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Tadeu Pereira

(RELATO) Trilha bate e volta - Cachoeira da Fumaça, Paranapiacaba - São Paulo - 01 dia - metro, trem e ônibus - 10/09/18 - (São Paulo, Rio Grande da Serra e Paranapiacaba)

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Salve salve mochileiros!

Segue o relato com algumas dicas para fazer uma bela trilha onde irão encontrar algumas maravilhosas cachoeiras, belas paisagens e uma natureza fantástica bem perto da cidade de São Paulo e de baixíssimo custo. 

 

 Ida - 10/09/18 - 05h00min - São Paulo x Rio Grande da Serra x Paranapiacaba - Metrô e Trem R$4,00 - Ônibus R$6,90 

   Partindo de São Paulo do bairro Perdizes Zona Oeste, peguei o Metrô na estação Vila Madalena (linha verde) até a estação Paraíso (linha Verde x Azul) para baldear para a linha azul seguindo até a estação Sé (linha Azul x Vermelha) onde peguei para a estação Brás (linha Vermelha), para finalmente pegar o Trem da CPTM sentido Rio Grande da Serra que foi nossa primeira parada. O trajeto todo até a primeira parada teve uma duração de aproximadamente 1h30min . Chegando na estação de Rio Grande da Serra, após sair pelas catracas atravessamos a linha do trem e viramos para a direita na rua e depois viramos na primeira rua a esquerda onde tem um ponto de ônibus que leva tanto para a vila de Paranapiacaba quanto para a entrada da trilha que fica a poucos quilômetros de Rio Grande da Serra. O ônibus é do transporte público então é só esperar alguns minutos que logo encosta um. Mas antes de pegar o busão nós aproveitamos e fizemos umas comprinhas nos mercados e padarias que encontramos por ali ao lado do ponto de ônibus, nada de mais, somente alguns pães, água, presunto, queijo e chocolates, pois nossas mochilas não poderiam ficar pesadas para fazer a trilha. Comprados nossos alimentos seguimos para o ponto e em alguns minutos o ônibus chegou. Conversei com motorista antes e pedi para o que nos deixasse na entrada da trilha da Cachoeira da Fumaça e minutos depois la estávamos na entrada da trilha. 

 

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  Na entrada existe uma porteira de madeira, é só dar a volta e atravessar e seguir reto por esta estrada passando por baixo dos fios das torres de energia elétrica onde existe um barulho da energia correndo pelos fios bem sinistro mas sem perigo nenhum. Passando esses fios ai sim inicia a trilha com muita lama em alguns trechos então o cuidado tem que ser maior para não acontecer possíveis quedas. O inicio da trilha é de nível fácil, a única dificuldade mesmo é a lama intensa, mas aconselho a retirarem os sapatos e irem descalços, assim você não os suja para a volta e ainda sente a incrível energia que a natureza irá colocar nos seu corpo entrando pelos seus pés. É fantástico!

  A primeira parada na trilha foi em uma prainha de água cristalina com uma pequena queda de água, um ótimo lugar para se refrescar e tomar um pouco de sol, ficamos por alguns minutos ali vendo vários girinos e peixinhos nadando naquela água cristalina. Depois de contemplar aquele primeiro paraíso seguimos a diante. A trilha começa a ficar bem fechada mata a dentro, em alguns trechos ela irá cruzar o rio tendo que continuar a trilha do outro lado.

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  Após andar pouco mais de 20 minutos chegamos em um ponto muito legal, a segunda parada da trilha foi em um ponto onde se consegue ver cidades litorâneas como Cubatão, Santos, São Vicente. Um lugar de uma imensidão grandiosa da natureza contrastando a mata e a cidade, ótimo lugar para tirar belas fotos.

 

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  Seguindo a trilha mais a frente por alguns minutos já começamos a ouvir o barulho de água caindo, chegando perto do rio nos deparamos com uma grande queda de água, uma cachoeira linda, com um grande volume de água caindo. Ficamos algumas horas nesse local perplexos com a grandeza de detalhes que a natureza estava nos proporcionando. O banho de cachoeira é quase obrigatório e é de lavar a alma! Fizemos nossa terceira parada e nosso café da manha ali naquele paraíso. 

 

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  Seguindo o curso do rio encontramos a trilha novamente, andamos mais alguns minutos pela mata, mas sempre do lado do rio, foi quando um clareira se abriu na nossa frente nos mostrando aquela imensidão grandiosa da natureza novamente e o rio que estávamos seguindo se transformando em uma queda fantástica, a Cachoeira da Fumaça. Estava ali o nosso destino, uma cachoeira majestosa com uma delicada e ao mesmo tempo brusca queda de água que deixava o lugar com uma sonoridade única. Ficamos horas nesse lugar e ainda demos a sorte de não encontrar muitas pessoas, pois fomos logo depois do feriado de 7 de Setembro numa segundona braba hehehehe. Vantagens de quem tem folga na segunda rs.  

 

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  Foi um momento muito lindo ver aquela enorme cachoeira, aquelas montanhas rodeadas de matas verdes por todo canto e ainda contrastando com o mar ao fundo, sinceramente não estava nos nossos humildes planos toda aquela beleza de uma vez só! Mas a natureza ainda nos proporcionou uma ótima visão desta mesma cachoeira só que de frente. Encontramos alguns caras que estavam acampando por ali perto que nos indicou o caminho. Descemos pelo lado esquerdo da cachoeira por uma trilha bem escorregadia e medonha que levava de frente da cachoeira. Levamos alguns bons minutos descendo essa trilha pois foi de nível médio para difícil. A trilha estava muito escorregadia e de altura considerável então foi meio tenso a descida com as mochilas, mas conseguimos descer depois de alguns minutos e todo o esforço valeu muito a pena. A vista da Cachoeira da Fumaça de frente é de uma beleza ímpar. 

 

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  Algumas horas se passaram com a gente ali paralisados com tanta beleza, contemplamos aquela maravilha até o último momento, foi quando uma névoa cobriu todo lugar deixando a visibilidade muito ruim. Decidimos ir em embora pois estava ficando sem visibilidade por causa da neblina e não gostaríamos de pegar a trilha escura. Por volta das 16:30 arrumamos nossas mochilas e partimos para o retorno. Fizemos exatamente a trilha que viemos e foi bem rápido e tranquila. 

 

Volta - 10/09/18 - 16h30min - Paranapiacaba x Rio Grande da Serra x São Paulo - Ônibus R$6,90  - Metrô e Trem R$4,00 

  Chegando na rodovia do lado direito tem um ponto de ônibus, então é só caminhar até ele e aguardar pelo ônibus que em alguns minutos irá passar, e foi o que aconteceu, em menos de 20 minutos pegamos o ônibus de volta pra Rio Grande da Serra e finalizamos mais uma fantástica trilha bate e volta com cachoeiras e paisagens maravilhosas bem pertinho de São Paulo. Gratidão! 

  Espero ter ajudado em algumas dicas e fico a disposição para qualquer dúvida. Vlw

 

Instagram: https://www.instagram.com/tadeuasp/

Facebook: https://www.facebook.com/tadeuasp

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:) ✌️

 

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    • Por nathanpaiva
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      fato de que em Outubro iríamos com toda a equipe fazê-la (cerca de 15 pessoas), mas não era uma área mapeada, o
      percurso não havia sido feito por ninguém. Então fomos no peito e na raça mapear nós mesmos para obter informações
      e garantir a segurança de toda a turma quando eles fossem.
       
       
      1º dia
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      cara que também nos confundiu com estudantes. Paramos um pouco antes, no trevo que vira pra Serro. Nessa região as
      estradas são mais desertas e as pessoas mais desconfiadas, portanto foi mais complicado conseguir carona. Mas
      conseguimos mais uma até o trevo que vira para Presidente Kubitschek, cerca de 20km de Serro, ás 16:20hrs.
      A partir desse horário, por estar anoitecendo e como já disse, as pessoas são mais desconfiadas, não conseguimos mais
      carona, tivemos de subir uma colina na beira da rodovia e montar acampamento por lá mesmo, enquanto
      presenciávamos um lindo pôr-do-sol.

       
      2º dia
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      em Serro, onde decidimos ir pra Milho Verde de ônibus para agilizar. Por só ter ônibus depois às 11hrs, até dar o
      horário fomos andar pelo centro histórico, que apesar de pequeno é bem bonito.
      Cerca de meio dia já estávamos em Milho Verde, onde almoçamos e tomamos uma cerveja enquanto usávamos o Wi-fi
      para dar notícia aos parentes e tentar mandar um e-mail de ultima hora de pedido de permissão de entrada no Parque
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      saímos em direção ao inicio da travessia. Mas não antes de deixar um adesivo da DNA TREKKING colado no mural de
      equipes de vários esportes que passaram por aquele local da Estrada Real. Estamos fazendo história!
      E finalmente às 15:00hrs começamos nossa jornada rumo ao desconhecido.
      Estávamos usando várias trilhas para diferentes destinos na região, como um quebra-cabeça que juntas serviriam de
      base o nosso caminho. A primeira era de Milho Verde para Capivari, passando pelo Pico do Raio.
      No início planejamos seguir até uma cachoeira perto de Milho Verde, porém no sentido contrário do Parque do Rio
      Preto, para tomar banho, dormir e começar a caminhada de fato na manhã seguinte subindo o rio. Andamos cerca e
      2,5km rumo à cachoeira quando mudamos de idéia, não iríamos mais tomar banho, demos meia volta e partimos para o
      ponto inicial, novamente, encontrar com trilha para Capivari. Em resumo, andamos quase 5 km atoa.
      Entramos na trilha às 16:00hrs, estávamos num vale bonito, vegetação baixa e seca que lembrava muito uma savana
      africana. O chão de areia branca bem característico da região era difícil de caminhar. Atravessamos o vale até uma placade propriedade privada e uma casa abandonada, onde finalmente viramos para o norte e seguimos um cano de água
      que subia a serra. Era impossível não olhar para trás a todo momento para admirar a bela paisagem do vale.
      O sol sumiu às 17:30hrs, a lua cheia já estava no alto. Nesse momento já havíamos subido a serra e começamos a
      procurar um lugar adequado para montar acampamento, de preferência perto da água para finalmente tomarmos
      banho, mas não foi possível. Procuramos até o limite possível de luz que tínhamos, mas acabamos ficando numa área
      plana ao pé do Pico do Raio. Noite fria, com muita geada e muita ventania, mas a lua cheia imponente iluminando tudo.
      É sempre uma sensação única se sentar na porta da barraca e admirar o céu estrelado que poucos nas cidades tem a
      oportunidade de ver.





       

       
       
      3º dia
      Combinamos de acordar às 5hrs, mas estava frio e havia muita geada ainda, então só levantamos umas 6:30hrs. Tivemos
      o privilégio de ver o sol nascer atrás do Pico Itambé, o mais alto da região. Tomamos café da manhã enquanto
      encontrávamos pegadas na areia perto das barracas do que acreditamos ser de Tamanduá e Onça.
      Começamos a caminhar cerca de 8:00hrs da manhã rumo ao Pico do Raio.
      Às 9:00hrs chegamos no pico, apesar da brisa refrescante, o sol estava muito quente. Lá de cima dava pra ver à oeste
      São Gonçalo do Rio das Pedras e ao norte visualizar no horizonte distante a cadeia de montanhas para onde deveríamos
      ir. Contornamos o pico, ainda no caminho para Capivari, mas perdemos a trilha que é demarcada com setas amarelas.
      Tendo que descer pelas pedras no meio do mato baixo. Mais para baixo reecontramos a trilha e nela seguimos até a
      fazenda de um casal de idosos, tendo que passar por dentro. Pedimos licença, conversamos um pouco. Pessoal
      simpático, encheram nossas garrafas de água e dali seguimos viagem.
      Finalmente encontramos um rio, um lugar adequado para enfim tomar banho após 3 dias! Nada como se sentir limpo de
      novo.
      Às 11:40 seguimos viagem. Quase chegando em Capivari, por volta de 12:30, era hora de sair da trilha pois ela seguia
      para o sul, e nosso destino era o norte. Ali, começaríamos caminhar às cegas, seguindo apenas a bússola e o instinto. O
      objetivo era a Cachoeira do Tempo Perdido, onde entraríamos em outra trilha.
      Já havíamos andado uns 8km nesse dia, sol fervendo, quando começamos subir uma colina com cerca de 1,5km, o
      desgaste ficou evidente. As coxas estavam cansadas, as costas e ombros doendo pelo peso da mochila, o desgaste do
      calor e a sede não acabava nunca, não importa quanta água bebia (embora estivesse racionando). Eis que no alto da
      colina, surge a primeira bolha no pé causada pelo material da meia que coloquei após tomar banho. Paramos para fazer
      o curativo. Curativo feito, rumamos para a cachoeira. Mais 4 km e chegamos, às 15:00hrs. Finalmente hora de almoçar e
      o merecido descanso na sombra!
      Retomamos a caminhada por volta de 16:00hrs. Acabei esquecendo o canivete do Walker e minha meia no alto de uma
      pedra.
      Acabamos nos perdendo e seguimos assim mesmo, fazendo nosso próprio caminho. Descendo o rio, subindo e
      descendo barrancos e paredões de pedra, calculando os melhores locais pra passar, onde não ficaríamos sem saída. As
      vezes um ia na frente para verificar se havia como passar enquanto o outro ficava, sempre nos comunicando pelo rádio.
      E assim encontramos o que parecia ser uma trilha naquele lugar aparentemente inóspito, pois haviam pegadas de
      alguém descalço. Seguimos até encontrar uma estrada de carro, atravessando um rio. Conversamos se não era uma boa
      idéia acampar ali perto da água, tínhamos pouco tempo de luz do dia. Decidimos subir a colina e procurar outro lugar
      mais pra cima e longe da estrada, pra evitar surpresas com “visitas indesejadas”. O corpo totalmente desgastado. O
      psicológico abalado pelo cansaço. Eu já estava esgotado, andando por pura força de vontade. Já havíamos batido a meta
      de 20km do dia, mas não aparecia um lugar adequado para montar acampamento. Quando pensamos ter achado o local
      perfeito, o solo era rochoso e não dava pra fincar os grampos no chão, além de ser desconfortável. Voltamos pra
      estrada, andando igual zumbis.
      Quando finalmente encontramos um lugar arenoso, já não havia mais luz, montamos acampamento de noite logo
      depois de arrumar as varetas quebradas da barraca. Jantamos e tomamos uma lata de cerveja que levamos. Aquele dia foi penoso, e eu já estava com 3 bolhas em cada pé. Mais uma noite fria e molhada. Mas naquele cansaço, foi um alívio
      sem igual.

       








      4º dia
      Como no dia anterior, acordamos cerca de 5hrs da manhã, porém pelo frio e geada forte, só levantamos por volta de
      6:30Hrs. Pelo desgaste do dia anterior, o corpo ainda doía e as pernas ainda estavam desgastadas, e claro, as bolhas.
      Ainda estávamos fora da trilha que pretendíamos seguir rumo ao Parque do Rio Preto, então continuamos
      improvisando. A trilha estava ao a leste seguindo paralelamente a nós, portanto, seguiríamos para nordeste pra pega-la
      mais à frente.
      Não havia mais trilhas nem estradas, seguíamos pelo mato, pedras, trilhos de vacas, e por isso nos perdemos algumas
      vezes, vários ‘becos sem saída’ onde tínhamos que dar meia volta. Após um tempo encontramos pegadas, e as seguimos
      até encontrar o que parecia um trilho. Finalmente encontramos um riacho onde poderíamos escovar os dentes e lavar o
      rosto. Ali, começamos a descer a serra novamente. Avistamos uma casa ao longe, e rumamos à ela para pedir
      informação.
      Quando chegamos havia um menino na horta, demos bom dia, mas quando ele nos viu saiu correndo em direção à casa.
      Sem entender nada, o seguimos. Era uma casa simples de pau a pique e estava aberta, mas além de um porco de
      estimação que estava na sala, estava vazia. Nem o menino encontramos, seja lá pra onde ele tenha corrido. Esperamos
      um tempo, chamamos e nada.
      Continuamos a caminhada, seguindo um trilho nos fundos por alguns minutos até que chegamos em outra casa,
      igualmente simples. Mas nessa havia um casal e 2 crianças, que nos ofereceu café, batemos um papo e conseguimos
      nossas informações para prosseguir na aventura.
      A partir dali começamos a subir uma serra de mata fechada e abafada. Uma subida difícil, parecia uma eternidade, tive
      que parar para descansar algumas vezes. Alcançar uma área plana no alto da colina foi igualmente ruim, pois o cerrado
      era predominante e o sol estava forte, junto ao cansaço e a sede. Mais uma vez nos perdemos, não havia mais trilha pra
      seguir, e a essa altura qualquer desgaste inútil de energia era um problemão. Após um tempo procurando separados,
      encontramos um trilho de vaca e fomos por ele. O local era preocupante, várias pessoas haviam nos alertado sobre o
      risco de queimadas na região, e o lugar onde estávamos passando tinha sido queimado há pouco tempo.
      A caminhada já estava penosa. Qualquer 5 minutos de descanso nas poucas sombras que encontrávamos já era
      revigorante. Não agüentava mais subir morro.
      O alívio veio quando chegamos ao ponto mais alto, sentir a brisa refrescante, finalmente ver o horizonte a nossa frente
      e claro, começar a descer!
      Mas mais uma vez nos perdemos, andamos atoa até encontrar um lugar pra conseguir descer a serra. E o melhor lugar
      era um paredão alto de pedra. Descemos com certa dificuldade, apoiando com as mãos, mas conseguimos chegar lá em
      baixo, e o próximo desafio seria descer por uma cachoeira sem água rumo ao mato alto fechado, com milhares de
      carrapatos e espinhos.
      Chegamos à uma casa, mas não havia ninguém, então pegamos umas mexericas, água e partimos. Mais alguns minutos
      andando e finalmente chegamos à trilha! Era uma estrada de carro, e ali, começamos a subir novamente. Eu já estava
      beirando a exaustão, as coxas queimavam, parava pra descansar toda hora.
      Passamos por mais casas, pastos, uma cachoeira, um rio que corria uns 4 metros abaixo de gigantescas rochas que
      rolaram serra abaixo. A esse ponto, o sol já estava sumindo, já havíamos batido a meta dos 20km no dia e nós ainda não
      tínhamos conseguido um bom lugar pra acampar. A esperança era conseguir um lugar no alto da serra, mas pra isso,
      teríamos que subir 3km de mata atlântica em cerca de 30 minutos. Fomos o mais rápido possível. Quando lá no alto,
      pouca luz decidimos cortar caminho pelo meio de uma fazenda, onde havia um senhor . O cumprimentamos, e durante
      uma rápida conversa, ele nos ofereceu para que passássemos a noite me sua humilde casa. Foi a salvação!
       
      Tomamos banho de mangueira no quintal, já quase sem luz, água geladíssima. Mas novamente, aquela sensação de
      limpeza, roupas limpas e uma janta maravilhosa nos esperando. Feijão, arroz, bacon e uma limonada. Muito melhor que
      qualquer restaurante fino. E claro, um papo bacana na beira do fogão à lenha. O que mais poderia querer? Uma cama
      macia quem sabe? Tinha isso também!
      É incrível como quanto mais pobres, mais gentis. Uma casa de pau a pique no meio do nada, sem eletricidade ou nem
      mesmo um banheiro. E foi justamente lá que fomos melhor acolhidos. Uma das várias lições que essa aventura nos
      proporcionou.




       
      5ª dia
      O combinado era sair às 5:30hrs da manhã pois o senhor dono da casa precisava pegar o transporte para Diamantina.
      Mas ele acabou nos acordando acordando as 3hrs. Às 5hrs ainda era noite mas já estávamos na estrada, o senhorzinho
      estava nos acompanhando para mostrar o caminho até o Parque do Rio Preto. Em certo ponto onde ele teria que virar
      em outra direção, então nos passou as ultimas instruções, nos despedimos e cada um seguiu seu rumo. Faltava cerca de
      30km para o destino final, pretendíamos andar mais 20, acampar mais uma noite e terminar de chegar no dia seguinte.
      Graças a ajuda ajuda que recebemos do simpático casal, havíamos economizado comida para mais 1 dia, portanto, não
      tínhamos pressa .
      O dia foi amanhecendo conforme subíamos, mas por causa da altitude estávamos cobertos por nuvens e ventava muito.
      A roupa molhada junto com vento forte e frio estava dificultando bastante nossa vida. Mas nas poucas brechas que as
      nuvens davam conseguíamos ver a paisagem magnífica a nossa volta, dava pra ver bem ao longe quase sumindo o Pico
      do Raio, onde passamos no segundo dia. Perceber o quanto andamos atravessando toda aquela cadeia de montanhas e
      os mais variados terrenos, causou alegria e orgulho.
      As bolhas nos meus pés estavam piores, estava dando bolha em cima de bolha, nos dedos, na sola do pé, no calcanhar.
      E pela dor eu estava com o pé torto, o que só piorava a situação causando mais bolhas e forçando de demais tornozelo e
      joelho, fazendo os tendões doerem também. Em resumo, eu já estava um caco. Paramos pelo menos 4 vezes para
      refazer os curativos nas bolhas afim de achar um modo que amenizasse a dor, para que parasse de mancar e render
      melhor a caminhada. As tentativas foram inúteis.
      Já havíamos andando cerca de 10km às 9:20hrs da manhã quando chegamos à fronteira do parque, onde paramos para
      apreciar a vista, já com menos nuvens, e fazer um lanche.
      Andamos mais uns minutos até encontrarmos uma casa que era usada como base de pesquisas climáticas e um certo
      tipo de portaria onde ficam os funcionários do parque, para verificar a autorização de quem entra. Mentimos sobre a
      nossa e ele nos deixou passar. Começamos a descer a serra para atravessar o parque rumo a outra portaria, que era o
      nosso destino final.
      Trilha bem demarcada, cerrado era vegetação predominante, ou seja, pouca sombra. O sol já estava quente novamente,
      mas como era maior parte descida, estava mais tranqüilo.
      O chão bastante pedroso, estava fazendo com que as bolhas doessem mais. Estava difícil ignorar. Paramos num riacho
      novamente para refazer os curativos, trocar a meia e almoçar. Retomamos a caminhada, por causa calor intenso, a exaustão chegou mais rápido que nos dias anteriores. Não via a hora de chegar a acabar com o sofrimento logo. Ainda
      faltava cerca de 15km.
      Num ponto mais a frente, um dos guias do parque à cavalo nos encontrou e deu um esporro, dizendo que não fomos
      autorizados e não poderíamos ter descido naquele horário pois não daria tempo de chegar na outra portaria até às
      17hrs, quando o parque fecha. Ele fez questão de nos escoltar, com o cavalo logo atrás da gente para que
      caminhássemos num ritmo bem acelerado. O que foi um quase insuportável para quem já estava bem debilitado da
      travessia até ali.
      Às 14:30 passamos umas rochas altas, onde paramos para descansar um pouco na sombra. Eis a imensa surpresa
      quando ao olhar pra cima, nos deparamos com pinturas rupestres!
      Depois de mais 7 dolorosos quilômetros onde pensei 1 milhão de vezes em desistir e pedir o carro de resgate do
      parque, chegamos à portaria do parque! Neste dia batemos os 30km de caminhada.
      Mais uma vez pudemos contar com a bondade das pessoas, e recebemos um desconto para ficar na área de camping
      pois não tínhamos mais dinheiro. Finalmente, após 3 longos dias caminhando, exaustos, sujos, desidratados e
      desnutridos, teríamos nosso merecido banho quente e descanso! Conseguimos usar o wi-fi para mandar notícias para a
      família e amigos que já estavam achando que tínhamos morrido e ainda tivemos o prazer de fazer bons amigos no
      camping que nos deram churrasco e até comida japonesa, fora a sensacional troca de experiências numa ótima
      conversa.
      Para finalizar com chave de ouro, ainda fomos premiados com um eclipse lunar e lua de sangue.




       
      6º dia
      Acordamos cerca de 8 da manhã, levantamos acampamento, tomamos café da manhã e começamos a nos preocupar
      com como faríamos para ir embora. Já que a cidade ficava há 20km do Parque. Conseguimos carona até Diamantina com
      um bondoso casal que conhecemos na noite anterior no camping. Chegamos à Diamantina por volta de 14hrs.
      Voltamos para a rodovia pra pedir carona de volta à BH mas não conseguimos. Tentamos até o sol se pôr.
      Não tínhamos mais comida nem lugar para acampar, então resolvemos caminhar até a rodoviária e voltar de ônibus
      mesmo.
      E pela milésima vez nessa semana, sorte nos encontrou. Só havia ônibus para as 23hrs, ainda era 19hrs. Então na
      rodoviária mesmo conhecemos um casal de amigos que não tinham para onde ir, então fomos todos para um bar ao
      lado da vesperata no centro de Diamantina, onde enchemos a cara e nos divertimos bastante até a hora de partida do
      ônibus.

       
       
      Por todas as experiências únicas que vivemos, os aprendizados que tivemos e todos os amigos que fizemos, só tenho a
      agradecer. É difícil, é sofrido, enquanto estou lá sempre penso que nunca mais farei outra loucura assim. Mas sempre
      voltamos e fazemos tudo novamente. Momentos que levarei para a vida e contarei aos meus filhos.
       
       
      Curtiu a trilha e deseja faze-la? Siga pelo Wikiloc:
      https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/travassia-milho-verde-ao-pq-est-rio-preto-dna-trekking-27025115
      Siga também a DNA TREKKING no instagram e facebook para mais fotos de outras trilhas:
      @dnatrekking
    • Por Rodrigo Ferronato
      Bom dia pessoal.
      Sou de Caxias do Sul (RS) e queria saber se há algum grupo de trilhas e passeios ecológicos que eu poderia participar.
      Vamos interagir.
      Forte abraço
    • Por RaulConte
      Com o feriado de 7 de Setembro se aproximando, eu e mais 3 amigos começamos a nos preparar para fazer a subida à Pedra da Mina via Fazenda Serra Fina, não fazendo ideia do que nos esperava. Moramos em Barbacena, e a viagem de carro até o pacato município de Passa Quatro (MG) demora em torno de 4 horas, mas o acesso à fazenda é por uma estrada de terra que nos toma mais 1h15min...enfim, saímos de Barbacena por voltas das 3h50 minutos, enfrentamos as precárias estradas do sul de MG, paramos em Pouso Alegre para tomar um café da manhã reforçado e seguimos para enfrentar a mais precária ainda estrada de terra que dava acesso à Fazenda Serra Fina. A estrada é bem sinalizada, então não houve grandes dificuldades para chegar até a fazenda, principalmente usando o GPS. Chegando lá por volta das 9h30, pagamos R$20,00 à senhorinha que mora na fazenda, assinamos um livro que é para controle de quem entra e sai da trilha, nos arrumamos e iniciamos a trilha por volta das 10h. A placa que marca o início do caminho passa uma ilusão gigantesca de que a subida até o pico leva 5h, o que nós realmente acreditamos veementemente e achamos inclusive que dava para abaixar esse tempo (iludidos 😓).
      A primeira parte da trilha é muito tranquila, basicamente um caminho por mata fechada (bem fechada, alguns pontos é até difícil ver a trilha), com alguns pontos de lamaçal e riachos, mas todos com algumas pedras que auxiliam na passagem. Após 30 min de caminhada tranquila, chegamos à cascata, com uma água cristalina e um visual sensacional. Após atravessar pelas pedras, bem escondido no canto esquerdo da outra margem do rio, tem um acesso à uma cachoeirinha que nos brinda com esse visual SENSACIONAL. Perdemos uns 20 minutos ali descansando, tirando fotos, hidratando e checando a trilha no WikiLoc (app que recomendo muito, inclusive, baixamos a trilha antes de sairmos de casa e nos ajudou muito). Na cascata também existem muitas abelhas pretas, que não têm ferrão, mas grudam no cabelo e tem uma mordida muito doída.

      A trilha a partir daí começa a exigir muito mais do físico, já que começa uma subida já com traços de escalaminhada, muito íngreme e muito longa (realmente parece que nunca mais acabar). É válido lembrar para levar um calçado adequado, pois a terra e o capim tornam a trilha muito escorregadia. Após esse primeiro "susto" com a necessidade física da trilha, chegamos num primeiro local de acampamento, onde paramos para almoçar e abastecer nossos recipientes de água numa bica que tem por lá (a água é geladinha e tem um gosto sensacional, a vontade era encher algumas garrafas para levar para casa), já que segundo o WikiLoc e alguns relatos, ali é o último ponto de água antes do cume (e a informação realmente procede, a travessia toda se destaca pela escassez de pontos de água). Ali tinham alguns grupos de trilheiros que almoçavam e conversavam, e todos eles nos disseram que a pior parte da trilha estava logo a frente (o que muitos relatos também confirmavam).

      Após uma parada de mais ou menos 1h para almoço, descanso e abastecimento de água, seguimos viagem já preparando o psicológico para enfrentar o temido "Paredão do Deus Que Me Livre", e o paredão faz jus ao nome ! Estávamos animados com o horário, já que segundo o WikiLoc, fizemos praticamente metade da trilha em questão de distância em 2 horas, mas ao observar o que nos esperava, vimos que a trilha mal havia começado. O subidão é praticamente do começo ao fim uma escalaminhada muito pesada, em alguns momentos exigindo inclusive uma certa experiência com escalada. É bom sempre ficar atento aos totens e às marcações reflexivas, pois alguns pontos da subida possuem várias bifurcações e é realmente muito fácil se perder. Sempre que possível, parávamos em algum lugar para descansar e hidratar, mas o cansaço bateu forte do começo ao fim, pensamos em desistir algumas (muitas) vezes.

      Terminando o subidão da Deus Que Me Livre, demos de cara com o Morro da Misericórdia, que era igual ou pior ao anterior. A essa altura, o psicológico bate forte, muitas pessoas montam equipamento ali mesmo, ou um pouco mais a frente, dentro da mata no vale, aonde tem uma área de acampamento em uma área de mata fechada; mas resolvemos continuar. Após chegar ao fim do Morro da Misericórdia, com as pernas e os ombros pedindo arrego, nos deparamos com mais uma caminhada considerável até chegar no pé do morro da Pedra da Mina, aonde montaríamos acampamento. Andamos devagar, ainda nos recuperando das duas subidas absurdas que havíamos acabado de vencer, mas chegamos à área de acampamento por volta das 17:10, montamos acampamento rapidamente e subimos ao morro sem mochila para acompanhar o por do sol, o que com certeza valeu muito a pena. Lá de cima é possível ver claramente o belo Vale do Rhua, o Pico das Agulhas Negras e alguns vários municípios da região, a vista é DESLUMBRANTE, por um instante até se esquece o esforço feito para chegar até ali.

       
      Após ver o por do sol, descemos para nos alimentar e ir dormir. Colocamos algumas roupas secas, já que as da trilha estavam encharcadas de suor e o frio já estava começando a dar as boas-vindas, fizemos um macarrão com frango desfiado usando o fogareiro a álcool, apreciamos o belíssimo céu estrelado com direito até a chuva de meteoros e fomos dormir.
      Nosso "rango", que deu uma sustância muito boa e ficou pronto rápido
       
      Acordamos por volta das 5:30, desmontamos acampamento e andamos um pouco até o pico do Morro da Misericórdia, para afastar-nos um pouco do frio. Lá no pico, tomamos café com uma vista deslumbrante do vale, e por volta das 7:00 começamos a descida da trilha, que é tão doída quanto a subida. O joelho dói muito na descida, já que boa parte da trilha é escalaminhada e descidas muitos íngremes, um bastão de caminhada é ESSENCIAL para a volta. Chegamos até a área em que almoçamos na subida, descansamos por mais ou menos 1h e repusemos a água na bica para continuar a descida. Chegamos à fazenda exaustos por volta das 11:30 e embarcamos no carro para a volta para casa e o merecido descanso.
      Nossa vista do vale durante o café da manhã 
      A trilha exige MUITO preparo físico, equipamento bom (principalmente calçado, bastão de caminhada,barraca, isolante térmico e saco de dormir para -10ºC) e exige também muito preparo psicológico, mas com certeza valeu muito a pena. A vista durante toda a trilha é sensacional, o céu noturno no alto do pico é inexplicável e a experiência como um todo é sensacional. Da próxima vez, pretendemos fazer a travessia de 4 dia da Serra Fina, começando pela Toca dos Lobos, mas até lá ainda vamos nos recuperar por um bom tempo 😅😅😅.

      O frio castigou durante a noite ! ❄️❄️
       
       
       
    • Por guigabalabr
      Salve moçada,
      Tô dando uma pesquisada em mochilas de 30 litros para usar no dia a dia (carregando notebook, livros, roupas... a porra toda) e usar em trilhas de 1 ou 2 dias sem levar barracas, só a roupa da caminhada, uma limpinha pra noite (frio ou calor), utensílios básicos (inclui um saco de dormir) e aquela comida necessária só para o desembolar do dia (pode ter certeza que cabe tudo).
      Dei uma listada em algumas marcas que tem essa litragem e queria saber se alguém por aqui tem alguma delas ou sabe a respeito. Se serve bem para o uso cotidiano e se segura bem na trilha também, ou seja, qual é a balança delas entre o urbano x mato.
       
      Quechua - NH500 30 Lt 
      Trilhas e Rumos - Crampon 31 Lt
      Alto Estilo - Santiago 32 Lt
      NAUTIKA - TUPAC GT 30L
      Osprey - Comet 28 Lt
      Curtlo - OUTSIDER 30 Lt
      Curtlo - EXTREME 35 Lt
      Deuter - Gigant 32 Lt
      Se tiverem outras além dessas, diz ai
      Forte abraço a todos
    • Por LeticiaC
      Já faz um tempinho que voltei dessa viagem, mas só agora me concentrei pra fazer um relato. Acho que tem umas dicas interessantes. Fiz essa viagem com meu namorado e alugamos um carro por todo o período da viagem, entre 01 de abril e 30 de abril.
      Obs: Fazemos as trilhas sempre nos guiando pelo aplicativo Wikiloc. Não nos hospedamos em nenhum lugar que tivesse café da manhã incluso (me pareceu que não é comum lá). Como ficamos de carro durante toda a viagem não tenho informações de uber ou de transporte público. Tomamos vinho em praticamente todos os dias, comprávamos sempre no mercado e eram realmente baratos e gostosos.
      Dia 31 de abril – Saímos do aeroporto de Guarulhos em vôo da TAAG às 18h25, com escala em Luanda. Chegamos a Johanesburgo no dia seguinte às 13h50
      Dia 01 de abril – Domingo de Páscoa. Chegamos em Johanesburgo às 13h50 e assim que chegamos no aeroporto fomos trocar os dólares e comprar um chip de celular. As casas de cambio lá na África do Sul cobram uma taxa que não lembro mais o nome e eu me senti roubada. Em todas as casas de câmbio em que fui tinha essa mesma taxa, eu já sabia disso quando saí do Brasil, mas ainda assim ficou o sentimento do roubo. Acredito que o aeroporto não seja o melhor lugar para trocar dinheiro lá, mas nós chegamos num domingo no meio de um feriado prolongado (a segunda-feira depois da Páscoa é feriado na África do Sul, dia da família), por isso preferimos trocar lá.
       Em seguida fomos atrás de um chip pra usar internet e compramos numa loja no térreo do aeroporto perto da onde ficam as casas de câmbio. Tem duas lojas uma ao lado da outra, uma vermelha e outra amarela, na amarela achei que o preço estava mais interessante. Depois disso fomos pegar o carro que alugamos, o lugar fica dentro do aeroporto mesmo e o processo de pega-lo foi rápido. Já saímos de lá dirigindo o carro, um Clio. Alugamos através da RentalCars.
      Havíamos reservado hospedagem para duas noites em Johanesburgo pelo Expedia, num hostel no centro da cidade. Quando chegamos lá descobrimos que não era exatamente um hostel, era mais uma kitnet num prédio de moradores, bem estranho na verdade, Brownstone Backpackers. Havia um mercado perto, o Shoprite, e fizemos as compras para os próximos dias. A nossa intenção era acampar o máximo possível e cozinhar nossa própria comida e a África do Sul é um ótimo país para isso.
      Dia 02 de abril – Acordamos cedo e fomos atrás do funcionário para falar sobre o café da manhã e no final não tinha café, apesar de estar escrito no Expedia que havia a refeição estava inclusa. Pra evitar desgaste fomos lá ao mercado e compramos as coisas para fazer nosso café da manhã. Enfim. A programação era ir ao museu do Apartheid e achei muito legal começar a viagem por lá. Achei importante para começar a entender o país. Passamos muito tempo no museu o que nos impediu de ir a uma casa de escalada que tem na cidade e que gostaríamos de ir. Mas por conta de ser feriado ela não funcionava a noite. O lugar se chama City Rock, interessante para quem gosta do esporte. Depois do museu fomos a um shopping, Nelson Mandela Square, para comprar coisas para camping que estavam faltando. E aproveitamos para tirar foto na estátua do Mandela que tem lá.
      Dia 03 de abril – Saímos de Johanesburgo às 5h da manhã com destino ao Kruger National Park. É uma viagem longa, 420 km, e nosso destino era o camping Skukuza. Fizemos a dos campings com quase dois meses de antecedência, mas o fato de estarmos indo num feriado fez com que tudo estivesse lotado com tamanha antecedência (era “semana do saco cheio” nas escolas e faculdades). Tomamos café da manhã na estrada mesmo, lá nas estradas há sempre uma estrutura mínima de parada para lanches, com mesas e cadeiras.

      Por volta das 10h chegamos ao portão do Kruger, mostramos nossas reservas, fizemos os trâmites necessários e já começamos nosso safári! Não entregam mapa na entrada, mas as estradas estão no Google Maps. Vimos muitos animais assim que começamos inclusive um leopardo. Às 14h chegamos ao Skukuza e como estávamos muito cansados resolvemos ficar por lá. Almoçamos no restaurante no local e depois ficamos de boa na piscina. Ficamos acampados com nossa própria barraca, ao lado dos motor homes, e eles adoram motor home lá! A estrutura é boa com cozinha, fogão, lavanderia e tal. Li que tinha geladeira, mas não achei.
      Dia 04 de abril – Acordamos bem cedo novamente e às 6h30 já estávamos saindo do camping Skukuza em direção ao camping Berg-en-dal. Nossa idéia era fazer o safári esse dia no caminho entre os dois campings, pegando caminhos bem longos. Vimos muitos animais esse dia: elefantes, hienas, girafas, hipopótamos, leões, cachorros do mato, zebras. Chegamos no camping Berg-en-dal às 18h, com o portão já fechando. Assim que chegamos no camping reservamos uma saída para safári no dia seguinte de manhã, às 5h. E compramos na loja do camping um pedaço de carne de kudu para preparar para o jantar. Em todos os campings há um pequeno mercado com algumas coisas para comer e também lembrancinhas.
      Dia 05 de abril – Acordamos super cedo e já nos dirigimos para encontrar o jipe para fazer o safári ao nascer do sol. O carro saiu às 5h00, acho, mas o horário varia conforme a estação do ano. No início, enquanto ainda estava escuro, algumas pessoas levavam uma lanterna que ilumina bem para tentar encontrar animais escondidos na mata. O passeio dura quase 3 horas, mas infelizmente não vimos animais diferentes do que já havíamos visto. Gostaríamos de ter visto mais felinos, mas ok. Ao acabar o safári e voltar para o camping, tomamos café, arrumamos nossas coisas e antes de sair do Kruger mergulhamos na piscina do Berg-en-dal. A piscina é bem legal e tem um vestiário bem grande ao lado. Recomendo um mergulho lá J

      A idéia esse dia era sair do parque e começar a fazer o passeio pelos pontos turísticos do Blyde River Canyon. Por volta das 10h30 saímos do Berg-en-dal e nos dirigimos a saída de Pretoriuskop. No caminho ainda conseguimos ver alguns animais. Fomos rumo à cidade de Graskop, que é um bom ponto pra começar o passeio pelo Blyde Canyon. Saímos efetivamente do parque por volta do meio-dia e às 14h chegamos a Graskop. Almoçamos em um restaurante do centro da cidade, a cidade é pequena e há alguns restaurantes nas ruas principais. Como o tempo estava fechando decidimos fazer todo o percurso do Blyde Canyon no dia seguinte. Por indicação do dono restaurante fomos a Pilgrimsrest, que é um lugar histórico de lá, no qual havia um vilarejo em que ainda se conservam algumas casas e comércios como eram na época. Mas não gostei do lugar não, é quase uma encenação, acho que ninguém mora lá, é apenas para turista ir e ver como era o lugar e comprar coisas. Não gostei da abordagem dos vendedores lá, mas há coisas interessantes de artesanato, principalmente em madeira. Deixamos o carro estacionado na rua, longe de onde ficavam os outros carros. Dois caras lavaram nosso carro, sem nossa autorização e cobraram 70 rands, mas negociamos e pagamos 20 rands.
      Dormimos no Panorama Chalets & Rest Camp, que é super bem localizado, bem na borda de um desfiladeiro com uma piscina de borda infinita. Lá tem chalés e local para camping, cozinha coletiva e banheira, além de um restaurante. Como em quase todos os campings que ficamos tem também uma churrasqueira para cada espaço de camping. Andando dentro da propriedade, indo até uma borda do desfiladeiro é possível ver a cachoeira a Panorama Falls.
      Dia 06 de abril – Saímos cedo de Graskop e pegamos a estrada R532 e depois a R534. Na R534 primeiramente fomos visitar “The Pinnacle Rock”. É cobrada entrada, uns 15 rands, e é interessante não ir apenas ao Pinnacle, mas também dar uma caminhada para ver a cachoeira de frente, tem uma trilhinha. Seguindo na mesma rodovia está o God’s Window. Ao contrário do Pinnacle, que estava vazio, o God’s Window estava lotado, havia uns ônibus de excursão lá. Lá você também paga para entrar e há um caminho para seguir andando e tendo as vistas do local. É um local bonito, com uma visão ampla.
      Depois de God’s Window seguimos em frente na R534 e voltamos para a R532 e seguimos para a próxima parada: Lisbon Falls. Lá você também paga para entrar. Tem uma pequena lanchonete e várias pessoas vendendo artesanato e também um mirante, de onde é possível ter uma visão bonita das cachoeiras. Do mirante é possível ver uma trilha até um pequeno mirante, se você seguir essa trilha até lá embaixo, uns 15 minutos de caminhada, estará na cachoeira! Fomos os únicos que desceram enquanto estávamos lá. E foi uma delicia! O poço é grande e bom para nadar e a visão das cachoeiras é deslumbrante J

      Depois das Lisbon Falls nos dirigimos à Berlin Falls. As atrações estão marcadas no waze e há também placas ao longo da estrada. Na Berlin Falls a estrutura é parecida com a Lisbon Falls: paga-se para entrar e tem um mirante para a cachoeira. Nessa cachoeira não sei se tem trilha para descer para o poço, pois não descemos nela. Perto da Berlin Falls há dois restaurantes e decidimos almoçar em um deles, o Garden Shed Restaurant. Frango no forno a lenha, bem gostoso.
      Pelo avançar da hora fomos direto para o Three Rondavels, que é da onde se tem a vista panorâmica do Blyde River Canyon. A entrada é permitida até as 17h, chegamos lá por volta das 16h e passamos um tempão lá, porque a vista é realmente deslumbrante. Li que é possível fazer passeio de barco no rio que corta o canyon, mas não sei como é o esquema. Deve ser um passeio bem legal.
      Depois de terminar o trajeto pelas atrações do Blyde River Canyon ainda tínhamos um longo caminho: 180 km até Tranquilitas Adventure Farm, que é uma hospedagem com camping e chalés em um vale em que há centenas de vias de escalada. O trajeto foi longo e pegamos estradas péssimas, um trecho da R36 estava em obras, com muitos, muitos buracos. No caminho ainda passamos no mercado para comprar comida para os próximos dias. Por volta das 9h chegamos à Tranquillitas e lá estava lotado de pessoas acampando.
      Dia 07 de abril – Depois do café da manhã fomos com os equipamentos de escalada procurar as vias. E são centenas! Passamos o dia em apenas um setor. Lá há vias de vários graus de dificuldade. Pra quem curte escalada é um paraíso. No final da tarde ficamos na piscina, em que há um bolder para escalada em cima da piscina, bem legal!
      Dia 08 de abril – Saímos cedo para descobrir como chegar à Cachoeira Emgwenya, que é uma grande cachoeira que tem na cidade e na qual há várias vias de escalada em volta dela. A cachoeira é no meio da cidade, próxima a um bairro dito perigoso. Deixamos o carro numa loja de escalada/hostel, a Roc’n Rope Adventures, e de lá fomos no carro do dono do hostel até a entrada da cachoeira. O caminho para o mirante da cachoeira é diferente do caminho para as vias de escalada, fomos apenas nas vias. No caminho até as vias passamos por dentro do túnel em que passa o trem e depois pegamos um caminhozinho que desce até onde de fato começam as vias de escaladas. E lá também há centenas de vias, espalhadas em alguns setores, com diferentes graus de dificuldade. Eu não escalo, apenas faço segurança para meu namorado. Após ele subir uma via, decidimos ir atrás da cachoeira. Há uma trilha com correntes que te leva para trás da cachoeira. É uma trilha escorregadia e você irá se molhar inteiro, mas achei muito legal!
      Não havia ninguém lá perto da cachoeira, há não sermos nós dois. E quando voltávamos encontramos uns caras que pareciam estar pescando. Depois de ir pra cachoeira voltamos andando para pegar o carro que estava estacionado. Voltamos à Tranquillitas Farm debaixo de uma leve chuva para tomar um banho e partir viagem. Estávamos famintos e tivemos dificuldade de encontrar um lugar para almoçar, já passava das 16h. E acabamos entrando no Fortis Hotel Malaga, que ficava na N4, no sentido oposto em que tínhamos que ir. O hotel é bem bonito, chique, e a comida é deliciosa. Foi o melhor em que comemos durante toda a viagem.
      Depois de almoçar lá partimos rumo à cidade de Newcastle, enquanto estávamos almoçando no hotel reservamos um hotel para passar a noite em Newcastle pelo Booking.com. A cidade ficava no caminho para o parque Drakensberg, que era nosso próximo destino.
      Dia 09 de abril – Nesse dia decidimos aproveitar uma cama de verdade depois de quase uma semana dormindo na nossa barraca. Aproveitamos para arrumar o carro, que estava um pequeno caos e fazer compras em um mercado da cidade. O trajeto até o parque Royal-Natal era de 210 km, tínhamos que chegar lá até as 17h para poder acampar, o que era nossa intenção. Porém não conseguimos e acabamos ficando no Hostel Amphitheatre. Recomendo muito a hospedagem lá, o lugar é grande, é bonito e tem várias facilidades: piscina, jacuzzi no meio do bar, um bar, restaurante, lugar para churrasco, uma área de camping enorme, quartos coletivos e chalés. Além de ser parada do Baz Bus e ter uma agência que organiza trilhas nos parques em volta e até em Lesoto. Ficamos mais uma vez acampados.     
      Dia 10 de abril – Depois de um café da manhã reforçado fomos de carro para o parque Royal-Natal fazer a trilha Tugella Gorge. Pagamos a entrada e nos dirigimos de carro até o estacionamento mais próximo do início da trilha. No local onde começa o caminho há um voluntário do parque que explica um pouco do caminho e pega seus dados e faz umas perguntas sobre seus equipamentos (quantidade de água que se esta levando, agasalhos que se esta levando, lanterna, comida, etc). Na volta deve-se assinar no formulário assegurando que já voltou da caminhada. A caminhada é leve, sem grandes subidas, percorrendo em volta do desfiladeiro. Em um determinado momento a trilha percorre por dentro do desfiladeiro e devem-se subir umas escadas de madeira para ir até um ponto em que se vê a Tugella Falls meio de frente. Essa cachoeira é a segunda maior do mundo. Infelizmente o dia estava muito nublado e não conseguimos vê-la de perto, apenas quando estávamos longe. Ainda assim valeu muito a pena a caminhada. O lugar é muito bonito e diferente do que temos no Brasil. E vale a visita para ter a visão do anfiteatro, que é como se chama a forma em que as montanhas estão no parque, e também para ver os macacos que estão aos montes lá.

      Depois da trilha voltamos ao camping para descansar e nos preparar para o dia seguinte. Ainda tentamos fazer um churrasco ao estilo sul-africano, mas tivemos algumas dificuldades, hehe.
      Dia 11 de abril - Saímos do camping às 4h para um dos momentos mais aguardados por mim da viagem: a trilha para a parte de cima da Tugella Falls. O lugar de início da trilha é bem longe do Amphiteatre Backpackers e a estrada é péssima, mesmo. É possível ir de excursão até lá, com guia para acompanhar durante a trilha. É indicado pra quem não tem uma boa experiência em trilha, por que a trilha é bem marcada no início, mas tem pontos ruins, principalmente quando se chega ao topo. Chegamos ao local onde começa a trilha por volta das 7h e o tempo estava horrível. Chovendo e com uma neblina medonha. O lugar é abandonado, tem uma construção não terminada e uns barraquinhos de madeira, que achávamos que estavam abandonados. Depois de um tempo apareceu um senhor perguntando se íamos fazer a trilha e dizendo pra esperarmos até umas 8h que o tempo iria abrir. Esperamos até as 9h e nada do tempo melhorar e depois de muita indecisão resolvemos fazer a trilha, com a esperança de termos uma boa visão ao final da trilha. E isso não ocorreu. Demoramos cerca de 2 horas pra chegar a parte de cima da cachoeira e não vimos absolutamente nada, só nuvens. O caminho é perrengue com uma subida bem íngreme com pedras soltas e água escorrendo pelo caminho. Há uma alternativa pra subir via umas escadas de ferro, mas havia placas em que estava escrito que as escadas estavam fechadas.
      Por volta das 14h30 estávamos de volta no carro e ainda sob uma chuva fina fomos embora. Quando chegamos à cidade mais próxima o dia estava lindíssimo, mas era possível ver que nas montanhas havia muitas nuvens. Na estrada conseguimos ver algumas montanhas do parque Golden Gate Highlands que ficava no caminho. Voltamos para o hostel e fomos descansar da caminhada na jacuzzi do hostel.
      Dia 12 de abril – Acordamos tarde depois do desgastante dia anterior e aproveitamos a manhã para secar as roupas que estavam molhadas da trilha e também organizar o carro. Resolvemos então ir para outro parque na região, lá há vários parques, com muitas opções de trilhas pra fazer! Depois de pesquisar um pouco nos mapas que tínhamos pegado no parque Royal-Natal e também de pesquisar na internet decidimos ir ao Monks Cowl. Antes passamos na cidade de Winterton para almoçar e passar no mercado.
      Hospedamos-nos no Inkosana Lodge, que fica na rodovia R600, caminho para o parque. Ficamos acampados, mas o local tem quartos coletivos e chalés também. Fomos ao parque para verificar o preço do acampamento, mas era o mesmo que no Inkosana, porém sem energia elétrica.
      Dia 13 de abril – Fomos cedo ao parque para fazer a trilha chamada Blindman’s Corner. É uma trilha de tamanho médio e que dá uma visão panorâmica das montanhas, é realmente muito bonito. No parque há trilhas menores que levam há algumas cachoeiras, mas não tivemos tempo de fazê-las. Depois da trilha voltamos ao Lodge para cozinhar e descansar.

      Dia 14 de abril – Saímos meio sem rumo esse dia, as previsões para aquela área eram de chuva e queríamos fugir disso. Então resolvemos partir rumo ao litoral. Desviamos nosso caminho para passar em outro núcleo do parque, o Injisuthi. A estrada chegando ao parque era horrível e como o tempo estava bem feio não chegamos até o estacionamento do parque, paramos num rio no caminho e ficamos um tempo lá. Alguns moradores estavam pescando no rio. Seguimos viagem rumo à Underberg, na parte sul do parque. Paramos em uma cidade no meio do caminho para almoçar e depois seguimos viagem, chegamos a Underberg no final da tarde, sob chuva. Dormimos no The Shed, que tem camping e também chalés.
      Dia 15 de abril – Depois do café da manhã pegamos o carro e fomos rumo Coffee Bay. O caminho é longo, 383 km, e a estrada é boa até chegar em Mthata. Depois daí o caminho é através de uma estrada com muitos buracos e muitos animais no caminho. Por volta das 16h chegamos a Coffee Bay e almoçamos no Sugarloaf Backpackers, que fica na entrada da cidade. O local é um hostel com restaurante e alguns espaços para acampar, mas já não havia mais espaço para barracas. Então fomos andar pelos acampamentos da cidade e decidimos ficar no Friends Wild Coast, que era mais vazio que os outros. Éramos de fato os únicos lá. No lugar também funciona um restaurante/pizzaria.
      Dia 16 de abril – Saímos cedo para ir até o Hole in the Wall, que é a principal atração do lugar. É possível chegar lá de carro, mas decidimos ir a pé. Não sei como é a condição da estrada. O caminho não é difícil, mas é longo, 18 km no total, ida e volta. Mas vale muito a caminhada, o caminho é muito bonito, margeando o mar o tempo todo. Chegamos ao camping no final da tarde. Coffee Bay é bem pequeno, não tem mercado ou muitos restaurantes. É um lugar simples e bem bonito. Com muitas vacas na praia.

      Dia 17 de abril - Queríamos ir a Mapuzi nesse dia, mas não encontramos o caminho no wikiloc ou explicação na internet. Por sorte um funcionário do camping nos acompanhou até lá. E foi um passeio bem legal, ele foi contanto sobre as impressões dele do próprio país e tal e nos mostrando o lugar. Mapuzi é um rio que desemboca na praia e há alguns pontos para se pular no rio, é uma caminhada de cerca de uma hora e perto há uma praia praticamente deserta. Ao lado dessa praia há uma caverna em que o Mandela ficou escondido quando estava sendo perseguido antes de ser preso.
      Chegamos ao camping por volta das 14h e já partimos de carro rumo ao nosso próximo destino Kenton-on-sea, 445 km de distância. Chegamos lá apenas às 21h e nos hospedamos em um lugar chamado Stanley Cottage. Encontramos esse lugar procurando na internet e foi um achado, pagamos cerca de 20 reais para dormir num mini chalé, foi ótimo por que estávamos cansados da longa jornada de carro.
      Dia 18 de abril – Em Kenton-on-sea acontece uma coisa legal, quando a maré fica bem baixa é possível ver várias formações rochosas na praia, e há algumas realmente grandes e interessantes. A algumas dunas também e as crianças ficam descendo de ski-bunda. Andamos pelas dunas e encontramos uma praia meio escondida, que não sei o nome. Ficamos lá um tempo, mergulhando naquela água congelante e de repente entrou um nevoeiro fortíssimo, não era possível ver mais nada. Essa era nossa deixa para voltar ao carro e procurar onde almoçar. Almoçamos na cidade e já partimos para Stormriver.

      No caminho paramos em Porto Elizabeth para trocar dólares por rands e também paramos em Jeffreys Bay para ver o pôr-do-sol, passar no mercado e jantar. No caminho para Stormriver enfrentamos uma chuva bem forte o que nos fez decidir por ficar num quarto coletivo no hostel Dijembe.
      Dia 19 de abril - O hostel era bem cheio e meio caótico, com um bar e uma cozinha em que podíamos fazer panquecas à vontade no café da manhã. Depois do café da manhã nos dirigimos até o Parque Tsitsikama e demos carona para um casal canadense que também ia ao parque. Cerca de 50 reais por pessoa é cobrado para entrar no parque. Fizemos primeiro a trilha para as pontes suspensas, uma trilha curta e fácil e bem bonita. Ótima para fotos. Ao terminar a trilha almoçamos no restaurante que há no parque e depois seguimos para a trilha da cachoeira. Acredito que teria sido melhor inverter a ordem das trilhas, já que acredito que durante a manhã a cachoeira é iluminada pelo sol. Essa caminhada é mais longa (não as 4 horas que o folheto do parque diz) e o caminho é muitas vezes por cima de umas pedras enormes. A visão de toda a trilha também é muito bonita.
      Como não havíamos gostado do hostel em que estávamos, decidimos acampar essa noite no parque. Fomos à entrada principal e pagamos o valor para acampar. O bom de acampar lá é que no dia seguinte não precisávamos pagar de novo para entrar no parque.
      Dia 20 de abril – Dia de fazer kayaking e também de lavar as roupas! Como na maioria dos parques em que fomos na África do Sul havia uma lavanderia próximo ao camping. Pagamos cerca de 5 reais para usar a máquina de lavar e mais 5 reais para usar a secadora. Fizemos isso enquanto tomávamos café da manhã e desarmávamos nossa barraca. Depois nos dirigimos até o local da onde saem o pessoal para fazer kayaking. Há apenas uma empresa que tem esse passeio e é possível agendar pela internet ou pagar lá na hora, e foi isso que fizemos. O passeio todo dura umas 2 horas e foi muito legal. De kayak fomos por dentro do canyon, o lugar é muito bonito. O passeio normalmente sai perto do mar, mas como o mar estava bravo tivemos que fazer uma parte andando. Depois do kayaking fomos novamente almoçar no restaurante do parque.   
      Depois do almoço partimos rumo a Ponte Bloukrans, que é de onde se pula de bungee jumping. Depois de muito pensar meu namorado decidiu pular, eu já sabia que não pularia nem que me pagassem, hehe! A ponte é muito bonita e acho que vale uma parada só para ver a ponte sobre o vale. Depois do pulo de bungee jumping, continuamos nossa viagem com destino a Plettenberg Bay, que fica a cerca de 40 km de distancia. Lá ficamos hospedados no hostel Albergo, mais uma vez acampados. E comemos uma ótima pizza num lugar chamado Plett Market on Main, que é tipo uma praça de alimentações com alguns restaurantes.
      Dia 21 de abril – Quando estávamos saindo do hostel conhecemos um argentino que morava em São Paulo e ele nos acompanhou para fazer os passeios do dia. Primeiro fomos ao centro de reabilitação de felinos Tenikwa. Fomos acompanhados de um guia, que explicava várias coisas sobre os felinos que víamos, era muito interessante e o funcionário parecia muito apaixonado pela causa. Os animais ficam em espaços grandes com grades que nos separam deles, o passeio durou quase 2 horas.
      Depois fomos ao Robberg Nature Reserve, que é um reserva em que há algumas trilhas para fazer em volta do lugar, que é uma península. Fizemos a maior trilha, que percorre todo o lugar e foi deslumbrante. Vimos muitas focas, praias lindíssimas e um visual incrível do pôr-do-sol. Quando terminamos a trilha o sol estava se pondo, estava um visual lindíssimo e o estacionamento estava cheio de famílias curtindo o visual enquanto tomavam vinho e comiam.

      Depois da trilha seguimos para Knysna onde dormimos num local perto da praia Buffels Bay, mas não encontrei o nome do lugar. Era um lugar simples no qual acampamos, lá tinha um restaurante e também chalés.
      Dia 22 de abril – De manhã fomos conhecer a cidade de Knysna, que é muito bonita. Fomos de carro até um Mirante, East Head View Point, e de lá é possível ter uma visão geral da cidade, que é muito bonita. Há vários bancos nesse mirante em que é possível passar um tempão só admirando a vista, e há placas falando que de lá é possível avistar baleias na época certa. Depois seguimos de carro rumo a Hermanus, 420 km de distancia. Paramos em Wilderness para almoçar num restaurante a beira da praia. E chegamos a Hermanus por volta das 20h e nos hospedamos no Onrus Caravan Park. O local é um estacionamento para motor homes e não tinha cozinha, mas foi o suficiente para a noite.
      Dia 23 de abril - Hermanus parece ser um bom lugar para avistar baleias na época certa. Fora isso é uma cidade a beira mar com muito vento. Há uma caminhada chamada Hermanus Cliff Path, que beira o mar, percorremos um pedaço dela. Almoçamos num restaurante do centro e continuamos nossa viagem rumo a Stellenbosch, que está a 90 km de distância. Chegamos a Stellenbosch embaixo de chuva e acampamos no Hostel Stumble Inn. Aproveitamos o final do dia para andar um pouco pela cidade e fazer compras no mercado.
      Dia 24 de abril – Dia de conhecer vinícolas! Pegamos um mapa no hostel e pedimos algumas indicações ao funcionário. Primeiramente fomos à vinícola Tokara, que é muito bonita e moderna. Gostamos do vinho, mas não muito do atendimento, que foi muito impessoal. Pagamos apenas uma degustação e dividimos as taças, fizemos isso em todas as vinícolas que fomos. Em seguida fomos à vinícola Thelema e fomos super bem atendidos. A visão das montanhas que se tem do bar é muito bonita e os vinhos são bem gostosos. Almoçamos no restaurante da vinícola Le Pommier, mas não fizemos degustação lá. O almoço estava gostoso. Descansamos um pouco lá e depois fomos degustar na vinícola Camberley. Lá foi ok, mas nada demais. Depois fomos até a cidade de Pniel visitar a vinícola Boschendal, que é lindíssima. Fica numa grande fazenda, com um jardim lindo e uma visão privilegiada das montanhas. Fizemos degustação de vinhos especiais, com direito a champagne. Fechamos o dia com chave de ouro!
      Dia 25 de abril - A cidade de Stellenbosch é rodeada de montanhas e como bons trilheiros que somos pesquisamos como subir em alguma daquelas montanhas e aí encontramos na internet informação sobre a Reserva Natural Jonkershoek. Fomos de carro até lá, a reserva está a uns 25 min da cidade seguindo uma rodovia que termina na entrada do parque. Lemos algumas coisas sobre o parque estar um pouco abandonado e perigoso, felizmente não presenciamos nada. Pagamos a entrada e nos entregaram um mapa, a moça da portaria nos explicou sobre as trilhas disponíveis e o tempo que demandariam. Como o dia estava feio, com cara de chuva, decidimos fazer uma trilha que vai a uma cachoeira. Essa trilha é bem rápida, uns 20 minutos, e a cachoeira é pequena. Com a esperança de um tempo melhor decidimos continuar a trilha, fazendo o começo inverso de uma trilha grande que havia lá. Essa trilha ia até o fundo do vale e depois subia. Passamos por uma cachoeira maior que a primeira e depois continuamos o mais pra cima que conseguimos. Subimos por umas pedras e chegamos a um cume. O maior vento da vida, hehe! Mas a visão era muito legal e o tempo abriu um pouco pra gente, além de ser um ótimo lugar para ver flores, há muitas e são bem diferentes. Acredito que dava até pra ver a Cidade do Cabo do ponto em que estávamos.

      Depois de sairmos do parque sob uma fina chuva decidimos ir atrás de algo para comer. Decidimos ir até Franschhoek para jantar e conhecer um pouco a cidade. Quando chegamos na cidade a chuva estava muito forte e acabamos indo num pub, Franschhoek Station Pub and Grill. O lugar estava bem cheio e as pessoas estavam assistindo uma partida de críquete. Comemos algumas porções e experimentamos umas cervejas. Depois voltamos para o hostel para descansar do dia cansativo.
      Dia 26 de abril – A chuva não parou durante toda a madrugada e acabamos demorando pra desmontar nossa barraca, pois estávamos esperando que ela parasse. Esse era nosso último dia com o carro alugado, tínhamos marcado de devolvê-lo na Cidade do Cabo no final da tarde. Fizemos umas contas e decidimos que valia a pena ficar até o final da viagem com o carro. Fomos numa loja Hertz ali mesmo em Stellenbosch e fizemos todo o trâmite. Depois seguimos viagem rumo a Cidade do Cabo, nossa última parada. A Cidade do Cabo está a menos de 60 km de Stellenbosch, mas decidimos fazer uma serie de paradas e desvios no caminho. A primeira foi na praia de Muizenberg, aquela das casas coloridas. Depois fomos ao Museu Naval da África do Sul, que é gratuito e fica no meio do caminho. Foi uma parada interessante. Em seguida fomos a praia Boulders, a dos pingüins. Primeiro fomos a uma praia gratuita em que havia alguns pingüins e depois nos dirigimos à praia que é paga e que faz parte do parque. Achei uma experiência incrível! São tantos pingüins, tem algumas placas com informações sobre eles, interessante lê-las.
      Depois fomos direto ao Cabo da Boa Esperança, que é um parque e cobra entrada. O parque é muito grande e além do Cabo em si, há outros lugares para conhecer, como praias e trilhas. Infelizmente não sabíamos disso antes de ir, se soubéssemos teríamos dedicado mais tempo às trilhas do parque. Fomos direto ao farol do Cabo da boa esperança, o subimos a pé e aproveitamos pra andar um pouco lá por cima. Há vista é muito bonita, há uma praia próxima que dá pra observar. Essa parte dá pra subir de teleférico também. Ao sair dessa parte do farol fomos de carro até o Cabo da Boa esperança propriamente dito. Lá há uma placa em madeira em que todos tiram fotos e há caminho sobre as pedras em que é possível andar e ter uma visão mais ampla do local. O dia já estava acabando e não havia tantas pessoas. No caminho para sair do parque encontramos vários avestruzes! Ficamos um bom tempo observando-os e tentando tirar fotos.
      Na Cidade do Cabo ficamos hospedados num Airbnb, nossa primeira experiência nesse tipo de hospedagem. E ocorreu tudo muito bem! Jantamos numa pizzaria perto da casa em que estávamos hospedados.
      Dia 27 de abril – Depois do café aproveitamos o sol e fomos limpar nossa barraca e colocá-la para secar. Nossas coisas ainda estavam úmidas da chuva de Stellenbosch. Depois fomos de carro conhecer a estrada Chapmans Peak, infelizmente o tempo estava muito fechado quando chegamos lá. O tempo na Cidade do Cabo é instável, e as proximidades da Table Mountain facilmente ficam envoltas em nuvem. Percorremos a estrada inteira e paramos pra almoçar num restaurante no final. Enquanto almoçávamos o tempo foi abrindo e decidimos percorrer a estrada novamente. Paga-se um pedágio para percorrer a estrada inteira, e o pagamos duas vezes. Mas valeu a pena, na segunda tentativa o tempo estava bem aberto e lindíssimo.

      Resolvemos ir conhecer o Waterfront e sinceramente, não achei nada demais. É um complexo de lojas e restaurantes a beira-mar, com uma roda gigante e a Table Mountain ao fundo. O tempo estava muito feio, com garoa de vez em quando. Fomos a um bar fazer degustação de cerveja e não gostamos também. Decidimos então voltar para casa e cozinhar nossa janta.
      Dia 28 de abril – Na parte da manhã fomos conhecer as praias de Camps Bay e Clifton. Fomos apenas a Camps Bay, porque achamos que já era bonito o suficiente, hehe. Ficamos um tempão andando e fotografando a praia e as montanhas. Venta demais lá e estava muito frio, então não deu pra entrar no mar. Depois fomos novamente ao Waterfront porque queríamos ir ao Aquário da cidade, o Two Oceans. Almoçamos numa espécie de praça de alimentações que havia no Waterfront, o V&A Food Market. E depois já fomos direto ao Aquário. E adoramos! Muitos peixes e animais marinhos diferentes, num ambiente não muito grande, mas bem organizado. Achei a experiência bem válida.
      Em seguida fomos à Lion’s Head para ver o sol se por. Deixamos o carro estacionado próximo ao começo da trilha e em pouco mais de uma hora já estávamos no topo. Encontramos um lugar muito agradável para ver o sol se por, com uma visão bem legal da praia Camps Bay. Conforme ia se aproximando o momento do pôr-do-sol, mais foi ficando cheio lá em cima. A visão é espetacular! Importante levar lanterna para a volta da trilha.
      Dia 29 de abril – De manhã fomos ao mercado comprar coisas para cozinharmos a noite, pois sabíamos que voltaríamos tarde e o mercado (assim como quase tudo) fechado cedo na África do Sul. Depois fomos ao centro da Cidade do Cabo para comprar algumas lembrancinhas, com preços melhores do que os encontrados no Waterfront. A dona da casa em que estávamos nos indicou ir ao Greenmarket (entre as ruas Longmarket e Shortmarket). É uma praça com varias barraquinhas de vendedores, há muita oferta de pinturas, arte em madeira, roupas, etc. É um local para pechinchar e andar bastante. Não é muito grande, mas gostei das compras que fizemos. Arrependi-me de não ter comprado mais coisas de madeira L Almoçamos em um fast food ali próximo e depois fomos a Table Mountain.
      Nossa intenção era subi-la pela trilha India Venster, que é a trilha mais exposta e uma das mais demoradas. Apesar de estarmos com wikiloc nos perdemos um pouco no começo, mas a dica é: essa trilha é bem íngreme, então se o caminho estiver reto está errado. Gostei muito da trilha e das vistas que se tem pelo caminho. Mas não é recomendável ir sozinho ou caso não tenha hábito de fazer caminhadas, porque ela é mais exposta e tem um nível de dificuldade médio. Há trilhas mais fáceis para se chegar lá em cima. Demoramos um pouco mais de 2 horas para fazer todo o percurso e chegamos ao topo no maior vendaval. Faz muito frio lá em cima, congelante. Abrigamos-nos do vento frio no café que há em cima do teleférico. Nesse café há uma varandinha mais abrigada do vento e de lá acompanhamos o por do sol. Assim que ele se pôs já começamos a nossa volta via Platteklip Gorge, que é uma trilha mais fácil. No caminho para o começo da descida ainda vimos a lua lindamente nascer cheia!

      No caminho de volta encontramos um grupo de 3 pessoas que estavam tendo dificuldades para descer: uma menina estava machucada e eles não tinham nem água e nem lanterna. Acompanhamos o grupo ajudando como podíamos, dando nossa água e uma lanterna. Mas como eles estavam indo muito devagar resolvemos continuar descendo no nosso ritmo, depois de um tempo. Ao chegarmos em casa fizemos nossa janta e descansamos.
      Dia 30 de abril – Dia de ir embora da África do Sul. Limpamos o carro de manhã, fomos ao mercado comprar algumas bebidas que queríamos trazer, almoçar e devolver o carro no aeroporto. O vôo de volta foi pela TAAG também e foi tranqüilo!
      Espero que o relato ajude a quem está indo visitar a África do Sul. Estou disponível para qualquer dúvida
       
       
       
       
       
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