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debalves

Peru light em Setembro de 2018 - Lima e Cusco (incluindo Machu Picchu)

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Olá amigos Mochileiros!

Venho por meio deste relato, contar nossa experiência nesse país incrível que é o Peru! Lendo outros relatos por aqui, descobri que a maioria das pessoas vai para o Peru para uma experiência mais... como diria... mais roots, aquela coisa de trilha nível intenso, acampamento e vida selvagem... Mas nós estávamos procurando uma experiência mais tranquila, light, e sem muito esforço físico. Não que não gostemos de fazer exercícios, mas quem acompanha meus relatos pode ver que uma série de problemas foi acontecendo em nossas vidas nos últimos meses e dentre eles, uma hérnia de disco lombar e uma cirurgia de tireoide que me atrapalhou um pouco os planos e não consigo mais planejar experiências que me exijam tanto o lado físico. Então, por isso que nossa viagem foi mais "light". 🙃

Eu confesso que há muito tempo tinha vontade de conhecer o Peru e, é claro, o Machu Picchu. Mas desde que minha cunhada e eu começamos a perturbar meu irmão e meu marido com essa ideia, há uns 5 anos atrás, mais ou menos, eles foram irredutíveis. Meu irmão ainda aceitava ir para Lima para uma viagem gastronômica, mas Rodrigo (marido) não gostou de nenhuma ideia sobre o Peru. Mas eis que este ano Rodrigo, fazendo curso de espanhol, se depara com um professor que é peruano (e acho que ele já ficou com a cabeça um pouco mais aberta à ideia de conhecer o Peru) e somando ao fato que eu queria ir conhecer a Grécia esse ano, mas o Euro está muito caro e o Rodrigo deve ter ficado desesperado com meus assuntos de viagem, depois da minha cirurgia de tireoide, quando eu só pensava na recuperação, ele veio com a ideia: “vamos viajar para o Peru nas férias?!”. Ele queria "hablar español"... mas eu só conseguia pensar na Grécia (ainda mais que uma amiga tinha acabado de voltar de lá) e eu fiquei meio desanimada à princípio com o Peru, logo eu que tanto atormentei os outros com essa idéia de viagem... mas depois entrei no clima de conhecer o Peru e embarquei nos planejamentos.

Nossa viagem foi agora em Setembro, de 03 a 12, conhecendo primeiro Lima e depois Cusco. O nosso vôo foi pela Avianca, não lembro o valor, mas vou consultar o Rodrigo e já digo à vocês. O voo partiu do Rio de Janeiro cedinho, às 5:45 da manhã e tivemos que estar no aeroporto por volta das 3:40 da manhã... sério, se eu soubesse quem inventa esses horários de voo, eu esganava! Não dormimos nada, chegamos por volta de 9h da manhã, se não me engano, e o check in era só à tarde... que raiva! Ficamos mortinhos com farofa!

O Voo foi tranquilo, a entrada no País também. Pensei que iam implicar conosco e nos revistar porque nossa última viagem foi para a Colômbia, achando que fazíamos parte do tráfico de drogas e na hora das perguntas, até esqueci que dia que voltaríamos (me deu um branco), mas a funcionária não levou em consideração, fez alguns comentários dizendo que gostaria de ir passear em Cusco também e nos liberou. Graças a Deus! Também não pediram nossa carteira internacional da vacinação de febre amarela (que nos pediram umas 3 vezes na Colômbia)... mas levamos, claro! Mas como já disse a minha amiga Juliana, é só não levar drogas que tá tranquilo! 🤣🤣🤣

Saindo do Aeroporto, pegamos um táxi até o hotel. Caminho comprido, em alguns momentos se vê muitas áreas bem feias e pobres, mas em outros, o caminho é  bonito, que dá para ver o mar... mas está cheio de obras e em muitos pontos a vista para o mar fica bloqueada.  O hotel fica no bairro de Miraflores, que é um dos bairros mais "arrumadinhos", que os turistas mais ficam em Lima. Ficamos no hotel Ibis Larco Miraflores. Achei bem localizado e bem arrumadinho e confortável. Assim que chegamos, fizemos o check in e a funcionária da recepção nos indicou uma saída lateral onde poderíamos deixar a mala até o horário que o quarto estaria pronto. Segundo ela, se quiséssemos, teria um quarto à disposição no momento, mas era em um dos andares mais baixos e portanto, mais barulhento. Resolvemos esperar. Saímos com a mala e no local indicado, encontramos uma rampa de carro, de estacionamento... será que teríamos que descer?! Na frente do hotel ficam uns senhores oferecendo passeios pela cidade para os turistas, mas não entendemos nada do que nos foi dito e resolvemos não arriscar perguntar onde era pra deixar a mala. Rodrigo desceu a rampa  freando a mala pesada (coitado) e lá embaixo ficava realmente um espaço cheio de malas, com um funcionário cadastrando elas. Deixamos a nossa e fomos passear. Eu ainda estava um pouco desnorteada com o horário do vôo, sem conseguir raciocinar direito sobre o que fazer na cidade, então falei com o Rodrigo para andarmos pela rua principal, a Av Larco, até o shopping. Tinha lido em blogs de viagem que nessa Avenida Larco tem de tudo: casas de câmbio, lojas de chip de celular, restaurantes, lojas de lembrancinha, etc. Rodrigo ativou o roamming do celular com o sistema de pontos que ele foi acumulando ao longo do tempo e que conseguiu fazer essa troca. A internet não nos decepcionou e não tivemos que comprar chip de celular dessa vez! Fomos andando, trocamos  mais algum dinheiro em casa de câmbio e até que chegamos rapidinho no shopping. Rodrigo falou: “é aqui”. Mas era tipo uma praça, um mirante atravessando a rua, com vista para o mar lá embaixo. Quando chegamos mais perto que vimos que realmente era o shopping... só que o shopping era para baixo! Nessa “praça” tinha escadas para baixo e dava pra ver que tinham muitas lojas lá embaixo.

Ficamos tirando fotos da vista e depois passeando pelo shopping. Foi quando começou um vento muito, muito frio e não aguentamos ficar próximo ao mar, estava muito frio para as roupas que estávamos vestindo (e olha que estávamos de casaco)!

Tudo no shopping era bastante caro, muitas lojas de marca... mas até que a praça de alimentação tinha cadeias de fast food que eram bem em conta. Rodrigo não quis arriscar comer comida peruana logo no primeiro dia e quis comer o Pizza Hut que encontramos. Só que o lugar era muito simpleszinho, um balcãozinho, só tinha 4 sabores de pizza, e o Rodrigo pediu uma pizza que vinha com uns pães de alho, mas eis que a danada era minúscula! Eu pedi uma lasagna e veio em uma embalagem que mais parecia uma “quentinha da esquina”... mas não estava ruim não. Ficamos com medo da comida peruana, pois não somos de comer comida muito temperada. Eu tive alguns problemas na Alemanha com temperos e levei todos os remédios que poderia para qualquer indisposição para essa viagem! Alimentados e ainda com frio, seguimos de volta para o hotel. Conseguimos um quarto no oitavo andar e nos instalamos. Aproveitamos para descansar um pouco, já que não dormimos nada à noite. Aos nos recuperarmos, já era noite e saímos para comer novamente. Próximo ao hotel comemos em um lugar chamado La Lucha Sanguchería Criolla, que achamos muito, muito bom! São uns sanduíches de pão redondo com diferentes recheios, que vem com batatas fritas (que tem casca e tudo) e molhos pra acompanhar. Muito gostoso! Após comer, fomos visitar o shopping Larcomar novamente e ver a paisagem com a perspectiva das luzes da noite.

Nesse dia aproveitamos para descansar mais, já que a coluna reclama bastante da poltrona e da viagem de avião.

No dia seguinte acordamos refeitos e fomos bater pernas. Pegamos um uber (foi bem tranquilo pegar uber na frente do hotel) e rumamos para a Plaza de Armas. Custou em torno de 18 soles. Chegando lá, algumas ruas estavam fechadas em torno da Praça e descobrimos somente depois que teve um evento da guarda, mas só vimos o finalzinho, pois na hora do início, estávamos visitando a Catedral.  Tiramos muitas fotos com todos os prédios que ficam ao redor da praça e depois visitamos a Catedral (ingressos 10 Soles), bem bonita. Tiramos algumas fotos na Plaza Perú também (uma praça pequenininha com uma bandeirona do Peru, que fica ali pertinho) e rumamos para a Igreja de são Francisco. Muitas pessoas tentando vender de tudo ali em volta da igreja, assediando os turistas. Visitamos o interior da igreja e não pagamos nada, mas não fomos na parte paga. Confesso que não visitamos um dos maiores pontos turísticos que são as Catacumbas do Convento São Francisco (me julguem... Não gosto desses passeios mórbidos...) mas vimos algumas catacumbas na visita da Catedral, que foi bem interessante, mas um pouco claustrofóbico.

Eu queria conhecer a Casa de la Gastronomia Peruana, mas Rodrigo não ficou animado. Andamos mais um pouco pelas ruazinhas do centro e ainda visitamos um mercadinho de artesanato que achamos no meio do caminho. A fome apertou e fomos procurar algum lugar próximo para comer. Convenci o Rodrigo a experimentar o Tanta, que é a versão mais em conta do Astrid y Gastón, também do famoso chef Gastón. Tínhamos visto esse Tanta no shopping Larcomar no dia anterior também, mas não comemos lá, achamos tudo bem caro.

Entrando no Tanta próximo a Plaza de Armas, confirmamos que era caro mesmo, cada prato em torno de 40 soles! Mas resolvemos experimentar. Perguntamos ao garçom se os pratos eram para duas pessoas. Não eram, mas eles poderiam “dividir” um prato em duas porções menores. Aceitamos e pagamos pra ver. Pedimos Lomo Saltado. Cada prato nosso veio uma porção menor do que o prato geralmente vem (comparei olhando o prato dos outros clientes), mas como as porções são normalmente bem servidas, acabamos comendo bem, ficamos satisfeitos! E estava muito bom, apesar do molho que acompanha a carne ser bem temperado! Pedimos Inca kola para experimentar e ainda pedi um suspiro limeño para experimentar também e gostei bastante (apesar da consistência ser diferente do que eu achava que seria). Gastamos 78 Soles no total.

 Estávamos alimentados e a minha idéia era visitar o Museo Larco à tarde. Pedimos um Uber e rumamos para o museu, que parece ser um tanto distante da parte mais turística da cidade. Passamos em locais que pareciam bem humildes e ficamos comparando com alguns bairros do Rio de Janeiro. Gastamos em torno de 12 soles no uber. Chegando ao Museu, tem uma rampa bem grandinha para acessá-lo e em seguida, a casa lá em cima. Eles têm um bebedouro com água com rodelinhas de laranja para os visitantes e adorei a ideia. O ingresso foi bem caro, 30 soles cada um, mas o Museu é muito interessante e fiquei encantada com a visita! Como bebi bastante água de graça, achei que economizei na água e gastei no ingresso (hehehe, que vergonha isso, não?!). Esse museu me lembrou bastante o Museo Del Oro em Bogotá, e conta toda a história dos Incas e as regiões onde habitaram. Achei que iríamos visitar tudo rápido, mas como sempre, demoramos um bocado olhando tudo e ficamos cansados. Em uma parte “anexa”, cruzando um jardim central da casa que é o museu, fica a exposição das peças que são representações sexuais... e essas são um tanto divertidas!

Nessa hora meu celular deu pane e começou a cair a bateria vertiginosamente. Resolvemos voltar para o hotel de uber novamente (custou 18 soles pra voltar), pra ligar o celular na tomada e recarregar. Encontramos um Pizza Hut grande próximo ao Shopping Larcomar e fomos lá lanchar e desfazer a impressão ruim que ficamos da pizza minúscula que Rodrigo comeu no shopping. Pedimos uma grande para dividir e dessa vez contávamos com mais sabores para escolher! E foi lá que tivemos uma ótima surpresa! O garçom falava espanhol muito rápido, mas conseguimos conversar com ele e responder coerentemente às perguntas.  Brinquei com ele que falava rápido e ele brincou com a gente algo do tipo que ele não entendia o português quando falávamos rápido também. Deu um orgulho por estarmos treinando bem o espanhol da gente, sabe?!

À noite novamente fazia muuuito frio lá, mas dessa vez estávamos melhor agasalhados! Depois da pizza descansamos porque o dia foi intenso e no dia seguinte tinha mais visitas!

No dia seguinte acordamos e pegamos um uber (em torno de 8 soles) e fomos para um sítio arqueológico chamado Huaca Pucllana. São ruínas pré-incas, as visitas são guiadas em espanhol ou inglês e custa 12 soles a entrada. Existe a Huaca Pucllana e a Huaca Huallamarca. Alguns dizem que as duas se complementam e outros dizem que é mais do mesmo. Resolvemos visitar só a que era mais "perto" de onde estávamos hospedados e gostei bastante! A fila para comprar a entrada estava bem grande e achei que iria demorar bastante, mas foi rápido, a próxima visita em espanhol estava começando assim que entramos e foi tudo bem dinâmico e interessante.  Ficamos encantados com a visita, achamos tudo muito interessante e bem organizado! Só uma coisa que não tinham falado com a gente antes é que ficamos muito empoeirados. Nossos tênis e barra das calças era só areia no final do passeio! Vão preparados!

Foi lá também que compramos a água mais barata de toda a viagem, que custou somente 1,50 Soles na máquina!

Ao terminar a visita, fomos procurar um restaurante próximo para comer, mas todos que encontrávamos eram bem caros. Vimos um italiano que era caro... Andamos mais um pouco até um que era a mistura de restaurante chinês e peruano (as famosas Chifás) que tinha visto recomendado em blogs de viagem (não lembro o nome do restaurante agora), mas chegando lá demos uma olhada geral no cardápio e vimos que os preços de cada prato eram mais de 50 soles... desistimos. Pegamos um outro uber até o shopping Larcomar (7,50 soles) e resolvemos almoçar em uma chifá no shopping mesmo, só que essa chifá era uma cadeia de fast food... mas estava gostosinho também e foi mais barato, gastamos em torno de 30 soles nós dois.

Após comer, fomos passear mais um pouco. Nossa ideia era ir passeando tranquilo à “beira mar” (só que o beira mar deles é em cima da falésia, o mar fica lá embaixo), e visitar a série de parques que ficam um atrás do outro nesse caminho, que se chama Malecón de Miraflores. Eu tinha separado algumas coisas que queria conhecer: O Parque Del Amor, o Farol, o parque Maria Reiche... Saímos do shopping e fomos andando tranquilos. Os parques são todos muito bem arrumadinhos e limpinhos. As pessoas levam suas crianças e seus cachorros para passear. O Parque Del Amor é um dos primeiros e é bem movimentado de turistas e de vendedores. Seguimos adiante e passamos por áreas arborizadas e lindinhas, quadras de tênis, pelo farol, por mais parques com brinquedos para as crianças, pela pista de parapente... bem, agora só faltava o parque Maria Reiche, que tem a decoração com as flores que lembra as linhas de Nasca... mas onde está?!

De onde estávamos, olhávamos mais adiante e parecia que os parques tinham menos gente circulando... tinha umas obras acontecendo próximo e ficamos com um certo receio de continuar e nos darmos mal. O Google apontava que era ali (depois descobrimos que tinha um colégio chamado Maria Reiche ali)... como já estávamos cansados, resolvemos voltar. Por mim voltaríamos à pé novamente, mas Rodrigo reclamava muito que seus pés doíam e queria voltar de uber. Pegamos um uber de volta para o hotel e custou em torno de 7,50 soles.

Chegando no hotel fomos descansar um pouco e acabamos pegando no sono. A ideia era conhecer o Circuito Magico del água no Parque de La Reserva. Acabamos rumando para lá um pouco depois do que imaginávamos, para depois comer alguma coisa. Ficamos com medo de deixar para outro dia e acabar perdendo a visita. O uber custou em torno de 13 Soles para lá e o caminho foi bem comprido. O ingresso acho que foi 10 soles para cada.

Chegando lá, achamos que era pequeno, mas qual não foi nossa surpresa com o tamanho das fontes e a quantidade de água! E são várias fontes, cada uma com  design diferente e cores e músicas, tudo bem legal. Muitas crianças brincando, tem até um parque de diversões lá dentro também.

Visitamos todas as fontes que víamos e tiramos fotos com todas. Algumas fontes são interativas. Existe uma que é um túnel que podemos entrar e não nos molhamos. E outra, que quando a água abaixa, conseguimos andar até o meio e ficar lá dentro assistindo o show das águas sem nos molharmos (teoricamente) e quando a água abaixa de novo, saímos de lá.

Bem, eu fiquei um tempo ganhando coragem para entrar nessa fonte, pois não preciso nem dizer que estava muito frio e eu não queria me molhar pra ter que passar mais frio depois, né ?!  Quando ganhei coragem e entrei, descobri que nessa fonte a água que vem de cima não molha a gente, mas quando ela bate no chão (que tem uma grade de ralo), ela respinga e molha a barra da calça e o sapato da gente todo. Concluindo: fiquei com os pés todos molhados e passando frio! O Rodrigo ia depois de mim e acabou desistindo, para não passar frio também. 😟 Depois disso, resolvemos ir embora e nesse momento foi um pouco difícil de pegar o uber, pois tinha muitos táxis em volta da saída do parque, mas conseguimos e o uber custou 12,50 soles.

Fomos para a La lucha Sanguchería Criolla novamente comer os gostosos sanduíches com o maior prazer, de novo.

Esse dia também foi intenso: nos empoeiramos de manhã e nos molhamos de noite... Mas descansamos para no dia seguinte passear mais.

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20180903_113645.thumb.jpg.6ea8bb422d7c77b628bccc9e512d2c03.jpgRodrigo e o shopping Larcomar

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Visão da "praça", com o shopping abaixo.

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Deste mesmo lugar, dá pra ver o mar.

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A primeira vez que vimos lhamas no Peru... pena que eram falsas...

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Sanduíches e batatas da La Lucha Sanguchería

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Vista do Shopping Larcomar à noite

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Shopping Larcomar à noite.

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Débora na Plaza de Armas com a Catedral ao fundo

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Com o Palacio do Governo ao fundo

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na Plaza Perú

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Catedral de Lima

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Catacumbas dentro da Catedral

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Igreja de San Francisco

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Bebendo Inca Kola

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Museo Larco

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Museo Larco

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Museo Larco

 

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Huaca Pucllana

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Explicando como eles faziam os tijolinhos de barro

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Passeando no Malecón de Miraflores

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Parque Del Amor

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Farol

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Mais do Malecón de Miraflores

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Circuito Magico del Agua

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A foto não faz juz a beleza que é lá

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Muitas fontes, tudo lindo!

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Depois de muitas dúvidas, entrei... e a água que respinga no chão, molha os pés todos

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Dentro do túnel... esse não molha

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Infelizmente não consegui tirar fotos muito boas do Rodrigo... mas essa ficou com um efeito diferente!

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Em 30/09/2018 em 00:29, debalves disse:

Mas como já disse a minha amiga Juliana, é só não levar drogas que tá tranquilo! 🤣🤣🤣

hahahahauaha, é isso aí! 😂😂💙💚

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E lá vamos nós continuar o relato! No dia seguinte era nosso último dia “útil” de Lima. Poderíamos ter visitado mais museus, pois a cidade é cheia deles, mas não nos animamos. Foi meio questão de honra para o Rodrigo descobrir onde ficava o Parque Maria Reiche, o parque que tinha a decoração com flores lembrando as figuras de Nazca, e pegamos um uber até lá. O motorista do Uber até estranhou e nos perguntou se era ali mesmo que queríamos ir. Acho que não é um lugar muito frequentado pelos turistas, vimos muitos locais passeando com seus cachorros e algumas pessoas fazendo exercícios.

Passeamos um pouco e tiramos algumas fotos e voltamos andando, passando de novo pelos outros parques, o que é muito agradável. A área que vimos em obras no dia anterior, no final das contas não nos atrapalhando em nada a caminhada.

Depois de muito discutir sobre onde almoçar, ficamos olhando as resenhas no Google e no Trip Advisor de alguns restaurantes por perto, acabamos decidindo almoçar em uma lanchonete do shopping mesmo, em um lugar chamado Hermanas Ambulantes, que tinha comida que não era lanche e estava bem boazinha, pois achamos as comidas dos restaurantes ali por perto um tanto caras.

Falei com o Rodrigo que eu queria visitar o bairro Barranco, com sua encantadora Ponte dos Suspiros, a charmosa igrejinha... é o bairro mais boêmio da cidade. Na verdade, eu queria também visitar a Bajada de Baños, e atravessar a passarela e descer para a beira-mar, mas vi as fotos na internet e achei um pouco “abandonado”... E também confesso que não me animei descer tudo pra depois subir tudo de novo... Então pegamos um uber e fomos até o Bairro Barranco, onde dava acesso à ponte dos suspiros. Achei o local com um encanto bem diferente... mas também achamos frequentado por algumas pessoas meio estranhas, alguns com cara de moradores de rua... muitos restaurantes pareciam que iam abrir só mais tarde e então ficamos andando por ali e tirando algumas fotos... Mas qual não foi a nossa surpresa quando fomos alvejados de cocô de pombo várias vezes enquanto caminhávamos e acabamos saindo de lá correndo e pegando um novo Uber de volta ao hotel, pra tomar banho e trocar de roupa... Sorte que os casacos eram impermeáveis (Passamos um lencinho de limpeza e pronto), mas a camisa também virou alvo!

À noite comemos onde?! Em La Lucha Sanguchería, porque procuramos por esse lugar no Google e no Trip Advisor em Cusco e não achamos... Então essa seria a nossa despedida... e os sanduíches lá são muito gostosos mesmo.

Descansamos, pois no dia seguinte iríamos a Cusco. Acordamos, fomos trocar mais um pouco de dinheiro no câmbio, ver algumas lojinhas de souvenir (encontrei um pacotinho de balas de coca e comprei, e nos foi muito útil em Cusco), depois voltamos, fizemos o check out no hotel e rumamos para o aeroporto. Nosso voo era por volta de 14h, se não me engano, então quando chegamos no aeroporto, comemos no McDonald’s, para comer bem rapidinho e embarcar, já que ao chegar lá, já seria umas 15h. Achei o meu sanduíche um pouco picante... Será que era minha imaginação ?! Será que é reflexo de toda comida no Peru?! Fizemos bem em comer antes, pois como o voo é rapidinho, não teve nem lanche à bordo, só bebidas.

Chegando lá pegamos um transfer para o hotel, da mesma empresa que pagamos vários passeios por lá, a Condor Travel. O rapaz nos orientou naquele dia comer coisas leves (como sopa e peixe), não beber bebidas alcoólicas e descansar. Poderíamos passear e conhecer a cidade também, mas de forma leve. Eu tinha lido várias coisas previamente sobre o mal da altitude, inclusive sobre uma moça que comeu uma empanada de frango e viu tudo rodar e deitou no chão do restaurante e vieram trazer um chá de coca correndo pra ela tomar... Uma amiga minha que já tinha viajado no ano passado falou que você tem que mastigar a coca e não pode deixar começar a dor de cabeça, depois que começa, não tem remédio que faça passar... confesso que fiquei morrendo de medo... mas tínhamos que enfrentar esse mal da altitude pra conhecer essa cidade encantadora!

 

Eu comprei as balas de coca pois imaginei que o Rodrigo fosse recusar mastigar a folha de coca por achar que está suja e que fosse implicar de tomar o chá de coca porque ele não é fã de chá... e foi muito bom ter comprado, elas têm gosto de menta e ajudam de verdade no mal da altitude.

O rapaz nos entregou nossos tickets dos passeios que fechamos (city tour e Machu Picchu) numa pasta pequena e falei que queria fechar outros passeios, como o de Moray e das Salineras de Maras, mas ele falou que eu teria que ligar para o telefone que estava na pasta para fechar com eles... fiquei chateada pois falar em espanhol pessoalmente é uma coisa, mas pelo telefone é mais difícil!

Durante todo o trajeto, ficamos nos entreolhando e perguntando: “E aí? Tudo bem?” E ainda estávamos muito bem, sem sentir nada... Não estávamos enjoados e nem com falta de ar, graças a Deus. Eu tinha as balinhas de coca na bolsa e já comecei a chupar logo, com medo do que minha amiga falou sobre as dores de cabeça dela, mas não senti muita diferença, na verdade não estava me sentindo mal naquele momento.

Chegamos no hotel (ficamos no San Augustin Plaza) e estava meio confuso, com  um grupo grande que estava saindo. Minha coluna estava doendo (nessa viagem minha coluna doía bastante nos dias de voo de avião) e eu queria deitar. Fizemos o check in e nos colocaram em um quarto no térreo, com duas camas de solteiro (mesmo nós tendo fechado previamente quarto com cama de casal). Reclamamos, mas as funcionárias da recepção falaram que só poderiam trocar no dia seguinte. Fomos para o quarto e deitamos para descansar. O Rodrigo brincou que se era pra descansar e não fazer muito esforço, então que tínhamos que aproveitar! Dormimos praticamente a tarde toda e acordamos lá pelas 19h, com fome. Então fomos procurar algum lugar para comer e andar pela cidade. Não estávamos com vontade de comer nem sopa e nem peixe (ainda mais que tinha lido que a sopa é rala, é quase uma “água suja” de frango e não curto). Ficamos procurando na internet algum lugar para comer e Rodrigo teve a idéia de comermos massa... será que seria pesado ?! Eu tinha lido em algum blog de viagem recomendação sobre um lugar chamado Carpe Diem e resolvemos comer lá. Saímos do hotel e fomos caminhando devagar pela rua do hotel (que era uma principal) até a praça principal da cidade. Confirmamos que nosso hotel ficava bem em frente ao Qoricancha, um dos locais turísticos a se conhecer na cidade. Descobrimos que a rua do hotel era um pouco íngreme e tínhamos que andar devagar, pois dávamos alguns passos e parecia que tínhamos andado dois quarteirões. Comemos mais uma balinha e nos sentimos um pouco melhor daquele cansaço da caminhada. Andamos um pouco e chegamos na praça onde fica a Catedral e os prédios principais. Na hora de pesquisar os hotéis, procuramos por um hotel que não ficava em uma rua que era muita subida (vimos algumas assim lá que tinha alguns restaurantes bem recomendados e não subimos com medo de passar mal). Na verdade não contava que a rua do nosso hotel fosse um pouco íngreme... e nem que fosse um pouco distante do centro, embora não tão distante.

Ah! E não precisa nem dizer que em Cusco estava ainda mas frio à noite do que em Lima... fazia lá pelos seus 6 graus de frio e às vezes até menos!

Procuramos por esse restaurante e ele ficava em uma rua com vários restaurantes, todos com pessoas nas portas assediando para a gente entrar... Entramos no restaurante, era bem pequenininho, e tinha uma parte de baixo, que estava cheia, e uma parte de cima, subimos a escadinha e eu fiquei preocupada em como iríamos descer se passássemos mal depois da comida.  Juro que fiquei olhando se do lado da mesa tinha espaço pra eu deitar no chão se por acaso visse tudo rodar, igual a história que eu tinha lido. Achei o restaurante caro e com ar de comida sofisticada. Não ligamos muito pra isso, na verdade minha alma de gordo adora quando o restaurante serve comida farta e gostosa e, infelizmente quando o restaurante tem comida sofisticada, as porções embora quase sempre gostosas, são pequenas. Pedimos pratos de massa que não tinham nada de carne pra não ficar pesado e estava bem gostoso. Ficamos esperando um tempinho e graças a Deus não passamos mal. Dividimos uma sobremesa pra adoçar a vida e voltamos para o hotel caminhando novamente. Cusco é uma cidade com ar de cidade pequena e bem antiga o que a torna encantadora. Dá pra fazer tudo ali pelo centro à pé... só não dá pra ir nos sítios arqueológicos a pé... é uma pena... Hehehe!

Voltamos para o Hotel e descansamos de novo, porque no dia seguinte tinha City tour à tarde.  

 

 

  • Vou acompanhar! 1

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Parque Maria Reiche

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Nós no Parque Maria Reiche

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Débora em Parque Maria Reiche

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Rodrigo em Puente de Los Suspiros

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Nós em Puente de Los Suspiros

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A ponte vista da rua de baixo

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Outra vista

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Outra vista da ponte

 

  • Gostei! 1

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No dia seguinte acabei acordando cedo, com muito barulho de mala e turista conversando no corredor no quarto que nos deram, com duas camas de solteiro, no térreo. Fiquei muito chateada com isso... Tínhamos um City tour programado para a tarde, então tomamos café (decidi por tomar chá de coca com menta, que era bem bonzinho, pra dar uma “turbinada”) e fomos andar pelo centro da cidade e tirar algumas fotos. Fiquei com receio de durante o City tour não ter tempo de tirar as fotos com calma e foi muito bom ter feito isso, porque realmente na hora do city tour, essa parte foi um pouco corrida. Antes disso, fiquei tentando entrar em contato com a empresa dos passeios (a Condor Travel), pelo Whats App e pelo e-mail sem sucesso, então pedimos ajuda para a recepção do hotel para ligar para a empresa e fechar o passeio para Moray e as Salineras de Maras. A recepcioista ligou para a empresa e depois de algumas tentativas, conseguiu e me passou e eu tive que falar em espanhol pelo telefone com a atendente, o que foi um desafio... Mas consegui me fazer entender e entender o que era dito pra mim também. Depois de me passarem de um atendente a outro (uns 3), consegui fechar o passeio com uma senhora que não lembro o nome, acabei optando por pagar pelo cartão de crédito, o que seria mais prático, e ela falou que no dia seguinte, o guia estaria passando entre 8h e 8:30 no saguão do hotel e tiraria cópias do passaporte e do cartão de crédito. Então, tudo resolvido, fomos passear... mas qual não foi nossa surpresa quando a recepção do hotel nos perguntou se éramos nós que queríamos trocar o quarto e que teríamos que deixar nossas coisas arrumadas para trocar o quarto?! Pensei: “pronto, é agora que não vamos mais passear”... Voltamos e arrumamos nossas coisas que já estavam espalhadas, jogamos tudo dentro da mala de novo e eles falaram que eles mesmos iam levar de um quarto a outro, quando o outro estivesse pronto. Ficamos tranquilos (a mala estava trancada), e só aí fomos passear.

Caminhamos devagar, sentindo agora uma leve dor de cabeça e de vez em quando meu estômago ficava um pouco embrulhado... mas nada terrível não. Tiramos várias fotos no centro histórico, na praça onde tem a Catedral de Cusco e a Igreja da Companhia de Jesus e a fonte com a estátua em homenagem ao Inca Pachacuti que foi um dos governantes mais importantes do império inca e o grande responsável pela expansão e prosperidade desta civilização. Tentamos entrar na Igreja da Companhia de Jesus, achando que era a Catedral, mas era pago e eu achei caro para nós dois (não lembro o valor), o Rodrigo falou para eu ir sozinha, mas acabei desistindo. Entramos em uma feirinha para olhar os artigos e fomos procurar um lugar para comer, pois era umas 11h e o city tour era por volta de 13h (e ainda tínhamos que voltar até o hotel pra encontrar o guia lá). Procuramos no Google e no Trip Advisor, mas todos os restaurantes bem recomendados e baratos ficavam em ladeiras bem íngremes e não nos arriscamos a subir nesse segundo dia. Achamos na internet a recomendação de um restaurante oriental, que nem lembro mais o nome, mas quando chegamos lá, não tinha mais nada no lugar (dava pra ver pela porta de vidro) e estava fechado. Achamos então a recomendação de um restaurante chamado Hanz Homemade Crafts and Beers, mas tivemos dificuldade em achar a porta deles e depois desistimos, pois parecia uma hamburguería e eu queria comer comida e não lanche. Andamos para lá e para cá e tudo o que víamos, em todos os restaurantes, os preços eram por volta de 40 Soles cada prato ou mais caro... achávamos caro... fomos abordados inúmeras vezes por funcionários dos restaurantes que queriam que entrássemos, mas dizíamos que não, até que vimos que era próximo de meio dia, nos demos por vencidos e aceitamos entrar em um restaurante que um rapaz simpático que nos abordou, nos indicou. Ele disse que poderíamos sentar no balcão, com a vista para a praça... subimos uma escadinha meio escondida e chegamos lá em cima, um salão cheio de mesinhas, decoração interessante e o balcão, que achei por fora que era maior, com as mesinhas... O nome do lugar era La Estancia Andina Grill. Depois percebi que os restaurantes dos lados tinham todos esse mesmo balcão! Pedimos trutas, o Rodrigo com um acompanhamento de quinoa e eu com legumes. Trouxeram uma entradinha com milho seco, batatas chips, batata doce chips, e outras coisinhas mais, e demorou... mas demorou pra servir os nossos pratos e ficamos impacientes, pois tínhamos hora para o passeio. Assim que serviu, tínhamos uns 15 minutos para comer e mais 10 para andar até o hotel de volta. Comemos até no tempo certo, rapidinho, e estava bem gostoso, não posso me queixar! Pedimos a conta e... demorou de novo... aí levantamos para indicar que tínhamos pressa e a senhora, que parecia a dona, falou com impaciência que poderíamos ficar esperando sentados, mas falamos que tínhamos pressa. Pagamos e voltamos praticamente correndo até o hotel. Ao chegar no hotel faltando tipo uns 3 minutos para as 13h, a recepção do hotel nos avisou que nós teríamos que estar presentes na troca da mala, de quarto. Ficamos tensos, e falamos que tínhamos o passeio, ao passo que o hotel falou que assim que o guia chegasse, nos avisavam e pediam para ele esperar. Acompanhamos o funcionário, abrimos a porta do quarto, ele pegou nossa mala e ficamos esperando o elevador, que não chegava de jeito nenhum. Ele resolveu subir de escada com a mala no ombro e nós subimos atrás (fiquei preocupada em subir as escadas rápido e na altitude, mas não sentimos nada, graças a Deus). Deixamos a mala no quarto e aproveitamos para ir no banheiro rapidinho. Quando estávamos saindo do quarto, o telefone tocou, nos avisando que o guia estava nos esperando. Ufa! Deu tempo!

O guia do passeio era muito, muito simpático. Se eu não me engano, o nome dele era Joseph. Contava apaixonadamente a história da cidade. Ele falou que sabia falar um pouco de português e poderia fazer isso para nós, mas dissemos que estava bem ele falar em Espanhol porque queríamos treinar os ouvidos (e conseguimos entender o Espanhol, quando falam devagar, muito melhor do que conseguimos falar em espanhol). Passamos em outros hotéis para pegar outros turistas: Um casal de idosos com uma filha jovem espanhóis de Pamplona (que disseram que no dia seguinte iriam a Machu Picchu), um casal jovem de Jerez, na Espanha também e um casal jovem Colombiano. Seguimos o passeio e o primeiro lugar de parada foi o Qoricancha. Distribuíram alguns fones de ouvido, os tickets de entrada (o nosso foi parcial, enquanto o dos outros foi total, achei estranho, mas não falei nada na hora, achei que iam nos dar o restante depois) e fomos adiante. Chegou um casal novo também que levaram para lá para junto de nós na entrada e depois descobrimos que eram paraguaios. Fiquei encantada com a visita feita pelo guia do Qoricancha e tudo que foi contado sobre a história do lugar e dos Incas... É surpreendente a história desse povo! No meio da visita mais um casal chegou e o guia até pediu desculpas pela confusão que tinham feito com eles. Era um casal novo também, do México. Saindo do Qoricancha, seguimos para Sacsayhuaman. Chegando lá, o guia explicou a história do lugar, que se acredita ter sido um forte, e visitamos por fora, observando as paredes com aquelas pedras enormes, que foram montadas como em um quebra cabeças... o guia falou que tinha uma subida para um mirante e quem não quisesse ir ou não aguentasse no meio do caminho, que iríamos voltar pelo mesmo caminho, então poderia esperar. Mas quem quisesse ir, seguia com ele. E tentamos seguir, quase morrendo, pois subir qualquer subida que seja naquela altitude, não é fácil. Quando chegamos lá em cima, falei com o guia que isso não vale, pois vivemos no nível do mar e ele riu da piada. Ficamos nós e o casal de paraguaios (que tinham chegado naquele mesmo dia, coitados) um pouco para trás, mas conseguimos chegar lá em cima, observar a cidade, tirar algumas fotos e voltar. O lugar é muito bonito, mas também parece que foi palco de muitas batalhas sangrentas. Voltamos para a van, passamos por uma turba de vendedores de bugigangas, e fomos para o novo sítio, chamado Puca Pucara. Neste lugar descemos da van, um pouco longe do local e o guia nos explicou (de longe) que era como um posto entre duas cidades, para pernoitar. Explicou sobre as pedras utilizadas, que em cada sítio arqueológico são diferentes umas das outras (umas são avermelhadas, outras, se não me engano, amareladas e outras brancas). Neste momento estava um vento muito muito frio e voltamos para a van para nos abrigar e não fomos até lá o local. Mas me dei por satisfeita em olhar de longe mesmo, parecia mais do mesmo, daquelas incríveis paredes de pedra. Continuamos o passeio e fomos para Q’enqo, que pelo que o guia explicou, era um local sagrado, onde faziam as mumificações dos antepassados. Ele falou do que os Incas acreditavam de vida e morte e dos mundos, e que a população de hoje, em geral, da região acredita no cristianismo, mas também na Pacha Mama e todas as coisas consideradas sagradas para os Incas.

Seguimos de novo para a van e nos levaram para uma ONG que auxilia os produtores locais de tecido com pelos de lhamas e alpacas. Eles mostram como tingem e a diferença entre um bom produto e o “genérico” e nos deixam à vontade para olhar tudo, comprar e ajudá-los. Tive muita vontade de comprar várias coisas, mas era tudo muito caro, não dava para o meu orçamento, infelizmente! Acabamos só comprando uma água mesmo, pois a garrafa que tínhamos levado já tinha acabado.

Neste momento nosso grupo de turistas já estava bem entrosado e conversando sobre vários assuntos e nós tentando nos comunicar também. Foi bem legal! O rapaz mexicano disse que já tinha estado em São Paulo e ficou tentando falar algumas palavras em português e falando bem do guaraná e do açaí. Nós ficamos tentando explicar aos colombianos que já estivemos na Colômbia e gostamos de lá, e a moça colombiana não acreditava que tínhamos gostado de Bogotá e falando rápido, como vimos que na Colômbia eles falam rápido mesmo (e eu nem imaginava que falavam tão rápido antes de irmos!)

Seguimos mais uma vez com a van que retornou para Cusco, para o centro histórico... e andamos à pé de onde a van nos deixou, para a Catedral. O guia tinha perguntado se poderíamos terminar no centro histórico e muitas pessoas gostaram, para depois comer por ali mesmo. Chegando na Catedral, o guia nos explicou sobre a conquista espanhola e como foi para os Incas participar das artes da igreja e tudo mais e do sincretismo religioso que acabou existindo, mesmo que um pouco escondido. E graças ao filho de um conquistador espanhol com uma Inca, que aprendeu a ler e escrever, e que deixou registrado os costumes dos seus ancestrais, que sabemos um pouco sobre esse povo, que era muito inteligente, mas que infelizmente não tem registros de escrita.

O tour acabou por aí, na porta da Catedral, devolvemos os fones de ouvido e nos despedimos... acho que era por volta de 19h... acabou que voltamos para o hotel, deitei um pouco para consertar a coluna, uns 30 minutinhos, fomos ao banheiro e nos arrumamos de novo para ir comer. Decidimos comer pizza e Rodrigo achou uma boa indicação chamada El Molino. O lugar não era grande e era bem familiar. Ficamos no primeiro salão e não vimos o outro que tinha adiante, mas ficamos bem acomodados. A pizza era divina! Adoramos! Depois voltamos para o hotel, deitamos cansados e com uma dor de cabeça chata e fomos descansar, pois no dia seguinte eu tinha inventado mais passeio pra gente! Mas estávamos lá, naquela altitude, tínhamos que aproveitar! E é um local com tantos sítios arqueológicos para visitar, que sempre vai ter alguma coisa por fazer, infelizmente.

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Nós e a Catedral

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A catedral

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Mais da praça

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Mais da praça, que é linda

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Nós e a fonte com o Inca

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Almoçando com vista para a praça

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Qoricancha

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Dentro do Qoricancha

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Mais de dentro do Qoricancha

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Sacsayhuaman

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sacsayhuaman

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Subindo para o mirante

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Nós no mirante

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Descendo... a vista é incrível!

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Puca Pucara

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Qenqo

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Entradinha que dá medo

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Onde faziam a mumificação

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tentando sair rapidinho! Hehehe

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Explicação sobre os tecidos

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Comendo pizza

 

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    • Por Sergio-Mota
      Faaaaaaaaala, [email protected]! Mais uma trip na veia! Dessa vez, uma viagem de 15 dias na companhia de minha querida esposa, em JUNHO de 2019, ao "Umbigo do Mundo", a região de Cusco, no Peru.
      Segue o relato:
      14/06 - Chegada à Cusco
      Desembarcamos às 11h em Cusco e nos guichês turísticos já tinham disponíveis folhas de coca. Fazia 16°, de boa. Táxi saiu por 10 soles até o centro histórico(negocie que eles baixam o preço). Comemos em um restaurante chamado Mamajama, comida muito boa, mas cara. Precisávamos comer bem, mas tinha que ser uma comida leve para evitar o sorote, então fomos de sopas de quinua regionais. Foram 2 sopas e 2 capuccinos, total de 66 soles.
      Umas 13h, fizemos o check-in na Mallku Guest House, onde Odwaldo nos recebeu muito bem e nos acomodou no quarto. Foi um quarto duplo, com duas camas de solteiro, pois não havia nesta data cama de casal disponível. Vi muito relato reclamando de água fria ou pouca nos hostals em Cusco. Lá a água era quente e maravilhosa. Foi uma benção depois de uma loooonga viagem. As camas super confortáveis, com edredons bem potentes. Também tinha TV, armário e chá de coca. Recomendo demais, principalmente para casais que não querem dividir quarto em hostel. A diária saiu por 28 dólares com café da manhã. Claro, tinha opções um pouco mais em conta. Mas essa época do ano, a segunda quinzena de junho, é a mais cara. Descansamos muuuuito… Sorote começou a bater. Uma dorzinha de cabeça chata em mim, uma enxaqueca na minha esposa. Quem tiver enxaqueca, leve seu remédio! Tinha uma farmácia bem do lado do hostel e ajudou muito essa localização da nossa hospedagem, perto de tudo, pontos de ônibus, centro histórico, mercadinhos, padaria.
      Sobre o SOROTE ou MAL DA ALTITUDE: devido à altitude elevada, a quantidade de oxigênio disponível no ar é menor. Isso ocasiona reações no corpo: dor de cabeça, falta de ar, cansaço, peso nas pernas, enjoos ou vômito. Varia muito de pessoa pra pessoa. Tem gente que não sente nada. Mas é comum sentir algo. Por isso, nos primeiros dias, é importante não fazer esforço físico extremo, nem fumar ou consumir álcool ou comida pesada. Também é importante ter algumas medicinas para diminuir o efeito do sorote: folha de coca (sempre), água florida (para inalar) e pílula para dor de cabeça/enjoo. Depois de alguns dias o corpo se acostuma.
      15/06 - Rolê pela cidade
      No dia seguinte fomos trocar os dólares e comprar o boleto turístico na CONSETUR, por 130 soles cada. Passeamos pela Avenida El Sol, a principal do centro turístico, vimos o ensaio do Festival Inti Raymi, no jardim de Qorikancha, que aconteceria no dia 24/06. Aproveitamos e conhecemos o primeiro ponto do boleto, o Museu de Qorikancha. Depois fomos conhecer a Plaza de Armas, onde se concentram os principais pontos turísticos. Ali perto almoçamos, dessa vez achamos um "combo turistico" que valeu a pena, 28soles com entrada, prato principal, bebida e sobremesa.Vimos o Festival de Artes de Rua, compramos alguns lanches e regressamos ao hostel. A noite fomos a Plaza de Armas, onde havia um festival de música. Muita gente, música, frio, fogos de artifícios, foi muito massa!
      16/06 - City tour
      Pela manhã, fomos à Plaza de armas, onde estava tendo um Desfile de Alegorias. A tarde saímos para o City Tour. Primeiro ponto: Qorikancha, que fica quase do lado do hostel. Encontramos nosso grupo e conhecemos a história inca naquele templo sagrado. É impressionante! Contudo, a visita foi bem rápida na nossa opinião, dava pra explorar muito mais, mas o tour ainda havia outros 4 lugares naquela tarde. Seguimos para a van e fomos a Sacsayhuaman. Um local muuuuito foda! Um dos mais incríveis! De lá se tem a vista de Cusco. Novamente, também não foi tempo suficiente para explorar tudo. Seguimos a Quenko, local de mumificação inca. É bem pequeno e logo seguimos a Puka Pukara, onde se tem uma vista sensacional, e muito frio. Por último fomos para Tambomachay, local de purificação dos sacerdotes incas com água. Muuuuito frio. Retornamos a Cusco por volta de 18:30. Sorote bateu pesado na minha esposa. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada de 15 soles de Qorikancha). Não curtimos esse city tour por ser muito rápido e não ter a liberdade de ficar mais onde achamos mais interessante. Esse passeio era para durar o dia todo, mas todas as agências iniciam pela tarde. Então a dica é ir sem agência. Todos os locais tem guia na entrada, que é opcional. E sinceramente, se fôssemos de novo, apesar de todos os locais serem interessantes, iríamos apenas para dois: de manhã a pé para Qorikancha, e de tarde de bus (2 soles) para Sacsayhuaman e ainda iríamos ao monumento Cristo Blanco que fica no complexo de Sacsayhuaman.
      17/06 - Valle Sagrado
      Saímos por volta de 9h na van em direção ao primeiro ponto: Pisac. Antes de chegar ao sítio arqueológico, paramos numas tendas que vendem artesanatos e roupas. Depois seguimos ao sítio. Simplesmente incrível aquele lugar encravado nas montanhas peruanas. Aqui tivemos tempo livre para explorar o local após as explicações do guia. Muitas escadarias. Depois seguimos para uma fábrica de prata, onde produzem a prata pura 950 e pedras semi preciosas da região. A grama da prata aqui custa cerca de 17 soles. Depois seguimos para o almoço em Urubamba. Buffet completo muito bom! Seguimos ao sitio arqueológico de Ollantaytambo. Que lugar sensional!!!! De lá seguimos para Chinchero, mas antes paramos num centro de tecelagem onde é demonstrado como é feito o tingimento da lã com plantas naturais e os significados dos desenhos! Finalmente, a noite, chegamos no sítio de Chinchero. Não deu pra ver muita coisa, estava um pouco escuro e frio. Ficamos uns 20 minutos e regressamos a Cusco às 19h. O passeio custou 50 soles cada pessoa. Esse passeio indicamos fazer com agência. Contudo, uma dica: o passeio original do Valle Sagrado vai primeiro pra Pisac, depois Ollantaytambo e depois Chinchero (esse a maioria das vezes se chega à noite). Então, se você for conhecer Moray e as Salineras de Maras, é melhor incluir Chincero nesse passeio, ao invés do Valle Sagrado, pois fica na mesma estrada. Com isso você conseguirá conhecer Chincero de dia, e no passeio do Valle Sagrado terá mais tempo pra conhecer as maravilhas do sítio de Ollantaytambo, pernoitando lá para ir para Machu Picchu no outro dia (de trem direto para águas calientes ou van para a hidrelétrica). Já é meio caminho andado. Muita gente faz isso.
      18/06 - Moray e Salineras de Maras
      Saímos na van às 09h e pegamos a mesma estrada do Valle Sagrado. Paramos na mesma tenda onde se demonstra o tingimento de lã. Nós já tínhamos decorado até as brincadeiras que elas falavam. De lá partimos a Moray, sítio arqueológico inca de experimentação agrícola para evolução de sementes. Muito bonito e interessante! E muito sol! Fazia era calor por isso vá com roupas bem leves por baixo dos casacos! Depois fomos as Salineras de Maras, custa 10 soles, pois não está incluído no boleto. Muito sol e sal. Bem massa! Mas a estrada foi sinistra! Quem enjoar fácil, tome Dramin. O passeio custou 25 soles para cada pessoa (fora a entrada das Salineras). Descemos no meio do caminho, em Chinchero, para visitar o sítio de dia, mas com aquele sol na cabeça e muito cansaço, decidimos partir logo para Ollantaytambo. Poderíamos pegar um bus ou van (cerca de 15 soles pros dois), mas decidimos pegar um táxi, que saiu 30 soles. Chegamos umas 16h em Ollantaytambo e fomos ao Inti Wassi Hostal. Fica bem perto da praça e do mercado. É barato, café simples, cama mais ou menos, chuveiro quente não funcionou uma das noites. Saiu 42 soles a diária.
      Ollantaytambo é uma cidadezinha muito charmosa, bem pequenina, praticamente uma praça e várias ruazinhas. Adoramos o ar da cidade. Tudo é perto, inclusive o sítio arqueológico. Lá é mais baixo e um pouco menos frio que Cusco, mas venta mais. Acertamos em ficar duas noites lá!
      19/06 - Ollantaytambo
      Amanhecemos nesse lugar abençoado e fomos para as ruínas de Pinkuylluna, que fica de frente ao sítio arqueológico. Muuuuito massa! Que visão se tem de lá! Dá pra ver todo o sítio arqueológico de Ollantaytambo, com uma montanha nevada ao fundo. Perfeito pra fotos e meditação. É grátis e é uma subida de 20 a 30 minutos em escadarias. Devagarinho se chega lá. Vale muito a pena. Descemos e almoçamos no restaurante Ausangate, delícia, recomendo. A ideia era de tarde ir a cascata Peronyalc, mas era preciso pegar um transporte até Pacha, depois outro até o povoado de Somaq, depois subir uma montanha. Estávamos cansados e desistimos. Então criamos nosso roteiro: na entrada da cidade tem um caminho que leva à uma ponte inca. Não está no roteiro turístico. Fomos até essa ponte sobre o Rio Urubamba e tiramos várias fotos lá e seguimos caminhando pela rua paralela ao Rio Urubamba e aos trilhos do trem. Que visual!!!!!! Muitos pássaros e montanhas, e poeira, hehehe. Seguimos andando até chegarmos na estação de trem de Ollantaytambo. Sentamos numa mureta em frente e aguardamos o pôr do sol. Não preciso nem comentar né. Depois saímos pela estação e fomos perambular pelas ruas da cidade. Pessoal, Ollantaytambo é muito hermosa. A maioria das pessoas só conhece o sítio arqueológico, no passeio do Vale Sagrado, e vai embora. Mas vale muuuuuito a pena ficar um outro dia inteiro nessa cidade. E é mais barato que Cusco e Águas Calientes.
      20/06 - Ida para Águas Calientes (ou Machu Picchu Pueblo)
      No outro dia, partimos às 09:30 para a Águas Calientes. Para isso, tomamos a van que vem de Cusco, passa em Ollantaytambo e segue para a Hidrelétrica. Custou 35 soles cada. São 4h30 de muita estrada sinuosa. Bom, era isso ou o trem caríssimo. Recomendável se prevenir do enjôo com remédio e folha de coca. Vistas deslumbrantes e vertiginosas. Chegamos na hidrelétrica por volta de 14h e seguimos caminho a pé pelo trilho. O caminho é praticamente plano, quase todo dentro da floresta seguindo o trilho. O dia estava nublado e muito gostoso para caminhar, mas depois de 1h andando começou a cair uma garoa fina. Capa de chuva! Na trilha é possível tirar muitas fotos, da pra descer no rio, e tem algumas barracas de comida. Tem até camping. Depois de muita caminhada (12km), chegamos na entrada de Águas Calientes (também chamada de Machu Picchu Pueblo). Andamos mais um pouco até o Hostel Killa Sumaq (U$25/dia). Chegamos beeeeeem cansados, sonhando com um chuveiro quente. Essa caminhada vale a pena pela aventura, fotos e economia, vá o mais leve possível com uma mochilinha pequena com o básico, roupas leves pois lá é ameno não necessita de casaco pesado nem muitas camadas de roupa. O hostel é perto da estação de trem, é bem simples, quartos novos, cama confortável, limpo, chuveiro quente, café da manhã simples. Único problema era o barulho dos hóspedes de outros quartos, da cozinha e da escada. Uma dica: quando chegar em Águas Calientes, compre logo seu ticket do bus (caso vc não queira chegar a Machu Picchu subindo por 2h escadarias até lá). O bus é beeeem caro (U$12/trecho), o ônibus mais caro do mundo. Mas pra gente valeu a pena, pois iríamos subir a Montanha Machu Picchu também. Para comprar os tickets do bus, é preciso apresentar passaporte ou RG.
      Sobre Águas Calientes: nos relatos que lemos, só havia observações de que é numa cidade apenas para dormir e ir embora, pois não tem o que fazer e tudo é mais caro. Pois nós achamos a cidadezinha muito massa!!! TUDO na cidade é detalhadamente decorada com simbologias incas: estátuas, bancos de praça, placas, pontes. Tem muita coisa legal pra ver. Vale a pena um rolê de pelo menos um turno, antes de pegar o trem.
      Como chegar em Águas Callientes - existem 4 maneiras: caminhando alguns dias pela Trilha Salkantay; caminhando alguns dias pela Trilha Inca; pegando um trem em Poroy ou Ollantaytambo; pegando a van até a hidrelétrica em Santa Teresa e caminhar 12km.
      21/06 - Machu Picchu
      Chegou o grande dia: Machu Picchu! 21 de junho, Solstício, o ano novo andino. Um dia muito especial na nossa vida. O dia começou bem cedo. Às 4:30 acordamos e já fomos para a parada do bus para subir a Machu Picchu. E já tinha bastante gente. Estava frio. Mas depois que o sol aparece, esquenta. O hostel prepara no dia anterior uma sacolinha com lanches para você comer no caminho. O trajeto demorou uns 25 min até a entrada. Lá tem vários guias que você pode contratar (20 soles/pessoa) mas pode entrar sem guia. Abre as 6am e você entra de acordo com o seu ingresso (compre com no mínimo 3 meses de antecedência no site do governo!). Entramos e já nos encantamos com o local. Tiramos algumas fotos e já seguimos o trajeto para a Montanha Machu Picchu, a imponente montanha que batiza o local. Abre às 7am. É uma subida de muuuuuuuitos degraus, haja fôlego! São mais ou menos 2h de subida até os 3.061m de altitude. Se você pensa em subir a montanha, se prepare antes da viagem. Exige bom preparo físico. E muito joelho! Mas chegar lá em cima compensa todo o esforço. Não tem como descrever a vista de todo o sitio em 360°. Pode ficar lá em cima até às 12h. Descemos devagarinho, por 1h, e chegamos bem cansados lá embaixo. Agora era a hora de visitar a cidade de Machu Picchu. Saímos do parque (para comprar água e ir no banheiro, pois não tem lá dentro) e entramos novamente. Quem tem os tickets das montanhas pode sair e entrar novamente no parque uma vez. Entramos e pegamos um guia e seguimos pelas ruínas. Que história massa! Vale a pena o guia! O passeio guiado acabou umas 15:30, e aí se pode ficar de boa no parque até às 17h. Sobre os horários: quem vai pras montanhas (ou Montanha Machu Picchu ou Montanha Waynna Picchu) pode entrar bem cedo e sair às 17h. Quem tem boleto só para conhecer a cidade, ou fica pela manhã ou pela tarde. Não pode ficar o dia todo. Porém, nós não vimos nenhum controle sobre isso. Pegamos o bus de volta às 16h, comemos umas besteiras e dormimos (capotamos) até o outro dia.
      22/06 - Retorno à Cusco.
      Às 10h da matina seguimos para a estação de trem que fica bem próxima ao hostel. Compramos as passagens 2 dias antes no site da IncaRail, numa "promoção" do vagão 360°, até a estação de Ollantaytambo. Saiu por U$68 cada. É beeeem caro! A nossa ideia era voltar de novo pela hidrelétrica e pegar a van de 6h de viagem até Cusco, mas estávamos bem cansados e ainda tínhamos 1 semana pela frente. Digo: valeu muito a pena! Não só pela comodidade e rapidez, mas pela experiência. O caminho do trem vai seguindo o rio Urubamba, um cenário de filme. Ainda mais nesse vagão 360°, que tem vista sensacional. Chegando em Ollantaytambo, já pegamos uma van (10 soles) até Cusco, pouco menos de 2h de viagem. Almoçamos assistindo ao jogo do Brasil x Peru (5x0!) pela Copa América. Curtimos um pouco mais do movimento da cidade. Nossa! São muitos desfiles e manifestações culturais. Cusco não pára em junho! A noite fomos ao bairro San Blas, conhecido por sua igreja e pela boemia noturna. Conhecemos um bar chamado ECO180, que tem uma vista de 180° de cima da cidade de Cusco, com música ao vivo e cerva gelada! Recomendamos demais!
      23/06 - Dia de compras
      Fomos ao Mercado Artesanal de Cusco, que fica no final da Av. El Sol. Lá é um dos locais mais baratos para comprar artesanatos, presentes, etc. Almoçamos por lá e deixamos as coisas no hostel e fomos a uma loja com peças de designers locais (Isa Luna). Fim de tarde voltamos para o hostel.
      24/06 - Inti Raymi
      Festival do Sol. O dia mais esperado do ano em Cusco. Muuuuuuuuuuuita gente na cidade! O festival começa às 09h no jardim de Qorikancha. Depois as pessoas todas seguem para a Plaza de Armas, e às 10:30 começa lá. Depois todos seguem para Sacsayauman, iniciando às 13h. Lá é o único local que tem que pagar ingressos (caríssimos), mas dá pra ver de grátis de cima do sítio. Nós não fomos. Em Qorikancha e na Plaza de Armas foi bem difícil de ver as encenações, pois havia muita gente. Os nativos alugam banquinhos (5 soles) para vc subir para (tentar) ver melhor. Estava muuuuuito lotado! Ficamos um pouco decepcionados com a falta de estrutura para acomodar a multidão. Mas se você for cedo para um dos dois locais e guardar um lugar legal, dá pra ver de boa, leve água, chapéu, protetor solar. Almoçamos e fomos visitar o Museu de Arte Popular e o Museu de Arte Regional (inclusos no boleto). Voltamos, pedimos uma pizza e descansamos para o outro dia: Montanha Colorida (Rainbow Montain).
      25/06 - Montanha Colorida (Montana 7 Colores ou Rainbow Mountain)
      Às 04:45 a van passou no hostel. Nesse dia minha esposa não foi porque ficou bem gripada, e sabíamos que a Montanha era o lugar mais punk de todos. Assim, ela decidiu ficar para não perder os outros dias. A van pegou os outros passageiros e partimos em direção a um vilarejo para tomar café da manhã (incluso no pacote). Demorou 1h30 até lá. Então sugiro comer algo antes de pegar a estrada para não ir em jejum. Após o café, seguimos por mais 1h até o ponto de subida. Essa parte da estrada é de terra e bem sinuosa, estilo a estrada da hidrelétrica. Por volta de 9h chegamos no local para subida, a uma altitude de 4.200m. O guia fornece bastão para ajudar na subida e tem folhas de coca, água florida e oxigênio (para casos graves). A subida começa quase plana, mas já dá pra sentir um peso no corpo e o cansaço. Na metade do caminho começam as subidas íngremes. Essa parte é bem cansativa, começa a bater o sorote (é normal). Uma leve dor de cabeça, cansaço, pernas pesadas. A cada 10 passos uma parada. Tem que ir devagar, no seu ritmo. Muita gente fica pelo caminho, outros utilizam os cavalos para subir e/ou descer. Custa 50 soles o trecho ou 80 soles subir e descer até certo ponto. O cavalo não sobe até lá em cima. Na subida tem banheiros (1 soles), gente vendendo lanches/água. Depois de 1h subindo, cheguei no ponto onde a maioria das pessoas que conseguem subir ficam e tiram as famosas fotos. Ali são 5.000m!!! Um sentimento de superação! Mas dá pra subir mais! Quem quiser chega aos 5.036m! Parece pouca a diferença, mas nessas condições 1cm é muito, acredite. Ao chegar lá em cima a recompensa é a visão de 360° do Valle Rojo. Muitas montanhas coloridas, montanhas nevadas, águias, riachos, que visual!!! E que frio!!!! No topo venta muito, sensação de zero grau! Então vá preparado pro frio extremo: segunda pele, fleece, casaco corta-vento, gorro, luvas, cachecol, óculos. Esse é o passeio mais frio de todos. Fiquei cerca de meia hora lá em cima. Depois começamos a descer, que é muito mais fácil. Por volta de 13h partimos pro mesmo lugar do café da manhã para comermos um farto almoço (incluído no pacote). Após um breve descanso, regressamos à Cusco. Nesse retorno, a van deu problema no motor e tivemos que pegar um transporte de linha urbana, que parava em toda parada e estava lotado. Foi foda! Já estava bem cansado. Pelo menos a parada final da Topic era perto do meu hostel. Cheguei já de noite, beeeem cansado. O passeio completo custou 80 soles (transporte, guia, entrada, café da manhã e almoço).
      26/06 - Rolê pela cidade
      Pela manhã fomos ao museu que ainda restava do boleto: Museu de Arte Contemporânea. Almoçamos muito bem no restaurante Chia (recomendo aos veganos!). Depois conhecemos a Catedral por dentro, pois havia uma missa acontecendo, a visita na catedral tem tours guiados pagos, mas quando está havendo missa pode entrar gratuitamente. Demos mais um rolê pela cidade, entramos em algumas lojinhas e retornamos ao hostel. Foi um dia light. Amanhã teria outro passeio puxado: Laguna Humantay.
      27/06 - Laguna Humantay
      A van passou às 4:30 e seguimos para buscar os outros passageiros. 5h pegamos a estrada em um longo caminho até chegar em Mollepata, onde tomamos café da manhã às 8h. Fica a dica para comer algo antes ou levar pra comer no carro. As 08:30 saímos em direção a Soraypampa, início da caminhada. Lá tem vários acampamentos onde o pessoal que faz a trilha Salkantay fica. Iniciamos a subida por volta de 9h, a uma altitude de 3.900 metros. Começa plana e vai ficando íngreme, parecida com a da Montanha Colorida. Mas como a altitude é um pouco mais baixa, não é tão cansativo e nem frio quanto. Mas é puxado. Sobe e pára, sobe e pára. 1h de subida e a montanha Humantay vai se mostrando. A recompensa vem com a vista mais linda de toda a viagem: a Laguna Humantay. Que cenário de filme aquele. Valeu todo o esforço chegar aos 4.300m! Ficamos até 13h e voltamos pro mesmo ponto para almoçar. Às 14h partimos de regresso a Cusco. O passeio custou 95 soles por pessoa (incluído café da manhã, almoço, guia, transporte e entrada).
      28/06 - Adios Cusco
      Nosso vôo era às 18h, então aproveitamos a última manhã para ir no Mercado San Pedro. Típico mercado popular, onde os nativos frequentam, tem muita opção de comida, artesanato, roupas, etc, aquela confusão massa, hehehe. Vale muito a pena comprar por lá e ver os costumes do povo local. Voltamos ao centro histórico e almoçamos no restaurante Avocado (especialista em Abacate, delícia!) e voltamos ao hostel, depois aeroporto.
       
      Bom, de acordo com nossa experiência nessa viagem, esse seria um roteiro que faríamos para otimizar tempo/dinheiro/esforço físico:
      Sugestão de roteiro de 14 dias: (PRINCIPALMENTE NA SEGUNDA QUINZENA DE JUNHO)
      Dia 1 - Aclimatação
      Dia 2 - Comprar boleto turístico, trocar dólares, rolê pela cidade (museus, praças, igrejas, lojas, mercado).
      Dia 3 - Qorikancha e Sacsayauman
      Dia 4 - Moray, Salineras de Maras e Chinchero
      Dia 5 - Valle Sagrado: Pisac e Ollantaytambo (pernoita lá)
      Dia 6 - Ollantaytambo
      Dia 7 - Ida de Ollantaytambo para Águas calientes de van pela Hidrelétrica
      Dia 8 - Machu Picchu
      Dia 9 - Águas Calientes e retorno de tarde de trem a Ollantaytambo ou Poroy, depois ida a Cusco.
      Dia 10 - Inti Raymi
      Dia 11 - Laguna Humantay
      Dia 12 - Rolê (museus, praças, igrejas, lojas, mercado etc)
      Dia 13 - Montanha Colorida
      Dia 14 – Rolê/Adios Cusco
      Frio/Altitude:
       
      Cusco > Ollantaytambo > Águas Calientes
      Nível de dificuldade:
      Montanha colorida > Montanha Machu Picchu > Laguna Humantay > Outros
      Locais inclusos no Boleto Turístico:
      Sacsayhuaman
      Q’enqo
      Puca Pucara
      Tambomachay
      Museu de Arte Contemporânea
      Museu Histórico Regional
      Museu de Arte Popular
      Museu de site Qoricancha
      Centro Qosqo de Arte Nativo
      Monumento ao Inca Pachacuteq
      Pikillaqta
      Tipon
      Pisac
      Ollantaytambo
      Chinchero
      Moray
      O que levar para os passeios:
      Roupa de frio, roupa de caminhar, bota ou tênis, chapéu ou boné, filtro solar, batom de cacau, óculos escuros, folha de coca, capa de chuva, mochila pequena com lanche e água.
      Sugestão de restaurantes (o TripAdvisor não falha!):
      Cusco: Yaku, Avocado, Chia.
      Ollantaytambo: Ausengate
      Dica para economizar comendo fora: muitos restaurantes têm o "menu do dia" ou o combo (entrada + prato principal + bebida + sobremesa), por volta de 25 soles.
      Onde comprar mais barato: Mercado San Pedro e Mercado Artesanal de Cusco.
      Site oficial Machu Picchu: https://www.machupicchu.gob.pe/
      Sites das companhias de trem:
      https://incarail.com/
      https://www.perurail.com
      Aplicativo Fiestas de Cusco 2019: Disponível na Playstore e App Store
       
      Bom galera, essa foi nossa maravilhosa viagem à região de Cusco, no Peru. Foi uma trip banhada pela cultura peruana (pré-inca, inca e pós-inca) com muita história, arqueologia, arquitetura, dança, arte, misticismo, gastronomia e natureza. Depois enviaremos fotos e mapas!
      Hasta Luego!
      Sergio e Sabrina.
       
    • Por edufehrer
      esse foi nosso roteiro, ordem dos passeios:
       
      ·        Cusco
       
      ·        Valle Sagrado
      (Pisac, Salinas de Maras, Moray, Chinchero,  Ollantaytambo)
       
      ·        Valle Sul
      (Tipon e Pikillaqta, Andahuaylillas)
       
      ·        Macchu Pichu + Wayna Picchu
       
      ·        Banhos Termais de Colcamayo (Santa Teresa)
       
      ·        Laguna Humantay
       
      ·        Cerro Colorado/Montañas de Colores/Rainbow Mountain
    • Por Juana Carvalho
      VIAGEM PARA O PERU – VANI & JUANA
      OS PREÇOS PODEM VARIAR PARA MAIS OU PARA MENOS*
       
      ITINERÁRIO
      IDA DIA 04/05/2019 – VOLTA 15/05/2019
      CUSCO X ÁGUAS CALIENTES (MACHU PICCHU)
      > PASSAGEM: CUSCO X RJ IDA E VOLTA
      ·       VALOR TOTAL PARA DUAS PESSOAS VOO NOTURNO COM UMA PARADA EM LIMA: R$ 3.200,00 – LATAM
      >  HOTEL COM CAFÉ DE MANHÃ:
      ·       CUSCO 5 A 15: 10 DIÁRIAS = R$913,00 (Aparthotel alugado pelo Airbnb, próximo a praça das armas)
      ·       ÁGUAS CALIENTES 7 A 8 (MACHU PICCHU): 1 DIÁRIAS R$116,00 (Booking)
      ·       TOTAL: R$ 1.029,00
      ROTEIRO 10 DIAS EM CUSCO
      1.     Dia 05/05 - Domingo
      Chegada à CUSCO!
      Chegamos à cusco por volta das 6:10 da manhã (MUITO FRIO), pegamos um Taxi (15 soles) até o hotel (Recoleta, Cusco 08000 - Urbanizacion Zaguán del cielo F8 a espaldas de la cervecería hay un letrero de salón de eventos y clínica odontologics vitalis), o taxista (Whatsappp - 51973182684) foi indicado pelo dono do Aparthotel.
      No nosso primeiro dia conhecemos um pouco da cidade de Cusco, para nos acostumar com a altitude da cidade que é de 3.399 metros. É importante beber muito líquido nessas primeiras horas por lá, tomar cházinho clássico de coca e dedicar esse meio dia para adaptação.
      Trocamos os reais que levamos por soles aos poucos, primeiro R$ 1.000,00 reais que deu 790 soles, achamos por 0,79 na Avenida Del Sol. Para não correr o risco de comprar notas falsas, vá a uma agência cadastrada e de preferencia na avenida principal, leve também a caneta que detecta nota falsa, custa uns 5 reais a kalunga. 
      Levamos 4.000,00 reais em dinheiro vivo, doideira? sim, porém não queríamos pagar taxas absurdas para sacar dinheiro lá. Compramos duas doleiras e colocamos dentro das roupas. No dia a dia a gnt andou com as doleras cada uma com um pouco de dinheiro, mas a maior parte sempre escondíamos em algum lugar no hotel.
      Só levamos 300 dólares, para as coisas iniciais e pagamos em alguns momentos que achávamos que valia a pena, voltamos ainda para casa com 140 dólares.
      É importante vocês irem sabendo que se chegar uma senhoria oferecendo uma Alpaca linda para você tirar foto, ela sem duvidas vai cobrar propina, e se você não der, ela vai te xingar kkkkk. Mal chegamos e caímos nessa, e o pior, só tínhamos 20 dólares como nota mais baixa na mão, eu como não sou tão boba assim, perguntei se ela tinha troco pois só assim daria a "propina", ai ela me deu o troco, mas essa foto acabou saindo por 20 soles no final das contas. Então la vai uma dica importante: Ande sempre com moedas de soles se você quiser tirar uma fotinha com as Alpacas.
      Fomos até a Plaza de armas para conhecer essa tão famosa praça, e lá perto fomos até a loja da CLARO e compramos o chip (10 soles), fizemos o plano de  5 GB por 30  dias (30 soles). Compramos também o nosso bilhete turístico completo em Av. El Sol 103, no centro de Cusco, que custa S/. 130 por pessoa (válido para todos os lugares nos três circuitos, em um período de 10 dias). Para não perder tempo já fomos na agencia da INCA RAIL para pegar o nosso bilhete de trem para machu picchu que compramos na internet uns 3 meses antes no proprio site da INCA RAIL, importante falar que também tem a empresa PERU RAIL que possui alguns trens que também fazem o mesmo caminho pra Machu Picchu, vale a pena pesquisar antes e ver qual sai mais em conta.Visitamos as feiras livres como o Mercado Central de San Pedro (Cusco 08002, Peru), Centro Artesanal de Cusco (Ele fica no final da Calle el Sol, em frente à grande fonte pintada e ao Sonesta Hotel), e a Feira Gastronômica da Praça San Francisco que é organizada pela prefeitura de Cusco e acontece aos domingos, tudo muito simples e com preços econômicos. A feira começa bem cedo e vai até a noite. Aí há também jogos, música e apresentação de artistas de rua dos mais variados. Tudo ocorre na praça a céu aberto, ao lado da igreja e em frente ao Colégio Ciências. Almoçamos no Restaurante Fusi Chicken & Grill Restobar (https://www.tripadvisor.com.br/Restaurant_Review-g294314-d6383528-Reviews-Fusi_Chicken_Grill_Restobar-Cusco_Cusco_Region.html), e foi a minha primeira experiência comendo o delicioso prato chamado SOLTADO DE ALPACA (Me da Água na boca só de lembrar).
       
      No mesmo prédio do restaurante fica a agência de turismo RUTA ANDINA (whatsapp 910848805), fomos em duas antes de fechar com eles no mesmo prédio, e pegamos os preços e eles cobriram, lembrando que tudo em cusco é negocial, tudo mesmo, comidas, lembrancinhas, e até os passeios, pesquise bem, negocie para diminuir os valores, vocês vão conseguir com certeza.
       
      2.     Dia 06/05 - Segunda-feira

      Seguindo a programação da Peru Grand Travel (Bilhete TOTAL), este dia foi dedicado para passear pela cidade e  conhecer os melhores lugares em Cusco. Resolvemos contratar o taxista que pegou a gente no aeroporto para fazer o City Tour Cusco (60 soles), com os seguintes sítios arqueológicos que estão incluídas no valor do Boleto Turístico, e você não paga nada mais pela visita. Ufa! A portaria de todos os sítios funcionam das 7h às 18h:
      Tambomachay, um conjunto de ruínas de antigos terraços e banhos fica a 7.7 km de Cusco.
       
      Pukapukara, um antigo quartel e local de hospedagem para os Incas.

       
      Q’enqo, outro antigo lugar de culto, hoje em ruínas, que fica a 4km de Cusco; 

       Sacsayhuaman, ruínas de um antigo templo, que muitos acreditam ter sido uma antiga fortaleza Inca. Fica a 6 km da cidade. (O MELHOR LUGAR SEM DÚVIDAS)


      Lá fica a estátua do Cristo Branco, e temos uma vista linda de Cusco;

      E uma vista panorâmica incrível da Cidade de Cusco.

       Depois desse passeio incrível pedimos pro taxista deixar a gente na praça das armas e fomos andando até o Bairro San Blas para almoçarmos no Restaurante Pachapada, comemos um prato de Trucha (Salmão), não lembro o nome certinho mas segue a foto  (UMA DELÍCIA), pagamos 45 Soles fora a bebida, eu pedi a inkacoca e a Vani um suco.
      Depois fomos visitar alguns museus que estão incluídos no bilhete turístico como : Museu de Arte Contemporânea, Museu Histórico Regional, Museu de Arte Popular, Museu de site Qoricancha. Só faltou visitar o Qoriqancha, ou Templo do Sol, hoje nomeado de Convento de Santo Domingo – A entrada custa 10 soles, e as fotos são permitidas apenas no pátio central do templo. (NÃO FOMOS INFELIZMENTE  ). As demais atrações do City Tour de Cusco ficam nos arredores da cidade.
      3.     Dia 07/05 - terça-feira
      Após o café da manhã, fomos separar a roupa pra levar pra Machu Picchu (uma mochila para cada pessoa está de bom tamanho), e ainda de manhã as 11:00, pegamos O TREM  THE 360 da empresa Inca Rail para águas calientes. Chegando la fomos direto pro Hotel fazer o chekin, e deixar as mochilas e fomos conhecer essa cidade aos pés de Machu Picchu ( que é um encanto por sinal). Compramos a passagem do Ônibus para a subida à Machu picchu fica bem pertinho da feira de águas calientes só que do outro lado da ponte, fácil de encontrar. O bilhete do trem por pessoa foi 22 dólares ida e volta (em media 185 reais por casal), uma facadinha linda, mas vale a pena. O bilhete para entrada de Machi picchu compramos uns 3 meses antes pelo site do governo peruano, custou 152 soles por pessoa (Cerca de 182,00 reais por pessoa), vale a pena comprar no site do governo peruano, pois agências cobram bem mais caro. De noite fomos tomar uma cervejinha cusquenha e comer pizza em um restaurante que não lembro o nome em frente ao rio.
      4.     Dia 08/05 Quarta-feira
      O GRANDE DIA!
      Já que estávamos na cidade de Águas Calientes (ponto de encontro para subir o Machu Picchu), fica fácil de acordar cedinho e seguir até a estação de ônibus para fazer a viagem.  Contratamos um guia na entrada de Machu Picchu e falamos que queríamos o guia em grupo para sair mais em conta, em media está 40 soles por pessoa. Ficamos caminhando por Machu Picchu (Foto abaixo), energizando o corpo e mente, comprei o bilhete das 8 horas, é importante chegar lá pelo menos 1:00 antes.

      É inexplicável a sensação de estar em Machu Picchu.
      Após a visita, fomos até o Hotel/Hostel fazer o check out e pedimos para deixar as mochilas na recepção (é uma pratica comum la). Após almoçarmos em um restaurante em frente a estação de trem por 30 soles (entrada + prato principal + suco), Fomos direto para águas termais tomar aquele banho tradicional (foto abaixo) e tomar uma Piña colada (uma delícia), depois seguimos de trem para Cusco.

       
      5.     Dia 09/05 Quinta-feira
      Como estávamos mortas, fizemos um passeio mais perto de Cusco. Fomos conhecer o Pantanal de Huasao: Groot e o Senhor dos Anéis em Cusco, A poucos quilômetros de Cusco, há um parque temático onde os personagens dos ‘Guardiões da Galáxia’ e ‘O Senhor dos Anéis’ foram desenhados em madeira. O pantanal de Huasao é um ambiente natural, onde pode-se estar longe da cidade e desfrutar da natureza..
      Esta atração está localizada no distrito de Oropesa. A uma curta distância de lá, há um parque jurássico ideal para visitar com os pequenos. Você também pode desfrutar do famoso ‘Pão chuta’ e ‘Lechón al horno’.
      Como chegar lá? – Da cidade de Cusco, os ônibus são direcionados para Oropesa na Avenida de la Cultura. A viagem leva aproximadamente 30 minutos. Ou pode pegar um táxi como fizemos que custou 30 soles a ida e 15 a volta.
      Quanto custa? – A entrada para o Pantanal de Huasao é de 1.50 soles (0.5 dolares)

      6.     Dia 10/05 – Sexta-feira
      Fizemos o passeio do Vale Sagrado, em média custa 30 soles por pessoa com van e guia incluso mais buffet, o passeio de um dia começa em torno das 9h e segue até às 19h. O passeio do “Vale Sagrado” inclui a visita aos parques de Pisac, Ollantaytambo e Chinchero que estão inclusos no boleto turístico. 
      O primeiro parque visitado no tour é Pisac (foto abaixo), mas antes são feitas algumas paradas em centros de artesanatos. Uma dica importante, escolha sentar do lado esquerdo do ônibus/van na ida.


      Depois de Pisac paramos para almoço em um buffet e depois seguimos o passeio com a visita ao parque de Ollantaytambo (abaixo). Que é um cidade incrível.

      Sim é muito lindoooo....  Segundo lugar mais bonito na minha opinião.


      Essa foto acima é o templo do sol, fica na parte mais alta das ruínas, são 6 enormes rochas monolíticas de granito rosa, colocadas tão perfeitamente unidas que nenhuma folha de papel é capaz de passar entre elas. Sabe o que é mais incrível? Quem disse que aquelas pedras enormes já estavam ali?O lugar mais próximo nas redondezas com granito rosa fica a 4Km de Ollanta, do outro lado do Vale, depois de um rio, no topo de outra montanha, para vocês terem uma ideia estima-se que algumas das pedras do templo do sol pesam mais de 80 toneladas (ISSO MESMO).
      É depois é a vez de Chinchero, esse é o último lugar do passeio.

       
      7.     Dia 11/05 – Sábado
      Nesse dia fomos visitar o Laguna humantay (foto abaixo), que é aquela bela caminhada de 2 horas subindo (tem gnt que faz em 1 hora e meia), porém não somos fitnes e subimos a Cavalo por 40 soles por pessoa, saiba que é muita adrenalina, mas que no final compensa, o passeio completo com ônibus ida e volta, almoço, café da manha, Guia turístico, etc. esta em média 75 Soles por pessoa. Foi um dos lugares mais cansativo porém o mais lindo depois de Machu Picchu claro.

       
      8.     Dia 12/05 – Domingo
      Esse é o dia para visitar os belos povoados incas com suas casas coloniais, onde é possível apreciar os tesouros que esta terra sagrada esconde em um agradável e singular tour: ATV Maras–Moray–Salineras (foto abaixo). Este é um dos passeios mais clássicos de Cusco e um dos mais fantásticos. Visitamos os terraços agrícolas em forma de círculos, conhecemos a extração de sal em meio às montanhas. Tudo isso sabe de que? Quadriciclo. O passeio em media custa 100 soles por pessoa, incluindo, Traslado de ida e volta de hotéis selecionados, Transporte a partir de Cusco, Quadriciclo por pessoa , Capacete, Combustível, Guia fluente em inglês e espanhol,  porém não inclui almoço pois é um passeio de meio dia só, fomos na parte da tarde, mas recomendo ir na parte da manhã, apesar de ser mais cheio você terá um tempo maior para visitar a salines, a gente teve que fazer o passeio correndo na salines pois já estava tarde e o parque estava fechando, fora que é perigoso voltar pois a pista para a salineras é bem estreita e com uma ribanceira do lado, tanto que não se pode mais ir com o Quadriciclo pra la, eles levaram a gente em um táxi. A Entrada opcional ao sítio arqueológico de Moray esta incluso no bilhete turístico,  e a entrada para as minas de sal custa 10 soles. Leve dinheiro para comprar o sal de lá e os chocolates salgados, compramos os dois, porém perdermos o Sal em alguma buraco negro da mala :(.


      9.     Dia 13/05 – Segunda – Feira
      Esse dia fomos fazer o passeio do vale sul, que não é tão conhecido no turismo de cusco, mas queríamos conhecer. Fizemos esse passeio com o mesmo taxista dos outros passeios, custou 80 soles. A entrada para os sítios estão no bilhete turístico.
      Visitamos o centro Arqueológico de Tipon, e admirar o sistema de irrigação Incaico (foto abaixo).

      Admiramos as construções de mais de um nível feita com pedras pequenas no parque arqueológico de Piquillacta (foto abaixo).

      Depois fomos visitar o Monumento ao Inca Pachacuteq que fica dentro de cusco mesmo e tem uma visão linda da cidade.
      10.     Dia 14/05 – Terça – Feira
      Como foi o meu niver ficamos andando pela cidade de Cusco e depois descansamos para sair a noite.
      A noite fomos no La fabrica Sports Bar (foto abaixo), que é um Pub americano em cusco. Comemos um hambúrguer (35 soles) que quase não aguentamos hahahahha, e bebemos a Cerveja tradicional Peruana (Cusquenha) 10 soles a garrafa de 600 Ml.

       
      11.     Dia 15/05 – Quarta - Feira
      A despedida... Dia de acordar, tomar um café da manhã  e se despedir da cidade de Cusco e da vibe incrível do Peru, compramos lembrancinhas no mercado são pedro, é recomendado comprar um pouco afastado do centro (praça) por ser mais barato. Fomos almoçar no restaurante Ceviche Seafood (O MELHOR SEM DÚVIDAS - foto do prato abaixo). Depois fomos na tradicional e maravilhosa sorveteria Qucharitas (foto abaixo), um lugar mágico e muito bom para tirar fotos pois o teto é cheio de sombrinhas e eles ainda dão essas folhas para ficar pintando e relaxando, esse foi o segundo dia que fomos nessa sorveteria, mas não lembro qual foi o outro dia, esse prato da foto é chamado de Vulcão alguma coisa. Super recomendo!

      Abaixo um mapa que usamos bastante.

       
      PLANILHA DE DESPESAS DA VIAGEM PARA DUAS PESSOAS EM MEDIA - VALORES REFERENTES A MAIO DE 2019
      PASSAGENS:  R$ 3.200,00 (ida e volta latam)  + R$ 505,00 (duas malas 10 kg) = R$ 3.705,00  
      HOTÉIS :  R$913,00 (10 DIAS EM CUSCO) + R$116,00 (UMA NOITE EM ÁGUAS CALIENTES) = R$1.029,00
      ALIMENTAÇÃO: R$1.000,00 (ALMOÇO, JANTA, LANCHES, BEBIDAS) = R$1.000,00
      TÁXI/BUS: R$34,00 (AEROPORTO IDA E VOLTA) + R$30,00 (PELA CIDADE) +  R$185,00 (BUS AGUAS CALIENTES SUBIDA MACHU PICCHU) =  R$249,00 
      PASSEIOS:   R$ 978,00 (TREM IDA E VOLTA ÁGUAS CALIENTE/MACHU PICCHU)  + R$ 70,00 (VALE SAGRADO) + R$ 240,00 (ATV SALINERAS MORAY) +   R$ 180,00 (LAGUNA HUMANTAY) + R$ 96,00 (VALE SUL TAXI)  =  R$ 1.564,00
      ENTRADAS: R$ 24,00 (SALINERAS) + R$ 320,00 (MACHU PICCHU) + R$ 302,00 (BILHETE TURÍSTICO 10 DIAS) = R$ 646,00
      LEMBRANCINHAS: R$ 250,00
      TOTAL: R$ 8.393,00
          
      Lembrando que os valores podem mudar para a mais ou para menos e depende muito do estilo de viagem que você pretende fazer, pois pode se economizar mais ainda com passeios, com a alimentação, hotéis, dentre outras coisas.
      Nós não fizemos o passeio da montanha colorida pois estávamos exaustas e não iriamos aguentar a trilha, mas em media estava 40 soles por pessoa, dizem que vale a pena, e também tem a opção de alugar o cavalo, ouvimos falar que era 60 soles por pessoa.
      Siga meu instagram @juanacarvalho pois lá tem todas as dicas da viagem e os videos e fotos nos destaques. 
      É assim encerra o roteiro dessa cidade conhecida como o umbigo do mundo,  vocês sem dúvidas vão querer voltar para lá assim como a gente, espero ter ajudado, e boa viagem!


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