Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

debalves

Peru light em Setembro de 2018 - Lima e Cusco (incluindo Machu Picchu)

Posts Recomendados

No dia seguinte acordamos moídos e com muito sono... nosso novo quarto do hotel, agora no terceiro andar, ficava de frente para a rua e para o Qoricancha. A vista era linda, mas não dormimos nada com o barulho da rua, muita gente querendo badalar (ainda mais que foi sábado!), fazendo muito barulho de madrugada.

Nos aprontamos, tomei mais chá de coca no café da manhã (e sempre com as balinhas na bolsa) e fomos para o saguão esperar o guia, antes das 8h da manhã. Esperamos, esperamos...  chegou 8:30 e ninguém apareceu. Rodrigo falou para ligarmos para a Condor Travel para saber o que tinha acontecido e pedi para ele falar em espanhol com eles, porque eu já tinha falado no dia anterior. O hotel ligou para a empresa novamente para nós, e após explicar pelo telefone o que tinha acontecido, ele falou que uma senhora (deve ter sido a mesma que me atendeu no dia anterior) ficou brigando com alguma outra pessoa pelo telefone (que a gente acha que era o guia) e depois falou que um rapaz iria nos buscar de táxi no saguão do hotel, pela Condor Travel. Achamos estranho, mas não tinha como ser diferente. Ficamos esperando e depois de alguns longos minutos (já não tinha mais nenhum turista esperando por seus passeios no saguão do hotel, só nós mesmo), apareceu um rapaz bem moreno, com cara de inca... ou melhor, de índio peruano, perguntando pelos nossos nomes. Nos apresentamos, o seguimos e entramos no carro, que tinha uma plaquinha de táxi em cima. O carro seguiu pelas ruas de Cusco, o motorista mudo, ouvindo reggaeton e de vez em quando cantava junto com a música. Ele parou em um sinal de trânsito e saiu do carro e tirou a plaquinha de táxi em cima do carro, guardou na mala... Nos entreolhamos Rodrigo e eu. O carro continuou, motorista mudo, reggaeton tocando no rádio, passou acho que por todas as ruas de Cusco, começou a subir ladeiras, chegou em um lugar muito, mas muito pobre, calçadas de terra, lixo por todo lado, cachorros revirando o lixo, vendinhas de frente para a estrada, casinhas sem acabamento, muita gente simples transitando. Parou no sinal de trânsito. Nos entreolhamos de novo... fiquei olhando os ônibus que passavam e se algum tinha escrito alguma coisa que se parecesse com “centro da cidade”, pra caso a gente ficasse perdido por ali, pedir carona e poder voltar. Rodrigo disse pra mim depois que ficou pensando que se fôssemos largados por ali,poderíamos ser depenados em 1 minuto. Toda a população local tinha face de índio peruano e nós não. O carro continuou e passou por alguns lugares mais rurais e continuamos tensos. Até que entramos em uma localidade mais urbana (Que depois vi que era Chinchero) e o motorista parou o carro e ficou ligando de celular para vários contatos... e nós ainda tensos. Até que ele descobriu que tinha que falar com um tal de Jorge. E aí ele ligou para o Jorge pra perguntar onde o mesmo estava. Descobriu o nome da rua, mas não a encontramos. Fomos para frente e voltamos no retorno umas duas vezes e nada... Ele começou a perguntar para os locais onde ficava a rua e ninguém sabia onde ficava. Foi até engraçado, porque ele chamada todos os senhores de "papi". Até que ele ligou de novo para o Jorge e pediu por uma localização melhor e o Jorge ficou nos acenando na esquina da rua, quando passamos por ali o achamos. O carro entrou na rua, parou perto da van, agradecemos e saímos para entrar na van. O guia, que era o tal do Jorge, ficou brincando que estávamos atrasados e eu não gostei da brincadeira, afinal o erro não foi nosso. Entramos na van e qual não foi nossa surpresa ao ver que quase todas as pessoas do passeio de ontem estavam na van novamente?! Adoramos! Fizeram festa quando entramos e ficamos felizes. Estavam os mexicanos, os colombianos e o casal espanhol. Nos perguntaram o que tinha acontecido e falamos que não sabíamos, tinham nos esquecido no hotel, e foi aí que o casal mexicano comentou que isso também aconteceu com eles no dia anterior, por isso que chegaram atrasados no Qoricancha. Perguntamos o que tínhamos perdido do passeio até ali e o casal colombiano nos informou que eles tinham visitado uma outra comunidade de produção de lã de alpaca, vicunha, etc, parecida com a do dia anterior. Seguimos de van para a próxima parada, passando por paisagens mais rurais. Chegamos em Moray. Chegando lá, o guia nos informou que teríamos que comprar um novo boleto parcial de entradas (com os tickets dos lugares que iríamos visitar naquele dia, diferente do que tinham nos dado no dia anterior) por nossa própria conta e depois a empresa ia reembolsar... O guia nos deixou na fila e entrou com o grupo. Ficamos chateados, mas acabamos aceitando... mas ficamos mais chateados ainda quando descobrimos que após enfrentar toda aquela fila de compra de ingressos, eles só aceitavam a compra em dinheiro vivo (não aceitavam cartão) e tínhamos quase o valor todo em Soles (faltava tipo uns 20 soles pra gente)... sorte que o Rodrigo tinha levado todos os soles que tínhamos e mais alguns dólares. Como iríamos fazer?! A vendedora do guichê falou que poderíamos trocar o dinheiro lá dentro. Entramos, a contragosto do pessoal que fica organizando a entrada, e explicamos que tínhamos que trocar o dinheiro. Nos indicaram uma portinha de uma casa, entramos e o lugar estava meio vazio, com umas cadeiras apenas e entrou também um rapaz com uma pochete que falou que poderia trocar o dinheiro pra gente. Fez um câmbio horrível pra gente, mas não tínhamos outra opção. Trocamos o que estava faltando e voltamos para a bilheteria. Fiquei na fila pra segurar o lugar (a fila estava pior do que antes) e Rodrigo foi direto ao guichê, a moça aceitou que ele furasse a fila e lhe entregou as entradas. Agora sim, entramos direitinho, com os funcionários da entrada fazendo uma cara melhor, furando o ticket referente ao sítio arqueológico visitado.

Avistamos o grupo e fomos nos encontrar com eles. O guia novamente brincou que éramos os “atrasadinhos” e recomeçou a explicar a história do lugar. Fiquei chateada com aquela brincadeira, pois não éramos os culpados por estarmos atrasados.

O guia explicou que Moray tem várias plataformas circulares que a princípio achavam que eram anfiteatros. Mas depois chegaram à conclusão que funcionavam como um centro de pesquisa agrícola, onde cada nível oferecia um ambiente climático diferente e servia para cultivar diferentes plantas de forma experimental. Eles eram regados por meio de complexos sistemas de irrigação. Tudo muito interessante. Nos levou morro abaixo para ver de perto um dos sistemas de plataforma e disse para sentirmos a energia do lugar, respirar profundamente 3 vezes e  nos darmos as mãos para fazermos uma corrente de energia. Infelizmente não é possível mais entrar nessas plataformas... Mas nos contentamos em ver do lado de fora. Subimos novamente morro acima e visitamos mais dois desses complexos de longe, tiramos várias fotos e voltamos para a van. Entre um complexo e outro de plataformas, o guia perguntou se estávamos lá ou tínhamos ficado para trás de novo, brincou novamente que éramos os atrasados, pois às vezes ficávamos tirando fotos e chegávamos por último. Foi aí que não aguentei e falei que a culpa não era nossa, pois estávamos no lugar combinado, na hora certa. O guia deve ter ficado sem graça e ficou brincando com a gente sobre outras coisas e perguntou de onde éramos e ficou falando bem de nossa cidade.. Mas não deixei de ficar chateada com a situação. Seguimos em direção às Salineras de Maras. No meio do caminho, o guia ia explicando o que iríamos visitar, mas diferente do guia do dia anterior, não tinha microfone e era difícil pra nós entendermos o que ele falava com o barulho da estrada, ele lá na frente da van e nós lá atrás porque chegamos por último.  

A caminho de Maras, paramos em um mirante, para olhar de longe e vimos como o lugar é lindo!

Foi nessa hora que o guia explicou que iria nos ressarcir o dinheiro do ticket e depois a empresa pagava pra ele. Foi nos dar o dinheiro no mirante, mas estava ventando muito e até falei pra tomar cuidado para o dinheiro não voar! Ficamos mais tranquilos, mas não menos chateados com toda a situação.

Entramos nas Salineras (não precisava daquele ticket parcial. O guia nos deu um papelzinho, que era como um ingresso, mas ninguém nos pediu nada na entrada) e o guia nos explicou que a água corre pela montanha e vai “coletando” o sal da terra, pra em seguida encher os platôs na montanha e quando a água evapora, o sal fica nos platôs, a comunidade coleta e vende produtos com esse sal. Tudo é perfeitamente posicionado, até quando o sol bate na montanha, ele também ajuda nesse processo. Incrível!

Tiramos várias fotos e, experimentamos alguns produtos da feirinha, o guia nos convidou a experimentar a água que corria na canaleta e ver como era salgada. Falei que tinha dificuldade em me abaixar por causa da coluna e a colombiana me perguntou o que eu tinha... err... ahnnn... como se explica em espanhol hérnia de disco?! Falei em português e ela me entendeu, porque é praticamente igual! Hehehehe. Ela me explicou que também tinha e o tratamento que ela tinha feito e que fazia Pilates... Ih, eu também! Hehehe! Acabou que abaixei e experimentei a água salgada e quentinha e o Rodrigo me “guinchou” pra cima (ahahaha que vergonha!), pois além da dor em abaixar, de tanto evitar abaixar pra coluna não doer, as pernas não estão tão fortes como antes!

Bem, após ficar algum tempo lá nas salinas, voltamos para a van e o guia nos explicou que iríamos almoçar pra depois ir a Ollantaytambo. A van seguiu e entrou no meio da estrada em um restaurante que não lembro o nome, que era como uma grande casa com jardim bonito. É daqueles restaurantes que se paga um preço fixo e pode se servir do que quiser. Estava tudo muito gostoso e comemos muito. As bebidas pagava à parte. Nos serviram Pisco Sour como cortesia e brindamos. Após comer e pagar as bebidas, seguimos para a van e fomos para Ollantaytambo. Pegamos um pouco de trânsito na entrada da cidade, a van estacionou, percorremos um caminho entre uma feirinha e entramos no sítio arqueológico apresentando o ticket parcial novamente para ser furado no lugar da visita.

Eu tinha uma ideia diferente de Ollantaytambo antes de entrarmos. Achei que seria igual a Sacsayhuaman, como uma fortaleza... mas fiquei muito surpresa ao ver que era uma cidade, as pedras eram iguais, mas eram diferentes! Hehehe! E era uma cidade linda! Subimos vários degraus e parávamos em alguns pontos estratégicos para o guia nos explicar sobre a cidade e como ela prosperou e como tudo funcionava. É difícil transmitir tudo o que ele nos falou, só posso aconselhar que vocês vão e sintam, vejam tudo e ouçam todas as explicações com seus próprios olhos e ouvidos. O guia nos explicou que o lugar onde estávamos tinha formato de lhama e nos convidou a subir mais ainda até a suposta cabeça da lhama e eu virei para o Rodrigo e falei “não quero”, fazendo careta. Confesso que tive muito medo de subir aqueles degraus irregulares todos de pedra, com a minha coluna do jeito que está... Mas até que ela se comportou muito bem! E eu já falei que o nosso guia era um senhorzinho?! Pois é... e ele ia com o cajado dele subindo, no ritmo dele, devagar e sempre... E eu aproveitava pra ir atrás, pois o ritmo dele estava bem bom pra mim! Hahaha

Subimos até quase e o céu e eu não cansava de me surpreender com o lugar! Descemos todos os degraus novamente até um outro pedaço do sítio, onde mostrava como eram as casinhas na época dos Incas e nos reunimos novamente e o guia  nos agradeceu a todos por estarmos ali. Voltamos para a van em seguida e voltamos nosso longo caminho de volta para Cusco, primeiramente conversando todos sobre os países de todos nós que lá estávamos, as comidas, as culturas, tudo. E todos anotaram o nome do guia Jorge para ligar para a Condor Travel para pedir para no dia seguinte ser o mesmo guia do grupo novamente. Confesso que não morri de amores pelo guia não e chegamos tão cansados que acabamos não ligando para pedir nada.  A van deixou os colombianos em um ponto no meio do caminho, em ollantaytambo mesmo, onde iriam ficar para no dia seguinte irem a Machu Picchu. Depois deixou os mexicanos e os espanhóis em um hotel bem bonito em Urubamba (outro lugar no meio do caminho), parecendo um sítio, para igualmente irem a Machu Picchu no dia seguinte e voltamos nós (Rodrigo e eu), o guia e o motorista para Cusco, cochilando, cansados, mas satisfeitos com o passeio legal que fizemos (e passamos por todos aqueles lugares de novo que passamos com o rapaz do táxi na ida, agora na volta!).

Voltando para Cusco, seguimos para o restaurante que tínhamos procurado no dia anterior chamado Hanz Homemade Crafts And Beers, um lugar pequenininho, mas muito ajeitadinho e que o dono (um oriental muito simpático) faz questão de mimar os clientes. Ele serve água para purificar, antes da alimentação, e dá um uma frutinha de presente no final. Pedimos sanduíches que estavam bonszinhos, comemos e voltamos para o hotel, com um frio de rachar nas ruas. Descansamos, para no dia seguinte, conhecer a cereja do bolo: Machu Picchu!

  • Vou acompanhar! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

20180909_113638.thumb.jpg.c6b3d3a52b41dd88a291e790f8627447.jpg

Nós em Moray

20180909_113842.thumb.jpg.a26a65e8b2264395d266df03490a999d.jpg

O grupo descendo e subindo morro

20180909_114820.thumb.jpg.349082a833a8b70a340e38c7b3f3fbcf.jpg

Mais de Moray

20180909_125703.thumb.jpg.0e675deed434856ffda00393f2e8e898.jpg

Nós e as Salineras de Maras

DSCN5558.thumb.JPG.a2346ba633f1bbd1748d8933b338372e.JPG

Maras -  quando você olha as fotos e acha que não tem quase nenhum turista...

DSCN5584.thumb.JPG.a53e52c7852550406d49aef4aa9b78cd.JPG

Na entrada de Ollantaytambo

DSCN5586.thumb.JPG.df15b8eb4812db2b096423de4a202c6b.JPG

Ollantaytambo

DSCN5609.thumb.JPG.d0f61ba38fd4e27b3ec0333dac741934.JPG

Subindo atrás do guia (de boné e mochila)

DSCN5612.thumb.JPG.e6bab745edcc20d40a0eb48fe79d5a3a.JPG

Vista lá de cima (estão vendo uma "casinha" no meio da montanha que está bem de frente?! Nos explicaram que é como se fosse um refrigerador deles, pra guardar comida e ficar fresquinha

 

20180909_155017.thumb.jpg.ae9e28c187cef954b7b63c3291ebba1d.jpg

Rodrigo tirando a foto

 

20180909_162404.thumb.jpg.dd3d3f5d08c6970177761bbf6aae1880.jpg

Subimos mais...

 

20180909_163056.thumb.jpg.0da2f3d344639548738072e3166f392e.jpg

Lá em cima, pedras imensas e de formatos cheios de significado...

20180909_164956.thumb.jpg.e69965a62bec665762c23cfdb9c902f5.jpg

Mais da parte de baixo do sítio arqueológico

20180909_165700.thumb.jpg.cd5b10ef77c6077f8e796fb14e46bfff.jpg

E mais da parte de baixo de Ollantaytambo, como eram as casinhas na época dos Incas.

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

E finalmente estamos chegando ao fim do relato! Desculpem a demora, estávamos passando por alguns problemas com familiares, mas agora tudo está mais tranquilo e posso continuar!

No dia seguinte acordamos muito, mas muito cedo, pois a van da Condor travel iria passar por volta de 5h da manhã no nosso hotel para nos levar a Machu Picchu. No café da manhã do hotel parecia que só tínhamos nós comendo, nos aprontamos na maior velocidade que conseguimos, tendo em vista que estávamos bem cansados, e assim que terminamos de comer, a guia (que falava português) apareceu para nos levar (e mais um outro casal que estava no nosso hotel também) para a van. Fazia um frio daqueles, com direito a usar cachecol, gorro e luvas! Seguimos com a van até outro hotel para pegar um outro casal mais velho que nós e depois seguimos para Ollantaytambo, de onde saía o trem para Machu Picchu. Foram umas 2 horas de viagem até lá. Quando chegamos, a guia pediu para ficarmos com os bilhetes na mão, nos levou até a estação, entramos, seguimos para uma sala de espera e ficamos esperando, sentados em um banco, o horário do nosso trem. No meio do caminho passamos pelo grupo de hispanohablantes dos dias anteriores e cumprimentamos eles, um cumprimento muito alegre, ficamos felizes!

Na sala de espera tinha banheiro e a guia falou que poderíamos ir, mas eu estava um pouco ansiosa, com medo de perder o trem e o Rodrigo não estava ainda com vontade, não fomos. Notamos que tinha uma tela com os horários de saída e os números dos trens. A toda hora vinha alguém da Condor Travel conferir o horário dos nossos tickets, foram acho que uns 3 guias diferentes. Eles orientaram o outro casal que estava conosco a pegar o  trem que estava saindo naquele momento e nós continuamos com o outro casal, que tinha já um pouco de idade, na sala de espera, cheia de gente.

Foi quando percebemos que chegou um novo trem, e era o nosso trem, e ele já ia sair e chegou uma moça da empresa do trem segurando uma placa com o número e falando para todos acompanharem ela. O casal que tinha mais idade não percebeu e já ia ficando para trás, porque nessa hora todo mundo da Condor Travel sumiu e ninguém nos orientou! Sorte que o Rodrigo foi lá falar com eles, para eles irem também, já que o trem deles era o mesmo que o nosso. Seguimos a moça, mostramos o ticket do trem, entramos no trem, procuramos nossos lugares e graças a Deus deu tudo certo. Fiquei meio tensa e chateada com a falta de assistência nesse momento.

A viagem de trem foi muito bonita, não conseguia desgrudar os olhos da janela! A uma certa hora, serviram lanche, que era uma bebida que poderíamos escolher (ou suco, ou chá ou café) e um pedaço de bolo que era bem gordinho.

Chegamos de trem na cidade de Águas Calientes (também conhecida como Machu Picchu Pueblo) e quando saímos do portão, encontramos a nossa guia (Wilma, também muito apaixonada pela história de seu povo) procurando pela gente. Parece que só faltava a gente para completar o nosso grupo. A guia falava português e o nosso grupo todo era de brasileiros. Encontramos nossos amigos hispanohablantes no meio do caminho com um guia falando em espanhol e o Rodrigo ficou chateado, porque queria um guia falando Espanhol também, mas eu fiquei bem tranquila, porque por um momento não teria que fazer tanto esforço pra entender o que era dito!

A guia nos perguntou se queríamos ir ao banheiro e estávamos apertados e acabamos indo ao banheiro e atrasando um pouquinho o grupo, pois a fila estava grande. Depois de atrasar um pouquinho o grupo, este seguiu com a guia explicando como era essa pequena cidade e onde iríamos almoçar, (o almoço já estava incluído no preço). Seguimos por umas ruelas e fomos parar em uma rua mais larga onde tinha o ponto do ônibus para subir para Machu Picchu. Mostramos o ticket do ônibus, pegamos o ônibus (que diga-se de passagem achei que estava bem quente lá dentro e suei, toda encasacada que estava, e arranquei fora o casaco... todo esse passeio foi um tira-e-põe de casaco infinito, pois a gente fazia esforço para subir os degraus e eu ficava com calor e tirava o casaco, ficava parado, eu ficava com frio e colocava o casaco!) e o ônibus seguiu em zigue-zague bem rapidinho até a porta do parque. Vista bem bonita pela janela também. E finalmente chegamos!

Descemos do ônibus e enquanto algumas pessoas foram comprar água e ir ao banheiro, a guia foi carimbar nossos passaportes com o carimbo do Machu Picchu. Nós que não fomos ao banheiro ficamos conversando com umas senhorinhas do grupo que viajaram com o sobrinho e que estavam bem animadas. Confesso que a princípio, muito antes da viagem, achei meio bobo carimbar o passaporte, um documento, com o carimbo do Machu Picchu... mas depois gostei da ideia e fiquei bem feliz em tê-lo no meu passaporte, ele é lindinho! Hehehe

Seguimos para uma pequena porta de entrada e depois de passar pela roleta com os tickets do parque, a guia já seguiu nos explicando a história de Machu Picchu. No início tem uma vista bonita das montanhas ao redor, uma casinha, uns degraus de pedra, uma lhama comendo graminha ao longe e a guia nos levou mais adiante, quando todo mundo subiu os degraus de pedra e aí todos fizeram “uau!” Foi nossa primeira vista panorâmica (e primeira foto da vista) da cidade. E aí a gente pensa de tudo: em como valeu a pena todo o esforço para estar ali, em como a civilização antiga nos surpreende, em como Deus é grandioso... em tudo!

Seguimos o caminho subindo degraus de pedra e a cada momento era um “uau” diferente. E a guia explicando toda a história do lugar. Foi um tanto cansativo todo o trajeto de sobe e desce de escada de pedra, mas valeu a pena! Em outros momentos tivemos mais surpresas com a vista novamente... A vista é magnífica, a história do povo é espetacular e todo o legado é grandioso! Só vimos (e tiramos fotos) das lhamas de longe... eu queria fazer um selfie (sem a lhama cuspir em mim) mas não consegui! Não levei cusparada, mas também não fiz a selfie! O melhor momento é aquele que a gente chega onde tem a vista do tipo “cartão postal”... é sem palavras pra descrever a grandiosidade do lugar! É simplesmente magnífico! Existem milhares de turistas poluindo a foto que você está tirando, do local magnífico, mas afinal de contas, você também não é turista e também não está poluindo a foto dos outros?! Ficamos brincando que iríamos substituir os turistas das fotos por lhamas.

Engraçado foi que eu achei que o sobe e desce iria ser pior... mas não tivemos nenhuma reação com  a altitude, porque Machu Picchu é mais baixo que Cusco, então estávamos no lucro!

Depois de nos maravilhar com a vista da cidade por fora, foi a hora de explorar por dentro. Passamos pela porta e a guia foi nos levando pelo labirinto que é aquilo tudo e nos explicando cada canto que dava pra visitar. Muito legal! Existem alguns lugares que dizem ter energia, por terem sido locais de culto aos deuses, e a gente aproveitava para ficar com as mãos postas, "pegando" a energia do lugar... já que estávamos lá, vamos aproveitar!

Não dá pra descrever tudo o que foi explicado e visto lá, tem que ir para experimentar. Não sei se senti uma energia de outro mundo, só sei que fiquei muito feliz por estar vivendo e conhecendo de perto tudo aquilo!

Eu gostaria de ressaltar também a parte que eu achei incrível como tinha tanto turista da terceira idade lá e todos subindo e descendo aqueles degraus de pedra todos lá na maior disposição... será que é mesmo a energia do lugar que revigora as pessoas?!

Quando terminou a visita, não queria sair... saí com o coração na mão... Pegamos a fila para o ônibus de volta, cansados e com fome... Acho que era perto de 13h... Ah! Levamos alguns biscoitinhos do café da manhã para o caminho e também levei uma garrafa d’água de 700ml (que levei do Brasil e fiquei carregando para cima e para baixo nessa viagem) que enchemos com as garrafinhas menores no hotel, porque li que eles não deixavam entrar com garrafas pet... Mas não se estressem com isso! Eles deixam entrar sim! Não vi lixeiras dentro do parque (só do lado de fora) mas as pessoas respeitam e não vi ninguém jogando lixo pelos cantos, as pessoas guardavam e jogavam nas lixeiras do lado de fora. Também não tem vendas do lado de dentro, então quem estava sem água comprou antes da entrada do parque, no lugar onde é o “ponto final” dos ônibus.

Bem, seguimos de novo em zigue-zague no ônibus até Águas Calientes (que acho o nome mais bonitinho que Machu Picchu Pueblo) e seguimos conversando com o outro casal que estava no mesmo hotel que a gente e no mesmo grupo com a guia que falava português, até o restaurante. O restaurante era self-service e tinha umas comidas muito bonitas e boas. Não lembro agora o nome... Acho que era El Mapi.

O grupo dos hispanohablantes estava lá também, em uma mesa no fundo, mas como já estávamos conversando com o outro casal simpático de brasileiros, de Rondônia, seguimos naquela mesma mesa. Depois do almoço deu uma lombeira, mas nos despedimos e fomos a feirinha que tinha perto, ficar olhando lembrancinhas até a hora do nosso trem partir. Próximo da hora do trem partir, entramos na estação e perguntamos para um funcionário em qual porta tínhamos que entrar e este indicou 4-5. Ficamos em frente ao local indicado, esperando a porta abrir e vimos que a 6-7, que era na lateral esquerda, já estava aberta, com muita gente passando. Vi o casal de mais idade que veio no mesmo trem que a gente nesse mesmo salão sentado em umas cadeiras. O Rodrigo viu que tinha duas moças que não falavam espanhol tentando se comunicar em português com as pessoas mas ninguém entendia elas e fomos ajudar. Era o mesmo trem que o nosso e falamos para elas aguardarem ali também. Até que chegou uma funcionária da Condor Travel, riscou nossos nomes em um papel na prancheta, perguntei pelo nosso trem e ela falou para aguardarmos ali e sumiu. Achamos estranho que a hora estava passando e nada do portão 4-5 abrir. E foi então que passou uma outra funcionária da empresa de trem, conferindo os tickets das pessoas no meio do caminho e falou para seguirmos pelo portão 6-7, pois era aquele mesmo e o trem já ia partir! Falamos correndo com as moças que também estavam perdidas e saímos correndo desembestados para o trem. Quando subimos no trem, dei graças a Deus que deu tempo... Mas o trem ainda demorou quase 1h pra sair em direção a Ollantaytambo! Nem precisava tanta correria!

E ficamos novamente chateados com a Condortravel que nos deixou na mão na orientação quanto à saída do nosso trem!

A vista da volta foi igualmente espetacular! Teve apresentação de dança dentro do trem e também teve lanche. Chegamos em Ollantaytambo mais tarde que o previsto, com o céu já escuro, procuramos e não encontramos ninguém da Condor Travel. Fomos no banheiro, estávamos apertados, e na saída do banheiro, o Rodrigo encontrou um dos guias da Condor Travel., que nos levou até o lado de fora e nos deixou junto com aquele mesmo outro casal simpático do nosso hotel, que ficamos conversando. Ele perguntou se estávamos junto com uma outra pessoa de nome Rogério, se não me engano... Não sabíamos dessa pessoa, mas ficamos imaginando se não era o casal de mais idade que estava com a gente! Coitados! Será que perderam o trem da volta?! E agora?! Na hora de correr, eu nem lembrei que tinha visto eles sentados esperando também! O guia ainda esperou mais um pouco, mas depois resolveu nos levar de van para Cusco e deixou um outro guia, amigo dele, lá esperando mais um pouco. Seguimos de van de volta de Ollantaytambo para Cusco, com o caminho escuro e nós cochilando, por umas 2h. Ao chegar no hotel o tempo já estava frio e nós muito mais cansados!

Procuramos um lugar para comer que ainda estivesse aberto, pois já estava um pouco tarde, pra voltar para o hotel de novo e descansar, pois o dia seguinte seria o da volta. Comemos massa na Trattoria Adriano e reencontramos lá as senhorinhas do passeio, que estavam com o sobrinho, de novo.

No dia seguinte, tinham acabado os passeios e era só nos aprontar para voltar. O problema é que a Avianca mudou o horário do nosso voo e os voos que eram um após o outro ficaram com um tempo grande de conexão e nós iríamos ficar sem fazer nada, uma incrível perda de tempo.  O Check out do hotel era de manhã, tomamos café, arrumamos a mala, saímos e ficamos fazendo hora dando um último passeio na cidade. Depois compramos um lanche e voltamos para o hotel. No hotel, o transfer da Condor Travel nos levou para o aeroporto, pegamos o voo para Lima (que como eu disse, a Avianca fez o favor de mudar o horário e nos deixar mofando no aeroporto de Lima) e no aeroporto de Lima ficamos esperando de 15h até 21h, quando pudemos finalmente voltar para o Brasil, pra chegar só pela manhã aqui, mortinhos! Reencontramos no aeroporto as senhorinhas com o sobrinho de novo e o casal de espanhóis, todo mundo voltando para suas cidades. Foi uma longa espera, mas a viagem toda valeu a pena, voltamos muito mais ricos de conhecimento e experiências fascinantes!  

Nós gastamos em média, por dia, para o casal, em torno de 150 soles (contando deslocamentos, comida, água e souvenirs), em alguns dias gastamos um pouco mais e em outros, um pouco menos. O câmbio estava mais ou menos 1 Sol = 1,22 Reais.

Espero que tenham gostado do meu relato e que eu possa ter ajudado em algum planejamento de viagem! Se quiserem perguntar alguma coisa, é só falar! Então por hoje é só e até a próxima viagem!

  • Gostei! 2

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

20180910_075414.thumb.jpg.cce3fec1715f84cf5323c2cbdd078578.jpg

No trem indo a Machu Picchu

20180910_080649.thumb.jpg.b6a3e064b0f2c61ec0c91dbaaf3e8bf7.jpg

Um pouco da vista do caminho

DSCN5705.thumb.JPG.9971eb015a75fdedff92ff517d6105fd.JPG

Entrada (depois que desce do ônibus)

DSCN5710.thumb.JPG.962023cc6853c95097ab881cf98f08f4.JPG

Não sabia o que nos esperava

20180910_103940.thumb.jpg.50c3d0713d7337709807c189e6701cf0.jpg

A vista, no início, era assim

20180910_104429.thumb.jpg.9a3e851ac97bfffc32bb35701f754d3b.jpg

Subimos um pouco e...

20180910_104927.thumb.jpg.899dfdaffb9079f8971484b3976190e8.jpg

Uaaaauuu

20180910_112109.thumb.jpg.f5764abb29592fb7b79e0f6c03105d51.jpg

Andamos mais um pouco e  mais Uau! A vista tipo cartão Postal! A guia que tirou essa foto legal!

20180910_112606.thumb.jpg.7b1cdbbe203280b25b8d0289ac732659.jpg

Mais uma foto tirada pela guia que sabe quais são os "hot spots"

DSCN5767.thumb.JPG.4c3dff4d0db0b3d78e3a31fc8d80663b.JPG

Mais uma da série expectativa (vazio) X realidade (cheio de turistas)

20180910_114848.thumb.jpg.20baa96458becc72c5ccff7230d5ff2d.jpg

Entrada para a cidade... e a lhama fofa fazendo pose!

DSCN5807.thumb.JPG.f4c33664965552433a4b6c4d5f11d3fb.JPG

Entrada para a cidade

20180910_120226.thumb.jpg.40e395a57d32d3e6aa53037c2065e8a9.jpg

Passeando...

20180910_132201.thumb.jpg.7b4a794a3712d5ea4b246f85e48e9e0b.jpg

Passeando...

20180910_132811.thumb.jpg.32026d001ef5d24bc329f401e806e5e9.jpg

Passeando...

DSCN5808.thumb.JPG.af6a22b73f25a7b6b7061024efe0bce2.JPG

Passeando...

DSCN5813.thumb.JPG.ecb843fa4b11c8a149aa32842aed759a.JPG

Passeando...DSCN5819.thumb.JPG.725db44fcb7f94b1fa8373d108c33dea.JPG

Passeando...

DSCN5933.thumb.JPG.943fae2e3536775451ed670cf2e84446.JPG

Passeando...20180910_133029.thumb.jpg.aecf98fb8ac23f24a4d017a5ea44a20e.jpg

Conseguimos uma selfie com a lhama láááá longe

DSCN5831.thumb.JPG.8752a75b284a144a4bb260d6ada0eff0.JPG

Não existem só as lhamas passeando por lá, vimos também chinchilas!

20180910_133144.thumb.jpg.86685e3c15d5453890ba63d95b60f299.jpg

É hora de dar tchau...

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por milehist
      Vim trazer o meu relato pessoal e algumas dicas para quem for a Cusco. Foram 8 dias inesquecíveis.
      Meu voo foi dia 27 de setembro, de Salvador na Bahia a Cusco foram 2 conexões (em Guarulhos e em Santiago do Chile), um total de 14 horas de viagem com conexões curtas (a maior foi 3 horas em SP, suficiente apenas para comer alguma coisa e seguir). Minhas passagens não incluíam bagagem, portanto viajei apenas com bagagem de mão, mas despachei ainda em Salvador pq não tinha espaço no avião (para meu alívio, a mala chegou sã e salva em Cusco).
      Cheguei em Cusco as 16h, peguei um taxi no aeroporto por 20 soles (o hotel chegou a pedir meus dados para o transfer, mas não confirmou e nem foi me buscar). Nesse primeiro momento fiquei no hotel Qolqampta, indico fortemente, local agradável, café da manhã ok, quarto confortável. A única desvantagem foi a localização, apesar de perto da plaza de armas, o prédio fica no topo de uma ladeira (tudo em Cusco é ladeira!), e num primeiro momento de aclimatação, seu corpo pode reclamar um pouco.
      Ainda no Brasil eu contratei a empresa Qorianka para fazer o passeio de Machu Picchu (o único que contratei antes de chegar la, dado a disponibilidade de ingressos). A noite Max da empresa estava me esperando para explicar como funcionaria o passeio mais aguardado da vida. Eu super indico a empresa. Preço ok, responsabilidade, compromisso, serviço de excelência. Foi ele que me indicou um lugar com melhor câmbio para comprar soles, os melhores lugares para comer, foram eles que compraram meu boleto turístico. Literalmente, fazem de tudo para nos sentirmos confortáveis e seguros. Acabei comprando os outros passeios com eles.
      Dia 28 - reservei o dia para me adaptar a Cusco, conheci o mercado San Blas, o Mercado São Pedro, comprei soles e orcei os outros passeios. Dica importante: usem protetor solar! O clima em Cusco no geral é frio, a noite e pela manhã é muito, muito frio (entre 5 e 10 graus), mas no decorrer do dia vai esquentando e o sol queima (estou bronzeada como se tivesse ido para alguma praia do nordeste). Fiz a cotação de preços dos passeios e a sensação que tive foi a seguinte: nos lugares confiáveis o preço parece ser tabelado. Descartei os mais baratos e os mais caros por motivos óbvios, e recorri à Qorianka. Como já tinha fechado MP com eles, pedi um desconto e funcionou. Primeiro vou descrever meu roteiro e a seguir passo minhas impressões e conselhos.
       
      Plaza de Armas
      Dia 29: contratei o passeio Vale Sagrado + MP, com a Qorianka incluia traslado do hotel + passeio pelo Vale Sagrado dos Incas (Pisac, Ollantaytambo) + trem voyager inca rail de ida e volta + ônibus de subida e descida a MP + ingresso de entrada da cidadela, com montanha machu pichu (que eu escolhi subir) + almoço do dia 29 + diária no povoado de águas calientes + traslado de volta Ollanta - Cusco.
      Sai as 8h do hotel fiz checkout (como ia ficar uma noite em aguas calientes, encerrei no qolqampta e reservei o hostel milhouse a partir do dia 30. a Qorianka cuidou de pegar minhas malas em um hotel e levar para o outro), passamos por pisac, almoçamos em um restaurante buffet muito bom, seguimos para ollantaytambo, e depois do city tuor peguei o trem para Aguas Calientes. São 1h30 de viagem, chegando no povoado já tinha um rapaz do hotel me aguardando com meu nome. Esse hotel terrazas de luna é um espetáculo à parte, muito confortável, o banheiro tem até banheira, o café da manha sensacional. A noite uma representante da Qorianka foi me encontrar para me explicar como funcionaria a subida a MP no dia seguinte.

      Ollantaytambo
      Dia 30: sai cedo do hotel, peguei o ônibus de subida a MP. Entrei na cidadela as 7h, fiz um tour guiado até 7h50, e subi a montanha (o ingresso da montanha era de 7h as 8h). A subida é, para dizer o mínimo, extenuante. São necessárias cerca de 3 horas para ir e voltar, a subida é íngreme e toda em escadarias. É cansativo, mas vale muito a pena. A vista panorâmica de MP é sensacional!!! Subi as 7h55 e as 10h50 estava de volta. Aquela história de que para descer todo santo ajuda é balela, sofri demais na descida, joelhos e tornozelos doeram bastante. Fiquei em MP até as 12h, peguei o ônibus as 12h30, cheguei em águas calientes, almocei e peguei minha mochila no hotel. Meu trem de retorno foi as 15h. Chegando em Ollantaytambo já tinha uma pessoa segurando meu nome em um cartaz, pronto para me levar de volta a Cusco. Chegando em Cusco me deixaram no hostel Milhouse, minha mala já estava lá. Fiz o checkin e aproveitei o bar e restaurante de la (maravilhosos, por sinal).

      Vista da cidadela de cima da montanha Machu Picchu
      Dia 1: reservei Laguna Humantay. O traslado da Qorianka foi me buscar pontualmente as 4h15 no hostel. O pacote inclui: traslado + café da manhã + guia + almoço. O trajeto é um pouco longo, mas como é cedo, aproveitei para dormir. Tomamos café num hostel de uma cidadezinha q fica no caminho e seguimos viagem. Percorremos cerca de 1h30 até o lugar que a van nos deixa e começamos a caminhada. Percorri o trajeto de ida em 1h45, sofri um pouco nesse trajeto. A subida até a laguna é em terreno acidentado e cerca de 80% subida, chegamos a mais de 4.000 metros de altitude, o que deixa o ar rarefeito e causa o temido mal da montanha. Quem quiser, ou não aguentar, pode fazer mais da metade desse trajeto a cavalo, eu percorri caminhando mesmo. Dentre as sensações está o cansaço extremo, a frequente falta de ar e a dor de cabeça, mas para mim, nada insuportável. Ao chegar no destino, vc esquece toda essa dor. É lindo demais. Lindo e muito, muito frio. Aproveite para tirar muitaas fotos em ângulos diferentes (a cor da água muda conforme a incidência da luz). Ficamos cerca de 30 minutos e retornamos. A descida foi mais tranquila, alguns trechos consegui correr um pouco em zig zag, oq ameniza um pouco o esforço do joelho. Chegamos na van, percorremos cerca de 1h30 e paramos para o almoço estilo buffet, depois retornamos a Cusco. Chegando por volta das 16h. Novamente, aproveitei o bar e restaurante do milhouse.

      Laguna Humantay
      Dia 2: Salineras de Maras e Moray. Esse passeio é de meio dia e incluia: traslado + guia. A van da Qorianka me pegou no hotel pontualmente as 8h. Passamos em Chinchero, onde vc vai ter a explicação completa de como os tecidos são produzidos, vai ser muito bem recebido com um chá delicioso, poder tirar belas fotos e fazer algumas comprinhas. Depois segue para Moray, um laboratório de experimentação agrícola lindissimo. O último ponto da viagem são as salineras, que custa 10 soles a entrada, e n está incluida no pacote, que também vai te render fotos maravilhosas. Chegamos em Cusco as 14h. Já em Cusco aproveitei o mercado São Pedro para fazer compras (considerei o melhor preço), tomei café numa lanchonete e fui dormir.

      Moray
      Dia 3: Montaña Colorida. O passeio da Qorianka incluia: traslado + guia + café da manhã + entradas + almoço. A van me pegou as 4h30 pontualmente. Seguimos viagem por cerca de 1h30 e paramos para tomar um belo café em estilo buffet. O guia nos passou as explicações gerais de como seria a subida, cuidados a tomar, dificuldades que poderíamos encontrar. Depois do café seguimos viagem por cerca de 1h e chegamos ao local q as vans ficam e começa a caminhada. A subida da Montaña é menos íngreme do que a da Laguna, mas a altitude é bem maior (chegamos a 5.200 metros no topo do deck para tirar as fotos), e por isso algumas pessoas sofrem muito mais. Eu me senti bem mais disposta. Realmente não senti nenhum desconforto, nem na subida nem na descida, mas fiz o trajeto no meu tempo (cerca de 3h entre subida e descida dos 8km total). Tem a opção de subir a cavalo, mas dispensei. existem 3 pontos q fornecem banheiros, ao custo de 1 soles. A vista é simplesmente fenomenal. A montanha é tudo aquilo que vemos nas fotos e mais um pouco. mas só conseguimos ficar no topo por cerca de 20 minutos devido ao frio. É realmente congelante. Algumas pessoas do grupo passaram mal na descida. Voltamos, paramos para almoçar no mesmo local do café, depois seguimos viagem. Chegamos em Cusco as 16h. Já em Cusco o meu corpo sentiu tudo que não tinha sentido nos outros dias. Tive o mal da montanha no último dia da viagem e passei muito mal o resto do dia.

      Montaña
      Dia 4: meu voo saiu as 10h. Max da Qorianka me deu de brinde o traslado até o aeroporto. Me pegaram as 8h em ponto no hostel, cheguei no aeroporto as 8h20. Meu voo de volta incluia 2 conexões (em Lima e em Guarulhos). Como a ida, a volta durou 14h de Cusco a Salvador. Cheguei na Bahia as 2h45.
      Gente, Machu Pichu é tudo que dizem, e mais um pouco. É maravilhoso. A sensação de subir a Montanha e ver a cidadela la de cima é indescritível.
      No fim das contas, considerei meu roteiro apertado, acredito que o ideal para não levar meu corpo à exaustão, deveria ter sido 10 dias (incluindo os 2 necessários para a ida e volta).
      A Qorianka foi sensacional. Indico fortemente! A logística toda funcionou perfeitamente, não tive nenhum imprevisto e eles estavam sempre disponíveis para me ajudar. Considerando que viajei sozinha, não ter qualquer preocupação com roteiros e imprevistos foi muito importante.
      Os 10 soles que a gente paga para entrar na salineras fica retido com a empresa que é responsável pela compra e beneficiamento do sal, nada desse valor é destinado às famílias responsáveis por retirar o sal (a elas cabe apenas o valor pago pelos sacos). Juro que se soubesse disso, não teria entrado. Eu acredito em um turismo que ajuda a fortalecer a população local, não uma empresa especifica. Comam em restaurantes peruanos, comprem dos peruanos.
      Os guias de Cusco são extremamente organizados e politizados, além de serem excelentes no que fazem.
      A comida peruana é muito boa. Os restaurantes tem o menu turistico: por 20 a 25 soles vc desfruta de uma refeição completa- entrada, prato principal, sobremesa e/ou bebida. Indico experimentar o ceviche peruano, a trucha, a sopa crioula (maravilhosa), a chicha morada, o pisco sour e o lomo saltado.
      Comprei vitamina C efervescente la em Cusco, e tomava 1 pela manha e 1 a noite. Considero que foi essencial para manter minha imunidade ok. O frio em Cusco é cruel. As mudanças de temperatura são drásticas. Para quem tem rinite, sinusite e amidalite, não ter sentido absolutamente nada, foi uma bênção.
      Estou à disposição para dúvidas. Esses relatos me ajudaram demais a montar a viagem perfeita!!
    • Por wealsi
      Mochileiros e Mochileiras,
      Em abril/2017 fiz uma viagem de 8 dias pelo Peru, visitando somente as duas principais cidades turisticas: Lima e Cuzco. Minha viagem na verdade foi de 22 dias ao todo, tendo comecado pelo Equador, onde fiquei 14 dias.
      Do Equador ao Peru fui de Avião, saindo de Guayaquil e chegando a Cusco em algumas horas. 
      CUSCO:

      Chegando em Cusco a primeira coisa que percebi foi o frio (consideravel). A cidade fica na regiao da cordilheira dos Andes, a 3300m de altitude, logo as temperaturas por lá costumam ser amenas. Em relacao a altitude, vale a pena falar do mal de altitude, ou mal de montanha (conhecido por la como SOROCHE): para os marinheiros de primeira viagem, se voce for viajar para uma cidade que esteja há mais de 2000m de altitude, é comum sentir enjoo, dores de cabeca, fadiga muscular, desidratacao... vá preparado com medicamentos para amenizar esses sintomas para vc n passar 12h de sua viagem sem fazer nada rsrs. É comum ocorrer, viu? Mas tb tem gente que nao sente nada. Recomendo que assim que vc chegar a cidade, procure fazer uma ambientacao, faca caminhadas curtas, deixe o primeiro dia lá para voce se ambientar, se vc já chegar e imendar algum passeio, é capaz de comecar a passar mal e estragar a experiencia. Balas de coca, chas de coca, folhas de coca, tudo de coca vc encontrara por la, nao tenha medo de consumir (exceto o subproduto produzido quimicamente, q tb e proibido por la rsrss), pois ajudam a combater a soroche. Como eu já havia passado um bom tempo no Equador, onde tb predomina a altitude, eu nao tive problemas com o mal de altitude.
      Eu imaginava q cusco fosse inteira uma cidade historica, toda contruida em pedras e tal, como nas fotos que vemos, mas na vdd cusco é uma cidade normal, com casas normais, predios, avenidas de asfalto, carros normais, pessoas normais trabalhando normalmente. Achei que desceria em cusco e ja daria de cara c aquele povo vestido colorido, que o aeroporto fosse cercado de momumentos hitoricos, massss nada disso. Para voce imergir nessa viagem ao tempo, voce precisa ir para a parte historica da cidade, que é a parte turistica. É como se fosse um grande bairro de cusco. Vc pega um taxi lá no aeroporto e vai andando por uma cidade normal, ai de repente vc chega na famosa CUSCO... um choque! A cidade é simplesmente deslumbrante, é um verdadeiro regresso no tempo.
      As ruas e calcadas todas de pedra, os postes sao naquele estilo colonial, os hoteis e hosteis sao todos em casas historicas, reformadas por dentro, mas por fora com a arquitetura de centenas de anos atras. A cidade é um luxo, muito bonita mesmo! Estou escrevendo esse relato em outubro/2019, exatos 2 anos e meio depois de ter ido para cusco e depois de ter conhecido outros 4 paises e posso dizer que em termos de belezas, cusco é a cidade mais fenomenal que conheci. Nao so pela parte de cusco em si, mas tb pela quantidade gigantesca de coisas que vc pode fazer partindo dali.
      Me hospedei no hostel LOKI, que é muitissimo bem conceituado (depois que conheci a rede, me hospedei tb no Loki Lima e Loki La Paz) e localizado. O Loki, para quem n conhece (eu n conhecia ate entao), é uma rede de hosteis, q possui unidade em alguns paises aqui na america do sul. É muito badalado o hostel, tem fstas todos os dias, vem pessoas dos outros hosteis participar das festas. Além disso, na área do bar e restaurante tem uma série de jogos que vc pode usufruir, como pingue pongue, beer pong, um cata-varetas de madeira, mutia coisa mesmo pra fazer, é excelente para vc interagir c gente do mundo todo. A média de idade ali gira nos 20 e poucos anos, mas tem gente de todas idades mesmo. O bar tinha uma bandeira do brasil gigantesca bem em cima, no meio do salao. As festas eram tematicas, tinha dia de festa grega, festa do brasil, festa das cores... muito louco. Eu fiquei num quarto coletivo com um monte de beliche, devia ter umas 15 beliches, o piso era de madeira entao era horrivel para vc dormir e tb pra ficar transitando la, pq vc atrapalhava todo mundo. A higiene era boa do hostel, mas a estrutura geral na minha opiniao poderia ser melhorzinha. O pessoal do hostel era fantastico, te ajudava em tudo que vc precisasse, te orientavam em tudo tb. Há uma agencia de turismo do proprio LOKI, que tem alguns precos legais.
      Fiz um Walking Tour free, oferecido pelo proprio LOKI, muito 10 a experiencia! Vc sai com um guia partino do hotel e caminham pelos principais pontos turisticos da cidade, e muito bom para orientacao e para vc se situar, conhecer um pouco da historia, vale a pena fazer!
      O ponto mais frequentado da cidade é a Plaza de Armas, a praca central da cidade. Muiiiiito bonita, principalmente a noite, quando fica parecendo um formigueiro de tanta gente. Ali voce encontrara nos arredores tudo que precisa, desde casas de cambio, agencias de turismo, bares, restaurantes... tudo esta ali. Vale a pena inclusive vc comprar seus pacotes para os passeios por ali. Eu orcei em varias diferentes e os precos sao exatemente os mesmos. As agencias que forem mais baratas que as outras e porque oferecem algum servico a menos, como por exemplo nao oferecer refeicao ou ir em onibus de pior qualidade, essas coisas. Os precos sao mto parelhos.
      Como disse acima, Cusco é fenomenal para turistas pq ali tem simplesmente dezenas e dezenas de passeios que voce pode fazer. Fiquei ao todo 5 dias na cidade e nao consegui fazer tudo, se eu soubesse q era tao legal ali eu teria deixado pelo menos 7 dias livres para lá. Vou falar pra vc quais sao os passeios mais conhecidos e que vc precisa fazer, senao todos, pelo menos alguns: MACHU PICCHU / linhas de nazca (n fui) / SkyLodge e Via Ferrata / salar de maras / Oasis de Oacachina (n fui) / raimbow montain (n fui) / Sitios arqueologicos (fui em alguns, mas tem vários).
      Como viram acima, deixei de fazer algumas coisas que queria por nao ter dado tempo.
      MACHU PICCHU (COISA MAIS DOIDA Q VI NA VIDA):

      Machu Picchu nao fica em cusco exatamente. O monumento fica em um povoado chamado Aguas Calientes, situado ha alguns varios e varios KM de cusco. Entao, para ir a Machiu Picchu, vc sai de cusco e vai para esse povoado. O povoado é muito bonito, bem charmoso mesmo, com bares e restaurantes construidos em estilo classico, lembra muito cusco. Se vc estiver em casal, vale a pena dormir uma noite por lá.
      Para chegar a Aguas Caliente, vc tem 3 opcoes: 1 - Ir de trem (umas 2h de trajeto) / 2 - Ir a pé, por uma trilha inca (3 dias de trilha) / 3 - Ir de Van (7h de viagem) + trilha (2h).
      Se vc estiver com familia ou com idosos, ou estiver em uma viagem com namorada ou namorado que nao goste muito de aventura, vá de trem. É mais caro, porém é mais rápido e vc economiza praticamente 1 dia de sua viagem (se vc for de van, perdera ao todo qse 20h em translado entre ida e volta). O trem parte algumas vezes durante o dia e vc pode comprar 3 classes diferentes, uma mais pobre (cara), uma média (mais cara) e outra mais chique, com teto panoramico e tal (ainda mais cara). Veja q coloco q é caro pra mim, principalmente pq o valor é em dolar. Lembro que ultrapassava os 100 dolares o trecho do trem (no mais barato, lembre q sao 2 trechos q vc faz, um ida um volta, logo...). Vc compra pelo site deles (www.perurail.com) e o trem n parte de cusco exatamente, vc precisa pegar um taxi ate a estacao deles.
      Se vc tiver um espirito muito aventureiro e tempo sobrando, vale a pena fazer o caminho pela trilha, q leva 3 dias e o trajeto é o mesmo que era percorrido pelos incas na epoca deles. Conheci pessoas que fizeram e me falaram super bem, diz q a experiencia é bem valiosa.
      Como nao sou tao mao-aberta e nem tao aventureiro, decidi ir de van. Lembro que me custou algo como 100 e poucos dolares ida e volta, ja incluindo uma diaria num hotel em quarto compartilhado. Basicamente funciona assim: vc compra o passeio em qq companhia de turismo em cusco, todas obviamente fazem. Vc parte de cusco geralmente saindo da frente da companhia muito cedo, tipo 6h da manha vc tem que estar lá. Vc entra na van e segue viajando por umas 7h (eu demorei mais, pq o pneu da van furou), a viagem nao é taoooo distante assim, mas vc segue pelas famosas rodovias peruandas, cheias de subidas, descidas, curvas completamente fechada, algumas onde so passa 1 carro por vez, passa por pequenos riachos, depenhadeiro (é incrivel, realmente incrivel, vc passa beirando, muito proximo do despenhadeiro, da van da pra ver o abismo bem do seu lado) e até um bom trecho de estrada de chao. É muita aventura o trajeto, muita curva, a velocidade de viagem é baixa por conta de todos esses entraves. A experiencia na van e muiiito show, vc ve muitas paisagens exuberantes, pode passar 7h conversando com pessoas de diversas nacionalidades. 
      O trajeto de auto termina em um ponto na base de uma usina, por volta das 2h da tarde. Vc chega, tem um almoco bem safado te esperando. Vc almoca ali e segue uma caminhada por uma trilha de +- 2h, margeando o trilho do trem caro. É muiiiiita gente, gente indo, gente vindo, coisa de louco. Tem trechos que vc acaba ficando sozinho e ai da pra contemplar a paisagem. A caminhada e bem legal, as vezes os trens passam por vc e dao aquela buzinada de trem kkk, tem ate trachos q vc passa em pontes sobre rios e vc vai caminhando sobre os trilhos, parece coisa de filme. No final da tarde, ja bem cansado vc chegara a Aguas Calientes e tera um guia esperando a sua turma (que nao segue junta, cada um vai na velocidade que quiser). A chegada e mto tumultuada, tem mta gente chegando, mtos guias gritando, eu fiquei perdido la, demorei pra encontrar o guia de minha companhia. Como ja cheguei praticamente a noite, foi só jantar e ja iri dormir cedo pq a ida as ruinas e logo pela madrugada.
      A ida as ruinas vc acorda as 04h da manha, as 05h vc tem que estar no ponto de encontro que é onde partem os onibus. A subida pra Machu Picchu e feita em um onibus proprio do sitio arqueologico, na verdade sao dezenas e dezenas deles subendo e descendo levando gente. Vc pode ir a pe tb, fazendo uma trilha q leva algumas horas. De onibus a subida leva uns 10 min. Pra entrar na ruina vc paga mais alguns dolares e eu recomento que vc pague um dos guias que ficam la oferecendo seus seervicos, vale muito a pena pelas explicacoes que te dao. O que posso falar de macchu picchu? Deslumbrante, insdescritivel, uma das coisas mais perfeitas que ja vi, é realmente um regresso no tempo, todas aquelas construcoes, aquela engenharia avancadissima pra epoca, os monumentos perfeitamente construidos, as pedras polidas com encaixe perfeito... senssssacional, vale muito a pena. Nao é a toa que é umas das 7 maravilhas do mundo modeno. 
      Qto mais cedo vc entrar e melhor. Eu entrei logo qdo amanhecia, tinha pouca gente, dava pra transitar bem, tirar fotos com tranquilidade. Qdo deu umas 09h da manha, virou um formigueiro, era gente adoidada, muita gente mesmo, impressionante.
      No meu caso (e de outras dezenas de pessoas), como eu estava no pacote da van, qdo deu por volta de 12h tive q pegar o onibus de volta a Aguas Calientes, depois caminhar mais 2h pela trilha e retornar pro ponto de encontro das vans (sao dezenas e dezenas), que partiria por volta das 03h da tarde. Outra confusao ali, pq é muita va, vc nao consegue identificar em qual vc tem que ir, é mta gente perdida lá, uma loucura. Entrou na van? mais 7h de viagem a cusco, nas mesmas condicoes precarias da estrada. Cheguei em cusco umas 10h da noite, mortooo, mas muito agradecido e deslumbrado pelo passeio. Foram ao todo 2 dias de viagem para conhecer cusco na forma como fiz. Na minha opiniao, o translado mais legal é sem duvidas o de van, apesar de ser meio cansativo, faz parte né! Se vc for de trem, vc pode fazer tudo em apenas um dia, saindo bem cedo de cusco e retornando no final do dia, sem a necessidade de dormir em Aguas Calientes (acho q vale a pena uma noite lá, viu).
      SKYLODGE E VIA FERRATA:

      Depois de Machu Picchu, foi o passeio mais fantastico que fiz por lá. O Skylodge é um hotel que fica suspenso a 400m de altura, preso no alto de um paredao no vale dos incas. Trata-se de capsulas feitas em material espacial, suspensas, todas transparentes. Imagina so, vc se hospedar num lugar desses, no meio do nada, suspenso em uma capsula a 400m de altura. Muito diferente, nao? Para chegar ao hotel vc tem que escalar (escalar de vdd) por uma via ferrata (uma escadinha de ferro) que construiram. Vc sobe com material de alpinismo, preso por mosquetoes de seguranca e com os guias ao seu lado sempre... A vista e a experiencia sao fenomenais! Experiencia unica no mundo, ta? Nao tem nada parecido em outro lugar.
      Vc simplesmente escala 400m, faz um cafe da manha la nas alturas, conhece o hotel, e depois desce por 7 zip lines (tirolesas), sendo uma com 700m de comprimento.... COISA DE LOUUUUCOOOO, experiencia muuuuuuuuiiiito massa!!! Pensa na vista, no vento... La de cima vc ve o rio q passa ao lado, inclusive da pra ver o trem passando, os trilhos dele passam proximo a base dessa montanha... Por isso eu falo que vale muito a pena vc conhecer.
      No meu caso eu nao me hospedei no hotel, paguei apenas para fazer o passeio que inclui o translado partindo de cusco até o hotel, a subida e o regresso a cusco. Todo o passeio vc faz em meio dia. Nao é mto barato pq inclui alem dos translado, o material de protecao e os guias. O passeio nao e dos mais conhecidos do Peru, mas so pq mta gente nem sabe, pq qdo conhecerem, vao querer fazer. Muito 10!
      OUTROS PASSEIOS NOS ARREDORES DE CUSCO

      Outras coisas que fiz foi ir ao salar de maras, que é muito legal. É uma mina de extracao de sal, onde eles tiram o sal da propria agua que sai das montanhas. É uma construcao divina, com centenas de tanques de agua e sal. La vc pode comprar bastante bugiganga e o famoso sal rosa tb. Fui tb passeios a outros sitios arqueologicos (vc consegue fazer geralmente 2 por dia). Todos passeios sao bonitos, muito show, cada um reserva uma coisa diferente, mas os que mais me impressionaram mesmo foram machu picchu  e o skylodge.
      Na minha opiniao, se vc tiver mais tempo que eu, vá a montanha colorida e tb vá ao Oasis de Oacachina, ele fica bem no deserto, é um oasis igual de filme, um lago com naturezao ao redor dele, no meio do nada. O pessoal faz passeios q incluem um lual bem divertido lá, passeios de bugue e tal. Eu se tivesse tido mais ttempo e me planejado melhor, teria feito.
      CUSCO DE NOVO:

      Vou te dar mais uma dica sobre cusco: Tire um dia pelo menos da viagem para n fazer nenhum passeio. Separe esse dia para vc andar livremente pela cidade, percorrer as ruas, ver o movimento, tomar umas cuzqueñas (breja regional). Passeio é legal, mas vc acaba nao curtindo essa cidade que é maravilhosa. Me lembro que eu andava tranquilo, observando tudo, as pessoas, os artistas de rua tocando musicas, tudo... é uma oportunidade unica vc estar ali, nao tem nada parecido com cusco. Desfrute da cidade tb e nao se deixe ser levado pela febre de ficar correndo o tempo todo na viagem pra fazer 1000 passeios e tirar 1000000000000 fotos, usufrua tb!
      LIMA:

      De cusco a Lima vc pode ir de busao ou de aviao. Sao 1.100km de distancia. Se fosse por rodovias normais, vc levaria umas 15h pra chegar, mas como sao rodovias peruanas, vc levara praticamente 24h pra chegar. Se for de aviao, sao cerca de 3h de voo. Como n tinha mto tempo e queria conhecer Lima, fui de aviao.
      Ao contrario de Cusco, Lima e uma cidade gigante, tem 9 milhoes de habitante... uma loucura. o Transito é louco, carros velhos pra burro, taxistas muito mal educados. No geral a cidade é  bonita, fica no litoral. A praia lá é morta, é praia do pacifico, entao a areia é dura, feia, escura, em alguns pontos nao tem nem areia, é so pedra. Na vdd eu acho que ali nas redondezas de Lima nao se entra na praia.
      Eu aluguei uma bike e passei uma tarde pedalando, conheci varios pontos da cidade. O ponto para os turistas se hospedarem é a regiao de Miraflores, que é bem bonita, urbanizada, segura, cheia de estrutura para o turista. Tem mercado, taxi, hotel, hostel, padaria... bar... pracas, fica perto dos principais pontos de turismo de Lima e tem acesso facil pra qq lugar. Do aeroporto a miraflores é meio longe.
      Vale a pena vc passear no Malecon (orla) ali da regiao de miraflores, é um shopping a ceu aberto. Bem bacana a ideia, bem chique e organizado. Va tb ao parque das aguas, que e um parque cheio de atracoes interessantes com água. Sao umas 50 atracoes, dentre elas a famosa danca das aguas, que sao chafarizes que fazem desenhos absurdos somente com agua, seguindo o ritmo de alguma musica. Va tb a belissima plaza de armas de Lima, que é onde ficam os poderes do governo. Muito bonito!
      Fui tb para uma boate lá, tava meio parado, mas tomei umas geladas boaaas.
      No meu caso, me hospedei novamente no hostel LOKI. Como sempre o staff de lá é muito receptivo e atencioso com os hospedes, te ajudam no que vc precisar. A estrutura é bem legal, muito melhor que o Loki cusco, mas nao é nem de perto badalado igual.
      Muita gente aqui fala que nao vale a pena conhecer Lima, pq n tem nada demais e nao sei o que, mas eu discordo totalmente. Eu gostei mto da cidade, achei bem legal a regiao de miraflores, muito bonita mesmo. Muito rica a experiencia gastronomica em Lima. Se vc gosta de comer, tem restaurantes conceituadissimos e a precos justos. Claro que, se vc tiver uns 10 dias de ferias, eu recomento que fique 7 em cusco e 3 em Lima.
      Fiquei apenas 3 dias em Lima e parti de volta ao Brasil.
      RAPIDINHAS:
      * MOEDA: A oficial lá e o Sol. Ele vale mais ou menos o mesmo que o real. Na epoca que fui 1 dolar estava R$ 3,00 e 1 dolar tb estava 3 soles. Dolar vc tera que trocar pela moeda local.
      * TAXI: Como sempre, isso é um problema. Eles sao muito vagabundos, se aproveitam a role dos turistas. Vc tem que combinar certinho tudo antes com o taxista. No aeroporto de Lima eu fique barganhando com os taxistas e ninguem queria me levar pelo valor eu ja tinha lido aqui q era o preco pra ir a miraflores partindo do aeroporto. Eles fazem uma mafia ali, um ajuda o outro a enganar vc. Eu fui entao saindo do aeroporto pra pegar taxi la fora, ai o cara me chamou pra me levar junto com uns indianos. Combinamos de ele me levar ate o meu hostel por 20 soles e os indianos ficariam tb em miraflores, perto. Chegou em miraflores o vagabundo nao queria nos levar aos hosteis, queria nos deixar numa praca la, pq segundo ele o preco q nos pagamos nao dava p levar ate os hosteis. Enfim, passei umas situacoes com taxistas no Peru. Seja esperto!
      * CLIMA: Em Cusco faz mto frio, se prepare, principalmente a noite. Durante o dia faz sol e calor moderado, entao é bom levar roupa leve tb. Leve proteror solar, beba muita agua pq altitude desidrata. Lima é quente, clima tropical. Fui na epoca de maio, quando ainda esta um periodo bom para vc ir a macchu picchu. Se vc for na epoca das chuvas, é bem capaz de voce nao ver nada lá. Li  vaaaaarios relatos aqui falando que foram na epoca errada e nao viram nada la. Eu peguei tempo aberto, perfeito!
      * IDIOMA: Como tem muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiiito brasileiro la no peru, principalmente em cusco (em todo lugar mesmo vc ouvira portugues, vi dezeeeeeenas de brasielriros por la), eles entendem tudo q vc fala e vice-versa. Eu estava tentando arranhar um espanhol la, mas o pessoal pedia p eu falar em portugues q era melhor pra eles compreenderem kkkkkkkk 
      * BUZINA: Nao sei por que cargas da agua eles buzinam tanto la. Nunca vi nada igual, tanto em Lima como em Cusco, os carros buzinam a todo momento, dezenas e dezenas de buzinas... mesmo sem ter transito sem nada, eles passam e buzinam, é muito bizarro isso. No Equador eles tem esse habito tb, mas no Peru era inacreditavel, vc fica louco la pelo 3 dia vc que matar eles.
      * BEBIDAS: Beba Inka cola (refri tipico), cuzqueña (breja tipica) e Psico sour (goró ripico)
      * CUIDADO EM CUSCO: Como a parte turistica e toda feita de pedra, o chao as vezes e muito escorregadio. Eu levei um tombo, andando sozinho, pois estava garoando e o hostel ficava em uma ladeira, as pedras ficam lisas igual a sabao. Muito cuidado, perigoso machucar!.
      É isso ai pessoal... espero ter contribuido um pouco com o fórum! Abaixo, mais algumas fotos de minha viagem: 

      Machu Picchu
       

      Plaza de Armas de Lima
       

      Parque das Aguas de Lima
       

      Lima
       

      Lima
       

      Lima
       

      Lima
       

      Lima

      Orla de Lima

      Orla de Lima a Noite

      Loki - Lima

      Skylodge 
       

      Loki Cusco
       

      Galera do Free Walking Tour
       

      Mais do Loki Cusco
       

       

      Uma das festas do Loki Cusco
       

      Povoado de Aguas Calientes
       
      Madrugada, fila esperando os bus Madrugada, povo esperando p subir a machu picchu
       

      Trilha a machu picchu
       

      Uma das pontes da trilha

      Cusco

      Vista do alto da via ferrata.




×
×
  • Criar Novo...