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Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia! Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta.

Depois de voltar de El Chaltén, passei mais uma noite em El Calafate, pois no dia seguinte eu iria de ônibus para Puerto Natales, no Chile. A cidadezinha funciona mais como uma espécie de "cid

Depois de dois dias em El Calafate, tomei um ônibus rumo à El Chaltén: o paraíso do trekking!  El Chaltén está dentro da reserva do Parque Nacional Los Glaciares. Em alta temporada é bem fác

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Olá aventureiros! Nesse post estou colocando o roteiro e os custos! 

Eu contei um pouco sobre a minha aventura pela Patagônia, falei sobre os lugares que visitei, a experiências que vivi, as pessoas que encontrei e abri o coração pra falar de toda a transformação que uma viagem solo pode trazer.

Mas para fazer uma viagem dessas, é importante ter planejamento. Então vou falar um pouco sobre o roteiro, transporte e custos da viagem.

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Chegando em Buenos Aires.

Eu já havia comentado de que comecei o planejamento da minha expedição 5 meses antes de fazer as malas e partir. O ponto de partida pra mim foi Torres del Paine. Eu queria muito ir pra lá e queria também passar, pelo menos, uns 15 dias fora. Então abri o mapa e comecei a traçar os possíveis caminhos que eu poderia fazer, os lugares que eu poderia conhecer e como poderia me deslocar.

Eu comecei a rabiscar tudo em um caderninho de anotações. Pra você ter uma ideia, eu tenho 5 roteiros diferentes anotados aqui. Como decidi viajar de ônibus, eu precisava conseguir fechar as datas considerando três itens principais: o tempo que eu passaria em cada lugar, a hospedagem e as passagens de ônibus. 

Primeiro, eu fechei a passagem de avião. Procurei comprar na data em que saía mais barato viajar, dentro da minha disponibilidade. Eu li em alguns lugares que o dia mais barato para viajar era às terças feiras. Para ida, isso realmente se provou verdadeiro. Então eu já tinha a data de partida: terça feira, dia 2 de janeiro, de madrugada (o horário também é relevante quando você quer e precisa economizar). A volta eu comprei para o dia 19 de janeiro, uma sexta feira. Inicialmente eu voltaria no sábado. Preste bem atenção: a mudança de data me fez economizar quase 700 reais na passagem de avião.

Comprei a passagem de avião com a ida por El Calafate e a volta por Ushuaia. Paguei algo em torno de 1600 reais no total.

A partir daí eu comecei a colocar no papel em definitivo as cidades que eu iria visitar, distribuindo os dias disponíveis.

 

O roteiro final ficou assim:

➼ 02/01: São Paulo à El Calafate (peguei o voo da madrugada e cheguei lá às 09h da manhã) -

     conheci a cidade e caminhei até o Lago Argentino;

➼ 03/01: Parque Nacional Los Glaciares: Glaciar Perito Moreno;

➼ 04/01: El Calafate à El Chaltén (ônibus) - fiz a trilha para o Lago Viedma;

➼ 05/01: Parque Nacional Los Glaciares: Trilha até Laguna de Los Três (Fitz Roy);

➼ 06/01: El Chaltén à El Calafate (ônibus) - descansei e arrumei a mala para ir para o Chile;

➼ 07/01: El Calafate à Puerto Natales (ônibus) - dei uma volta na cidade e descansei;

➼ 08/01: Comprei o que faltava para o camping, arrumei o mochilão e descansei o resto do dia;

➼ 09/01: Puerto Natales ao Parque Nacional Torres del Paine (ônibus) - trilha até o Refugio Grey;

➼ 10/01: Torres del Paine - trilha do Refugio Grey até Camping Francés;

➼ 11/01: Torres del Paine - trilha do Camping Francés até Camping Cuernos;

➼ 12/01: Torres del Paine - trilha do Camping Cuernos até Camping Chileno;

➼ 13/01: Torres del Paine à Puerto Natales (ônibus);

➼ 14/01: Puerto Natales à Punta Arenas (ônibus) - conheci o centro de Punta Arenas e caminhei no

     calçadão que beira o Estreito de Magalhães;

➼ 15/01: Dia livre em Punta Arenas - fui fuçar a zona franca;

➼ 16/01: Punta Arenas à Ushuaia (ônibus) - cheguei e fui jantar com amigos que eu tinha feito há 10

      minutos!

➼ 17/01: Dia livre em Ushuaia - Encontrei um casal de amigos e passeamos pela cidade, a pé;

➼ 18/01: Dia livre em Ushuaia - Trilha para a Laguna Esmeralda;

➼ 19/01: Ushuaia à São Paulo.

 

Duração e valores das viagens de ônibus:

➼ El Calafate à El Chaltén e vice-versa: 3 h (Chaltén Travel) - ARS$ 600

➼ El Calafate à Puerto Natales: 5 h (Bus-Sur) - ARS$ 500

➼ Puerto Natales à Torres del Paine e vice-versa: 2:30 h (Bus-Sur) - CLP$ 8000

➼ Puerto Natales à Punta Arenas: 3:15 h (Bus-Sur) - CLP$ 7000

➼ Punta Arenas à Ushuaia: 12 h (Buses Barría) - ARG$ 34000

 

Hospedagem:

➼ El Calafate: Hostel del Glaciar Pioneros 

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Quarto individual no Glaciar Pioneros

Fiquei em quarto individual com banheiro. Não é um hotel 5 estrelas, mas passei bem lá. O café da manhã era bem simples, mas estava incluso no preço e tinha o necessário. O pessoal que trabalha lá é bem gentil também. Tem depósito de bagagem e não te cobram nada a mais por isso. É um pouco afastado do centro, precisa de uns 15 minutos de caminhada. O hostel serve refeições em seu centro de convivência.

 

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Ojo de bife com chimichurri do Glaciar Pioneros.

➼ El Chaltén: Estância La Quinta

A estrutura é excelente. O quarto e o banheiro são ótimos. Também fiquei em quarto individual com banheiro. O café da manhã é maravilhoso, o espaço que a estância oferece também. Conta com serviço de transfer, mas eles te buscam e levam até a rodoviária gratuitamente. Quero voltar lá um dia.

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Estância La Quinta.

➼ Puerto Natales: We are Patagonia Backpackers

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Dormitório feminino do We are Patagonia Backpackers.

Fiquei em quarto compartilhado, mas só com mulheres. Escolhi esse hostel exatamente por isso. As camas tem luz e tomada individuais. Não existe banheiro feminino ou masculino, são banheiros comunitários, mas são limpos e isso é importante. O café da manhã também estava incluso e era muito bom. O hostel conta com uma hamburgueria própria.

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Hamburgueria do hostel.

➼ Punta Arenas: Hostel Entre Vientos

Fiquei em quarto compartilhado misto. O café da manhã era no esquema "faça você mesmo" e eu não curti. O quarto é super pequeno, o box do banheiro é minúsculo, apesar de limpo. O meu quarto ficava de frente com a recepção e era conversa até tarde. Tem vista para o Estreito de Magalhães e fica a uns 20 minutos de caminhada do centro. A recepção não é 24 horas, mas infelizmente só descobri isso na manhã em que iria embora. Às 7 h da manhã precisei de um táxi para ir para o ponto de encontro da Buses Baría, pegar o ônibus para Ushuaia, e tive que caçar um na rua, acenando freneticamente. Sufoco. Apesar dos contras, os funcionários são muito gentis. 

 

➼ Ushuaia: Antarctica Hostel

Eu queria muito ficar no mesmo hotel que fiquei no ano anterior (Costa Ushuaia Hotel), mas o meu bolso não permitiu. Então fiquei num quarto compartilhado misto. O quarto era bem espaçoso. O café da manhã também é no estilo "se vira". Mas eu desisti de comer lá porque eu sou "cricri" e assumo (e algumas pessoas são porcas e não colaboram). Eu fiz bons amigos nesse hostel, e os funcionários foram bem gentis também. A localização é ótima, fica a duas quadras na rua principal.

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Antarctica Hostel.

➼ Torres del Paine: Refugios e Campings

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Refugio Grey.

Em Torres del Paine você deve, obrigatoriamente, reservar o camping ou o refugio (com bastante antecedência). O guarda parque checa seus documentos no início da trilha e eu vi pessoas que estavam sem reserva tendo que se contentar com o bate e volta.

Refugio Grey: cama num quarto para 4 pessoas, sem refeição inclusa - US$ 80

Camping Francés: barraca em plataforma, sem qualquer refeição incluída. Área de banho muito boa - CLP$ 27000

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Camping Francés.

Camping Cuernos: barraca em plataforma, com café da manhã, jantar e lanche de trilha incluídos. Banheiro e chuveiros bons - CLP$ 84000

Camping Chileno: barraca em plataforma, com café da manhã, jantar e lanche de trilha incluídos. Banheiro e chuveiro bem mais ou menos - CLP$ 84000

 

Entrada dos parques:

➼ Parque Nacional Los Glaciares - ARS$ 500

➼ Parque Nacional Torres del Paine - CLP$ 21000

 

Dicas importantes: 

➼ Geralmente passamos dias pesquisando o preço das passagens de avião. Cada vez que você for fazer a pesquisa, vá até o histórico e limpe os cookies. Você vai notar a diferença de preço. 

➼ As passagens com a Buses Barría podem ser compradas antecipadamente, mas apenas por e-mail.

➼ Os dois parques nacionais da Patagônia que visitei, Los Glaciares e Torres del Paine, aceitam pagamento apenas em dinheiro.

➼ Para acampar em Torres del Paine, você pode reservar através da Vertice Patagonia e Fantástico Sur. Os campings gratuitos são com a Conaf.

➼ Quando você se registra na entrada de Torres del Paine, você pode carimbar o passaporte.

➼ No centro de visitantes de Ushuaia você também pode carimbar seu passaporte.

➼ A passagem de avião comprei através da Decolar. As reservas de hospedagem foram feitas através do Booking e Decolar.

 

Espero ter ajudado!

Qualquer dúvida, deixe um comentário!

Até a próxima, aventureiro!

Bruna.

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A viagem segue... agora em Punta Arenas!

Quando minha aventura por Torres del Paine acabou, eu ainda tinha um bom caminho a percorrer. No dia seguinte, tomei - mais um - ônibus, com destino a Punta Arenas.

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Estreito de Magalhães.

Punta Arenas é uma bela cidade, banhada em toda a sua costa pelo - famoso das aulas de história - Estreito de Magalhães. Parti de Puerto Natales, rumo a Punta Arenas no dia seguinte após retornar de Torres del Paine, um domingo. No momento em que eu tirei essa foto aí de cima, eu só conseguia pensar: "olha só onde é que eu to!" (as aulas de história sempre foram as minhas favoritas!). 💗

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Fernandinho.

Saí bem cedo e cheguei ao hostel por volta do meio dia. A minha idéia era passar a segunda feira em Punta Arenas e seguir para Ushuaia na terça.

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Seafood Patagonia.

No domingo mesmo eu dei uma volta pela cidade. Meu hostel ficava a uns 20 minutos, a pé, do centro. Fui caminhando por dentro da cidade, que estava deserta e com a maioria das lojas fechadas. Passei na frente de um cemitério vertical, o Cemitério Municipal de Punta Arenas, que sim, é uma atração turística. Se você perguntar a minha opinião, eu vou dizer que achei aquilo horrível. Mas é só a minha opinião.... 🙊

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Socorro.

Continuei minha caminhada, fotografei um pouco e fui atrás de um restaurante, porque eu estava faminta. Almocei no "Seafood Patagonia - La Boutique del Mar". Não parecia um restaurante muito em conta, mas eu não estava encontrando mais nada aberto. Então entrei e me surpreendi. Um comida deliciosa, com preço bem melhor do que nos restaurantes argentinos. 

Nesse dia, voltei para o hostel pelo calçadão que vai margeando todo o Estreito de Magalhães. 

Eu estava com o ânimo lá embaixo. Então tomei banho e fui descansar. Meu quarto - compartilhado - no hostel ficava de frente com a recepção e ao lado da porta de entrada, então era muito barulho o tempo todo. No quarto havia 3 beliches, e tudo era muito apertado, apesar de ser tudo muito limpo. Escolhi esse hostel porque havia lido que dava para ver golfinhos da sacada. Eu tive a impressão de ver alguma coisa lá longe, no mar, quando estava caminhando no calçadão...

Para a 2ª feira, eu havia planejado um passeio com uma agência turística: o Pali Aike Tour, um passeio que duraria o dia inteiro no Parque Nacional dos Vulcões Pali Aike, mas infelizmente precisava de um número mínimo de pessoas para que o tour acontecesse. Por fim, para a minha tristeza, a agência acabou cancelando o passeio.

 

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Centro de Punta Arenas.

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Punta Arenas.

Então eu aproveitei e fui conhecer a Zona Franca de Punta Arenas. Passei o dia batendo perna lá. Comprei algumas coisas. Eu havia lido bastante sobre como apetrechos de camping/trekking são mais em conta lá, e algumas coisas realmente são. Bastões de trekking, por exemplo, estavam saindo por cerca de R$30 cada. A Zona Franca é grande, tem bastante coisa pra ver, mas nem tudo vale tão a pena assim. Vale a pena você ir para Punta Arenas só por isso? Não. Mas se você já estiver por lá, vá dar uma olhadinha, quem sabe....

 

Gostei de conhecer Punta Arenas. Existem vários passeios que saem da cidade para ilhas, pinguineras e afins. Quero voltar pra lá um dia, tem muita coisa para fazer partindo dali. Além disso, é uma cidade que respira história.

 

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Calçadão com vista para o Estreito de Magalhães.

No entanto, o tempo todo que passei nessa cidade, me senti muito melancólica. Os dias que a gente passa em meio a natureza tem disso: você se sente um estranho no meio do asfalto. Mas tudo bem, no dia seguinte eu voltaria para a natureza.

 

A viagem segue.

No próximo post te conto como foi cruzar o Estreito de Magalhães de balsa e as quase 12 horas de estrada até Ushuaia, a cidade - encantada - mais austral da Terra e meu lugar favorito no mundo!

 

Até breve, aventureiro!

Bruna.

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Oi Bruna, tudo bem?

Primeiramente, obrigado pelo relato! Suas palavras me motivaram e muito. 😍

Agora pouco estava falando com uma amiga sobre a vontade de ir para Patagônia, e contei a ela sobre o receio que estou de ir e fazer as trilhas sozinhos. Ai simplesmente vim aqui no fórum e encontrei o seu relato. rs Preciso dizer mais nada né? haha😂😂

Agora no final de Janeiro vou mochilar com passagem só de IDA, a ideia inicial era ir para Santiago e subir até o Norte do Peru.. Mas, estou mudando de ideia e colocando meu sonho no roteiro. rsrs Ai fica naquela.. economizar ou só se vive uma vez! 😂😂😂

 

Tenho algumas dúvidas.. será que pode me ajudar? 

Não tenho intenção de descer até o Ushuaia e sim subir o Chile sentido Puerto Mont, Pucon ou até mesmo conhecer outros parques Nacionais no trajeto. Nessa situação, você acha melhor pegar o voô para iniciar a trip para Puerto Natales ou El Calafate? 

E quais são as trilhas bate e volta que você recomenta dentro do parque TDP? Além das Torres. rsrs

 Muito obrigado,

E bom final de ano.. que 2019 seja tão incrível quanto seu mochilão. 😀


 

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@_Umpdy Olá amigo! 😄 Muito obrigada por ler meu relato!! Fico realmente feliz quando o que escrevo ajuda alguém! 💗

"economizar ou só se vive uma vez" hahahaha, eu entendo 100%!

Vou te falar o que minha mãe sempre me diz nesses casos: "Bruna, você tá deixando de comprar fralda pros seus filhos? Você nem tem filho! Então se joga e vai viver, minha filha!" 😂

Mas então, eu ainda quero voltar pro Chile, porque tem parques espetaculares mesmo!

Eu acho que vale MUITO a pena você passar por El Calafate e El Chaltén, principalmente El Chaltén, porque lá é o "paraíso de trekking".

Talvez então seja interessante você começar a sua jornada por Puerto Natales e ir subindo (as estradas são maravilhosas e viajar de ônibus por elas faz parte da experiência).... Em Torres del Paine tem dois trekkings principais que o pessoal faz bate e volta: um deles é para o Glaciar Grey. E o outro, como você mesmo mencionou, é para as Torres. Na verdade, se você pegar o mapa de Torres del Paine, você consegue escolher os lugares, porque no mapa tem as distâncias e os tempos que geralmente o pessoal percorre cada trilha. Um lugar que eu fiquei apaixonada foi o Lago Nordernskjöld. Não sei se você leu todo o relato, mas falei sobre uma espécie de "prainha" formada por ele, entre o camping Francés e o camping Cuernos, mas acho que fica puxado pra ir e voltar em um dia. 

Aqui tem o mapa, com as distâncias: https://www.fantasticosur.com/trekking-in-torres-del-paine/map/

Outros pontos que você pode tentar visitar são o Mirador Francés e o Mirador Britânico. Mas novamente, a questão é o tempo...

Agora vou te falar uma coisa, usando o coração: se eu fosse você, iniciaria sua subida por Ushuaia (aquele lugar, pra mim, é encantado, de verdade 💗). 

De qualquer modo, pesquise pelas passagens de avião e de ônibus, e veja de que forma sai mais em conta. Se tiver tudo o mesmo preço (e você realmente não for para Ushuaia 😍 - hahaha - então eu iniciaria por Puerto Natales e subiria, ao infinito e além! 😂).

Espero ter ajudado! Precisando, estou por aqui e vai ser um prazer ajudar!

Um abração, um 2019 cheio de aventuras e uma viagem maravilhosamente inesquecível pra você! 😊

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Em 04/01/2019 em 12:03, BrunaKC disse:

@_Umpdy Olá amigo! 😄 Muito obrigada por ler meu relato!! Fico realmente feliz quando o que escrevo ajuda alguém! 💗

"economizar ou só se vive uma vez" hahahaha, eu entendo 100%!

Vou te falar o que minha mãe sempre me diz nesses casos: "Bruna, você tá deixando de comprar fralda pros seus filhos? Você nem tem filho! Então se joga e vai viver, minha filha!" 😂

Mas então, eu ainda quero voltar pro Chile, porque tem parques espetaculares mesmo!

Eu acho que vale MUITO a pena você passar por El Calafate e El Chaltén, principalmente El Chaltén, porque lá é o "paraíso de trekking".

Talvez então seja interessante você começar a sua jornada por Puerto Natales e ir subindo (as estradas são maravilhosas e viajar de ônibus por elas faz parte da experiência).... Em Torres del Paine tem dois trekkings principais que o pessoal faz bate e volta: um deles é para o Glaciar Grey. E o outro, como você mesmo mencionou, é para as Torres. Na verdade, se você pegar o mapa de Torres del Paine, você consegue escolher os lugares, porque no mapa tem as distâncias e os tempos que geralmente o pessoal percorre cada trilha. Um lugar que eu fiquei apaixonada foi o Lago Nordernskjöld. Não sei se você leu todo o relato, mas falei sobre uma espécie de "prainha" formada por ele, entre o camping Francés e o camping Cuernos, mas acho que fica puxado pra ir e voltar em um dia. 

Aqui tem o mapa, com as distâncias: https://www.fantasticosur.com/trekking-in-torres-del-paine/map/

Outros pontos que você pode tentar visitar são o Mirador Francés e o Mirador Britânico. Mas novamente, a questão é o tempo...

Agora vou te falar uma coisa, usando o coração: se eu fosse você, iniciaria sua subida por Ushuaia (aquele lugar, pra mim, é encantado, de verdade 💗). 

De qualquer modo, pesquise pelas passagens de avião e de ônibus, e veja de que forma sai mais em conta. Se tiver tudo o mesmo preço (e você realmente não for para Ushuaia 😍 - hahaha - então eu iniciaria por Puerto Natales e subiria, ao infinito e além! 😂).

Espero ter ajudado! Precisando, estou por aqui e vai ser um prazer ajudar!

Um abração, um 2019 cheio de aventuras e uma viagem maravilhosamente inesquecível pra você! 😊

Oi Bruna,

Muito obrigado pela atenção e disposição.

Vou avaliar com carinho a possibilidade de ir para o Ushuaia. ❤️ haha

A Patagônia em sí, são tantas possibilidades que se fosse possível, faria tudo..  😂 Mas acredito que precisa de umas 3 ida até lá para fazer tudo.. e olhe lá hahaha

Gratidão pela ajuda,

Bjs.

 

 

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Que relato incrível! :) 

Parabéns pela coragem e força de vontade, eu também sou uma pessoa timida e um tanto inexperiente com viagens, te entendi um pouco em algumas partes haha Mas que viagem sensacional!

Planejo ir com minha irmã agora em março passar uns 10 dias e apesar de já ter lido zilhões de blogs eu ainda estou tendo problemas com a ordem das cidades (Punta Arenas, Puerto natales, El calafate, El chaten e talvez Ushuaia) Parece que é impossível seguir um caminho linear, sempre tenho que voltar pra um lugar pra ir pro outro, parece um quebra-cabeça, você tem alguma sugestão?

Valeu!

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    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itinerário: Buenos Aires (Argentina) → Puerto Madryn (Argentina)→ Rio Gallegos (Argentina) → Punta Arenas (Chile) → Ushuaia (Argentina) → Puerto Natales (Chile) → El Calafate (Argentina) → Comodoro Rivadavia (Argentina) → San Carlos de Bariloche (Argentina).
      Período: 10/03/2001 a 01/04/2001
      10-12: Buenos Aires
      13-15: Puerto Madryn
      16: Rio Gallegos
      16-18: Punta Arenas
      18-21: Ushuaia
      21-23: Puerto Natales
      23-25: El Calafate
      26: Comodoro Rivadavia
      27-29: Bariloche
      30: Buenos Aires
      01/04: SP-Rodoviária do Tietê
      Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM.
      Volta: Ônibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a São Paulo (Rodoviária do Tietê), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodoviária de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 dólares na época) pelo trecho de Buenos Aires a São Paulo,
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia.
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Disseram-me que poderia não ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma única exceção numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido.
      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros   .
      Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta.
      Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo.
      Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍.
      Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶.
      Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte.  Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos .
      Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol.
      Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto.
      À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos .
      Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍.
      Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi  , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
    • Por Fernando Leite
      Olá, pessoal. 

      Estou começando a pesquisar e planejar uma viagem tendo como destino principal Ushuaia. Estava pretendendo ir entre julho - outubro, dependendo de preço e condições de viagem nos lugares. Dei uma olhada em Bariloche também e estou vendo se seria possível (em uma viagem de até 30 dias) conseguir fazer Montevidéu -> Buenos Aires -> Ushuaia -> (aberto a sugestões de passeios e trilhas entre a parte argentina e chilena). 

      Gostaria de sugestões sobre a parte da volta, se alguém conhece algum outro destino legal e que dê para aproveitar um preço bom para a volta para o Brasil. Também estava avaliando se seria possível passar por Bariloche no rumo de volta de Ushuaia ou se não vale a pena. E a outra dúvida é se é realmente uma mal escolha de meses para ir para a Patagônia (pelo inverno). Alguém tem alguma contribuição? é minha primeira viagem internacional, então não tenho nenhuma experiência 🙃.

      Aliás, estarei saindo do Paraná.
    • Por edumcn
      Tudo bem pessoal, 
      Em fevereiro deste ano fomos para o Ushuaia, saindo de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. Foram 26 dias conhecendo as belezas da região. Descemos pela Rota 40 até o Ushuaia, e voltamos pela Rota 3. Tentei resumir nesse material as informações que muita gente está me perguntando. 
       
      Meu gasto total com gasolina foram R$ 2.600
      Gasto total da viagem R$ 7,000. (total 2 pessoas)
      Tem um pdf em anexo com o roteiro, abração
       



      Roteiro Patagônia- Fora de Àrea.pdf
    • Por primporai
      Olá, viajantes!
      Depois de ler tantos relatos, receber tanta ajuda e dicas do pessoal aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia. E também fico a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance!
      Meu insta é https://www.instagram.com/primporai/, se tiverem alguma dúvida e quiserem trocar alguma ideia, podem me chamar lá. 😊
      Espero que gostem!
      Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui:
      - O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza.
      - Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂
      - A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. 
      - Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio.
      - Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa.
      - Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças.
      - Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento.
      - Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir.
      - Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar).
      - Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online.
      - Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito.
      - Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados.
      - Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons.
       
       Meu cronograma foi o seguinte:
      20/12 – Florianópolis – Buenos Aires
      21/12 – Buenos Aires - Ushuaia
      22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda
      23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial
      24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião)
      25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike
      26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking
      27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus)
      28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine
      29/12 – Puerto Natales – Trekking até  Base deTorres del Paine
      30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chaltén (ônibus)
      31/12 – El Chaltén – Cerro Torre
      01/01 – El Chaltén – Chorrilo Del Salto
      02/01 – El Chaltén – Fitz Roy
      03/01 – El Chaltén – Laguna Electrica
      04/01 – El Chaltén – Loma Del Pliegue Tumbabo
      05/01 – El Chaltén – El Calafate (ônibus)
      06/01- Chegada em Florianópolis
       
      Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂
      21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA
      Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto.
      O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos.
      Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300.
      No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo.
      Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa.
      Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando.

      Vista do avião

      Foto clássica na placa "fin del mundo"

      Canal Beagle

      22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA
      Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta.
      A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes.
      Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para vê-la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta.
      Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk

      Trilha com as plaquinhas azuis nas árvores, indicando o caminho.
       

       

      Empacotada de casacos depois que cheguei na Laguna Esmeralda
       
      23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL
      Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179.
      No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos.
      Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço.
      Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos.
      Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele.



      Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas.
      Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados.
      Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia).


      Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover, olhamos para trás, o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas.
      Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO.

      Patagônia e suas surpresas 😍



      Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!
       
       
    • Por Alexandre Cabral
      Gostaria de deixar o meu primeiro relato com a certeza de que ainda viram muitos outro!
      Como nos concentramos apenas em Ushuaia, por questão de logística, pois não tinha voos diretos de Ushuaia para Calafate nesse período específico, decidi deixar meu relato do ponto de vista de alguém que tentou aproveitar ao máximo o que Ushuaia tem a oferecer. 
      Poderia ter economizado muito mais do que o fiz, mas como a maioria das viagens de ultima hora, paguei um preço a mais. O fato de ter ido em baixa temporada, amenizou um pouco a situação. Minha viagem foi no começo de maio/2019 e durou uma semana. Comprei pacote aéreo (aerolíneas) + hotel pela decolar. O voo saia de São Paulo para Ushuaia com escala de 6h em Buenos Aires e com troca de aeroporto, pois voos internos são operados no Aeroparque. A aerolíneas disponibiliza transfer gratuito, é só entrar no site deles ir em: serviço ao cliente -> serviço de transfer -> preencher seu sobrenome, o código de reserva e e-mail, dai você recebe os vouchers por e-mail tanto o de ida quanto já o da volta em QR code, é só apresentar na hora de pegar o transfer. No site tem os horários que, se não me engano, é a cada hora, o transfer é operado pela empresa Manuel Tienda León.
      Os passeios que cotei ainda estando no Brasil estavam muito caros e decidimos olhar os preços quando chegamos lá, uma vez que, sendo baixa temporada, não teríamos o risco de ficar sem vaga. Negociando diretamente com a agência, o preço é totalmente diferente, muito mais barato, fechamos todos os passeios com a Brasileiros em Ushuaia que montou um roteiro de passeios de acordo com nossa disponibilidade. Com exceção da Expedição Off Road 4x4 + caiaque (que é opcional, mas vale a pena), dos outros passeios que fiz, não era realmente necessário fazer por agência. Lembrando que, certos passeios, são feitos em determinada época do ano e outro são feito o ano todo.

      1. Letreiro
      1º Dia - Chagamos as 8h e pegamos o transfer, que já estava incluso, até o hotel, ficamos no Hostal de Bosque, nos instalamos e fomos ver os passeios, fechamos tudo já no primeiro dia, mas lembrando que durante a viagem foi possível rever a ordem dos passeios para a que melhor nos atendesse. Devido ao cansaço, ficamos pela cidade conhecendo alguns ponto turísticos com o letreiro, a avenida San Martín que é a principal e é onde fica tudo e aproveitamos para visitar o museu marítimo e presídio. Para fazer a visita no Museu, é preciso pagar a entrada, estando la dentro pudemos explorar as galerias onde tinha as exposições e mais a frete o presídio, seus anexo e as selas. Cada sela conta um pouco da história do lugar com fatos, representações dos presidiários que passaram lá. Dentre os anexo, há um que esta preservado como foi deixo a anos e a sensação de entrar lá é surreal, vale muito a pena a visita.  A noite fomos relaxar no pub Dublin que é sempre cheio de gente e um dos melhores bem estilo Irlandês.                                                                                                                                                                                                                                                                                                               
      2. Placa Ushuaia FIn del Mundo 

      3. Museo Maritimo y del Presidio de Ushuaia
                
      2º Dia - Trem do Fim do mundo + Parque Nacional Terra del Fuego - Da pra pegar um táxi e ir para a plataforma do trem, comprar o ticket e fazer o passeio tudo por conta, depois para o parque precisa outra condução. O trem em si é bem simples mesmo, mas o que vale a pena é a paisagem pelo caminho, realmente parece que se esta dentro de um filme. O trem faz uma parada e é possível descer tirar fotos e explorar um pedacinho do lugar. Na entrada ganhamos um fone de ouvido  e durante todo o trajeto, é possível escutar sobre a história dele, em vários idiomas. No parque nacional, vemos alguns lagos, entramos na floresta e caminhamos até um café que tem um pouco mais acima onde a vista é incrível e é possível degustar um chocolate quente maravilhoso. Nesse mesmo passeio, foi ao correio do fim do mundo, tem que dar sorte de ele estar aberto, pois os horários de funcionamento são meio bagunçados. Demos sorte de achar aberto e pudemos carimbar o passaporte com o selo de lá, o lugar é em interessante, vende cartão postal e funciona como um correio normal.

      4. Passeio no trem do fim do mundo

      5. Parque Nacional Terra do Fogo

      6. Correio do Fim do Mundo
       
      3º Dia - Glaciar Martial + Bar de gelo - Para o glaciar é só pedir um táxi até a casa de chá que fica no pé do glaciar e de lá da pra subir tranquilo. Como era outono, a pista de esqui na estava aberta, por isso dava para subir o glaciar por ela. A caminhada até a parte de cima não é pesada e é tranquila de fazer e mais uma vez a vista surpreende em cada cantinho daquele lugar. O bar de gelo é tipo uma câmara fria a -20ºC que server bebida durante 20 min, não achei muita graça, da pra passar sem, mas como fazia parte da experiência, la fomos nós.

      7. Glaciar Martial

      8. Bar de Gelo
       
      4º Dia - Trekking Laguna Esmeralda - Para mim que nunca tinha feito trekking foi muito bom ter ido com a agência, mas pra quem já é acostumado, é o mesmo esquema, táxi ate a entrada e de la segue até a laguna. Esta sinalizado e sempre tem gente por conta fazendo o trajeto. É uma caminhada de 4h ida e volta, passamos perto de represa de castores, dentro do bosque, lugares com lama, riachos, até chegar na laguna é um pouco cansativo então é bom reservar um dia para esse passeio.

      9. Laguna Esmeralda
       
      5º Dia - Navegação Canal Beagle - No porto tem as empresas que vendem o ticket para a navegação, que se não me engano é de manhã e a tarde. Também tem que pagar uma taxa no porto na hora do embarque, não me lembro o valor mas não é nada absurdo. Vimos o O Farol Les Eclaireurs, conhecido com o farol do fim do mundo e ilhas com leões marinhos e aves, não era época dos pingues, então de 
      10. Farol Les Eclaireurs (Farol do Fim do Mundo)
       

      11. Colonia de Aves no Canal Beagle 
       
      6º Dia - Expedição Off Road 4x4 + caiaque sunset - É uma passeio noturno, vale muito a pena, o caiaque como já disse, é opcional, mas é muito legal o passeio e vale a pena também. De dois em dois, entramos no caiaque e remamos no lago escondido seguindo o guia, o fundo do lago é cristalino e incrível, ficamos até o pôr do sol admirando a vista. Depois voltamos a rota adentrando a uma floresta já a noite e paramos perto do lago fagnano. O passeio termina com um churrasco numa clareira no meio do floresta, com direito a fogueira e marshmallow. É uma ótima maneira de fechar a viagem com chave de ouro. 
       
      12. Lago Escondido

      13. Caiaque sunset, Lago Escondido

      14. Lago Fagnano

      15. Churrasco e Marshmallows
      7º Dia - Foi o ultimo dia então tiramos para comprar algumas lembrancinhas, como tinha nevado nas montanhas, pegamos um táxi e voltamos ao glaciar para ver como estava e era outra paisagem tudo branquinho de neve.
       
      8º Dia - Pegamos o transfer as 07h e fomos para o aeroporto pegar o voo de volta.
       
       
      Qualquer dúvida, estou as disposição! O Post ainda precisa ser melhorado, qualquer sugestão é bem vinda! 😃
       

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