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Intercâmbio em Montevideo, Uruguai {c/ passeio em Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (Minas) [Fev a Mar/17 - Total 28 dias]} + Dicas de Espanhol

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Estou aproveitando esse espaço para contar um pouco de como foi a minha experiência de intercâmbio nesse país que é tão próximo de nós, mas mesmo assim tão diferente.

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Entenda um pouco sobre a experiência que obtive após estudar espanhol por um mês no Uruguai.

 

Para não perder tempo, estou dividindo os tópicos desse dessa forma:

  • 1) Alguns dados interessantes do Uruguai;
  • 2) Por que estudo Espanhol?;
  • 3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai;
  • 4) Minhas Considerações.
  • Após isso o Índice dos posts dessa viagem;
  • E por fim o relato propriamente dito!

1) Alguns dados interessantes do Uruguai

O Uruguai é um país pequeno e muito charmoso, com cidades arborizadas, campos extensos, praias limpas e um povo muito cordial e amistoso. O país faz fronteira com a Argentina e com o Brasil, no estado do Rio Grande do Sul.

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Os verões são quentes, com temperaturas que variam entre os 23 e 38ºC, já os invernos são frios e a temperatura gira ao redor dos 15ºC, com algumas madrugadas geladas abaixo de zero. Com um clima temperado, o Uruguai possui estações bem definidas, atendendo a todos os gostos.


Os uruguaios gostam de futebol, mate e churrasco. É muito comum vê-los com uma garrafa térmica sob o braço e o mate na mão andando pelas ruas, nos shoppings, em todos os lugares. São pessoas alegres, receptivas e solícitas, que estão sempre prontas pra ajudar.

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Mate uruguaio.

O país conta com pouco mais de 3,3 milhões de habitantes, sendo que destes, 1/3 vive na sua capital, Montevideo. A economia é estável e vale ainda citar que o Uruguai é um dos países mais seguros e possui uma das mais altas taxas de qualidade de vida de toda a América do Sul.


Fonte Pesquisada:

http://www.brasileirosnouruguai.com.br/conheca-o-uruguai

2) Por que estudo Espanhol?

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Olá, me chamo Thiago e acho que deve fazer ao menos uns três anos que estudo espanhol  [04/10/2017] e pouco a pouco estou melhorando meu conhecimento nesse idioma tão interessante. Com o espanhol tive a oportunidade de conhecer outras culturas que antigamente estavam fechadas para mim.

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Vestimenta típica para festas musicais de alguma região do Equador.

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Touradas, na Espanha.

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Murga, uma apresentação típica do carnaval uruguaio.

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Festa dos Mortos, no México.

Descobri novos povos, outras comidas típicas que antes não fazia ideia que existiam e ainda tive a oportunidade de me aventurar por um novo país: o Uruguai, onde fiquei morando por um mês em uma casa de família super simpática enquanto estudava espanhol de forma intensiva em uma academia de ensino uruguaia.

3) Minha Experiência de Intercâmbio no Uruguai

Minha ideia inicial era fazer um intercâmbio junto ao CACS para a Espanha, mas como a crise estourou pesado em 2014 esse plano acabou caindo por terra, então continuei juntando mais algum dinheiro e resolvi fazer isso por conta própria junto a CVC, e numa das opções apareceu o Uruguai, país que decidi passar um mês inteiro realizando o intercâmbio de espanhol.

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Montevideo, capital do Uruguai.

Lá fiz muitos passeios pela capital Montevideo e ainda conheci outras cidades próximas como Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (em Minas). Nesta última cidade andei a cavalo, me aventurei em uma tirolesa e até me arrisquei num rapel [que na verdade foi uma falha total!].

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Academia Uruguay, onde estudei no meu intercâmbio.

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Praça Independência, Montevideo.

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Monumento Los Dedos, em Punta del Este.

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Colônia do Sacramento, vista do alto de um Farol.

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Nas últimas três fotos acima: Eu me arriscando nos esportes de aventura em Salto del Penitente, no Uruguai.

Com o intercâmbio conheci mais do comportamento dos uruguaios e descobri que eles são um povo incrível, cultos, organizados, super trabalhadores, que gostam da natureza e realmente amam o seu pequeno país.

 

E claro, como um bom viajante também passei por alguns perrengues mais complicados, em especial para me adaptar com o clima e a comida típica do país, que é muito diferente da brasileira.

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Milanesa Pollo Napolitana con fritas.

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"Pasta". Esse é o nome que os uruguaios dão para o macarrão.

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Carne de Javali, uma iguaria típica de Salto del Penitente.

O mais importante é que tive boas experiências que serão lembradas por mim até o meu último dia de vida. Mesmo em todo esse texto não foi possível relatar sequer um décimo do que fiz e do que senti por lá. Resumindo...

"Ter a oportunidade de aprender um novo idioma é o mesmo que se abrir para novas oportunidades no presente e no futuro."

Acho que isso resume um pouco do aprendizado que tive por lá. E pensando nisso, resolvi organizar esse tópico para que incentive novos viajantes ou até mesmo outras pessoas que pretendam aprofundar mais o seu conhecimento nessa língua.


Sem mais delongas, abaixo estou colocando o índice organizado de toda essa maratona que fiz por lá, sem claro, deixar de ensinar um pouco do espanhol também e contando praticamente tudo que aconteceu no país, desde a minha saída do Brasil até a chegada no outro mês.E para fechar com chave de ouro, só falta esse assunto

4) Minhas considerações:

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Desejo um agradecimento especial à família que estava me hospedando: O Álvaro, a Stela, a Fernanda e também aos dois hóspedes gringos que ali estavam e me ajudaram muito, o Míchel da Suíça, e a Kelsy, dos Estados Unidos. E também para toda a equipe da Academia Uruguay que me ajudou bastante.

 

Desejo que todos vocês aproveitem a vida, trabalhem bastante e que viagem sempre que puderem. A todos os leitores, espero que tenham sempre uma boa viagem!

 

A seguir:

- Índice do Relato dessa viagem;

- Relato propriamente dito.

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Para facilitar na organização da viagem de intercâmbio que fiz para o Uruguai criei esse índice.

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Nele é possível observar de forma mais facilitada as coisas importantes que fiz nos determinados dias que passei por lá.

 

Sem mais delongas, bora!

 

Notas: Para acessar os posts clique onde está escrito o "AQUI", logo abaixo das imagens.

PARTE 1:

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[04/02] Preparações finais para sair do Brasil;

[05/02 - MadrugadaTranslado de carro c/ a Rumo Certo de Contagem até o Aeroporto de Confis (MG);

[05/02 - Final da Madrugada até Início da ManhãTranslado de avião do Aeroporto de Confins (MG) p/ o Aeroporto de Guarulhos (SP);

[05/02 - Parte da ManhãTranslado do Aeroporto de Guarulhos (SP) até o Aeroporto Internacional de Carrasco (Uruguai);

[05/02 - Horário do AlmoçoTranslado de carro c/ o motorista da CVC até a Casa da Família.

 

PARTE 2: 

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[05/02] Conhecendo a Casa da Família uruguaia;

[06/02] Conhecendo a Academia Uruguay.

 

PARTE 3:

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[07/02 - Parte da TardeBus Tour pelo centro de Montevideo;

[07/02 - Parte da NoitePaseo de las Antorchas.

 

PARTE 4:

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[09/02 - Horário do AlmoçoExperimentando comida francesa no Le Petite Cusine;

[09/02 - Final da TardeVisita ao Cerro Montevideo.

 

PARTE 5:

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[10/02 - Parte da Tarde até Final da TardeShopping de Punta CarretasMuseo Zorrilla Faro de Punta Carretas Castillo Pittamíglio.

 

PARTE 6:

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[11/02 - Parte da TardeConhecendo a Região do Prado: RoseralMuseo Juan Manuel Blanes e Jardín Japonés.

 

PARTE 7:

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[12/02 - Passeio de dia inteiro] Excursão, onde conheci PiriápolisPunta Ballena [Monumento da Casapueblo] e Punta del Este.

 

PARTE 8:

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[14/02 - Parte da Tarde até Início da Noite] Visita a Puerto BuceoPocitos e Malvin;

 

PARTE 9:

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[14/02 - Parte da Noite] Conserto a céu aberto da Orquestra Filarmônica de Montevideo;

[15/02 - Parte da Tarde] Perrengue: Problema no Banco Santander;

[16/02 - Parte da Noite] Ouvindo as Murgas no Tablado de Carnaval uruguaio.

 

PARTE 10:

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[17/02 - Parte da Tarde] Visita ao Palácio Legislativo.

 

PARTE 11:

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[18/02 - Passeio de dia inteiro] Visitando Colonia del Sacramento.

 

PARTE 12:

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[18/02 - Passeio de dia inteiro] Visitando Colonia del Sacramento [Cont.]

 

PARTE 13:

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[18/02 - Passeio de dia inteiro] Visitando Colonia del Sacramento [Cont.];

[18/02 - Parte da Tarde] Conhecendo a maior coleção de lápis do mundo na Granja Arenas;

[19/02 - Final da Manhã até Início da Tarde] Passeando na Feira da Plaza Rodoi.

 

PARTE 14

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[20/02 - Horário do Almoço] Perrengue: Senti muito mal estar e passei mal demais, quase tive um treco!

[20/02 - Parte da Tarde] Tentando a sorte no Casino Victoria Plaza;

[22/02 - Parte da Manhã] Aula: Entendendo as comidas do Uruguai.

 

PARTE 15

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[22/02 - Parte da TardeVisitando o Museu El Cabildo de Montevideo;

[22/02 - Ainda na Parte da TardeConhecendo o Mausoleo de Artigas;

[22/02 - Final da Tarde] Aula: Taller de Pronunciación.

 

PARTE 16

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[23/02 - Parte da NoitePresentación de tango uruguayo no Bar Fun Fun.

 

PARTE 17

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[25/02 - Passeio de dia inteiro] Passeio para Salto del Penitente [Minas].

 

PARTE 18

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[25/02 - Passeio de dia inteiro] Passeio para Salto del Penitente [Minas] [Cont.];

[25/02 - Horário do Almoço] Almoço exótico: Carne de Javali.

 

PARTE 19

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[26/02 - Final da Manhã] Fuente de los Candados;

[27/02 - Parte da Noite] Jantar de despedida do Míchel;

[28/02 - Parte da Tarde até Início da Noite] Cinema no Montevideo Shopping.

 

PARTE 20

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[01/03 - Parte da Tarde] "Passeio repetido": Voltei ao Puerto Buceo, onde não havia nada para se fazer e estava tudo fechado.

 

PARTE 21

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[02/03 - Parte da Tarde] Visita ao Museo Histórico Nacional Casa de Lavalleja.

 

PARTE 22

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[02/03 - Ainda na Parte da Tarde] Visita ao Museo de Artes Decorativas "Palacio Taranco".

 

PARTE 23

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[03/03 - Parte da Tarde] Passada pelo Mercado del Puerto e Museo del Carnaval.

 

PARTE 24

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[03/03 - Parte da Tarde até Início da Noite] Taller de cine na Academia Uruguay.

 

PARTE 25

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Clique AQUI para acessar essa parte do relato.

 

[04/03 - Parte da Manhã] Desayuno de despedida de la familia uruguaya;

[04/03 - Início da Tarde] Translado de carro de Montevideo até o Aeroporto de Carrasco;

[04/03 - Final da Tarde até Início da Noite] Translado de avião do Aeroporto de Carrasco (Uruguai) até o Areporto de Guarulhos (SP);

[04/03 - Parte da Noite] Translado de avião do aeroporto de Guarulhos (SP) até o aeroporto de Confins (MG);

[04/03 - Final da Noite] Translado de carro de Confins até Contagem (MG);

[05/03 - Madrugada] Chegada na minha casa.

 

Se tiver gostado desse Relato e deseja conhecer outros, clique na Coleção abaixo e veja os que você achar mais interessantes:

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Espero que goste desse relato!

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E que ele sirva de inspiração para você que ainda não conhecesse esse país ou possui algum medo de visitar o exterior.

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- RELATO DA VIAGEM -

Depois de muito tempo e esforço finalmente tive a oportunidade de conhecer um novo país.

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E fiquei por um mês em Montevideo, no Uruguai, fazendo um intercâmbio de espanhol. Então, veja como foi o passo-a-passo dessa minha aventura tão interessante, começando, claro, por essa 1ª parte, que mostra como foi toda a minha preparação e jornada para sair do Brasil e chegar no Uruguai.

 

Para que o conteúdo não fique muito massivo [já que a viagem foi beeeeem longa] estarei dividindo ele em várias pequenas partes, e para quem dispõe de pouco tempo ou apenas deseja saber o que pode ser feito nesse país, estou colocando algumas dicas de roteiro bem interessantes. Para conferi-las clique no botão abaixo:

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Bot%25C3%25A3o%2BDicas%2Bde%2BRoteiro.png

Também estou fazendo um guia para ajudar as pessoas a aprenderem e aprimorarem o idioma espanhol, se esse for o seu caso, clique no botão abaixo:

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Dito o que precisava, vamos começar!

Antes da Viagem

É claro que antes de viajar houve todo um preparo, como os meses e meses que gastei para juntar o dinheiro do intercâmbio, muitas viagens a trabalho, bastante economia que fiz no dia-a-dia e muitas e muitas aulas do CACS [o Curso de Espanhol que faço dentro da UFMG, que por sinal tem uma qualidade excelente e ótimos professores]. Nisso tudo foram quase 2 anos, mas em 05/02/2017 finalmente chegaria o dia que eu conheceria o primeiro país além do Brasil, nesse caso: o Uruguai!

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Mas para começar o relato preciso voltar 1 dia na história, para assim contar como foi o passo-a-das preparações que antecederam a minha viagem!


DIA 00 - Sábado [04 de Fevereiro de 2017]

Eu havia fechado tanto o pacote do intercâmbio quanto as passagens de avião com a CVC do Shopping Itaú e como tive uma semana bem pesada no serviço e ainda por cima tinha esquecido uma chave importante que levei pra casa sem querer, aproveitei pra pegar uma carona de moto com um de meus irmãos e segui com ele até meu trabalho.

 

Lá imprimi alguns documentos que faltavam e também algumas orientações da Academia Uruguay [se pronuncia: Acadêmia Uruguai], escrevi algumas anotações para a minha chefia e fui com ele até o Shopping Itaú pegar os últimos documentos que ainda faltavam.

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Notas Importantes: Apesar de ter acertado um Pacote com a CVC para o Intercâmbio no Uruguai e para o Avião de Ida e Volta, na prática eu fiz tudo sozinho e da parte da CVC apenas tive a indicação da Academia Uruguay e do translado do aeroporto para a Casa da Família uruguaia.


Todo o restante da minha viagem fiz tudo sozinho e por conta própria, seja com a indicação das pessoas, na louca mesmo [cismei e fui!] ou pela indicação dos passeios da Academia Uruguay, lugar que passei estudando por um mês.

 

Com isso feito, voltamos para minha casa e recebi minha noiva que já estava lá, almoçamos e fomos novamente [dessa vez de ônibus] para o Itaú Power Shopping para comprar um sapato.


Depois de uma boa procura e de antes comer um sorvete com churros [esse dia as opções de compra para tênis não estavam tão boas] comprei um calçado, que não estava muito bom e acabei levando uma palmilha especial também que tive que usar por cima do tênis [daquelas gelatinosas], mas ainda assim não curti muito meu calçado.

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Pegamos o ônibus novamente e voltamos para minha casa. Minha família estava bem agitada e empolgada porque ninguém ainda tinha feito uma viagem tão longa assim para outro país em minha família. O Nando [o mesmo que me deu carona de moto] já chegou a ir até esse país em uma super viagem que ele fez, mas ficou por lá apenas por poucos dias.

 

Meu pai perguntou muitas coisas sobre a família e ali no papel que eu tinha da CVC vimos que eu estaria num apartamento em que moravam três pessoas: O Alvaro [65 anos], a Estela [64 anos] e a Fernanda [26 anos], uma das filhas do casal. No papel ainda dizia que eles tinham outros três filhos, mas que moravam em outros lugares.

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Foto que meu pai tirou do Google Street View do possível lugar que eu estaria hospedado.

Mais à noite ainda aproveitamos para comer um excelente churrasco à brasileira! A Luciana também fez questão de tirar uma foto comigo e me entregar uma de nós dois juntos como lembrança e ainda deixar um recado bem bonito para que eu sempre me lembrasse dela enquanto estivesse fora.

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Levei a Lu para o ponto de ônibus dela, me despedi e voltei pra minha casa, dei a última arrumada que precisava na minha bagagem, e pronto, só restava esperar a hora passar, já que eu deveria sair às 1:50h da manhã para ir ao aeroporto.

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DIA 01 - Domingo [05 de Fevereiro de 2017]

Preferi não dormir porque eu tinha combinado com o Felipe da Rumo Certo para me levar de carro até o aeroporto e como já passava da meia noite, faltavam menos de duas horas para que ele me buscasse. Ele chegou poucos minutos depois das 1:50h, ali despedi do meu pai e da minha mãe, dei o último abraço do mês nela e parti rumo ao aeroporto de Confins.

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Conversei um bocadinho com o Felipe durante o caminho e chegamos no aeroporto às 3:30h, me despedi dele e fui direto para a fila do Check-in da TAM.

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Quando cheguei a fila já estava bem cheia, e em pouco tempo chegaram ainda mais pessoas que estavam atrás de mim e ela ficou realmente enorme, mas os atendentes ainda não tinha começado a pesar as bagagens.

 

Depois que chegou um funcionário ele puxou da fila todos que iam pra Porto Seguro [na Bahia] com a CVC e só com isso boa parte das pessoas que estavam na minha frente foram embora, e rapidamente cheguei no balcão de atendimento.


Também já fui para esse destino e me diverti muito por lá. Se quiser clique AQUI ou na imagem abaixo para acessar o relato dessa viagem:

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Clicar: [Porto Seguro, BA]


A moça pediu que eu entregasse algum documento, identidade ou passaporte e assim o fiz, pesaram minhas malas e fui liberado para ir até a ala dos embarques.

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Assim que cheguei no aeroporto já estava com vontade de fazer xixi, mas tive que aguentar porque a hora do meu embarque estava muito próxima. Com tudo liberado fui feliz para o banheiro tirar água do joelho!


Passei pela parte dos detectores de metal sem problemas e andei bastante na ala dos embarques, só consegui chegar no portão de acesso que estava marcado para meu voo [o Gate 28] às 4:30h.

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Eu estava com um bocadinho de sono, mas consegui ir levando e esperei até que desse às 5:05h, então um funcionário já pediu para que as pessoas se ajeitassem na fila, e pouco tempo depois finalmente entrei no avião.

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Assim que o avião da TAM decolou pude tirar meu merecido cochilo, que durou muito pouco, mas ainda assim fez alguma diferença, já que antes disso eu estava super cansado! Às 7:00h meu avião pousou no Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo.

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Se eu achava que o Aeroporto de Confins era grande, descobri que o de Guarulhos é realmente enorme, dali fui seguindo os procedimentos e andei bastante até chegar na área da imigração.

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Todo o processo para sair do país é bem organizado e tecnológico, os brasileiros devem apenas passar seu passaporte em uma catraca eletrônica que o libera com facilidade se não tiver nenhum problema com a documentação, enquanto que estrangeiros e pessoas com filhos menores de 18 devem entrar em outras filas para serem atendidos pela organização do aeroporto.

 

Na inspeção da bagagem dessa vez foi constatado que eu levava um desodorante Axe seco em minha mala de mão, e o mesmo foi confiscado porque tinha 150 ml, enquanto só deixavam se fosse até 100 ml de líquido [vai ver esses 50 ml a mais podiam fazer a diferença na hora de se derrubar um avião!].

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Após dar uma olhada por auto no painel fui seguindo a orientação das placas, andei realmente um bocado para chegar no portão de acesso do meu outro voo. Andei por quase ou mais de meia hora, devido ao gigantesco tamanho do Aeroporto de Guarulhos.


Ali esperei até às 9:05h para começarem a chamar, entrei na fila sem problemas, embarquei no avião e parti rumo ao Uruguai.

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Aproveitei para lanchar dessa vez, da outra tinha dormido e acabou que eu não consegui lanchar no avião, bebi um copo de água [ia comprar no Aeroporto, mas desisti porque lá estava a R$ 6,00 e achei o preço muito abusivo], e dormi mais um pouco.


De vez em quando acordava, mas rapidamente voltava a dormir, e em menos de duas horas acordei novamente, dessa vez com o piloto instruindo que já iria fazer os procedimentos de pouso do avião, nem deu tempo de tirar a foto da descida, mas vi um deslumbrante paraíso com muitas casas e muito verde, achei realmente lindo.

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Assim que descemos fui direto para o ônibus do aeroporto que estava nos esperando, nem tive oportunidade de tirar outras fotos porque estava ventando muito e assim todos seguiram para a área de embarque. Ali tive a oportunidade de ver o primeiro letreiro dizendo "Bem vindos ao Uruguai".

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Não deu pra colocar em uma única foto pois o letreiro era bem largo e a fila estava cheia. Após enfrentar a fila uma moça carimbou meu passaporte e segui para pegar a minha mala.

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Primeiro país carimbado no meu passaporte.

Aqui fiquei meio perdido, mas fui seguindo para onde as placas informavam saída e no caminho ainda perguntava alguns funcionários do aeroporto, e cheguei novamente onde checam as bagagens. Dessa vez passei sem problemas, peguei minha mala e fui seguindo para a saída.

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Perto de lá vi um chofer segurando uma placa escrita "Thiago Pereira", fui para confirmar se não tinham errado alguma coisa no meu nome, mas era realmente outra pessoa, e perto dele vi outro segurando uma com o nome "Martins Rocha".


Conversei com o chofer, mostrei alguns documentos e percebemos que era eu mesmo que ele deveria que buscar! Então fomos para o estacionamento, guardamos minha bagagem no porta-malas do carro e seguimos até a Casa da Família em que eu ficaria hospedado.


Demoramos pouco mais de meia hora para chegar ao meu destino final, e durante o percurso fui conversando com o motorista da CVC. Ele me disse que eles tinham muito trabalho pois sempre ele fazia o translado para as pessoas, também me contou sobre algumas coisas da cidade e ainda conversamos um pouco sobre a corrupção do Brasil. 

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E finalmente, depois de tanta luta, cheguei ao meu destino, a casa de família que ficaria hospedado em Montevideo, no Uruguai. Continua no próximo post, tem muito mais relato pela frente!

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Neste post estou contando sobre o intercâmbio que fiz ao Uruguai.

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Agora contarei como foi conhecer a família onde iria me hospedar e também o meu primeiro dia de aula na Academia Uruguay.


E agora a continuação do relato...


DIA 01 - Domingo [05 de Fevereiro de 2017] - Cont.

Cheguei no meu destino às 11:30h.

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Me despedi do motorista que prestou o serviço para a CVC e fui recebido pela Stela, a filha dos donos da casa.

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Então entramos no prédio, subi até o 4º andar e entrei no meu apartamento. Guardei minhas malas em meu quarto e voltei a sala para conversar um pouco com a Fernanda e a Stela, sua mãe, e o Michel, um suíço que estava fazendo intercâmbio aqui para aprimorar melhor seu espanhol [ele já estava hospedado na casa a mais de um mês e ficaria por outros dois].

 

Ali expliquei que era do Brasil e que estava um pouco cansado [na verdade bastante cansado] devido ao longo tempo de viagem e por não ter tido tempo de dormir bem durante o trajeto. Pouco depois também conheci o Álvaro, o proprietário da casa e assim conversei mais um pouquinho.

 

Como no Brasil eu tive tempo apenas de comer um pacote de biscoitos e o lanche do avião, preferi ir comer primeiro. A Stela desceu comigo e me mostrou um restaurante que estava numa esquina próxima, então fui almoçar ali.

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A comida do país é totalmente diferente do Brasil, ao ponto de eu olhar para as placas e avisos de refeições e não fazer sequer ideia do que estava pedindo. Então pedi para a garçonete [que aqui chamam de moza: Pronuncia-se "moça"] me indicar o que comer, e claro! Ela não perdeu a chance e me indicou um super prato, que custou quase 500 pesos.

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Primeiro me serviram uma entrada, que era um pão com esses vegetais, fiquei tão em dúvida que perguntei a garçonete como fazia para comer. Ela me explicou que era para cortar o pão e por esses vegetais dentro, e assim o fiz, o gosto é até bom, mas não se assemelha a nada que alguma vez eu tenha comido no Brasil.

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O prato principal demorou um bocado, mas veio super caprichado. Não recordo qual era o nome, mas com certeza era um dos especiais da casa. O que está à direita na foto é uma espécie de um bife gigante, enquanto o que está na esquerda é outro tipo de carne, que também é muito gostosa. Já os temperos das comidas achei super diferentes do que estou acostumado.

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A moça chegou até a colocar essa coisa na minha mesa, quando vi não consegui entender o que era, então tive de chamá-la novamente e ela me explicou que era uma espécie de pimenta. Preferi não colocar no prato porque achei que ela poderia ser forte demais.

 

De bucho cheio voltei para meu apartamento e peguei o elevador, mas...

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Percebi que o prédio era muito maior do que eu havia pensado no início e me esqueci totalmente em qual andar eu estava, relutei um pouquinho mas consegui descobrir e entrei novamente na casa. E assim voltei para meu quarto, tomei um banho e finalmente tive a oportunidade de tirar o cochilo que eu precisava, dormi pouco mais de duas horas.

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Meu quarto. Nele havia uma escrivaninha para mexer com o laptop, minha cama e também um armário para guardar as coisas.

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O banheiro aqui é bem interessante. Devemos jogar o papel higiênico dentro da privada e não em uma lixeira como fazemos no Brasil. Além disso, tanto a pia quanto o chuveiro podem ser ligados para os dois lados. Azul para água fria e vermelho para água quente, e nisso ainda é possível regular a intensidade do calor ou frio que se deseja.

Meu quarto não podia ser trancado, mas sempre que se quisesse um pouco mais de privacidade bastava apenas fechar a porta. Também recebi do casal a chave da casa e do prédio. Quando acordei recebi uma chamada de vídeo pelo Whatsapp da Luciana e conversamos por um bom tempo.

 

De noite houve uma pequena festa de aniversário de um dos filhos do casal, então o apartamento ficou cheio de gente. Nisso me ofereceram algumas coisas para comer, como uma limonada [que aqui se toma à temperatura ambiente], alguns salgados [uns com gosto parecido com o do Brasil, outros com sabores bem diferentes], e isso:

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Que não sei ao certo qual é o nome, mas é uma espécie de arroz com algum tipo de camarão, a comida toda também tinha um gosto totalmente diferente de tudo o que eu havia comido na vida e me pareceu muito estranho.


Outra coisa curiosa é que as pessoas por aqui são muito quietas e fazem pouco barulho, mesmo nas festas, e tanto os homens, jovens ou mais velhos, quanto as mulheres, cumprimentam a gente e uns aos outros dando um beijo de cada lado da bochecha e depois fazendo um barulho que parece um estalo.

 

O cansaço voltou a me apertar, então pedi licença para o pessoal e fui dormir. Dia finalizado!


DIA 02 - Lunes, Segunda [06 de Fevereiro de 2017]

Acordei mais ou menos às 7:30h e fui até a sala para lanchar.

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O fato do café da manhã estar incluso ajuda bastante porque assim não preciso me deslocar pra procurar algo para comer pela manhã, sem contar que também é bem interessante para imergir mais na cultura do país. Apesar das diversas opções preferi comer apenas um pão torrado com manteiga, queijo e um pouco de leite.

 

Conversei um pouco com o Álvaro e a Stela, e assim que se aproximou da hora do curso fui pra lá a pé junto com o Michel. O lugar não estava longe, apenas a algumas quadras de distância. Não deu pra tirar fotos do percurso porque faltava pouco tempo para as aulas, mas consegui ao menos tirar algumas fotos da fachada da Academia Uruguay [Se pronuncia Acadêmia Uruguai].

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Fui para a secretaria e lá preenchi minha ficha de inscrição e depois me encaminharam para a classe chamada de Aula 5, que era uma turma para iniciantes brasileiros. Os estrangeiros eles costumam colocar em outras turmas porque possuem o aprendizado um pouco diferente do nosso.

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Cada um possuía uma experiência diferente, eu por exemplo, e mais uma menina tínhamos uns dois anos de experiência fazendo curso de espanhol. Já outro tinha uns dois ou três meses de contato com a língua, outro preferiu vir pra cá primeiro pra começar a estudar, não sabia quase nada e falava tudo em português, e também havia outra garota que ficaria aqui por ano ano, pois seu marido era militar e estava dando treinamento para os soldados uruguaios.

 

Mas no decorrer da classe dois dos nossos colegas resolveram tentar um nível mais difícil, até porque ficariam pouco tempo, por apenas duas semanas. No meu caso preferi continuar aqui porque penso que é muito mais importante aprender desde o princípio para se fazer uma espécie revisão do conteúdo aprendido.


Por mais que eu esteja um pouco avançado ainda sempre existem coisas novas para aprender ou manias antigas que eu ainda faço errado no uso do espanhol e que com certeza poderiam ser consertadas. Por todo o mês, de segunda à sexta-feira, minhas aulas seriam sempre das 9:30 às 13:30h, com um único intervalo, que era das 11:30h ao 12:00h


Como sempre às segundas-feiras eles oferecem lanche especial, tive a oportunidade de provar alguns biscoitos bem gostosos.

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Além das aulas normais grupais, ainda era possível fazer aulas individuais a tarde [para quem pediu esse tipo de pacote] ou então fazer algumas atividades extracurriculares que a cada semana apareciam no mural da secretaria da escola.

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Para essa semana haviam duas coisas: Recorrido por los restos de los fuertes de la ciudadela e um concerto, mas o do forte foi o que chamou mais minha atenção. Então paguei os 300 pesos e agendei o passeio que era para o outro dia.

 

Nossa professora se chamava Maria José [aqui se pronuncia Maria Rossé] e era muito simpática, suas aulas eram muito fluídas e quase não se percebia que o tempo estava passando. Algo bem interessante da classe é que descobri que quase não há palavras com "x" em espanhol!

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Também recebemos uma apostila que era usada de apoio durante as aulas.

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Quando terminou a classe, às 13:30h fui andando e passei por uma praça para tirar algumas fotos da cidade e também para procurar algum lugar para almoçar.

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Praça que fica bem perto da Academia Uruguay.

Depois que passei pela praça, segui rumo a onde está a Plaza Independencia [um importante ponto turístico e de referência da cidade] , onde haviam várias lojinhas pelo caminho, então, claro, não resisti e comprei meu primeiro souvenir do Uruguai, um copinho bem enfeitado.

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Eu ainda não sabia, mas já dava para ver o portal da Ciudad Vieja que está na Plaza Independencia. Depois de algum tempo tanto esse portal como a praça se tornaram uma das melhores referências pra que eu conseguisse me localizar pela cidade, porém, até esse momento ainda não tinha dado aquele "plim" que eu precisava!

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A Praça é muito bonita, possui a estátua de um cavaleiro ao centro e algumas fontes com estátuas bem talhadas aos lados, além de belos jardins. Muitos uruguaios ficam conversando nela, namorando ou apenas passando o tempo aqui, lendo um livro ou mexendo no celular!

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Após atravessar toda a praça continuei seguindo meu caminho para procurar um restaurante que custasse menos de 500 pesos para comer. E andei sem sucesso, na rua que eu estava, a Calle 18 de Julio não havia o restaurante que procurava, os poucos que achava eram bem caros, até que vi um Mc Donald's e não resisti, fui para lá mesmo pra ver se era diferente do que temos aqui no Brasil.

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Escolhi a opção com um combo com carne e molho Barbecue e não me arrependi, realmente estava uma delícia! Só demorei um pouco pra ser atendido porque os Mc Donald's de Montevideo sempre estão super mega abarrotados de gente. Algo curioso aqui é que ao pedir um "méquidonalds" a atendente estranhou e perguntou se eu era um estrangeiro, ao eu dizer que era sim ela me corrigiu e pronunciou a forma que para eles é a correta: "máquidonalds".

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Ao [tentar] voltar, aproveitei e comprei um saquinho com maníes [que são os amendoins do Uruguai] de um vendedor ambulante.

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Na verdade eu já estava bem perto de onde precisava ir, mas como ainda não estava me localizando bem e não li o mapa que eu tinha direito, acabei voltando tudo que já tinha feito, passei pela Plaza Independéncia outra vez e cheguei até a ver alguma parte do porto ao longe!

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Ficar um pouco perdido valeu a pena porque eu descobri que ali na Plaza Independencia existia um quiosque rosa em que faziam um passeio turístico de ônibus pela cidade. E com isso descobri outra coisa que poderia fazer durante o próximo dia.

 

Então, depois de pedir informações para muitos e muitos uruguaios, que sempre foram prestativos, finalmente, às 15:00h cheguei à casa de família novamente. Quando entrei a filha do casal, a Fernanda, já estava terminando de se mudar.

 

Fiquei por boa parte do dia no meu quarto mexendo no computador e somente em alguns momentos é que conversei com o Míchel ou algum dos donos da casa. Assisti uns três animes, respondi todas as mensagens que estavam pendentes do Blog, fiz a divulgação nos agregadores de conteúdo que eu utilizo e às 19:00h ainda fiz os deveres de casa que estavam pendentes do curso.

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Aproveitei para conversar com a Lu pelo zap e ainda escrevi boa parte do primeiro dia do relato desse intercâmbio que estava fazendo para o Uruguai pra poder mostrar pra minha família depois.


E ainda consegui pensar em uma boa maneira para resolver o problema da palmilha do sapato que tanto me incomodava. Tirei as gelatinas e coloquei uma palmilha comum que estava na minha mala. Dessa maneira ficou perfeito e pisar não me incomodava mais!

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Com tudo que precisava já feito, tomei um banho, escovei os dentes, conversei um pouco com o pessoal e fui dormir.


DIA 03 - Martes, Terça-feira [07 de Fevereiro de 2017]

Nesse dia também acordei próximo das 7:30h, me levantei e já fui tomar o café da manhã.

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O Álvaro, o dono da casa tinha percebido que eu comia muitos biscoitos e resolveu colocar na mesa alguns biscoitos uruguaios pra que eu pudesse comê-los. Perto das 9:00h fui para a Academia Uruguay mais uma vez com o Míchel. Quase chegando ele me mostrou uma escultura bem legal que estava dentro de um museu.

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Assim que entrei em minha sala e chegaram os outros estudantes começamos com a classe.

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O sistema aqui é bem simples, temos uma apostila com várias unidades e capítulos, e a professora a usa de base para que assim possamos aprender melhor. Mas ela também pode usar outros métodos, como algum jogo, alguma tarefa ou até mesmo conversas entre os alunos. Como há poucas pessoas isso deixa a aula bem dinâmica e fácil e mesmo com a diferença de níveis entre um e outro aluno as aulas seguiam num ritmo bem fluido.

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E claro, se houver alguma dificuldade em entender alguma coisa basta apenas perguntar para a professora. Ela era uruguaia e sabia poucas coisas de português e nunca foi ao Brasil. Pra mim isso deixou as coisas ainda mais interessantes, pois sempre precisávamos de nos comunicar com ela em espanhol.


O que mais se destacou nessa aula para mim foi descobrir que existia um desenho animado da Mafalda, aquela menina que sempre aparece nas tirinhas dos concursos públicos.

No desenho descobri que haviam outros personagens interessantes que também faziam parte da história da Mafalda.

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Outro exemplo de interação com o espanhol: Em um dado momento da aula a professora nos dividiu em dois grupos, e cada um ficava com 5 cartas e devíamos perguntar para o outro time alguma descrição da pessoa de uma dessas cartas em espanhol.

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Podia ser algum ator famoso, algum político importante, ou até mesmo algum dos Simpsons. O grupo deveria apenas confirmar com "" ou "no" as perguntas até que se juntasse a informação necessária para descobrir quem era a pessoa que estava na carta.


Quando assustei já tinha dado o intervalo e pouco depois estávamos terminando a aula! Dali segui em minha missão para buscar algum restaurante que custasse menos de 500 pesos para comer. E achei uma placa que chamou muito a minha atenção. Então escolhi esse lugar para almoçar.

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O lugar estava lotado, e a atendente mais próxima de mim não parava um minuto de andar, me deu muito pouca atenção e pedi para ela o menu executivo com um pouco de dificuldade.


Fiquei esperando um bom tempo, ao ponto que não sabia se ela tinha me esquecido ou não, mas quando me atendeu a comida veio bem rápido. Primeiro aqueles pãezinhos que sempre veem na entrada, e depois a comida:

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Creio que o prato que eu comi foi Milanesa Pollo Napolitana con fritas. Havia um postre [uma espécie de sobremesa doce] para comer depois, mas como fui mal atendido pela garçonete e ela não me explicou nada porque estava com muita pressa para atender as outras pessoas acabei perdendo minha sobremesa, pois havia fechado a conta um pouco antes.


[Outra curiosidade interessante: Para fechar a conta aqui em algum restaurante devemos mostrar a mão para o garçom e fingir que estamos escrevendo em um bloco de notas, assim eles entendem que é pra encerrar a conta e vir cobrar o valor devido da refeição]


Quando encerrei a conta e saí, a garçonete me olhou com uma cara tão feia que até pareceu uma careta. Não entendi o porquê até o próximo dia!

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E assim que saí dali fui para o quiosque comer um helado palito [o famoso picolé!].

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O picolé estava muito gostoso e agora de bucho cheio, segui até a Plaza Independencia para fazer meu primeiro passeio do dia e também o primeiro na cidade de Montevideo, mas isso fica pro próximo post porque esse já ficou bem extenso.

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Enfim, mais um pouco dessa aventura pelo Uruguai.

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Nessa parte conto como foram os meus dois passeios realizados na terça-feira, que claro, foram muito interessantes.


E agora a continuação do relato...


DIA 03 - Martes, Terça-feira [07 de Fevereiro de 2017] - Cont.

Como dito, cheguei na Plaza Independencia, o local onde faria o meu City Tour de Bus pelo Centro de MontevideoPara chegar aqui é bem fácil: Basta ver o enorme portal da cidade, atravessar a rua e olhar para os lados, ali se vê facilmente uma cabine rosa.

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Aqui é só conversar com o atendente, comprar o tíquete [em 2017 custava 500 pesos] e esperar o ônibus turístico. O ponto mais fácil de se pegar está quase ao lado dessa cabine e não tem erro, é uma espécie de estaca rosa escrito Bus Turístico.

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O ônibus atrasou um pouco, mas chegou às 14:38h, então comecei com o meu passeio.

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O ônibus era simples, mas confortável e dali dava pra ter uma visão panorâmica de um dos lados. Assim que se entra lhe entregam um fone de ouvido e perguntam em qual idioma você quer ouvir.


Existe a opção para português, inglês e espanhol. No meu caso, como estava estudando espanhol pedi o idioma nativo dos uruguaios, mas para quem está apenas a passeio vale bem a pena deixar o áudio em português mesmo.

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O City Tour passa por um monte de construções, monumentos, parques, praças, monolitos e estátuas da cidade e explica o que é cada coisa e qual a sua importância em rápidas palavras. Sempre que se estava em algum lugar que não existia nenhum ponto turístico importante o áudio mudava para uma música uruguaia, e assim que se aproximava de alguma coisa nova voltava com o áudio normal.

 

Abaixo estou colocando uma parte das fotos do que consegui avistar durante meu percurso:

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O trânsito em Montevideo é meio caótico, não para nunca e sempre tem muitos automóveis a todo o momento, o que às vezes pode fazer com que o ônibus desvie um pouco de sua rota original e tenha que dar uma ou outra volta, mas nada que atrapalhe o passeio no geral.

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Assim que passamos por uma fábrica de ovos [eu acho!] o ônibus não conseguiu avançar mais porque algum caminhoneiro fez o favor de deixar seu veículo de forma que o motorista não conseguia manobrar.

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O motorista esperou um pouco, mas parecia que não tinha ninguém ali, por isso saiu um pouco da rota e se desviou de seu caminho original. Ao menos para mim durante algum tempo as informações não estavam batendo com as descrições do áudio. Pelo menos foi interessante conhecer a arquitetura das casas da região, que eram sempre muito bonitas.

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Esse problema continuou mais um pouco, mas assim que chegamos próximo dos parques o áudio voltou ao normal e agora sim todas as informações batiam com a realidade.

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[É claro que apenas olhar as fotos não nos dá a impressão de como o passeio foi na realidade e às vezes pode até se tornar meio chato e repetitivo. Mas estando naquele ônibus turístico com brasileiros, uruguaios e estrangeiros de vários países, ouvindo as músicas nacionais uruguaias pelo áudio do foninho e conseguindo entender tudo que estava sendo dito em outra língua pra mim foi uma experiência muito interessante]

 

Nesse ponto do passeio conhecemos um conjunto residencial famoso da região, a sede de um canal de televisão do Uruguai, a sede do exército nacional uruguaio, o terminal de ônibus de Trés Cruces [esse é um importante terminal de ônibus da capital], um campo para que os jogadores possam treinar, o estádio de futebol de Montevideo e também um dos famosos shoppings da região.

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E assim o passeio continuou mais um pouco, até que cada vez mais fomos nos aproximando da área costeira. Essa avenida se chama Rambla [Pronuncia-se Rambla, mas o "ra" é semelhante ao "ra" da palavra ba"ra"ta]. Apesar de se parecer tão extenso como o mar, o que existe aí na verdade é um rio, chamado de Río de la Plata. Do outro lado está Buenos Aires, a capital da Argentina.

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Mas ainda não tinham acabado os monumentos e construções, então o passeio continuou mais um pouco [algo importante aqui é que os uruguaios desejam que a gente conheça toda a cidade, tudo o que for possível, e normalmente não têm pressa para fazer isso, então os passeios costumam ser bem ricos e detalhados e podem demorar um pouco para acabar, fornecendo sempre muitas informações para os turistas].

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Shopping de Punta Carretas.

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Enfim estávamos chegando ao final do passeio, pois havíamos adentrado na área portuária.

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Todo o City Tour demorou pouco mais de duas horas, mas é bem interessante para dar uma circulada e assim conhecer um pouco da capital Montevideo. E para finalizar, isso descrito nessa placa são apenas alguns dos pontos que foram visitados durante o percurso desse ônibus turístico:

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Assim que desci do ônibus a primeira coisa que fiz foi entrar na lojinha de souvenir que havia ali.

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Creio que essa tenha sido uma das melhores lojas de souvenir de Montevideo para se comprar alguma lembrancinha para os entes queridos, mas como tinha pouco dinheiro na hora comprei apenas dois copos enfeitados para dar de presente: um pra minha mãe o outro pra Luciana.


Na verdade o passeio começa pelo porto e termina por ele, e como no meu caso eu peguei o ônibus na Plaza Indendencia tinha duas opções para voltar: ou ia a pé mesmo [o que eu preferi fazer] ou podia pegar um ônibus e voltar, mas achei melhor seguir andando e vendo as lojinhas que existiam pelo caminho.

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Andei realmente um bocado, mais de meia hora, até então finalmente poder ver o portal da Ciudad Vieja.

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O cavalo da Plaza Independéncia era minha melhor referência para me localizar. Por exemplo. Se eu olhasse pra onde o cavalo estava apontado sabia que era por ali que tinha que seguir para achar a casa da família que eu estava hospedado.

Dali fui facilmente para a Casa da Família [cheguei lá às 16:30h], descansei um pouco, tomei meu banho e me preparei para sair novamente, pois à noite faríamos um passeio bem interessante, o "Paseo de las antorchas" [quando li no mural não tinha entendido nada, mas tudo passaria a fazer sentido assim que a gente começasse com o passeio].

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Perto das 19:30h cá estava eu na Academia Uruguay novamente e ali esperei até que a instrutora chegasse. Além de mim também estavam mais dois alunos brasileiros e uma americana que também fariam o passeio. E seguimos a pé até o Espacio Cultural Al PIE DE LA MURALLA [Traduzindo: Espaço Cultural "Ao pé da Muralha"], que estava perto dali.

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Primeiro vimos algumas fotos e a maquete de uma muralha fortificada. Ficamos ali quase que uns 20 minutos e até que se reuniram mais pessoas, provavelmente uruguaios, e também nos serviram alguns caramelos [balinhas de chocolate]. Eu estava quase começando a pensar que seria apenas isso o passeio, mas aí me entregaram uma antorcha [que só agora consegui entender o que era. Antorcha para os uruguaios é a palavra tocha para nós brasileiros].

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E aí sim começou o passeio de verdade, que de um momento para o outro se tornou super interessante. Primeiro um moço acendeu todas as nossas tochas e em seguida começamos a andar à noite pela Ciudad Vieja [a parte velha da cidade] segurando as tochas acesas.

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Em alguns determinados pontos, a guia nos contava com seu auto-falante um pouco da história de algumas das ruínas que antigamente eram muralhas fortificadas que protegiam Montevideo das possíveis invasões das nações inimigas. Nisso, um dos lugares que mais se destacou foi um resto de muralha adornado com um enorme canhão que servia para proteger o lugar.

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Antes de sair, é claro que eu não perderia a chance de tirar uma foto junto de um canhão antigo e não resisti, "taí a foto"! E continuamos.

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Ela nos contou que a fortificação foi levantada para impedir o avanço espanhol e português, mas que ao menos nesse lugar não aconteceu nenhuma guerra importante. Sobre quem era a pessoa dessa estátua [peço perdão, mas me esqueci completamente, creio que era algum general que foi muito importante na época] e também que alguns muros eram baixos, pois serviam para dar apoio aos canhões e escopetas antigas.

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E continuamos, agora já tínhamos saído de perto da área portuária e seguimos para a Plaza Independencia.

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E pudemos ver o portal da Ciudad Vieja.

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Aqui a moça nos explicou que esse não era o portão principal de entrada, como muitos pensam, e sim que era o portão de um forte murado que havia aqui, e que o portão de entrada da cidade antiga estava em outro lugar mais ao longe.


Outra coisa interessante é que ainda na Plaza Independencia é possível ver um pedaço da muralha original da cidade, que é realmente enorme. [Mas como era de noite e minhas câmeras - tanto a do celular quanto a de mão são horríveis, não consegui tirar uma foto mais detalhada].

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E ainda tratando da questão das curiosidades, existe uma parte da Plaza em que temos essas pedras:

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Esse é um dos caminhos originais dos anos 1800, época em que foi levantada essa fortificação que agora está em ruínas e deu lugar para construções e ruas mais modernas de Montevideo. Enfim, voltamos para o museu e o moço foi apagando cada uma das tochas.

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Reunidos no museu, a guia explicou mais coisas sobre como eram as muralhas antigamente, contou que os aldeões ficavam na parte de fora dos muros do quartel principal do exército e que haviam duas entradas na cidade antiga e também sobre os brasões usados naquela época.

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Quando ela terminou de explicar as coisas ali descemos para o subsolo.

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Aqui fizeram uma performance bem interessante, em que usando um rádio e falando nos mostraram um pouco de como era um dia de um soldado comum que protegia as muralhas, foi muito legal e no final todos aplaudiram. Assim que saímos ganhei até um certificado pela visitação.

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No total, esse passeio durou até umas 21:30h e custou 300 pesos [ano de 2017], me despedi da professora do curso e dos meus colegas e fui voltando. Já estava bem escuro, e pouco antes de chegar na Casa da Família aproveitei para comer umas empanadas uruguaias numa loja que estava próxima de nosso prédio.

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Com o dinheiro que me restava comprei 4 empanadas, cada um de um sabor e finalmente entendi que jamon para os uruguaios [lembrando que dessa vez pronunciamos o "ja" como o ra da palavra "ra"to] era o nosso "presunto". Agora já bem alimentado voltei para o meu apartamento e conversei mais um pouco com os donos, e depois de algum tempo fui dormir. Dia finalizado!

Continjue acompanhando, pois ainda tem muito mais relato pela frente!

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Nesse ponto eu já comecei a entender algumas pequenas coisas do cotidiano normal dos uruguaios [ou será que não!?]!

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Nesse post conto como foram a quarta e quinta-feira em Montevideo. Um dia tirei para descansar, e o outro fiz um passeio bem interessante [e um pouco perigoso?] ao Cerro Montevideu, que fica um pouco mais longe do centro da cidade.


E agora a continuação do relato...


DIA 04 - Miércules, Quarta-feira [08 de Fevereiro de 2017]

Acordei mais ou menos às 7:30h de novo e fui lanchar [dessa vez coloquei uma fruta para compensar um pouco a falta de vegetais nas minhas refeições do dia-a-dia].

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Próximo das 9:00h fui junto com o Míchel para a Academia Uruguay para termos aulas, mas assim que cheguei não resisti e tirei a foto de uma placa da escadaria da parte de dentro da academia, que achei muito interessante.

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A placa da direita representa muito bem o risco de se escorregar das escadas [provavelmente o bonequinho morreu depois de escorregar feio desse jeito!]. As aulas prosseguiram normalmente das 9:30h às 13:30h com um pequeno intervalo entre 11:30 e 12:00h, como nos outros dias.


No começo da aula aproveitei que estávamos fazendo perguntas para a professora e expliquei para ela sobre o caso que eu tive da garçonete ter feito uma careta horrivelmente feia para mim na hora que eu tinha ido embora do restaurante.

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Lembra daquela cara!?

Ela me disse que esse pessoal ganha realmente muito pouco como salário base no Uruguai para esse tipo de serviço, e que basicamente vivem das gorjetas que são dadas pelos clientes [que aqui é chamada de La Propina] e existe um costume de dar cerca de 10% do valor da refeição em gorjetas, mas que não é necessário dar nada caso se considere que tenha sido mal atendido.

 

Algo bem interessante que se destacou nessa classe foi o filme do Mr. Bean se vestindo e escovando os dentes indo para o dentista enquanto estava dirigindo seu fusca. A cena foi excepcional e rimos muito [e isso ainda foi didático, pois estávamos aprendendo mais coisas sobre o vocabulário da rotina do dia-a-dia e o nome das roupas em espanhol].

Então, pra ajudar um pouco vai aí uma tabela sobre a rotina [La rutina]:

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Lembrando-se que as principais refeições são essas:


Café da Manhã [el desayuno] - Pronúncia: el dessadíuno

Almoço [el almuerzo] Pronúncia: el almuerço

Café da tarde [la merienda] Pronúncia: lá meriênda

Janta [la cena] Pronúncia: la cêna

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Agora o vocabulário do vestuário:

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Notas: No Uruguai não chamamos óculos de las Gafas, e sim de los Lentes.


Caso queira uma explicação mais completa e aprofundada sobre esse assunto, clique AQUI ou na imagem abaixo:

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Clicar: [La Rutina]


Assim que saí do curso fui para a Plaza para procurar algum lugar para almoçar, mas antes aproveitei para ver se tinha alguma coisa legal na pequena feirinha à céu aberto que estava ocorrendo ali nesse dia.

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Aproveitei para procurar algum souvenir legal, e o que encontrei foi um mini-mate [o pessoal aqui adora tomar o mate, é algo parecido com o chimarrão de quem vive no Rio Grande do Sul].

 

Mate:

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Meu souvenir [Mini-Mate]:

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E dessa vez resolvi entrar em um restaurante que estava menos movimentado e com alguma comida de mais qualidade, e o elegido foi o La Corte, que possuía um tema retrô que remetia a alguns séculos atrás!

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Como eu ainda tinha muita dificuldade de entender as comidas, olhava alguma coisa que me parecia interessante nas placas do lado de fora da rua, tirava a foto e pedia para as garçonetes [que aqui são chamadas de Mozas - Pronúncia: Moçastrazer o prato para mim.


A menina que me atendeu foi super educada, prestativa e sempre que eu tinha alguma dificuldade ou acabava de comer alguma coisa me atendia com presteza e agilidade. Dessa vez escolhi Colita de Cuadril Breseada como minha opção de almoço.


E claro, primeiro vieram os pãezinhos:

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E depois a refeição principal:

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E assim que acabei de comer e fechei a conta também me deram mais esse doce:

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Dessa vez dei a propina direitinho, como mandam os bons costumes uruguaios. A garçonete agradeceu e até o pessoal do balcão deu tchau e acenou para mim na hora que eu estava indo embora do restaurante! Achei tudo isso muito engraçado! E voltando para a casa da família, quase na Plaza Independencia observei uma plaquinha de uma agência de turismo que chamou muito a minha atenção.

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Então entrei na galeria, procurei o estabelecimento e conversei um pouco na loja, nesse dia fiz apenas um orçamento básico, pois depois voltaria novamente na loja para fechar um passeio para Punta del Este, que é uma cidade bem turística no Uruguai.


Às 14:00h eu já tinha voltado pro meu apartamento. Ali descansei, fiquei mexendo no computador, passei mais de uma hora conversando com a Luciana pela chamada de vídeo do Whatsapp e ainda apresentei os donos da casa para ela: o Alvaro e a Stela. E depois passei o resto do tempo que sobrou assistindo alguns dos animes que eu estava acompanhando nesta temporada, que diga-se de passagem, estava excelente.


Dos que eu estava vendo, esses foram os que achei mais interessantes:

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Ao no Exorcist Kyoto Fujouou Hen: A história gira em torno de Rin Okumura, um adolescente que descobre que é o filho de Satã ( Satanás ). Nasceu de uma mulher humana e é o herdeiro dos poderes de Satã. Quando Satã mata o guardião de Rin,, ele decide se tornar um exorcista para derrotar seu pai.

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Chain Chronicle Haecceitas no Hikari TV: Situado em uma terra medieval, um grupo de aventureiros foi derrotado pelo Rei Preto, que quer dominar o mundo com sua magia e negra, e tudo está quase a beira do colapso, mesmo assim eles não desistiram e continuam se esforçando nessa árdua batalha.

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EldLive: Por muito tempo Chuuta sempre pagava micos por conta de uma voz que sempre ouvia em sua cabeça, e após um incidente ele foi escolhido pelo computador da estação espacial de polícia cheia de alienígenas, e após alguns problemas com uma garota com rosto angelical julgar que ele era incapaz, Chuuta realmente resolve encarar tudo e se alista com eles, começando a sua aventura.

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Gintama (2017): Essa é uma série ambientada no Japão Feudal que foi invadido e dominado por alienígenas. Gintoki trabalha num faz tudo e aqui conferimos o último arco dessa série incrível.

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Kono Subarashii Sekai ni Shukufuku wo: Aqui acompanhamos a aventura do jovem Kazuma que reencarnou em um mundo mágico e medieval e luta contra o Rei Demônio. O que ele não sabia era que as pessoas de seu grupo seriam extremamente loucas e fora do normal, algo que deixa a história bem engraçada e divertida.

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Nobunaga no Shinobi: Chidori é uma menina ninja que vive no período Edo, no japão. E nesse curta descobrimos a história de quando ela servia a Oda Nobunaga, que sonhava em unificar o Japão.

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Youjo Senki: A história desenrola-se à volta de uma jovem que luta na linha de frente na guerra. Ela tem cabelo loiro, olhos azuis e pele branca quase transparente, derrubando sem piedade os seus adversários. Seu nome é Tanya Degurechov e ela comanda o exército. Tanya costumava ser um dos trabalhadores de escritório de elite do Japão, mas por causa de um deus irado, renasceu como uma pequena menina.

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Sousei no Onmyouji: A história desenrola-se à volta de Rokuro, um jovem que prefere ser tudo menos exorcista. A chegada de Benio faz despertar o seu espírito competitivo e expõe todo o seu incrível potencial. A rivalidade deles toma um rumo inesperado quando ambos ganham o prestigioso título de “Exorcistas das Estrelas Gêmeas” (Sousei no Onmyouji), onde dois lutadores de topo estão destinados a casar-se e dar à luz o mais forte exorcista do mundo, Miko!

À noite a casa ficou mais vazia e nesse meio tempo pedi pro casal deixar no telejornal para que eu pudesse ver se era diferente do noticiário brasileiro. Então fiquei em frente a TV de umas 20:00 às 20:30h aproximadamente.

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As notícias estavam meio paradas, ao que parece escolhi um dia pouco agitado no noticiário uruguaio! Então assim que desliguei a TV saí para comer alguma coisa no restaurante da esquina mesmo, que estava mais perto.

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Pedi Bocata + Licuado, que é uma espécie de pão com presunto, queijo e azeitonas e o Licuado [um suco com frutas misturadas]. Voltei para o apartamento, descansei mais um pouco e fui dormir. Também fiquei sabendo que a Kelsy, uma amerina que já esteve na casa a mais tempo e foi visitar a Argentina com sua família tinha chegado à noite na casa, mas não pude vê-la porque ela chegou cansada da viagem e foi dormir. Dia finalizado!


DIA 05 - Jueves, Quinta-feira [09 de Fevereiro de 2017]

Em meu quinto dia no Uruguai, acordei mais ou menos na mesma hora que nos dias anteriores e tomei meu café da manhã.

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E claro, fiz os deveres atrasados antes de ir para a Academia Uruguay! Fui novamente com o Míchel e chegamos às 9:30h, como de costume. As aulas foram bem interessantes e se focaram num tempo verbal que eu não havia estudado no Brasil, o vos.


Ao que parece, no Uruguai e em partes da Argentina se usa esse tempo. Já o vosostros [que se usa em alguns lugares da Espanha] foi completamente eliminado porque aqui sequer é utilizado pelas pessoas, nem pelas mais velhas.

 

Exemplos:

Em algum outro país hispanohablante e também no Uruguai:


[Formal] Usted es profesora de español. Trabaja en la Academia y vive en Montevideo. En la Academia enseña español. Antes de la clase toma un café y come unas medialunas. También habla con los otros profesores y mira las notícias en el diario.

 

Em algum país hispanohablante:

[Informal] Tu es profesora de español. Trabajas en la Academia y vives en Montevideo. En la Academia enseñas español. Antes de la clase tomas un café y comes unas medialunas. También hablas con los otros profesores y miras las notícias en el diario.

 

No Uruguai:

[Informal] Vos sós profesora de español. Trabajás en la Academia y vivís en Montevideo. En la Academia enseñás español. Antes de la clase tomás un café y comés unas medialunas. También hablás con los otros profesores y mirás las notícias en el diario.

 

Isso é uma Medialuna:

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Por aqui é comum usar o tempo tu e vos na maioria das vezes, e o usted que é mais formal, usamos em situações em que isso é mais necessário: conversar com desconhecidos, falar com o chefe de uma grande empresa, entrevistas de emprego e por aí vai.


Mais exemplos:

Ser: Yo soy - tu es - vos sós

Estar: Yo estoy - tu estás - vos estás

Tener: Yo tengo - tu tienes - vos tenés

Poner: Yo pongo - tu pones - vos ponés


Como eu estava sem nenhum biscoito resolvi ir numa loja chamada Mio, que o povo me indicou para poder lanchar.

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Ali comprei um empanado de jamon y queso e voltei pra aula assim que acabou o intervalo. A professora foi bem dinâmica nessa classe e ainda não tinha parado de mostrar coisas interessantes pra gente, seja na parte da didática ou até mesmo em jogos que facilitavam na memorização.

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Às 13:30h acabou a aula e saí para procurar outro lugar para almoçar. Como a cada dia eu estava tentando ir num lugar diferente e já tinha ido em praticamente todos da praça, resolvi me afastar um pouco mais pra ver se eu descobria outros lugares legais.


Primeiro entrei em um que me pareceu interessante, mas era de comida japonesa [e da última vez que comi esse tipo de refeição passei aperto porque uma lula ficou agarrada na minha garganta e custei a engoli-la!], então preferi procurar outro estabelecimento.


E fui me afastando, indo em direção ao porto, até que achei uma placa que chamou a minha atenção e entrei no estabelecimento para almoçar.

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O lugar se chamava La Petite Cuisine e servia comida francesa, ali pedi o menu Paris, que era um dos pratos que estavam em promoção no estabelecimento. Em minha vida eu nunca tinha comido comida francesa, então foi uma experiência nova e interessante para mim. Uma das moças sabia português, então às vezes ela me atendia também para explicar um pouco de como eram servidas as coisas.


[Aqui o pessoal é bem prestativo, se percebem que alguém é brasileiro e existe alguém que fale português no estabelecimento vão querer que ele fale com você de qualquer jeito pra poder atendê-lo melhor, mesmo que você fale que não é necessário fazer isso]

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Primeiro recebi um copinho de limão com um pouco de Whisky, o gosto se assemelhava mais com o de um Halls verde. Em seguida pedi um chá gelado e também me deram outro copinho, que mais se parecia um líquido, mas era uma espécie de sopa.

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Em Belo Horizonte normalmente as pessoas bebem o chá quente, então foi um pouco estranho, já a sopa tinha um gosto bem esquisito, então virei ela toda e bebi numa golada só!

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Depois de mais algum tempinho veio o que aqui chamam de los cubiertos [os pãezinhos!], quando se coloca o molho eles se tornam super deliciosos! Já o prato principal demorou um bocadinho, mas as atendentes foram muito atenciosas e me explicaram que era porque o prato estava sendo feito na hora, e além disso o estabelecimento estava bem cheio de clientes nessa hora.


E finalmente ele chegou: Eram dois frangos com uma série de vegetais que eu nunca tinha comido na vida. Apesar de bem diferente até que estava gostoso.

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 E pra fechar, ainda veio a sobremesa [que os uruguaios chamam de Postre].

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Mamão com mais alguma coisa e sorvete, deliciosíssimo! No total demorei bem mais do que estava esperando, pois pensava que iria comer um prato rápido e já iria para o Cerro, mesmo assim valeu muito a pena, pois foi uma experiência bem interessante.


Ainda que eu achasse que estava meio tarde, resolvi ir pro Cerro Montevideo mesmo assim! Então fui até o ponto e peguei o 125 [Ciudad Vieja]Pedi pro motorista me ajudar, mas ele estava meio de mal humor e não senti confiança nele, então perguntei as pessoas e elas me ajudaram numa boa e falaram pra que eu descesse na estação de ônibus.

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Cheguei na estação mais ou menos umas 16:30h [e como pensava que fecharia às 18:00h, comecei a ficar preocupado se eu conseguiria ou não chegar a tempo antes do lugar fechar]. E fiquei esperando o L12C [Fortaleza], mas ele não passava de jeito nenhum. Então após perguntar várias pessoas e obter mais algumas informações descobri que era melhor ir para a parte de trás da estação para poder pegar esse ônibus, e assim eu fiz.


Conversei com mais algumas pessoas no ponto, e uma uruguaia me ajudou um pouco e disse que esse não passava mais, então pegamos outro ônibus e fui até próximo do Cerro. Dali ela me indicou o caminho e segui a pé os quarteirões que ainda estavam faltando.

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Um problema que tive aqui é que essa mesma moça que me "ajudou" disse que nessa região sempre aconteciam crimes, principalmente nos arredores da fortaleza, e que de jeito nenhum era pra eu dar a volta nela, pois poderiam me assaltar, roubar minha câmera, celular, roupa e todo meu dinheiro. Fiquei tão preocupado que estava pensando em voltar, mas continuei porque o ônibus já tinha ido embora e eu ficaria sozinho ali.

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Fiquei um pouco mais tranquilo quando vi alguns policiais, e como já dava pra ver o forte continuei andando até lá. 

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Quase chegando na fortaleza vi dois canhões apontados para a cidade, então não resisti e parei para tirar uma foto antes de continuar o meu caminho.

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Depois de tanto esforço, às 17:40h cheguei na portaria do Cerro Montevideo, uma fortaleza que atualmente é um museu militar e é cuidada pelo próprio exército uruguaio!

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Descobri que o lugar não fecharia às 18:00h como eu pensava [nesse caso eu teria apenas 20 minutos pra conhecer tudo], e sim às 19:00h, o que me deu mais algum tempo pra conhecer tudo com mais calma.

 

Primeiro preferi andar pela parte externa do forte e fui tirando fotos dos canhões e equipamentos de artilharia do século XVIII que estavam ali, além também de dar uma boa olhada em como eram os arredores dessa fortaleza.

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Com a parte externa vista, voltei meus olhos para a parte de dentro, e entrei em mais um portão pra descobrir o que havia ali.

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Onde se vê essa estátua é uma área a céu aberto, e ao redor dela haviam vários salões, que mostravam coisas importantes dos equipamentos militares uruguaios, e também um pouco de como foi a sua evolução durante o tempo.


Primeiro Salão que eu visitei:

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Comecei observando muitas espadas e mal parei para conferir a história, já que queria ficar pouco tempo aqui. Pra quem gosta de assuntos militares é muito interessante.


Segundo Salão:

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Esse salão estava equipado com os mais diversos tipos de escopetas para os mais diversos gostos. Além do armamento também tirei fotos de muitos quadros mostrando os heróis da época e escritos contando sobre a história das guerras que o país enfrentou ao longo de sua história.

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Terceiro Salão:

Esse já estava mais dedicado às vestimentas e adornos militares, foi o que eu fiquei menos tempo.

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Quarto Salão:

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Aqui mostravam as munições e balas de canhão e artilharia pesadas dos mais diversos tipos. Algo que achei bem interessante foi um quadro representando alguma guerra e também as imagens das padroeiras. Não sabia que existia uma padroeira que era citada nas guerras, como para a Artilharia, por exemplo!

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E enfim, cheguei na última sala que visitei neste forte, o Salão da Artilharia.

Quinto Salão:

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E antes de ir embora, aproveitei a oportunidade e pedi para o soldado que estava cuidando do forte tirasse uma foto minha junto a um dos canhões da fortaleza.

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Assim que vi rapidamente tudo o que eu queria, comecei a voltar, super preocupado, quando passava alguma moto ou carro meu coração já disparava, pensava que alguém ia me assaltar!


E depois de andar um pouco e pedir informação para as pessoas, percebi que em partes do caminho haviam grupos com três policiais, então segui onde os via para que assim me sentisse um pouco melhor. Depois de andar por alguns quarteirões consegui chegar no ponto de ônibus mais ou menos às 18:30h [antes de começar a escurecer].

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Em pouco tempo ele passou e rapidamente cheguei de novo na estação.

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Eu estava esperando o 125 novamente, mas os moradores me indicaram o D2 que estava passando na hora, e voltei realmente rápido, em pouco tempo já esta vendo a Plaza Independencia novamente. Dali voltei pro meu apartamento, passando, claro, em alguma loja de conveniência que estava pelo caminho para comprar algum lanche.


Esse foi meu jantar nesse dia:

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Minha ideia era comer um dos biscoitos e algumas das balas, mas elas estavam tão gostosas e diferentes que acabou que não sobrou nenhuma para contar a história. Bem alimentado fui descansar. Fim do dia!


Explicações: O Cerro Montevideo está em uma área mais pobre da capital. Apesar de não existirem favelas no Uruguai, é como se eu tivesse ido ao Cristo Redentor, em que há uma favela atrás dele.


Depois de algum tempo descobri com uma das professoras que os uruguaios mais pobres, principalmente os que nunca saíram do país, pensam que o Uruguai é o pior país do mundo e acabam aumentando ou inventando muitas coisas.


É claro que existe o risco de ser assaltado em qualquer lugar, mas indo de excursão ou nas datas certas as chances de ocorrer algum problema assim são mais baixas. Devido a esses fatos não recomendo muito visitar o Cerro Montevideo sozinho. Existem muitos outros pontos turísticos que também são interessantes e mais seguros nas proximidades do Centro de Montevideo.



Continuem acompanhando, pois essa é apenas a Parte 4 desse relato de mais de 20 Partes!

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Continuando...

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Na sexta-feira fiz um passeio por conta própria bem legal, em que conheci o Shopping de Punta Carretas, o Museo Zorrilla, o Faro de Punta Carretas e o Castillo Pittamíglio.


E agora a continuação do relato...


DIA 06 - Viernes, Sexta-feira [10 de Fevereiro de 2017]

Acordei mais ou menos no mesmo horário de sempre e fui lanchar. E claro, mais uma vez a mesa estava super caprichada!

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Fiz meus deveres e dessa vez tive que ir sozinho, já que o Míchel ia conhecer o Ushuaia e só voltaria na quarta-feira. No caminho percebi que havia uma feira e achei bem interessante, então aproveitei para comprar alguns biscoitos.

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E segui meu caminho até a Academia Uruguay, lá as aulas prosseguiram normalmente. Algo bem curioso foi um dos deveres que a professora pediu: explique sobre algum emprego estranho que existe em seu país, ou outros! E o que eu escolhi foi o seguinte:

 

Profissional de Carinho [Profesional de Cariño]:

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Basicamente é uma pessoa paga para dormir de conchinha, como se fosse um casal, dormem de roupa mesmo e é proibido ter relações sexuais nesse tipo de "serviço". Isso surgiu na Inglaterra e passou a acontecer também em outras partes do mundo. Nos Estados Unidos, por exemplo, já existem mais de 8.000 "aconchegadores profissionais". Porém o que mais surpreende é o salário deles - Pasmem: 80 dólares por hora ou até 400 dólares por toda a noite [Em reais seria o equivalente a R$ 247,04 e R$ 1.235,20 nos preços de março de 2017].

 

O que os meus colegas falaram também foram muito legais e diferentes, mas como escrevi o relato algum tempo depois [e não anotei nada do que escreveram] não consegui mais recordar do que eles disseram. Outra coisa interessante apresentada em classe foi como fazer sua árvore genealógica em espanhol [para saber o nome dos parentes mais próximos].

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Eu já conheço bem como são essas coisas, mas é sempre interessante para fazer uma boa revisão do que já foi aprendido. O intervalo foi bem legal porque tivemos "la merenda compartida", que em suma é quando os estudantes se juntam e oferecem coisas gostosas para comer [fui um mal aluno e apenas filei um pouco do que havia ali!].

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Ainda no intervalo eu olhei para um mural e decidi que depois da aula iria conhecer a região de Punta Carretas, e também os pontos turísticos que estavam ali.

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Quando a classe terminou preferi não comer ainda, peguei um ônibus e fui direto pro Shopping de Punta Carretas. Cheguei lá às 14:30h e fui procurar algum lugar pra almoçar.

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O lugar é bem amplo e completo, conta com uma variedade muito grande de lojas dos mais diversos tipos. O cinema também parece ser super luxuoso, mas como eu estava com fome e não vim com dinheiro pra gastar nesse tipo de coisa me foquei apenas em procurar um bom lugar para comer, e na praça de alimentação uma placa chamou muito a minha atenção.

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Então pedi o prato "Milanesa Napolitana + Coca Cola 330 cc + Postre" para a menina do atendimento. Até que demorou um pouquinho, mas quando meu prato chegou, vi que era um monstro enorme e cheio de coisas [praticamente um X-Infarto, quase pensei que não daria conta de comer tudo isso!].

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Demorei um bocado pra comer, mas estava super gostoso e limpei o prato, e o alfajor deixei guardado na minha mochila pra comer depois, já que fiquei muito cheio após comer esse pratão!


Agora de barriga cheia, saí do Shopping para realmente começar o meu passeio pela região de Punta Carretas. Andei um pouco e perto dali encontrei o Museo Zorrilla.


Museo Zorrilla

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Aqui foi a casa de veraneio de um famoso poeta uruguaio, chamado Juan Zorrilla de San Martín, o lugar foi construído em 1904 e ampliado em 1921. Pude apreciar um pouco do mobiliário da época e algumas pinturas espalhadas pela casa.

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A casa possuía dois andares, mas só um era usado para visitação. Então fiquei por pouco tempo e saí assim que tirei as fotos e andei um pouco pelo local. Já na parte de fora aproveitei pra enquadrar um pouco do jardim e da Rambla, que eu podia ver que estava perto dali.

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Feito tudo o que precisava, perguntei pro segurança e as pessoas próximas qual seria o melhor lugar pra conhecer agora, e me disseram que seria o Faro de Punta Carretas, então segui pela Rambla até encontrá-lo.

 

Faro de Punta Carretas

[Farol de Punta Carretas]

Enquanto andava pela Rambla estava meio em dúvida se estava indo para a direção correta, então tentei perguntar aos pedestres que estavam fazendo caminhada por ali, e por incrível que pareça quase todos eram gringos que falavam inglês, mas não compreendiam nada de espanhol. Achei até um australiano pelo caminho e nada de uruguaios ou brasileiros ou alguém que falasse espanhol!

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Mesmo assim resolvi continuar nessa direção e continuei perguntando as pessoas que encontrava, e uma me informou que eu estava na direção certa, mas que agora deveria ir em direção à praia num caminho de terra que havia ali e me apontou ao longe onde estava o farol. E assim andei mais um bocado, mas aos poucos estava me aproximando cada vez mais das construções.

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Passei por alguma instalação do governo e por uma estação de tratamento de água [o que explicava o péssimo odor que aumentava cada vez mais]. Subi as escadas e já pude ver o farol esplandecendo no horizonte.

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Saí da estação e andei mais um pouco, agora eu já estava na praia e finalmente pude tirar uma foto vendo o farol por inteiro.

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Chegando lá conversei com o guarda e paguei a taxa de entrada, que era de apenas 25 pesos. Tirei uma foto de uma maquete do farol que estava na entrada e subi as escadas que davam muitas e muitas voltas. Pode não parecer, mas esse farol é bem alto.

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Como a subida estava muito íngreme tive que usar as cordas do corrimão para me apoiar na hora de subir, e depois de algum tempo cheguei ao topo, parei um pouco pra recuperar o fôlego e aproveitei pra tirar a foto da janela do farol.

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E reparei que era possível subir um pouco mais numa escadaria que estava ali. Então assim o fiz e até aproveitei para tirar uma selfie quando cheguei ao topo do farol!

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Agora o espaço estava meio apertado, mas dava pra sair pela portinha.

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Daqui pude ter uma visão panorâmica de 360º de Montevideo a partir de Punta Carretas, e ainda com uma bela visão do Río de la Plata, foi bem legal!

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Depois de rodar um pouco, contemplar a paisagem e desviar de alguns dos turistas que também estavam ali resolvi descer para continuar meu passeio pela região de Punta Carretas, então fiz agora o caminho inverso de antes [desci tudo o que precisava!].

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Olhei uma última vez para o farol e segui meu caminho.

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De volta a Rambla, não sabia se voltava pro apartamento ou se continuava mais um pouco, já que eram umas 16:30h e eu já tinha começado a me cansar um pouco porque tinha andando bastante. Então conferi um papelzinho que eu tinha anotado com os pontos turísticos da região novamente.

 

Punta Carretas:

Shopping de Punta Carretas; [Visitado]

- Museo Zorrilla; [Visitado]

Parroquia de Punta Carretas; [Descartei, estava perto do Shopping Punta Carretas]

- Faro de Punta Carretas; [Visitado]

- Castillo Pittamiglio;

- Parque Villa Biarritz. [Também preferi descartar]

 

Castillo Pittamiglio

Descartei alguns dos pontos turísticos e preferi me focar apenas no Castillo Pittamiglio. Nesse ponto do passeio aquela refeição enorme que eu havia comido já tinha evaporado e virado apenas proteínas para o meu corpo.


E mais uma vez segui pela Rambla, fui perguntando as pessoas onde era o Castillo, dessa vez quase não encontrei os gringos, mesmo assim os uruguaios [e brasileiros] que vi pelo caminho tiveram muita dificuldade de saber onde era esse lugar.

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Continuei andando e depois de passar por muitos quarteirões uma moça me disse que eu tinha acabado de passar por ele, e que o Castillo Pittamiglio era um prédio onde havia uma espécie de proa de barco colado nele. Ao voltar realmente percebi que havia um castelinho espremido entre os prédios antigos de Montevideo.

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Entrei no castelo às 17:10h, conversei com a moça da recepção e ela me disse que já haviam começado há uns 10 minutos, mas que essa seria a última sessão do dia, então paguei os 200 pesos do ingresso e fui para o primeiro salão, onde estavam reunidos a guia e também alguns turistas.

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Cheguei na parte em que ela explicava um pouco sobre a arquitetura do castelo, sobre os azulejos, símbolos existentes nas coisas e também as estátuas que enfeitavam esse local.

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Depois de falar o que queria subimos para o 2º andar, onde ela nos orientou para não fazer muito barulho porque uma pomba cega estava vivendo ali e podia se assustar se alguém chegasse muito perto dela.

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Explicou mais sobre os simbolismos que envolviam o castelo e um pouco da mitologia que cercava essa região no passado. Aproveitamos também para olhar para a torre e ver como o castelo, visto de dentro, era realmente bem grande.

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O castelo foi construído por um homem chamado Humberto Pittamiglio, que aos poucos foi adquirindo mais posses e aumentando seu castelo, que se manteve em permanente construção desde que comprou o terreno em 1910, até o dia da sua morte em 1966 [isso tudo se tornou uma premissa de que a construção nunca iria acabar, como se fosse uma metáfora da vida, que é como uma viagem de barco - daí colocaram a proa do barco no castelo - bem como a representação da morte, por via da alquimia]. Daqui seguimos pra outro salão, que também foi bem interessante.

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A guia nos contou que essa área foi feita de forma circular propositalmente, pois tinham planejado ela como se fosse para se reunir / ou de alguma forma, ser capaz de sentir algum tipo de energia. Por exemplo, quem fosse para o meio desse círculo e falasse alto seria capaz de ouvir sua voz ecoando para si mesmo.


E cada um foi indo para o meio do círculo e falava alguma coisa, normalmente bem baixinho porque realmente dava um pouquinho de medo. Quando chegou minha vez fiz o mesmo, não fui capaz de ouvir um eco mas tremi todo por dentro, realmente há alguma coisa nesse local que ainda não é compreendida pela ciência.


A guia contou que alguns lugares do mundo, como Machu Picchu [no Peru] e Stonehenge [na Inglaterra] são lugares que possuem esse tipo de energia. Dali seguimos para onde seriam os aposentos do Humberto Pittamiglio, quando ainda estava vivo.

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Primeiro a guia deixou que passeássemos um pouco pela casa para tirar fotos e conhecer o lugar. Nisso, é possível perceber [que não só aqui como em todo o castelo no geral] existem muitas janelas cegas e portas que não levam a lugar nenhum.

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Ao nos reunirmos novamente, ela nos explicou coisas importantes sobre símbolos alquimistas que estavam ocultos na lareira e no teto, que claramente dá pra perceber a letra H, que de alguma forma é relacionada aos polígonos e é importante para os alquimistas.


Dos mistérios que cercam esse lugar, alguns funcionários que cuidavam dele já foram capazes de ouvir passos, um som de alguma criança sorrindo ou até mesmo de um choro, mas que ela em especial, e muitos outros nunca ouviram nada e isso se deve muito a sensibilidade espiritual de cada pessoa.


Seguimos então para o último salão e ali a guia deu as explicações finais que precisava, indicou mais alguns pontos turísticos relacionados a esse castelo e agradeceu aos turistas pela visita. Realmente foi um passeio muito interessante [e o que achei melhor é que ela estava explicando as coisas em espanhol e fui capaz de entender tudo sem maiores dificuldades, o que é um ótimo sinal para quem está estudando o idioma].

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A visita guiada terminou às 18:10h e procurei algum ponto para voltar para a Casa da Família que estava no centro da cidade, e com facilidade cheguei a Plaza Independencia, minha referência aqui em Montevideo.

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Antes de voltar resolvi dar mais uma passada naquela agência próxima do Portal da Ciudad Vieja, e ali conversei com uma mulher mais velha, e uma mais nova, que era alemã, para tentar fechar um passeio para Punta Del Este.


Elas me haviam dado a opção de pagar no cartão de crédito, mas não gostei muito da ideia, então tentei tirar dinheiro num caixa eletrônico que havia próximo dali e não consegui porque pedia um tal de PIN, e eu não fazia ideia do que era isso, então combinei de passar ali no sábado.


No caminho da volta passei ainda em algum estabelecimento para comprar água e uma Pepsi [pois estava morrendo de sede] e também um biscoito. Essa foi minha janta do dia.

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Com tudo que precisava já feito, tomei um banho e fui descansar. Dia finalizado!

Continue acompanhando, pois ainda tem muito mais pela frente!

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Continuando...

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Minha ideia era passar tranquilamente o sábado sem fazer nada, mas a dona da casa [Stela] me sugeriu um passeio bem legal, então aproveitei bastante a parte da tarde. Já a da manhã usei para fechar alguns assuntos pendentes para aproveitar melhor o meu domingo no Uruguai.


E agora a continuação do relato...


DIA 07 - Sábado [11 de Fevereiro de 2017]

Nesse dia acordei às 7:40h, comi o alfajor que eu tinha comprado no dia anterior e depois lanchei cereais.

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Após comer fiquei até umas 9:50h conversando com o pessoal da casa, a Stela, a menina americana [Kelsy] e uma outra moça que estava visitando a casa. A Stela disse que não seria legal eu perder meu dia à toa em casa e me sugeriu que eu fizesse um passeio com sua filha por 500 pesos na parte da tarde, como gostei da ideia aceitei prontamente.

 

Também aproveitei e fechei um passeio para o domingo na Agência Cecília Viagens, que fica na Plaza IndependenciaPara chegar lá faça assim:

 

- Atravesse a Plaza Independencia [seguindo o sentido para onde a estátua do cavaleiro está apontada].

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- Passe pelo Portal da Ciudad Vieja e atravesse a rua...

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- Pertinho dali [à esquerda] está uma galeria, procure por uma plaquinha com algumas ofertas de Tours pelo Uruguai. É bem fácil pois a placa chama muita atenção.

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E os preços também são muito bons [uma dica é levar algum dinheiro do Brasil, pois assim o seu poder de compra irá aumentar bastante na hora de fechar algum passeio - Dicas de 2017, quando o câmbio - no país - estava de 1 real para 8,5 pesos uruguaios].

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- Entre na galeria e depois vire à direita, e pronto, já está de cara na agência.

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Uma vantagem daqui em relação a outras agências é que eles atendem as pessoas em português, espanhol, inglês e até mesmo em outras línguas, como francês, italiano e alemão.


Então ajuda bastante pra quem não tem nenhum domínio da língua espanhola. Dessa vez elas estavam menos agitadas e conversei com mais calma, disse também que tinha um Blog [que também tem essa parte de viagens] e elas ficaram muito felizes, até tirei foto do pessoal de lá...

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Cecília [à esquerda] e uma moça alemã que estava trabalhando na loja [à direita] na foto.

Então fechei o passeio para Punta del Este no domingo e me falaram que como eu não estava alojado em um hotel [e sim numa casa de família] deveria esperar no outro dia em frente ao Hotel Radysson, que estava perto dali, na própria Plaza Independencia.

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Com tudo de importante resolvido, atravessei a Plaza novamente, fui voltando no meu caminho pela rua 18 de Julio e achei um restaurante que chamou a minha atenção, como o preço estava bom resolvi comer ali mesmo.

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Não parece, mas essas plaquinhas de ofertas são muito tentadoras na hora de escolher um lugar para almoçar.

Tirei a foto da plaquinha e pedi exatamente o que estava escrito naquela placa: Plato Principal + Bebida + Pan + Postre. Como havia alguém que falava português no estabelecimento chamaram ele e o moço me atendeu [por mais que a gente saiba a língua deles não adianta, se perceberem que você é brasileiro vão chamar alguém que fale português independentemente se disser que não precisa, isso faz parte da hospitalidade uruguaia].

 

Depois de esperar um pouco chegou meu prato, um super bife gigante e muitas batatas, algo tradicional por aqui.

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Após o almoço escolhi meu Postre [sobremesa]: flan con copo de dulce de leche. Se quisesse também poderia tomar café, mas disse que não precisava porque não gosto nem disso e nem de cerveja [minha pança é composta basicamente de massas, açaí, sorvetes, carne, chocolates, coca-cola e outros refrigerantes].

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Ao voltar vi um aviso na minha cama informando que a Fernanda [a filha do casal] chegaria às 15:00h para me buscar para fazer o passeio pela região do Prado, então fiquei mexendo no PC para passar o tempo até dar a hora.

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Quando ela chegou ainda fechei outro passeio, dessa vez para a terça-feira depois da aula.

 

- El Martes [Terça-feira]: Punta Gorda, Malvin, Carrasco en Buceo, às 16:00h.

 

Dessa forma a semana ficaria mais agitada e eu poderia passar meu tempo fazendo muitas coisas interessantes. Assim que conversamos um pouco e fechamos o outro passeio descemos do prédio e fomos em seu carro rumo a região do Prado.

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Durante o percurso ela ia me explicando sobre as construções, monumentos e estátuas. Como ela era professora de história sabia praticamente tudo sobre a rica cultura de seu país, o que deixou o passeio ainda mais interessante.

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Fui conhecendo os casarões e como o bairro é bem arborizado e bonito, até parei para tirar a foto de uma linda igreja construída com arte barroca.

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Dali seguimos rumo ao parque, onde eu conheceria o Roseral.

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E no caminho ela parou o carro para me explicar sobre o monumento aos índios Charruas. A história conta que eles sofreram muitas perdas com a colonização espanhola, mas que ajudaram a lutar na independência do Uruguai a séculos atrás, e por isso esses índios apoiavam e tinham muita esperança no primeiro presidente do país.

 

Mas esse cara os traiu, juntou todos eles em um só lugar e dizimou completamente seu povo, até não restar nenhum indivíduo. É por esse motivo que hoje em Montevideo existem muitas estátuas homenageando esse povo, que já não existe mais. Após seguir mais um pouco de carro chegamos ao parque.

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A primeira coisa que fizemos foi analisar algumas fotografias que estavam expostas numa mostra de rua, que em sua maioria estavam relacionadas à paleontologia.

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Na galeria também havia algumas coisas mostrando sobre descobertas recentes, só achei uma pena que nessa área do parque estava com muito lixo no chão [faltou um pouco a consciência ecológica por parte da população de Montevideo quanto a essa questão do lixo].

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E para fechar, mais algumas plaquinhas de fósseis...

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Dali seguimos para onde de fato estava o Roseral.

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Atravessamos um túnel de folhagem [que segundo a Fernanda fica ainda mais bonito na Primavera].

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E chegamos... a parte de dentro é muito bonita e em seu centro parece haver uma estrutura de estilo romano.

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Sei que pra um brasileiro essa paisagem pode ser considerada como muito comum, mas achei bem interessante em como ela fazia questão de mostrar para mim como era a beleza desse lugar, sua natureza e as flores.


Voltamos a pé até onde estava o carro e seguimos mais um pouco pela estrada, nosso objetivo agora seria conhecer o Museo y Jardin Botánico del Prado.

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Assim que chegamos, a Fernanda foi direto para conferir a plaquinha do lugar, pois, como o parque era grande, ela já queria me levar direto para onde seria mais interessante.

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E assim que se localizou andamos mais um bocado, contemplando a natureza até chegar onde estava o Museo Juan Manuel Blanes.

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Ali aproveitei para tirar fotos das estátuas que enfeitavam a entrada do museu.

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Ela me explicou um pouco da arte do lugar e que até mesmo nas coisas mais simples, como no piso da entrada existia uma simbologia e coisas relacionadas à arte. Então entramos no museu para apreciar as pinturas.


Aqui estavam expondo as obras de dois pintores diferentes, e para os olhos mais atentos é fácil perceber a diferença entre esses dois grandes pintores uruguaios.

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No caso desse pintor, ele gostava de pintar esboços da natureza e do comportamento das pessoas da época, em seu dia-a-dia normal, festividades ou em momentos de descanso, e sempre fazia questão de colocar algum animal, como um cão, vacas e claro, cavalos.

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Dali seguimos para outra ala, em que estavam dispostas as pinturas de outro artista, e a primeira coisa que reparei era que ao que tudo parecia o guarda do museu queria aparecer em meu blog, já que sempre que eu tirava uma foto ele estava lá. E depois que saía na foto ele saía de fininho e se escondia.

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Diferentemente do outro museu que eu tinha ido durante a semana [e tinha apenas tirado as fotos sem entender as coisas] nesse eu aprendi mais já que a minha guia explicava tudo direitinho, de forma fácil de entender e com muitos detalhes.


Uma das obras era permanente e pertencente ao próprio museu, com muitas obras feitas pelo artista Juan Manuel Blanes e foi doada no final do século XIX pela família Rossel y Rius, junto à várias obras de artistas nacionais adquiridas na época da independência de Montevideo.


E na outra parte haviam obras pertencentes a Pedro Figari, que foi um intelectual uruguaio que se destacou em diversos campos do pensamento: advogado por profissão, pensador, político, escritor, professor, jornalista e pintor. Não sou capaz de identificar quais pinturas foram feitas por Juan Manuel Blanes ou por Pedro Figari, mas tenho certeza que as que irei mostrar agora são de um artista diferente do das pinturas anteriores.

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Esse cara fazia uma espécie de pintura realista, imitando fotografias, então seus traços deixavam as pinturas mais realistas do que os esboços do artista anterior, sem contar que o ambiente que ele retratava também era um pouco diferente da situação anterior.

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A Fernanda me explicou mais com questão da história das pinturas, dos motivos e dos porquês que elas foram feitas, mas evitou focar no nome deles ou das obras para nos poupar tempo. Também não tivemos a oportunidade de conhecer um dos salões que de acordo com ela era muito importante porque o mesmo estava em obras.

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Um jardim interno com piscina também estava interditado, mas dessa vez não entendi o porquê.

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E pra terminar visualizamos as últimas obras que restavam, que em sua maioria eram pinturas de paisagens da antiga Montevideo.

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E por fim, seguimos para o último local do meu passeio guiado desse dia, o Jardim Japonês.

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Fomos andando e apreciando a paisagem e aqui eu consegui conversar um bocadinho sobre esse tipo de jardim, já que no meu passeio anterior de janeiro eu tinha conhecido um jardim japonês brasileiro, os Jardins Amantikir, em Campos do Jordão.


Caso queira acessar o relato completo dessa viagem clique AQUI ou na imagem abaixo:

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Clicar: [Campos do Jordão e Aparecida, SP]


Falei pra ela um pouco do que sabia, no caso que as pedras representam a morte, enquanto as flores a vida, e seguimos nosso caminho. O curioso é que o jardim japonês "uruguaio" é bem diferente do brasileiro, já que o clima é diferente e muitas das plantas e flores que existem por aqui não existem na região de São Paulo, por exemplo.

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O último lugar que visitei foi um dos mais bonitos, era um lago com dezenas de carpas e uma bela paisagem de plantas e flores ao seu redor. Consegui até mesmo tirar a foto de alguma das aves da região, só não sei dizer ao certo qual era o nome dela.

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Com tudo de importante visitado, chegou a hora de voltarmos, então fomos até o carro e realizamos o percurso de volta, sendo que ainda consegui tirar mais algumas fotos de outros monumentos e construções interessantes de Montevideo.

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Se eu não estiver errado, acredito que essa mansão pertencia ao atual presidente do Uruguai [ano de 2017].

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Acredito que esse prédio seja o Palácio Administrativo.

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Chegamos na casa da família às 18:00h, ali me despedi dela e voltei pro meu quarto, comi uns biscoitos e fiquei conversando com meu pai, minha mãe e meu irmão caçula por chamada de vídeo do Whatsapp.


Mais à noite saí para comer um Chibito, um prato típico da região, e cheguei na conclusão que a maioria dos pratos aqui era sempre bem farto.

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Valeu a pena, de todas as comidas uruguaias que eu tinha comido até o momento, o Chibito foi a que eu mais gostei. Ao voltar pro meu quarto dei uma última olhada no meu papel e descansei, agora só restava esperar para realizar os passeios do domingo.

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Dia finalizado!
 

O dia pode ter acabado, mas esse relato ainda continua...

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Aqui estou continuando com o relato do intercâmbio que fiz no Uruguai.

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Nessa parte conto sobre como foi o meu passeio para Punta del Este.


E agora a continuação do relato...


DIA 08 - Domingo [12 de Fevereiro de 2017]

Mesmo levantando um pouco mais cedo do que nos outros dias [às 7:00h], a Stela foi bem atenciosa e já havia deixado o lanche preparado para mim.

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Quando deu umas 7:50h fui andando até o Hotel Radysson, lugar que tinham combinado de me pegar no dia anterior e fiquei ali esperando até que o ônibus chegasse.

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O ônibus atrasou um pouquinho e nesse meio tempo fiquei conversando com o porteiro, que se não me engano estava tentando falar portunhol comigo. O cara era muito gente boa e ficamos conversando até que às 8:50h apareceu uma mulher de óculos escuros muito estilosa e uniformizada me procurando [ela seria a nossa guia nesse dia]. Então entrei no ônibus e finalmente comecei meu passeio.

 

Primeiro o ônibus foi se desvencilhando pelas ruelas da cidade até chegar na área portuária, e depois começou seu caminho pela Rambla. Como no ônibus haviam pessoas de diferentes nacionalidades, primeiro ela falava em português, depois em espanhol e em seguida em inglês. 

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Para mim às vezes ficava meio confuso porque de alguma forma consigo entender os três idiomas [até mesmo o inglês que ainda sou bem mais fraco {Ano de 2017}], e assim que ela acabava de falar uma coisa em um idioma e prestava atenção no outro direto me esquecia completamente do que ela estava falando antes.

 

Em nossa viagem de bus conheceríamos PiriápolisPunta Ballena [onde está localizado o monumento da Casapueblo] e também Punta del Este, onde existe o monumento da mão [Los Dedos - mais conhecido popularmente como "la mano" pelos uruguaios]. No caminho foi possível visualizar o Aeroporto de Carrasco mais uma vez e também um pouco da natureza da região.

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Aos poucos o ônibus foi chegando ao nosso primeiro destino e se aproximando cada vez mais da praia. 

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Mas não pararíamos ali, o ônibus continuou seu percurso e foi subindo cada vez mais alto [agora estávamos no Cerro San Antonio]. Cerro é como uma montanha, só que bem mais baixa e dali foi possível ver toda a cidade de Piriápolis bem do alto.

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Descemos do bus às 11:06h e aqui teríamos um tempo curto para poder comprar alguma coisa e aproveitar a vista do mirante da região. A guia disse que aqui também tinha um teleférico, mas que infelizmente não poderia ser usado nesse dia porque haviam recolhido ele para manutenção.

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A primeira coisa que fiz [para evitar a muvuca de turistas na lojinha] foi passar pela construção e ir direto para apreciar o mirante da região.

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A vista era muito bonita. Na verdade Piriápolis é um dos destinos de sol e praia preferidos do moradores da região devido a proximidade com a capital e os preços mais em conta. Assim que tirei as fotos que queria olhei pra trás e passei a focar na capela que havia ali.

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Na parte de dentro havia a imagem de um santo com uma criança e aos seus pés muitas flores, mas não sei dizer ao certo o motivo disso. Ao observar bem a plaquinha está escrito Santo Antonio de los Milagres e o nome desse Cerro foi dado em homenagem a esse homem.

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Feito o que precisava fui para a lojinha, porque estava louco de vontade para comprar mais um souvenir. Ela estava bem lotada, mas mesmo assim consegui ser bem atendido e comprar o que precisava, neste caso, um globo de Piriápolis.

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A loja é super legal e é um prato cheio pra quem gosta de colecionar lembranças de suas viagens. Fiquei pouco aqui porque já estava dando a hora de voltar, então retornei ao ônibus e fui comendo um halls pra passar o tempo enquanto prosseguíamos com a viagem.


O destino dessa vez seria o imponente monumento da Casapueblo, que uma vez vi em um documentário da TV e me pareceu bem interessante na época.

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Souvenir de Piriápolis.

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Na ida eu não consegui tirar algumas fotos importantes, como a da imagem de uma santa e do porto porque meu acento estava no lado oposto, mas dessa vez tive mais sorte e habilidade em sacar as fotos na hora certa.

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Começamos voltando pelo caminho do Cerro e em seguida passamos por uma região cheia de natureza, casinhas bonitas e plantações.

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Pouco tempo depois nos aproximamos da costa novamente e enfim foi possível começar a ver as partes brancas da estrutura da Casapueblo. Ali descemos um morro até chegarmos cada vez mais perto da entrada do monumento.

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Chegamos às 12:15h e teríamos um tempo de visitação de aproximadamente 40 minutos.

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Casapueblo e Carlos Páes Vilaró

Oficialmente o lugar se chama Museo Taller de Casapueblo e foi construído por Carlos Páez Vilaró, um uruguaio que foi um autodidata e viajante incansável.

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Carlos Páez Vilaró.

Durante sua vida ele se tornou amigo de personalidades importantes no mundo da arte e cultura, tais como Pablo Picasso, Salvador Dalí, Giorgio de Chirico, Alexander Calder, Vinícius de Moraes, Jorge Amado e muitos outros.

 

Se dedicou também à cerâmica, escultura, cinema e literatura e com suas viagens e experiências em outros países foi aperfeiçoando suas obras. Carlos Páez Vilaró pintou até o último dia de sua vida e morreu em Casapueblo no dia 24 de fevereiro de 2014.

 

Nesse museu existem muitas de suas obras que são consideradas pelos uruguaios como resquícios importantes da arte de sua época. Também é dito que visto de cima esse Museu possui um formato muito semelhante ao mapa do Brasil. Confira aí e confirme se isso é verdade:

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Vista aérea da Caaspueblo.

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Só existia um pequeno problema nesse museu, que retratarei um pouco mais adiante.

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Assim que desci a escadaria e passei pelas funcionárias que fiscalizavam se não tinha ninguém entrando sem pagar, passei por uma espécie de bar de época e fui ver o vídeo que contava sobre a vida de Carlos Páez Vilaró, como a guia havia orientado.

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Por todos os cantos existiam muitos quadros, desse pedaço que passei, por exemplo, estavam essas pinturas aqui:

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Ao chegar na sala de vídeo fiquei um tempinho assistindo, mas como meu tempo aqui seria curto preferi sair antes do vídeo terminar e dessa vez tentei ir para o lado de fora, o mais próximo possível da costa.

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Como eu estava com fome, voltei para aquele restaurante de época e apesar de toda a variedade de coisas disponíveis, pedi apenas um simples pão de queijo, assim eu poderia aguentar até a hora do almoço. Aproveitei até pra dar uma olhada na janelinha pra descobrir se haveria algo interessante ali.

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Depois disso fui para a parte de fora.

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De um lado era possível apreciar a imensidão do mar, enquanto do outro era possível ver a área reservada da Casapueblo, que pertence a família desse artista. Ela parece mais com um clube e é o que normalmente é retratado para as pessoas quando estão vendo a foto desse lugar pela internet ou em algum documentário.

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O problema na verdade é que essa área é privada e proibida para visitação, o que faz com que a parte que podemos visitar do museu seja bem pequena. Na parte externa também percebi mais algumas pinturas que enfeitavam o ambiente.

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Com a parte externa visitada, passei a focar agora nas salas internas.

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Dentro das salas haviam muitas pinturas e algumas esculturas, também tinham algumas lembrancinhas para vender, mas os preços eram absurdos, como por exemplo, 50 dólares para uma coisa minúscula. Por esse motivo não comprei nada aqui.

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A área visitável funcionava como um pequeno labirinto, com escadarias que muitas vezes me levavam para o lugar errado, como eu tenho um sentido de direção péssimo, direto errava o caminho e voltava para o mesmo lugar.

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Outra sala...

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E finalmente a saída, dali fui me afastando novamente da Casapueblo, subi o morro e às 13:00h eu já estava no ônibus de viagem novamente.

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Depois de esperar um pouco o ônibus saiu [quase achei que tinham deixado pessoas para trás, mas o ônibus só deu a volta para manobrar e voltou para o mesmo lugar].

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Últimos retardatários que não sabem respeitar os horários estabelecidos pela agência e passaram aperto achando que o ônibus tinha ido embora. [Infelizmente] o motorista estava apenas manobrando e parou pra pegar todo mundo novamente.

Agora seguiríamos para Punta del Este, onde almoçaríamos e conheceríamos o monumento de "la mano" [oficialmente conhecido por "Los Dedos"]. Para aproveitar melhor o tempo a guia nos contou sobre a arquitetura da região, que mistura o antigo e o moderno.

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Ela contou que o país é conhecido internacionalmente por seu verde e por sua natureza exuberante. Que não possui nenhuma maravilha do mundo [como o Brasil ou o Peru, por exemplo, que possuem respectivamente o Cristo Redentor {que para mim não é uma maravilha do mundo, e sim o Pão de Açúcar, que é a verdadeira maravilha do mundo brasileira} e Machu Picchu] e que o país possui aproximadamente 3,5 milhões de habitantes, sendo que pouco mais de 1 milhão estão na capital Montevideo e nas cidades mais próximas a ela.

 

Também contou que a economia do país é baseada na exportação e no turismo, e um dado bem interessante é que os uruguaios são considerados como o terceiro povo que mais come carne no mundo [isso explica muito o tanto de carne que sempre tinha na hora do meu almoço]. Após isso passamos pela área das mansões...

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