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Evandro Sanches

Marrocos-16 dias 31-10 a 15-11-2017

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Valeu, Adriana, obrigado! É que são experiências extremamente inspiradoras. Daí, tudo ganha uma cor, um jeito, um sentimento.   

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Muito bom relato,fim de ano irei conhecer se o euro abaixar o valor

Uma dúvida,se viaja com locais no país com qualquer roupa ou somente com trajes islâmicos, ou seja,corpo coberto,como cita outro relato?

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Olá, D Fabiano! Então, o Marrocos é um país bastante tolerante quanto à indumentária, principalmente em relação a estrangeiros. Vi de tudo por ali, até garotas com camisetas cavadas, mangas curtas, blusa de alcinha, e quanto aos homens só não vi gente sem camisa ou de bermudas. Mas entre estrangeiros é comum usar bermuda. Mesmo entre eles, há uma grande parcela que já não usa vestes tradicionais. 

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11-11: Ouarzazate - casbah Taourirt - casbah Tifoultoute - estúdio de cinema - Alto Atlas – Marraqueche. Depois de pernoitar no Dar Rita (Ouarzazate), o destaque nesta volta pra Marraqueche, foi o Atlas Studio (bem próximo a Ouarzazate), onde vários filmes hollywoodianos foram rodados (Gladiador, O Segredo da Múmia, a versão recente de Bem Hur, Noé, Kundun etc.). Muito legal, pois visita-se o que sobrou dos cenários, que se tornam uma fonte de renda (ingresso a 40 dirhans), mas dá pra dizer que tudo é infinitamente menos imponente do que se torna no cinema. Os cenários que representam a “Arábia”, a “China” e o “Egito” estão a cerca de trinta metros ou menos um do outro e parecem meio “toscos”, sem glamour algum. Dizem ali que é bem mais barato para os estúdios se utilizarem desses cenários pré-montados em meio à paisagem local e também dos baixos custos (figurantes baratinhos, além de serem autêntico povo marroquino – árabes, bérberes etc.) e incentivos do governo. Dá pra tirar umas fotos bem legais em tronos, pagodes, “ruínas”. Bem divertido. Depois, retorno a Marraqueche, com pausas para simplesmente avistar as casbahs citadas no roteiro. Ali chegando novamente no bacana Riad Dar El Masa, após o banho, parte do grupo foi almoçar em um restaurante próximo e a outra parte foi comer na praça Jema El Fina, inclusive eu, pois não queria perder de forma alguma mais uma oportunidade de aproveitar a praça e suas não poucas atrações.

Fotos: Atlas Studios, próximo a Ouarzazate

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Foto: Montanhas do Atlas, entre Ouarzazate e Marraqueche

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Foto: Feliz da vida nas barracas de comida da praça Jema El Fina, com parte do grupo que acompanhei ao deserto

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12-11: Assim seria o sexto dia do tour: visita cultural da medina de Marraqueche com guia oficial local falando português. Bom, Além do hotel e do guia ao longo do dia, o roteiro do passeio vinculado ainda ao tour da agência incluía uma caminhada com as seguintes visitas:

- Escola corânica Ben Youssef;

- Museu de Marrakech;

- Souks (mercados) e Praça Jema El Fna;

- Palácio Bahia;

- Bairro Judeu;

- Túmulos Saadianos.

Entretanto, as entradas pros monumentos são por conta de cada turista, e se visitados todos, totalizariam cerca de 10 a 12 €.             

 Mas, de tudo isso, só rolou mesmo o Palácio Bahia (incrível, ainda mais com as informações ultra relevantes do guia - esse é um lugar em que é imprescindível a presença de um) e os mercados ao redor da praça Jema El Fina. Isso porque o foco da maioria do grupo era compras, e o guia direciona as coisas pra isso mesmo, provavelmente beneficiado por comissões. Ou seja, após consulta aos integrantes, constatou-se que a maioria abriria mão da escola, do museu e dos túmulos. Assim, após o palácio Bahia, fomos “conduzidos” a um herbanário (Herboriste Marrakech, número 15, Rue du Domaine, El Mellah) conhecer as propriedades terapêuticas das plantas e produtos marroquinos (não se paga nada pela visita mas acaba se comprando vários produtos, tão boa é a acolhida e tão significativas as informações prestadas, são profissionalíssimos) seguido de uma “visita” ao “Complexe d’Artisanat Bouchaib” (7, Derb Baissi, Rue da La Kasbah), em que se tem uma oferta de praticamente todos os artesanatos encontrados nos “souks” (mercados da medina) a um preço tabelado sem direito a pechinchas ou descontos. É interessante pela grande oferta e boa qualidade dos produtos e também pra quem não domina a arte de pechinchar. Pra quem tem esse dom e um “timing” pra farejar bons preços e boa qualidade, claro que os souks valem mais a pena. Eu, que sofro de ansiedade e me deixo levar pelas emoções, preferi a primeira opção. Depois, fomos ao bairro judeu e ao seu “soukh”, seguido de um passeio pela praça J’ma el Fna (lê-se “Jemalfina”, com “mal” como sílaba tônica), onde estão os “encantadores de serpente”, surreal. As najas (ou algo parecido) eriçadas pela vibração do oboé é qualquer coisa de louco. Fico imaginando que é uma “atividade” fadada à extinção pois em algum momento preponderarão os questionamentos sobre tortura aos animais e essa atividade será proibida. Não dá pra imaginar que os numerosos macacos, cobras e cavalos tem ali tratamento digno, ainda mais sob o sol escaldante ou o stress provocado pela movimentação de passantes e curiosos. Dizem que as cobras são sedadas e têm as presas retiradas para evitar acidentes.

Enfim, Marraqueche é um destino obrigatório, seja pela incrível praça que é também um microcosmo de todo Marrocos, como também por toda cidade, inclusive fora da medina, com sua cor roxo-terra característica, onipresente, e seus numerosos jardins, que acabei não visitando minuciosamente, mas avistei nos meus deslocamentos.   

Foto: detalhes encantadores do Palácio Bahia (visita obrigatória em que recomendo um guia pra decifrar tantas e tão interessantes informações, tudo ali tem múltiplos significados, foi incrível)

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Foto: mercado (soukh) nos arredores da Praça Jema El Fna (destaque para as especiarias e ao artesanato)

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À noite, comemorando o fim do tour, parte do grupo foi ao restaurante Pepe Nero (Derb Cherkaoui, 17), bem próximo (5 minutos a pé) do Hotel (Riad Dar El Masa). Muitíssimo bom e proporcionalmente caro (para os meus modestos padrões), além de super agradável. Se não me engano deixei ali uns 40 euros pela entrada, um suco e um prato de cordeiro com ervas (miudinho), uma fortuna para os padrões marroquinos, mas foi sugestão do grupo e uma boa causa (praticamente uma despedida, cada um seguiria um rumo diferente no dia seguinte).

Foto: ruas da cidade velha (medina) e o minarete de uma mesquita em Marraqueche

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Foto: minarete da mesquita Koutoubia, em Marraqueche

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13-11: Com o check out no hotel se encerrou a responsabilidade da agência que organizou o tour. Despedi-me dos participantes, alguns pegariam voo já de manhãzinha e outros continuariam um outro passeio pelas “cidades imperiais” e Chefchauen; ensaiei um bate-volta pra Essaouira mas resolvi ficar por Marraqueche mesmo, principalmente pra comprar lembrancinhas pra família e pros “parças” e, quem sabe, conhecer mais alguma coisa. Muita enrolação e dúvida sobre presentinhos depois e resolvi abolir o passeio, almoçar, ir pra estação de trem e dali pra Casablanca onde meu voo para o Brasil sairia dia 15, encerrando quase três meses de viagens. Amanhã, se for possível, vou a Essaouira de Casablanca. Caso contrário, paciência. Despesas: 50 dirhans de taxi até a estação de trem “Gare de Marrakeche” (caro, mas muitíssimo mais barato do que os 150 dirhans que o primeiro taxista abordado pediu). Passagem até Casablanca (estação Casa Voyageurs): 148 dirhans em primeira classe (quase que acabei preferindo a segunda classe, já que lá os assentos são de dois em dois, como os ônibus no Brasil, e, aqui, são como cabines para até oito pessoas, quatro de um lado e quatro do outro, umas de frente para as outras – às vezes é um pouco constrangedor principalmente quando os demais passageiros são mulheres conservadoras nada dispostas a interagir com estranhos pelas longas quatro horas de viagem).

Chegando em Casablanca (estação Voyageurs), fui para um hotel sugerido pelo taxista (20 dirhans de taxi), o Hotel Majestic (700 dirhans por duas diárias), na rua Boulevar de Paris, lindão, anos 30 (como quase tudo no centro de Casablanca), quarto imenso com duas camas, ar condicionado, frigobar, banheiro com banheira, mas já meio velhinho, precisando de umas reformas e um carinho maior com a limpeza, mas perfeito pra mim e mega bem localizado (estranhamente, no cartão do hotel, consta Avenida Lalla Yacout, 57, e não Boulevard de Paris. Mas ali também consta os telefones: 212 522 31 09 51 e 522 30 90 12, e email [email protected] e site www.majestic-casablanca.com, pra quem se interessar. Além de que, frequentado por gente de toda África, pelo que pude perceber, com roupas curiosas, algumas muito coloridas, modelos exuberantes cheios de babados e os homens com turbantes. Surreal. Tudo gente boa, meio tímidos a um primeiro contato, mas depois super bem humorados, principalmente o pessoal da África Subsaariana, conforme situações foram surgindo no elevador, no café da manhã e nos demais espaços compartilhados.

Dali, fui até ao escritório da CTM, empresa de ônibus, pra comprar uma possível passagem pra Essaouira pro dia seguinte. A Distância de Casablanca a Essaouira é quase a mesma de Marrakeche, pois é como se formassem os vértices de um triângulo equilátero. Mas, enquanto de Marrakeche a viagem dura 2 horas, indo de Casablanca, pelo litoral, dura 6 horas (são inúmeras paradas ao longo do caminho). Enfim, desisti. E não podia ter sido melhor, pois fiquei em Casablanca, o que se mostrou muito acertado. E Essaouira fica pruma próxima, pois sou desses que voltam quando gosta muito de um determinado destino.      

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14-11: Muita gente não vê graça em Casablanca. Claro, é uma questão de gosto. E acho que a maioria vem cheio de expectativas para o passeio no deserto ou às mais tradicionais “cidades imperiais” (Rabat, Fez, Méknes, Marraqueche...). Particularmente, apesar de serem cidades diferentíssimas, depois de Chefchaouen (desses lugares em que passaria semanas, se possível), foi o lugar que mais gostei no Marrocos. Muito mesmo. E o que fiz ali de tão incrível assim? Quando comecei esta longa viagem, passei um dia em Casablanca pra baratear a passagem pra Lisboa, bem mais em conta com essa parada. Isso serviu também pra me testar e saber se conseguiria me virar sozinho ou se teria que depender de agência pros passeios no Marrocos (e a resposta pra essa pergunta é que não é necessário, dá pra se virar sozinho). Fiquei no hotel Íbis, ao lado da estação de trem Casa Port (750 dirhans, com café da manhã, uma fortuna para os padrões marroquinos). Naquele dia (31 de agosto), só deu pra dar uma voltinha pelas redondezas da estação de trem Casa Port e uma ida à mesquita Hassan II. Tinha gostado tanto da mesquita (há visitas guiadas ali, a única no Marrocos em que um não muçulmano pode entrar) que pretendia voltar a ela e conhecer o seu interior, coisa que naquele momento não tinha sido possível (fui tarde demais, já estava fechada). Assim, nesse dia 14 de novembro, depois de uma visita à medina local (pequenina) optei por fazer o tour a pé sugerido pelo guia impresso do Lonely Planet pra focar na arquitetura em Art Déco tão presente no centro de Casablanca, e no dia seguinte ir à mesquita pela manhã.

Foto: aspecto da arquitetura predominante no centro de Casablanca

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É como se fosse o centro velho de São Paulo, mas com a diferença de que está bem conservado e vibrante, ruas cheias, cafés e restaurantes aos montes, em compasso de cidade grande, e gente de vários cantos da África, nota-se a grande variedade de trajes e tipos humanos. Adorei com intensidade máxima. Fiz o tour, contemplei e fotografei os prédios mais significativos, as avenidas repletas de palmeiras, a praça das Nações Unidas com sua fonte “dançante”, as demais praças (algumas em restauração), fui à medina (infinitamente menor do que a de Fez ou a de Marraqueche), à igreja do Sagrado Coração (também sendo restaurada) e terminei o passeio na minha cereja do bolo, no Gauthier Bain Turc. No caso, um “banho turco” só pra homens. Combinei uma massagem e um banho. Você paga 50 dirhans de entrada, 100 dirhans por uma massagem incrível de meia hora (também tinha de uma hora por 180 dirhans; se soubesse que era tão boa teria optado por ela, mas era um teste, então... fica pra uma próxima viagem), mais 35 por um roupão ou uma toalha, a escolher.

A massagem é igual às nossas, uma massagem relaxante. Mas bem boa mesmo. No banho, é um cara que te lava, literalmente. Eles te põe numa espécie de cama de pedra, te ensaboam, te lavam e finalizam com uma ducha, como se você fosse uma espécie de carro e eles o lava-jato. Surreal e bem legal. O processo todo, incluindo todo esforço pra dizer o que queria e entender os preços pra não dar mancada (depois, um dos caras encontrou uma tabela em francês que eu traduzia com o aplicativo de idiomas), durou uma hora e meia e valeu muuuito a pena. E tudo foi muito engraçado. O banho turco encontra-se numa área nobre da cidade e vale muitíssimo a pena dar uma zanzada por ali, apreciar os passeios públicos (numerosos) e a arborização com palmeiras (me impressionou bastante).

Fotos: Avenidas de Casablanca, ladeadas por palmeiras

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Ou seja, um dia incrível que potencializou minha admiração por Casablanca. Mas me absorveu tanto por ali que não deu tempo de chegar até a mesquita (o banho se encerrou lá pelas 19:00), que ficou pra manhã do dia seguinte (meu voo pro Brasil sairia às 15:10). Pra melhorar ainda mais, chegando nas redondezas do hotel, resolvi que jantaria num restaurante bem legalzão, fugindo da proposta econômica. Das várias boas opções por perto, escolhi o “Oukaimeden Restaurant” (21, Boulevard 11 Janvier - tel. 0522 480490, uma quadra e meia do hotel – [email protected]). Tudo incrível (sem contar que você está feliz demais, tudo se torna mágico). Veio cesta de pães de entrada com patês, depois uma sopa “Royale” acompanhada por torradas, e um “filet de Boeuf” com champignons, além do suco de laranja, que eu vou te falar, hein! Divino, maravilhoso, chave de ouro. Tudo por 133 dirhans (uns 40 e poucos reais). Foi gorjeta gorda pro garçom, elogios rasgados pra todo mundo (cozinheiro, garçom, até o povo marroquino entrou no discurso). Isso é a felicidade!

Foto: artesanato à venda na medina de Casablanca

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Como é andar de ônibus no país sem falar francês?

É verdade que mala é cobrada de forma diferente cada?Como é?

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Olá, D FABIANO! Então, paguei 5 dirhans (uns 2,50 reais) pela mala, que é sempre cobrada à parte ao se deslocar de ônibus. Fiz dois trechos com ônibus: Tânger-Chefchaouen e Chefchaouen-Fez. Em Tânger quase todo mundo entende espanhol (é muto próximo da Espanha) e em Chefchaouen me comuniquei em inglês, numa boa. Nos demais trechos, usei trem (comunicando-me em inglês, tanto nos guichês quanto com os conferentes nos vagôes) e durante sete dias com uma van em um  tour, com todo o pessoal falando português e o guia espanhol. Comigo foi tudo muito tranquilo, o povo marroquino é muito solícito, dá pra se virar muito bem. E todos os taxistas também falam algum outro idioma ou sabem ao menos o básico de inglês e espanhol, além do francês e árabe. Mas, neste caso, vale a pena só pegar táxi com taxímetro ou você sai no prejuízo. Assim, mesmo que ele não fale seu idioma, o preço será em dirhans e estará registrado. 

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    • Por FlavioToc
      Observei que há poucos relatos sobre o Marrocos de carro e eu estava em débito quanto a contar a história desta viagem, então resolvi escrever agora. E também pela gratidão ao povo marroquino pela hospitalidade, gentileza e simpatia.  Escolhemos viajar em março por ser o fim do inverno e porque gostaríamos de ver neve. As temperaturas oscilaram entre 2º e 13ºC, com exceção do Sahara onde foi de 16° a 22°C. Ah, e é um destino muito seguro e bastante econômico, que são palavras mágicas para mim.

      O Marrocos por todo o exotismo povoa minha mente há décadas, então quando soube que tinha surgido uma empresa aérea que fazia voos diretos e em 9 horas, achei que era a hora. A cotação do dólar e euro começou a subir sem parar, isso sempre ocorre quando estou prestes a viajar, e só faltavam as passagens. Decidimos minha esposa e eu, que tinha que ser naquele momento. Por sorte durante a viagem o dólar e euro baixaram e a Royal Air Marroc devolveu-me a diferença, que foram uns R$ 800, nas duas passagens.

      Um probleminha era que os idiomas oficiais eram o francês, árabe e berbere. Meu inglês é capenga, mas soube que dava para se virar bem com o espanhol, então com a cara e coragem, nós fomos. Tratei de escolher apenas hospedagens nas quais falassem espanhol (tem lá embaixo no Booking).

      A aventura começou ao entrar no avião com a tripulação falando francês, alguns homens usando roupas típicas, todas as mulheres usando lenço (hijab) e músicas árabes de fundo, me parecia que só tinha nós dois de brasileiros. O voo atrasou uma hora e meia, devido a um temporal em Guarulhos. E ao chegarmos a Casablanca vimos o quanto é rigorosa a imigração, sendo nós e outro casal separado para a revista, mas deu tudo certo e nem perguntaram sobre o chimarrão e cinco quilos de erva-mate que levávamos.

      Incluímos neste roteiro as quatro cidades imperiais que são Marrakech, Fez, Meknes e Rabat. E acrescentamos Chefchaouen, Ifrane, Ouarzazate, Merzouga, Tinghir e Casablanca todas de grande importância turística.

      Coloquei abaixo com as fotos um mapa de nosso roteiro.

      Visão geral sobre turismo no Marrocos

      O Marrocos é um país de enormes contrastes. O país tem praias, montanhas, neve, deserto, cidades históricas e culturais. A cada 50 km a paisagem muda totalmente. Nas cidades grandes convive a mistura de modernidade e tradição. Não é todo lugar que se pode almoçar em um restaurante fundado em 1150 ou dormir em um hotel do ano 1348. E por falar em neve, as Montanhas Atlas têm neves eternas, ou seja, neves permanentes no topo, lindas.

      É um país seguro e de pessoas alegres, amáveis e que respeitam o turista. A polícia é muito educada e eficiente. São muito tolerantes e respeitadores quanto a outras religiões. Não há problemas para que mulheres viajem sozinhas, claro que devem se cobrir mais e não usar roupas muito justas por respeito a seus costumes. Também não precisam usar o lenço (hijab). Podem até ouvir uma cantada, tipo “quer casar comigo?” ou “quero casar com uma garota brasileira” e não se admire se em português.

      Todas suas fotos parecerão profissionais, porque além dos cenários incríveis a iluminação é perfeita. Por isso que Ouarzazate é chamada de Hollywood do Marrocos. Ocorrem muitas filmagens e não só de filmes com a temática árabe ou com deserto, mas até com temas europeus ou chineses por exemplo.

      Você vai ouvir muito as palavras:

      -Medina – É a cidade antiga que fica dentro das muralhas, ou seja, uma fortificação. Os portões das medinas são chamados de Bab, por exemplo, em Meknes tem a Bab El Mansour.

      -Souk, zoco, (espanhol), souq (inglês) – que se refere à zona comercial ou bazar dentro da medina. Há o souk dos couros, dos frutos secos, das joias, dos calçados, etc.

      -Riad – São mansões ou palacetes tradicionais sem janelas para o exterior, as salas e quartos abertos para o pátio interno ajardinado que muitas vezes tem árvores e fonte para refrescar. Abrigavam famílias numerosas e endinheiradas, hoje é uma palavra para hospedagem, ou seja, é um pequeno hotel sempre com decoração típica. Hospedagem que recomendo e é quase obrigatória, pela experiência, em Chefchaouen, Fes e Marrakech entre as cidades deste roteiro.

      -Kasbah – são palácios fortificados. Normalmente são de adobe (mistura de terra e palha) é um tipo de arquitetura muito comum no Marrocos. Tanto que, entre Ouarzazate e Thingir é chamado de Vale dos Mil Kasbahs. Alguns atualmente servem como hotéis.

      -Ksar – é uma cidadela fortificada e pode conter vários kasbahs. O mais famoso é o Ksar Ait Bem Haddou em Ouarzazate.

      -Bérbere – são os habitantes originais do Marrocos e de seus vizinhos Argélia, Mali, Tunísia antes da chegada dos árabes no ano 681. São diversos grupos ou tribos e sua cultura é muito forte e influente no dia a dia. Não confundir com índios, como li alguém citar. Tem uma cultura com escrita bem antiga derivada dos fenícios. Tiveram também influencia grega e romana. O grupo mais conhecido pelo cinema são os touaregs.

      -Djellaba - é o traje típico masculino.

      -Kaftan – é o vestido típico feminino. Assim como os trajes masculinos, tem para o inverno, o verão, para o dia a dia e para festas. Aliás, as mulheres vão ficar encantadas com a beleza dos mais festivos em exposição nas lojas.

      -Hijab – é o lenço feminino. Não é obrigatório. Também chamado nas lojas de pashmina. É uma boa opção de presente. Bem baratos e de boa qualidade.

      Baboucha ou babouche – São chinelos típicos. Tem para homens e para mulheres. São muito decorativos. Outra boa opção para presente. Também são bem baratos.

      -Dirham – É a moeda (abreviação MAD), que vale 10 a 11 por um Euro. Euros também circulam muito bem no comércio e hotéis. Bem fácil de converter, até de cabeça, para reais. Por exemplo, 200 MAD. Tire um zero e multiplique por 10 ou 11 (como preferir), o resultado é 20 Euros.

      -Hamman – É o conhecido banho turco. É um ritual de banho, esfoliação e massagem. Nós fizemos os dois juntos em Marrakech em nosso riad. Adoramos! Creio ser uma experiência obrigatória. E a moça que fez tinha mãos de fada, nada daquela coisa bruta que se vê em filmes.

      Coloquei os hotéis que ficamos para referência de preços (ver no Booking) e de localização, que no caso das cidades grandes também incluía o problema de chegar de carro. Isso porque dirigir dentro das medinas como em Marrakech e Fez é um problema.  Todos tinham nota acima de 8 na época.

      Muitas atrações são livres ou muito baratas. Apenas mais caros foram os ingressos com guia na Mesquita Hassan em Casablanca e o Jardim Marjorelle em Marrakech. Mas valem todos os centavos. Estes não se comparam aos valores na Europa, são muito menores.

      Se for comprar algo mais caro tenha uma noção de preços antes de entrar em uma negociação. É uma experiência marcante que pode levar horas. Nós compramos um lindo casaco de couro de camelo para minha esposa. O preço começou em umas três vezes mais, saímos, voltamos umas duas vezes e novas discussões de valores. Então soube quanto era a faixa de preços lá no riad e também com outro vendedor e no final quando já estávamos quase brigando fechamos em 80 Euros, ficamos amigos, nos abraçamos e conversamos.

      Para mais informações veja no site:http://www.marrocos.com/
      A culinária

      Mundialmente famosa e exótica com muitos temperos, mas nada que desagrade a maioria dos paladares (ah..., tem o cominho) e há também muitos pratos vegetarianos. Não tem esquisitices. Não estranhamos e gostamos muito. É bem variada e os mais populares são:

      -Cuscuz – Que é feito com sêmola um tipo de trigo duro. Quem gosta do cuscuz paulista vai gostar porque é semelhante, mas melhor.

      -Tajine – Costuma ser alguma carne bovina, cordeiro, frango, peixe. É como uma carne de panela muito macia. São cozidos lentamente em uma panela de barro com o mesmo nome.

      -Mechui – Cordeiro assado lentamente e muito macio.

      -Sopas – As mais comuns são a harira e baissa de habas (favas). Tomávamos todos os dias e muitíssimo barata.

      -Paella – Espanhola. Servida no litoral. Como em Rabat.

      -Pastella ou pastilla – É um prato bastante exótico com uma carne como frango ou pombo com ameixas, amêndoas e mel, cobertos por uma fina massa folhada e cobertos com açúcar de confeiteiro. Mistura salgado e doce. É bem gostoso e bonito.

      -Pinchito – são espetinhos. Semelhantes aos que conhecemos.

      -Kebab – são espetinhos de carne moída. Bem conhecidos por aqui.

      -Amlou – é conhecida como a “Nutella marroquina”. É deliciosa, mas não achamos semelhança, é bem fluída, não pastosa. Confeccionada com amêndoas, mel e óleo de argan.

      Todos os pratos são acompanhados com pão à vontade.

      Nas cidades maiores há também várias opções de comida internacional, de mexicana a tailandesa.

      Muitas vezes, como estávamos em dois, um pedia um cuscuz e outro um tajine e cada um comia um pouco de cada. Em todos os lugares são pratos muito fartos. Só em Marrakech são um pouco menores, mas nunca faltou comida. Todos os cardápios são pelo menos em francês, inglês e espanhol e tem foto da comida, além da descrição.

      Não deixe de entrar em uma pâtisserie (confeitaria) para fazer um lanche e ficará encantado com a variedade de doces. São de um sabor delicado e não muito doces. Usam mel, amêndoas, gergelim. E não deixe de tomar o suco ou batido de amêndoas, que é fantástico, vem quase copo de liquidificador. Mesmo assim foi um para cada.

      Vai se esbaldar comendo tâmaras e tem uma grande variedade. Procurei comprar embaladas. São deliciosas.

      Azeitonas, eu nem imaginava que havia tantas variedades. Servem até no café da manhã. E na maioria das vezes antes de qualquer refeição já colocam na mesa pão e azeitonas.


       
      Como é dirigir no Marrocos

      Dirigir no Marrocos é fácil e uma experiência incrível que te faz sentir na pele os lugares por onde passa, viajando no teu ritmo e desfrutando do trajeto, não só dos destinos.

      Nosso roteiro deu uns 2000 km, mas rodamos um total de 3600 km.

      Alugamos o carro pela internet pelo site https://www.economycarrentals.com
      que apresentou os melhores preços (até a metade de outros) e não tinha taxas extras. A locadora foi a Europcar, e escolhemos um i30, na falta nos ofereceram como upgrade o Qaskay que é uma SUV do porte do Jeep Compass. Um detalhe maravilhoso que era a diesel, o que fez a diferença, porque fez 22,5 km/l. Pagamos pela diferença R$ 120 (convertidos). Então, lá escolha o diesel. Uma coisa que não entendi é que no ticket da máquina de cartão apresentou a palavra débito, apesar de ter escolhido o crédito. E no fim das contas saiu mesmo no crédito na fatura do cartão. Não entenderia mesmo em português, muito menos em francês. Mas na próxima vez lá, já sei e tudo bem. Portanto, não se preocupem com isso. Se quiseres saber o preço dos combustíveis lá para planejamento veja em https://www.globalpetrolprices.com/gasoline_prices/ que mostra a média dos valores praticados em todos os países.

      Evite dirigir nas grandes cidades que pode ser confuso e também para não perder a vaga do estacionamento, que em geral é na rua com “flanelinhas” licenciados, custou 2 Euros por noite em todos os lugares. Pode ficar tranquilo que ninguém mexe. Não vá deixar coisas de valor à vista, é claro. Nestas use táxis que são baratos.  As placas de sinalização são em árabe e alfabeto ocidental. Verá algumas em bérbere nas autoestradas (escrita que lembra a dos fenícios). Não é necessária a PID (Permissão Internacional para Dirigir).

      As estradas são de ótima pavimentação e poucas têm pedágios sendo a maioria baratos (foram valores como 6, 8 ou13 MAD, ou seja, 1 Euro), a exceção é a que vai de Marrakech à Casablanca.

      A polícia é bastante simpática, então também seja. Não ultrapasse os limites de velocidade que com 90% de chances você trará como “souvenir” uma multa. Têm radares em todas as estradas inclusive as mais desertas. Minha principal atenção foi com a placa Ralentir (desacelere) que é uma pegadinha no sentido literal mesmo. Leia neste post https://www.tempodeviajar.com/como-escapar-gendarmerie-royale-marrocos/ lá tem todas as informações necessárias para dirigir com tranquilidade no Marrocos.

      Chefchaouen nos mapas pode aparecer El Aiún. Por sinal, no Google mostra no menú a opção El Aiún, Chefchaouen, Marrocos. É esta mesmo.

      SAINDO DE CASABLANCA

      Total: 2000 km

      1º Dia 05/3- Chegada a Casablanca

      Chegada ao hotel no final da tarde, por conta dos atrasos. Então, o previsto para fazer não deu certo e ficaram várias atrações para outra viagem.

      Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA. Escolhi pela nota no Booking na época superior à 8 e pela localização perto de várias atrações e junto ao Twin Center que é uma referência. O custo-benefício dos hotéis em Casablanca é baixo. Neste mesmo, o café da manhã era a parte e custava 7 Euros por pessoa. Tomamos café em uma lanchonete.

      2º Dia 06/3- Casablanca – Rabat – 85 km – 1:00 h

      - Mausoléu de Mohammed V

      - Torre Hassan

      - Kasbah dos Oudaias. É uma fortaleza cheia de residências ainda usadas atualmente. Não é necessário guia, mas se quiser combine, inclusive se entrar em uma casa vão querer te cobrar a parte, então trate antes.

      - Jardim Andaluz

      - Chellah (antiga necrópole que foi construída fora das muralhas pelos Merenidas no século XIII, que abriga as ruínas da antiga cidade romana). Hoje é um bonito jardim que dá vontade de passar uma tarde. É cheio de cegonhas e seus ninhos.

      - Palácio Real. Não pode tirar fotos.

                  Almoçamos na praia junto ao Kasbah dos Oudaias 180 MAD (para dois)

      Pernoite em Rabat – Riad Meftaha


       
      3º Dia 07/3- Rabat – Chefchaouen

      – 250 km – 3:35 h

      Chefchaouen é imperdível!  Conhecida como “cidade azul”, é uma das cidades mais coloridas do mundo, muito fotogênica e autêntica. Você se sente voltando mil anos no tempo. Parece que todos os moradores usam roupas tradicionais, até os meninos usam a jelaba e com capuz parecem magos de um filme de Harry Potter. Quem gosta de gatos vai adorar, porque são muitos pelas ruas e todos bem tratados, estes tendo sido até objeto de um estudo de universidade. São muitas as opções para refeições e também bem econômicas, na praça é uma pechincha.

      Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra. Este hotel fica dentro da medina, bem no alto, então tem que contratar carregadores (combine antes) ou terá que subir pelas ruelas e escadas com tudo nas costas.

      Todas as atrações na cidade estão listadas abaixo.


       
      4º Dia 08/3- Chefchaouen

      -Cidade antiga e medina. Exige muito das pernas para percorrer os labirintos de ruelas e escadarias. É o que mais se faz lá, olhar, descobrir e encantar-se.

      -Castelo central

      -Mesquita com minarete octogonal

      -Lavanderia pública Rass Elma

      Pernoite em Chefchaouen – Dar Zambra


       
      5º Dia 09/3 –Chefchaouen – Volubilis

       165 km– Méknes Total: 200 km –

      Volubilis – Méknes 34,3 Km 44 min.

       

      Volubilis

      - Volubilis (imensas ruínas romanas datando de 28 A.C). Nós paramos junto a uma cerca e avistamos de longe. Não tivemos tempo para visitar.


       
      Meknes
                  Meknes é uma cidade surpreendentemente linda. Quando estávamos chegando a gente começou a ficar de boca aberta. Os roteiros turísticos não lhe dão a devida importância, mas é uma das cidades que o guia Lonely Planet recomenda para a visita em 2019. Nós moraríamos lá, se pudéssemos.

      - "Tour des remparts", circuito das muralhas, que passa pelas diversas portas ("babs") da cidade; fizemos com uma carruagem. A cidade antiga é cercada por três conjuntos de muralhas, sendo uma dentro da outra e a externa com 12 metros de largura.

      - Mausoléu de Moulay Ismail (construtor da fortaleza, que teve 500 mulheres e 800 filhos!), uma das poucas mesquitas que podem ser visitadas, exibindo trabalhos decorativos riquíssimos;

      - Bab El Mansour

      - Medersa Bou Inania

      - Palácio Real, com seus fantásticos estábulos, com capacidade para 12.000 cavalos e respectivos cavaleiros, os silos, com capacidade de armazenagem de 2 anos,  o reservatório com uma "nouria" (monjolo), apto a alimentar de água tanto o palácio, quanto a "medina",  além dos jardins suspensos com oliveiras. Uma obra de engenharia militar. Um guarda se ofereceu por um pequeno valor nos servir de guia.

      - Ville Nouvelle (cidade nova), onde estão localizados os hotéis e restaurantes, mais parecendo um "mercado persa". Quanto ao artesanato, seu forte são os "damasquinados": semelhantes aos trabalhos encontrados em Toledo (Espanha), só que elaborados com ferro e prata. 


       
      Pernoite em Meknes – Riad Yacout, este fica dentro da muralha, uma localização privilegiada e perto de tudo. O riad era lindo e com uma decoração muito autêntica. O ano de fundação era por volta de 1750 se não me engano. 6º Dia 10/3 - Méknes – Fez 64 km

                  Fez é uma das cidades mais antigas do Marrocos, sua fundação foi 789. É misteriosa e cultural, é maior medina que não entram carros do mundo. Percorrer suas ruas e ruelas é a principal atração. E ficará impressionado com a qualidade dos objetos de couro, com as cerâmicas, dos ladrilhos, com as portas, bem, a lista é longa. Porque você vai se surpreender a todo o momento. Precisaríamos ter ficado mais uns dois dias pelo menos.

      - Bab Boujloud – o portão azul, principal entrada para a Medina

      - Medersa Bou Inania (medersa ou madrassa)

      - Dar-el-Makhzen (Palácio Real)

      - Bairro judeu Fez Mellah

      - Santuário de Moulay Idriss I

      - Padaria comunitária. São bem comuns até hoje. As pessoas levam o seu pão para assar lá.

      - Medina

      - Jardin Jnan Sbil

      - Palacio Glaoui

      - Al-Karaouine University – Foi fundada em 859 por Fatima Al-Fihri e é a mais antiga universidade ainda em funcionamento contínuo do mundo de acordo com a UNESCO. Mas não se pode entrar, pena.

      - Museu de Artes e Ofícios de Madeira de Nejarine

      - Tombeaux merinides (Tumbas dos Merenitas)- Vista da cidade

      - Quartier tanneurs – quarteirão de tingimento de couros

      -Borj Nord (Museu das Armas) Fortaleza no alto de uma colina

      -Dar-el-Makhzen (Palácio Real)

      Observação: Serviço Oficial de Guias em Fez é tabelado: Meio- dia: 200 MAD inclui apenas visita a medina.

                  Nós contratamos um guia que foi chamado pelo gerente de nosso riad para otimizar o tempo, então nosso tour começou por volta das onze horas até lá pelas quatro e meia da tarde. Foi meio corrido e com muita informação. Depois ande sem guia, então vai se perder e se achar entre as 10.000 ruelas (isso mesmo) que compõem esta medina. Nós tínhamos como referência a Bab Boujloud, o portão azul, já que nosso riad ficou próximo.

                  No outro dia era sexta-feira e no Marrocos que é muçulmano, equivale ao domingo. Então, dentro da medina a maioria do comércio estava fechado. Utilizamos o serviço de um guia para conhecer a parte fora da medina. Ele foi com uma van, e este sim foi maravilhoso, com muitas explicações inclusive sobre sua religião.

                  Esta hospedagem merece uma referência especial, já que nunca na vida fomos tão bem acolhidos em um hotel quando lá. O gerente nos colocou sob os cuidados do Hassan, e tudo que precisamos, ele nos auxiliou. Levou o carro que estava com pneu furado para conserto, conseguiu os guias, a compra de remédio para tosse (gripei) e um monte de coisas. Este riad é um palácio literalmente e nos deram uma suíte enorme que tinha até sala com sofás e o ambiente finamente decorado. Daria para passar um dia só fotografando os detalhes de tudo. Este riad foi construído em 1373. Bem antigo, mas reformado e belíssimo.

      Pernoite em Fez – Riad Al Makan – creio que melhor localização é impossível.


       
      7º Dia 11/3 – Fez
      Pernoite em Fez – Riad Al Makan


       
      8º Dia 12/3 - Fez – Ifrane 72 km
                  Ifrane é chamada de “Suíça Marroquina” e os tours normalmente só fazem uma passagem de umas horas, ela é mais “ocidental”, mas a natureza em volta é belíssima.  Mas nós queríamos ver neve, por isso resolvemos ficar um pouco e ter um tempo para descansar. Fizemos até bonecos de neve e interagimos bastante com as pessoas.

      -Estação de esqui.

      -Bosques de cedro com os macacos de Gibraltar, são a mesma espécie e bem mansos. Podemos nos aproximar sem que agridam. Entramos em uma estrada ao lado do hotel e ao longo do percurso víamos as pessoas fazendo pic-nic.

      -Nascentes de água

      -Parque das Cascatas de Vitel

      -Termas Naturais de Ras El Ma

      Pernoite em Ifrane – Hôtel Relais El Maa, sem café da manhã. Tinha uma lanchonete junto, mas comemos todas as refeições em um restaurante a poucas quadras.


       
      9º Dia 13/3 – Ifrane
      Pernoite em Ifrane - Hôtel Relais El Maa


       
      10º Dia 14/3 - Ifrane – Merzouga 400 km – tempo estimado de viagem 6:00h
                  Atenção ao tempo de viagem, que pode ser maior dependendo das paradas. Leve água e coisas para comer, porque não dará tempo para almoço se você quiser chegar até às quatro da tarde para ir de dromedário ao acampamento no deserto. Este horário tinha sido combinado por e-mail com nosso riad, e a finalidade é estar no acampamento ao por do sol. Foi o trecho mais longo que dirigimos e é demorado por conta das várias cidadezinhas que passamos. Muitas gostaríamos de ter parado um pouquinho.

      O passeio com dromedários até o acampamento no deserto foi uma experiência e tanto. Levamos em torno de uma hora e meia de dromedário. O jantar foi preparado no acampamento e o desjejum quando retornamos ao riad.  Creio não ser necessário falar o quanto isso foi emocionante. Ah, e era nosso aniversário de 24 anos de casamento.


       
      Pernoite em Merzouga no deserto em uma tenda
      11º Dia 15/3– Merzouga

      -Tour das dunas (visita a aldeia Khamlia, Minas Mfiss e oásis Tissardmine. Preço 500 MAD por pessoa (+- R$ 200,x2), achamos meio caro, mas cômodo pois tínhamos combinado tudo antes por e-mail. Foi em torno de quatro horas. Visitamos:

      -Aldeia e oásis de Hassilabied, aldeia e oásis de Merzouga, músicos Gnawa na aldeia de Khamlia, Dunas de Iqri, aldeia de Tisserdmine, nas dunas, visitar o Depôt Nomade (loja de tapetes e museu), planalto negro de cobalto vulcânico da Hamada du Ghir. Passa pelos caminhos de uma antiga rota do Paris Dakar, também verá nômades acampados junto às dunas.

                  À tarde fomos à Rissani para ver o mercado. Andamos por dentro de um kasbah que tinha várias famílias morando. Faltou conhecer o centro de Merzouga.
      Pernoite em Merzouga - Kasbah Azalay Merzouga. Esta hospedagem tem uma linda vista para o deserto e você vai querer ver o sol nascer. O traslado até o acampamento, o acampamento e jantar no deserto foram organizados por eles e combinado por e-mail. Creio que todos os hotéis ou riads também façam.


       
      12º Dia 16/3 – Merzouga – Tinghir - Boumalne Dades 252 km

                  Em Tinghir (ou Tinerhir), dê uma parada obrigatória e contemple a cidade oásis.

      -Gargantas do Dadés. É um desfiladeiro incrível e que vai render umas fotos impressionantes. Não deixe de dirigir até o alto.

      -A Garganta de Todra, é outro desfiladeiro, com paredes com mais de 200m de altura.

      -Vale das Rosas em Kelaat-M’Gouna, Jbel Saghro, La Vallée Des Figues, Vale das rochas Dedos de Macaco, Vale dos Pássaros.

      Para chegar nas Gargantas de Dadés: Em Boumalne pegar a R 704. E para ir à Garganta de Todra pegar a R 703 e andar uns 17 km.

      -Kelaat M’Gouna – Entrada para o Vale das Rosas. Aproveite para olhar as lojinhas e comprar uns perfumes, que são de excelente qualidade e com essências locais (influência francesa), são lembrancinhas boas e baratas.

      Pernoite em Boumalne Dades – Maison D’Hotes Restaurant Chez L’Habitant Amazigh


       
      13º Dia 17/3 - Boulmane – Skoura – Ouarzazate
                  Este trajeto é conhecido como o Vale dos Mil Kasbahs” e realmente são muitos.

      - Em Skoura com Kasbah Amerhidil e Sidi El Mati.

                  Ouarzazate é uma maravilhosa cidade com vários atrativos onde dá para sentir o dia a dia das pessoas e também pode servir de base para visitar os arredores até 100 km. É conhecida como a “Hollywood do Marrocos” devido à produção de filmes.

       Em Ouarzazate:

      - Kasbah Tifoultoute

      - Kasbah Taourirt

      - Kasbah des Cigognes

      - Ksar de Ait Ben Haddou. Impressionante. É uma cidade fortificada fundada em 757 e ainda vivem lá algumas famílias. Lá foram feitos muitos filmes como Lawrence da Arábia, O Gladiador, A múmia, Alexandre, etc. Fica a 30 km da cidade em direção de Marrakech. Indo pela N9 e depois pegar P1506 e andar uns 9 km. Nós preferimos ir e voltar para Ouarzazate.

      - Museu do Cinema

      - Estúdios de Cinema Atlas. Não foi possível entrar porque estava acontecendo uma filmagem.

      - Estúdios de Cinema CLA. Vá, só se tiver tempo. Eram objetos de cenários bem velhos, mas rendem boas fotos.

      - Bairro típico de Taourirt

      - Bairro típico de Tassoumaat,

      - Oásis Fint. Passamos umas horas e é muito relaxante estar entre as tamareiras.

      -Museu do cinema. Fica junto ao Kasbah Taourit.  Aproveite para entrar nas lojinhas em volta. Lá encontrará peças incríveis, inclusive antiguidades.


       
      Pernoite em Ouarzazate – Hotel Dar Rita. Ela, a Rita é portuguesa e tem um excelente site com informações sobre o Marrocos: http://www.darrita.com/hotel-marrocos/. Mais informações também com: http://www.joaoleitao.com/viagens/marrocos/ (é irmão da Rita)
      14º Dia 18/3 – Ouarzazate

      Pernoite em Ouarzazate - Hotel Dar Rita
      15º Dia 19/3 - Ouarzazate – Marrakech 196 km

      O tempo de viagem de Ouarzazate à Marrakech é em torno de 4 a 5 horas, mas depende das paradas. Uma coisa que eu tinha muita vontade era de cruzar as Montanhas Atlas, e foi realmente fantástico com cenários de indescritível beleza.

                  Todas as atrações de Marrakech custam em torno de 10 MAD (1 Euro).

      É melhor usar táxis para se locomover para fora da medina e negocie antes. Nós fomos ao Jardim Marjorelle de Tuk tuk.

      Não se hospede muito longe da praça, pois ela será sua referência para tudo.

      - Jemaa el Fna. De dia é uma coisa, e à noite se transforma numa mistura de magia com luzes, cores e aromas. Falta-me talento literário para descrever melhor o que se sente e vê. É a principal praça de Marrakech e uma das mais famosas do mundo e é onde a vida pública acontece. É bem movimentada durante o dia, mas ao cair da noite é quando tudo acontece. Parece que toda a população e turistas vão para lá e é impossível não sorrir o tempo todo ao ver todo mundo tão alegre e se divertindo, comendo, assistindo os vários espetáculos que estão acontecendo (como encantadores de cobras, malabaristas, etc). Nas ruas da medina chega a acontecer congestionamento de gente a pé. Sério, eu vi, então já esteja por lá ao entardecer e fique até lá pelas nove da noite quando o movimento diminui.

                  E a gente tem que ter cuidado são com as motos tipo “mobiletes” que andam a toda entre as pessoas dentro da medina.

      - Mesquita Koutoubia com minarete de 70 m.

      - Tumbas Saadianas

      - Palácio Real

      - Palácio Bahia que é lindo

      - Palacio El Badi em ruínas, pois foi saqueado para construir Méknes

      - Medersa Ben Youssef

      - Museu Dar si Said – Museu de artes de Marrakech (vale mais pela arquitetura)

      - Museu de Marrakech

      - Qoubba Almorávida – fica perto da Medersa Bem Yousef

      - Jardim Majorelle (entrada 20 MAD + 15 para o Museu Berbere). Superou todas as expectativas. Não dá para deixar de ir. Está junto a uma casa que pertenceu a Yves Sain Lawrent e é inspirado nos jardins islâmicos, tem uma coleção de cactos e palmeiras de todo o mundo, tudo com descrição. Lá vimos, do Brasil buriti e butiá. Reserve umas três horas pelo menos, porque é enorme e cheio de coisas para ver. Imperdível também é o Museu Bérbere, e isso que não sou muito de museus.

      - Gueliz e Ville Nouvelle (parte mais moderna, tem até um Carrefour (onde dá para comprar bebidas alcoólicas)

      - Cyber Park. Fica bem próximo da entrada da medina. É bonito, mas vá se tiver tempo ou na volta do Jardim Marjorelle se quiser dar uma parada.

      - Muralha da Medina.  Ver os portões Bab Agnou (mais importante) e Babe Rob além de Bab Debbagh, que dá acesso aos curtumes, e também no Bab Aghmat.

      - Souk do Ouro, souk das frutas, Souk Semmarine (sandálias, babouches, jóias, puffs), Souk Ableuh (especiairias, azeitonas), Souk Kchacha (frutos secos), souk dos instrumentos musicais, Souk do tapetes, Souk Mouassine, Souk El Khemis, Souk Siyyaghin (jóias, ouro), Souk Smata (babouches, cintos).

      - Maison de la Photographie

      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam

      16º Dia 20/3 – Marrakech

      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam


       
      17º Dia 21/3 –
      Pernoite em Marrakech – Riad El Wiam


       
      18º Dia 22/3 - Marrakech – Casablanca 242 km Tempo estimado 3:30h
                  Gastamos a manhã neste trecho, que é uma autopista, com pedágio caro. Fizemos check-in adiantado no hotel em Casablanca. Deixamos o carro estacionado na frente do hotel e à tarde pegamos um táxi para ir ao Morocco Mall. Este é o maior shopping center da África e nosso objetivo foi ver um aquário gigante  no qual tem um elevador que passa por dentro. É maravilhosa a sensação que “lembra um mergulho”. Se paga uma pequena taxa e pode fotografar, mas sem usar flash. Nem vimos lojas, porque eram só daquelas grifes bem esnobes como Chanel, Louis Vuitton e Cartier.

                  Depois demos uma caminhada pela Boulevard de la Corniche, que é uma avenida na beira-mar. Voltamos para o hotel.

                  Casablanca é uma cidade muito bonita que tem a mistura de arquitetura do tempo da colonização francesa e a modernidade. O trajeto do aeroporto ao hotel, os arredores do hotel, o percurso até a Mesquita e ao Morocco Mall foi o que vimos e nos deixou uma ótima impressão e desejo de quando retornar ver o que faltou.


       
      Pernoite em Casablanca – Le Trianon Luxury Hotel & SPA.
      19º Dia 23/3 – Casablanca

      Entregar o carro no aeroporto.

      Retorno – Partida 12:20h


      Vídeo do Youtube sobre as experiências no Marrocos:

      https://www.youtube.com/watch?time_continue=178&v=awQEEEWLYq0


      Nossos custos (2 pessoas) foram 2116 Euros assim discriminados:

      -Almoço e jantar –   630

      -Lanches -                 112

      -Hotéis/riads -           876 (alguns mais simples outros bem legais, mas todos muito bons)

      Atrações -                    50

      Aluguel do Carro -     265 (para todo o período)

      Diesel -                      183


       
      Para ter uma ideia dos custos de um destino uso o https://www.numbeo.com/cost-of-living/ pode conferir que é bem aproximado e em média gastei sempre um pouco menos.


       
      Frases úteis em Francês, expressões francesas do dia-a-dia que ajudam a parecer mais simpático.
      Sim = Oui

      Não = Non

      Obrigado = Merci

      Salut = Oi / Tchau

      Ça va = Tudo bem (pode ser pergunta ou resposta)

      Bom dia = Bonjour (usado o dia inteiro)

      Boa tarde = Bonsoir (aos finais de tarde)

      Boa noite = Bonne Nuit

      Adeus = Au revoir

      Palavras em árabe

      Saudações:

      -As-salam alaykom = “que a paz esteja com você”, pronúncia: assalam-aleicûm

      -Responda a esta saudação padrão com "Wa Alykom As-salam, pronúncia

      aleicûm-assalam,= que a paz esteja com você também, pronúncia: aleicûm-assalam

      -Salam = Oi! – cumprimento informal

      - Shukran = Obrigado

      -Agradecendo o chá de menta: antes de beber, olhando nos olhos do anfitrião dizer: bi saha


       
                  Foram nossas experiências mais incríveis:
      -Visitar os mercados e souks sentindo suas cores e aromas

      -Passar a noite em um acampamento no deserto do Sahara

      -Ir até o acampamento de dromedário

      -Percorrer a gigantesca medina de Fez

      -Conhecer Chefchaouen, a cidade azul

      -Andar e se encantar à noite pela Praça Jemaa el Fna em Marrakech

      -Dirigir. Subindo para as Montanhas Riff, passando por lugares indescritíveis  como a Garganta Dades, ir ao deserto, se emocionar ao chegar em cidades como Méknes e tantos outros lugares

      -Cruzar as Montanhas Atlas e ver neves eternas, vales e vilarejos

      -Maravilhar-se com os vales verdejantes no deserto e o aproveitamento de toda terra fértil.

      -Conhecer as pessoas, com um pouco de sua cultura e religião e ter a oportunidade de interagir com elas. Fizemos amigos lá. Levamos as melhores lembranças.





































    • Por chendailem.sousa
      Oi pessoal, 
      estou planejando ir para Marrocos e Egito em abril de 2019. 
      A ideia é passar 15 dias entre os dois países. Quanto vocês gastaram em média?
      E enfrentaram algum tipo de difuldade com violência?
    • Por Paola Acosta
      Eu e meu namorado estávamos fazendo um mochilão por alguns países na Europa. Dentro do nosso roteiro a última parada seria na África, mais precisamente em Marrakech, no Marrocos. Durante quatro dias estávamos hospedados em um Hostel localizado na Medina, bem próximo aos souks (mercados dos mais diversos utensílios locais). A localização da hospedagem foi uma ótima escolha e o Majorelle Hostel nos recebeu incrivelmente bem. 
      Estávamos viajando há 23 dias de mochila, utilizando de ônibus e vôos low cost para nos locomover até os países, quando chegamos a Marrakech já estávamos bastante cansados. Foi no último dia de estadia no Marrocos que decidimos alugar uma moto. Nunca havíamos dirigido antes, exceto em uma pequena aventura no interior do Brasil por alguns poucos minutos. Por sorte descobrimos que havia um modelo de moto a ser alugado que não exigia carteira de motorista, pois chegava a uma velocidade de apenas 80km/h.
      Deslocamo-nos até a  loja Palmekech, cujo o endereço é Ruy La Recette, nº 53 , próximo a Medina e negociamos o valor de R$ 80,00 ( cerca de 200,00 dihans) das 12h às 21h. Sabíamos que o trânsito na medina era caótico, mas optamos por nos aventurar. Em meio a carros arranhados, milhares de motos, charretes, bicicletas e pedestres nos jogamos. No começo é um pouco aterrorizante, pois os motoristas buzinam o tempo inteiro e pouco seguem regras de trânsito, mas depois de algum tempo é possível se adaptar.
      O transporte possibilitou que conhecêssemos a parte nova de Marrakech e outros pontos turísticos mais distantes da Medina. Mochilamos desde o ano de 2014 e podemos garantir que dirigir uma moto em Marrakech foi uma das vivências mais marcantes das nossas viagens. 
      Obs: Apenas o/a motorista utiliza o capacete, pois o/a passageiro(a) está isento(a) por lei.
       



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    • Por Rudá Schneider
      Li no 1000 lugares pra conhecer antes de morrer sobre um trekking no Alto Atlas, alguém já ouviu falar ou tem mais informações? To pensando em fazer isso no final de janeiro de 2013..
    • Por Drisz
      Primeiramente quero agradecer o site e aqueles que indiretamente me ajudaram a montar meu roteiro. Então vamos lá, vou tentar escrever os detalhes essenciais nos quais me fizeram vir aqui inúmeras vezes.
      Bom, Marrocos era sonho exótico de uns longos anos, sou apaixonada por dança, musica árabe, e também já estava na hora de dar um primeiro passo na África, enfim este país foi o escolhido.
      Minhas ideias loucas com a europa, partem do principio em sempre fazer conexão em Paris, assim alguns dias livres, conheço outros países com calma, sem me limitar somente as capitais.
      Tentarei finalizar meu relato, pq as vezes esqueço, devido o tempo e acho que ja deixei algum relato por ai inacabado rsrs
       
      Trajeto realizado:
      14/12/2014 Paris- Marrakech
      Marrakech – tour 2 noite e 1 dia ( rumo ao deserto)
      15/12 – cidade de Quarzazate
      16/12 – chegando em Merzouga, rumo as dunas
      17/12 – volta a Marrakech, mas pulei da vam rumo ( pulo em Meknes) a Fés
      17/12 e 18/12 – Fés
      18/12 – Chefchaoeun
      19/12 – Chefchaoeun
      20/12 – Casablanca/ Rabat
      21/12- Casablanca
      22/12 – Marrakech
       
      Comprei uma passagem no vôo easyjet saindo direto do aeroporto Paris- Charles de Gaule à Marrakech
      Vôo custou : 80 €
       
      Contudo paguei assento,seguro e malas, melhor coisa que fiz foi escolher o assento, graça a deussss!!!!
      Tudo saiu por 165,08 €, caro mais enfim um investimento, depois vi preços melhores. Nada de arrependimento rs
      O que levei?
      Uma mochila de 25 litros contendo: 2 calças, 2 blusas, 1 fleece, 1 casaco, 1 echarpe, 1 toalha, 1 havaina, roupas intimas, perfume, escova de dente e creme dental. ( fim)
      Documentos , câmera, fone de ouvid, shapoom e sabonete.
       
      Dinheiro: 400 euros, seguindo meus objetivos, economizaria 200 euros, mas como esbanjei nos presentes, sobrou 80 euros.
      1 euro = 10. 80 D dirhams
       
       
      Saindo de Paris, atendimento excelente da empresa, super educados, diferente dos seus clientes, teve atropelos, empurra empurra de malas, isso se estendeu ate a chegada ao aeroporto de Marrakech. Estava muito ansiosa, mas cansada devido a viagem anterior, sentei na janela, assim virei e durmi. Ao meu lado sentaram dois árabes ( marroquinos) creio. Enfim, devido ao cansaço dormi, e acordei com pulo, cara do lado estava com mão em cima da minha coxa, ele so tirou a mão e baixou a toca cobrindo o seu rosto. Fiquei sem ação, não disse uma palavra, mas também evitei, para não dar margem para uma conversa longa e talvez com bastante baixaria rsrs
      Pensei, meu deus porque não chega logo, parece tão perto no mapa rsrs, rezei ave maria, pai nosso, e dormi de novo. E acordei ao barulho da aeromoça passando com carrinho de vendas, e bonitão virado pra mim com pernas cruzadas lendo uma revista (folheando, eu sei lá), ele tinha levantado o braço da cadeira. Quando me virei, ele deixou a revista cair em cima de mim, ahhhhh pra que???!!! Não disse uma palavra so fiz gestos, tipo não toca em mim porra, baixei o braço da cadeira, sendo reforçado pela aeromoça. Ele pediu desculpas em francês, mas não falei nenhuma palavra. Segui as recomendações de uns amigos, tipo se falo alguma coisa que eles entendam, não vão me deixar em paz tão cedo, vai insistir e insistir.
       
      Chegando ao aeroporto, coração a mil, e com olhar de matar pro cara ao lado. Enfim, Marrakech, teve empurra empurra, povo não respeita a fila, um policia gritando: passaporte em mãos!!, quando tirei o passaporte do casaco,o policial viu e disse: Brésil, Brésil!! Rsrs enfim povo pegando papel para preencher, e eu procurando uma alma gringa pra emprestar uma caneta. Imigração é desastrosa, eles carimbam na ultima pagina do seu passaporte affs!!!!
       
      Participo bom tempo do couchsurfing, tentei fazer contatos, apesar de ler alguns relatos que muitos desses encontros foram desastrosos e se sentiram pressionados a fazerem algum tour, ou seja, maioria do povo marroquino que participa do couchsurfing esta envolvido com turismo. Mas tentei, fiz um contato com um rapaz chamado Samir, aparentemente legal, levei ate um presentinho que no fim da historia voltou comigo, em breve saberão o porquê! E fiz também contato com uma menina muitoo legal, show de bola chamada Kouloud, ela me fez conhecer tudo o que eu não tive oportunidade em ver antes de chegar em Casablanca.
      Voltando ao aeroporto de Marrakech, encontrei o Samir cara fechado, claro né, disse o horário do voo errado, ele tava me esperando a mais de 3 horas vixiiii
      Nada cordial, foi logo reclamando do atraso, e eu pedindo mil desculpas, saindo do aeroporto troquei 200 euros = 2.160,00 D
      Fomos ao ponto de ônibus, discutimos sobre o preço, sobre eu não ficar na sua casa, sobre eu não ter decidio fazer o tour do deserto... stress, stress
      Paguei 30 D no bus que vai direto a praça Place Jemaa El fna
      Reservei 2 noites no hostel Riad Dia em quarto com 12 camas, paguei 21 euros, recomendo, apesar do transito de hospedes, a recepção é agradável, a senhora que administra é atenciosa, fz de tudo para você se sentir a vontade. Aprovado!! E mais fica próximo a praça. O samir me acompanhou ate o hostel, lá cortei ele diversas vezes sobre o tour do dia seguinte, enfim nos despedimos, caso eu mudasse de ideia, enviaria uma mensagem a ele.
      Cheguei em Marrakech por volta das 10:30, então sai para encarar tal praça e melhor o mercado da cidade. Vi muitos turistas, então achei que não haveria problemas em andar sozinha, errado, tive e muitos, a cada passo era parada por alguém, como tava sozinha ( evidentemente), era visível, então aproveitavam, começavam com perguntas: Espanhola?? Mexicana?? Bonjour! Buenos Dias!!, e assim vinham repertorio completo de palavras isoladas, depois pediam em casamento, alguns tentavam me puxa, foi um inferno!!! Já no mercado, me infiltrei em grupo de gringos, andei com eles, fui a 2 museus rsrs 60 D
      Museu
      Depois tentei mais uma vez anda pelo mercado, fiquei pouco assustada, mal humorada, sem noção do que fazer, a praça tava sem graça, cobras magras, não vi agitação. Fiquei deprimida. Voltei ao hostel, tomei um banho e cai na cama para pensar no 1 dia, então decidi partir pro tour ao deserto, e fechei la msm no hostel por 80 euros ( 2 noite e 1 dia), esse passeio inclui estadia, café da manhã e jantar, almoço ficava por nossa conta, ou seja, era sempre no restaurante escolhido por eles, então o preço girava em torno de 100 D e 120 D, parece barato ao converter....mas para os padrões do Marrocos é bem caro. Não estou chorando na miséria, mas pago o que é justo rsrs
      Enfim cedo de manhã, tudo arrumado, café bem caprichado por 15 D
      Partimos para tão sonhado tour, nosso guia era bastante animado, mas ainda por saber que havia 4 brasileiros, fiz amizade com outros, gente maravilhosa e espero reencontra-los por esse mundão.
      Bom o passeio fomos rumo ao Alto Atlas, creio rsrs, incrível como a paisagem muda repentinamente, de neve ao céu azul, magnífico Ourzazate, passeio bem gringo, bem turístico, acompanhado de um guia, contando e mostrando tudo sobre a cidade. Após o passeio fomos almoçar, paguei 100 D, entendi somente no segundo dia que frutas da estação é sempre a mexerica rsrs, então não pedi mais, ate porque deveriam dar de graça, ao invés de ser paga, tudo quanto é canto da cidade tem essa fruta.
      Passamos a noite em hotel em meio as rochas, no dia seguinte fomos a um vilarejo conhecer pouco da cultura local, uma forma também de vender alguns produtos, depois fomos a Garganta de Dades, lindo, impressionante as paisagens.



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