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FlavioToc

Os incríveis Lençóis Maranhenses

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Eu tinha muita vontade de conhecer os Lençóis Maranhenses desde muitos anos. Havia visto em um Globo Repórter. Hoje sei, que na época nem havia estradas para chegar lá, muito menos estrutura com pousadas e restaurantes. Então até algum tempo temia por ser um destino de muito perrengue. Não foi, pelo contrário, tudo estava perfeito. Viajamos minha esposa e eu. Voltamos muito cansados porque tem muita atividade em todos os dias, mas extremamente felizes por termos ido e visto este destino único.

            Em Barreirinhas que é a principal ponto de partida para os passeios, atualmente tem uma boa estrutura de pousadas e para alimentação, com razoável custo-benefício. Outro ponto é Santo Amaro que fica mais perto das dunas. Nós escolhemos começar por Barreirinhas, depois Atins e por fim Santo Amaro.

            Realizamos esta viagem na primeira semana de julho de 2018.     Chegamos a Barreirinhas vindo do Tocantins, porém o Google Maps e o Here conduziram-nos pelo caminho mais curto que foi pela BR 135 que vai por Vargem Grande, Urbano Santos e chegaria a Barreirinhas. Só que em Urbano Santos descobrimos que os últimos 100 Km não tinha asfalto e só passaria se fosse um 4x4. Então tivemos que retornar mais de 300 km e ir em direção a São Luís, passando por Itapecuru Mirim, Rosário seguindo até Barreirinhas. Quem vai de carro de São Luís não terá este problema.

            – Chegada pousada Toca dos Aventureiros em Barreirinhas a noite.

1º dia

Barreirinhas

-Sobrevôo nos lençóis, 7:00 da manhã. Empresa Voar. R$ 350,00 é melhor deixar reservado pela internet. http://voarfotografiaaerea.com.br/ Nos buscaram e deixaram na pousada.

-9:00h – circuito Lagoa Azul. R$ 80,00

-À tarde circuito Lagoa Bonita R$ 80,00

Pernoite em Barreirinhas Toca dos Aventureiros

 

2º dia

-Deixar o hotel em Barreirinhas

-8:00 - Passeio do rio Preguiças. R$ 80,00. Almoço em Caburé Combinar com a pousada em Atins de nos buscar no porto.

- Em Atins – No final da tarde 16:00h ver revoada dos guarás e os plânctons luminescentes. R$ 40,00. Não recomendo. Era um barquinho inseguro e navegar lá nos escuro na volta é perigoso. Os guarás passam voando muito alto e quase não se vê a cor. E os plânctons, desistimos porque estavamos muito cansados para esperar e inseguros com o retorno à noite naquele barco.

Pernoite em Atins Pousada Flamboyant

 

 3º dia

-Manhã: Lagoa Tropical e Lagoa da Água Azul – R$ 80

-Tarde: Lagoa da Capivara e das Sete Mulheres – R$ 70,00 (era a o programa, mas teve o jogo da seleção, aquele que perdemos e fomos desclassificados, então, nem passeio nem jogo).

 

Pernoite em Atins Pousada Flamboyant

 

4º dia

-Deixar o hotel em Atins

Pela manhã:

-Retornar para Barreirinhas às 5:00h da manhã (Toyota Bandeirantes)

-Ir para Santo Amaro. No meu caso fui de carro. Se não tem que procurar um transporte.

À tarde: Lagoa das Andorinhas e Gaivotas. R$ 60,00

Pernoite em Santo Amaro Pousada Paraíso

5º dia

-Manhã: Caminhada pelas Lagoas Emendadas

-Tarde: Lagoas América 1 e 2

Pernoite em Santo Amaro Pousada Paraíso

6º dia

-Dia inteiro:

            -Lagoa das Gaivotas e Betânia. R$ 80,00

Pernoite em Santo Amaro Pousada Paraíso

 

7º dia

– Viagem de retorno

Deixar a pousada em Santo Amaro

 

Dicas

-Não pense que é tudo igual. Que vendo uma ou duas lagoas basta. São milhares de lagoas de vários tamanhos e cores. Você não vai se cansar de querer ver mais e no fim, é sua escolha pessoal a mais bonita ou com a cor da água mais surreal.

-As lagoas estão em seu nível máximo nos meses de junho, julho e agosto. E o tempo é bom.

-Os preços acima são por pessoa.

-Leve dinheiro em espécie para pagar os passeios e algumas refeições.

-Se for ficar menos dias (até uns três), sugiro Santo Amaro que é bem próximo das dunas e lagoas.

-Reservamos as pousadas pelo Booking e deixamos os passeios reservados com antecedência via tudo via Whats App. É mais garantido reservar porque podem não ter pessoas para o passeio ou não haver vagas.

-Programe seus passeios. Porque se não fizer em um turno não há nada para fazer nas cidades. Bem, em Santo Amaro tem um rio para banho e Atins dá para fazer uma caminhada na beira mar que está cheio de placas para não nadar que é perigoso.

-Em Santo Amaro: O asfalto está chegando até a cidade estava faltando apenas 1 km e a ponte para atravessar o rio. Então tem que deixar o carro em um estacionamento pouco antes da cidade e combinar o traslado. Valor R$ 10 por pessoa. Deixei no do sr. Calmito.

-Os restaurantes encerram os pedidos as 21:00 horas, então tem que ir jantar cedo. As 22:00 já estão recolhendo tudo.

-Almoço no restaurante Sol de Amaro. A pizza deles é tipo hóstia, muito fina, que eu não gosto.

-Jantar Pousada Cajueiro

-Sorvete da Dona Marineide. Em frente ao restaurante Sol de Amaro.

-Em Barreirinhas: Os passeios costumam durar meio dia, logo você pode fazer dois por dia, mas é melhor deixar programado no hotel.

-Não deixe de fazer o sobrevoo. É uma experiência fantástica.

-Em Atins: Combinar com a pousada de buscar no “porto”, no final do passeio do rio Preguiças.

-Para regressar à Barreirinhas seu Arquimedes faz o trajeto de barco (voadeira) entre Atins e Barreirinhas (exceto sábados). Veja com a pousada os dias que ele faz. Eu fiz de Toyota Bandeirantes leva 3 horas com muito solavanco e desconforto, mas vale a experiência. Uma aventura.

 

            Adoramos esta viagem que superou muito as nossas expectativas. As pessoas nas pousadas são muito atenciosas e agilizaram para fazer os programas. É só deixar com eles a responsabilidade, que é tudo muito organizado, funciona bem mesmo. Em Santo Amaro os passeios são através de uma cooperativa que é de um funcionamento perfeito. Em Barreirinhas são empresas e tudo funciona maravilhosamente, com valores padronizados.

            Pretendemos retornar e fazer a travessia dos Lençóis Maranhenses que é uma caminhada de 3 dias partindo de Atins e chegando em Santo Amaro. Dormindo nos povoados no meio do parque. Este passeio tem de ser feito com um guia.

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Ola....adorei as dicas super agradeço a gentileza e toda atenção em me ajudar ,pois passa uma segurança essas dicas de quem já viajou para lá.

No mais só tenho a te agradecer.

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Em 13/09/2018 em 17:57, FlavioToc disse:

-Se for ficar menos dias (até uns três), sugiro Santo Amaro que é bem próximo das dunas e lagoas.

 

Santo Amaro é sim mais perto e muito mais cheio de belezas... mais rustico!

Só fiquei decepcionado com Atins, tenho vontade de conhecer mas vou repensar após seu relato!

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Em 13/09/2018 em 17:57, FlavioToc disse:

Pretendemos retornar e fazer a travessia dos Lençóis Maranhenses que é uma caminhada de 3 dias partindo de Atins e chegando em Santo Amaro. Dormindo nos povoados no meio do parque. Este passeio tem de ser feito com um guia.

Eu tb pretendo fazer essa travessia, deve ser lindo o céu a noite nos Lençois!

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Os guia levam até 8 pessoas e custam R$ 250, por dia. Então reunindo um grupo é bem em conta. Cada refeição nas vilas de apoio custa R$ 35 e a pernoite em rede R$ 40. Quem sabe combinamos em fazer esta travessia.

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Fala Flávio, blz?

Cara muito obrigado pelo seu relato.

Estou planejando de ir em julho para os lençóis maranhenses e sou de SP e pretendo ir de carro, nem pela "economia" nem nada, mas pela aventura mesmo hehehe.

Vi que você falou ali sobre um trecho que o maps te mandou por estrada de terra, vc estava saindo de onde?

Outra coisa, como é o trajeto de Barreirinhas para Santo Amaro? Dá pra fazer com carro 4x2 normal? Quanto tempo demora?

Quando vc deixou o carro no estacionamento em Santo Amaro, como e quanto custou para vc chegar até a pousada?

Pretendo passar 5 dias inteiros na região, quais passeios vc acha que são "dispensáveis"?

Estou querendo levar minha mãe, ela é mais idosa mas é super ativa e não tem limitação para se locomover, vc acha uma boa? Ou não seria legal? Algum passeio que não seria legal pra ela fazer?

Agradeço antecipadamente!

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Obrigado. Esta é a estrada correta, compare com a visualização do Google e altere. Ou seja não vá por Varzea Grande até Urbano Santos e sim em direção a São Luis. Sim para Santo Amaro tem asfalto novo e quando fui estava à 1 km da cidade e um rio para atravessar (de Toyota Bandeirantes) que custou esse traslado em torno de R$ 10, por pessoa. O estacionamento também era baratinho não precisa se preocupar.

Atins é dispensável principalmente com companhia idosa.

Todos os passeios são feitos em pick-ups com bancos, "pau-de-arara", os caminhos tem muitos solavancos mas dá até para meu pai que tem 86 anos. A principal limitação é ter frescuras que parece não ser o caso, pela disposição em ir contigo. O único mais difícil é o passeio da Lagoa Bonita que tem que subir uma duna de uns 30 metros de altura sendo o "corrimão" uma corda e se não subir não verá nada além de cajueiros pois esta duna separa a vegetação dos lençóis propriamente ditos. Então acho melhor pular este passeio.

Procure vir passando por Brasília ao invés de Goiânia, pois as estrada que cortam Goiás estão em péssimo estado. Moro no Tocantins e fui a Goiânia pelo Natal então tenho certeza desta informação. Por Brasília, veja no mapa  Alto Paraíso, Campos Belos, Arraias-TO, Natividade, Palmas, Miracema, Miranorte, então BR-153 em direção ao Maranhão. No Maranhão após Grajaú a estrada tem bastantes buracos. Qualquer dúvida será um prazer responder. Boa viagem e que desfrute bastante.

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3 horas atrás, FlavioToc disse:

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Obrigado. Esta é a estrada correta, compare com a visualização do Google e altere. Ou seja não vá por Varzea Grande até Urbano Santos e sim em direção a São Luis. Sim para Santo Amaro tem asfalto novo e quando fui estava à 1 km da cidade e um rio para atravessar (de Toyota Bandeirantes) que custou esse traslado em torno de R$ 10, por pessoa. O estacionamento também era baratinho não precisa se preocupar.

Atins é dispensável principalmente com companhia idosa.

Todos os passeios são feitos em pick-ups com bancos, "pau-de-arara", os caminhos tem muitos solavancos mas dá até para meu pai que tem 86 anos. A principal limitação é ter frescuras que parece não ser o caso, pela disposição em ir contigo. O único mais difícil é o passeio da Lagoa Bonita que tem que subir uma duna de uns 30 metros de altura sendo o "corrimão" uma corda e se não subir não verá nada além de cajueiros pois esta duna separa a vegetação dos lençóis propriamente ditos. Então acho melhor pular este passeio.

Procure vir passando por Brasília ao invés de Goiânia, pois as estrada que cortam Goiás estão em péssimo estado. Moro no Tocantins e fui a Goiânia pelo Natal então tenho certeza desta informação. Por Brasília, veja no mapa  Alto Paraíso, Campos Belos, Arraias-TO, Natividade, Palmas, Miracema, Miranorte, então BR-153 em direção ao Maranhão. No Maranhão após Grajaú a estrada tem bastantes buracos. Qualquer dúvida será um prazer responder. Boa viagem e que desfrute bastante.

Flávio, muito obrigado.

Então só para ficar claro, deu DEVO pegar a BR 135 né? Pra sair sair na 402. Eu coloquei como destino final Santo Amaro, li que os passeios de lá são mais curtos, então, melhor pra minha mãe hehehe

Em 13/09/2018 em 17:57, FlavioToc disse:

Chegamos a Barreirinhas vindo do Tocantins, porém o Google Maps e o Here conduziram-nos pelo caminho mais curto que foi pela BR 135 que vai por Vargem Grande, Urbano Santos e chegaria a Barreirinhas. Só que em Urbano Santos descobrimos que os últimos 100 Km não tinha asfalto e só passaria se fosse um 4x4. Então tivemos que retornar mais de 300 km e ir em direção a São Luís, passando por Itapecuru Mirim, Rosário seguindo até Barreirinhas

Quando você disse essa parte, acho que você não quis dizer BR 135 né? Mas sim a MA 224 e 225 né? Porque foi por aí que o Maps me mandou, como você havia dito.

Mas já fiz a correção seguindo seu mapa.

Outra coisa, foi ótima sua dica, pois estou sando de SP e iria praticamente cortar Goiás inteiro, inclusive havia programado uma parada para descanso em Goiânia?

Ficaria assim:

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Passando por Brasília e depois disso sairia la em Miranorte na 153.

E Atkins é dispensável então? Iria colocar um dia de hospedagem lá, mas vou rever então.

 

3 horas atrás, FlavioToc disse:

um rio para atravessar (de Toyota Bandeirantes) que custou esse traslado em torno de R$ 10, por pessoa. O estacionamento também era baratinho não precisa se preocupar.

E o transporte funciona o dia inteiro? Pois pelos meus cálculos eu vou estar chegando lá pelo começo da noite.

Cara, muito obrigado novamente!

 

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Sim é conforme tu entendeu "DEVO pegar a BR 135 né? Pra sair sair na 402." Vai passar pela entrada para Itapecuru Mirim (é uma referência local) e em Bacabeira largar a 135 e tomar a 402 sentido Rosário, Morros e finalmente Santo Amaro. Não se engane com o tempo devido as condições das estradas e passar por vários vilarejos no Maranhão, tem muitos quebra-molas e sem sinalização (CUIDADO). Tome por base que moro em Araguaína-TO e levei um dia e meio até Barreirinhas pela distância eu faria em um dia.

Sim o transporte funciona o dia inteiro.

Se hospedar-se em Brasília sugiro que pare no Núcleo Bandeirantes que é mais fácil o acesso para quem está passando. Além de ter tudo na mão ou seja restaurantes, bares, supermercados, tudo a poucos passos. E lá sugiro o Vida Plaza Hotel que tem um bom custo-benefício. O Núcleo é bem simples mas é um lugar relativamente seguro o que é bastante importante. Pode perguntar que respondo.

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    • Por Jackie Erat
      [Lençóis Maranhenses; Dicas de Translado; Dicas para travessia a pé, Sobrevôo, 2018]     Oi Galera, tudo bem?   Acabamos de voltar dos Lençóis Maranhenses e eu gostaria de compartilhar com vocês todas as informações que me levaram horas para reunir, mais aquelas que só consegui depois de ir mesmo. Já que esse grupo já me ajudou muito, nada mais justo que retribuir.   Foi um passeio incrível, único! Super recomendo!   Fizemos tanto a travessia a pé quanto o sobrevoo. Gostamos muito dos dois, mas se tivessemos que escolher um, com certeza seria a caminhada.   Lagoa do Junco - nossa favorita. Fica entre a Queimada dos Brito e Betânia     Vamos as dicas!   A única cidade que você consegue ir caminhando até as dunas é Santo Amaro. Ainda é preciso transporte 4x4 para chegar em algumas partes da cidade, mas uma vez que você chegar na sua hospedagem consegue explorar um pouco do parque por conta própria.   Atins é perto do mar. Há kilômetros de vegetação entre a cidade e as dunas do parque. Há algumas dunas perto da praia, mas não são o cenário típico que o turista imagina onde só há dunas e lagoas.   Barreirinhas é a cidade portal do parque pois você consegue chegar até ela com seu carro normal de passeio. De lá saem a maioria dos passeios. Mas é bem muvuca. Na minha opinião vale muito a pena ir até Santo Amaro ou Atins para fugir do vuco-vuco.   NÃO É PERMITIDO ENTRAR COM VEÍCULO MOTORIZADO NO PARQUE. Ao redor do parque até pode, mas se alguém te oferecer, por exemplo, ir até os oásis de carro, é um passeio ilegal. É por isso que mesmo tendo mais de 10 mil lagoas, você só encontra passeios para as mesmas 5 ou 6. E todas elas ficam ali na beirada do parque. É porque é onde os carros chegam. Muitas pessoas não querem caminhar.   Meu marido e eu somos nômades digitais e estamos fazendo uma viagem pela América do Sul. Então não estamos aqui de férias, trabalhamos horário integral durante a semana. Então não tínhamos 3-4 dias para fazer a travessia a pé conforme os roteiros prontos que encontramos na internet. Assim, depois de muita busca encontramos a possibilidade de fazer uma travessia de 2 dias. Pegamos um dia de folga do trabalho para fazer o translado de São Luís + 2 dias de travessia, totalizando 3 dias de viagem.   Fiz umas imagens para demonstrar os diferentes tipos de transporte que usamos. Também, percebemos que ir de ônibus não é a maneira mais barata e melhor (de São Luís).   Quem tiver interesse em saber mais detalhes, fique a vontade para dar uma olhadinha no nosso blog: https://vidaitinerante.wordpress.com/2018/08/06/logistica-para-a-travessia-dos-lencois-maranhenses-a-pe/   Você sempre tem que fazer a travessia no sentido Atins - Santo Amaro, por causa do vento:   Valores (julho 2018):   Guia para travessia: 200 reais e diária Guia Lessinho (98) 8880-1982 https://www.instagram.com/lessinhoguiatrekking.lencois/   Translado Van São Luís - Barreirinhas: 60 reais por pessoa   Transporte entre Barreirinhas e Atins: 30 reais por pessoa (4x4) Último transporte sai as 11h da manhã. Depois disso só há a possibilidade de fretar um carro ou barco (350 reais - então fiquem ligados!)   Transporte entre Atins e foz do Rio Negro (início da travessia a pé) 200 reais o casal (quadriciclo)   Transporte Betânia (fim da trilha) e Santo Amaro: 200 reais o casal (quadriciclo)   Translado Van Santo Amaro - São Luís: 50 reais por pessoa   Nos oásis: pernoite 35 reais por pessoa (dormir em rede); refeição 35 reais por pessoa (tanto almoço quanto jantar)   Sobrevoo AVA: 350 reais por pessoa (aviões novos em boas condições) Foi o menor avião que entrei na vida, muito massa! Cabem 4 pessoas contando com o piloto     É isso galera, espero que essas informações lhe ajudem a planejar sua viagem.   Grande abraço!  



    • Por Leandro Z
      Apesar de haver bons relatos no site, espero contribuir com o meu.
      Há 4 ônibus diários entre São Luís e Barreirinhas pela viação CISNE BRANCO, R$51, demora 5h (não procurei vans saindo do aeroporto direto pra Barreirinhas, mas existem). Dizem que é melhor fazer a travessia no sentido Barreirinhas - Santo Amaro, por causa da posição do sol e do vento. A estrada São Luís e Santo Amaro é relativamente nova, está boa e é mais perto que SLZ - Barreirinhas. Além disso, as lagoas de Santo Amaro serem mais bonitas. ATENÇÃO com a volta de Santo Amaro para São Luís, acho que não tem ônibus (se tiver, são raros) e dependemos do guia em achar uma van que ia pra lá (felizmente deu certo). Geralmente, este último dia termina 12:30h e o transporte até São Luís demora 4h30min. Grande parte da travessia é em areia firme e fria, então é melhor andar descalço ou com meia. Também tem inevitáveis passagens por lagoas menores, onde se molha, pelo menos, as pernas. Elas são boas para se refrescar (o tempo inteiro eu estava molhado ou úmido). Melhor época: junho e julho, alguns dizem agosto e até setembro, mas nestes muitas lagoas já estão secas. Preços: como junho e julho são os melhores meses, só diária do guia custa até R$250; hospedagem (café da manhã incluído), em redário, sai por R$35; jantar: R$30 a R$35; água de 2l: R$8. Converse com o guia para ver o que está incluído no preço dele (passeio pelo rio Preguiça, hospedagens e refeições, etc). Cansar vai, mas com certeza vale a pena. Acredito que uns treinos de caminhada de 8km sejam suficientes para preparação. Esta é a travessia mais tradicional do parque, mas tem outras de até 10 dias! Levar: poucas roupas (inclusive com proteção UV), meias, chapéu (nessa época, não precisa levar nada pra frio, nem tênis), chinelo, protetor solar, água (pode ser comprada em cada parada),  snacks (frutas desidratadas, amendoim e castanhas), dinheiro em espécie, lanterna (não precisa na caminhada, mas ajuda nas hospedagens), coisas pra higiene pessoal (sabonete, escova, pasta).  
      Dia 28/jun - 1º dia: Pegamos um barco em Barreirinhas para fazer o passeio pelo rio Preguiça (R$80) por volta das 10h, o guia já nos acompanhava. O passeio é tranquilo, para em Mandacaru, onde tem um farol, também para em Caburé onde tem dunas e a uma lagoa. Termina em Atins, banhamos em uma praia. Depois caminhamos até Canto de Atins, cerca de 3,5h em ritmo tranquilo, sem paradas para banhos, o GPS marcou 12km de caminhada durante o dia todo (pareceu bem menos). Em Canto de Atins, tem dois restaurantes/pousada: do seu Antônio e da dona Luzia. A dona Luzia foi pioneira e é mais famosa, mas o guia disse que a fama subiu-lhe a cabeça, ficamos no seu Antônio. O camarão na chapa é o prato chefe de ambos, não é barato (com refri e água, saiu R$50 cada um o jantar), mas realmente estava muito gostoso. Dormimos em rede (R$35), local coberto, mas sem paredes, até às 2:30h da manhã.
       
      Dia 29/jun - 2º dia: Prometia ser o mais pesado, cerca de 17km até Baixa Grande (o quarto dia que foi o mais cansativo). Começamos a travessia por volta das 3:15h, depois de um bom café da manhã, caminhamos sob a lua cheia iluminando tudo e temperatura amena. Andamos pela praia um bom tempo, cerca de 4h (com direito a cochilada no caminho) até chegar às dunas. Valeu a pena? Sempre, tem gente que faz este trajeto de carro e isto economiza umas boas horas. Nas dunas, subida, descida, banho em algumas lagoas. Terminamos em Baixa Grande às 12:10h. Cansei muito! O GPS marcou, durante todo o dia, uns 27km. Eu digo "durante todo o dia", porque ainda caminhávamos pelos arredores do local da hospedagem para conhecer lagoas, rios, ver o pôr-do-sol. Baixa grande é um vilarejo no meio do deserto, mas com construção de alvenaria e vegetação por perto. Almoçamos galinha caipira por R$35 (preço padrão e não é você que escolhe o que comer). Descansamos e, à tarde, fomos para uma lagoa e ver o pôr-do-sol. Dormimos, como sempre, em rede (R$35 preço padrão). O dia seguinte seria mais tranquilo.
       
      Dia 30/jun - 3º: Este terceiro dia foi tranquilo, acordamos por volta das 4:30h para sairmos às 5h, após café da manhã simples (tapioca e ovo). Caminhamos devagar, parando bastante em lagoas e terminamos antes do meio-dia em Queimada dos Britos, o GPS indicou 15km. Eu comecei a usar meia, pois vi que estava começando a formar bolha no meu pé. Almoço (R$35) era peixe (estava salgado), teve salada (artigo raro) e até sobremesa. Lagoas, pôr-do-sol, jantar e dormir cedo.
       
      Dia 1º/jul - 4º: De novo, acordamos umas 2:15h, tomamos café e saímos para caminhar às 3h e alguma coisa. Só terminamos à 12:30h, exaustos, em Santo Amaro. Foi o dia mais longo e mais cansativo, cerca de 28km. Neste dia, mais uma vez, é possível pegar um transporte  em Vassouras, economizando assim, uns 10km. Pergunta se pegamos? Não. Faltando uns 8km (talvez 6km), o guia, mais uma vez, perguntou se queríamos pedir um carro e pagar R$50 cada um. Pegamos o carro? Claro que não, só faltavam 8km! kkk. As lagoas perto de Santo Amaro são bem mais bonitas que as de Barreirinhas e, acredito eu, o turismo em Santo Amaro irá aumentar com a boa estrada até são Luís (só falta transporte).
    • Por Marcos Nakayama
      RELATO TEXTÃO 😜 da minha travessia pelos lençóis maranhenses, com o grande "tchan" de ser a ideal para sedentários (que tenham disposição, claro)!
      (Mais fotos e outras viagens no Insta: @marcos.nak 😉)
       
      Você é do tipo que fica esbaforido ao subir uma duna? Eu sou, quase todo mundo é. Mas, se ao chegar ao topo e ver as lagoas, seu cansaço se transforma em encantamento e vontade de fazer de novo, então você consegue fazer este trekking! Todos os relatos que eu havia encontrado mostravam uma travessia longa de 3 dias de duração, saindo de Atins, mas eu tinha receio de ficar muito cansativo e acabar perdendo o objetivo, que era curtir, e não "sofrer"😎! Então, dado que eu só tinha 2 dias e estava em Santo Amaro, e depois de conversar com o guia, decidi fazer como ele indicou. Não me arrependo de jeito nenhum! Ficou assim: 
      .
      1) Fomos de Santo Amaro até a lagoa de Emendadas de quadriciclo, e lá vimos o sol nascer (14 km).
      A cena foi linda, e a escolha da lagoa se deu pela duna imensa, de onde se tem a vista mais panorâmica. É sério, debaixo da duna você já fica maravilhado, pela imponência. Lá de cima, não fosse o vento muito forte, poderia passar horas. Depois do belo nascer do sol, começamos a caminhada.

       
      2) Andamos até Betânia, passando pela incrível lagoa do Junco (18 km).
      Eu sei, falar em andar 18 km na areia, subindo e descendo, sem sombra, parece loucura, mas eu fiz numa boa e não sei explicar por quê. É um misto de encantamento e empolgação que faz a caminhada ser fácil. Além disso, cara, cansou? É só deitar na areia e rolar, que logo vc cai numa lagoa 😂😂😂! A lagoa do Junco só é acessível a pé, e por isso a maior beleza do parque está exclusiva aos poucos corajosos que encaram a caminhada. No caso, eu tive ela e infinitas outras só pra mim! No caminho, encontramos ninhos de gaivotas e rastros de vários animais. Um fato interessante é que a lagoa do Junco é nova. Eu havia lido vários relatos de que a lagoa das cabras era a mais linda de todas, e o guia prometeu me levar até ela. Aí, num momento em que cruzávamos uma areia molhada com plantas, ele disse: "Você está em cima de onde já houve a lagoa das cabras!" 😮
       

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      3) No horário do almoço, chegamos a Betânia, onde passei a tarde e a noite.
      Na verdade eu nem conheci o vilarejo de Betânia, pois fiquei hospedado num restaurante isolado entre uma mata e um rio. É o mesmo restaurante onde os turistas do passeio a Betânia almoçam. Chegamos e já almoçamos. O guia disse que eu teria a tarde livre para descansar na rede e curtir o rio, mas eu não quis saber, pedi pra ir pra alguma lagoa (como se eu já não tivesse tomado muito banho de lagoa hehe). Aí (ele tinha um acordo de pegar caiaque gratuitamente no restaurante), atravessamos o rio de caiaque e ele me deixou numa lagoa incrível, onde uns turistas inconvenientes faziam algazarra 🙄. Aproveitei pra fazer uma caminhada pelas dunas ao redor, e assim que eles partiram eu tive a lagoa inteira só pra mim, onde fiquei horas curtindo, até o sol começar a descer. Foi delicioso! O guia chegou para me acompanhar no pôr do sol, subimos uma duna e ficamos até escurecer, e passamos um tempão apreciando o céu mais estrelado que já vi na vida! 🤩Ele tem um celular foda e é um excelente fotógrafo, e tirou fotos incríveis e me mostrou os planetas e as constelações num aplicativo que vc aponta pro céu e reconhece as estrelas. Depois, voltamos de caiaque pelo rio, num breu quase absoluto, pois a lua também havia se posto. Paramos um pouco de remar pra curtir o silêncio e o céu, e foi sensacional. Ao chegarmos ao restaurante, acredite!, havia uma belga e uma alemã (muçulmana, todo coberta), que também estavam em travessia e passariam a noite lá. Nosso "quarto" era uma palhoça com redes onde os clientes descansam após o almoço. Não tem paredes, o que fez as gringas passarem trezentos tipos de repelentes, mas a dona garantiu que, sabe-se lá por quê, não há pernilongos ali, e de fato nenhum inseto nos incomodou. Foi muito engraçado quando a belga subiu na rede e descobriu que a rede balança. Logo ela e a alemã estavam tomando impulso e se chocando uma na outra! É claro que eu filmei e coloquei no vídeo! 😂😂😂 
       

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      4) De manhã, passeamos pela região (8 km)
      Depois de uma noite mal dormida na rede (não tenho costume e sou fresco pra dormir), acordei às 4h para ver o sol nascer. Mais uma vez atravessamos o rio a caiaque e subimos uma duna para apreciar o espetáculo, que infelizmente mais uma vez foi prejudicado pelas nuvens. Percebi que o dia amanhece meio nublado e as nuvens se dissipam durante a manhã. Outra coisa impressionante é a variação térmica da água, que amanhece gelada e anoitece morninha. Depois de clareado o dia, andamos 8 km pela região curtindo novas lagoas. Voltamos à hora do almoço (caiaque) e dei uma relaxada na rede e curti um pouco o rio. 😎
      5) Voltamos a Santo Amaro (9 km)
      Partimos às 15h30. A volta foi bem tranquila, mas como meu pé começava a reclamar, eu preferi fazer mais paradas e ficar menos tempo em cada lagoa (não se assuste, é só um pequeno cansaço). O guia me levou a uma duna alta já no fim da tarde, para curtirmos o pôr do sol. Depois que escureceu e curtimos um pouco o céu estrelado, caminhamos alguns minutos no breu total e chegou um amigo dele pra nos dar carona até a cidade.
       

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      Foi uma experiência inesquecível. Cada parte teve uma importância imensa pra mim: o dia, a noite, o cansaço, o descanso, a companhia das meninas e do guia, os momentos a sós (confesso que temi sentir solidão, levei vários ebooks e filmes no celular, e nem encostei nele. Simplesmente eu consegui amar ficar horas sem pensar em nada nem ninguém, só curtindo o momento). 
      .
      Os lençóis maranhenses são uma beleza única no MUNDO e mesmo assim poucos conhecem. E o que mais impressiona é a abundância de belezas, por isso quando me peguei pensando: "Ah, a lagoa X eu não gostei muito!" eu lembrei: "Isso porque são infinitas lagoas pra eu poder escolher minha favorita. Se fosse só areia e houvesse só essa lagoa X, eu diria que é incrível! Aliás, se fosse só o rio que eu pouco aproveitei já valia o passeio!" 😂
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      O melhor de fazer a travessia em vez dos passeios coletivos é poder ter o contato exclusivo com a natureza, seja a areia, as lagoas, o céu, o rio, o sol... tudo está lá pra você, e sem pressa de ir embora como nos coletivos porque "temos um monte de lugar pra ir e tirar foto e aquele turista inconveniente do grupo tem que voltar mais cedo pra não perder a van"... Sabe? 
    • Por Fabiola Ribeiro
      Fiz a travessia no dia 01/04/2017 à 04/04/2017. Quando estava procurando dicas tive dificuldade em encontrar algo completo então vou deixar uns tópicos para quem tem interesse e está totalmente perdido.
      O QUE LEVAR (O que levei) PARA TRILHA:

      2 garrafas de agua 600ml
      2 Garrafas de hidrotonico 600ml
      3 pacotes de salamitos
      4 Lanches com provolone
      1 gel de proteina
      1 pct com frutas secas 
      1 saco de uva passas
      3 camisetas dryfit
      2 bikinis (parte de cima e de baixo)
      3 shorts
      1 Capa de chuva
      1 Capa de chuva para mochila
      1 Chinelo
      1 Mochila cargueiro

      1 Repelente creme
      1 protetor solar 
      1 protetor labial
      1 Hidratante 
      Band-aid 
      esparadrapo
      Gelol 
      *Eu levei tênis mas não recomendo mesmo, só foi peso na mochila. Não usei em nenhum momento (tem muita travessia dentro da lagoa). Recomento levar papete se tiver, mas passei 90% descalço e 10% chinelo.
      IMPORTANTE:
      * Quando decidi que iria fazer a travessia, minha ideia era ir sozinha, até baixei o wikiloc, mas depois de pesquisar muito eu decidi ir com um guia. Na travessia eu percebi que realmente não conseguiria fazer sozinha. O primeiro e o ultimo dia são caminhadas muito longas e muitos lugares é preciso desviar do caminho porque as lagoas estão cheias. Além de que as dunas mudam de lugar O TEMPO TODO. Então eu realmente não recomendo ir sozinho. 
      * Fui em Abril, que é quando começa a temporada de chuvas. Não recomendo porque caiu chuva de raios e fiquei bem assustada e também fica difícil de aproveitar mais as lagoas. O lado positivo é que a areia não estava quente e como andei muito descalço não incomodou meu pé.

      EM SÃO LUIS:
      Cheguei em São Luis dia 31/03 a tarde, não teria como ir direto para barreirinhas, então decidi me Hospedar em um hostel no centro histórico, ele chama Solar de Las Piedras, eu amei, recomendo muito. Eles têm lugar para guardar as coisas, sem cobrar extra, deixei algumas coisas lá. Caso você tenha o intuito de fazer a travessia e ainda dar um role em São Luis, faça isso.
      Para chegar no hostel peguei um circular no aeroporto que vai para o centro, ela para em frente uma praça e você anda uns 10 minutos até chegar no lugar.
      Quando cheguei no hostel já informei que iria para barreirinhas no outro dia e precisava de transfer, eles mesmo ligam para um pessoal e marcam o horário. Saí as 7h para aproveitar o café da manhã que hostel oferecia.
      *Eu estava com uma mala cargueiro de 55kg, não recomendo. É muito possível levar uma de no máximo 30kg. Na travessia sentia que ela estava muito pesada, mesmo deixando metade das minhas coisas no Hostel.
      *O Solar tem site, mas não adianta mandar e-mail que eles não respondem, tem que ligar, ou mandar whatsapp para os números que estão no site.
       
      GUIA:
      Meu orçamento estava baixíssimo, então tive que caçar mesmo pra encontrar um guia que fizesse mais barato. Para economizar ao máximo eu fiz diferente de muitas pessoas que, ao invés de contratar o guia para me encontrar em Barreirinhas, combinei para que ele me encontrasse na madrugada da trilha, ou seja, eu fui sozinha até o canto de Atins. 
      O meu guia foi indicação da Luzia. Eu procurei em muitos lugares e contatei muitos guias, como estava indo sozinha, queria algum que tivesse experiência com mulheres. Todos que falei eram bem caros, estava quase fechando com um que era de uma agência, chama Raimundo estava quase 1000 reais, foi quando liguei para Luzia para reservar minha estadia e ela me informou que este guia normalmente forma grupos de varias pessoas que não se conhecem entre si e se quisesse ir mesmo sozinha era melhor procurar outro. Então pedi alguma indicação e ela me passou o Dico que me cobrou bem barato. (Mas vale ligar pra ele, pq eu fui fora de temporada e os valores ficam bem mais em conta).
       
      A TRAVESSIA
      1º DIA – Barreirinhas até Canto de Atins Fiz esse caminho sozinha, pois como falei, combinei com o guia de me encontrar só na madrugada. É possível fazer sozinho, mas tem que ter ciência que colocando o pé em atins o celular para de funcionar.
      Eu tive sorte, pois quando estava procurando um barco em barrerinhas encontrei com um guia de outro grupo que também iria para o Canto e fui junto com eles. Paramos para almoçar e continuamos.
      6km ao todo em 2h.
      VALORES:
      Transfer de São Luis até Barreirinhas: R$ 50,00
      Barco de Barreirinhas até Atins: R$ 40,00
      Almoço no centro de Atins: R$ 20,00
      Hospedagem em Rede na Luzia: R$ 30,00
      Jantar camarão da Luzia: R$ 40,00
       
      2º DIA – Canto de Atins até Baixa Grande O Dico me encontrou umas 03h30 na Luzia e saímos às 4h, estava chovendo e foi aí que percebi que não iria usar o tênis de forma alguma. Não parei em nenhuma lagoa porque não parava de chover, só descansamos duas vezes para comer alguma coisa. Ficamos na primeira casa da vila, do Seu Raimundo e da Rosangela.
      Foram 26km e chegamos lá as 11h.
      VALORES:
      Almoço: R$ 40,00
      Janta: R$ 40,00
      Hospedagem em rede com café da manhã: R$ 40,00
       
      3º DIA – Baixa Grande até Queimada dos Britos Saímos às 6h e neste dia não choveu. Fizemos a caminhada mais devagar e paramos para entrar em duas lagoas e outra parada só para comer.
      Ficamos na ultima casa da vila, da Dona Maria. (Eu a amei, todos deveriam ficar lá).
      Foram 10km e chegamos lá às 11h.
      VALORES:
      Almoço: R$ 35,00
      Janta: R$ 35,00
      Hospedagem em rede com café da manhã: R$ 35,00
       
      4º DIA – Queimada dos Britos para Santo Amaro Saímos as 3h30, estava chovendo muito forte e muito escuro. A chuva só passou depois das 06h e então que pudemos parar, como estava com muita dor na perna paramos muitas vezes, entrei em três lagoas e paramos mais três vezes para comer e descansar. Chegando em Santo Amaro meu guia me levou até o local onde sai o transfer para São Luis e fiz a reserva para o que saía as 14h. Tive tempo para ir almoçar e me despedi do Dico.
      Foram 24km e chegamos lá às 11h40.
      VALORES:
      Almoço em Santo Amaro: R$ 20,00
      Transfer de Santo Amaro para São Luis: R$ 50,00
       
       
      DE VOLTA PARA SÃO LUIS:
      Quando o transfer de Santo Amaro chega à entrada de São Luis ele para e lá ficam alguns carros que dividem os passageiros para o lugar onde estão hospedados. A viagem foi bem longa, saímos de Santo Amaro as 14h20 e chegamos em São Luis as 20h00 e ainda demorou mais uma hora para ele me deixar no Hostel.
      Porém, não existe outra opção, ou você dorme em Santo Amaro e sai no outro dia de manhã. Eu não me importei com o tempo, só fiquei com fome e não tinha nada fácil. Minha recomendação é comprar algo para beliscar no caminho.
      Ainda fiquei um dia em São Luis e aproveitei para conhecer o centro histórico e o Mercado das Tulhas. Não há muito que fazer lá, mas tive o melhor almoço da minha vida no Cafofinho da Tia Dica.
      Esse foi meu roteiro, espero ter ajudado e qualquer duvida que surgir estou aqui J.
       
       


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