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  • Silnei featured this tópico
  • 2 semanas depois...
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@_jut pelas andanças que dei pela cidade, pareceu ser um dos melhores lugares e está bem localizado, perto da área comercial que costuma atender os turistas. Tem todo o essencial: limpeza, conforto e segurança, então não tenho nada a contraindicar sobre ele, rs

Provavelmente é bom reservar com antecedência sim, a pousada é pequena, em um dos dias chegou a lotar. Melhor garantir

  • Gostei! 1
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    • Por Gabriela Dias Neckel Nakano
      RELATO DA VOLTA A ILHA GRANDE ABRIL/2021
      * 1o dia
      Saída da vila de Abraão as 9:00am em direção ao Saco do Céu (comunidade e vila de pescadores) passamos pelo arqueduto, cachoeira da feiticeira, praia da feiticeira, praia de fora, praia Iguaçu, praia camiranga e perequê, chegando até o saco do céu depois de aproximadamente 3 horas de trilha. iríamos pernoitar no camping gata russa, porém ainda era cedo e resolvemos seguir viagem até Japariz (mais 1 hora de caminhada). Pernoitamos no camping e restaurante Por do Sol (pé na areia com cobertura e banheiros, s/cozinha) por R$20,00 por pessoa. Total aproximado do dia 12km.
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      Saída de aventureiro passando pelo costão do demo, praia do sul e leste (maravilhosas) chegando em parnaioca.
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      * 6o dia 
      Saída de parnaioca com destino a Abraão, trilha começa atrás do camping da Janete, trilha mais tranquila sem muito desnível, porém bem ruim a marcação, fácil de se perder! Ficar atento às marcações de fitas nas árvores. De Parnaioca a Dois Rios foram 9km em 3 horas aproximadamente, depois continuamos com destino a Abraão e mais 8km em 2 horas e meia. Total 17km em 5 horas e meia de trilha. 
      *os mercadinhos das vilas são bem caros! vale a pena sair com alguns snacks, macarrão/miojo e se abastecer em Provetá, que é mais barato. 
       












    • Por Tadeu Pereira
      Trilha Saco das Bananas ou Trilha das 10 Praias Desertas - Caraguatatuba x Ubatuba - SP 
      Praias: Praia da Tabatinga, Praia da Figueira, Praia da Ponta Aguda, Praia da Lagoa, Praia do Simão, Praia Saco das Bananas, Praia da Raposa, Praia da Caçandoquinha, Quilombo Caçandoca, Praia do Pulso, Praia da Maranduba e Praia do Sape.
      Dificuldade: Moderado
      Distância: 28 km
      Salve salve mochileiros!
           Segue o relato desta trilha fantástica situada entre Caraguatatuba e Ubatuba no litoral Norte de São Paulo, iniciada na Praia da Tabatinga a aproximadamente 20 Km da cidade de Caraguatatuba e finalizada na praia do Sape. A trilha é de nível médio com subidas e descidas mostrando belas paisagens e diversas praias. A maioria das praias são quase que desertas com pontos de água potável.  
      Partida - 17/11/20 - Ida 7:30am - São Paulo x Caraguatatuba -> BlablaCar R$45,00 - Caraguatatuba x  Praia da Tabatinga -> Ônibus R$4,65
           Partimos do bairro do Butantã em São Paulo capital onde combinamos com o motorista do aplicativo BlablaCar para sair às 7:30am. Saímos no horário marcado e fomos em 4 pessoas no carro. A viagem foi tranquila, segura, todos de máscaras pela pandemia e com duração de duas horas e meia até chegarmos ao Terminal Rodoviário de Caraguatatuba onde pegamos um ônibus do transporte público com sentido a cidade de Ubatuba. Depois de aproximadamente 35 minutos descemos no último ponto da praia da Tabatinga próximo ao Mercado Prime onde fica o início da trilha pela rua à direita do mercado. Compramos mais alguns mantimentos e água e iniciamos por volta das 11:00am a Trilha do Saco das Bananas ou Trilha das 10 praias desertas.   
       
           A trilha teve início na rua ao lado direito do Supermercado Prime pela Rua Onze onde seguimos por ruas com um terreno muito acidentado com muitos buracos e lama até chegar na entrada para a Praia da Figueira. Resolvemos não entrar nesta praia pois o tempo não estava ajudando muito e então seguimos em frente. Alguns metros a frente chegamos no Mirante da Praia da Ponta Aguda de onde se tem uma bela vista da Praia da Figueira e da Praia da Ponta Aguda.
         
                                                 (Entrada Praia da Figueira)                                                        (Estrada)
       

      (Mirante da Praia Ponta Aguda) - (Praia da Figueira)

      (Praia da Figueira)

      (Praia da Figueira)
           Passando o mirante a trilha começa a adentrar a mata mais fechada passando por diversos pontos d'água. Andamos por mais ou menos mais 1 hora e chegamos em um casarão abandonado com várias bananeiras ao redor. Não sei a história desta casa mas parecia ser bem antiga. Neste ponta a trilha se divide em duas, para a esquerda se segue a trilha para a Praia do Simão, e para a direita se chega na Praia da Ponta Aguda. Descemos uns 15 minutos de trilha passando por um descampado até chegar na Praia da Ponta Aguda. 
       

       (Praia da Ponta Aguda) 

       (Praia da Ponta Aguda) 
            Ficamos pouco tempo na Praia da Ponta Aguda pois estávamos correndo contra o tempo que a todo momento mostrava que podia desabar com muita chuva. Retornamos pela mesma trilha que chegamos na praia e continuamos a trilha seguindo as placas rumo a Praia da Lagoa. 
       

          (Praia da Lagoa) 
           A Praia da Lagoa que faz jus ao nome contém uma lagoa que desagua no mar situada do lado esquerdo da praia. Retornamos pela mesma trilha e seguimos as placas para a Praia do Simão que a princípio iríamos pernoitar e seguir no dia seguinte.  
       
           Apesar da placa de proibido resolvemos seguir em frente e caminhamos por mais ou menos umas 2 horas neste trecho. A trilha estava muito molhada pela chuvas do dia anterior tornando o trecho escorregadio e muito difícil de render a caminhada. O tempo até que estava colaborado pois só tínhamos pego chuviscos durante o caminho, até que chegando próximo da Praia do Simão o tempo simplesmente resolveu dizer qual seria o nosso destino pelos próximos 3 dias ahahauhauhauha. 
       
           Começando com um chuva bem fina, toda aquela água que estava acumulada durante o dia resolveu cair bem na hora que estávamos chegando na Praia do Simão ahuahuah e não parou mais. Depois de vários escorregões e tombos passando por alguns trechos que sem chuva até seriam fáceis, mas com toda aquela água caindo do céu com a trilha encharcada e muito escorregadia ficaram bem complicadas. E depois de algumas horas chegamos na Praia do Simão ou Praia Brava do Frade.

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)


      (Praia do Simão ou Brava do Frade)

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)
           Segundo moradores a Praia Brava do Frade possui este nome pois a um tempo atrás morou um frade na praia por muitos anos, razão do nome original. A praia é bastante procurada também por surfistas que buscam tranquilidade em uma praia deserta longe da badalação, mas neste dia não tinha ninguém na praia. 
           Chegamos e já montamos acampamento no meio das inúmeras árvores pensando em obter alguma sombra pra caso no dia seguinte o sol desse as caras ahuahuah. A praia tem mais ou menos 1 km de extensão com mar de águas agitadas, areia clara, praia de tombo, aparentemente com muitas correntes de retorno. Também ficamos próximos ao um ponto de água potável que fica no meio da praia formando uma pequena lagoa que com a forte chuva virou uma grande cachoeira que corria até o mar. A pernoite estava garantida, mas a chuva não parou mais aquela noite e nem no outro dia. Choveu forte, com trovoadas e muito vento o tempo todo.

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)
       
       

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)

      (Acampamento)

      (Praia do Simão ou Brava do Frade)
       
      (Bica d'água)
           Acordar em uma praia deserta certamente é um desejo de muitas pessoas, mas acordar com a praia deserta e com muita chuva também foi uma experiência muito boa com sentimento de frustração e agradecimento. Ficamos por três dias nesta praia por causa da chuva, as barracas viraram nossos lares naquele paraíso por alguns dias ahuahua. A chuva não deu trégua no segundo dia, choveu por várias horas de manhã até o meio da tarde. Tivemos que esperar por horas pra sair da barraca pra poder conhecer aquele paraíso, mas quando a chuva deu uma trégua nós saímos para desbravar e conhecer a praia. 

            Do lado direito andando pela praia existe um paredão de pedra que dependendo do volume d'água é um bom ponto para um banho de cachoeira, mas neste dia apesar de toda a chuva estava com volume baixo.  
       
      (Cachoeira)
            A chuva começou novamente e retornamos para o camping e por ali ficamos. Fizemos toda nossa comida dentro da barraca. Uso o modelo QuickHiker 2 Quechua que tem duas portas e dois grandes avanços possibilitando usar o fogareiro sem nenhum problema. Choveu o resto do dia e toda a noite. 

       
            Dormimos cedo com muita água ainda caindo, e por volta das 4:30am da madrugada a chuva resolveu finalmente parar. Resolvi sai da barraca assim que amanhecesse para ir ao banheiro e me deparei com um nascer do sol sensacional saindo lá longe no horizonte do mar. E depois de tanta chuva tive uma sensação de euforia, alegria, minhas energias se renovaram e todo aquele cenário de frustração por causa de toda aquela chuva mudou imediatamente ao ver os primeiros raios de sol naquele dia ahuahua, foi muito emocionante. Bom Diaaaaaaaaaaa!


       




      (Praia do Simão ou Brava do Frade)
           Com toda aquela animação já preparei um belo café da manhã e comecei a desmontar acampamento para seguir em frente pois além de toda aquela chuva que estava caindo antes, o mar também estava um pouco revolto e impossibilitou a travessia pela praia para poder continuar a trilha. E naquela manhã tudo isso estava ao nosso favor para poder continuar a travessia, então tomamos um café reforçado, desmontamos todo acampamento e seguimos para o lado esquerdo no final da praia onde fica a continuação da trilha. 

           No final da praia havia um acampamento fixo montado com barracas, panelas, talheres, pia, agua encanada hauahuahua. Depois de todo o perrengue que passamos com a chuva, aquele acampamento iria ser muito útil pra nós. Mas como não tivemos muito tempo de desbravar a praia, só encontramos esse acampamento quando estava saindo do Simão. Um morador local que encontramos na trilha nos disse que são de surfistas que se juntam e passam alguns dias neste local.  

       
           A continuação da trilha fica atrás deste acampamento. Neste trecho existe uma subida até chegar em um mirante que se vê toda Praia do Simão. E é neste trecho da trilha que se faz jus ao nome Saco das Bananas. Caminha-se por diversas plantações de bananas revelando belas paisagem. 


      (Mirante - Praia do Simão ou Brava do Frade)

             A caminhada neste trecho foi um pouco cansativa pois existem algumas subidas e descidas que desgastam um pouco por causa do peso da mochila. Caminhamos por uma hora e meia mais ou menos até chegarmos nas ruinas de uma escola abandonada, a Escola do Saco das Bananas construída em 1973 que atendia por volta de 25 crianças fechando em 1993 por falta de alunos. Ao lado esquerdo da escola segue a trilha para praia da Raposa e para o lado direito fica a trilha que chega na próxima praia da travessia, a Praia do Saco das Bananas. 

      (Escola E. P. G. Saco das Bananas)

           Seguindo a trilha da escola até a Praia do Saco das Bananas começamos a perceber o quanto ela é histórica com a frequente presença da Comunidade Quilombola existentes em algumas ruinas da época da escravidão. Levaram 10 minutos de descida até a praia e chegando encontramos um casarão de frente para o mar, que provavelmente seria dos donos de toda aquela plantação de bananas, encontramos uma praia pequena de aproximadamente 55 metros de largura, areias amareladas, águas cristalinas, com algumas pedras enterradas nas areias e cercada pela Mata Atlântica.

      (Praia Saco das Bananas)

      (Praia Saco das Bananas)

            Na Praia Saco das Bananas encontramos com alguns moradores que nos informaram que a praia era como um porto para os barcos levarem os produtos que os moradores cultivavam e que na sua maioria eram e é até hoje as bananas. Chegamos bem na hora que eles tinham colhido vários cachos. Nos contaram também que a trilha Saco das Bananas em alguns trechos, foram estradas construídas de pedra com intuito de facilitar o transporte de mercadorias cultivadas no roçado como: cana, mandioca, banana e outras especiarias. A praia guarda muitas histórias e muitos mistérios de sofrimento do período escravocrata e ainda sofrem até hoje com a especulação imobiliária. 

      (Praia Saco das Bananas)
           Ficamos por uma hora nesta praia contemplando e logo seguimos para a próxima praia que seria a Praia da Raposa. Retornamos até a escola e na bifurcação da trilha principal fomos para a esquerda. Neste trecho existem algumas subidas de tirar o fôlego, mas que nos proporcionaram vistas fantásticas das praias. 
       




       



           Caminhamos por uma hora e meia neste trecho até que chegarmos na entrada da Praia da Raposa, mas por causa do tempo ruim decidimos seguir em frente e não passar por esta praia. A entrada pra praia fica em uma trilha pequena onde existe uma corda para ajudar na descida ingrime. A entrada é bem pequena e fica à direita pra quem vem da Praia Saco das Bananas. Caminhamos mais alguns minutos e chegamos na Praia de Caçandoquinha. 

      (Praia da Caçandoquinha)

      (Praia da Caçandoquinha)
       
      (Rio de água doce)
           Chegando na Praia da Caçandoquinha se vê um casarão de fazenda do período escravagista mas que, por ser privada, não é aberta ao público. É uma praia de mar calmo, areias claras, muitos borrachudos, do lado direito da praia existe um riacho de água doce e contém algumas árvores centenárias propiciando ótimas sombras para ficar a beira mar. Hoje a Caçandoquinha guarda uma história de riqueza branca e sofrimento escravo, amenizado com o reconhecimento e regularização do Primeiro Reduto Quilombola do litoral norte do Estado de São Paulo.
        
      (Praia da Caçandoquinha)
           Ficamos um tempo nesta praia para descanso e aproveitamos para fazer um lanche embaixo das sombras de umas das grandes árvores centenárias que têm de frente para o mar. Ao contrario da sua vizinha, Caçandoca, esta praia é muito tranquila, não existe nenhuma estrutura para o turismo, não se chega de carro, e é pouco frequentada. Do lado esquerdo da praia existe uma trilha que leva ao Quilombo Caçandoca, nosso próximo destino. 
           Caminhando por uns 10 minutos já se chega no costão onde existe uma corda para a descida até a Praia da Caçandoca. A praia é fantástica, um paraíso quase que intocado sem construções e com uma enorme história.  De areias claras, mar calmo o lugar tem um deslumbrante vista da baía do Mar Virado, Maranduba e algumas ilhas. Esta praia por ter acesso de carros pelo km77,5 da rodovia Rio-Santos já tem um pouco mais de estrutura como alguns campings e alguns quiosques a beira mar, mas tudo bem simples.
            A região do Quilombo Caçandoca tem muita história, faz parte de uma área legalizada como pertencente aos Quilombolas remanescentes das comunidades da época do período de escravidão contando com 890 hectares.  O Quilombo Caçandoca é o mais antigo do litoral norte de São Paulo e encontra - se em um dos lugares mais belos do Brasil. A escravidão só teve um "fim" em 1888 através da Lei Áurea, mas muito tempo antes os negro já lutavam por sua liberdade. A história como a dos remanescente de Quilombos, como a da antiga Fazenda Caçandoca, mostra que a luta foi árdua, mas foi vencida, e esta parte da história é passada de pai para filho, netos e bisnetos, mantendo sempre acesa a memória da Comunidade Quilombola. 
       
      (Praia da Caçandoca)
       
           Assim que chegamos já fomos atrás de um camping pois o tempo estava fechando novamente mostrando que iria chover novamente. Sentamos no Quiosque Pastel da Vó e conversando com alguns locais, nos recomendaram o Camping do Jango que fica do outra lado da praia no canto esquerdo. Fomos até lá e fechamos por R$25,00 Reais pra cada por uma noite com banho quente. Montamos a barraca e retornamos para o quiosque Pastel da Vó para curtir o resto do dia com sol enquanto tinha.
       
         (Quiosque Pastel da Vó)
           Retornamos ao camping onde tomamos um bom banho quente, fizemos um rango reforçado e dormimos pois a chuva não deu trégua no começo da noite. No dia seguinte o sol prevaleceu no céu o dia todo, o que nos proporcionou ver o quanto aquele lugar é maravilhoso mostrando belas paisagens. Decidimos ficar mais um dia e seguir para próxima praia somente no dia seguinte.
       
      (Camping do Jango)

      (Igreja)

      (Praia da Caçandoca)

      (Praia da Caçandoca)

           (Praia da Caçandoca)

           Passamos quase que o dia todo no Quiosque Pastel da Vó, pois além do tratamento maravilhoso, a cerveja tava muito gelada e ainda nos deram o valioso repelente que os locais usam para parar os borrachudos. Uma mistura de óleo de cozinha com vinagre de álcool. A mistura funcionou e lambuzamos o corpo. Bye bye Borrachudos! huahauhau 

       (Praia da Caçandoca)

       
           Foi o dia mais quente da travessia com uma temperatura de quase 30 graus. Almoçamos pela praia mesmo, comemos porções e pasteis da Vó e tomando uma merecida gelada. Até que os preços estavam de boa, nada abusivo. Retornamos ao camping por volta das 19:00pm horas, fizemos mais um rango reforçado e descansamos para poder seguir bem cedinho para as próximas praias. 

      (Praia Quilombo Caçandoca)
                  Desmontamos acampamento por volta das 6:00am horas da manhã com um nascer do sol sensacional que fomos presenteados naquela linda manhã de Domingo.

      (Praia Quilombo Caçandoca)
           Tomamos um café da manhã reforçado, contemplamos por mais alguns minutos aquele momento e aquele lindo lugar e logo seguimos para a próxima praia, a Praia do Pulso. A trilha fica no canto esquerda da praia da Caçandoca muito próximo do camping que ficamos. .

           Caminhamos por uns 15 minutos até que chegamos em uma guarita com um guarda que nos informou como passar pela Praia do Pulso. A praia de acesso restrito tem na sua maioria acesso por condôminos. Descemos mais alguns minutos e chegamos em uma praia com um extenso gramado comunitário, areias fofas amarelas, enormes árvores proporcionando uma grande sombra em dias ensolarados, mar calmo de águas claras, porém o que chamou mais atenção foram as enormes casas chegando quase que nas areias da praia.  Não existe nenhuma estrutura para turismo, ambulantes, quiosques.

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)

      (Praia do Pulso)
           Comtemplamos por alguns minutos e seguimos até o canto esquerdo da praia onde fica a continuação da trilha. Neste trecho a trilha foi um pouco cansativa pois o sol estava bastante quente e as subidas deste trecho nos castigaram bastante. Durante a trilha vimos diversos mirantes com vistas espetaculares passando pelos fundos das casas até chegarmos aos fundos da famosa Igreja de Nossa Senhor de Fátima ou também conhecido como o Castelo dos Arautos. Uma fantástica construção de 9 mil m² parecido com castelos medievais com obras de Aleijadinho e com uma vista fantástica da Ilha do Pontal, Ilha e Praia de Maranduba e ao longe uma parte da Trilha das Sete Praias.

      (Praia do Pulso)
       


           Após passar pelo Castelo dos Arautos caminhamos por uma estrada chamada Estrada da Caçandoca até a rodovia BR101 Rio-Santos, onde seguimos por alguns quilômetros até a praia de Maranduba.

           Procuramos logo por um camping e encontramos o Camping Toa Toa que fica entre as Praias de Maranduba e Praia do Sapé. Fechamos por R$35,00 Reais e ficamos por uma noite. O Camping Toa Toa é bastante estruturado com banheiros amplos, com chuveiro quente, uma grande área gramada com vários pontos de energia, churrasqueiras, cozinha comunitária e com entrada tanto para praia quanto para rodovia Rio-Santos BR101. Montamos acampamento e saímos logo para procurar algum lugar pra almoçar e depois conhecer o local.   


      (Praia do Sapé - Ilha do Pontal)
           A Praia de Maranduba e do Sape são praias mais voltadas para banho, crianças, família. Tem uma ampla estrutura comercial e turística como quiosques, pousadas, hotéis, mercados e restaurantes. Como estávamos passando por praias quase que desertas sem ninguém a alguns dias já, esta praia foi meio que um choque pois estávamos voltando para a cidade.

      (Camping Toa Toa)

      (Praia de Maranduba)
           Desmontamos acampamento e mais uma vez o sol nos presenteou com mais um lindo nascer. Mochila feita e café tomado fomos para a rodovia Rio-Santo aguardar o ônibus para retornar a Caraguatatuba. Aguardamos por alguns minutos até prgar o ônibus sentido Caraguatatuba por R$4,65 e em 40 minutos chegamos na rodoviária. Almoçamos em um restaurante ali próximo do terminal e fechamos com um BlablaCar pra algumas horas depois por R$48,00 Reais de Caraguatatuba até São Paulo. E assim acaba mais uma trip e eu só tenho a agradecer! 
      GRATIDÃO  
      Retorno - 23/11/20 - Volta 9:00am  - Maranduba x Caraguatatuba -> Ônibus R$4,65- Caraguatatuba x São Paulo ->BlablaCar R$40,00
       
       
       
      Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp
      Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/
       
       
    • Por Samu-kao
      Alguém já assistiu a expedição Margarita?
       
       
       
    • Por Felipao86
      Ola a todos,
      Que ano difícil foi esse 2020, heim pessoal?  Tomara que 2021 seja melhor a todos. Um feliz ano novo.
      Aproveitando esse período de quarentena para redigir alguns relatos de viagens entre 2018 e 2020 que havia feito e não tinha tempo para relatar.
      Em marco de 2019 ficamos uma semana agradável em Manaus, e foi uma viagem muito especial porque foi a primeira viagem de avião da nossa filha mais velha, à época com 1 ano de idade. Então tínhamos uma expectativa/preocupação durante o voo, mas foi absolutamente tranquilo.
      Passagens aéreas: compradas na Gol, em torno de 600 reais por pessoa (BH-Manaus)
      Hospedagem: EcoSuites Hotel Manaus: em torno de 100 reais a diária, hotel simples, bem no centro da cidade, ótimo café da manhã.
      Deslocamentos internos: dentro da cidade Uber (funciona bem e preços normais); Algumas atrações é preciso ir de barco.
      Contratempo: infelizmente, devido ao calor excessivo na cidade, todos os lugares tem ar condicionado. Mas por que isso é ruim? A oscilação de temperatura quente/frio fez com que minha filha acabasse contraindo uma sinusite no terceiro dia de viagem. Teve febre, tosse e isso acabou impactando um pouco nosso roteiro. Conseguimos medica-la com sintomáticos até retornamos a BH e leva-la ao pediatra.
      Obs: Como a vigem aconteceu já há quase 2 anos, eu não lembro mais o preço das atrações, rs. Por favor, me perdoem.
      Bem, vamos ao roteiro do dia.
       
      Dia 1 – Centro Histórico
       
      Chegamos em Manaus na noite anterior, já bem a noite, somente a tempo de dormimos no hotel. No dia seguinte após o café da manhã saímos para explorar um pouco o centro histórico. Comecamos pelo cartão portal da cidade, o Teatro Amazonas: tem uma visita guiada super interessante, que conta um pouco sobre a história da construção do lugar e dos simbolismos utilizados na decoração interna. É belíssimo por dentro e por fora. É o principal ponto turístico da cidade, ao redor da praça tem vários restaurantes bacanas. Acabamos voltando lá praticamente todos os dias a noite. O teatro tinha programação de shows a noite, mas acabamos não conseguindo visitar.
      Do teatro fomos ao Museu Casa Eduardo Ribeiro, bem ao lado do teatro. Fala um pouco sobre o prefeito que urbanizou Manaus no final do século XIX e esteve diretamente envolvido na construção do teatro. É uma visita guiada muito bacana que  complementa o passeio ao teatro.
      Seguimps (uber) ao Palácio do Rio Branco, que era sede da Assembléia Legislativa do estado e hoje é um museu muito bacana com belos jardins ao fundo.
      E terminamos no mercado Adolpho Lisboa, que é muito charmoso, porém pequeno. Lá se encontram artesanatos e souvenirs. Aproveitei para garantir o chaveiro da minha coleção. De lá tem-se uma bela vista do Rio Negro.
      A noite voltamos a praça do Teatro para comermos um delicioso tambaqui no “Tambaqui de banda”.


      Dia 2 - Passeio de barco pelo Rio Negro
      Contratamos um passeio pelo rio negro de um dia com a Iguana Turismo, que foram muito atenciosos na contratação mas o guia meio carrancudo, sei lá, mal humorado.
      O embarque é no porto bem atrás do Mercado Adoplho Lisboa.
      Nesse passeio primeiro vamos seguindo de barco até o famoso encontro das águas, que é bonito de se ver, mas precisa subir no topo do barco para melhor visualização. De lá seguimos até o Parque January, onde tem as famosas vitorias regias gigantes e também paramos para almoçar. Depois uma parada numa comunidade ribeirinha onde tem “pesca de pirarucu”, na verdade são alguns tanques onde eles deixam os turistas alimentarem os pirarucus gigantes com peixes. Após, mais 2 horas de barco, chegamos ao local onde há a famosa interação com os botos, que na minha opinião foi a melhor parte do passeio: você olha para todos os lados e só vê arvóres e agua, uma pequena casinha flutuante e os botos ao seu redor. Mais imersão amazônica que isso só mesmo num hotel de selva. Tive uma deliciosa sensação de paz por conhecer esse cantinho do nosso país.
      Esse é um passeio de um dia inteiro, chegamos de volta ao porto já a noite.  Nem saímos pra jantar, pedimos um delivery mesmo, um lanche chamado x-caboquinho, que é um sanduínhe típico de Manaus: pão francês recheado com lascas de tucumã, banana frita, queijo coalho e manteiga.


      Dia 3- Museu do Segingal Vila Paraíso
      Nesse dia visitamos o Museu do Seringal Vila Paraíso. O trajeto para chegar lá já é um passeio em si: uber até a Marina do Davi e de lá pega-se uma lancha de passageiros até o museu, mas que no caminho vai parando em varias comunidades e com belíssima paisagem.
      O museu é lindíssimo, na realidade era o cenário de uma minissérie da globo, se não me engano. A visita é guiada e retrata bem como funcionava um seringal no ciclo da borracha. O lugar é muito cenográfico e absolutamente paradisíaco, rodeado por floresta e agua de todos os cantos. A amazonia é um lugar grandioso demais.
      Na volta paramos na praia da ponta negra, que é exatamente uma praia, porém com agua doce. Quando iriamos sentar numa das barracas para passar o restante do dia, caiu uma chuva inacreditável, então tivemos que pegar um uber de volta ao hotel. Até imaginei que fosse uma daquelas chuvas vespertinas, mas na realidade praticamente o restante do dia.

      Dia 4 - Museu da Amazonia
      Dia inteiro reservado a conhecer o Musa, Museu da Amazonia, que é uma reserva florestal dentro da cidade. Dentro tem diversas trilhas, exposições relacionadas a amazonia, orquidário, borboletário, aquário e a principal atração: uma torre de observação  de 42 metros de altura que lhe permite observar a floresta acima da copa das árvores. É um passeio super interessante. Tem muita coisa para se ver. Tem restaurante lá dentro com preços bacanas.

       
      Dia 5 - Mercado novamente e Museu do Indio
      A ideia desse dia a princípio seria alugar um carro e conhecer as cachoeiras de Presidente Figueiredo. Mas já era um dia que minha filha estava com febre/tosse e também ficou um dia muito nublado, então acabamos ficando por Manaus mesmo.
      Voltamos ao Mercado Adolpho Lisboa para almoçar e comprar mais algumas lembrancinhas. De lá pegamos um uber e fomos conhecer o Museu do Índio, que náo é um museu muito falado em relatos de viagens que havia lido sobre Manaus. É um museu simples, porém bem bacana em falar um pouco sobre a vida dos indígenas, seus hábitos e artefatos utilizados. Achei bem completo.
      Finalizamos o dia no Tambaqui de Banda, que foi nosso restaurante preferido de Manaus.

       
       
      Dia 6 - Palacete Provincial e retorno para casa
      Dia de retornar, mas como o voo era somente a tarde, deu tempo de explorar ainda o Palacete Provincial, casarão no centro histórico, próximo ao hotel, que na realidade abriga vários museus em si: um museu de arte contemporânea, com exposições de artistas locais, um museu numismático, de medalhas e moedas e um museu de fotografia. Belo lugar e belas obras de artes.

      Pessoal, espero que perdoem esse relato pouco detalhado. Infelizmente não consegui faze-lo logo após retonar da viagem, então perdi muitas informações uteis. Mais basicamente tudo que pesquisei para montar o roteiro usei como base do guia de Manaus do Viajenaviagem.
       
      Um grande abraço a todos e até a próxima.

    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      2020 ano imprevisível. Ficamos a deriva desde fevereiro. Toda a temporada de montanha foi se embora, as viagens minguaram. Precisamos recorrer a destinos não antes planejados.
      Foi assim que topamos com a Ferrovia do Trigo, como descrevi em relato anterior, conseguimos fazer um circuito pelo Campo dos Padres em setembro e cinco dias antes de sairmos para a Serra Geral catarinense, recebemos um convite para fazer o trekking Guaporé Muçum. É claro que já havíamos ouvido falar e lido algum relato, mas não estávamos muito iterados sobre. Não gosto de perder oportunidades, então, após uma lida rápida em um relato e olhadela no wikiloc aceitei a proposta. O trekking não tem muito segredo é autoguiado, e a logística também é tranquila.
      Chegando ao Início
      De Urubici descemos por Lages, Vacaria até Muçum. A viagem já foi um charme, depois de Vacaria, entrei em uma área  de vinhedos e colonização italiana (Ipê, Antônio Prado, Nova Prata etc.) com muitas capelas, colinas e construções majestosas. Acredito que faça parte de alguma rota turística, mas como não conheço muito do RS né. Resumindo, estou pensando em voltar para lá fazer um tour bem longo.

      Saímos em Guaporé e fomos dormir em Muçum, no Hotel Marchetti, talvez seja o único da cidade. Fizemos um acordo com o proprietário que permitiu deixarmos o carro por ali, sob supervisão dele. E diga se de passagem o rapaz foi nota mil, além de zelar pelos carros, o hotel é fantástico, dá show em muito Ibis por aí. Excelente atendimento, limpeza impecável e o café da manhã top.
      No dia seguinte pegamos o ônibus suicida para Guaporé. A viagem foi uma história. Começou quando perdi a passagem, e tive de entrar no ônibus sem ela, ainda bem que o motorista não encrencou. Durante o trajeto nos contou muitas de suas peripécias, quando dirigia carretas, vários golpes em danceterias e restaurantes (talvez ele estivesse achando que eu estava dando o balão na passagem). De repente, a 90 km/h ele vira para a esquerda num portal dentro do vale, o coração quase sai pela boca. A conversa acabou até Guaporé (acabou o fôlego ou rezávamos para que não houvesse outro drift). Descemos na entrada de Guaporé, e a poucos metros já podíamos ver os trilhos.
      A Trilha
      Começamos a trilha, meio desconfiados com alguns carros de fiscalização parados ali na estação. Mas logo estávamos todos no ritmo dos dormentes. Os primeiros 6 km são monótonos, os passos ainda teimam em ser descompassados (é cada bicuda no trilho/dormente). Então começam os viadutos, e a direita o vale começa se exibir.

      Lá pelo terceiro/quarto viaduto já é possível ver o majestoso Rio Guaporé a bailar no vale. Surgem os primeiros túneis. Uns curtos, outros alongados, mas nada muito incrível. Topamos com a equipe de manutenção logo cedo, foi o teste que precisamos para ter certeza que não seríamos proibidos de passar por ali, afinal andar nos trilhos não é tão "legal" assim. Batemos um papo, tudo ok, seguimos.
      Já eram 14:00 quando chegamos no primeiro grande viaduto, vazado, muito alto e comprido. Cautelosamente passamos. Só fomos saber no dia seguinte que era o Mula-preta.

      Ali do lado tinha um sinal de acampamento, mas como era cedo e os destroços indicava fluxo de pessoas considerável, resolvemos seguir. Pouco tempo depois entramos num túnel infinito. Foram 40 min no meio do breu. Apenas os pontos de luz das lanternas indicava a existência de vida naquele buraco. Saímos do túnel de 2000 m já num local ideal para o pernoite. Uma estrada de caça ao lado da ferrovia, com sinal de acampamento, a poucos metros de um córrego de água limpa. Armamos as barracas, e só fomos acordados às 02:45 quando o gigante de aço rasgou a escuridão com seus olhos de fogo e silvo de dragão.
      No dia dois, começamos a caminhada era idos 07:00. Mais alguns túneis e chegamos no Viaduto Pesseguinho (esse possui placa de identificação), de posse dessa informação já suspeitamos que aquele do dia anterior era o Mula-preta.

      Quando estávamos parados para tirar algumas fotos e recuperar o fôlego fomos surpreendidos por um senhor vestidos de militar. A abordagem foi bem categórica:
      - Os senhores sabem que é proibido andar nos trilhos? - Indagou o militar.
      - Sim senhor, está escrito em letras garrafais na placa ali da entrada do viaduto. - Respondo em tom bagual, hshs.
      - Então o que fazem aí em cima? - Retrucou o homem.
      - Estamos a fazer a travessia. - Mudei o tom, para não criar problemas.
      Logo de início tinha percebido que o 'militar' era proprietário do camping ali embaixo. Ele frustrado com o movimento veio desabafar. Tentou aplicar um sermão, falando que a polícia estava prendendo e que haviam câmeras na entrada, saída e no camping dele, que iria passar para a polícia e estaríamos encrencados. Ouvi pacientemente. Ele acalmou e depois esclareceu algumas dúvidas, contou alguns acontecimentos da travessia recentes, passamos quase 1h conversando (no final do dia fomo saber que esse proprietário costuma causar alguns problemas por ali, inclusive já foi preso por abordar trekkers armado).
      Passado essa lorota seguimos. Atravessando viadutos, mergulhando em túneis, eles estão por toda a parte. O Rio Guaporé a cada curva é mais bonito.

      Depois de passar pela Cachoeira da Garganta com muita gente, na altura dos 35 km paramos para almoçar. Como o maps.ME indica um cachoeira ali perto, não tive dúvidas, achei uma trilha e fui procurá-la com um dos parceiro. Andamos 2 km morro adentro até sair nas margens do Guaporé, lindo de águas turquesas. Mas nada da cachoeira, o pequeno resquício de água nem chegava no Guaporé. Desistimos de fazer a incursão pelo leito seco até a base da queda.


      De volta aos trilhos, passamos mais um viaduto e na entrada do seguinte, saindo para à esquerda tem uma cascata. Paramos para reabastecer e curtir um pouco.
      Cruzamos mais um túnel longo, com uma seção vazada, para sair no viaduto V13. Ao longo desse dia tínhamos passado por mais dois tuneis de aproximadamente 1km cada. No V13 dei razão para o milico, algumas centenas de pessoas desfilavam sobre os trilhos e dentro do túnel, tinham crianças, pessoas de mobilidade reduzida, bêbados, drogados, pessoas com caixas de bebidas e caixas de som, uma verdadeira zona. Imagina o perigo se o guarda trilhos ou até mesmo o trem se aproxima (há relatos recentes de situações bastante tensas envolvendo trens e pessoas irresponsáveis nos pontos de acesso fácil ao longo da travessia).
      .
      Nesse dia nós descemos os 1200 m até a base do V13 para dormir em um camping (Paraíso V13). Diga-se de passagem fomos muito bem recebidos, ate travesseiro teve gente que emprestou dos proprietários. No camping, além da área coberta para a barraca (acertamos em cheio) tem uma cachoeira nos fundos muito legal que vale a visita.

      Nosso terceiro dia amanheceu debaixo de água. Desmontamos o equipamento, cobrimos com capa de chuva e seguimos morro acima. A chuva não deu trégua. Era tanta água que não se podia ver de uma ponta a outra do V13.

      Com todo cuidado do mundo, os dormentes agora estavam liso, seguimos caminhando. Mais uma série de túneis, todos curtos. Outra série de viadutos, nenhum vazado. A paisagem estava perfeita, a umidade deixa as cores mais intensas, das encostas despencavam dezenas de cachoeiras sazonais, fruto da chuva impiedosa.
      Não demorou muito para se formarem grandes alagados nas margens do trilhos. Local para descanso e refeição somente dentro dos túneis quando não estavam alagados. Em um deles, paramos e de repente um ronco ensurdecedor entrou na escuridão, luzes seguiam nosso sentido contrário. Paramos no recuo, coração na mão, uma das luzes (tive a impressão) saiu dos trilho e veio pra cima, foram longos segundos, um filme passou na cabeça, pensei em tudo que perderia, quando então, a luz vira novamente para o outro lado e escuto gritos e buzinas. Eram duas motos de trilha. Não sabia eu se chorava, xingava ou agradecia.
      Adiante em outro túnel estávamos almoçando quando o limpa trilhos passou, fui uma correria só para as áreas de escape, não gosto de arriscar a canaleta, vi nesse ano um vagão (na serra do cadeado) arrastando um pedaço de madeira por dentro da canaleta.
      Seguimos adiante, o relevo muda, passamos por alguns cortes de rocha imponentes. E no último grande viaduto ainda avistamos um bando de macacos pretos (não consegui identificar a espécie), estavam todos agitados nas copas das árvores.

      A caminhada voltou a ficar monótona nos últimos 6 km. Apenas grandes poças de água, o Guaporé some no meio da vegetação e a única surpresa foi a reformada estação ferroviária de muçum. Muita gente termina por aí, chamando um táxi ou seguindo pelo asfalto.

      Nós optamos por caminhar pelos trilhos até o centro de Muçum, descendo logo depois do primeiro viaduto sobre a rodovia. No total foram 60 km, 22 túneis e 16 viadutos.
      Depois de um banho merecido, melhor de se secar, o banho já havia sido o dia todo, fomos fazer o desjejum na lanchonete principal da praça de Muçum para no dia seguinte retornar às terras paranaenses.
      No Youtube coloquei um vídeo que mostra um pouco mais do trajeto, https://youtu.be/-Odmah6b8rU
       
      Dados que podem interessar
      A ferrovia EF491 também conhecida como ferrovia do Trigo percorre entre os municípios de Roca Sales e Passo Fundo. Comercialmente pouco explorada, hoje serve apenas para transporte de combustíveis por escassas locomotivas, e a partir de 2020 passou a receber uma rota turística. Entre os municípios de Muçum e Guaporé, que engloba também Vespasiano Correa e Dois Lageados a estrada acompanha o Rio Guaporé, percorrendo uma série de túneis, vales e encostas. Nesse pequeno trecho de pouco mais de 60 km se concentram 22 túneis dos 34 da ferrovia e 16 viadutos dos 26.
      As principais atrações do trecho, que podem ser acessadas durante a travessia ou em caminhadas curtas ou ainda chegando de carro pelas estradas de manutenção da ferrovia, são:  
      Viaduto Mula-preta em Guaporé, possui 94 metros de altura, 360m de extensão e dormentes vazados, um desafio para quem tem ou não medo de altura; Viaduto Pesseguinho, também vazado, possui mais de 80m de altura e 368 de comprimento; Viaduto V13 com 143m de altura é o mais alto viaduto das Américas; Cascata da Garganta adaptação da engenharia onde um riacho mergulha para dentro da terra em uma cachoeira que flui abaixo dos trilhos. Está situada entre os viadutos Pesseguinho e V13; Túnel de 2km perfuração dentro do morro que percorres 2000 m entre os viadutos Mula-preta e Pesseguinho; Túnel vazado com cerca de 1300 m está na chegada do V13. A 300 m da entrada dele estão algumas aberturas (janelões) de frente para o vale do Rio Guaporé; Cascatinha ao lado da entrada do terceiro túnel segundo túnel depois da Garganta (sentido Guaporé Muçum), de águas límpidas e queda macia ideal para descanso; Cascata Bem Estar situada anexa ao Pesseguinho é acessível a partir do camping na base desse viaduto; Rio Guaporé visível em mais de metade da travessia. Um dos locais de acesso à suas margens fica entre o terceiro e quarto túneis a partir do V13. Existem ainda muitos outros locais interessantes para se visitar pela região, cascatas, rochas, vales e passeios. Só pegar a mochila estudar os roteiros e se jogar.
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