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Colômbia - Bogotá e Cartagena em Março de 2018.


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Olá amigos Mochileiros! E mais uma vez grata por todas as informações colhidas por aqui, posto esse relato de nossa mais recente viagem, que foi para a Colômbia, onde conhecemos Bogotá e Cartagena de 22 a 29 de Março de 2018.

A idéia dessa viagem surgiu por ser um destino que não poderíamos gastar tanto, aliado a um antigo desejo de conhecer Cartagena e praias estilo caribe, somado à grandes expectativas com conversas recentes com um colega de trabalho que é colombiano. O recente acidente com os jogadores da Chapecoense na Colômbia e o quanto que os colombianos foram solícitos e humanos nesse momento também nos animou a conhecer esse país tão rico!

E lá fomos nós planejar nossa viagem.

Escolhemos vôos da Avianca para ir pois iriam direto do Rio de Janeiro para Bogotá (apesar do horário da volta ser à noite). Os vôos da Copa Airlines eram mais baratos, mas iriam fazer escala no Panamá e apesar de não ser um destino ruim de se explorar, não tínhamos nem muito tempo e nem muito dinheiro disponível no momento. As passagens para nós dois saíram em torno de 2746,40 Reais

Eu tinha pesquisado em alguns blogs e vi que o melhor lugar para se hospedar em Bogotá era na área do Parque de La 93 e procuramos um hotel por lá. Já em Cartagena foi um pouco mais difícil decidir pela hospedagem, pois não tínhamos orçamento para nos hospedarmos dentro da cidade amuralhada (era muito caro) e eu não queria me hospedar no bairro de Bocagrande, pois achei que iríamos ficar longe do centro histórico (eu queria ir todo dia para o centro histórico) e acabamos decidindo por ficar no bairro que chama Getsemani, que é um bairro revitalizado da cidade... ficamos com um pouco de receio, mas vários comentários na internet diziam que o bairro é "feio" mas é seguro. E resolvemos arriscar.

O câmbio é muito favorável 1 Real está em torno de 8mil Pesos Colombianos... e lemos que as coisas lá não costumam ser muito caras.

E vamos ao relato!

 

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O nosso vôo de ida era uma 8h da manhã e tivemos que acordar cedinho (sendo que no dia anterior trabalhamos até tarde e ainda arrumamos as malas, então descansamos muito pouco!) e achei que iríamos conseguir dormir um pouco no avião, mas eu estava com uma baita dor na coluna devido a uma hérnia de disco lombar recente e não consegui ficar bem posicionada com a inclinação da poltrona, ficando com muita dor e me mexendo muito durante toda a viagem. foram umas 6 horas de vôo intermináveis e ainda com uma garotinha de uns 2 ou 3 anos americana, atrás da gente, que não parava de gritar e os pais nem aí pra ela... que delícia!

Cheguei moída, e com a diferença do fuso, acabamos chegando ainda na hora do almoço... o lugar por onde saímos no aeroporto de Bogotá não dava a dimensão de quão grande esse aeroporto é (só na volta que vimos). Procuramos e rapidamente encontramos a saída, onde tem vários táxis esperando e fomos em direção a Calle 93, onde ficava nosso hotel. Passamos por algumas ruas que lembram bastante a Avenida Brasil aqui no Rio e achamos que a cara não era muito agradável... mas tudo bem... entramos na região que ficam as calles 93 e 94 e a paisagem ficou mais simpática... Pegamos um pouco de engarrafamento nessa região, mas logo chegamos no hotel. Ficamos hospedados no GHL Collection 93, que é bem confortável e bem localizado. Porém ainda era próximo das 13h e o check in era só às 15h! Nunca vi um check in tão tarde! E nem vimos isso antecipadamente! Mas sem problemas, perguntamos onde teria uma casa de câmbio próxima para trocar nosso dinheiro (não conseguimos trocar no Brasil os Reais para Pesos Colombianos, então trocamos para dólares. No aeroporto existe um câmbio nada favorável e eu até tinha lido antes que era recomendado trocar só um pouquinho do dinheiro, para se virar nos primeiros momentos) e fomos explorar o bairro. O staff do hotel nos indicou um "centro comercial" no final da rua (um mini shopping) e fomos para lá. Lá existe uma infinidade de casas de câmbio e foi até difícil escolher uma, avaliar qual que tinha a melhor taxa,  para trocar mais do nosso dinheiro. Depois foi difícil escolher um lugar para comer, pois vimos muitas opções de grandes redes de alimentação e acabamos ficando com uma hamburguería que é colada com o hotel e que o hambúrguer é simplesmente divino, chamada Chef Burger. Recomendamos! Gastamos em torno de 52 mil pesos para nós dois, com dois hambúrgueres, batatas e coca refil.

Quando terminamos de comer, já era 15h e pudemos fazer o check in. Pegamos nossas malas (o hotel tinha guardado em um quartinho para a gente, enquanto fomos resolver tudo) e nos acomodamos. Eu estava me sentindo muito cansada da viagem e com dor na coluna e queria muito aproveitar para explorar algum lugar turístico da cidade, mas só o que eu consegui fazer foi deitar e dormir (me senti uma velha). Mas o Rodrigo aproveitou para procurar uma loja que vendesse um chip de dados para que tivéssemos internet e achou em uma loja da Claro que ficava relativamente próxima, foi lá e voltou com o chip.

Quando ele retornou, já estava de noite e fomos comer uma pizza numa pizzaria próxima chamada La Diva, que também é muuuito gostosa, com o sabor que lembrávamos da Itália!

Em todos os restaurantes que íamos, os garçons perguntavam se podiam adicionar a gorjeta (propina, em espanhol) e a gente optava por adicionar ou não.

Depois fomos andando até o Parque de La 93 (uma praça enorme e muito arborizada, cercada de restaurantes e com policiamento presente) e passeamos um pouquinho por lá à noite.

Voltamos para o hotel e descansamos mais um pouco, para no dia seguinte finalmente explorar a cidade.

No dia seguinte, energias repostas, fomos tomar café da manhã (eu já tinha lido em vários blogs e sites que o café da manhã na Colômbia é muito variado em frutas e eles comem também ovo... mas pão que é bom... e nós estamos acostumados ao bom e velho pão nosso de todo café da manhã... então acabamos sentindo a diferença, pois só existia pão de forma e uns pãeszinhos que mais pareciam uns biscoitinhos... mas o café é saboroso... e muito forte também!) e fomos explorar o centro histórico. Li também que o Uber é muito utilizado em Bogotá e arriscamos pedir um Uber e foi bem bom! Rumamos ao centro histórico (que fica um pouco distante da Calle 93) e começamos pela Praça Bolívar... porém estava tendo um protesto no momento que chegamos, um grupo grande gritando palavras de ordem... ficamos um pouco apreensivos e mantivemos distância... e ficamos tentando tirar boas fotos da praça e dos prédios históricos da região. Muitos pombos (tenho nojo!) e pedintes na praça, é até chato tentar ficar circulando e tirando fotos pois você perde o número de vezes que é abordado por pedintes. Entramos na igreja para conhecê-la por dentro. E quando saímos chovia um bocado. Abrimos o guarda-chuva e resolvemos continuar o passeio.  Traçamos a rota no Google e fomos para o Museo Botero, que eu queria muito conhecer... e adorei! Não se paga ingresso para entrar (só tem que passar por um segurança com um detector de metais). O museu não é grande e dá pra ver tudo relativamente rápido. Quando terminamos a visita, já era hora do almoço e acabamos indo almoçar em um restaurante que achamos no meio do caminho, espanhol, de preços um pouco elevados, chamado La Paella de La Candelaria, porém conseguimos pedir pratos simples, de frango com batatas e salada e estava muito gostoso! O restaurante estava vazio e os garçons estavam assistindo o jogo da Colômbia na TV, próximo a nós e comentando os lances... Achei divertido!

Saindo do restaurante, continuamos explorando o bairro, muitas obras pelo caminho, passamos pelo Centro Cultural Gabriel Garcia Marques, porém não entramos, pois queria ir no Museo del Oro. O Rodrigo traçou a rota pelo Google e foi uma caminhada moderada até lá.

Chegamos no museu, a entrada custou 8000 COP o casal e segundo o rapaz do guichê, teria direito a áudio-guia, mas não encontramos onde pegá-lo (fomos em um balcão, o único que conseguíamos ver por ali, mas a moça falou que não era ali e não entendi onde era). Não tinha muita indicação de por onde começar a visita, era meio intuitivo: subir a escada... lá em cima um funcionário nos indicou o lugar por onde começar... mas a partir dali, só tinha um caminho a seguir e tudo era muito didático, contando toda a história de como o homem começou a usar o ouro e todas as formas que ele usou para confeccionar peças de ouro... o acervo do museu é magnífico e imenso! Ficamos algumas horas lá e foi até um pouco cansativo... mas bem legal! Quando terminamos a visita, já era próximo das 18h e falei com o Rodrigo que poderíamos visitar um local chamado Chorro de Quevedo, que pelo que eu tinha lido, foi ali que a cidade de Bogotá foi fundada, há muitos anos atrás, ao redor de uma fonte de água pública... mas como estava escurecendo, acabamos desistindo (não ia ter muita luz pra fotografar), compramos na cafeteria do museu, que estava fechando, um café com um muffin que era tudo de bom também e pedimos um Uber pra voltar para o hotel. 

Quando o Uber chegou, o motorista pediu para o Rodrigo ir na frente e explicou que lá eles sofrem muitas represálias dos táxis e ir na frente evita que sejam abordados. Gastamos em torno de 20 mil COP tanto a ida quanto a volta e acho que se tivéssemos ido de táxi tínhamos gasto 30-40 mil COP. Foi quando descobrimos que voltar foi a melhor coisa que tínhamos decidido fazer... no meio do caminho a chuva caiu com força total, alagando as ruas e nossa volta foi tensa!

Chegamos e quase tivemos que nadar do carro até a porta do hotel! Entramos, esperamos a chuva diminuir e como não diminuiu, pedimos outro Uber para o Parque de La 93... queríamos experimentar um restaurante que ficava lá chamado Crepes & Waffles, que vi em vários vlogs sendo resomendado e adoramos! Muuuuito bom! Pedimos crepes salgados e depois, de sobremesa, waffles doces! Eles servem sorvetes também... tudo maravilhoso! Cada crepe em torno de 20 mil COP, achei um preço bem em conta!

Depois que terminamos de jantar, ainda chovia muuuito e tudo alagado... estávamos perto do hotel, mas não dava pra ir à pé... pegamos outro Uber, uns 8 mil COP até o hotel e fomos descansar.

Poderíamos ter visitado mais lugares turísticos no centro histórico, mas confesso que visitamos tudo o que eu estava ansiosa por conhecer e tudo com calma... então valeu a pena!

 

 

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Praça Bolívar

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Protestos atrás de nós na praça

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Museu Botero

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Museu Botero

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Museu Botero

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Jardim interno Museu Botero

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Museo Del Oro

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Museu del Oro

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Museo del Oro

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Museo del Oro

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Museo Del Oro

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Crepe da Crepes & Waffles

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Parque de La 93 à noite.

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No dia seguinte acordamos dispostos a conhecer o Cerro Monserrate, subindo pelo funicular, considerando que não daria pra subir à pé devido à minha hérnia de disco, mas tristemente amanheceu chovendo forte ainda e consideramos não ir, pois o valor de ida e volta do funicular é em torno de 20-25 mil COP... Gastaríamos em torno de 50 mil COP, mais o transporte, para não conseguir ver nada, pois de onde estávamos, olhávamos para os morros e só víamos que tinha neblina lá em cima...

Reclamei, reclamei, tentei convencer o Rodrigo a irmos mesmo assim, mas o Rodrigo que me convenceu a não ir... Tínhamos tentado ir no Corcovado, no Rio, uma vez com muita neblina (só fomos porque compramos o ingresso com antecedência) e não conseguimos ver nada e foi frustrante... Resolvemos desacelerar, aproveitar o descanso das férias e ficar passeando pelas ruas do bairro e observar a vida das pessoas.  Almoçamos em um restaurante mexicano perto do hotel, muito bom, que chama La Taquería e de tarde nos arrumamos para voltar para o aeroporto e ir para Cartagena... Ainda chovia e fazia bastante frio.

Se a minha hérnia de disco não tivesse atrapalhado, poderíamos ter ido no Cerro Monserrate no primeiro dia e no último, quem sabe, daria até pra ir na cidade próxima que chama Zipaquira, que tem uma catedral toda feita de sal... ou não, já que o acesso a essa cidade não é dos mais fáceis, com direito a ônibus normal (preço normal), mas pelo que ficamos sabendo, abarrotado de pessoas e baldeação no meio do caminho, ou uma nota preta de táxi até lá... Vi um anúncio no hotel de um passeio de ônibus turísticos para Zipaquirá, que cada pessoa tinha que paga 80 dólares (sim, dólares)... Era muita aventura e muito gasto para pouca atração... tinha lido sobre pessoas que não acharam o passeio lá essas coisas... resolvemos não arriscar e acabei não incluindo no nosso roteiro!

Deixei a maior parte dos dias da viagem para Cartagena, já que em Bogotá as atrações que me chamavam a atenção era o Museo Botero, o Museo Del Oro, o cerro Monserrate e o Centro histórico  que eu gostaria de visitar. Quando deixamos Bogotá, me dei conta que não experimentamos o famoso restaurante Andres carne de Res... mas comemos muito bem em bons lugares e fiquei feliz com nossas escolhas.

O Vôo de Bogotá para Cartagena dura em torno de 2h e quando chegamos no aeroporto de Cartagena, descemos do avião no pátio do aeroporto, era como se tivéssemos chegado em um forninho. Novamente procuramos a saída e os táxis... E o táxi nos levou para o bairro Getsemaní, passamos por toda uma parte de litoral e rumamos para próximo das muralhas, com as chivas rumberas (carros turísticos muito coloridos que tocam música local, servem bebidas e vão levando os turistas para os locais turísticos) cortando a gente, trânsito caótico, tudo muito tenso. Entramos em umas ruazinhas estreitas, casas simples, pessoas estranhas andando nas ruas, bares que aqui no Rio chamaríamos carinhosamente de birosca (bares simples com pessoas de aparência estranha dentro)... e de repente o carro parou e disse: é aqui. Mas hein?! Era um muro de casa, com dois portões, um de madeira e um de ferro... entramos. Um corredor e uma recepção simples, uma mesa antiga de madeira trabalhada, na frente de uma piscina e o corredor que dá para os apartamentos. Tinha umas senhoras tirando uma dúvida com o rapaz do hotel e sentamos, cansados, e ficamos um tempão esperando as três senhorinhas tirarem todas as suas dúvidas... e a gente cansado e com fome, querendo fazer o check in logo... Depois do check in feito, o rapaz nos levou para o quarto, que era naquele corredor mesmo. Quarto sem muito luxo, mas confortável. O hotel parecia um casarão antigo que foi adaptado. O quarto tinha ar condicionado, TV, cama confortável e o chuveiro tinha água quente pra minha coluna não travar... não queríamos outra coisa! Hehehe

Procuramos no google uma pizzaria perto, bem recomendada, que pudéssemos ir. Traçamos a rota, saímos do hotel e começamos a andar... mas as ruas começaram a ficar meio estranhas, as pessoas tinham uma cara estranha (pode ser até que seja só impressão de nós, cariocas recalcados com a violência da nossa cidade), mas o Rodrigo não quis mais continuar... e voltamos. Perto do hotel tinha uma pizzaria que já estava com placa de fechado, embora tivesse bastante gente dentro... e também tinha um bar espanhol de Tapas & vinos.. entramos... preços grandes e comida que não nos apetecia... desistimos, saímos... e agora?! Quando tudo aparentava que iríamos dormir com fome, andamos no sentido contrário e descobrimos um bistrô, perguntamos e estava aberto. Graças a Deus! Parecia ter uma festa de adolescentes no andar de cima, com karaokê... mas tudo bem, o importante era matar a fome! Pedimos pratos de massa e comemos felizes, comida boa e preço excelente! Voltamos para o hotel e descansamos, para no dia seguinte explorar a cidade amuralhada!

Muita gente que viaja estilo mochileiro não se incomoda de beliscar o dia todo ou pular refeições, mas eu tenho alma de gordo e não consigo... eu tenho que fazer três refeições pelo menos, uma pode ser até um sanduíche, ou uma pizza, mas salgadinho não mantém minha fome afastada, infelizmente!

No dia seguinte acordamos, tomamos café (que era servido nesse lugar que à noite vira bar de tapas, tem uma porta que dá pra dentro do hotel... mas novamente o café era pão de forma, queijo e presunto, variedades de frutas, manteiga ou geléia e ovo, se você quiser, que eles preparam na hora. E o café colombiano, sempre muito forte e sabor marcante.  Eu achei que ia experimentar arepas (que é tipo um pãozinho com farinha de milho) no café da manhã deles (o meu amigo colombiano falou que eles comiam no café da manhã)... mas não vi em nenhum dos hotéis... fiquei triste... ) e fomos explorar a cidade. Descobrimos que o hotel que escolhemos ficava muito próximo do portal da cidade. Andando em direção à cidade amuralhada, passamos pelo bistrô que comemos na noite anterior, atravessamos um parque bonitinho (Parque del Centenário) e logo depois vinha a praça que dava na Torre del Reloj e a parte de dentro das muralhas. Foi aí que vimos que tinham ônibus e mais ônibus parando, descendo turistas e uma horda de vendedores e pedintes abordando os turistas... e abordando a gente também, é claro! E eles são insistentes... não adianta não manter contato visual ou falar que não quer nada, eles continuam te seguindo e te abordando... eu fico muito estressada com essa abordagem e mesmo que eu esteja precisando do produto, é aí que não quero mais nada! Eles não têm o menor pudor e não tentam não atrapalhar as fotos ou filmagens, não estão nem aí para o que a gente tenta fotografar ou filmar... um deles apareceu bem na hora que eu estava tirando um selfie muito legal e quando vi, eu deixei escapar um "que droga!" e ele veio me abordar "brasileños!" e fiquei com mais raiva ainda!

Eu conversei com um outro amigo colombiano (é, eu tenho uns três amigos colombianos), que eu só encontrei depois da viagem e ele disse que antes não era assim e até falou que a abordagem do lado de dentro das muralhas é fora da lei (mas fomos abordados do lado de dentro também)... um colega de trabalho do Rodrigo ficou conjecturando se não são os venezuelanos que devido à crise em seu país estão lá tentando empregos informais, já que é fácil imigrar da Venezuela pra Colômbia.

Entramos muralha adentro e fomos abordados mais, mas dessa vez por vendedores de passeios... Tinha uma feira de doces acontecendo no pátio de dentro (além das barracas normais de doces que ficam no Portal de Los Dulces, que fica em frente à Torre del Reloj) e muita gente circulando. Achamos algumas casas de câmbios com boas taxas, trocamos mais dinheiro e fomos explorar! Fomos nos perdendo pelas ruaszinhas, fotografando as casinhas e achando os pontos turísticos. Passamos pela Plaza de Bolívar, Catedral de Santa Catalina (fiquei encantada com ela! A torre é linda! E era domingo de ramos e estava aberta, tinha acabado de ter missa, linda por dentro também!), a Igreja de Santo Domingo, com a escultura do Botero na frente (la gorda Gertrudis), depois continuamos andando e achamos um local longe de toda a turistada que estava circulando e que se poderia subir na muralha. Vimos algumas pessoas circulando, mas nem tantas quanto na meiuca da cidade. Subimos na muralha e ficamos tirando fotos. Andamos e acabamos encontrando, sem querer, o Café Del Mar, ainda fechado, porém tinham alguns turistas tirando foto com a grande bandeira da Colômbia e com o mar ao fundo. E fomos abordados inúmeras vezes por homens que vinham perguntando de onde somos e se somos colombianos ou de outra nacionalidade... Eu tentava me esquivar deles... teve um que quando me perguntou de onde eu era,  falei "somos turistas" e ele deu uma gargalhada! E outro conseguiu nos cercar, apertou nossas mãos e foi brincando e até que começou a apontar e mostrar, lá atrás, onde era Bocagrande e onde eram os outros bairros do litoral. depois ele falou "Mi nombre es Manuel - repita conmigo" olhando de forma impositiva pra gente...  e a gente ficou olhando pra ele com cara de "que p#$%* é essa?!". Foi quando milagrosamente o celular dele tocou e nós falamos "muchas gracias" e saímos de fininho e bem rapidinho... Será que ele queria nos vender o serviço dele (que não queríamos) de guia turístico?! Ficamos intimidados com essa última abordagem... ainda mais que não conseguimos nos esquivar... Acho que fomos abordados por no mínimo umas 5 pessoas diferentes enquanto estávamos lá em cima e ficamos tensos com isso, até desistimos de tirar a foto que queríamos com a bandeira da Colômbia... É triste quando você acha que vai relaxar e se estressa desse jeito!

Depois disso descemos rapidinho dali e voltamos para a meiuca da cidade, estávamos com fome e fomos almoçar. Passamos por um lugar que chama Porton de San Sebastian e os preços eram meio salgadinhos, mas resolvemos comer ali mesmo pois chegamos a conclusão que qualquer lugar dentro das muralhas teria o preço mais elevado. Pedimos peixe com arroz de coco (uma delícia) e patacones (banana amassada e frita, que também é muito bom), que é um prato bem típico deles.  Tudo uma delícia, atendentes muito simpáticas, ficavam brincando com a gente e quando descobriram que somos brasileiros, ficaram nos chamando de "Brasil".

Saímos de lá de barriguinha cheia e fomos explorar mais da cidade... nesse momento o calor era mais forte, achamos um sorveteria de sorvete italiano (dono idem), sorvetes deliciosos! Gelateria Tramonti. Continuamos a nossa jornada e passamos pela Igreja de San Pedro Claver, que estava fechada, com as esculturas de metal próximas (eu achava que elas eram maiores, pelas fotos e vídeos) e Plaza de la Aduana. Passamos por várias colombianas vestidas à caráter, com as roupas coloridas e até pensei em tirar uma foto com elas... Mas elas também ficavam importunando os turistas e acabei desistindo... Também desisti de comer as frutas ou beber os sucos das barraquinhas de rua... duvidei da higiene... ok, tive nojinho, embora não tivesse visto nada muito sujo, mas não consigo beber bem comer nada que é feito em um balde ou uma bacia que parece de lavar roupa... me julguem! hehehe

Bem, aí já devia ser perto de 15h e resolvemos voltar para o hotel, para descansar as pernas um pouquinho e irmos conhecer o Castillo San Felipe de Barajas. acabamos dormindo sem querer, cansados, e quando acordamos, já era umas 17h. Pensei que o castillo ficava aberto até 18h e como estava bem claro, pegamos um táxi e fomos para lá.

Bem, pra falar dos táxis... É necessário combinar o preço antes de entrar... mas nem sempre lembrávamos, porque não temos o hábito e uma vez, em uma corrida que era pra ser 8 mil pesos, o taxista cobrou 10 mil pesos... sempre lembrem de combinar antes!

Tentamos pegar uber, mas não tivemos muito êxito, o motorista mandou mensagem que não conseguiria chegar onde estávamos e pediu para a gente esperar na frente de um outro hotel em uma rua maior, de melhor acesso, mas depois ficou dando voltas e voltas e depois desistiu... e acabamos desistindo de uber também e pegamos táxi mesmo. Chegamos rapidinho, a corrida do hotel até lá era uns 8 mil pesos, mas chegando, após enfrentar o assédio dos vendedores e pedintes aos milhares, descobrimos que a bilheteria já estava fechada (fecha 17:30) e não conseguimos subir... E sem querer, dei um "passa-fora" no funcionário do castillo, ele estava me perguntando se eu era colombiana (porque os colombianos não pagam ingresso) e eu falando "no quiero!" achando que ele queria me vender alguma coisa! Pedi desculpas e morri de vergonha!

Já que não conseguimos subir, fomos descobrir onde ficava o "Monumento a las botas viejas", que é perto e é uma escultura de um par de botas, em homenagem a um escritor colombiano. Andamos um pouquinho até lá mas descobrimos milhares de turistas tentando tirar fotos, gente que não saía mais de lá, outros que se enfiavam nas fotos dos outros pra conseguir tirar as suas, uma tentativa de fila pra tirar foto e uns 10 vendedores, uns querendo empurrar coisas e outros só marcando território. Tiramos algumas fotos tentando sobreviver e saímos um pouco frustrados... e pegamos um táxi de volta para o hotel. 

Chegamos no hotel e tive a idéia de perguntar se eles trabalhavam em conjunto com alguma empresa que fizesse passeio para a Playa Blanca e tivemos resposta positiva! E não era caro! Era em torno de 60 mil pesos para cada um, com direito a almoço! Eba! Combinamos o passeio para o dia seguinte.

Outro adendo: As praias de Cartagena, (que ficam na área de Bocagrande), não são bonitas, a areia é escura e a água fica escura, que parece ter ondas fortes... Mas existem praias estilo caribe (mais conhecido como Caribe Colombiano) em um conjunto de ilhas bem próximas conhecidas como islas Rosário, onde ficam vários hotéis que você pode até pagar pra passar o dia inteiro em um deles) e tem uma praia pública chamada Playa Blanca. Existe até uma ilha que é um aquário, que é um tanto diferente, pois os peixes ficam em tanques, e dá pra ver de cima, que tem show de golfinhos e tubarões e tudo mais. Dizem que é bom para quem vai com crianças, mas é cansativo para adultos. dá pra ir para a Playa Blanca de barco, através do pier de Cartagena, inclusive parece que é mais barato, mas o barco bate muito na água e ficamos com medo da minha coluna dar ruim com isso, já não estava lá muito boa! Resolvemos ir de bom e velho ônibus de excursão. Mas à noite fui pesquisar no Google o nome da empresa (Global tours) e me arrependi... vi uma pessoa falando mal e fiquei com medo do nosso passeio dar ruim...

Como o passeio era cedinho, acabamos comendo no bistrô de novo à noite e fomos descansar desse dia cansativo de bater pernas!

A cidade de Cartagena é realmente muito lindinha, mas tem muitos (ênfase em muitos) vendedores e pedintes importunando, tem sempre uma água correndo na sarjeta e tem sempre alguém querendo te cobrar mais porque é tudo turístico.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos!

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Parque de La 93 na chuva

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Parque de La 93 na chuva

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Vista da janela do aeroporto de Bogotá

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No aeroporto, aguardando a hora de ir para Cartagena

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Rua do Hotel em Getsemaní

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Parque Centenário

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Praça em frente a Torre del Reloj

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Eu, Torre del Reloj e o vendedor de chapéus intrometido

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Dentro das muralhas da cidade, com a torre colorida da igreja, linda!

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Dentro das muralhas, Portal de los Dulces à direita e feira de doces, que estava só nesses dias, à esquerda

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Tirando fotos das ruazinhas com casinhas coloridas

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Mais da Catedral lindinha

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Dos Gordas

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Vista de cima da muralha

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Turistas no Café Del Mar, bandeira da Colômbia e um caça-turistas de camisa azul, indo abordá-los

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Iglesia de San Pedro Claver

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Esculturas de ferro em frente à igreja

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Tentativa de foto no Monumento a las botas viejas

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Tirei essa foto sem querer, mas até que ficou legal... Mostra o Arroz de Coco e os patacones, delícia!

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Lindas casinhas coloridas

 

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Em 02/05/2018 em 22:26, Che Lly disse:

Fale um pouco mais da cotação do câmbio que encontrou por lá.  Vou no final de maio...

Che Lly, no site da casa de câmbio Multidivisas, você pode ter uma ideia do câmbio (http://www.cambiosmultidivisas.com.co/)

Hoje (07.05), a cotação está em:

R$ 1,00 = COP 730

USD 1 = COP 2.735

  • Gostei! 1
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  • 4 semanas depois...
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Desculpe @Che Lly só vi agora sua pergunta. Obrigada @caio.andrade555 por responder! Agora já nem lembro mais os detalhes da cotação... A gente usa um aplicativo de celular pra verificar a cotação oficial do dia de várias moedas, o que ajuda bastante nas viagens. Nessa viagem, a gente levou dólares e trocou os dólares por pesos colombianos, pois ficamos com medo de não conseguir trocar Reais lá. O meu marido achou uma nota de uma troca que fizemos no dia 23 de Março e 1 Dólar estava 2,75 mil Pesos Colombianos.

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    • Por arielbrothers
      Olá!
      Minha esposa e eu recentemente lançamos um blog de relatos das nossas viagens pelo mundo, em formato meio que de diário, mas também com posts com informações das nossas viagens como preços das atrações, transportes utilizados e mapas percorridos em cada dia. Para quem quiser conferir, o endereço é osmochilinhas.com, mas pretendemos publicar na íntegra os relatos aqui no blog dos mochileiros também. Terminamos a pouco o nosso relato de 35 dias que passamos no sudeste asiático em 2016, que você pode conferir aqui.
      Iniciamos agora nosso relato dos 14 dias que passamos na Colômbia em 2017, entre Cartagena, Medellin e San Andrés. Espero que gostem dos relatos e que ajudem outro viajantes que pretendem conhecer a Colômbia a planejar a sua viagem. Segue então:
       
      COLÔMBIA 1º Dia - Chegando à Cartagena (24/04/2017)
      Entre 2016 e 2017 houve uma explosão de promoções para Cartagena e San Andrés pela Copa Airlines. O preço mais baixo foi de 600 e poucos reais ida e volta de São Paulo. Saindo de Porto Alegre, chegando em Cartagena e saindo por San Andrés conseguimos no fim por pouco menos de 900 pilas para abril de 2017.
      Saímos na madrugada do dia 23 de abril de Porto Alegre e chegamos em Cartagena na manhã seguinte, fazendo ainda uma conexão de 20 minutos no Panamá, que achávamos que seria correria mas no fim foi bem tranquila.
      No pequeno aeroporto de Cartagena, trocamos um pouco de dinheiro para pagar nosso transporte até o hostel. Como na casa de câmbio só haviam nos dado uma nota grande, tivemos que trocar por menos já que havíamos lido que o ônibus em Cartagena custava 1.000 pesos colombianos (CUP) (na época 1.000 pesos equivaliam mais ou menos a 1 real). Para isso, dentro do aeroporto mesmo compramos um sorvete e já de primeira percebemos como a Colômbia é um país muito barato. 1 Sorvete, dentro do aeroporto, que no Brasil não sairia por menos de 10 reais, pagamos 3 pilas! E ainda por cima um daqueles "chiques" com cobertura de chocolate quente e tudo mais.
      Sorvetinho diferentão e baratíssimo
      Havíamos lido que, saindo do aeroporto, se andássemos uma quadra pra frente, avistaríamos uma avenida onde passavam os ônibus de linha que poderíamos pegar para o nosso hostel, que ficava dentro da cidade murada, ou melhor, ciudad amurallada. Acontece que chegando na tal avenida, não avistamos nada parecido com uma parada de ônibus e nem vimos ônibus passando. Fomos de uma ponta a outra e nem sinal. Entramos então num mercadinho para perguntar sobre o tal ônibus e nos falaram que para ir até a cidade murada, teríamos que pagar o "táxi coletivo", um táxi compartilhado com tarifa fixa de 5.000 pesos para os dois. Avessos à táxi que somos, entramos em mais um mercado e uma farmácia para perguntar e todos deram a mesma instrução, pegar o táxi coletivo, então foi o que fizemos. A pegadinha aqui é que não tem diferença dos táxis comuns para os coletivos, a diferença é como você pede ele. Fomos bem instruídos por todos os comerciantes que, ao passar qualquer táxi, tínhamos que levantar o dedo indicador e gritar "colectivo" para deixar claro para o taxista que queríamos o valor coletivo e não taxi privado. E deu tudo certo, fomos deixados dentro da cidade murada em uns 20 minutos de corrida por meros 5 pilas.
      Ao descer na muvuca da cidade murada, nos deparamos com mais uma característica marcante de Cartagena: o calor insuportável. Calor insuportável mesmo, do tipo que nunca havíamos sentido, e isso que Porto Alegre no verão é a filial do inferno. Aquele calor úmido que tu é obrigado a entrar em algum lugar com ar condicionado de tempos em tempos sob o risco de começar a ter tonturas da desidratação.
      Demoramos um pouco a se encontrar dentro das ruelas da cidade murada (na verdade não chegamos a nos encontrar nunca), todas estreitas, igualmente belíssimas com suas casas coloniais disputando qual ostenta as flores mais coloridas nas suas varandas (inclusive há uma competição aqui de verdade que premia a casa mais decorada) na região mais turística de Cartagena, e aqui vale a pena começar a falar um pouco sobre essa cidade histórica:
      Cartagena ainda é um dos principais portos das Américas. Aqui por exemplo, é onde saem as balsas que atravessam o estreito de Darién, único trecho sem estradas da Rodovia Panamericana, estrada que liga o Ushuaia ao Alasca. Dito isso, a Ciudad Amurallada é o "local para se estar em Cartagena". Museu a céu aberto, dentro das muralhas concentram-se as principais igrejas da cidade, praças, além de infinitas opções de hospedagem, dos mais variados tipos e preços. O bairro Getsemani, que depois descobrimos ser o bairro com a melhor noite de Cartagena, e que fica do ladinho da muralha, também é ótima opção para se ficar, mas os preços não mudam muito. Há também a região "das praias", Bocagrande, mais elitizada, com prédios altos modernos e apelidada de "Miami" da Colômbia.
      Depois de se perder um pouco e ter a sensação de passar 10 vezes na mesma rua, finalmente achamos nosso hostel, o Casa Roman, quase na esquina da entrada da ciudad amurallada, onde fica a instagramável Torre del Reloj. Este hostel na época estava recém inaugurando, então estava com um preço absurdo de barato (15 reais o quarto com 8 pessoas), no entanto, não possuía cozinha na época e ainda estava meio com as instalações não totalmente prontas (hoje eles já dão café da manhã e tem até piscina!), mas como eles queriam angariar clientes, o atendimento era excelente e deixavam o ar condicionado no quarto ligado 24 horas, coisa rara nos hostels por aqui (e que faz muita diferença!).
              Entrada principal da cidade murada, a Torre do Relógio
      Como ainda era cedo pro check-in, deixamos nossas mochilas no hostel e fomos procurar um lugar para almoçar. Primeiro fomos trocar dinheiro e recebemos a dica de fazer o câmbio nos fundos de uma joalheria que ficava bem embaixo do nosso hostel, e foi a melhor cotação que conseguimos em toda Colômbia disparado! Mais um ponto pro hostel. Não estávamos ainda habituados com os preços e como funcionava os restaurantes colombianos, então entramos no primeiro que vimos com um tiozinho chamando os fregueses na porta e que era bem caseiro e achamos que era um preço bom, numa ruazinha dentro da cidade murada, o equivalente a 12 reais por pessoa. Mal sabíamos que dava pra almoçar por menos e, se tiver com pouca fome, dá pra pedir só um prato para os dois, pois os almoços na Colômbia são sempre nesse rito: tem a sopa de entrada, a comida farta e mais um suco "de açúcar" no fim, tudo incluído.
      Almoço farto, sempre acompanhado de suquinho doce e sopa de entrada
      Depois do almoço então, começamos "oficialmente" a desbravar a ciudad amurallada, que é um lugar para conhecer sem pressa. Cada esquina você se depara com um monumento, uma igreja histórica e conservada, uma pracinha, isso sem contar as casas coloniais coloridas com suas sacadas todas decoradas com flores e ornamentos.       Belíssimas ruas da cidade murada de Cartagena
      Só tem que tomar cuidado para não se desidratar com o calor, por isso, fomos "obrigados" a parar em cada esquina para nos hidratar com as fraquinhas (mas boas) cervejas colombianas. Cervejas colombianas são duas as principais: a Aguila, bem aguada e mais barata (2 reais a latinha) e a Club Colombia, mais encorpada, com versões red, black e gold, mais carinha (2,50 a latinha). Ambas são fraquinhas, perfeitas para tomar no calorão.       Se "hidratando" nas ruas de Cartagena. Na primeira foto um bar todo com motivos soviéticos, que fomos no outro dia, muito legal.
      Outra coisa muito legal que tem por lá em abundância, igual ao que já tínhamos presenciado no sudeste asiático, são as barraquinhas de rua vendendo frutas em potes, já descascadas e com um palito, prontas pra tu sair andando e comendo: melancia, mamão, manga, abacaxi, morango e mais algumas típicas da Colômbia. Tri bom para espantar um pouco o calor, e saudável ainda por cima, coisa que não sei porque não vemos aqui no Brasil. Ah! E preços do tipo que: a fruta mais cara custava 2 reais. Fomos caminhando em direção ao mar, já se preparando para vermos o por do sol no oceano. Nessa parte da muralha que fica voltada para o mar, você consegue subir nela e caminhar por um trecho bem longo apreciando um visual incrível da baía e da própria muralha, que é fantástica e muito bem conservada neste trecho!
            Passeando por cima da muralha. Na primeira foto, que será que fazem ali naquela casa?
      Ao longo da muralha foram mantidos vários "canhões" conservados também que dá pra dar uma ideia do espaço de mira que tinham os espanhóis para alvejar os barcos invasores, além de várias "guaritas" de controle da costa.           Depois de caminhar um grande trecho da muralha, sentamos na beiradinha do muro para apreciar um pouco o movimento na costa, dando uma primeira conferida no mar do caribe e assistindo uma gurizada de colégio jogando um futebolzinho e usando a muralha de goleira.
        Curtindo a costa de Cartagena
      Quando começou a baixar o sol, sentamos para tomar uma cerveja no famoso bar que fica em cima da muralha, famoso por ficar num local privilegiado para assistir o por-do-sol, o Café del Mar.   Parte da muralha onde fica o Café del Mar. Ao fundo os prédios do bairro de Boca Grande, apelidado de Miami da Colômbia.
      O lugar é elitizado e não vale muito a pena não. Daria para comprar umas cervejas no mercado e assistir ao pôr-do-sol do mesmo jeito uns 500 metros mais a frente na muralha de graça.     Café del Mar
      Tomamos só umas duas Club Colombias a 6.000 pesos cada e assistimos o espetáculo que é o por-do-sol no mar em Cartagena, contrastando com as muralhas já se iluminando e os prédios de Bocagrande ao fundo. Sensacional!   Por do sol de Cartagena
      Já noite e ainda um calor infernal, demos mais uma volta dentro da cidade murada que está sempre bem movimentada, então dá pra caminhar tranquilo qualquer hora do dia.       Torre del reloj à noite
      Costeando a parte leste da muralha, parte que já não existem mais muros, voltada para a a Avenida Venezuela, lugar que dizem ser um pouco perigoso mas que não achamos não e acho que esse preconceito é só porque é um lugar mais "centrão", com muitas galerias e com lojas de roupas de "procedência duvidosa" e frequentado mais por moradores do que por turistas, encontramos um supermercado que vendia latinhas de ceva geladas por 1 real! Dessa vez tratamos de decorar a rua para poder voltar sempre hehehe. Chegando no hostel, fomos tomar banho para se refrescar e, para nosso desespero, o chuveiro, e isso que lá em Cartagena não existe chuveiro elétrico (acho que nem nunca precisaram por lá) saía água quente, um horror! Dava mais calor ainda.
      Fim da noite tentamos ficar um pouco na área comum do hostel mas era impossível, na época não havia ar condicionado ali, então, sem condições de aguentar o calor.
    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
      Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz

       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
      Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus.
      Foto: Chaga em Santa Cruz

       
      Foto: Coincidência, boliviana com a tatoo com meu nome.  

       
       
      La Paz
      Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade.
      Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro.
       
      Foto: Teleférico La Paz

      Foto: sopa de Fidel com Maní

      Copacabana
      O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas.
      Foto: São Pedro de Tiquina

       
      Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim)

      Cusco
      Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos.
      Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca.
      Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite.
      Foto: Plaza de Armas

       
      Fotos: Mercado Artesanal

       
       
      Foto: Olaytaitambo


       
      Lima
      Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade.
      Fiz muitos amigos no Hostal.
      Foto: Barranco

      Mancora
      Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima.
      Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei.




      Cuenca
      O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito.

      Medellín
      Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio.


      Cartagena
      Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores.




       
      Santa Marta
      Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa.
       
      Bogotá
      Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco.

      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34998004627
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk
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    • Por Laura Amaro Castelan
      Olá! Sabem onde consigo realizar teste PCR para Covid que fique pronto em até 72 horas em Bogotá?
      Agora precisa para voltar ao Brasil pela pandemia. Entrei em contato com alguns laboratórios e nenhum garante o teste nesse tempo 😔
    • Por feoliveiraa
      Hoje vim contar o meu relato de viagem para Colômbia em Março de 2020.
      Primeiramente eu voei pela Copa Airline e paguei R$ 1.484,00 saindo do Rio até Cartagena ida e volta com escala no Panamá e comprei um voo interno pela wingo paguei 377,00 ida e volta para San Andrés.
      Enviamos dinheiro via Western Union, foi o meio mais vantajoso sem duvidas! conseguimos sacar em Cartagena sem problemas. Fiz a viagem com meu namorado e mais um casal de amigos.
       
      Cartagena 02/03 até 06/03
      Resolvemos nos hospedar em Bocagrande devido ao custo beneficio , hospedagens melhores com preços mais acessíveis, apesar de ler muito sobre as vantagens de se hospedar dentro da cidade amuralhada, não nos arrependemos, tinha táxi facilmente e com preço bem acessível, normalmente pagávamos 10.000 pesos para nos locomover (cerca de 13/14,00). Alugamos um apartamento pelo airbnb bem confortável por um preço bom. Chegamos dia 02/03 por volta de 00:00 e só descansamos, no dia 03 fomos fazer o saque pelo western union que foi super tranquilo, logo depois encontramos com a Juliana do the experience travel, ela é Brasileira, fechamos os passeios de Cartagena com eles e valeu super a pena, atendimento de primeira. Andamos um pouco pela cidade, e a tarde fomos ao café del mar, eu gostei bastante do lugar, ambiente super agradável, por do sol perfeito, mas achei o atendimento bem ruim.
      No dia 04 fomos para Casa en el Agua, apesar de pouco falado vale muito a pena, é um hostel no meio do mar, com pessoas do mundo inteiro em um estilo bem roots, os quartos são bem simples, tem opção de dormir em rede também, o banho é com balde, não possui internet, apesar do perrengue eu amei a experiencia, acho uma noite suficiente. Somente uma empresa faz esse trajeto que leva 2hrs de barco (Tranq it easy)  tem que ficar atento para conseguir comprar, as vagas do hostel abrem com 3 meses de antecedência e esgotam rápido.
      No dia 05 chegamos da Casa en el Agua e fizemos um passeio incrível que chama Sibarita Master, um passeio de barco open bar para ver o por do sol que começa as 17:00 e termina as 19:00, não deixem de incluir no roteiro porque realmente é demais!
      Não tenho restaurantes para indicar em Cartagena pois resolvemos fazer as refeições no apartamento para economizar, fizemos uma compra no mercado e cozinhamos todos os dias.
       
      San andrés 06/03 até 11/03
      Chegamos em San andres a tarde, ficamos em um apartamento em um local um pouco distante do centro (20 min) alugamos também pelo airbnb, diferente de Cartagena os preços em San Andrés para hospedagem são mais elevados e com pouca comodidade, não aconselho ficar longe do centro pois tivemos dificuldade para pegar táxi, o apartamento só tinha água salubre e fria, tivemos que comprar galões de água mineral para tomar banho, pelo que li praticamente a ilha toda é assim, somente os melhores hotéis possuem água doce e quente. Fechamos nossos passeios com o Diego bem conhecido por lá e super indico, foi super atencioso e fez preços melhores em tudo. Usamos o dia para fechar os passeios e andar pelo centro.
      No dia 07/03 fizemos o tour ilha de Johnny Cay e Acuario saindo as 9:00 e voltando as 15:00, pagamos 43.000 pesos cada (58,00) achei bem bagunçado no inicio, ficamos esperando nosso barco sair e atrasou um pouco. A chegada em Johnny cay é um caos, o barco balança muito devido as ondas, é bem difícil se equilibrar para descer do barco, vi pessoas caindo, realmente para quem vai com criança ou idoso é difícil, sem contar que o trajeto molha bastante, leve bolsa impermeável. A ilha é linda, estava um pouco cheia mas não me incomodou em nada, o mar achei muito agitado, o almoço é incluso e achei a comida gostosinha. Em seguida fomos para o Acuario ficamos pouco tempo por la, aconselho separar um dia para fazer somente ele pois é perfeito, água transparente e é incrível fazer snorkel com tantos peixes, um dos lugares mais lindos que já vi, porem estava um pouco cheio.
      No dia 08/03 fizemos um passeio que chama Ibiza Sai que é um bar flutuante no meio do mar azul, saímos 11hrs e o retorno você pode escolher entre 14:00, 16:00 ou 18:00 voltamos no ultimo horário, pagamos 68.000 pesos (92,00) inclui uma bebida de boas vindas, o que você consumir paga a parte, no entanto conheci uma brasileira que pagou somente 20.000 pesos, ela chegou na marina e pegou um barco que levou até la. Lugar simplesmente perfeito! musica boa, bebida boa, um mar incrível demais, amei muito! quem for para San Andrés tem que fazer esse passeio. Jantamos no restaurante el peruano, pedi um prato com carne de boi particularmente não gostei muito, porem meus amigos pediram pratos que estavam muito bons! acho que super vale a pena conhecer.
      No dia 09/03 alugamos a mule para dar a volta a ilha, pagamos 170.000 pesos para 4 pessoas (cerca de 230,00), levamos um cooler com bebida e fomos parando nos pontos legais, primeira parada foi em West View que tem aproximadamente 5 metros de profundidade, possui um trampolim e um tobogã, para quem não sabe nadar eles alugam colete e snorkel. o lugar é lindo, tem muitos peixes mas estava cheio. Em seguida paramos no letreiro de San Andres, existe um maior que está sempre cheio, esse estava vazio. Em seguida passamos no Hoyo Soplador, não achei nada demais, paramos para tomar a famosa limonada de coco que é perfeita. Outra parada obrigatória é a rua super famosa que a galera para para fazer fotos, uma paisagem perfeita. Fizemos algumas paradas nas praias de San Luis que são lindas! e terminamos no Beach Club Aqua que fica em San Luis, amei o lugar! ambiente gostoso, decoração linda, comida muito boa. para terminar o dia jantamos no Café Café, não gostei da comida e o atendimento achei muito ruim, atendentes pouco simpáticos, não recomendo.
      No dia 10/03 fizemos as 9:00 o tão falado voo de parasail, pagamos 139.000 pesos (cerca de 188,00). Esse passeio ia ser o primeiro a se fazer pois depende de como está o vento no dia e por esse motivo só conseguimos fazer no final, nada mais é do que um paraquedas sendo puxado por uma lancha, realmente é muito lindo ver o mar la de cima, é perfeito! eu tenho medo de altura então fiquei tensa o passeio inteiro, mas realmente vale a pena incluir no roteiro. No resto do dia andamos pela cidade, não deixem de provar as paletas e bubble waffle (sorvete maravilhoso com waffle). Almoçamos no Beer Station super recomendo, parece um "outback" comemos uma costela com barbecue e batatas, dividi com meu namorado e ficamos muito satisfeitos, prato grande e muito saboroso. A noite fomos no famoso restaurante La Regatta, não conseguimos fazer reserva então fomos cedo (18:00) e conseguimos lugar, mais tarde a fila ficou enorme, ambiente maravilhoso, ótimo atendimento e pratos perfeitos, eu pedi o pescado San Andrés 46.500 pesos (63,00) e meu namorado o pescado Providência 50.200 pesos (68,00). Os dois estavam maravilhosos! achei o preço ok, se comparado com um restaurante assim na minha cidade gastaria até mais.
      No dia 11/03 (nosso ultimo dia em San Andrés) passamos a manhã na praia central que é muito linda! tivemos pouco tempo para curtir essa praia tão charmosa, almoçamos na hamburgueria El Corral, super recomendo! a tarde andei pela cidade e fiz algumas compras.
      Sobre compras em San Andres, existem varias lojas falsificadas, eu comprei varias coisas na loja JR que é confiável e tudo valeu a pena, comprei produtos de beleza. De fato pesquisei todos os preços e tudo que comprei valeu a pena comparando com os preços do Brasil.
       
      Cartagena 11/03 até 14/03
      Voltamos para Cartagena, dessa vez ficamos em um hotel próximo ao aeroporto (hotel summer cartagena), não recomendo pois achei longe do centro, gastamos mais com taxi, mas o hotel é bom, quarto confortável e café da manhã ok. chegamos no dia 11/03 e descansamos. 
      No dia 12/03 fizemos o passeio para ilha privativa Bora Bora de 9:00 até 15:00 pagamos 218.500 pesos (com taxas) por pessoa com almoço e um drink (cerca de 295,00), gostamos muito! o Lugar é lindo demais, estrutura maravilhosa, atendimento de primeira, DJ tocando o dia todo, como vão poucas pessoas por dia é super exclusivo, o almoço você pode escolher o típico arroz de coco com patacones e pescado ou filé de frango com arroz branco, eu fui no prato típico e confesso que não gostei muito, o arroz de coco é bem adocicado. Teve promoção de 2 drinks por 30.000 pesos (40,00). O mar é maravilhoso, calmo, pena que passa muito rápido. Sobre o trajeto de volta que é bem falado devido ao mar agitado, eu estava bem receosa e pelo menos o dia que fui a volta foi "tranquila", as pessoas que sentaram atras molharam bastante, eu fiquei no meio e não tive problema.
      No dia 13/03 aproveitamos para andar pela cidade amuralhada e Getsmani, fomos em muitas lojinhas, o artesanato la é bem forte, comprei bolsas lindas feitas a mão e lembrancinhas, infelizmente não deu tempo de ir no Castelo de San Felipe. As Ruas em Cartagena são uma graça, casinhas coloridas, é tudo encantador!
       
      Panamá 14/03
      Chegamos no Panamá 8:00 e pegamos uma escala de 13hrs propositalmente para conhecer a cidade, existem tours no panamá para conhecer os principais pontos turísticos mas resolvemos ir por conta própria, a moeda é o dólar, achei os preços bem altos de táxis e alimentação, já que o dólar estava tão alto. Íamos pegar um táxi até a cidade antiga, Casco Viejo porem estava cerca de 20 dólares, conseguimos conectar no wifi do aeroporto e pedir um uber (que ainda é ilegal) e foi super tranquilo, ficou 10 dólares e chegou rápido. Andamos por Casco Viejo para conhecer, e é muito charmoso, gostamos muito. Depois pegamos um taxi até o shopping Multiplaza também por 10 dólares, o shopping é enorme, tem lojas perfeitas mas a maioria não valia a pena, comprei coisas na forever 21 que estavam em promoção, em seguida fomos em mais 2 shoppings Multicentro e Albrook, achei uma loja com calças jeans perfeitas por 5 dólares, enfim ficamos batendo perna pelos shoppings, nosso voo de volta era as 21:20, voltamos com antecedência para o aeroporto, a cidade moderna é muito linda! prédios lindos, todos muito bem conservados, cidade limpa, gostei muito! 
       
      E é isso! espero ter ajudado.
      algumas observações: não se esqueçam do certificado de vacinação de febre amarela, pode ser emitido online com no minimo 10 dias de antecedência (não deixe para ultima hora!), se você já tomou a vacina não precisa tomar de novo pois vale por toda vida, basta ter o cartão de vacina.
      a tarjeta de turista para entrar em San Andrés eu comprei no aeroporto de Cartagena antes de embarcar (não me lembro bem mais foi cerca de 120.000 pesos).
      Fiquem atentos com o peso da mala, as companhias low cost (wingo e viva air) são muito rígidas com peso, eu fui pela Wingo e antes de fazer o check in fui em um guichê e pesei as malas e estavam passando o peso, tive que abrir e distribuir.
      O aeroporto de San Andrés é um caos, para o voo de volta chegue cedo, as filas ficam enormes!
      Vi muitos relatos de pessoas falando que San Andrés não tem estrutura, que não gostaram da ilha, falando mal da comida, eu particularmente amei muito! realmente a ilha não tem uma estrutura top, se você realmente não se importa apenas vá! quem não gostou com certeza são pessoas com padrão de vida elevados que não conseguem curtir um lugar mais simples, sobre a comida eu não gostei da comida típica porem comi todos os dias coisas diferentes, tem mil opções com preços bons não precisa necessariamente comer só pescado e arroz de coco.
      Todos os passeios de Cartagena fechamos com a The Experience Travel e de San Andres com o Diego, eu aconselho fechar os passeios antes para evitar filas e algum tipo de estresse.
      No caso de San Andrés conseguimos desconto em todos os passeios.
       
      Gastei no total R$6.700,00
      fiz todos os passeios que queria, Cartagena economizamos em alimentação, cozinhamos todos os dias.
      San Andrés, comemos fora todos os dias. E no geral da viagem bebemos bastante também, compramos bebidas no dust free do Panamá que valeu a pena.
       
       























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    • Por Luizapcfranco
      Olá...
      Estou indo sozinha por 13 dias com voo de ida e volta para cartagena... Final de janeiro e volto 12 de fevereiro.
      Queria saber quais ilhas são legais de dormir.. para quem está indo sozinha.
      Não quero fazer só bate e volta e quero fugir daquelas praias lotadas de famílias ..
      Alguma dica e sugestão de 2 ou 3 lugares para eu ir saindo de cartagena?
      Santa Marta vale a pena???
      Obrigada
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