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Pegar carona SP x RJ

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Bom dia galera, alguém com carona para dia 20 de Set? Caso não tenham, mas já viajaram pegando na estrada, qual seria o melhor lugar para pegar carona desde SP até Rio?

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    • Por nathanpaiva
      Já havíamos feito outras travessias antes. Eu (Nathan) e Diogo decidimos fazer algo diferente dessa vez por estarmos ambos desempregados e termos bastante tempo livre.
      A decisão de irmos só nós 2 (Inicialmente éramos 3, mas o Walker não pôde ir por um imprevisto, o que mais tarde se
      mostrou a melhor alternativa, pois uma terceira pessoa dificultar ainda mais arrumar carona) nessa travessia veio do
      fato de que em Outubro iríamos com toda a equipe fazê-la (cerca de 15 pessoas), mas não era uma área mapeada, o
      percurso não havia sido feito por ninguém. Então fomos no peito e na raça mapear nós mesmos para obter informações
      e garantir a segurança de toda a turma quando eles fossem.
       
       
      1º dia
      Faríamos a Travessia + Mochilão raiz. Chegamos á beira da rodovia em Contagem-MG para pedir carona ás 6:30hrs da
      manhã de segunda-feira 23/07/2018, com placas de Diamantina e Curvelo em mãos. Mas só conseguimos carona por
      volta de 10:30hrs, quando um Professor de Português de Curvelo, enquanto voltava pra casa, nos confundiu com
      estudantes e por empatia resolveu nos dar carona. Chegamos á Curvelo por volta de 12:30hrs, onde almoçamos num
      ótimo restaurante de comida caseira. Conseguimos outra carona rumo a Diamantina por volta de 14:00hrs, com outro
      cara que também nos confundiu com estudantes. Paramos um pouco antes, no trevo que vira pra Serro. Nessa região as
      estradas são mais desertas e as pessoas mais desconfiadas, portanto foi mais complicado conseguir carona. Mas
      conseguimos mais uma até o trevo que vira para Presidente Kubitschek, cerca de 20km de Serro, ás 16:20hrs.
      A partir desse horário, por estar anoitecendo e como já disse, as pessoas são mais desconfiadas, não conseguimos mais
      carona, tivemos de subir uma colina na beira da rodovia e montar acampamento por lá mesmo, enquanto
      presenciávamos um lindo pôr-do-sol.

       
      2º dia
      Às 7:00hrs da manhã, estávamos de volta à beira da rodovia pedindo carona novamente e um pouco depois chegamos
      em Serro, onde decidimos ir pra Milho Verde de ônibus para agilizar. Por só ter ônibus depois às 11hrs, até dar o
      horário fomos andar pelo centro histórico, que apesar de pequeno é bem bonito.
      Cerca de meio dia já estávamos em Milho Verde, onde almoçamos e tomamos uma cerveja enquanto usávamos o Wi-fi
      para dar notícia aos parentes e tentar mandar um e-mail de ultima hora de pedido de permissão de entrada no Parque
      Estadual do Rio Preto, mas não deu tempo de obter resposta, então só rezamos para o Diretor do parque nos autorizar e
      saímos em direção ao inicio da travessia. Mas não antes de deixar um adesivo da DNA TREKKING colado no mural de
      equipes de vários esportes que passaram por aquele local da Estrada Real. Estamos fazendo história!
      E finalmente às 15:00hrs começamos nossa jornada rumo ao desconhecido.
      Estávamos usando várias trilhas para diferentes destinos na região, como um quebra-cabeça que juntas serviriam de
      base o nosso caminho. A primeira era de Milho Verde para Capivari, passando pelo Pico do Raio.
      No início planejamos seguir até uma cachoeira perto de Milho Verde, porém no sentido contrário do Parque do Rio
      Preto, para tomar banho, dormir e começar a caminhada de fato na manhã seguinte subindo o rio. Andamos cerca e
      2,5km rumo à cachoeira quando mudamos de idéia, não iríamos mais tomar banho, demos meia volta e partimos para o
      ponto inicial, novamente, encontrar com trilha para Capivari. Em resumo, andamos quase 5 km atoa.
      Entramos na trilha às 16:00hrs, estávamos num vale bonito, vegetação baixa e seca que lembrava muito uma savana
      africana. O chão de areia branca bem característico da região era difícil de caminhar. Atravessamos o vale até uma placade propriedade privada e uma casa abandonada, onde finalmente viramos para o norte e seguimos um cano de água
      que subia a serra. Era impossível não olhar para trás a todo momento para admirar a bela paisagem do vale.
      O sol sumiu às 17:30hrs, a lua cheia já estava no alto. Nesse momento já havíamos subido a serra e começamos a
      procurar um lugar adequado para montar acampamento, de preferência perto da água para finalmente tomarmos
      banho, mas não foi possível. Procuramos até o limite possível de luz que tínhamos, mas acabamos ficando numa área
      plana ao pé do Pico do Raio. Noite fria, com muita geada e muita ventania, mas a lua cheia imponente iluminando tudo.
      É sempre uma sensação única se sentar na porta da barraca e admirar o céu estrelado que poucos nas cidades tem a
      oportunidade de ver.





       

       
       
      3º dia
      Combinamos de acordar às 5hrs, mas estava frio e havia muita geada ainda, então só levantamos umas 6:30hrs. Tivemos
      o privilégio de ver o sol nascer atrás do Pico Itambé, o mais alto da região. Tomamos café da manhã enquanto
      encontrávamos pegadas na areia perto das barracas do que acreditamos ser de Tamanduá e Onça.
      Começamos a caminhar cerca de 8:00hrs da manhã rumo ao Pico do Raio.
      Às 9:00hrs chegamos no pico, apesar da brisa refrescante, o sol estava muito quente. Lá de cima dava pra ver à oeste
      São Gonçalo do Rio das Pedras e ao norte visualizar no horizonte distante a cadeia de montanhas para onde deveríamos
      ir. Contornamos o pico, ainda no caminho para Capivari, mas perdemos a trilha que é demarcada com setas amarelas.
      Tendo que descer pelas pedras no meio do mato baixo. Mais para baixo reecontramos a trilha e nela seguimos até a
      fazenda de um casal de idosos, tendo que passar por dentro. Pedimos licença, conversamos um pouco. Pessoal
      simpático, encheram nossas garrafas de água e dali seguimos viagem.
      Finalmente encontramos um rio, um lugar adequado para enfim tomar banho após 3 dias! Nada como se sentir limpo de
      novo.
      Às 11:40 seguimos viagem. Quase chegando em Capivari, por volta de 12:30, era hora de sair da trilha pois ela seguia
      para o sul, e nosso destino era o norte. Ali, começaríamos caminhar às cegas, seguindo apenas a bússola e o instinto. O
      objetivo era a Cachoeira do Tempo Perdido, onde entraríamos em outra trilha.
      Já havíamos andado uns 8km nesse dia, sol fervendo, quando começamos subir uma colina com cerca de 1,5km, o
      desgaste ficou evidente. As coxas estavam cansadas, as costas e ombros doendo pelo peso da mochila, o desgaste do
      calor e a sede não acabava nunca, não importa quanta água bebia (embora estivesse racionando). Eis que no alto da
      colina, surge a primeira bolha no pé causada pelo material da meia que coloquei após tomar banho. Paramos para fazer
      o curativo. Curativo feito, rumamos para a cachoeira. Mais 4 km e chegamos, às 15:00hrs. Finalmente hora de almoçar e
      o merecido descanso na sombra!
      Retomamos a caminhada por volta de 16:00hrs. Acabei esquecendo o canivete do Walker e minha meia no alto de uma
      pedra.
      Acabamos nos perdendo e seguimos assim mesmo, fazendo nosso próprio caminho. Descendo o rio, subindo e
      descendo barrancos e paredões de pedra, calculando os melhores locais pra passar, onde não ficaríamos sem saída. As
      vezes um ia na frente para verificar se havia como passar enquanto o outro ficava, sempre nos comunicando pelo rádio.
      E assim encontramos o que parecia ser uma trilha naquele lugar aparentemente inóspito, pois haviam pegadas de
      alguém descalço. Seguimos até encontrar uma estrada de carro, atravessando um rio. Conversamos se não era uma boa
      idéia acampar ali perto da água, tínhamos pouco tempo de luz do dia. Decidimos subir a colina e procurar outro lugar
      mais pra cima e longe da estrada, pra evitar surpresas com “visitas indesejadas”. O corpo totalmente desgastado. O
      psicológico abalado pelo cansaço. Eu já estava esgotado, andando por pura força de vontade. Já havíamos batido a meta
      de 20km do dia, mas não aparecia um lugar adequado para montar acampamento. Quando pensamos ter achado o local
      perfeito, o solo era rochoso e não dava pra fincar os grampos no chão, além de ser desconfortável. Voltamos pra
      estrada, andando igual zumbis.
      Quando finalmente encontramos um lugar arenoso, já não havia mais luz, montamos acampamento de noite logo
      depois de arrumar as varetas quebradas da barraca. Jantamos e tomamos uma lata de cerveja que levamos. Aquele dia foi penoso, e eu já estava com 3 bolhas em cada pé. Mais uma noite fria e molhada. Mas naquele cansaço, foi um alívio
      sem igual.

       








      4º dia
      Como no dia anterior, acordamos cerca de 5hrs da manhã, porém pelo frio e geada forte, só levantamos por volta de
      6:30Hrs. Pelo desgaste do dia anterior, o corpo ainda doía e as pernas ainda estavam desgastadas, e claro, as bolhas.
      Ainda estávamos fora da trilha que pretendíamos seguir rumo ao Parque do Rio Preto, então continuamos
      improvisando. A trilha estava ao a leste seguindo paralelamente a nós, portanto, seguiríamos para nordeste pra pega-la
      mais à frente.
      Não havia mais trilhas nem estradas, seguíamos pelo mato, pedras, trilhos de vacas, e por isso nos perdemos algumas
      vezes, vários ‘becos sem saída’ onde tínhamos que dar meia volta. Após um tempo encontramos pegadas, e as seguimos
      até encontrar o que parecia um trilho. Finalmente encontramos um riacho onde poderíamos escovar os dentes e lavar o
      rosto. Ali, começamos a descer a serra novamente. Avistamos uma casa ao longe, e rumamos à ela para pedir
      informação.
      Quando chegamos havia um menino na horta, demos bom dia, mas quando ele nos viu saiu correndo em direção à casa.
      Sem entender nada, o seguimos. Era uma casa simples de pau a pique e estava aberta, mas além de um porco de
      estimação que estava na sala, estava vazia. Nem o menino encontramos, seja lá pra onde ele tenha corrido. Esperamos
      um tempo, chamamos e nada.
      Continuamos a caminhada, seguindo um trilho nos fundos por alguns minutos até que chegamos em outra casa,
      igualmente simples. Mas nessa havia um casal e 2 crianças, que nos ofereceu café, batemos um papo e conseguimos
      nossas informações para prosseguir na aventura.
      A partir dali começamos a subir uma serra de mata fechada e abafada. Uma subida difícil, parecia uma eternidade, tive
      que parar para descansar algumas vezes. Alcançar uma área plana no alto da colina foi igualmente ruim, pois o cerrado
      era predominante e o sol estava forte, junto ao cansaço e a sede. Mais uma vez nos perdemos, não havia mais trilha pra
      seguir, e a essa altura qualquer desgaste inútil de energia era um problemão. Após um tempo procurando separados,
      encontramos um trilho de vaca e fomos por ele. O local era preocupante, várias pessoas haviam nos alertado sobre o
      risco de queimadas na região, e o lugar onde estávamos passando tinha sido queimado há pouco tempo.
      A caminhada já estava penosa. Qualquer 5 minutos de descanso nas poucas sombras que encontrávamos já era
      revigorante. Não agüentava mais subir morro.
      O alívio veio quando chegamos ao ponto mais alto, sentir a brisa refrescante, finalmente ver o horizonte a nossa frente
      e claro, começar a descer!
      Mas mais uma vez nos perdemos, andamos atoa até encontrar um lugar pra conseguir descer a serra. E o melhor lugar
      era um paredão alto de pedra. Descemos com certa dificuldade, apoiando com as mãos, mas conseguimos chegar lá em
      baixo, e o próximo desafio seria descer por uma cachoeira sem água rumo ao mato alto fechado, com milhares de
      carrapatos e espinhos.
      Chegamos à uma casa, mas não havia ninguém, então pegamos umas mexericas, água e partimos. Mais alguns minutos
      andando e finalmente chegamos à trilha! Era uma estrada de carro, e ali, começamos a subir novamente. Eu já estava
      beirando a exaustão, as coxas queimavam, parava pra descansar toda hora.
      Passamos por mais casas, pastos, uma cachoeira, um rio que corria uns 4 metros abaixo de gigantescas rochas que
      rolaram serra abaixo. A esse ponto, o sol já estava sumindo, já havíamos batido a meta dos 20km no dia e nós ainda não
      tínhamos conseguido um bom lugar pra acampar. A esperança era conseguir um lugar no alto da serra, mas pra isso,
      teríamos que subir 3km de mata atlântica em cerca de 30 minutos. Fomos o mais rápido possível. Quando lá no alto,
      pouca luz decidimos cortar caminho pelo meio de uma fazenda, onde havia um senhor . O cumprimentamos, e durante
      uma rápida conversa, ele nos ofereceu para que passássemos a noite me sua humilde casa. Foi a salvação!
       
      Tomamos banho de mangueira no quintal, já quase sem luz, água geladíssima. Mas novamente, aquela sensação de
      limpeza, roupas limpas e uma janta maravilhosa nos esperando. Feijão, arroz, bacon e uma limonada. Muito melhor que
      qualquer restaurante fino. E claro, um papo bacana na beira do fogão à lenha. O que mais poderia querer? Uma cama
      macia quem sabe? Tinha isso também!
      É incrível como quanto mais pobres, mais gentis. Uma casa de pau a pique no meio do nada, sem eletricidade ou nem
      mesmo um banheiro. E foi justamente lá que fomos melhor acolhidos. Uma das várias lições que essa aventura nos
      proporcionou.




       
      5ª dia
      O combinado era sair às 5:30hrs da manhã pois o senhor dono da casa precisava pegar o transporte para Diamantina.
      Mas ele acabou nos acordando acordando as 3hrs. Às 5hrs ainda era noite mas já estávamos na estrada, o senhorzinho
      estava nos acompanhando para mostrar o caminho até o Parque do Rio Preto. Em certo ponto onde ele teria que virar
      em outra direção, então nos passou as ultimas instruções, nos despedimos e cada um seguiu seu rumo. Faltava cerca de
      30km para o destino final, pretendíamos andar mais 20, acampar mais uma noite e terminar de chegar no dia seguinte.
      Graças a ajuda ajuda que recebemos do simpático casal, havíamos economizado comida para mais 1 dia, portanto, não
      tínhamos pressa .
      O dia foi amanhecendo conforme subíamos, mas por causa da altitude estávamos cobertos por nuvens e ventava muito.
      A roupa molhada junto com vento forte e frio estava dificultando bastante nossa vida. Mas nas poucas brechas que as
      nuvens davam conseguíamos ver a paisagem magnífica a nossa volta, dava pra ver bem ao longe quase sumindo o Pico
      do Raio, onde passamos no segundo dia. Perceber o quanto andamos atravessando toda aquela cadeia de montanhas e
      os mais variados terrenos, causou alegria e orgulho.
      As bolhas nos meus pés estavam piores, estava dando bolha em cima de bolha, nos dedos, na sola do pé, no calcanhar.
      E pela dor eu estava com o pé torto, o que só piorava a situação causando mais bolhas e forçando de demais tornozelo e
      joelho, fazendo os tendões doerem também. Em resumo, eu já estava um caco. Paramos pelo menos 4 vezes para
      refazer os curativos nas bolhas afim de achar um modo que amenizasse a dor, para que parasse de mancar e render
      melhor a caminhada. As tentativas foram inúteis.
      Já havíamos andando cerca de 10km às 9:20hrs da manhã quando chegamos à fronteira do parque, onde paramos para
      apreciar a vista, já com menos nuvens, e fazer um lanche.
      Andamos mais uns minutos até encontrarmos uma casa que era usada como base de pesquisas climáticas e um certo
      tipo de portaria onde ficam os funcionários do parque, para verificar a autorização de quem entra. Mentimos sobre a
      nossa e ele nos deixou passar. Começamos a descer a serra para atravessar o parque rumo a outra portaria, que era o
      nosso destino final.
      Trilha bem demarcada, cerrado era vegetação predominante, ou seja, pouca sombra. O sol já estava quente novamente,
      mas como era maior parte descida, estava mais tranqüilo.
      O chão bastante pedroso, estava fazendo com que as bolhas doessem mais. Estava difícil ignorar. Paramos num riacho
      novamente para refazer os curativos, trocar a meia e almoçar. Retomamos a caminhada, por causa calor intenso, a exaustão chegou mais rápido que nos dias anteriores. Não via a hora de chegar a acabar com o sofrimento logo. Ainda
      faltava cerca de 15km.
      Num ponto mais a frente, um dos guias do parque à cavalo nos encontrou e deu um esporro, dizendo que não fomos
      autorizados e não poderíamos ter descido naquele horário pois não daria tempo de chegar na outra portaria até às
      17hrs, quando o parque fecha. Ele fez questão de nos escoltar, com o cavalo logo atrás da gente para que
      caminhássemos num ritmo bem acelerado. O que foi um quase insuportável para quem já estava bem debilitado da
      travessia até ali.
      Às 14:30 passamos umas rochas altas, onde paramos para descansar um pouco na sombra. Eis a imensa surpresa
      quando ao olhar pra cima, nos deparamos com pinturas rupestres!
      Depois de mais 7 dolorosos quilômetros onde pensei 1 milhão de vezes em desistir e pedir o carro de resgate do
      parque, chegamos à portaria do parque! Neste dia batemos os 30km de caminhada.
      Mais uma vez pudemos contar com a bondade das pessoas, e recebemos um desconto para ficar na área de camping
      pois não tínhamos mais dinheiro. Finalmente, após 3 longos dias caminhando, exaustos, sujos, desidratados e
      desnutridos, teríamos nosso merecido banho quente e descanso! Conseguimos usar o wi-fi para mandar notícias para a
      família e amigos que já estavam achando que tínhamos morrido e ainda tivemos o prazer de fazer bons amigos no
      camping que nos deram churrasco e até comida japonesa, fora a sensacional troca de experiências numa ótima
      conversa.
      Para finalizar com chave de ouro, ainda fomos premiados com um eclipse lunar e lua de sangue.




       
      6º dia
      Acordamos cerca de 8 da manhã, levantamos acampamento, tomamos café da manhã e começamos a nos preocupar
      com como faríamos para ir embora. Já que a cidade ficava há 20km do Parque. Conseguimos carona até Diamantina com
      um bondoso casal que conhecemos na noite anterior no camping. Chegamos à Diamantina por volta de 14hrs.
      Voltamos para a rodovia pra pedir carona de volta à BH mas não conseguimos. Tentamos até o sol se pôr.
      Não tínhamos mais comida nem lugar para acampar, então resolvemos caminhar até a rodoviária e voltar de ônibus
      mesmo.
      E pela milésima vez nessa semana, sorte nos encontrou. Só havia ônibus para as 23hrs, ainda era 19hrs. Então na
      rodoviária mesmo conhecemos um casal de amigos que não tinham para onde ir, então fomos todos para um bar ao
      lado da vesperata no centro de Diamantina, onde enchemos a cara e nos divertimos bastante até a hora de partida do
      ônibus.

       
       
      Por todas as experiências únicas que vivemos, os aprendizados que tivemos e todos os amigos que fizemos, só tenho a
      agradecer. É difícil, é sofrido, enquanto estou lá sempre penso que nunca mais farei outra loucura assim. Mas sempre
      voltamos e fazemos tudo novamente. Momentos que levarei para a vida e contarei aos meus filhos.
       
       
      Curtiu a trilha e deseja faze-la? Siga pelo Wikiloc:
      https://pt.wikiloc.com/trilhas-trekking/travassia-milho-verde-ao-pq-est-rio-preto-dna-trekking-27025115
      Siga também a DNA TREKKING no instagram e facebook para mais fotos de outras trilhas:
      @dnatrekking
    • Por Isadora Pâmmela
      Pessoal, estamos nos preparando para nossa trip pelo mundo de carro e como temos o objetivo de fazer uma viagem mais social, sustentável e econômica, um dos recursos que vamos utilizar serão os aplicativos de economia compartilhada, por exemplo, o Blablacar. Alguém por aqui já teve essa experiência e poderia compartilhar? Já somos usuários dos aplicativos no Brasil, mas será a primeira vez no exterior.
      As nossas experiências iremos compartilhar na página do projeto: themountainway.expedition
    • Por Henrique Matheus
      Boa noite pessoal.
      Estou a um tempo pensando em fazer essa trilha e decidi fazê-la em 1 ou 2 semanas, eu e mais um amigo. Estamos praticamente no mesmo nível físico, temos certo conhecimento de trilhas e alguma coisa também de escalaminhada, nossas duas últimas foram Pedra da Gávea (carrasqueira) e Pedra do Elefante (Itaipuaçu). Não temos GPS (apenas o Wikloc no celular), vamos tentar levar o máximo de power bank possível para ocnseguir realizar essa trilha com o equipamento; mas apesar disso, vimos vários relatos, alguns dizendo que é necessário ter corda, outros não.
      Alguém que já tenha feito poderia dar algumas dicas? 
      Ah, também aceitamos companhia, pretendemos sair do Rio de Janeiro, mais precisamente Copacabana na sexta feira, por volta de 17h, deixar o carro em Teresópolis (no fim da travessia) pegar um ônibus para Petrópolis e passar a noite lá em algum lugar por lá, acordar sábado cedo e ir direto iniciar a travessia.
      Toda ajuda é bem-vinda.
      Agradeço antecipadamente galera.
    • Por Rê Oliveira
      Oi pesssoal!! desculpem eu nao ser blogueirinha hehehe
      estou passando so para mostrar a vcs
      um pouco dessa louca viagem a Argentina jejeje
      Vamos la!
      Quanto gastei?
      Partindo de Recife-PE(Estava mochilando por lá mas moro em Sao Paulo) com destino a Porto Alegre em um voo com diversas escalas kkkk
      por ser mais barato, eu nao faria a viagem de aviao,porem,ganhei a passagem que custou uns R$370,00 reais.
      Chegando em POA (Porto Alegre) Fui ate a rodoviaria,paguei uns R$16,70 de uber,achei barato e comodo ja que nao queria demorar a chegar para nao perder o onibus,porem vc consegue sair do aeroporto de transporte publico tambem.
      Na rodoviaria,fui saber o valor do onibus para Buenos aires, a passagem estava no valor de 345,00 reais,porem,alguns dias antes (acho que quase um mes antes) tinha pesquisado o valor oelo celular e a passagem aparecia no valor de R$171,80 para o mesmo dia e horario,mostrei para a atendente(Empresa JBL,muito boa! mas existem varias! mas essa é referencia e sempre tem umas promocoes) que disse "Tudo bem,vou cobrar esse valor"
      (eu quase pulo de alegria kkkkk) Eu estava preocupada,pq so tinha 500,00 reais para cambiar e sobreviver kkkkk
      corri,fui a uma casa de cambio e comprei os pesos com a grana que restou e deixei uns reias caso precisasse.(precisei kkk)
      Comprei o peso a 7,12 (R$ 1,00 = $7,12 pesos)  A gente acha que vai ficar rica kkkk nao fica mas da pra sobreviver kkkk.
      (Atualmente o peso esta a R$ 9,10 vou correr para trocar os 50 reias que ainda tenho kkkkk)
      Fiquei atenta ao cambio pois o pais( Argentina) esta passando por uma crise financeira e politica,Usei o site "Conversor.Dolar.com.br "(Deve ter outros mas gosto desse,acompanho o jornal de buenos aires e a cotacao bate com o transmitido pela tv)que é atualizado a cada segundo.
      Em resumo,só gastei os 171,00 da passagem de onibus,isso  mesmo! entrei em BsAs por apenas 171,00 reais!
      A viagem nao foi cansativa,foram apenas 20 horas de viagem,(ja viajei 3 dias de onibus por issonao achei cansativa kkkk)
      Quando vc compra a passagem,vc tem direito as duas poltonas(isso mesmo,duas poltronas por 171,00 reias :) ),dai da pra voce dormir bem jejejej
      Tem que ficar bem agasalhado por o arcondicionado do onibus pode matar um de frio kkkk.
      Passando pela fronteira,voce tem que ir a emigracao,o onibus para la dentro,o motorista pede para todos descerem com documento em maos (RG em bom estado)
      Parte dos funcionarios falam mais espanhol que portugues,porem o procedimento é rapido entao nao tem o que conversar com eles.
      Eles entregam um papel carimbado, com visto de 90 diascomo turista,mas vc indo ao consulado Brasileiro vc consegue estender o prazo para nao ficar ilegal(Calma! vc nao vai preso caso isso acontece kkk apenas paga uma multa que nao é tao cara deve ser uns 25,00 reais que sao 200 pesos)
      Nao estou gastando com hospedagem pq estou na casa de um amigo maravilhoso,que conheci esse ano em um hostel que trabalhei como voluntaria,sim,o trabalho voluntario em hostel é a melhor coisa que se pode fazer em uma viagem longa e sem dinheiro kkkk
      Daqui de Buenos Aires vou para cordoba tambem trabalhar como voluntaria em um hostel por um mes.
      É a primeira vez que escrevo aqui heheh entao,se quiserem mais alguma informacaozinha é so falar ta?
       
       
       

    • Por Manoel Apolinario
      Estou indo para João Pessoa no começo de setembro,de lá planejo ir para Praia deTambaba passar 2 dias acampado e depois voltar para JP e ir mochilar para algum outro lugar pelo nordeste ou mesmo para algum(ns) estado(s) descendo de lá..Não to trabalhando então vai ser bem low cost ou mesmo sem nada de grana...Quem quiser acompanhar ou dar dicas de onde ir...só chamar..qualquer coisa meu whats 11-9-7593-4619
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