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CAMINHAR

(Edson N.A.)

Sem pôr pé ante pé, e mesmo assim seguir avante

E deixar para traz, coisas que já são bem distantes

Seguir esta força que impele, para novas paragens

E levar na mochila só experiências como bagagens

Me libertar de amarras e de elos já bem conhecidos

Viver ao léu como se em palácio dos bem nascidos

Sentindo a natureza como sua grande sala de estar

O sol com sua luz a nos aquecer e a chuva a molhar

A refrescante brisa do vento que sibila nos ouvidos

Como u’a canção de ninar à acalmar meus sentidos

Deixando os pensamentos fluírem ao seu bel-prazer

Gozando nessa jornada só de ida o sentido do viver

Por ser via de mão única, não nos permitindo voltar

Das lições aprendidas, sempre procurando não errar

Como se um cometa sem tempo para voltar um dia

Por itinerários que já foram percorridos na travessia

E na imensidão do tempo de sua trajetória passada

Não ter apego a coisas ou momentos da sua jornada

Levando somente na lembrança do existir quietude

Mas tudo que foi vivido teve no auge sua plenitude.

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Não é bem uma frase, é um trecho de um texto do livro de Amyr Klink - Mar sem Fim: "Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, co

Tem outra do Amyr Klink tb [t1]"O pior naufrágio é não partir"[/t1]

"O lar do passarinho é o ar e não o ninho!"   Essa eu ouvi numa música do Gabriel o Pensador

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CAMINHAR...

Caminhei em terras já descobertas

Procurei-me no mar,

Na areia,

No pássaro que estava a voar,

Caminhei sem destino.

Afastei-me de tudo e todos.

Orei...

Meditei...

Levitei...

Só e no meu silêncio,

Caminhei na calmaria de um dia agitado

Procurei você nas profundezas de mim...

E me perdi...

Pois me tornei tão você

Que eu apenas existia!

No mundo paralelo ao seu

Subi montanhas;

Banhei-me em rios, corredeiras,

E no mar tentei acalmar-me,

Mas as idéias continuavam a fomentar

Eu em você pensava e meditava...

Caminhei...

Porque meu destino é caminhar

Por caminhos incertos e irreais!

Dessa forma,

Sigo nesta busca doida e desmedida...

Sem rumo...

Só para encontrá-lo.

Deixei que o vento me levasse

De corpo, alma e coração.

Deixei que me levasse em sua direção!

Se cheguei não sei,

Se a brisa lhe tocou,

Se a água lhe molhou,

Se nem sequer você lembrou-se...

Fique calmo!

Lá estava eu com toda certeza a lhe contemplar

Pois o esquecimento denota uma existência

Superiormente perdida e nunca encontrada...

Cheguei, toquei sua pele,

Você dormia por entre lençóis e travesseiros.

Vi seu corpo,

Beijei e você despertou,

Deu um sorriso...

Eu o amei,

Encaixei meu corpo ao seu,

Aninhei minha cabeça em seus ombros,

Como amigos nos abraçamos,

Trocamos de energia,

Lançamos vôo...

Nos contagiamos,

Bebemos no mesmo copo que Baco,

Saboreamos a veracidade dos atos,

A transparência da sua e da minha existência.

Depois nos afastamos...

Seguimos nossos caminhos

Para um dia, quem sabe,

Nos encontrarmos

Pelos caminhos da vida!!!!...

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CAMINHAR, DIVAGAR...

Vaguear, ir por aqui e por ali, tomar um caminho inesperado... desperdiçar o seu tempo e energia, sulcando as florestas e caminhos de terra. Ir ao Deus dará, ao acaso, captando instantes de vida, únicos e fugazes: paisagem, luz, odores, um céu infinito de azul... vagueando em momentos privilegiados de alguém sem qualquer importância coletiva... Lembremos: os humildes deslocando-se a pé, enquanto o cavaleiro o fazia do alto da sua montada ... processos diferentes que se materializaram em peregrinações e cruzadas... a humildade caminhava buscando horizontes de fé, de interioridade, uns mais perto, outros mais longe... caminhos pisados de Santiago, lanças cruzadas para Jerusalém. Acompanhar-se dos outros, ciciando para não ferir a paisagem, uns perscrutando o seu Deus, outros absortos, peregrinando os caminhos, todos acompanhados pelo sol, vento, água, pousando um olhar nas árvores, plantas, nas pequeninas coisas não evidentes.

Constatemos: caminhar voluntariamente a pé, porque nos apetece, é, nos tempos que correm uma heresia: temos o automóvel com todo o conforto, a rapidez, a racionalidade do ar condicionado, temos... porém, somos levados por estradas retilíneas, que se revelam indiferentes às paisagens, como que negando a sua existência... - na idade das luzes a peregrinação era condenada não apenas por razões religiosas, mas sobretudo ia contra a vida social, o trabalho, a produção... - assim , uma qualquer marcha solitária erguia-se como a própria negação da humanidade.

É através dos pés que se estabelece um contacto imediato e direto com as coisas: quando caminhamos, vemos o ínfimo, somos sensíveis às coisas pequeninas. Posso ver o escaravelho que empurra convictamente a sua bolinha de excremento, torno - me familiar deste tufo de erva, afloro a casca da arvores, apanho e guardo pequenas pedras, amo o silencio dos sons da floresta, sinto a presença insignificante dum cogumelo, bebo nas fontes rumorejantes, invejo o vôo das aves, e, o mover das nuvens, a presença do céu, inebriam-me definitivamente...

Vou-me abandonando na tentação da paisagem, oriento-me pelo alcançar duma qualquer longínqua colina que ao longe parece balancear na reverberação do ar e da luz excessiva: é a minha colina, é o horizonte que escolhi para amar. Aproximo-me lentamente, saboreando o sopro da respiração , canto , assobio, sonho caminhando...

Não esquecer a terra do caminhar, o húmus, a humildade do pisar sem afastamento orgulhoso, sentindo de uma forma purificadora que o importante na vida é o caminhar e não chegar algures: “ caminhante não há caminho, faz-se o caminho ao andar”... ( A.machado )

“pelos entardeceres azuis do verão, eu irei caminhante, tocado pelas espigas, acariciado pelas ervas daninhas; sonhador eu sentirei a frescura nos meus pés. O vento , deixá-lo-ei banhar a nudez da minha fronte; Eu irei longe, bem longe como um boêmio” (baudelaire)

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CAMINHAR

(Fausta Nogueira Pacheco)

Caminhar; eis o destino do homem...

Calcar pedras, pontas e espinhos,

Sentir no coração agrestes galhos secos,

Cobrir-se de poeira nas ventanias...

Caminhar; eis o destino do homem.

Esquecer mágoas, pisotear crenças

E ódios quem sabe a "duras penas"

E dominar o chão com passada forte...

Caminhar; eis o destino do homem.

A própria morte à frente no caminho,

Selando a vida, cruel em desalinho,

A estrada abrir, o suor encharcando o rosto...

Caminhar; eis o destino do homem,

Mas, para onde nos levam estes caminhos?

Em muitos deles há paz, são suaves os contornos...

Outros há que são desertos, nestes caminham...

Os sem rumo, os tristes, os sozinhos...

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O SENTIDO DE CAMINHAR

Você gosta de um sofá. Gosta, não. Adora. Pés em cima da mesinha de centro, controle remoto numa mão e uma coca-cola na outra: se pedissem pra você posar para uma escultura, era essa a imagem que você gostaria de perpetuar para a eternidade. Um homem atiradaço. Usufruindo o relaxamento disso que os outros chamam, fazendo cara de nojo, de vida sedentária. O sedentarismo tem suas delícias, porém elas acomodam-se bem na região do abdômen e dali não saem, dali ninguém as tira. E? Você está se lixando. Aos sábados de manhã, espia pela janela aquele bando caminhando pra cima e pra baixo com um head-phone no ouvido e não entende como eles têm disposição para marchar em direção ao nada. Você ao menos tem um rumo: vai até a geladeira, até o banheiro, até a garagem: ida-e-volta. Mas caminhar sem ter pra onde ir? Erro de avaliação. Todas as pessoas que caminham sabem onde querem chegar. Alguns caminham para atingir o peso ideal, outros para desobstruir as artérias. Alguns levam o cachorro pra passear, outros levam o cérebro para tomar a fresca. Pensar ao ar livre é diferente de pensar na frente da tevê. faça o teste. Alguns caminham para enrijecer os músculos das pernas, alguns caminham para estrear os tênis novos, ou a namorada zero km. Caminhamos para respirar melhor, para suar. para empapar a camiseta. E o inverso da vaidade: quanto mais demolidos, maior a auto-estima. Caminhamos para encontrar as árvores, reparar nas varandas dos vizinhos, olhar para o céu, lamentar os prédios pichados, descobrir uma loja até então despercebida, olhar as capas das revistas expostas na banca, admirar um muro coberto com hera, pensar na vida. Caminhamos desatinadamente por Nova York, Buenos Aires, Paris, atrás de vitrines e monumentos. museus e parques, cenários que possam ser fotografados e que contem a história da viagem: por que não caminhar pelas ruas estrangeiras da nossa própria cidade? Caminhar não cansa, caminhar não custa, caminhar ventila por dentro. Alivia, emagrece, surpreende e ainda nos concede a honra de ouvir música ao mesmo tempo. Caminhar sozinho ou acompanhado. com trajeto definido ou labiríntico, com ou sem relógio, por esporte, recomendação médica ou peregrinação. Caminhar é meio que uma religião.

Está bem, diz o sedentário, vou pensar no caso, mas só depois que terminar o Faustão.

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VEREDAS

(Marcelo S. Coelho)

Numa noite chuvosa, ponho-me a caminhar entre as veredas da terra.

Vagava-me sob o cintilar das estrelas, sob a luz do luar, em busca de algo que nem ao menos sabia se iria encontrar.

Estava apenas a caminhar.

- Qual era meu destino?

Estava sempre a indagar!

Mas de tanto caminhar, e cansado de esperar, seguia em linha reta e nada acontecia, minha vida se tornou constante, sem grandes emoções.

Nesse momento pensei em virar, fazer a convergência que sempre se apontava nesta vereda. Com muito esforço, convenci-me que era melhor a fazer, trilhar por novos caminhos. E assim o fiz, estava a trilhar uma nova vereda, o medo me apavorava.

- Será que eu fiz a coisa certa?

Foi quando notei uma presença que vinha na minha direção.

Fiquei intrigado, e fui em sua direção...

O mais estranho é que de tão perto que estava daquela figura misteriosa, por mais que andava e corria em sua direção, não conseguia alcançá-la, ela estava perto, e ao mesmo tempo longe de mim. Mas correndo a alcancei...

E então perguntei:

- Porque um ser tão belo segue por esta estrada?

E com um sorriso maravilhoso, que tocou meu coração, disse-me:

Procuro algo que não tenho e que preciso encontrar, não sei o que é, mas ao encontra-lo irei me completar. Propus em ajuda-la, por também estar a procurar algo que não sabia.

Juntos caminhamos por dias, meses, anos, e a cada dia que passava nos sentíamos a necessidade de juntos estarmos, um perto do outro.Eu buscava nos frutos de uma árvore alta, aqueles frutos vermelhos misteriosos. Sabia que ela gostava deles, um fruto que nos chamou a atenção desde o primeiro momento que o vimos. Nossa caminhada era prazerosa, maravilhosa... seguíamos por todos os lados, mais nada importava, nem ao menos sabíamos o motivo de tanta felicidade, esquecemos até que algo procurávamos, algo que com certeza acabamos encontrando um no outro.E dias se passaram, e nossos corpos foram se juntando cada vez mais e mais! Nossa caminhada foi diminuindo.

Sentíamos que tínhamos tudo o que mais queríamos, nossos corações se tocavam, e juntos batiam...

E numa noite de sono eu acordei, e notei que estava sozinho novamente.

Desesperado fiquei, procurei aquela figura por todos os lados e não a encontrei.

Chorei, gritei, mas ela não apareceu... uma tempestade se formou pus-me novamente a caminhar, procurei encontrar meu caminho, mas a chuva era forte cegava-me, gelava meu corpo e derretia meu coração. Quando um forte raio reluziu e sua luz refletiu sobre meu corpo, cai... a tempestade terminou neste instante e um lindo arco-íris no céu se formou...sorri, pois a luz que eu vi me fazia lembrar do doce olhar daquele ser... lembrança dos nossos momentos e da vida que juntos vivemos...notei então que não havia nada em minha vereda além do meu desejo.

E eu te desejo ao meu lado a vida toda. Você era o meu amor, meu desejo supremo, a força que invadia o infinito universo da vida. Descobri então que procurava por você.

Tudo fora um sonho, um desejo que ficou marcado no meu passado que jamais se apagará. Minha caminhada continua, eu vou te reencontrar, e quando isso acontecer, nós nunca mais vamos nos separar, viveremos nosso destino juntos, nesse amor sem fim.

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NO CAMINHO APRENDI...

No caminho aprendi...

Que chegar alto não é crescer;

que olhar nem sempre é ver;

Nem escutar é ouvir,

nem lamentar-se é querer.

No caminho aprendi...

Que andar só, não é solidão.

Que covardia não é paz,

nem ser feliz é sorrir;

E que pior que mentir

é esconder a verdade.

No caminho aprendi...

Que pode um sonho de amor

abrir-se como uma flor,

e como essa flor, morrer;

porem em seu breve existir

é todo aroma e cor.

No caminho aprendi...

Que não é submissão a humildade

A humildade é esse dom

que pode confundir.

Não é o mesmo ser servil

que ser um bom servidor.

Quando vão mal as coisas

como as vezes podem ir

é preciso sorrir

mesmo tendo que chorar.

Quando a dor te agonia

e não agüentas mais sofrer

Deves descansar

porém nunca desistir

Quando tudo está pior,

mais devemos insistir.

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