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José Luiz Gonzalez

Mega Relato Nova Zelândia - 5 semanas na terra dos kiwis!

Posts Recomendados

Introdução

Fala galera!
No fim de 2017 fiz uma das melhores viagens da minha vida pela Nova Zelândia, que contou inclusive com companhias de pessoas que conheci através do Mochileiros!
Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!

Roteiro Resumido

3 dias em Auckland
1 semana de Campervan pela Ilha Norte
4 dias na Great Walk Tongariro Northern Circuit
5 dias na Great Walk Abel Tasman Coast Track
3 dias na Great Walk Routeburn Track
3 dias na Great Walk Kepler Track
1 semana de carro pela Ilha Sul

Roteiro Detalhado

10/11/2017 - Voo São Paulo - Auckland
11/11/2017 - Voo São Paulo - Auckland
12/11/2017 - Auckland
13/11/2017 - Auckland
14/11/2017 - Auckland
15/11/2017 - Auckland - Coromandel
16/11/2017 - Coromandel - Tauranga
17/11/2017 - Tauranga - Matamata - Rotorua
18/11/2017 - Rotorua
19/11/2017 - Rotorua - Taupo - Waitomo
20/11/2017 - Waitomo - Auckland
21/11/2017 - Auckland - Tongariro
22/11/2017 - Tongariro
23/11/2017 - Tongariro
24/11/2017 - Tongariro - Wellington
25/11/2017 - Wellington - Nelson
26/11/2017 - Nelson - Abel Tasman
27/11/2017 - Abel Tasman
28/11/2017 - Abel Tasman
29/11/2017 - Abel Tasman
30/11/2017 - Abel Tasman - Nelson
01/12/2017 - Nelson - Queenstown
02/12/2017 - Queenstown - Routeburn
03/12/2017 - Routeburn
04/12/2017 - Routeburn - Te Anau
05/12/2017 - Te Anau - Kepler
06/12/2017 - Kepler
07/12/2017 - Kepler - Te Anau - Milford Road
08/12/2017 - Te Anau - Milford Sound - Queenstown
09/12/2017 - Queenstown - Wanaka
10/12/2017 - Wanaka
11/12/2017 - Wanaka - Mt Cook
12/12/2017 - Mt Cook
13/12/2017 - Mt Cook
14/12/2017 - Mt Cook - Arthur’s Pass
15/12/2017 - Arthur’s Pass
16/12/2017 - Arthur’s Pass - Christchurch - São Paulo

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Auckland

12/11/2017 - Auckland

Depois de uma longa jornada de avião, cheguei por volta das 6h no aeroporto e peguei o ônibus até o centro de Auckland para ir ao hostel The Attic Backpackers. Como cheguei bem cedo para o check-in, deixei meu mochilão no storage, tomei um banho e saí para conhecer a cidade.

Basicamente saí andando em direção a região do porto onde se tem uma bela vista de toda a baía de Auckland.

Depois saí caminhando pela Coast to Coast Walkway que é um caminho que liga a costa oeste a leste de Auckland. Como eu estava cansado devido a viagem, nao concluí todos os 16 km do caminho, mas fiz o trecho que inicia no porto, passa pelo Albert Park e a universidade, atravessa o grande parque Auckland Domain e por fim chega ao Monte Éden onde se tem uma ótima vista do skyline da cidade.

Depois como estava muito cansado, voltei já no fim da tarde para o hostel e fim do dia!

Ônibus Aeroporto: $NZ 18,00
Hostel (quarto compartilhado com 6 camas): $NZ 38,00


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Mar de Auckland visto do Porto

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Skyline de Auckland desde o Mount Eden

13/11/2017 - Auckland

Nesse dia resolvi fazer um passeio até a ilha vulcânica de Rangitoto.

Esse passeio sai da área do porto de Auckland e leva em torno de 30 minutos para chegar até a ilha.

Em Rangitoto existem algumas trilhas, sendo que a principal é a que leva ao topo da ilha de onde se tem vistas para a baía de Auckland.

Outra trilha interessante é a que passa pelas cavernas de lavas que se formaram na ilha após as erupções que ocorreram há centenas de anos em Rangitoto.

Ferry Auckland - Rangitoto: $NZ 33,00
Hostel (quarto compartilhado com 6 camas): $NZ 38,00

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Skyline de Auckland desde o ferry para Rangitoto

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Rangitoto Island

14/11/2017 - Auckland

Nesse dia a minha intenção era fazer outro day-trip até a Ilha Waiheke, que fica a apenas 40 minutos de ferry do porto de Auckland.

No entanto, o dia amanheceu com um clima fechado e com chuvas intermitentes, assim que abortei esse passeio pois chuva não combina com passeios a pé por praias.

Dessa forma, aproveitei esse dia apenas para passear pelo centrinho de Auckland e comprar algumas coisas (principalmente comida) para as Great Walks (trilhas) que faria na outra semana.

Hostel (quarto compartilhado com 6 camas): $NZ 38,00

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Auckland Domain

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Ilha Norte de Campervan

Alugar Campervan

A Nova Zelândia é perfeita para quem quem deseja viver a experiência de percorrer o país em uma campervan ou motorhome. As estradas são ótimas, existem campings para esses carros em todos os lugares, os pontos turísticos são preparados para receberem campervans e motorhomes e etc.

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Campervan estacionada na Marokopa Falls

Existem diversas empresas que alugam campervans, sendo que as mais famosas são: Britz, Maui, Mighty, Apollo, Jucy, Lucky.

Um bom site de busca de aluguel de campervans é o Motorhome Republic. Esse site você diz as datas e o destino e ele busca entre diversas empresas. Eu usei esse site para fazer as buscas e achar a melhor opção de campervan para o que queríamos e no fim fechei diretamente com a empresa pelo site.

Como estávamos em 3 adultos e acabamos reservando com pouco tempo de antecedência, acabamos fechando com a Tui Campers. A campervan que escolhemos foi a HiTop 4+1 Campervan que possui espaço para 4 adultos + 1 criança dormirem.

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Nossa campervan estacionada no Hot Water Beach Top 10 Holiday Park

Um fato interessante para avisar é que o preço do aluguel das Campervans muda drasticamente dependendo a temporada. A nossa opção custou $NZ 140,00 por ter sido no fim da primavera. No entanto, a mesma campervan chega a custar $NZ 255,00 por dia no fim de ano e apenas $NZ 55,00 por dia no inverno.

15/11/2017 - Auckland > Coromandel (Hahei Beach + Cathedral Cove + Hot Water Beach) (175 km 🚐) 

Nesse dia chegaram direto do Rio meus 2 companheiros de viagem (Rafa e Paulo) que compartilharam comigo a experiência de viajar de campervan pela Nova Zelândia por 6 dias.

Acordei cedo no hostel e peguei o ônibus para o aeroporto para encontrá-los já que a empresa nos buscaria no aeroporto para nos levar até o local onde pegaríamos a campervan.

Após trâmites burocráticos, saímos com a campervan em direção a região de Coromandel. O tempo não estava bom para um dia com foco em praia, mas tudo era novidade naquele momento (começo de viagem, primeiro dia dirigindo na mão inglesa, primeiro vez numa campervan etc) e os quase 200 km até o destino foram espetaculares principalmente pelas paisagens impressionantes do interior neozelandês com paisagens de cair o queixo.

Paramos no nosso 1º camping que foi o Hot Water Beach TOP 10 Holiday Park, fizemos o check-in e pouco depois já saímos para conhecer Hahei Beach e Cathedral Cove que ficavam a poucos kms dali.

Primeiro passamos em Hahei Beach onde ficamos poucos minutos e de lá partimos para o início do caminho de uns 30 min que leva até Cathedral Cove. Uma pena que o dia estava nublado e com chuviscos intermitentes, mas mesmo assim deu pra entender porque esse lugar é um dos pontos turísticos do país e até foi escolhido como cenário do filme Crônicas de Nárnia.

Depois voltamos ao nosso camping onde apenas tomamos banho, comemos e dormimos cedo já que todos estavam super cansados da viagem. No fim, acabamos nem usufruindo da experiência de relaxar nas águas quentes da Hot Water Beach já que a maré baixa seria apenas por volta da meia noite e a chuva e o cansaço não nos animou a sair da campervan.

Ônibus Aeroporto: $NZ 18,00
Camping (powered site): $NZ 25,00 por pessoa


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Stingray Bay

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Smiling Sphinx Rock

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Cathedral Cove

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The Hoho Rock

16/11/2017 - Coromandel > Karangahake Gorge & Owharoa Falls > Omanawa Falls > Tauranga (Mount Maunganui) (210 km 🚐) 

Nesse dia acordamos cedo, tomamos nosso café da manhã na área comum do camping com o que havíamos comprado no supermercado no dia anterior e partimos para a 1ª atração do dia: Karangahake Gorge. Percorremos 100 km até chegar o local onde fizemos algumas trilhas leves para conhecer o local que tem uma importância histórica para a Nova Zelândia devido a ser um local onde havia mineração de ouro.

Depois desse passeio, andamos poucos kms e fizemos uma curta parada apenas para ver a cachoeira Owharoa antes de seguirmos caminho para a cachoeira de Omanawa, que ficava há pouco menos de 100 km de distância.

Omanawa Falls era um passeio muito aguardado por mim pois tinha visto ótimas recomendações sobre ela na internet mas tinha um porém: ela está fechada para turistas após a morte de um turista no local há uns anos. No entanto, é possível “pular o muro” para iniciar a trilha que leva até a cachoeira que leva menos de 1h em um terreno não muito bem demarcado mas ainda assim acessível.

O dia estava ensolarado e a cachoeira Omanawa não decepcionou! Ela é linda e fotos não mostram toda a beleza do lugar! O único ponto negativo é a água extremamente gelada!

Depois fomos em direção a Tauranga para pegar o pôr do sol no Monte Maunganui. Chegamos lá faltando ainda 1h para o pôr do sol e subimos o Monte Maunganui desde onde se tem uma bela vista para Tauranga.

Depois seguimos pro camping Fernland Spa que ficava a poucos kms de Tauranga onde deixamos nossa campervan e ainda tivemos pouco menos de 1h para usufruir da piscina de águas termais para relaxar do longo dia antes de irmos dormir.

Camping (powered site): $NZ 17,00 por pessoa 

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Karangahake Gorge

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Owharoa Falls

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Omanawa Falls

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Mount Maunganui - Tauranga

17/11/2017 - Tauranga > Matamata (Hobbiton) > Rotorua (Zorbing + The Redwoods) (130 km 🚐) 

Nesse dia saímos cedo mais uma vez do nosso camping após um tradicional café da manhã na cozinha coletiva e rumamos em direção a Matamata, que ficava há pouco mais de 50 km do nosso camping.

Matamata é a cidade onde fica o Hobbiton, local que se gravaram muitas das cenas dos filmes O Senhor dos Anéis e Hobbiton! Chegando no local, compramos os ingressos e ficamos aguardando na lojinha até o horário do nosso tour guiado.

O tour tem uma duração aproximada de 2 horas e segue um caminho demarcado passando por diversos pontos famosos que serão identificados facilmente pelos fãs da saga do Senhor dos Anéis. No fim, todos os participantes tem direito a uma bebida (cerveja artesanal local)!

Finalizado o passeio, dirigimos por volta de 1h até chegarmos em Rotorua. Primeiro paramos numa espécie de praça de alimentação a beira da estrada para almoçar e depois aproveitamos o dia de sol para fazer o passeio de Zorbing no OGO Rotorua (Zorbing é uma atividade de aventura criada em Rotorua e que tem se espalhado cada vez mais pelo mundo). Aproveitamos uma promoção do aplicativo Campermate e compramos o combo de 2 descidas.

Como Paulo não se interessou, eu e Rafa descemos dentro da bola gigante, sendo a primeira descida reta e a segunda em zigue-zague. O passeio é relativamente rápido mas é muito divertido, principalmente a descida em zigue-zague na minha opinião!

De lá voltamos ao centro de Rotorua para garantir uma vaga para nossa campervan no Rotorua TOP 10 Holiday Park e depois fomos para o Whakarewarewa Forest, mais conhecida como The Redwoods. Esse parque, como o próprio nome diz, é um local onde existem muitas sequóias e é um ótimo lugar para fazer trilhas a pé ou de bike! Andamos em algumas trilhas marcadas no mapa até o entardecer e depois voltamos pro centro para passar no supermercado Countdown onde abastecemos nossa dispensa e compramos carnes e cerveja pra fazer um churrasco à noite aproveitando a estrutura de churrasqueiras do camping.

Tour Hobbiton Movie Set: $NZ 84,00
Combo de 2 descidas no OGO Rotorua : $NZ 50,00

Camping (powered site): $NZ 30,00 por pessoa

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Hobbiton

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Hobbiton

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OGO - Rotorua

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The Redwoods

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The Redwoods

18/11/2017 - Rotorua (Waiotapu + Tamaki Maori Village) (60 km 🚐) 

Mais uma vez acordamos cedo e tomamos um café da manhã reforçado na cozinha coletiva do Camping e rumamos para o Parque Geotermal Waiotapu. O objetivo era chegar ao local cedo pois uma das atrações é a erupção forçada do Geyser Lady Knox que acontece todos os dias às 10h15.

Chegamos a tempo para acompanhar o “teatral espetáculo” que acontece todas as manhãs para ver o geyser lançando suas águas ferventes e depois seguimos rumo a entrada principal para seguir a trilha demarcada para visitar a maioria das atrações de Waiotapu, com destaque para o Champagne Pool. No fim, ainda demos um pulo numa área separada onde se encontram as Mud Pools antes de voltarmos para o centro de Rotorua.

Em Rotorua, paramos em algum lugar para almoçar e depois voltamos para o camping onde nos buscaria o transfer para o passeio ao Tamaki Maori Village que havíamos reservado na noite anterior (pegamos o 1º horário do dia já que era a única opção ainda disponível).

Esse passeio é uma uma espécie de imersão na cultura Maori feita de uma forma teatral, mostrando diversos hábitos e atividades maoris como danças, músicas, culinária etc. Sendo que os pontos alto são o Haka (famosa dança de guerra Maori) e o jantar feito com o calor da terra já que Rotorua é um local geotermal.

Waiotapu: $NZ 32,50
Tamaki Maori Village: $NZ 117,00 (inclui transporte e jantar)
Camping (powered site): $NZ 30,00 por pessoa

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Champagne Pool - Waiotapu

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Champagne Pool - Waiotapu

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Lake Ngakoro - Waiotapu

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Tamaki Maori Village

19/11/2017 - Rotorua > Taupo (Huka Falls) > Waitomo (Marokopa Falls + Mangapohue Natural Bridge) (290 km 🚐) 

Esse dia amanheceu com um tempo bem fechado e chuvas esporádicas, então acordamos e tomamos nosso café da manhã tradicional com calma e então saímos em direção a Taupo para ver a famosa Huka Falls.

A viagem até Taupo levou em torno de 1 hora e o frio e a chuva estavam mais convidativos para tomar um café num lugar fechado do que passear ao ar livre. Dessa forma, paramos no centro de Taupo e entramos em um café e ficamos enrolando um pouco para ver se a chuva dava uma trégua. Depois de um tempo, ainda demos uma volta pelo centrinho de Taupo, demos uma passada no lago de Taupo, comemos alguma coisa e então fomos para a Huka Falls.

A Huka Falls é a cachoeira com maior volume de água do país e nota-se isso ao chegar no local! Fomos em alguns mirantes e começamos a andar um trecho da trilha que margeia o Rio Waikato com suas águas de cor azul turquesa, mas pouco tempo depois a chuva voltou a dar sua cara e resolvemos abortar a trilha.

Seguimos então viagem já que teríamos em torno de 2h até chegar Waitomo. Chegando lá, fizemos nosso check-in no Waitomo Top 10 Holiday Park e, como já estava tarde, logo em seguida saímos em direção a Marokopa Falls que ficava há uns 30 km de distância numa estrada sinuosa.

Chegamos ao início da curta trilha que levava ao mirante da cachoeira e apreciamos um pouco a bela Marokopa Falls e então voltamos para a campervan para regressar a Waitomo, mas antes ainda fizemos uma parada rápida no caminho na Mangapohue Natural Bridge.

Camping (powered site): $NZ 27,00 por pessoa

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Huka Falls

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Huka Falls

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Marokopa Falls

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Mangapohue Natural Bridge

20/11/2017 - Waitomo (Black Water Rafting) > Auckland (200 km 🚐) 

Nesse dia, eu e o Rafa fizemos o famoso passeio nas cavernas de Waitomo: o Black Water Rafting. Existem várias empresas que fazem esse passeio, mas acabamos fazendo com a Kiwi Cave Rafting porque possuem um preço melhor comparado com as outras agências quando adquirido pelo site.

O passeio tem uma duração total de aproximadamente 5 horas e se inicia com a troca de roupas e um treino rápido de rapel, depois o passeio começa de verdade com uma descida em rapel de 27 metros até a caverna, depois fomos a um salão escuro na caverna ver os sensacionais glowworms, seguimos então flutuando numa boia pelas águas da caverna e vendo mais glowworms no caminho, depois andamos por caminhos estreitos formados no interior da caverna e então voltamos ao ponto do rapel mas dessa vez subimos escalaminhando um paredão de 20 metros de altura.

Após esse passeio incrível, tomamos um banho e Paulo já estava nos esperando para seguirmos de campervan por quase 3 horas de viagem até Auckland onde devolvemos nossa casa ambulante e nos encontramos com o Zaney que havia chegado mais cedo para começar a segunda parte dessa viagem focada em trilhas (as famosas Great Walks!)

Black Water Rafting (Kiwi Cave Rafting): $NZ 150,00
Fotos: $NZ 50,00 (mas como estávamos num grupo de 5, pagamos $NZ 10,00 cada um)

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Black Water Rafting - Waitomo

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Glowworm Caves (catálogo do Kiwi Black Water Rafting)

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Tongariro

21/11/2017 - Auckland > Whakapapa Village (340 km 🚗)   +   Tongariro Northern Circuit (Whakapapa Village > Mangatepopo Hut)  (9 km 🚶‍♂️)

Nesse dia levantamos cedo, tomamos um café da manhã com as sobras do que tínhamos na campervan e partimos eu, Zaney e Rafa com nosso carro alugado para uma viagem de umas 4h até Whakapapa Village (porta de entrada para os que desejam fazer o TNC).

No caminho, fizemos algumas paradas, sendo que as principais foram quando já estávamos bem próximos do Parque Nacional Tongariro. Uma das paradas foi no Mirante Piriaka (vista belíssima que resume bem as paisagens verdes que se avista por todo país) e outra foi na estrada do Parque para tirarmos as primeiras fotos do Tongariro!

Tongariro é o mais antigo parque nacional da Nova Zelândia e é um destino super famoso principalmente porque possui uma das trilhas de 1 dia mais lindas da Nova Zelândia: o Tongariro Alpine Crossing (que faz parte do TNC). No entanto, nosso objetivo era fazer o circuito completo de 43 km (sem considerar trechos opcionais) do Tongariro, a primeira das 4 Great Walks que eu e Zaney faríamos na Nova Zelândia: Tongrariro Northern Circuit (TNC).

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A TNC é um circuito que se recomenda percorrer em 4 dias de caminhada e que passa por lugares incríveis como montanhas, vulcões, cachoeiras, lagos etc. Tongariro se tornou ainda mais famoso em todo mundo depois do filme O Senhor dos Anéis já que o vulcão Ngauruhoe é o famoso Mount Doom retratado no filme.

Para fazer as Great Walks, é necessário reservar os huts ou campings já que são vários dias de caminhada. Eu reservei os 3 huts que dormiria em Tongariro com 3 meses de antecedência, mas a recomendação é fazer isso o quanto antes já que a procura é muito alta, principalmente nos meses de verão. As reservas são feitas exclusivamente pelo site do Departamento de Conservação da Nova Zelândia.

Voltando ao relato, chegando em Whakapapa Village, deixamos o carro no estacionamento público, comemos algumas besteiras que encontramos numa lojinha, deixamos avisado no DoC localizado na portaria que daríamos início ao trekking TNC e começamos a caminhada já por volta das 14h.

Fizemos a TNC no sentido horário e o primeiro dia seria de uma caminhada leve e sem muitas preocupações já que começamos tarde. O dia estava com um belo céu azul e isso fazia com que tivéssemos sempre ao nosso lado a vista do Monte Ngauruhoe e o Monte Ruapehu às nossas costas.

Foram um total de 3h de caminhada aproximadamente até chegarmos na primeira cabana que passaríamos a noite: Mangatepopo Hut. Chegando lá, descansamos um pouco, fizemos nossa primeira de muitas refeições da Back Country Cuisine, nos reunimos para o bate-papo com o ranger e então fomos dormir porque o dia tinha sido longo e o próximo também prometia!

Mangatepopo Hut: $NZ 36,00

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Mirante Piriaka (Piriaka Lookout)

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Trilha de Whakapapa a Mangatepopo com o Monte Ngauruhoe ao fundo

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Trilha de Whakapapa a Mangatepopo com o Monte Ngauruhoe ao fundo

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Monte Ruapehu

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Pôr do Sol em Mangatepopo Hut
 

22/11/2017 - Tongariro Northern Circuit (Mangatepopo Hut > Mt Ngauruhoe > Oturere Hut) (18 km 🚶‍♂️)

Esse dia foi sem dúvida o mais puxado entre todos os dias de trekking que fiz (não apenas no TNC como durante toda a viagem pela NZ).

Acordamos cedo já que o dia seria longo e para evitar a multidão que chega para fazer o Tongariro Alpine Crossing em excursões. Dessa forma, tomamos nosso café da manhã na cabana e saímos pouco depois das 7h da manhã com o objetivo de subir o Mt Ngauruhoe (aka Mount Doom do Senhor dos Anéis).

O dia tinha amanhecido lindo mais uma vez e a caminhada foi rápida até o ponto onde se começa a subida ao vulcão. Apesar de muita gente fazer esse trekking, poucos se aventuram em fazer o trecho opcional de subida ao Mt Ngauruhoe já que é um caminho não demarcado, bem mais cansativo e complicado de se completar para quem faz apenas um day-trip no Alpine Crossing.

Deixamos nossas mochilas cargueiras atrás de umas rochas e iniciamos a subida ao vulcão que tem altura de 2.291 metros! Zaney que tem mais preparo conseguiu subir mais rápido, mas eu e Rafa tivemos mais dificuldades e demoramos pelo menos 1h a mais para chegar ao cume (levamos pouco menos de 3h para chegar ao topo e depois ainda mais quase 1h para chegar na cratera do vulcão devido a dificuldade em andar no gelo sem calçado apropriado). Um fato relevante é que o trecho de subida possui muitas pedras soltas e tem que se tomar cuidado ao pisar para não causar uma avalanche de pedras que pode machucar feio que vem atrás (era comum ouvir o grito de ROCKS pra avisar quando isso acontecia)!

Quando cheguei a cratera, as nuvens começaram a invadir a paisagem e a visão ficou comprometida, mas mesmo assim deu para aproveitar bem o lugar que é impressionante!

Depois descemos de skibunda pela neve um trecho desde a cratera do vulcão (onde eu perdi meu relógio e machuquei a mão pra me frear na descida no gelo) e depois seguimos descendo. A descida sem dúvida foi mais fácil do ponto de vista do esforço físico mas também exigia muito cuidado com as pedras ou o terreno arenoso. Devo ter levado a metade do tempo que levei para subir até o cume do Mt. Ngauruhoe!

Chegando na base, pegamos nossas cargueiras e seguimos a trilha e começamos a subir a Devil´s Staircase (escadaria do diabo) até a chegada de 2 pontos incríveis: a Red Crater (cratera vermelha) e o Emerald Lakes Lookout (mirante dos lagos esmeralda). Ficamos um bom tempo apreciando o lugar e tirando fotos, aproveitando que a multidão do Alpine Crossing já não estava mais em peso porque já era tarde pois subimos o Mt Ngauruhoe!

De lá partimos em direção a nossa cabana e pulamos a ida ao Blue Lake já que voltaríamos nesse ponto no próximo dia para acompanhar o Rafa que não faria o TNC completo e também porque já estávamos morrendo de fome e sede já que nossa água havia acabado!

Chegamos acabados mas felizes no Oturere Hut após quase 12h de trilha pesada! Apenas tivemos força para beber muita água, preparar nosso almojanta e dormir!

Oturere Hut: $NZ 36,00

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Monte Ngauruhoe (Monte Doom do Senhor dos Anéis)

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Tongariro visto desde o alto do Monte Ngauruhoe

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Cratera do Monte Ngauruhoe (Monte Doom do Senhor dos Anéis)

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Cratera vermelha (Red Crater)

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Cratera Vermelha (Red Crater) e Monte Ngauruhoe

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Mirante Tongariro Crossing Emerald Lake
 

23/11/2017 - Tongariro Northern Circuit (Oturere Hut > Blue Lake > Oturere Hut > Waihohonu Hut) (18,5 km 🚶‍♂️)

Pelo roteiro padrão, o terceiro dia do TNC é um trecho sem grandes atrativos e com distância curta. Como nosso amigo Rafa não continuaría o TNC e nós não aproveitamos tanto a parte final do trecho do dia anterior, resolvemos eu e Zaney acompanhá-lo até o Blue Lake (Rafa iria sair pelo caminho do Alpine Crossing) e depois voltar ao Oturere Hut para seguir em direção ao nosso destino final do dia: Waihohonu Hut.

Levantamos um pouco mais tarde nesse dia, tomamos nosso café da manhã e iniciamos nosso trekking com mais um belo dia de céu azul. Os pouco mais de 5 km até o Blue Lake foram sempre em subida mas foi mais tranquilo para mim e Zaney já que deixamos nossas cargueiras no Oturere Hut.

No caminho, paramos algumas vezes para tirar fotos dos onipresentes vulcões Ngauruhoe e Ruapehu e depois ficamos boquiabertos com a cor do Emerald Lake sob o sol que fazia no momento. Seguimos caminho depois até o Blue Lake onde fizemos um lanche e nos despedimos de Rafa e então regressamos pelo mesmo caminho até o Oturere Hut.

Ao chegar no Oturere Hut, descansamos e comemos um pouco. Depois fomos na cachoeira próximo a cabana (Oturere Falls) para apreciar o local (pena que a água seja tão gelada pois o efeito de ausência de banho já começava a incomodar! rs).

Voltamos a cabana e pegamos nossas cargueiras e seguimos caminho em direção a nossa última hospedagem do TNC: Waihohonu Hut. Nesse momento, o tempo já havia mudado radicalmente e nuvens pesadas passaram a tomar conta da paisagem. O caminho foi feito sem muitas paradas e o mais diferente foi quando saímos da paisagem mais árida para entrar numa espécie de bosque quando estávamos já quase nos aproximado do Waihohonu Hut.

Waihohonu Hut: $NZ 36,00

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Monte Ngauruhoe (Monte Doom do Senhor dos Anéis)

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Monte Ruapehu

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Emerald Lake

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Blue Lake

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Oturere Falls

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Bosque próximo ao Waihohonu Hut
 

24/11/2017 - Tongariro Northern Circuit (Waihohonu Hut > Upper Tama Lake > Whakapapa Village) (24 km 🚶‍♂️)   +   Whakapapa Village > Wellington (340 km 🚗)

O último dia de caminhada começou com um tempo fechado e bastante nublado na direção do Mt Ngauruhoe. Como o dia seria longo, não esperamos o tempo melhorar e partimos cedo para o trekking.

A caminhada foi quase o tempo todo em constante subida mas de forma leve. A todo momento tínhamos a visão encoberta do vulcão Ngauruhoe à nossa direita e do vulcão Ruapehu à nossa esquerda.

A primeira metade do caminho foi sem muitos atrativos. Após aproximadamente 10 km andando, fizemos um desvio para um trilha opcional que leva aos mirantes dos lagos Tama. No primeiro ponto se tem uma vista do Lower Tama Lake com o vulcão Ruapehu ao fundo (pena que o tempo estava bem nublado!) e com mais 30 minutos de trilha em forte subida se chega ao mirante do Upper Tama Lake com o vulcão Ngauruhoe ao fundo (havia uma névoa tão grande que só era possível enxergar a base do vulcão).

Seguimos caminho e em pouco tempo alcançamos a última atração do TNC: a cachoeira Taranaki. Descansamos um pouco nesse lugar e tiramos algumas fotos e então seguimos rumo a Whakapapa Village, ponto final e inicial onde completamos nossa primeira Great Walk: Tongariro Northern Circuit (TNC).

Avisamos na sede do DoC que havíamos completado o TNC e ganhamos uma espécie de atestado/diploma de conclusão do TNC. Depois fomos para o estacionamento buscar nosso Corola alugado para seguir viagem pois nosso destino final do dia seria a capital neozelandesa: Wellington. 

Estávamos morrendo de fome após quase 8h de trekking e sem comer comida de verdade durante 4 dias, então paramos num restaurante indiano em Ohakune (uma cidadezinha que ficava há uns 50 km de Whakapapa Village) onde matamos a saudade de comida de verdade (não sei se era a fome, mas tava ótima a comida!). Depois seguimos viagem pois tínhamos ainda uns 300 km de estrada até chegar a Wellington.

Fizemos ainda uma outra parada num McDonald's para tomar um café e descansar um pouco e depois seguimos até nossa hospedagem em Wellington. Chegamos no Marksman Motor Inn era bem tarde, tanto é que tivemos que entrar em contato com eles já que chegaríamos depois do horário de check-in. Chegando lá, finalmente tomamos um banho depois de 4 dias, comemos nossa comida que havíamos comprado no restaurante indiano do caminho (já sabíamos que chegaríamos muito tarde em Wellington) e finalmente fomos dormir!

Quarto para 2 pessoas no Marksman Motor Inn: 
$NZ 120,00

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Monte Ruapehu

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Lower Tama Lake

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Upper Tama Lake

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Taranaki Falls

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25/11/2017 - Wellington > Nelson (200 km ✈️) 

Acordamos esse dia bem tarde já que não tínhamos grandes planos para o dia que não fosse se recuperar dos 4 dias de trilha em Tongariro e descansar para os próximos 5 dias de trilha que começariam já no próximo dia!

Assim, saímos da hospedagem depois das 10h e buscamos um bar/lanchonete no centrinho de Wellington e tomamos um café da manhã tranquilamente num lugar bem legal que estava repleto de locais aproveitando a manhã de sábado.

Como nosso voo seria apenas às 16h, pegamos o carro e demos uma volta pela cidade e decidimos ir até o Mount Victoria, local que permite ter uma visão 360º da capital neozelandesa! Após andarmos um pouco pelo Mount Victoria, decidimos ir direto entregar o carro na Apex e de lá o funcionário nos levou no próprio carro que entregamos até o aeroporto que ficava bem próximo da locadora.

Chegamos no aeroporto de Wellington com tempo, pegamos nosso voo da JetStar e demos adeus a ilha norte e chegamos na primeira cidade a ser conhecida na ilha sul: Nelson. Lá, fechamos um táxi com mais uma garota do voo até o centro de Nelson onde ficava nossa hospedagem.

Não tivemos muito tempo para conhecer Nelson nesse dia e nem era esse o nosso objetivo. Nelson era uma base estratégica para fazer a segunda Great Walk da viagem: Abel Tasman Coast Track. A única obrigação em Nelson foi visitar o supermercado para comprar alguns suprimentos para os próximos 5 dias de trilha que viriam pela frente.

Voo Wellington > Nelson pela JetStar: $NZ 48,00
Quarto para 2 pessoas no Trafalgar Lodge: $NZ 110,00

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Vista da capital Wellington desde o Mount Victoria
 

Abel Tasman

Abel Tasman é um destino bastante procurado na época de verão pois é um local com foco em praias. Apesar de ser uma região perfeita para caminhadas, muitos visitam Abel Tasman num bate-volta de carro, de tour guiado, de barco e até de caiaque.

Mas no meu caso, Abel Tasman foi a segunda das Great Walks que faria durante minha visita pela Nova Zelândia. A Abel Tasman Coast Track é uma caminhada que se recomenda fazer em 5 dias para apreciá-la com calma já que o objetivo aqui não é apenas caminhar mas também relaxar nas belas praias que existem ao longo de todo caminho.

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Ao contrário de Tongariro, em Abel Tasman fiquei principalmente em campings já que existem muitas opções de campings no caminho! Foram 3 noites em camping (Te Pukatea Bay, Bark Bay e Waiharakeke) e a última noite num hut (Whariwharangi Bay).

Para fazer as Great Walks, é necessário reservar os huts ou campings já que são vários dias de caminhada. Eu fiz todas as reservas com 3 meses de antecedência, mas a recomendação é fazer isso o quanto antes já que a procura é muito alta, principalmente nos meses de verão. As reservas são feitas exclusivamente pelo site do Departamento de Conservação da Nova Zelândia.

26/11/2017 - Nelson > Marahau Carpark (65 km 🚌)   +   Abel Tasman Coast Track (Marahau > Te Pukatea Bay)  (11,5 km 🚶‍♂️)

Nesse dia acordamos cedo pois o ônibus sairia de Nelson às 7h30 da manhã. Fomos andando da nossa hospedagem até o local de embarque do ônibus e passamos por um certo perrengue por não ter comprado a passagem com antecedência (perguntamos no dia anterior para a dona da hospedagem e ela tinha dito que poderíamos comprar na hora e então não nos preocupamos em comprar com antecedência). No entanto, o motorista não queria vender a passagem e quase não embarcamos (acho que não é política da empresa de ônibus os motoristas venderem a passagem)! Mas no final, o motorista acabou cedendo e conseguimos embarcar.

A viagem até Marahau levou quase 2h com algumas poucas paradas no caminho (em uma delas, aproveitamos para comprar um cartucho de gás que havíamos esquecido!). Chegando em Marahau, o ônibus parou no exato ponto de controle onde se inicia a caminhada do Abel Tasman Coast Track!

Começamos nossa caminhada e logo de cara senti meu pé sofrendo e tive que reduzir o ritmo e pisar de mal jeito (os dias de trekking em Tongariro fizeram estrago no meu pé direito!). Confesso que não foi muito prazeroso andar esse dia, mas por sorte não era uma caminhada pesada e tínhamos tempo de sobra para chegar ao destino final do dia.

A manhã começou com um tempo bem nublado e ao decorrer do dia as nuvens foram se dispersando e deixando a paisagem mais bonita. A caminhada se deu quase em sua totalidade margeando a costa, ou seja, sempre se tinha belas vistas das praias de Abel Tasman.

A maioria das pessoas que fazem esse trekking terminam o primeiro dia em Anchorage Bay por ser o local com mais estrutura e único lugar possível para ficar em cabana (ou seja, não acampar). No entanto, preferimos seguir um pouco mais e acamparmos em Te Pukatea Bay e não nos decepcionamos!

Te Pukatea Bay é uma baía linda (diria que a mais bela praia que vi em Abel Tasman) e além disso, super tranquila! A sensação era que tínhamos toda aquela praia apenas para nós e ainda tivemos a sorte de dormir em frente a ela! Montamos a barraca, comemos e descansamos um pouco e depois subi um caminho que levava ao mirante Pitt Head onde é possível ter uma vista de cima de Te Pukatea Bay e de Anchorage Bay.

Ônibus Intercity Nelson > Marahau: $NZ 21,00
Te Pukatea Bay Campsite: $NZ 15,00

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Início da trilha Abel Tasman - Marahau

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Tinline Bay

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Tinline Bay

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Te Pukatea

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Trilha ao Pitt Head Lookout

27/11/2017 - Abel Tasman Coast Track (Te Pukatea Bay > Bark Bay)  (14 km 🚶‍♂️)

A primeira noite acampando em Te Pukatea foi ótima! O clima foi agradável durante a noite e o único barulho foram as fracas ondas que quebravam na praia.

Acordamos cedo com o clarear do dia, tomamos nosso café da manhã (trouxemos pães com frios prontos de Nelson pra viagem) e partimos para a caminhada.

Meu pé ainda incomodava bastante e foi outro dia sofrido, mas sem dúvida o belo céu azul que fazia desde cedo deixaram meu dia mais feliz!

Saímos de Te Pukatea e fomos em direção a Anchorage Bay e em seguida começamos a caminhada pelo estuário de Torrent Bay aproveitando que a maré estava baixa. Aqui vale destacar a importância de saber o horário das marés em Abel Tasman, pois se a maré estivesse alta, teríamos que seguir por outro caminho que alongaria pelo menos em mais 1h a caminhada.

Tiramos nossas botas de trekking para andar pelo areia úmida de Torrent Bay até chegar o ponto onde voltamos a trilha demarcada. Nesse momento a trilha começou a ser mais dentro da mata, apesar que sempre era possível ter uma visão das praias ao nosso lado direito.

Passamos por diversos lugares e mirantes lindos no caminho e levamos umas 5h andando com calma (afinal meu pé não ajudava) até chegar nosso destino final do dia: Bark Bay.

Bark Bay estava totalmente diferente de Te Pukatea. Havia um grupo de adolescentes neozelandeses em excursão e o local estava cheio (cheio para padrões neozelandeses é claro! nem se compara com praias brasileiras lotadas! rs).

De toda forma, montamos nossa barraca, comemos e passamos a tarde descansando e aproveitando um pouco da praia de Bark Bay.

Bark Bay Campsite: $NZ 15,00

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Balloon Rock - Torrent Bay

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Torrent Bay

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Sandfly Bay & Frenchman Bay

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South Head Lookout

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Medlands Beach

28/11/2017 - Abel Tasman Coast Track (Bark Bay > Waiharakeke Bay)  (14 km 🚶‍♂️)

Tivemos mais uma ótima noite acampando e levantamos com mais um belo dia em Bark Bay.

Depois de tomar nosso café da manhã, partimos para a caminhada do dia! Infelizmente não conseguimos aproveitar tão bem os atrativos ao longo desse trecho pois precisávamos chegar relativamente cedo na enseada de Awaroa para fazer a travessia quando a maré tivesse baixa, se não ficaríamos preso em Awaroa e não conseguiríamos chegar ao local onde acamparíamos naquele dia.

Portanto, tivemos que apressar bastante o passo nesse dia já que Awaroa ficava há 4h30 de Bark Bay e a previsão da maré baixa era para acontecer por volta das 11h da manhã, sendo que a recomendação era que se pode atravessar até 2h após o horário da maré baixa.

Chegamos em Awaroa no limite e conseguimos fazer a travessia. Depois da travessia, paramos um pouco para descansar e comer algo e seguimos caminho rumo ao acampamento em Waiharakeke Bay que ficava relativamente próximo.

Chegamos no camping em Waiharakeke Bay e não havia ninguém no local. Montamos nossa barraca e com o calor do início da tarde, partimos para a praia que estava simplesmente vazia! Demos uma caminhada de reconhecimento na praia, ficamos relaxando na areia e até tentamos entrar no mar mas a água gelada não animava apesar do forte sol!

Voltamos para a barraca pra descansar e só acordamos após um grupo de jovens que chegaram numa excursão e que resolveram fazer uma parada no camping antes de seguir caminho. Ao fim da tarde eles foram embora e fomos os únicos a dormir em Waiharakeke nesse dia. Fomos dormir cedo também porque tínhamos o objetivo de acordar cedo para ver o nascer do sol no outro dia.

Waiharakeke Campsite: $NZ 15,00

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Bark Bay

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Bark Bay

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Bark Bay

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Waiharakeke Beach

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Waiharakeke Beach

29/11/2017 - Abel Tasman Coast Track (Waiharakeke Bay > Whariwharangi Bay)  (14 km 🚶‍♂️)

Nesse dia levantamos bem cedo e saímos de dentro da barraca mesmo com frio e escuridão para ir até a praia ver o nascer do sol.

Apesar do esforço, valeu muito a pena ter acordado cedo para ver o nascer do sol! O dia amanheceu lindo e com poucas nuvens, e o sol saiu iluminando a praia de um jeito incrível! O dia mal havia começado mas já dava a sensação que o melhor já tinha chegado!

Ficamos mais de 1 hora vendo o nascer do sol e depois voltamos para a barraca para descansar um pouco mais, tomar o nosso café da manhã e partir para o penúltimo dia de trilha em Abel Tasman.

Apesar do dia ter amanhecido bonito, quando começamos a trilha umas 3h após o nascer do sol, as nuvens tomaram conta do céu e as paisagens não estavam tão espetaculares.

Após umas 2h de caminhada chegamos a Totaranui, um dos 4 locais possíveis de chegar de carro em Abel Tasman. Seguimos caminho passando pela praia Anapai com suas rochas que possuem formas curiosas, sendo que uma delas lembra bastante as estátuas dos Moais da Ilha de Páscoa.

Seguimos caminho passando por Mutton Cove e então a trilha começou a ficar mais longe da costa mas de vez em quando era possível ver o mar. Caminhamos por umas 2h aproximadamente e chegamos finalmente na nossa última hospedagem: Whariwharangi Hut, uma cabana histórica construída em 1896!

Chegando lá, reservamos nossas camas, descansamos um pouco e comemos algo antes de fazer uma caminhada opcional que nos levaria até o Separation Point. Nesse momento o céu tinha aberto novamente e a caminhada foi mais agradável já que não havia o mochilão nas costas.

Chegando próximo ao Separation Point, ouvímos sons de pássaros e vimos ao longe vários deles numa rocha próximo ao farol e ficamos bem entusiasmados em nos aproximar. No entanto, ao chegar perto vimos que tudo era falso! Na verdade havia uma caixa de som e vários gannets de madeira (ave da região) espalhados pela rocha com o objetivo de atrair os gannets para a região.

Depois voltamos a nossa cabana, comemos numa mesa do lado de fora e vivenciamos um momento cômico: em Abel Tasman existem muitas wekas, uma ave típica da região, e uma delas aproveitou um momento de descuido nosso e roubou um pacote de smoothie em pó que tomaríamos de sobremesa! Zaney chegou a tentar correr atrás da weka mas ela deu um drible nele e se enfiou no mato! 😂

Whariwharangi Hut: $NZ 38,00

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Sunrise - Waiharakeke

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Sunrise - Waiharakeke

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Totaranui

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Anapai Beach

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Separation Point

30/11/2017 - Abel Tasman Coast Track (Whariwharangi Bay > Wainui Carpark)  (6 km 🚶‍♂️)   +   Wainui Carpark > Nelson  (125 km 🚌)

O último dia de caminhada seria curto e tínhamos que chegar até às 11h da manhã para pegar o transporte que nos levaria de volta a Nelson.

Acordamos cedo, tomamos nosso café da manhã e saímos de Whariwharangi rumo ao estacionamento em Wainui.

O dia amanheceu bastante nublado e as vistas das baía de Takapou e Wainui não foram tão impressionantes como poderiam ser num dia ensolarado, isso fez com que seguíssemos sem muitas paradas e chegamos no fim de nossa segunda Great Walk por volta das 10h.

Esperamos pela van junto com mais outras pessoas e ela chegou pontualmente às 11h20. A van nos levou até Motueka onde esperamos por um ônibus que nos levou até Nelson (nessa espera aproveitamos para comprar algo num mercado para comer).

Chegando em Nelson, fomos direto para nossa hospedagem para finalmente tomar um banho após 5 dias a base de lencinhos umidecidos! Depois disso, basicamente fomos andar sem compromissos no centrinho de Nelson e paramos na Trafalgar Street para comer/beber ao ar livre no The Vic já que a tarde estava ensolarada e o corpo pedia por isso após 5 dias de trekking.

Depois voltamos para nossa hospedagem, reservamos um táxi para nos levar ao aeroporto no outro dia cedo já que tínhamos voo para Queenstown às 6h30 da manhã e ficamos arrumando nossas coisas antes de dormir.

Ônibus Golden Bay Coachlines Wainui > Nelson: $NZ 42,00
Quarto para 2 pessoas no Admirals Motor Inn: $NZ 115,00

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Whariwharangi Beach

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Wainui Bay

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Takapou Bay

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Takapou Bay & Wainui Bay

 

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01/12/2017 - Nelson > Christchurch > Queenstown (800 km ✈️)

Acordamos cedo, comemos algumas coisas que havíamos comprado na noite anterior e fomos pegar o táxi que chegou na hora combinada para nos levar ao aeroporto de Nelson.

Nós demoramos pra decidir se faríamos o trecho até Queenstown de carro ou de avião. No fim, decidimos ir de avião para não perder muito tempo e aproveitar pelo menos 1 dia em Queenstown já que no próximo dia começaria o trekking em Routeburn. Com isso, acabamos pagando bem mais caro o voo até Queenstown!

Chegamos por volta das 7h30 em Christchurch e esperamos até 10h para pegar o próximo voo até Queenstown. Finalmente em Queenstown, fomos pra nossa hospedagem e nos reencontramos com o Rafa que já estava na cidade para dar uma volta no centrinho de Queenstown e depois paramos num restaurante para almoçar e decidir o que fazer à tarde. Zaney e Rafa decidiram fazer uma das atividades radicais de Queenstown: o bungee jump. Eu que não sou dessas coisas, preferi fazer um dos vários trekkings da cidade: o Queenstown Hill.

Antes disso, passamos num i-SITE (como é chamado o centro de informação turística da Nova Zelândia) para reservar o ônibus que levaria eu e Zaney para o início da trilha de Routeburn no dia seguinte e depois passamos numa loja para comprar um novo refil de gás para trilha.

Voltando para a trilha, são aproximadamente 3 km no total para chegar do centrinho de Queenstown até o topo de Queenstown Hill. O dia estava com um lindo céu azul e uma temperatura agradável, portanto fui caminhando tranquilo num percurso sempre em subida até chegar ao topo (são quase 500 metros de desnível do centro de Queenstown até o topo de Queenstown Hill).

Do topo de Queenstown Hill é possível ter uma vista em 360º espetacular de toda a cidade e da baía de Queenstown com as montanhas ao fundo.

Depois de ficar pelo menos 1h apreciando a paisagem e descansando da subida, comecei a descida e encontrei novamente com Zaney e Rafa que já haviam chegado do salto de bungee jump e voltamos para nossa hospedagem já que tínhamos que preparar nossas mochilas e comidas para a terceira Great Walk da viagem: Routeburn Track.

Quarto duplo no QBox: $NZ 120,00
Voo Nelson > Queenstown pela Air New Zealand: $NZ 388,00

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Baía de Queenstown

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Queenstown Hill Track

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Queenstown Hill Track

Routeburn Track

Routeburn é uma das Great Walks mais famosas da Nova Zelândia e a terceira que faria durante minha visita pelo país. A Routeburn Track é uma caminhada que se recomenda fazer em 3 dias e pode-se fazer em qualquer direção, apesar que segui a direção mais tradicional que começa em Routeburn Shelter (próximo a Glenorchy e Queenstown) e termina em The Divide (próximo a Milford Sound e Te Anau).

Ao contrário de Tongariro que tem paisagens áridas com vulcões e de Abel Tasman com suas lindas praias, Routeburn fica numa região mais úmida e tem uma característica mais alpina com seus vales, montanhas, lagos e picos nevados.

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Para fazer as Great Walks, é necessário reservar os huts ou campings já que são vários dias de caminhada. Eu fiz todas as reservas com 3 meses de antecedência e mesmo assim não consegui vaga para o Routeburn Falls e por isso acabei dormindo a primeira noite no Routeburn Flats. Por isso, a recomendação é fazer as reservas o quanto antes já que a procura é muito alta, principalmente nos meses de verão. As reservas são feitas exclusivamente pelo site do Departamento de Conservação da Nova Zelândia.

02/12/2017 - Christchurch > Routeburn Shelter Parking (70 km 🚌)   +   Routeburn Track (Routeburn Shelter > Routeburn Flats)  (6,5 km 🚶‍♂️)

Acordamos cedo mais uma vez para nos arrumar e comer algo antes de pegarmos o ônibus que nos levaria até o ínicio da trilha Routeburn. Também aproveitamos e deixamos no QBox um pouco das nossas roupas no transport cover do Zaney já que 1 semana depois voltaríamos a Queenstown e assim eliminaríamos peso das nossas costas na trilha.

Durante o caminho, a motorista foi falando o tempo inteiro, contando curiosidades sobre a região e fez 2 paradas no caminho: a primeira em um mirante na estrada onde se via o lago Wakatipu e a cadeia de montanhas da região e a segunda parada foi na cidade de Glenorchy para um café onde eu na verdade aproveitei para dar uma volta no lago Wakatipu apesar do forte vento que fazia.

Após umas 2 horas, chegamos no Routeburn Shelter Parking e começamos nossa caminhada do dia. A distância a ser percorrida nesse dia era relativamente pequena então fizemos a trilha com bastante calma.

Ao contrário do dia anterior em Queenstown, o dia estava bem nublado durante a trilha e o caminho foi quase todo margeando o rio Routeburn cuja cor da água é de um verde cristalino impressionante. No caminho existem diversas pontes que cruzam o rio Routeburn e a vegetação se faz presente a todo momento já que Routeburn fica numa região bastante úmida da Nova Zelândia.

Em um determinado ponto, fizemos uma parada as margens do lago para comer nosso lanche junto com várias pessoas que também faziam a trilha e depois seguimos nosso caminho até chegar ao Routeburn Flats onde eu passaria a noite (Zaney continuou pois passaria a noite no Routeburn Falls).

Como cheguei cedo, até fiquei interessado em fazer uma trilha opcional conhecida como North Branch que leva umas 4 horas ida e volta e que se inicia no Routeburn Flats. No entanto, começou a chover pouco tempo após a minha chegada ao Routeburn Flats, então preferi descansar essa tarde na cabana para o próximo dia que prometia ser mais longo. À noite durante a conversa com a ranger do hut, ela disse que havia sido o primeiro dia de tempo fechado na região após quase 1 mês de sol e céu azul =(

Ônibus Queenstown > Routeburn Shelter Parking: $NZ 45,00
Routeburn Flats Hut: $NZ 65,00

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Lago Wakatipu em Glenorchy

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Rio Routeburn

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Rio Routeburn

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Rio Routeburn

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Routeburn Flats

03/12/2017 - Routeburn Track (Routeburn Flats > Lake Mackenzie)  (13,5 km 🚶‍♂️)

Havia combinado de encontrar com o Zaney umas 9h no Routeburn Falls para continuarmos juntos a trilha. Assim, levantei por volta das 7h para me arrumar e tomar meu café da manhã já que o caminho até Routeburn Falls tinha uma previsão de 1h a 1h30.

O tempo tinha amanhecido bastante nublado e com uma forte névoa em certos pontos e isso só piorava com o caminho já que ele foi quase todo em subida. O caminho até o Routeburn Falls não teve nada de muito interessante (ou o clima ruim fez a paisagem menos atrativa pra mim) e cheguei ao Routeburn Falls em pouco mais de 1h, onde encontrei o Zaney para seguirmos a trilha.

Antes de seguir, Zaney comentou comigo que no dia anterior havia feito uma trilha opcional próximo ao Routeburn Falls que valia a pena fazer pois chegava a um mirante onde se tinha uma bela visão do vale do Routeburn com o rio e as montanhas ao lado. Assim, seguimos o caminho normal e então deixamos nossas cargueiras em um determinado ponto do caminho e seguimos a trilha opcional em subida até o mirante natural que ele havia ido no dia anterior. Essa side trip deve ter consumido entre 1 e 2 horas a mais no total mas foi muito bem vinda já que tivemos uma bela visão das montanhas Humboldt.

Pegamos nossas mochilas e seguimos caminhando até o lago Harris que é um dos pontos altos dessa trilha. Um lago belíssimo com montanhas de picos nevados ao redor. Uma pena apenas que a névoa e as nuvens impediam de termos uma visão ainda mais impressionante do lugar. Nesse lugar paramos para tirar umas fotos e no sentido contrário cruzamos e conversamos um pouco com um casal brasileiro que também estava fazendo o Routeburn Track.

Seguimos subindo na trilha até chegarmos ao ponto mais alto de Routeburn Track conhecido como Harris Saddle, onde há um abrigo que serve de emergência em caso de mudança repentina no clima. Fazia bastante frio nesse ponto e decidimos entrar no abrigo para descansar um pouco e comer algo para depois seguir nosso caminho que seria agora predominantemente em descida. Uma trilha opcional famosa que se inicia nesse ponto é a Conical Hill, no entanto, a trilha se encontrava fechada por risco de deslizamento de rochas, então acabamos seguindo direto (apesar que com o tempo nublado que fazia, acredito que não teríamos também uma boa vista das montanhas desde o topo da Conical Hill).

O caminho foi seguindo com uma bela vista de um vale com montanhas ao lado direito. Após muito caminhar, foi possível avistar o Lago Mackenzie desde o alto e o tempo começou a dar uma melhorada. Fizemos uma parada para descansar e tiramos algumas fotos do lago e seguimos numa descida forte em zigue-zague ao som dos Keas (espécie de papagaio das montanhas neozelandesas) até chegarmos a margem do Lago Mackenzie onde passamos a noite acampando.

Lake Mackenzie Camping: $NZ 20,00

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Humboldt Mountains

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Routeburn Track

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Lake Harris

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Lake Mackenzie

04/12/2017 - Routeburn Track (Lake Mackenzie > Key Summit > The Divide)  (15 km 🚶‍♂️)  +  The Divide > Te Anau (85 km 🚌) 

Nesse dia levantamos cedo mais uma vez assim que começou a clarear pois tínhamos 15 km de trilhas pela frente e o nosso ônibus tinha hora marcada para passar às 15h30 em The Divide (ponto final da Routeburn Track).

Por fim, no último dia de caminhada o tempo começou a melhorar e o céu azul se tornou presente!

Saímos do camping após nosso café da manhã e nos despedimos das águas esverdiadas do Lago Mackenzie! O caminho foi seguindo bem tranquilo até chegarmos na bela Earland Falls, uma cachoeira com queda d'água de 174 metros que molha qualquer um que passe próximo a ela.

O caminho segue em descida até chegar o Lago Howden onde também existe uma cabana para pernoite. Como estávamos andando num bom ritmo, fizemos uma parada rápida ali para descansar e comer algo e seguimos caminho até o ponto onde começa a subida para o Key Summit.

O Key Summit é uma trilha opcional que leva em torno de 30 minutos até atingir o topo de onde se tem uma visão 360º das cadeias montanhosas do Fiordland. Como o dia estava com céu claro, foi possível ter uma vista maravilhosa de toda região.

Depois de passar quase 1 hora apreciando a vista no Key Summit, começamos nosso caminho em direção do The Divide, onde chegamos por volta das 14h30 e com tempo de sobra para descansar até a chegada de nosso ônibus que nos levou em pouco mais de 1h até a cidade de Te Anau.

Chegando em Te Anau, fomos direto a nossa hospedagem para deixar nossas coisas e tomar um belo banho após 3 dias de trekking a base de lencinhos umedecidos. Depois apenas saímos para reservar nosso transfer até o início da Kepler Track (última Great Walk que faríamos e que já começaría no próximo dia), buscamos um restaurante para comer e fomos a um mercado para comprar comida para preparar para os próximos 3 dias de trilhas que viriam pela frente!

Quarto duplo no Kingsgate Hotel: 
$NZ 110,00
Ônibus The Divide > Te Anau: $NZ 40,00

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Lake Mackenzie

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Earland Falls

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Lake Howden

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Key Summit

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Key Summit

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Kepler Track

Kepler foi a última das 4 Great Walks que caminhei durante a viagem pela Nova Zelândia. Assim como a Routeburn, ela também fica dentro do Fiordland National Park e oferece maravilhosas vistas de fiordes, montanhas, florestas, cachoeiras etc.

A Kepler Track é uma caminhada circular que se recomenda fazer em 3 dias e pode-se fazer em qualquer direção. Sua grande vantagem é que é uma das Great Walks com maior facilidade de acesso justamente por ser circular e se encontrar a poucos quilômetros da cidade de Te Anau.

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Para fazer as Great Walks, é necessário reservar os huts ou campings já que são vários dias de caminhada. Eu fiz todas as reservas com 3 meses de antecedência e mesmo assim só consegui fazer esse trekking no sentido invertido pois não havia mais vagas em uma das noites para se hospedar no Luxmore Hut. Por isso, a recomendação é fazer as reservas o quanto antes já que a procura é muito alta, principalmente nos meses de verão. As reservas são feitas exclusivamente pelo site do Departamento de Conservação da Nova Zelândia.

05/12/2017 - Te Anau > Rainbow Reach Car Parking (14 km 🚐)   +   Kepler Track (Rainbow Reach > Iris Burn Hut)  (22 km 🚶‍♂️)

Levantamos cedo para terminar de arrumar o que faltava e comer algo antes de pegarmos o transfer para o início da última das Great Walks da viagem: Kepler Track.

Como nessa trilha não faríamos acampamento, separamos barraca e outros objetos que não utilizaríamos na trilha para deixar em Te Anau para ficarmos mais leves durante a caminhada. No entanto, a hospedagem que ficamos (Kingsgate Hotel) não aceitava guardar nada e tivemos que, de última hora, ir até o centro de apoio ao turista deixar nossas coisas antes de pegar o transfer.

O transfer parou primeiramente no ponto onde se inicia a trilha para quem faz no sentido tradicional e depois o transfer foi até o Rainbow Reach onde nós descemos para iniciar a trilha no sentido inverso.

Esse dia seria longo já que seriam 22 km de caminhada até nossa hospedagem do dia. Por sorte, boa parte do caminho era em terreno plano, então não foi um dia tão desgastante.

O início da trilha acontece em uma região bastante verde e úmida e logo se atravessa uma ponte sobre o rio Waiau com suas águas lindas de cor verde.

Após uma boa caminhada, chega-se ao Moturau Hut que fica de frente ao lago Manapouri, numa baía chamada Shallow Bay. Aproveitamos o local com mesas e cadeiras para comer algo e descansar antes de seguirmos.

Seguimos caminho pela trilha que vai margeando o rio Iris Burn e paramos apenas em outro momento na beira do rio para descansar e comer algo antes de chegarmos até o Iris Burn Hut.

Escolhemos nossas camas, deixamos nossas mochilas e logo após um breve descanso, partimos numa trilha rápida de uns 20 minutos até uma cachoeira que tem próximo ao hut: Iris Burn Falls. O local é bonito, sendo que a cachoeira tem um belo poço para banho, mas nunca vimos tantos mosquitos (o famoso sand fly) como nessa cachoeira. Era praticamente impossível ficar parado por 1 minuto ali sem ser atacado por uma fumaça de sand flies! Dessa forma, ficamos pouco tempo ali e voltamos para o hut para comer, jogar conversa fora e descansar.

Transfer Te Anau > Rainbow Reach: $NZ 14,00
Iris Burn Hut: $NZ 65,00

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Waiau River

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Caminho no meio da floresta

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Várias plantas típicas durante a triha na Kepler Track

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Caminhando por um vale no Kepler Track

06/12/2017 - Kepler Track (Iris Burn Hut > Luxmore Hut)  (14,5 km 🚶‍♂️)

Esse dia amanheceu com um tempo bastante fechado e portanto decidimos adiar o horário de nossa saída para quem sabe o tempo melhorar.

Dessa forma, continuamos descansando um pouco mais em nossa cabana e depois partimos para a caminhada do dia, que seria bem mais curta que no dia anterior mas que, em compensação, seria bem mais cansativa já que teríamos que vencer um desnível de uns 800 metros até o destino final.

A vantagem é que o trecho mais difícil já começa logo no início da caminhada, portanto o corpo ainda não está cansado para o trecho de subida com vários trechos em zigue-zague.

Depois de algumas horas de caminhada, chegamos ao abrigo Hanging Valley e tivemos a primeira vista real do fiorde sul do lago Te Anau. Aproveitamos o lugar para descansar da forte subida e para comer algo apreciando uma bela paisagem.

Seguimos caminhando agora em descida até chegar ao abrigo Forest Burn para então iniciarmos novamente um trecho de subida até chegarmos numa bifurcação para uma trilha opcional até o cume do Mt Luxmore. Deixamos nossas mochilas cargueiras atrás de umas rochas e seguimos leves até o topo do Mt Luxmore que nos brindou com vistas 360º de toda a região, sendo possível ver todo o fiorde sul do Lago Te Anau, a cidade de Te Anau e todas as montanhas da região. Um espetáculo de visual que ficou ainda melhor porque o céu abriu nesse momento e como saímos mais tarde, tinhamos todo esse visual apenas para nós!

Depois de mais de 1 hora no topo do Mt Luxmore, resolvemos descer e pegar nossas mochilas para seguir caminho. Em torno de 1 hora chegamos ao Luxmore Hut, nossa última hospedagem na Kepler Track. Fizemos nosso almojanta, descansamos um pouco e depois fomos dormir.

Luxmore Hut: $NZ 65,00

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Caminho entre o Iris Burn Hut e o Luxmore Hut na Kepler Track

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Fiorde Sul do Lago Te Anau & Murchison Mountains

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Fiorde Sul do Lago Te Anau visto do cume do Mt. Luxmore

07/12/2017 - Kepler Track (Luxmore Hut > Te Anau)  (17 km 🚶‍♂️)

Esse dia colocamos o alarme para despertar bem cedo para vermos o nascer do sol e foi uma experiência sensacional. Como o Luxmore Hut fica a mais de 1000 metros do nível do mar, ao acordar tivemos a vista da lua cheia de um lado, do sol nascendo do outro lado e das nuvens abaixo do nível onde estávamos! Espetacular!

Depois de ficar 1 hora apreciando o nascer do sol, fizemos uma caminha de uns 10 minutos até a Luxmore Cave, uma mini caverna (mais para uma gruta na verdade) próxima ao Luxmore Hut que não rendeu grandes vistas.

Voltamos para o hut para tomar nosso café da manhã antes de seguir caminho em direção a Te Anau. O caminho se deu quase em sua totalidade em descida, passando inicialmente por uma região de floresta onde tivemos que literalmente cruzar as nuvens que estavam abaixo de nós.

Depois de uma boa caminhada, chegamos na margem do Lago Te Anau (Brod Bay) onde muitos aproveitam para fazer esportes aquáticos ou simplesmente entrar na água para se banhar. O caminho seguiu margeando o lago o tempo todo, passamos pela Dock Bay até chegar na portaria de entrada do Fiordland National Park.

Como não sabíamos o horário que chegaríamos nesse dia, decidimos não reservar o transfer até a cidade e tivemos que andar mais uns 5 kms até chegar o centro de Te Anau.

Chegamos em Te Anau por volta de 13h e fomos ao Arran Motel deixar nossas coisas para tomar um banho e alugar um carro para fazer o caminho a Milford Sound já que o dia estava lindo e a previsão para o próximo dia era de chuva. No entanto, ao chegarmos na locadora RaD Car tivemos a péssima notícia que só conseguiríamos pegar o carro às 16h30, o que estragou nossos planos de aproveitar o dia ao máximo.

Dessa forma, decidimos então descansar, comer comida de verdade em um dos restaurantes de Te Anau para depois pegar o carro para fazer a Milford Road até onde fosse possível... mas isso deixarei para o relato abaixo.

Quarto para 2 pessoas no Arran Motel: $NZ 148,68

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Luxmore Hut

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Floresta

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Brod Bay

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Ilha Sul de carro

07/12/2017 - Te Anau > Milford Sound > Te Anau (Parte II) (240 km 🚗

Chegamos a RaD Car Rental pouco antes das 16h30 para pegar nosso carrinho para ir a Milford Sound o quanto antes.

O ideal é sair o mais cedo possível e nosso plano seria visitar o lugar apenas no outro dia, mas como a previsão para o próximo dia era de chuva, pegamos o carro e fomos logo percorrer o que fosse possível da Milford Road já que o dia é longo no mês de dezembro.

A estrada para Milford Sound é linda e tem diversos atrativos no caminho para parar. Como estávamos com o tempo curto, paramos em apenas alguns dos pontos indicados e outros pontos aleatórios que decidimos na hora também. Para mais detalhes, acesse o site do DOC que contém um mapa com os atrativos da estrada.

Mal começamos o caminho e já tivemos que parar devido a um rebanho de ovelhas que estavam cruzando a estrada! Seguimos caminho e paramos em pontos como o Knobs Flat que possui uma bela vista das montanhas e no Mirror Lake, que como o nome já indica, reflete as montanhas devido ao lago não sofrer muita ação do vento.

Passamos na região de The Divide que foi onde terminamos o Routeburn Track uns dias atrás e seguimos caminho, subindo cada vez mais até chegar ao Homer Tunnel, um túnel que só tem 1 faixa e por isso tivemos que esperar alguns minutos até sermos liberados para atravessá-lo. Enquanto isso, ficamos observando os Keas (papagaios alpinos típicos da Nova Zelândia) e as diversas cachoeiras que se formavam com o degelo dos glaciares! Cenário lindo!

Seguimos caminho rapidamente até o fim da estrada e chegamos em Milford Sound já era quase 19h e pouco fizemos lá já que não havia mais passeios de barco nesse horário e o Hommer Tunnel fecharia às 20h. Dessa forma, depois de poucos minutos ali partimos no caminho de volta a Te Anau, parando em mais alguns pontos, principalmente em um local onde havia várias flores roxas típicas da primavera/verão neo zelandês: as lupins. Ficamos ali tirando várias fotos com o sol baixando e depois seguimos sem parar muito até chegar a Te Anau.

Aluguel do carro na RaD Car Rental: $NZ 304,00 (incluso 2 diárias + taxa de devolução em Queenstown)

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Ovelhas em Milford Road

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Knobs Flat - Milford Road

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Mirror Lake

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Monkey Creek - Milford Road

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Lupins na Milford Road

08/12/2017 - Te Anau > Milford Sound > Te Anau > Queenstown (370 km 🚗

Acordamos nesse dia e vimos que a previsão se confirmava: tempo fechado e com chuva! Até esperamos um pouco mais para ver se o tempo iria melhorar mas não parecia que isso iria ocorrer.

Enfim, como não tinhamos dias sobrando, nos restou ir assim mesmo em direção a Milford Sound! Fizemos o mesmo caminho de carro que havíamos feito no dia anterior até chegar o estacionamento em Milford Sound.

O tempo em Milford Sound estava ainda pior, com chuva forte e céu bastante encoberto! Fomos até o centro de visitantes e compramos o ticket para fazer o passeio de barco em uma das várias empresas do local e ficamos esperando até o horário de saída.

O passeio de barco é bastante legal e deve ser maravilhoso num dia de sol. Milford Sound é conhecido por ser uma região extremamente úmida, com mais de 200 dias de chuva ao longo do ano, mas o dia que fomos estava realmente bem ruim!

Durante o passeio de barco no fiorde neo zelandês, é possível ver diversas cachoeiras de todos os lados desembocando diretamente no mar! Além disso, fomos surpreendidos com um lindo grupo de golfinhos que fez a festa dos turistas! Depois ainda vimos um grupo de leões marinho em cima de umas rochas antes de seguir até uma espécie de deck onde o barco atracou e descemos para uma visita guiada sobre fauna e flora marinha.

Depois de 1h nesse local, outro barco passou para nos pegar e nos levar até o ponto inicial em Milford Sound. Lá pegamos nosso carro e seguimos caminho de volta até Te Anau onde paramos para comer já que chegaríamos tarde em Queenstown. Depois de jantar em Te Anau, seguimos viagem até Queenstown no fim da tarde e ao longo da noite, chegando em Queenstown por volta das 23h.

Passeio de barco em Milford Sound: 
$NZ 99,00
Quarto duplo no QBox em Queenstown: $NZ 120,00

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Milford Sound

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Cachoeira e leões marinho em Milford Sound

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Várias cachoeiras indo de encontro ao mar em Milford Sound

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Mais uma cachoeira durante o cruzeiro em Milford Sound

09/12/2017 - Queenstown > Wanaka (75 km 🚗

Nesse dia me despedi do Zaney que pegou nosso carro alugado e partiu rumo ao aeroporto de volta ao Brasil. Já eu teria ainda mais 1 semana pra conhecer as belezas da ilha sul neo-zelandesa.

Pegamos nossas coisas no hostel, Zaney me deu carona até o centro de Queenstown onde nos despedimos e fui dar uma caminhada pela cidade até dar a hora de pegar o carro alugado que me acompanharia por 1 semana até o final da viagem.

Dei uma volta pela orla da baía de Queenstown indo em direção ao jardim botânico, dei uma volta pelo lugar e depois voltei para o centro para experimentar o famoso hamburguer da Fergburger e para fechar o roteiro gastronômico, passei na sorveteria Patagonia.

De barriga cheia, fui até a loja da Apex (loja com melhor custo-benefício para aluguel de carros na NZ) buscar meu Corolla e parti em direção a Wanaka seguindo a Alpine Scenic Route que é uma estrada bastante sinuosa mas que apresenta belas vistas.

Cheguei no hostel em Wanaka e conheci 2 brasileiros no hostel e combinamos de fazer a trilha de Roys Peak no próximo dia, assim partiu dormir para aguentar mais uma trilha.

Aluguel do carro na Apex: $NZ 245,00 (7 diárias com seguro total incluído)
Quarto compartilhado no YHA Wanaka Hostel: $NZ 36,00


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Baía de Queenstown

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Jardim Botânico de Queenstown

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Mirante Arrow Junction na estrada Crown Range entre Queenstown e Wanaka

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Lupins na estrada Crown Range a caminho de Wanaka

10/12/2017 - Wanaka - Trilha Roys Peak (16 km 🚶‍♂️

Esse dia me juntei a outros 2 brasileiros que conheci no hostel e fomos fazer a famosa trilha Roys Peak.

Pegamos o carro e antes de ir até a trilha, passamos na orla do lago Wanaka para conhecer a famosa árvore que fica dentro do lago, também conhecida como #ThatWanakaTree. Quando chegamos, havia vários fotógrafos por lá e alguns casais orientais fazendo mil poses!

Ficamos um tempo lá e então partimos para o início da trilha de Roys Peak que fica a apenas uns 5 km do centro de Wanaka.

A trilha para Roys Peak é bem cansativa já que é uma subida de mais de 1000 metros de elevação e o caminho tem vários trechos bem íngremes. No entanto, a vista é cada vez mais incrível a cada passo que se dá.

Existem 2 pontos principais na trilha: um mirante quando já se subiu mais da metade do caminho e um último mirante onde tem uma mini casinha. 

Paramos no 1º mirante para descansar, comer e tirar fotos. Depois seguimos caminho até o topo onde também aproveitamos pra descansar e tirar fotos! A visão no topo com as montanhas, o lago Wanaka e a cidade ao fundo era espetacular! Uma das vistas mais lindas da viagem!

Depois de umas 4h fazendo esse caminho (contando paradas), começamos a descer. A descida foi bem mais tranquila e levamos menos de 2h para chegar ao estacionamento, pegar o carro e voltar ao centro da cidade.

Quarto compartilhado no YHA Wanaka Hostel: $NZ 36,00

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#ThatWanakaTree

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Panorâmica desde Roys Peak

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Vista desde Roys Peak

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Eu e a vista durante a trilha Roys Peak

11/12/2017 - Wanaka > Rob Roy Glacier > Wanaka (110 km 🚗)  +  Wanaka > Glentanner (Mount Cook) (185 km 🚗)

Hoje o dia seria longo, então levantei cedo, fui na cozinha coletiva do hostel preparar meu café da manhã reforçado e um lanche pra levar, e então peguei o carro em direção ao Rob Roy Glacier.

O caminho para o Mount Aspiring, onde fica o Rob Roy Glacier, tem aproximadamente 50 km. No entanto, boa parte dele é feita em estrada de terra/rípio, o que faz com que se demore muito mais para chegar ao destino (pelo menos 1h de estrada). Além disso, principalmente no fim do caminho, existem várias poças ou riachos que atravessam a estrada que tornam a direção mais complicada. Inclusive, faltando uns 2 km até o início da trilha, havia vários carros parados antes de uma poça que parecia funda, dessa forma, resolvi estacionar ali também por garantia e seguir a pé desde esse ponto.

Os 2 kms adicionais de caminhada foram ótimos pois era uma caminhada num vale lindo, com um visual com cachoeiras, rios e ovelhas numa paisagem super verde típica da Nova Zelândia.

Chegando ao início da trilha, atravessa-se uma ponte suspensa e inicia-se a caminhada de aproximadamente 5 km até o glaciar Rob Roy. O dia estava bastante nublado e chegava a cair uma garoa em alguns momentos, mas segui até encontrar o glaciar, onde se tem uma vista incrível com as geleiras no topo da montanha e várias cachoeiras formadas pelo derretimento do gelo.

Após uma pausa no glaciar para descanso, fiz o caminho de volta e ganhei uma carona de um ônibus escolar até o lugar onde havia deixado o carro. Chegando no carro, fiz um lanche e segui caminho de volta a Wanaka, parando ainda no Diamond Lake onde fiz uma caminhada em redor do lago e subi até uma plataforma para ter uma visão aérea da região.

Voltei pro carro e segui viagem a Wanaka. Como ainda teria um longo caminho até chegar a Glentanner (quase 200 km de estrada), resolvi ir no mercado em Wanaka para comprar mantimentos para os próximos dias e também passei numa Domino´s Pizza para comer algo já que sabia que não teria como comer nada no horário que ia chegar no hostel.

Saí de Wanaka já no fim da tarde e peguei boa parte da estrada no escuro (o que me privou de ter uma prévia do visual do Lake Pukaki e do Mt Cook). Cheguei no hostel em Glentanner por volta das 22h, minha chave ficou num box já que a recepção já estava fechada, fui na cozinha coletiva guardar a comida que havia comprado na geladeira e acabei conhecendo um outro brasileiro e combinamos de ir juntos ao Mt Cook no próximo dia.

Quarto compartilhado no Glentanner Park Centre: $NZ 40,00

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Rio Matukituki próximo do início da trilha ao Rob Roy Glacier

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Cachoeira e o Rob Roy Glacier

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Rob Roy Glacier

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Vista do alto do Diamond Lake e montanhas

12/12/2017 - Glentanner > Mount Cook > Glentanner (50 km 🚗

Esse dia ao acordar, pude ver com o céu claro o lugar lindo que estava! Era possível ver um pedaço do Lake Pukaki e ao fundo a cadeia de montanhas de Mount Cook!

Tinha combinado com o Rodrigo na noite anterior em levantarmos por volta das 8h e assim fizemos. Fomos nos arrumar, tomar um café da manhã na cozinha coletiva e pegamos o carro rumo ao Mount Cook.

Dirigimos cerca de uns 25km até o estacionamento para fazer a trilha mais famosa do Mt. Cook: Hooker Valley Track. Essa foi uma das trilhas mais lindas que fiz na Nova Zelândia e é super fácil já que o caminho é quase todo plano e são apenas 10 km ida e volta. Durante todo o caminho é possível ver o Mount Cook ao fundo e ele vai crescendo na paisagem cada vez que se anda até o momento que se chega no Hooker Lake, um belo lago de degelo do Mount Cook e do glaciar Hooker, contendo até pedaços de iceberg flutuando! O Glaciar Hooker é gigante e as fotos não passam a real dimensão do lugar!

Depois de pelo menos 1 hora contemplando o Mount Cook, começamos o caminho de volta e decidimos fazer outra trilha pequena já que tinhamos tempo sobrando: a trilha ao mirante Kea Point. No ponto final, é possível ver o Glaciar Mueller. Uma pena que muitas cinzas encobrem o glaciar e não é possível ver aquele azul tradicional de glaciares, mas mesmo assim é uma vista linda que vale a pena!

Voltamos ao estacionamento para pegar o carro e dirigir uns 10 km para fechar o dia fazendo o passeio ao Tasman Glacier. A caminhada até o ponto onde se tem a vista panorâmica do Lago e Glaciar Tasman é relativamente rápida apesar de ser em subida. Mas o esforço vale a pena com a visão incrível de mais um lago rodeado por montanhas com seus picos nevados e o imenso glaciar!

Depois de um dia que rendeu tanto, voltamos para o hostel onde o Rodrigo me deixou e seguiu viagem já que ele dormiria em outro lugar. Depois de um dia com tantas atividades, apenas me restou tomar um banho, comer algo e passar o restante do dia descansando antes de ir para cama dormir.

Quarto compartilhado no Glentanner Park Centre: $NZ 40,00

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Hooker Valley

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Eu pequenino no canto inferior direito, o Mount Cook, o lago e o glaciar Hooker

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Glaciar Mueller e Mt Cook visto do Mirante Kea Point

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Tasman Glacier

13/12/2017 - Glentanner (Mount Cook)

Os planos do dia era voltar ao Mount Cook para fazer a trilha até o Mueller Hut.

No entanto, a chuva chegou forte na região e não parou por um segundo. Como eu já tinha reservado a diária no hostel antecipadamente, acabei tirando esse dia pra descansar e comer bem para repor as energias que já estavam acabando junto com a viagem pela Nova Zelândia.

Pra não deixar essa data sem fotos, seguem outras fotos do belo Mount Cook...

Quarto compartilhado no Glentanner Park Centre: $NZ 40,00
 

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Estrada para Mt Cook

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Peter's Lookout - Mirante na estrada a caminho do Mt Cook

14/12/2017 - Glentanner (Mt Cook) > Arthur's Pass (Lake Pukaki + Lake Tekapo + Castle Hill) (400 km 🚗)

Esse dia seria longo no sentido que teria que dirigir em torno de 400 km desde Glentanner (Mt Cook) até Arthur's Pass (última parada antes do fim da viagem).

Apesar de ter que dirigir muito, a ideia seria ir parando em vários pontos no caminho para conhecer algumas atrações da região, sem contar que apenas o ato de dirigir pela Nova Zelândia já é um passeio turístico. 😃

Saí cedo de Glentanner e segui caminho sempre margeando o imenso Lake Pukaki. Parei em um determinado ponto na estrada num mirante (Peter´s Lookout - foto acima) onde era possível ver o lago Pukaki com o Mt Cook ao fundo. Uma paisagem linda, pena que ainda estava bastante nublado naquele começo de manhã.

Segui caminho e parei novamente em outro mirante (Lake Pukaki Viewing Point) quando já havia entrado na estrada Twizel-Tekapo. Como já estava um pouco mais tarde, o céu já tava começando a abrir e o sol a bater no lago, deixando a paisagem mais bonita.

Voltei pro carro e dirigi em direção ao Lake Tekapo. Chegando em Tekapo, fui direto para o observatório de Monte John para ter uma vista do alto do Lake Tekapo. Nesse lugar é feito passeios noturnos para tour astronômico, mas como fui durante o dia, o jeito foi só contemplar a vista 360º do lago.

Depois de um tempo tirando fotos, andando pelas trilhas e após um lanche, segui caminho em direção ao centrinho de Tekapo mas ainda parei em um ponto na estrada onde havia várias lupins (a flor que lembra lavanda e que é atração nessa época de novembro a dezembro na Nova Zelândia). A paisagem com as lupins fica ainda mais incrível! Segui caminho e ainda parei no centrinho de Tekapo para ter uma outra visão do lago. Fiquei impressionado com a diferença visual da cor do lago já que no alto do observatório, o lago era de uma cor azul forte e na base do lago se via o lago de um verde esmeralda incrível.

Com tanta coisa pra fazer no dia, acabei esquecendo de parar na famosa Igreja do Bom Pastor (Church of good Shepherd). É uma igrejinha super conhecida e muito fotografada principalmente durante a noite ao fazerem o passeio do stargaze.

Como fiquei bastante tempo em Tekapo, tive que me controlar nas próximas paradas já que só tinha feito 100 km dos 400 km, portanto ainda tinha muito asfalto até o destino. Para o caminho ser mais interessante, decidi ir pela estrada chamada Inland Scenic Route, o que se revelou uma ótima escolha porque o caminho realmente foi lindo em quase toda sua totalidade. Entre vários pontos interessante nesse caminho, resolvi parar em Mount Hutt nas margens do Rio Rakaia para fazer um lanche e esticar um pouco as pernas caminhando por um pedacinho da Rakaia Gorge Walkway.

Depois de uma horinha por ali, segui viagem até Sheffield onde saí da Inland Scenic Route para pegar finalmente a linda West Coast Route, estrada que me levaria até meu destino final: Arthu's Pass. Essa estrada tem vários lugares lindos para parar e foi difícil de me segurar para não parar em cada placa que via na estrada, mas segui caminho parando apenas em Kura Tāwhiti na cidade de Castle Hiil. Essa atração é famosa pelas grandes rochas de limestone que se encontram espalhadas pelo local e há uma trilha demarcada para andar em torno dessas formações.

Após percorrer essa trilha, voltei pro carro e percorri os últimos 50 km até chegar ao hostel em Arthur's Pass. Cheguei já no fim do dia e a recepção já estava fechada, portanto peguei minha chave num envelope e fui ao quarto deixar minhas coisas para então ir até a cozinha preparar algo para comer já que nesse horário já não havia mais nada aberto na região.

Quarto compartilhado no Arthur's Pass YHA: 
$NZ 33,00
 

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Lake Pukaki e Mount Cook visto do mirante do Lake Pukaki (Lake Pukaki Viewing Point)

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Lake Tekapo e montanhas visto do Mt John Observatory

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Lupins e montanhas na região de Tekapo

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Lake Tekapo visto desde o centro da cidade de Tekapo

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Rio Rakaia - Rakaia Gorge Walkway

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Kura Tāwhiti - Castle Hill

15/12/2017 - Arthur's Pass - Trilha Bealey Spur Track (12 km 🚶‍♂️

Na noite anterior havia feito amizade com uma alemã que também estava viajando sozinha e estava no mesmo quarto do hostel e combinamos de fazer a trilha mais famosa de Arthur's Pass: a Avalanche Peak. No entanto, o dia estava bastante encoberto e ao ir no posto de informações turísticas, não nos recomendaram subir a Avalanche Peak pois seria perigoso devido ao mau tempo e sugeriram irmos um pouco mais ao sul e fazermos uma outra trilha: a Bealey Spur Track.

Dessa forma, pegamos o carro e dirigimos em torno de 15 km até o início da trilha Bealey Spur. A indicação na placa dizia que seriam 6 km de caminhada até o histórico Bealey Spur Hut e que levaria em torno de 2h30m já que o caminho é feito basicamente em subida (apesar de a subida não ser tão íngrime).

Fomos andando a trilha que inicialmente era mais fechada e com bastante árvores e com o tempo foi ficando mais aberta, possibilitando a ter uma vista mais panorâmica da região.

Chegamos ao hut e aproveitamos para descansar um pouco e comer algo. Durante esse momento, encontramos um neozelândes de Christchurch que havia vindo tirar uns dias de folga com sua mãe e nos recomendou seguir caminho até o topo da montanha para ter uma visão 360º e assim fizemos.

Foram mais uns 40 minutos de caminhada numa trilha não muito bem demarcada mas ao final chegamos ao topo onde se tem uma visão espetacular do rios Bealey e Waimakariri com as cadeias de montanhas ao redor.

Depois fizemos o caminho de volta pela mesma trilha que subimos. Gastamos em torno de 6 horas em todo o percurso mas o fizemos com bastante calma, parando algumas vezes e descansando sem pressa.

Retornamos para o centro de Arthur´s Pass e o tempo estava fechado e com uma garoa chata, assim decidimos apenas ir a um restaurante próximo ao hostel e ficamos lá repondo as energias já que o dia não estava convidativo para passeios ao ar livre na região.

Depois voltei ao hostel e preparei meu mochilão para já deixar tudo pronto já que o próximo dia seria o de pegar o avião de volta ao Brasil.

Quarto compartilhado no Arthur's Pass YHA: 
$NZ 33,00

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Arthurs Pass National Park

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No começo da trilha Bealey Spur

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Olhando um vale durante a trilha ao Bealey Spur

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Vista do topo do Bealey Spur Track

16/12/2017 - Arthur's Pass > Aeroporto Christchurch (140 km 🚗)

Esse dia acordei cedo e fiquei triste em ver o dia lindo que havia amanhecido e não poder fazer o desejado trekking ao Avalanche Peak.

Como não tinha muito tempo, antes de partir decidi fazer uma trilha fácil que leva até a cachoeira Devil's Punchbowl. Foi uma trilha fácil até chegar a grande queda d'água.

Voltei para o hostel e peguei o carro em direção ao aeroporto de Christchurch. Como tinha bastante tempo ainda, fiz algumas paradas na estrada quando via alguma paisagem que me interessava. Em uma delas, vi várias lupins e não resisti a tirar mais fotos dessas flores!

Segui caminho e parei depois em frente ao Lake Lyndon apenas para tirar umas fotos e continuei dirigindo e fiz uma última parada no Cave Stream Scenic Reserve onde fiz umas trilhas pelo lugar. Lá também havia uma trilha que passava numa espécie de túnel subterrâneo que parecia interessante de percorrer, mas acabei não fazendo porque não queria correr risco de me molhar e sujar já que teria que pegar um longo voo de volta ao Brasil em poucas horas.

Saí de lá e depois apenas segui caminho e parei em um supermercado Countdown para comprar vários chocolates Whittaker's para trazer pro Brasil e então entreguei o carro na loja da Apex e peguei um transfer gratuito da Apex que me deixou no aeroporto de Christchurch onde começou minha saga de volta ao Brasil. Segue abaixo um pequeno resumo de deslocamento até chegar em casa:

  • Carro: Arthur's Pass > Christchurch
  • Voo: Christchurch > Auckland
  • Voo: Auckland > Buenos Aires
  • Voo: Buenos Aires > São Paulo
  • Ônibus: São Paulo > Santos

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Devil's Punchbowl Falls

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Lupins, rio e montanhas

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Lake Lyndon

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Cave Stream Scenic Reserve

  • Gostei! 2

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Pessoal, demorou mas finalmente finalizei o relato da viagem que fiz pela Nova Zelândia!

Espere que ajude a quem tem interesse de conhecer esse país sensacional!

Qualquer dúvida é só perguntar!

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  • Conteúdo Similar

    • Por vinyalvez
      Boa tarde pessoal!

      Em setembro agora estarei mochilando pela Nova Zelândia, e pretendo alugar um carro para conhecer as duas ilhas, mas vi que é necessário pegar uma balsa para cruzar as mesmas.

      Alguém que já foi sabe me informar o valor do Ferry?
    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do mochilão realizado no Sudeste da Ásia em 2018 batizado de The Spice Boys and the Girl.
       
      1º Dia: Partida - 04/11/18 - 19h05min - São Paulo x Madrid - Empresa AirChina - R$3.680,00
           Partimos do Aeroporto de Guarulhos - GRU em São Paulo por volta das 19:30 do dia 04 de Novembro de 2018, fizemos um check-in tranquilo com a empresa AirChina e embarcamos para nossas primeiras 9 horas de vôo até Madrid na Espanha onde fizemos conexão. O vôo foi bem tranquilo, até conseguimos dormir, porém a comida do avião não é das melhores mas acabei comendo assim mesmo e já começava ali a sentir o cheiro e o gosto da Ásia hahahahah. Chegamos em Madrid na Espanha por volta das 5:00am e fizemos uma conexão de 3 horas, deu tempo de dar uma volta no Free Shop, banheiro, comer alguma coisa (caríssima), fazer os procedimentos burocráticos e embarcar novamente pois teríamos a China ainda pela frente.
       
       
      2º Dia: Partida - 04/11/18 - 8h15min - Madrid x Pequim - Empresa AirChina
           Chegamos em Pequim ainda de madrugada com uma temperatura de 7º, quem se deu bem foi quem ficou com as cobertinhas que a empresa AirChina empresta para as pessoas no avião, pois não esperávamos passar tanto frio no aeroporto da China como passamos naquela conexão rss. Assim que descemos do avião caminhamos um longo caminho até os terminais eletrônicos onde se inicia os procedimentos burocráticos de conexão da China. Finalizamos depois de alguns minutos os procedimentos e dormimos um pouco em bancos do aeroporto sendo acordados e presenteados por um lindo nascer do sol no Aeroporto de Beijing. Procedimentos concluídos no Aeroporto de Beijing partimos para o nosso tão desejado e esperado destino final daquela cansativa viagem de aproximadamente 23 horas, a capital da Tailândia, a grandiosa Banguecoque.  
       
      3º Dia: Chegada - 06/11/18 - 15h15min - Pequim x Banguecoque - Tailândia (Taxi 1.000baht, Chip 600baht, Hostel 340baht)
           Chegamos por volta das 15:00 pelo horário local, fizemos os procedimentos de imigração, primeiro o health control depois na fila de imigração, carimbamos nossos passaportes, pegamos nossas mochilas e pronto, lá estávamos livres para explorar Banguecoque. Trocamos $100,00 dólares  no aeroporto com um câmbio de $1,00 dólar = 31,60 baht, depois compramos um chip para o telefone por 600 baht com 6 Gigas por um período de 30 dias e chamamos um Graab, como se fosse o Uber no Brasil, onde pegamos na parte superior do Aeroporto Internacional Suvarnabhumi por 400 baht em torno de R$40,00 reais que nos levou em 30 minutos até o nosso hostel, o The Mixx Hostel. Ficamos hospedados na rua Ram Buttri que fica do lado da rua mais famosa de Banguecoque, a Kaoh San Road onde rola a grande noite da cidade, uma ótima opção para mochileiros. Muita comida típica e exótica boa e barata, cervejas baratas, diversos bares, baladas, artistas de rua, drogas, sexo e tudo que uma bela noite de Banguecoque pode te oferecer pra se divertir. Vale a pena conferir! Na hospedagem pagamos por dois dias 340 baht, ficamos em um quarto com quatro camas/beliche, ar condicionado, banheiro compartilhado e café da manhã incluso, o hostel é simples mas atende as necessidades com uma ótima localização.
       

           Conhecemos alguns templos na capital, alguns fomos a pé mesmo pois são muito próximos um do outro. Wat Pho (Buda reclinado), Wat Saket (Monte dourado) e Wat Arun (Templo do amanhecer). A cidade é bem frenética mas andar a pé pelas suas ruas foi uma bela escolha. caminhamos muito por essas ruas, muito das vezes sem um rumo certo, mas logo nos achávamos pelo google maps. A cada esquina que se vira na Tailândia você vê uma foto do rei. Embora o já tenha falecido, o povo Thai tem muito respeito pelo rei Bhumibol Adulyadej que morreu em Outubro de 2016 com 88 anos de idade após 70 anos no poder que hoje tem como rei o seu filho Maha Vajiralongkorn.       
            
           
           
        


        

       

           A culinária asiática é muito exótica, a cada comida que você experimenta é uma surpresa de sabores. Experimentei o famoso prato típico de rua tailandesa Pad Thai, uma espécie de macarrão de arroz frito com frutos do mar ou carne de porco ou de frango, acompanhado de castanhas com pimenta que custa em média 100 Baths e se encontra em todo lugar da Tailândia, experimentei também o Thai Mango Sticky Rice, uma sobremesa tradicional tailandesa feita de arroz glutinoso, manga fresca e leite de coco, ambos baratos e deliciosos, mas existem uma infinidades de comidas para serem saboreadas na Tailândia.   
       
        
           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de 80 Baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

       
                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por 200 Baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       

            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por 400 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 (((((Continua no próximo post)))))
       
       
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    • Por ricardo.barros
      Pessoal, segue breve relato de uma viagem que fiz mês passado para Madri, tudo surgiu muito de repente, estava sem ideia de onde iria passar as férias até que vi uma passagem "barata" da Air China, e comprei, com antecedência de somente uma semana. Tinha a missão de fazer a viagem mais econômica possível, por este motivo optei por deixar a gastronomia espanhola um pouco de lado, e também por estar indo sozinho não via muito sentido em ir jantar em um restaurante, qualquer fast food já me satisfazia. A meta era tudo por menos de 5 mil reais, mas extrapolei um pouco, os detalhes estão na planilha em anexo.
      Outro ponto é que como estava com cartão de crédito estourado era uma viagem quase que toda em dinheiro vivo, então levei um pouco acima do mínimo exigido para entrar na Espanha de acordo com meu período de viagem (810 euros), mas voltei com uma boa parte sem gastar.
       
      AÉREO: Air China (Passagem aérea ida e volta GRU/MAD = 509,98 USD = R$ 2.116,41)
      Não havia voado com ela antes, o avião é o moderno Boeing 787-9 (Dreamliner) aperto tradicional no assento de uma econômica, atendimento cordial, sem novidades. A única coisa que me chateou foi que não consegui fazer o check-in online em nenhuma ocasião, o que fez com que na ida tivesse que ir no corredor (amo janela).
       
      IMIGRAÇÃO: Aeroporto Barajas T1
      ENTRADA: Desembarcamos na parte velha do aeroporto, onde ficam as low-cost. Pouquíssima fila. Na imigração foi bem tranquilo, me perguntaram apenas o motivo da viagem, o que fazia no Brasil, se conhecia alguém por lá, e pediu para ver o comprovante de hospedagem. Menos de 2 minutos e já estava indo buscar minha mala, que num golpe de sorte chegou a esteira no mesmo instante. O aeroporto é bem sinalizado, basta procurar pelas placas indicando o metrô (losango vermelho, esqueci de tirar foto) e prepare-se pra caminhar por uns 20 minutos, pq a estação fica perto do T2. Podia ter pegado o Shuttle entre terminais mas preferi caminhar pra conhecer o aeroporto, e também esticar as pernas depois de 9h35 de voo.
      SAÍDA: Logo após o controle de passagens já chega a fila para o raio X, e além do processo normal de aeroporto eles também verificam se sua mão não contém vestígios de drogas e explosivos, passando um pano úmido na palma e parte superior dela e colocando num detector de íons que rapidamente analisa (menos de 10 segundos) e dá o resultado. Depois carimbam a saída do país e você entra na área internacional (air-side). O duty free tem preços bem melhores que os daqui, aproveitei para comprar uns chocolates para a família.
       
      METRÔ [Do aeroporto para qualquer lugar no centro da cidade, Zona A = EUR 7,50 / Viagem única (sencillo) entre estações no centro = EUR 1,60]
      Usei muito pouco na viagem, fiz mais de 90% dos deslocamentos a pé. Os trechos que fiz de metrô foi apenas para sair do aeroporto até o Hostel, e depois de ficar gripado em 3 ocasiões (da estação Atocha para o Hostel, e ida e volta até o Santiago Bernabeu).
      Ao chegar na estação do metrô do T2 do aeroporto, vai enxergar várias máquinas onde é possível comprar bilhetes pagando com cartão de crédito (Tarjeta) ou dinheiro. Dá pra mudar para o idioma inglês e francês salvo engano, mas eu que não entendo nada de espanhol consegui me virar nesse idioma mesmo). Você basicamente insere o nome da estação de destino e já te aparece o preço na tela, só pagar com cartão ou colocar as notas/moedas na máquina.
      DICA: Quem for comprar em dinheiro igual eu, leve uma nota de 10 euros, pois o troco máximo das máquinas não é maior que 20 euros.
      O bilhete do metrô é um cartão (não precisa de fazer nenhum cadastro na máquina), importante que você guarde ele pra recarregar depois, caso queira fazer outras viagens.O metrô é bem interligado, mas prepare-se para fazer no mínimo 2 baldeações se quiser ir para a zona central). A viagem leva cerca de 40 minutos.
       
      UBER: HOSTEL > AEROPORTO (EUR 23,14 = BRL 109,14)
      Só usei Uber para sair do Hostel até o aeroporto devido o horário do voo ser muito cedo. A corrida foi lá pelas 4:30 da manhã. O trajeto durou uns 25 minutos.
       
      TREM
      Utilizei duas vezes os trens da Renfe, nos bate-e-volta a Toledo (30 minutos) e Córdoba (1h40). Ambos saem da Estação Atocha. Comprei as passagens em dinheiro no balcão de atendimento da empresa, já que infelizmente as máquinas de venda só aceitavam cartão de crédito.
      Dica: Quem for comprar a passagem para Toledo na hora vá bem cedo pois esgota rápido devido à quantidade de gente. Eu cheguei na estação era perto de 11h e peguei uma baita-fila, fui o último a conseguir ida e volta para o período da tarde daquele dia.
      Há controle de raio-X devido aos atentados de 2011, e os trens não são tão pontuais assim, porém a viagem é sempre rápida e confortável. Os assentos reclinam consideravelmente.
       
      ACOMODAÇÃO: Hostel Generator Madri (BRL 640,51 - 7 diárias)
      LOCALIZAÇÃO: Numa travessa da Gran Vía, MUITO perto de locais como Porta do Sol (10 minutos a pé) e Plaza Mayor (15 minutos a pé)
      INSTALAÇÕES: Muito boas, no térreo tem bar com uma tela enorme (sempre ligada em alguma partida), uma área com mesas onde são servidas algumas refeições e mais uma tela enorme, área de convívio com puffs, cadeiras, sala de jogos e máquinas automáticas de venda de água e doces. O que falta para ser nota 10 é somente uma Lavanderia. Possui 3 elevadores, e tem um rooftop, que me esqueci de ir.
      QUARTO: Fiquei em um quarto misto com 8 camas divididas em 4 beliches, cada uma conta com um gaveteiro próprio e numerado, bem grande até, mas que não dá pra colocar uma mala inteira dentro. Eu levei uma mala pequena (10kg) e deixava fora com um cadeado com segredo. Com um outro cadeado simples eu trancava meu gaveteiro, não tive nenhum problema com isso.
      As únicas coisas que me incomodaram eram o banheiro bem em frente às camas, (vejam nas fotos abaixo como é próximo, em uma porta fica o vaso e na outra o chuveiro) e ainda com a pia do lado externo, ou seja, escovar os dentes por exemplo se faz na frente de todo mundo!. Eu acabei tomando banho todos os dias em um banheiro que fica no corredor, assim não atrapalhava quem já estava dormindo.O outro ponto negativo é que a beliche não é indicada para quem tiver mais de 1,80m por conta de ser fechada, eu (1,84m) tive dificuldade em esticar toda a perna, tinha que subir o travesseiro.
      A beliche é bem firme, ou seja, não é qualquer movimento que faz que mexe ela, atrapalhando menos o colega de cima/baixo. Na cabeceira de cada tem uma tomada normal e outra USB, luz de leitura, cesto para guardar coisas e um espaço que também dá pra guardar uma garrafa de água por exemplo



      Dica: Na Espanha o padrão de tomada atende o Brasileiro, veja na foto acima como consegui plugar o carregador do meu celular sem nenhum adaptador
       
      PASSEIOS (VISÃO GERAL)
      Meu roteiro segue na planilha que anexei aqui, mas resumia-se basicamente a conhecer os principais pontos da cidade, e ir a alguns museus, coisa que gosto muito. Tive a sorte de durante a minha viagem ter o Dia Nacional dos Monumentos e Sítios (18/04) onde quase todos os museus estavam aberto de graça. Nesse dia entrei no Reina Sofia e no Museu Arqueológico Nacional sem pagar nada.
      Outra coisa importante é que andei muito a pé, a média por dia era de uns 6km, em Toledo foi mais de 10. Fui com tênis de corrida para não ganhar muitas bolhas. Infelizmente fiquei gripado na metade da viagem, isso atrapalhou um pouco o ânimo de andar, comprei pastilha pra garganta (EUR 9,20) e comprimido (acho que era uns 10 euros) mas não adiantou muita coisa.
      Vou descrever minhas impressões de alguns dos lugares pelos quais passei:
       
      Porta do Sol: Uma praça que não achei nada demais, mas que tem bastante gente.
      Plaza Mayor: Linda, viva e cheia de energia. Tem muitos bares em volta dela.

       
      Mercado de San Miguel: Muito pequeno, muito charmoso, e muito cheio, qualquer horário que vá. Você compra o que quer comer e depois tenta a sorte de achar um lugar nos balcões que ficam lá dentro. Eu levei bem uns 10 minutos até achar um banquinho pra sentar, mas depois de pouco tempo cedi para uma senhora e terminei de comer em pé mesmo.
      Os preços variam bastante, dependendo do que estiver a fim de comer, eu peguei duas empanadas (EUR 7,00) e um copo de cerveja (EUR 5,00). Achei caro.


       
      Palácio Real: Imponente, mas não me convenceu a entrar nele. Fiquei só olhando de fora mesmo, numa próxima talvez...

      Templo de Debod: Esse eu gostei mesmo, qualquer coisa relacionado ao Egito me capta instantaneamente. Fica no meio de um parque aberto, várias pessoas correndo, sentadas no gramado curtindo a tarde, um dos melhores lugares que conheci lá. A mancada foi ter esquecido de voltar lá para ver como é dentro dele (no dia dessa foto já tinha fechado)

      Plaza de España: Outro lugar legal, tem muita mulecada que fica por lá tbm...vale a foto da Estátua de Cervantes e suas criações (Don Quixote e Sancho Pança)
      Parque Retiro: Fui já era bem tarde mesmo, é gigantesco, chuto ser umas 2,5x maior que o Ibirapuera. Minha segunda mancada foi não ter voltado lá quando tinha mais luz do sol, vale a pena gastar metade de um dia inteiro só passeando entre os bosques, talvez arriscar andar de barco no Estanque.

      BALADA (Pubcrawl oferecido no Hostel todos os dias = EUR 15,00)
      Fui só uma vez, e meio de surpresa (já que não estava programando algo do tipo), tava conversando com um Inglês no bar do Hostel e chegou um cara que trabalhava lá e perguntou se queríamos ir. Topamos, embora fosse uma segunda feira. Juntou galera de dois Hostels e fomos em 2 bares (um se chamava Nomad, o outro não lembro) e um clube (F***ing Monday), esse tava lotado, os outros dois estavam bem fracos. O ritmo que toca é Reggaeton, como curto Metal nem precisa dizer o que achei da música, mas a experiência como um todo vale a pena, deu pra conversar com bastante gente (marroquino, americano, italiano, e brasileiro tbm).
      O esquema é bem simples, vai andando de um local até o outro, é tudo bem perto, e vc tem direito a um shot (chupito) de Tequilla em cada lugar e descontos em cerveja (acho que era 10 euros e cerveja a vontade). Nos dois bares a Tequilla era bem vagabunda, fazia efeito nenhum, só no clube que deu pra ver que era melhor (José Cuervo).
      Saí 5h30 da manhã, e não repeti mais porque cansa passar o dia inteiro andando e ainda ficar a noite toda em pé. O resultado foi que só acordei depois as 14h30 e perdi metade de um dia na cidade.

       
      Toledo: Lugar incrível, lembra muito as cidades medievais da Toscana, o esquema de explorar é inclusive o mesmo: se perder nas vielas da cidade entre uma atração e outra.
      CURTI: A Catedral Primada de Toledo, tem uma torre em estilo meio gótico, e uns trabalhos em gesso muito bacanas; as Termas Romanas, que é outro tema que curto, e que basicamente são restos de um sistema de água e banhos de uns 2.000 anos atrás, e as Cuevas de Hercules, tudo gratuito (na igreja não entrei em nenhum passeio, só dei uma breve olhada interna no lado gratuito de quem vai pra missa); as vistas da parte alta da cidade; o Alcazar de Toledo, que só vi de fora e a Ponte San Martín.
      NÃO CURTI: A Igreja Cristo Luz (EUR 3,00), muito pequena, tem sua história por ter influência arquitetônica da época que ficou sob domínio árabe, mas dá pra ver bastante de fora, inclusive o que achei mais legal, um trecho de uma estrada da Era Romana.


      Córdoba: Definitivamente foi o ponto alto da viagem para mim. E não era esperado, pois tinha planejado ir para Segóvia, pois estava relativamente caro a passagem de trem para lá, porém como já estava perto do final da viagem e vi que tinha economizado bastante, decidi ir. E definitivamente não me arrependo, pois me deu uma ideia de como é a Andaluzia.
      Muito fácil sair da estação de trem e entrar no centro histórico, dá uns 15 minutos a pé, por umas praças (Jardines de La Victoria) cheias de Tangerina nas árvores, muito bonito. Logo depois se avistam as muralhas da cidade e o interior te dá a sensação de estar em uma mistura de Portugal com Grécia, devido a coloração branca das casas, ao estilo arquitetônico que remete ao colonial e à decoração das varandas com flores.
      As ruas são bem apertadas, e estava tudo muito mais cheio por lá devido a ser Sexta-Feira santa, estava tendo uma procissão que passava por alguns pontos turísticos inclusive, e acabou atrapalhando um pouco pois terminava na Mezquita-Catedral e por isso o horário de visita estava reduzido. Como ia comprar o ingresso ali na hora e eu tinha chegado bem quando havia encerrado o primeiro período de visitação (até 11h) eu decidi ver todos os outros pontos da cidade e voltar pra lá às 13h30 (meia hora antes de iniciar o segundo período de visitação, das 14h às 16h). Deu certo e não peguei uma fila muito grande quando voltei.
      Impressionante ver a mistura de culturas que há nesse lugar, encontra-se vestígios da ocupação Romana, Visigoda, Árabe, tudo num lugar só. A ponte Romana é muito bonita, embora estivesse apinhada de gente, mas a cereja do bolo é a Mezquita (EUR 10,00), vale cada centavo e muito mais, é um lugar único, aquele cheiro de incenso típico de igrejas católicas mesclado com um mihrab (nicho de oração árabe). Indescritível. Depois que saí ia passar nos Jardins de Los Reyes mas tinha fechado mais cedo por causa do feriado.
      Sem dúvidas vale dedicar uns dois dias a essa cidade, numa viagem com foco na Andaluzia.



      Santiago Bernabéu (EUR 25,00): Imperdível para quem gosta de futebol, mesmo que pouco. O Tour te leva as arquibancadas superiores, a sala de troféus que é quase um museu, aos vestiários e ao nível do campo (mas você não entra no gramado, fica só na área técnica) e no banco de reservas. Um detalhe que me chamou a atenção é o Wi-fi gratuito do lugar que tem um alcance gigantesco, já da rua da pra acessar, com uma velocidade ótima.

      Museo do Prado (EUR 0,00): ENORME, muito interessante para quem gosta de pinturas das eras medieval e renascentista, mas se prepare para pegar uma fila gigantesca caso não tenha comprado o ingresso com antecedência, ou se quiser aproveitar o horário de visitação gratuita (das 18h até as 20h, todos os dias). Cheguei 17h30 e a fila já dobrava um quarteirão do museu, que é imenso, chuto que tinha umas 300-400 pessoas. Gostei bastante das Pinturas Negras de Goya. Tem guarda-volume gratuito.
      Museu Reina Sofia (EUR 0,00): ENORME, mas a menos que você curte arte moderna (não é meu caso) vai se entediar rapidamente. De novo fila, como era dia dos Monumentos a entrada era livre, e a fila grande. Lá dentro tem guarda volumes, você deposita uma moeda de 1 euro e pega ela de volta quando sair. Fiquei umas 3h30 lá dentro, tentando fazer a pena o ingresso gratuito, mas não achei nada que me interessasse além do quadro de Guernica (Pablo Picasso), um painel gigante que te faz pensar bastante sobre a temática da pintura.
      Museu Naval (EUR 3,00): Foi o único museu que paguei, pois eles "sugerem" uma doação de 3 euros para a manutenção das instalações, e como a abordagem é bem incisiva e feita pessoalmente (diferente dos museus americanos onde apenas fica uma caixa para depositar a doação) fica difícil não pagar. Tem uma coleção interessante de material que remete ao poderio da Marinha Espanhola, vale a visita.
      Museu Arqueológico Nacional (EUR 0,00): O que mais gostei, tem muita coisa para ver, conta toda a História da península, e tem um acervo muito grande de cada era, desde a pré-História, passando pela época de dominação Grega, Romana, Visigoda, Árabe até a Reconquista e Idade Contemporânea. Também não paguei nada por entrar no dia dos Monumentos, e não tinha tanta gente assim igual aos outros museus.

       
      Enfim, isso é só um pouco de tudo o que vi por lá. Definitivamente valeu a visita.
      ORÇAMENTO FÉRIAS.xlsx
    • Por Jamile Moreira
      Fala galera mochileira! Já tem um tempo que eu tento dar alguma colaboração aqui, mas nunca rola. O fórum mochileiros.com sempre é minha primeira opção na hora de buscar informações fresquinhas e dicas pra economizar nos rolês. Dessa vez, vou fazer esse relato sair da imaginação e espero que ajude alguém, já que são bem poucos os relatos de viagem pra Oceania por aqui, não é?
      No final, eu vou colocar uma planilha com todos os custos previstos, gastos reais, roteiro e check-list da viagem, ok?
      Se você chegou até aqui, já deve saber que praticamente qualquer viagem pra esse continente não faz exatamente o estilo backpacker para nós brasileiros, mas se tiver a oportunidade de vir pra cá, se planeje e se jogue! Ainda que isso te custe "an arm and a leg", ou, no bom e velho português, os olhos da cara.🤑
      Acabei de chegar em Sydney, então esse relato será talvez o mais "brand-new" que você lerá hoje. Aqui são 13h a mais que o horário de Brasília. E não, eu não senti jet-leg. Mas o meu ritmo de trabalho já é meio louco, então isso pode ter contribuído.
      PREPARATIVOS
      Conhecer a Austrália sempre foi um sonho pra mim. Só que o custo dessa viagem era o impeditivo pra torná-lo realidade. Até que, em novembro passado, achei uma "promoção" para conhecer a Austrália (AU) e Nova Zelândia (NZ) pelo preço de um destino. Caro ainda, mas dava pra matar dois coelhos de uma vez só. Não resisti. O dedo de clicar em "concluir pagamento" até coçou. Mas eu não tinha férias marcadas ainda, então tive que esperar até confirmar minhas datas. E quando comecei a pesquisar o destino, surpresa: era tanta coisa interessante pra fazer, tanto lugar legal pra conhecer que pela primeira vez eu senti a necessidade de ter um roteiro definido antes mesmo de comprar as passagens, pra otimizar o tempo.

      E lá fui eu: pesquisar, pesquisar e pesquisar.
      Roteiro finalmente montado, era hora de aguardar os preços caírem de novo, porque a promoção já tinha acabado. E aí vai uma dica pra quem gosta de acompanhar o Melhores Destinos e sites correlatos: fiquem de olho nas promoções que eles publicam mas não deixem de pesquisar também nos metabuscadores (eu uso Skyscanner e Kayak) e nas próprias Cias aéreas. Às vezes a promoção tá lá, escondidinha, esperando por você, mas não é publicada nos sites jornalísticos (MD, PI etc). Foi assim que eu encontrei a minha. Olhava todos os dias (naquele macete da navegação anônima) até encontrar um preço que cabia no meu orçamento. E achei. Comprei as passagens pela Viajanet e logo liguei pras Cias para obter o código de reserva deles. O voo, GRU- SYD- CHC-GRU, vendido pela Qantas e parcialmente operado pela Latam, saiu a R$ 3.800.
      Depois, de acordo com o roteiro que eu montei, tive que comprar mais dois trechos internos na Austrália e mais o voo de ida e volta daqui de Salvador pra São Paulo. No total, os trechos foram:
      SSA → GRU (Gol)
      22/04 - 19:25 →21:55
      GRU → SCL (Latam)
      23/04 09:15 → 12:25
      SCL → SYD (Qantas)
      23/04 - 13:30 → 17:50 (dia seguinte)
      BNE → GLD (Virgin Australia)
      03/05 - 06:25 → 07:35
      GLD → SYD (Virgin Australia)
      06/05 - 16:45 →20:40
      SYD → CHC (Emirates)
      07/05  - 07:50 → 12:55
      CHC →AKL (Jetstar)
      AKL → SCL (Latam)
      SCL → GRU (Latam)
      17/05 - 11:10 → 21:35
      GRU → SSA (Gol)
      18/05 - 08:25→10:40
      E, por todos os relatos que eu li, decidi por fazer uma road trip na Austrália (de Sydney até Brisbane, de onde eu pegarei um voo para Gladstone, e de lá um ferry para Heron Island, ponto alto da viagem), e outra road trip na Ilha Sul da Nova Zelândia, num roteiro circular saindo de e voltando para Christchurch.
      Aí vcs me perguntam: mas porque não ir de carro direto de Sydney pra Gladstone? Nera melhor que pegar o voo BNE - GLD? Em teoria sim, mas com a taxa de One Way (a taxa que vc paga pra pegar o carro num lugar e devolver em outro, muito usada na Austrália), e mais a impopularidade do destino (Gladstone), ficaria ainda mais caro deixar o carro lá do que deixar em Brisbane e ir de avião até Gladstone.
      Dica: Algumas locadoras fazem um acordo com os clientes que querem devolver o carro em um local diferente da retirada. Muitas cobram um valor irrisório (AUD 1,00/dia, AUD 5,00/dia) ou até alugam de graça por uns dias pra quem queria levar o carro de um canto a outro. É um ganha-ganha, já que eles teriam que pagar um motorista pra fazer esse serviço, e o locatário teria que pagar uma taxa absurda (em torno de AUD 300 na maioria das locadoras) no método convencional. Esse tipo de negócio vale muito à pena pra quem tem datas flexíveis, já que as oportunidades ficam disponíveis conforme a necessidade da locadora. Se tiver interesse nesse tipo de "deal" (acordo), pesquise por "car rental relocation" no Google e não esqueça de checar as condições de locação. No meu caso, não consegui fazer isso porque não tinha flexibilidade com as datas. Uma pena! Paguei uma grana com aluguel de carro na AU.
      Voltando ao relato, de passagens em mãos eu me senti mais segura pra solicitar o visto australiano (pra Nova Zelândia não precisa). Processo rápido, totalmente online e autoexplicativo na medida do possível. Custou AUD 140 e eu demorei mais tempo para preencher o formulário do que eles levaram pra me conceder o visto. Sem exageros, entre a submissão da solicitação e a aprovação, levou UM MINUTO! Mais rápido impossível.
      As hospedagens eu reservei quase todas pelo Booking.com e os passeios eu deixei pra comprar aqui mesmo.
      Agora vem a hora dos imprevistos, pq o que é um mochilão sem um perrengue básico, né? E os perrengues começaram antes mesmo da viagem kkkkkkkk. Primeiro, deixei pra solicitar a PID (permissão internacional para dirigir) muito em cima da hora. Olhava todos os dias no site do Detran e a impressão da PID ainda estava pendente na véspera da viagem! Dei uma de João-sem-braço e fui no SAC assim mesmo, pois dos dez dias úteis de prazo que me deram, nove já tinham se passado. Qual não foi a surpresa quando encontrei o meu documento lá? 🎊🎉🎊🎉🎊🎉 Ufa! Foi por pouco... Tava uma pilha de ansiedade por causa disso. Sem ele, provavelmente não ia conseguir alugar o carro e... adeus road trip. Precisaria de um plano B. Então aprendam do meu erro e não façam o mesmo, tá?
      Outro perrengue aconteceu apenas uma semana antes da viagem. Meu celular quebrou e eu comprei outro pela internet (sim, eu fiz isso faltando poucos dias pra decolar kkkkk) e o aparelho chegou duas horas antes de eu sair pro aeroporto 😱. Haja emoção! Quase abracei o carteiro.
      Voo pra Guarulhos foi tranquilinho. Hotel maneiro (Casa dos Gattos), dormi super bem. Cama confortabilíssima, deu trabalho acordar cedo pra ir pro aeroporto. Planejava sair às 06:00, mas só consegui sair às 06:30. Peguei Uber pro Terminal 3 de GRU, despachei a backpack e lá vamos pra Santiago, de onde sairia a conexão pra Sydney. Voo da Latam maneiro também (tava no avião, inclusive, escrevendo isso, com um pestinha gringo do lado e várias cotoveladas no meu braço direito. 😠 Se o pai não estivesse ali, eu dava um beliscão, kkkkkkk). O tempo de conexão era muito curto (55 minutos), então eu já tinha me informado se precisaria passar pela imigração em SCL. Resposta negativa, mas, porém, contudo, todavia, entretanto, não consegui fazer o check-in da Qantas pela internet. No site deles, informam que o check-in é no aeroporto de Santiago. Aguenta coração!
      Quase chegando no Chile, o piloto anunciou o sobrevoo pela Cordilheira dos Andes. Lindo até pra quem já viu.
      Desembarcando em SCL, fui direto pro balcão da Qantas. Segui as placas indicando conexão e cheguei até eles. Fiz o check-in no balcão e a atendente informou que o voo estava vinte minutos atrasado. Um tempo a mais pra mim. Eba! Mas alegria de pobre dura pouco, e ela logo apontou pra a fila que eu teria que pegar pra passar no raio-X na área de conexão. A maior da minha vida inteira! Sério. Todo o mundo revoltado por uma fila tão grande, dando voltas e voltas nos corredores, uma coisa inadmissível em se tratando de conexão. Mas vida que segue. Se é pra pegar fila, vamos pegar a fila, né?
       

      VID_20190423_140931.mp4 E a hora passava, o xixi apertava pra sair, e a fila seguia esplêndida. Às vezes uma funcionária passava avisando quem podia passar à frente pq o voo já ia sair. Simples assim. Não sabia se ria ou se chorava.
      Mas no fim tudo dá certo e se não deu certo é porque ainda não chegou ao fim, né? E não é que deu certo mesmo? O voo atrasou mais um pouco e deu tempo de superar a fila do SUS (digo, da conexão) e chegar no portão de embarque (looooooooooonge, no terminal novo... Prestem atenção se o seu portão começa com a letra C (ex. C1, C2 etc). Esses são os portões do terminal novo e vc vai ter que andar mais um bocadinho).
      Bem... Embarque efetuado, era hora de relaxar e esperar a decolagem. A partida, prevista para as 13:30, só ocorreu pouco mais de uma hora depois.
      O voo mais demorado da minha vida e provavelmente vai ser o da sua também, rsrsrs. Dormi, acordei, liguei a TV e ouvi música umas 48 vezes. Duas refeições, na primeira escolhi um frango que veio aguado parecendo sopa e com ranço de peixe 🤢. Na segunda, peguei um bife que já estava bem melhorzinho de sabor, mas tinha uns 10cm de largura e foi difícil de cortar com faca de plástico.
      O mousse de chocolate que veio na sobremesa não me caiu muito bem, e no final do voo o estômago já estava revirando.
      Vão te dar um formulário de praxe pra entregar na imigração. Tem em inglês e em espanhol. Peça o que você entende melhor, pra não ocorrer nenhum engano. São poucas perguntas, mas atente que é frente e verso. Perguntam o endereço em que você vai estar na Austrália (eu forneci o do primeiro hostel), qual o motivo da viagem, alguns dados pessoais e sobre alguns itens específicos na bagagem. Na dúvida, responda SIM. Evite multas desnecessárias.
      DIA 01: A CHEGADA EM SYDNEY
      Desembarquei e a fila da imigração estava razoável. O senhorzinho da minha frente era chileno e não falava nada em inglês. Tava sozinho. O agente da imigração não falava espanhol e eu me ofereci pra ajudar. Seja lá o que eu tinha respondido no formulário (coloquei uns três SIM), o agente desconsiderou por conta da ajuda que eu dei. Viva! Ah... Ele pediu pra ver a carteirinha internacional de vacinação para febre amarela. Mas nem abriu. Só viu a capa. Depois, peguei a mochila cargueira e então passei pela inspeção alfandegária Só fizeram olhar o formulário de novo, que ficou retido lá, e me liberaram. Na saída, simulei um Uber pro hostel e tava no valor de AUD 45. Achei um pouco caro e decidi ir de metrô. Tem uma estação na saída do aeroporto. Em vez de pegar a saída normal de pedestres, vire à direita e desça as escadas. Quando ainda estava olhando o mapa do metrô, um senhorzinho parou e me ofereceu ajuda. Desconfiei, mas como ele era velho, qqr coisa era só dar um soco ou um grito kkkkk. Ele insistiu pra comprar um Opal Card pra mim (tem um balcão de venda e recarga na estação do aeroporto) e pegou o primeiro trecho comigo. Depois saltamos na estação Central e ele me ensinou a chegar no hostel. Já fui praticando o inglês com ele, já que o meu estava bem enferrujado kkkkk. No final, ele só queria ajudar mesmo. Thank God!
      Dor de barriga seguia firme e forte. Fiz check-in no hostel (Mad Monkey Backpackers Kings Cross) e subi as escadas até o quarto, vários lances, de cargueira nas costas, e piriri. Gente, sejam mais inteligentes que eu e reservem um quarto individual pelo menos nos primeiros dias. O voo já é cansativo o suficiente; o que você vai precisar é paz e silêncio pra descansar bem, e não dividir o quarto com gringas mulambentas que vão ficar acordadas até tarde. Pronto, falei!
      Sobre o hostel, nada a reclamar. O quarto compartilhado feminino é pequeno, mas o banheiro é relativamente grande. Um banheiro por quarto. Café da manhã é servido num estabelecimento ao lado. Só vou poder opinar amanhã.
      Banho tomado, número 02 feito, fui comer alguma coisa nos arredores do hostel. Viajei com dólares americanos, porque deixei pra comprar dinheiro na última hora e não achei onde vendesse dólares australianos e neo-zelandeses. Não troquei dinheiro no aeroporto pq a cotação tava muito ruim (USD 1,00 = AUD 0,82), então tive que pagar o lanche (e o hostel tbm) com cartão, pq já era tarde e as casas de câmbio estavam fechadas. Um lanchinho simples, hambúrguer pequeno e coca pequena, saiu a AUD 9,50. Na maquininha do cartão, eu nem precisei digitar a senha! Alguém já viu isso? Tomei um susto quando saiu o comprovante. Tenho é medo dessa tecnologia.
      Andei uns dois quarteirões apenas e deu pra sentir o clima da cidade à noite. Muitas casas de festas e shows noturnos. Isso em dois quarteirões. De resto, pareceu uma cidade grande como outra qualquer. Amanhã conhecerei um pouco mais.
      See ya!
       
      DIA 2: SYDNEY (Coastal Walk)
      Dormi mal à noite. Tive cólica, acordei às 04:30h pra tomar remédio e não dormi mais. O hostel fica próximo a uma rua movimentada, então eu ouvi todos os carros, motos e caminhões que passaram na madrugada. Esperei clarear pra tomar banho. Peguei o café da manhã na esquina, bem basiquinho. Voltei pro hostel, escovei os dentes e fui trocar dinheiro. Tem uma casa de câmbio literalmente do lado do hostel. Troquei USD 1.500. Taxa melhor (USD 1,00 = AUD 0,75), e essa casa de câmbio não cobra comissão. É... Tem disso por aqui.
      Os planos para hoje eram fazer a Coastal Walk, uma caminhada bem famosinha da praia de Bondi (pronuncia-se "Bondai") até a praia de Coogee ("Cúdji") e depois visitar os animaizinhos característicos da Austrália no zoo Featherdale Wildlife Park.
      Fui até a estação do metrô de Kings Cross, coloquei um pouco mais de dinheiro no Opal Card e peguei o metrô até Bondi Junction, seguindo as instruções do Google Maps e da recepcionista do hostel. O povo australiano me pareceu mais reservado a princípio, mas se você pedir ajuda ou alguma informação, eles se mostram super prestativos. De Kings Cross até Bondi Junction são só duas estações. Saindo dela, peguei o buzu 333 na seção A e fui acompanhando pelo Maps até o ponto em que eu deveria descer. Lembre de passar o Opal Card no leitor na subida e na descida, pois a tarifa varia de acordo com o percurso. Isso tanto para ônibus como para o metrô. Na entrada, ele mostra seu saldo, e na saída ele mostra o valor gasto em cima e o saldo (balance) embaixo. Eu não olhei atentamente pro leitor, mas lembro de ter cobrado AUD 2 e fração nesse trecho. Transporte público em Sydney é muito eficiente. Rápido, limpo e leva a todo lugar.
      Ah... Recomendo um chip internacional com internet (eu comprei o da EasySim4You). Ajuda muito nos deslocamentos.
      Descendo em Bondi Beach, atravesse a pista e siga pra a direita. A trilha até Coogee Beach é toda sinalizada e bem estruturada. Se não quiser comprar água em Bondi, tem bebedouros no meio do caminho. Água potável a zero dólares. 

      O visual das praias durante a trilha é uma coisa linda! Águas transparentíssimas. E o movimento de gente, dentro e fora da água, era uma atração à parte. Parecia que a cidade toda estava na praia. Incrível a relação dos Aussies (é assim que o povo australiano gosta de ser chamado) com o mar! Era gente caminhando na praia, correndo na trilha, mergulhando no mar, surfando, pescando, de caiaque, de bote, uma loucura bonita de se ver. Biotipo? Loiros, sarados e bronzeados. T-o-d-o-s. Quem não era era turista, hehehehehe.


      Achei engraçado que em algumas praias eles levam pequenas barracas de acampamento pra se proteger do sol. Literalmente, os Aussies vivem na praia!

      Em Bondi, não pude apreciar a piscina à beira mar. Tava seca. Mas em outra praia ao longo da trilha também tem uma piscina, só que menor.
      Final da trilha acho que eu me perdi um pouco. Peguei o lado errado de uma bifurcação e fui parar numa zona residencial de alto padrão. Mas não voltei porque faltava pouco quase nada pra terminar. Procurei um ponto de ônibus no mapa da trilha (cada praia tem um totem com um mapa) e achei um restaurante perto do ponto. Gordons o nome. Aproveitei que tava com fome e fiquei lá mesmo. Comida deliciosa! Risoto de camarão de Itu, rsrsrs. Contei uns sete camarões gigantes que foram mais do que suficientes pra matar minha fome. Pra acompanhar, um kombucha (eca!) só porque não tinha suco.

      (Na foto não parecem tão grandes, mas eram enoooormes!)
      Paguei a conta, AUD 29,40, usei o banheiro e fui pro ponto de ônibus, esquecendo lá a garrafinha d'água ainda pelo meio. Dãããã. Ela seria meu refil pelos próximos dias.
      O caminho até o Featherdale seria longo, mais de uma hora. No ponto do outro lado do Gordons, peguei o buzu 339 até a Central Station e de lá, na plataforma 18, metrô até Doonside Station, de onde eu andaria mais vinte minutos voltando até o zoológico. Fiz como o Google Maps mandou, mas o trem seguiu em outra direção, não sei porquê. Talvez eu tenha pego o trem errado. Não tava atenta a isso. Então eu desci duas estações depois de perceber que ele desviou do meu caminho, peguei mais dois trens voltando e pegaria mais um ônibus até o parque. Ainda assim, pedi informação a uma moça na estação, pq a plataforma que o Google informava não batia com o trem que eu precisava pegar. Fiquem ligados nisso também.
      Desci na Blacktown Station e fui pra estação de ônibus esperar o que saía pro zoo, mas o próximo buzu saía aproximadamente meia hora antes de o parque fechar. Não ia dar tempo. Ou seja, tanta volta só serviu pra gastar os créditos que o senhorzinho colocou no meu Opal Card. Recarreguei o cartão e resolvi fazer o caminho de volta pro hostel e me aprontar pra reunião. Mas que reunião? Bem, eu sou Testemunha de Jeová e as nossas reuniões semanais acontecem do mesmo jeito em qualquer lugar do mundo. Assistir a elas é muito importante para mim e eu não deixo de fazer isso mesmo quando estou de férias. Já sabia o endereço de um Salão do Reino duma congregação em espanhol, então tomei banho, me preparei e fui.
      No caminho, enquanto eu ainda estava no metrô escrevendo isso, dois guardas surgiram sei lá de onde atrás dum cheiro de cigarro que eles tinham sentido. As meninas do meu lado apontaram pra o vagão aonde o cara tinha ido fumando e eles foram atrás. O negócio é sério aqui. Melhor não desobedecer as placas.
      Uma coisa que vocês vão notar é a quantidade de imigrantes em Sydney. Cada canto um idioma! Encontrei muitos indianos, falantes de espanhol, orientais e brazucas. Claro que, quando eles estão falando inglês, isso resulta numa mistura de sotaques no mínimo interessante, pra ser bem otimista. Na real, você terá que se esforçar um pouco mais pra entender todos eles.
      Pra amanhã, vou visitar o zoológico (tomara que dê certo) e a filial das Testemunhas de Jeová na Austrália.

      Obs.: Fora da praia, a água de 600 mL me custou AUD 2,00. Água de 1,5L, do lado do hostel, custou AUD 3,00. 
       
      DIA 03: BETEL E FEATHERDALE WILDLIFE PARK
      Hoje eu acordei mais cedo, tomei banho e saí rumo a Betel (a filial das Testemunhas de Jeová na Austrália). Quem quiser visitar, é só ligar e agendar a visita. Como eu não tinha plano de voz para usar aqui, pedi à recepcionista do hostel para usar o telefone. Muito gentilmente, ela aceitou. Tour agendado, peguei dois trens e caminhei o resto do percurso até lá. Vinte minutos. Não tem um caminho para pedestres, tu vai pelo acostamento. Deveria ter pego um Uber, mas insisti em ir no onze mesmo. Cheguei vinte minutos antes do horário agendado e deu tudo certo. Visita show de bola! Preferi o tour em espanhol e conheci uns irmãos muito gente boa.
      Terminado o tour guiado (dura 01h), aí sim peguei Uber de volta pra estação de trem (Edmondson Station) e de lá um trem até Blacktown Station, pra então pegar o ônibus até o Featherdale Wildlife Park. Cheguei na estação de ônibus às 13:30. Não sei o que acontece, mas aqui na AU o tempo parece passar bem mais depressa! Acho que o relógio oficial deles adianta sozinho, daí o porquê de eles estarem 13h à nossa frente kkkkkkkk.
      O Featherdale Wildlife é um zoo bem legal. Escolhi ele porque havia lido algumas avaliações de que lá se pode ter um contato mais direto com os animais. Mas programe bem o seu dia porque você vai querer demorar um pouco lá. A atmosfera é bem agradável e o tempo de deslocamento é longo. Ah... Tem ponto de ônibus bem na frente do zoológico. E pra quem estiver de carro alugado, tem um amplo estacionamento também.

      Os preços da entrada estavam nos seguintes valores:

      Se quiser tirar foto com coala mais de perto, vai desembolsar no mínimo AUD 25. Mas fica uma gracinha. Vc ganha três cópias impressas, sendo duas 10x15 e uma 15x21, e também uma cópia digital, que fica disponível no site deles para download.
      Eles vendem um copinho de comida pra canguru por AUD 3,00. Se comprar, deixe pra usar no final, onde vc pode ter contato mais direto com os bichinhos. Aproveite para tirar fotos ou gravar vídeos alimentando-os. Você vai querer essa recordação.






      Tem vários outros animais no Featherdale. Tem crocodilo, tem dingo (o cachorro do filme, lembram?), várias cobras, pinguins anões, uns bichinhos espinhosos etc. Divirta-se apreciando cada um deles.
      Na saída, há uma loja de souvenires. Vale à pena dar uma garimpada. Achei algumas promoções interessantes.
      Saí do zoo pra encarar mais 01h30 até o hostel. Já deu por hoje. Cansaço impera. 
      Chegaram umas meninas novas no hostel, mais simpáticas que as outras. Conversamos um pouco e fui dormir às 18:00 e pouquinho. 😴😯
       
       
       

      VID_20190423_140931.mp4
    • Por Damarens Santos
      Olááááá queridos viajantes e mochileiros.😁
       
      Não iria escrever pois existem diversos relatos de viagem para este destino, maaaaaaaaaaas, fui encorajada e intimada a relatar os meus 25 dias para o famoso Bolívia, Chile e Peru tudo via terrestre (hehe), sim, sim, de BUSES, de terminal a terminal ou de rodoviária a rodoviária 🎒🚍
       
      Não tenho planilha lindas e elaboradas pois a principio eu e mais dois parceiros aqui no grupo iriamos ir de carro, faltando 5 dias da data de partida um deles não pode ir, então eu resolvi ir sozinha, pois bem, o Roberto (de Pernambuco) que iria conosco de carro resolveu ir tbm, então ele pegou um avião de Recife para Campinas e iniciamos a viagem juntos.
       
      Vai ser um relato básico com valores e dicas para quem ira fazer o mesmo percurso.
      Saímos sem roteiro pronto, sabíamos por onde iriamos passar e iriamos decidir os dias e hospedagem no próprio local, arriscado né? Mas não, tudo sobre controle do destino 🕰️💝
       
      Bora!
      31/10 (Campinas/Corumbá)
      Saída de Campinas/SP (interior de SP) destino capital as 09:45 da manhã - Cometa Trans. R$35,20. Descemos em um ponto estratégico para ganhar tempo e pagamos R$5,65 cada (R$ 11,30 total) em um UBER até a Barra Funda.
      Na barra funda pegamos um ônibus extra disponível pela Andorinhas (DICA: verifique antes de existem ônibus extras, os bus para Corumbá só saem de noite, este ao meio dia foi um achado) o custo foi de R$321,86 com saída as 11:15 com chegada as 11:00 (+1 dia).
      Compramos lanches pois havíamos saído bem cedo, (como todos sabem, comida em rodoviárias é bem cara ) comprei um café da manha na casa do pão de queijo R$ 20,00. Na estrada paramos para almoçar, comi um salgado R$ 12,00.
       
      TRANSPORTE: R$ 362,71
      COMIDA: R$ 32,00
      TOTAL DO DIA R$ 394,71
       BOLÍVIA
      01/11 (Corumbá/SantaCruz)
      Chegamos em Corumbá as 11:00 fomos ao banco (caixa) pois eu precisava sacar o restante do moneimonei (devido as mudanças de planos da viagem) chegando la conhecemos o Ezequiel, um brasileiro que mora na Bolívia e nos ajudou com algumas informações e nos levou para a fronteira por R$ 30,00 *-* (normalmente os taxista cobram 50 temer nesta corrida). Fizemos a saída/entrada nos países e cambiamos um pequeno valor para os gastos iniciais.
      Câmbio (penúltima lojinha do lado esquerdo, loja verde, é da irmã do Ezequiel ) R$ 600 x 1,79 = 1.074,00 bs.
      Pegamos um táxi para Puerto Quijaro onde fica a rodoviária por 5 bolivianos cada (o Ezequiel quebrou mais essa, não se assustem, lá eles cobram por pessoas e não por corrida). 
      Compramos as passagens para Santa Crus de La Sierra com a empresa Huracan (o Ezequiel nos ajudou nessa tbm, disse que era a mais barata, realmente, vimos em outros lugares por 120, 130 bs. Essa agencia fica do lado esquerdo, é a ultima "portinha"), com partida as 19:30. Ou seja, passamos o dia dentro da rodoviária pois ali na região não tem nada pra se fazer... alias dizem que tem um "shopping" perto, mas eu não quis ir shopping eu vou aqui no brasil né kkkk
      Saída do ônibus para Santa Cruz as 19:30 e chegamos as 5:45 ( não se assustem em chegar 2 horas antes do horário informado, isso é normal).
       
      BOLIVIANOS: 150 BS > (R$83,80)
      TRANSPORTE 105 BS
      ALIMENTAÇÃO 33 BS
      OUTROS 12 BS
       
      REAL/TRANSPORTE E CAMBIO: R$615,00
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 1.093,51
       
      02/11(SantaCruz/Sucre)
       
      Chegando lá aguardamos abrir as agencias para passagens para Sucre, encontramos por 100 bs com partida as 17:00, já que iriamos passar o dia lá guardamos as mochilas em um guarda volume( bem na entrada, no lado esquerdo) 10 bs o dia todo e fomos conhecer cidade, pegamos informações no ponto turístico da mesma e fomos de ônibus circular para a Plaza de Armas por apenas 2 bs. Conhecemos a praça, fomos em um mercadinho por perto para comprar lanches para a viagem, encontramos cambistas ao redor da praça com uma cotação melhor que na fronteira (R$1,00 = 1,82 BS) troquei mais 250 temer para completar com o que já tinha, almoçamos em um restaurante (decente  kkkk) que encontramos pegamos uma super promoção de 10 bs por arroz, batata frita e frango J pegamos o buses e retornamos ao terminal.  Embarcamos para Sucre as 17:00.
      BOLIVIANOS: 208,80 BS > (R$116,65)
      TRANSPORTE 106 BS
      ALIMENTAÇÃO 83,80 BS
      OUTROS 19 BS
       
      REAL/CAMBIO: R$250,00
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 1.460,16
       
      03/11 (Sucre/Potosi/Uyuni)
      Chegamos em Sucre as 04:00 (bem antes do informado como sempre), saímos pela esquerda e ja nos deparamos com as vans para Potosí. Logo de cara estavam cobrando 40 bs, chorei, recusei, me fiz de desentendida e saiu por 30 kkkkkk (como já havia visto em relatos, segui a risca as dicas) depois que lotou a van 05:30, partimos para o destino. Chegamos as 08:00 no meio do nada kkkk, sim, ele parou em uma rua onde não havia terminal então perguntamos onde era a saída para Uyuni e fomos andando (é “perto” porem com a altitude e os mochilão foi longe e cansativo, peguem um taxi!). A saída é de 15 em 15 minutos e tem o valor e 30 bs, pegamos o bus as 09:15 com chegada as 13:00, o ônibus  é estilo os nossos circulares daqui, simples.
      Chegando no Uyuni cotamos o valor do passeio logo de cara e encontramos a Claritos Tuor com quem fechamos o passeio com transfer para San Pedro por 700 bs (incluso: 2 dias de hostel, transfer para San Pedro, 2 cafés da manhã, 2 almoços e 1 jantar), a principio tudo ok... maaaaaaaaaaaaaas, nem tudo é flores.
      Fomos para o hostel na mesma cidade onde iriamos passar a primeira noite, como chegamos cedo, o primeiro passeio (salar + cemitério de trens) ia ser no mesmo dia, no caso as 16:00. Tomamos banho e nos avisaram (as 14:45) que sairíamos as 15:00, saímos as pressas sem comer nada, sem nos preparamos mas fomos.
       1º surpresa: deparamos-nos com um carro normal, um guia e um casal de bolivianos... fomos para o cemitério de trens, depois para o salar... Cada um por si, o casal tirando fotos engraçadas e românticas e eu e o Roberto lá olhando, tirando foto, contemplando o local. Sem fotos com dinossauros L, sem foto de perspectiva, sem galera, sem nada! E eu? E EU PASSANDO MTT MAL POR CONTA DA ALTITUDE KKKKK. Ok, primeiro passeio não foi como eu havia esperado, mas para compensar o guia nos levou em uma parte que estava alagada para ver o pôr do sol  ❤️ baita presente já que eu nem esperava esse fenômeno nesta data.
       Voltamos, para o hostel as 19:30 na cidade msm, eu cai na cama passando mal e apaguei, enquanto isso o pessoal foi jantar.
       
      BOLIVIANOS: 785,50 BS > (R$472,28)
      TRANSPORTE 60 BS
      ALIMENTAÇÃO 15 BS
      PASSEIO/OUTROS 710,50 BS
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 1.932,44
       
      04/11 (Uyuni)
      Acordamos, tomamos o café  no hostel, arrumamos os mochilões e saímos para o local combinado as 10:00, ficamos aguardando chegar o pessoal que ira no carro 4x4 conosco.... saímos as 11:00 paramos para o almoço as 13:30.
      2° surpresa: Não fomos ao Isla Incahuasi, devido ao atraso na saída.
      3º surpresa: Chegamos na laguna colorada no pôr do sol, o que nos impossibilitou ver sua cor com nitidez. SIM, PAGUEI 150 BS NA ENTRADA DO PARQUE PARA NÃO VE-LA COM CLARESA. (l)
      4º surpresa: Não ficamos no hotel de sal.
      Eu já estava PUTA da vida, estava um frio do ca$#¨&@, já tinha broxado por ter planejado tanto esse momento e não ter sido como eu esperava que eu queria pegar minha mochila e voltar para o Brasil. Mas resolvi ser good vibes e ignorar TODO O DESCONTENTAMENTO E DECEPÇÃO.
      Mal desci do carro para “ver” a laguna colorada (já que não dava pra ver a cor da água e estava um frio/vento absurdo) entrei no hostel deitei e dormi, estava passando mal, não quis comer, não quis socializar (ESTAVA MTT PUTA MESMO).
       
      BOLIVIANOS: 150 BS > (R$82,42)
      PASSEIO/OUTROS 150 BS
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 2.014,86
       
      05/11(Uyuni/SanPedro)
      Acordamos, tomamos o café as 04:00 e saímos para a o deserto/fronteira as 04:30. Chegamos na fronteira as 09:30 saímos as 10:46 para San Pedro (tive que pagar a propina de 15 bs na fronteira) me fiz de louca mas não teve jeito. –‘   
      ** eu estava com o passaporte e tive que pagar a propina, já meu amigo Roberto estava apenas com o RG e não precisou pagar’’
      BOLIVIANOS: 15 BS > (R$8,24)
      OUTROS 15 BS
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 2.029,86
       
       
       


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