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rafael.celeste

Travessia dos Lençóis Maranhenses sem guia - Junho/18

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Resolvi que visitaria os lençóis maranhenses em junho de 2018. Consegui achar um amigo pra ir comigo e como já tinha conhecido a Chapada Diamantina sem guia, decidimos por ir sem guia, usar o app Wikiloc e ter mais liberdade. E sim, o app e o GPS do celular funcionam mesmo onde não há sinal do celular.

Li alguns relatos e vi que era possível chegar lá sem reservas.

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Pontos importantes dos Lençóis

 

A primeira etapa da viagem pra maioria das pessoas é sair de São Luís e chegar aos Lençóis. Chegamos no aeroporto por volta das 15h de uma quarta feira e foi fácil encontrar vaga numa van pra Barreirinhas. Custou 60 reais com a FrankTur. Pelo que entendi, as vans costumam sair de madrugada, de manhã e pelo fim da tarde. Dá pra agendar antes também.

Tivemos um pequeno imprevisto com a van até Barreirinhas e chegamos por volta das 22h na cidade. Pra minha surpresa, foi difícil achar vaga em hostels da cidade. Alguns estavam cheios ou fechados, pois não possuem recepção 24h. Ficamos numa pousada simples, perto da margem do Rio Preguiça. 80 reais por um quarto com uma cama de solteiro e uma cama de casal, ar condicionado e café da manhã incluso. Chuveiro frio. O nome da pousada é Lagoa Azul e não encontrei site dela, mas recomendo e essa é a localização aproximada no Google Maps.

Em Barreirinhas ainda conseguia um fraco sinal de internet pela TIM.

No dia seguinte, o plano era chegar até Atins de barco e de lá seguir para Canto dos Atins a pé. Na travessia, dormiríamos nos dois oásis existentes dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses. O primeiro deles é chamado de Baixa Grande e o segundo é dividido entre a Queimada dos Britos, mais ao norte e a Queimada dos Paulos, mais ao sul.

 

PRIMEIRO DIA - De Barreirinhas até Canto dos Atins (Barco + 6km de caminhada)

Pensamos em pegar o barco de linha, mais barato e mais demorado mas acabamos por pegar o passeio de voadeira, que para em Caburé e Mandacaru. É só pedir na agência para te levarem até Atins, pois a maioria das pessoas vai só até Caburé e volta. O passeio custa 60 reais por pessoa. A primeira parada é nos chamados Pequenos Lençóis, onde há uns macaquinhos e avista-se as primeiras dunas e lagoas. Notem como a água destas lagoas é suja comparada às lagoas dos Lençóis.

 

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A primeira lagoa avistada

O passeio tem ainda paradas em Vassouras, onde há um farol, e Caburé, para o almoço.

As pousadas de Atins buscam os hóspedes no desembarque dos barcos. Como não tínhamos pousada, seguimos a pé até Canto dos Atins, para o restaurante da Dona Luzia. São 6km até lá, fizemos a maior parte do caminho na beira do rio/mar, seguindo este tracklog. O restaurante da Dona Luzia, além de servir os famosos camarões, oferece estadia pra quem vai fazer a travessia. Há alguns quartos e também muitas redes. Liguei um dia antes para confirmar que haveria vaga (98 987097661). Na Dona Luzia já não consegui mais sinal de celular, porém disseram que tem sinal de Vivo nas proximidades. Os preços da Luzia são 35 reais para dormir em rede, 40 para dormir em cama, 40 reais os camarões e 5 reais o refrigerante. Há energia elétrica para carregar baterias e até uma televisão. O banho é ao ar livre e frio e não há iluminação no chuveiro, por isso leve sua lanterna. Dona Luzia nos perguntou o horário que sairíamos para nos servir o café da manhã. Às 3h  da manhã, comemos pães, queijo, leite, café e algumas frutas. Seguimos então para Baixa Grande.

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Dona Luzia durante a noite

 

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Algumas lagoas precisavam ser atravessadas

 

SEGUNDO DIA - De Canto dos Atins até Baixa Grande (26km de caminhada)

Eu havia baixado no Wikiloc o mapa do Maranhão e algumas trilhas dos Lençóis. Usamos na travessia toda este tracklog e ele foi sensacional. Nas poucas vezes que nos desviamos do caminho, nos arrependemos. Recomendo mais até do que o meu tracklog da travessia.

O primeiro trecho de caminhada é na beira da praia e as vistas não empolgam. Algumas pessoas optam por fazer essa parte de carro e começar apenas nas dunas, poupando cerca de três horas de caminhada. Chegamos em Baixa Grande por volta de 10h da manhã. A primeira casa é a de Dona Dete e foi nela que pernoitamos. A casa de Dona Loza fica um pouco mais a frente e nem chegamos até lá. Na Dona Dete almoçamos galinha caipira e jantamos omelete. O pernoite é em redes e a noite eles ligam um gerador por algumas horas, é o tempo disponível pra carregar as baterias. Em Baixa Grande dá pra nadar no Rio Negro e curtir o pôr do sol nas dunas. Em uma duna mais alta, indicada pelos moradores, consegui sinal da TIM e da Oi, mas só a Oi completou a chamada. Nada de sinal de internet. Os preços dentro dos Lençóis parecem ser sempre os mesmos: 35 reais por cada refeição e 35 pelo pernoite em rede, já com café da manhã incluso, desta forma, gastamos R$ 105 na maioria dos dias.

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A casa da Dona Dete

TERCEIRO DIA - De Baixa Grande até Queimada dos Paulos (12km)

No dia seguinte, o marido da Dona Dete nos serviu o café da manhã, com biscoitos, leite e um ovo frito pra cada. Saímos às 4h30 e chegamos na Queimada dos Britos por volta de 10h. A primeira casa é a do Seu Raimundo. Aparentemente a única casa com televisão dentro dos Lençóis. Seguimos por mais uns 30 minutos até a Queimada dos Paulos, que fica no mesmo oásis mas mais próxima de Santo Amaro e de Betânia. A última casa é a do seu Biziquinho e foi lá que ficamos.

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Queimada dos Britos, alagada nessa época do ano

A propriedade do seu Biziquinho me pareceu a mais bonita das que vimos na travessia. A comida preparada pela esposa dele também estava muito boa. Pra carregar baterias, há uma entrada USB disponível o tempo todo, que fica ligada em baterias alimentadas por placas solares. Bem perto da casa há uma duna muito boa pra ver o pôr do sol e uma grande lagoa bem rasa. Seu Biziquinho também trabalha como guia e agenda passeios em sua página do Facebook.

 

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A casa do Seu Biziquinho

 

QUARTO DIA - De Queimada dos Paulos até Santo Amaro, passando por Betânia (25km)

Seu Biziquinho serviu o café da manhã às 3h e seguimos caminhada rumo à Betânia. Nesse dia em especial fomos ‘atacados’ algumas vezes por alguns pássaros. Na realidade, eles só passavam perto de nós e não ofereceram perigo. Caso estejam incomodando, levantar os braços faz com que eles ‘abortem’ o mergulho.

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Céu fotografado no quintal da casa do Seu Biziquinho

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Algumas das lagoas mais bonitas

Às 7h chegamos na lagoa marcada no tracklog como “Lagoa linda para banho (presente)” e acredito que foi a lagoa mais bonita que vimos na travessia. Não muito tempo depois chegamos em Betânia. É preciso atravessar um rio para chegar no povoado, um guia nos disse pra gritar até que algum morador nos levasse de barco e foi o que fizemos. Após alguns minutos um rapaz apareceu e nos ajudou, sem cobrar nada.

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Rio que deve ser atravessado de barco em Betânia

Em Betânia almoçamos e descansamos. A ideia inicial era dormir lá e chegar em Santo Amaro no dia seguinte. Como já tínhamos visto lagoas o suficiente, resolvemos fazer o último trecho quando o sol baixasse e economizar um dia. Fomos junto com alguns rapazes que trabalham em Betânia e nesse ponto não seguimos o tracklog. A vantagem foi que atravessamos o rio novamente mas numa parte em que ele é raso e não precisamos de barco. No meio do caminho aceitamos uma carona e assim chegamos em Santo Amaro.

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Atravessando o rio na parte rasa

 

Chegando em Santo Amaro, paramos na Sorveteria Quero Quero. Perguntamos sobre hospedagem na cidade ao Célio, dono da sorveteria e ele nos disse que a opção mais barata seria ficar na casa de um amigo dele, o seu Manoel. Seu Manoel mora sozinho e aluga um quarto com uma cama de casal por 50 reais a diária. A casa é simples, o banho é frio e há um ventilador potente para espantar os inúmeros mosquitos que aparecem no quarto durante a noite. Seu Manoel foi muito simpático e pelo preço camarada, valeu muito a pena. Caso a sorveteria esteja fechada, a casa fica atrás da Cozinha Comunitária de Santo Amaro e seu Manoel disse ser conhecido na cidade como seu Manoel Mãozinha, por conta de um acidente que sofreu.

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Casa do Seu Manoel

Em Santo Amaro há finalmente sinal de 3G, fraco, da Oi. Disseram que a Vivo também funciona na cidade. As coisas em Santo Amaro são caras, pela dificuldade de transporte até lá. Um X bacon no trailer da praça custou R$12,00.

 

VOLTA PARA SÃO LUÍS

No dia seguinte, tomamos café na Pousada Paraíso. 15 reais pra comer a vontade, com boa variedade de sucos, pães, ovo mexido e frios. Tem wifi também.

Combinamos a volta para São Luís de van com a MiroTur. A saída seria às 13h e eles buscam onde você está hospedado. Atrasaram e nos buscaram numa Toyota Bandeirante, ainda passamos um bom tempo buscando passageiros por Santo Amaro. Há uma estrada asfaltada até Santo Amaro, mas a ponte que deveria ligar a cidade à estrada ainda não está pronta. Atravessamos o rio na caminhonete e passamos para a van. Chegando em São Luís nos colocaram em outro carro e fomos levados até o nosso hotel. O mais barato que encontramos foi o Soft Win. O hotel é novo e tem um bom custo x benefício.

 

ALGUMAS DICAS

Notamos que os guias tentavam se cobrir ao máximo do sol. Usavam camisetas brancas de manga comprida e um deles disse usar até luvas. Fizemos a maior parte da caminhada descalços, mas em alguns momentos a areia é tão dura que meus pés doíam e eu preferi o tênis. O problema é que é comum atravessar lagoas e ficar tirando e colocando o tênis gasta um tempo. Acredito que o ideal seja usar aquelas sapatilhas de mergulho.

No sentido Atins-Santo Amaro, caminha-se sempre a favor do vento e pela manhã o sol está atrás de você, por isso é mais comum a travessia nesse sentido.

Antes da viagem eu baixei várias trilhas e deixei salvas no wikiloc. Também baixei alguns relatos pra ter como fonte de consulta durante a caminhada. Levei também um Powerbank pra garantir que não ficaria sem bateria.

Achei que a travessia fosse mais cansativa, no fim das contas o que mais incomodou foi andar descalço em areia dura. Nossas mochilas estavam bem leves. Carregamos pouca comida (bananas, alguns biscoitos e chocolate) e uma garrafa de 1,5L de água pra cada. A partir do segundo dia levávamos a garrafa meio vazia, pois percebemos que era suficiente. Roupas de frio são completamente dispensáveis. Como venta muito o tempo todo, é bem viável usar apenas duas mudas de roupa pra travessia toda (uma pra andar e outra pra dormir). Chegando nas casas, você lava e logo seca.

Deixo abaixo alguns dos relatos que me ajudaram e recomendo deixar alguns deles baixados no celular, pra poder consultar durante a travessia.

https://umaviagempelasmontanhas.wordpress.com/2016/06/05/travessia-do-parque-nacional-dos-lencois-maranhenses/

https://www.destinodeviagem.com.br/travessia-a-pe-doa-lencois-maranhenses/

https://www.embarquepromundo.com.br/lencois-maranhenses-a-travessia/

https://aventurebox.com/brunafavaro/travessia-dos-lencois-maranhenses/report

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Excelente relato e experiência! Estou querendo fazer essa travessia neste mês. Quero fazer sem guia seguindo o tracklog que vc sugeriu, mas estou com receio por estar viajando sozinho e não tenho experiência com o wikiloc. Acha que consigo encontrar gente no caminho (ou ainda em Canto do Atins) e me juntar a eles? Vale a pena passar duas noites nessas paradas e aproveitar as lagoas ao redor? Se sim, onde sugeriria? Tenho 6 dias para a travessia. inté

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@Jaumz @Jaumz @Jaumz@[email protected]@Jaumz encontrar gente muito provavelmente vc vai, mas devem estar em grupos já com guia. O pessoal da região não gosta muito de quem vai sem guia e tenta fazer sua cabeça pra contratar um, pq é fonte de renda pra eles. Como eu estava sem guia, evitava andar por muito tempo logo atrás desses grupos pra não parecer que estava seguindo o guia deles. Sobre parar pra aproveitar lagoas, é algo bem pessoal. No quarto dia eu já estava satisfeito com as lagoas que visitei. Apesar de lindas, era só isso que eu fazia o dia inteiro. Mas se fosse pra parar, ficaria no seu biziquinho ou em Betânia. Os locais têm as melhores estruturas dos lençóis (Betânia melhor que seu biziquinho) e boas lagoas pra acessar por caminhada. Sobre o wikiloc, sugiro vc treinar com uma trilha da sua região pra ver como é, eu acho bem simples seguir o app. Mas não recomendaria a ninguém uma travessia dessas sozinho 

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@rafael.celeste Valeu, meu caro! Não é minha intenção fazer a trilha sozinho, mas tb não é deixar de fazê-la por não encontrar ninguém. Se surgir um grupo com roteiro parecido, vou junto. Qto à insatisfação dos locais, li reclamações até da Luzia, com forçação de barra e mudança de humor. Isso é phoda! Vou seguir sua orientação sobre testar o app antes. abrass

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    • Por Victor Prates
      Este post mostrará as melhores opções pra você aproveitar as Galápagos e suas praias sem gastar uma fortuna. Mas já adianto que se você está sem nada de grana, este não é o destino pra você.
      O arquipélago é conhecido principalmente pela variedade de fauna entre cada uma das ilhas, que foi crucial para Charles Darwin formular a Teoria da Evolução. Este relato também apresentará os animais mais interessantes que vimos e onde você poderá encontrá-los.
      As Galápagos pertencem ao Equador e estão situadas a cerca de 950 km a oeste do litoral do país. As ilhas estão situadas no Oceaco Pacífico e sua formação está atrelada a um hotspot vulcânico numa junção tripla entre 3 placas tectônicas: Pacífica, de Nazca e de Cocos. O arquipélago é formado por 13 ilhas principais e outras centenas de ilhotes e ainda possui 21 vulcões, sendo 13 ativos.
      O mapa abaixo, retirado do Google Earth, mostra o arquipélago das Galápagos, seus portos, aeroportos e o nome das 13 maiores ilhas. Nossa trip teve foco nas 3 principais ilhas: Isabela, Santa Cruz e San Cristóbal.

      Dividi este post em duas partes, sendo a primeira com resumo das atrações visitadas e detalhes de programação e a segunda com a descrição de cada uma das ilhas que visitamos.
       
      ROTEIRO RESUMIDO
      Dia 1: Vôo de São Paulo/SP à Guayaquil no Equador, onde passamos a primeira noite da viagem.
      Dia 2: Vôo de Guayaquil à Ilha Baltra em Galápagos. Deslocamento até a cidade de Puerto Ayora, a maior do arquipélago. Chegada no hostel e passeio no Darwin Center, um centro de criação de tartarugas gigantes. Pela noite passeamos pelo calçadão à beira-mar.
      Dia 3: Táxi até o povoado de Santa Rosa, de onde caminhamos até a Reserva El Chato. Aqui, conhecemos muitas incríveis tartarugas gigantes e os Túneis de Lava. Voltamos andando à Santa Rosa e subimos a pé pela rodovia por 1h30min até Los Gemeles, duas imensas crateras.
      Dia 4: Ida à Baía Tortuga, onde visitamos as praias Brava e Mansa. Vimos uma infinidade de iguanas marinhas pretas neste dia.
      Dia 5: Pela manhã fomos a Las Grietas, um mini-cânion de paredes de rocha vulcânica. Na sequência pegamos um barco de 2 horas até a cidade de Puerto Baquerizo Moreno, na ilha de San Cristóbal, onde há uma infinidade de leões marinhos. Ida a Playa Mann ver o pôr-do-sol.
      Dia 6: Caminhada até a linda Praia La Loberia, cheia de leões marinhos, e até o penhasco El Acantilado, onde tivemos uma observação intensa de aves marinhas. Regresso a Puerto Baquerizo, ida até o Centro de Visitantes e subida ao Cerro Tijeretas, onde fizemos observação de fragatas, pelicanos e da bela Baía Tijeretas. Caminhada até a Playa Ochoa e contemplação de um booby, icônico pássaro de patas azuis das Galápagos.
      Dia 7: Tour para a parte alta da ilha de San Cristóbal, onde visitamos a Laguna El Junco e caminhamos ao redor da lagoa. O passeio também incluiu visitação ao centro de criação de tartarugas gigantes e à Praia de Puerto Chino.
      Dia 8: Snorkel com leões marinhos na Baía Tijeretas e com uma infinidade de tartarugas marinhas na Playa Carola.
      Dia 9: Regresso à Ilha de Santa Cruz pela manhã. De tarde fizemos um trekking de 4 horas (ida e volta) para subir o Cerro Puntudo, a segunda montanha mais alta da ilha.
      Dia 10: Duas horas de barco até Puerto Villamil na Ilha Isabela, a maior das Galápagos. Ao chegar fizemos uma caminhada de 7h30min (ida e volta) até o Muro de las Lágrimas.
      Dia 11: Tour para o cume do Volcán Sierra Negra. O passeio durou 5h20min, com 16 km caminhados. Visitamos a linda cratera do Sierra Negra e fomos a um mirante com vista pra muitos vulcões da Isabela. Ao voltarmos para Puerto Villamil fomos a outro centro de criação de tartarugas gigantes. Pra finalizar o dia, caminhamos por mangues e lagoas com muitos flamingos.
      Dia 12: Tour de caiaque e snorkel pela Baía Las Tintoreras, onde vimos uma infinidade de espécies animais, incluindo raias, tubarões e um pinguim. Depois fizemos snorkel na Concha Perla com mais leões marinhos. Barco de regresso à ilha de Santa Cruz.
      Dia 13: Visitação ao centro Charles Darwin novamente e dia tranquilo na cidade.
      Dia 14: Retorno de Puerto Ayora a Guayaquil. Avistamento de iguanas terrestres próximo ao aeroporto de Baltra. Uma vez em Guayaquil, caminhamos por Las Peñas até o farol no topo da montanha Cerro Santa Ana.
       
      PROGRAMAÇÃO
      Onde Ficar
      Nas Galápagos existem três vilas em cada uma das três maiores ilhas, as quais você pode ver a localização no mapa do item “INTRO”:
      ·         Puerto Ayora, na ilha de Santa Cruz, com uma população de 12.000 habitantes;
      ·         Puerto Baquerizo Moreno, na ilha de San Cristóbal, com cerca de 7.000 habitantes; e
      ·         Puerto Villamil, na ilha Isabela, a menor com aproximadamente 2.000 moradores.
      Qualquer uma das três têm boas opções de alimentação e hospedagem.
      Puerto Ayora é a maior cidade do arquipélago e a com mais estrutura, mas é também a mais desorganizada. Possui a vantagem de estar situada no centro das Galápagos e, por isso, é de onde saem a grande maioria dos passeios para as outras ilhas. Ficamos em dois bons hosteis em Ayora, o Gloria e o Sir Francis Drake.
      A vila de Baquerizo foi a que eu mais gostei por ter bastante infraestrutura e ser mais organizada que Puerto Ayora. Além do que, adorei o fato de haver uma infinidade de leões marinhos no porto e na praia da cidade. Em Baquerizo, dormimos no hostal León Dormido.
      Villamil, com suas ruazinhas de areia, é a mais pacata e aconchegante das três, porém é a com menos estrutura e atrações para visitar. É a única das três ilhas que não possui um aeroporto nem caixas automáticos. Passamos nossa estadia em Isabela no hostel Villamil.
       
      Como Chegar
      Seguem informações sobre como ir às Galápagos:
      ·         Somente é possível chegar nas ilhas através de transporte aéreo;
      ·         Os vôos para o arquipélago saem apenas de duas cidades: Quito e Guayaquil, ambas no Equador;
      ·         Existem dois aeroportos que recebem vôos do continente: um na Ilha de San Cristóbal e outro na Ilha de Baltra, que dá acesso à Santa Cruz;
      ·         As companhias TAME e Avianca Ecuador possuem vôos diários e frequentes para os destinos de saída e partida acima mencionados (e caros!);
      ·         Os vôos saindo de Guayaquil levam 1h30min e de Quito 2 horas.
       
      Para locomover-se entre as ilhas de barco, é importante considerar:
      ·         Somente existem dois trechos de traslados fixos entre as ilhas: um entre Santa Cruz e Isabela e outro entre Santa Cruz e San Cristóbal;
      ·         O serviço não é oferecido por empresas públicas, sendo necessário comprar o ticket nas agências das vilas;
      ·         Ambos os trechos são realizados duas vezes ao dia para cada sentido, sendo que um barco sai no início da manhã e outro pela tarde. Os horários não são fixos por não serem barcos oficiais;
      ·         Compre seus boletos de barco com ao menos um dia de antecedência;
      ·         Cada trajeto de barco leva cerca de 2 a 3 horas;
      ·         A viagem pode ser bem mareante a depender das condições do mar.
      Por serem as únicas 3 ilhas com povoados com estrutura para turismo, se você quiser ir para as outras é preciso contratar tours, que serão bem caros.
      Para o regresso de Puerto Ayora à Ilha de Baltra, os horários de ônibus até o ferry são: 07:00, 07:40 e 08:30.
       
      Quando Ir
      Não há uma temporada de preferência para visitar as Galápagos. O clima é ameno durante todo o ano e suas atrações podem ser visitadas a qualquer época.
      A única recomendação que faço é evitar os meses de alta temporada: janeiro, julho, agosto e dezembro. Deste modo, não haverá riscos de os passeios e/ou barcos entre as ilhas estarem lotados.
       
      O Que Levar Para Trekking
      Fizemos algumas trilhas de um dia nas ilhas e todas apresentam grau baixo de dificuldade. Portanto, leve apenas o básico:
      ·         Bermuda ou calça
      ·         Camiseta
      ·         Bota ou tênis de trilha
      ·         Mochila (30-45L)
      ·         Boné/chapéu
      ·         Capa de chuva ou poncho impermeável
      ·         Traje de banho
      ·         2-3 L de água
      ·         Snacks para trilha
      ·         Protetor solar
      ·         Repelente
      ·         Câmera fotográfica
       
      RANKING DAS ATRAÇÕES
      Segue abaixo as opções de roteiro considerando o número de dias que você terá nas ilhas, de mais imperdível para menos imperdível:
      1 Dia: Puerto Baquerizo, Punta Carola e Baía Tijeretas. Sei que ninguém vai pras Galápagos pra passar só um dia, mas se você for esta pessoa, vá para a Ilha de San Cristóbal. Em um dia você pode ver uma infinidade de leões marinhos dentro e fora d’água e fazer snorkel com dezenas de tartarugas marinhas gigantes na Punta Carola. Ainda é possível avistar fragatas e boobies na Baía Tijeretas.
      2 Dias: Tour Puerto Chino. Ainda na Ilha de San Cristóbal, recomendo que encontre um motorista que te leve para a linda Praia de Puerto Chino. No caminho você passará pela Laguna El Junco, um lago dentro de uma cratera vulcânica, e pelo Galapaguera, um centro de criação de tartarugas gigantes terrestres.
      3 Dias: Baía Tortuga e Darwin Center. Pegue um barco até a Ilha de Santa Cruz e passe um dia nas lindas Praias Brava e Mansa. Veja dezenas de iguanas marinhas e depois vá até o Darwin Center, o principal centro de criação de tartarugas gigantes do arquipélago.
      4 Dias: El Chato e Los Gemelos. A Reserva El Chato é o melhor lugar para interação com as famosas tartarugas gigantes das Galápagos. Nele você ainda pode ver os lindos Túneis de Lava. Na sequência é possível visitar as impressionantes crateras Los Gemelos.
      5 Dias: Vulcão Sierra Negra. Se você tiver um quinto dia (por favor tenha), pegue um barco para a Isabela no dia anterior e reserve o tour para o Vulcão Sierra Negra. Você terá o panorama mais lindo das Galápagos. Na volta para Puerto Villamil, você pode passar na Lagoa de Flamingos e no Centro de Criação de Tartarugas da Isabela.
      6 Dias: Las Tintoreras e Concha Perla. Ainda na Isabela, recomendo que faça o tour de snorkel e caiaque nas Tintoreras. Você verá animais não antes vistos como tubarões, raias e pinguins. No final, aproveite o aluguel do snorkel e vá nadar com leões marinhos na Concha Perla.
      7 ou mais Dias: Agora que você já conheceu lugares bem representativos das Galápagos, sugiro as seguintes opções caso você tenha mais tempo nas ilhas:
        Fazer mergulho. Deverá ser uma de suas prioridades se você for certificado. Infelizmente, só tirei meu certificado após esta viagem;   Fazer tours de 1 dia para as ilhas Bartolomé, Seymour Norte, Pinzón, Santa Fé, ou qualquer uma próxima a Santa Cruz;   Dia extra em uma das 3 maiores ilhas: em Santa Cruz para conhecer Las Grietas; na Isabela para visitar o Muro das Lágrimas; ou em San Cristóbal para ir à Playa Ochoa ou ao El Acantilado;   Tenha dias de descanso nas lindas praias das ilhas. Como se pode ver, é possível elaborar uma infinidade de roteiros nas Galápagos. Se você tiver tempo e dinheiro vale a pena conhecer o máximo número de ilhas possível, o que possibilitará que conheça mais fauna endêmica e mais paisagens lindas. Se você estiver com pouca grana e com bastante tempo, recomendo que fique somente nas 3 ilhas principais, como nós fizemos.
       
      ANIMAIS AVISTADOS
      Segue abaixo uma relação dos principais animais que vimos nas ilhas que visitamos:
      Baltra: Iguanas terrestres amareladas.
      Santa Cruz: blue-footed booby (piquero de patas azules), caranguejos chama, coruja das Galápagos, fragatas, iguanas terrestres amareladas, iguanas marinhas (MUITAS), lava lizards, leões marinhos, pelicanos, raia, tartarugas terrestres gigantes, diversos tentilhões (finches, pinzones)
      San Cristóbal: blue-footed booby (MUITOS), fragatas (MUITAS), iguanas marinhas, lava lizards, Leões marinhos (MUITOS), pelicanos, tartarugas marinhas verdes (MUITAS), tartarugas terrestres gigantes, diversos tentilhões.
      Isabela: blue-footed booby, caranguejos chama, fragatas, flamingos, iguanas marinhas, lava lizards, leões marinhos, mocking bird, pelicanos, pinguim das Galápagos, raias, tartarugas marinhas verdes, tartarugas terrestres gigantes, diversos tentilhões, tubarões.
      Lista dos não avistados que queríamos ver: albatroz das Galápagos, cormorão das Galápagos (flightless cormorant), iguanas terrestres rosadas, nazca booby, red-footed booby (piquero de patas rojas), tubarão martelo, raia manta e outros só pra quem faz tour de mergulho.
       
      GASTOS TOTAIS
      Os gastos da viagem se deram em dólares americanos, que é a moeda oficial do Equador. Os valores em negrito são para 3 pessoas:
      ·         Avião Guayaquil -> Galápagos* = US$ 400 por pessoa = US$ 1.200
      ·         Taxa Aeroporto = US$ 20 por pessoa = US$ 60
      ·         Entrada Parque Nacional Galápagos Mercosul = US$ 50 por pessoa (US$ 100 p/ fora Mercosul) = US$ 150
      ·         Balsa + Bus Baltra -> Santa Cruz = US$ 9
      ·         Barcos de Santa Cruz para San Cristobal e Isabela = US$ 30 por pessoa por trajeto (4 viagens) = US$ 360
      ·         Hospedagem em Santa Cruz (6 noites) = US$ 405
      ·         Hospedagem em São Cristobal (4 noites) = US$ 240
      ·         Hospedagem em Isabela (2 noites) = US$ 110
      ·         Passeios em Santa Cruz (El Chato, Las Grietas, Cerro Crocker) = US$ 34,6
      ·         Passeios em São Cristobal (Puerto Chino, El Junco e Snorkel Punta Carola) = US$ 80
      ·         Passeios em Isabela (Volcán Sierra Negra e Tintoreras) = US$ 225
      ·         Refeições em Galápagos = US$ 405
      ·         Mercado em Galápagos = US$ 90
      ·         Lavanderia = US$ 20
      Total para 3 Pessoas = US$ 3.389
      TOTAL POR PESSOA (2017) = US$ 1.130
      * Não inclui passagens aéreas para chegar ao Equador
       
      AS ILHAS
      Nosso acesso para as Galápagos se deu pela cidade de Guayaquil, situada no litoral do Equador. Passamos uma noite no Hostel Nucapacha e no dia seguinte pela manhã fomos ao aeroporto pegar o vôo para a Ilha de Baltra.
      Pagamos 20 dólares de taxa aeroportuária antes de tomar o vôo, o qual durou 1h30min de duração. Ao chegar no arquipélago, pagamos mais 50 dólares para entrar no Parque Nacional Galápagos (salgado!).
      Se você quiser acompanhar a descrição detalhada sobre as 3 ilhas principais que visitei nas Galápagos, basta acessar o link abaixo.
      Continuar lendo: 
      http://trekmundi.com/galapagos/
      Abaixo algumas imagens deste fantástico arquipélago:

      Ivan e iguanas marinhas

      Praia Brava

      Ivan, eu e tartarugas gigantes das Galápagos

      Anna, eu e tartarugonas

      Anna e uma das dolinas Los Gemelos

      Leões marinhos brincalhões

      Anna snorkelando com a tartaruga marinha

      Ivan e Leões Marinhos

      Anna e Blue-footed booby

      Volcán Sierra Negra
       
      Um abraço!
       
       
       
       
    • Por Afonso Moretti Santiago
      Olá pessoal, gostaria de compartilhar a experiência que tive durante a Travessia da Cordilheira Huayhuash no Peru. O ponto de partida pra nossa aventura foi a cidade de Lima, lá reunimos alguns integrantes do grupo e seguimos para a cidade base da Cordilheira, chamada Huaraz. Em Huaraz ficamos hospedados em um hostel próximo ao centro e lá tratamos dos detalhes para o trekking.
       
      A

      1º dia de aclimatação - Glaciar Pastoruri e Hatun Machay - ( 5.100 mts de altitude ). 
      Antes de partimos pro trekking, seria necessário fazer algumas atividades de aclimatação. No 1º dia seguimos pro Glaciar Pastoruri, já chegando aos 5.100 mts de altitude, é importante ir com passos curtos e sem esforçar muito. Depois de lá seguimos pra Hatun Machay, uma FLORESTA PETRIFICADA!!! Um lugar SURREAL, dava impressão daqueles lugares de filmes fantasmas....kkkk e o clima ajudou pra deixar com um jeitão bem TENEBROSO. 
       

      2º dia de aclimatação!!! Mais um dia EXTREMAMENTE surreal!!! - Laguna 69 - ( 4.600 mts de altitude )
      Não foi fácil chegar até a Laguna 69, trekking curto, porém a altitude e subida forte cansou bastante a galera, mas a recompensa foi essa..., no final começou chover bem leve e esfriou pra caramba.

       
      3° e último dia de aclimatação. Laguna Churup - ( 4.800 mts de altitude )
      É simplesmente incrível!!! Inacreditável!!!
      "COICE DE MULA"!!! Expressão usada por praticantes de trekking para expressar trekkings curtos mas com extrema dificuldade e inclinação. Mas o prêmio é um mais lindo que o outro.
       

       
      Após os exercícios de aclimatação seguimos para o Grande Circuito Huayhuash, já no primeiro dia enfrentamos chuva, granizo, neve, muito frio e 5 mil mts de altitude.
      Mas todo esforço foi válido e recompensador, ver os Condores voando sobre o topo das montanhas foi de brilhar os olhos.
       

       
      Um dos milhares de cartões postais existente dentro do Circuito Huayhuash, a Laguna Carhuacocha. Eu sonhei e rezei por muitas noites pra que nós tivéssemos um dia lindo assim.
      Foi de encher meus olhos de lágrimas. Parecia um sonho sem fim, a cada amanhecer era algo EXTRAORDINÁRIAMENTE surpreendente.
       

      Outro "cartão postal" dentro do Circuito Huayhuash são as 3 Lagunas ( Paso Siula ).
      Saindo cedinho pela manhã, contornamos a grande Laguna de Carhuacocha, no início a trilha estava bem fácil e agradável, mas talvez meu pior momento na Travessia estava prestes a vir. De muito longe já avistava o Paso Siula, e a medida que eu ia me aproximando a montanha ia cada vez mais crescendo diante de mim. Após avistar a primeira Laguna iniciou-se uma subida muito tensa, a altitude já começava me deixar bastante fadigado, dores cabeça surgiram, quando cheguei ao ponto onde puder avistar as 3 Lagunas, achei que era o final da subida. ENGANO MEU!!! Tinha muito mais subida pela frente, minhas pernas "queimavam" de dor e isso afetou também meu psicológico, entre uma oração e outra, passos curtos, exercícios respiratórios, fui subindo e consegui chegar ao topo!!! E TAVA BEEEEMMMM FRIO LÁ EM CIMA...., tiramos algumas fotos, fizemos um lanche e seguimos em direção á Huayhuash.
       

      A subida até o Mirador da Cordilheira também não foi muito fácil, mas o clima estava nos favorecendo bastante após os dois primeiros dias de chuva.
      O Rafa disse que Condores são indícios de bom presságio, foi dito e feito, depois que avistamos uns 4 ou 5 os dias ficaram mais perfeitos ainda.
       

      Como esquecer Viconga? Tinha sido um dia de longa caminhada, um sobe e desce montanha que deixou o pessoal um pouco cansado. Já quase no final, passamos pela grande Laguna Viconga ( que na verdade é uma represa ), ao passo que íamos descendo, cachoeiras e lindas corredeiras começaram á surgir. Quando chegamos no acampamento avistamos os tanques de água termal ( água quente ). Não demorou muito pra gente cair na água pra relaxar e o clima de descontração tomou conta da galera.

       
      Um dos dias que mais me marcaram durante a Travessia. Estávamos animados e contentes em chegar em Huayllapa, pois seria a única noite que teríamos banho quente, cama pra dormir e também poderíamos comprar cerveja e vinho. Huayllapa é um vilarejo bem humilde e com mil habitantes no máximo ou nem isso. Assim que chegamos nos instalamos no albergue e compramos cerveja pro almoço, teve pastel de queijo.
      Depois do almoço sai com dois amigos pra dar uma volta pelo vilarejo. Descendo uma das ruas vi quatro crianças sentadas, parei e perguntei se queriam tirar uma foto, eles disseram que sim e que queriam chocolate. Tirei uma foto e corri na bodega pra comprar os chocolates, mas o dono disse que não tinha, porém ele tinha "chupitos coloridos" ( doce que as crianças de lá adoram ). O pacote com 50 chupitos custava 6,50 Soles...coisa de R$ 10,00. Quando cheguei no local onde estava as quatro crianças dei 2 chupitos pra cada uma, nisso começou aparecer crianças por todos os lados e em segundos eu me vi cercado por dezenas delas, algumas "espertinhas", ganhavam chupitos e escondiam no gorro ou no boné e depois pediam mais alegando não terem ganhado...rsrsrs. Eu fiquei em estado de ecstasy com tantas crianças em minha volta. Sai andando pelo vilarejo e um monte de crianças iam me seguindo por onde eu ia, todas já sabendo que eu levava um pacote de doces e todas com os rostinhos queimados pelo Sol. Muitas sentiam-se envergonhadas com a nossa presença, o mesmo acontecia com os adultos, fato que achei estranho. Assim distribui todos os doces que tinha.
      Chegando no quarto do albergue eu pensava como tão pouco poderia ter feito tantas crianças felizes.
       

      Assim que iniciamos o último dia da Travessia os meus sentimentos se misturaram, eu me sentia realizado, agradecido, forte, em paz, com saudade de casa e do meu cachorro "maluko"....rsrsrs.
      Chegamos em Llamac, cumprimentei os amigos e comemoramos a conquista. Eu e alguns deles seguimos pra uma igreja, lá agradeci pela força, proteção, pelos grandes amigos que fiz e pela oportunidade de estar realizando algo que talvez tenha mudado minha vida.
       
      Espero poder de alguma forma ter contribuindo com minha experiência para que outras pessoas possam se "encorajar" e ingressar nessa mesma aventura. O relato não está muito detalhado, mas quem quiser mais informações é só me chamar. Valeu!!! 
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       

    • Por mmClarissa
      Fiz uma viagem sozinha, por conta própria às Cinque Terre italianas, vilazinhas cravadas no penhasco com vista pro mar. Reuni informações pelo mundo (virtual e dicas italianas) e aqui deixo um relato com informações úteis 
      A viagem foi em abril/2019, e o clima estava perfeito; um pouco friozinho, mas lindos dias de sol. Bastantes turistas por ser a semana da Páscoa, mas ainda assim muito menos que no verão.
      Saí desde Florença, no esquema day-trip, o que foi um pouco cansativo, mas era o que dava.

      A cidade base pra explorar as Cinque Terre é La Spezia, cidade um pouco maior que tem trens de Pisa e Florença, entre outros. Talvez uma opção interessante seria ir pra lá na noite anterior, dormir e começar os passeios cedinho. (Existem hostels a preços bacanas)
      Paguei €13,80 no trem de Florença até La Spezia, que demorou umas 2:30h.
      Comprei o bilhete nos totens da Trenitalia (Estação S.M. Novella em Firenze) mas é possível comprar online também. Acredito que, exceto em alta temporada, não seja necessário comprar com antecedência (comprei no dia anterior).
      Uma dica interessante: você compra o bilhete com o seu origem-destino, e dentro da mesma tarifa, pode pegar qualquer horário. (O meu trecho tinha aproximadamente de hora em hora, desde umas 5 da manhã até pra voltar umas 21 da noite)
      -Só não esquecer de validar o bilhete antes de entrar nos trens!

      Saí de Florença às 6am e pouco e cheguei antes das 9 em La Spezia, justo que as 9h abre o escritório de informações e vendas de Cinque Terre.
      Paguei €16 no Cinque Terre card, que dá direito a fazer as trilhas e andar nos trens entre as Terre durante o dia todo.
      Existem muitos trens entre todas as cidades o tempo todo, e os trechos são bem rápidos (são praticamente viagens de metrô rs)
      O card também dá direito a usar os banheiros e wi-fi de todas as estações de trem das Terre.
      Junto com o card é dado um guia com os horários de trens e mapinha das cidades.
      Existem algumas trilhas entre uma e outra cidade, mas aparentemente elas fecham de vez em quando para reparos etc. Verificar no centro de informações qual é a situação de cada trecho.

      Uma das estações de trem nas terre
       

      Vernazza vista do começo da trilha
      Comecei minha caminhada de Vernazza aproximadamente umas 10h e não vi muito da cidade.
      Quando fui, o único trecho aberto de trilha era entre Monterosso-Vernazza, um caminho subindo e descendo penhasco, que fiz em umas 2:30h os 4,5km.
      É uma trilha com muitos, muitos degraus e trechos estreitos e cheios de pedras, então não é muito simples de andar. Ainda assim, várias velhinhas européias estavam encarando a caminhada com seus walking pole rs.
       Achei chatinho que, por ser muito estreito, vários momentos tem que ficar parando pra dar passagem pras pessoas que vem no caminho contrário.
      As partes com vista bonita são principalmente o começo e o final, então fica a questão se vale a pena o esforço rs.
       

      Vista da trilha, e a cidade de Vernazza ao fundo
      A cidade de Monterosso é a maior delas e com melhor estrutura, com uma prainha, um centrinho com varias lojas e restaurantes etc.
      A propósito, achei bem caro pra comer em todas as Terre.

      Chegada à cidade de Monterosso, vindo da trilha
      Minha Terre favorite foi Manarola; os caminhos são bem fáceis e curtos e a vista é mais bonita. São as fotos mais famosas das Terre.
      Riomaggiore achei um pouco confusa de andar; não consegui achar um caminho específico pra algum mirador. Tem um castelo em cima de alguma viela perdida rs.
      Existe uma trilha muito curta beirando o mar entre Manarola-Riomaggiore, chamada Via Dell'amore, mas estava fechada para reparos quando fui.
      Fico devendo informações sobre Corniglia, que não passei

      Voltei pra Florença umas 18:30h, tive que fazer uma baldeação de trem na cidade de Pisa.
      Em geral, foi um bate-volta bem cansativo, por causa da viagem de trem desde cedinho, e o dia inteiro de sobe-desce montanha, mas valeu a pena conhecer esse lugar tão lindo e diferente.

      Manarola, vista de algum dos vários miradores
      (Mapa retirado da internet; todas as fotos foram feitas com meu celular Galaxy S8 e são #nofilter)

    • Por José Marcos silva
      Olá galera, essa foi nossa segunda trilha percorrida em um espaço de 2 anos, a primeira foi na funicular onde obtivemos êxito sem nenhum problema grave.
      Agora está trilha que a intenção era de descer pelo rio Mogi deu muito errado.
      Dia 15/06/2019 recebo a mensagem do meu cunhado, José Roberto me perguntando se eu toparia fazer a trilha que havíamos combinado que seria a nossa próxima aventura, logo topei de pronto, a princípio seria o mesmo grupo que desceu a funicular, porém 2 não puderam ir, então fomos  eu o Zé Roberto o Santiago ( filho do Zé) e o Caio ( genro do Zé) esse eu conheci no dia.
      Marcamos de nos encontrar na estação Brás as 21:00 e seguir pra rio grande da Serra e depois pegar o ônibus até Paranapiacaba, até aí tudo Ok.
      Passamos a semana vendo vídeos e relatos sobre esta trilha e achamos que não teríamos problemas, " puro engano" rsrsrs.
      Pegamos o último ônibus pra Paranapiacaba e já chegamos no início da trilha as 00:20.
      Adentramos muito confiantes, porém o único que estava com botas e perneiras era eu, o restante estava com tênis, peguei meu facão e fui a frente abrindo caminho, ao entrar na trilha pegamos pra direita (1° erro) andamos uns 10 minuto e já demos de cara com um trabalho de macumba onde havia velas apagadas e uma cabeça feita de cera amarela (macabro) isso.
      Estava muito escuro e molhada a trilha pois estava uma garoa muito fina e muita neblina, seguindo em frente demos de cara com um barranco onde a trilha continuava, subimos com uma certa dificuldade os meninos até com um pouco mais de dificuldade por estarem de tênis, mais conseguimos subir, chegando ao fim pegamos uma curva a esquerda o meu cunhado tomou a dianteira e começamos a descer mato a baixo e já veio o primeiro rola do meu cunhado, descemos com mais cuidado até chegarmos entre duas torres de alta tensão, até aí achando que estávamos na trilha certa.
      A trilha sumiu debaixo das torres e começamos a procurar até que encontramos uma e seguimos andando mais um pouco demos de cara com o trabalho de macumba novamente, aí um olhou pro outro sem entender nada, eu até cheguei a achar que se tratava de outro trabalho, mais não, era o mesmo!
      Ali tivemos a certeza de que estava-mos "perdidos", porém ainda estávamos bem próximo da rodovia, resolvemos voltar e ver se tínhamos deixado passar algum caminho despercebido, subimos novamente e encontramos uma trilha e a seguimos com fé e coragem porém estava muito fechada de mato e em determinado momento até tinha-mos que abrir caminho com o facão, até que chegamos a um ponto em que não havia mais rastro de trilha e mais uma vez seguimos sem rumo.
      Voltamos novamente para a trilha e procuramos por outra até que achamos uma espécie de porteira, adentramos convictos de que agora seria a trilha correta e fomos com fé e coragem (2° erro), uma trilha bem demarcada começamos a descer, algumas árvores caídas pela trilha e depois de uns 25 minutos avistamos uma casa intacta com portas e janelas todas fechadas, nesta hora a garoa deu lugar a uma chuva leve, demos uma olhada ao redor da casa e realmente não havia indício de que haveria alguém lá dentro e resolvemos tentar abrir a porta.
      Não precisou de esforço pra abrir pois estava apenas amarrado com arame a fechadura entramos e já nos deparamos com uma mesa um fogão e um filtro de barro em cima de uma pia, a casa está em perfeitas condições e resolvemos dormir lá dentro mesmo.
      Fizemos uma varredura pra ver se não havia animais peçonhentos ou buracos por onde pudessem nos surpreender e em apenas um dos cômodos é que o forro havia caído.  Nos ajeitamos pra pernoitar isso já as 3:00 da madrugada.
      Antes de dormir demos uma olhada nos relatos sobre a trilha do rio Mogi demos uma conferida pelo Google maps com imagem de satélite, pois eu ainda tinha sinal de internet e vimos que estávamos totalmente errados , e assim no "dia" seguinte retornariamos para o início da trilha na beira da estrada e faríamos o caminho correto, desta vem com a luz do dia para evitar mais erros.
      Bem, levantamos acampamento e retornamos, chegamos no início da trilha e agora pegamos o rumo certo em direção a trilha do rio Mogi, tendo como referência os cabos de alta tensão que passava horas a nossa esquerda e hora sobre nossas cabeças, paramos em um mirante pra tomarmos café e até aí tudo certo, o rumo estava Ok.
      Começamos a descer trilha abaixo sem dificuldade nenhuma seguindo orientações via relatos que estávamos vendo no celular, chegou um ponto em que a trilha tinha algumas bifurcações a esquerda e sempre seguimos as trilhas da direita (3° erro), passamos por algumas nascentes tomamos água abastecemos as garrafas com água e seguimos adiante, hora a trilha subia e hora a trilha descia e algumas vezes a trilha sumia rsrsrs, convictos de que estava-mos certos seguimos adiante até que a trilha começou a ter um grau de dificuldade bem alto, pois chegamos a um ponto em que tínhamos que descer por locais que parecia trilha, mais na verdade tratava-se de local de enxurrada (4° erro).
      O Santiago o mais novinho da turma já havia nos questionado umas duas vezes sobre estarmos errados, mais não demos ouvido a ele até que chegamos a um ponto em que tivemos que retornar, pois só restavam descidas muito íngremes e abismos.
      E ao retornar-mos por várias vezes não encontrava-mos a nossa própria trilha e ficando os 4 quase que totalmente desorientados, mais aos pouco fomos meio que tateando a mata e fomos encontrando as marcas deixadas pelos nossos facões.
      Depois de voltar quase um terço da trilha paramos pra tomar água em uma nascente e conversando e já sabendo totalmente que estáva-mos errados não me lembro quem, avistou uma fita vermelha no tronco de uma árvore sinalizando que estávamos na trilha das fitas vermelhas, ai meus amigos! vimos que tínha-mos cometido um grave erro de navegação, porém ainda convictos de que retornando iríamos pegar um caminho que deveríamos ter entrado a esquerda e seguir o rumo certo desta vez.
      Isso já era umas 10:30 da manhã já estávamos exaustos e o Santiago tinha um compromisso a noite com alguma namoradinha e disse que não seguiria com a gente para o Rio Mogi, até cheguei a zuar ele dizendo que ele estava amarelando e mesmo assim na bifurcação ele se despediria de nos, más só chegamos a está bifurcação as 11:15 e o pai do Santiago achou melhor acompanhar-mos ele até próximo da saída da trilha. Subimos até o ponto em que tomamos café pela manhã e ali resolvemos almoçar, meus pés já estavam detonados, embora a bota tivesse me dado mais tração em toda a trilha ela acabou com meus pés, pois não é muito confortável e judiou muito do meus dedoes, almoçamos e já com o corpo esfriando, esfriou também a vontade de continuar a aventura, já estávamos exaustos e aí eu resolvi titubear (amarelar mesmo rsrsrs) e o resto veio junto, pois eu sabia que o Zé não estava muito confortável em deixar seu filho voltar sozinho pela trilha e resolvemos ir embora todos juntos e tentar fazer a trilha em um outro dia.
      Saímos de casa convictos de que seria de um jeito e foi totalmente diferente, graças a Deus não aconteceu nada de mau com a gente, porém está aventura tinha tudo pra ter dado errado, pois passamos por situações reais de perigo, que este relato sirva de alerta para aqueles que acham que fazer uma trilha é coisa simples e que é só seguir uma trilha no meio do mato.
       
       
       
       




    • Por beatrizz
      Buenas! 
      O relato na nossa viagem começa no estacionamento do Monte Crista, na sexta-feira da Páscoa, deixamos nosso carro às 06:00 da manhã, e pegamos um transfer (no caso um taxi da cidade) até a base do Araçatuba. Esse deslocamento vai em torno de 1 hora, e pagamos 200 reais no total.
      Chegando a base do Araçatuba, onde há o sítio da família proprietária das terras, conversamos um pouco com a senhora, que nos contou dos tempos que era jovem e subia a montanha em busca da criação (bois rs). Eles não pedem valor para subir, apenas se for usar o estacionamento, mas é legal deixar uma contribuição, pois aqui você pode usar o banheiro e também pegar uma água fresca.
      Então depois de um café reforçado, começamos nossa subida... A montanha não é de dificuldade técnica, porém ganhamos bastante elevação em pouco tempo e isso cansa um pouco. A subida tem algumas partes que você passa por lajes enormes, pedrões no meio da montanha. Depois chegamos no cume do Araçatuba, onde o vento é super forte. A vista aqui já é fantástica e já vemos a vegetação que iria nos acompanhar por um bom tempo. Demoramos cerca de 03:30 para atingir o cume, e depois de almoçar e descansar, seguimos nosso caminho.
      Depois do Araçatuba, o terreno muda, encontramos alguns charcos com lama e buracos. Descemos um bom tempo. Depois do Araçatuba é impossível seguir sem o GPS, pois tem inúmeros caminhos, e é inevitável de perder ...
      Caminhamos bastante esse dia, estava bem quente, subimos, descemos, lama, algumas árvores pequenas de montanha ... Seguimos mais e mais, depois de algumas horas, chegamos em uma estrada de interior. Essa tarde foi de muita caminhada em estrada mesmo. Nisso já eram quase 17:30 da tarde, e ainda não sabíamos onde passar a noite. Chegamos no final da estrada, e dali em diante, só caminhando mais umas 02 horas para achar um bom lugar pra passar a noite. Muitas pessoas acampam nessa parte da estrada, tem bons lugares pra parar, e tem água bem perto. Arrumamos acampamento e já era quase noite. Bateu um desespero, pois a gente tinha andado só 13 kms nesse dia, tínhamos quase 80 % do caminho ainda, cerca de 50 kms.
      Combinamos de acordar as 03:00 no dia seguinte, para estar caminhando as 05:00, e assim foi. Logo depois da estrada, subimos bastante ganhando altitude. Estava escuro, e a trilha era super estreita. Um resvalo e sei onde iríamos parar haha. Depois de subir, andamos mais um pouco na mata, e chegamos em estrada novamente. Nesta parte o GPS nos mandou passar no meio de uma floresta de pinus, bem fechada. Faltou o facão haha. Saímos então em uma estrada grande, onde encontramos algumas pessoas acampadas, trocamos uma ideia com o pessoal que já havia feito o percurso algumas vezes. Depois, mais estrada ... uns 6 kms. Nisso o sol estava rachando já, e subir aquelas estradinhas, foi tenso.
      Paramos para almoçar quando acabou a estrada, e percebemos que finalmente iríamos entrar nos Campos do Quiriri !!!!!
      Depois daquele almoço, e de deixar as barracas secando no sol, nos encaminhamos por uma trilha bem discreta, adentrando aos Campos. A paisagem mudou totalmente, como numa mudança de cena de filme. O terrenos ficou muito mais reto, e a vegetação rasteira. Praticamente nas nuvens, comparado com o que já tínhamos passado.
       Tem muita água nessa parte do caminho, correm muitos rios. Mas o uso do clorin é indispensável, pois tem muito gado por aqui. Em alguns momentos, andando pelos campos, conseguimos avistar ao longe alguns coloridos no meio do verde, cargeiras sendo levadas pra cá e pra lá. Como disse, tem diversos caminhos. Optamos por fazer o percurso completo, passando primeiro pelo marco da divisa (SC; PR). Seguimos então para a nosso segundo destino, o Morro da Antena. Nesse momento, nossos pés já estavam doendo assim como os joelhos, pernas, e ombros.. (mais fácil dizer o que não estava doendo).
       
      A subida ao Morro da Antena é bem judiada, o sol estava forte, e eu quase chorei de exaustão. Mas seguimos.....
      Começamos a descida, e nosso ainda longo caminho.
      Nosso objetivo nesse dia era acampar na pedra do lagarto, porém já eram quase 17:00 e estávamos a quase 2 horas de lá. Subimos então uma montanha e achamos um lugar que parecia adequado para passar a noite. Nessa hora fizemos as contas ... andamos 28 kms nesse segundo dia. Somando: 41 kms!!
      Acordamos novamente às 03:00, e as 05:00 estávamos caminhando já. Chegamos na pedra do Lagarto o dia estava começando a aparecer. Andamos, andamos ... Mais um tempo de campos e montanhas. O cenário é deslumbrante, parecendo um tapete verde estendido.
      Nessa travessia, chegamos bem pertinho do cume do Crista, mas não chegamos a subir; passamos pela bifurcação seguindo nosso GPS, e começamos da descida do Crista.
      Havia chovido um pouco nos dias anteriores, e a descida estava bem escorregadia, mas divertida. Nossos pés estavam cheios de bolhas, o joelho inchado ... A descida do crista é repleta de rios, então paramos para colocar os pés na água, e isso nos deu mais um gás para concluir nossa trajetória.... Há um rio a cerca de 30 minutos do estacionamento do Crista. Quando vimos o rio, a reação geral foi jogar a mochila no chão, e soltar o corpo na água, largando todo o cansaço. Aquela sensação eu nunca vou esquecer !!!!! Perto das 13:00 chegamos no nosso ponto final, o estacionamento do Crista. Nem acreditamos ao chegar!!!! A gente não tinha muita força pra comemorar, mas foi emocionante demais !!! Nossas fichas estavam marcadas com um asterisco pelo pessoal do resgate, pois não conhecíamos a região e fomos classificados como um grupo que tinha risco de se perder. Mas tudo deu mais que certo !!!!!
      Relato, que essa foi a travessia mais desafiante que já fiz, principalmente pelo pouco tempo que a gente tinha para concluir os 64km, 2 dias e meio !!!!
      Mas como qualquer aventura/montanha/trekking, não é pra ser relaxante, não é pra ser confortável. É pra nos desafiar, chegar nos limites de nossa força, do nosso esforço físico e psicológico. É pra gente ter experiências que nos ensinem algo. Que desenvolva nossa coragem. Acreditar em si mesmo, e terminar a aventura, um pouco melhor do que quando começou. É uma forma de se fortalecer também.. O contato que temos com a natureza numa travessia como essa é algo fantástico, a mudança das vegetações, dos terrenos... é tudo muito dinâmico. É um rolê que eu recomendo, reserve de 03 a 04 dias se quiser ficar mais tranquilo e use sempre o GPS. E aí é só ir !!!! @darlyn
      @Dionathan Biazus
      * Um agradecimento especial ao @gvogetta que nos deu ricas dicas sobre esse rolê. 


















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