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samir.oliveira

Terror na estrada em Uyuni: cuidado com as barreiras policiais

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Obrigado por compartilhar, já fui duas vezes a Bolívia e não tive este tipo de problema, graças a Deus, estou planejando o retorno e é bom saber de todo estes problemas que teve, até mais !

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Ando lendo muitos relatos negativos sobre a Bolívia ultimamente... o que me fez deixar o país para o último da lista.

Triste é escapar do Brasil para respirar ares não-corruptos e dar de cara com corrupção em outro lugar. Lamentável.

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que fita hein

esse tipo de informação é fundamental ser compartilhada. Eu já fui e não tive problemas, mais concordo que é sempre mehor prevenir do que remediar, então não custa imprimir a parada dos antecedentes e deixar separada pra evitar todo esse rolo. Abraços

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Eu fui pro uyuni fazendo o “caminho da morte”, não tive nenhum problema na Bolívia mas tampouco fui parado por nenhum policial enquanto estava lá, quando ia passar da Bolívia pro Chile que complicou.

Eramos um coreana, um francês e eu, o motorista do tour nos deixou lá e outro buscaria a gente uma hora mais tarde, fomos fazer o processo de saída e então o oficial pediu só os passaportes e nos disse que tínhamos que pagar uma taxa de não seus quanto, como uns 30 reais na época. Era pouco, mas eu sabia que não tinha que pagar nada.

Ele me olhou feio por uns bons segundos, carimbou meu passaporte e empurrou na mesa, quase caindo no chão, eu peguei e sai da sala esperando problema, via ele falando com os outros policiais e todos me olhavam feio, mas chegou o carro, nos buscou e nada aconteceu.

apesar disso, é exatamente o que você sente, uma situação de impotência. Eles podem fazer o que quiserem, no meio do deserto, armados... vai saber

conselho é manter-se tranquilo e responder tudo com perdón, gracias, señor, o mais submisso possível pra que nada pareça uma afronta! 

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Que bizarro e louco isso. Eu já ia entrar em desespero e congelar. Mas não me surpreende, na real, depois de ver que abuso de autoridade e propina são praticamente institucionalizados por lá. Vide a "taxa de imigração" que cobram na fronteira entre bolívia e chile, quando você tá saindo do salar. É tão descarada e organizada, inclusive com uma plaquinha indicando a fila pra pagar a taxa, que quem vai desavisado paga sem se dar conta de que é ilegal. E mesmo quem sabe, como eu sabia, paga pra evitar o desgaste e qualquer situação desagradável. 

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E aí Samir, blz?

Cara, já fui para a Bolívia várias vezes, mas antes de ir a primeira vez li centenas de relatos e em muitos fiquei sabendo de diversos golpes aplicados tanto por bandidos como por policiais (nesse caso bandidos também). Uma vez um policial que disse ser da Interpol me parou na rodoviária de Santa Cruz para umas perguntas! Ele estava sem uniforme e sem identificação então eu nem dei moral pra ele. Ele insistiu muito e eu simplesmente respondi o básico, pois li vários relatos sobre falsos policiais. Então, depois que ele saiu, fui perguntar sobre ele a um funcionário em um guichê de passagens e ele me confirmou que o cara era realmente policial. Mas como ele viu que eu não tava nem aí ele acabou me deixando quieto! Bolívia é sensacional, já passei mil perrengues lá, mas quantas vezes eu puder voltar eu voltarei!! forte abraço!

Bons ventos!

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Aconteceu comigo isso também. Estava a trabalho. Um dia antes de ser parado pela policia, teve uns brasileiros do PCC tentaram um assalto em uma loja que morreu uma refém e um policial, então os cara estavam na cola de brasileiro.

Passamos por um cidade pequena para tomar café e seguir viagem para Santa Cruz de La Sierra, nisso passou uma viatura e ficaram encarando eu e mais um  brasileiro,  seguimos viagem e na parte mais deserta dois policias bolivianos pararam nosso carro. Na frente do carro tinha dois bolivianos e eu e Maicon atrás. Os policias so olhavam para nos brasileiros. Pediram para descer. Pediram os documentos. Pediram contrato ou documento que comprovasse que estávamos a trabalho, tínhamos tudo isso. Informaram que Queria olhas somente as malas de nos brasileiros, do nada ficaram todos nervosos, que ainda não era o suficiente e que precisava de mais informação, ai me deu tela azul do windows. kk.

Estávamos com drone, que um dos policiais ficou invocado, depois ficou invocado com um power bank ai fico invocado com uns cabos de rádio, ate que o boliviano que estava com agente chamou o cara no canto e deu $120 bolivianos  e liberaram agente. No que o cara deu sinal para liberar, saiu mais dois policias do meio do mato, um estava com uma metralhadora na mão outro com cassetete.

Depois descobri que os policias ficaram nervosos por que  falei que era prestador de serviço e autônomo. Autônomo na Bolívia e considerado de Direita e os policias são de Esquerda. KKKK

Devido a tentativa de assalto envolvendo brasileiro fomos aconselhado a não andar sozinho por la e no hotel que estávamos ja cadastrado e hospedados tivemos que refazer todo procedimento para que eles pesquisassem nossos antecedentes. E eu tive que tirar minha barba que estava cultivando durante 6 meses. kkkkkk

 

 

OBS: O policial falou o mesmo que te disse: "..que eu seria imediatamente deportado " mas acrescentou fichado na INTERPOL

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Em 28/06/2018 em 14:13, isaribeiro disse:

Ando lendo muitos relatos negativos sobre a Bolívia ultimamente... o que me fez deixar o país para o último da lista.

Triste é escapar do Brasil para respirar ares não-corruptos e dar de cara com corrupção em outro lugar. Lamentável.

E meio que loteria ser parado dessa forma, o esquema e manter a calma. Estando com documento certinho não te risco. Bolívia vale apena conhecer.

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    • Por alanpetersonlopes
      Julho/2019 - A rota do Lítio - Argentina, Chile e Bolívia

       
       
      Introdução: Os preparativos - 1º semestre de 2019
       
      Viajar de carro sempre foi algo que amei desde criança, as horas passadas observando a estrada pela janela daquele Fiat Prêmio do meu pai, quando íamos ao litoral norte de São Paulo, eram sempre encantadoras. Com certeza, essas experiências na bela rodovia Rio-Santos me instigaram a planejar as viagens que realizo hoje em dia.
      A ideia de percorrer a Cordilheira dos Andes de carro era um desejo antigo, muito inspirado no filme Diários de Motocicleta. Subir os Andes, percorrer o altiplano andino, dormir nos vilarejos de mineradores, explorar os vulcões, salares e lagos eram os objetivos de 2019.
      Para isso, precisávamos de um carro ideal e em 2018 trocamos nosso Renault Sandero em uma Pajero Sport 4x4. Esta foi nossa primeira experiência com carro 4x4 e logo em janeiro fomos testar nossas habilidades em Visconde de Mauá-RJ, atrás de estradas de barro e lama. 
      Muito satisfeitos com a performance do carro em estrada de terra, não poderíamos pensar o mesmo quanto ao consumo de combustível. Infelizmente nossa Pajero era à gasolina e bebia um posto de combustível por mês, o que começou a ser um problemão quando iniciamos o planejamento da viagem e descobrimos longos trajetos sem postos de abastecimento.
      Precisávamos resolver esse empecilho, a solução era trocar de carro ou carregar vários galões de combustível, o que poderia ser muito perigoso. Decididos, faltando um mês para a viagem, tivemos uma grande sorte de encontrar o carro perfeito para o desafio, uma L200 Triton, equipada Savana e que era carro de suporte da Mit Cup. Sabíamos que este carro não nos deixaria na mão e, mesmo sem as revisões, colocamos-o na estrada sem medo.
      O trajeto não era fechado, o planejamento do percurso contava com alguns pontos de parada estratégicos, que na verdade, nem foram seguidos. No caminho, todo o trajeto foi redesenhado, dando o título desta aventura off-road: A rota do Lítio.

       
      Dia 06/07/2019 - A ansiedade do pré-viagem
       
      O dia anterior à viagem era de pura ansiedade, eu e a Carol esperávamos ansiosamente o casal de amigos que iriam nos acompanhar neste trajeto, Jeferson e Patrícia. Compramos umas carnes e faríamos um churrasco para comemorar o início da grande jornada.
      Já sabíamos que não seria fácil o que estava por vir, ainda mais para mim, que não estava 100% bem de saúde, afinal tive pedra no rim uma semana antes e tive que colocar um duplo jota (cateter entre o rim e bexiga) para preparar para um procedimento cirúrgico que se realizaria depois de um mês. Sim, eu teria que viajar com isto, para lugares onde o atendimento hospitalar inexiste, mas isso não me impediria de tal aventura.
      Atrás dos últimos preparativos, fomos à loja da Decathlon comprar umas últimas peças de roupas para nossos amigos que tinham acabado de chegar do interior de São Paulo e tinham mais dificuldades de encontrar equipamentos adequados à viagem.
      Quando voltamos das compras, começamos a preparar a caçamba da L200, era tanta coisa, que achávamos que não caberia, desde dos equipamentos de camping, galões de água e combustível, mantimentos e malas grandes de roupas por conta do frio. Tudo coube milimetricamente. Em cima do rack de teto, colocamos mais um pneu para  evitarmos qualquer tipo de perrengue que poderia nos aparecer.
      E assim, fomos dormir, ou pelo menos tentar, pois a cabeça não parava, o estômago sofria com a ansiedade e nossos cachorros não paravam quietos, parecem que sabiam que ficariam um tempo longe da gente (de fato, esta é a pior parte destas viagens, ficar longe do Marx e do Nietzsche).

       
      Dia 07/07/2019 - O início infinito: A  longa e entediante rota de São Paulo a Foz do Iguaçu
       
      Acordamos cedo, dormimos mal, mas parecia que tínhamos descansado um ano inteiro, pois energia não faltava. Tomamos um café reforçado, arrumamos as últimas coisas e bora pegar a estrada. 

      Saindo de casa - carro preparado.
       
      O trajeto deste primeiro dia era longo, cerca de 1.070 quilômetros até Foz do Iguaçu, passaríamos o dia inteiro na estrada e com o mínimo de paradas possível. A Paty trouxe um tupperware com um torta de atum excelente que foi nossa refeição durante vários dias onde priorizamos a quilometragem percorrida em vez das paisagens e lugares.
      Assim foi o primeiro dia, que teve 60 quilômetros extras, pois tivemos que voltar para casa, já quando estávamos na Régis Bittencourt, pois havia esquecido minha carteira.
      Voltamos e saímos de casa efetivamente às 8 horas da manhã, seguimos pela Régis até Curitiba e depois atravessamos as estradas de pista simples abarrotadas de caminhões do Paraná até a cidade de Foz do Iguaçu.
      Chegando próximo à cidade, entramos no booking e escolhemos uma pousada barata. De longe e por incrível que pareça, foi a pior estadia da viagem. O termômetro das ruas marcava 10º C, mas parecia que nosso quarto estava -15 ºC e obviamente o chuveiro era pífio e só esquentava quando caía um fio de água.

       
      Dia 08/07/2019 - Percorrendo Missiones: De Foz do Iguaçu a Corrientes (ARG)
       
      Logo que levantei da cama já pensei no café da manhã que deveria aproveitar, pois nas minhas últimas experiências fora do Brasil, o café nunca era grande coisa. Após uma noite terrível de frio, nada melhor que um pão na chapa e um café com leite.
      Arrumamos as coisas e fomos em direção ao Paraguai, a ideia era comprar um mini fogão de camping e uns outros equipamentos para a viagem, porém perdemos tempo à toa, voltamos para Foz do Iguaçú sem comprar nada e ainda precisávamos trocar nosso dinheiro.
      Depois de uma ampla pesquisa nas casas de câmbio e encontrar a melhor cotação, seguimos à fronteira da Argentina, rumo a Puerto Iguazú. Uma espera de uma hora na fila e passamos tranquilamente. Tinha todos os documentos em ordem e olha que as exigências não são poucas, seguro Carta Verde, dois triângulos, colete refletivo, cambão e selo de velocidade máxima na traseira do carro (que adquiri em um posto de combustível já na Argentina).

      Esperando para atravessar a fronteira.
       
      A ideia era chegar até Corrientes, na entrada do Chaco, iríamos percorrer a rota das Missiones, porém sem nenhuma parada, pois teríamos que vencer mais de 700 quilômetros. 
      Estradas de pista simples e muitas colinas suaves que seguem paralelamente ao leito do rio Paraná. As margens são tomadas pelo pasto com cabeças de gado espalhadas pelos imensos latifúndios. Sabíamos que estávamos deixando de lado o belo roteiro cultural das Missiones, mas nosso objetivo era a Cordilheira.
      Após cruzar Missiones e entrar na província de Corrientes já ficamos mais espertos, já tinha lido que ali a polícia era extremamente corrupta e fariam de tudo para tirar uns trocados. Dito e feito, logo que avistamos a primeira blitz, já fomos parados. Aquele guarda com cara de poucos amigos já me pediu para descer do carro, abrir a caçamba e por aí foi, várias coisas verificadas até que ele me pede o “apagador de fuego”, vulgo extintor de incêndio. Naquela hora gelei, tinha pensado em tudo, mas esqueci de verificar a validade do extintor de incêndio, tentei dar uma enrolada, mas não deu certo. Com um sorriso maroto ele me informou que me daria uma multa. Tentei desconversar e falar que não sabia disso, pois no Brasil já não era mais necessário e conversa vai e conversa vem, até que ele me pede para entrar no carro e separar 1.000 pesos (100 reais). Pegou meus documentos, foi até a cabine policial e retornou ao carro, e em questão de milissegundos colocou a mão para dentro da janela e tomou os mil pesos da minha mão, liberando-nos.
      Agora era o momento mais crítico, precisávamos comprar um extintor de incêndio antes de sermos parados novamente pela polícia. Passamos por mais dois comboios, mas não fomos parados, coração a mil. Até que avistamos a entrada da cidade de Ituzaingó, que na verdade mais parece um vilarejo, rodamos e demoramos cerca de uma hora para encontrar uma loja que trabalhasse com extintores. Chegando lá, obviamente ele não tinha o modelo do nosso extintor e disse que demoraria cerca de 3 horas para recarregá-lo, o que nos deixou apreensivos, pois queríamos chegar em Corrientes ainda neste dia. Ele ofereceu um outro modelo de extintor, acabamos aceitando e pagamos mais cerca de 100 reais por ele com validade de 6 meses! Mas pelo menos estávamos liberados.
      Seguimos viagem e logo antes de chegar em Corrientes paramos para abastecer e percebemos que o combustível era bem mais caro que no Brasil, o litro do diesel comum era cerca de R$4,50 e do diesel S10, R$ 5,20. Mas tudo bem, se tá na chuva é para se molhar, enchemos o tanque e partimos, chegando em Corrientes por volta das 21h. 
      Agora a saga era achar um hotel para ficar e estacionar o carro. Queríamos ficar no centro, pois precisávamos jantar ainda e tinha esperança de encontrar um parceiro meu que conheci em um mochilão para o Atacama em 2015 e que morava em Corrientes, mas sem sucesso. 
      O Hotel era bem ruim, com um banheiro bem peculiar. A descarga era literalmente um buraco na parede. Jeferson e Patrícia ficaram perdidos e não sabiam utilizar o vaso, pediram ajuda para o senhor da recepção, pedindo que desse uma olhada na descarga do vaso sanitário, porém “vaso” em espanhol significa “copo”, e daí começou a confusão. Tudo se resolveu quando o recepcionista perguntou “estás cagando?” e aí caíram todos na gargalhada, mas o problema foi sanado.

       
      Dia 09/07/2019 - A travessia do Chaco: Corrientes a San Fernando del Valle de Catamarca
       
      Acordamos bem cedo, o trajeto a ser enfrentado seria o mais cansativo, cruzar a planície do Chaco, a ideia inicial era ir até San Miguel de Tucumán. 
      Durante o café da manhã, que praticamente não tivemos, pois o hotel disse que não tinha pão e nem nada, afinal era feriado de independência e nada abriria, entrei na internet para baixar as fotos de satélite dos lugares que iríamos percorrer (esta foi a estratégia utilizada em toda a viagem, baixávamos os mapas e com o sinal do GPS ligado íamos nos orientando). Enquanto o download ia se realizando, aproveitava para estudar um pouco sobre o lugar que visitaríamos, e, quase sempre, estes estudos mudavam nossa rota, ou seja, não iríamos mais para Tucumán e sim para Catamarca. O objetivo seria percorrer a Rota 60 (Ruta de los Seis Miles).
      Este dia foi só de estradas retilíneas e planas, a paisagem do Chaco era o melhor exemplo do que o agronegócio produz, campos imensos de soja ou pasto, vilarejos super pobres lojas de luxo na beira da pista. Concessionárias da John Deere, Case II, Cartepillar contrastavam com casas mal acabadas de no máximo dois cômodos e que abrigavam famílias grandes. Os postos de gasolina eram lotados de crianças que trocavam suas tardes de brincadeiras pela disputa em lavar os parabrisas dos carros em troca de algumas poucas moedas. 
      Esse era o melhor exemplo daquilo que Denise Elias chama de Cidades do Agronegócio, onde a pobreza é generalizada e contrastante com algumas ruas que concentravam o comércio de luxo para satisfazer uma pequena elite de latifundiários.
      Depois de cerca de 13 horas de estrada, chegamos em San Fernando del Valle de Catamarca, uma cidade no sopé andino com uma arquitetura muito bonita no estilo neocolonial. Resolvemos ficar em um hotel também próximo ao centro, mas foi difícil achar vaga, pois havia um festival na cidade e a maioria dos quartos já estavam lotados.
      Saímos para passear na cidade, mas já era mais de 22h, tudo estava fechado, porém não impediu que aproveitássemos um pouco do local, visitamos a Plaza 25 de Mayo e nos deslumbramos com a linda Catedral Basílica de Nossa Señora del Valle.

      A Catedral de Nossa Señora del Valle.

       
      Dia 10/10/2019: Rota 60 - A Ruta de los Seismiles
       
      A partir deste dia pode-se dizer que a aventura realmente começa. Tomamos um belo café da manhã, andamos pela cidade para comprar uns últimos equipamentos, antes de desbravar os Andes.
      Saímos em direção à Ruta 60, mas ainda demoramos cerca de 2 a 3 horas para realmente começar a subir a cordilheira, o interessante é que tudo ali era diferente, a noção de tempo e espaço era outra, e conforme mais próximo dos Andes, mais encantador e misterioso o ambiente era.
      Ao cruzarmos a primeira cordilheira, chamada de Cordilheira Oriental, uma linha de montanhas mais baixas no sentido norte-sul, vimos a diferença climática. A Cordilheira Oriental barrava os ventos úmidos que vinham de leste, enquantos os Andes barravam os que vinham de oeste, ou seja, estávamos em um vale no sotavento das cordilheiras com clima árido e paisagem arbustiva. As montanhas areníticas ao redor contrastavam com o azul do céu e com as nuvens, desenhando um cenário de tirar o fôlego.

      Vista da Cordilheira Oriental, as nuvens indicam a direção do vento no sentido sudeste-noroeste.
       
      Ao iniciarmos a subida da cordilheira, deixávamos a paisagem de estepes de lado para entrar nas punas altiplânicas, uma formação vegetal herbácea típica das altitudes andinas. A Ruta de los Seismiles tem esse nome pois margeia 19 cumes com altitudes superiores aos 6.000 metros em relação ao nível do mar. Entre eles, o cume mais alto chama-se Ojos del Salar, seguido do Monte Pissis. Ambos são estratovulcões e recebem o título dos vulcões mais elevados do mundo.
       
      Ruta 60 e as punas altiplânicas.
       

      No canto direito temos o Ojos del Salado, vulcão mais elevado do mundo, ao meio o Incahuasi e no canto esquerdo o San Francisco. Atrás deste monte de areia já é território chileno.
       
      A nossa vontade era chegar no sopé destes vulcões, porém eles estão localizados no lado chileno e para nosso azar chegamos 30 minutos depois que a fronteira havia fechado, então sacamos o celular e tiramos fotos de onde podíamos.
      Apesar do céu limpo, o frio era forte, sobretudo por conta dos ventos que não davam trégua em nenhum minuto. Essa é uma característica do altiplano andino, onde instala-se uma zona de alta pressão que gera ventos que facilmente ultrapassam os 80 km/h.
      Este dia encerrou-se no vilarejo de Tinogasta, que fica no meio do caminho entre Catamarca e o Paso San Francisco (fronteira Chile-Argentina). Lá, conseguimos um hostel e fomos dormir extasiados com o dia em que passamos.

       
      Dia 11/07/2019 - Tinogasta a Antofagasta de la Sierra: O improvável resgate e o sinistro Campo de Pedra Pomes
       
      Este dia começou com uma forte indecisão: qual rota seguir?; voltaremos à rota original para Tucumán?; faríamos a linda Ruta 40?; ou “metemos o louco” e vamos ao Campo de Piedra Pomez?
      Tomamos o café da manhã e seguimos, decidimos pela Ruta 40, por ser a mais turística e com paisagens lindas de tirar o fôlego. Seguimos viagem, passamos por Belén, onde almoçamos um belo frango assado no conforto da calçada e com a caçamba da L200 como mesa (essa refeição foi uma das melhores da viagem). Belén é uma pequena cidade da província de Catamarca com cerca de 12 mil habitantes, mas que serve como base para os turistas que pretendem percorrer a Ruta 40 até San Antonio de Los Cobres.
      Após o almoço e mais chão pela frente, minha mente não parava, quase não conseguia prestar atenção na estrada, não sabia se estava feliz em percorrer a Ruta 40 e deixar de lado o Campo de Piedra Pomez. Até que passamos por um povoado chamado Las Juntas, sabia que o caminho que levava ao campo era logo após esse vilarejo. Não pensei duas vezes, ao avistar a bifurcação parei imediatamente fora da pista e desliguei o carro. Assustados, a Carol, o Jé e a Paty perguntaram prontamente o que havia acontecido e eu só respondi com o silêncio. Fiquei uns minutos mentalizando e tomei a decisão de enfrentar a Ruta 43, aquela que nos levaria ao Campo de Piedra Pomez. Todos acataram a minha decisão arbitrária e assim seguimos pela péssima estrada de chão que ia em direção às montanhas.
      Paisagens diversas seriam descobertas neste dia, uma mais incrível que a outra. Dos cactos gigantes a dunas de mais de 400 metros de altura em altitudes que nunca pensei que encontraria tais formações.
       

      As dunas invadindo a estrada.
       

      Dunas gigantes na beira da Ruta 43, encontradas acima dos 3.500 metros de altitude.
       
      Após as incríveis dunas, estávamos percorrendo novamente as punas altiplânicas, um cenário misterioso tomava conta da estrada, ninguém cruzava nosso caminho e os ventos castigavam a lataria do carro, nem abrir uma fresta do vidro era possível, pois fazia um barulho enorme e ainda desestabilizava o carro.
      Alguns quilômetros à frente e avistamos uma placa com a seguinte inscrição: Salar Laguna Blanca a 18 km. Como iríamos ao Salar de Uyuni, prontamente pensamos em não perder o foco e seguir adiante, mas algo me despertava curiosidade e, mesmo não querendo perder tempo, decidi fazer um desvio e seguir para a Laguna.
      Alguns minutos depois, avistamos um carro vindo em nossa direção piscando os faróis e acenando incessantemente. Eram duas mulheres desesperadas, dizendo que a caminhonete delas havia atolado no salar. Já fiquei empolgado em ajudar, finalmente testaria os limites do 4x4.
      Chegando no salar, já percebi que não seria tão fácil como havia pensado. A Nissan Frontier deles estava bem atolada e já havia marcas no chão de outra pessoa que havia tentado ajudar e não conseguiu. Prontamente, coloquei a Triton na frente da Frontier, sacamos o cambão, conectamos em ambos os carros, engatei a reduzida e acelerei, nada! Tentei mais duas vezes, sem sucesso e como resultado, havia atolado também. Enquanto isso, a Carol e a Paty se divertiam tirando fotos na laguna, ainda não tinhamos percebido a gravidade da situação. 
      Foi uma luta para desengatar o cambão para poder desatolar a Triton, mas conseguimos, com a reduzida engatada e uma ajuda para empurrar saímos do atoleiro sem maiores problemas. Todavia, havia muito trabalho pela frente ainda para tirarmos a Frontier daquela situação. Víamos no rosto do motorista o cansaço e o desespero, ele e a família com crianças pequenas já estavam lá havia 4 horas e só uma pessoa tinha aparecido e foi embora sem conseguir ajudá-los. Neste momento já era umas 15h e provavelmente ninguém mais apareceria. Lutávamos contra os fortes ventos altiplânicos e a altitude já nos castigava. 

      Primeira tentativa de resgate no salar.
       
      O jeito seria utilizar as pranchas de desatolagem, pela primeira vez elas íam sair do rack de teto. Obviamente os parafusos oxidados deram mais trabalho que o comum, mas conseguimos soltá-las. Agora precisávamos erguer o carro, colocamos o macaco embaixo apoiado em alguns tocos de madeira que a família havia conseguido e levantamos a traseira da Frontier para encaixar a prancha, repetimos do outro lado e pronto. Tudo certo, o motorista acelerou, o carro andou um metro e atolou de novo. Tivemos que repetir este procedimento três vezes até que enfim eles estavam libertos daquele momento terrível. 
      Quando saíram, a alegria deles e a nossa foi tão grande, que posso dizer que este foi o melhor momento da viagem. A família chorou de emoção e nos agradeceu de todas as formas possíveis. 
      Satisfeitos, cumprimentamos-os e seguimos nossa rota e neste momento passou pela nossa cabeça: Qual era a chance que eles tinham de encontrar alguém como nós com duas pranchas de desatolagem no meio do nada? Foi pura sorte ou será o destino.
      Ainda conseguimos chegar no tão esperado Campo de Piedra Pomez antes de anoitecer, algumas dezenas de quilômetros para frente do Salar Laguna Blanca, avistamos uma placa que dizia solo 4x4 e bem ao horizonte era possível observar uma paisagem diferente, com formas pitorescas e uma cor clara em meio aquela areia escura, típico material vulcânico depositado.
      Após quase uma hora percorrendo um caminho não demarcado, cheio de costelas de vaca, muita areia e pedras, chegamos nos monumentos de pedra pomes. Esta área natural e protegida é uma bela paisagem  originada pela erosão eólica de rochas vulcânicas piroclásticas (pumicita ou pedra pomes.) Sobre mais de 25 Km de extensão, se destacam milhares de facetas ruiniformes, algumas com mais de 50 metros de altura, dando ideia da espessura do depósito. Esta rocha é um produto da atividade dos aproximadamente 200 vulcões que existem na região de Antofagasta de la Sierra, entre os quais se destaca a Caldera del Galán, cuja última erupção ocorreu no final do Plioceno. Este vulcão tem uma das maiores crateras conhecidas no mundo, com 34 Km de norte a sul e 24 Km de leste a oeste.

      A incrível paisagem do Campo de Piedra Pomez, ao fundo vários vulcões que são os responsáveis pela formação desta paisagem única.

      Nem o frio intenso e nem a altitude nos impediram de escalar estes incríveis monumentos.
       
      Ficamos tão extasiados com este lugar que assistimos ao pôr do sol de lá e encararíamos o trecho final até Antofagasta de la Sierra à noite. E realmente, dirigimos no meio dos Andes, em um lugar nada turístico à noite e a sensação foi um mistura de apreensão e liberdade. E enfim, por volta das 22h horas, chegamos em Antofagasta de la Sierra e rapidamente encontramos uma casa para dormir, típica parada de mineradores da região.
      Ainda antes de dormir, fomos jantar e experimentamos um pouco da culinária local, o famoso prato Locro, uma espécie de sopa com milho, feijão, batatas andinas e carne de lhama. Não foi muito apetitoso, mas valeu a experiência.

      Locro, típico prato andino.

       
      Dia 12/07/2019 - O ponto austral do Triângulo do Lítio - O Salar de Hombre Muerto
       
      Depois de uma noite literalmente congelante, levantamos para encarar mais um trajeto pouco conhecido. E logo nos primeiros momentos do dia já vem a primeira surpresa, não muito boa. Um frio intenso, entrei no carro e dei a partida e nada, mais uma vez e nada, outra vez e nada. Parei, respirei, raciocinei e já sabia o problema, o diesel havia congelado. As garrafas dentro do carro estavam todas com os líquidos congelados. Mas ainda bem que os carros de hoje tem uma válvula de pré-aquecimento do combustível antes de injetá-lo nos cilindros. Deixei a parte elétrica ligada um tempo, dei a partida e finalmente o carro pegou.
      Segui rapidamente para o único posto de combustível da cidade e logo descobri que lá só vendia diesel aditivado com anticongelante, e bem caro, diga-se de passagem. Coloquei meio tanque e partimos.
      Mais uma surpresa, agora engraçada, tivemos ao jogar água no parabrisa. Com os vidros muito sujos, jogamos água para limpar e instantaneamente congelou. Fiquei preocupado com a possibilidade de trincar o parabrisa, pois estava muito frio, tudo congelado, ligamos o ar quente e seguimos viagem no forno do interior da Triton.
      Este dia rodamos cerca de 400 km inteiramente acima dos 4 mil metros de altitude, colinas suaves desenhavam o horizonte da paisagem recheadas de salares que contrastavam com imensos vulcões, ainda ativos. Alguns lagos congelados beiravam a pista e se mostravam como as poucas fontes de água na paisagem árida do altiplano andino. Em alguns locais, nem mesmo era possível observar as punas, pois o ambiente era tão extremo que não havia nenhuma forma de vida.

      Lagos congelados na beira da Ruta 43.
       
      Algumas horas depois chegamos no Salar de Hombre Muerto, o ponto mais ao sul do Triângulo do Lítio. Localizado ainda na província de Catamarca-ARG, o salar é uma das regiões mais ricas em lítio do mundo, a área em que se localiza o Triângulo do Lítio contém mais de 85% das reservas conhecidas do planeta e vale a pena dizer que tal recurso é extremamente estratégico, alguns especialistas até o consideram o novo petróleo, pois o lítio é o recurso chave para a produção de baterias, desde celulares a veículos.
      No Salar de Hombre Muerto há uma mineradora estadunidense que explora o recurso e o envia até o porto de Antofagasta, no Chile, onde é exportado in natura para a Ásia e Estados Unidos. Na região não há nenhuma indústria que utiliza o lítio, ou seja, ele representa, apesar de muito cobiçado, mais um produto de baixo valor agregado na pauta de exportações latinoamericanas.

      O Salar de Hombre Muerto - uma das mais importante reservas de lítio do planeta,
       
      Após umas paradas para fotos e estudos, seguimos viagem, o objetivo era chegar em San Antonio de los Cobres. Pelo meio do nosso caminho alguns pequenos vilarejos de mineradores se apresentavam no caminho. 
      Ao final da Ruta Provincial 17 (continuação da Ruta 43), pegamos a Ruta 51 que vem do Paso Sico (fronteira Chile-Argentina) e seguimos à San Antonio, e este foi um dos trechos ruins de estrada e um dos pontos mais elevados que passamos por toda a viagem.

      Ruta 51 - 4560 metros de altitude.
       

      A Ruta 51, bastante sinuosa com trecho íngremes e muitas pedras.
       
      Com o combustível na reserva e aquele clima de apreensão, enfim chegamos no final da tarde ao nosso destino. Arrumamos uma pousada na hora e enfim fomos lanchar depois de um dia inteiro sem comer absolutamente nada e sem cruzar com uma alma viva na estrada.
      Aproveitamos também para tomar os vinhos que ganhamos da família que resgatamos no salar e após uns goles notamos o poder da altitude, estávamos todos bêbados em questão de minutos. Foi uma bela noite de sono.

       
      Dia 13/07/2019 - As montanhas coloridas de Pumamarca e as sinclinais da Quebrada Humahuaca
       
      Acordamos cedo e de ressaca, a Carol não aguentava de dor de cabeça. Realmente não era mito que beber na altitude não é muito bom, descobrimos do pior jeito.
      Seguimos viagem pela Ruta 40 até a Ruta 52 para descer os Andes em direção ao vilarejo de Pumamarca, um local bem turístico e muito procurado pelas suas belas montanhas coloridas e sua famosa feira de artigos andinos.
      A Ruta 52 é uma bela estrada, bem sinuosa, porém asfaltada que liga o Paso Jama a Pumamarca. A descida das montanhas requer muito cuidado pois as curvas são bem fechadas e algumas ainda tem buracos no asfalto. Além disso é um trajeto onde circulam muitos caminhões cegonha que precisam invadem a pista contrária quando fazem as curvas.

      A bela Ruta 51 em direção a Pumamarca.
       
        Após a bela descida dos Andes, chegamos finalmente em Pumarmarca, conhecida como “Tierra de Colores”. Já havia estado aqui em 2015 e tinha me apaixonado pelo lugar, a geologia desta região é encantadora, sobretudo, quando avistamos o famoso ”Cerro de Siete Colores”, cartão-postal da cidade.
      O Cerro de Siete Colores é uma cadeia de montanhas que possui sete diferentes horizontes, cada um com uma cor específica, datada de um período geológico distinto. Resultado da interação de grandes forças de agentes internos de modelação do relevo em contraste com os agentes externos de intemperismo, a variedade de cores resulta da acumulação de sedimentos de origem marinha, lacustre e continental. As cores acinzentadas, verdes escuras e violeta corresponde ao tempo mais antigo, o período Pré-cambriano (600 milhões de anos atrás). Já as cores rosa escuro e branco são do período cambriano (540 milhões de anos atrás), cujos estratos carregam vestígios fósseis da fauna marinha daquele tempo. Já as cores cinza claro ao amarelo são de afloramentos areníticos do período Ordoviciano (505 milhões de anos atrás). 
      Após um longo período de interrupção da sedimentação, no Cretáceo (144-65 milhões de anos atrás) são depositados cascalhos avermelhados e arenitos e finalmente os tons avermelhados e rosa claro são mais recentes, datados do Terciário (65-2,1 milhões de anos atrás), onde o local já se constitui como uma bacia continental e não mais o fundo de mares e lagos.

      O Cerro de Siete Colores, com os seus diferentes horizontes geológicos.
       

      Vista da trilha que contorna o Cerro de Siete Colores.
       
      Após nossa parada em Pumamarca, já era hora de seguir a estrada, nosso próximo ponto seria o sítio arqueológico de Tilcara, com vistas ao Jardim Botânico de Cactos e às ruínas de Pukará.
      Tilcara é o povoado mais turístico da província de Jujuy, o que nos desanimou um pouco pela quantidade de vans turísticas e pessoas na cidade. Contudo ainda é um belo lugar e não pode faltar no roteiro do noroeste argentino. 
      As ruínas de Pukará datam de cerca de mil anos atrás e nos contam muito sobre a vida dos povos pré-colombianos que habitaram a região. Pukará significa fortaleza e pela localização de sua construção, no alto de um morro é possível perceber que se tratava de um local bastante protegido. Grande parte das ruínas foram reconstruídas recentemente para demonstrar como viviam os habitantes daquela época.

      Os belos dobramentos às margens da Ruta 9, em Maimara, caminho para Tilcara.
       

      As ruínas de Pukará em meio a paisagem árida formada pelos belos cactos gigantes.
       

      O templo de Pukará reconstruído.
       
      Após esta bela parada, seguimos viagem pela Ruta 9 e Quebrada de Humahuaca. Tal local ganhou em 2003 o título de Patrimônio da Humanidade pela UNESCO e trata-se, realmente, de um belíssimo lugar, com uma cultura ímpar e uma paisagem natural maravilhosa. Já no fim de tarde, a caminho da fronteira Bolívia-Argentina, avistamos as incríveis sinclinais de Humahuaca, formadas pela combinação de diferentes ambientes de sedimentação dobrados pelo choque das placas tectônicas sulamericana e pacífica.

      Às margens da Ruta 9, a bela paisagem das sinclinais de Humahuaca.
       
      Já era noite quando chegamos na cidade argentina fronteiriça, La Quiaca. O pior é que ainda precisávamos achar um lugar que fizesse impressão, pois o Jé e a Paty não haviam conseguido imprimir o certificado internacional de vacinação contra a febre amarelo, um documento obrigatório para a entrada na Bolívia, Percorremos alguns locais e por sorte achamos um escritório aberto, muita sorte por se tratar de um sábado à noite.

       
      14/07/2019 - A rota solitária no sul da Bolívia - La Quiaca a Uyuni.
       
      Acordamos com uma primeira missão, precisávamos comprar uma lâmpada para o farol da Triton que havia queimado na noite anterior.
      Fomos direto à fronteira, fizemos toda a documentação, inclusive a Declaracion Jurada, o documento mais importante para se entrar de carro na Bolívia, se você não o tiver, a polícia pode apreender seu carro e ele se torna propriedade do governo boliviano e, realmente, você perde seu veículo. Diante disto, além de fazer o documento ainda tiramos umas três cópias com medo de entregar a original para um oficial e “sem querer” ele perdê-la.
      Adentramos Vilazón, a primeira cidade do sul boliviano lembra o cotidiano de Ciudad del Este, ruas abarrotadas de lojas que vendem eletrônicos a preços mais baixos que no Brasil ou Argentina. Fizemos o câmbio e saímos à procura das lâmpadas. Almoçamos um prato bem suspeito numa feira local, custou cerca de cinco reais a refeição e todos sobrevivemos.
      Após tudo em ordem, seguimos viagem pela rota em direção ao vilarejo de Tupiza, uma rota bem alternativa que praticamente não existiam relatos. A rota mais tradicional é aquela que segue para Potosí e depois para Uyuni, mas é muito mais longa. De fato a rota por Tupiza era meio estranha, apesar de estar passando por um processo de asfaltamento, diversas vezes saímos do trajeto original e avistávamos a estrada asfaltada no horizonte. Seguíamos em direção a ela e logo o asfalto sumia de novo e saíamos da rota, isto se repetiu umas cinco ou seis vezes e não havia ninguém a perguntar também, nessa hora as fotos de satélite nos auxiliavam.
      Apesar das dificuldades, o trajeto é magnífico, com montanhas belíssimas margeando o caminho que seguia os leitos dos rios.

      Vista do caminho para Tupiza.
       

      Um dos trechos que entrávamos por engano e saímos da rota principal.
       
      Ainda na estrada, alguns estupendos inselbergs apareciam em nosso trajeto, demonstrando a força da erosão eólica sobre os monumentos geológicos da região.

      Um belo inselberg no caminho a Tupiza.
       
      Depois de uns 80 quilômetros rodados conseguimos nos manter sempre no caminho correto, pois grande parte da estrada já estava asfaltada, ainda bem, pois as serras que tivemos que vencer eram muito íngremes e exigiram bastante da Triton que não passava dos 40 km/h.

      Apesar de íngreme a estrada, a Triton aguentou bem e nos fez avistar as belas paisagens montanhosas do sul da Bolívia.
       
      No fim de tarde chegamos a Uyuni, já bem cansados e famintos. Imediatamente fomos abastecer o carro e comprovamos aquilo que tínhamos lido sobre a Bolívia, o combustível para estrangeiros é o dobro do preço. Mas fizemos um esquema com o frentista do posto e ele nos vendeu a 1,5 a mais que o preço normal nos vendendo como estivessemos com o carro boliviano. A grana a mais ele embolsou, justo, afinal o salário deles é estupidamente baixo.
      A noite, eu e Jé nos separamos das nossas esposas afinal queríamos comer especiarias locais, enquanto elas queriam uma refeição mais confiável. Apesar de muito pobre o lugar, não nos preocupamos com a segurança, nada é pior que São Paulo ou Rio de Janeiro.

       
      Dia 15/07/2019 - Desbravando o Salar de Uyuni
       
      Estávamos ansiosos para este dia, enfim iríamos conhecer o tão famoso Salar de Uyuni, e o melho,r faríamos isto com o nosso próprio carro, sem depender de agências de turismo.
      Logo cedo fomos em direção a Colchani, o vilarejo de entrada do Salar, observamos o caminho que algumas Toyotas faziam para não termos nenhuma má surpresa e atolarmos em algum lugar. Foi bem tranquilo, como era época de seca, não havia tantos atoleiros na entrada do salar.
      Seguimos umas vans até a praça das bandeiras, um ponto bem turístico com as bandeiras de diversos países e até mesmo, de times como Corinthians, Palmeiras e Grêmio. Aproveitamos para conhecer o Hotel de Sal ao lado da praça e tirarmos fotos no monumento do Rally Dakar.

      O monumento do Rally Dakar no meio do Salar de Uyuni.
      Após isso seguimos algumas marcas de pneu no chão até a ilha Incahuasi, uma ilha de cactos em meio ao Salar de Uyuni. Tal ilha forma uma magnífica paisagem e localiza-se bem próximo ao centro do Salar, tanto que dirigimos mais uns 40 minutos da praça até a ilha. 

      A Ilha Incahuasi próximo ao centro do salar.
      A formação do salar de Uyuni é explicada pelo soerguimento da plataforma continental no momento de formação da cordilheira andina. A região era um imenso mar que ascendeu e transformou-se com o tempo em uma imenso lago, por conta da elevada evaporação da água. Enquanto a água evaporava, depositava-se em seu fundo imensas quantidades de sais. Ao passo que mais evaporação ocorria o lago foi sumindo e uma imensidão branca de sal tomou conta de uma área de aproximadamente 10.500 km².
      Tal formação também fez do salar uma importante reserva de lítio, configurando-o como o ponto setentrional do Triângulo do Lítio, região já mencionada anteriormente. Diferentemente da Argentina e Chile, a Bolívia tinha outros planos para tal recurso, Evo Morales havia investido fortemente em indústrias que processariam tal recurso e que, em vez de exportar um produto de baixo valor agregado, poderiam no futuro exportar até mesmo carros elétricos.
      Dirigir em meio ao salar pode ser uma aventura perigosa, apesar de muitos locais terem marcas de pneu, nem sempre estas te levam a algum lugar, seguimos algumas, dirigimos por horas e não achávamos nada. Por isso é bom ter uma bússola e contar com um gps com as imagens de satélite baixadas para não se perder em meio à imensidão branca.

      Alguns trechos do Salar não tem marcação, por isso é importante uma bússola e um gps para se guiar.
       
      Saímos em busca do espelho d’água. Sabíamos que não era época de encontrá-lo, pois estávamos no período de secas, mas alguns locais nos disseram que na base do vulcão Tunupa era mais fácil de encontrar. Abrimos as imagens de satélite, observamos a localização do vulcão e seguindo a bússola, partimos em direção à sua base.
      Enfim encontramos água e o famoso espelho que nas fotos dá a sensação de estarmos flutuando em um céu infinito. Esta seria uma das mais belas paisagens que veríamos no roteiro inteiro.

      O céu infinito no Salar de Uyuni.
       
      Ainda tentamos subir de Triton no vulcão Tunupa, mas percebemos que seria inútil a tentativa, pois a estrada acabava bem longe da cratera e não haveria tempo suficiente para escalá-lo durante o dia. Portanto voltamos a Colchani, no mesmo esquema, traçamos a rota nas imagens de satélite e seguimos a bússola. Desta vez iríamos passar a noite em um hotel de sal na entrada do salar.
      Este hotel de sal era novo e ainda não estava recebendo reservas, mas na noite anterior durante uma conversa com os guias, eles nos ofereceram a estadia neste lugar por um preço bem bacana, então resolvemos arriscar.
      De fato era um hotel bem bonito, mas com uma estrutura muito aquém do esperado. Tomei uma das piores decisões da vida, quando resolvi encarar um banho. Achei que o frio do salar seria compensado com um banho quente, porém o chuveiro esquentou nos primeiros segundos e depois ficou geladasso. Neste momento a temperatura no próprio quarto já era negativa e nunca passei tanto frio na vida. Até a Carol ficou assustada, ao final do banho, tremia tanto que nem quatro cobertores eram capazes de me esquentar. Necessitei do calor humano dela para parar de tremer, mas isto ocorreu uns 15 minutos depois.
      Reconstituído, fomos observar o pôr do sol no salar, um espetáculo, apesar do frio congelante.

      O pôr do sol visto da janela do nosso quarto no hotel de sal.
       
        
      Dia 16/07/2019 - A travessia Bolívia e Chile pela rota do vulcão Ollague
       
      Antes de seguirmos viagem neste dia, necessitamos trocar o óleo da Triton, pois já havíamos andado mais de 5 mil quilômetros, e ainda realizar uma lavagem completa para tirar o sal do carro, com o intuito de não estragar as peças por corrosão.
      Conseguimos deixar Uyuni na hora do almoço e seguimos viagem. Infelizmente o roteiro que gostaríamos de percorrer não seria possível (a rota direta para San pedro de Atacama, passando pelos Gêyseres Sol de la Mañana e Laguna Colorada), pois os guias locais haviam nos informado que o caminho estava praticamente intransitável pela quantidade de neve que havia no local. Decidimos não arriscar e mudar o trajeto, seguiríamos pelo Paso Avaroa, que nos levaria até Calama, capital do deserto do Atacama no Chile.
      Tal roteiro é menos turístico e pouco movimentado, mas de igual beleza. Nele passamos por várias formações rochosas vulcânicas, grandes afloramentos de basaltos e diabásios, sendo o mais famoso o Valle de las Rocas.

      Valle de las Rocas - Ruta 701 - Bolívia.
       
      O caminho através da Ruta 701 é lindo, inteiramente na altitude e rodeado por grandes e inúmeros vulcões. O maior deles e ativo era próximo a fronteira, o Ollague. Quando chegamos próximo a ele, vimos pequenas fumarolas saindo de dentro de sua cratera, o que me deixou muito empolgado, torcendo para avistar uma erupção, o que não ocorreu. Olhando pelo lado positivo, pelo menos estou vivo.

      Os vulcões foram nossos únicos companheiros neste dia. Não cruzamos com ninguém nesta estrada.
       
      Chegando na fronteira, iniciamos os longos trâmites para ingressar no Chile. A polícia aduaneira do Chile é uma das mais exigentes da América do Sul e mesmo estando numa fronteira pouco movimentada, fizeram-nos esvaziar o caçamba inteira da Triton e abrir as caixas da caçamba, o que foi muito difícil por conta do frio que emperrou as trancas.
      Depois de cerca de uma hora e meia de trâmite, já era noite. Seguimos a Calama e, infelizmente, perdemos várias lindas paisagens do trajeto. Porém, como era noite de lua cheia, as lagunas altiplânicas espelhavam-a elaborando uma misteriosa e harmoniosa paisagem. Minha vontade era de parar e acampar ali mesmo, porém o frio e os ventos impediram-nos de realizar mais esta aventura.
      Chegamos por volta das 22h em Calama e resolvemos ficar em um bom hotel depois da trágica e congelante estadia no hotel de sal, precisávamos de um banho decente, pois havia uns três dias que não desfrutávamos deste conforto. E por esta cidade ser bastante turística, demos sorte porque conseguimos fechar um hotel com desconto do IVA para estrangeiros.

       
      Dia 17/07/2019 - A aridez do Atacama e a nostalgia do reencontro
       
      Depois de tantos dias acima dos 3.500 metros de altitude, descer para 2.500 pareceu que ganhávamos um novo gás. As coisas aparentavam mais leves, o carro também respondia melhor, parecia que tudo seria mais tranquilo agora.
      De Calama até San Pedro de Atacama ainda é um bom percurso. Demoramos cerca de 2 horas para chegar no nosso destino turístico. Próximo de lá já avistávamos dos mirantes as cordilheiras de sal presentes no Valle de la Luna. Tais cordilheiras delimitavam os limites do salar de atacama, o ponto mais ocidental do Triângulo do Lítio e o ponto mais longe da nossa casa. Até então o odômetro já registrava mais de seis mil quilômetros percorridos e ainda havia toda a volta para encararmos.
      Ao entrar em San Pedro, a nostalgia tomou conta de mim, afinal havia estado lá em 2015 em uma das minhas maiores aventuras, um mochilão com meu camarada Jonas Risovas, sem destino certo e sem nada fechado. Procurando aproveitar mais este momento nostálgico fui atrás do mesmo hostel que havia me hospedado quatro anos atrás e, rapidamente, encontrei-o logo após o cemitério municipal.
      O Hostel Lackuntur é um pouco mais afastado da principal rua do vilarejo, a Caracoles que  concentra as agências de turismo e as lojas de artesanatos para o consumo turístico. Chegando lá, prontamente me apresentei dizendo que já havia me hospedado lá e, por isso, gostaria de um bom desconto. A resposta foi positiva e então fechamos mais duas noites por lá, afinal queríamos aproveitar mais os atrativos do deserto.
      Fizemos nosso almoço no próprio hostel e saímos em busca da Laguna Escondida, um circuito de sete lagunas com alta concentração de sal, que impedem seu corpo de afundar. Uma bela experiência na hora, mas terrível quando você sai da água pela quantidade de sal impregnada no seu corpo.

      A primeira das sete lagunas escondidas. Somente duas são abertas para o banho, o restante é fechado por conta da preservação do frágil ecossistema.
       
      Após a escaldante trilha nas lagunas seguimos para o Valle de la Muerte para assistir o pôr do sol. Tal lugar recebe esse nome por conta de um erro de tradução. O local aparenta muito a superfície de marte, o que levou pesquisadores a chamarem de Vale de Marte, porém, num típico telefone sem fio, com o passar do tempo, o lugar ficou conhecido como Valle de la Muerte.

      A bela vista do Valle de la Muerte. Ao fundo sobressai-se na paisagem o cartão-postal de San Pedro de Atacama: o vulcão Licacanbur.

       
      Dia 18/07/2019 - A beleza imensurável das Lagunas Altiplânicas
       
      A cordilheira andina é show de beleza natural, sobretudo, quando nos caminhos percorridos, tornam-se visíveis suas lagunas formadas pelo degelo dos cumes elevados.
      Este foi o objetivo deste dia. Percorremos a rota 23 até quase a fronteira da Argentina no Paso Sico, e, posso dizer com tranquildade, que é o caminho mais lindo do deserto do atacama.
      Nossa primeira parada foram as Lagunas Miñique e Miscanti, que levam o mesmo nome dos vulcões que as margeiam. Formadas pelo degelo, apresentam diferentes tons de azul, demonstrando a diferença de suas profundidades e da alcalinidade da água que recarregam seus reservatório.

      A bela Laguna Miñiques e seu vulcão ao lado esquerdo.
       
      Seguindo a diante na rota 23, o próximo ponto de parada é a Laguna Salar de Talar e as Piedras Rojas. Infelizmente este local não é mais aberto para visitação. Na primeira vez em que estive aqui, em 2015, eu e Jonas tivemos a oportunidade de caminhar pela laguna congelada e encarar o declive das Piedras Rojas, um grande campo de material piroclástico provindo da erupção do vulcão Miscanti.
      De qualquer forma, não deixa de ser bela a paisagem na beira da estrada. Momentos espetaculares e inesquecíveis vivenciamos ao longo deste incrível trajeto.

      A bela laguna do Salar de Tara. Antigamente era possível caminhar sobre suas águas congeladas.
       
      O mirante do Salar de Tara costuma ser o último ponto turístico visitado pelas agências de San Pedro de Atacama nesta rota. Uma pena, pois alguns quilômetros a frente é possível observar a imponente Laguna Tuyajto. Também formada pelo degelo das montanhas, suas águas apresentam um tom azul turquesa que contrasta com o amarelado das punas altiplânicas e o cinzento do solo árido.

      Laguna Tuyajto, parece uma pintura com suas águas azul turquesa.
       
      Após esta última parada era hora de voltar para San Pedro de Atacama. Planejamos dar uma volta pelo centro da cidade, a rua Caracoles à noite e fazer uma boa refeição, pois o dia seguinte seria um dos mais puxados da viagem.

       
      Dia 19/07/2019 - O poder das forças endógenas: A bacia geotérmica El Tatio
       
      Era por volta das 4h30 da manhã, ou melhor da madrugada, quando nosso despertador tocou. Sentimos aquele ímpeto desespero, porque tínhamos que levantar, deixando o calor de nossas cobertas para encarar o frio congelante do deserto.
      A ideia era ir até um famoso ponto turístico, os Gêyseres del Tatio. Localizado na bacia geotérmica de mesmo nome, esta área contém uma série de fissuras que são preenchidas com a água do degelo e que entra em contato com o magma em subsuperfície, alcançando uma temperatura próxima aos 85ºC e com colunas que podem chegar a alguns metros de altura.
      O El Tatio é o maior campo de gêiseres do hemisfério sul e terceiro maior do mundo, atrás do Parque Nacional de Yellowstone nos Estados Unidos e do Vale dos Gêyseres na Península de Kamtchaka na Rússia. 
      O local apresenta uma altitude superior aos 4.200 metros em relação ao nível do mar e quase sempre as temperaturas são negativas. Ao nascer do sol, facilmente, as temperaturas podem chegar abaixo dos 15 graus celsius negativos. Contudo, apesar de ser a hora mais fria do dia, também é a mais recomendada para a visitação.
      Chegamos bem na hora do nascer do sol e, realmente, a temperatura estava muito baixa. As luvas não davam conta e nem nossas botas. Tentamos, inutilmente, acender nosso fogão de camping para fazer um café e não conseguimos sequer uma chama. Acreditamos que seja por conta da combinação do frio com o oxigênio rarefeito no local.
      Mas o frio não nos venceu, fizemos umas trilhas para ver de perto os gêyseres, um espetáculo à parte. A águas jorravam ao alto e quando caíam no chão, congelavam instantaneamente.

      A bela paisagem formada pela combinação dos raios solares atravessando as fumarolas dos gêyseres.
       

      O campo dos Gêyseres del Tatio tem um boa infraestrutura de visitação com muros que limitam a zona de segurança de observação dos fenômenos.
       
      Após a visitação a este magnífico lugar, seguimos a rota para a Reserva Nacional dos Flamencos. Acabamos errando o caminho e percorremos um longo trajeto em meio ao Salar de Atacama.
      O Salar de Atacama é bem diferente dos demais salares que visitamos ao longo de nossa viagem. Ele não apresenta aquela imensidão lisa e branca, pois o sal está misturado com o barro proveniente das escassas chuvas torrenciais que atingem a região em alguns dias do ano.
      Neste erro de trajeto, podemos adentrar uma área de uma mineradora que atua no salar, provavelmente retirando lítio, arsênio e outros recursos.Rapidamente, o guarda nos repreendeu dizendo que estávamos um uma zona privada e que a Reservas dos Flamencos era muito antes. Demos meia volta e seguimos a estrada, ou melhor o caminho que corta o Slar pelo meio.
      Enfim chegamos na tão procurada Reserva, um local de descanso e reprodução de flamingos. Alguns deles estavam próximo à área de observação o que nos rendeu um belo cenário. Contudo, é possível perceber os impactos da atividade mineradora no local, em 2015 eu já tinha visitado a região e a minha percepção era outra. As águas apresentavam um aspecto turvo, muito diferente do espelho cristalino que observei alguns anos atrás.

      Os flamingos se alimentam dos microorganismos que se desenvolvem nas áreas alagadas do salar.
       

      A bela cordilheira andina refletida no Salar de Atacama.
       
      E após esta última parada, estávamos praticamente finalizando nossa viagem. Agora era descansar para iniciar o caminho de retorno a nossa casa.
       
      Dia 20/07/2019 - A travessia dos Andes pela Rota 52 (Paso Jama)
       
      Com o sentimento de dever cumprido, arrumamos nossas malas e nos despedimos do Atacama. Percorreríamos a linda ruta 52, que atravessa os Andes do Chile à Argentina pelo Paso Jama.
      Assim que deixamos o vilarejo de San Pedro de Atacama uma longa subida , praticamente em linha reta, precisou ser vencida. Sem muitas dificuldades para a Triton, o caminho que se abre é um ponto alto da viagem. Logo alguns quilômetros estrada acima, nos aproximamos dos vulcões Licacanbur e Sairecabur.

      Os estratovulcões Licacanbur e Sairecabur vistos da janela da Triton.
       
      São vários incríveis minutos margeando estes vulcões. A paisagem é espetacular, em meio à aridez do Atacama, o Licacanbur destaca-se com o típico formato cônico recoberto com neve próximo à sua cratera. Seu cume supera os 6 mil metros de altitude, porém ele é só mais um dos vários vulcões que fazem parte do chamado Círculo de Fogo do Pacífico, que compreende a Cordilheira dos Andes, a América Central, a Sierra Madre mexicana, a falha de San Andreas, as montanhas de leste do Canadá e o Alaska no continente americano.
      O Círculo de Fogo do Pacífico tem esse nome, pois trata-se de uma região com intensa atividade vulcânica e sísmica. Mais de 80% dos terremotos e erupções no mundo ocorrem nesta região. Isto deve-se ao contato convergente de placas tectônicas, sejam do tipo continental com oceânica, no que diz respeito à América, ou oceânica com oceânica, quando ocorre na Ásia ou Oceania.
      Alguns quilômetros a frente e deixamos a linha de vulcões para trás e entramos no altiplano andino, uma área com cerca de 4 mil metros de altitude em média. Percorrendo a Ruta 52 não são poucos os salares, lagos congelados ou montanhas que margeiam a estrada, contrastando a bela paisagem com as condições extremas do local.

      O Salar de Tara, localizado à beira da Rota 52 é um excelente ponto de parada para apreciar a paisagem.
       

      Salar de Loyoques, outra bela parada às margens da Rota 52,
       
      Algumas horas à frente e já avistamos as Salinas Grandes, outro salar no caminho da Rota 52. Quando a avistamos, já sabíamos que estávamos perto da bela descida para Pumamarca, que havíamos realizado uma semana atrás. Porém desta vez não seguiríamos ao norte e sim iríamos a Salta, pousar e encarar os longos trechos de volta para casa.
       
       
      Dia 21/07/2019 - A travessia do Chaco: pela estrada ou pelo acostamento?
       
      Antes de seguirmos viagem, resolvemos aproveitar um pouco a linda cidade de Salta. O meu maior desejo era comer novamente um pancho, o cachorro-quente salteño. Em 2015, eu e Jonas ficamos alguns dias em Salta e todas as nossas refeições foram panchos, pois era a opção de comida mais barata, já que não tínhamos grana. Comi logo três panchos, uma delícia, pois o que o diferencia do nosso cachorro-quente são os molhos, eles oferecem cerca de 15 diferentes tipos de molho, alguns como Salame, Pizza, Roquefort etc. 
      Ainda aproveitamos para ir no mercado comprar vinhos, afinal estávamos na Argentina e voltar ao Brasil sem nenhuma garrafa não era uma opção.
      Compras realizadas, seguimos viagem, o trajeto era longo, cerca de 700 km iríamos percorrer, mas achávamos que seria rápido, pois a Rota 16 é um reta infinita. Grande engano nosso, depois de umas duas horas de estrada, começou um longo trecho de buracos, ou melhor de crateras. Eram tantos que nossa velocidade média era de 20 km/h. O desespero começou a bater, naquele ritmo demoraríamos muito tempo para chegar. Diante dessa situação, resolvi agir, botei o carro fora da estrada, engatei o 4x4 e segui atravessando as vezes o pasto e plantações de soja. E dessa maneira conseguimos vencer este trecho que tinha uns longos 50 km.
      Como havíamos saído mais tarde de Salta, não iríamos conseguir chegar em uma hora adequada em Corrientes, por isso resolvemos pousar em uma cidade do Chaco mesmo. Escolhemos Saenz Roque Peña para procurarmos um hotel e demos muita sorte. Depois de pesquisar preços em pousadas e hotéis péssimos, resolvemos nos dar o luxo e ir dar uma olhada no hotel mais luxuoso da cidade o Gualok. E por incrível que pareça, ele tinha o preço parecido com as espeluncas que tínhamos visto antes, isto porque como somos estrangeiros, eles não cobram o IVA.
       

      A bela piscina do Hotel Spa Cassino Gualok. Recomendamos a estadia a todos que foram atravessar o Chaco.
       
      Ficamos muito animados, afinal o Gualok não era um hotel qualquer, era também um Spa e um Cassino. Logo fomos aos nossos aposentos, tomamos o melhor banho da viagem e já estávamos no saguão cobrando nossos drinks de cortesia. Sentados à beira da piscina, bebemos um pouco e tomamos coragem de ir ao cassino.
      Ao entrar no cassino, já fomos avisados que não era permitido tirar fotos, infelizmente. Mas o cenário era uma típica cena de filme de Las Vegas, aquelas mesas cheias de velhos apostando e perdendo dinheiro. Tentamos a sorte em umas máquinas caça-níqueis, mas obviamente, perdemos mais do que ganhamos. Mas tudo bem, gastamos menos que vinte reais e nos divertimos um pouco.

       
      Dia 22/07/2019 - Mais e mais asfalto - de Saens Roque Peña a Foz do Iguaçu
       
      Não tenho muito o que escrever sobre este dia, acordamos cedo e dirigimos até a noite, quando finalmente cruzamos a fronteira argentina e voltamos às terras tupiniquins.
      O único causo do dia foi que na província de Corrientes e exatamente no mesmo posto policial que havíamos pago propina uma semana atrás, eles nos pararam novamente. Fiquei muito irritado, nem cumprimentei o guarda e já fui falando que tudo estava em ordem e que já tínhamos sido parados aqui alguns dias atrás.
      Ele me observou com cara de poucos amigos, pediu para eu descer do carro e abri a caçamba. Fiz o que ele mandou e, prontamente, já comecei a tirar as malas sem ele pedir. Ele deve ter percebido minha irritação e falou para eu colocar tudo de volta e nos liberou. Assim, seguimos nosso longo trajeto.
      Ao chegar em Foz, optamos em ficar em um hotel próximo da fronteira, pois queríamos aproveitar e fazer umas compras no Paraguai. 
       
      Dia 23/07/2019 - Ciudad del Este - O dilema da oportunidade versus o consumismo
       
      Não me alongarei muito sobre este dia, pois o resumo foram compras e mais compras. A Carol super empolgada para comprar apetrechos para nossa casa e o Jé e a Paty ansiosos pelo primeiro dia deles no mais famoso centro de compras da América do Sul.
      Obviamente aproveitamos algumas oportunidades e compramos o que mais vale a pena, os eletrônicos, lustres para casa, perfumes e bebidas.
      Todavia, voltamos ao Paraguai mais duas vezes ao longo do dia e resolvemos dormir mais uma noite em Foz para realizar todas as compras possíveis.

      Algumas das compras do Paraguai, a dificuldade seria caber tudo no carro.

       
      Dia 24/07/2019 - A volta é sempre mais demorada. Enfim em casa.
       
      Acordamos bem cedo, e a ainda fomos mais uma última vez para o Paraguai, pois a Carol havia esquecido de comprar o perfume para sua prima, a qual ela tinha prometido.
      De volta ao hotel, o maior desafio foi colocar tudo de volta no carro, além das dezenas de novas compras. Não sei como coube tudo, até dentro do pneu que estava no rack de teto colocamos coisas e assim partimos, torcendo para não sermos parados pela Receita Federal.
      O caminho de volta foi o pior de todos, muita obra na estrada, muitos caminhões no Paraná. Chegamos em Curitiba já era de noite, mas resolvemos encarar a volta completa sem parar. 
      Chegamos em São Paulo já eram quase 2 horas da manhã e tivemos a melhor recepção de todas. Marx e Nietzsche com seus rabos abanando pareciam dois foguetes indo de uma lado para o outro quando ouviram o barulho do carro. Nos lamberam de ponta a ponta e quase que não deixaram nós descarregarmos o carro.
      Jeferson e Patrícia ainda encarariam mais duas horas de estrada até a casa deles em São Pedro-SP. Por isso, descarregamos o carro inteiro, arrumamos o porta-malas da Duster e eles seguiram. Nos despedimos com aquele sentimento mesclado de cansaço, dever cumprido e tristeza por ter acabado.
      E agora era voltar a vida normal com mais uma aventura pela frente.
       
       
      Mapa da rota percorrida



    • Por Fernanda Nascimbeni
      Bom dia pessoal!
      Alguém sabe como está a situação do turismo ao Salar de Uyuni com os protestos que estão acontecendo? E se tem alguma previsão de cessarem?
      Tenho uma viagem marcada para daqui 20 dias... e estou tentando monitorar as notícias. Mas não estou encontrando muita informação.
      Alguém indo para lá nas próximas semanas?
    • Por victoria.candelario
      Olá, mochileiros!
      alguém em La Paz hoje ou nos próximos dias? Estou aqui agora. Tenho passagem comprada para o Salar de Uyuni amanhã (8/set), mas fiquei sabendo hoje que fecharam a estrada do Uyuni devido as condições climáticas. Alguém está na mesma situação que eu??!
    • Por Anderson Paz
      * Cidades na Bolívia: Sucre, Potosí, Uyuní, Copacabana/Isla del Sol e La Paz
      ** Cidades no Peru: Arequipa, Nazca, Pisco, Paracas, Ica/Huacachina, Cusco, Puno


      Roteiro em pdf sem fotos:
      Relato mochilão - Bolívia, Peru e San Pedro de Atacama (CH).pdf
      Este é um breve relato de um mochilão de 33 dias, saindo de Corumbá e chegando a Santa Cruz de la Sierra pelo “Trem da Morte”, com algumas informações sobre transporte (horários, custo e duração de viagens) e sugestões de hospedagens econômicas, locais interessantes para conhecer e passeios para realizar. Não possui muitos detalhes das atrações visitadas e nem dicas de restaurantes, pois procuramos comer em locais baratos para reduzir ao máximo as despesas com alimentação. Inclui breves relatos do tour de 2 dias e 1 noite no Cañon del Colca e da trilha Salkantay e também inclui uma planilha de deslocamento no final.
      Antes, algumas dicas básicas, além das que você geralmente encontra em outros lugares:
      - Antes de viajar, tome Citoneurim 5000 ou o seu similar Vitatonus 5000, pelo menos com 5 dias de antecedência. Esses são complexos vitamínicos que aumentam a sua produção de hemácias e ajudam no combate aos sintomas negativos da altitude.
      - Leve algumas comidas para viagem daqui do Brasil, pois você pode precisar delas principalmente no início do mochilão. Dois sacos de castanhas e uma barra de bananada renderam e ajudaram bastante;
      - Leve pastilhas ou equipamentos portáteis de purificação de água. Assim você economiza uma boa grana, principalmente nos passeios longos.
      - Antes da viagem, desbloqueie o seu cartão para uso da função de débito e também para saque no exterior (pode haver as duas opções dependendo do seu cartão) e se possível leve um cartão sem chip. Mesmo assim leve consigo o telefone no exterior da sua operadora de cartão e do seu banco em caso de necessidade de contato. 
      - Leve uma boa quantia de dólar e de reais em espécie.
      - Leve uma identidade antiga e outra nova ou passaporte. Ande com um documento sempre e deixe o outro guardado em local seguro.
      - Leve carteirinha de estudante para ter descontos em passeio em San Pedro de Atacama e em Cusco. Nessa cidade, ter uma carteirinha internacional (Ise card) garante desconto nos tours a Machu Picchu. No entanto, para usufruir desse benefício, o estudante deve possuir até 25 anos de idade.
      - Procure sempre comprar passagens nos locais de saída do transporte para evitaros preços muitas vezes elevadíssimos de agências. Isso pode ser mais fácil em temporadas baixas quando a demanda por passagens é baixa.
      - Não subestime o frio! Compre pelo menos dois pares de meias de lã para uso especialmente no tour de Uyuni.
      1º DIA (QUARTA-FEIRA): BRASÍLIA - CAMPO GRANDE – CORUMBÁ
      De Brasília a Campo Grande, fomos em um voo da Gol com chegada às 21h45. Em Campo Grande, pegamos um táxi no aeroporto à rodoviária interestadual (o trecho tem bandeira 2 durante todo o dia). Na rodoviária pegamos um ônibus semileito da viação Andorinha rumo a Corumbá, às 23h59. Também havia opção de ônibus executivo às 23h30. Dica: se possível compre no site da empresa para não correr risco de não ter passagens disponíveis, pois a demanda é alta.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi aeroporto – rodoviária – Campo Grande (20 min): R$ 42 
      - Ônibus de Campo Grande a Corumbá (6h): R$86,80 (o Executivo seria R$103,40)
      2º DIA: CORUMBÁ – PUERTO QUIJARRO (BOLÍVIA) – TREM DA MORTE A SANTA CRUZ DE LA SIERRA
      Da rodoviária de Corumbá à fronteira, fomos de táxi, porém há opção de ônibus com necessidade de integração em outro terminal (R$2,40) ou de mototáxi (R$15). Como a migração só abre às 8h, tivemos que esperar um pouco. Em Puerto Quijarro, compramos a passagem do ”Trem da Morte” para o único horário disponível no dia - 14h50 - e para a única classe disponível: Super Pullman. Na 2ª, 4ª e 6ª-feira, nos informaram que a única opção de trem existente era o Ferrobus, mais luxuoso e mais caro que o Super Pullman (235  Bol.). De ônibus, segundo informações passadas por brasileiros que conhecemos, a viagem sai por 150 Bol.
      A viagem foi super tranquila e até bastante confortável. Obs.: aparentemente os horários dos trens mudam todas semanas e não dá pra confiar no site da empresa operadora.
      Cotação do real em Puerto Suarez: R$1 = 2,90 Bol.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi Corumbá – Puerto Quijarro (15min): R$32 (dividido entre três)
      - Táxi fronteira – estação de trem em Puerto Quijarro (7min): 10 Bol. (dividido entre três)
      - Trem da Morte classe Super Pullman (18h): 100 Bol.

      3º DIA: SANTA CRUZ DE LA SIERRA – SUCRE;
      Em Santa Cruz, pegamos um táxi da estação ferroviária ao aeroporto El Tropillo, onde pegamos um voo da T.A.M., Transporte Aéreo Militar (não confundir com a nossa TAM) com destino a Sucre. O voo saiu 1h30 mais tarde do que o previsto pelas informações do site, senão não teríamos tempo para pegá-lo.
      Sucre é considerada capital da Bolívia, juntamente com La Paz, por ser sede do Judiciário. A cidade predominantemente branca – Cidade Branca é um dos nomes pelo qual é conhecida - possui vários museus e belas igrejas. Agradou-me bastante e ficaria mais um dia lá se tivesse tempo. O único problema na cidade é a poluição visual dos cabos de energia que tira um pouco da beleza de vários locais.
      Cotação de moeda em Sucre: R$1 = 2,80 Bol.; U$$1 = 6,92Bol.
      Hospedagem:
      - Hostel CasArte (Calle JM Serrano n.256 entre Perez e Bustillo) – 75 Bol. Quarto para três com café da manhã, banheiro compartilhado – Hostel bem bacana, aconchegante e com uma decoração legal. O único problema é que o banheiro era muito pequeno e na hora do banho a água do chuveiro molhava tudo.
      Alguns lugares visitados:
      - Mirador Recoleta: ótima vista da cidade, além de ter uma praça/pátio bem bonita.
      - Castillo de la Glorieta: castelo que mescla diversos estilos arquitetônicos. O interior está um pouco estragado em algumas partes e não possui muitos objetos, porém achei bem legal a arquitetura e a história do lugar. Entrada - 20 Bol.; direito de uso de câmera fotográfica – 10 Bol. Visitas guiadas: 10h, 11h10, 12h, 14h, 15h10, 16h
      - Casa de la Libertad: museu bastante rico em informações. Recomendo fortemente como uma das primeiras visitas da viagem para conhecer a história da Bolívia e da independência dos países latinos. Entrada – 15 Bol., direito de câmera – 10 Bol.
      - Parque Bolivar: parque com um mini Torre Eifel. Achei meio sem graça, mas a ida compensa pelo entorno com belos prédios e monumentos.
      - Gruta de Lourdes: é uma igreja com o altar e as imagens em uma gruta, bem simples. Não curti muito.
      - Cemitério: achei bem interessante. Alguns túmulos são bem grandes e bonitos, mas o mais interessante é ver a setorização do cemitério. 
      Faltou conhecer:
      - Interior da Catedral e da Igreja San Felipe Neri (ambas muito bonitas por fora) 
      - Parque Cretáceo com várias pegadas de dinossauros

      Outras dicas:
      - Cerveja Sureña – umas das melhores cervejas de toda viagem
      - Sorveteria Sucré na Plaza 25 de Mayo: deliciosos sorvetes, especialmente o de frutilla. 
      - Experimentei chocolate das lojas Para Ti - que achei gostoso, mas nada de excepcional - e trufas da loja Taboada. Essas trufas eu não curti muito.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Avião T.A.M. de St. Cruz a Sucre (40 min): 390 Bol. (ou U$$56,50) + 11 Bol. – taxa de embarque
      - Ônibus ao Castillo de la Glorieta (20 min): 1,50 Bol.
      - Táxi aeroporto – hostel (20 min): 30 Bol.

      4º DIA: SUCRE – POTOSÍ
      De Sucre a Potosí, fomos de táxi. Havia opção de ônibus pela metade do preço, porém o tempo de deslocamento é o dobro. Os táxis e ônibus saem o tempo todo, pelo menos até 18h.
      Potosí possui alguns prédios muito bonitos, porém a cidade não é muito bonita no geral. 
      Hospedagem:
      - Hostel The Koala Den (Calle Junin, 56) – 50 Bol. Quarto compartilhado para 8 pessoas, com café da manhã e banheiro privativo. Área externa muito boa e bom café da manhã. O quarto até que era bom, porém o sistema de calefação não estava funcionando e os cobertores não foram suficientes para aquecer.
      Passeio:
      - Mina de Cerro Rico: Fizemos o passeio com a empresa Koala Tours. O guia Rolando foi ótimo e o passeio foi interessante, porém fizemos no domingo e não havia muito trabalhadores, mas ainda sim conseguimos ver como é a realidade difícil do trabalho. Gastos: 100 Bol. pelo passeio + 10 Bol. por uma bandana com desenho do mapa da mina, para proteger contra poeira + 20 Bol. com dinamite de presente para os trabalhadores (há outras opções de presente como água ou suco por 6 e 7 Bol.). Saída para o passeio 8h30 e volta 13h.
      Faltou conhecer:
      - Casa de la Moneda: considerado um dos principais museus bolivianos (ou até latino-americanos), porém no domingo só há opção de visita pela manhã.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi hostel – terminal rodoviário (8 min): 10 Bol.
      - Táxi terminal rodoviário de Sucre – Potosí (2h30min): 30 Bol. 



      5º DIA: POTOSÍ – UYUNI
      De Potosí a Uyuni de ônibus. Uma noite de hospedagem em Uyuni.
      Hospedagem:
      - Residencial La Cabana (Calle Bolivar, 88) – 30 Bol. Quarto para 2, sem café e com banheiro compartilhado. Tempo de banho de no máximo 5 min e cobram 10 Bol. para ter acesso a wi-fi. extra. Muito simples e com péssimo atendimento. Vale apenas por um pernoite pelo baixo preço. 
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Ônibus de Potosí a Uyuni (5h): 20 Bol. + 1 Bol. de direito de embarque

      6º, 7º E 8º DIAS: TOUR UYUNI (3 DIAS/2 NOITE)
      Tour pela empresa Ripley Tours: Tours saem 10h30, 11h. Fizemos por 750 Bol. + 50 Bol. pelo transfer a San Pedro de Atacama + 150 Bol. entrada no Parque da Laguna Colorada. Pretendíamos fazer pela Andreas Tour, da qual tínhamos boas referências, porém enrolamos e não conseguimos vaga. Com a Ripley foi bem satisfatório, porém, assim como quase todas empresas, colocam 6 passageiros no automóvel, sendo dois no “porta-malas”, diferentemente da Andreas que atende apenas 5 pessoas. Nosso motorista/guia, César, foi muito gente boa, atencioso e paciente, não nos apressando em nenhuma parada e parando sempre que pedíamos. O hotel do primeiro dia tinha uma ótima localização, com uma vista maravilhosa, diferentemente dos outros hotéis ocupados pelos grupos das outras agências. O único problema a meu ver foi que não visitamos a Ilha do Pescado porque o guia desmotivou o restante do grupo dizendo que o valor de entrada na ilha era de 30 Bol. e que lá só veríamos cactos, que já íamos ver no caminho ao hotel. Realmente vimos no caminho, mas não como veríamos na Ilha. 


      8º, 9º E 10º DIAS: SAN PEDRO DO ATACAMA
      San Pedro é uma cidade bem aconchegante, com várias opções de bons restaurantes e com vários atrativos em suas proximidades, porém é meio carinha. Caso queira economizar um pouquinho nas refeições, faça-as vc mesmo ou vá ao quiosquinho perto do terminal de ônibus e mercado de artesanato. Desconto em entradas com qualquer carteirinha de estudante brasileira.
      Cotação: R$1 = $190 - 210; U$$1 = $500 – 505.
      Hospedagem:
      - La Casa del Sol Naciente (Tocopilla 310) – $6000 (pesos chilenos). Quarto compartilhado para seis pessoas, sem café e com banheiro compartilhado. Há também opção de camping. Gostei bastante do hostel. Tem uma boa cozinha, uma boa área de convivência, três banheiros (e em breve mais três) e ainda o dono e toda galera do hostel foi super gente boa. 
      Passeios:
      Fizemos um pé, alguns de bicicleta – aluguel $3000 por seis horas flexíveis com a Turismo Teckara (Toconao 455) - e outros em grupo também com a Turismo Teckara, que recomendo fortemente já que os guias foram muito bons, especialmente Sebastian no tour às Lagunas Altiplânicas.  
      - Valle de la Luna (de bici): dá pra ir de bici, mas para quem não tem preparo é um pouco puxado. Paisagens muito bonitas que dizem que ficam mais bonitas ainda no final da tarde. Valor: $2000 ou $1500 (estudante). Funcionamento: 9h30 – 17h. Tours em grupo por agências incluem Valle de la Muerte: $8000 (mais entrada).
      - Valle de la Muerte: fizemos à pé, porém não recomendo. Melhor ir de bici. 
      - Pukara de Quitor + Catarpe (de bici): tranquilo de fazer de bici por ser perto da cidade. Não entramos em Pukara e nem conseguimos ver as ruínas de Catarpe por falta de tempo. Fomos até a igreja de Catarpe que tem uma bela vista, porém nada de mais em relação às outras atrações de San Pedro. Entrada em Pukara: $3000 ou $2000 (estudante).
      - Laguna Laguna Cejar + Ojos del Salar + Tebenquiche:  respectivamente, lagoa com grande concentração de sal que te impede de afundar, poços de água no meio do deserto e bela lagoa com Andes de fundo, onde se aprecia o pôr do sol e a mudança de cor da paisagem. Saída do tour: 15h, retorno: 20h. Valor: $10mil + entrada $2000 ou 1500 (estudante).
      - Salar e Lagunas Altiplânicas: belo tour com passagem pelo salar onde é possível ver três espécies de flamingos e por lagoas muito bonitas e ainda paradas no retorno para ver planícies de plantação e uma igreja bonitinha feita de adobe e material de cactos. Saída: 6h, retorno: 14h. Valor: $23mil + entradas $5000 ou $4000 (estudante).
      Outros passeios que devem ser incríveis:
      - Salar de Tara: $40 - 50mil. 
      - Salar de Talar (Piedras Rojas): $40 – 45 mil (inclui Salar e Lagunas Altiplânicas).
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      Transfer do tour de Uyuni a San Pedro de Atacama (1h): 50 Bol. (com lanche)

      10º E 11º DIAS: SAN PEDRO – CALAMA – ARICA – TACNA – AREQUIPA
      Optamos por fazer San Pedro – Calama pela empresa de ônibus Ciktur agenciada pela Andesmar (Calle Licancabur, rua onde também se situam as empresas Tur-Bus e Pullman) e depois fazer o trecho Calama – Arica por ônibus da Pullman, por ser mais econômico do que ir direto pela Tur-Bus ($4300 mais caro). Ambos ônibus foram muito bons.
      Em Arica pegamos um táxi a Tacna no terminal ao lado do que desembarcamos. Poderíamos ter ido direto de Arica a Arequipa pelo preço exorbitante de $23mil.
      Em Tacna pegamos o ônibus semi-leito mais barato e com melhor horário de saída que nos ofertaram. 
      Cotação de moedas na rodoviária de Tacna U$$1 = 2,75 soles (S/.); 1S/. = 188$ (pesos chilenos); não trocavam reais em nenhuma banca
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Ônibus Ciktur de San Pedro a Calama (1h30min): $2500
      - Ônibus Pullman de Calama a Arica (8h30min): $10mil
      - Táxi Arica – Tacna (40min): $4000
      - Ônibus de Tacna a Arequipa(6h30min): 15S/. + 1S/. (direito de embarque) e 2S/. (propina ao cara que intermediou o ônibus) (pela Oltursa o preço total seria 31S/. e pela Cruz del Sur, 51S/.).
      - Táxi da rodoviária de Arequipa a Plaza de Armas (10 min): 8S/.
      11º E 12º DIAS: AREQUIPA
      Arequipa foi uma das cidades que mais me agradou em toda viagem. Há vários museus, prédios e ruas bonitas na cidade.
      Cotação de moedas: R$1 = 1,14S/. ; U$$1 = 2,81
      Hospedagens (um dia em cada hostel):
      - Hostal Arequipa Inn (Rivero 412) – 35 Bol. por pessoa em quarto para 4, com banheiro privativo e café da manhã. O hostal até que tem boa estrutura e ficou em conta dividindo entre quatro. Porém a dona que se mostrou muito atenciosa no começo, sacaneou no café da manhã, nos restringindo opções porque estávamos pagando mais barato.
      - Flying Dog (Melgar 116) – 25 Bol. em quarto dividido com 12 pessoas com banheiro privativo e café da manhã. Apenas dormimos no hotel e não podemos conhecer o café da manhã que nos falaram que é muito bom. Gostei bastante do ambiente, porém o quarto que falaram que era pra seis na verdade era para 12 pessoas.
      Locais visitados:
      - Museo Santuario Andino: museu com ótima estrutura que conta a história da cultura inca, com opção de guias em diversas línguas, inclusive português, dependendo do horário. Aqui está a famosa múmia, menina Juanita. Valor: 20S/. + propina opcional ao guia.
      - Monastério Santa Catalina: achei muito legal também, só é meio carinho. O monastério é bem grande e conservado e tivemos uma boa visita guiada em português. Valor: 35 S/. + 20 S/. (que pode ser dividido no grupo) pela guia;
      - Catedral: muito bonita. Vale a pena conhecer por dentro.
      - Igreja San Francisco: bem bonita por fora e por dentro.
      - Museu Histórico Municipal (com acervo Chiribaya): acervo bom, porém muito mal organizado. Vale pra conhecer a cultura Chiribaya. Valor: 5S/.
      - Mirador de Yanahuara: é um pouquinho longe e a vista da cidade não é tão boa assim. Vale a pena se tiver tempo sobrando. O visual melhor é do contraste do Vulcão Misti com a cidade de Arequipa.



      13º E 14º DIAS: TOUR CAÑON DEL COLCA
      Trekking de dois dias: fizemos com a empresa Mundo Andino (Calle Santa Catalina, 203). Não foi possível fazer o trekking completo que passa por dentro do cânion e por diferentes vilas, porque tinham acontecido abalos sísmicos que desmoronaram algumas encostas no caminho, tornando perigoso o trekking. O trekking se resumiu a ida ao Oasis em Cabanaconde, com possibilidade de extensão à vila de Malata. Caso o mesmo aconteça contigo ou caso prefira fazer esse trekking mais curto, recomendo a ida a Malata, pelas belas paisagens no caminho e para não ficar muito tempo de bobeira no oásis. Detalhe: o retorno do tour no segundo dia é uma subida bem pesada. Há opção de alugar burro para fazer o trecho por 60S/.. 
      No dia seguinte há uma parada em um clube de piscinas termais (entrada: 15S/.). Não entramos porque achamos sem graça. Também há almoço buffet em Cabanaconde por 25S/. Comi em um restaurante duas quadras abaixo do restaurante do tour e paguei 10S/. em um pratão. hehehe
      Tempo de descida ao oásis: 2h30; subida: 2h de caminhada. 
      Saída: 4h (da manhã mesmo. Hehehe); retorno a Arequipa: aprox. 15h do dia seguinte.
      Valor: 110 S/. + 40S/. (taxa do parque onde há o mirante dos condores). Inclui dois cafés da manhã e almoço e a janta no oásis, que foram muito bons por sinal. 

      14º DIA: AREQUIPA – NAZCA
      Fizemos o trajeto Arequipa - Nazca à noite pela empresa Cruz del Sur. Compramos na mesma agência que fizemos o passeio ao Cañon del Colca – Mundo Andino; se tivéssemos comprado na rodoviária teríamos economizado apenas 5 S/..
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi hostel – rodoviária de Arequipa: 9S/.
      - Ônibus da Cruz del Sur de Arequipa a Nazca (9h): 82S/. + 2S/. (direito de embarque)
      15º DIA: NAZCA – PISCO
      Em Nazca, tudo é muito caro; os preços dos passeios são surreais comparados aos de outros no Peru.  Se você estiver com as finanças apertadas, não recomendo ir à cidade.
      Passeios:
      Fizemos o passeio às ruínas de Cahuachi com a empresa Air Nasca Travel (evite-a!!!), localizada na mesma rua dos terminais das empresas de ônibus, por 55S/.. Nas agências de turismo, nos falaram que o lugar era muito distante e de difícil, e que por isso o seu preço era alto (mais alto entre todos os passeios). Mentira! O lugar nem é longe e é acessível por qualquer carrinho 1.0.. O lugar em si é bem bacana pela sua história, porém não vale o preço do passeio do meu ponto de vista. Sugestão: vá de táxi e depois leia sobre a história do lugar (essa sugestão talvez sirva para outros passeios), assim vc deve economizar uma boa grana. Duração total do passeio: 1h30min.
      Fizemos também o sobrevoo pelas linhas de Nazca agenciado pela mesma empresa e acabamos pagando U$$90, U$$10 a mais do que pagaríamos se tivéssemos pagado diretamente em operadora no aeroporto. Pior é que na volta tivemos que esperar um tempão e voltar no bagageiro de um furgão porque o motorista da agência de turismo tinha ido embora. 
      Dica para o passeio: não coma nada pesado antes porque você ficará muito enjoado com várias curvas que o avião faz. Duração do passeio: 25-30 min.
      Preços de outros passeios em Nazca (na agência do Juan Carlos, em frente às agências de ônibus):
      - Aquedutos: 25S/.
      - Cemitério Chauchilla: 35S/.
      Depois do almoço, pretendíamos ir direto a Paracas para o pernoite. Acabou que fomos a Pisco por uma questão de economia, porém o trajeto com duas trocas de transporte - em Ica e na estrada Panamericana - foi um pouco cansativo. 
      Pisco é uma boa opção de pernoite para quem pretende fazer passeios às Islas Ballestas e Reserva Nacional de Paracas por ter muitos restaurantes e hospedagens econômicas.
      Hospedagem:
      Hospedaje Gino (Márquez de Mancera, 241) – 15 S/. + 5S/. (com um café da manhã razoável). Quarto para 3, com TV a cabo e sem banheiro privativo. Bastante econômica, limpa e bem localizada. 
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Ônibus apertadíssimo da empresa Perú Bus de Nazca a Ica (2h30): 11S/. 
      - Ônibus Perú Bus de Ica a estrada Panamericana (45min): 5S/.
      - Taxí estrada Panamerica – Pisco (10min): 6S/.

      16º DIA: PISCO – PARACAS – ICA/OÁSIS HUACACHINA – CUSCO
      Agenciamos o passeio às Islas Ballestas e à Reserva Nacional de Paracas, bem como o passeio de buggy e sandboard nas dunas de Huacachina,  na agência Aprotur Pisco & Adventures (Plaza de Armas de Pisco). O funcionário Saulo da agência foi super atencioso e gente boa. Tudo foi muito corrido, mas no fim deu certo e conseguimos fazer tudo em um dia só. 
      Passeios:
      - Islas Ballestas: excelente passeio de barco não só pela fauna, mas pelas paisagens tbm. Saída: 8h30; duração de aprox. 2h. Valor: 35S/. + 7S/. (taxas de porto e de preservação)
      - Reserva Nacional de Paracas: fizemos um passeio rápido devido à limitação de tempo. Possui um ótimo museu e belas praias com falésias e encontro do deserto com o mar. Valor: 35S/. (para duas pessoas, se fossemos em grupo seria 20S/.) + 5 S/. (entrada no parque)
      - Buggy e sandboard nas dunas de Huacachina: bem divertido! Se prenda bem no buggy e segure com as duas mãos sempre, para não se machucar (esse risco mesmo assim ainda existe). Fizemos com equipe do hotel Salve Tierra. Valor: 45 S/. + 3,70S/. (de alguma taxa) (pagando no local, sem intermédio de agência, sai por 40S/.). Os últimos passeios saem 16h30, 17h.
      Gastos com transporte e duração de deslocamentos:
      - Táxi intermediado pela agência Aprotur de Pisco a Paracas (25min): 5S/. (ida e volta)
      - Táxi Pisco – Panamericana: 6S/. (há opção de triciclo tuk tuk por 1,50S/.)
      - Ônibus da Perú Bus da est. Panamericana a Ica (45min): 5S/.
      - Táxi Ica – Huacachina (10min): 6S/. (somente ida)
      - Ônibus da empresa Palomino (terminal rodoviário) Ica – Cusco (16h): 110S/. semi-cama e 150S/. cama (não compensa; uma diferença é largura do assento) (pela Cruz del Sur seria 175S/., pela - Cial 90S/. ou 130S/. e pela Tepsa 130 S/.).  Saída prevista para 22h, porém saímos 23h15
      - Táxi rodoviária de Cusco – Plaza de Armas: pagar no máximo 6S/. (podem te oferecer por um absurdo)

      17º -19º DIA: CUSCO
      Cusco com certeza foi a cidade que mais gostei da viagem. Vários prédios históricos e praças arrumadinhas, igrejas bonitas (entre em todas que puder), além de um vasto circuito de museus e de sítios arqueológicos nos arredores.
      Para ter acesso a todos locais listados abaixo é necessário comprar o boleto turístico, que é nominal e custa 130S/. ou 70S/. para estudante com até 26 ou 25 anos dependendo do local de compra (importante levar comprovante de matrícula, que podem cobrá-lo). Há opção ainda de boleto parcial válido somente para um circuito.
      - Circuito 1 (feito no city tour oferecido pelas agência): Saqsayhuamán, Q’enko, Puka Pukara e Tambomachay
      - Circuito 2: Tipón, Pikillacta, Museo de Sítio del Qoricancha, Museo de Antre Contemporaneo, Museo Hisórico Regional, Museo de Arte Popular, Monumento Pachacuteq, Centro Qosqo de Arte Nativo
      - Circuito 3 (feito no tour do Valle Sagrado, com exceção de Moray): Pisac, Ollantaytambo, Chinchero, Moray 
      Hospedagem:
      Ukuku’s Hostal (Calle Hospital 842): 15S/. quarto compartilhado por 6 pessoas, sem banheiro privativo e sem café da manhã incluso (a 5S/. se faz um bom café no Mercado San Pedro). Ótima cama, boa cozinha e boa área de convivência. Contras: é um pouquinho afastado, tivemos problemas com os chuveiros e o teto do quarto é baixo (o que também pode ser positivo pensando no frio). 
      Lugares visitados e passeios:
      - Museo del Sítio Qoricancha: tem bastantes informações históricas, porém poderia ser mais bem organizado e conservado. Entrada: incluso no boleto;
      - Mercado San Pedro: mais famoso e turístico mercado. Há bancas de tudo. Possui os melhores preços de artesanatos e vestuários.
      - Qoricancha: excelente visita. Vale pelo acervo, pela história e pela beleza arquitetônica do local. Entrada: 10S/. ou 5S/. (estudante com qualquer carteirinha e sem limite de idade)
      - Locais do city tour (em ordem de visita)- Tambomachay,Puka Pukara, Q’enko, Templo del Sol (não incluso no city tour) e Saqsayhuamán. Fizemos por conta própria sem intermédio de agência. Para isso pegamos o ônibus urbano da linha Señor del Huerto na Calle Recoleta com destino a Tambomachay e depois fomos descendo até Saqsayhuamán, que é um dos principais sítios incas existentes e o ponto alto do tour. Recomendo fazer o passeio com bom guia de mão ou se puder com agência para obter as informações históricas. Preço: 3 S/. (dois ônibus); em agência é 30S/. Entradas: boleto turístico. 
      - Valle Sagrado (agência Super Tour Cusco) – Pisac, Ollantaytambo e Chinchero. Excelente passeio com o guia Jesus, figuraçaaa. Pisac e Ollantaytambo possuem sítios incas magníficos e Chinchero tem uma bela igreja construída sobre fundações incas. Valor: 28S. + 30 S/., caso queira o almoço buffet. No local de parada há poucas opções de restaurantes, porém é possível encontrar um na mesma rua da parada, alguns metros abaixo, com menu por 8S/.. Entradas: boleto turísitico.

      20º - 24º DIAS: TRILHA SALKANTAY – MACHU PICCHU (5 DIAS/4 NOITES)
      Combinamos e pagamos o tour no hostel pela agência/operadora KB Tours por U$$220 + U$$5 pela subida a Montaña Machu Picchu (não é a Huayna Picchu). Os preços vão de U$$190 a até mais de U$$500 e uma operadora faz o mesmo passeio para grupos que pagaram distintos valores. No nosso grupo havia pessoas que tinham pagado antecipadamente mais de U$$350 pelo passeio. Todos os grupos de distintas operadoras têm paradas nos mesmos locais e as únicas diferenças que há entre eles (não incluindo aqui as agências mais caras, acima de U$$500) são a hospedagem em Águas Calientes e a qualidade da comida, que depende de sorte já que uma mesma operadora pode dividir um grande grupo inicial em dois subgrupos com cozinheiros distintos. Sugiro então que faça uma boa pesquisa e reserve o passeio na agência mais barata que encontrar.
      O primeiro dia é um percurso de 22km com muitas subidas e descidas até a base da montanha Salkantay onde é montado o acampamento. Muitas paisagens bonitas e uma visão incrível até chegar ao acampamento.
      O segundo dia tem trajeto total de 20km e é o mais bonito por atravessar montanhas nevadas, passar por riachos e vegetações campestres e terminar em uma região montanhosa com floresta densa. Para muitos é considerado o dia mais difícil, devido à subida de mais de duas horas no início, porém achei o primeiro dia mais difícil.
      O terceiro dia tem trajeto de 9km e é bem tranquilo. Termina em Santa Teresa, de onde há opção de ir a um clube municipal de águas termais por 15S/. (5S/. de entrada + 10S/. do transporte). Vale muito a pena!
      No quarto dia, há opção de tirolesa por 100S/. (preço negociável). Fizemos com a empresa Cola de Mono e foi bem bacana. Só que antes o guia nos falou que essa empresa não tinha mais vagas e tentou nos empurrar outra empresa de credibilidade duvidosa e menor quantidade de cabos e travessias, que recusamos. Depois da tirolesa, o transporte incluso no valor pago, deixa todos na hidroelétrica para seguir em direção a Águas Calientes, onde dormiríamos em um hotel. A paisagem no caminho que segue a linha de trem é incrível!
      O quinto dia é o de Machu Picchu. Saímos bem cedo do hotel, às 4 e 40, para chegar cedo a Machu Picchu. Subimos a pé, mas há opção de ônibus por U$$9. A subida dura 40 min – 1hora. Em Machu Picchu conhecemos praticamente tudo e subimos a Montaña Machu Picchu que abre às 7h e fecha para subidas às 11h (ou mais tarde dependendo da vontade do funcionário do parque). Essa subida é muito pesada e dura 1h30 mais ou menos. Fizemos a volta a Águas Calientes também à pé, dispensando o ônibus. Esse dia foi o mais cansativo do passeio, talvez em função do acúmulo dos dias anteriores. Sugestão: se puder, pague o ônibus na subida ou na volta.
      Por fim, pegamos o trem de 21h (há opção também às 18h45 ou até mais cedo, quanto mais cedo mais cara a passagem) e seguimos a Ollantaytambo, onde pegamos uma van a Cusco. Esses transportes estão inclusos no valor do trekking.
      Mais dicas:
      - Com carteirinha internacional (Ise card) e talvez com carteira estudantil brasileira que possua data de início e encerramento do curso, consegue-se desconto de U$$20 no valor do trekking.
      - Em Mollepata (saída para trilha), compre um bastão de caminhada de madeira. Vai te ajudar bastante em diversos trechos.
      - Tomar banho no primeiro e segundo dias do trekking é bem complicado. No geral a galera deixa pra tomar banho só no terceiro dia no clube de águas termais de Santa Teresa. Então é bom levar lenços umedecidos para se limpar um pouco nos dois primeiros dias. 
      - No segundo e terceiro dias, confira se sua barraca está bem armada, com o sobreteto esticado, para evitar que entre água em caso de chuva. Tivemos esse problema no segundo dia e muitas das nossas coisas molharam.
      - Leve seu próprio saco de dormir se tiver.
      - Água ao longo do trekking é muito cara, então recomendo levar pastilhas ou aparelhos para purificar água.
      - Outros itens importantes: capa de chuva, lanterna de cabeça, sacolas para guardar e proteger roupas (caso chova), e remédios para mal de altura, diarreia, dor de cabeça, gripe e dor muscular. 
      Relato específico da Trilha Salkantay: http://www.mochileiros.com/relato-breve-da-trilha-salkantay-26-a-30-ago-de-2013-t86904.html

      25º DIA: CUSCO – PUNO
      No caminho entre Cusco e Puno, o ônibus faz uma parada de 15 min na cidade de Pucará para lanche. Nessa hora, vale a pena dar um corridão na bonita igreja da cidade.
      Fomos a Puno basicamente para conhecer as ilhas flutuantes de Uros e não pretendíamos dormir lá, mas acabou que tivemos que dormir por conta do fechamento da fronteira Perú/Bolívia. A igreja da Plaza de Armas possui uma das fachadas mais bonitas que vi em toda viagem.
      Hospedagem:
      - Há algumas opções de hospedagens econômicas na rua Deustua. Valor: 20S/. em quarto triplo com banheiro privado e TV a cabo. 
      Passeio:
      Ilhas flutuantes de Uros: combinamos e pagamos no porto mesmo (uns 700m da rodoviária). Pegamos provavelmente o último barco que saiu umas 17h. O passeio foi interessante e bonito na ida (na volta estava escuro já). Porém na ilha ficam insistindo para que compre artesanatos e faça um passeio à parte em uma embarcação típica do Titicaca. Valor do passeio: 10S/. + 2,50 S/. (de alguma taxa).
      Gastos com transporte e tempos de deslocamentos:
      - Táxi hostel em Cusco – rodoviária: 6S/.
      - Ônibus leito de Cusco a Puno pela empresa Transzela (8h): 25S/. (diretamente na rodoviária; em agências oferecem por no mínimo 60S/.).
      - Táxi hotel em Puno – rodoviária: 4S/.

      26º DIA: PUNO – COPACABANA – ISLA DEL SOL
      Pegamos o ônibus com o horário mais cedo disponível na rodoviária, às 6h, da empresa Titicaca Bolívia. Os primeiros ônibus das outras empresas saíam às 7h30. Demos azar e tivemos que esperar 2hs na fronteira para poder atravessar ao lado boliviano. Era o primeiro domingo do mês, quando mensalmente acontece uma solenidade entre os povos da Bolívia e do Peru com hasteamento de bandeiras.
      Em Copacabana, fomos a Catedral de Nossa Senhora de Copacabana, que é muito bonita e vale muito a visita. Depois às 13h30 pegamos o barco rumo a Isla del Sol.
      Passeio a Isla del Sol:
      Barco demorou 1h30min para chegar à parte sul. De lá fomos caminhando até a parte norte pela trilha do centro, pelas montanhas. A caminhada durou 3h e tem bastante subida e descida, mas não é muito pesada. Depois dormimos na parte norte, onde há algumas opções de hospedagens baratas (20S/.). No dia seguinte, pegamos uma embarcação de retorno a Copacabana com saída às 10h30 e duração de 2h. Para essa embarcação sair era necessário ter um grupo de 10 pessoas ou o pagamento de valor proporcional a esse número de pessoas.
      Tinha grandes expectativas em relação à Isla del Sol pelo que tinha ouvido e lido. Porém, para ser sincero, as expectativas foram um pouco frustradas. A ilha até tem uns cantinhos bonitos, mas nada de maravilhoso ou imperdível do meu ponto de vista. O que achei mais bonito em todo o passeio foi o Titicaca com montanhas nevadas de fundo.
      Valor do passeio: 20S/. (barco à parte sul) + 5 S/. (taxa de entrada na parte sul) + 15 S/. (taxa de entrada na parte norte). 
      Horários de saída de barcos de Copacabana e do norte da Isla del Sol: 8h30 e 13h30; do norte também às 10h30 com grupo de 10 pessoas.

      27º DIA: ISLA DEL SOL – COPACABANA- LA PAZ
      Compramos a passagem de ônibus a La Paz da empresa Diana Tours em uma agência na principal rua de acesso ao porto de Copacabana. Venderam-nos a passagem de um ônibus, mas viajamos em uma coisa horrível, de tamanho intermediário entre um ônibus e um micro-ônibus, bastante desconfortável. A única vantagem apresentada foi que o ponto final do ônibus em La Paz era na Calle Sagarnaga, rua com diversas agências de turismo, onde agendamos todos os nossos passeios.
      Gastos com transporte e tempos de deslocamentos:
      Ônibus de Copacabana a La Paz (3h30min): 20S/. + 2S/. (travessia de balsa)
      28º - 31º DIA: LA PAZ
      La Paz é uma cidade meio caótica, com um trânsito louco e várias barracas de feira nas ruas, mas ao mesmo tempo tem lugares muito bonitos e o seu lado fascinante.
      Ficamos na casa de um amigo canadense que conhecemos no trekking de Salkantay.
      Lugares visitados:
      - Igreja e Convento de San Francisco: igreja bonita e vale a pena conhecer o convento. A visita guiada pela Dona Glória foi super divertida e rica em informações. Entrada – Convento: 20 Bol.
      - Museus da Calle Jaen: Costumbrista – com diversas maquetes, legalzinho; del Litoral Boliviano – repetitivo; Casa de Pedro D. Murillo – com mais informações e mais interessante do ponto de vista histórico. Dispensáveis se não tiver tempo. Valor: 10 Bol (que incluiria também o Museo de Metales Preciosos que estava fechado para restauração).
      - Museo de Instrumentos Musicales (também na C. Jaen): super divertido com diversos instrumentos bizarros de povos latinos e de outros países. Entrada: 5 Bol.
      - Museo Nacional de Etnografia y Folklore: excelente museu com vários objetos de culturas pré-hispânicas e de manifestações contemporâneas (cerâmica, tecido, máscaras, ornamentação de grupos de dança, moedas e cédulas). Para percorrer tudo com atenção, leva-se mais de 2h. Valor: 20 Bol.
      - Mirador Killi Killi: excelente vista da cidade. Pena que não conseguimos chegar durante o dia.
      - Plaza Murillo: praça muito bonita. Um dos pontos mais bonitos da cidade.
      - Mercado de las Brujas: o mercado na verdade é uma série de lojinhas de roupas, artesanatos ou de poções bizarras e de produtos de oferenda a Pacha Mama. Não achei as lojas baratas como todos dizem, na verdade quase tudo com o mesmo preço ou até mais caro do que em outros mercados do Peru e da Bolívia.
      Faltou:
      - Museu da Coca (na rua do Mercado de las Brujas) que falam que é bem legal.
      Noite:
      - Malegria (Pasaje Medinacelli, Sopocachi): nas quintas rola Saya afro-boliviana, espécie de samba boliviano. Ambiente descontraído, música boa e entrada gratuita.
      Passeios – entorno de La Paz:
      - Tihuanaco: passeio muito legal para conhecer a história desse povo pré-inca e ver os seus sítios arquitetônicos, estátuas e monumentos. Inclui uma visita a Pumapunku (antiga pirâmide tihuanaco). Valor: 50 Bol. (na Fortaleza Tours - Calle Sagarnaga) + 80 Bol. (taxa de visita).
      - Chacaltaya + Valle de la Luna: Chacaltaya foi por muito tempo a estação de esqui de maior altitude no mundo, a 5 395 m em relação ao nível do mar.Atualmente, esta estação está desativada devido às mudanças climáticas. . O cenário desse passeio é maravilhoso. Depois de conhecer Chacaltaya, os tours geralmente vão ao Valle de la Luna, que tem uma paisagem árida com formações rochosas pontiagudas de arenito. Gostei bastante do lugar, mas alguns amigos não viram muita graça. Valor: 60 Bol. (na Fortaleza Tours) + 15 Bol. (taxa de Chacaltaya) + 15 Bol. (taxa do Valle).
      - Downhill pela Estrada da Morte: toda atenção aqui é pouca já que eventualmente algum ciclista morre no passeio! Se vc não tem muito hábito de andar de bicicleta ou não estiver se sentido segura, não se sinta pressionada e não se apresse; vá em seu próprio ritmo. No mais é curtir as paisagens e a adrenalina. 
      Para o passeio, escolhemos a empresa Xtreme Downhill por nos ter oferecido todos os equipamentos de segurança (algumas empresas oferecem só um colete), pelo ótimo atendimento, pela camisa bacana e pelo bom preço. Não nos arrependemos! As bicicletas eram muito boas, estavam bem reguladas e caso alguma apresentasse problema, trocavam-na por outra. O único problema foi cobertura com fotos e apenas dois vídeos, que não foi muito boa. Valor: 350 Bol (bicicleta só com suspensão dianteira) ou 450 Bol. (com suspensão dupla). Detalhe: fizemos com a suspensão dianteira só e foi tranquilo, mas com conforto um pouco menor. Dica: como o equipamento é completo com macacão igual para todos, coloque uma fitinha na bici ou algo para o diferenciar dos demais nas fotos.

      32º DIA: LA PAZ – PUERTO SUAREZ – CORUMBÁ – CAMPO GRANDE
      No sábado, exclusivamente, há opção de voo de La paz a Puerto Suarez com conexão de 5h em Santa Cruz de la Sierra pela T.A.M. Nos outros dias, a opção que nos ofereceram foi um voo a Santa Cruz por 517 Bol. pela empresa Boa, e depois teríamos que fazer o trajeto Santa Cruz – Puerto Quijarro (fronteira) de ônibus (aprox. 150 Bol. e 10 h de viagem)
      Gastos com transporte e tempos de deslocamentos:
      - Táxi bairro Sopocachi – aeroporto (40 min): 60 Bol.
      - Voo La Paz – Puerto Suarez pela T.A.M.: 825 Bol. + 11 Bol. (taxa de embarque)
      - Táxi Puerto Suarez – fronteira Bolívia/Brasil (25 min): 40 Bol. (chorando, geralmente é 50 Bol.)
      - Ônibus urbano da fronteira a rodoviária de Corumbá (30 min): R$2,40. Necessário fazer integração em um terminal.
      - Ônibus empresa Andorinha de Corumbá ao aeroporto de Campo Grande (7h): R$100,50 (tivemos que pegar o executivo; o regular é R$17 mais barato). O ônibus deixa no aeroporto de Campo Grande mesmo. 
      33º DIA: CAMPO GRANDE – BRASÍLIA
      Fizemos em voo da Gol. Fim da viagem! =(
      Gasto total na viagem (excluindo apenas o seguro de viagem): R$4.400,00 – R$4.500,00, em um panorama de desvalorização do real (pegamos cotação média em saque de R$2,34) e também de soles (1U$$ = 2,82S/.).
       
    • Por fegama
      Bolívia (Salar de Uyuni) + Chile (Atacama) + Peru (Cusco)
      Oi mochileiros podem me ajudar? Fiz um roteiro com objetivo de conhecer uyuni, atacama e cusco em 20 dias em julho/agosto deste ano. Podem criticar pra ver se não estou fazendo besteira no roteiro abaixo. É meu primeiro mochilão fora do Brasil. E se quiserem podem me indicar agência e hostel (já até reservei mas tenho cancelamento grátis daí dá p mudar..)
      Roteiro
      Dia 1 – São Paulo x Santa Cruz de La Sierra (avião) – chego de noite
      Dia 2 – Bolívia - Santa Cruz de La Sierra x Sucre (avião - manhã) + Sucre x Uyuni (ônibus)
      Dia 3 – Bolívia - Fechar passeio do salar, ver câmbio etc. (mais alguma coisa neste dia?)
      Dia 4, 5 e 6 – Bolívia - Passeio do salar de uyuni + chegada no atacama (negociar passeios e ver câmbio etc)
      Dia 7 – Atacama - Valle de la luna e valle de la muerte (manhã) + lagunas escondidas (tarde)
      Dia 8 – Atacama - Piedras rojas e Lagunas Altiplacas
      Dia 9 – Atacama - Vulcão lascar + tour astronômico
      Dia 10 – Atacama - Salar de tara (manhã) + Atacama X Arica (ônibus - tarde/noite)
      Dia 11 e 12 – Peru – Arica X Tacna (ônibus) + Tacna X Arequipa (ônibus) + Arequipa X Cusco (ônibus)
      Dia 13 – Cusco - city tour + câmbio + negociar passeios e talvez valle sagrado (Sacsayhuaman, Kenko, Pukapukara, Tambomachay, Pisaq)
      Dia 14 – Cusco - Chinchero, Salinas de Maras, Moray e Ollantaytambo
      Dia 15 – Cusco - ida p águas calientes de van + caminhada hidrelétrica
      Dia 16 – machu picchu (ingresso comprado, esse dia ñ dá p alterar) + volta para Cusco de van
      Dia 17 – Cusco - laguna humantay
      Dia 18 – Cusco – puno (dúvida, ñ sei o q fazer direito neste dia)
      Dia 19 – Cusco - montanha de 7 cores
      Dia 20 – Cusco x São Paulo (avião)


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