já falei no outro relato, Queenstown é extremamente turística e as coisas por lá podem ter um preço maior do que em outras cidades da NZ. A melhor opção custo-benefício que encontramos foi um quarto, também pelo AirBnb, em Shotover River – 10 minutinhos de Queenstown.
      (P.S.: fui descobrir só depois que o Diego trapaceou e olhou a previsão do tempo em Wanaka e por isso veio com a idéia de adaptar o roteiro! Que espertinho!!! ).
       
      3º dia: MOUNT COOK NATIONAL PARK e TWIZEL
      O terceiro dia amanheceu chovendo e enevoado. Mesmo assim saímos em direção a Blue Lakes e Tasman Glacier, ainda em Mount Cook National Park. Fizemos uma horinha dentro do carro esperando a chuva dar uma maneirada e lá fomos nós.
      Do estacionamento e ponto de início das trilhas você encontra duas opções: uma das trilhas leva ao Blue Lakes e Tasman Glacier View e a outra ao Tasman Lake, beirando as Blue Lakes (spoiler: na verdade elas são verdes ). Como a chuva parou por uns instantes, fizemos o viewpoint primeiro. É uma trilha curta (de uns 15-20 minutos), mas com uma subidinha.
      O Tasman Glacier é o maior da NZ, com 27km de extensão. Nossa visão não foi a melhor possível devido ao tempo, mas algo que percebi é que ele é coberto por uma espécie de resíduo, que não vou saber dizer o que é (rocha?). Ou seja, não espere aquele glaciar branquinho, por vezes até azulado, como é o Perito Moreno na Patagônia argentina, por exemplo. É diferente – e ainda assim bonito. Enquanto estávamos lá um arco-íris bonitão estava dando o toque especial no vale (outra característica da NZ: devido às mudanças rotineiras no clima, os arco-íris são bem normais por aqui… Em 3 meses de NZ com certeza vi mais deles do que havia visto nos meus 31 anos de Brasil!).

      Do viewpoint partimos para a outra trilha, que chegaria pertinho do Tasman Lake. Chegaria – o tempo verbal é esse mesmo . Essa trilha é estimada em 1h e o terreno é mais acidentado e com mais pedras. Neste ponto a chuva já havia recomeçado. Demos a volta nos Blue (”Green”) Lakes (bonitões, mesmo com o céu cinza!) até chegar em um ponto onde a trilha “acabava”: na realidade, a trilha neste pedaço era bem estreita e pedregosa entre a vegetação e estava completamente alagada. É bastante comum nas regiões montanhosas da NZ uma planta espinhuda e tentar abrir um caminho alternativo, além de não ser ambientalmente correto, ainda nos deixaria algumas marquinhas pelo corpo. A única opção seria tirar a bota e meter o pézão ali, com a água entre canela e joelho. Não estávamos nesse pique todo e o frio também não estava convidativo para isso – demos meia volta e paciência . Ainda deu tempo da chuva apertar mais no caminho de volta pro carro!


      Tínhamos cogitado fazer a Sealy Tarns antes de sair de Mount Cook, uma trilha de aproximadamente 4h return e, dizem, um pouco mais íngreme. Com o andar da carruagem e o tanto de chuva na cabeça desde o final da tarde do dia anterior, abortamos a missão e pegamos estrada sentido Twizel.
      Se nas montanhas o tempo estava horrível, na planície do lago estava a coisa mais linda! Tínhamos o resto do dia tranquilo, pois seguiríamos para Wanaka somente na manhã seguinte. Tocamos direto para o Lake Ohau, um lago distante uns 20 minutos de Twizel. De lá, voltamos para o Lake Ruataniwha (aquele primeiro, da chegada!) e fizemos parte da Twizel Walkway ao redor do lago. Ficamos por ali o resto do dia, bem delicinha.


      A noite foi no High Country Lodge outra vez.
       
      4º dia: MOUNT ASPIRING NATIONAL PARK e WANAKA
      Logo cedo deixamos Twizel e no caminho fizemos um desvio de 30 minutos para ver as Clay Cliffs, uma formação rochosa na região de Omarama. Seguimos então sentido Wanaka, mais precisamente sentido Rob Roy Glacier, a quase 3h de distância.

      Basicamente, as informações que eu tinha sobre o Rob Roy Track é que era uma trilha de 10km no Mount Aspiring National Park, estimada em 4h return, com acesso restrito de Maio a Novembro devido risco de avalanche e que era uma trilha fácil, inclusive possível para crianças um pouco mais velhas. Ok. 
      Cruzamos a cidade de Wanaka e seguimos na estrada em direção ao parque. O dia estava ensolarado desde nossa partida de Twizel, mas claro que quanto mais perto das montanhas do Mt. Aspiring National Park maiores eram as nuvens e a chuvinha começava. Bem, a primeira descoberta foi que para chegar até o estacionamento e ponto de partida da trilha seriam 30km de estrada de terra – beleza, a gente encara. A segunda descoberta foi um pouco mais, digamos, desafiadora: chega um momento em que a estrada começa a ser cortada por “fords”: riachos.  Ficamos receosos com o primeiro, mas cruzamos e a partir dali a estrada tinha uns trechos bem estreitos. O grande problema é que eles eram muitos e, além de serem muitos, a profundidade aumentava: chegamos em um bem grandinho e ficamos com cagaço de continuar – além do nosso carro ser alugado, ele era um modelo de Hyundai bem pequenininho e baixinho e a chance de “dar ruim” era alta. O da foto foi um dos primeiros, quando ainda eram rasinhos.  

      Decidimos voltar um pedaço e parar em uma outra trilha que vimos pelo caminho, a East Matukituki Valley. O problema era que ela é apenas um trecho de uma travessia maior e demoraria cerca de 3h para te levar para um abrigo, mas ainda assim decidimos fazer parte dela só para não perder o dia e o investimento psíquico de chegar até ali, hahaha.  Andamos por cerca de 2h no vale e embora o lugar fosse bonito também, a verdade é que estávamos bem frustrados.

      Voltamos pro carro e Diego decidiu que iria tentar continuar para Rob Roy mais uma vez. Cruzamos mais uma vez alguns fords até chegar no mesmo lugar que havíamos retornado. Desci para tentar analisar o melhor caminho, mas não dava pra ter idéia de quão profundo era. Alguns minutos de análise e indecisão e Diego mais uma vez chegou à conclusão de que seria muito arriscado. Enquanto manobrávamos para retornar, chegaram outros dois carros e os motoristas também desceram para avaliar. Decidimos esperar e ver como eles fariam – depois de um tempo de indecisão eles cruzaram, mas de fato era bem fundo e a água atingia a parte de cima do parachoque. Em menos de 50 metros eles pararam e desceram novamente, provalvemente porque deveria ter outro ford maior. Realmente arregamos e lamentamos não ter um Jeep. Foi o fim da linha. 
      No caminho de volta para Wanaka, sem nada planejado, paramos no Diamond Lake Conservation Area. Dali você pode seguir 10 minutinhos até o lago, 40 minutos até o Lake Wanaka viewpoint ou 1h30 até o topo da Rocky Mountain. Fomos até o viewpoint.

      A parada seguinte foi em Glendhu Bay Lookout, de onde teoricamente você enxerga o Mt. Aspiring e de lá, fomos para o centro de Wanaka ver a famosa Wanaka Tree, a árvore que nasceu no meio do lago. A paisagem é curiosa e bonita, mas o mais bizarro é quando você chega: você dá de cara com um amontoado de pessoas, eu diria que 99% asiáticos, com tripés e câmeras fotográficas gigantes pra fotografar a árvore.  Engraçado e estranho.


      A cidade de Wanaka é bem gostosa e para nós lembrou muuuuito Queenstown. Tem uns bares e restaurantes que parecem ser legais e todo um movimento turístico.

      Ficamos em um AirBnb, hospedados pela Erica e pelo Pete. A casa deles fica a 20 minutos de Wanaka, no caminho para o Lake Hawea. O preço era similar aos quartos compartilhados de hostel na cidade, mas como não tínhamos planos de gastar com restaurante ou bares à noite, optamos pelo conforto de um quarto e banheiro só pra gente. A casa é linda, espaçosa e aconchegante!
       
      5º dia: WANAKA: O ROYS PEAK
      Esse foi um dos dias mais esperados da viagem e, sem dúvidas, um dos meus favoritos! O projeto era ousado: fazer o Roys Peak Track. O tempo estava lindo (ou seja, foi ótimo mudarmos os dias da viagem!) e antes de seguir para a trilha, ainda aproveitamos o céu azul para passar rapidamente (de novo) na Wanaka Tree.

      Sobre o Roys Peak: a trilha de 16km de extensão te leva primeiro até o viewpoint (a foto que provavelmente vai aparecer se você fizer uma busca por Roys Peak) e de lá até o topo, a 1578m de altura. A previsão é de 6h return e para o nosso ritmo deu exatamente isso. A trilha é inteeeeeira de subida, na qual você ganha uma elevação de 1.228m e, embora não exija nenhuma habilidade técnica, exige muito pulmão. 
      Quando começar a trilha procure por uma antena beeeeeem no alto: é lá que você vai chegar.  Levamos 2h20 até o viewpoint e até chegar nesse ponto você não vê grandes mudanças de paisagem, exceto que as ovelhas e os arbustos ficam pelo caminho conforme você sobe – é apenas um grande zigue-zague montanha acima. A característica do Roys Peak viewpoint é que você está na crista da montanha e tem uma visão incrível da crista das montanhas menores, à frente. São montanhas nevadas, lagos menores e o grande Lake Wanaka, lindão. Mesmo com céu aberto, como toda montanha, o vento é congelante. Do viewpoint até o topo foi umas das coisas mais incríveis que já vi na vida e, para aumentar a beleza, próximo do topo a trilha estava com neve.  Claro que isso aumentava a beleza, mas aumentava o desafio também, hahaha.  A neve deixava o caminho extremamente escorregadio e principalmente no finalzinho, o negócio ficava tenso. Para subir, ok. Para descer, era uma pista de patinação! Vimos um capote e vários escorregões e boa parte descia meio que sentado, hehehehehe. 
      A trilha pro Roys Peak fecha somente de outubro a novembro por conta da época de reprodução das ovelhas (lambing season), mas no inverno você precisa portar (e estar hábil a usar) equipamento de gelo (crampons e aqueles machadinhos de gelo), além de atentar para o risco de avalanche. Ah, nós levamos nossos bastões de trekking e, embora eles não sejam indispensáveis, acho que eles foram bastante úteis (principalmente na parte final).
      Se na subida você precisa de fôlego, na descida você precisa de joelho. Parece que quanto mais você desce, mais longe está o estacionamento. O que eu gosto de descidas é que geralmente é o momento que você mais se dá conta do quanto subiu.





      Terminamos a trilha destruídos e fomos recuperar a vida fazendo hora embaixo de uma árvore no Lake Wanaka e depois fomos para Bremner Bay ver o sol se por atrás das montanhas.
      (Ah, lembra dos fords do dia anterior? Conversando com a Erica, nossa anfitriã, ela contou que eles estão lá independente da época do ano e que é muito comum os carros de passeio terem problemas ao atravessá-los. Inclusive, disse que não é raro que os fords carreguem troncos pelo caminho e, por não vê-los, os carros se arrebentarem.  Isso diminuiu um pouco a nossa frustração do Rob Roy!)
       
      6º dia: LAKE HAWEA; BLUE POOLS; ARROWTOWN e LAKE HAYES
      Ainda sob o efeito do Roys Peak e relembrando cada músculo que existe em nossas pernas , deixamos Wanaka sentido Makarora com destino definido: as Blue Pools. Pelo caminho, destaque para o Lake Hawea lookout.

      As Blue Pools fazem parte do Mount Aspiring National Park, mas o acesso (dessa vez asfaltado!) é de um lado diferente do Rob Roy, fica mais ao leste, mais ou menos 1 hora de distância de Wanaka. Do estacionamento até as pontes suspensas são 10-15 minutos. Como o dia estava nublado, estavámos na expectativa se elas seriam tão azuis assim. Bem, vejam vocês mesmos na foto. 

      De lá pegamos estrada sentido Arrowtown, mais quase 2h de viagem. A estrada de Wanaka para Arrowtown passa por Cardrona, uma cidade que foi fundada na época da corrida ao ouro, e pouco depois atinge o Crown Range Summit, no topo da serra – com um visual beeeeeeem bonito. Outro destaque no caminho, mas aí já descendo, é o Arrow Junction Lookout Point. Dependendo do clima redobre o cuidado nessas estradas: a serra tem umas curvas bem caprichadas e, na época do inverno, pode ser necessário botar corrente no pneu.


      Deste último lookout até Arrowtown é um pulinho. A cidade é bem pequenininha, mas a fama de seu outono é grande e chegando lá não foi difícil saber o porquê. Acho que o melhor jeito de descrever Arrowtown é dizer que ela é uma cidade dourada, do tanto que o amarelo das árvores prevalescem na paisagem. A colina na entrada cidade é uma escala de cores entre amarelo e vermelho e a cidade tem um quê altamente aconchegante.  Fora os restaurantes e as lojas que vendem jóias feitas de jade, não tem tanta coisa assim pra se fazer por lá, mas vale a pena a visita. Fizemos duas trilhas de 1h cada, mais ou menos, a Arrow River Trail e a Arrowtown Millennium Walk. A primeira é mais legal porque você vê a paisagem mais aberta, mas o que eu não gostei foi o fato de que ela acompanha um grande cano de água da cidade. Desnecessário.


      Saindo de Arrowtown fizemos uma parada rápida no Lake Hayes e demos uma esticada até a Old Lower Shotover River. Uma curiosidade é que o Shotover River foi um dos rios mais ricos em ouro do mundo.


      A nossa hospedagem foi na casa da AJ. Dependendo do que você procura, a localização pode não ser tão boa por ser um bairro que não tem nenhum comércio perto, mas a casa era confortável e para nós foi uma ótima opção.
       
      7º dia: GLENORCHY
      Saímos de Shotover River direto para Glenorchy e decidimos que faríamos as paradas na estrada durante a volta. Glenorchy fica no final do Lake Wakatipu e a estrada de Queenstown até lá margeia o lago o tempo todo e é considerada também uma das estradas mais bonitas da NZ.
      Glenorchy é um pequeno vilarejo próximo a dois grandes parques, o Mt. Aspiring National Park (que se estende de Wanaka até lá) e o Fiordland National Park (o de Milford Sound) e é ponto de partida de uma das grande travessias da NZ, a Routeburn Track – chegamos a cogitar fazer o bate e volta da primeira perninha da Routeburn, mas seria uma caminhada longa para quem iria precisar pegar a estrada de volta para Invercargill.  Glenorchy também é conhecida por ter sido cenário de filmes como Senhor dos Anéis, Nárnia e X-Men e várias empresas vendem passeios guiados para esses lugares, além da famosa estrada para Paradise. Na realidade nossa ida para lá foi mais despretensiosa e demos uma circulada pelo píer, vimos as famosas Willow Trees e seguimos somente até o Isengard Lookout. O tempo não estava lá aquela coisa e logo pegamos o caminho de casa.



      Nossa primeira parada na volta para Queenstown foi em Bennetts Bluff Lookout, um mirante na parte alta da estrada. Não tem placa indicando o local, embora tenha um painel informativo depois que você desce do carro – você pode achar a localização certinha no Google Maps. Paramos ali e ao descer quase perdemos a porta do carro, literalmente. O vento estava muito muito muito muito forte e segurar a porta, na hora de entrar de volta no carro, foi uma missão e tanto. 

      Seguimos mais uns 5 minutos de estrada até Bob’s Cove Track, uma trilhazinha de meia hora que passa por um píer e sobe para o um lookout do Wakatipu. De lá você também tem a opção de seguir para a Twelve Mile Delta ou para a Bridle Track, ambas com estimativa de 2h. A última parada foi em Wilson Bay, já bem perto de Queenstown. Depois, 2h30 de estrada até chegar em casa.


      A viagem foi linda e mesmo com o tempo oscilando, tivemos dias muito bem aproveitados! Não consigo escolher uma parte favorita, mas os lagos todos (Pukaki, Tekapo e Ruataniwha), Mt. Cook, Roys Peak e Blue Pools são imperdíveis, em minha opinião. 
      Para esse trajeto todo gastamos cerca de $275 de gasolina, mas rodamos mais de 1500km.
      Ah, e pra quem queira acompanhar as fotos no Instagram: @paty.grillo 
       
       
       
       
       
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