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Leia aqui o relato original com fotos!¬†ūüď∑

 

Porto Covo é uma pequena vila do litoral alentejano na linha da magnífica Costa Vicentina, a menos de 2h de carro de Lisboa, no conselho de Sines. Um combo de cidadezinha charmosa com paisagens naturais incríveis!

A cidade em si é bem pequena, são basicamente umas três ruas principais e uma praça central. No verão, turistas e portugueses enchem as esplanadas dos cafés e restaurantes e as lojinhas praianas. As encantadoras casas típicas alentejanas, brancas com detalhes azuis, e a igrejinha no Largo Marquês de Pombal dão aquele ar aconchegante de interior.

Ficamos acampados no¬†Camping do Vizir, que √© bem pertinho do centro e tem uma super infra estrutura! Pra quem n√£o quiser ficar em barraca, h√° outras op√ß√Ķes como os bungalows. Os valores para campismo s√£o bem simp√°ticos e o lugar √© pet friendly!

Para comer indico o restaurante Taska do Xico, bem no centro. Ficamos na área externa por causa do Banoffe, mas há uma varanda interna com uma vista linda (e provavelmente bem disputada, talvez seja melhor reservar)! Provamos a feijoada de choco, deliciosa e bem temperada! Os preços são bem justos, especialmente se comparado à outros restaurantes da cidade.

Para o cafézinho vale conhecer a Gelataria e Cafetaria Marquês, bem ao lado da igreja. A área externa é agradável pra ficar vendo a vida passar, mas a decoração do lugar também é um charme! A especialidade doce da casa é o pastel de laranja, amêndoa e gila (um tipo de abóbora).

Muitas das praias são acessíveis a pé, entre elas a famosa Praia Grande. O nome talvez não seja o mais adequado, já que a extensão dela não é assim tão grande (o que eu particularmente prefiro), mas por ser uma das mais procuradas, é uma das praias que tem mais infra estrutura e consequentemente, que ficam mais cheias.

As praias vizinhas, delineadas pela encosta de falésias, são mais vazias e poéticas. Para ir de uma a outra há um caminho simples e plano, com paisagens que vão ficando mais lindas a cada quilometro percorrido por entre campos de suculentas e flores exóticas.

O acesso até as praias é feito através de escadinhas nas encostas. Só não se anime muito, apesar de lindas, o mar de azul profundo é gelado como a grande maioria das praias da costa portuguesa! Pode ser que a melhor pedida seja mesmo ficar pela areia.

No fim do dia escolha um cantinho bem em frente ao mar pra admirar o p√īr do sol perfeito!

Estar de carro (ou bicicleta) facilita no acesso à outras praias mais distantes, como a Praia da Ilha do Pessegueiro. A estradinha de acesso já revela ao longe a ilha que dá nome à praia. Não cheguei a conhecê-la mas durante o verão há travessias de barco até lá.

Achei a paisagem bem impactante! Meio¬†Irlanda, meio Star Wars!¬†‚̧ԳŹ

Se tiver mais de um dia, vale a pena esticar mais meia hora at√©¬†Vila Nova de Milfontes. O vilarejo √© t√£o fofo quanto¬†Porto Covo, mas as paisagens s√£o um pouco diferentes. A cidade √© banhada pelo¬†Rio Mira, que proporciona um pedacinho de √°guas l√≠mpidas e calmas ao p√© do Forte de S√£o Clemente. Do outro lado do rio, a Praia das Furnas se estende at√© a abertura para o Oceano Atl√Ęntico. Um bom lugar para ver tudo isso do alto √© a rotat√≥ria do Farol de Milfontes, onde tamb√©m fica a est√°tua do Arcanjo.

De lá se tem acesso a algumas praias mais voltadas para o lado do rio, mas fomos atraídos por um campo de flores no lado oposto, digno de fundo de tela do Windows, e acabamos descobrindo a Praia do Carreiro das Fazendas. Linda, enorme e vazia!

Essa é uma sugestão de roteiro para 2 dias pelas praias alentejanas, mas se tiver mais tempo, certamente vale a pena percorrer com mais calma a Costa Vicentina!

 

Leia aqui o relato original com fotos!¬†ūüď∑

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    • Por daanielvalverde2
      Olá pessoal, sempre acompanho e uso o site antes de fazer alguma viagem, então resolvi postar sobre uma que fiz a Caraíva em Porto Seguro (BA). Espero que ajude!
       
           Caraíva é um vilarejo no extremo sul do município de Porto Seguro, muito conhecida por suas casinhas coloridas, o encontro do rio com o mar e pela atmosfera própria lá presente. Eu fui em Outubro de 2018 e escrevi tudo no meu blog: 
      ¬† ¬† ¬† ¬† ¬†¬†Informa√ß√Ķes sobre Cara√≠va (BA)
                Como Chegar em Caraíva (com fotos e preços)
                Onde comer em Caraíva (com fotos e preços)
            Mas vou fazer um resumo aqui.
       
      COMO CHEGAR: 
      ¬† ¬† ¬†A partir do centro de Porto Seguro, deve-se atravessar o Rio Buranh√©m pela balsa com destino a Arraial d`Ajuda, essa travessia leva cerca de 10 minutos, funciona todos os dias, 24h e com sa√≠da a cada 30min, se houver lota√ß√£o antes (ou a presen√ßa de uma ambul√Ęncia/carro de pol√≠cia) ele sai antes. Custa R$4,50 (pre√ßo de n√£o morador, a volta √© gr√°tis).¬†Vou falar da ida em √īnibus porque foi a que eu fiz.¬†Talvez a forma mais c√īmoda e com certeza barata de chegar √† vila. Quem faz o servi√ßo √© a empresa¬†Via√ß√£o √Āguia Azul. O micro-√īnibus que eles utilizam para fazer a linha n√£o √© dos melhores (n√£o vou mentir, meu assento n√£o tinha nem cinto), mas cheguei vivo l√°.

           A viagem é por grande parte em estrada de terra, subindo e descendo morro, passando por umas pontes bem estreitas, no total dura quase 3 horas e ele ainda faz algumas paradas, como em Arrial d`Ajuda, Trancoso, entrada do Teatro L’Occitane, Outeiro das Brisas e em algum lugar (que não faço ideia onde) para você ir ao banheiro, comer um café ou um biscoito.
           Horários de ida: 7:00h e 15:00h
           Horários de volta: 6:20h e 16:00h
           Preço: Balsa - Caraíva: R$20,00 / Arrial d`Ajuda - Caraíva: R$19,00 / Trancoso - Caraíva: R$17,00
           Ao chegar no porto de Nova Caraíva você encontrará um caminho de pedras e no fim várias canoas a espera para fazer a travessia até o vilarejo. Logo no início deste caminho, a esquerda, existe um quiosque (ou um stand) de madeira, lá uma moça te recebe e pede uma contribuição de R$10,00 para manutenção da vila, eles mostram todo o orçamento já conquistado e onde o dinheiro foi aplicado, se quiser ajudar, doe, qualquer valor é bem vindo, mas isso é OPCIONAL. Você não deixará de entrar se não pagar, se não quiser é só passar direto, eu paguei os 10 golpes.

         No fim haverá uma tenda com vários caras, eles que farão a travessia com você. O custo é de R$5,00 por pessoa para cada trajeto, ida e volta. O tempo de espera depende, pode ser com muitas pessoas ou só você, depende deles. Se estiver com mala, coloque dentro, eles levam tudo. A travessia leva cerca de 5 minutos, bem rapidinho!

           A partir do momento que você chega, parece que toda a atmosfera muda, parece que aquela vila ficou alí parada no tempo, e interprete isso da melhor forma possível. Todas aquelas casinhas, na sua grande maioria de porta e janela ou meia morada emolduram e te dão as boas vindas. As ruas todas de areia, as árvores, o som do mar, o rio e aquelas pessoas, tudo harmonizam com o ideia de paraíso. Ao chegar, você estará na Av. dos Navegantes que é o Beira Rio, a partir daí já procure onde você vai se hospedar, tem uns totens que te indicam o caminho, ou então, é só perguntar a qualquer morador que eles te indicam.
      ¬† ¬† ¬†¬†Se voc√™ chegou de manh√£, um dos primeiros lugares que voc√™ pode ir √© na Rua do Cruzeiro, uma das transversais que te leva do rio ao mar, √© l√° que est√° a famosa casinha que tem escrito ‚ÄúSorria voc√™ est√° em Cara√≠va‚ÄĚ que tooodo mundo tira foto, depois j√° escolhe para onde ir, ao mar ou ao rio. Ambos s√£o lindos. De frente para a praia se v√™ √† sua esquerda as fal√©sias da praia do espelho, e √† direita, a ponta do Corumbau, a √°gua de ambos √© extremamente azul e linda, por√©m a do mar para tomar banho √© mais escura, porque √© onde o rio des√°gua. No encontro do rio com o mar tem umas pedras, onde pode-se admirar todo esse para√≠so.

           Outro lugar a se conhecer é o Quadrado de Caraíva. Lá está a Igreja de São Sebastião, a igrejinha matriz que segundo o IPHAN foi construída por volta do século XVI, algumas lojas a mais , bares e um lugar para forró. De modo geral, vale a pena se perder pelo vilarejo, cada ruazinha de areia é linda.

           A noite o point da vila deixa de ser a praia e passa a ser a Av. dos Navegantes, ou o Beira rio, onde estão a maioria dos bares e restaurantes de lá. Comida indígena, oriental, italiana, árabe, brasileira, sorveteria, lojinhas, tem um pouco de tudo. Alguns estabelecimentos já tem Wi-fi e quase todos aceitam cartão de crédito e débito, só depende do sinal de telefone, as vezes da uma falhada. Esses bares abrem umas 16h, para que as pessoas fiquem para ver o por do sol (lindo!) de lá, sentados ao lado do rio.
      ¬† ¬† ¬†¬†Esse tamb√©m √© o ponto mais iluminado a noite de toda a vila, devido aos bares, todo esse trecho fica lindo a noite, tem um at√© que utiliza tochas de bambu, fica¬†lindo. Junto com algumas op√ß√Ķes de forr√≥, o¬†Beco da¬†Lua¬†(que fica fechado durante o dia) abre como mais uma op√ß√£o de entretenimento. Com alguns bares, lanchonetes e um palco para show ao vivo, √© l√° que tem as casinhas cenogr√°ficas que todo mundo tira foto.
       
           ONDE COMER:
      ¬† ¬† ¬†¬† N√£o imaginaria que uma vila t√£o pequena, com cerca de 600 habitantes fixos, poderia ter tantas op√ß√Ķes para comer. Tudo muito arrumado e bonito, meio personalizado. Encontrei um pouco de tudo, √°rabe, japon√™s, ind√≠gena, brasileira, vegetariana...¬†Uma das comidas mais tradicionais l√° que eu pude perceber foi o pastel de arraia, servido com molho de pimenta, sai por menos de R$11,00 cada. Alguns botecos est√£o fechados na segunda-feira.



           Em relação ao pagamento, havia lido antes de ir que grande parte dos estabelecimentos não aceitava cartão, que seria bom levar dinheiro suficiente para os dias que passaria lá, mas o que encontrei foi o contrário, quase todos os lugares aceitava sim cartão (crédito e débito), mas como não existe sinal de telefone lá, depende do humor da internet para o mesmo passar, porém, não tive o menor problema, tudo certinho. Apenas um restaurante não aceitava, que era o Cantinho da Duca, onde se vende comida vegetariana, esse na verdade não tinha nem cardápio, era dito diariamente pela senhora que trabalha lá.
      ________________
      Bom essas foram minhas impress√Ķes sobre Cara√≠va, caso queiram mais detalhes entrem l√° no blog que tem mais coisa:¬†EstandoPorA√≠.wordpress.com¬†ou no instagram¬†@daanielvalverde
      Qualquer d√ļvida podem perguntar
    • Por Carlos9460
      Olá amigos de viagem, 
      Em 9 de março de 2019, junto com a minha namorada, vamos para João Pessoa-PB (queríamos ficar + ou - 5 dias) e pretendemos ir via terrestre até Fortaleza-CE (Jericoacoara, no final, ficaremos 4 dias),
      Resumindo: 
      João pessoa: + ou -  5 dias
      Trajeto João Pessoa- Fortaleza: + ou - 4 dias
      Jericoacoara: 4 dias (chegamos num dia, passamos dois completos, voltamos no 4o dia)
      Vocês poderiam nos ajudar a  melhor maneira de fazer este percurso e o que vale a pena conhecer?
      Voltaremos de Fortaleza dia  23 de março.
      Desde j√°, muito obrigado.
      Carlos
      Celular/Whatsapp: 51 985 4242 06
       
    • Por lavine
      Ol√°!
      Alguém que tenha ido em 2018 ou agora em janeiro (2019), poderia indicar alguma hospedagem? De preferência que tenha um bom custo-benefício.
      Grata.
    • Por JoseEduardoAmaral
      Ol√° pessoal, venho aqui humildemente relatar minha experi√™ncia, a viagem que eu fiz para Portugal, do dia 25-12 a 02-01-19. Como fiz tudo de maneira bem econ√īmica, pode servir de informa√ß√£o para algu√©m com planos parecidos. Resolvi fazer s√≥ Portugal, gosto de envolver com um pa√≠s por vez, acho que a experiencia fica mais rica.¬†
      A imigração foi supertranquila, perguntou qual era meu destino, quanto tempo eu iria ficar, onde eu iria ficar hospedado, e depois repetiu a pergunta até que dia eu iria ficar.  
      Hospedagem: Resolvi ficar hospedado somente em Lisboa e fazer outras cidades no esquema de bate e volta. Fiquei em um hostel no bairro de Misericórdia, perto do centro.  
      Transporte: O transporte coletivo, em Portugal funciona extremamente bem, √© muito tranquilo andar de metro, √īnibus, bonde e trem.
      25-12 
      Cheguei pela manh√£ em lisboa, como era feriado, n√£o tinha nada aberto. Minha ideia era comprar um Chip de dados no aeroporto, s√≥ que estava fechado a loja. Tinha que arrumar um transporte para o centro. Fui para o metro, fica bem na sa√≠da do aeroporto. Para usar o metro e necess√°rio ter um cart√£o chamado,¬†Viva Viagem. Em todos os metros tem uma maquina de autoatendimento onde √© poss√≠vel carregar o cart√£o e se voc√™ n√£o tem um cart√£o √© s√≥ solicitar o cart√£o na mesma maquina. Adquirido o cart√£o e s√≥ recarrega-lo toda vez que for usar o metro.¬†¬†O cart√£o custa 0,50 euros, e uma viagem do metro custa 1,45 euros.¬†¬†Eu achei que n√£o ia conseguir. pois a maquina s√≥ aceitava moedas e notas de at√© 10 euros e eu s√≥ tinha notas de 50 euros. Resolvi tentar usar meu cart√£o Nubank e n√£o √© que deu certo, as maquinas aceitam cart√£o internacional. As esta√ß√Ķes de metro de lisboa s√£o super bem sinalizadas e cheias de informa√ß√£o. Olhei o mapa e indicava que deveria pegar essa linha vermelha do aeroporto, descer na esta√ß√£o Alameda e tomar a linha verde, rumo ao centro da cidade. Quando fui mudar de linha no metro, vi uma lojinha de celular aberta e comprei o chip de estava querendo, 15 euros, 5 giga de dados de internet por at√© m√™s. Fui procurar o hostel . Os checkin's em portugal s√£o bem tarde s√≥ depois das 15:00. Mas eles deixam voc√™ deixar suas coisas e voltar mais tarde. Larguei tudo no hostel e fui bater perna pela cidade. Estava bem cansado da viagem e fiquei mesmo s√≥ andando sem pressa, fui at√© a pra√ßa do comercio, fiquei ali andando pelas margens do Rio Tejo. Mas tarde eu fui para o Miradouro S√£o pedro de alcantra, onde tinha m√ļsicos de rua, varias barracas de comida e bedida da boa. Fui dormir cedo.¬†


       
       
      26-12- City tour, Castelo de S√£o Jorge, Museus
      A primeira coisa que sempre gosto de fazer quando a disponibilidade é um City Tour. Achei na internet  um Free walking tour que começaria as 10:30. Antes do tour começar eu vi uma barraca de apoio ao turista e resolvi comprar um Lisboa Card. Esse cartão tem validade de 24, 48 ou 72 horas e dá acesso gratuito e vários museus, descontos, e acesso gratuito a todo transporte urbano de lisboa. Comprei o de 48 horas.  
      Não consegui achar um tour em português, só em espanhol e inglês. Escolhi o em inglês, no ponto de encontro tinha vários brasileiros todos eles foram fazer o tour em espanhol. No meu só tinha japoneses e franceses. O tour foi bem bacana ficamos rodando pelo bairro alto e pelo baixo chiado. Muita informação local e histórica. Toda vez que o guia ia falar alguma coisa relacionada ao Brasil ele olhava pra mim e perguntava se estava certo a informação. O tour durou cerca de 2 horas e meia. No final você contribui se quiser com quanto quiser. 
      Terminado o tour fui comer alguma coisa e começar a usar os benefícios do meu Lisboa Card.  Fui ao Castelo de São Jorge (desconto entrada lisboa card). Vista maravilhosa da cidade. Depois fui ao museu teatro romano, museu militar e museu do azulejo. Todos museus gratuitos com o lisboa card. 
      A noite, peguei o metro e fui visitar o Shopping Colombo, é gigante, dá até para se perder. Alguns dizem que é maior shopping da Europa. Acabei aproveitando a oportunidade para assistir o filme do Aquaman, era em IMAX, uma tecnologia que ainda não tinha experimentado. 

       
       
      27-12 - Belém
      Tirei o dia para ir a Belém, e não me arrependi é espetacular. 
      N√£o h√°¬†linhas de metro, ent√£o fui pegar o bondinho, chamado de el√©trico, 15E, ele leva exatamente para l√°. Desci ao lado do Mosteiro¬†dos Jer√īnimos. Ainda eram 9:00 e resolvi come√ßar provando dos famosos pasteis de bel√©m, muito¬†saborosos. Depois visitei o mosteiro, lugar muito bonito. Ao lado do mosteiro tem o Museu de arqueologia, ambos free com lisboacard.¬†¬†¬†Desci ent√£o a pra√ßa ao lado do mosteiro para achar o monumento Padr√£o do¬†descobrimento.¬† Depois voltei um pouco caminhando at√© o museu dos Coches e o museu MAAT. Faltava a cereja do bolo, e para terminar fui visitar a magnifica torre de bel√©m.¬†


       
       
       
      28-12 - Sintra
      Ir de Lisboa √†¬†Sintra √© bem simples. √Č s√≥ pegar o trem que sai da esta√ß√£o Rossio. D√° para aproveitar o mesmo cart√£o do metro, desde que ele esteja vazio, ent√£o s√≥ comprar na maquina a passagem. Peguei o comboio¬†das 09:00 e 09:40 eu j√° estava em Sintra.¬†¬†
      Tirei a parte da manh√£ para visitar a Quinta da Regaleira, um dos lugares que eu mais queria visitar nessa viagem, e realmente n√£o me decepcionei.
      Tem √īnibus, mas achei caro 5 euros,¬†¬†e caminhei por cerca de 20 minutos at√© a entrada do parque.¬†
      O lugar é imenso, fiquei umas três horas explorando o lugar e não foi suficiente para ver tudo.
       

       
      Voltei para o centro da cidade, almocei e fui pegar o √īnibus 434 circuito pena. Desci no Castelo dos Mouros e fui explora-lo.¬†
       A grandeza das muralhas e a vista que se tem do alto do castelo é de tirar o folego. 

       
      Depois fui ao parque da pena, o lugar é imenso e explorei mais o palácio, ponto principal do parque e fui a alguns jardins. Começou a descer uma nevoa que dificultava até a andar e decidi encerrar minha visita. Voltei para o centro da cidade, fiz um lanche e fui para estação de Sintra pegar o comboio de volta para Lisboa. Ficou a sensação que se a viagem já tivesse terminado teria valido a pena.  

       
       
      Dia 29-01 - √Čvora
      Para ir √†¬†√Čvora existem duas possibilidades, de trem ou √īnibus. Os valores s√£o bem parecidos e o tempo de deslocamento tamb√©m. Optei por ir de √īnibus, pois, os trem tem poucos hor√°rios dispon√≠veis, j√° √īnibus tem muitos hor√°rios, flexibilizando a viagem. Os √īnibus saem do terminal rodovi√°rio Sete Rios, d√° para chegar l√° rapidamente de metro pegando a linha azul e descendo na esta√ß√£o Jardim Zool√≥gico.¬†
      Cheguei em √Čvora e fui caminhar at√© centro hist√≥rico. Apesar de ter muitos turistas, a cidade tem um ar de muita tranquilidade. Escolhi visitar primeiro o templo romano, ent√£o coloquei no gps do celular e fui. No caminho cai bem na pra√ßa do Giraldo um dos lugares mais importantes de cidade onde tem uma bel√≠ssima igreja e os principais restaurantes da cidade. Visitei o templo, tirei umas fotos, bem em frente ao templo tem um pracinha bem tranquila, vale uma parada para tomar um caf√©.¬†
      Bem perto dali est√° a catedral de √Čvora, muito bonita. Tem varias op√ß√Ķes de entrada. Eu peguei a completa e fui visitar a igreja, o claustro e¬† o telhado. O telhado se tem um bela vista da cidade, vale a pena perder uns minutos s√≥ contemplando os vales que se perdem a vista.¬†
      Depois fui visitar a bizarra capela dos ossos. O lugar √© pequeno, mas vale a visita para tirar umas fotos e conhecer a hist√≥ria do lugar. Al√©m da entrada na capela o ingresso tamb√©m da direito a acessar algumas exposi√ß√Ķes que tem nos pisos superiores¬†do pr√©dio ao lado. Tinha uma exposi√ß√£o de pres√©pios bem bonita, devia ter uma centena deles, de diversos tipos e materiais.¬†
      Voltei para a pra√ßa do Giraldo, comi um lanche, e percebi que estava meio cansado e ent√£o resolvi voltar para terminal de pegar as 17:00 o √īnibus de volta para Lisboa.
        
       
      Dia 30-12 - Cascais e Cabo da Roca
      Muito simples ir a Cascais desde Lisboa, é só pegar o trem que sai em intervalos curtos na estação Cais de Sodré. 
      Cheguei em Cascais e j√° percebi a diferen√ßa na arquitetura da cidade, grandes mans√Ķes e casas de praia. Sai da esta√ß√£o e fui em busca de ver as praias pr√≥ximas, apesar de pequenas s√£o lugares at√© charmosos e bonitos. Por incr√≠vel que pare√ßa a temperatura ambiente era 10 graus e tinha gente tomando banho. Visitei algumas praias, fiquei um tempo contemplando a paisagem, depois fui caminhando at√© a boca do inferno, ponto turistico. Voltei para o centro para almo√ßar.
      A tarde fui pegar um √īnibus que leva ao famoso Cabo da Roca, o ponto mais ocidental do continente europeu. A¬†esta√ß√£o de √īnibus fica bem perto da esta√ß√£o de trem, a¬†linha √© a¬† 403, que faz a rota de Cascais at√© Sintra e para no Cabo da Roca.
      O lugar √© fant√°stico, uma paisagem muito bonita e uma energia muito boa. Passei horas simplesmente sentado contemplando o oceano e as forma√ß√Ķes rochosas.¬†

       
       
      31-12 Lisboa - Parque das Na√ß√Ķes, Ocean√°rio, Est√°dio do Benfica, r√©veillon.¬†
       
      Ultimo de dia do ano, resolvi conhecer o parque das na√ß√Ķes, f√°cil de chegar pela linha vermelha do metro, descendo na esta√ß√£o oriente. Fui ao Shopping Vasco da Gama. Depois desci para visitar o Ocean√°rio de Lisboa, sensacional¬†fauna marinha. Fiquei dando umas voltas pela regi√£o. Depois fui para outra ponta da cidade conhecer o est√°dio do Benfica. Infelizmente o est√°dio n√£o estava aberto para visita√ß√£o e visitei s√≥ o museu.¬†
      Para encerrar fui a noite para o show da virada na praça do comercio, onde acompanhei a belíssima queima de fogos. 

       

       
      01-01 - Almada
      Nesse dia eu não tinha programado nada para fazer, acordei por volta do 12:00 devido a noite de réveillon. Acordei bem disposto e resolvi visitar o mercado da ribeira, não tinha muita coisa aberta,  mas a gastronomia estava e deu para almoçar um belo Bacalhau a Braz. Ao caminhar pela beira do Tejo pensei porque não ir até o outro lado rio e assim o fiz. Tem uma estação hidroviária que leva de barco até Casilhas em Almada, viagem rápida, menos de 15min.
      √Č muito bonito ver Lisboa na outra margem, fiquei ali sentado um bom tempo contemplando-a.¬† Explorando o lugar vi que tinha uma linha de √īnibus que levava at√© o Santu√°rio do Cristo e resolvi conhecer o lugar. O Santu√°rio √© muito bonito e vale a pena ser visitado at√© mesmo se voc√™ n√£o for religioso. O miradouro de l√° da uma vista fant√°stica de lisboa e em especial da¬† ponte 25 de abril.¬†


       
       
      02-01 Porto
      Era um grande dilema ir ou não fazer um bate e volta até a cidade do Porto. Eu já sabia que a cidade  merecia vários dias de roteiro, tempo com o qual eu não tinha. Há vários dias antes eu fiquei pensando se valia o risco de fazer uma coisa corrida dessas, pois é uma viagem longa e com certeza o dia ia ser muito corrido.  Acabei achando na internet um relato de um viajante que tinha feito um bate e volta lisboa-porto e gostei do roteiro ( https://www.umviajante.com.br/portugal/127-roteiro-do-porto-portugal-parte-um ). Praticamente eu fiz o mesmo roteiro do rapaz, só a diferença que eu cheguei mais cedo e fui primeiro no estádio do clube do Porto. 
      Peguei o trem as 7h¬†em Lisboa na esta√ß√£o Santa Apol√īnia e por volta de 10h eu estava no Porto. Usei metro tamb√©m, o esquema do √© bem parecido com de Lisboa, tem que adquirir um cart√£o, que nesse caso se chama Andante.¬†
      Primeira parada foi no estadio do Dragão, casa do Clube do porto, o metro te deixa na porta do estádio, dei sorte cheguei bem na hora que iria começar a visita guiada pelo estádio. Muito bonito conhecemos tudo dentro da arena, sala de imprensa e vestiário, gramado e arquibancadas vips. Visitei também o museu que conta toda história do clube, bem bacana e interativo.    

       
      Peguei o metro at√© a esta√ß√£o trindade e de l√° em peguei a linha amarela que leva at√© Vila Vila Nova de Gaia. Desci na esta√ß√£o que logo depois da passagem sobre a famosa Ponte Luiz I, meu objetivo. Sensacional a vista!!!!! √Č esplendido o rio Douro e ¬†a Ribeira ¬†vista de cima da ponte. Voltei caminhando por cima da ponte at√© o lado do Porto e desci para a ribeira. Fiquei um tempo por ali contemplando e curtindo os m√ļsicos de rua. Resolvi me dar o luxo de almo√ßar por ali naquela vista maravilhosa das margens do Rio do Douro. Resolvi experimentar¬†¬†a famosa francesinha acompanhada do famoso vinho do porto.¬†

       
      Ali perto da ponte tem um funicular que leva até a parte alta do centro histórico e desci perto da praça Batalha. De lá segui andando até a catedral da Sé, muita bonita. Depois  visitei algumas praças que tem por perto e foi ver a torre dos Clérigos. Fui também conhecer a famosa livraria Lelo, também conhecida como livraria do Harry Potter. Estava meio tumultuada, muito lotada, mas o lugar é muito bacana e bonito. Também dei uma passada na estação são bento, onde tem belos azulejos, fui a praça da liberdade fiquei um tempo por lá. Esse trajeto foi perfeito para eu chegasse na estação trindade e pegar o metro de volta a estação de trem de campanha e as 19h eu estava voltando para Lisboa.

      Valeu a pena fazer o bate e volta, mas realmente a cidade do Porto merece mais tempo de visita, tem lugares fantásticos. Um dia eu volto  quem sabe.  
      E na manhã seguinte bem cedo, para minha tristeza, voltando para o Brasil. The end. 
        
    • Por gmussiluz
      ORGANIZAÇÃO/PLANEJAMENTO
      Moro em Salvador e, de f√©rias regulares, n√£o poderia ter melhor oportunidade para realizar essa trip. N√£o lembro exatamente quando pensei nesse trecho, mas j√° estava planejando havia um bom tempo e queria fazer pelo menos o trecho de Itacar√© a Barra Grande, que n√£o finalizei da primeira vez (https://www.mochileiros.com/topic/58177-itacar√©-algod√Ķes-a-p√©/). Quando defini qual seria o trecho, revisava o planejamento com frequ√™ncia pra ter certeza de que nenhum ponto estava passando em branco.
      Inicialmente, o planejamento era de sair de Itacaré e ir até Morro de São Paulo, passando o réveillon em Moreré, que acabou sendo o destino final por causa de imprevisto (no dia 1 em Moreré, senti uma dor muito forte no tendão que se estendeu por alguns dias e mal conseguia andar. Não seria prudente continuar a travessia nessa condição).
      Voltei do natal no Rio e chegando em Salvador só troquei de mochila e segui para o ferry boat para iniciar a viagem. Digo iniciar a viagem, porque ainda na travessia do ferry boat encontrei um amigo e comentei sobre estar ansioso para a travessia, quando ele me falou "nem precisa, já está acontecendo", e me dei conta de que realmente eu já estava a caminho, a viagem já tinha começado.
      Estava usando uma mochila cargueira de 40 L com aproximadamente 15 Kg. Como pretendia passar o réveillon em Moreré e sairia de Itacaré no dia 27, teria que andar pelo menos 19Km por dia até o dia 31, pernoitando na praia. 
      Como já disse em outros relatos, é importante lembrar que para caminhada em praia, tem que saber a tábua de marés para os dias planejados, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar, por exemplo, e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso.
       
      1¬ļ DIA
      Como o √īnibus de Bom Despacho (ferry boat) para Itacar√© demora, cheguei em Itacar√© j√° umas 15h, e acabei saindo tarde de l√°. N√£o tinha mais nada pra fazer e sa√≠ da rodovi√°ria j√° em dire√ß√£o √† orla pra fazer a travessia de barco. Chegando l√°, tem alguns barqueiros que fazem a travessia do Rio de Contas para a praia do Pontal por 5 reais. Cheguei do outro lado e s√≥ precisei me arrumar e iniciar a caminhada, que foi aproximadamente √†s 15h30.¬†A praia do Pontal √© pouco frequentada, e s√≥ tinha um grupo de umas 6 pessoas. Da√≠ pra frente, como j√° esperava, s√≥ vi pessoas em frente a Piracanga.

      (travessia do Rio de Contas, Itacaré)
      Chegando em Piracanga, o rio me surpreendeu pelo n√≠vel. Tive que tirar a mochila e atravessar antes pra conferir o n√≠vel e caminho onde poderia atravessar "tranquilo". Depois de conferir, atravessei com √°gua 5 dedos acima do umbigo, carregando a mochila na cabe√ßa e 3 pessoas me assistindo do outro lado. Como eu queria essa cena registrada!¬†ūü§£
      Segui caminhando e parei pra descansar j√° com tudo escuro e aproximadamente 13 Km caminhados, onde abri a canga, deitei e fiquei deslumbrado com aquele c√©u inteiro numa praia deserta, tudo s√≥ pra mim, contando in√ļmeros sat√©lites e estrelas cadentes e acabei dando uma cochilada. Acordei recarregado e continuei caminhando, at√© fechar os 19 Km desse primeiro dia.
      No meio do caminho, dei de cara com um cachorro, que só vi quando estava a uns 3 m de mim, já latindo e vindo em minha direção, era um risco que eu não tinha previsto, mas me saí bem, só acendi a lanterna na cara dele, fui pra beira do mar e virei de costas pra água garantindo que não viria nenhum outro cão surpresa junto com ele, enquanto o afastava com um pedaço de pau (um "cajado") que tinha em mãos. Ele entendeu que eu não era uma ameaça, continuou latindo, mas ficou parado, e fui andando com a lanterna ainda acesa, vendo aqueles olhos caninos brilhantes se distanciando na escuridão
      Parei em um ponto mais pra frente, armei meu acampamento e deitei pra dormir. Fui acordado em algum momento no meio da noite por dois cachorros latindo, que acredito que era o de mais cedo com um outro. Só precisei espantar eles batendo em um pedaço de pau e continuar dormindo.

      Total percorrido: 19,5 Km
       
      2¬ļ DIA

      Acordei bem cedo com um nascer do Sol que n√£o assistia havia muito tempo. Contemplei aquele momento por um instante, tirei algumas fotos e voltei a dormir, acordando de novo j√° perto das 8h. Comi, tomei um banho (de mar, obviamente), arrumei as coisas e segui caminhando. Com cerca de 2 Km, cheguei a Algod√Ķes, local onde a quantidade de habita√ß√Ķes, pessoas e barracas j√° chama a aten√ß√£o, e foi onde passando por um caminhante na praia, ouvi um coment√°rio sobre uma das minhas tatuagens: tr√™s¬†diafragmas de lentes fotogr√°ficas, o bastante para reunir e dar assunto entre eu, um fot√≥grafo das horas vagas e amante dessa arte e ele, um estudante de cinema, que me acompanhou por uns 4 Km enquanto convers√°vamos sobre a minha caminhada, sobre fotografia, cinema, filmes e temas afins. Foi meu primeiro contato e intera√ß√£o em 24 Km, e durante a conversa eu nem vi o tempo e caminho passarem.

      (meu xar√°, estudante de cinema, com quem troquei algumas ideias)

      Daí pra frente segui caminhando e comecei a ficar atento ao GPS, porque tinha marcado um waypoint na entrada com menor caminho para a lagoa do Cassange, onde já tinha planejado uma parada de descanso com banho doce e talvez almoço. A lagoa é bem bonita, bem rasa (andei mais de 50 m em direção ao meio e a água não chegou nem na cintura), com água quente e cheia de peixinhos que ficaram mordiscando enquanto eu estava de molho. Após o banho, dei uma olhada no cardápio da barraca que fica na beira da lagoa para saber a possibilidade de almoçar ali, e os preços eram bem altos, mas nada surpreendente para Barra Grande em alta estação. Fiz um lanche com o que tinha na mochila, fiquei um bom tempo descansando e segui a caminhada.

      (Lagoa do Cassange)

      Essa parada na lagoa durou quase 2h, deu pra descansar bastante e passar o horário de sol a pino, além de dar o tempo de a maré secar toda, melhorando a área de caminhada na areia.
      Andei até um pouco antes de Taipus de Fora, e abri a canga pra descansar de novo, onde dei mais uma daquela cochilada revigorante e gastei mais um bom tempo observando o visual e o movimento na praia enquanto pensava sobre seguir para dormir mais a frente ou parar por ali, já que já tinha percorrido um total de 40 Km nesse ponto.
      O Sol já estava se pondo, mesmo assim resolvi pegar a mochila e ir andando devagar, mas logo que fiz a curva de Taipus de Fora já parei e fiquei olhando de longe: eram muitas casas, muita gente, festa, barraca...não seria legal dormir por ali, se é que acharia um lugar tranquilo e onde pudesse dormir. Fiquei olhando por uns cinco minutos e vi um casal, aparentemente andarilhos também, me olhando de longe, com mochilas, sentados mais acima da areia e fui falar com eles:
      -Est√£o vindo de l√° de Barra?
      -Sim, estamos indo pra Itacaré
      -Maravilha! Estou vindo de lá, saí ontem à tarde.
      -Olha aí, mais um colega de caminhada haha
      -Pois é haha sabem me dizer se seguindo a praia a partir daqui é sempre assim com muita casa, cheio de gente? Estou procurando um lugar pra dormir na rede e virei aqui já desanimando com tanto movimento.
      -Nãão, se você apertar o passo, depois daquela ponta ali vai ter umas barracas com cobertura de palha que ficam armadas para o pessoal ficar durante o dia, mas à noite é bem tranquilo, não fica ninguém e dá pra armar a rede e dormir bem lá.
      -√ďtimo, vou seguir!
      …

      A ponta que ele indicou ficava a aproximadamente 1 Km, e obviamente eu fui em busca das barracas com cobertura de palha para dormir, afinal, eu estava bem cansado, mas 1 Km n√£o √© tanto assim e dormir bem seria¬†importante. Andei, passei da ponta, andei, andei, andei, andei e depois de uns 4 Km sem ver nenhuma estrutura semelhante ao que ele descreveu, decidi que qualquer estrutura que aparecesse, eu pararia, quando logo depois vi, na praia da Bomba√ßa, ao lado da entrada de um terreno com casar√Ķes, uma arma√ß√£o de bambu com um tecido branco e algumas palhas de coqueiro por cima, era ali. Montei a rede, deitei e depois de observar a movimenta√ß√£o de algumas pessoas da casa pela praia observando o c√©u, apaguei, mas acordei algumas vezes durante a noite com carros, quadriciclos e motos passando, al√©m do frio que fez na madrugada. Foi uma noite bem dif√≠cil porque eu n√£o tinha mais recursos para me proteger do frio e fiquei lutando com ele por um bom tempo.
      Total percorrido: 45 Km

      3¬ļ DIA
      Apesar de algumas nuvens densas se aproximando pelo Norte, mais uma vez acordei com um nascer do Sol maravilhoso, mas dessa vez n√£o dormi de novo. Fiquei observando a praia e algumas pessoas j√° passavam por ali quando levantei da rede pra arrumar minhas coisas e iniciar minha caminhada logo em seguida, j√° √†s 6h40. Com menos de 1 Km de caminhada, vi as estruturas que o cara me falou no dia anterior e percebi que tinha dormido no lugar "errado".¬†ūüėā

      Passei a Praia dos tr√™s coqueiros, farol, Ponta do Mut√° e cheguei no ‚Äúcentro‚ÄĚ de Barra Grande com uma hora de caminhada.
      Logo que cheguei, fui ver como faria para atravessar para a Barra do Serinhaém, e o pessoal das empresas que operam as lanchas não tem esse trecho nos serviços deles, então é um pouco complicado. Não é tão fácil como poderia ser, mas dei sorte depois. Depois de terem me cobrado 250 (duzentos e cinquenta!!!!) reais para atravessar, resolvi tomar logo um café da manhã na padaria e voltaria pra resolver isso e, obviamente, achar outra forma (e outro valor) para atravessar.
      Caminhei at√© o final do p√≠er e fiquei l√° ‚Äúqueixando‚ÄĚ carona para cada barco que encostava pegando ou deixando passageiros, sem sucesso em todos eles, j√° que a travessia era meio contram√£o para o caminho usual que eles costumam fazer. Depois de tentar em alguns, comecei a conversar com alguns caras que estavam no p√≠er comigo, todos trabalhando, ajudando a carregar, coordenando ou ligados de alguma outra forma √†s movimenta√ß√Ķes de embarca√ß√Ķes que aconteciam ali. Falei brevemente sobre minha viagem e para onde estava indo e um deles colou comigo e ficou conversando, quando me falou -n√£o sei se para confortar ou para¬†desanimar- que SE eu conseguisse a travessia, poderia ser no fim da tarde, quando alguns trabalhadores residentes de Barra do Serinha√©m voltavam de Barra Grande pra l√° e eu, com essa informa√ß√£o, ao mesmo tempo que pensei no tanto de tempo que perderia esperando at√© o fim da tarde, me confortei sabendo que pelo menos de uma forma eu conseguiria atravessar. N√£o se passaram cinco minutos e esse mesmo cara gritou:
      -√ď l√° quem vai te levar pra Barra! Eeei! - gritava e acenava para um casal numa lanchinha saindo da praia - leva esse amigo nosso aqui pra Barra!
      Eu, atr√°s dele, pulava, balan√ßava os bra√ßos, acenava e assobiava alto para chamar aten√ß√£o do casal¬†e n√£o passarem diretoūüėā. O piloto prontamente mudou a rota, encostou no p√≠er e eu s√≥ desci a escada e embarquei, feliz da vida e agradecendo mil para o brother que arranjou a carona pra mim.
      Seguimos e eles não me cobraram nada pela travessia (afinal, ele já estava indo pra lá).
      Parei, e segui procurando a casa de uma amiga com quem já tinha falado previamente e estava à minha espera. Nessa parada, tomei banho de chuveiro com xampu e sabão, fui servido com um prato de frutas muito farto e ainda almocei uma moqueca deliciosa hahaha, não sei se ela e a família tinham noção disso, mas a recepção, cada gesto e ato de generosidade foram extremamente significantes pra mim, e agradeço demais por aquilo, saí de lá revigorado, muito bem alimentado e com disposição para continuar firme na caminhada. Depois de almoçar, descansei por uma hora e comecei a reorganizar minha mochila, para sair perto das 15h40, quando comecei a caminhada saindo da Barra do Serinhaém em direção à praia de Pratigi.

      (início da praia de Pratigi)

      Pratigi √© uma praia bem extensa, toda dominada por planta√ß√Ķes de coco, e depois de andar por uma boa extens√£o, logo ap√≥s o p√īr do Sol resolvi que iria parar porque meu saldo estava bom (tinha andado 26 Km no segundo dia, ent√£o a meta desse dia era menor, n√£o precisava me estender tanto) e meus p√©s j√° do√≠am, entretanto, acabei sendo obrigado a andar mais quando subi a faixa de areia indo pegar materiais para montar um abrigo e fui surpreendido por um enxame de mutucas me rodeando. Como estava ventando, continuei andando na esperan√ßa de elas perderem meu rastro e eu poder parar logo, mas eu parava de vez em quando checando e ainda via algumas voando ao meu redor, e nessa hist√≥ria, tive que andar mais 4 Km com os p√©s doendo e no escuro at√© finalmente parar e n√£o ver mais nenhuma mutuca. Parei, catei materiais, montei o abrigo e finalmente pude deitar e dormir. Estava a 2 Km da vila de Pratigi e apesar de n√£o ter movimento na praia, as luzes da vila eram bem fortes.
      Total percorrido: 75 Km

      4¬ļ DIA

      (abrigo montado no primeiro e terceiro dia)


      Acordei umas 5h, e se n√£o fosse o abrigo eu certamente sentiria frio, j√° que tive que me cobrir durante a noite. Levantei e percebi que tinha parado exatamente no local onde acontece o Universo Paralello quando reconheci a estrutura ainda resistente da cozinha comunit√°ria (era uma estrutura de barro, por isso devem ter deixado por l√° do jeito que estava). Estive no festival no ano anterior e tudo aqui estava irreconhec√≠vel sem movimento, m√ļsica, luzes, pistas e estruturas montadas.
      Iniciei a caminhada planejando a parada na vila de Pratigi para poder trocar dinheiro caso precisasse pagar para a próxima travessia de barco. Parei lá e rodei em algumas barracas até conseguir trocar uma nota de 100: início da manhã de um domingo, não estava fácil trocar uma nota de valor alto, mas consegui e segui. 1 Km depois da vila tem um riozinho raso com travessia tranquila com a água pouco acima do joelho e 4 Km depois cheguei na Barra do Carvalho. Nesse ponto, tirei a mochila e acenei para alguns barcos que passavam para saber se iriam atravessar em direção a Cova da Onça ou Ponta de Castelhanos, e nada.

      (Barra do Carvalho)


      Sentei e fiquei esperando por cerca de uma hora at√© decidir ir para a parte de dentro da ponta de areia que se formava ali e na mesma hora que levantei e comecei a andar, surgiu um pessoal vindo andando no sentido oposto. Fui andando, dei de frente com o grupo e perguntei como tinham chegado ali, quando me responderam e apontaram os barcos parados, meus olhos quase brilharam de felicidade. Fui direto ao barqueiro perguntar se faria a travessia para Cova da On√ßa e o mesmo prontamente me negou com a cabe√ßa. Fui atr√°s do dono do outro barco, que estava com a fam√≠lia j√° preparando um churrasco naquela prainha enquanto comiam alguns petiscos e tiravam cervejas geladas dos isopores que tinham levado, e me disse que era uma travessia pouco feita, dif√≠cil e depois de pensar e enrolar um pouco, me cobrou 50 reais, ao mesmo tempo que me perguntou se queria comer alguma coisa, ‚Äúque ficasse √† vontade‚ÄĚ. Ainda era cedo, neguei.
      Depois de pagar 5 reais para atravessar o Rio de Contas, 50 reais me soava um preço altíssimo e eu tive que negar, resolvi esperar por mais tempo. Sentei já com pouca esperança e imaginando ter que dar os 50 reais mais tarde mas, passado mais um tempo, chegaram mais dois barcos dos quais tive uma negação e uma oferta de travessia por 20 reais: o preço já tinha melhorado! Ainda assim, resolvi esperar mais um pouco e uma pessoa que estava com o barqueiro que me cobrou 20 reais chegou perto de mim e começou a conversar, perguntando sobre a viagem, o que eu estava fazendo, etc., perguntas que àquela altura eu já estava acostumado, e me ofereceu um prato de almoço, que pelo tempo que já tinha passado, eu não pude negar.
      Mais um tempo de espera, j√° olhando pro horizonte pensando em qualquer coisa, esquecendo por um instante que eu estava √† espera de uma travessia, ou√ßo uns gritos. Era o segundo barqueiro, chamando aten√ß√£o de um barco que passava e me chamando pra ir at√© l√°. O barco, no qual embarquei prontamente, era de um primo dele que estava de passagem¬†indo para Cova da On√ßa s√≥ com o filho pequeno a bordo. As 2 horas e 40 minutos de espera compensaram o custo nulo da travessia e, durante o caminho, que durou uns 20 minutos, conversei bastante com o dono do barco, que me explicou - e mostrou, enquanto ‚Äúzigzagueava‚ÄĚ - o motivo de aquela ser uma travessia t√£o evitada: a batimetria ali √© muito ruim para navega√ß√£o porque al√©m de ser raso, tem muitas rochas, bancos de areia e recifes e nem todo mundo conhece bem o local mas ele, com muito conhecimento do local e, claro, aproveitando a mar√© cheia, passava com maestria pelos locais que indicava perigo e eu, enquanto conversava com ele, ia debru√ßado na lateral vendo nitidamente o fundo passando bem raso.

      Chegando em Cova da Onça, ele me explicou por onde eu pegaria o caminho até Ponta de Castelhanos, meu próximo destino. Pedi água numa casa com duas senhoras na frente, que encheram minha garrafa de 1,5 L sem problema e segui ansioso por esse próximo trecho, afinal, eu já estava bem próximo do fim.

      A caminhada de Cova da On√ßa at√© Ponta de Castelhanos foi, sem d√ļvida alguma, onde mais suei e cansei. Por ser uma estrada de areia fofa que passa por tr√°s do mangue, acaba sendo uma √°rea protegida de vento, pior ainda considerando¬†o Sol escaldante do in√≠cio da tarde¬†na areia fofa. Depois de pouco mais de uma hora de caminhada, cheguei √† praia de Castelhanos, um dos para√≠sos na Terra. N√£o queria perder muito tempo e fui logo ver como era a travessia para pegar a trilha do mangue e chegar em Morer√©.

      Depois de conversar com dois canoeiros, me disseram que existia a travessia de barco direto para Morer√©, por 40 reais, e a travessia para o in√≠cio da trilha do mangue, por 10 reais, que era a que eu estava procurando. Sentei um pouco enquanto convers√°vamos e depois subi na canoa para atravessar, enquanto um deles me levava dando orienta√ß√Ķes sobre a trilha.


      A travessia do rio dura 5 minutos, e a trilha, que √© dentro do mangue fechado, iniciou com √°gua acima do tornozelo¬†e, para o meu al√≠vio, o fundo era de areia sem afundar o p√©, ao inv√©s de lama que afunda at√© o joelho, como √© comum em manguezais, o que seria bem ruim de lidar com uma mochila pesada nas costasūüėÖ.¬†A trilha √© linda, e segui sozinho por ela, passando por mangue, apicum, coqueiros e at√© uma pequena planta√ß√£o de cana, at√© chegar na praia de Bainema, e depois, finalmente, na vila de Morer√©.

      (Praia de Bainema, pouco antes de chegar em Moreré)

      Total percorrido: 100 Km
      OBSERVA√á√ēES:
      -Acabei usando a rede só em uma noite, dormindo nos abrigos que montei na areia nas outras duas noites, então acredito que poderia abrir mão da rede (peso e volume) e dormir no abrigo todas as noites.
      -Um ponto importante que ainda preciso melhorar é a alimentação. De forma alguma passei fome ou me alimentei muito mal, mas investir em comida liofilizada é uma prioridade urgente para reduzir o peso e volume da mochila.
      -O GPS foi uma das melhores aquisi√ß√Ķes que fiz e realmente faz muita diferen√ßa, me possibilitando acompanhar meu rendimento com dados de quilometragem percorrida e¬†velocidade m√©dia, al√©m de poder marcar pontos de interesse como entradas de lagoas, poss√≠veis pontos para acampamento, pontos de apoio, etc., e, claro, gravar o tracklog para compartilhar com quem tenha¬†interesse em realizar o mesmo percurso.
       
      TRACKLOG NO WIKILOC:
      https://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?pic=hiking-trails&slug=travessia-itacare-morere&id=31923513&rd=en

      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Camelbak Chute 750ml
      -Garmin eTrex 30x


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