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Estradasporaí

RJ x Uruguai, Argentina de carro. 7000 kms. Jul/2018

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Olá, somos Mattheus e Laryssa e viajar é tudo para nós. Temos um blog no Instagram que se chama @estradasporai, quem puder e quiser seguir, lá tem muitos detalhes, preços, dicas sobre essa e outras viagens que fizemos. Quem vos relata é o Mattheus, motorista, fotógrafo etc.. haha

Bom pessoal, sempre entrávamos aqui e viajávamos juntos nos relatos. Sempre esperando chegar nossa vez. E chegou. Fizemos uma viagem saindo do Rio de Janeiro, Sul do Brasil, entrando no Uruguai e indo até Buenos Aires. Foram 18 dias, tivemos muitas experiencias que vamos levar para as próximas, muitos erros etc, mas valeu a pena cada segundo.

Planejamento com gastos

Estávamos contando com 20 dias de viagem. Entao nosso planejamento inicial seria gastar em torno de R$6.000,00 com tudo, divididos igualmente entre hospedagens, combustível e alimentação. Estipulamos uma meta de R$100,00 por dia para alimentação, optamos por reservar a ida toda antes pelo AirBnb (bem em conta) e casas com opção de cozinha, para aproveitarmos e tentar economizar. Somente Punta Del Este não foi pelo AirBnb. Conseguimos ficar dentro do planejado! Corremos um pouquinho além da conta na volta, pois a vontade de chegar logo em casa era grande rsrs. Mas deu  tudo certo.

O veículo

Nosso carro é um Sandero 1.6 8v 2012 com gnv. O gás ajudou muito a gente durante a viagem na economia, mesmo não tendo conseguido abastecer na Argentina. Utilizamos o app GNV Brasil para localizar os postos. Sempre mantive a manutenção em dia, então antes da viagem só antecipei uma preventiva e fiz uma selagem no cárter que estava vazando um pouco de óleo, pois o carro já estava com 135k kms rodados antes da viagem. Troca de óleo, filtros, limpeza do sistema de arrefecimento, alinhamento, balanceamento e pronto para estrada.

A viagem

Dia 1: RJ x Curitiba

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Antes de partir: Ansiedade a mil

No dia 05 de julho acordamos cedo, nossa ideia era partir às 5h da manhã, não conseguimos, mas às 5:55 ja estávamos na estrada. Aproximadamente 820 kms até nosso primeiro destino. Como nosso cilindro de gnv é de 10m³, nós vamos parando para abastecer a cada 130 kms mais ou menos. Aí já dá para descansar e esticar um pouco as pernas. Muitos pedágios ao longo do caminho, o mais caro da viagem foi na Rod Pres Dutra, altura de Seropédica. R$14,40. Também adquirimos antes o "Sem parar", serviço que passa direto no pedágio para evitar filas, recomendo. Chegamos umas 18 hrs em Curitiba, nesse dia não almoçamos, levamos muito lanche e sanduíche no carro e deu para enganar o estômago.  O apt fica bem localizado, na rua Conselheiro Laurindo Ramos, porém não tinha opçao de estacionamento. Deixamos o carro no prédio e o porteiro nos disse que no outro dia pela manha ficava um rapaz vendendo um ticket "Estar" que serve para fixar no parabrisa e vale até duas horas parado naquele local. Como já era 18h, nao tinha problema deixar o carro lá sem o "estar". Estávamos muito cansado, principalmente eu por ter dirigido quase 12 horas, entao só comemos um macarrão rápido e capotamos.

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Chegando em Curitiba

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A estrada

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Dia 2: Curitiba

Acordamos e logo procurei o rapaz do "estar", comprei logo um bloco com 10 tickets, já que ficaríamos até o outro dia em Curitiba.

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Rua do Prédio. Cons laurindo

Fomos para o Jardim Botanico, local muito bonito, muito bem cuidado e gratuito. Queríamos fazer os passeios logo pela manhã, pois às 15h seria o jogo do Brasil e teríamos que procurar ainda um local para assistir. Tiramos muitas fotos, compramos uma pipoca e partimos para Opera do Arame. Tiramos algumas fotos e depois decidimos ir para Arena da Baixada (estádio do CAP) para assistir ao jogo e almoçar por lá mesmo. Muito engarrafamento para chegar.. De longe já vimos que estava lotado. Retornamos e decidimos passar no mercado e comprar algumas coisas para fazer o almoço no apt. Almoçamos e assistimos à derrota na tv pequena do apt mesmo. Infelizmente não deu para nós. Depois do jogo ficamos enrolando no apt e quando chegou a noite decidimos ir andando até o shopping Mueller, bem proximo de onde estávamos hospedados. Demos umas voltas e jantamos no Spolleto.

 

GOPR0120.thumb.JPG.614c798c2d05d425e2fc713c4c0bdaa6.JPGJardim Botanico

GOPR0200.thumb.JPG.693d37f00b642d7ed3ccb4e0de82fa14.JPGGOPR0210.thumb.JPG.a9447ef966c310677e35353276f7e874.JPGOpera do Arame

 

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Dia 3: Curitiba x Balneário Camboriu

Nesse dia nossa ideia era de visitar mais alguns pontos turísticos, almoçar e partir para Balneário. Porém o carro estava com um toc toc incomodo na suspensão, decidi acordar cedo e levar em alguma oficina. Era o terminal de direção direito. Feita a troca e alinhamento, já havíamos perdido toda a manhã. Em Curitiba as auto peças costumam funcionar somente de segunda a sexta. Foi difícil encontrar uma aberta e que fizesse a entrega da peça na oficina. Oficina do Valmir, recomendo, achei pelo Google. Voltei para o apt, almoçamos e partimos para Balneário. Uma parada em São José dos Pinhais para completar o GNV e tome estrada. Uma suíte reservada pelo Air BNB também, muito bem localizado. Logo na chegada, o Preto, cachorro da casa, recepcionou muito bem a gente, já pulando na porta do carro  haha. Deixamos o carro na garagem e fomos passear a pé pela Orla. Nesse dia jantamos no Subway e comemos açaí na sorveteria do Chiquinho. GOPR0231.thumb.JPG.ffea088fe16802a3bc4861c6622001c6.JPG

Balneário Camboriu

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Preto fazendo a segurança

 

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Dia 4: Balneário Camboriu/SC x Canela/RS

Infelizmente ficamos só um dia em Balneário. Lugar maravilhoso. Deveríamos ter reservado mais uns dois dias. Chegou a hora de entrar no último estado antes do Uruguai. Acordamos e fomos passear na Orla. Não entramos na água, pois apesar do sol, estava friozinho. Muitas crianças, ciclistas, famílias passeando por ali num domingo de manhã. Enrolamos até a hora do almoço sem comer nada e depois fomos a um shopping que tem na Av. Atlântica e almoçamos. Fizemos Checkout e partimos para o RS. Estradas e mais estradas, sempre parando a cada 140, 150 kms para completar o gnv. Passamos pela Estrada do Mar no RS já caindo a noite, ventava muito e já estávamos cansado, parecia que não chegava em lugar algum. Último posto com GNV em Igrejinha-RS e depois serra gaúcha para Gramado. Subimos a serra e passando pela cidade de Gramado já vimos o quanto era interessante e tinha um clima diferente.. Mesmo com a chuva, os estabelecimentos estavam lotados. Chegamos por volta de 20hs na residência do Sr. Erich em Canela, mais uma do AirBNB. Excelente custo benefício, há uns 10 minutos de carro do centro de Gramado. Estávamos exaustos, pedimos uma pizza e dormimos. Detalhe para o valor da pizza R$63,00 com refrigerante 2L. GOPR0346.thumb.JPG.c69874cbe67252e48d5aacd6be61b1d5.JPG

Balneário Camboriu

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Em 25/07/2018 em 20:25, hlirajunior disse:

Acompanhando o relato!

Meu amigo, muito obrigado! Acompanhei todos seus relatos aqui, do início ao fim e foram bem inspiradores para nós, rsrs. Mais alguma viagem em mente?rsrs

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6 horas atrás, xexelo disse:

Acompanhando. Quero ir ao Uruguai em janeiro, toda dica será bem vinda. Boa viagem.

Opa, show de bola. Vai de carro amigo? A melhor dica é: tente não abastecer no Uruguai. Pegamos a gasolina por 54,95 pesos, algo em torno de R$6,86 o litro. Levamos dois galões de cinco litros cada abastecidos aqui no Brasil e jogamos no tanque lá. Ainda sim tivemos que completar mais alguns litros. 

O Uruguai é um país bem caro se comparado ao Brasil. Mas punta Del este está de parabéns rsrs. Lá é tudo muito caro. Se estiverem de carro, melhor passar um dia lá só no máximo e partir para Montevideu. Pois lá é pequeno, dá pra fazer tudo em um dia. Boa sorte e obrigado por acompanhar 

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Dia 5: Canela/RS e Gramado/RS.

Dia de fazer passeios na Serra Gaúcha. Acordamos um pouco mais tarde, pois estávamos cansados do dia anterior. Saímos e fomos logo almoçar. Pesquisamos na Internet e fomos no restaurante Aquecee R$48,90 o executivo para duas pessoas com refrigerante. De lá fomos para o Lago Negro, lugar muito bonito, pena que estava chovendo. Minha esposa tinha visto para irmos ao Ice bar, um bar de gelo que a temperatura chega a 20 graus negativos. Pesquisei no Groupon e conseguimos o voucher por R$19,99 cada. Porém funcionava a partir de 19:30 só. Do lago negro fizemos uma pequena visita a uma fortaleza de princesa infantil que tem em frente e partimos para o centro de Gramado. Parada na rua coberta para um excelente chocolate quente e fondue no copo. Estávamos com pouco tempo e nossa intenção também não era gastar dinheiro com os passeios, então deixamos de ir ao minimundo e ao snow land. Quem sabe em uma próxima viagem. No centro mesmo tem a fonte do amor eterno e em frente a igreja um termômetro gigante interessante. O estacionamento nas ruas de Gramado se faz necessário uso de um ticket, adquirido em umas máquinas que ficam praticamente em todas as esquinas. Bem prático. Aceita até moeda de 0,05. Depois, fomos para Canela e tiramos algumas fotos na Catedral de Pedra. Pena que estava com muita neblina no ar. Daí fomos para casa, tomamos um banho e pesquisei alguns cupons no site "Lacador de ofertas" para jantar os um fondue. Dica: veja com dois dias de antecedência no mínimo, pois deixei para ver no dia e a maioria requer agendamento. Pegamos um de R$89,90. Quando deu 19h, partimos para o bar de gelo. Acontece que fomos para o que tem em Gramado, mas o nosso estava reservado para Canela. Nem sabia que tinha os dois. Enfim, demos com a cara na porta. Mas valeu a pena, o de Canela parece ser bem mais estruturado e mais novo. O local é muito interessante e realmente muito frio. Vc usa uma roupa especial e tem direito a dois drinks lá dentro. Tudo é feito de gelo, até o copo rsrs. Em seguida fomos para o fondue, no Le chateau. Sensacional, muita variedade. O melhor que fomos até hoje. 

Assim terminou nosso 5° dia de viagem. 

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14 horas atrás, Estradasporaí disse:

Opa, show de bola. Vai de carro amigo? A melhor dica é: tente não abastecer no Uruguai. Pegamos a gasolina por 54,95 pesos, algo em torno de R$6,86 o litro. Levamos dois galões de cinco litros cada abastecidos aqui no Brasil e jogamos no tanque lá. Ainda sim tivemos que completar mais alguns litros. 

O Uruguai é um país bem caro se comparado ao Brasil. Mas punta Del este está de parabéns rsrs. Lá é tudo muito caro. Se estiverem de carro, melhor passar um dia lá só no máximo e partir para Montevideu. Pois lá é pequeno, dá pra fazer tudo em um dia. Boa sorte e obrigado por acompanhar 

Sim colega, vamos de carro. Obrigado pela dica. Como meu carro é com GNV vou abastecer em Pelotas e usar só no Uruguai, dá uns 200 km de autonomia. Vou levar também um galão de 20 litros que tenho. Assim com um tanque de 50 litros que dá uma autonomia de 600 km + 200 do gnv + 240 do galão dá um total de 1040 Km, mais que o total da quilometragem que queremos fazer por lá.

Eu tinha pensado em ir de Cabo Polonio a Punta (144 KM no dia 31/12) e ainda ficar mais um dia (01/01/19) por lá. Vc acha que devo cortar esse segundo dia?

Obrigado pelas dicas.

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    • Por casal100
      Esse relato é dividido em cinco partes:
      .da página 1 até a 7 refere-se a viagem realizada entre dez/2007 e fevereiro/2008 de carro;
      .a partir do final da página 7 refere-se a viagem que começa no final de dez/2008 até final de fevereiro/2009 de carro.
      .a partir da pag. 15 - viagem a Torres del paine, carretera austral ..........viagem realizada de dez/2009 a fevereiro/2010.
      .a partir da pag.19 - viagem ao Perú e Equador ....vigem realizada de dez/2010 a fevereiro/2011.
      .a partir da pag.23 - viagem venezuela, amazonas, caminho da fé.... realizada entre dez/11 a fev/12.
    • Por MarisaBrugnara
      Destino: Deserto do Atacama. Vontade: dirigir por várias das estradas mais bonitas e inóspitas da nossa América do Sul.  Além disso, a gente só sabia que ia passar pela fronteira por Dionísio Cerqueira e ir seguindo o caminho mais curto que o GPS nos deu até lá. Não reservamos hostel, muito menos passeios. A pesquisa sobre documentação do carro, itens obrigatórios, clima e alguns destinos foi suficiente. O resto, o destino deu conta: uma rota sem roteiro.

      Antes de atravessar a fronteira, decidimos dormir em Francisco Beltrão que fica a 470 km de Curitiba, só pra descansar. Atravessamos a fronteira entre Dionísio Cerqueira e Bernardo de Irigoyen pra fazer o câmbio de reais para pesos e a Carta Verde já no lado argentino. Só é necessário preencher uma ficha de imigração na aduana informando seus dados pessoais e destino. GUARDE ESSA FICHA! Não cobram nenhuma taxa e não revistam o carro. O câmbio paralelo vale muito mais a pena do que o câmbio das casas de câmbio.
      1 real = 12 pesos – paralelo
      1 real = 8,5 pesos – casas de câmbio
      Carta verde: só existem 2 opções: 15 ou 30 dias. Pagamos (em reais mesmo) 100 reais pra 30 dias. Pedem o documento do carro, do motorista e tiram uma foto do carro.
      Os postos de gasolina ali aceitam reais ou pesos (enchemos o tanque em reais, pois valeu mais a pena).
      As estradas são ótimas na Argentina, e os pedágios quase inexistentes são baratos. Foram 4 ao todo, o mais barato 10 pesos e o mais caro 60 pesos.
      Recomendo parar em Ituzaingó pra dormir e abastecer o porta-malas com macarrão e empanadas, pois os mercados e lanchonetes são bem baratos. Além disso, é uma cidadezinha quente e “praiana” no meio do continente. O Rio Paraná passa por lá dividindo a Argentina e o Paraguai, e é usado como praia, muitos gaúchos preferem ir pra lá no verão ao invés de subir pras praias de Santa Catarina.
      Depois de Ituzaingó a viagem realmente começou. Assim que saímos da RN 12 e entramos na reta infinita da RN 16 a cor da bandeira da Argentina começa a fazer sentido. Um céu de azul imenso onde não se consegue enxergar o fim daquela terra encharcada pelos Chacos, tudo ainda a 200m do nível do mar. Vários povoados, algumas cidades grandes, muitas fazendas e várias opções de postos de combustível, ainda. As estradas são lisas e pouco movimentadas. Tivemos que ultrapassar caminhões pouquíssimas vezes, o cuidado maior é com animais atravessando a pista. Ambulantes vendem morangos gigantes e suculentos na estrada por apenas 80 pesos o kg.

      Decidimos parar para dormir em Monte Quemado, ponto de parada quase obrigatória para os motoqueiros. Tem apenas um hotel na beira da estrada que serve almoço e jantar, mas preferimos cozinhar macarrão com nosso fogareiro portátil. Economizamos muitos pesos com isso. A única parte ruim e esburacada da estrada dura uns 20km na saída de Monte Quemado. A partir daqui, já é possível enxergar a silhueta das montanhas que escondem as tão esperadas curvas.
      Depois da ferradura do mapa, começa o trecho mais surreal da viagem. Entramos na RN 9 – sem dúvidas, a rodovia mais bonita do norte da Argentina - e só o que se vê são montanhas. Por todos os lados. Secas, rochosas, com cactos, nevadas, de pedras, coloridas, rachadas, de todos os tipos possíveis. Alpacas, Vicunhas, Lhamas e Guanacos atravessam a rodovia e uma paisagem totalmente diferente aparece a cada km. Foto nenhuma é capaz de registrar essa imensidão.

      San Salvador de Jujuy é uma cidade enorme e barata. Perto dali ficam Purmamarca, Tilcara e Humahuaca: os passeios turísticos oferecidos por eles. Fique esperto com o horário de funcionamento do comércio: tudo fecha antes das 13 e reabre depois das 17.
      Encha o tanque em San Salvador de Jujuy. Depois dali, não há sinal de celular e o próximo posto fica a 200 km, em Susques. Mas não conte com isso! Um posto que fica a 3896 m de altitude nem sempre tem combustível. Não confie em todos os postos que aparecem no gps. Meu gps mostrou um numa cidade a 20 km de Jujuy. Chegamos lá, e era um posto desativado. Decidimos voltar a Jujuy para encher o tanque e garantir a viagem, foi a melhor decisão que tomamos. Dali pra frente, quase não há civilização.
      Então, conte com o trecho Jujuy > Paso de Jama  = 330 km. Não é necessário levar combustível extra.
      No hostel em Jujuy, fizemos o seguro de carro obrigatório para entrar no Chile: o Soapex. É feito pelo site mesmo, custou 12 dólares para 10 dias. Aqui, foi a primeira vez que reservamos um hostel, queríamos garantir pelo menos a primeira noite no Atacama pra decidir o que fazer nos outros dias. Encontramos 3 mineiros que estavam voltando do Atacama de moto. 1 deles, passou por algum objeto na pista e isso quebrou o cárter da moto, ele estava esperando o guincho pra voltar ao Brasil.

      (Não é preciso ir até Humahuaca pra ver montanhas coloridas, elas estão por toda parte. Essa é a estrada entre San Salvador de Jujuy e Purmamarca)
      Perguntamos a eles quanto tempo levaria nesse trecho Jujuy/ Atacama. Eles disseram que não faziam ideia, pois pararam tanto pra tirar foto de estrada, pedrinha verde, pedrinha amarela, plantinhas, nuvem, salares, curvas... que perderam as contas. E é fato, tambem não fazemos ideia de quanto tempo levamos. A cada km, a cada fim de curva, uma surpresa.  Pra esse trecho, saia cedo e aproveite o dia todo. Tínhamos pensado em parar em Susques pra dormir, mas conversando com eles vimos que não valia a pena, é um vilarejo com pouquíssimos hotéis caros e faz muito, muito frio.
      Depois de 2.000m de altitude, pisar no acelerador não é a mesma coisa. O carro vai perder potência, a luz do motor vai acender, o aviso de neve na pista vai aparecer. Mas quem fizer essa viagem vai entender que andar acima de 60km/h não é necessário – e nem é possível com tantas curvas de 180 graus.

      Lagunas e montanhas de cores inexplicáveis por todo caminho. 
       
      Atenção para a fronteira da Argentina com o Chile, o Paso de Jama: como fica a 4800m de altitude, às vezes fecha por condições meteorológicas. Conferir antes de sair nesse site:
      https://pasosfronterizos.com/paso-jama.php
      Ali em Jama, deixamos o carro estacionado e fomos fazer os trâmites aduaneiros. O frio, o vento e a altitude aceleram o coração e nos dão uma falta de ar repentina. Na aduana, pedem apenas nossas identidades, documento do carro, carteira de motorista do condutor e AQUELA FICHA que preenchemos na fronteira do Brasil com a Argentina. Isso acontece várias vezes em vários guichês diferentes. Carros particulares tem preferência na fila J (escapamos das filas enormes dos ônibus de turistas e do raio-x das malas). GUARDE TODOS OS PAPÉIS QUE A ADUANA TE ENTREGAR, eles serão devolvidos na volta. Depois, tivemos que parar o carro debaixo de uma parte coberta no meio da pista na saída da aduana, tirar tudo de dentro e colocar sobre uma mesa para o guarda abrir e apalpar todas as mochilas/sacolas/sacos de dormir e ver se não estávamos levando nada perecível – o controle deles é muito rígido com frutas e legumes, por isso levamos apenas macarrão, molho e enlatados para passar a fronteira. Se precisar, ali tem um posto de combustível, mas tocamos direto até o Atacama ainda com a gasolina de Jujuy.
      Depois de Jama, há uma declive imenso de uns 2500m de altitude durante 150 km até o Atacama, sempre vigiados pelo imponente vulcão Licancabur. Do lado direito, fica a Bolívia, e por todos os lados, cadeias de montanhas e vulcões. O vento forte dificulta a direção e quase tira o carro do chão quando carros passam do outro lado da pista.

      O ATACAMA
      O destino viajante veio a nosso favor mais uma vez. O hostel que havíamos reservado – Valle del Desierto - ficava retirado do centro da cidade (escolhemos assim pra ter um lugar seguro para deixar o carro, pois no centro é tudo muito apertado e não tem estacionamento) e era cuidado por um casal de brasileiros, o Gabriel e a Carol. Foi o melhor lugar que podíamos ter achado, com direito a churrasco brasileiro, fogueira nas noites mais frias e uma vista do Licancabur, que ficava em tons rosados todos os dias na hora do pôr do sol. Haviam várias kombis viajantes estacionadas e gente do mundo todo, pois era véspera do feriado das festas pátrias – do dia 14 ao dia 19 – e vários intercambistas de Santiago sobem para o deserto.
                 
      Ficamos cerca de 10 dias ali, na primeira semana aproveitamos o sossego, nos últimos 2 dias os banhos que eram ótimos já começaram a ficar frios devido ao feriado (o hostel  e a cidade ficaram lotados!).
      A cidade é bem pequena, e só há comércio voltado para o turismo.
      Há várias vendinhas, quitandas e sorveterias espalhadas pela cidade. Usamos várias, pois cozinhamos bastante no hostel. Nas vendinhas não há bebidas alcoólicas, pois elas só podem ser compradas em Botillerías por motivos de legislação. É seguro tomar água da torneira quando a cidade está vazia, quando está cheia, prefira água engarrafada.
      Como nem só de macarrão vive o viajante, comemos muitas empanadas, que são bem grandes, tem quase em todas as vendinhas e custam sempre cerca de 1500 pesos. Também tomamos muito chá de coca, que é um ótimo digestivo. Nem procure restaurantes, vá direto ao Los Carritos. A comida é MUITO boa e é o melhor custo benefício da cidade. Peça os nomes mais esquisitos e se surpreenda com o que vai vir. Pra quem está com fome: 2500 pesos. Pra quem está com muita fome: 3800 pesos. Tem opções vegetarianas também.
      Os sorvetes, a Chicha Cocida (que é uma bebida alcoólica) e o Mote com Huesilhos têm sabores muito diferentes de qualquer coisa que você já tenha comido. As pêras são mais suculentas, os cactos tem frutos e aquelas árvores com florzinhas amarelas deixam cair ao chão castanhas duras e doces. Guarde esses nomes e se surpreenda com os sabores: ayrampo, chañar, rica rica, algarrobo, pomelo rosado, llucuma.
      Como em setembro é o final do inverno, pegamos vários tipos de clima. O sol é a única certeza. Os narizes sangraram nos dias de 4% de umidade e nuvens apareceram no céu quando uma frente fria se aproximou. Nesses dias, já não era possível colocar shorts e camiseta durante o dia sem um corta-vento e as noites eram salvas pelas segundas peles e o saco de dormir usado sob as cobertas. Importante: leve pelo menos um conjunto de segunda pele, 1 par de meias de inverno e um saco de dormir simples, mesmo que seja no verão. Eles salvaram a minha vida. Durante algumas madrugadas, fizeram temperaturas negativas – mesmo não sendo típico da época do ano – e tive que dormir de segunda pele, dentro do saco de dormir, debaixo das cobertas do hostel! Quando esfriava assim durante a madrugada, dava pra perceber quando saíamos de manhã que os vulcões estavam mais brancos de neve que no dia anterior.
      Ir de carro traz liberdade, economia e a certeza de que é o caminho que faz a viagem valer a pena. Os passeios oferecidos pelas agências são bem caros e engessados. Como não tínhamos horário para sair e chegar, íamos pegando dicas com quem conversávamos pra decidir o próximo destino. San Pedro fica no centro do Atacama, e é impressionante como a paisagem muda ao redor, mesmo num raio de poucos quilômetros.

      (Onde está o Uno?)
      Sal encrustado em rochas que parecem lunares e dunas gigantescas brilhando ao pôr do sol no Valle de la Luna, lugares jamais pisados pelo homem no Valle de Marte, uma vista surreal de montanhas intercaladas por outras montanhas na Piedra del Coyote, uma estrada com vento salgado e quente que termina na Laguna Tebinquinche, onde a vida parece não existir, mas existe. De repente, numa estrada que corta uma laguna seca, duas crateras cheias de água não tão salgada assim formam os Ojos del Salar. A surpresa maior fica com Toconao, a cidade vizinha que abriga o Valle de Jere - desconhecido até mesmo por alguns moradores de San Pedro – um oásis em meio ao nada, que foi habitado por alguns dos povos que deram origem a bandeira Wiphala e deixaram suas marcas nas rochas. Esses são os destinos mais bonitos e de estradas mais alucinantes de até 3000 pesos por pessoa para serem visitados ao redor de San Pedro.
        
      Há quem prefira mergulhar literalmente nas atrações naturais desse lugar. Para esses, existe a laguna Cejar por exemplo, onde é possível boiar em suas águas mais salgadas do que as do mar morto, por um preço que é tão salgado quanto ela (apenas a entrada é 15.000 pesos). Dispensamos também o passeio das Lagunas Altiplânicas - que custaria uns 80.000 pesos sem incluir as entradas – pois no caminho passamos por lagunas por toda parte e em todas as altitudes.
      Ah, o céu: não é preciso andar mais do que 2 metros na rua – ou no quintal do hostel mesmo -para conseguir enxergar todas as constelações, planetas, galáxias, estrelas cadentes. Ele faz valer a pena boca e nariz ressecados da baixa umidade, do sal, do sol e do frio. No hostel, um hóspede tinha um telescópio. Conseguimos ver a Lua e vênus em questão de segundos.
      ___________________________________________________
      Voltar pelo mesmo caminho da ida dá uma perspectiva totalmente diferente de todos os lugares que havíamos passado. Leve tudo que quiser, pois na fronteira por Jama do Chile pra Argentina não fazem revista no carro. Pegamos um clima tão diferente que a estrada parecia outra. Mais vento, mais neve. Tivemos o prazer de ver uma raposa chilena e um tatu atravessando a rua. Só ficamos devendo a Vizcacha, que com certeza passamos por várias, mas não conseguimos enxergar nenhuma.
      Na Argentina, há muita polícia rodoviária. Éramos parados em quase todas as saídas das cidades. Em uma das únicas duas vezes que pediram nossos documentos, demos carona a um policial – é bem normal pedirem carona nas estradas argentinas. Procuramos evitar por segurança, mas como era um policial, e íamos tocar direto até perto da fronteira, aceitamos.  Na outra que fomos parados, estava acontecendo um protesto de caminhoneiros: o policial pediu pra verificar os 2 triângulos e o extintor. Não é mito, levem!
      Há muitos relatos de polícia corrupta na Argentina, mas é mais ao sul da RN 14 onde o país se aproxima com o Uruguai. Antes de ir, havia conversado com um amigo Argentino e evitamos a fronteira por Uruguaiana exatamente por causa disso. Como queríamos entrar mais ao sul do Brasil do que na ida, passamos por São Borja. Eles pedem apenas os documentos, não revistam o carro, e cobram uma taxa de 450 pesos ou 57 reais por pessoa.

      IR DE AVIÃO NÃO TERIA A MENOR GRAÇA. VÁ DE CARRO!
       
      Resumo de infos mais importantes:
      Dinheiro na Argentina
      - Trocar reais por pesos na fronteira com a Argentina vale bem mais a pena do que no Brasil;
      - Não troque dinheiro em Jujuy, a cotação é péssima;
      Dinheiro no Chile
      - Em San Pedro de Atacama a cotação de reais para chilenos é ótima (para setembro desse ano: 1 real = 150 pesos chilenos, sendo que em Santiago estavam pagando 1 real = 158 pesos chilenos);
      - Não tem como indicar uma casa de câmbio, tem uma rua só pra elas e todo dia os valores mudam. O jeito é sair perguntando de uma em uma e negociar;
      - Deixar para trocar reais para pesos argentinos (para gastar na volta) no Atacama não é uma boa opção, a cotação é bem ruim;
      Carro
      - Evite estacionar o carro perto das esquinas das ruas. Escapamos de um acidente que teria dado PT no carro por pouco. Como o hostel não tinha estacionamento, deixamos o carro parado na rua ao lado na vaga perto da esquina. Um motorista argentino foi fazer a curva e perdeu o controle, passou raspando por nós e bateu no carro estacionado do outro lado da rua, que ficou com o eixo dianteiro totalmente quebrado e teve que ser guinchado.
      - Os itens obrigatórios são: extintor de incêndio e 2 triângulos. Cambão rígido, mortalha e etc é MITO.
      - A gasolina tanto na Argentina quanto no Chile custa praticamente o mesmo que pagamos no Brasil, as vezes até um pouco mais caro. Mas como é bem mais pura que a daqui rende MUITO mais. Na Argentina, usamos sempre a Super e no Chile, sempre a 93. Essas são as mais baratas.
      Documentos
      - Identidade com menos de 10 anos de expedição ou passaporte, ou um ou outro, tanto faz
      - Se o carro estiver no nome do motorista, apenas o documento do carro.
      - Fizemos a PID (permissão internacional para dirigir), mas em nenhum momento foi solicitada
      - Carta Verde: seguro obrigatório para o carro na Argentina. Não foi solicitada em nenhum momento também, nem na aduana.
      - Soapex: seguro obrigatório para o carro no Chile. Não foi solicitada em nenhum momento também, nem na aduana.
      Água
      - É tirada de poços. Tomamos direto da torneira sem problemas, só recomendamos comprar engarrafada se a cidade estiver cheia – muita gente polui a água -. Custa cerca de 1800 pesos o garrafão de 6l.
       

      Carro: Fiat Uno 1.0 2016/2017
      Km rodados: 5.500
      270 litros de gasolina: R$1.300,00
      Autonomia: 20km/l
      Pneus Furados: 0
      Troca de óleo feita antes da viagem
      Gps usado: Sygic
      Pouso mais caro/barato: 600 pesos por pessoa (Argentina) / 250 pesos por pessoa (Argentina)
      Gasolina mais cara/barata: 862 pesos (Chile) / 38 pesos (Argentina)
      Frase mais dita: “Olha essa estrada!”
      Gasto: aproximadamente R$2200,00 por pessoa. Levamos apenas reais em dinheiro vivo. Usamos cartão de crédito Nubank apenas para reservar hostel e fazer o Soapex.
      Duração: 20 dias

    • Por xexelo
      Continuando a postar relatos antigos e que foram sonegados aos mochileiros segue a postagem sobre a minha viagem pela Carretera Austral pelo Chile. Como minha viagem anterior, sempre tem enroscos e problemas. Desta vez por poucos quilômetros eu quase não volto mais e quase ferrei o motor.
       
      Como dá outra vez não é uma relato com detalhes sobre preços e tals. Gastei sempre o mínimo possível com alimentação e hospedagem. Devo ter almoçado em restaurantes umas 4 vezes a viagem toda. Portanto não posso dar muitas dicas sobre a alimentação na Carretera. O caso é que eu sempre perdia a hora de almoço e quando lembrava já tinha passado a cidade mais próxima. Ai tinha que lanchar o que tinha no carro mesmo. Aliás esta viagem foi um belo SPA pois de 98 Kg no início eu voltei com 92 apenas
      Levei de novo todo o equipamento de camping que acabou indo passear apenas. A Ranger se portou muito bem na estrada e se não fosse por negligência minha não teria dado problema com o arrefecimento e queimado a junta do cabeçote no final da viagem. Pura burrice.
       
      Fui sozinho porque meu tio não pode me acompanhar aquele ano e também porque a outra pessoa que tinha me garantido que ia junto deu pra trás um mês antes. Assim achei melhor seguir sozinho do que esperar mais um ano para ver se conseguia companhia para a empreitada.
       
      Mas vamos aos relatos.
       
      1º DIA – 22/12/2013 – DOMINGO.
      De Curitiba a Quarai - RS / Artigas – Uruguai – 1150 km
       
      Saí de Curitiba as 5:25 h debaixo de uma garoa fina e chata que me acompanhou até União da Vitória mais ou menos. O calor começou a chegar e por volta das 8 ou 9 horas e pegou pesado. Acho que deve ter ficado uns 30 graus ou mais.
      Como estava viajando sozinho fui dando paradas a cada 2 ou 3 horas para esticar o esqueleto.
      A estrada pelo interior tem muitas curvas, mas tem trechos bem tranquilos em que se pode desenvolver 100 a 110 Km/h (GPS) numa boa.
      Acabei não almoçando hoje, comi pão de queijo, amendoim japonês e frutas secas. Quando parei num posto para almoçar achei muito caro (era chique) R$ 21,00 o bufet livre.
      Quando cheguei a Quarai estava iniciando a hora do agito de domingo na praça central. Os carros iam parando em volta da praça e deles saiam os jovens com cadeiras de praia, coolers de cerveja e se abancavam na grama esperando a galera ficar desfilando com seus carro e com o som alto. Coisas do interior do Brasil.
      Mudei roteiro inicial e vou entrar no Uruguai pra fazer umas comprinhas básicas. Depois entro na Argentina por Salto UR / Concórdia AR.
    • Por Flavius Neves Jr.
      Boa tarde, pessoal!
      Segue adiante o meu relato de uma viagem de carro para o Deserto do Atacama, que durou 17 dias. Na minha programação, contei com muita ajuda aqui do pessoal do Mochileiros.com. Sendo assim, agora é hora de retribuir! Se você está planejando uma viagem parecida, ou se a mesma já está marcada, e quer contar com algum tipo de ajuda, pergunte por aqui.
      Um abração!!!
    • Por xexelo
      Após a minha última aventura quando fui sozinho para a Carretera Austral no Chile eu fiquei sem viajar nas minhas férias seguinte. Sou professor e sempre tenho férias em dezembro/janeiro. Fiquei os 45 dias de férias triste e desanimado.
       
      Eu vendi a minha Ranger pois ela estava com um problema que poderia estragar o motor. Em seguida eu comprei a minha Toyota Hilux SW4 4Runner 2.7 a gasolina em outubro. Fiz a revisão inicial, troquei os pneus e isso tudo deu uns 5 mil.
      Não poderia viajar sozinho naquelas férias. Tentei de todo modo buscar companheiros para a viagem, porém não consegui.
       
      Ainda bem que não consegui... Um mês depois das férias o motor da Toy queimou a junta do cabeçote como que por mágica. Em nenhum momento ele ferveu ou esquentou a ponto de acontecer isso. Arrumei o problema e lá se foram mais $$$$$.
       
      Em julho coloquei um anúncio no grupo de professores do Parana do facebook procurando companheiros para a viagem. Inicialmente várias pessoas se interessaram, mas uma apenas fechou que iria. Depois essa professora, a Beatriz Goes, conseguiu mais um amigo professor para ir junto, o Edmar Lucas, ambos de Ponta Grossa - PR.
       
      A coisa complicou pq em outubro a Toy deu problema de novo. Queimou a junta do cabeçote outra vez. Dai eu ga$$$tei muito mais que da primeira vez para ver se não acontecia novamente. Aproveitei e fiz a embreagem, mandei revisar e limpar o radiador etc. Até o final do ano eu praticamente zerei tudo o que pudesse dar problemas na Toyota.
       
      Em outubro coloquei um anuncio aqui no Mochileiros para achar mais um companheiro de viagem. Em novembro apareceu o santista Adriano Lizieiro e fechamos o grupo. E para melhorar mais ainda, O Glauber e a Érica com sua Chevrolet S-10 a gasolina se juntaram a nós para formarmos um grupo de duas viaturas na viagem. Muito mais seguro. Isso me ajudou muito quando tive um problema na Toy.
       
      Saímos no dia 28/12/2015. Segue o relato.


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