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Peru light em Setembro de 2018 - Lima e Cusco (incluindo Machu Picchu)


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No dia seguinte acordamos moídos e com muito sono... nosso novo quarto do hotel, agora no terceiro andar, ficava de frente para a rua e para o Qoricancha. A vista era linda, mas não dormimos nada com o barulho da rua, muita gente querendo badalar (ainda mais que foi sábado!), fazendo muito barulho de madrugada.

Nos aprontamos, tomei mais chá de coca no café da manhã (e sempre com as balinhas na bolsa) e fomos para o saguão esperar o guia, antes das 8h da manhã. Esperamos, esperamos...  chegou 8:30 e ninguém apareceu. Rodrigo falou para ligarmos para a Condor Travel para saber o que tinha acontecido e pedi para ele falar em espanhol com eles, porque eu já tinha falado no dia anterior. O hotel ligou para a empresa novamente para nós, e após explicar pelo telefone o que tinha acontecido, ele falou que uma senhora (deve ter sido a mesma que me atendeu no dia anterior) ficou brigando com alguma outra pessoa pelo telefone (que a gente acha que era o guia) e depois falou que um rapaz iria nos buscar de táxi no saguão do hotel, pela Condor Travel. Achamos estranho, mas não tinha como ser diferente. Ficamos esperando e depois de alguns longos minutos (já não tinha mais nenhum turista esperando por seus passeios no saguão do hotel, só nós mesmo), apareceu um rapaz bem moreno, com cara de inca... ou melhor, de índio peruano, perguntando pelos nossos nomes. Nos apresentamos, o seguimos e entramos no carro, que tinha uma plaquinha de táxi em cima. O carro seguiu pelas ruas de Cusco, o motorista mudo, ouvindo reggaeton e de vez em quando cantava junto com a música. Ele parou em um sinal de trânsito e saiu do carro e tirou a plaquinha de táxi em cima do carro, guardou na mala... Nos entreolhamos Rodrigo e eu. O carro continuou, motorista mudo, reggaeton tocando no rádio, passou acho que por todas as ruas de Cusco, começou a subir ladeiras, chegou em um lugar muito, mas muito pobre, calçadas de terra, lixo por todo lado, cachorros revirando o lixo, vendinhas de frente para a estrada, casinhas sem acabamento, muita gente simples transitando. Parou no sinal de trânsito. Nos entreolhamos de novo... fiquei olhando os ônibus que passavam e se algum tinha escrito alguma coisa que se parecesse com “centro da cidade”, pra caso a gente ficasse perdido por ali, pedir carona e poder voltar. Rodrigo disse pra mim depois que ficou pensando que se fôssemos largados por ali,poderíamos ser depenados em 1 minuto. Toda a população local tinha face de índio peruano e nós não. O carro continuou e passou por alguns lugares mais rurais e continuamos tensos. Até que entramos em uma localidade mais urbana (Que depois vi que era Chinchero) e o motorista parou o carro e ficou ligando de celular para vários contatos... e nós ainda tensos. Até que ele descobriu que tinha que falar com um tal de Jorge. E aí ele ligou para o Jorge pra perguntar onde o mesmo estava. Descobriu o nome da rua, mas não a encontramos. Fomos para frente e voltamos no retorno umas duas vezes e nada... Ele começou a perguntar para os locais onde ficava a rua e ninguém sabia onde ficava. Foi até engraçado, porque ele chamada todos os senhores de "papi". Até que ele ligou de novo para o Jorge e pediu por uma localização melhor e o Jorge ficou nos acenando na esquina da rua, quando passamos por ali o achamos. O carro entrou na rua, parou perto da van, agradecemos e saímos para entrar na van. O guia, que era o tal do Jorge, ficou brincando que estávamos atrasados e eu não gostei da brincadeira, afinal o erro não foi nosso. Entramos na van e qual não foi nossa surpresa ao ver que quase todas as pessoas do passeio de ontem estavam na van novamente?! Adoramos! Fizeram festa quando entramos e ficamos felizes. Estavam os mexicanos, os colombianos e o casal espanhol. Nos perguntaram o que tinha acontecido e falamos que não sabíamos, tinham nos esquecido no hotel, e foi aí que o casal mexicano comentou que isso também aconteceu com eles no dia anterior, por isso que chegaram atrasados no Qoricancha. Perguntamos o que tínhamos perdido do passeio até ali e o casal colombiano nos informou que eles tinham visitado uma outra comunidade de produção de lã de alpaca, vicunha, etc, parecida com a do dia anterior. Seguimos de van para a próxima parada, passando por paisagens mais rurais. Chegamos em Moray. Chegando lá, o guia nos informou que teríamos que comprar um novo boleto parcial de entradas (com os tickets dos lugares que iríamos visitar naquele dia, diferente do que tinham nos dado no dia anterior) por nossa própria conta e depois a empresa ia reembolsar... O guia nos deixou na fila e entrou com o grupo. Ficamos chateados, mas acabamos aceitando... mas ficamos mais chateados ainda quando descobrimos que após enfrentar toda aquela fila de compra de ingressos, eles só aceitavam a compra em dinheiro vivo (não aceitavam cartão) e tínhamos quase o valor todo em Soles (faltava tipo uns 20 soles pra gente)... sorte que o Rodrigo tinha levado todos os soles que tínhamos e mais alguns dólares. Como iríamos fazer?! A vendedora do guichê falou que poderíamos trocar o dinheiro lá dentro. Entramos, a contragosto do pessoal que fica organizando a entrada, e explicamos que tínhamos que trocar o dinheiro. Nos indicaram uma portinha de uma casa, entramos e o lugar estava meio vazio, com umas cadeiras apenas e entrou também um rapaz com uma pochete que falou que poderia trocar o dinheiro pra gente. Fez um câmbio horrível pra gente, mas não tínhamos outra opção. Trocamos o que estava faltando e voltamos para a bilheteria. Fiquei na fila pra segurar o lugar (a fila estava pior do que antes) e Rodrigo foi direto ao guichê, a moça aceitou que ele furasse a fila e lhe entregou as entradas. Agora sim, entramos direitinho, com os funcionários da entrada fazendo uma cara melhor, furando o ticket referente ao sítio arqueológico visitado.

Avistamos o grupo e fomos nos encontrar com eles. O guia novamente brincou que éramos os “atrasadinhos” e recomeçou a explicar a história do lugar. Fiquei chateada com aquela brincadeira, pois não éramos os culpados por estarmos atrasados.

O guia explicou que Moray tem várias plataformas circulares que a princípio achavam que eram anfiteatros. Mas depois chegaram à conclusão que funcionavam como um centro de pesquisa agrícola, onde cada nível oferecia um ambiente climático diferente e servia para cultivar diferentes plantas de forma experimental. Eles eram regados por meio de complexos sistemas de irrigação. Tudo muito interessante. Nos levou morro abaixo para ver de perto um dos sistemas de plataforma e disse para sentirmos a energia do lugar, respirar profundamente 3 vezes e  nos darmos as mãos para fazermos uma corrente de energia. Infelizmente não é possível mais entrar nessas plataformas... Mas nos contentamos em ver do lado de fora. Subimos novamente morro acima e visitamos mais dois desses complexos de longe, tiramos várias fotos e voltamos para a van. Entre um complexo e outro de plataformas, o guia perguntou se estávamos lá ou tínhamos ficado para trás de novo, brincou novamente que éramos os atrasados, pois às vezes ficávamos tirando fotos e chegávamos por último. Foi aí que não aguentei e falei que a culpa não era nossa, pois estávamos no lugar combinado, na hora certa. O guia deve ter ficado sem graça e ficou brincando com a gente sobre outras coisas e perguntou de onde éramos e ficou falando bem de nossa cidade.. Mas não deixei de ficar chateada com a situação. Seguimos em direção às Salineras de Maras. No meio do caminho, o guia ia explicando o que iríamos visitar, mas diferente do guia do dia anterior, não tinha microfone e era difícil pra nós entendermos o que ele falava com o barulho da estrada, ele lá na frente da van e nós lá atrás porque chegamos por último.  

A caminho de Maras, paramos em um mirante, para olhar de longe e vimos como o lugar é lindo!

Foi nessa hora que o guia explicou que iria nos ressarcir o dinheiro do ticket e depois a empresa pagava pra ele. Foi nos dar o dinheiro no mirante, mas estava ventando muito e até falei pra tomar cuidado para o dinheiro não voar! Ficamos mais tranquilos, mas não menos chateados com toda a situação.

Entramos nas Salineras (não precisava daquele ticket parcial. O guia nos deu um papelzinho, que era como um ingresso, mas ninguém nos pediu nada na entrada) e o guia nos explicou que a água corre pela montanha e vai “coletando” o sal da terra, pra em seguida encher os platôs na montanha e quando a água evapora, o sal fica nos platôs, a comunidade coleta e vende produtos com esse sal. Tudo é perfeitamente posicionado, até quando o sol bate na montanha, ele também ajuda nesse processo. Incrível!

Tiramos várias fotos e, experimentamos alguns produtos da feirinha, o guia nos convidou a experimentar a água que corria na canaleta e ver como era salgada. Falei que tinha dificuldade em me abaixar por causa da coluna e a colombiana me perguntou o que eu tinha... err... ahnnn... como se explica em espanhol hérnia de disco?! Falei em português e ela me entendeu, porque é praticamente igual! Hehehehe. Ela me explicou que também tinha e o tratamento que ela tinha feito e que fazia Pilates... Ih, eu também! Hehehe! Acabou que abaixei e experimentei a água salgada e quentinha e o Rodrigo me “guinchou” pra cima (ahahaha que vergonha!), pois além da dor em abaixar, de tanto evitar abaixar pra coluna não doer, as pernas não estão tão fortes como antes!

Bem, após ficar algum tempo lá nas salinas, voltamos para a van e o guia nos explicou que iríamos almoçar pra depois ir a Ollantaytambo. A van seguiu e entrou no meio da estrada em um restaurante que não lembro o nome, que era como uma grande casa com jardim bonito. É daqueles restaurantes que se paga um preço fixo e pode se servir do que quiser. Estava tudo muito gostoso e comemos muito. As bebidas pagava à parte. Nos serviram Pisco Sour como cortesia e brindamos. Após comer e pagar as bebidas, seguimos para a van e fomos para Ollantaytambo. Pegamos um pouco de trânsito na entrada da cidade, a van estacionou, percorremos um caminho entre uma feirinha e entramos no sítio arqueológico apresentando o ticket parcial novamente para ser furado no lugar da visita.

Eu tinha uma ideia diferente de Ollantaytambo antes de entrarmos. Achei que seria igual a Sacsayhuaman, como uma fortaleza... mas fiquei muito surpresa ao ver que era uma cidade, as pedras eram iguais, mas eram diferentes! Hehehe! E era uma cidade linda! Subimos vários degraus e parávamos em alguns pontos estratégicos para o guia nos explicar sobre a cidade e como ela prosperou e como tudo funcionava. É difícil transmitir tudo o que ele nos falou, só posso aconselhar que vocês vão e sintam, vejam tudo e ouçam todas as explicações com seus próprios olhos e ouvidos. O guia nos explicou que o lugar onde estávamos tinha formato de lhama e nos convidou a subir mais ainda até a suposta cabeça da lhama e eu virei para o Rodrigo e falei “não quero”, fazendo careta. Confesso que tive muito medo de subir aqueles degraus irregulares todos de pedra, com a minha coluna do jeito que está... Mas até que ela se comportou muito bem! E eu já falei que o nosso guia era um senhorzinho?! Pois é... e ele ia com o cajado dele subindo, no ritmo dele, devagar e sempre... E eu aproveitava pra ir atrás, pois o ritmo dele estava bem bom pra mim! Hahaha

Subimos até quase e o céu e eu não cansava de me surpreender com o lugar! Descemos todos os degraus novamente até um outro pedaço do sítio, onde mostrava como eram as casinhas na época dos Incas e nos reunimos novamente e o guia  nos agradeceu a todos por estarmos ali. Voltamos para a van em seguida e voltamos nosso longo caminho de volta para Cusco, primeiramente conversando todos sobre os países de todos nós que lá estávamos, as comidas, as culturas, tudo. E todos anotaram o nome do guia Jorge para ligar para a Condor Travel para pedir para no dia seguinte ser o mesmo guia do grupo novamente. Confesso que não morri de amores pelo guia não e chegamos tão cansados que acabamos não ligando para pedir nada.  A van deixou os colombianos em um ponto no meio do caminho, em ollantaytambo mesmo, onde iriam ficar para no dia seguinte irem a Machu Picchu. Depois deixou os mexicanos e os espanhóis em um hotel bem bonito em Urubamba (outro lugar no meio do caminho), parecendo um sítio, para igualmente irem a Machu Picchu no dia seguinte e voltamos nós (Rodrigo e eu), o guia e o motorista para Cusco, cochilando, cansados, mas satisfeitos com o passeio legal que fizemos (e passamos por todos aqueles lugares de novo que passamos com o rapaz do táxi na ida, agora na volta!).

Voltando para Cusco, seguimos para o restaurante que tínhamos procurado no dia anterior chamado Hanz Homemade Crafts And Beers, um lugar pequenininho, mas muito ajeitadinho e que o dono (um oriental muito simpático) faz questão de mimar os clientes. Ele serve água para purificar, antes da alimentação, e dá um uma frutinha de presente no final. Pedimos sanduíches que estavam bonszinhos, comemos e voltamos para o hotel, com um frio de rachar nas ruas. Descansamos, para no dia seguinte, conhecer a cereja do bolo: Machu Picchu!

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Nós em Moray

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O grupo descendo e subindo morro

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Mais de Moray

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Nós e as Salineras de Maras

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Maras -  quando você olha as fotos e acha que não tem quase nenhum turista...

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Na entrada de Ollantaytambo

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Ollantaytambo

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Subindo atrás do guia (de boné e mochila)

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Vista lá de cima (estão vendo uma "casinha" no meio da montanha que está bem de frente?! Nos explicaram que é como se fosse um refrigerador deles, pra guardar comida e ficar fresquinha

 

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Rodrigo tirando a foto

 

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Subimos mais...

 

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Lá em cima, pedras imensas e de formatos cheios de significado...

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Mais da parte de baixo do sítio arqueológico

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E mais da parte de baixo de Ollantaytambo, como eram as casinhas na época dos Incas.

 

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  • 1 mês depois...
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E finalmente estamos chegando ao fim do relato! Desculpem a demora, estávamos passando por alguns problemas com familiares, mas agora tudo está mais tranquilo e posso continuar!

No dia seguinte acordamos muito, mas muito cedo, pois a van da Condor travel iria passar por volta de 5h da manhã no nosso hotel para nos levar a Machu Picchu. No café da manhã do hotel parecia que só tínhamos nós comendo, nos aprontamos na maior velocidade que conseguimos, tendo em vista que estávamos bem cansados, e assim que terminamos de comer, a guia (que falava português) apareceu para nos levar (e mais um outro casal que estava no nosso hotel também) para a van. Fazia um frio daqueles, com direito a usar cachecol, gorro e luvas! Seguimos com a van até outro hotel para pegar um outro casal mais velho que nós e depois seguimos para Ollantaytambo, de onde saía o trem para Machu Picchu. Foram umas 2 horas de viagem até lá. Quando chegamos, a guia pediu para ficarmos com os bilhetes na mão, nos levou até a estação, entramos, seguimos para uma sala de espera e ficamos esperando, sentados em um banco, o horário do nosso trem. No meio do caminho passamos pelo grupo de hispanohablantes dos dias anteriores e cumprimentamos eles, um cumprimento muito alegre, ficamos felizes!

Na sala de espera tinha banheiro e a guia falou que poderíamos ir, mas eu estava um pouco ansiosa, com medo de perder o trem e o Rodrigo não estava ainda com vontade, não fomos. Notamos que tinha uma tela com os horários de saída e os números dos trens. A toda hora vinha alguém da Condor Travel conferir o horário dos nossos tickets, foram acho que uns 3 guias diferentes. Eles orientaram o outro casal que estava conosco a pegar o  trem que estava saindo naquele momento e nós continuamos com o outro casal, que tinha já um pouco de idade, na sala de espera, cheia de gente.

Foi quando percebemos que chegou um novo trem, e era o nosso trem, e ele já ia sair e chegou uma moça da empresa do trem segurando uma placa com o número e falando para todos acompanharem ela. O casal que tinha mais idade não percebeu e já ia ficando para trás, porque nessa hora todo mundo da Condor Travel sumiu e ninguém nos orientou! Sorte que o Rodrigo foi lá falar com eles, para eles irem também, já que o trem deles era o mesmo que o nosso. Seguimos a moça, mostramos o ticket do trem, entramos no trem, procuramos nossos lugares e graças a Deus deu tudo certo. Fiquei meio tensa e chateada com a falta de assistência nesse momento.

A viagem de trem foi muito bonita, não conseguia desgrudar os olhos da janela! A uma certa hora, serviram lanche, que era uma bebida que poderíamos escolher (ou suco, ou chá ou café) e um pedaço de bolo que era bem gordinho.

Chegamos de trem na cidade de Águas Calientes (também conhecida como Machu Picchu Pueblo) e quando saímos do portão, encontramos a nossa guia (Wilma, também muito apaixonada pela história de seu povo) procurando pela gente. Parece que só faltava a gente para completar o nosso grupo. A guia falava português e o nosso grupo todo era de brasileiros. Encontramos nossos amigos hispanohablantes no meio do caminho com um guia falando em espanhol e o Rodrigo ficou chateado, porque queria um guia falando Espanhol também, mas eu fiquei bem tranquila, porque por um momento não teria que fazer tanto esforço pra entender o que era dito!

A guia nos perguntou se queríamos ir ao banheiro e estávamos apertados e acabamos indo ao banheiro e atrasando um pouquinho o grupo, pois a fila estava grande. Depois de atrasar um pouquinho o grupo, este seguiu com a guia explicando como era essa pequena cidade e onde iríamos almoçar, (o almoço já estava incluído no preço). Seguimos por umas ruelas e fomos parar em uma rua mais larga onde tinha o ponto do ônibus para subir para Machu Picchu. Mostramos o ticket do ônibus, pegamos o ônibus (que diga-se de passagem achei que estava bem quente lá dentro e suei, toda encasacada que estava, e arranquei fora o casaco... todo esse passeio foi um tira-e-põe de casaco infinito, pois a gente fazia esforço para subir os degraus e eu ficava com calor e tirava o casaco, ficava parado, eu ficava com frio e colocava o casaco!) e o ônibus seguiu em zigue-zague bem rapidinho até a porta do parque. Vista bem bonita pela janela também. E finalmente chegamos!

Descemos do ônibus e enquanto algumas pessoas foram comprar água e ir ao banheiro, a guia foi carimbar nossos passaportes com o carimbo do Machu Picchu. Nós que não fomos ao banheiro ficamos conversando com umas senhorinhas do grupo que viajaram com o sobrinho e que estavam bem animadas. Confesso que a princípio, muito antes da viagem, achei meio bobo carimbar o passaporte, um documento, com o carimbo do Machu Picchu... mas depois gostei da ideia e fiquei bem feliz em tê-lo no meu passaporte, ele é lindinho! Hehehe

Seguimos para uma pequena porta de entrada e depois de passar pela roleta com os tickets do parque, a guia já seguiu nos explicando a história de Machu Picchu. No início tem uma vista bonita das montanhas ao redor, uma casinha, uns degraus de pedra, uma lhama comendo graminha ao longe e a guia nos levou mais adiante, quando todo mundo subiu os degraus de pedra e aí todos fizeram “uau!” Foi nossa primeira vista panorâmica (e primeira foto da vista) da cidade. E aí a gente pensa de tudo: em como valeu a pena todo o esforço para estar ali, em como a civilização antiga nos surpreende, em como Deus é grandioso... em tudo!

Seguimos o caminho subindo degraus de pedra e a cada momento era um “uau” diferente. E a guia explicando toda a história do lugar. Foi um tanto cansativo todo o trajeto de sobe e desce de escada de pedra, mas valeu a pena! Em outros momentos tivemos mais surpresas com a vista novamente... A vista é magnífica, a história do povo é espetacular e todo o legado é grandioso! Só vimos (e tiramos fotos) das lhamas de longe... eu queria fazer um selfie (sem a lhama cuspir em mim) mas não consegui! Não levei cusparada, mas também não fiz a selfie! O melhor momento é aquele que a gente chega onde tem a vista do tipo “cartão postal”... é sem palavras pra descrever a grandiosidade do lugar! É simplesmente magnífico! Existem milhares de turistas poluindo a foto que você está tirando, do local magnífico, mas afinal de contas, você também não é turista e também não está poluindo a foto dos outros?! Ficamos brincando que iríamos substituir os turistas das fotos por lhamas.

Engraçado foi que eu achei que o sobe e desce iria ser pior... mas não tivemos nenhuma reação com  a altitude, porque Machu Picchu é mais baixo que Cusco, então estávamos no lucro!

Depois de nos maravilhar com a vista da cidade por fora, foi a hora de explorar por dentro. Passamos pela porta e a guia foi nos levando pelo labirinto que é aquilo tudo e nos explicando cada canto que dava pra visitar. Muito legal! Existem alguns lugares que dizem ter energia, por terem sido locais de culto aos deuses, e a gente aproveitava para ficar com as mãos postas, "pegando" a energia do lugar... já que estávamos lá, vamos aproveitar!

Não dá pra descrever tudo o que foi explicado e visto lá, tem que ir para experimentar. Não sei se senti uma energia de outro mundo, só sei que fiquei muito feliz por estar vivendo e conhecendo de perto tudo aquilo!

Eu gostaria de ressaltar também a parte que eu achei incrível como tinha tanto turista da terceira idade lá e todos subindo e descendo aqueles degraus de pedra todos lá na maior disposição... será que é mesmo a energia do lugar que revigora as pessoas?!

Quando terminou a visita, não queria sair... saí com o coração na mão... Pegamos a fila para o ônibus de volta, cansados e com fome... Acho que era perto de 13h... Ah! Levamos alguns biscoitinhos do café da manhã para o caminho e também levei uma garrafa d’água de 700ml (que levei do Brasil e fiquei carregando para cima e para baixo nessa viagem) que enchemos com as garrafinhas menores no hotel, porque li que eles não deixavam entrar com garrafas pet... Mas não se estressem com isso! Eles deixam entrar sim! Não vi lixeiras dentro do parque (só do lado de fora) mas as pessoas respeitam e não vi ninguém jogando lixo pelos cantos, as pessoas guardavam e jogavam nas lixeiras do lado de fora. Também não tem vendas do lado de dentro, então quem estava sem água comprou antes da entrada do parque, no lugar onde é o “ponto final” dos ônibus.

Bem, seguimos de novo em zigue-zague no ônibus até Águas Calientes (que acho o nome mais bonitinho que Machu Picchu Pueblo) e seguimos conversando com o outro casal que estava no mesmo hotel que a gente e no mesmo grupo com a guia que falava português, até o restaurante. O restaurante era self-service e tinha umas comidas muito bonitas e boas. Não lembro agora o nome... Acho que era El Mapi.

O grupo dos hispanohablantes estava lá também, em uma mesa no fundo, mas como já estávamos conversando com o outro casal simpático de brasileiros, de Rondônia, seguimos naquela mesma mesa. Depois do almoço deu uma lombeira, mas nos despedimos e fomos a feirinha que tinha perto, ficar olhando lembrancinhas até a hora do nosso trem partir. Próximo da hora do trem partir, entramos na estação e perguntamos para um funcionário em qual porta tínhamos que entrar e este indicou 4-5. Ficamos em frente ao local indicado, esperando a porta abrir e vimos que a 6-7, que era na lateral esquerda, já estava aberta, com muita gente passando. Vi o casal de mais idade que veio no mesmo trem que a gente nesse mesmo salão sentado em umas cadeiras. O Rodrigo viu que tinha duas moças que não falavam espanhol tentando se comunicar em português com as pessoas mas ninguém entendia elas e fomos ajudar. Era o mesmo trem que o nosso e falamos para elas aguardarem ali também. Até que chegou uma funcionária da Condor Travel, riscou nossos nomes em um papel na prancheta, perguntei pelo nosso trem e ela falou para aguardarmos ali e sumiu. Achamos estranho que a hora estava passando e nada do portão 4-5 abrir. E foi então que passou uma outra funcionária da empresa de trem, conferindo os tickets das pessoas no meio do caminho e falou para seguirmos pelo portão 6-7, pois era aquele mesmo e o trem já ia partir! Falamos correndo com as moças que também estavam perdidas e saímos correndo desembestados para o trem. Quando subimos no trem, dei graças a Deus que deu tempo... Mas o trem ainda demorou quase 1h pra sair em direção a Ollantaytambo! Nem precisava tanta correria!

E ficamos novamente chateados com a Condortravel que nos deixou na mão na orientação quanto à saída do nosso trem!

A vista da volta foi igualmente espetacular! Teve apresentação de dança dentro do trem e também teve lanche. Chegamos em Ollantaytambo mais tarde que o previsto, com o céu já escuro, procuramos e não encontramos ninguém da Condor Travel. Fomos no banheiro, estávamos apertados, e na saída do banheiro, o Rodrigo encontrou um dos guias da Condor Travel., que nos levou até o lado de fora e nos deixou junto com aquele mesmo outro casal simpático do nosso hotel, que ficamos conversando. Ele perguntou se estávamos junto com uma outra pessoa de nome Rogério, se não me engano... Não sabíamos dessa pessoa, mas ficamos imaginando se não era o casal de mais idade que estava com a gente! Coitados! Será que perderam o trem da volta?! E agora?! Na hora de correr, eu nem lembrei que tinha visto eles sentados esperando também! O guia ainda esperou mais um pouco, mas depois resolveu nos levar de van para Cusco e deixou um outro guia, amigo dele, lá esperando mais um pouco. Seguimos de van de volta de Ollantaytambo para Cusco, com o caminho escuro e nós cochilando, por umas 2h. Ao chegar no hotel o tempo já estava frio e nós muito mais cansados!

Procuramos um lugar para comer que ainda estivesse aberto, pois já estava um pouco tarde, pra voltar para o hotel de novo e descansar, pois o dia seguinte seria o da volta. Comemos massa na Trattoria Adriano e reencontramos lá as senhorinhas do passeio, que estavam com o sobrinho, de novo.

No dia seguinte, tinham acabado os passeios e era só nos aprontar para voltar. O problema é que a Avianca mudou o horário do nosso voo e os voos que eram um após o outro ficaram com um tempo grande de conexão e nós iríamos ficar sem fazer nada, uma incrível perda de tempo.  O Check out do hotel era de manhã, tomamos café, arrumamos a mala, saímos e ficamos fazendo hora dando um último passeio na cidade. Depois compramos um lanche e voltamos para o hotel. No hotel, o transfer da Condor Travel nos levou para o aeroporto, pegamos o voo para Lima (que como eu disse, a Avianca fez o favor de mudar o horário e nos deixar mofando no aeroporto de Lima) e no aeroporto de Lima ficamos esperando de 15h até 21h, quando pudemos finalmente voltar para o Brasil, pra chegar só pela manhã aqui, mortinhos! Reencontramos no aeroporto as senhorinhas com o sobrinho de novo e o casal de espanhóis, todo mundo voltando para suas cidades. Foi uma longa espera, mas a viagem toda valeu a pena, voltamos muito mais ricos de conhecimento e experiências fascinantes!  

Nós gastamos em média, por dia, para o casal, em torno de 150 soles (contando deslocamentos, comida, água e souvenirs), em alguns dias gastamos um pouco mais e em outros, um pouco menos. O câmbio estava mais ou menos 1 Sol = 1,22 Reais.

Espero que tenham gostado do meu relato e que eu possa ter ajudado em algum planejamento de viagem! Se quiserem perguntar alguma coisa, é só falar! Então por hoje é só e até a próxima viagem!

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No trem indo a Machu Picchu

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Um pouco da vista do caminho

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Entrada (depois que desce do ônibus)

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Não sabia o que nos esperava

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A vista, no início, era assim

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Subimos um pouco e...

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Uaaaauuu

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Andamos mais um pouco e  mais Uau! A vista tipo cartão Postal! A guia que tirou essa foto legal!

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Mais uma foto tirada pela guia que sabe quais são os "hot spots"

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Mais uma da série expectativa (vazio) X realidade (cheio de turistas)

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Entrada para a cidade... e a lhama fofa fazendo pose!

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Entrada para a cidade

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Passeando...

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Passeando...

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Passeando...

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Passeando...

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Passeando...

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Conseguimos uma selfie com a lhama láááá longe

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Não existem só as lhamas passeando por lá, vimos também chinchilas!

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É hora de dar tchau...

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    • Por Macieltk
      Alguém tem informações sobre a fronteira Brasil x Peru? Estou programado para ir ao Peru, via Acre, dia 06 de Julho, estou com medo da fronteira não abrir. 
    • Por Natália C. Santos
      Eu estou devendo esse relato a anos por aqui (3 anos para ser mais exata), pois foi graças a vários relatos que li que eu pude criar o meu roteiro, conferir o dinheiro necessário e quais lugares poderiam me interessar mais ou menos
       
      Eu quero dizer que viajar ao Peru era um sonho de infância. Não sei dizer exatamente quando isso começou, mas era o meu sonho de anos e anos.
      Até chegar ao roteiro de fato, por anos criei vários roteiros, onde a maioria incluía não só o Peru, mas como a Bolívia também e depois Chile... mas quanto mais eu pesquisava, mais adicionava lugares e/ou passeios e menos tempo dava de fazer tudo, então resolver dividir por países.
      Primeiro foi ao Chile, por achar mais seguro para a minha primeira viagem internacional sozinha e só incluía duas cidades, Santiago e Atacama e menos tempo também – Relato: Viagem Chile - Santiago e Atacama - 10 dias
      Cada pessoa tem um estilo de viajar e suas preferência.. essa época eu buscava paisagens incríveis, história, amizades, hostel animados e um pouco de diversão. Então fiz um roteiro extenso e intenso, pois queria poder conseguir fazer tudo e sem correria, com dias livres para acordar sem compromisso. Resumidamente ficou assim:
      2 dias inteiros em Lima
      2 dias inteiros em ICA
      5 dias inteiros em Arequipa
      10 dias em Cusco / Machu Picchu (água calientes) / Ollantaytambo
      3 dias inteiros + 1 manhã em Huaraz
      1 noite e 1 dia em Lima – Volta para casa
       
      Cronograma:
      Cheguei no Peru as 9:30 da manhã de 04/05/2018 – Sexta-feira e saí de Lima as 21h do dia 27/05/2019 num domingo. Ou seja, conseguimos aproveitar bem todos os dias, incluindo os de chegada e saída.
      04/05 – Chegada em Lima e passeio por Miraflores e Parque das águas
      05/05 – Passeio em Lima, fiz minha primeira tatuagem, participei de uma festa no hostel e partir para ICA (Huacachina)
      06/05 – Chegada em Huacachina, Bug e Sandboard nas dunas do Oásis
      07/05 – Passeio pelas Ilhas Ballestas e Reserva Nacional – Ônibus noturno para Arequipa
      08/05 – Chegada em Arequipa, conhecer a cidade e fechar passeios (e minha amiga perdeu o celular) 🤦‍♀️
      09/05 – Passeio City Tour e comprar um celular novo para ela 🤷🏼‍♀️
      10/05 – Canions del Colca, tirolesa e águas termais com pernoite no vale
      11/05 – Valle dos condores + volta para Arequipa, reencontrar amigos + PICANTERIA e festa no hostel!
      12/05 – O MELHOR RAFFITING DA VIDA + ônibus para Cusco
      13/05 – Chegada em Cusco, Circuito I - Museu qorikancha, Saqsaywaman, Qenqo, Pukara e Tambomanchay
      14/05 – Maras, Moray e Salineiras
      15/05 – Van + trilha para águas clientes - Aja estômago e perna
      16/05 – Enfim MachuPicchu + Pernoite em Ollanta
      17/05 – Dia em Ollanta e volara para Cusco - hostel sem água e descanso para laguna Humantay
      18/05 – Laguna Humantay + primeira balada de Cusco fora de hostel
      19/05 – Descansoe City Tour pelo centro e arredores de Cusco + Competição de shot de bebida no hostel
      20/05 – Montanhas coloridas – Winicunca
      21/05 – Passeio pela cidade, compras, despedida da Babi e última balada em Cusco
      22/05 - Mais um dia de ressaca + vôo para Lima com ônibus noturno para Huaraz
      23/05 – Chegada em Huaraz, café da manhã e partiu ver Glaciar - Altitude não é brincadeira não, galera
      24/05 – Laguna Paron - Uma das coisas mais bonitas que já vi a olhos nus
      25/05 – Quase desisti, mas enfim cheguei a maravilhosa laguna 69 😍 e valeu cada ar que faltou
      26/05 – Volta para Lima e passeio pela cidade a noite
      27/05 – Mais uma tatuagem (sim, fiz uma segunda 🤣), museu das catacumbas e voo de volta!
       
      Usamos avião somente de Cusco para Lima (para ganhar tempo), pois o restante foi de ônibus. Comprei somente o de Lima para Ica do Brasil, o restante compramos durante a viagem.
      O de Ica para Arequipa comprei numa agência de turismo (o ônibus foi da Cruz de Sul). O de Arequipa para Cusco comprei na rodoviária de Arequipa assim que chegamos e compramos pela Excluciva. O de Lima para Huaraz fomos de Cruz del Sur, compradas por nossos amigos que chegaram antes em Lima.
      Segue o mapa do nosso trajeto:

       
      Fiz dessa maneira pois estava muito preocupada com a altitude dos passeios em Cusco (Laguna Humantay e Montanhas coloridas) e em Huaraz. Então, fui subindo aos poucos para aclimar, fiquei bastantes dias em Cusco e deixei os passeios de altitude para os últimos dias e a última cidade foi Huaraz. Eu não teria aguentado fazer a laguna 69 se não estivesse aclimada, pois foi muito difícil, mesmo a tanto tempo acima do nível do mar...
      CUSTOS: 
      Infelizmente não tenho mais os custos detalhados durante a viagem, acho que perdi meu caderno. Como guardei vários recibos e anotei muita coisa nas minhas planilhas eu consigo dar uma boa ideia dos meus custos.
      Antes da viagem eu contratei o seguro da Mondial por R$ 150,00
      Custos pagos ainda no Brasil com vôos, trem, ônibus e Machu Picchu (MP + montanha)
      ·         Vôo Rio – Lima – Rio pela Avianca= R$ 1.299,21
      ·         Ônibus Lima – Ica pela Cruz del Sur (único ônibus que comprei antecipado) = S/ 33,00 = R$ 35,00
      ·         Trem Água Calientes – Ollantaytambo pelo Peru Rail = US$ 70,00 (facada) = R$ 255,00
      ·         Vôo Cusco – Lima pela Peruvian = US$ 69,15 = R$ 255,00
      ·         Machu Picchu + Montaña = S/ 208,06 = R$ 230,00
       
      Eu levei 1.250,00 dólares com câmbio médio de 3,46 dólares e gastei tudo, até os últimos centavos hahahaha
      Não me arrependo em nada de ter levado dólar, pois o Brasil teve uma crise durante a viagem e o valor do real despencou, enquanto o dólar ficou o mesmo.
      O câmbio em soles teve a seguinte média em maio de 2018:
      1 dólar = 3,25 soles
      1 real = 0,85 soles
      Vamos aos cálculos para exemplificar:
      US$ 1.250,00 * 3,46 = R$ 4.325,00 reais
      US$ 1.250,00 = 1250 * 3,25 = S/ 4062,50
      R$ 4.325,00 * 0,85 =  S/ 3.676,25
      O Câmbio do real para sol levando dólar ficou de aproximadamente 1 real = 0,94 sol
      Dessa forma, levando dólares eu tive 386,25 soles a mais com a mesmo quantia se tivesse levado em real
       
      Hospedagens com custos
      Cidade
      Noites
      Hostel
      Valor R$
      Valor S/
      Informações
      Lima
      1
      Pariwana
      R$ 67,00
      63,00
      Boa localização e estrutura ótima, reservado no Rio e pago na hospedagem - Recomendo
      Ica
      1
      Mayo
      R$ 32,00
      30,00
      Suíte privativa para 2 pessoa com banheiro por 60$ - 30 CADA
      Arequipa
      4
      Wild Rover
      R$171,00
      160,00
      Quarto compartilhado com 4 camas - banh externo
      Cusco
      2
      Loki
      R$125,00
      112,50
      Suíte privativa para 4 – Pago do Brasil
      Águas Calientes
      1
      Machupicchu Guest house
      R$40,00
        Suíte privativa para 4 – Reservado pelo Airbnb pago no Brasil
      Ollantaytambo
      1
      Panay Valle
      R$17,00
        Suíte privativa para 2 – Reservado pelo Airbnb e pago no Brasil - Super recomendo
      Cusco
      5
      Milhouse Hostel
      R$250,00
      65 USD
      Quarto compartilhado 6 camas – reservado e pago ainda no Brasil
      Huaraz
      3
      Scheler
      R$80,00
      75,00
      Suite privativa para 2 – Reservado, mas pago na hospedagem
      Lima
      1
      The Point
      R$49,50
      45,00
      Quarto privativo para 2 – HORRÍVEL NÃO RECOMENDO
       Total hospedagem: R$ 835,00 
      Custo Passeios:
      Infelizmente não lembro dos custos dos passeios em Huacachina, mas lembro que andei bastante e fui pesquisando preço. Comprei na mesma agência que comprei minha passagem de ônibus para Arequipa pela Cruz Del sur. Mas lembro que foi bem barato.
      ·         Arequipa – Agência Sol Naciente Travel - Na praça de Arequipa
      Ônibus turismo pela cidade e arredores (City Tour) – S/ 15 
      Canion del Colca 2 dias -  incluso 2 almoços buffet, hospedagem em suíte dupla e café da manhã – S/ 120
      Raffiting (suuuper recomendo) – S/ 50 + S/10 (fotos e vídeos)
       
      ·         Cusco – Fechei com o Fermin pelo whatsapp – quem quiser, passo o contato, é só pedir
      Maras, Moray e Salineras -  S/ 35,00
      Laguna Humantay – S/ 70,00
      Montanhas Coloridas – S/ 70,00 + ingresso S/ 10
      Van para MP – S/ 45
      Circuito I – S/ 30
      Guia privado em português em MP – 30 soles para cada
       
      ·         Huaraz – Sheller
      Glaciar – s/ 35,00
      Laguna Paron – S/ 35,00
      Laguna 69 – S/ 60,00
       
      Todos os preços são por pessoa!
       
      Depois vou fazer postagens detalhando melhor a viagem e experiências, esse poste introdutório foi mais técnico sobre roteiro e custos!
      Deus me ajude a escrever isso tudo! hahahaha
       
    • Por flrc888
      Saudações Amigos!
      Meu nome é Franco Coimbra, sou de Minas Gerais. Sempre gostei de viajar, ônibus, avião, trem. Nunca tinha saído do País e achava que não tinha condições para isso. 
      Achei o site mochileiros.com, por acaso na net, é comecei a ler. Entre relatos de viagens, tutoriais, fui apreendendo formas de viajar barato. Muitos relatos de viagem me tocavam, as pessoas estavam sempre felizes amadurecidas e ansiosas, já planejando uma nova viagem. Agora tenho o maior prazer de ajudar e retribui toda a informação que consegui neste site.
       
      PLANEJAMENTO
      Transporte: Tenho uma facilidade com internet pois trabalho com tecnologia.
      Depois de várias buscas de preços descobrir que a melhor formar é se cadastrar no site Skyscanner. Após o cadastro, você criar um alerta de preço no trecho pleiteado. Fiz isso em janeiro de 2018. Em fevereiro comprei uma passagem Brasília a Campo Grande por R$179 incluindo bagagem. Também uma de Bogotá a São Paulo, com escala em Fortaleza por R$ 680,00, todas da Avianca. Descobri também que mudando a localização do navegador, você pode comprar passagens domesticas em outro país de forma mais barata. 
       
      O resto do trecho foi todo de Bus, usei as páginas Busbud e redbus para estimar o preço das passagens para o planejamento. Felizmente não usei o sites para realizar a compra, pois a vista é bem mais barato. Os ônibus em geral são mais confortáveis e baratos que no Brasil. Em países como Peru e Bolívia tem serviço de bordo, e telas de interatividade. As passagens são pechichaveis pode se fazer um leilão indo em várias empresas, mais não deixem de conferir a qualidade das avaliações nos sites que vendem passagens. Foram milhares de quilômetros admirando paisagens deslumbrantes pela janela. Andei em empresas como Copacabana, Trans Titicaca, Oltursa, Tepsa, Civa, Berlinda del Fonce, Ochoa e Bolivariana. Não tive nenhum problema. 
      Foto: Ônibus no terminal Bimodal de Santa Cruz

       
      Fiz uma planilha com a estimativas de custo, e levei 10% a mais. Fiz uma planilha, que ao longo da viagem fui trocando os custos estimados pelos custos reais.
       
      Pará reservar acomodações e estimar custos de hospedagem, usei Hostel Word e Booking.
       
      A VIAGEM
       
      Santa Cruz de la Sierra
      Realmente fiquei só um dia pra descansar, pois fui de bus de Campo Grande a Corumbá e de Puerto Quijarro a Santa Cruz. Não fui de trem da morte, porque estava caro no dia, em relação ônibus.
      Foto: Chaga em Santa Cruz

       
      Foto: Coincidência, boliviana com a tatoo com meu nome.  

       
       
      La Paz
      Um choque cultural, muito bonito e diferente. Um povo amável que lhe mostrará outros níveis de humildade.
      Do taxi ao Uber, tudo muito barato. Deliciosas sopas, empanadas e sal tenhas. Fiquei no Llmas Hostel, próximo a praça Espanha e teleférico. Passei mal, uma forte dor de cabeça, mais nada que Sirochi Pill não resolvesse. Encontrada em qualquer farmácia custa cerca de R$2.00. Fui a todos os parques, praças, miradores e no teleférico. Na noite fui a disco chamada fórum. As pessoas são muito preconceituosas com a Bolívia, La Paz é bonito e seguro.
       
      Foto: Teleférico La Paz

      Foto: sopa de Fidel com Maní

      Copacabana
      O lago titicaca é fantástico, a cidade é pequena e acolhedora. Fiz o passeio na Ilha do Sol. Paisagens perfeitas.
      Foto: São Pedro de Tiquina

       
      Foto: Lago Titicaca (Tirada por mim)

      Cusco
      Em Cusco os preços sobem um pouquinho. Pra economizar é só fugir da rota turística e ir a mercados e restaurantes frequentados por nativos.
      Recomendo o passeio ao Vale Sagrado. Cerca de R$70,00 com almoço buffet. Se conhece as Salineiras, Olaytaitambo, e muita histórias e ruínas do povo Inca.
      Machu Pichu é caro. Recomendo ir de Van até a hidrelétrica, seguir a pé até Águas Calientes, descansar em um Hostal, e subir no outro dia a Machu Pichu, fica cerca de R$230,00. Ao lado da igreja, na praça de Armas, existem 2 Pub s muito legais para sair na noite.
      Foto: Plaza de Armas

       
      Fotos: Mercado Artesanal

       
       
      Foto: Olaytaitambo


       
      Lima
      Fiquei num excelente Hostel perto do mar, na região do Barranco, na minha opinião a parte mais bonita da cidade.
      Fiz muitos amigos no Hostal.
      Foto: Barranco

      Mancora
      Passei do ponto no ônibus, tava dormindo e desci 20km depois num posto de fiscalização. Voltei de carona num ônibus que vinha de Caracas a Lima de refugiados Venezuelanos. Muito triste a situação, gente com a roupa do corpo e 20 dólares pra começar uma vida nova em Lima.
      Foi uma das minhas preferidas. Cidade puquena sem muita infraestrutura. Mais fiquei num Hostel chamado Misfit, fica 1km da cidade. Os quartos são suítes de madeira e palha. Muita tranquilidade e gente agradável. O tempo para. Lugar excelente pra relaxar. Amei.




      Cuenca
      O Equador é lindo. É hoje na minha opinião o país que tem melhor qualidade de vida. Quero trabalhar e viver um tempo no Equador, conhecer melhor o país. Passei no Equador rápido porque estava atrasado no tempo. Fui a Cuenca e de passagem por Guayaquil e Quito.

      Medellín
      Cidade fantástica, povo amoroso. Muito organizada, excelente sistema de transporte. Conheci o centro, o teleférico, o centro, o estádio.


      Cartagena
      Lidissima cidade, mais não deve sair do centro histórico. A cidade tem altos índices de assalto. Mais relativamente segura no centro. Recomendo passeio completo nas ilhas do rosário. Custa cerca de R$100,00. Inclui almoço e um passeio de Snooke muito bom. A praia Baru é super explorada comercialmente. Não sou contra quem tá correndo atrás do seus sustento, mais os vendedores são muito importunadores.




       
      Santa Marta
      Pelo menos uma vez tinha que me hospedar em um party hostal. Fiquei no Brisa Loca, tem um bar, e uma boate no terraço. Quem não gosta de festa não pode ficar lá. A música cessa só as três da madrugada. Muito boa.
       
      Bogotá
      Fiquei na região da candelária. Conhecia só locais próximos que dava pra fazer a pé e de transporte público. Gostei do clima fresco.

      DINHEIRO
      A melhor forma que encontrei, é levar um poço de dinheiro numa doleira. O resta deixa numa conta brasileira. Assim baixei o app da western Union e envia via app do meu banco e depois de meia hora sacava em uma loja local da western Union.
       
      PERRENGUES
       
      O tempo foi curto, talvez o trajeto deveria ser menor.
      Dava pra ter feito trechos de voo, se me programasse e comprava a passagem uma semana antes. Teria ganha tempo. E na maioria das vezes é mais barato que ônibus.
      Já na cidade de Ipiales, comprei uma passagem em um bus noturno para Medellín. Por volta das 04:00 de hoje 19/09/2018, na carretera 25 no povoado de El Cruero, o ônibus é parado pela polícia para uma fiscalização de rotina. Eu estava na poltrona 01, o policial ao notar que eu era estrangeiro me acordou e me chamaram pra dentro da guarita. Era um policial de etnia branca e um de etnia negra. Lá revistaram todas as minhas malas. Não satisfeitos pediram para ligar meu celular e escutaram todas minhas ultimas conversas. Não satisfeitos pegaram minha carteira contaram meu dinheiro (540 dólares). Disseram que poderia pedir para o ônibus seguir viagem, porque estava preso para averiguação da Interpol. Aí eu fiquei muito puto... Falei que estava correto. Que estava legal no país, que tinha visto em meu passaporte, e que o dinheiro que estava por tanta dó estava longe da quantidade limite que poderia portar. O policial de uma forma muito truculenta disse que se não calasse ia me fazer uma multa. Peguei meu telefone, falei que ia ligar numa linha de emergência do consulado brasileiro (nem sei se existe). Para pedir ajuda. Nesse momento um dos policiais foi para fora da guarita, enquanto o outro que ficou, na maior cara deslavada me pediu 100 dólares. Falei que não ia pagar, porque primeiro estou correto, e em segundo porque meu dinheiro estava contado e 100 dólares me faria falta para voltar ao Brasil. Não paguei, repeti que não pagaria, até porque o dinheiro me faria falta mesmo. Perguntaram minha profissão, quanto era meu salário. E por fim quando viram que não conseguiria me extorquir, me liberaram. Atrasou o ônibus em meia hora.
      CONCLUSÃO
      Não sou a mesma pessoa. Mudei e muito. Mais humilde, aberto. Aprendi a chegar nos lugares me apresentar e conhecer todos. Que se tem uma amizade intensa, ou um amor intenso, e depois a vida segue, e a despedida pode ser um adeus. Me renovei quero iniciar novos projetos, estudar mais, melhorar meu salário, cuidar da minha saúde. conhecer muito mais. Viajar sempre. Quero cuidar mais da minha saúde, racionalizar o álcool e para de fumar.
      Estudei muito quase um ano pra fazer essa viagem. Quem quiser dicas e compartilhar experiências meu zap é
      34998004627
      Abaixo uma planilha com todos os custos, as datas não estão certas mais os custos sim.
      https://docs.google.com/spreadsheets/d/1_yIgkqtuVEvNEooOlkJhYwEIwpRGtyUKGMFkGk5KjZA/edit?usp=drivesdk
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      V_20181102_072341_N0.mp4
    • Por Paulonishi
      10/10/2016
      Acordei às 5h e fiquei deitado até às 6h. A garganta estava ruim, mas o dorflex que tomei na noite anterior melhorou. Aproveitei para separar outras fotos e terminar de carregar as baterias. Preparando para tomar café chegou outro hóspede, vindo da Dinamarca. No café trocamos algumas palavras e fui rumo à Huaca puclana. Cheguei rápido, mas tive que esperar pq só abriria às 9h. É impressionante que uma construção desse porte tenha sido construída apenas com tijolos de adobe e que esteja em pé até hoje! Bom, grande parte porque aqui em Lima, apesar de estar no litoral, quase nunca chove na cidade... E o pior, tudo isso estava sendo usado como pista de motocross e os tijolos saqueados para a construção de casas, na década de 80. Sem contar que a região é altamente valorizada pelo mercado imobiliário.

      O ingresso tem um custo de 12 soles, e o passeio pode ser guiado em espanhol ou inglês, depois de juntar um grupo que, infelizmente, só saiu às 9:30h,o que atrasou todo o meu dia. Pelo menos foi muito interessante, mas tem um fato que incomoda bastante, a restrição de não se poder filmar o passeio! Mas como assim, pensei... Pode fotografar mas não filmar? Me fizeram desligar a Gopro, inclusive. Simplesmente ignorei. Peguei a outra câmera e entre foto e outra também filmei com ela. Tem umas coisas que não fazem o menor sentido...

      Fomos percorrendo o local e prestei atenção a cada detalhe de construção, como as marcas de dedos deixadas pelos construtores ainda nos tijolos frescos, que já tem pelo menos 1000 anos. Esse sistema de disposição em "prateleira", como se fossem livros, ajudou as construções a resistirem aos diversos terremotos, bem comuns na região e com uma intensidade catastrófica, tanto no período colonial quanto mais recentemente no século passado.

      A extensão original do sítio é impressionante, mas, devido à ocupação ao redor, foi drasticamente reduzida e ficou mesmo a quase desaparecer. Aliás, no Peru, é muito comum destruírem construções para a venda de loteamentos antes do conhecimento das autoridades, pois do contrário, é declarada área de preservação e as empreiteiras obrigadas a ceder o local. 

      Os construtores originais foram da Civilização Lima e, posteriormente os Wari ocuparam a região e usaram o lugar para tumbas e sacrifícios humanos. 
      Após percorrer todo o sítio arqueológico saí impressionado com as descobertas e muito feliz por ter colocado mais esse lugar fantástico no meu roteiro pelo Peru.

      Além dessa, também existe a chamada Huaca Hullamarca, não muito distante. Mas, devido ao tempo, e por ter conhecido essa que é bem maior, não incluí no roteiro. Terminado o tour, fiquei mais um tempão tirando fotos e a poucos metros saindo do lugar encontrei um Posto de informações turísticas, tendo sido muito bem atendido por uma prestativa funcionária, que  me cedeu um mapa e colocou os endereços que vendiam chips para celular, motivo da minha parada para perguntar.
      Fui em direção à av Arequipa, uma das principais em Miraflores, e no caminho perguntei onde podia comprar um chip,  me sendo indicado um supermercado perto, o Plaza Vea. Nele, aproveitei e fui comprar algo para comer. Como estava tudo caro, comprei uma garrafa de água 2,5 litros por 1,5 soles. Saindo, perguntei sobre chips e nas bancadas não me deram bons preços. Achei um restaurante dentro do supermercado por 2,19 o quilo em Buffet. Resolvi almoçar por lá mesmo e peguei frango e verduras, ficando por 6,24. 


      Após o almoço, voltei à avenida Arequipa e peguei um ônibus que já estava saindo no sentido Centro. Custou 1 sol e desci na avenida Tacna. Pertinho, vi uma placa de chip numa loja de celular e finalmente consegui comprar a um preço muito bom, somente 8 soles. Tentei habilitar com o número do passaporte, mas não deu. O dono fez um cadastro em seu nome e conseguiu habilitar. Tive internet por 5 dias direto! 😜
      Saí em direção à praça San Martin onde fiquei um bom tempo tirando fotos.
      É um belíssimo lugar, com uma estátua imponente do argentino San Martin, um dos heróis da independência Peruana.

      Após, fui percorrendo as ruas em direção ao centro histórico, observando os detalhes das construções e tirando muitas fotos pelo caminho.

      São casarões com seus característicos balcões em madeira de lei, que na época demonstravam o status e a riqueza, visto que madeira como esta não era encontrada na região.
      Retornei até a igreja de São Francisco e aproveitando que tinha missa e que o acesso era gratuito por esse motivo, garanti mais belas fotos de recordação.

      Paguei o acesso às catacumbas, por 10 soles. Mas como não podia filmar nem fotografar, achei muito chato. Até tem umas formações interessantes, tentando imitar as catacumbas francesas, mas precisam de muito mais organização e também acabar com essas restrições idiotas quanto a imagens.

      Percorri mais uma boa parte pelo centro, principalmente naquela que havia conhecido com o free walking tour, mas, sozinho e no meu ritmo de fotografia, foi bem mais interessante. Ainda assim, o passeio guiado vale muito a pena.
      Já escurecendo, dirigi-me à avenida Tacna para pegar o ônibus. Perguntei para confirmar e embarquei no ônibus 301 para a região da praia. Lotado e demorado. Com a mochila fica difícil o posicionamento no ônibus. Barato mas extremamente demorado. Também, em horário de rush, não tem mágica mesmo...

      Desci já noite em Larcomar. Graças ao tripé consegui muitas fotos boas noturnas. Fui andando e conhecendo toda a orla, passando pelo Parque Del Amor e indo até o Faro de La Marina. Enfim, foi um dia fantástico e muito bem aproveitado do início até o final do dia.


       Cheguei no hostel moído e fui dormir bem depois da meia noite, pois tive que garantir a recarga dos equipamentos e deixar tudo arrumado para, no dia seguinte, rumar para Ica!
      Abaixo, o vídeo dessa aventura por Lima!
      https://www.youtube.com/watch?v=g8D62fdlfts&list=PLASgT6k1OIYsW4-hmIjt0kjq4Yyhtdt7d&index=6&t=28s
       
       

    • Por Paulonishi
      Durante o planejamento da viagem ao Peru, fui fazendo o levantamento das atrações mais interessantes nas proximidades dos lugares por onde iria passar e uma reportagem no google chamou muito a atenção, a respeito da civilização mais antiga das Américas, no vale do Supe, região central do País. Com uma idade aproximada de mais de 5.000 anos de existência, e um sítio arqueológico imenso e cheio de pirâmides gigantescas, não poderia deixar de conhecer. Encontrei o site do Ministério da Cultura peruano e vi que eles promoviam um passeio saindo de Lima, com almoço incluso e visita aos sítios arqueológicos de Vichama e Caral. O passeio custaria $100 Nuevos Soles, atualmente $150: http://www.zonacaral.gob.pe/viajes-educativos-2/index.html

      Fiz a minha inscrição mas, na época (2016), teria que fazer um depósito em Nuevos Soles. Aí ficou complicado, pois o envio de valores do exterior é sempre convertido em dólares. Mandei um e-mail informando a situação e  fui muito bem atendido, com a resposta sendo de que eles aguardariam a minha chegada ao país para que eu pudesse fazer o depósito. Aí tudo tranquilo, pensei... Chegaria na sexta-feira à noite e logo no sábado passaria no banco, que abrem normalmente nesse dia. Porém, para a minha surpresa, quando fui ao banco... Estava fechado! Era feriado naquele sábado... Já chateado e pensando que não faria mais o passeio, vi uma plaquinha do BCP (o banco em questão) em uma mercearia. Perguntei se era possível fazer o depósito e sim! Consegui, peguei o ticket e agora era torcer para que o meu nome estivesse confirmado na manhã seguinte.

      09/10/2016 - É, Madruguei no BRT… Saí do Hostel ainda de madrugada e sem o café da manhã e caminhei poucas quadras até a estação BRT de Ricardo Palma. Usei o cartão que ganhei no dia anterior e fiz uma recarga de  de créditos. O terminal é bem fácil de usar e auto-explicativo.

      Terminal praticamente vazio, pegaria a mesma linha de ontem, durante o passeio com o free walking tour, mas, desta vez, o ônibus tinha pouca gente… também era domingo e de madrugada…

      Desci algumas estações mais a frente, na Javier Prado. O BRT aqui de Lima é muito funcional e bem sinalizado e a gente consegue se achar bem fácil por ele. A região da Javier Prado é parte do Centro Financeiro de Lima, como se fosse a avenida Paulista de São Paulo. Como sempre, fui navegando pelo Google Maps e não tive dificuldade nenhuma até então. Passei pelo terminal da Cruz Del Sur…No Peru não tem rodoviárias como no Brasil. Os ônibus saem de terminais das próprias empresas, e a Cruz del Sur tem 2 em Lima, por isso tem que ter atenção na hora de comprar a passagem.
      Foi uma caminhada de quase 3 quilômetros mas em pouco tempo cheguei ao prédio do Ministério da Cultura, de onde sairia o ônibus. Como cheguei cedo, aproveitei para tirar algumas fotos do lugar, cujo prédio é muito belo e imponente.

      Um pouco antes das 7 horas, estacionou um microônibus e um rapaz desceu com uma prancheta na mão. Tratei logo de ir perguntar e conferir se meu nome estava na relação... E sim! Entreguei o comprovante de pagamento e já me posicionei num assento na parte da frente e à direita do ônibus, para ir registrando todos os detalhes do trajeito.

      Iniciamos o passeio com andando pelas avenidas de Lima, que tinha o mesmo céu nublado de sempre neste dia. O que deu para perceber de diferente é a quantidade de lixo pelas ruas… Infelizmente, bem sujo por onde fomos passando.
      As vias expressas são muito boas… aliás, no Peru o asfalto das rodovias são muito bons mesmo!
      O guia do ônibus foi explicando como seriam as visitas. Faríamos uma parada de 30 minutos para o café da manhã e depois visitaríamos Vichama, Végueta e finalmente Caral, onde almoçaríamos.
      e quanto mais a gente se afasta da capital, piores vão ficando as condições urbanas…
      É muito seco por lá!

      Depois de percorrer algumas horas e ter parado para o café da manhã (não incluso), chegamos à primeira atração do dia: Vichama!

       
      Vichama é um sítio arqueológico muito recente. Foi descoberto em 2007 e fazia parte da Civilização de Caral. Fomos recebidos por um guia local que nos explicou a história da civilização e percorremos as construções, conhecendo os detalhes até agora descobertos sobre essa civilização pesqueira ainda tão pouco estudada. São mais de 25 hectares ainda não totalmente estudados… e o pior, ameaçados pelo avanço das casas, que estavam retirando materiais para a construção de outras moradias…. Imagina quanta coisa pode ter se perdido até então…

      Percorremos todo o sítio com o passeio guiado por um empolgado guia, de nome Kenji (nome do meu filho! 😜) que nos foi explicando cada detalhe e a história do lugar. Realmente, o Peru é um lugar maravilhoso para quem aprecia história e cultura...

      Fiz muitas fotos do lugar e pude aprender bastante sobre uma civilização incrível, mas totalmente desconhecida pela grande maioria, da qual me incluía, até então. Quando se fala em Peru, infelizmente resumem tudo à Civilização Inca e Machu Picchu... talvez até alguns lembrem de Nasca... Só estando aqui para conhecer o quão grande e diverso foi esse lugar antes da chegada dos saqueadores espanhóis!

      Passeio concluído, voltamos ao ônibus e deslocamos para ums pequena cidade, Végeta, onde visitaríamos um museu contendo mais informações sobre a civilização de Caral.

      Museu pequeno, mas com um rico acervo e excelente organização. Fomos guiados por Jane, que também com a mesma empolgação, nos contou mais a respeito da história e descobertas feitas na região. A população tem aprendido a valorizar muito a sua própria origem!

       
      Pé na estrada novamente e já estava com muita fome... Fomos percorrendo a região mais para o interior e pude perceber que mesmo com toda as dificuldades de uma terra árida e praticamente sem perspectivas, a população local persevera e trabalha o solo, conseguindo, contra todas as adversidades, plantar e colher o seu sustento... E o mais extraordinário, com técnicas e canais de irrigação herdados dessas civilizações desaparecidas!

      Agora sim... Finalmente em Caral, Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO!

      Antes de iniciar o tour pelo sítio, finalmente a parada para o almoço... Mas que, sinceramente, não deu para saciar a fome que eu estava sentindo. Foi um prato com um pedaço de frango que quase não tinha carne, só osso (carcaça, que chamamos aqui no Brasil), uma batata grande e outra média, bem diferentes da que estamos acostumados (afinal de contas, é o país com a maior diversidade em batatas do mundo!), um pedaço de espiga de milho verde e 3 vagens gigantes... Ah, sem esquecer do COENTRO 😝, que assim como no Nordeste brasileiro, é ingrediente obrigatório.

      Depois do almoço, fomos guiados por um arqueólogo para conhecer as ruínas de Caral. Grande parte dos trabalhos ainda continuam e o tamanho da área impressiona. São muitas as construções pelo lugar.

      Caminhamos sob um sol forte e ar bem seco por uma boa extensão. Infelizmente, não se pode ter acesso às construções.

      A mais impressionante delas é, sem dúvida, a Pirâmide Maior, com uma estrutura circular bem na entrada.

       
      Terminamos a visita e saí bem satisfeito por ter conhecido esse fantástico lugar, levando comigo muitas fotos e a vontade de explorar mais outros lugares igualmente incríveis por esse país tão especial.

      Esse foi o motivo por ter retornado por mais dois anos ao Peru...
      Chegamos na capital já à noite, por volta das 20h.

      Tratei logo de ir para o Hostel, fazer o backup das centenas de fotos do passeio e comer alguma coisa antes de dormir, já pensando na próxima aventura do dia seguinte... Mais um tour por Lima!
      Fiz um vídeo com todos os detalhes dos passeios, que deixarei logo abaixo. Procurei colocar tudo o que achava de importante para ajudar àqueles que pretendem conhecer o lugar. Só peço que, se o conteúdo for útil, não deixem de dar uma curtida, para incentivar as próximas postagens, além, é claro, de comentar e deixar o seu relato de viagem aqui no site. Assim, vamos nos ajudando e incentivando mais pessoas a conhecerem lugares fantásticos pelo mundo!
      É isso aí! Não perca o próximo episódio dessa jornada incrível... 🤠👍
       
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