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Fabiola Ribeiro

Trekking Lençois Maranhenses - Canto de Atins a Santo Amaro

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Fiz a travessia no dia 01/04/2017 à 04/04/2017. Quando estava procurando dicas tive dificuldade em encontrar algo completo então vou deixar uns tópicos para quem tem interesse e está totalmente perdido.

O QUE LEVAR (O que levei) PARA TRILHA:

2 garrafas de agua 600ml
2 Garrafas de hidrotonico 600ml
3 pacotes de salamitos
4 Lanches com provolone
1 gel de proteina
1 pct com frutas secas 
1 saco de uva passas

3 camisetas dryfit
2 bikinis (parte de cima e de baixo)
3 shorts
1 Capa de chuva
1 Capa de chuva para mochila
1 Chinelo
1 Mochila cargueiro

1 Repelente creme
1 protetor solar 
1 protetor labial
1 Hidratante 
Band-aid 
esparadrapo
Gelol 

*Eu levei tênis mas não recomendo mesmo, só foi peso na mochila. Não usei em nenhum momento (tem muita travessia dentro da lagoa). Recomento levar papete se tiver, mas passei 90% descalço e 10% chinelo.

IMPORTANTE:

* Quando decidi que iria fazer a travessia, minha ideia era ir sozinha, até baixei o wikiloc, mas depois de pesquisar muito eu decidi ir com um guia. Na travessia eu percebi que realmente não conseguiria fazer sozinha. O primeiro e o ultimo dia são caminhadas muito longas e muitos lugares é preciso desviar do caminho porque as lagoas estão cheias. Além de que as dunas mudam de lugar O TEMPO TODO. Então eu realmente não recomendo ir sozinho. 

* Fui em Abril, que é quando começa a temporada de chuvas. Não recomendo porque caiu chuva de raios e fiquei bem assustada e também fica difícil de aproveitar mais as lagoas. O lado positivo é que a areia não estava quente e como andei muito descalço não incomodou meu pé.


EM SÃO LUIS:

Cheguei em São Luis dia 31/03 a tarde, não teria como ir direto para barreirinhas, então decidi me Hospedar em um hostel no centro histórico, ele chama Solar de Las Piedras, eu amei, recomendo muito. Eles têm lugar para guardar as coisas, sem cobrar extra, deixei algumas coisas lá. Caso você tenha o intuito de fazer a travessia e ainda dar um role em São Luis, faça isso.

Para chegar no hostel peguei um circular no aeroporto que vai para o centro, ela para em frente uma praça e você anda uns 10 minutos até chegar no lugar.

Quando cheguei no hostel já informei que iria para barreirinhas no outro dia e precisava de transfer, eles mesmo ligam para um pessoal e marcam o horário. Saí as 7h para aproveitar o café da manhã que hostel oferecia.

*Eu estava com uma mala cargueiro de 55kg, não recomendo. É muito possível levar uma de no máximo 30kg. Na travessia sentia que ela estava muito pesada, mesmo deixando metade das minhas coisas no Hostel.

*O Solar tem site, mas não adianta mandar e-mail que eles não respondem, tem que ligar, ou mandar whatsapp para os números que estão no site.

 

GUIA:

Meu orçamento estava baixíssimo, então tive que caçar mesmo pra encontrar um guia que fizesse mais barato. Para economizar ao máximo eu fiz diferente de muitas pessoas que, ao invés de contratar o guia para me encontrar em Barreirinhas, combinei para que ele me encontrasse na madrugada da trilha, ou seja, eu fui sozinha até o canto de Atins. 

O meu guia foi indicação da Luzia. Eu procurei em muitos lugares e contatei muitos guias, como estava indo sozinha, queria algum que tivesse experiência com mulheres. Todos que falei eram bem caros, estava quase fechando com um que era de uma agência, chama Raimundo estava quase 1000 reais, foi quando liguei para Luzia para reservar minha estadia e ela me informou que este guia normalmente forma grupos de varias pessoas que não se conhecem entre si e se quisesse ir mesmo sozinha era melhor procurar outro. Então pedi alguma indicação e ela me passou o Dico que me cobrou bem barato. (Mas vale ligar pra ele, pq eu fui fora de temporada e os valores ficam bem mais em conta).

 

A TRAVESSIA

  • 1º DIA – Barreirinhas até Canto de Atins

Fiz esse caminho sozinha, pois como falei, combinei com o guia de me encontrar só na madrugada. É possível fazer sozinho, mas tem que ter ciência que colocando o pé em atins o celular para de funcionar.
Eu tive sorte, pois quando estava procurando um barco em barrerinhas encontrei com um guia de outro grupo que também iria para o Canto e fui junto com eles. Paramos para almoçar e continuamos.
6km ao todo em 2h.

VALORES:

Transfer de São Luis até Barreirinhas: R$ 50,00
Barco de Barreirinhas até Atins: R$ 40,00
Almoço no centro de Atins: R$ 20,00
Hospedagem em Rede na Luzia: R$ 30,00
Jantar camarão da Luzia: R$ 40,00

 

  • 2º DIA – Canto de Atins até Baixa Grande

O Dico me encontrou umas 03h30 na Luzia e saímos às 4h, estava chovendo e foi aí que percebi que não iria usar o tênis de forma alguma. Não parei em nenhuma lagoa porque não parava de chover, só descansamos duas vezes para comer alguma coisa. Ficamos na primeira casa da vila, do Seu Raimundo e da Rosangela.

Foram 26km e chegamos lá as 11h.

VALORES:

Almoço: R$ 40,00
Janta: R$ 40,00
Hospedagem em rede com café da manhã: R$ 40,00

 

  • 3º DIA – Baixa Grande até Queimada dos Britos

Saímos às 6h e neste dia não choveu. Fizemos a caminhada mais devagar e paramos para entrar em duas lagoas e outra parada só para comer.
Ficamos na ultima casa da vila, da Dona Maria. (Eu a amei, todos deveriam ficar lá).

Foram 10km e chegamos lá às 11h.

VALORES:

Almoço: R$ 35,00
Janta: R$ 35,00
Hospedagem em rede com café da manhã: R$ 35,00

 

  • 4º DIA – Queimada dos Britos para Santo Amaro

Saímos as 3h30, estava chovendo muito forte e muito escuro. A chuva só passou depois das 06h e então que pudemos parar, como estava com muita dor na perna paramos muitas vezes, entrei em três lagoas e paramos mais três vezes para comer e descansar. Chegando em Santo Amaro meu guia me levou até o local onde sai o transfer para São Luis e fiz a reserva para o que saía as 14h. Tive tempo para ir almoçar e me despedi do Dico.

Foram 24km e chegamos lá às 11h40.

VALORES:

Almoço em Santo Amaro: R$ 20,00
Transfer de Santo Amaro para São Luis: R$ 50,00

 

 

DE VOLTA PARA SÃO LUIS:

Quando o transfer de Santo Amaro chega à entrada de São Luis ele para e lá ficam alguns carros que dividem os passageiros para o lugar onde estão hospedados. A viagem foi bem longa, saímos de Santo Amaro as 14h20 e chegamos em São Luis as 20h00 e ainda demorou mais uma hora para ele me deixar no Hostel.

Porém, não existe outra opção, ou você dorme em Santo Amaro e sai no outro dia de manhã. Eu não me importei com o tempo, só fiquei com fome e não tinha nada fácil. Minha recomendação é comprar algo para beliscar no caminho.

Ainda fiquei um dia em São Luis e aproveitei para conhecer o centro histórico e o Mercado das Tulhas. Não há muito que fazer lá, mas tive o melhor almoço da minha vida no Cafofinho da Tia Dica.

Esse foi meu roteiro, espero ter ajudado e qualquer duvida que surgir estou aqui J.

 

 

  • Gostei! 2
  • kkkkkkk 1

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Bom dia Fabiola,

Legal sua trip, estou indo pra lá em Setembro e pretendo fazer o mesmo trajeto, possui o contato do guia?

Obrigado!

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    • Por luafonseca
      Boa tarde, pessoal!!

      Alguém sabe me dizer qual calçado seria mais adequado para fazer a travessia dos lençóis maranhenses (4 dias de caminhada na areia, passando por lagoas)?
      Várias pessoas sugeriram as papetes, mas fiquei pensando se aqueles tênis híbridos (servem para água, areia e asfalto) não seriam melhores. Não vi ninguém indicando ou contraindicando...
      Obrigada!
    • Por rafa_con
      Então pessoal, já agradeço desde já se uma boa alma conseguir dar uma luz. 
      Estou ensaiando montar um roteiro de 15 dias que saia do Jalapão e vá até os Lençóis Maranhenses passando (ou não) pela Chapada das Mesas. Seria uma passagem de São Paulo > Palmas e volta São Luís > São Paulo. O obstáculo: não dirijo. 
      A vasta maioria dos roteiros que vejo aqui por essa região envolve locar um carro ao menos para ir de Palmas até Carolina. Gostaria de saber se é tão fim do mundo assim usar transporte público entre Palmas x Carolina e depois Carolina x São Luís. Alguém da região sabe dar informações atuais sobre isso? Por favor, tudo no preço mochileiro de ser, estou pulando fora de transfers VIP (mas também não estou na aventura de pedir carona). Na verdade acho que é mais ajuda pra ver se é possível concretizar esse roteiro sem carro sem perder tanto tempo. 
      Valeu! 
    • Por Bete Pandini
      Boa tarde, galera! Preciso de ajuda... Rota das Emoções saindo de São Luis (29/8) para Jeri (03/09) e meus dias não coincidem com a Rota Combo!! Precisaria de transfer no domingo e informações sobre ônibus são confusas. Pensei em alugar um carro e fazer o trajeto e pegando apenas passeios com Agência. Alguém sabe como estão as estradas? Alguém já fez? Obrigada!!
    • Por Daniela Alvarez
      Pessoal, alguém tem indicação de guia que faz a travessia a pé nos Lençóis Maranhenses?
      Muito obrigada.
    • Por rafael.celeste
      Resolvi que visitaria os lençóis maranhenses em junho de 2018. Consegui achar um amigo pra ir comigo e como já tinha conhecido a Chapada Diamantina sem guia, decidimos por ir sem guia, usar o app Wikiloc e ter mais liberdade. E sim, o app e o GPS do celular funcionam mesmo onde não há sinal do celular.
      Li alguns relatos e vi que era possível chegar lá sem reservas.

      Pontos importantes dos Lençóis
       
      A primeira etapa da viagem pra maioria das pessoas é sair de São Luís e chegar aos Lençóis. Chegamos no aeroporto por volta das 15h de uma quarta feira e foi fácil encontrar vaga numa van pra Barreirinhas. Custou 60 reais com a FrankTur. Pelo que entendi, as vans costumam sair de madrugada, de manhã e pelo fim da tarde. Dá pra agendar antes também.
      Tivemos um pequeno imprevisto com a van até Barreirinhas e chegamos por volta das 22h na cidade. Pra minha surpresa, foi difícil achar vaga em hostels da cidade. Alguns estavam cheios ou fechados, pois não possuem recepção 24h. Ficamos numa pousada simples, perto da margem do Rio Preguiça. 80 reais por um quarto com uma cama de solteiro e uma cama de casal, ar condicionado e café da manhã incluso. Chuveiro frio. O nome da pousada é Lagoa Azul e não encontrei site dela, mas recomendo e essa é a localização aproximada no Google Maps.
      Em Barreirinhas ainda conseguia um fraco sinal de internet pela TIM.
      No dia seguinte, o plano era chegar até Atins de barco e de lá seguir para Canto dos Atins a pé. Na travessia, dormiríamos nos dois oásis existentes dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. O primeiro deles é chamado de Baixa Grande e o segundo é dividido entre a Queimada dos Britos, mais ao norte e a Queimada dos Paulos, mais ao sul.
       
      PRIMEIRO DIA - De Barreirinhas até Canto dos Atins (Barco + 6km de caminhada)
      Pensamos em pegar o barco de linha, mais barato e mais demorado mas acabamos por pegar o passeio de voadeira, que para em Caburé e Mandacaru. É só pedir na agência para te levarem até Atins, pois a maioria das pessoas vai só até Caburé e volta. O passeio custa 60 reais por pessoa. A primeira parada é nos chamados Pequenos Lençóis, onde há uns macaquinhos e avista-se as primeiras dunas e lagoas. Notem como a água destas lagoas é suja comparada às lagoas dos Lençóis.
       

      A primeira lagoa avistada
      O passeio tem ainda paradas em Vassouras, onde há um farol, e Caburé, para o almoço.
      As pousadas de Atins buscam os hóspedes no desembarque dos barcos. Como não tínhamos pousada, seguimos a pé até Canto dos Atins, para o restaurante da Dona Luzia. São 6km até lá, fizemos a maior parte do caminho na beira do rio/mar, seguindo este tracklog. O restaurante da Dona Luzia, além de servir os famosos camarões, oferece estadia pra quem vai fazer a travessia. Há alguns quartos e também muitas redes. Liguei um dia antes para confirmar que haveria vaga (98 987097661). Na Dona Luzia já não consegui mais sinal de celular, porém disseram que tem sinal de Vivo nas proximidades. Os preços da Luzia são 35 reais para dormir em rede, 40 para dormir em cama, 40 reais os camarões e 5 reais o refrigerante. Há energia elétrica para carregar baterias e até uma televisão. O banho é ao ar livre e frio e não há iluminação no chuveiro, por isso leve sua lanterna. Dona Luzia nos perguntou o horário que sairíamos para nos servir o café da manhã. Às 3h  da manhã, comemos pães, queijo, leite, café e algumas frutas. Seguimos então para Baixa Grande.


      Dona Luzia durante a noite
       


      Algumas lagoas precisavam ser atravessadas
       
      SEGUNDO DIA - De Canto dos Atins até Baixa Grande (26km de caminhada)
      Eu havia baixado no Wikiloc o mapa do Maranhão e algumas trilhas dos Lençóis. Usamos na travessia toda este tracklog e ele foi sensacional. Nas poucas vezes que nos desviamos do caminho, nos arrependemos. Recomendo mais até do que o meu tracklog da travessia.
      O primeiro trecho de caminhada é na beira da praia e as vistas não empolgam. Algumas pessoas optam por fazer essa parte de carro e começar apenas nas dunas, poupando cerca de três horas de caminhada. Chegamos em Baixa Grande por volta de 10h da manhã. A primeira casa é a de Dona Dete e foi nela que pernoitamos. A casa de Dona Loza fica um pouco mais a frente e nem chegamos até lá. Na Dona Dete almoçamos galinha caipira e jantamos omelete. O pernoite é em redes e a noite eles ligam um gerador por algumas horas, é o tempo disponível pra carregar as baterias. Em Baixa Grande dá pra nadar no Rio Negro e curtir o pôr do sol nas dunas. Em uma duna mais alta, indicada pelos moradores, consegui sinal da TIM e da Oi, mas só a Oi completou a chamada. Nada de sinal de internet. Os preços dentro dos Lençóis parecem ser sempre os mesmos: 35 reais por cada refeição e 35 pelo pernoite em rede, já com café da manhã incluso, desta forma, gastamos R$ 105 na maioria dos dias.

       

      A casa da Dona Dete
      TERCEIRO DIA - De Baixa Grande até Queimada dos Paulos (12km)
      No dia seguinte, o marido da Dona Dete nos serviu o café da manhã, com biscoitos, leite e um ovo frito pra cada. Saímos às 4h30 e chegamos na Queimada dos Britos por volta de 10h. A primeira casa é a do Seu Raimundo. Aparentemente a única casa com televisão dentro dos Lençóis. Seguimos por mais uns 30 minutos até a Queimada dos Paulos, que fica no mesmo oásis mas mais próxima de Santo Amaro e de Betânia. A última casa é a do seu Biziquinho e foi lá que ficamos.

      Queimada dos Britos, alagada nessa época do ano
      A propriedade do seu Biziquinho me pareceu a mais bonita das que vimos na travessia. A comida preparada pela esposa dele também estava muito boa. Pra carregar baterias, há uma entrada USB disponível o tempo todo, que fica ligada em baterias alimentadas por placas solares. Bem perto da casa há uma duna muito boa pra ver o pôr do sol e uma grande lagoa bem rasa. Seu Biziquinho também trabalha como guia e agenda passeios em sua página do Facebook.
       

      A casa do Seu Biziquinho
       
      QUARTO DIA - De Queimada dos Paulos até Santo Amaro, passando por Betânia (25km)
      Seu Biziquinho serviu o café da manhã às 3h e seguimos caminhada rumo à Betânia. Nesse dia em especial fomos ‘atacados’ algumas vezes por alguns pássaros. Na realidade, eles só passavam perto de nós e não ofereceram perigo. Caso estejam incomodando, levantar os braços faz com que eles ‘abortem’ o mergulho.

      Céu fotografado no quintal da casa do Seu Biziquinho


      Algumas das lagoas mais bonitas
      Às 7h chegamos na lagoa marcada no tracklog como “Lagoa linda para banho (presente)” e acredito que foi a lagoa mais bonita que vimos na travessia. Não muito tempo depois chegamos em Betânia. É preciso atravessar um rio para chegar no povoado, um guia nos disse pra gritar até que algum morador nos levasse de barco e foi o que fizemos. Após alguns minutos um rapaz apareceu e nos ajudou, sem cobrar nada.

      Rio que deve ser atravessado de barco em Betânia
      Em Betânia almoçamos e descansamos. A ideia inicial era dormir lá e chegar em Santo Amaro no dia seguinte. Como já tínhamos visto lagoas o suficiente, resolvemos fazer o último trecho quando o sol baixasse e economizar um dia. Fomos junto com alguns rapazes que trabalham em Betânia e nesse ponto não seguimos o tracklog. A vantagem foi que atravessamos o rio novamente mas numa parte em que ele é raso e não precisamos de barco. No meio do caminho aceitamos uma carona e assim chegamos em Santo Amaro.

      Atravessando o rio na parte rasa
       
      Chegando em Santo Amaro, paramos na Sorveteria Quero Quero. Perguntamos sobre hospedagem na cidade ao Célio, dono da sorveteria e ele nos disse que a opção mais barata seria ficar na casa de um amigo dele, o seu Manoel. Seu Manoel mora sozinho e aluga um quarto com uma cama de casal por 50 reais a diária. A casa é simples, o banho é frio e há um ventilador potente para espantar os inúmeros mosquitos que aparecem no quarto durante a noite. Seu Manoel foi muito simpático e pelo preço camarada, valeu muito a pena. Caso a sorveteria esteja fechada, a casa fica atrás da Cozinha Comunitária de Santo Amaro e seu Manoel disse ser conhecido na cidade como seu Manoel Mãozinha, por conta de um acidente que sofreu.

      Casa do Seu Manoel
      Em Santo Amaro há finalmente sinal de 3G, fraco, da Oi. Disseram que a Vivo também funciona na cidade. As coisas em Santo Amaro são caras, pela dificuldade de transporte até lá. Um X bacon no trailer da praça custou R$12,00.
       
      VOLTA PARA SÃO LUÍS
      No dia seguinte, tomamos café na Pousada Paraíso. 15 reais pra comer a vontade, com boa variedade de sucos, pães, ovo mexido e frios. Tem wifi também.
      Combinamos a volta para São Luís de van com a MiroTur. A saída seria às 13h e eles buscam onde você está hospedado. Atrasaram e nos buscaram numa Toyota Bandeirante, ainda passamos um bom tempo buscando passageiros por Santo Amaro. Há uma estrada asfaltada até Santo Amaro, mas a ponte que deveria ligar a cidade à estrada ainda não está pronta. Atravessamos o rio na caminhonete e passamos para a van. Chegando em São Luís nos colocaram em outro carro e fomos levados até o nosso hotel. O mais barato que encontramos foi o Soft Win. O hotel é novo e tem um bom custo x benefício.
       
      ALGUMAS DICAS
      Notamos que os guias tentavam se cobrir ao máximo do sol. Usavam camisetas brancas de manga comprida e um deles disse usar até luvas. Fizemos a maior parte da caminhada descalços, mas em alguns momentos a areia é tão dura que meus pés doíam e eu preferi o tênis. O problema é que é comum atravessar lagoas e ficar tirando e colocando o tênis gasta um tempo. Acredito que o ideal seja usar aquelas sapatilhas de mergulho.
      No sentido Atins-Santo Amaro, caminha-se sempre a favor do vento e pela manhã o sol está atrás de você, por isso é mais comum a travessia nesse sentido.
      Antes da viagem eu baixei várias trilhas e deixei salvas no wikiloc. Também baixei alguns relatos pra ter como fonte de consulta durante a caminhada. Levei também um Powerbank pra garantir que não ficaria sem bateria.
      Achei que a travessia fosse mais cansativa, no fim das contas o que mais incomodou foi andar descalço em areia dura. Nossas mochilas estavam bem leves. Carregamos pouca comida (bananas, alguns biscoitos e chocolate) e uma garrafa de 1,5L de água pra cada. A partir do segundo dia levávamos a garrafa meio vazia, pois percebemos que era suficiente. Roupas de frio são completamente dispensáveis. Como venta muito o tempo todo, é bem viável usar apenas duas mudas de roupa pra travessia toda (uma pra andar e outra pra dormir). Chegando nas casas, você lava e logo seca.
      Deixo abaixo alguns dos relatos que me ajudaram e recomendo deixar alguns deles baixados no celular, pra poder consultar durante a travessia.
      https://umaviagempelasmontanhas.wordpress.com/2016/06/05/travessia-do-parque-nacional-dos-lencois-maranhenses/
      https://www.destinodeviagem.com.br/travessia-a-pe-doa-lencois-maranhenses/
      https://www.embarquepromundo.com.br/lencois-maranhenses-a-travessia/
      https://aventurebox.com/brunafavaro/travessia-dos-lencois-maranhenses/report


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