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Marrocos-16 dias 31-10 a 15-11-2017


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Olá, pessoal que frequenta o site “Mochileiros.com”. Depois de muita enrolação, segue aqui o meu relato de uma viagem de 16 dias pelo Marrocos, a partir da Espanha, de 31 de outubro a 15 de novembro de 2017. Fez parte de uma viagem maior que começou em 30 de agosto e em que percorri Portugal, Suíça, Itália, Londres, Paris, Madri, e que finalizei com o Marrocos. Por sua vez, essa viagem “maior” fez parte de um 2017 semi-sabático e que me trouxe muuuita realização. As informações que obtive neste site nessa e em praticamente todas minhas viagens recentes sempre foram muito relevantes. Então, está aqui minha retribuição. Precisando, é só entrar em contato que tenho o maior prazer em ajudar a esclarecer qualquer dúvida. Vamos lá:

30-10: Da estação Sur de autobus de Madrid (bem próxima ao metrô Mendes Alvaro, uns dois minutos a pé) pra Tânger, no Marrocos (passagem comprada pela Internet da “InterBus” dois dias antes – três trechos, de ônibus entre Madrid/Algeciras, das 22:00 às 6:00, e depois, saindo literalmente ao lado de onde o ônibus anterior te deixa, para o trecho Algeciras/Tarifa, das 7:00 às 7:35 - e travessia do Estreito de Gibraltar, a partir das 8:00, tudo por uns € 65,00 – no detalhamento da passagem, só a travessia do estreito consome € 38,00). O trecho intermediário não estava explícito na passagem, o que me preocupou um pouco, mas deu tudo certo. Detalhe: é bom ficar de olho nesta passagem pra quem pretende fazer esse trecho de ônibus, pois, ao contrário do Brasil, não é tão comum se viajar de ônibus pela Europa, ou seja, as passagens podem se esgotar, a depender do trecho em questão. Então, é bom compra-la o quanto antes. Teria sido possível um preço melhor se tivesse comprado ainda antes, mas tinha dúvidas quanto a permanecer ou não mais dias na Espanha (acabei ficando um pouco mais do que o previsto, pois Madri mereceu, êta cidade incrível).

31-10: Uma dúvida que me consumiu nesta viagem foi quanto ao tempo necessário pra aduana, imaginava que poderia não ser suficiente. Mas, na verdade, a “aduana” Espanha-Marrocos é feita na própria embarcação e até que foi rápido. Me pareceu que a embarcação só parte depois que a aduana encerra seus trabalhos. Ou seja, sem estresse. Chegando a Tânger, consegui uma carona até a rodoviária ao ajudar uma senhora com suas malas. Como teria 16 dias no Marrocos e estava ansioso para chegar em Chefchaouen, abri mão de conhecer Tânger, que me pareceu uma cidade super interessante e de boa infraestrutura urbana, para os padrões de uma país emergente. Fica pra próxima viagem. Por 35 dirhans (a moeda marroquina) o equivalente a três euros, comprei uma passagem pra Chefchaouen. Pra se ter uma base, taxistas se ofereciam pra fazer o trajeto por 60 euros. Cada euro vale 11 dirhans. Façam as contas e vejam de quanto seriam as perdas. Foi uma viagem de pouco mais de 100 km feitos em quase três horas. Mas valeu imensamente pela economia. Além de que, te dá uma noção da realidade marroquina e passa por Tetuão, uma das mais importantes do norte do Marrocos.

Chegando em Chefchaouen, neguei todo o assédio de taxistas e quem mais fosse que oferecia serviços e hotel, pra conseguir chegar sozinho às proximidades da medina (cidade velha), a menos de 1,5 km, e procurar um hotel. Achei o Hotel Zerktouni (bem simples), na Rua Zerktouni, 9 (tel 0539882694). Assim como a maioria dos hotéis locais, alguém sempre fala espanhol ou algo parecido, então dá pra se virar numa boa. 100 dirhans por uma diária. Viva o Marrocos I. Deixei minhas coisas e fui pra medina, a menos de 100 metros do hotel. Pra quem não sabe, medina é o que corresponderia ao centro histórico de uma cidade marroquina, cercado por muralhas. Nela, funcionam mercados, feiras, casas de artesãos, barbearias, mesquitas, lares, restaurantes, ambulantes e todo tipo de comércio tradicional. Geralmente, são muito interessantes e tentadores para “ocidentais”. E bem fáceis de se perder, é sempre bom estar acompanhado por um mapa ou ter algum ponto de referência, como um cartão do hotel ou uma mesquita mais famosa (sempre há inúmeras, pra todo lado). E é um lugar privilegiado para se entrar em contato com o que há de mais tradicional no país, e, ao contrário do que se vê mundo afora, ou seja, muita coisa fake, aqui tudo me pareceu autêntico. Por exemplo, as pessoas vestem o que realmente corresponde aos seus hábitos. Mas é perceptível que, fora da medina, diminui consideravelmente o número de pessoas com indumentária tradicional, e o comércio vende de tudo que se venderia no Brasil, por exemplo.

Andei um pouco ao léu, fiz uma refeição (delicioso tajine de frango ao molho de limão com batatas fritas e suco de laranja natural por 47 dirhans, pouco mais de 4 euros, no restaurante Assaada, bem próximo à porta “Bab El Aín” da medina). Viva o Marrocos II. Quem viaja pra cá vai sempre encontrar essa opção de alimento, que é o Tajine, uma modalidade de preparo, servido quentinho em uma espécie de prato de barro coberto por uma tampa também de barro que conserva o calor por um certo tempo. Tem de vários tipos. Continuei andando pela medina, tirei fotos de casinhas e cenários azuis – o forte de Chefchaouen - e fui parar na mesquita espanhola, como eles chamam uma certa construção já fora da cidade mas bem próximo dela, a uns cinco minutos de caminhada após atravessar a porta Bab Onsar, e o rio Ras El Maa, e indo um pouco além, até alcançar a tal mesquita, pequenina e que nunca chegou a ser usada, que dá pra uma bela vista panorâmica dos arredores. Voltei, me perdi, me reencontrei geograficamente, belisquei “docinhos-mara”, comprei pão caseiro e queijo. Show de bola. Daí você volta pro hotel e dá de cara com gente ali ajoelhada fazendo orações, sem falar das mesquitas que, cinco vezes ao dia, anunciam as preces em alto e bom som. Benvindo ao Marrocos. Obs: Chefchaouen se mostrou um bom lugar para trocar euros por dirhans. Aqui encontrei quem me desse 10,80 dirhans por euro, o que é praticamente a cotação que aparece na net como câmbio oficial. Não sei como seria em Tânger, pois não tive a oportunidade de explorá-la, tão grande era minha vontade de conhecer Chefchaouen.   

OBS: na verdade, depois de 16 dias no Marrocos, verifiquei que as casas de câmbio praticam valores muuuito parecidos, todas nessa faixa.

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Foto: Chefchauen (significa algo como “olhe as montanhas”) vista da “casbá”, ou seja, a parte fortificada da medina. Esta cidade se tornou minha maior paixão no Marrocos. Chama atenção pela maioria das casas adotarem uma coloração azul. A origem disso é incerta, mas parece estar ligado a tradições judaicas, seus primeiros habitantes. Mas há também quem diga que essa cor espanta mosquitos.

01-11: Acordei tarde, me distrai com a internet, mensagens, facebook. Ontem, zanzando por aqui encontrei outro hotel mais barato, mais limpinho e dentro da medina (Hotel Abi Khancha, em frente à mesquita de mesmo nome, Avenue Assaida Alhorra, 57, por 60 dirhans a diária, tel. +212539986879, +212602246223 e +212626878426, [email protected]) e lá fui eu trocar de hospedagem. Fiquei tão entusiasmado com o dia anterior que resolvi abdicar das trilhas que pretendia fazer nos arredores em prol de mais uma procura pelos melhores ângulos da cidade azul. E valeu a pena, pois ela não decepciona. É única mesmo. Além do entusiasmo com a cidade, incrível, tem o fato de se estar mergulhando na rotina local, com tudo o que ela contém e ainda mais na cidade velha (a medina), com aquele “trupé” de mulas, motos, corredores estreitos, pórticos, pequenas praças e feiras, o colorido dos produtos à venda expostos nos muros e nas lojas, os habitantes locais entrando e saindo das mesquitas (numerosas, em todo lugar tem uma), enfim, a realidade marroquina em gênero, número e grau, com toda sua intensidade em odores, cores e afetos, é notório que esse país não quer que você fique indiferente a ele. Encantador e envolvente. E assim foi o dia, entre mercados de rua com produtos ultracoloridos, comidinhas e bebidinhas curiosas (tipo suco de tâmara, muito doce mas tem lá seu valor gastronômico, por 12 dirhans). Mandei pro papo também um tajine de carne com ovo (30 dirhans) e um cuscuz de carne de cordeiro com legumes (35 dirhans), mais suco de laranja (a laranja daqui tem um “tchan” – 12 dirhans – na Espanha é quase sempre extremamente ácida). No caso do cuscuz, é praticamente o que se come em Pernambuco e diferente do baiano, ou seja, feito com farinha de milho mas comido seco, com a carne e os legumes por cima. Muito bom!   

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Foto: sucessão de construções coloridas na medina, com o onipresente azul. É tudo assim grudadinho uma casa na outra, dando pra corredores estreitos pra circulação (carros não entram). E muitas parreiras nos telhados. Às vezes, formam um verdadeiro túnel com seu emaranhado. Pra quem puder, procurem ficar hospedados dentro da medina para se ter uma noção melhor do que há de mais tradicional por aqui.

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Foto: ruelas estreitas com produtos à venda nos muros.

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Fotos: dois dos recantos mais charmosos da medina em Chefchauen.

 

 

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02-11: Cortei a barba em um barbeiro da medina (15 dirhans); comi um doce que eu não consigo entender o nome quando o carinha vende (2 dirhans cada, geralmente compro uns 3 cada vez que passo ali – fica na rua da praça principal da medina). Se eu disser que é muito bom, não dá ainda a dimensão real da coisa. É divino. Antes, tentei uma atividade sugerida pelo Lonely Planet, que é acompanhar o leito do rio Ras El Maa, a partir do portão Bab Onsar da medina, até a Avenida Melilla, mas, contrariando o guia, já não é possível fazer esse percurso integralmente pois acredito que algumas mudanças ao longo do trajeto bloquearam a passagem dos pedestres. E já não se encontra em bom estado de conservação e limpeza, apesar de uma restauração ocorrida há alguns anos. Há muito lixo acumulado dentro do rio (saquinhos plásticos, recipientes de comida e artigos de limpeza, até bichinho de pelúcia jogado no fundo eu vi).

Visitei a Casbá ao lado da “Grande Mesquita”, na praça Outa El Hammam (acho que foi cerca de dois euros), que recomendo pois tem, entre jardins, muros e torres, uma mostra que resgata a importância da mulher na sociedade marroquina, algo bem relevante num país árabe. Ali nos lembram da significativa participação das mulheres na política (perfazem mais de 80 parlamentares – no Brasil são quantas mesmo? Rolou uma vergonhinha alheia). À noite, jantar no restaurante Assaada (cuscus com carne de cabra). Depois,  repeti um mesmo programa por todos os três dias que estive ali: ida à Mesquita Espanhola, pra ver o por-do-sol. E um pouco além, numa trilhazinha em direção às montanhas (lado oposto ao da cidade), pra me isolar e assim captar melhor as energias desse lugar tão especial. Era lua cheia e tem umas pastagens, umas oliveiras, uns cactos, numa paisagem que se tornou mais especial ainda diante dos sentimentos que surgem numa despedida, já que era meu último dia por ali. Que “demais”! Obrigado, Chefchaouen! Você já mora no meu coração!

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Foto: doce muito comum, mas que eu não me recordo o nome (eles diziam mas eu não conseguia entender direito – quem souber, dá um toque, por favor), vendido nas ruas por ambulantes. Delicioso. É uma massa frita coberta com uma calda e gergelim.

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Foto: Chefchauen vista da trilha pra mesquita Espanhola.

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Foto: dentro da casbá ao lado da “Grande Mesquita”, na praça Outa El Hammam.

03-11: despedida de Chefchaouen, que gostei tanto. Passaria muitos outros dias ali, se pudesse, tranquilamente. Assim, acabaria indo também pros parques nacionais ao redor, como o Talassemtane, bem próximo, fazer umas trilhas e conhecer cachoeiras, bem recomendadas. Conforme outro relato do “mochileiros.com”, é possível pegar um taxi e ir, mas os taxistas foram muito mercenários, queriam quantias astronômicas pra ir da rodoviária até o centro, imagina num roteiro saindo da cidade. Então, pensei: “se aparecer outro turista que vá, rachamos e vamos”, mas o “outro turista” a fim de natureza, não apareceu. Na verdade, muita gente tá ali é por causa do... haxixe! A região é grande polo produtor, consumidor e de tráfico de haxixe. Até crianças vendem na rua, apesar de ser proibido. Bom, não rolaram as trilhas mas nada como um bom motivo pra se voltar outra vez para um lugar que te cativou, não é mesmo? Hoje posso garantir que o Marrocos proporciona bem mais do que apenas 16 dias de viagens incríveis.

Passagem comprada no dia anterior para Fez, empresa CTM, na própria rodoviária (pra não correr risco de não haver na hora - o ônibus saiu lotado, ou seja, não haveria): 75 dirhans mais 5 por uma mala (no Marrocos, as empresas de ônibus cobram esse valor por cada mala depositada no bagageiro). O ônibus saiu às 10:45 de Chefchaouen, chegando às 15:30 em Fez. Foi um trajeto tranquilo, montanhoso até Oussani (ou seja, cheio de curvas), com o predomínio de oliveiras e criação de cabras, e raramente hortaliças, tornando-se mais plano depois, num trecho voltado para o plantio mecanizado, com quase toda a zona rural ocupada por terra arada esperando a chuva pra plantar, provavelmente cereais (no Marrocos e nos países Mediterrâneos, é no outono e inverno que temos a maioria das chuvas, mas nada que atrapalhe os planos de um viajante, já que chove muito pouco – nesse setembro e outubro por Portugal, Espanha, Itália e Marrocos, só peguei um dia de chuva em Florença, na Itália, e nada muito volumoso).

Esperava que Fez fosse uma Chefchaouen maior. Engano total. Amanhã irei na medina, mas já dá pra dizer que o lado moderno da cidade pode até impressionar. Avenidas amplas, com frequentes fontes jorrando água abundante, gramados, flores e “passeios” largos e ladeados por árvores e palmeiras. Numerosas famílias frequentando. Carroças que mais pareciam carruagens à disposição de quem quisesse um passeio mais requintado. Shopping igual a todos os outros mundo afora com preços idem (praticamente os mesmos do Brasil, talvez um pouquinho menos caros, com a maioria das mesmas franquias). O shopping “Borj Fez” que está próximo ao hostel em que me hospedei tem também Carrefour, onde lá fui eu comprar provisões de chocolates, torradas, biscoitos, água e maçãs. O hostel está vinculado à rede Hi Hostel e nele me hospedei por quatro dias (Rua Abdeslam Seghrini, Ville Nouvelle, R$ 27,00 a diária). Não se encontra na medina (30 minutos de distância, caminhando), o que acabei gostando pois me deu a oportunidade de explorar um trecho da cidade que talvez nem chegasse a conhecer caso tivesse me hospedado por lá.

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Foto: passeio público ao longo da avenida Hassan II, bem próximo ao hostel.

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Foto: loja próxima ao hostel, de moda masculina. Diferente, né? Essa é uma das opções de vestimenta por aqui. Mas nem todos os homens se vestem assim. Só os mais tradicionais, sejam mais velhos ou não. Grande parte se veste como no Brasil.

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Foto: e vejam só quem eu encontrei fazendo uma boquinha por aqui, num outdoor gigantão. Inusitado.

 

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05-11: Visita a Rabat. Fui parar na capital do Marrocos devido a um erro bisonho. Comprei uma passagem de trem pra visitar Meknes (22 dirhans), próxima a Fez. Mas, ali, temos duas estações de trem. Me sentindo na Suíça, deixei passar a primeira e esperei pela segunda, mais próxima da medina, isso segundo o google maps. Que passou sem que o trem parasse. E lá fui eu à procura do fiscal ou um funcionário que soubesse inglês ou espanhol e me esclarecesse pra onde o trem estava indo agora e como fazer pra voltar. Esclarecido tudo, mudei de planos. Fui à Rabat, capital do Marrocos (mais 80 dirhans), a três horas de viagem de Fez, deixando Meknes pro dia seguinte. Valeu a pena, pois é bastante diferente das demais até então, tem uma infraestrutura urbana interessante, avenidas amplas, está à beira-mar e possui uma medina em que ninguém “enche muito seu piquá”, dando mais autonomia pra apreciar as lojas sem perturbação e maracutaias. Ao lado direito da estação de trem, bem próximo a ela, temos o Museu de Arte Contemporânea e o Museu de Arqueologia (não os visitei pois o tempo era escasso e havia chegado às 13:00, tendo só a tarde para o passeio e depois mais três horas de volta pra Fez). Mas deu pra chegar ao Palácio Real (também pertinho). Não tem como entrar nas construções mas é um agradável passeio pelos jardins. Um dos guardas, muito simpático e admirador do Brasil (fez referências ao Gabriel Medina e ao Mineirinho, sendo fã de surf e até arriscando umas palavras em português) sugeriu um passeio à Challa, a uns quinze minutos caminhando, em que temos ruínas romanas e islâmicas num espaço que foi adotado por cegonhas (dezenas e mansinhas) que ali fizeram seus ninhos no alto das ruínas, um lance meio “Voulubilis”, próxima a Meknes (que eu tinha resolvido que não visitaria). Interessante. Dali, peguei um táxi (15 dirhans) até a casbá (parte fortificada) da medina (o trecho da cidade entre as muralhas). A casbá vale uma conferida, principalmente o Jardim Andaluz. E as vistas do mar são monótonas, tudo muito reto e sem verde, mas mar é mar e eu queria ter uma noção de como ele se apresenta por ali, como são as praias. Era domingo e as praias estavam cheias (muitos surfistas e mar com ondas significativas). A casbá é significativamente mais alta que o terreno ao redor, gerando vistas panorâmicas interessantes, além do que ali temos a foz de um rio que traz um bonito complemento à paisagem local. Voltei pra Fez (85 dirhans), comi uma lasanha (40 dirhans) e tomei um suco de laranja (10 dirhans), dei uma andada e fui pro hostel.

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Foto: Ruína romana em Challa, Rabat.

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Foto: Beira-mar vista da casbá da medina de Rabat.

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Foto: fim de tarde em Rabat, com o passeio público lindão e bem frequentado.

 

06-11: Fui de manhãzinha até o Museu Nejjarine na medina de Fez (20 dirhans), que não tinha conseguido visitar dois dias antes (depois dos perrengues com os guias e ter perdido tempo demais, cheguei até ele quando estava sendo fechado). Acredito ser um passeio obrigatório aos locais interessantes da medina, pois abriga o que foi uma espécie de hotel para os mercadores da época, além de que seu acervo é bem conservado e interessante. Depois, mesmo tendo resolvido não ir pra Voulubilis (ruínas romanas) nem Moulay Idris (mausoléu), queria conhecer Meknes (22 dirhans por trem), a cidade próxima desses locais. Um passeio por agência contactado pelo hostel orçava em 1.000 dirhans um tour de um dia por estes lugares, saindo às 10 da manhã (te buscam). Achei carézimo, e pra quem já tinha visitado a própria Roma e Pompeia uns dias antes, me desinteressei. Mas ali cheguei – a Méknes - meio tarde (além da visita ao Nejjarine, lavei roupa de manhã no hostel). Resolvi que iria andando mesmo até a medina, pra assimilar melhor a cidade. E foi bem legal. Come-se aqui, bebe-se ali, fotografa-se acolá. E assim se chega ao pórtico da medina, que tem à sua frente uma praça em que muita coisa acontece, no que seria uma Jema El Fina (a mítica praça de Marrakeche) menor e menos famosa. Um cara com a cobra no pescoço, macacos de Gibraltar com camiseta de Messi e Ronaldo, gente dançando, vendendo, turistando... gostei muito desse passeio descomprometido e bem agradável. Adentrando a medina, uma quantidade razoável de restaurantes variados para todos os bolsos. Recomendo.

 07-11: Saída às 8:30 da estação de trem de Fez em direção à Marrakeche (oito horas de viagem a 311 dirhans em primeira classe – assim, há mais espaço pras bagagens, mas não é tão diferente da segunda classe - e muito tempo pra botar o relato em dia, ler e apreciar a paisagem). Lá chegando, daria início a sete dias e seis noites reservados do Brasil ainda em abril, e que deixei pago parcialmente (no total, são 420 euros, 200 pagos antecipadamente), incluindo um tour de cinco dias pelo interior com o mítico passeio pelo Saara, com quase tudo pago (hospedagem, guia, uma refeição por dia e deslocamentos). Assim resolvi pois imaginei que no interior do Marrocos talvez poucas pessoas conseguiriam se comunicar em inglês e espanhol (o que até então não tinha sido problema mas gera alguns impedimentos onde a comunicação se faz necessária). E encontrei em um site uma referência a dois irmãos portugueses (Rita e João) que vivem em Ouarzazate e ali tem pousada, e que organizam este e outros tours. Bem adequado. Além de que te pegam na estação que você chega (ou aeroporto) e te levam até ali quando tudo acaba. Cômodo, principalmente se você se hospeda na medina, onde sempre é possível se perder antes de se familiarizar com o traçado urbano. O site deles para contato é http://www.darrita.com/hotel-marrocos/viajar/tours/ e já adianto que são super gente boa e atenciosos, tiram todas as suas dúvidas, que, no meu caso, foram muuuuitas, agradeço a paciência deles. O Hotel em Marrakeche, já incluso no tour: Riad Dar El Masa ([email protected]), cinco minutos a pé da mítica praça Jema El Fina e dentro da medina. É só avisar quando se dará a chegada na cidade que eles te pegam no aeroporto ou onde quer que seja (no meu caso, foi na estação ferroviária). Vale dizer que, pra quem tem menos tempo, é possível realizar o passeio ao Saara em um tour de 3 dias, portanto, bem mais rápido, e que é feito por várias agências, como também pelo pessoal do hostel Equity Point Marraqueche (http://www.equity-point.com/our-hostels/equity-point-marrakech-hostel/general-information.html), um dos melhores do mundo, e que sai por 90 euros, se não me falha a memória, mas é possível encontrar por até menos (60 euros). Mas, apesar de passarem pelo mesmos roteiro que eu faria com o grupo, deduzi que em três dias tudo poderia ser rápido demais, comprometendo um melhor aproveitamento. Além do que, pelos relatos que li, há uma diferença muuuito significativa quanto aos aposentos e tendas (no deserto) usados por cada passeio. Há relatos até de grupos que dormem ao relento e em colchonetes (quanto à comodidade, o passeio que fiz é nota dez, tendas com banheiro privado e água quente no chuveiro, além de colchões muito confortáveis, além de uma comida maravilhosa no acampamento). Pois bem, com a chegada em Marraqueche, não há como relaxar enquanto não se vai à praça Jema El Fina. E como era fim de tarde, havia muito tempo até a noite adentro. Pra quem acaba de chegar ao Marrocos, certamente o impacto desse microcosmo nacional é gigantesco. Pra mim, que já circulava há algum tempo por aqui, o impacto foi reduzido, o que não diminui as virtudes do lugar, bastante interessante. Foi a maior praça-feira que vi no país, está rodeada pelo comércio de produtos tradicionais (e outros nem tão tradicionais assim) e lá estão também os encantadores de serpente (hipnóticos - conforme a tarde cai eles se vão, à noite já não os via mais, portanto, se quiser vê-los, vá com luz natural), as barraquinhas de comidas e bebidas tradicionais (novamente, destaque pro maravilhoso suco de romã, além de lesmas cozidas, lanches, assados, cérebro de carneiro cozido, sopas etc.), contadores de histórias, dançarinos (ou coisa parecida) etc. Passeio obrigatório.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sentadas, sapatos e atividades ao ar livre

Foto: nesta altura do século XXI, acho que não está exatamente nos planos de ninguém encontrar um encantador de serpentes por aí. E eis que ele aparece, lá na Praça Jema El Fina, em Marrakeche. Aliás, vários deles. Não acredito que por muito tempo. Os bichos devem estar estressadíssimos e, se duvidar, nem presa têm mais. Então, o que pesará mais: a sobrevivência de um modo milenar, intrigante e sedutor de ganhar o pão ou a natureza que clama por humanidade? A discussão sobre a festa do peão nem é tão diferente disso. 

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Foto: Praça Jema El Fina

A imagem pode conter: 1 pessoa, sentado, chapéu e atividades ao ar livre

 

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08-11: O roteiro deste dia foi o seguinte: Marraqueche - Talouet - Ait Benhaddou - Ouarzazate, passando pelo vale do Ounila, pelas montanhas do Alto Atlas e em uma cooperativa de fabricantes de óleo de argan, entre outros produtos locais. Já nesse trecho ficaram claríssimos o ponto alto e o ponto fraco do passeio.

Como os irmãos organizadores Rita e João são portugueses, é com falantes da nossa língua que se viaja, no caso, 14 pessoas numa van, com 4 portugueses e os demais, brasileiros, mais o motorista e o guia marroquinos. E isso facilita a integração. Demos sorte pois a harmonia que reinou no grupo foi incrível, gente muito diferente entre si mas todo mundo muito colaborador e sintonizado. Muito provavelmente, nos demais passeios imensamente mais curtos e baratos, corre-se o risco disso não ocorrer, pois incluem gente do mundo todo e uma grande variedade de idiomas. Mas também poderia ser até melhor. Achei importante garantir-me na opção mais cômoda. Vale a pena lembrar que quem quiser arriscar e viajar sozinho com ônibus (não há trens de Marraqueche para essa região) não terá tantas dificuldades, o povo local é muito prestativo, e aí sim você economizará horrores, pois tudo é muuuito barato. O único inconveniente mesmo foi onde há turismo de massa como em Fez, com os pretensos informantes-guias aproveitadores - fuja deles. Foi o único “porém” em toda a viagem.

Quanto ao ponto fraco, trata-se do seguinte. O guia marroquino obedece ao que entendi como sendo um padrão por aqui: guiar, geralmente significa “conduzir” os turistas até onde haja interesse, principalmente viabilizando a logística pra quem não domina a língua local, mas sempre enfatizando restaurantes, lojas e feiras, que, confesso, eram mesmo as prioridades para parte do grupo. E há informações de menos, comércio de mais, e pouco destino cultural, pois os guias querem mesmo é comissão nas vendas. Enfim, desse ponto de vista, o roteiro poderia ser imensamente melhor aproveitado. E, como o pacote só se responsabilizava por uma refeição por dia, geralmente, os locais escolhidos pelo guia em trechos remotos do caminho em que não havia qualquer outra segunda opção de estabelecimento a preço justo, cobravam em média TRÊS vezes mais do que qualquer outro local decente que eu havia frequentado durante a fase “solitária” da viagem. Se soubesse, teria feito antecipadamente lanchinhos por minha própria conta, e comprado frutas pra comer no caminho. Enfim, nada contra o Marrocos e nem muito diferente da lógica global de extorquir turistas em excursão, taí os ônus e bônus da opção por viajar nesta modalidade. Mas vale lembrar também que TODAS as acomodações e refeições já incluídas no pacote (os jantares) foram excelentes. Ao final do dia, chegamos a Ouarzazate, onde jantamos e pernoitamos no Riad Dar Rita (http://www.darrita.com/hotel-marrocos/).
 

Obs: tinha uma curiosidade gigantesca por conhecer Ait Benhaddou, acho que foi o local do Marrocos que mais despertou minhas fantasias geográficas e me impulsionou a fazer a viagem. E foi incrível conhecê-lo.  Mas o encontrei em um péssimo estado de conservação, além de ser infinitamente menor do que imaginava, parece mesmo um cenário artificial e não um patrimônio histórico digno desse título. Além do que, o rio ao lado estava quase totalmente seco e o tempo nublado, acho que tudo conspirou para minimizar meu encontro. Enfim, um dos poucos lugares que não corresponderam às minhas expectativas. Deu vontade de morar por ali e criar uma ONG pra resguardar melhor aquele patrimônio tão maltratado.

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Foto: este foi o grupo que acompanhei no tour do deserto (6 noites, 7 dias, 430 euros, 4 portugueses e 10 brasileiros), nesse momento em Ait Benhaddou. Todo mundo aí tem o seu valor, mas o casal carioca composto pelo PC – Paulo César (de verde, atrás de mim), e sua esposa Márcia (ao seu lado direito, com a sacolinha azul) tinha que ser declarado patrimônio nacional. Figuríssimas...

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Foto: Vale do Ounila, no caminho para Ouarzazate.

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Foto: aspecto da região do Alto Atlas, no caminho para Ouarzazate.

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Foto: Ait Benhaddou, tão linda e tão maltratada.

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Foto: romãs, uma constante como sobremesa junto às refeições marroquinas. O suco dela é algo de insuperável, refrescante e terapêutico. Aqui elas são bem mais suculentas do que no Brasil.

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09-11: Ida pro Erg Chebbi, o mítico passeio ao deserto do Saara. Roteiro: Ouarzazate – Agdz - Vale do Draa, o maior rio do Marrocos – Nkob - Tazzarine - Alnif - Rissani - Merzouga. O que eu não esperava era que a maioria das localidades citadas no roteiro seriam apenas avistadas ao longe. De fato, pelo tempo que dispúnhamos e a grande distância a ser percorrida, não daria mesmo para um detalhamento de cada lugar. Apenas em Rissani é que houve uma parada mais demorada para se visitar um mercado local, interessante para adentrar melhor no cotidiano do Marrocos profundo. De qualquer forma, não haveria nada capaz de desviar a atenção de quem quer que fosse da atração principal, o percurso em direção às dunas do Erg Chebbi (já fazem parte do Saara).

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Foto: estipulava o roteiro que visitaríamos Agdz, o local ao pé da montanha na foto. E teria sido interessante cruzar o palmeiral e alcançar o povoado, dar um giro por lá. Mas tudo se resumiu a uma contemplação ao longe.

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Foto: mercado de animais em Rissani, com a cidade ao fundo.

Após as paradas em vistas panorâmicas (destaque para os palmeirais, casbás e souks – os mercados) e restaurante para almoço, se chega a uma espécie de hotel, base para que se troque de veículo pra outro mais apropriado às areias, e dali se vai até onde estão os dromedários que fazem o restante do percurso até o acampamento, onde se janta e passa a noite. Ali rola toda uma curiosa “mise en scène” onde os dromedários reinam. Mansinho, lento e simpático, toda atenção é pra eles, é um tal de arreia pra cá, fotografa pra lá, e ele ali, impassível, parece não se dar conta de coisa alguma. Achei muito confortável, ao contrário de outros viajantes. Infelizmente, o tempo estava nublado e, assim, duas coisas a lamentar: o pôr-do-sol ficou pra outra oportunidade e não foi possível à noite avistar aquele céu lindo e limpo dos meus sonhos, tão aclamado em prosa e verso por todos que ali estiveram e viveram essa experiência.

Mas nem dá pra ficar triste, pois o acampamento é muito legal, tanto pela estrutura (tendas cobertas – há passeios em que as tendas estão a céu aberto – com banheiro e chuveiro com água quente, pois há um gerador de energia que fica ligado até que todos durmam). O jantar é servido numa tenda maior lindona (aliás, todas são) e é comida boa demais, foi das melhores refeições que todos fizeram no Marrocos, principalmente a carne bovina, não devendo nada aos melhores restaurantes. Após o jantar dos sonhos, todos vão pra fora da tenda onde há uma fogueira e os auxiliares berberes fazem uma apresentação animada com vários instrumentos (atabaques, castanholas...) e músicas tradicionais. Depois de um certo tempo, foi a vez do nosso grupo de turistas mostrar seus dotes musicais, mas em breve ficou claro que eles não existiam, então, os berberes retomaram o controle. Mas foi divertido, com direito a trenzinho, pretensas danças do ventre, coralzinho tímido... Quando quase todo mundo já tinha ido dormir, resolvi tentar subir a duna maior ao lado do acampamento pra ter uma noção do como é a vista lá de cima. Existe uma certa corda cuja localização só ficou clara de manhã, com luz natural, pra auxiliar nesta “ascensão”. Mas nada de achar a corda à noite, e é muito difícil enfrentar a duna encarada de frente. Ficou pra manhã do dia seguinte. Combinei de acordar o povo pra gente acompanhar o nascer do sol no alto da duna.     

 image.png.326a90b45945f4632410f2583e41b298.png

Foto: dunas de Erg Chebbi, deserto do Saara

image.png.c32586eff8a62602b5d2c77ebf879baf.png

Foto: E lá fomos nós numa alegria só pro acampamento. Pena que o tempo nublado abortou nosso pôr-do-sol e as míticas sombras projetadas na areia.

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10-11: neste quarto dia de viagem programada, o roteiro informado pela organização foi esse:

 

“Acampamento nas dunas de Erg Chebbi - Merzouga - Erfoud - Tinjdad - Gargantas do Todra - Boulmane - Kelaa Mgouna - Skoura - Ouarzazate. Nascer do sol no deserto, passeio de dromedário de volta ao transporte. Partida em direção às gargantas do Todra e passagem por Erfoud. Passagem por Boulmane do Dades e o Vale das Rosas. Passagem por Skoura pela Rota das 1000 kasbahs - jantar e dormida em Ouarzazate no  Riad Dar Rita http://www.darrita.com/hotel-marrocos/.”

 

Ou seja, muitos destinos, grandes distâncias, pouco tempo em cada lugar e, às vezes, mera contemplação ao longe. Tanto que nem saberia hoje dizer ao certo qual é qual, retive poucos deles na memória, mesmo sendo interessantíssimos. Hoje, imagino que não seria uma má ideia passar uns dias em Ouarzazate e explorar melhor os arredores. Eu acho estes vales cobertos por palmeiras, contrastando com as montanhas e seus vilarejos avermelhados, tão incríveis que ainda quero ter a oportunidade de vivenciá-los melhor um dia. Gostaria de saber de quem já fez isso se vale mesmo a pena.

 Ao contrário do entardecer do dia anterior, a madrugada foi brindada com tempo limpo e prometia ser um espetáculo. Mas foi frustrante descobrir que havia lua minguante, com iluminação significativa, daí, aquele céu escuro cheio de estrelas nunca antes tão brilhantes ficou pruma outra viagem. Acordei o povo e simbora subir a duna. Esforço “mega”, a areia fofa não aliviava com a perna afundando até o joelho e a cumeeira se aproximando mas ainda distante do topo da duna maior. Atingido o espigão, melou! Ao avistar o lado oposto da duna aliado ao vento forte que surge como que do nada nesse ponto, bateu uma vertigem intensa. Sempre sofri disso, mas, nesse caso, aquele vento potencializa a sensação de insegurança, além do cansaço significativo. Desisti de subir, infelizmente. A pressão baixou, o estômago revirou, tudo se converteu numa diarreia. Avisei o povo que não estava bem, uma médica que viajava no grupo me deu um comprimido, tomei e voltei pra tenda, me deitei no chão esperando a hora de ir embora. Alguns minutos depois e já com os dromedários prontos, vieram me chamar pra partir. Eu já estava bem melhor e fomos. O dromedário é um animal muito dócil, de movimentos lentos, imensamente mais obediente e manso do que um cavalo. Tem uma adaptação no arreio que o torna muito confortável. Houve quem reclamasse, mas deduzi que depende de você se acomodar bem antes da partida. Ou então vai sofrer um pouco no percurso, sempre em linha indiana.

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Foto: o acampamento, muitíssimo confortável, as dunas e o sol radiante que a gente quis muito e não teve no dia anterior. Mas neste novo dia compensou tudo! Paisagem e experiência incríveis!

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Foto: Dromedários e bérberes aguardando o momento da saída do acampamento.

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Foto: tem como voltar pro Brasil feliz sem ver as míticas sombras da “caravana” projetadas na areia? Pois é, estava chateado por não ter sido possível no entardecer do dia anterior, mais eis que neste dia o sol ajudou e o desejo se realizou!

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Foto: volta do passeio ao Erg Chebbi. Esta foto foi tirada por um dos auxiliares. Sabe cozinhar, conversa com todo mundo (não domina nenhum idioma mas se comunica como ninguém), toca vários instrumentos (como ficou claro na confraternização na noite anterior) e talvez seja um fotógrafo nato dos muito bons. Eu dou aula de geografia e gosto de viajar. Confesso que conviver com essa moçada no acampamento (são vários auxiliares) me permitiu perceber o quanto eu ainda tenho que aprender nessa vida.

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Foto: Garganta do Todra

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Foto: Tinghir. Este é um local do roteiro em que ficaria por um tempo maior pra explorá-lo melhor. Pra ver em detalhes este contraste incrível entre os palmeirais, cidades avermelhadas e montanhas.

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Foto: Tinghir

 

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    • Por ms.priscila
      Roteiro Marrocos (11 dias)
      INFORMAÇÕES GERAIS
      Visto: dispensa de visto por até 90 dias
      Passaporte: deve ter validade de pelo menos 6 meses da data do retorno ao Brasil
      Vacinas: não exige vacina da febre amarela
      Quando ir: mar-maio e set-nov
      Capital: Rabat
      Moeda: dirham marroquino (MAD), podendo ser comprado fora ou dentro do país
      Idioma oficial: árabe e francês
      Cod. telefone: +212
      Padrão bivolt: 220V
      Tomadas: C e E
      Empresas aéreas: Royal Air Maroc (RAM)
      Trem: ONFC
      Ônibus: CTM e Supratours

      VIAJANDO SOZINHA PELO MARROCOS
      Antes de decidir viajar ao Marrocos, pesquisei muito a respeito pois li e ouvi muitos relatos negativos quanto à presença da mulher no país, como por exemplo, perseguição e assédio.
      Por este motivo, optei por viajar com agência de viagens (o que nunca havia experimentado) e, ao final, posso dizer que foi uma boa escolha diante dos argumentos que tratarei mais adiante. A agência escolhida foi a Almanatour (esta informação não é patrocinada), porque somente ela oferecia o tour em novembro pelo tempo e locais pretendidos.
      O Marrocos é um país em expansão e com uma arrojada política de estruturação voltada ao turismo. Assim, a agência, especificamente, cumpriu com todos os serviços contratados, mas de uma maneira geral, os serviços ainda são ruins, mesmo nos hotéis estrelados, mas é um caminho a ser percorrido.
      Quanto à perseguição e assédio mencionados anteriormente, por duas vezes, em Fez e Marrakech, abandonei o tour para andar sozinha pela cidade e as impressões são as seguintes:
      1. O Marrocos é um país muçulmano, portanto, você deve respeitar a figura da mulher dentro da religião;
      2. Independente de ser homem ou mulher, você será extremamente assediado no que diz respeito às compras; e nesse aspecto, eles são incansáveis. Por isso, a dica é: óculos escuros e um educado “no, thanks”;
      3. Evite tirar fotos com animas e fazer tatuagens nas praças principais das grandes cidades; um triste fato é que os vendedores sempre estarão prontos a lhe enganar nos valores comercializados.
      Assim, algumas situações que vimos ou enfrentamos:
      a. Um colega do tour tirou uma foto com um animal, em Marrakech, e o rapaz lhe disse que pela foto ele poderia pagar a quantia que quisesse. Após a foto, o colega ofereceu 5€, o que foi recusado pelo rapaz, que passou a exigir 20€. Nesse momento, o rapaz passou a ir para cima do colega, que começou a chamar a polícia, quando o rapaz empreendeu fuga.
      b. A noite, tirei uma foto de uma praça, em Marrakech, e um rapaz, saindo não-sei-de-onde, me pediu dinheiro pois possivelmente havia saído na minha foto. Expliquei que a foto não estava boa, apaguei e ele se convenceu e foi embora.
      c. Antes de partir de determinado ponto turístico, eu e uma colega do tour perguntamos a alguns policiais quanto era um táxi de onde estávamos para o hotel; eles nos informaram que o valor girava em torno de 20 a 25 MAD. Quando abordamos os taxistas, nos cobraram 80 MAD e aí começam a querer negociar. Ao final, voltamos a pé porque ficamos com receio de negociar valor certo e ser cobrado a maior, quando chegássemos ao destino.
      Assim será em relação a tudo que você tenha que pagar no país. Por esta razão, contratei um tour com tudo incluído e fugi de todos estes percalços.
      Conclusão: o Marrocos é um país lindo, incrível, de cultura apaixonante. Nas grandes cidades medievais vê-se grande número de turistas nas ruas durante todo o dia e noite. Caminhe a vontade pelas medinas, praças e demais pontos turísticos; você, mulher, não será perseguida. Enjoy!

      CLIMA NO MARROCOS Por estar próximo ao deserto, acreditava que o Marrocos era sempre quente. Ledo engano. Faz frio e muito frio. Respeite as estações. Fui em novembro (final do outono) e as temperaturas foram sempre amenas (8o a 20o) e mesmo no deserto fez frio durante o dia, mas sob forte sol.

      ROTEIRO DIA A DIA
      Por uma questão didática, expus o roteiro descriminado pela agência, em seu site, e farei comentários, quando julgar necessário.

      Dia 01: Marrakech
      “Chegada ao Aeroporto. Transfer para o hotel escolhido. Jantar incluído.”

      Dia 02: Marrakech – Essaouira – El Jadida – Casablanca
      “Saída para Essaouira logo depois do café da manhã. Visita da cidade, almoço opcional em um restaurante da cidade. Pela tarde vamos em direção a Casablanca. Durante o trajeto faremos paradas em Oualidia e El Jadida. Visita de orientação da cidade de Jadida ou Mazagão (que foi uma antiga cidade portuguesa) e na época considerada o melhor refúgio na Costa Atlântica no ano de 1769. Chegaremos em Casablanca para o jantar e alojamento no Hotel.”
        Essaouira
      Medina da Essaouira

      Dia 03: Casablanca – Meknes e Fez
      “Começamos o dia conhecendo Casablanca, a capital econômica do Marrocos:  Mercado Central,  distrito de Habús, o Palácio Real, a Praça de Mohamed V, a zona Residencial de Anfa, o exterior da Mesquita de Hassan II. Saída para Meknes para visitar a capital “Ismaelita”, a qual tem as maiores muralhas de Marrocos (40 km); a famosa porta de Bab Mansour, os estábulos reais e o bairro Judeu. Almoço durante o trajeto (Opcional). Continuação a Fez. Jantar e alojamento.”
      A parada não permite entrar na Mesquita de Hassan II, em decorrência do tempo. Se estiver sem excursão e decidir entrar na mesquita, é necessário um véu para cobrir ombros e colo.
        Casablanca
      Estábulos reais

      Dia 04: Fez
      “Todo o dia será dedicado a conhecer a Capital Espiritual do Marrocos; visitaremos a Medina Medieval e veremos as escolas muçulmanas mais antigas (exteriores) “Attarine e Medersa Bou Anania”, que fazem parte das Universidades Islâmicas mais antigas do mundo. Durante a nossa visita, também visitaremos a fonde água Nejjarine, a mais antiga da medina, o Mausoléu de Moulay Idriss e a Mesquita de Karaouine, vista exterior somente. Almoço típico (não incluído) em um restaurante local no coração da Medina. Na parte da tarde, visita aos mercados mais tradicionais, os zocos e a parte de  Fez Jdid. Jantar e alojamento no hotel.”
      Neste dia, eu e uma colega do tour decidimos deixar o grupo e passear sozinhas pela principal medina de Fez: Fez El-bali. Passamos cerca de 05 horas no local, guiadas pelo GPS do celular. Esta medina possui mais de 9000 ruelas, portanto, não se percam. Negociamos, compramos, almoçamos e voltamos para o hotel. O táxi foi contratado por 300MAD/30€ (ida e volta) no próprio hotel.
      Medina Fez El-Bali

      Dia 05: Fez-Rabat-Marrakech
      “Saída até a cidade sagrada de Moulay Idriss pelas ruínas de Volúbilis, via a cidade Romana até Rabat, a Capital Administrativa. Visita ao Palacio Real Mechouar, ao Jardim e a Kasbah Oudaya (fortaleza Medieval), ao Mausoléu de Mohamed V e a Torre da Mesquita de Hassan. Almoço opcional durante o trajeto. Continuação da viagem por estrada autopista até Marrakech.  Check-in no hotel , Jantar e alojamento.”
        Volubilis
      Rabat

      Dia 06: Marrakech
      “Todo o dia dedicado para conhecer Marrakech, a segunda mais antiga do Império, também chamada de “A Pérola do Sul”. A visita a parte histórica incluirá o Jardim da Menara, a Tumbas Saadianas,  o Palácio Bahía, a Koutoubia e o Museu de Dar Si Said. Almoço no hotel. Durante a tarde visita dos Zocos de Marrakech e dos bairros dos artesãos, para apreciar a diversidade do local, incluindo a conhecida zona da praça mais famosa do Marrocos, a Djemaa El Fna e seu incomparável ambiente noturno. Jantar típico (opcional) nas Tendas do famoso restaurante “Chez Ali” encantador por suas apresentações de diferentes grupos folclóricos das regiões de nosso país. Alojamento.”
      Ao final do tour, por volta das 17:30h, abandonamos o tour e continuamos na Praça El Fna pelo resto da noite, até por volta das 22h, quando voltamos sozinhas ao hotel a pé.
      Koutoubia
      Palacio Bahia
      Djemma El Fna

      Dia 07: Marrakech, Ouarzazate e Zagora
      “Café da manhã no hotel, partida para Ait Ben Haddou através de Tizi N`tichka (2260 m. de altitude). Visita à famosa Fortaleza, a Kasbah,  que serviu como cenário para filmes famosos e atualmente é patrimônio da UNESCO. Almoço (opcional) em um restaurante local frente a Kasbah e continuação para Zagora, cruzando o Valle  de Draa. Uma paisagem única nos acompanhará neste dia.  Jantar e acomodação no hotel.”
        Ait Ben Haddou
       
      Dia 08: Zagora – Nkob – Tazzarine – Erfoud
      “Saída para Tamgroute, visita ao centro de artesanato e de acordo com a disponibilidade, visita a Livraria Corânica, que contém livros antigos e documentos que datam de antes do século XII. Partida para Erfoud, através de pequenos povoados bereberes como  Tansikht e  N´Kob, onde é possível ver cenários esplêndidos do pré-Saara e das Vilas Berberes da cadeia de montanhas. Almoço (opcional) em Tazzarine  em um pequeno villarejo no deserto. Pela tarde, continuação para Erfoud através da vila de Alnif e Rissani, local de nascimento da atual dinastia Alaouita. Jantar e acomodação no hotel.”
        Centro de artesanato
      Alnif
      “Neste dia, poderá realizar estas excursões opcionais:
      Opcional 1 : Excursão em Jeep  4×4 a Merzouga para ver o pôr do sol ou o nascer do sol nas dunas de Merzouga
      Opcional 2 : Excursão em Jeep  4×4 a Merzouga para ver o pôr do sol e Jantar na Tenda árabe em pleno deserto e regresso ao seu hotel em Erfoud
      Opcional 3 : Excursão em Jeep  4×4 a Merzouga para ver o pôr do sol e Jantar na Tenda árabe em pleno deserto + dormir em uma Tenda Árabe”
      Optei por dormir em uma tenda árabe. Assim, ao chegar ao deserto, fomos ver o pôr-do-sol, jantar e pernoite na tenda. A tenda possui cama de casal, luz elétrica, tomadas, chuveiro elétrico, mas não possui aquecedor.
      Na saída do hotel em Erfoud, em direção ao deserto, há vários vendedores que oferecem véus e colocam na cabeça dos turistas.
        Dunas do Deserto do Saara
      Pôr-do-sol no Deserto do Saara

      O passeio nos dromedários custou 30€
      O passeio para o nascer do sol custou 20€

      Dia 09: Erfoud – Tineghir – Ouarzazate
      “Caso a noite anterior tenha sido passada no hotel em Erfoud, você poderá optar por fazer uma excursão saindo em 4×4 ainda a noite para admirar o nascer do sol nas dunas do deserto.
      Depois do café da manhã, saída para Tineghir; visita da magnífica Garganta de Todra, um desfiladeiro que atinge uma altitude de 250 metros. Almoço (opcional) em um restaurante localizado ali mesmo, aos pés da garganta. À tarde, seguiremos nosso roteiro em direção a Ouarzazate pela famosa estrada das Mil kasbas, passando por lugares inesquecíveis como El Kelaa M’gouna e pela aldeia de Skoura. Jantar e alojamento no hotel.”
      Garganta de Todra

      Dia 10: Ouarzazate – Marrekech
      “Café da manhã e visita panorâmica da cidade de Quarzazate, antes de iniciar o caminho até Marrakech. Ao chegar em Marrakech, almoço no hotel, resto dia livre. Opcional: um jantar típico marroquino no coração da Medina.”
      Infelizmente, todos os jantares que pagamos durante a viagem somente incluíam um único prato típico, chamado Tajine (um cozido de legumes e verduras com/sem carne/frango). Assim, se você pretende provar o famoso cordeiro ou cuscuz marroquino, fuja dos jantares pagos.

      Dia 11: Marrakech-aeroporto
      “Café da manhã e transfer até Marrakech para Aeroporto Menara para embarque, conforme horário previsto para o voo.”
      Além das principais cidades medievais contidas neste tour, você ainda pode visitar:
      CHEFCHAOUEN (Mesquita Azul)
      A única maneira de chegar em Chefchaouen é por terra, ônibus ou carro. A cidade fica mais ao norte do país, e chegar até ela é tranquilo. Saindo de Marrakech, é uma longa viagem, pois Chefchaouen fica a quase 600km de distância, passando por Casablanca, Rabat e Fez.

      CASCADES D’AKCHOUR (40min de carro de Chefchaouen)
      O ponto de partida dos táxis é ao lado do posto de gasolina (só tem um na cidade). É só chegar e falar que quer ir para Akchour.

      CASCATAS DE OUZOUD (160km de Marrakesh)
       
    • Por Ana Maria Cavani
      Gostaria de compartilhar com vocês a fantástica viagem que fiz para o Marrocos com esta agência Viagens_em_Marrocos
      Encontrei o site da agência "viagens_em_marrocos" sem querer, estava pesquisando sobre viagens em Marrocos e eis que surge o próprio. No começo fiquei insegura, mas resolvi mandar um e-mail e rapidamente o Omar me respondeu. Omar me mandou vários roteiros, até definir quantos dias queria e pedi para sair do Tanger, pois estaria na Espanha e queríamos atravessar de ferry-boat. Omar me mandou o roteiro de 10 dias saindo e chegando no Tanger. Após essa definição passamos a nos falar por whatsapp, foi incrível, pois todas as dúvidas que eu tinha, o Omar me esclarecia. Chegamos no Tanger dia 18/10/2019 e Mustafá (nosso guia) e Mouhamed (nosso motorista) foram nos buscar. Ali começou a incrível viagem pelo Marrocos. Fomos para Chefchouen / Fes / Mersouga / Erg Chebbi / Dades / Marrakech / Rabat, esses foram os locais aonde pernoitamos. O roteiro é muito mais completo, passamos por muitas cidades, visitamos as ruinas romanas de Volubilis, que não estava no nosso roteiro, mas falei com o Omar e ele prontamente incluiu essa visita, que valeu muito a pena. O ponto alto foi o deserto, andamos de 4 x 4 nas dunas, sensacional e depois fomos de camelo para o nosso magnifico acampamento Sirocco Luxury Camp, maravilhoso, lá conheci o Youssef irmão do Omar, foi muito atencioso, foi até a nossa tenda para nos comprimentar. Os hóteis são maravilhosos, sempre muito atenciosos com a gente. Depois do deserto visitamos, as Gargantas de Todra, os estúdios de cinema, atravessamos o Alto Atlas, paisagens deslumbrantes. Depois de Marrakech, fomos para Casablanca enfim pudemos entrar em uma Mesquita, aliás uma baita Mesquita - Hassan II. Ao final depois de Rabat passamos por Asilah e nos divertirmos na praia foi bem legal e no fim passamos na Caverna de Hercules que também não estava na programação mas atenderam nosso pedido e depois nos deixaram no Tanger onde atravessamos de volta para a Espanha no dia 27/10/2019.
      Em duas cidades tivemos guias locais. A guia local Fátima de Fes foi sensacional, muita história para nós contar. O guia local de Marrakech Mustafá também muito experiente.
      Na despedida nos emocionamos muito, pois nosso guia Mustafá e nosso motorista Mouhamed nos protegeram como se fossemos da familia deles, nos tornamos amigos que vão ficar para sempre em nossos corações.
      Recomendo muito "Viagens em Marrocos" são sensacionais!
      As viagens são privadas, estávamos em 5 pessoas, era tudo em função da gente, foi maravilhoso. Foram 10 dias inesquecíveis!
      Em relação a reserva demos um sinal feito através do paypal e o restante quando chegamos pagamos em Euros, super tranquilo.
      Meu enorme agradecimento ao Omar que junto com sua equipe maravilhosa me proporcionou uma Viagem Incrível.
      Contatos da agência Viagens em Marrocos:
      http://viagens-em-marrocos.com/
      E-MAIL: [email protected] / [email protected]
      WHATSAPP - Omar: +212 668 477 203 / Youssef: +212 661 347 126
      Ana Maria

























    • Por Ana Maria Cavani
      Gostaria de compartilhar com vocês a fantástica viagem que fiz para o Marrocos com esta agência Viagens_em_Marrocos
      Encontrei o site da agência "viagens_em_marrocos" sem querer, estava pesquisando sobre viagens em Marrocos e eis que surge o próprio. No começo fiquei insegura, mas resolvi mandar um e-mail e rapidamente o Omar me respondeu. Omar me mandou vários roteiros, até definir quantos dias queria e pedi para sair do Tanger, pois estaria na Espanha e queríamos atravessar de ferry-boat. Omar me mandou o roteiro de 10 dias saindo e chegando no Tanger. Após essa definição passamos a nos falar por whatsapp, foi incrível, pois todas as dúvidas que eu tinha, o Omar me esclarecia. Chegamos no Tanger dia 18/10/2019 e Mustafá (nosso guia) e Mouhamed (nosso motorista) foram nos buscar. Ali começou a incrível viagem pelo Marrocos. Fomos para Chefchouen / Fes / Mersouga / Erg Chebbi / Dades / Marrakech / Rabat, esses foram os locais aonde pernoitamos. O roteiro é muito mais completo, passamos por muitas cidades, visitamos as ruinas romanas de Volubilis, que não estava no nosso roteiro, mas falei com o Omar e ele prontamente incluiu essa visita, que valeu muito a pena. O ponto alto foi o deserto, andamos de 4 x 4 nas dunas, sensacional e depois fomos de camelo para o nosso magnifico acampamento Sirocco Luxury Camp, maravilhoso, lá conheci o Youssef irmão do Omar, foi muito atencioso, foi até a nossa tenda para nos comprimentar. Os hóteis são maravilhosos, sempre muito atenciosos com a gente. Depois do deserto visitamos, as Gargantas de Todra, os estúdios de cinema, atravessamos o Alto Atlas, paisagens deslumbrantes. Depois de Marrakech, fomos para Casablanca enfim pudemos entrar em uma Mesquita, aliás uma baita Mesquita - Hassan II. Ao final depois de Rabat passamos por Asilah e nos divertirmos na praia foi bem legal e no fim passamos na Caverna de Hercules que também não estava na programação mas atenderam nosso pedido e depois nos deixaram no Tanger onde atravessamos de volta para a Espanha no dia 27/10/2019.
      Em duas cidades tivemos guias locais. A guia local Fátima de Fes foi sensacional, muita história para nós contar. O guia local de Marrakech Mustafá também muito experiente.
      Na despedida nos emocionamos muito, pois nosso guia Mustafá e nosso motorista Mouhamed nos protegeram como se fossemos da familia deles, nos tornamos amigos que vão ficar para sempre em nossos corações.
      Recomendo muito "Viagens em Marrocos" são sensacionais!
      As viagens são privadas, estávamos em 5 pessoas, era tudo em função da gente, foi maravilhoso. Foram 10 dias inesquecíveis!
      Em relação a reserva demos um sinal feito através do paypal e o restante quando chegamos pagamos em Euros, super tranquilo.
      Meu enorme agradecimento ao Omar que junto com sua equipe maravilhosa me proporcionou uma Viagem Incrível.
      Contatos da agência Viagens em Marrocos:
      http://viagens-em-marrocos.com/
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      Ana Maria

























    • Por Vitor Monaco
      Salve galera, é um prazer sentar para abrir meu primeiro tópico no site, é o começo de uma longa jornada! Será um prazer regar esta jornada com trocas das mais variadas.
       
      Estou começando a elaborar um roteiro para uma viajem de aproximadamente 1 ano e meio a 2 anos. A ideia é pegar um voo de SP para Portugal - onde tenho uma base para ficar sem custo, de Portugal cair pro Marrocos, e dali em diante a proposta seria fazer toda a viajem por terra. 
       
      Digamos que a "ida" tem como objetivo o percurso Marrocos > Vietnam, com foco no Marrocos, Egito, Israel, Índia, Tailândia e Vietnam, e a "volta" tem como objetivo pegar a ferrovia transiberiana e chegar em Portugal, com foco na China e Russia, depois passando por Berlin, Paris, Espanha e Portugal - lugares onde eu tenho bases de apoio.
       
      Entre as pesquisas que iniciei sobre este longo percurso, sobre os países, condições e possibilidades, abro esse tópico para uma primeira e grande dúvida, e com certeza não será a última.
       
      Aí vai: alguém já fez, ouviu, pesquisou, tentou ou sabe de informações reais e atuais em relação a fazer o percurso Marrocos > Egito por terra passando pela Argélia e Líbia? Sugestões de outras rotas possíveis são bem vindas.
       
      Espero poder desenvolver um ambiente de troca e enriquecimento de informações, reitero o prazer de abrir este tópico e desde já agradeço a todos pela parceria!
       
      Grande Abraço!
       
      Vitor
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
      É difícil não colocar uma noite sob o estrelado céu do Deserto do Saara como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo Marrocos!
      Várias empresas, hotéis e hostels oferecem roteiros até o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do Marrocos, mas como estávamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um ônibus turístico não agradava a nenhum de nós, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.
      Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!
      Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.
      A solução foi inusitada, mas não poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simpático funcionário do Riad Dar Outeba, onde estávamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no Deserto do Saara, nunca pensei que seria possível ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra “luxo” não combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experiência, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.
      O valor oficial do acampamento onde ficamos é de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo dá por volta de 60€ e inclui: Transporte ida e volta de 4×4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, café da manhã, garrafinhas de água gelada, chá de boas vindas e estacionamento em Merzouga.
      Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.
      Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando chá de menta num calor de 40º) até que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!
      Há algumas formas de chegar até os acampamentos; de 4×4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromedários. Eu estava decidida a não ir com a última opção, pois acho que é uma forma de exploração animal e apesar de saber que o corpo deles é preparado para esse tipo de clima e de “função”, não acho certo e não quis apoiar a prática. Como o quadriciclo era a opção mais cara, decidimos ir de 4×4.
      Ficamos sabendo que atualmente, para a segurança dos turistas, não é mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do Deserto do Saara, então todos eles agora ficam a uma curta distância da cidade. De 4×4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emoção de um rali pelas dunas! De dromedário o tempo é em média 1h30.
      O acampamento fica em um vale em meio às dunas e é encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e até tomadas e entradas USB! São 8 tendas e mais um espaço comum para as refeições. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme àquele lugar que parecia cenário de filme!
      Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!
      Caminhamos até o topo de uma duna, de onde a vista é de tirar o fôlego, e arriscamos algumas descidas de sandboard. Lá de cima vimos um pôr do sol tão lindo que entrou para o top 5 da minha lista imaginária!
      Mesmo não sendo tão afastado da civilização, a sensação é de estar no meio do nada. É uma emoção incrível caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um grãozinho de areia! Naquele momento estávamos animados demais para apreciar o silêncio do Deserto, mas não imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.
      Na volta para o acampamento passamos pelo “estacionamento de dromedários” e obviamente não resisti àquelas carinhas sorridentes! Eles são dóceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de não ter ido até lá sobre suas corcovas. Não é que eles não sejam bem tratados, mas vê-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados não me pareceu certo.
      Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!
      Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.
      Quando já estávamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresentação de música berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos típicos.
      De forma bastante simplificada, os berberes são o povo do deserto. Há diferentes ramificações e diferentes línguas (que são no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles é de ser um povo livre. Talvez por seu passado nômade, tenham se tornado mais abertos em relação à várias ideias, e essa foi uma das mais agradáveis surpresas da viagem.
      Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.
      E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.
      Eu sei que a essa altura você deve estar se perguntando, e os escorpiões? Nós não vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. Não fiquei descalça e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais não é muito comum vê-los durante o dia, eles preferem sair à noite quando o clima está mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpiões enormes e até cobras. Lá eles estão preparados caso avistem um, mas é sempre bom ficar atento.
      No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/

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