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Intercâmbio em Montevideo, Uruguai {c/ passeio em Punta del Este, Colonia del Sacramento e Salto del Penitente (Minas) [Fev a Mar/17 - Total 28 dias]} + Dicas de Espanhol

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Essa é a 19ª parte do relato do que fiz sobre meu intercâmbio no Uruguai.

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Nessa parte continuo contando como foram os meus dias comuns por aqui, como a ida até a fonte dos cadeados, a despedida do Míchel e um filme que assisti totalmente em espanhol.


E agora a continuação do relato...

DIA 22 - Domingo [26 de Fevereiro de 2017]

Dormi até mais tarde que nos outros dias e levantei próximo das 9:30h. Lanchei e fiquei conversando um pouco com o pessoal da casa.

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Depois disso passei mais algum tempo mexendo no meu PC. Às 12:00h saí para almoçar bem pertinho, no restaurante da esquina mesmo e resolvi pedir um prato um pouco diferente: Suprema Rellena [suprema rellena de 3 quesos y panceta con crema de puerros acompañada de verduras salteadas].

 

Primeiro vieram os cubiertos, como de praxe.

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E depois o prato principal, que estava com uma cara muito boa.

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Ao voltar atendi o meu pai numa chamada de vídeo pelo Whatsapp. Ele estava bem animado, junto a minha mãe, minha tia Sandra e minha vó. Até me zoou um pouquinho me mostrando o almoço da minha tia, cheio de comidas típicas brasileiras como o arroz super gostoso que ela faz, frango e o feijão.

 

Como o dia anterior tinha sido muito intenso, aproveitei e fiz ainda uma mini-siesta e dormi por quase uma hora.

 

Eu tinha intenção de ficar descansando e mexendo no laptop para passar o tempo, mas o calor ficava cada vez mais insuportável e por isso resolvi sair pra andar um pouco. Segui para a Calle 18 de Julio e andei para além da praça onde estava o Banco Santander para descobrir o que existia por ali.

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Passou pouco tempo e já consegui encontrar algo interessante, a famosa fuente de los candados [fonte dos cadeados].

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Na placa ao centro da fonte está escrito isso:

 

Fuente de los Candados

La leyenda de esta joven fuente dice que si se le coloca un candado con las iniciales de dos personas que se aman, volveran juntas a visitarla y su amor vivirá por siempre...

 

Traduzindo:

Fonte dos Cadeados

A lenda dessa jovem fonte diz que se lhe coloca um cadeado com as iniciais de duas pessoas que se amam, voltarão a visitá-la e seu amor viverá para sempre...

 

Haja cadeados!

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Acredito que durante a semana exista ao menos uma [ou algumas] loja(s) por perto que venda(m) os cadeados com as iniciais dos nomes de cada um, mas como era domingo, não tinha nada aberto por aqui e eu estava sozinho preferi continuar andando e passei pouquíssimo tempo contemplando essa fonte.

 

Depois andei por muitas outras ruas, mas elas eram todas residenciais e por fim não consegui encontrar nada de interessante, que fosse mais turístico. Andar ao léu por aí no Uruguai não é uma ideia muito boa porque Montevideo é uma cidade muito grande e seguir sem rumo dificilmente resultará na descoberta de algo interessante.

 

Enquanto voltava rumei direto para o Mc Donalds e lá pedi um hambúrguer com batatas fritas.

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Passei o resto do dia descansando, comi meu pacote de biscoitos recheados em algum momento que senti fome e ainda conversei um bocadinho com a Luciana pelo Whatsapp.

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Dia finalizado!

DIA 23 - Lunes, Segunda-feira [27 de Fevereiro de 2017]

Levantei às 7:15h, comi cereais e fui pra Academia Uruguay.

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Nessa aula tivemos uma revisão dos pronomes e ainda aprendemos um pouco sobre o cinema argentino e uruguaio.

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E claro, também teve mais um pouquinho daqueles jogos didáticos!

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Durante o intervalo tivemos a Merienda Compartida [lanche compartilhado], mas acabei não tirando nenhuma foto. Esses eram os talleres disponíveis no mural:

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Ignorei o do mate [por achar o gosto ruim] e o do Museo Casa de Lavalleja, porque estava para o dia 2 de março [a esse ponto já teria regressado ao Brasil] e me inscrevi no Taller de Cine-Debate para essa sexta-feira por achar que seria uma boa atividade extra para se fazer.

 

Após o intervalo a professora voltou a citar coisas como as profissões e voltou a dar destaque para o cinema do país, um bom exemplo disso é o filme abaixo, de nome Elsa e Fred, um amor de paixão:

Após a aula pensei em me afastar da praça [indo no sentido do porto] para encontrar bons restaurantes, mas percebi que quase tudo estava fechado por conta do feriado do carnaval [as aulas continuavam normalmente pra nós porque éramos estrangeiros, mas boa parte das lojas param para aproveitar o carnaval nessa época].

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Voltei para a praça onde estava acostumado a comer e pedi o seguinte prato: Pollo con cebolla caramelizada, bacon crocante y papas noisette.

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Assim vieram os cubiertos e depois o prato que pedi.

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Achei a comida meio estranha porque tanto a carne quanto as cebolas eram doces e só essas bolinhas é que tinham de fato gosto de cebola de verdade.


[Até pouco antes de começar a escrever essa parte do relato eu não havia percebido, mas basta saber que quando alguma coisa por aqui é "caramelizada", quer dizer que terá um gosto doce - Como eu não tinha descoberto esse segredo, várias vezes comi coisas adocicadas sem entender o porquê de estarem assim]


Ao sair fui até o quiosque da sorveteria e comprei um autêntico helado uruguaio.

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Ao voltar para casa continuei adicionando coisas no site do Mochileiros e aproveitei também para conversar por mensagem com minha família e a Lu. Nesse meio tempo ainda dei uma ajeitadinha na minha mala e organizei todos os souvenir que conquistei nessa viagem até o presente momento.

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Saímos juntos às 20:00h para jantarmos em um restaurante para se despedir do Míchel [nessa hora estavam eu, o Míchel, a Geovanna e a Kelsy].


Fomos até um restaurante bem chique, onde fomos bem atendidos e cada um escolheu o que queria, que aliás, demorou um bocado. Nesse meio tempo podíamos dar uma bicada naqueles tradicionais pãezinhos uruguaios.

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O prato que escolhi dessa vez foi um Lomo de cordero tandoori, outro tipo de carne que nunca tinha provado até esse momento. Ao chegar nossas refeições brindamos ainda com vinho [bebi apenas uma taça].

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E conversamos um bocado, o mais incrível é que o Míchel pagou tudo isso sozinho e disse que essa era a sua despedida daqui do Uruguai!


Voltamos a pé mesmo e chegamos a casa da família próximo das 23:30h. Conversei um pouco mais com o Míchel e mostrei para ele a parte das mulheres bonitas do meu blog [e na maioria ele não acreditava que era verdade] e logo todos fomos dormir.


Se tiver interesse deixei uma tag especial do blog, de nome Beleza Feminina, onde se pode acompanhar vários posts com foco exclusivo na beleza das mulheres.


Para ver isso clique AQUI ou na imagem abaixo:

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Clicar: [Beleza Feminina]


Dia finalizado!

DIA 24 - Martes, Terça-feira [28 de Fevereiro de 2017]

Levantei às 7:20h e comi cereais outra vez.

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Fui até a lavanderia com a Kelsy e entreguei um monte de roupas para lavar. Dali seguimos para a Academia Uruguay, onde tivemos mais aulas.

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Dessa vez tivemos um aulas sobre o Pretérito Perfecto Simples [também conhecido como Pretérito Indefinido] e o Pretérito Imperfecto. Além disso também tivemos um reforço sobre o uso dos Imperativos da língua espanhola.


Vamos entender um pouco sobre cada um deles:


Pretérito Perfecto Simples:

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Esse pretérito se utiliza de ações já concluídas ou para uma ação sucedida na metade de outra ação [Para saber mais sobre esse assunto clique AQUI ou na imagem acima. Vale lembrar que está escrito em espanhol no blog, por se tratar de um conteúdo mais avançado].


Pretérito Imperfecto:

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Esse pretérito se utiliza de ações passadas e enfatiza o aspecto de repetição e continuidade no tempo [Para saber mais sobre esse assunto clique AQUI ou na imagem acima. Vale lembrar que está escrito em espanhol no blog, por se tratar de um conteúdo mais avançado].

Usando os Imperativos em espanhol:

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O imperativo é usado para dar ordens, sugestões, conselhos ou instruções ou fazer pedidos. É formado da segunda pessoa pessoa do singular e do plural [Para saber mais sobre esse assunto clique AQUI ou na imagem acima. Vale lembrar que está escrito em espanhol no blog, por se tratar de um conteúdo mais avançado].

 

Durante o intervalo fui até a Mío para comprar alguma tarta e deparei com ela fechada [esqueci que por aqui era carnaval e por isso muitas das lojas não estariam abertas]. Então segui pra aquele quiosque bem conhecido e pedi um picolé [ou em bom espanhol: un helado palito].

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No final do intervalo pedi para a professora me dar dicas interessantes do que existia de legal para se fazer e ela me sugeriu ir até o Montevideo Shopping e disse que perto dali ainda havia o World Trade Center e o Puerto de Buceo, dois outros lugares interessantes para se conhecer. Ela me recomendou ainda comer num lugar chamado El mondo de la Pizza e pedir uma milanesa en dos panes.


Mais coisas da aula:

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Como pensei que tinha pouco dinheiro porque não tinha trocado nada até o momento, preferi voltar para o apartamento e antes de chegar lá comprei alguns biscoitos no supermercado pelo caminho. Aproveitei ainda para pagar a lavanderia.


Ao chegar descobri que a Giovanna havia mudado minhas coisas pro antigo quarto do Míchel. Na concepção deles lá era maior, mais fresco e ainda tinha uma televisão.

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Assim, transferi o resto das coisas que estavam no armário para esse novo local. Depois fui até um ponto próximo e peguei o bus 116 [Pocitos] rumo ao Montevideo Shopping.

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Desci a poucas quadras de distância e logo encontrei o shopping. Como estava com fome fui direto pra onde a professora tinha me indicado [El mondo de la Pizza] e lá pedi o que ela havia me sugerido, uma milanesa en 2 panes completa + coca.

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O valor total deu 430 pesos e eu pensei em dar 40 pesos de propina, mas tentei pensar em espanhol na hora de fazer as contas e me embolei todo e acabei dando 70 pesos de gorjeta para a moza [garçonete]. Ela ficou tão feliz que fiquei até sem jeito de falar que tinha entregado o valor errado.


Dali segui para a sessão de cinema, que aliás era enorme e tinha diversas salas. Se não me engano umas 16.

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O lugar era tão grande que até demorei um pouco pra achar o banheiro. Assim que me aliviei um pouco voltei e procurei um filme interessante para assistir. Para isso eu observei um mural.

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E também os painéis eletrônicos.

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Por fim, após pensar um pouco escolhi o filme La Gran Muralla para às 17:25h. Escolhi totalmente em espanhol e sem legendas, pois assim achei que seria mais fácil de se entender.

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Como ainda faltava algum tempo, fiquei circulando um pouco pelo shopping até que desse o horário, e assim fui assistir o filme. Pra quem ainda não viu, abaixo está o trailer desse filme, que é muito bom.

Me senti bastante feliz após assistir o filme porque consegui entender praticamente tudo. Como pronunciavam em espanhol da Espanha [por exemplo: llamaba ficava lhamaba] achei bem fácil de compreender. Saí pouco depois das 19:20h, enfrentei uma pequena fila e comprei um sorvete do Mc Donald's.

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Hmmmm, estava realmente delicioso! Ao voltar peguei outro ônibus e parei na Av. 18 de Julio, onde andei por mais algumas quadras e enfim cheguei a Casa da Família. Após isso conversei um pouco com a Lu em uma chamada de vídeo do Whatsapp e fui dormir.


Dia finalizado! Em outro post continuarei contando o que fiz por aqui porque esse já ficou bem extenso.

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Essa é a 20ª parte do relato do que fiz sobre meu intercâmbio no Uruguai.

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Nessa parte conto como foi o meu pequeno passeio [repetido] para Puerto Buceo e também como foi o começo do outro dia.


E agora a continuação do relato...

DIA 25 - Miércules, Quarta-feira [01 de Março de 2017]

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Levantei quase às 8:00h, comi cereal [de novo] e fiz meus deveres correndo, como de praxe, em quase todos os meus dias letivos por aqui! Dessa vez fui até a Academia Uruguay com a Kelsy.

 

Curiosamente, dessa vez a aula foi bem comum e rendeu muito pouco.

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O foco principal da aula foi sobre a educação em geral, mas também abordaram mais algumas coisinhas de menor importância, que na prática são bem parecidas no seu uso com o que já fazemos no português.

 

Após a classe pensei em comer uma pizza e fui na pizzaria que eu tinha ido uma vez, mas nesse horário o local estava funcionando como um restaurante normal e estavam servindo almoço, então pedi uma merluza a la plancha con arroz y ensalada, que saiu pela bagatela de 340 pesos uruguaios, bem em conta ao se comparar com o preço da maioria dos restaurantes que eu tinha ido até o momento.

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A comida era bem simples, mas não estava ruim e ainda teve muitos vegetais, muito mais do que em todos os outros pratos dos restaurantes que eu tinha comido nesse país até o momento. Depois segui para a lavanderia, onde peguei minhas roupas e voltei para a Casa da Família. Ali retirei o meu caderno e as apostilas do curso da mochila e peguei um bus rumo ao Puerto de Buceo, que eu achava que também era um lugar turístico.

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Desci próximo ao Museo Naval, um lugar que eu já havia passado por perto antes, mas dessa vez tentei entrar dentro dele para ver se existia algo de interessante que eu pudesse conhecer.

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Após poucos segundos já percebi que o lugar não estava funcionando e ao ler numa plaquinha vi que ele ficaria fechado durante todo o período de férias. Dali segui a pé pela Rambla, indo sentido ao Puerto de Buceo.

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Acho que já disse antes, mas quem não conhece essa região pensa que isso é o mar, mas na verdade é um rio, chamado de Río de la Plata, e é esse obstáculo natural que separa o Uruguai da Argentina.

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Ao dar um zoom maior dá até pra perceber uma garça branca sobre as pedras...

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E assim continuei andando mais um pouco, até que finalmente me deparei com o Puerto Buceo.

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Ao vê-lo percebi na hora que já tinha visitado a parte de fora desse lugar com a Fernanda em um dos meus passeios anteriores, então, para variar um pouco entrei na parte de dentro dessa marina.

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Ao entrar foi necessário ter a liberação dos guardas, que me disseram que não tinha muita coisa para se fazer por aqui. Esse lugar é exclusivo para os próprios residentes uruguaios, onde muitos gostam de velejar e de passar horas no mar, seja navegando ou pescando por aí.

 

Assim que tirei algumas fotos da parte de dentro saí e voltei até aquele lugar que a Fernanda tinha me explicado um pouco de sua história, no caminho vi até alguns residentes pescando com uma vara.

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No chão dessa área estava uma plaquinha que servia como memorial:

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Antigamente, nessa mesma marina eram realizados passeios de barco para uma ilha próxima, mas um dia a embarcação afundou e morreram algumas pessoas, depois disso ninguém daqui quis realizar mais esse tipo de passeio.

 

E pra fechar minha visita ao Puerto Buceo, essa era a vista que eu tinha ao chegar até aqui, onde não se podia avançar mais.

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Após isso voltei um bocado a pé e segui até o ponto de ônibus mais próximo. Dali voltei para o centro de Montevideo e parei algumas quadras antes da Plaza Independencia, onde segui andando mais um pouco até chegar à Casa da Família.

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Cheguei mais ou menos às 17:00h e fiquei entretido lendo os capítulos do mangá do World Trigger por quase três horas.

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World Trigger é uma série de mangá japonesa escrita e ilustrada por Daisuke Ashihara. Na cidade de Mikado um "portão" para outro mundo se abre de repente um dia e monstros chamados "Neighbors" [vizinhos], aparecem vindo dele, e todos os temem devido à tecnologia da Terra não funcionar contra eles, mas um grupo misterioso começa a combater os Neighbors.

 

Esse grupo é a agência de defesa "Border" [Fronteira], onde criam um sistema de defesa contra os Neighbors. Desde então, apesar dos Neighbors ainda emergirem do portão, as pessoas da cidade de Mikado estavam vivendo normalmente hoje em dia.

 

Quatro anos e meio após o portão ser aberto pela primeira vez, Yūma Kuga, um Neighbor Humanoide, vem à Cidade Mikado, onde ele conhece Osamu Mikumo, um agente da Border. Essa série chegou até a ganhar uma adaptação para anime, mas atualmente [ano de 2017] está parada devido a um hiato do autor por conta de problemas de saúde.


Fonte Pesquisada:

https://pt.wikipedia.org/wiki/World_Trigger

Confira aí o trailer desse anime:

Às 20:00h voltei ao mesmo lugar onde tinha almoçado para comer a pizza que eu tanto desejava.

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Que delícia! Excelente, melhor que as do Brasil! Se os uruguaios soubessem fazer o seu almoço e janta como fazem suas pizzas a culinária do país com certeza seria uma das melhores do mundo! Após voltar continuei mexendo no PC até que passou o restante do dia.


DIA 26 - Jueves, Quinta-feira [02 de Março de 2017]

Como a professora havia dado muitos deveres para fazer e eu tinha apenas vagabundado no dia anterior, nesse dia me levantei às 7:15h [antes até do pessoal ter arrumado a mesa] e já comecei a fazer as atividades. Somente perto das 7:40h é que fui até a mesa para lanchar.

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Como os donos da casa estavam de volta, o ambiente estava mais cheio e animado. Conversei com eles mais um pouco e voltei ao meu quarto para terminar as tarefas do curso e pouco antes de sair aproveitei e fiz minha barba.


Já na aula, continuou-se com aquele mesmo tema da educação, e eu apresentei sobre como era a educação no Japão e também sobre uma notícia que vi no YouTube, sobre esse mesmo tema.

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No intervalo fui para a Mio novamente e comprei um empanado [por algum motivo gostei muito dos empanados uruguaios!].

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Após o intervalo começamos a estudar sobre o Pretérito Pluscuamperfecto, vamos entender um pouco sobre ele.


Pretérito PluscuamperfectoEsse tempo verbal é utilizado para expressar uma ação anterior a uma outra ação também realizada no passado. Por sorte também já falei sobre essa matéria no blog. Clique AQUI ou na imagem abaixo para saber mais sobre esse assunto.

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Clicar: [Pretérito Pluscuamperfecto]


De resto a aula continuou como já estávamos acostumados, com exemplos, mais explicações e até mais alguns daqueles joguinhos didáticos.

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Após a aula almocei no La Corte, um restaurante da praça perto da Academia porque às 15:00h eu já teria de voltar porque teria atividade do curso.

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Aqui pedi o que provavelmente era o seguinte prato: milanesa de pollo con salsa de champignones y puré de papas. E claro, primeiro vieram os cubiertos e depois o devido postre!

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No caminho, ao voltar para a escola vi um decoração bem legal e resolvi adicioná-la ao que eu já levaria para o Brasil [primeiro pensei em dar isso pra minha mãe, mas ela achou mais legal que isso ficasse comigo como recordação do tempo em que estive nesse país].

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Achei essa peça muito legal, para mim ela representava totalmente o que eu vivi por aqui nesse intercâmbio de espanhol.

Ao voltar tive de esperar mais uns 15 minutos até que chegou um brasileiro [mineiro de BH], um alemão e também a Dinora, moça que nos orientaria nessa excursão. Mas deixarei o restante para o próximo post, pois esse já está muito extenso.

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Essa é a 21ª parte do relato do que fiz sobre meu intercâmbio no Uruguai.

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Nessa parte conto como foi a minha visita ao Museo Histórico Nacional Casa de Lavalleja.


E agora a continuação do relato...

DIA 26 - Jueves, Quinta-feira [02 de Março de 2017] - Cont.

Após reunirmos e esperarmos um pouco pra ver se chegava mais alguém começamos com o nosso passeio e seguimos a pé até o nosso objetivo, que era bem pertinho dali.

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Aqui conheceríamos o Museo Histórico Nacional Casa del Brigadier Gral Juan a. Lavalleja. Esse museu abriga uma casa colonial, construída em torno de 1783 e é a antiga residência da família Lavalleja. Possui ainda a biblioteca de Dr. Pablo Blanco Acevedo e a coleção de manuscritos do Museu Histórico Nacional. 

 

Estava estruturado em dois andares, em torno de dois pátios abertos. Em seu interior o museu ainda mantinha carpintarias, grelhas, pisos e revestimentos originais.

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E começamos a explorar o primeiro andar...

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A Dinora foi nos contando sobre o lugar e também algumas das coisas que aconteciam nessa época, e assim fomos observando de cômodo a cômodo desse museu.

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O lugar contava também com algumas estátuas e réplicas de canhões dessa época.

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Ao observar tudo que havia no primeiro andar subimos a escadaria e começamos a explorar o segundo piso.

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Dessa vez o foco maior estava nos objetos e nas pinturas de arte, e claro, em documentos oficiais da época colonial uruguaia.

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Pude observar até mesmo alguns símbolos bordados na bandeira do país bem estilosos.

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Continuando...

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E chegamos na última sala, que era uma espécie de "casa mobiliada ao estilo colonial da época".

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E fim! Achei o passeio tão rápido que até cheguei a perguntar para a professora se existia mais alguma coisa para se fazer por aqui.

 

Ela me disse que eu poderia visitar o Mercado do Porto e também um casarão, mas como o casarão estava muito perto ela preferiu nos levar até lá pessoalmente. Como esse post ficou muito carregado estarei continuando com o relato na próxima parte.

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Essa é a 22ª parte do relato do que fiz sobre meu intercâmbio no Uruguai.

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Nessa parte continuo contando como foram os nossos passeios curtos pela Ciudad Vieja, em Montevideo. Dessa vez conheceríamos o Museo de Artes Decorativas.


E agora a continuação do relato...

DIA 26 - Jueves, Quinta-feira [02 de Março de 2017] - Cont.

Saímos do Museo Histórico Nacional e andamos pela rua, viramos na esquina, andamos mais um pouco e já chegamos ao Museo de Artes Decorativas Palacio Taranco.

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O Palacio Taranco é considerado a expressão mais representativa da arquitetura residencial do século XX em Montevidéu, tendo servido de moradia à família Ortiz de Taranco de 1910 a 1943, ano em que foi adquirido pelo Estado.

 

Aualmente o Palacio Taranco abriga o Ministério da Educação e Cultura e sedia o Museu de Artes Decorativas de Montevidéu, criado em 1972, com acervo composto pelo mobiliário e pelas obras de artes da antiga residência, entre pinturas, esculturas, porcelanas e cristaleiras.

 

Situado em frente à Plaza Zabala, em um quarteirão irregular, o museu dispõe de três pisos, sendo dois destinados à coleção permanente e o subsolo designado a abrigar itens arqueológicos, incluindo peças originais gregas, romanas e iranianas.

 

Fonte Pesquisada:

E enfim, começamos o nosso passeio:

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Mal começamos no primeiro andar e as artes existentes na escadaria já prenderam a nossa atenção!

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Quando olhamos para trás aquela estátua do primeiro piso fica ainda mais imponente:

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Vista do lado de fora:

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Agora totalmente no segundo andar, começamos a explorar o casarão novamente para descobrir o que havia por aqui.

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Ao observar uma série de pinturas das antigas mulheres uruguaias cheguei até a comentar com a professora que achava as uruguaias de hoje em dia muito mais bonitas do que a daquela época!

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Apesar de existirem muitas obras pela casa, o maior foco estava no mobiliário da época colonial.

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A vista da parte de fora daqui de cima também era muito bonita.

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Voltando às acomodações...

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Os corredores também estavam repletos de pinturas.

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Em outra sala nem mesmo o chão escapou de abrigar uma obra de arte.

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As pinturas da parede dessa sala também ficaram legais!

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Outros cômodos...

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Como começamos pelo segundo andar, descemos as escadas e começamos a explorar o térreo.

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Agora a cozinha...

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E por fim a sala de visitas, que convenhamos, tinha pinturas magníficas!

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Dali fomos para o jardim que tínhamos avistado antes e entramos novamente na construção.

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Da mesma forma que antes, continuamos observando o mobiliário e as obras que enfeitavam esse enorme casarão.

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Mais pinturas...

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Agora faltava pouco para terminar de ver tudo.

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O povo de Montevideo era evoluído e mesmo no período colonial eles já tinham um sistema de se ter água fria ou quente em seus banheiros.

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E enfim, o último cômodo.

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Depois de rodar por todos os cômodos do casarão saímos dali e fomos para uma praça bem próxima de nós, a Plaza Zabala, para apreciar a arte de uma estátua.

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O monumento da praça era bem estiloso, mas o que mais chamava a atenção era que em cada um dos lados dele existia uma obra de arte própria ainda mais interessante.

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Dali seguimos até próximo da praça da Academia e nos despedimos. Do grupo que estava comigo só sobrou o alemão, que iria seguir comigo por parte do caminho, e assim que começamos a conversar um pouco tivemos um pequeno grande problema...


Eu: ¡Hola!

Allemão: Hallo!

Allemão: Wohin gehst du?

Eu: ¡Qué! ¡No te entiendo!
 

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Eu sabia falar em espanhol e entendia uma ou outra coisa de inglês [ao que parece passar esse mês quase todo por aqui falando em espanhol todos os dias já tinha feito com que o pouco que eu sabia da língua inglesa ficasse totalmente em 2º plano na minha mente. Na verdade eu já estava até começando a pensar um pouco em espanhol], já o alemão tinha chegado aqui a menos de três dias e não sabia nada de espanhol, então ele conseguia se comunicar apenas em alemão e inglês.


E a gente não conseguia se entender, estava bem difícil de manter qualquer tipo de comunicação, até que tive uma ideia e disse algo mais ou menos assim para ele:


- Speak in English because I understand something of English e también y voy a hablar con you en Espanish with una u otra word of English que yo supiera!


E pimba! A comunicação entre nós que estava impossível de repente ficou bem simples. Apesar das frases saírem bem erradas já que eu misturava o espanhol com um pouco de inglês e ele o inglês com as poucas palavras de espanhol que ele compreendia, dava pra entender totalmente bem o que o outro queria dizer, e fomos conversando por todo o caminho até que atravessamos a Calle 18 de Julio e enfim cheguei na Calle Wilson Ferreira Aldunarte, onde nos separamos e segui para a Casa da Família.


Cheguei lá às 17:20h e de cara resolvi comer um pacote de biscoitos recheados.

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Depois fiquei mexendo no PC e conversando com a Luciana em uma chamada de vídeo do Whatsapp. Às 20:00h saí do apartamento de novo e andei até a Bocatti, aquela lojinha que eu gostava de comer as empanadas.

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Pedi quatro, uma de cada sabor e gostei porque elas estavam muito gostosas. Após isso me banhei e descansei pelo resto do dia. Dia finalizado! Continua na próxima parte do relato!

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Essa é a 23ª parte do relato do que fiz sobre meu intercâmbio no Uruguai.

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Nessa parte conto como foi o meu último dia de aula na Academia Uruguay e ainda como foram a visita ao Mercado del Puerto e o Museo del Carnaval.

DIA 27 - Viernes, Sexta-feira [03 de Março de 2017]

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Acordei às 7:30h e lanchei pãezinhos dessa vez porque já estava enjoado de comer cereais pela manhã! Depois segui para a Academia Uruguay, onde teria a minha última classe do curso regular de Intercâmbio nesse país.


Nesse ponto minha turma já estava bem diferente e do meu antigo grupo só restavam eu e aquela menina que ficaria um ano por aqui por conta de seu marido ser um militar do exército brasileiro a serviço em outro país.

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Em uma parte da aula a professora estava frisando sobre o "Lo", que muitas vezes é utilizado erroneamente pelas pessoas, e isso acontece principalmente por que elas costumam ver filmes americanos de baixa qualidade que zoam da cultura espanhola ou espano-americana e utilizam esse termo da forma errada.


Por exemplo:

Lo Hombre -> Incorreto - Correto = El Hombre;

La Mujer.


Vide mais alguns exemplos, agora em espanhol:

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Apesar do "Lo" também puder ser usado como um pronome, isso é um pouco mais avançado e até de difícil compreensão para quem não está habituado a estudar esse idioma, e falar errado desse jeito com os outros pode soar de forma bem pejorativa para os nativos da língua espanhola. Então é muito importante que seja evitado ao máximo possível.


O "los" é utilizado para o plural do masculino:

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Pra quem já compreende um tiquinho de espanhol também vou deixar aqui como funcionam as regras para formar o plural das palavras nesse idioma:

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E como de praxe, a professora nunca esquecia de passar coisas da apostila [que era o que utilizávamos de base para seguir adiante com as matérias] e aqueles joguinhos tradicionais do Uruguai.

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Ao dar o intervalo entrei na Mio pela última vez e comprei um empanado, não resisti e já comecei a comer ele enquanto estava subindo as escadas da Academia mesmo.

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Ao dar uma bisolhada no mural percebi que ainda dava pra fazer uma atividade para esse dia, então anotei meu nome para a seguinte atividade: Taller cine-debate para às 16:30h.

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Ao voltar continuaram com aqueles joguinhos:

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e... tentaram enfiar goela abaixo mais um pouquinho da cultura uruguaia para nós!

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Isso era algo que eu não gostava muito por aqui. Talvez por ser um povo pouco conhecido pelo resto da América do Sul os uruguaios sentem uma vontade enorme de empurrar para a gente toda a cultura que eles possuem no menor tempo possível! O Míchel uma vez reclamou que em uma unidade mais avançada eles deixaram uma unidade inteira com foco somente sobre coisas do carnaval uruguaio e da história desse país.


E claro, o que também não faltou nessa aula foram as musiquinhas. Eis aí uma bem interessante: Candomble para Figari, de Tabaré Ribero.

E outra: Ocho letras, do mesmo autor.

Ao acabar a aula me despedi da professora e dos colegas que restavam e segui em direção ao litoral, já que queria conhecer o Mercado del Puerto.

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Andei um bocado e pelo caminho encontrei um restaurante diferente para almoçar.

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Comi uma carne con ensalada, um prato que saiu bem em conta, já que o lugar era frequentado mais pelos nativos e não fazia parte do circuito turístico de Montevideo. Após isso segui para outra rua e continuei andando.

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Depois de andar mais um pouco, ao me informar com outras pessoas disseram que era melhor eu voltar para a rua que eu estava antes porque lá era mais movimentado e fácil de se localizar.

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Ao chegar numa praça perguntei a duas jovens bem bonitas que estavam sentadas próximas à um poste e perguntei para elas onde era o mercado do porto. Com poucas das minhas palavras elas me perguntaram se eu era brasileiro e confirmei que sim, as duas também falaram que eram do Brasil [não lembro de onde mais] e ficamos conversando por algum tempo.

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As duas brasileiras.

Achei as duas bem educadas e receptivas e descobri que o mercado estava atrás de mim, então me despedi delas e entrei lá para ver o que esse mercado tinha por dentro.

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Do lado de dentro existia alguns restaurantes e também algumas lojinhas, que vendiam vestuário e lembranças para os turistas. Como eu já tinha almoçado e estava com pouco dinheiro, acabou que não comprei nada e apenas perambulei por pouco tempo dentro desse local.


Como eu já estava bem perto da costa resolvi me aproximar mais do mar e por isso andei mais um pouquinho.

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Até tentei chegar perto, mas as ondas estavam muito fortes e ventava muito, por isso preferi sair dali e andei mais um pouco pela costa.

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E parei para observar uma construção avermelhada, que possuía um estilo bem diferente das outras construções uruguaias.

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Até que olhei para a janela e me dei conta que aqui era o Museo del Carnaval.

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Ao entrar dei de cara com uma lojinha, me limitei apenas a comprar um souvenir e a pagar a taxa de entrada.

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Ao atravessar a lojinha me dei de cara com um galpão enorme. Se por fora parecia que o lugar era todo fechadinho por dentro a gente via algo bem diferente.

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E comecei a explorar o lugar.

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O lugar contava um pouco da histórica do carnaval e das Murgas, um espetáculo típico uruguaio, também abrigava muitas das máscaras de carnaval e dos cabezudos [cabeçudos], um adorno feito de papel machê com formato de cabeça gigante, utilizado nas festividades carnavalescas de Montevideo.

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Em uma das áreas separadas para as exposições estavam algumas miniaturas de bonequinhos no tablado que achei bem legais.

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Outra sala, dessa vez com foco apenas nas fantasias carnavalescas.

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Apesar do galpão ser bem extenso, ele estava bem dividido e sinalizado e em cada espacinho era possível reparar alguma coisa diferente relacionada ao carnaval uruguaio.

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Após ver tudo isso cheguei na única divisão que existia nesse galpão, mas ao olhar de relance percebi que a área funcionava como um bar, por isso só entrei rapidamente e fiquei por pouco tempo nesse local.

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Na parte de trás desse galpão existia até um pequeno tablado de carnaval.

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Como faltava pouco tempo para às 16:00h, saí dali e andei todo o caminho de volta, até chegar a Academia Uruguay novamente, mas vou continuar o relato no próximo post, pois esse já está muito extenso e carregado.

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Chegamos a 24ª parte do relato do que fiz sobre meu intercâmbio no Uruguai.

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Nessa parte conto como foi a visita ao Museo Figari e ainda como foi a última atividade que realizei pela Academia Uruguay.


E agora a continuação do relato...

DIA 27 - Viernes, Sexta-feira [03 de Março de 2017] - Cont.

Como dito, voltei para aquela rua movimentada e andei bastante, subindo tudo de volta até chegar próximo à Academia Uruguay. Para se ter uma ideia, essa era a distância que eu estava da escola:

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Circulado em azul: Museu do Carnaval / Circulado em Vermelho: Academia Uruguay.

Então, fui andando, andando e andando mais...

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Passado pouco tempo eu já tinha voltado a praça da Academia, mas como ainda faltava algum tempo para começar a aula, por alguma ironia do destino olhei para alguma plaquinha enquanto passava por um prédio e descobri que eu tinha ouvido o nome desse cara durante a aula dessa manhã: Pedro Figari.

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No caso aqui encontrei o seu museu, de nome Museo Pedro Figari, que basicamente abrigava algumas das obras de Pedro Figari, um famoso artista uruguaio. Ele também detinha conhecimentos como artista plástico, advogado, jornalista, político, pedagogo, filósofo e escritor. Então comecei a perambular pelo local, que aliás, era gratuito.

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Em sua maioria reparei pinturas que pareciam mais com aquarelas, que focavam muito em danças e festividades da época. Em outra sala se destacava uma "obra" [não sei ao certo se isso era uma arte ou não] que utilizava uma grande quantidade de cordas.

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Mais coisas:

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Em algumas das paredes o museu fazia questão de frisar algum aspecto da vida desse artista ou de alguém ligado a ele, apresentando também alguns objetos e documentos utilizados por ele.

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E... o lugar era tão pequenininho que já tinha acabado. Dali subi as escadas e fui para o segundo andar para ver se existia mais alguma coisa interessante.

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Mas não encontrei nada lá, com exceção de uma parede com cores diferentes e uma sala escura com um vídeo esquisito. Então saí dali e voltei para a Academia Uruguay.

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Ali fique esperando dar a hora enquanto conversava com as poucas pessoas que estavam reunidas ali e em pouco tempo começou o nosso Taller de Cine, em que apresentaram para nós o filme El secreto de sus ojos.

Assistimos a tudo em espanhol e sem legenda. O filme foi até bom, mas super estranho, o final então, nem se fala. Quem assistir a esse filme se surpreenderá bastante quando o filme terminar.

 

Voltei a pé conversando com um brasileiro e até tive tempo de tirar uma foto em frente à estatua do General Artigas, na Plaza Independencia.

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Me despedi do colega e me embrenhei pelas ruelas de Montevideo, ali passei por alguma loja de conveniência e parei para comer uma tarta de pollo em uma loja de conveniência que estava pelo caminho.

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Cheguei na Casa da Família às 19:50h e fiquei mexendo no PC por mais algum tempo. Também comi um pouco de uma espécie de broa de chocolate, mas não estava muito gostosa.

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Pouco antes de dormir até pensei em fazer a mala, mas preferi deixar isso para ser feito na manhã do próximo dia. Amanhã seria meu último dia no Uruguai e também o dia de fazer todo o percurso de volta até a minha casa.

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Dia finalizado!

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Enfim, chegamos a 25ª e última parte do meu relato sobre o intercâmbio que fiz no Uruguai.

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Nessa parte conto como foi o meu último dia no país, a despedida da família e também o que ocorreu durante todo o percurso de volta até chegar de novo na minha casa, no Brasil.


E agora a continuação do relato...

DIA 28 - Sábado [04 de Março de 2017]

Acordei às 7:30h e percebi que eu com certeza dormi muito ansioso, pois deixei a cama nesse estado:

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Minha mala e algumas das minhas coisas também estavam espalhadas pelo quarto, por isso que dava essa impressão de tanta bagunça. Primeiro arrumei a minha cama e depois comecei a guardar as coisas na mala, mas não dei muita sorte porque ela estava voltando mais muito mais pesada do que há um mês atrás e sequer consegui colocar os souvenires dentro dela, pois eles tinham ficado em uma sacola com uma blusa enrolada nelas.

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Então preferi parar de mexer na mala e fui até a sala para tomar o meu café na mesa com o resto do pessoal.

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O Álvaro, o dono da casa tinha percebido que eu gostava de comer biscoitos e coisas doces e ele e sua esposa fizeram uma mesa bem especial de despedida pra mim, e eu, claro, não resisti e ataquei os pãezinhos!


Aproveitei e até tirei uma foto junto ao pessoal que estava hospedado na casa deles ainda.

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Da esquerda para a direita: Álvaro, Eu, Kelsy e Stela.

Após conversarmos um bocadinho eles pegaram um caderninho e perguntaram se eu não gostaria de escrever uma mensagem de despedida para eles. Abaixo estão as anotações do Míchel, pouco antes de ir embora.

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Eu não tinha percebido, mas até fotos nossas eles tinham tirado e já haviam deixado coladas no caderno:

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Como na foto não ficou nítido, então vou transcrever abaixo a mensagem que eu deixei para eles:


BRASIL - THIAGO MARTINS ROCHA

Montevideo, 04 de Marzo de 2017

¡Hola! ¡Stela y Alvaro!

 

Me gustó mucho ese mes que pasé acá en Montevideo, conoci buena parte de la ciudad, hice muchos paseos, conoci museos, parques, y decenas de lugares interesantes de la ciudad.

 

También conoci Punta del Este, Colonia del Sacramento y Salto del Penitente, y aún tuve la oportunidad de "aprimorar" y "revisar" mi español acá en Uruguay.

 

Fue una experiencia muy rica y increíble, me gustó mucho y su país será un hogar que siempre estará en mís memorias. Agradezco a todos por esa oportunidad.

 

Buena suerte y que pases bién ¡Chau!

Abrazos, Thiago

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Notas: Toda la experiencia que tuve acá estará en mi Blog [Blog Tudo Rocha] en la opción Montevideo.

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Para se ter uma ideia, já se hospedaram tantas pessoas na casa deles que o primeiro caderno tinha sido todo preenchido e esse já era o segundo caderno de anotações de despedidas.


Assim que escrevi meu texto a Stela me ajudou com as coisas e arrumou tudo de um jeito que ela conseguiu "compactar" a maioria das coisas dentro da minha mala, pois do jeito que estava antes ela me disse que eu seria barrado no aeroporto e poderia perder todas as minhas lembrancinhas adquiridas nessa viagem.

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Com tudo organizado do jeito que precisava, às 10:00h saí para comprar biscoitos e passei pela Calle 18 de Julio, pela Plaza Independencia e pelos ambulantes da feirinha que estavam montando suas barracas próximo a praça da Academia Uruguay.

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Aqui aproveitei para ver o que estavam vendendo, pois haviam mais barraquinhas do que durante os dias de semana. Ao voltar entrei numa loja de conveniência, onde comprei os biscoitos, balas e até um alfajor para levar de presente para minha mãe a pra Luciana.

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Voltei tudo até próximo a Casa da Família, mas preferi passar direto e andar mais um pouco até chegar na costa, já que o apartamento deles não estava muito longe de lá. Dei uma última andada na Rambla e fiz todo o caminho de volta.

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Às 11:00h já estava na Casa da Família novamente! Fiquei mexendo um pouco no celular e às 12:00h almocei naquele restaurante da esquina. Pedi um Chibito al Plato, uma das comidas mais típicas do país.

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Veio super caprichado e estava excelente! Como a moza daqui foi a primeira que me atendeu e foi bem cordial comigo, mesmo quando eu ainda não sabia das regras e etiquetas dos restaurantes uruguaios [no caso, sequer imaginava que tinha que dar la propina quando fosse atendido em algum lugar] dei uma gorjeta bem generosa para ela, a agradeci pela atenção e informei que esse era seria o meu último dia nesse país. Ela ficou bem feliz e me agradeceu de volta.


Voltei às 12:50h e fiquei esperando o carro que ia me buscar. Nesse meio tempo me despedi de vez do pessoal e entreguei para eles a chave do apartamento.

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Às 13:20h a Fernanda, a filha do casal chegou e nós finalmente partimos rumo ao aeroporto de Carrasco.

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Voltamos por todo o caminho, em sua maior parte pela Rambla, desde Montevideo até chegar no aeroporto e pelo caminho vi muitos dos lugares pelos quais eu já tinha passado antes, como o letreiro de Montevideo, o Castillo Pittamiglio, o Puerto de Buceo e por aí vai!


Chegamos às 14:20h, me despedi da Fernanda e entrei no aeroporto para realizar os procedimentos de embarque, dali andei para o gate que eu precisava e comprei água [não percebi e acabei comprando água com gás por engano] e também um chocolate uruguaio em uma das lojas do aeroporto com o pouco dinheiro que ainda me restava.

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Ali fiquei mexendo no celular para passar o tempo. Às 17:25 meu avião partiu rumo a Guarulhos, em São Paulo.

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Pra passar o tempo lanchei e fique lendo uma das revistas oferecidas pela companhia aérea enquanto o avião seguia até o seu destino.

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Cheguei em São Paulo às 19:10h e andei rapidamente até o terminal onde a gente pega as nossas malas.

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Após esperar um bocado peguei minhas coisas e saí rumo ao Gate 244.

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Demorei um bocado para chegar até o local correto porque a sinalização estava bem confusa e quase que enfrentei a fila para o lugar errado. Após perceber meu erro segui para o lugar devido e às 20:50h cheguei no lugar onde eu realmente deveria estar.

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Mas tive de sair dali após pouco tempo, porque ouvi um aviso da rádio do aeroporto dizendo para irmos ao Gate 229, que estava próximo dali. Às 21:10h entramos no avião, que por algum motivo demorou para decolar e assim finalmente parti para Belo Horizonte.

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Como estava bem escuro, não deu nem pra tirar fotos pela janela do avião. Às 23:00h já estávamos pousando no Aeroporto de Confins. Ali segui rapidamente para a esteira para pegar a minha mala e fiquei na parte de fora do aeroporto, esperando o Filipe da Rumo certo que ia me buscar.

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Enquanto esperava o Filipe aproveitei para tirar uma foto do meu passaporte, que finalmente teve preenchido o seu primeiro destino internacional, com data de ida e de regresso!

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Às 23:54h o Filipe chegou e partirmos rumo a minha casa, em Contagem.

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DIA 29 (Extra) - Domingo [05 de Março de 2017]

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Após algum tempo embrenhando pelo caminho, às 00:50h cheguei no meu lar. Me despedi do Filipe e entrei na minha casa. Após cumprimentar meu pai e minha mãe comi uns pãezinhos que minha mãe tinha feito especialmente para mim.

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Como a viagem tinha sido bem longa e puxada e eu estava bem cansado, deitei em minha cama e dormi.

 

Acordei umas 8:30h e comecei esvaziar as coisas da minha mochila. Guardei uma tonelada de papeis que tinha recebido enquanto estava passeando pelo Uruguai e esvaziei as coisas da minha mala. Também coloquei o que precisava para lavar e fui deixando as lembrancinhas e souvenires meus e também os que eu ia dar de presente para meus familiares em cima da mesa para fazer o meu "ritual" que sempre faço quando termino uma viagem.


Às 10:30h tomei um banho e busquei a Lu, passeamos no Carrefour e depois voltamos para minha casa para guardarmos as coisas dela. Dali seguimos para um restaurante, onde almoçamos arroz com feijão [o dito cujo que eu já não comia há um mês] e outras delícias  da culinária mineira.

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No caminho ainda pedimos picolé em uma sorveteria que estava pelo caminho.

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Ao voltarmos, após colocarmos o papo em dia a Lu, minha "arrumadora" organizou as coisas para mim e a foto oficial com boa parte dos presentes ficou assim:

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Aproveitamos e também tiramos a foto do meu diploma oficial desse intercâmbio que fiz no Uruguai.

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E por fim, as conquistas da viagem, que serão adicionadas à minha coleção:

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Se tiver gostado desse Relato e deseja conhecer outros, clique na Coleção abaixo e veja os que você achar mais interessantes:

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E para fechar com chave de ouro, minha coleção completa ficou assim:

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Agora sim, viagem finalizada!

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    • Por Schumacher
      Salve, pessoal! Eis o relato resumido de 38 dias que passei mochilando em São Tomé e Príncipe, Gabão e Angola, incluindo um bom trecho de bicicleta nesse último. Isso ocorreu entre junho e julho desse ano. Quem quiser mais detalhes, pode conferir em meu blog de viagem Rediscovering the World.
       
      Preparativos
       
      Em agosto de 2017 surgiu a primeira de várias promoções no site Melhores Destinos para São Tomé e Príncipe (STP), o 10º país menos visitado no mundo naquele ano. Não perdi a oportunidade; logo comprei por 1690 reais a ida (02/06/18) e volta (09/07/18) saindo de Guarulhos pela TAAG.
       
      Nos meses seguintes tratei do planejamento. Fiz as reservas de São Tomé pelo Airbnb, pois além de estarem mais em conta, como o pagamento é antecipado eu não precisaria levar tanto dinheiro, já que não dá pra usar cartão de crédito em São Tomé e Príncipe (se precisar sacar, pode ir num hotel chique e pagar uma comissão). Desde 2015, brasileiros não precisam mais de visto para esse país, então foi uma burocracia e custo a menos. Como são 2 ilhas, precisei comprar os voos para a menor delas, Príncipe. Custaram 153 euros pela Africa's Connection, mas poderiam ter custado 102 pela STP Airways se eu tivesse tido sorte na escolha das datas.
       
      Outro país que visitaria durante esse tempo seria Gabão, pois há voos diretamente de STP, e o visto pode ser emitido pela internet previamente (85 euros), o que tentei no mês anterior junto com a compra das passagens aéreas (173 mil francos ~ 264 euros) pela Afrijet. Um dia antes da viagem o visto foi recusado sem motivos, então eu tive que fazê-lo no meio do caminho. Se fosse negado novamente, poderia ainda tentar na chegada.
       
      O último país a ser acrescentado foi Angola, pois tive sorte de um dos países mais fechados do mundo começar a processar pedidos de visto rapidamente pela internet (120 dólares) e sem necessidade de carta de indicação. Com sucesso, o emiti no mês anterior à partida, já que essa autorização deve começar a ser usada em até 30 dias de sua aprovação. As passagens desde STP até Luanda saíram por 345 dólares pela TAAG.
       

       
      Dia 1
       
      Em 2 de junho de 2018, parti de Floripa a Guarulhos pela LATAM (129 reais), escapando por pouco da greve dos caminhoneiros. No fim da tarde, embarquei na estatal angolana para a longuíssima conexão em Luanda.
       
      O avião parecia novo, mas minha tela de vídeo não tava funcionando e a poltrona do lado não reclinava. Ao menos as refeições estavam boas.
       

       
      Dia 2
       
      Dormi pouco no voo. Ao desembarcar no aeroporto, fui direto pra zona de conexão. O saguão melhorou um pouco em relação ao que vi há um ano, agora com ar e wi-fi, mas ainda não é o suficiente pra se passar 16h dentro dele esperando o voo seguinte!
       

       
      Só me restou dormir na cadeira e botar a leitura em dia no meu dispositivo Kindle, enquanto comia o que trouxe de casa, já que na cotação oficial o preço das refeições fica proibitivo.
       
      Dia 3
       
      Assim que virou o dia eu desci em São Tomé, a maior das 2 ilhas do segundo menor país da África. Só que minha entrada não foi nada tranquila. Mochileiros não parecem ser bem-vindos por aqui. O dinheiro que eu tinha (600 euros) e as reservas feitas no Airbnb não foram suficientes pra comprovar que eu tinha vindo a turismo, então tive que me explicar pra uma carrada de gente diferente e ter a bagagem minuciosamente revirada num processo desgastante.
       
      O Maxime, francês que me hospedaria nas 3 primeiras noites, foi até chamado pra resolver minha situação. Depois que me livrei, ele me levou até sua casa, um lugar decente pra ficar.
       
      Dormi pouco novamente, sendo acordado por barulhos de crianças ao redor da casa. Tomei um café da manhã bem tardio e peguei um moto-táxi pra capital (15 dobras). Lá troquei um pouco de dinheiro, na cotação de 25 dobras por euro.
       
      Logo achei onde ficavam as vans amarelas que transportam a população local entre cidades de forma econômica. Rapidamente a que peguei encheu, e meia hora depois eu saltei na Lagoa Azul, pagando 20 dobras pelo transporte.
       
      Caminhei na praia vulcânica cercada por baobás, reparando nas poças de maré com corais, até subir um morrinho e ver porque possui esse nome.
       

       
      Havia poucas pessoas mais na praia quando larguei minhas coisas sem valor na areia (aqui já ocorreram furtos) e caí na água com o equipamento de snorkeling emprestado pelo Maxime. No mar, apenas peixes e corais simples, uma moreia, uma estrela e muitos trombetas. A única coisa mais interessante que vi foi o maior cardume que já presenciei.
       

       
      Deixei a praia e peguei uma van no mesmo sentido até Neves, por mais 10 mil. Dessa vez não fui espremido dentro, mas no compartimento de carga!
       
       
      Neves é uma antiga roça que foi tomada pela população quando se deu a libertação do país. É uma comunidade pobre. Lá eu comi num dos restaurantes mais famosos da ilha, pois servem as santolas, grandes caranguejos. São bons, mas dão um trabalho pra quebrar suas patas, e quem come que tem que o fazer. Custou 250 dobras. Ali também provei a única cerveja local, a razoável Rosema (20 dobras), produzida no mesmo vilarejo.
       

       
      Já com o sol baixando, peguei o transporte de volta, onde sofri assédio sexual - pena que a agressora era velha demais. Os sorridentes santomenses são muito simpáticos, no entanto, e o fato do idioma ser o mesmo ajuda muito na interação com eles.
       

       
      No caminho a pé até a hospedagem, parei no supermercado CKDO, o maior do país junto com o Continental no centro. Há apenas uma prateleira de produtos locais, pois quase tudo é importado. Entre o que é da terra, chocolate, cacau, café, chips de banana e fruta-pão, além da açucarinha. Esse é um doce feito com coco, mas que não apreciei muito. Nem um outro feito com banana.
       
      À noite troquei umas ideias com o Maxime e depois finalmente dormi.
       
      Dia 4
       
      Para este dia acabei sendo convencido pelo Maxime a fazer um tour com ele em direção ao sul da ilha até o Ilhéu das Rolas, já que havia uma grande chance de eu não conseguir transporte para voltar de lá no fim do dia, caso fosse por conta própria. Paguei 60 euros por tudo, dividindo com sua amiga francesa Marielle.
       
      Primeira parada na Roça Água Izé. Ali vimos o hospital, a primeira das muitas ruínas do que restou das construções lusitanas abandonadas quando da independência do país em 1975. Todas as roças, fazendas com infraestrutura completa voltadas às maiores produções de São Tomé e Príncipe, como o cacau, foram entregues à população nativa, que sem instrução não soube como gerir. Como resultado, os prédios viraram algo como um cortiço e as plantações decaíram, então é quase tudo só na subsistência.
       

       
      Abaixo, paramos na Boca de Inferno, estrutura geológica no mar por onde as ondas violentas entram e fazem um show.
       

       
      Mais além, a estrada começa a piorar e a quantidade de veículos reduzir a quase nada, apesar de ser a única ligação ao sul da ilha.
       
      Enquanto ao redor da estrada só havia selva, eis que surgiu junto com uma plantação de palma (de onde se extrai uma bebida chamada de vinho) o fonólito Cão Grande. Este é um pico impressionante por seu destaque solitário na paisagem.
       

       
      Paramos na Praia Inhame, onde almoçamos na pousada chique que lá fica exclusiva. Lá mesmo tomamos um barquinho até o Ilhéu das Rolas.
       

       
      Achava que nessa ilhota havia apenas o resort da Pestana, mas há um vilarejo que já estava presente antes mesmo do hotel. O guia Pedro nos acompanhou, levando até o marco da Linha do Equador, onde há um monumento que marca o ponto exato onde a descarga muda de sentido horário pra anti-horário.
       

       
      Depois caminhamos até a Praia Café. A maré estava com uma correnteza fortíssima, o que infelizmente impossibilitou o snorkeling, que dizem ser bom ali.
       
      Com isso, ao final da tarde retornamos. No meio do caminho, policiais nos pararam para checagem. Não falaram nada sobre o motorista que estava sem cinto, mas implicaram porque eu estava sem camiseta, pode isso Arnaldo?
       
      A chegada foi à noite na capital. Depois do banho, fizemos uma degustação de vários licores artesanais com plantas típicas do país, como jaca, canela e até mesmo framboesa. Depois disso eu escrevi essas palavras meio alterado e fui dormir.
       
      Dia 5
       
      Antes de tudo, fui à Embaixada do Gabão fazer meu visto de turista. Precisei apenas preencher uma folha, entregar meu passaporte, uma foto e 70 euros. Sem filas e sem incomodação.
       
      Visitei parte da capital pela manhã. Primeiro adentrei o Forte de São Sebastião (50 dobras). É um museu que através de artefatos conta um pouco a triste história da colonização portuguesa. Quase não há informações escritas, no entanto.
       

       
      De lá, segui pela orla da capital mais tranquila em que já estive. Há muitas construções do período colonial, mas a maioria está mal conservada, com exceção do imponente Palácio Presidencial e sua catedral vizinha.
       
      Almocei no recém-aberto restaurante Camões, onde comi um prato com búzios da terra (caramujos) por 120 dobras. Curti a ponto de repetir numa outra ocasião.
       

       
      Após, peguei minhas coisas e fui pro aeroporto, embarcando no voo para a Ilha de Príncipe com a Africa’s Connection, empresa banida de voar pra Europa devido à insegurança das aeronaves. Bom, mas a concorrente também está banida, e a viagem pelo mar não é mais segura que a de avião, então não tive escolha. Embarcamos num aviãozinho a hélice eu, coincidentemente outra brasileira com um português, e mais 2 turistas apenas.
       
      No final, tudo correu bem no voo de 40 minutos de duração. O que ocorreu melhor ainda foi que o casal estava indo para o mesmo caminho que eu, então consegui uma carona com eles de graça até a Roça Belo Monte, de onde peguei uma trilha na mata, ouvindo um monte de pássaros, até a Praia Boi, lugar em que estendi minha rede entre coqueiros e areia dourada.
       

       
      Achei que passaria a noite sozinho, mas a certa distância 2 jovens também pernoitaram pescando. Além disso, um número infinito de caranguejos também saiu da toca ao cair a noite. Os mosquitos incomodaram no começo, mas o repelente com icaridina que usei funcionou. Dormi ao som do mar, à luz de um farol e de milhares de estrelas.
       

       
      Dia 6
       
      Não fui morto ou assaltado por humanos, mas os caranguejos malditos fizeram um estrago legal na camiseta que deixei fora secando.
       
      Deixei a Praia Boi e fui à seguinte, Praia Macaco. Aparência quase igual à anterior, exceto por um detalhe: há construções em ruínas de um antigo hotel abandonado que não resistiu ao baixo número de turistas.
       
      Subi o morro de novo até o Hotel Roça Belo Monte. No caminho, consegui fotografar os ariscos papagaios-cinza-africanos. Como não havia nenhum outro restaurante próximo, almocei nesse que é um dos resorts de luxo. Um prato simples saiu por salgados 15 euros.
       

       
      Admirei um pouco a beleza do hotel e logo mais desci até a praia particular, a Banana. Do mirante dá pra ter ideia do motivo do nome: a faixa de areia é no formato e na cor da fruta. A vista é espetacular.
       

       
      A melhor coisa ocorreu em sequência. Reencontrei o casal Mariana e Ricardo descansando num bangalô. Eles me deram um coco e me emprestaram o equipamento de snorkeling. Com isso, pude explorar o que dizem ser a melhor praia da ilha para esse fim.
       

       
      Entre as rochas à direita e uma praia de areia preta, há o que se ver. Além do interessante relevo submarino, alguns corais, esponjas e peixes pequenos e médios coloridos. Com a boa transparência da água, vi até mesmo uma tartaruga mais afastada. Coloquei um vídeo no meu canal do Youtube.
       
      Quando voltei à terra, fiquei sabendo que poderia passar a noite naquele bangalô na areia, com direito a uma ducha muito necessitada, segurança à noite e até mesmo um lanchinho na faixa! Não tinha como ficar melhor.
       
      Dia 7
       
      Dormi mais tranquilo nessa noite. Ao acordar, deixei a praia e atravessei a Praia do Caju, onde as crianças corriam devido a uma atividade em comemoração ao Dia do Oceano. Na praia seguinte, a Burra, fica um vilarejo pesqueiro. Ali consegui um moto-táxi que por 50 dobras me deixou na capital, Santo Antônio.
       
      Fiquei na Santa Casa de Misericórdia, onde me hospedei. Um quarto simples com ventilador e banheiro compartilhado de chuveiro frio custa 300 dobras (ou 250 se dividir o quarto com outra pessoa), infinitamente menos que os hoteis luxuosos das praias e consideravelmente menos que as outras opções da cidade. Reserve com antecedência, pois há apenas 4 cômodos que lotaram assim que cheguei.
       

       
      Atravessei o Rio Papagaio onde os santomenses faziam suas tarefas diárias, até chegar ao Centro Cultural. Nesse momento só havia uma biblioteca por lá, com pouco livros escritos por autores de São Tomé e Príncipe. Li dois deles, por Olinda Bejo. Lá mesmo almocei um delicioso peixe grelhado com acompanhamentos por 100 dobras.
       
      O mercado que fica ao lado não tem quase nada além de peixes e algumas verduras. Continuando a caminhada, vasculhei cada rua do centro da pequena cidade, identificando algumas hospedagens, mini-mercados, restaurantes e demais comércios.
       
      Parte das construções é em estilo colonial e estão conservadas o suficiente para uma foto, como igrejas e o palácio do governo. Os demais edifícios governamentais (sempre casas, pois não há prédios de mais que 3 andares em Príncipe) ficam na orla da Baía de Santo Antônio e estão com aspecto decadente.
       

       
      Em busca de informações sobre a Reserva da Biosfera de Príncipe, que toma toda a metade sul da ilha, adentrei seu escritório. No entanto, seu material impresso é bem escasso. Mas aqui podes arrumar um guia, pelo menos. Eles são obrigatórios, ao custo de 25 euros para uma pessoa e mais 5 por adicional, além da taxa de 5 euros para ingresso no parque.
       
      Ao lado fica o banco, que em sua parte traseira possui uma biblioteca. Nela, há computadores com acesso à internet. Entre os livros, achei um interessante sobre a parte ambiental do país, o Paraíso do Atlântico - Carlos Espírito Santo.
       
      Como fechava às 5h, tive que deixar o ambiente refrigerado. Tomei um banho na Santa Casa antes que a água esfriasse e retornei ao centro para jantar. Parei no restaurante Fofokices, em que o prato do dia era 2 peixes chamados vadu, temperados e acompanhados por fruta-pão. O conjunto estava custando apenas 60 dobras. Como estava barato e eu comecei a conversar com um outro viajante sulafricano da mesa ao lado, resolvi tomar duas cervejas nacionais, por 30 dobras cada.
       

       
      Dia 8
       
      Ao acordar, peguei uma carona de moto até o Hotel Bombom por 80 dobras. Na entrada, percorri um dos trilhos da Fundação Príncipe Trust, o da Ribeira Izé. Inicia-se atravessando um riacho e dali em diante é só mata, com algumas subidas, bastante lama e muitos mosquitos. Não está muito bem mantido. O final é uma travessia por uma árvore sobre a foz que chega à Praia Bombom.
       

       
      Eis outro dos resorts caros de Príncipe. Uma ponte liga à paisagem cênica do Ilhéu Bombom. Como o almoço em seu restaurante custava 30 euros, me contentei com uma barra de proteína que levei. Fiquei um tempinho usando o wi-fi liberado, antes de continuar por outra das trilhas, no próprio ilhéu.
       
      Essa caminhada é mais curta mas tão interessante, pois há algumas vistas, árvores enormes e até uma feição geológica submarina que espirra água.
       
      Passei através do hotel e peguei a moto para retornar. No que aparenta ser o mais completo “supermercado” da cidade, ainda muito aquém de qualquer estabelecimento brasileiro, comprei a coisa mais barata que achei para comer, já que estava com a grana a curta: um vidro de feijão cozido por 25 dobras.
       
      Depois disso, aguardei os 5 portugueses hospedados na Santa Casa para jantarmos fora. O problema de se andar em grupo é que tudo se desenvolve mais lentamente. Morto de fome, tive que aguardar 2 horas para eles se aprontarem. O resultado foi que os restaurantes já estavam sem comida, então só sobrou um com um frango de 150 dobras.
       
      Dia 9
       
      De manhã fui até a entrada do Parque Nacional em Terreiro Velho na motoca (50 dobras). Chegando lá pensei que poderia entrar por conta própria, mas os guias estavam controlando a entrada, então tive que fazer um acerto, para me colocarem com um trio que havia recém iniciado a trilha. Até que foi bom, pois eles estavam mais interessados nos animais, mesmo os pequenos, do que na chegada, assim como eu. Um deles estava inclusive inventariando a fauna, e acredita que uma espécie de opinião (parente da aranha) minúsculo que eu achei possa ser uma espécie nova!
       

       
      Animados, seguimos morro acima, numa trilha tranquila, até avistarmos a Cascata Oque Pipi. Não havia muito volume na queda por se tratar do período seco, mas isso não tirou a beleza do cenário e a vontade de se jogar naquela água super refrescante.
       

       
      Meu tênis velho finalmente se desfez da parte da frente. Consegui grudar de volta com a cola para pneu de bicicleta que levei.
       
      No que sobrou de tarde, fiquei apenas conversando com uns nativos.
       
      Me reuni com os portugueses novamente para a janta, o que não foi uma tarefa fácil, pois muitos restaurantes estavam fechados, já que era domingo. Acabamos tendo uma refeição bem completa mas cara no Rosa Pão. O preço normal seria 250 dobras, mas como estávamos em um grupo maior e com voluntários de São Tomé, a Dona Rosa nos fez por 200. Comemos peixe, cabrito, lula, arroz, banana, obobó (feijão, farinha de mandioca e óleo de palma) e mousse de limão.
       

       
      Em seguida, tomamos uma gelada (25 dobras) com nossos novos colegas nativos Leo e Manoel num dos quiosques espalhados pela cidade.
       
      Dia 10
       
      Voo de retorno a São Tomé pela Africa’s Connection. Paguei 30 dobras até o aeroporto. Tudo certo no céu.
       

       
      Ao desembarcar, recusei o taxista que queria me cobrar 10 euros (250 dobras) e optei por parar um motoqueiro na estrada, que ficou feliz em receber 25 dobras para me levar à Embaixada do Gabão. Lá eu fui ver se meu visto tinha sido aprovado ou rejeitado. E o resultado foi… aprovado! Para minha surpresa, no mesmo dia em que o solicitei, com direito a 15 dias de permanência (solicitei 8).
       
      Almocei novamente no lusitano Camões, dessa vez provando outro prato típico, a cachupa rica (carnes de segunda numa consistência pastosa com feijão, milho e temperos, acompanhada por farinha de mandioca), mais conhecida em Cabo Verde. Pra completar a comunidade portuguesa, o som ambiente era um funk carioca proibidão sem censura.
       
      Troquei uns dólares (cotação de 20 pra 1) e peguei um táxi compartilhado para Monte Café (25 dobras). Meia hora de subida depois, cheguei a um dos povoados mais elevados do país, a 700 metros de altitude. Boa parte fica dentro de uma antiga roça que produzia café, como aprendi no Museu do Café (3 euros).
       
      A visita guiada por uma das construções antigas lhe mostra através de máquinas, imagens e textos, como funcionava todo o processo do plantio ao grão pronto, por meio do trabalho semi-escravista. Ao final há uma prova da bebida. Já fazia décadas que eu não tomava uma gota de café, pois não gosto, mas abri uma exceção para esse. Peguei um da variedade Arábica, que é mais suave, mas mesmo assim foi difícil terminar uma xícara desse líquido amargo. Pelo visto, não vou provar outro café nunca mais.
       
      O resto do tempo foi passado conversando com os moradores locais, simpáticos como seus demais compatriotas, e avistando passarinhos e até mesmo uma cobra, chamada aqui de gita. Essa cruzou à minha frente como se desprezasse minha presença.
       
      À noite, a refeição mais cara da viagem, mas também a que me deixou com a barriga mais cheia, boa para que eu parasse de perder peso. Foi na Firma Efraim, produtora de café e cacau, também a hospedagem em que eu ficaria através do Airbnb. Liberei 250 dobras pra uma entrada de búzios da terra com pão, prato principal de uma montanha de feijão à moda da casa com arroz, e doces de maracujá e abacaxi de sobremesa.
       
      A respeito das instalações de hospedagem, há um bonito quarto cuja TV não funciona e um banheiro privado com água quente. Isso ao custo de uns 100 reais.
       
      Na hora em que fui dormir a eletricidade se foi e não voltou mais, o que é comum no povoado. Por isso há um gerador nessa casa.
       
      Dia 11
       
      Depois do café da manhã, segui a trilha da Cascata do Vale do Rio D’Ouro. São 15 km de ida e volta pelo mesmo caminho, que se inicia em Monte Café, passa por uma estrada 4x4 na mata até o vilarejo rural de Novo Destino, e de lá vira para as quedas d'água.
       
      A ida foi uma descida bem tranquila. Passei por vários habitantes até o vilarejo. Vi e fotografei um tanto de bichos diferentes, principalmente invertebrados e aves. Ambos lados da trilha possuem uma faixa mista de cultivares, como banana e cacau, antes da mata fechada com árvores enormes surgir à vista.
       

       
      Cheguei na maior das cascatas sem ninguém por perto, e lá fiquei um tempo aproveitando a água gelada para um banho refrescante.
       

       
      A volta foi um pouco cansativa, pois a subida é um tanto íngreme e de vez em quando o sol equatorial saía por detrás das nuvens e castigava.
       
      O jantar dessa vez foi polvo, que eu adoro, acompanhada da erva lussua, banana, arroz com cúrcuma, bem como ceviche e escabeche de entrada. Fui pra cama estufado de novo.
       

       
      Dia 12
       
      Tomei uma carona de moto até Bom Sucesso (70 dobras), onde fica a entrada do Parque Nacional Obô. Ali visitei seu jardim botânico.
       
      O passeio guiado que demonstra as espécies conservadas no jardim, entre orquídeas endêmicas, samambaias gigantes e outras flores e árvores de São Tomé e Príncipe funciona à base de doações.
       
      Em seguida, caminhei até a Lagoa Amélia, que na verdade é uma cratera vulcânica extinta. É recomendado fazer a trilha com guia, pois há bifurcações, a mata é meio fechada e há cobras-pretas, que são fatais. Mesmo assim, pedi permissão para ir por conta própria.
       
      O início é ladeado por plantios de hortaliças. Conforme a subida avança, o impacto humano diminui. Mas só vi passarinhos, um morcego e insetos, basicamente. Há trechos onde o tipo de formação vegetal muda, como mais para o final, quando há bambuzais.
       
      A uns 1450 metros de altitude fica o banhado da Lagoa Amélia. Não é muito grande, mas possui uma vegetação típica. Encharquei um pouco o calçado e voltei à sede do parque uma hora depois.
       

       
      Na entrada há um bar, onde pode ser que tenha almoço. No meu caso já havia acabado, então me contentei com os 3 sandubas de omelete com micocó, por apenas 10 dobras cada.
       
      Desci o caminho de alguns km de volta a Monte Café a pé, parando antes na bela Cascata São Nicolau.
       
      Mudei de hospedagem para outra anunciada no Airbnb, a casa de Brice, que fica próxima da anterior. Tem água quente e o quarto é espaçoso, além de ter internet, motivo principal da minha mudança.
       
      Dia 13
       
      Meu tênis havia perdido a sola completamente na longa caminhada do dia anterior, mas consegui achar alguém no vilarejo que costurou na mesma hora. O custo foi tão ridículo (30 dobras pelos dois calçados) que até dei um pouco a mais.
       
      Regressei à cidade, troquei uns dólares, almocei novamente no Camões, comprei um salgado para mais tarde na Pastelaria Central (35 dobras) e fui até o aeroporto (20 dobras), onde aguardei pelo resto do dia.
       
      O avião turbo-hélice da Afrijet atrasou, então já era tarde quando descemos em Libreville, capital do Gabão. No desembarque a imigração foi tranquila, apenas algumas perguntas.
       
      Consegui sacar os francos na primeira tentativa (raridade) num dos caixas automáticos do aeroporto. Em seguida, consegui uma carona grátis de um santomense até o muito próximo Hotel Tropicana, onde eu havia feito reserva.
       
      Dia 14
       
      Em frente à praia, por 25 mil francos (45 dólares) tive acesso a uma suíte com água quente e ar-condicionado. É um lugar movimentado. Pensei que o café da manhã estivesse incluído, de tão básico que foi, mas ele é pago à parte e custa 5 mil francos. Pior que isso só a internet, que é cobrada ao valor de 2 mil francos para 2 horas de acesso! Conclusão: esse país é caro demais, já que a moeda é atrelada ao euro.
       

       
      Paguei mais 2 mil francos para um táxi me deixar no centro da cidade, quase sem atrações e com pessoas antipáticas. Um fato curioso é que aqui os passageiros barganham o valor da carona, sejam turistas ou moradores.
       
      Ao entrar num dos dois conjuntos de lojas de artesanatos, descobri porque o centro estava quase parado: esse dia era Ramadã, feriado muçulmano, cuja presença em Libreville é marcante devido aos muitos imigrantes, pois a capital é mais desenvolvida e oferece melhores salários que seus vizinhos.
       
      Por 5 mil francos, comprei 2 máscaras pequenas da etnia Fang no único quiosque aberto.
       
      Segui para o escritório da SETRAG no centro, a companhia gabonesa de trem, já que li que o recomendado é comprar os bilhetes dois dias antes. Infelizmente não se pode mais comprar lá, então tive que pagar mais 2 mil francos pra outro táxi me deixar na própria estação de trem, que fica na cidade vizinha de Owendo. Lá levei mais de uma hora na fila para conseguir comprar os bilhetes para Lopé (15 mil cada trecho na segunda classe). Por que diabos não fazem a venda online?
       
      De volta ao centro, fui em busca de um lugar menos caro pra comer, já que os 2 restaurantes recomendados pelo Lonely Planet (La Pelisson e La Dolce Vita) estavam fechados a essa hora. Ao caminhar pela orla ao redor, parei pra tirar foto duma obra de arte que diz muito sobre Libreville, “L’esclave libéré”, pois a capital do Gabão foi fundada para receber os escravos libertos.
       

       
      Esse símbolo deveria ser um ponto turístico, mas não havia ninguém por ali, e só depois da foto eu descobri o porquê. Levei uma bronca de um dos militares que guardava o superfaturado palácio presidencial que fica logo atrás, pois não é permitido fazer qualquer registro, e ponto final!
       
      Bem que eu queria argumentar com o guarda, mas com uma arma praticamente apontada pra mim, segui adiante. Contudo, ainda consegui uma foto do seguinte prédio majestoso, da corte constitucional gabonesa.
       
      Enfim, decidi almoçar na zona dos hipermercados. Bem próximos do porto (Port Mole), o que explica o fato da maioria dos produtos nas prateleiras serem do exterior, principalmente França, já que Gabão era uma colônia desse país. Fiz um rancho de comida pra 3 dias por 16 mil francos no Géant CKdo, estabelecimento de boa qualidade.
       
      Depois voltei para o hotel. Como estava passando os jogos da Copa do Mundo de Futebol no bar, ali me sentei e os vi enquanto tomava uma gelada (1500 francos por 650 ml). Pretendia dar uma caminhada na praia entre as partidas, mas a maré alta, lixo e esgoto me fizeram desistir da ideia.
       
      Dia 15
       
      Dei uma averiguada pela manhã no Instituto Francês, onde fica um prédio com biblioteca, exposições, cinema e apresentações, tudo relacionado ao idioma francês.
       
      De lá, eu e Massimo, um senhor italiano hospedado no mesmo hotel, dividimos um táxi, pagando 10 mil cada por 4 horas de condução. Pedimos para que nos levasse ao norte da capital, mais precisamente no Arboretum Raponda Walker. É uma floresta de restinga onde há algumas trilhas que podem ser percorridas sem o auxílio de guia, pois estão sinalizadas. Só vimos a vegetação diferente e invertebrados, mas ouvimos um ruído suspeito e depois descobrimos que há chimpanzés por lá!
       
      Depois da trilha, a decepção. Continuando para o norte, fomos ao recomendado balneário de Cap Estérias. Fiquem longe de lá!
       
      Primeiro porque num posto policial um agente corrupto nos cobrou 3 mil francos. Segundo porque a praia é feia e decadente. Só nos serviu para comer frutos do mar num dos restaurantes (4 a 6 mil o prato) e para saber que os pescadores podem levar turistas à Ilha Corisco pela bagatela de 150 mil francos (cerca de mil reais!) pela canoa, isso fora a propina que terá que ser paga na Embaixada da Guiné Equatorial para conseguir um visto pra lá…
       
      Ainda tive tempo de ver um jogo da Copa, antes da atividade seguinte.
       
      À noite, assistimos ao espetáculo de dança 007, apresentado por um grupo gabonês no Instituto Francês, por 10 mil francos. Até que foi proveitoso, mas eles não precisavam utilizar crianças que não tinham noção nenhuma de sincronia em metade do show de 2 horas.
       

       
      Antes de cada um retornar a seus devidos quartos, comemos espetinhos de gato quase em frente ao hotel, ao custo de 1500 francos cada um.
       
      Dia 16
       
      Apenas fui ao aeroporto sacar mais grana pra poder usar em Lopé, já que lá não há caixas automáticos. Espero que as pessoas de lá sejam mais simpáticas, pois as maleducadas, malhumoradas e estressadas que moram na capital são o oposto dos santomenses.
       
      Almocei o resto dos sanduíches que montei da comida comprada no hipermercado. Depois rachei um táxi privado com Massimo (2,5 mil pra cada), que foi comigo à estação de trem. Ao contrário dele, não precisei despachar a bagagem.
       
      Para variar o trem atrasou o embarque, então já estava escurecendo quando entramos no trem Omnibus. Nenhum incômodo na estação e até mesmo a segunda classe é bem decente. O problema é que não apagam a luz e os assentos não reclinam, então não dá pra dormir.
       

       
      Dia 17
       
      Na saída, o guia Ghislain, que eu e Massimo havíamos contactado previamente, estava a nossa espera. Dormimos num motel bem caído em frente à estação de trem, por 15 mil francos o quarto com ventilador e 20 com ar, só no Gabão pra pagar tanto por uma espelunca.
       
      Almoçamos no restaurante La Main D’Or, onde tivemos um prato de frango com arroz por 2 mil francos, bem mais em conta que na capital. À noite voltamos aqui para comermos peixe, a única opção.
       

       
      Conhecemos em seguida Nico, um espanhol que está atravessando a África de moto e fazendo um documentário.
       
      Depois, caminhamos pelo vilarejo até o Hotel Lopé, o mais chique. À beira do belo Rio Ogoué, é um lugar bem bacana. Eis que no seu entorno, onde fica a savana aberta, vimos dois grupos de elefantes! Meio escondidos e silenciosos, se afastaram lentamente quando nos viram.
       

       
      Marchamos para nossa hospedagem da vez, bem no meio dessa vegetação. Para tanto, tivemos que seguir numa rota pouco trilhada já no escuro. Até búfalos nós vimos no caminho.
       

       
      Dormimos no Lopé Lodge Chalet, uma casa só pra gente, aparentemente um lugar bom, mas onde o quarto fedia, havia ratos e nada de torneiras (aparentemente não há encanamento no vilarejo), então o banho foi com um balde de água fria. Dividimos um quarto por 15 mil no total.
       
      Dia 18
       
      Ghislain da associação Mikongo Vision veio buscar nós 3 para quase 2 dias de imersão na floresta dentro do Parque Nacional Lopé, com foco no avistamento de gorilas, atividade sempre cara. Barganhamos usando a divulgação em nossos blog/documentário como ferramenta para chegarmos em 115 mil por pessoa. O preço normal seria 214 mil.
       
      Uma hora e meia numa estrada de terra comprometida, adentramos a base da Mikongo Vision, com cabanas cercadas por selva a perder de vista.
       
      Partimos para a caminhada na floresta fechada com 2 guias. No começo, vimos apenas invertebrados e marcas de elefantes, panteras e antílopes.
       
      Mais além, um pequeno grupo de colobos negros pairou no topo de árvores próximas a onde estávamos.
       
      Cruzamos um rio, onde me abasteci de água. Pouco depois, vimos o que mais almejamos, gorilas! Surpreendentemente, um macho (pelo claro) e uma fêmea adultos alimentavam-se de um fruto alaranjado (pintabesma) na copa de uma árvore, um dos poucos restantes na estação seca. Mas quando perceberam nossa presença, começou um escândalo que eu nunca havia presenciado. Ruídos amedrontadores, batidas no peito e até mesmo chegaram a jogar coisas em nossa direção. Quando o macho desceu da árvore, nos mandamos de lá antes que fôssemos atacados.
       

       
      De volta ao acampamento umas 4 horas depois do começo, tomei um banho no rio próximo e fiquei admirando outros macacos bochechudos e bigodudos que se alimentavam em árvores próximas a nossas cabanas. Pena que já estava escuro o suficiente pras fotos não ficarem boas.
       
      Enfim, jantamos a luz de velas. Prato da noite: frango com arroz. Com a fome que eu tava, devorei rapidamente.
       
      De sobremesa, fomos até o Rio, onde caminhamos com a água na altura do joelho para focalizar filhotes de crocodilo. Vimos 3 pelo reflexo de seus olhos na lanterna de cabeça, sendo que o guia capturou um deles para nos mostrar de perto. De bônus, encontramos alguns dos barulhentos sapos.
       

       
      Cada um de nós ficou com um projeto de chalé, dentro das quais foram postas barracas com colchão.
       
      Dia 19
       
      Dormi legal, mas acordar 6 e meia pro café da manhã não foi tão interessante.
       
      Dessa vez, caminhamos por outra área florestada. Apesar disso, não tivemos sorte de ver mais gorilas. Mas já era o esperado, já que a chance de vê-los é em torno de 50%. O total trilhado foi de 6 h, sendo meia hora de descanso para uma refeição. Nesse tempo, avistamos colobos, pequenas aves, insetos e cogumelos interessantes.
       

       
      Por fim, visitamos uma pequena queda d'água, eu tomei um banho de rio, lanchamos e partimos.
       
      Ao chegarmos, tentamos localizar elefantes na savana ao redor do vilarejo usando o drone do Nico, mas os bichos não estavam lá.
       
      Do alto de um pequeno morro, apreciamos um pôr do sol belo.
       
      A noite foi passando junto com meus últimos momentos com as companhias, até que os trens finalmente chegassem.
       
      Dia 20
       
      Nico continuou por mais um dia em Lopé, Massimo pegou o trem para Franceville, enquanto eu pro sentido inverso, Libreville.
       
      Com o trem atrasado, a chegada foi por volta das 9 e meia. O único lugar que visitei, fora os lugares para comer, foi o Museu Nacional das Artes e Tradições do Gabão. É um museu pequeno, com dezenas de máscaras, estátuas e instrumentos musicais mostrando os ritos e crenças de algumas das diversas tribos do país. Entrada de 2 mil francos ou 3 com guia.
       

       
      Esperei no Hotel Tropicana até o horário de fazer o check in no terminal separado da Afrijet, mas antes disso troquei francos por euros (cotação bem boa) e dólares (nem tanto) na livraria do outro terminal. Logo mais, retornei a São Tomé.
       
      Nessa noite dormi em uma nova hospedagem via Airbnb, a oeste do centro numa área popular. Mais uma vez, consegui uma carona gratuita com um santomense.
       
      Dia 21
       
      Dormi bem no quarto. Antes de partir, conversei um bocado com a simpática dona da casa, Maria.
       
      Tomei coragem e vesti a camiseta da seleção brasileira de futebol, em pleno dia de jogo. Como esperado, enquanto caminhava pelas ruas as pessoas iam me parando, já que era o único brasileiro ou com a tal camisa nesse dia.
       
      Passei por dentro do Mercado Novo, junto aos táxis, onde se vendem produtos dos mais variados tipos, mas principalmente alimentícios, em barracas ou no chão. Depois fui até o restaurante Camões para usar internet. Lá mesmo vi o jogo. Ainda bem que o Brasil ganhou, caso contrário teria que arrumar um jeito de esconder a amarelinha.
       
      A seguir, fiz o tour na famosa fábrica de chocolate de Cláudio Corallo, reputado como um dos melhores (e mais caros) do mundo. São 100 dobras de entrada, mas a parte da consumação já compensa esse pequeno investimento. Provei um pedaço de 10 tipos diferentes, além de aprender sobre a história da firma e modo de produção.
       

       
      Retornei à casa e, já à noite, fui ao aeroporto, onde esperei o voo da madrugada para Luanda pela TAAG. Me incomodei com vendedores de artesanato insistentes e funcionários do aeroporto que queriam que eu enviasse bagagem por eles. Vê se pode?
       
      Dia 22
       
      Cheguei em Angola ao nascer do sol. Fui o único a entrar no país pelo novo sistema de emissão de vistos online. Só tive que pagar os 120 dólares em papel.
       
      Foi preciso usar meus 3 cartões pra sacar dinheiro dos caixas automáticos, pois o máximo que liberam por vez é 25 mil kwanzas. O quanto isso vale em dólares é difícil precisar, pois a cotação muda constantemente e a diferença da oficial dos bancos pro paralelo dos kinguilas (como são chamados os cambistas das ruas) é grande.Estava nesse momento em torno de 200 kwanzas por dólar em um e 350 no outro.
       
      Comprei lá mesmo um chip de telefone local, pela primeira vez na vida. Paguei mil kwanzas pelo chip Unitel (mas encontrei por 300 posteriormente), e mais uma milhares para voz e dados.
       
      Ao deixar o terminal, a Paula e Pedro estavam chegando para me levar até seu lar anunciado no Airbnb. O preço é bem bom pelas facilidades, limpeza e localização, mas tem o inconveniente de ser no 9° andar de um edifício com os elevadores desativados.
       
      Tirei uma soneca logo. Depois, Paulino, um amigo de Pedro, me levou até o bairro Mártires, onde fiz o câmbio. Só que apenas as notas grandes de dólar e euro tiveram uma cotação próxima ao esperado. O lugar é meio assustador, não recomendo nem um pouco ir sozinho.
       
      Com a grana na mão, fiquei no hipermercado Kero, um gigante com tudo para se comprar menos barras de cereal. Aqui vasculhei entre as latas velhas à venda para comprar uma bicicleta chinesa por 50 mil kwanzas. Pela porcaria que ela é, não compensou muito, mas é o que tinha à pronta entrega. Pelo menos possui marchas.
       
      Fui testar a bendita na espetacular zona da Baía de Luanda, uma área de lazer à beira-mar com diversas atrações, edifícios bonitos e grandes, além de uma ciclovia. Ate mesmo uma competição internacional de crossfit ocorria ali. Bem diferente do que eu veria no resto do país.
       

       
      Tentei achar um lugar pra jantar, mas todos que adentrei eram caros, e a segurança das ruas à noite é bem baixa, então voltei pro apê e comi o que havia comprado no mercado.
       
      Antes de dormir, gravei o primeiro vídeo da série “Angola by bike”, a ser lançada em breve. Inscreva-se em meu canal do Youtube para ser notificado no lançamento.
       

       
      Pedalado no dia: 13 km.
       
      Dia 23
       
      Pelas 9 e meia comecei a aventura. Pendurei a sacola no guidão e segui para o sul, sempre pelo litoral. O começo foi amedrontador, pois o trânsito nas vias principais que tomei era um tanto pesado, além de haver zonas de favela com pessoas suspeitas.
       
      Passada a metrópole, a única incomodação foi o sobe e desce dos morros, bem como um pneu furado logo no primeiro dia. Consegui remendar com o material que eu carregava e com o auxílio de uns angolanos que caminhavam a esmo.
       
      O Museu Nacional da Escravatura estava em reforma, apenas uma feira de artesanato operava por lá. Assim, apenas segui o rumo, contemplando a península de Mussulo, o Saco dos Flamingos e o relevo costeiro impressionante que surgiu com baobás, falésias e mar grosso. Destaque para a área erodida do miradouro da lua, atração turística aberta.
       

       
      Mais à frente, recarreguei de água não potável num posto de combustível em Barra Kwanza. Atravessei a ponte do rio de mesmo nome e entrei na província seguinte. A natureza começou a florir, pois até o momento só havia visto aves pequenas, mas ali já havia macacos. Um pouco adiante, planícies de inundação com aves maiores. E finalmente com o sol a se pôr, cheguei à portaria do Parque Nacional Quiçama, quase 82 km depois.
       

       
      O acampamento ao lado do Kissama Lodge, onde há restaurante e de onde começam os safáris, custa 6 mil kwanzas. Felizmente, cheguei tarde demais para ir até lá, já que fica a 35 km de terra da portaria. Por isso, os guardas me deixaram montar minha rede entre 2 baobás pequenos e usar seu balde de água pra um banho, sem pagar nada. O único problema foram os mosquitos incessantes, mesmo ao lado de fora do mosquiteiro da rede.
       
      O dia foi super cansativo, além de eu não ter comido quase nada por falta de tempo. Quando eu pensei que iria dormir, tive outro problema. O celular desligou por falta de bateria, e quando o religuei, eis que foi necessário inserir o PIN do chip, caso contrário nada de internet e telefone. Pra variar, eu havia jogado no lixo o cartão com o código, mas como isso foi no apê em Luanda que fiquei, depois de certo trabalho e ajuda de um dos guardas do Quiçama, deu pra resolver.
       
      Pedalado no dia: 82 km.
       
      Dia 24
       
      Acordei cedo para tentar arranjar carona até o local de início do safári, no alojamento do parque, a 35 km dali. Nenhum turista entrou, mas consegui ir num carrinho que vem diariamente trazer água até ali.
       

       
      A entrada do parque custa 2500 kwanzas. Já o safári, 4000 por pessoa, mesmo que seja uma só, como no meu caso. Num caminhãozinho, partimos eu, o guia e o motora por trilhas de 4x4 na área confinada do parque. O Quiçama foi fundado na década de 50, mas sofreu demais durante a guerra civil angolana, quando ficou largado aos caçadores. Atualmente tem se recuperado, com a reprodução dos animais, quase todos importados. Na savana cheia de baobás e cactos arborescentes (na verdade, Euphorbia), tive sorte de ver quase tudo que havia por ali: girafas, gnus, elandes, olongos, zebras e até uma manada de elefantes à distância, numa área alagada. Duração de 1:30 a 2 horas.
       

       
      Havia encomendado um almoço no parque, pois apesar de caro, eu não havia feito uma refeição sequer desde a chegada na Angola, e não havia outra opção por perto. Ao menos foi um baita prato de corvina, barata e legumes, que me satisfez muito bem. Barganhando, paguei 3500 com uma água, sendo que o preço tabelado é 3800 seco.
       
      Como nenhum turista apareceu, combinei de pagar 2 mil kwanzas para o mesmo veículo que me trouxe da portaria me levar de volta.
       
      Já era 4 e meia quando peguei a estrada. Novamente muitas subidas, o que me fez pedalar na completa escuridão à chegada em Cabo Ledo. Parei num posto pra comprar algo e adentrei uma estrada de areia, por onde até uma cobra atravessou, para chegar na praia do Carpe Diem Resort Tropical. Só depois que descobri que era uma naja-cuspideira!
       

       
      Havia lido na internet que eles são bem hospitaleiros com “overlanders”, que são os viajantes que atravessam a África por terra. O que não contava é que além do espaço pra armar a rede e o banheiro pra tomar banho, ainda ganharia um jantar maravilhoso na faixa do gerente português Daniel! Ficamos conversando e tomando umas Cucas (cerveja nacional), enquanto assistíamos um jogo da Copa.
       
      Pedalado no dia: 39 km.
       
      Dia 25
       
      Passei a noite muito bem, finalmente descansando. Meu corpo, porém, estava bastante desgastado. Como o gerente insistiu, decidi relaxar e passar outra noite ali.
       
      Nesse tempo, conheci um trio de argentinos e uma dupla de ítalo-ingleses que está a cruzar a África em veículos terrestres motorizados e também repousaram na área do resort.
       
      O espaço tem uma estrutura muito bacana, é limpo e estiloso. Em frente fica uma praia para surfistas, com formação de tubos. Já do outro lado, há uma vila de pescadores.
       
      Como o preço do almoço estava além do que eu podia pagar, fui com um dos grupos almoçar no vilarejo. O restaurante 120 na Braza é o único aparente nas redondezas. O prato de peixe e complementos saiu por 2500 e levou quase uma hora pra ficar pronto.
       
      De volta ao resort, fiz o único exercício do dia, uma caminhada solitária pela praia.
       

       
      Fui afortunado novamente com um jantar grátis, dessa vez espaguete, junto com os colegas argentinos que estão participando da série África 360 do canal OFF.
       

       
      Por fim, Daniel me levou para conhecer o novo hotel e camping que está sendo construído na vizinha Praia dos Surfistas. A vista do alto é espetacular.
       
      Acho que esse foi o primeiro dia na África em que eu não suei.
       
      Pedalado no dia: 0 km!
       
      Dia 26
       
      Me despedi e pedalei até a agência da Macon, aparentemente a melhor empresa de ônibus do país. Há tantos veículos da cia nesse trecho diariamente que nem é preciso comprar antecipadamente. Paguei 2100 kwanzas, joguei minha magrela no compartimento de cargas e subi ao assento confortável e com ar condicionado.
       
      Um dos motivos que me fez trocar a pedalada desse trecho foi o que confirmei logo ao deixar Cabo Ledo: a estrada está uma porcaria. São muitos trechos em reparo pelos chineses, onde os veículos são obrigados a seguir por estrada de chão. Nota-se também uma grande quantidade de carcaças de carro nesse caminho.
       
      Mais de 3 horas de paisagens semi-áridas e alguns rios, o ônibus desceu um morro pela amarela cidade de Sumbe, capital da província de Kwanza Sul.
       
      A primeira vista não me agradou. Achei o barato Hotel Sumbe, onde por 5 mil (+2 pro café) lhe dá direito a uma suíte individual com ar, frigobar e tv. De contra, a água gelada no chuveiro, muitos mosquitos e limpeza inadequada do quarto.
       
      Pedalei ao redor da cidade, vendo pouca coisa de interesse. Ao menos a região central é mais desenvolvida que os arredores, ainda que haja muito lixo em certos pontos da praia.
       

       
      Comprei uma porção de comidas no supermercado da rede sulafricana Shoprite, com preços bem justos pela qualidade dele. Com o sol já baixando no horizonte, regressei ao hotel para ingerir esses alimentos, sobretudo uma quentinha de feijoada com legumes por 800 kwanzas, seguido por uma sidra e uma cerveja escura nacional; isso enquanto assistia ao jogo do Brasil na Copa do Mundo.
       
      Pedalado no dia: 13 km.
       
      Dia 27
       
      Apesar dos mosquitos incomodarem, dormi bem. Com o tempo nublado e temperatura aceitável, subi na bina (gíria angolana pra bike) e pedalei morro acima até o desvio off road pras Grutas de Sassa. Amarrei a bike e desci a trilha a pé. Como o nome indica, é mais de uma cavidade natural, sendo que visitei duas delas.
       
      A que fica a leste é mais iluminada, tem uma vista pro Rio Cambongo abaixo e pra outros buracos no morro à frente. Investigava uma amontoada de fezes de morcego, quando mirei a lanterna de cabeça pra cima e vi uma infinidade de morcegos, que com minha luz abandonaram seu refúgio. Foi uma gritaria e revoada sem fim, e o pior é que enquanto fugiam eles me bombarbearam.
       

       
      Deixei essa e fui pra outra gruta um tempo depois. Uma família aparentemente mora do lado de fora, onde o rio passa, mas consegui passar sem ser percebido. Ao chegar na entrada, dessa que é provavelmente a principal caverna, fiquei de queixo caído: nunca vi uma tão alta quanto essa! Adentrei ela admirado. De formações espeleológicas, vi praticamente só estalactites, mas há várias no teto alto. Mas o que me interessou mais foi a fauna troglóbia, especializada em sobrevivência sem luz. Vi diferentes espécies de aranhas, baratas, centopeias, insetos não identificados e, pasmem, até mesmo sapos! Não sei como sobrevivem se não há água dentro.
       

       
      Passei horas fotografando antes de retornar. Já na cidade, apenas dei uma volta rápida na cidade, o suficiente pra me sentir incomodado com a cara que todos fazem ao me ver. Nunca viram um branco numa bicicleta antes?
       
      Voltei pro quarto do hotel pra dar uma limpa no meu equipamento e vestuário. Depois de tanto lavar a roupa na pia, a água já sai preta.
       
      Pedalado no dia: 29 km.
       
      Dia 28
       
      Dia praticamente perdido. Fiz o check-out do hotel às 11, horário que me disseram que haveria ônibus da Macon até Lobito, meu destino seguinte. No entanto, já era 14 horas e nada do convencional aparecer. Com isso, tive que pagar um adicional pra ir no executivo (de 2400 pra 3100 kwanzas). Pode esquecer a consulta online dos horários, pois ela não serve pra nada.
       
      A estrada meio remendada passou por grandes extensões no interior sem presença humana, exceto por algumas plantações, Canjala e vilarejos bem rústicos.
       

       
      O sol estava à beira do horizonte quando o ônibus adentrou uma enorme favela árida. Para meu espanto, isso é Lobito. Pedi pro motorista me deixar o mais possível além do terminal da Macon, para eu escapar daquela zona temerosa.
       
      Desci ao nível do mar, peguei a bike e pedalei no escuro por alguns km em direção à península turística chamada Restinga. Ali a diferença na qualidade das construções e da infraestrutura é brutal. Pelo asfalto liso, atravessei até a ponta, chegando no Hotel Éden, o mais barato dali (7000 kwanzas o quarto de solteiro com café da manhã). A suíte, assim como a anterior, possui ar, tv e frigobar, mas é mais limpa. Como todas de solteiro estavam ocupadas, fiquei com um cama de casal por mil a mais.
       
      Caminhei até uma lanchonete próxima, a Take Away, pra jantar. Um massa com frango custou 2 mil, um preço justo. Foi a primeira refeição do dia.
       
      Como quase não havia luzes nas ruas, deixei o passeio pra manhã seguinte, me retirando pro hotel. Mais uma avaria na bike: o guidão se soltou. Me pergunto se alguma parte chegará intacta no final da viagem.
       
      Pedalado no dia: 8 km.
       
      Dia 29
       
      O pequeno almoço foi suficiente. Pedalei pela Restinga, quase vazia naquela manhã de sábado. Passei por alguns bares e pelo barco Zaire, que o presidente da Angola utilizou para ir ao Congo lutar pela independência do país.
       

       
      Nas lagunas de Lobito, fiquei observando as aves. Vi garças, biguás, pernilongos, andorinhas e muitos pelicanos. Mas o melhor veio por último: flamingos! Ainda é possível encontrar as aves que são o símbolo da cidade, apesar de toda urbanização e poluição em torno dos corpos hídricos.
       

       
      As próximas dezenas de km foram quase uma reta só ao longo da rodovia e ferrovia até Benguela.
       
      Cheguei na referida cidade morrendo de fome, então só larguei minhas coisas na Nancy’s Guest House e almocei na Pensão NB logo atrás. Tive um prato delicioso de choco (parente da lula) por 2500 kwanzas e mini-cervejas Cuca por apenas 150 cada.
       

       
      Depois da refeição, dei um giro por Benguela, mais conhecida pela corrente marítima de mesmo nome, que traz águas frias e ricas em nutrientes para cá antes de retornar ao litoral brasileiro. Aqui há algumas obras arquitetônicas interessantes do período colonial, como a Igreja de Nossa Senhora de Pópulo. A cidade foi bastante importante no século 16, como entreposto de escravos.
       

       
      As ruas também são mais limpas e tranquilas que a média angolana, mas isso não impediu um certo número de pedintes de me incomodar.
       
      Comprei meu bilhete seguinte de busão, saquei dinheiro num dos caixas automáticos e segui à praia para ver o vermelho sol se pôr no oceano.
       
      À noite jantei no mesmo lugar, dessa vez na cia de Gerry, um senhor americano mais viajado que eu que recém havia aparecido na hospedaria.
       
      A respeito da Nancy’s Guest House, é tanto uma escola de inglês, gerenciada por uma senhora americana, quanto uma hospedagem de 6 mil kwanzas por quarto com banheiro privativo, ar condicionado e água quente. O ambiente é simpático.
       
      Pedalado no dia: 58 km.
       
      Dia 30
       
      Pela manhã, eu, Gerry, o costa-riquenho Esteban e o funcionário Ari fomos na picape da Nancy conhecer as praias ao sul de Benguela. Primeira parada no mirante da Caotinha, onde fica uma indústria pesqueira chinesa.
       
      Na Baía Azul, enquanto um grupo de crianças jogava capoeira, arte trazida ao Brasil da Angola, tomamos um café no estiloso Rasgado’s Jazz Bar. O diferencial de lá são as pinturas dos grandes músicos do mundo, inclusive brasileiros.
       

       
      A praia quase vazia começou a ter gente enquanto caminhávamos em suas areias verde-amareladas de águas tranquilas, onde fui nadar em seguida. Não consegui ver nada por debaixo dela, nem mesmo os chocos pescados ali.
       
      Em seguida, fui até os paredões sedimentares expostos na lateral da praia. Conforme supus, encontrei fósseis por lá, mas muito mais do que poderia esperar! Eram tantas conchas e tubos transformados em rochas que eu poderia passar o dia inteiro escavando, caso tivesse as ferramentas necessárias.
       

       
      Ainda passamos de carro pela Baía Farta, uma mistura arenosa de construções novas vazias e lixo espalhado ao redor.
       
      Já estava quase saturado de sol quando voltamos a Benguela, atravessando as paisagens semi-desérticas, mas parando antes no complexo formado pelo Kero e Shoprite para comprarmos comida. Fiquem atentos na hora de pagar, pois o valor de mais de um produto estava mais caro que o anunciado.
       
      Já havia passado das 3 da tarde, então não havia tempo hábil para fazer outra coisa senão assistir os jogos da Copa. O primeiro do dia vimos numa praça central onde um telão foi colocado. Já o seguinte, foi no quarto do hotel mesmo.
       
      Pedalado no dia: 0 km!
       
      Dia 31
       
      Com um pouco de atraso, tomei o ônibus até Lubango (5100 kwanzas), na serra angolana. O motorista sem noção botou música ruim no último volume e o ar condicionado no quente, então foi difícil relaxar na longa viagem. Se não levasse 4 dias de bicicleta, eu desembarcaria agora mesmo.
       
      Ainda bem que depois da primeira parada as questões foram resolvidas. As paisagens dessa viagem já apresentaram porte e densidade maior da vegetação que no litoral seco, conforme a altitude ia subindo.
       
      Às 15 h, horário em que o Brasil estava entrando em campo, o ônibus finalmente chegou na capital da província de Huíla, aos 1800 m acima do nível do mar.
       
      Corri pro quarto do hotel Amigo onde o assisti. O quarto mais barato é de 8500 kwanzas com café da manhã, água quente, ar condicionado e frigobar. Fiquei ainda com uma vista bacana do morro que contém a estátua do Cristo Rei (uma cópia do Cristo Redentor) e o letreiro da cidade (uma cópia de Hollywood).
       

       
      No intervalo entre os jogos eu caminhei no entorno, comprei uns sandes (sanduíches) de chouriço e jantei frango no restaurante do hotel (2700 kwanzas). Por um acaso conheci um dos responsáveis pelo hotel nesse momento, que me pagou uma N’gola, cerveja produzida aqui mesmo em Lubango.
       
      Pedalado no dia: 4 km!
       
      Dia 32
       
      Foi preciso vontade pra sair da cama aconchegante no friozinho matinal. Mais vontade ainda se considerar o café da manhã insuficiente.
       
      Na bike, fui em direção à Fenda da Tundavala, só que na busca de um atalho eu peguei uma estrada de chão em reparos. A cada caminhão que passava ao lado, eu perdia um dia de vida por inalar tanta poeira.
       
      Sempre subindo, cheguei ao asfalto na altura da fábrica da N’gola. Mais além, uma vista do reservatório que fornece água à cidade. Ali mesmo, o piso mudou novamente, para calçamento.
       
      Um pouco adiante, passei o restaurante e o camping que ficam na cachoeira da Tundavala, uma queda de médio porte.
       

       
      Finalmente, 2 horas de pedalada subindo mais de 500 metros, cheguei à parte plana de rochas dispersas e vegetação rasteira que levam a uma das 7 maravilhas naturais da Angola. A Fenda da Tundavala, a 2250 metros de altitude, é uma falésia que divide o planalto central do país com a província de Namibe bem abaixo. A entrada é gratuita e há alguns mirantes por lá, mas nada a mais de estrutura. Comi meu sanduba de chouriço enquanto admirava a beleza singular deste local. A geologia e flora são diferentes do que eu já havia visto na Angola.
       

       
      Depois de muitas fotos eu desci facilmente. Isso até a parada no Shoprite para comprar comida. Quando saí de lá, notei que o pneu traseiro estava meio murcho. Logo percebi que ele havia furado novamente! Tive que empurrar a bicicleta pelos quilômetros restantes até o hotel…
       
      Além disso, acabei me queimando no sol e machuquei um pouco o traseiro, pois a bermuda de ciclismo não estava com o ajuste correto. A solução foi pedalar com a bermuda de praia e sem cueca por baixo.
       
      A baixa umidade do ar também já está fazendo efeito em minha pele, e não deve melhorar até eu pegar os voos de volta.
       
      Jantei (refeição de supermercado = refeição de restaurante / 2) e fiquei vendo TV até a hora de dormir, já que o sinal da Unitel não pegava aqui de jeito nenhum.
       
      Pedalado no dia: 45 km.
       
      Dia 33
       
      Comi, remendei o pneu e fui conhecer o Museu Regional da Huíla. De entrada grátis, conta com salas temáticas e centenas de peças sobre a etnografia dos povos do sul do país.
       
      Continuando, subi o morro mais inclinado que encontrei até o mirante da cidade. Eis que enquanto procurava um lugar pra encostar a bicicleta, passei com o pneu sobre um galho com espinho, puts!
       
      Tive que descer tudo de novo até uma borracharia no meio da rua onde enchi meu pneu anteriormente, já que só com a bomba de mão não tava dando conta. Mas como há males que vêm para o bem, descobri o porquê: havia não somente um furo novo, mas 3!
       
      A câmara com 4 remendos ficou uma coisa horrenda, mas pelo menos funcionou. E os rapazes que deram um jeito não queriam nem cobrar pelo serviço, dá pra acreditar? E depois ainda tem gente que diz que não dá pra confiar no povo angolano…
       
      Aproveitei as ferramentas pra apertar o guidão e o freio, e bora empurrar a bike pra cima de novo.
       
      Um tempo depois, cheguei numa reta, no eucaliptal próximo à cidadezinha de Humpata. Ali descansei e bati um rango.
       
      Em sequência, comecei a mais descer que subir, enquanto passava por campos e cultivos.
       
      Quase no final da tarde, deixei a rodovia e cheguei na hospedaria e restaurante Miradouro da Leba, onde dormi no quarto mais básico até agora (só cama, luz à noite, chuveiro frio compartilhado) por 6 mil kwanzas com café.
       
      Antes disso, jantei churrasco, que na Angola é de galinha. Um pratão com batata e uma salada caprichada, graças ao dono do local, saiu por 2750.
       
      Mas antes de antes disso, tive nada menos que uma das mais belas vistas que já presenciei na vida toda. A hospedaria fica no melhor ponto de vista da Serra da Leba, uma Serra do Rio do Rastro melhorada. São falésias altíssimas, cachoeiras, terras verdes à distância, além da impressionante estrada em ziguezague. Ao pôr do sol o cenário ficou mais bonito ainda.
       

       
      Sob um céu estrelado, dormi satisfeito.
       

       
      Pedalado no dia: 47 km.
       
      Dia 34
       
      Acordei cedo, tomei o mata-bicho (café da manhã) e, antes de partir, consegui vender a bike por 15 mil kwanzas, sendo que eu entregaria ela em Namibe.
       
      A descida na serra foi incrível. Asfalto liso, paisagem cênica e poucos veículos. Cheguei a 74 km/h e avancei rápido. No meio da descida, vi ainda um desajeitado camaleão verde no meio da pista.
       

       
      Reencontrei o jipe do grupo de gringos que eu havia visto dois dias antes, e eles me deram um bocado de água. Um pouco depois terminou a descida e iniciou uma subida leve. Com o calor do sol e tempo bem seco, vide os rios só com areia que passei, parei um pouco pra comer e descansar.
       
      Já estava quase na metade, quando o mal de sempre me afligiu: pneu furado! Dessa vez eu desisti, pois ao checar a câmara, constatei que havia várias fissuras nela, então teria que trocar por outra, o que não valeria o custo e tempo.
       
      Precisei esperar várias horas no lar de um nativo da etnia mucubal, que me cedeu um lugar. No fim da tarde, consegui uma carona pra mim e pra bike com João, um rapaz que conheci em Lubango e que me reconheceu na beira da estrada. Seguimos pelo deserto ao anoitecer.
       

       
      Fiquei na hospedagem 2 estrelas Pensão Nelsal, entreguei a bicicleta e me retirei. Dormi sobre molas num quarto duplo com banheiro compartilhado, ar, TV, água quente e frigobar. O normal seria 8500, mas eu chorei por um desconto de mil, já que meu dinheiro estava chegando ao final, assim como a pedalada, que infelizmente terminou antes do previsto.
       
      Aqui descobri porque os hotéis geralmente só possuem 3 canais simultâneos de TV: para economizar, apenas na recepção fica um decodificador para mudar entre as várias dezenas de canais assinados.
       
      Pedalado no dia: 61 km. Total: 400 km.
       
      Dia 35
       
      Até que o café da manhã tava prestável. Depois dele me pus a caminhar ao redor de toda a região central. Namibe, agora chamada de Moçâmedes, que era seu nome na época da fundação, é agradável. As ruas são mais limpas, tranquilas e os edifícios bonitos, na comparação com os demais municípios angolanos. Há várias construções em arquitetura colonial preservados e coloridos como a estação ferroviária, ainda operante, e os prédios governamentais.
       

       
      Destaque também para a quantidade de policiais à vista. Mesmo para padrões angolanos é excessivo, o que me deixou intimidado para fotografar os prédios.
       
      Em relação à praia urbana, não é tão bonita e tem um bocadinho de lixo disperso. Há alguns quiosques e um parque de campismo bem caído, onde quase acabei indo dormir, por ter um custo menor (2 mil).
       
      Sobre a comida, nos restaurantes em média refeições custam entre 2 e 3 mil kwanzas. Como minha grana estava quase esgotada, optei por comprar uns salgados de peixe na rua (150 kwanzas) e marmitas de feijoada e macarronada no supermercado Shoprite (cerca de 600 cada). Há também um mercado público com vegetais à venda.
       
      O único museu (Museu Provincial do Namibe) está reabrindo, mas ainda possui apenas duas salas de artefatos e textos. Ao menos é gratuito. Numa das salas do mesmo prédio, encontrei souvenires para comprar, principalmente máscaras e estátuas, a partir de 500 pilas.
       

       
      Com boa parte da cidade mapeada, fui assistir os jogos da Copa.
       
      Dia 36
       
      Já na manhã, liguei para meu chapa João, o que me deu carona no dia anterior, para irmos ao oásis da Lagoa dos Arcos. Paguei o combustível (2500 nas minhas contas) e fomos na picape 4x4 dele.
       
      A rodovia que corta o deserto está como nova, já que não chove por ali. Há umas feições interessantes no terreno, não apenas areia, nessa parte que está parcialmente protegida pela Reserva do Namibe. Sobre plantas, há grupos de herbáceas verdes e isolados arbustos ou árvores. Mas o mais impressionante são as Welwitschia mirabilis. Gimnosperma que existe exclusivamente neste deserto, o que cresce nessa planta são suas 2 únicas folhas e não o caule. Pode chegar até um milênio de vida.
       

       
      Na hora de deixar o asfalto, pegamos o caminho errado algumas vezes, pois as indicações e as estradas pela areia não são claras. Na primeira tentativa fomos parar num povoado no meio da areia, e na segunda num cultivo, ambos ao redor do oásis que ali fica.
       
      Precisamos pagar para entrar, pois há um bando que cuida da lagoa. O valor é negociável; No nosso caso, 500 por cabeça. Protegida por uma cadeia rochosa, no centro há uma lagoa que permite a vida ao redor: Passarinhos, patos e invertebrados, bem como plantas menores e até árvores como palmeiras. A atração que dá nome ao lugar é um conjunto de arcos nas rochas, cercado pelas águas. Vi até mesmo conchas fósseis infiltradas no relevo sedimentar.
       

       
      Um aracnídeo que estudei na biologia mas vi ali pela primeira vez na vida foi a diminuta aranha-camelo (Solifugae), que não é bem uma aranha.
       

       
      Retornamos, me despedi do moço e passei o resto do dia sem fazer muito.
       
      Dia 37
       
      Antes do horário do check-out, caminhei na praia urbana, passando pelos naufrágios. O primeiro é composto apenas de umas máquinas aterradas, mas o segundo, do navio Independência de Cabo Verde, está com o exterior quase intacto.
       

       
      Achei que iria almoçar lagosta por 2 mil, mas o restaurante Django Mbazo não conseguiu uma pra cozinhar. Dessa forma, fui até o restaurante Ponto de Encontro, à beira da praia, para comer outro prato do mar: amêijoas (700 kwanzas) e caranguejo (600). Com o pãozinho extra, deu pra forrar o estômago gastando pouco.
       

       
      Com o resto do dinheiro, peguei uma moto até o Shoprite, onde comprei comida pras conexões intermináveis, e segui ao aeroporto (apenas 300 kwanzas de moto-táxi) que fica cercado pelo deserto.
       
      Na hora do check-in me incomodei, pois os funcionários insistiram que era proibido levar comida a bordo, restrição que não faz sentido e não está descrita para os passageiros em lugar algum! Pedi diversas vezes que me mostrassem onde constava essa proibição, mas no final acabei cedendo e despachei a sacola com as comidas e o resto.
       
      O primeiro vôo foi até Luanda. Ao chegar lá, me deparei com uma situação que não esperava: o terminal doméstico fica a certa distância do internacional, e é preciso ir pela rua até lá. Ainda bem que não era noite naquela hora.
       
      Esperei umas horas para o voo seguinte, até São Tomé.
       
      Dia 38
       
      Algumas horas depois, na madrugada, retornei a Luanda. Por mais incoerente que isso possa parecer, foi mais barato comprar um voo à parte do que alterar o anterior, por isso tive que voltar pra capital angolana. Lá, tirei um cochilo no banco e depois passei o dia todo à espera do voo para o Brasil. Passei um pouco de fome, pois não tinha mais um centavo e meus cartões não foram aceitos.
       
      Na virada do dia o voo atrasado decolou, chegando na manhã seguinte. Eis o fim da proveitosa viagem!
       
      Curtiram as fotos? Então não deixem de conferir minha conta no Instagram, onde assim como em meu blog eu demonstro um pouco sobre cada um dos 92 países e territórios em que já estive, e o que mais vier. Até a próxima!
    • Por Wesley Felix
      Olá, essa foi a minha primeira viagem sozinho com foco no turismo, apesar do motivo principal não ter sido este, não posso dizer nem de longe que foi um "mochilão", sequer uma "mochilinha" pois teve duração de apenas uma semana e meia, entre 15 e 25 de fevereiro de 2017, mas foi a experiência que despertou em mim a necessidade de conhecer novos lugares e principalmente pessoas, de um modo menos "luxuoso" e mais humano. Atualmente estou me preparando para um mochilão de verdade em Setembro 2018 (Peru, Bolívia e Chile), e a preparação, pesquisa e ansiedade dessa viagem me lembraram a de Manaus, por isso depois de passado mais de um ano, decidi postar esta experiência, espero que ajude de alguma forma alguém.
      O motivo principal para esta viagem a Manaus foi o Concurso Público TRT 11ª REGIÃO, onde a prova ocorreria na capital amazonense no dia 19 de fevereiro de 2017, como minhas férias cairiam no mês de fevereiro, vi no concurso a chance de tentar o cargo em arquitetura, que é minha área de formação, e na viagem, para conhecer a cidade de Manaus e relaxar um pouco, não vou falar do concurso porque foi o pior de toda a minha vida 😢😭, e com razão deveria ter estudado mais, mas essa é outra história.
      Um mês antes de chegar a data para a viagem, comecei a pesquisar mais sobre a cidade, locais para ficar, passagem, etc. Moro em Ji-Paraná-RO, estado vizinho ao Amazonas, de clima parecido e que também faz parte da Amazônia, apesar de estar em um nível de devastação bem mais avançado. Algo raro, mas consegui encontrar passagens aéreas saindo da capital do estado (Porto Velho) com preços razoáveis e sem escala (isso sim raríssimo), como queria conhecer um pouco da cidade, marquei a data de ida para a primeira quarta-feira antes da prova, que ocorreu no domingo (19), e acabei não marcando a volta, mesmo ficando mais barato que apenas a ida de avião, tinha em mente voltar de barco para Porto Velho, mas acabei deixando para decidir quando estivesse em Manaus, uma vez que tinha pouquíssimas informações sobre a viagem de barco (e as que tinha eram desestimulantes). A pesquisa para acomodações foi bem mais fácil, além dos hotéis com diárias na casa dos R$ 200,00, Manuas tem uma infinidade de hosteis na casa dos R$ 50,00 - 100,00 - como minha intenção era conhecer a cidade e não ficar fechado em um quarto estudando (tá explicado por que fui tão mal) preferi juntar o útil ao agradável e ir em frente na opção mais econômica de acomodação, fechei no Booking um hostel próximo ao centro, perfeito para conhecer tudo a pé, além do preço na casa dos R$ 60,00 com café da manhã e wifi, meu pensamento era tentar ficar o mais perto possível do local de prova, e por fim o cancelamento era grátis. Acabou que pesquisando mais um pouco conheci no TripAdvisor um outro local de hospedagem que parecia mentira de tão bom, A Place Near to the Nature, o preço super acessível, nos mesmos valores dos hosteis, só que ao estilo hotel, o que seria bom pra estudar um pouco (afinal o objetivo ainda era o concurso 😅) acabei cancelando o hostel e fechando com o Douglas, dono da pousada (vou chamar de pousada, mas as características é de hospedagem domiciliar), e foi a melhor escolha que poderia ter feito, mesmo sendo mais longe do centro e muito mais longe do local da prova, como vocês verão adiante. (Fiz uma avaliação completa do Place Near no site do TripAdvisor, se quiserem saber mais é só acessar o link, A Place Near to the Nature).
      A pesquisa pelos pontos principais de Manaus também é bem simples de fazer, a cidade tem como principais atrativos os locais históricos, e são muitos e riquíssimos, os locais de contato com a natureza e o pacote pelo encontro das águas dos rios Negro e Solimões, que inclui outros passeios pelo rio.
      VIAGEM - 1º dia - Chegada a Manaus.
      Sai de Ji-Paraná na madrugada de quarta-feira (5 horas de ônibus até Porto Velho - 374 km), o voo estava marcado para as 12:00 horas, minha primeira viagem de avião, primeira vez em um aeroporto, por acaso havia dado um problema de falta de energia no terminal de embarque, tudo uma bagunça e conseguimos embarcar com uma hora de atraso, tentei ligar para o Douglas avisando que iria atrasar (ele oferece o serviço de busca no aeroporto), mas não consegui falar com ele, então só bora, a viagem sem escalas de Porto Velho - Manaus tem duração de uma hora mais ou menos, e realmente viajar de avião é muito bom, quando nos aproximamos de Manaus é possível ver o mundo de água dos rios Negro e Amazonas e acidade encravada em meio ao verde da floresta, muito lindo essa imagem.
      O aeroporto de Manaus é muito maior que o de Porto Velho, mas ainda assim consegui me localizar sem problemas e fui ao ponto de encontro onde havia marcado com o Douglas apesar do atraso de uma hora e obviamente ele não estava lá, então segui para o ponto de táxi, liguei para ele e ele estava a espera em outro local, pois não podia ficar parado muito tempo dentro do aeroporto, dessa vez consegui encontrar ele e sua Kombi (abacatinho, por causa das cores verde e branco 🚎), também era a primeira vez que entrava em uma Kombi e apesar de não ser nada de mais, foi muito bacana haha, o Douglas é um jovem (na casa dos trinta eu acho) mas mais que a idade, ele tem a alma jovem, e internacional, ele já rodou toda a América do Sul na sua Kombi, e apesar da pouca idade conhece vários países do mundo (Europa, Ásia e África, além da América) e foi na Europa que ele conheceu sua companheira Rebecca, uma Austríaca que ele conseguiu arrastar para o Brasil e para suas andanças.
      De minha parte foi empatia na hora, apesar de ter levado uma bronca pela demora em achar a Kombi (ele já teve problemas com o pessoal do aeroporto por ficar parado lá dentro sem permissão), pedi desculpas pelo atraso e ele disse que já sabia, ele acompanha os horários dos voos de alguma forma, então não precisou esperar muito. A pousada fica bem próximo ao aeroporto em um condomínio fechado as margens do Igarapé Tarumã-Açu braço do Rio Negro, a região é a mais nova da cidade e também uma das mais valorizadas por estar próxima a região turística da Ponta Negra, acredito que em pouco tempo estará cercada de condomínios de alto padrão, prédios e hotéis (há toda uma infra estrutura urbana para isto), dentro do condomínio há alguns ancoradouros as margens do Igarapé além de flutuantes e a mata ciliar do rio, o que trás a natureza amazônica pra dentro do condomínio e para dentro da pousada que fica a uns 200 metros do Igarapé.
      Manaus é conhecida (até por nós de Rondônia) por ser muito quente e abafada, devido a umidade dos dois rios que margeiam a capital, confesso que a umidade realmente pega mais do que em Rondônia, mas não senti tanto o calor, certamente por já estar acostumado e porque nessa época estamos no chamado inverno amazônico, onde devido as chuvas e nuvens no céu a temperatura não sobe tanto, e durante os 10 dias de viagem pela região foi assim, um clima bem agradável, de modo que não usei o ar condicionado para dormir em nenhuma noite, apenas a janela aberta, e não se preocupe, não vai entrar nenhum pterodáctilo pela janela e lhe carregar (se tiver sorte é claro 🦅), ha, e por incrível que pareça, e dessa vez até eu estranhei, não tive problemas com mosquitos, um milagre verdadeiro.
      Voltando ao relato, após chegarmos na pousada, Douglas me apresentou a Rebecca, e de cara já me encantei pelo sotaque dela, é até engraçado, além da simpatia e beleza, o casal é muito jovem e auto astral, combinam de verdade. Depois fui para meu quarto que ficava em uma ala mais distante da sala e dos outros quartos, essa parte onde fui hospedado estava sendo ampliada para ter mais quartos futuramente, o quarto é super amplo e confortável, idem o banheiro, tomei meu banho e o Douglas me incentivou a conhecer o condomínio, o restaurante que sua mãe (Dona Mônica) comanda as margens do Igarapé e a visitar uma das marinas. O condomínio é super seguro e possui umas casas bem interessantes (coisa de arquiteto), depois fui ao restaurante mas estava fechado ainda, então fui apreciar o ancoradouro as margens do Igarapé até o por do sol entre nuvens, tudo muito bonito, voltei pra pousada e soube pelo Douglas que mais dois concurseiros iriam se hospedar pelos próximos dias, na pousada, já estava hospedado um gringo de algum lugar da Europa, quando encontrei com ele preparando sua comida para o jantar tentamos trocar algumas palavras, mas meu inglês se limita a perguntar o nome, de onde vinha e se estava bem e gostando do Brasil, (depois disso não entendia mais nada e foi frustrante pra ambos), a cozinha é livre pra usarmos mas como não estava com fome fiquei na sala a espera do Douglas e da Rebecca, eles oferecem alguns passeios para conhecer o centro histórico de Manaus, o encontro das águas e Presidente Figueiredo, fechamos Figueiredo para sexta-feira e reservei a quinta para conhecer Manaus por conta própria, eles me passaram algumas dicas do que ver e onde ir, alguns cuidados para tomar e a mais preciosa, andar de táxi em Manaus, sozinho, é muito caro, caríssimo. Fui para o quarto as nove da noite, baixei um aplicativo das linhas de ônibus da capital, os pontos turísticos no aplicativo de mapas do celular e fui estudar um pouco, depois cama, no outro dia cedo o Douglas me daria uma carona até a avenida principal que era servida pelo transporte público de ônibus.
       

      Ancoradouro as margens do Igarapé que fica junto ao condomínio da pousada, na outra margem estão embarcações e flutuantes.
       

      Vista do Igarapé a partir do ancoradouro.
       

      Vista do Igarapé a partir do restaurante da Dona Mônica.
    • Por Cheila Anja
      O Uruguai nunca esteve no topo da minha lista de lugares para conhecer, mas recentemente todas as pessoas que foram para lá que eu conheço, voltaram falando muito bem do país e dando dicas de o que fazer no Uruguai, e isso instiga a tua curiosidade, não instiga? Pois bem, era hora de conhecer esse lugar tão pertinho do Brasil, e ainda assim, pouco conhecido pelos brasileiros.
      Dessa vez levei mais 3 amigas comigo, duas delas era a primeira viagem internacional, o que torna a viagem ainda mais mágica, pois poder experienciar isso com elas torna tudo mais especial.
      Nesse artigo você vai ler:
      Dia 01 – O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia e Puerta de la Cuidadela em Montevideo Dia 02 – O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo, Cervejaria Artesanal Mastra e Jantar com Show de tango no El Milongon em Montevideo Dia 03 – O que fazer no Uruguai: Monumento Los Dedos, Museu Casapueplo e Puerto em Punta del Este Dia 04 – O que fazer no Uruguai: Bar Facal com show de tango e degustação de vinho no My Suites Hotel & Wine bar em Montevideo Dia 05 – O que fazer no Uruguai: Compras em Montevideo e viagem de volta ao Brasil Quanto custa viajar para o Uruguai? Onde de hospedar em Montevideo no Uruguai? Onde comprar os passeios do Uruguai? Dia 01 – O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia e Puerta de la Cuidadela em Montevideo
      Saímos do aeroporto de Curitiba e a viagem foi rápida e tranquila, uma hora de voo até o aeroporto de Porto Alegre, onde fizemos uma conexão rápida, e depois mais uma hora até o aeroporto de Montevideo, chegamos as 14h.  No aeroporto de Montevideo chamamos um UBER para ir até o hotel, não trocamos dinheiro no aeroporto já que não precisaríamos para o táxi e a cotação estava muito ruim, gastamos 15 reais cada uma no UBER.
      Em Montevideo ficamos no My Suites Hotel & Wine Bar e foi a melhor coisa que fizemos, a localização é perfeita, o hotel é lindo e moderno e a equipe do hotel é excepcional. Assim que chegamos no hotel, nos informamos onde poderíamos trocar dinheiro, e ganhamos um cupom para trocar em uma casa de cambio ali perto, pois por estarmos hospedadas no hotel conseguiríamos um preço melhor.
      Fomos para o quarto deixar a malas, o quarto era enorme e as camas muito confortáveis, depois saímos para explorar Montevideo, primeiro fomos a casa de cambio trocar dinheiro, antes fomos em mais duas para ver a cotação e realmente a casa de cambio recomendada pelo hotel era a melhor cotação, o nome da casa de cambio é La Favorita. Dinheiro trocado, almoçamos em uma padaria ali perto do hotel chamada Café Martinez e fomos para a Plaza Independencia, que é um dos pontos turísticos de Montevideo, a praça é linda e muito bem cuidada, vimos também a Puerta de la Cuidadela e assistimos o pôr-do-sol na orla próximo a praça, depois de jantar retornamos para o hotel para descansar e recuperar as energias para o dia seguinte.
      O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia   O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia O que fazer no Uruguai: Plaza Independencia   O que fazer no Uruguai: Puerta de la Ciudadela O que fazer no Uruguai: Pôr-do-sol na orla   O que fazer no Uruguai: Pôr-do-sol na orla Dia 02 – O que fazer no Uruguai: Letreiro Montevideo, Cervejaria Artesanal Mastra e Jantar com Show de tango no El Milongon em Montevideo
      Acordamos cedo, tomamos café no hotel e saímos para ver o Letreiro de Montevideo, fomos a pé pela orla e encontramos muitas pessoas pelo caminho fazendo exercícios, o letreiro é próximo ao hotel e bem fácil de encontrar, é só seguir a beira-mar, você também pode jogar no Maps por Letrero Montevideo que ele vai encontrar, ou mesmo pedindo informações para as pessoas, foi o que fizemos e funciona muito bem.
      Como fomos de manhã o letreiro estava um pouco escuro, pois os prédios cobriam o sol, mesmo assim as fotos ficaram lindas, mas fica a dica, o melhor horário é a tarde. Eu consegui uma foto ótima pulando no letreiro, mas não recomendo que o façam, pois custou a unha do dedão do pé dessa blogueira maluquinha aqui, cai de mal jeito, na hora não vi que tinha machucado tanto, só vi ao chegar no hotel quando tirei o tênis e a meia estava cheia de sangue e o dedo preto, mas por sorte a unha só começou a cair já no Brasil e já está nascendo novamente.
      Depois de ver o letreiro e andar pelos arredores, fomos na COT comprar as passagens para Punta Del Este para o dia seguinte, fomos almoçar no Mercado Agrícola no El Horno de Juan que tem a melhor pizza de Montevideo e aproveitamos para tomar um chopp da Cervejaria Mastra que tinha bem em frente ao restaurante. Próximo ao Mercado Agrícola fica o Palácio Legislativo, a construção é estilo neoclássico grego e as colunas e fachadas são de mármore provindo da Grécia, é um dos edifícios mais imponentes do país, fomos conferir e realmente é incrível!
      Voltamos para o hotel para tomar um banho e nos arrumar para o tour da tarde pela fábrica da Cervejaria Artesanal Mastra, quando nosso transporte chegou, ficamos encantadas, carro novo e muito confortável, logo estávamos na cervejaria.
      Foi meu primeiro tour por uma cervejaria, nunca tinha visto uma por dentro e adorei como a cerveja é fabricada, eles explicam direitinho e nos mostram cada detalhe do processamento, desde como a cerveja é feita, até o engarrafamento. Depois do tour tem a degustação das cervejas artesanais, provamos umas 8, uma mais gostosa que a outra, foi muito difícil escolher a minha preferida. Não é difícil imaginar como saímos alegres de lá, certo?
      Contratamos esse tour pela Daytours4u, no Uruguai é a Uruguai4u, é possível comprar o passeio ainda aqui do Brasil e pagar no cartão de crédito, rápido e fácil. Muito bom já sair aqui do Brasil com os passeios comprados, assim ao chegar lá a única preocupação que eu tinha era me divertir. Clique aqui para comprar esse passeio na Uruguai4u.
      Depois do tour pela Cervejaria Mastra, nosso chofer nos deixou no hotel, onde relaxamos um pouco e fomos nos arrumar para o Jantar com Show de tango no El Milongon. Esse passeio também foi adquirido pela Daytours4u ainda aqui do Brasil e com certeza foi um dos passeios que eu mais gostei no Uruguai.
      O El Milongon é enorme e muito bonito, a decoração é elegante e as mesas são postas com muito requinte. Começamos a noite com um médio y medio, uma bebida típica do Uruguai, doce demais para o meu gosto, em seguida pedimos um vinho delicioso. As bebidas estavam inclusas no passeio e eram liberadas a noite toda, junto com o jantar.
      Logo nos pediram quais as preferências para a entrada, fomos de sopa para abrir o apetite, depois o prato principal, me perdoem pois não me recordo o nome em espanhol, mas era delicioso, parecido com um rocambole com carne moída, as meninas foram de filé e legumes. Eram 8 opções de prato e todos davam água na boca.
      Assim que acabamos de jantar começou o show e foi emocionante. Mesmo a casa não estando cheia, pois fomos na baixa temporada, os artistas se apresentaram com o coração, os trajes e coreografias foram impecáveis, se apresentaram como se estivem na frente de uma multidão de pessoas e com o mesmo entusiasmo. Eu adorei cada uma das apresentações, nunca tinha ido em um show de tango antes e foi incrível, além do tango também tinha candomblé e dança folclórica.
      Enquanto assistimos ao show nos foi servida a sobremesa, e enquanto terminamos nossa segunda garrafa de vinho o show ia terminando, foi uma experiência incrível e uma noite cheia de cultura no Uruguai! Para comprar o tour no El Milongon pela Daytours4u, clique aqui.
      Depois do jantar com show, pegamos um táxi e fomos para o Bar Fun Fun, mas perdemos a viagem, pois já estava fechando, infelizmente na baixa temporada não tem muita vida noturna em Montevideo durante a semana, ouvimos dizer que a agitação começa na sexta, mas infelizmente não ficamos até a sexta para comprovar.
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      Acordamos cedo e fomos tomar café, o dia seria em Punta del Este, não contratamos o tour de um dia por agências, resolvemos ir por conta própria, tem um ônibus que sai de hora em hora pela COT. Chamamos um UBER, como estávamos em 4 para dividir, o UBER acabava sendo mais barato que o transporte publico em Montevideo, mas caso você esteja sozinho fomos conferir o transporte público, é barato e funciona bem.
       
      Para continuar lendo o artigo inteiro clique aqui ou acesse o blog em: https://oquefazer.blog.br/o-que-fazer-no-uruguai-relato-de-viagem-com-gastos-dicas-de-passeios-restaurantes-hoteis-locomocao-e-cultura/
    • Por peresosk
      Esta viagem foi a última parte da viagem que fiz pela Ásia, então claro não tem preços dos voos do Brasil, isto vai depender de cada um.
      Vamos aos números que muita gente gosta de saber.
      O Roteiro
      TURQUIA - IRÃ - VIETNÃ - LAOS - TAILÂNDIA - MALÁSIA - SINGAPURA - FILIPINAS - COREIA DO SUL - RÚSSIA
      A Rota dentro da Rússia
      Vladivostok – Khabarovsk (13h48 de viagem – R$ 84,68)
      Khabarovsk  – Chita (42h10 de viagem – R$ 211,76)
      Chita – Ulan-Ude (10h27 de viagem – R$ 50,66)
      Ulan-Ude – Irkutsk (06h43 de viagem – R$ 46,14)
      Irkutsk – Novosibirsk (32h11 de viagem – R$ 103,81)
      Novosibirsk  – Omsk (08h36 de viagem – R$ 52,94)
      Omsk – Tyumen (07h48 de viagem – R$ 49,78)
      Tyumen  – Yekaterinburg (05h27 de viagem – R$ 36,31)
      Yekaterinburg – Vladimir (25h31 de viagem – R$ 94,65)
      Vladimir – Moscou (01h42 de viagem – R$ 12,91)
      Moscou – St. Petersburgo (11h35 de viagem – R$ 52,04)
      St. Petersburgo – Kaliningrado (01h35 de viagem (avião) – R$ 180,77)
      Quando: Março e Abril de 2018
      Dias: 58
      Noites em Hostel: 1
      Viagens Noturnas: 6
      Couchsurfing: 51
      Valor Gasto em Real: R$2162,94 ($675,92)
      Média Diária em Real: R$37,29 ($11,65)
      Planilha com todos os gastos: https://goo.gl/JtTho9
      Meus Vídeos no Youtube: LINK AQUI
      O Trailer

      VLADIVOSTOK (3 DIAS)
      Como eu cheguei até a Rússia é outro assunto, hoje você vai assistir um relato de como foi viagem durante 58 dias no maior do país do mundo.
      Voo da Coreia do Sul direto para Vladivostok, pousei em um dia com sol e temperatura por volta de 1 grau, inesperado para 4 de março. Para sair do aeroporto nada de táxi pois isto é coisa para turista, um mini bus me levou direto para a estação de trem onde meu primeiro anfitrião estava me esperando, Vladivostok fiquei 3 noites e foi o suficiente para ver o que a cidade tinha para oferecer e claro conhecer pessoas, a Rússia ficou marcada por isto, dúvida?
      Meu anfitrião não é a pessoa mais simpática do mundo, mas logo no primeiro dia conheci Ana que falava espanhol, japonês e russo é claro, nada de inglês. Ela trabalha em uma multinacional japonesa e dá aulas de espanhol, a explicação é meio lógica, Vladivostok fica do lado do Japão e existem muitas empresas e carros japoneses circulando em toda a Sibéria inclusive até Irkutsk, falo isso pois a direção dos carros fica na direita. Ana me levou a uma fortaleza antiga que defendia a cidade até 1991, não tenho imagens pois praticamente congelei naquela noite com temperaturas próximas dos -20 e um vento assustador.
      No outro dia começou muito bem com Elena, uma pessoa divertida demais que fomos andar sobre o mar congelado, lembrando que fui viajar no final do inverno, o que não significa calor na Rússia.
      Foi um dia muito especial praticamente me avisando do que seria esta viagem, teve comida mexicana, restaurante fino, chocolate com sal e claro mais uma amizade do mundo.

      Uma das novas pontes da cidade, Vladivostok estava fechada ao turismo até 1991

      Elena foi uma das novas amigas da Rússia, mais uma que ama o Brasil

      O mar congelado junto com o inverno Russo
      A estação de trem de Vladivostok tem a icônica placa com o número 9288, significa a distância de trem até Moscou, mas eu não segui exatamente a rota da transiberiana, antes do momento do embarque fui com o Leo ver o farol do mar congelado e aquele local parece cena de filme.

      A placa com 9288 km até Moscou

      O farol que serve para guiar embarcações
      Primeiro destino definido, Khabarovsk fica a 14h48 de Vladivostok e as por volta das 5 da tarde embarquei com neve para a minha primeira jornada na Rússia, foi curta se comparar com o que vinha pela frente. Logo do inicio da viagem presenciei uma das cenas mais bonitas da minha vida, uma senhora de dentro do trem despedindo-se de seus parentes e assim começou a vida nos trens russos. Vagão novo e foi bem vazio, mas esta maravilha não seria frequente depois de algumas viagens.

      Submarino S-56 utilizado em guerra, hoje é um museu

      O vagão da terceira classe, a platzkart

      Ainda na estação uma das placas mais esperadas da minha vida, hora de embarcar

      Na praça central tem o Monumento aos combatentes pelo poder soviético
    • Por Lljj
      Assisti esse filme quando tinha uns 11 anos de idade. Na época, enquanto os créditos finais subiam na tela, me via profundamente incomodada com o que eu era, o que fazia e o que estava fadada a me tornar. Minha vida não era motivo de orgulho.
      Para uma pré-adolescente é difícil conseguir começar de novo, afinal a vida sequer havia começado, e meus responsáveis seriam contra uma viagem solo de autodescoberta. Conforme os anos passavam, esta insatisfação se aprofundava dentro de mim. Para driblá-la, eu seguia o caminho básico de qualquer pessoa que almeja ser razoavelmente bem-sucedida: não repeti na escola, trabalhei desde cedo, fiz cursos variados e dei o meu melhor para não desapontar aqueles que me amavam. Ainda assim, todas as vezes que realizava alguma conquista, esta era ofuscada pela sensação de vazio. Não me orgulhava delas.
      O problema não era a minha vida, não realmente. O problema era que aquela não parecia ser a minha vida. Nada era como eu queria que fosse, e sim como os outros esperavam que eu quisesse. Seguindo indicações alheias, acabei estudando um curso superior que desgostava e trabalhando em um escritório insuportavelmente tedioso e restritivo. “O que mais poderia querer em tempos de crise?”, me questionava. E, mesmo assim, não me orgulhava de nada daquilo.
      Uma profunda autoanalise e o auxílio de uma coaching foram necessárias para que enxergasse a razão da minha infelicidade: eu encarava o mundo de forma negativa. Nada seria satisfatório enquanto insistisse em dar voz ao pessimismo que sussurrava nos meus ouvidos. A partir daí, passei a travar uma feroz batalha interior para descobrir que pessoa poderia me tornar sem essa negatividade nublando as minhas decisões.
      Agora posso até dizer que sempre entendi esse trecho do filme pela perspectiva errada. Me concentrava tanto em “espero que tenha uma vida da qual você se orgulhe” que ignorava o “nunca é tarde de mais para ser quem você quiser ser”. Engraçado, né?
      Ainda não sei o que quero ser e, pela primeira vez, não estou com pressa em saber. Bem, “não há regras para esse tipo de coisa”! Então, com toda a coragem que percebi possuir, iniciei o Projeto Preciosas.
      O projeto envolve duas paixões pessoais: escrita e viagem. Escrever é meu ponto de equilíbrio, o que me impede de correr pela rua arrancando os cabelos da cabeça. Viajar é algo que vivencio desde que aprendi a ler, pois a leitura já me transportou a incontáveis lugares.
      Preciosas é o título de uma série de romances que venho desenvolvendo há longos anos. Apenas nos últimos meses que me permiti idealizar uma viagem baseada nos cenários das histórias, que se passam no Rio Grande do Sul.
      A viagem, ou melhor, expedição, iniciará em agosto/2018. Serão três meses circulando por diferentes cidades gaúchas, e mais três cruzando o Sul do Brasil até regressar ao meu estado natal. Comprei as passagens de avião em março – só de ida –, e cada dia que me aproxima da data de partid a me traz mais certeza, mais confiança, de que enfim tomei uma decisão por mim mesma. Ainda que rolar uma merda estratosférica, terei o consolo de ser a única responsável e não mais ser teleguiada pelas indicações dos outros.
      O slogan Na trilha da insensatez se refere exatamente a isso. Estou seguindo o caminho tortuoso da autonomia, realizando algo que todos ao meu redor acreditam ser uma loucura. Aonde essa estrada me levará? Acredito que até ao fim. Não tenho medo... pelo menos não muito. Mas há uma satisfação, um orgulho, em saber que estou me tornando a pessoa que sempre quis ser.
       
      Post original em https://www.lljj.com.br/
      Imagem em Pixabay
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