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Mari D'Angelo

Serra da Estrela e aldeias históricas

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Leia aqui o relato original com fotos e mapa!

 

A curta viagem que fizemos para a Serra da Estrela e arredores foi uma das que mais gostei até agora aqui em Portugal!

Foram 3 dias, partindo de Lisboa e conhecendo além da Serra, algumas das aldeias históricas de Portugal! Fomos de carro e sem dúvidas essa é a melhor opção. Não tivemos problemas quanto à neve na estrada, mas se for nos meses mais rígidos de inverno pode ser que seja preciso tomar algumas precauções, como colocar corrente nos pneus.

 

Dia 1 – Aldeias de Piódão e Folgosinho

Nossa primeira parada foi em Piódão, uma das mais famosas aldeias históricas de Portugal! É diferente de tudo que já tinha visto. Uma pitoresca vila, quase que inabitada, com casas de xisto (pedra que conhecemos no Brasil como ardósia) amontoadas morro acima e uma igrejinha branca contrastando com todo o resto! Há uns poucos cafés e restaurantes e algumas lojinhas de produtos artesanais como queijo, pães, artigos em lã e souvenirs. Os pastos, em camadas atravessando riacho, compõe a paisagem bucólica, onde, não fosse o burburinho de quem visita o vilarejo, só se ouviria o barulho da água e os sininhos das ovelhas.

Piódão é conhecida como a “aldeia presépio”, e é fácil entender o motivo quando se olha a cidadezinha de longe. Não tive a oportunidade de conhecer esse lugar mágico à noite, mas posso imaginar como fica ainda mais encantador com luzes salpicadas por entre as casinhas.

De lá seguimos para a aldeia de Folgosinho, já dentro da Serra da Estrela, onde alugamos o Airbnb mais fofo da vida (e pet friendly, o que agora faz toda a diferença pra nós)!

A cidade é conhecida por ter sido, supostamente, onde nasceu o guerreiro Viriato, um dos líderes lusitanos nas guerras contra os romanos. Também é famosa por suas águas, já que há diversas fontes de água potável espalhadas pelas ruas e praças. Além disso, há vários versinhos com essa temática pela cidade, como esse: “As fontes são como nós: ás vezes cantam de magua. Que doce fio de voz… há dentro dum fio d’água”.

Outro ponto de interesse em Folgosinho é o castelo, erguido sobre uma maravilhosa montanha de quartzo rosa! Hoje não é muito mais que um mirante, mas sua posição privilegiada revela uma vista 360º de paisagens bem típicas do campo.

As opções para comer por lá são basicamente duas: “O Mocas” e “O Albertino”. Escolhemos a segunda e acabamos descobrindo que é um lugar super tradicional e parada certa de muita gente que vem para a Serra da Estrela. Fiquei mais de meia hora só pra conseguir fazer a reserva! O esquema do jantar é com preço fixo (15€ por pessoa) incluindo uma entrada com queijos e embutidos, 5 pratos principais (todos de carnes da região) um trio de sobremesas caseiras e a bebida. Eles fazem outras coisas além de carne mas tem que ser combinado na reserva. Eu não sabia disso e não comia absolutamente nenhum dos pratos servidos, mas eles foram super atenciosos e preparam um enorme e delicioso bacalhau! No fim, o café e licores são servidos no Hins Bar (provavelmente o único da cidade), alguns metros à frente, onde você pode continuar a noite se quiser.

E já que estamos falando de comida, aqui vai um alerta: não volte dessa viagem sem provar um queijo da Serra da Estrela! Sério, é apenas divino!!!

Talvez Folgosinho não seja tão atraente para uma visita se não for caminho para o destino final, mas ficar hospedada lá foi definitivamente uma experiência única! Por dois dias pude sentir o dia a dia simples e gostoso de um vilarejo que provavelmente tem menos habitantes do que tenho de amigos no Facebook (e olha que nem tenho muitos). Além disso, é um lugar estratégico pra quem quer conhecer a região pois fica mesmo dentro da Serra da Estrela. Daquele tipo de lugar que a gente cai meio que sem querer e fica apaixonado!

 

Dia 2 – Manteigas, Vale Glaciar do Zêzere, neve no topo da Serra e Covão d´Ametade

No dia seguinte, após uma voltinha pela cidade, começamos a explorar de fato a Serra da Estrela. Apesar de ter alguns pontos específicos a visitar, em viagens como essas o caminho em si já é o destino. Pode soar clichê, mas é verdade! A única coisa triste foi ver centenas de árvores queimadas, já que algumas partes daquela região foram atingidas pelos incêndios de verão (que são um problema todo ano por aqui).

E logo nos primeiros quilômetros de estrada, já nos deparamos com um senhorzinho simpático e sorridente pastoreando suas ovelhas! Depois percebemos que essa cena fofa e quase cinematográfica pra nós, gente da “cidade grande”, é super comum por ali, os carros simplesmente param e esperam o rebanho passar como se fosse a coisa mais normal do mundo.

Nossa primeira parada foi em Manteigas, cidadezinha que fica bem no meio da Serra e que diziam ser parada obrigatória, mas, apesar de fofinha, não achei assim tão imperdível. Pode ser uma boa opção para hospedagem, pela localização e por ser também um pouquinho maior do que as aldeias.

Depois fomos até o Vale Glaciar do Zêzere, bem pertinho de Manteigas. Que lugar maravilhoso! É tanta natureza, tanto silêncio, que dá vontade de ficar lá o dia todo!

E é assim que a gente vai aprendendo geografia, né? Não fazia ideia do que era um vale glaciar, mas aprendi que é um vale em formato de “U”, nesse caso cortado pelo Rio Zêzere, que foi moldado em meio à montanhas após o derretimento de geleiras nas eras glaciais.

Ou seja, há milhares de anos atrás aquilo era uma paisagem totalmente diferente e coberta de gelo!

E falando em gelo, já estava ansiosa pra chegar lá no topo da serra e afundar meus pézinhos na neve! No caminho, formações rochosas bem peculiares e uma imagem de Nossa Senhora da Boa Estrela cravada na pedra nos obrigaram a fazer algumas paradinhas.

Na verdade não fomos literalmente até o ponto mais alto, onde fica a torre e o começo das pistas de esqui. Como estava muito cheio, preferimos ficar um pouco mais em baixo, sem tanta gente e ainda com bastante neve, formando paisagens fantásticas!

Só fiquei decepcionada por achar que seria fácil fazer um boneco de neve… Não é, #fail!

Se você é mais da aventura, pode alugar os equipamentos para descer nas pistas. Também vimos muitos portugueses escorregando com umas pás de plástico que depois até vimos pra vender ali perto. Então, se é um fanático da neve, pode investir em uma dessas e voltar lá todo inverno!

Fomos em Fevereiro e mesmo já tendo passado um pouco da época ideal para ver neve, tinha bastante gente, então a parte final para chegar ao topo da serra estava bem congestionada. Estacionar também não é tarefa fácil, os carros ficam parados meio no improviso, dos dois lados da estrada. Tem que ter paciência!

Já no caminho de volta para Folgosinho caímos meio que sem querer no Covão d´Ametade, outro lugar surpreendente de geografia glaciar! Pelo que entendemos é também uma área de camping gratuita e com alguma infra-estrutura como banheiros. Já planejo acampar lá da próxima vez!

 

Dia 3 – Belmonte

O último dia foi só mesmo a volta para Lisboa, com uma parada em Belmonte, aldeia onde nasceu Pedro Álvares Cabral (e por isso rola até uma bandeirinha do Brasil lá). A cidadezinha tem como atração principal o Castelo de Belmonte, e apesar de também ser uma graça, não me encantou tanto quanto as outras.

Se curte cerveja artesanal dê uma passada na Cabralina! Apesar de não ser muito barata, a pequena loja é simpática e além da cerveja, de produção própria, tem também outros produtos artesanais.

Ficamos só 3 dias, mas tem tanta coisa pra ver que acho que mais uns 2 ou 3 dias seria o ideal!

 

Leia aqui o relato original com fotos e mapa!

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      Muito simples ir a Cascais desde Lisboa, é só pegar o trem que sai em intervalos curtos na estação Cais de Sodré. 
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      A tarde fui pegar um ônibus que leva ao famoso Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu. A estação de ônibus fica bem perto da estação de trem, a linha é a  403, que faz a rota de Cascais até Sintra e para no Cabo da Roca.
      O lugar é fantástico, uma paisagem muito bonita e uma energia muito boa. Passei horas simplesmente sentado contemplando o oceano e as formações rochosas. 

       
       
      31-12 Lisboa - Parque das Nações, Oceanário, Estádio do Benfica, réveillon. 
       
      Ultimo de dia do ano, resolvi conhecer o parque das nações, fácil de chegar pela linha vermelha do metro, descendo na estação oriente. Fui ao Shopping Vasco da Gama. Depois desci para visitar o Oceanário de Lisboa, sensacional fauna marinha. Fiquei dando umas voltas pela região. Depois fui para outra ponta da cidade conhecer o estádio do Benfica. Infelizmente o estádio não estava aberto para visitação e visitei só o museu. 
      Para encerrar fui a noite para o show da virada na praça do comercio, onde acompanhei a belíssima queima de fogos. 

       

       
      01-01 - Almada
      Nesse dia eu não tinha programado nada para fazer, acordei por volta do 12:00 devido a noite de réveillon. Acordei bem disposto e resolvi visitar o mercado da ribeira, não tinha muita coisa aberta,  mas a gastronomia estava e deu para almoçar um belo Bacalhau a Braz. Ao caminhar pela beira do Tejo pensei porque não ir até o outro lado rio e assim o fiz. Tem uma estação hidroviária que leva de barco até Casilhas em Almada, viagem rápida, menos de 15min.
      É muito bonito ver Lisboa na outra margem, fiquei ali sentado um bom tempo contemplando-a.  Explorando o lugar vi que tinha uma linha de ônibus que levava até o Santuário do Cristo e resolvi conhecer o lugar. O Santuário é muito bonito e vale a pena ser visitado até mesmo se você não for religioso. O miradouro de lá da uma vista fantástica de lisboa e em especial da  ponte 25 de abril. 


       
       
      02-01 Porto
      Era um grande dilema ir ou não fazer um bate e volta até a cidade do Porto. Eu já sabia que a cidade  merecia vários dias de roteiro, tempo com o qual eu não tinha. Há vários dias antes eu fiquei pensando se valia o risco de fazer uma coisa corrida dessas, pois é uma viagem longa e com certeza o dia ia ser muito corrido.  Acabei achando na internet um relato de um viajante que tinha feito um bate e volta lisboa-porto e gostei do roteiro ( https://www.umviajante.com.br/portugal/127-roteiro-do-porto-portugal-parte-um ). Praticamente eu fiz o mesmo roteiro do rapaz, só a diferença que eu cheguei mais cedo e fui primeiro no estádio do clube do Porto. 
      Peguei o trem as 7h em Lisboa na estação Santa Apolônia e por volta de 10h eu estava no Porto. Usei metro também, o esquema do é bem parecido com de Lisboa, tem que adquirir um cartão, que nesse caso se chama Andante. 
      Primeira parada foi no estadio do Dragão, casa do Clube do porto, o metro te deixa na porta do estádio, dei sorte cheguei bem na hora que iria começar a visita guiada pelo estádio. Muito bonito conhecemos tudo dentro da arena, sala de imprensa e vestiário, gramado e arquibancadas vips. Visitei também o museu que conta toda história do clube, bem bacana e interativo.    

       
      Peguei o metro até a estação trindade e de lá em peguei a linha amarela que leva até Vila Vila Nova de Gaia. Desci na estação que logo depois da passagem sobre a famosa Ponte Luiz I, meu objetivo. Sensacional a vista!!!!! É esplendido o rio Douro e  a Ribeira  vista de cima da ponte. Voltei caminhando por cima da ponte até o lado do Porto e desci para a ribeira. Fiquei um tempo por ali contemplando e curtindo os músicos de rua. Resolvi me dar o luxo de almoçar por ali naquela vista maravilhosa das margens do Rio do Douro. Resolvi experimentar  a famosa francesinha acompanhada do famoso vinho do porto. 

       
      Ali perto da ponte tem um funicular que leva até a parte alta do centro histórico e desci perto da praça Batalha. De lá segui andando até a catedral da Sé, muita bonita. Depois  visitei algumas praças que tem por perto e foi ver a torre dos Clérigos. Fui também conhecer a famosa livraria Lelo, também conhecida como livraria do Harry Potter. Estava meio tumultuada, muito lotada, mas o lugar é muito bacana e bonito. Também dei uma passada na estação são bento, onde tem belos azulejos, fui a praça da liberdade fiquei um tempo por lá. Esse trajeto foi perfeito para eu chegasse na estação trindade e pegar o metro de volta a estação de trem de campanha e as 19h eu estava voltando para Lisboa.

      Valeu a pena fazer o bate e volta, mas realmente a cidade do Porto merece mais tempo de visita, tem lugares fantásticos. Um dia eu volto  quem sabe.  
      E na manhã seguinte bem cedo, para minha tristeza, voltando para o Brasil. The end. 
        
    • Por TurnR180
      Olá pessoal, tudo bem? Uma dica de viagem de trem pela Serra do Mar entre Morretes à Curitiba. Nessa viagem fui até Morretes experimentar o famoso barreado, aproveitei e peguei o trem para a capital ali mesmo... Foi uma viagem fantástica, aconselho a todos fazerem também!!!! Obrigado e abração!!!
      Dicas:
      Itinerário Morretes à Curitiba. Horário de saída de Morretes 15:00 horas e chegada à Curitiba 18:00. Existem vários outros horários, tarifas e informações, que voce pode ter pelo site da empresa: Serra Verde Express ou no telefone: ddd (041) 3888-3488.
      Aqui o vídeo:
      Saindo da estação da cidade de Morretes - PR

      Passando pelo Parque Estadual Marumbi

      Passar por essas pontes é um sensação incrível!!! Estamos voando? Rss!!!

      Natureza exuberante da Serra do Mar!!!

       
    • Por akumakoori
      Falaaa meu povo! Como vai o coração e alma?
      Então, saí  no dia 30/12/2018 do Brasil e vou passar 9 meses aqui na Europa. No momento estou na cidade de Rijeka, na Croácia. Vou fazer trabalho voluntário aqui durante seis semanas e depois vou partir  para o leste europeu. Tive a sorte de conhecer o Will e nós vamos fazer hitchhiking juntos, vai ser mara! O objetivo desse mochilão é me encontrar. Estou meio perdida em relação ao o que minha alma precisa. Saí da faculdade porque ouvi ela dizer que era disso que eu precisava no momento: dessa viagem. Conhecer pessoas e diferentes realidades. 
      Quem aí tá na mesma vibe e está por aqui pela europa? Manda um direct pra mim no instagram @akumakoori ou me manda uma mensagem no wpp (55 087 996088243)
       


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