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17 DIAS PELA ARGENTINA!

·         Dia 1:

Essa foi apenas nossa segunda experiência internacional, a primeira foi para o Chile. O diferencial é que nesta Sâmera e eu fizemos tudo por nossa conta, quer dizer, com o grande auxílio de vocês aqui do Mochileiros.com, claro!!

Nossa jornada iniciou-se na segunda feira dia 10 de setembro na cidade de Paulínia/SP, quando a deixamos as 19h sentido Campinas de Uber para pegar o ônibus para o aeroporto de Guarulhos, partindo as 20H. Chegamos às 22:30 e a noite foi longa, nosso vôo partiria somente ás 06:41h (para ser exato). Optamos pela compra de Múltiplo destino pela companhia Aerolíneas Argentinas.

Vôo saiu no horário marcado e 09:20h chegávamos ao Aeroparque. Tínhamos quase seis horas de espera pela conexão e aproveitamos para trocar nosso dinheiro. A cotação estava R$1,00 - $8,00 Pesos. Trocamos o máximo que conseguimos pois na Patagônia a cotação era desvantajosa, o que verificamos realmente depois! O segundo e longo vôo partiu também no horário exato 15:22h chegando em Ushuaia ás 19h.

Optamos por ficar hospedados por AirBNB. Melhor coisa que fizemos!! Nosso Host, Sr. Oscar já nos aguardava no aeroporto de Ushuaia. Sabe daquelas pessoas que passam rapidamente por sua vida, mas deixam boas marcas para sempre? Então, ele é uma dessas pessoas!! No caminho para a cabana, ele sugeriu se não gostaríamos de parar em um supermercado para comprar alimentos, água, etc. Nós estávamos tão cansado que não havíamos pensado nisso. Ponto para o sr. Oscar! Sua cabana é muito aconchegante e fica no pé da montanha. Tinha tudo para uma hospedagem tranquila. Combinamos que no dia seguinte ele nos levaria para alguma das opções em Ushuaia ainda a definir de acordo com o clima. Chegamos com chuva e gelo! Um frio e um vento absurdo! Patagônia nos dava boas-vindas...rs   

Apartamento Las Terrazas de Nora y Oscar: https://goo.gl/RHdFRV

·         Dia 2:

Amanheceu, tomamos nosso café e saímos da cabana para aguardar nosso super host. A comunicação entre dois mineiros e um argentino nem sempre foi fácil, mas sempre divertida. Decidimos ir para o Parque Nacional Terra do Fogo. Queria subir a Laguna Esmeralda, mas como havia chovido muito na noite anterior, fomos desencorajados. Senhor Oscar nos cobrou $1.200,00 pesos para levar e para buscar. Para se ter uma ideia, as agências cobram não menos que $2 mil por pessoa!! Seguimos pela linda estrada de terra até a entrada do Parque. Nós dois já maravilhados pois havia muita neve nos cantos da pista. Paisagens, claro de tirar o fôlego. Primeira parada no mirador da Laguna Verde! Lindíssima. Em seguida fotos na famosa placa do fim da Ruta N.03! E caminhamos pelas passarelas que margeiam a baia Lapataia.

Voltamos para o carro e o Senhor Oscar nos sugeriu uma trilha curta! Claro, topamos na hora. Confesso que para Ushuaia, pelo pouco tempo que ficamos, acabei sem saber o que fazer.. Ele nos deixou ao lado do Centro de Visitantes Alakush, próximo ao início da trilha. Combinamos que as 16h ele nos buscaria.

Iniciamos nossa primeira trilha, super motivados pela paisagem, vegetação, clima, tudo diferente do que estamos acostumados. Trilha tranquila, margeando o lago de nome Roca. Ao nosso lado, uma montanha linda, coberta pela neve ia nos “vigiando”.

Depois de 1:20h chegamos ao final da trilha que é onde fica a placa de divisa entre os Argentina e Chile! Que sensação da hora de estar ali entre dois países muito queridos! A trilha leva o nome da placa “Hito XXIV”. Recomendo muito. Trilha leve! Vale salientar o cuidado e o quão bem sinalizada é a trilha. Aliás, todas as que eu vi na Patagônia.. sonho isso para minha cidadezinha no sul de Minas (Caldas-MG)!

Retornamos e entramos no Centro de Visitantes Alakush para comer, tomar um café e conhecer o local, faltavam 30 minutos para o sr. Oscar nos buscar. Ele claro, foi pontual!

No caminho de volta ele nos sugeriu ir ao ponto de partida do “Tren Del Fin Del Mundo”. Achamos bem bonitinho, mas não é o tipo de passeio que nos interessou. Em seguida, de volta para Ushuaia ele, por conta, decidiu que nos levaria para conhecer a pista de esqui do Glaciar Martial. Uma grata e grátis surpresa! E para nossa alegria, nevou!! Haha – mineiro nunca tinha visto neve!! Estava muito liso, assim decidimos não subir até o Glaciar. Mas valeu muito a pena! Gracias Sr. Oscar!!

·         Dia 3:

Nosso anjo em forma de Host disse que conseguia desconto para o passeio de Catamarã para o Canal de Beagle – 20%! Claro que aceitamos. Pagamos um total de $2.320,00 Pesos. Menos da metade que pagaríamos por intermédio de uma agência! – Dica, comprem direto nos quiosques!! Ainda compensará!!

O passeio é turistão, mas as paisagens, sem palavras! Ushuaia é linda demais!!! O Farol é muito bonito, ali, pequeno no meio daquela imensidão entre a água do mar e as cordilheiras. Vimos uma espécie de pinguins que claro, não me lembro o nome, muitos pássaros e os escandalosos e muito fedidos leões marinhos. Sério, nunca senti um cheiro tão fedido na vida...kkk

Retornando à Ushuaia, decidimos caminhar pela cidade, almoçar um belo Chorizo ($1.000,00), colocar um chip no celular e enviar uns postais. Em seguida fazer o tour pelo Museu do Presídio ($600,00 Pesos). Bastante interessante e confesso que a ala que continua intacta é bem pesada, sombria. Retornamos a pé para a cabana depois de andar muito por Ushuaia... pensa numa subida infinita. O importante foi achar!! Kkk

 

·         Dia 4:

Dia de deixar Ushuaia. Nosso grande amigo e host Oscar nos levou, antes despedimos de sua muito simpática e atenciosa esposa, Sra. Nora. Confesso que nos emocionamos ao despedirmos. O bom de viajar é isso, além das paisagens, momentos, as boas pessoas que encontramos pelo caminho fazem valer muito a pena!

Novamente, as Aerolíneas Argentinas foram pontualíssimas. Partiu exatamente no horário marcado, as 11:10h com destino a El Calafate.

Continua...

 

 

 

 

 

 

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O voo para El Calafate é um espetáculo à parte. Com contrastes vibrantes entre as cordilheiras e o tom desértico que do alto, nos proporciona a Estepa Patagônica!

Compramos nosso transfer pela empresa Las Lengas que nos custou $350,00 se não me engano pois esse valor esqueci de anotar. O trajeto é de 12 km até nosso hostel. O escolhido foi o famoso America Del Sur. Optamos por um quarto privado com banheiro compartilhado. Não foi uma boa, pois ficamos isolados “na casa” e pegamos o andar debaixo em uma cabana de madeira em que se ouvia tudo. Tudo mesmo... Mas o Hostel em si é ótimo. Atendimento excelente, cerveja gelada, boa música e clima muito bom.

Saímos para almoçar, conhecer a cidade, fazer compras no supermercado e comprar nosso passeio para o famoso Glaciar Perito Moreno! O almoço nos custou $590,00 e o passeio (mini-trekking), mais caro de toda a viagem e o mais fantástico também, $8.800,00. Compramos direto na Hielo e Aventura. A noite não saímos da casa, jantamos o famoso “miojo” e descansamos.

 

·         Dia 5:

Acordamos cedo, tomamos café e aguardamos o transfer para o parque. O trajeto é muito bonito e o contraste do branco da montanha e o amarelado das estepas proporcionam paisagens realmente inesquecíveis, agora ao nível do chão...

A sensação de avistar pela primeira vez, em uma curva da estrada, ao longe o Glaciar é indescritível! De perto então, acredito não haver palavra na língua portuguesa capaz de transmitir a emoção de estar diante de tamanha beleza! Sério, nunca vi nada parecido!! Enorme, lindo, vibrante, gelado... rs! A entrada no parque nos custou $1.200,00 Pesos. Passeamos um pouco por cada uma das passarelas e suas cores distintas. Fizemos um lanchinho na passarela vermelha, que fica mais abaixo possível, em frente ao paredão azul. Fantastico! Depois retornamos ao ponto de encontro para pegar o catamarã que nos levaria para o Mini-Trekking.

O trajeto de barco é espetacular, dava pra ver vários pedaços de gelo boiando no lago e à medida que aproximávamos do Glaciar, sua dimensão era monstruosa! Desembarcamos e fizemos uma pequena caminhada, circundando a montanha e o Glaciar. Em seguida nos foi colocado os “crampones” e iniciamos nossa caminhada pelo Glaciar. Uma experiência, com certeza, que ficará para sempre na memória. Jamais imaginei um dia pisar sobre um Glaciar! Ao final, uma dose de whisky e um bombom nos foi servido. Minha esposa não conseguiu tomar o whisky todo, então lhe fiz o favor de tomar também. Desci “simpático” do Glaciar.. haha

Quando achei que o passeio havia acabado, nos levaram para um túnel de gelo. O tom de azul é indescritível! Que coisa louca! Muito bonito!!

Voltamos para El Calafate e chegamos no hostel por volta das 19h. Tomamos uma cerveja local acompanhado do famoso Choripan e um molho com chimichurri! Bom demais!!!

 

·         Dia 6:

O “dia perdido”... explico-lhes! No primeiro dia em El Calafate, já havíamos andado pela cidade toda. Já neste dia, estava muito chuvoso, queríamos ir ao lago Argentino, mas a neblina o cobria todo, a entrada para uma trilha próximo a ele, acabava por ser cara e achamos que não compensaria.

Quando fechei o roteiro, acabei levando em conta que o custo de Ushuaia era mais alto em relação à Calafate. Mas hoje, percebemos que 2 dias inteiros apenas em Ushuaia é MUITO POUCO e três dias em El Calafate acabou sendo desnecessário para as atividades que programamos! Enfim, é aprendizado e claro.. mil vezes um dia de férias em El Calafate sem fazer nada que dez dias de trabalho em Paulínia... kkk

Compramos nossa passagem para El Chaltén... Cara e tabelada entre todas as companhias. Isso me deixou meio puto... Compramos ida e volta, total: $3.200,00.

De volta ao America Del Sur, compramos também nosso passeio “turistão” -  Full Day em Torres Del Paine – Chile. Pagamos o total de $7.800,00. Em seguida mais cerveja e batata frita para fechar a noite.

 

·         Dia 7:

Acordamos bem cedinho, e depois do café nosso transfer chegou. Era um “caminhônibus”! Muito interessante o veículo! Seguimos em direção ao Chile. Assim que subimos a montanha que faz a divisa entre os países percebemos que o tempo não nos favorecia. Muito fechado e nevava muito! Fizemos a parada para inspeção e carimbo dos passaportes de saída e em seguida, em uns poucos quilômetros de entrada no Chile. Chegamos no parque após 5 horas de viagem e nosso roteiro foi primeira Lago Sarmiento de Gamboa (Mirador), em seguida seguimos para o lindíssimo Saltos del Río Paine (parada para mais fotos) e depois ao Cerro Almirante Nieto / Cuernos del Paine - Mirador Superior que claro, não conseguimos avistar nada... Em seguida seguimos para a Porteria Laguna Amarga e depois ao mirador Lago Nordenskjold.

Fizemos um pequeno trekking em direção ao mirador Salto Grande – Que visão fantástica. Era um dos lugares que mais gostaria de conhecer. Se por um lado não conseguimos avistar os picos de Torres Del Paine, por outro lado, realizamos o sonho de caminhar sobre a neve fofinha e amigos, como nevou!! Foi uma outra experiência inesquecível. A vantagem de não conseguir avistar as Torres é que fica a promessa de volta para quem sabe, fazermos o Circuito W!! Ainda passamos pelo Mirador Lago Pehoe con Valle del Francés. Eles servem um lanche, “bem servido” durante a excursão.

Como dito, é um passeio turistão, cansativo, mas acredito que vale a pena!

Chegamos em El Calafate por volta de 21h, pregados...rs. No outro dia acordaríamos cedo em direção a cereja do bolo da viagem, El Chaltén!

Continua...

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·         Dia 8:

Café, check out no America Del Sur e taxi rumo à rodoviária de El Calafate rumo a El Chaltén. O período mais esperado por mim da viagem. O ônibus atrasou mais de uma hora, mas o trajeto entre as duas cidades foi muito divertido. Estávamos sentados nas primeiras poltronas e o motorista era daqueles que gostavam de uma boa prosa. Mineiro como sou, não lhe neguei uns dedinhos de conversa. Durante todo o trajeto ele foi indicando os nomes dos locais, contando histórias sobre a região e seus atrativos pelo caminho, como o Lago e Glaciar Viedma. Também nos contou que além de motorista, era maratonista e havia participado de uma maratona de El Chaltén até El Calafate: 36h de prova e mais de 230km. Infelizmente me falha a memória seu nome.

O tempo também não ajudou e não podemos ver as lindas paisagens como nas fotografias do Fitz Roy e das outras montanhas no horizonte.

Chegamos por volta do meio dia e fizemos a parada para as explicações sobre os cuidados com o Parque Nacional Los Glaciares. Nosso hostel, também por indicação de vários relatos de mochileiros foi o Condor de Los Andes. Adoramos! Acredito ser o que mais gostamos de todos. Também pegamos um quarto privado que era muito bom!

Deixamos as coisas no quarto e fomos atrás de almoço e em seguida subimos para os dois miradores mais próximos: Los Condores e Las Aguilas. O primeiro (pequeno) trekking foi tranquilo, são bem próximos os dois miradores. Claro, após viagem, etc, cansamos um pouco. Mas nada demais, somente o sedentarismo falando... rs. Trajeto foi de 1h de ida e outra de volta, o tempo não ajudou e o Cerro Torre e Fitz Roy estavam encobertos.

Voltamos para o Hostel e procuramos descansar logo pois havíamos acordado cedo e no dia seguinte, certamente faríamos algum dos “sanderos”.

 

·         Dia 9:

Descemos para o café, e ao nos sentarmos olhei para a janela e advinha quem estava totalmente descoberto, sem nenhuma nuvem?! Sim ele, o majestoso Fitz Roy! Engraçado que ninguém havia percebido e quando eu colei na janela para ver melhor e tirar uma foto, todos se surpreenderam! Vários já se adiantaram para sair. Uma das hóspedes relatou que há 4 dias não aparecia. Nós também nos adiantamos e fomos para a trilha.

À medida que caminhávamos, várias nuvens, bem sem graça, cobriram todo o céu. Quando chegamos no primeiro mirador, O Rio de Las Vueltas já não sobrava quase nenhum “azulzinho” no céu. O primeiro trecho da trilha é realmente puxado, bem como o trecho entre os quilômetros 3 e 4. Neste trecho encontra-se o segundo mirador, O Fitz Roy e a bifurcação para a Laguna Capri. Neste Mirador encontramos um simpático casal de senhores do norte europeu. Nós nos encontraríamos depois várias vezes pela trilha, inclusive no dia seguinte... Os quilômetros seguintes são mais tranquilos e cheios de paisagens de tirar o fôlego, isso sem ter o Monte Fitz Roy à vista como sabemos. O Glaciar Piedras Brancas é lindo e muito alto!!  Depois de 2,5 horas de caminhada chegamos no acampamento Poincenot. Estávamos bem próximos da realização do nosso maior desafio. Em seguida chegamos na famosa placa que indica que o próximo quilômetro seria o mais difícil.

Subíamos devagar, chovia um pouco e depois nevava também, o tempo ficou bem fechado. Víamos algumas pessoas que haviam passado pela gente retornando, e isso já me causava uma certa angustia. Até que um casal nos avisou que estava perigoso subir devido à neve e ao gelo. Agradecemos e claro que eu pensei: “Já cheguei até aqui, nem a pau que vou desistir.” Entretanto poucos metros á frente, à medida que ficava mais íngreme, tornou-se impossível prosseguir. O gelo colava nos vincos da bota e ela se tornava um sabão em contato com o próprio gelo do caminho. Algumas pessoas estavam com os “crampones” e somente assim subiam em segurança. Outros arriscaram. Minha esposa já me alertara umas três vezes que não devíamos continuar. Mas eu não aceitava, faltava pouco, eu sabia, muito pouco! Já havíamos subido pelo menos a metade do último trecho. Contudo, infelizmente fui vencido. Não poderia correr o risco de me machucar ou que minha companheira se machucasse. Desistimos!

Esse, com certeza foi um momento bem frustrante, bem doloroso até, eu diria. Mas respirei, olhei à volta, percebi onde estava, o quão privilegiado éramos por estar neste paraíso. E o quanto vitorioso já era por ter andado pelo menos uns 9,5km. Nunca havia feito um trekking com esta distância antes. Enfim, um dia retornaremos para completar. Ele sempre estará lá!!

No caminho de volta, pegamos a bifurcação em direção à Laguna Capri. Vale muito a pena, uma lagoa enorme em cima das montanhas..

Chegamos em Chaltén destruídos!! Tomamos um banho e descobrimos um barzinho que toca muito rock n” roll de qualidade. Comemos uma pizza maravilhosa e uma cerveja local de excelente qualidade! Depois, o sono dos justos.

 

·         Dia 10:

O dia estava bem fechado. Mas não chovia, então decidimos fazer outra trilha das consideradas fáceis. O Chorrillo Del Salto. Trata-se de uma bela cachoeira, bem escondida. São 4km de trilha que vão circundando o Rio de las Vueltas. Um belo caminho e uma trilha tranquila. Só não estava mais tranquila pois às vezes chovia e a canseira do dia anterior, ainda cobrava. Culpa do sedentarismo…

A cachoeira é realmente muito bonita e vale a pena conhecer. Ideal para os dias em que o tempo não ajuda para trilhas maiores. Na volta, almoçamos no mesmo restaurante do primeiro dia. Fica no hostel Rancho Grande. Sinceramente, não aconselho. É caro, muito cheio e a comida não é lá essas coisas. Mas a fome foi mais forte e era o primeiro que encontramos na volta! No caminho de volta ao hostel, fomos parando em algumas lojinhas para conhecer. Jantamos o famoso miojão..

 

·         Dia 11:

Esse dia amanheceu nevando muito e um frio de lascar. Não tinha muito o que fazer e vi meus planos de 3 grandes trilhas se esvaindo. Á princípio o plano era fazer as trilhas do Fitz Roy, Cerro Torre e a Loma Del Pliegue Tumbado, porém a última foi cortada... andamos pela cidade em busca de uns “pequenos regallos”, compramos alguns interessantes, em uma loja de artesanato local. Procuramos outro restaurante para almoçar e encontramos o Ahonikenk. Esse eu indico. Tem um Chorizo maravilhoso com batatas e de entrada uma espécie de vinagrete de lentilhas que é bom demais. Tomamos também um vinho no pinguim. Quando vimos no cardápio pensamos: Deve ser um vinho mais barato aqui da região.. na verdade era um vinho servido em uma jarra em formato de pinguim que derramava o vinho pelo bico. Bizarro! Hahahaha

A refeição é muito boa, atendimento ok! Voltamos “simpáticos” para o Condor e a tarde foi só neve e sono!!

 

·         Dia 12:

O dia amanheceu também com uma cara ruim, ficamos naquela de sair ou não sair. Mas decidimos que estávamos lá para isso e outro dia parado não seria interessante. Nos preparamos e saímos com uma leve garoa rumo à Laguna Torre.

Início da trilha também maltrata os amiguinhos sedentários. Logo chegamos ao Mirador da Cachoeira Margarita. Uma vista muito linda da queda d’água do outro lado do vale. Depois dessa pequena parada começou a nevar mais, nada que nos impediria de seguir.

Essa trilha em relação a do Fitz Roy é mais tranquila, porém, também com 10km aproximadamente cada perna. Assim como na trilha acima, também há um mirador por volta do quilometro 3 e também não era possível avistar o Cerro Torre devido ao mal tempo.

No quilômetro 8, há um acampamento, chamado de De Agostini e também é tão organizado quanto o Poincenot. Após o acampamento em poucos metros chega-se à Laguna Torre.

A nossa alegria e satisfação em terminar a trilha foi enorme. Mesmo sendo ela menos difícil que a primeira, por ter finalizado tem um gosto saboroso da vitória, da conquista. O local é lindo! A tonalidade da água é bem diferente e ver os grandes blocos de gelo boiando sobre ele é inexplicável. O Glaciar ao fundo é fantástico. Ficamos por 2 horas no local sem percebermos! O tempo pareceu que estava abrindo, mas desistimos de esperar e seguimos de volta à cidade.

O caminho de volta foi com céu bem mais limpo em relação a poucas horas antes quando estávamos em direção á laguna. As paisagens ficaram ainda mais bonitas com o sol.

Quando chegamos ao mirador do Cerro Torre era possível avistá-lo parcialmente, como é possível observar nas fotos abaixo.

Retornamos ao Condor, banho e fomos comer uma pizza no mesmo restaurante que havíamos almoçado no dia anterior!

 

·         Dia 13:

Dia de deixar esse paraíso na Terra, chamado El Chaltén. Depois do café, gastamos uma hora para organizar as mochilas, mala, etc. Depois check out. Nosso ônibus apenas partiria as 18h. Então deixamos nossa bagagem e fomos dar uma última voltinha pela cidadezinha e almoçar. Novamente um chorizo no Ahonikenk, porém sem pinguim de vinho! Retornamos ao Condor e ficamos “morgando” a tarde até o horário do ônibus na recepção do hostel, que, convenhamos, tem ótimo gosto musical a galera de lá, além do excelente atendimento, claro!

No fim de tarde o tempo abriu e ele, o majestoso Fitz Roy surgiu para despedir da gente! Foi um misto de alegria e frustração, pois bem na hora que íamos embora, ele resolve aparecer..rs

Dessa vez o ônibus não atrasou (muito) e partimos novamente em direção a El Calafate.

Pra mim, El Chaltén representa o paraíso na Terra com certeza! Digo e repito isso. Me identifiquei demais com a cidade, com o clima e com as paisagens, principalmente. Até brinquei com minha esposa Sâmera que se eu ganhar na mega sena, compraria uma casinha lá! Todos os dias até hoje após a viagem esse local não me sai da cabeça, em um misto de saudades e alegria por ter passado por lá. Com certeza, dos locais que passei, foi o que conquistou meu coração!

Continua..

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    • Por willgittens
      Sempre que falo que viajei 5 países na América do Sul com menos de 800 reais, acabo gerando aqueles olhares de dúvida, tipo, ou esse cara é louco ou mentiroso. Vou te mostrar que é possível você fazer o mesmo com um pouco de coragem e planejamento.
      Primeiro explicando um pouco do meu estilo de viajante, sempre gostei de viajar sozinho e durante mais de uma década estou explorando esse mundo, tendo dado uma volta ao mundo por terra sem utilizar avião, cruzado o oceano Atlântico em navio de carga, escalado dezenas de montanhas e explorado todos os extremos da América do Sul.
      Foram 5 expedições, 25 países, mais de 110 cidades visitadas em cerca de 408 dias na estrada. Mais de 70.000 km rodados por superfície, sendo 15.000 desses km rodados em mares e rios amazônicos. Quebrei bastante a cabeça até desenvolver essa fórmula para viajar gastando muito pouco. Assista o vídeo da expedição Extremos América do Sul onde gastei muito pouco para fazer
      Vou descrever nesse artigo os seguintes temas, espero que você consiga tomar coragem e partir finalmente para sua grande aventura:
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      Eu fiz 3 expedições pela América do Sul em baixo orçamento, quero citar aqui 2 delas: Expedição poeira e Expedição Extremos América do Sul.

      Na expedição Poeira, eu consegui fazer 5 países em 22 dias, gastando 780 reais. Na expedição Extremos América do Sul, fiz 7 países em 150 dias, gastando 5.800 reais. Se você fizer a conta verá que nas duas expedições o meu gasto diário rodou em torno de 35 reais.
      Como fazer para gastar pouco assim?
      Vamos falar de algo que eu chamo de tripé dos gastos de viagem. Basicamente os custos de um mochilão se fixam em 3 pilares: Transporte, alimentação e hospedagem. Você conseguindo enxugar os custos nesse tripé, reduzirá muito o quanto você gastará na sua viagem.
      - Transporte
      Faça as contas, dependendo do vôo, um trecho de avião aqui pela América do Sul já gasta mais que eu gastei na viagem inteira. Esqueça avião se você deseja viajar com baixo orçamento, essa é a dica número 1.
      Essa é a parte do tripé que mais pesa, você precisará se esforçar para viajar gastando pouco com transporte, mas não é nada impossível e com um bom planejamento é possível viajar sem gastar nada.
      Basicamente nas minhas viagens eu uso bastante ônibus e pego carona. Carona você consegue arrumar hoje em dia via redes sociais, nos hostels e no clássico levantando o dedão na estrada.

      V80304-115248.mp4

      Já peguei carona muitas vezes sem problema e já fiquei horas e horas na estrada tentando sem sucesso. Na Argentina foi super fácil e no Chile super difícil, é tudo uma questão de paciência e tentativas e erros. Acabei viajando com amigos dividindo o valor do aluguel de carro, na caçamba de caminhões, em carros chiques e em ônibus de turismo.
      - Alimentação
      Essa é a parte que eu me orgulho de dizer que gasto o mínimo possível, deve ser por isso que perdi 22 kilos em 150 dias de viagem. Para gastar pouco com alimentação não tem segredo: Comprar comida no mercado e cozinhar no hostel. No Chile a comida mesmo no mercado estava muito cara, só reduzir as expectativas e mandar ver: Sopinha de tomate com cenoura.

      Eu tenho a vantagem de acampar muito em minhas viagens, em 150 dias de viagem, passei quase 40 dias acampado e quando eu estou acampando é basicamente arroz branco com alguma proteína barata como ovo e um temperinho. Acaba-se gastando muito pouco, nesse vídeo abaixo fiquei 1 semana acampado e me alimentando de arroz com alguns itens que ia encontrando pela mochila e pelo caminho.

      V80321-120347.mp4 Minha receita mais barata e que mantém meu corpo funcionando o dia todo de forma saudável é: Frutas como banana e maçã no café da manhã e eu fazia 2 sanduíches com pão, tomate, abacate e ovo cozido. Eu gasto em torno de 8 reais por dia com alimentação ( Café da manhã, almoço e jantar ). Uma dica é procurar hostels que já tenha café da manhã, encontrei lugares que valia muito a pena se entupir de comida do hostel e depois passar o dia sem comprar nada para comer.
      Ainda vou dar mais uma dica para você se alimentar bem e ainda ganhar um dinheiro com isso, isso lá no tópico sobre como ganhar dinheiro na estrada.
      - Hospedagem
      Hoje em dia temos tantas opções de sites e aplicativos que ajudam com hospedagem que posso quase que te garantir que você vai conseguir ótimas opções de hospedagem barata.
      O grande aplicativo que uso é o Booking, já encontrei muita pechincha no aplicativo que jamais encontraria andando e buscando lugar no boca a boca ( Faço muito isso também ). Se o aplicativo só está mostrando locais caros, vale a pena buscar da forma tradicional, andando e perguntando. Poucas vezes eu chego em uma cidade com hospedagem garantida, somente quando sei que vou chegar de noite ou em locais mais perigosos onde é melhor eu garantir pelo menos minha primeira noite.
      Uma dica que sempre dou é olhar os comentários dos usuários, eu particularmente sempre vou no mais barato que aparecer. O problema de escolher só pelo dinheiro é que você acaba se deparando com quartos como esse abaixo, se te mostro o telhado tu corre kkkk

      Eu acampo muito, em campings e em locais selvagens, livres de cobrança. Coachsurfing é uma ótima pedida, eu fiz bons amigos nessa categoria de hospedagem. O ideal é ir criando um perfil nessas redes e se engajar, dificilmente vão te aceitar sem um perfil já trabalhado, tente hospedar pessoas na sua casa antes de ir viajar, isso deixará seu perfil perfeito.


      Outra categoria bem diferente de hospedagem é fazer trabalho voluntário. Você pode usar sites como Workaway e Worldpackers, eu usei o Workaway para trabalhar na Europa com cavalos no inverno e em projetos de bio-construção no Brasil.

      Na América do Sul tive diversas oportunidades que os próprios amigos de estrada vão te indicando, se você está aberto a essa possibilidade, de vez em quando rola até alimentação nesses trabalhos voluntários.
      Agora, como ganhar dinheiro enquanto viaja?
      Sempre me perguntam como eu consigo ficar 150 dias viajando pela América do Sul ou 197 dias viajando o mundo, sou rico?? Longe disso, não é necessário ser rico para cair no mundo, minhas contas me dizem que é mais caro viver em SP do que viajar o mundo.
      Existem muitas formas de ganhar dinheiro viajando e vou falar algumas aqui que eu vi rolar e achei bem honesta a forma que encontraram de continuar viajando.
      Uma das mais interessantes é cozinhar no hostel. Junte um grupo, arrecade um pouco de dinheiro de cada um, compre os ingredientes no mercado e cozinhe para todos. Vi isso em muitos hostels ao redor do mundo, viajantes ganhando dinheiro cozinhando para a galera. Imagine você ganhando 2 reais por cada integrante do grupo, normalmente são 10 a 15 pessoas envolvidas.

      Um amigo meu que está viajando há 6 anos o mundo de moto, costuma parar em casas que faltam manutenção e se oferece para pintar a casa em troca de hospedagem. Ele diz: Olha, você compra uma latinha de tinta e eu pinto tudo para você, em troca eu posso acampar aí no seu quintal?
      Opções não faltam, eu já ganhei uns trocados dando aula de capoeira na praça, já vi fazerem isso com Yoga e alongamento. Já vi tatuadores trocando tattoo por comida, hippies vendendo sua arte nas ruas, fazendo malabares, entenda uma coisa: Tudo é possível quando se tem ânimo para ir a luta e trabalhar seu sonho.
      Mas, e aí? Vale a pena mochilar pela América do Sul ?
      Sou totalmente suspeito para falar, sou completamente apaixonado por esse continente, tanto que estou partindo em breve para minha 4° expedição por aqui. Só digo uma coisa: Ruínas incas, montanhas, desertos, praias, um povo simpático e câmbio favorável - Onde mais você encontra isso no mundo?

      Fiz uma palestra falando somente sobre isso, porque eu amo tanto a América do Sul, se você está em dúvida se deve ir ou não, peço que assista minha palestra e tire suas próprias conclusões, em breve no meu canal no Youtube, siga o canal para acompanhar os novos vídeos que vou colocar.
      Canal Trabalhe seu Sonho
      ---
      Espero que essas informações tenham te ajudado de alguma forma e fique à vontade para perguntar qualquer coisa, será um prazer te ajudar nesses primeiros passos da sua jornada por esse continente que eu amo tanto.
      Grande abraço e bons ventos!!
    • Por BrunaKC
      Depois de 5 meses de planejamento, no primeiro dia do ano peguei um avião rumo à Patagônia!
      Eu deveria estar super feliz, mas ao invés disso eu estava triste e com um nó enorme na garganta.
      Foi minha primeira viagem sozinha. Desejei tanto essa viagem e no meu ímpeto de conhecer o mundo me esqueci que, na verdade, eu sou uma pessoa tímida. É uma luta brava ter que interagir com desconhecidos. Mas não tinha mais jeito. Bastaram 5 minutos de coragem insana. Fui. Ainda bem.
      A viagem durou 17 dias, que dividi - não proporcionalmente - entre a Patagônia Argentina e a Patagônia Chilena.
      Fiz o roteiro da seguinte forma: São Paulo ⇒ El Calafate ⇒ El Chaltén ⇒ Puerto Natales ⇒ Torres del Paine ⇒ Punta Arenas ⇒ Ushuaia ⇒ São Paulo.
      Cheguei em El Calafate pela manhã, peguei um transfer no aeroporto - que custou 180 pesos - deixei minha bagagem no hostel e fui conhecer a cidade. A cidade é pequena, a rua principal me lembrou Campos do Jordão, só que mais simples. Apesar disso, os preços são bem salgados por lá. Os mercados não tem tantas opções e os restaurantes, em grande variedade, também não tem preços muito convidativos. Li muito sobre cada um dos destinos e fui distribuindo os dias de acordo com os meus objetivos em cada um desses lugares. 
      Na volta, almocei num restaurante chamado Rutini: sopa de abóbora, um filé a milanesa napolitano com fritas e uma Quilmes. Paguei 430 pesos. Algo em torno de 60 reais.Caminhei por aquelas ruas tranquilas até o Lago Argentino. Fiquei um bom tempo lá fotografando e sentindo o vento bater no rosto. Vi alguns flamingos de longe e também vi alguns canos de origem duvidosa desembocando no lago. Uma pena. 
      Gastei mais 300 pesos no mercado comprando frutas, amendoim, suco, água, um pacote de pão, um pote de doce de leite e uma peça pequena de mortadela. Isso foi meu almoço, janta e lanche para os próximos dias.
      Em El Calafate meu principal - para não dizer único - objetivo era conhecer o Glaciar Perito Moreno, uma das maiores geleiras do mundo. Então comprei um passeio na própria recepção do hostel: Tour Alternativo Al Glaciar Perito Moreno. Esse passeio, além de levar ao parque, passa por um caminho "alternativo", vai por dentro da Estância Anita, atravessada pelo rio Mitre, a maior e mais importante da região. O tour é muito atrativo porque o ônibus vai parando na estrada, os turistas descem e tiram fotos à vontade e os guias vão contando histórias - muito interessantes, sobre a colonização da província - que você não saberia de outro modo. O tour custou 800 pesos e o ingresso do parque - pago somente em dinheiro, na entrada do parque - saiu por 500 pesos. Foi barato? Não. Valeu a pena? Muito!
      Esses passeios, e qualquer outro, são fáceis de encontrar. Há muitas opções de agências no centro da cidade. Se você for mais ansioso (a), também tem a opção de comprar antecipadamente, pela internet.Chegando no parque, a estrutura surpreende. São quilômetros de passarela, nos mais diferentes ângulos, para você apreciar o Glaciar Perito Moreno e toda a natureza daquele lugar fantástico. Foi uma das coisas mais incríveis que eu já vi na vida. Me faltam palavras para descrever. É majestoso. A natureza é maravilhosa.
      Fiz o passeio mais simples do parque: a pé, através das passarelas. Mas vale lembrar que existem passeios de barco e caminhadas em cima da geleira também. 
      O que eu te digo sobre esse lugar: você precisa ver de perto. Não há foto ou vídeo capaz de reproduzir toda a sua grandiosidade. Os sons do gelo caindo, o sol refletindo naquela imensidão branca, os inúmeros tons de azul, os pássaros, o vento. Tudo. A natureza é perfeita. Cada pedacinho dela. 
      Espero que esse relato tenha te deixado, no mínimo, curioso para ver com seus próprios olhos.
      Fico por aqui, mas logo eu volto para continuar contando a minha aventura pela Patagônia.
      O melhor ainda está por vir!
      Ah! E o que eu aprendi até aqui: encare seu medo.
      Até logo, aventureiro!








    • Por bluzes.dust
      Oi pessoal! Vamos para mais um relato. 
      Pontos importantes:
      * Vou dividir esse relato em duas partes, porque foi uma viagem que fiz em 2 estilos: pobre e luxo kkkk Igualmente luxo pra mim é alugar uma cabana barata e pagar passagem de barco para ter acesso a umas ilhas que somente sao possiveis nessa modalidade. Vamo lá!
      * Nao vou colocar enfase nos precos dessa vez, infelizmente, porque eu nao usei conversao do real para peso e como a inflacao na Argentina é alta, nao da para confiar muito. Meu foco é explicar o que é possível ou nao fazer e mostrar um destino que nao é muito conhecido por mochileiros brasileiros (os iniciantes).
      * Fiz essa viagem com meu marido que é iniciante, nao esta acostumado a mochilar, mas ele esta pegando o gostinho
      *Epoca boa para ir: marco
      PARTE 1 - EL BOLSÓN 
      Trekking 3 dias: Refugio Hielo Azul - Cajon del Azul
      El Bolson é uma cidade que fica no estado Rio Negro - Argentina. Para chegar lá é só ir ate o aeroporto de Bariloche e depois no terminal rodoviario de Bariloche pegar o onibus direto. As opcoes de hospedagens sao diversas e muito baratas porque eles nao tem o mesmo nivel de turismo que Bariloche. 
      Para fazer esse trekking optamos subir por Dueña Rosa e descer por Refugio Natación até Cajón del Azil e terminar na chacara do Wharton. Pela minha experiencia, recomendo ir por Dueña Rosa porque o contrario creio que exigiria mais preparo fisico para praticamente escalar por um caminho nao muito seguro. Para descer é mais facil, mas ja aviso que tem alguns trechos dificeis que tem que deitar e se arrastar literalmente kkkk. Tentem nao rir do caminho que desenhei, mas foi basicamente esse o caminho que fizemos: essa letra I é por onde subimos e depois descemos e caminhamos ate o lugar onde olhei pra tras e nao acreditei que eu tinha feito isso.

       
      DIA 1 DUEÑA ROSA - HIELO AZUL (DISTANCIA TOTAL 15 KM, ALTURA 1.300 METROS)
      Deixamos agendado um taxi para nos levar até o inicio do caminho e comecamos a subir as 6 da manha para chegar as 15 horas em Hielo Azul. Fuimos tranquilos e deu o tempo, com 2 paradas de 20 minutos cada uma. A trilha está bem sinalizada com fundos de latinha presos nas arvores que vao indicando o caminho. 😊
      Preco noite no refugio: 300 pesos por pessoa.
      Deixo aqui o contato do refugio para avisar antes de ir e saber se estará aberto e essas coisas: https://www.facebook.com/Refugio-Hielo-Azul-1051938304846584/

       
      DIA 2 - REFUGIO NATACION - LA PLAYITA + DIA 3 LA PLAYITA - WHARTON (DISTANCIA TOTAL 20 KM)
      Passamos a noite no refugio e nao foi possível ir ao Glaciar porque nao era seguro subir nesse dia. Fiquei super triste porque queria terminar de subir. Como ja tinhamos outras coisas planejadas, decidimos nao ficar mais um dia lá e comecamos a descer. Antes de descer tem que subir até o Refugio Natación e creio que é uma parte importante do trekking porque é uma subida bastante inclinada. A melhor parte desse trekking foi chegar no refugio La Playita e contemplar a beleza do lugar. A noite o dono do refugio fez pizza pra gente e tomamos cerveja pra relaxar. No terceiro dia caminhamos até a chacara do Wharton onde terminou o trekking. Deixo as fotos dessa parte e do caminho indicando onde eu estava e onde terminei (W)
      * A parte que mostra a altura 1.495 é quando tem que subir até o Natación*




       
      DIA 4- LAGO PUELO
      Dia para descansar do trekking. Na pracinha central de El Bolson tem o onibus de linha (15 pesos a passagem) super barato que vai até Lago Puelo e é divisa com o estado de Chubut  

       
      FIM PARTE 1
       

    • Por Paula (Mochilão Sabático)
      Dois dias antes de chegar em Cochamó, nunca tínhamos ouvido falar nesta cidade chilena litorânea. Vimos um planfeto no Hostal em Pucón, e nos interessamos em uma travessia que começa no Chile e termina na Argentina, passando pelo vale de Cochamó. Fomos ver pessoalmente e não nos arrependemos.
      Cochamó é uma pequena cidade localizada na região dos Lagos, onde fica um lindo vale, com montanhas e grandes paredes de pedra, bordeando o claro rio Cochamó. Faz parte da Patagônia chilena, e as temperaturas oscilam entre 0 e 20°C.

       
      Resumo do trekking
      País: Chile Distância entre cidades: Santiago (1160 km), Puerto Montt (116 km) Área: Valle de Cochamó Distância percorrida: 46 km Duração: 5 dias Subida acumulada: 2113 metros Descida acumulada: 2044 metros Altitude máxima: 1121 metros Previsão do tempo: Windguru Sinal de celular: sem sinal de celular Período do trekking: início de novembro de 2017 Dificuldade: Moderada. Não indicada para iniciantes. Necessário bom condicionamento físico. Como chegamos
      Nossa última localização era Pucón. Saímos de Pucón e após uma viagem de 5 horas de ônibus chegamos em Puerto Montt.
      No terminal de Puerto Montt há duas empresas, que disponibilizam ônibus diariamente, passando por Cochamó. Segue a grade de horários, saindo de Puerto Montt:
      2a feira a sábado: 7h45 / 11h30 / 12h15 / 14h00 / 15h30 / 16h00 domingos e feriados: 7h45 / 12h00 / 16h30 Quando entrar no ônibus, importante pedir para te deixarem em Valle de Cochamó. São 2h50min de viagem. O ônibus te deixa em uma ponte, que dá acesso a uma estrada de terra. Esta estrada termina no início da trilha.
      Campings
      No total foram 5 noites acampando:
      1 noite no camping Campo Aventura, perto da ponte, na parada de ônibus 4 noites no camping La Junta, no vale Camping Campo Aventura
      Chegamos no final da tarde em Cochamó e optamos por dormir em algum camping perto da ponte. O motorista do ônibus nos indicou o camping Campo Aventura.
      No camping fomos recebidos por Miguel, um americano que vive 17 anos no Chile. Ele nos recomendou não tentarmos a travessia que estávamos planejando para Argentina. Nos deu dois motivos: havia muita neve dificultando a visualização da trilha e o nível de água dos rios pode subir, tornando-os perigosos ao tentar atravessá-los. O ideal é fazer essa travessia entre janeiro e fevereiro, que são meses mais secos e os rios estão mais baixos.
      O camping é simples e como o chuveiro não estava funcionando, nos deram $CLP 1000,00 de desconto por pessoa. O banheiro parecia ser novo e era bem limpinho.

      O Campo Aventura fica ao lado do rio Cochamó, no lado oposto à estrada de terra que leva à La Junta. Do camping à ponte são 15 minutos andando.
      Camping La Junta
      O camping La Junta fica bem no meio do vale. É um lugar muito lindo e vale a pena ser conhecido.
       

      Para chegar ao camping deve-se percorrer uma trilha de 5 horas. Também é possível chegar em cavalos.
      Foi o primeiro camping que passamos e o único aberto em novembro. Em novembro ainda é baixa temporada. No verão, na alta temporada, é necessário reservar com antecedência.
      O camping é bem espaçoso e conta com uma boa infraestrutura, levando em consideração que não há eletricidade e saneamento básico.

      Os banheiros são bem limpos e quase inodoros. Há um esquema para separar a urina das fezes, mantendo o ambiente sempre seco. Há chuveiro frio, pia para lavar roupa e local comunitário para refeições.

      O gramado está sempre aparado pelos cavalos.

      Se precisar de comida, são vendidas algumas verduras.
      Outro ponto positivo é que não é muito alto e as noites não são tão frias.
      Em La Junta, além do caminho que cruza a Argentina, também há algumas trilhas de 1 dia, para trekkers e escaladores.
      Trilhas
      [googlemaps https://www.google.com/maps/d/embed?mid=1ZvZzklNcc8y8Ga1y2sUSDdcY25hC0UFE&w=640&h=480]
      Ponte de Cochamó a La Junta
      Para chegar a La Junta há duas etapas para seguir:
      1. Estrada de terra até início da trilha
      Resumo estrada terra   Total percorrido
      Tempo
      Subida
      Descida
      Altitude máxima
      Dificuldade 6 km
      1:30
      47 metros
      6 metros
      50 metros
      Leve São 6 km de estrada de terra sempre subindo. Dessa vez não conseguimos carona e tivemos que encará-la caminhando. Foram 1,5 hora de subida.
      Na estrada há algumas opções de hospedagens e pelo que me informaram cada ano que passa, há cada vez mais construções. Em 2010 haviam somente 2 casas nesses 6 km que separam a ponte ao início da trilha. Mas o volume de turistas está crescendo rapidamente.
       
      2. Trilha até La Junta
      Resumo La Junta   Total percorrido
      Tempo
      Subida
      Descida
      Altitude máxima
      Dificuldade 12 km
      5:30
      377 metros
      111 metros
      328 metros
      Moderada A estrada de terra termina no início da trilha que vai até La Junta.
      A trilha percorre um bosque sempre ao lado esquerdo do rio e é bem protegida do Sol. Não é necessário carregar muita água, pois há vários lugares para coletar a água do rio.
      Até Las Juntas todos os grandes cruzamentos de rios há pontes. Também há alguns riachos para cruzar, mas com a ajuda de algumas pedras não se molha os pés.

      A trilha tem muita lama, que com um pouco de ginástica, sobrevive-se sem muitos estragos.
      Após 2h30 de trilha, há uma placa para nos lembrar que devemos descansar. Essa placa indica praticamente a metade do caminho.
      No total foram 5h30min de trilha para ir até La Junta. Para voltar fomos mais rápidos e fizemos o mesmo percurso em 4h15min.
      O caminho é bem demarcado e não tem como errar. Na dúvida é só seguir as pegadas de homens e cavalos.
      Ao chegar em La Junta há 4 opções de campings: La Junta, Trewe, outra unidade do Campo Aventura e Vista Hermosa. Para esses dois últimos é necessário cruzar o rio com um carrinho-tiroleza.
       
      Sendero Cerro Arco Íris
      Resumo Arco Íris   Total percorrido
      Tempo
      Subida
      Descida
      Altitude máxima
      Dificuldade 5 km
      2:30
      555 metros
      549 metros
      853 metros
      Moderada Leve O objetivo do dia era chegar no mirante do cerro Arco Íris.
      A trilha começa atrás do camping e é totalmente dentro do bosque, protegido do Sol. Em alguns pontos era possível ver uma linda paisagem e o camping abaixo.

      Subimos 1h10 até chegarmos em uma parede com corda. A partir deste ponto achamos muito perigoso continuarmos e voltamos.
       

      Na volta passamos por uma cachoeira. Havia outra trilha saindo pela cachoeira, mas a ponte que atravessava o rio, caiu.

      Ida e volta resultou em 2h30min de caminhada.
       
      Tobogã
      A 10 minutos do camping fica uma queda d'água chamada Tobogã, onde o pessoal escorrega. O único problema é ter que atravessar o rio com água gelada pelas canelas, para chegar lá. Mas quem tiver o objetivo de se refrescar no tobogã, isso não será um problema.

       
      base cerro Trinidad
      Resumo Trinidad   Total percorrido
      Tempo
      Subida
      Descida
      Altitude máxima
      Dificuldade 12 km
      6:00
      1023 metros
      1001 metros
      1121 metros
      Moderada Pesada Saindo do acampamento La Junta há um tipo de tiroleza com um carrinho pendurado para as pessoas atravessarem o rio. Do outro lado do rio há o camping Vista Hermosa e as trilhas que levam para os cerros Trinidad, Anfiteatro e cachoeiras.

      Fomos até a base do cerro Trinidad. É uma trilha no meio do bosque, sempre subindo. Fitas rosas e amarelas marcam o caminho. Mas mesmo assim, na primeira hora ficamos 45 minutos perdidos. Até que decidimos ignorar algumas fitas e seguir o GPS. E conseguimos encontrar o caminho novamente.
      Não é necessário carregar muita água, pois tem pontos de água no caminho.
      Após 3h00 de caminhada, saímos do bosque e um lindo paredão de rocha aparece. É a base do cerro Trinidad.

      Parecia que a trilha terminava por ali. Mas seguindo o vale à direita, encontramos a continuação do caminho. Subimos por um rio, passamos por uma placa, passamos ao lado de outro rio e a trilha não acabava. Andamos mais 50 minutos e como estava ficando tarde, voltamos sem chegar até o fim. No total foram 6 horas de caminhada.
       
      Outros atrativos
      Além da travessia para Argentina vimos outras placas indicando trilhas para outras montanhas e cachoeiras próximos.
      Poderíamos ficar mais 2 dias acampando para conhecer mais os arredores. Mas tivemos que ir embora por causa da chuva e estoque de comida.
      Custos
      Custos em pesos chilenos para 1 pessoa:
      Ônibus Puerto Montt a Cochamó, ida: $ 3500,00 Camping Campo Aventura, diária individual: $ 4000,00 Camping La Junta, diária individual: $ 4000,00 Cotação em 12/10/2017:
      US$ 1,00 = R$ 3,17 = $ chilenos 623,88
      Dicas
      Em Cochamó não há caixas eletrônicos e são pouco os lugares que aceitam cartão de crédito. Leve dinheiro suficiente para sua viagem. Se for em alta temporada, entre janeiro e fevereiro, reserve sua estadia nos campings com antecedência. Para o trecho na estrada de terra, é possível pagar para te levarem de carro até o início da trilha. Se informe em Cochamó. Janeiro e fevereiro são os meses propícios para a travessia à Argentina, pelo paso El León. Dados sabáticos
      560 km trilhados
      54 noites acampando
      22 cidades
      14 áreas naturais
      5 meses
      2 países Quer mais?
      Nós, Paula Yamamura e Ramon Quevedo, estamos curtindo uma vida sabática, focando no que mais gostamos de fazer: viajar trilhando.
      Nos acompanhe também em:
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    • Por Caio Vinicius Aleixo
      Galera, 
      pela primeira vez vou acamapar e fazer trilhas sozinho, vou para a patagonia em Out/2018 e queria um help de vocês quanto ao meu equipamento, vou listar o que pretendo comprar abaixo e gostaria de sugestões/feedbacks
      1 - Saco de dormir, limite de -5 graus, quechua ( Esse saco de dormir é suficiente para o frio da patagonia em outubro)
      https://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/equipamento-de-trekking-varios-dias-/sacos-de-dormir-de-trekking/saco-de-dormir-de-trekking-trek500-0-forclaz?skuId=2188620
      2 - Bota, Quechua (A impermeabilidade é boa? a bota cobre a necessidade da trilha?)
      https://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/homem-em-trilha-leve-de-1-dia/calcados/bota-de-trilha-intensiva-impermeavel-mh500-mid-masculina-quechua?skuId=2567125
      3 - Meias, Quechua ARPENAZ WARM (Essas meias são suficientes para não passar frio nos pés?)
      https://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/acessorios-de-vestuario-trilha-e-trekking/meias-adulto/meias-quentes-de-trilhas-arpenaz-warm-2-pares?skuId=241285
      4 - Conjunto de blusas (Vou passar frio com esse conjunto?)
      Segunda pele https://www.decathlon.com.br/ski-e-snowboard/masculino/segunda-pele/blusa-segunda-pele-simple-warm-masculina-wedze?skuId=2302370
      Segunda camada de fleece (não achei o link)
      Corta vento https://www.decathlon.com.br/trilha-e-trekking/homem-em-trekking-de-varios-dias/jaquetas-de-pluma-soft-shell/jaqueta-masculina-de-penas-para-trekking-x-light?skuId=392841
      Qualquer ajuda é bem vinda. Valeuu!
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