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Eduardo Melo Ferreira

Ushuaia, El Calafate, El Chaltén e Buenos Aires - 11 a 28 de setembro, 2018

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17 DIAS PELA ARGENTINA!

·         Dia 1:

Essa foi apenas nossa segunda experiência internacional, a primeira foi para o Chile. O diferencial é que nesta Sâmera e eu fizemos tudo por nossa conta, quer dizer, com o grande auxílio de vocês aqui do Mochileiros.com, claro!!

Nossa jornada iniciou-se na segunda feira dia 10 de setembro na cidade de Paulínia/SP, quando a deixamos as 19h sentido Campinas de Uber para pegar o ônibus para o aeroporto de Guarulhos, partindo as 20H. Chegamos às 22:30 e a noite foi longa, nosso vôo partiria somente ás 06:41h (para ser exato). Optamos pela compra de Múltiplo destino pela companhia Aerolíneas Argentinas.

Vôo saiu no horário marcado e 09:20h chegávamos ao Aeroparque. Tínhamos quase seis horas de espera pela conexão e aproveitamos para trocar nosso dinheiro. A cotação estava R$1,00 - $8,00 Pesos. Trocamos o máximo que conseguimos pois na Patagônia a cotação era desvantajosa, o que verificamos realmente depois! O segundo e longo vôo partiu também no horário exato 15:22h chegando em Ushuaia ás 19h.

Optamos por ficar hospedados por AirBNB. Melhor coisa que fizemos!! Nosso Host, Sr. Oscar já nos aguardava no aeroporto de Ushuaia. Sabe daquelas pessoas que passam rapidamente por sua vida, mas deixam boas marcas para sempre? Então, ele e sua esposa Nora são dessas pessoas!! No caminho para a cabana, ele sugeriu se não gostaríamos de parar em um supermercado para comprar alimentos, água, etc. Nós estávamos tão cansado que não havíamos pensado nisso. Ponto para o sr. Oscar! Sua cabana é muito aconchegante e fica no pé da montanha. Tinha tudo para uma hospedagem tranquila. Combinamos que no dia seguinte ele nos levaria para alguma das opções em Ushuaia ainda a definir de acordo com o clima. Chegamos com chuva e gelo! Um frio e um vento absurdo! Patagônia nos dava boas-vindas...rs   

Apartamento Las Terrazas de Nora y Oscar: https://goo.gl/RHdFRV

·         Dia 2:

Amanheceu, tomamos nosso café e saímos da cabana para aguardar nosso super host. A comunicação entre dois mineiros e um argentino nem sempre foi fácil, mas sempre divertida. Decidimos ir para o Parque Nacional Terra do Fogo. Queria subir a Laguna Esmeralda, mas como havia chovido muito na noite anterior, fomos desencorajados. Senhor Oscar nos cobrou $1.200,00 pesos para levar e para buscar. Para se ter uma ideia, as agências cobram não menos que $2 mil por pessoa!! Seguimos pela linda estrada de terra até a entrada do Parque. Nós dois já maravilhados pois havia muita neve nos cantos da pista. Paisagens, claro de tirar o fôlego. Primeira parada no mirador da Laguna Verde! Lindíssima. Em seguida fotos na famosa placa do fim da Ruta N.03! E caminhamos pelas passarelas que margeiam a baia Lapataia.

Voltamos para o carro e o Senhor Oscar nos sugeriu uma trilha curta! Claro, topamos na hora. Confesso que para Ushuaia, pelo pouco tempo que ficamos, acabei sem saber o que fazer.. Ele nos deixou ao lado do Centro de Visitantes Alakush, próximo ao início da trilha. Combinamos que as 16h ele nos buscaria.

Iniciamos nossa primeira trilha, super motivados pela paisagem, vegetação, clima, tudo diferente do que estamos acostumados. Trilha tranquila, margeando o lago de nome Roca. Ao nosso lado, uma montanha linda, coberta pela neve ia nos “vigiando”.

Depois de 1:20h chegamos ao final da trilha que é onde fica a placa de divisa entre os Argentina e Chile! Que sensação da hora de estar ali entre dois países muito queridos! A trilha leva o nome da placa “Hito XXIV”. Recomendo muito. Trilha leve! Vale salientar o cuidado e o quão bem sinalizada é a trilha. Aliás, todas as que eu vi na Patagônia.. sonho isso para minha cidadezinha no sul de Minas (Caldas-MG)!

Retornamos e entramos no Centro de Visitantes Alakush para comer, tomar um café e conhecer o local, faltavam 30 minutos para o sr. Oscar nos buscar. Ele claro, foi pontual!

No caminho de volta ele nos sugeriu ir ao ponto de partida do “Tren Del Fin Del Mundo”. Achamos bem bonitinho, mas não é o tipo de passeio que nos interessou. Em seguida, de volta para Ushuaia ele, por conta, decidiu que nos levaria para conhecer a pista de esqui do Glaciar Martial. Uma grata e grátis surpresa! E para nossa alegria, nevou!! Haha – mineiro nunca tinha visto neve!! Estava muito liso, assim decidimos não subir até o Glaciar. Mas valeu muito a pena! Gracias Sr. Oscar!!

·         Dia 3:

Nosso anjo em forma de Host disse que conseguia desconto para o passeio de Catamarã para o Canal de Beagle – 20%! Claro que aceitamos. Pagamos um total de $2.320,00 Pesos. Menos da metade que pagaríamos por intermédio de uma agência! – Dica, comprem direto nos quiosques!! Ainda compensará!!

O passeio é turistão, mas as paisagens, sem palavras! Ushuaia é linda demais!!! O Farol é muito bonito, ali, pequeno no meio daquela imensidão entre a água do mar e as cordilheiras. Vimos uma espécie de pinguins que claro, não me lembro o nome, muitos pássaros e os escandalosos e muito fedidos leões marinhos. Sério, nunca senti um cheiro tão fedido na vida...kkk

Retornando à Ushuaia, decidimos caminhar pela cidade, almoçar um belo Chorizo ($1.000,00), colocar um chip no celular e enviar uns postais. Em seguida fazer o tour pelo Museu do Presídio ($600,00 Pesos). Bastante interessante e confesso que a ala que continua intacta é bem pesada, sombria. Retornamos a pé para a cabana depois de andar muito por Ushuaia... pensa numa subida infinita. O importante foi achar!! Kkk

 

·         Dia 4:

Dia de deixar Ushuaia. Nosso grande amigo e host Oscar nos levou, antes despedimos de sua muito simpática e atenciosa esposa, Sra. Nora. Confesso que nos emocionamos ao despedirmos. O bom de viajar é isso, além das paisagens, momentos, as boas pessoas que encontramos pelo caminho fazem valer muito a pena!

Novamente, as Aerolíneas Argentinas foram pontualíssimas. Partiu exatamente no horário marcado, as 11:10h com destino a El Calafate.

Continua...

 

 

 

 

 

 

 

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O voo para El Calafate é um espetáculo à parte. Com contrastes vibrantes entre as cordilheiras e o tom desértico que do alto, nos proporciona a Estepa Patagônica!

Compramos nosso transfer pela empresa Las Lengas que nos custou $350,00 se não me engano pois esse valor esqueci de anotar. O trajeto é de 12 km até nosso hostel. O escolhido foi o famoso America Del Sur. Optamos por um quarto privado com banheiro compartilhado. Não foi uma boa, pois ficamos isolados “na casa” e pegamos o andar debaixo em uma cabana de madeira em que se ouvia tudo. Tudo mesmo... Mas o Hostel em si é ótimo. Atendimento excelente, cerveja gelada, boa música e clima muito bom.

Saímos para almoçar, conhecer a cidade, fazer compras no supermercado e comprar nosso passeio para o famoso Glaciar Perito Moreno! O almoço nos custou $590,00 e o passeio (mini-trekking), mais caro de toda a viagem e o mais fantástico também, $8.800,00. Compramos direto na Hielo e Aventura. A noite não saímos da casa, jantamos o famoso “miojo” e descansamos.

 

·         Dia 5:

Acordamos cedo, tomamos café e aguardamos o transfer para o parque. O trajeto é muito bonito e o contraste do branco da montanha e o amarelado das estepas proporcionam paisagens realmente inesquecíveis, agora ao nível do chão...

A sensação de avistar pela primeira vez, em uma curva da estrada, ao longe o Glaciar é indescritível! De perto então, acredito não haver palavra na língua portuguesa capaz de transmitir a emoção de estar diante de tamanha beleza! Sério, nunca vi nada parecido!! Enorme, lindo, vibrante, gelado... rs! A entrada no parque nos custou $1.200,00 Pesos. Passeamos um pouco por cada uma das passarelas e suas cores distintas. Fizemos um lanchinho na passarela vermelha, que fica mais abaixo possível, em frente ao paredão azul. Fantastico! Depois retornamos ao ponto de encontro para pegar o catamarã que nos levaria para o Mini-Trekking.

O trajeto de barco é espetacular, dava pra ver vários pedaços de gelo boiando no lago e à medida que aproximávamos do Glaciar, sua dimensão era monstruosa! Desembarcamos e fizemos uma pequena caminhada, circundando a montanha e o Glaciar. Em seguida nos foi colocado os “crampones” e iniciamos nossa caminhada pelo Glaciar. Uma experiência, com certeza, que ficará para sempre na memória. Jamais imaginei um dia pisar sobre um Glaciar! Ao final, uma dose de whisky e um bombom nos foi servido. Minha esposa não conseguiu tomar o whisky todo, então lhe fiz o favor de tomar também. Desci “simpático” do Glaciar.. haha

Quando achei que o passeio havia acabado, nos levaram para um túnel de gelo. O tom de azul é indescritível! Que coisa louca! Muito bonito!!

Voltamos para El Calafate e chegamos no hostel por volta das 19h. Tomamos uma cerveja local acompanhado do famoso Choripan e um molho com chimichurri! Bom demais!!!

 

·         Dia 6:

O “dia perdido”... explico-lhes! No primeiro dia em El Calafate, já havíamos andado pela cidade toda. Já neste dia, estava muito chuvoso, queríamos ir ao lago Argentino, mas a neblina o cobria todo, a entrada para uma trilha próximo a ele, acabava por ser cara e achamos que não compensaria.

Quando fechei o roteiro, acabei levando em conta que o custo de Ushuaia era mais alto em relação à Calafate. Mas hoje, percebemos que 2 dias inteiros apenas em Ushuaia é MUITO POUCO e três dias em El Calafate acabou sendo desnecessário para as atividades que programamos! Enfim, é aprendizado e claro.. mil vezes um dia de férias em El Calafate sem fazer nada que dez dias de trabalho em Paulínia... kkk

Compramos nossa passagem para El Chaltén... Cara e tabelada entre todas as companhias. Isso me deixou meio puto... Compramos ida e volta, total: $3.200,00.

De volta ao America Del Sur, compramos também nosso passeio “turistão” -  Full Day em Torres Del Paine – Chile. Pagamos o total de $7.800,00. Em seguida mais cerveja e batata frita para fechar a noite.

 

·         Dia 7:

Acordamos bem cedinho, e depois do café nosso transfer chegou. Era um “caminhônibus”! Muito interessante o veículo! Seguimos em direção ao Chile. Assim que subimos a montanha que faz a divisa entre os países percebemos que o tempo não nos favorecia. Muito fechado e nevava muito! Fizemos a parada para inspeção e carimbo dos passaportes de saída e em seguida, em uns poucos quilômetros de entrada no Chile. Chegamos no parque após 5 horas de viagem e nosso roteiro foi primeira Lago Sarmiento de Gamboa (Mirador), em seguida seguimos para o lindíssimo Saltos del Río Paine (parada para mais fotos) e depois ao Cerro Almirante Nieto / Cuernos del Paine - Mirador Superior que claro, não conseguimos avistar nada... Em seguida seguimos para a Porteria Laguna Amarga e depois ao mirador Lago Nordenskjold.

Fizemos um pequeno trekking em direção ao mirador Salto Grande – Que visão fantástica. Era um dos lugares que mais gostaria de conhecer. Se por um lado não conseguimos avistar os picos de Torres Del Paine, por outro lado, realizamos o sonho de caminhar sobre a neve fofinha e amigos, como nevou!! Foi uma outra experiência inesquecível. A vantagem de não conseguir avistar as Torres é que fica a promessa de volta para quem sabe, fazermos o Circuito W!! Ainda passamos pelo Mirador Lago Pehoe con Valle del Francés. Eles servem um lanche, “bem servido” durante a excursão.

Como dito, é um passeio turistão, cansativo, mas acredito que vale a pena!

Chegamos em El Calafate por volta de 21h, pregados...rs. No outro dia acordaríamos cedo em direção a cereja do bolo da viagem, El Chaltén!

Continua...

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·         Dia 8:

Café, check out no America Del Sur e taxi rumo à rodoviária de El Calafate rumo a El Chaltén. O período mais esperado por mim da viagem. O ônibus atrasou mais de uma hora, mas o trajeto entre as duas cidades foi muito divertido. Estávamos sentados nas primeiras poltronas e o motorista era daqueles que gostavam de uma boa prosa. Mineiro como sou, não lhe neguei uns dedinhos de conversa. Durante todo o trajeto ele foi indicando os nomes dos locais, contando histórias sobre a região e seus atrativos pelo caminho, como o Lago e Glaciar Viedma. Também nos contou que além de motorista, era maratonista e havia participado de uma maratona de El Chaltén até El Calafate: 36h de prova e mais de 230km. Infelizmente me falha a memória seu nome.

O tempo também não ajudou e não podemos ver as lindas paisagens como nas fotografias do Fitz Roy e das outras montanhas no horizonte.

Chegamos por volta do meio dia e fizemos a parada para as explicações sobre os cuidados com o Parque Nacional Los Glaciares. Nosso hostel, também por indicação de vários relatos de mochileiros foi o Condor de Los Andes. Adoramos! Acredito ser o que mais gostamos de todos. Também pegamos um quarto privado que era muito bom!

Deixamos as coisas no quarto e fomos atrás de almoço e em seguida subimos para os dois miradores mais próximos: Los Condores e Las Aguilas. O primeiro (pequeno) trekking foi tranquilo, são bem próximos os dois miradores. Claro, após viagem, etc, cansamos um pouco. Mas nada demais, somente o sedentarismo falando... rs. Trajeto foi de 1h de ida e outra de volta, o tempo não ajudou e o Cerro Torre e Fitz Roy estavam encobertos.

Voltamos para o Hostel e procuramos descansar logo pois havíamos acordado cedo e no dia seguinte, certamente faríamos algum dos “sanderos”.

 

·         Dia 9:

Descemos para o café, e ao nos sentarmos olhei para a janela e advinha quem estava totalmente descoberto, sem nenhuma nuvem?! Sim ele, o majestoso Fitz Roy! Engraçado que ninguém havia percebido e quando eu colei na janela para ver melhor e tirar uma foto, todos se surpreenderam! Vários já se adiantaram para sair. Uma das hóspedes relatou que há 4 dias não aparecia. Nós também nos adiantamos e fomos para a trilha.

À medida que caminhávamos, várias nuvens, bem sem graça, cobriram todo o céu. Quando chegamos no primeiro mirador, O Rio de Las Vueltas já não sobrava quase nenhum “azulzinho” no céu. O primeiro trecho da trilha é realmente puxado, bem como o trecho entre os quilômetros 3 e 4. Neste trecho encontra-se o segundo mirador, O Fitz Roy e a bifurcação para a Laguna Capri. Neste Mirador encontramos um simpático casal de senhores do norte europeu. Nós nos encontraríamos depois várias vezes pela trilha, inclusive no dia seguinte... Os quilômetros seguintes são mais tranquilos e cheios de paisagens de tirar o fôlego, isso sem ter o Monte Fitz Roy à vista como sabemos. O Glaciar Piedras Brancas é lindo e muito alto!!  Depois de 2,5 horas de caminhada chegamos no acampamento Poincenot. Estávamos bem próximos da realização do nosso maior desafio. Em seguida chegamos na famosa placa que indica que o próximo quilômetro seria o mais difícil.

Subíamos devagar, chovia um pouco e depois nevava também, o tempo ficou bem fechado. Víamos algumas pessoas que haviam passado pela gente retornando, e isso já me causava uma certa angustia. Até que um casal nos avisou que estava perigoso subir devido à neve e ao gelo. Agradecemos e claro que eu pensei: “Já cheguei até aqui, nem a pau que vou desistir.” Entretanto poucos metros á frente, à medida que ficava mais íngreme, tornou-se impossível prosseguir. O gelo colava nos vincos da bota e ela se tornava um sabão em contato com o próprio gelo do caminho. Algumas pessoas estavam com os “crampones” e somente assim subiam em segurança. Outros arriscaram. Minha esposa já me alertara umas três vezes que não devíamos continuar. Mas eu não aceitava, faltava pouco, eu sabia, muito pouco! Já havíamos subido pelo menos a metade do último trecho. Contudo, infelizmente fui vencido. Não poderia correr o risco de me machucar ou que minha companheira se machucasse. Desistimos!

Esse, com certeza foi um momento bem frustrante, bem doloroso até, eu diria. Mas respirei, olhei à volta, percebi onde estava, o quão privilegiado éramos por estar neste paraíso. E o quanto vitorioso já era por ter andado pelo menos uns 9,5km. Nunca havia feito um trekking com esta distância antes. Enfim, um dia retornaremos para completar. Ele sempre estará lá!!

No caminho de volta, pegamos a bifurcação em direção à Laguna Capri. Vale muito a pena, uma lagoa enorme em cima das montanhas..

Chegamos em Chaltén destruídos!! Tomamos um banho e descobrimos um barzinho que toca muito rock n” roll de qualidade. Comemos uma pizza maravilhosa e uma cerveja local de excelente qualidade! Depois, o sono dos justos.

 

·         Dia 10:

O dia estava bem fechado. Mas não chovia, então decidimos fazer outra trilha das consideradas fáceis. O Chorrillo Del Salto. Trata-se de uma bela cachoeira, bem escondida. São 4km de trilha que vão circundando o Rio de las Vueltas. Um belo caminho e uma trilha tranquila. Só não estava mais tranquila pois às vezes chovia e a canseira do dia anterior, ainda cobrava. Culpa do sedentarismo…

A cachoeira é realmente muito bonita e vale a pena conhecer. Ideal para os dias em que o tempo não ajuda para trilhas maiores. Na volta, almoçamos no mesmo restaurante do primeiro dia. Fica no hostel Rancho Grande. Sinceramente, não aconselho. É caro, muito cheio e a comida não é lá essas coisas. Mas a fome foi mais forte e era o primeiro que encontramos na volta! No caminho de volta ao hostel, fomos parando em algumas lojinhas para conhecer. Jantamos o famoso miojão..

 

·         Dia 11:

Esse dia amanheceu nevando muito e um frio de lascar. Não tinha muito o que fazer e vi meus planos de 3 grandes trilhas se esvaindo. Á princípio o plano era fazer as trilhas do Fitz Roy, Cerro Torre e a Loma Del Pliegue Tumbado, porém a última foi cortada... andamos pela cidade em busca de uns “pequenos regallos”, compramos alguns interessantes, em uma loja de artesanato local. Procuramos outro restaurante para almoçar e encontramos o Ahonikenk. Esse eu indico. Tem um Chorizo maravilhoso com batatas e de entrada uma espécie de vinagrete de lentilhas que é bom demais. Tomamos também um vinho no pinguim. Quando vimos no cardápio pensamos: Deve ser um vinho mais barato aqui da região.. na verdade era um vinho servido em uma jarra em formato de pinguim que derramava o vinho pelo bico. Bizarro! Hahahaha

A refeição é muito boa, atendimento ok! Voltamos “simpáticos” para o Condor e a tarde foi só neve e sono!!

 

·         Dia 12:

O dia amanheceu também com uma cara ruim, ficamos naquela de sair ou não sair. Mas decidimos que estávamos lá para isso e outro dia parado não seria interessante. Nos preparamos e saímos com uma leve garoa rumo à Laguna Torre.

Início da trilha também maltrata os amiguinhos sedentários. Logo chegamos ao Mirador da Cachoeira Margarita. Uma vista muito linda da queda d’água do outro lado do vale. Depois dessa pequena parada começou a nevar mais, nada que nos impediria de seguir.

Essa trilha em relação a do Fitz Roy é mais tranquila, porém, também com 10km aproximadamente cada perna. Assim como na trilha acima, também há um mirador por volta do quilometro 3 e também não era possível avistar o Cerro Torre devido ao mal tempo.

No quilômetro 8, há um acampamento, chamado de De Agostini e também é tão organizado quanto o Poincenot. Após o acampamento em poucos metros chega-se à Laguna Torre.

A nossa alegria e satisfação em terminar a trilha foi enorme. Mesmo sendo ela menos difícil que a primeira, por ter finalizado tem um gosto saboroso da vitória, da conquista. O local é lindo! A tonalidade da água é bem diferente e ver os grandes blocos de gelo boiando sobre ele é inexplicável. O Glaciar ao fundo é fantástico. Ficamos por 2 horas no local sem percebermos! O tempo pareceu que estava abrindo, mas desistimos de esperar e seguimos de volta à cidade.

O caminho de volta foi com céu bem mais limpo em relação a poucas horas antes quando estávamos em direção á laguna. As paisagens ficaram ainda mais bonitas com o sol.

Quando chegamos ao mirador do Cerro Torre era possível avistá-lo parcialmente, como é possível observar nas fotos abaixo.

Retornamos ao Condor, banho e fomos comer uma pizza no mesmo restaurante que havíamos almoçado no dia anterior!

 

·         Dia 13:

Dia de deixar esse paraíso na Terra, chamado El Chaltén. Depois do café, gastamos uma hora para organizar as mochilas, mala, etc. Depois check out. Nosso ônibus apenas partiria as 18h. Então deixamos nossa bagagem e fomos dar uma última voltinha pela cidadezinha e almoçar. Novamente um chorizo no Ahonikenk, porém sem pinguim de vinho! Retornamos ao Condor e ficamos “morgando” a tarde até o horário do ônibus na recepção do hostel, que, convenhamos, tem ótimo gosto musical a galera de lá, além do excelente atendimento, claro!

No fim de tarde o tempo abriu e ele, o majestoso Fitz Roy surgiu para despedir da gente! Foi um misto de alegria e frustração, pois bem na hora que íamos embora, ele resolve aparecer..rs

Dessa vez o ônibus não atrasou (muito) e partimos novamente em direção a El Calafate.

Pra mim, El Chaltén representa o paraíso na Terra com certeza! Digo e repito isso. Me identifiquei demais com a cidade, com o clima e com as paisagens, principalmente. Até brinquei com minha esposa Sâmera que se eu ganhar na mega sena, compraria uma casinha lá! Todos os dias até hoje após a viagem esse local não me sai da cabeça, em um misto de saudades e alegria por ter passado por lá. Com certeza, dos locais que passei, foi o que conquistou meu coração!

Continua..

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Chegamos em El Calafate novamente as 21:00h. A viagem foi uma atração à parte, mas nada divertido. Tenso eu diria. O motorista simplesmente não andou na faixa dele na rodovia, ou ia no meio ou na contramão o tempo todo. Além de ter corrido excessivamente. Mas chegamos sãos e salvos.
Para esta noite decidimos ficar no Folk Hostel (https://goo.gl/BcxeoA). Hostel excelente: ótimo atendimento e preços, quartos confortáveis, colchões excelentes, calefação funciona bem (até demais), boa localização (ao lado da rodoviária), estruturas novas e café da manhã honesto. Indico!

•    Dia 14:
Após o café da manhã, aguardamos na recepção o transfer, como nosso hostel foi o último, demorou um pouco até que chegasse. Mas nada que fosse preocupante. Seguimos para o aeroporto de El Calafate rumo ao nosso último destino na Argentina, a capital Buenos Aires. Vôo, como foi a viagem toda, saiu no horário marcado e as 17h chegávamos à capital. Saímos do aeroporto Aeroparque e atravessamos a rua para tentar pegar um Uber, sem sucesso. Por sorte um taxi parou para desembarcar um pessoal e conseguimos um preço muito mais acessível que o cobrado no aeroporto. Coisa de $300 pesos, no aeroporto estavam cobrando $600,00!
Chegamos no hostel, pegamos também o America Del Sur, fica no bairro de San Telmo. Um bairro bem charmoso de Buenos Aires. Localização ok, quartos ok, atendimento bacana também (https://goo.gl/RQ5Kfu). Fizemos algumas compras e comemos um lanche e voltamos para o quarto.

•    Dia 15:
Esse foi o dia 25 de setembro, dia de “Paro General” na Argentina. Greve Geral, nada, absolutamente nada funcionava! Dia perfeito para andar muito pelo centro da Capital! Saímos pela manhã, após café no hotel (não incluso - $120,00 p/pax). Andamos algumas quadras e logo chegamos a famosa Av. de Mayo e já avistamos a linda Casa Rosada. Nossa primeira parada foi na Catedral Metropolitana de Buenos Aires, conhecemos ela por dentro, vale muito a pena, muito linda! Em seguida fomos a Praça de Mayo, Colón Park e Casa Rosada, mas não entramos, só pelo lado de fora, em seguida, fotos na Pirâmide de Mayo e fotos do antigo prédio Cabildo de Buenos Aires (foi sede do cabildo encarregado de representar a cidade frente à metrópole). Seguimos pela Av. de Mayo, com suas construções antigas e arquitetura inspirada em Paris, dizem. Passamos pelo Obelisco e em seguida pelo também famoso Palácio Barolo (lindíssimo, em Montevideo há um similar) e logo chegamos ao não menos bonito, Congresso Federal. Andamos um pouco pela maior avenida da America Latina, a Av 9 de Julio até encontrarmos o edifico que tem fotos da Evita nos dois lados. Paramos para almoçar e fomos atrás do Café Tortoni, mas devido á greve, estava fechado.. Seguimos então ao bairro San Telmo atrás da Fundación Mercedes Sosa, mas também estava fechado, então seguimos ao Mercado San Telmo em seguida fomos em direção ao Porto Madero e demos uma volta no parque Micaela Bastidas e, como tudo em Buenos Aires, a reserva Ecologica Costanera Sur também estava fechada. Mas tudo bem, valeu a pena passar pela lateral da reserva. Estava escurecendo e voltamos ao hostel. No total desse dia, caminhamos ao todo, 19 km!! A noite pedia uma cerveja gelada, Patagônia, claro, melhor pedida!


•    Dia 16:
Neste dia decidimos conhecer o famoso Cemitério La Recoleta, como nos outros dias, decidimos ir a pé e conhecer outra parte da cidade. No caminho passamos em frente ao Teatro Colón. O cemitério é realmente muito bonito com muitas obras de artes e cada túmulo que era um show à parte. Demoramos para encontrar o mais famoso deles, da Eva Perón, é simples, mas interessante conhece-lo pela sua importância histórica. Fomos em seguida ao cemitério atrás do parque onde encontra-se a Floralis Genérica. Passamos ao lado da Faculdade de Direito e logo já a avistamos. Me surpreendi, confesso, com seu tamanho. Enorme!! De lá, nossa intenção era chegar ao Rosedal, fomos até a metade do caminho, quando a canseira dos dias anteriores cobrou sua conta e desistimos. Fica para uma próxima! Tenho certeza que um dia retornaremos! Mesmo assim voltamos a pé, passamos pelo bairro Palermo, bem bonito e só fomos almoçar no centro. Restaurante mais estranho e cafona que já entrei, mas a fome falou mais alto e já passavam das 16h.. Total caminhado neste dia, 15km. Não foi trekking, mas quase que a mesma coisa.. rsrs
A noite no hostel, fomos tomar mais uma gelada e conhecemos uma turminha do Ceará, daí foi chegando mais gente, uma garota da Finlândia, um Inglês falante, argentinos, e foi uma torre de Babel bem divertida.

    Dia 17:
Dia de conhecer La Bombonera!!! Mas antes, fomos atrás do famoso banco de praça onde se encontra a ilustre moradora de Buenos Aires, Mafalda. Minha esposa tirou 400 fotos e pedimos um Uber para o Bairro La Boca. Rapidinho chegamos e ficou baratinho. Dessa vez não aguentaríamos ir caminhando. Canseira bateu forte. Chegamos no Caminito, várias fotos no famoso prédio, passeamos por uma linda galeria que não me lembro o nome, fugimos do pessoal que pede pra tirar fotos, como sugerido aqui, porque dinheiro já estava no fim e não estava disposto a pagar por fotos.. Seguimos em direção ao Estádio La bombonera. Gosto de futebol, embora não seja fanático. Mas, a sensação de estar de frente a um dos mais famosos estádios do mundo e indescritível. Entramos e compramos o tour mais barato, já dava acesso ao museu e as arquibancadas, para nós já estava de bom tamanho. Fantástico estar ao lado do campo e poder entrar nesse estádio. Confesso que foi das coisas que mais me marcaram em Buenos Aires. Em seguida, voltamos ao Caminito e passamos horas comprando lembrancinhas para família, colegas de trabalho, etc. Voltamos ao hostel e organizamos a mala, foi nosso último dia. 

•    Dia 18:
Nosso transfer chegou pontualmente as 3h da manhã, seguimos para o Aeroparque. Buenos Aires – São Paulo, São Paulo – Paulínia, pegamos o carro e seguimos para Caldas, sul de Minas Gerais matar as saudades dos dogs e da família.

Pra quem quiser trocar idéia e/ou tirar dúvidas, estou á disposição! Espero contribuir assim como vários aqui contribuíram para que realizássemos esse sonho; confesso que hoje, passados 40 dias da viagem, já estou em abstinência da Patagônia! Preciso voltar!!!! rs
 

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Muito bom cara, relembrei minha trip lendo teu relato. Fizemos o mesmo roteiro. Que pena q vc nao pegou um tempo favoravel em Chalten...Eu fiquei 5 dias lá e o tempo ficou ruim nos 2 ultimos mas eu tive sorte de aproveitar bastante os 3 primeiros. Chalten é realmente a cereja do bolo😍

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@Rezzende Pois é.. foram raros os momentos de céu limpo. E a cada fração de tempo que ele abria, meu, que coisa linda o Fitz Roy. Vou ter que voltar lá. 
Nos baseamos muito no seu relato para fazer nossa viagem! Só não fizemos a pinguinera em Ushuaia por ser inverno, caso contrário, Mineiros como também somos, teríamos que dar um "canga leitão" num pinguim também!! hahaha
Obrigado pela ajuda!! 

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    • Por hmarinioficial
      Beleza??
      Em Fevereiro/Março vou mochilar pela famosa Ruta 40! Vou chegar de sp em bus até Mendoza e de lá descer pela 40 até a Patagonia! Gostaria de saber se alguem já fez essa viagem e se tem algum povoado ou lugar que não posso deixar de conhecer!(Fora os já famosos!)...vou em uma viagem sem data marcada de volta...mas tenho que levar em consideração os 3 meses de visto que vão me dar...já que por essas cidades não vou ter extrenjeria para pedir mais 90 dias....(tenho como saída cruzar até o Chile e voltar)
      Aguardo opniões e dicas! Valeu!!! E espero que todos viagem muito em suas vidas!!
    • Por Angela moniz
      Chego a Paris 30/12 a 18/01, considerado que é inverno, seria melhor seguir para Suíça/Itália, ou Bélgica-Holanda? Qual teria mais bonitas paisagens de trem?
    • Por StanlleySantos
      Primeiro de tudo, MAS MANO QUE FRIO DA PESTE É ESSE QUE FAZ NO SUL! 
      Ok, provavelmente não é nada perto do uruguai, patagônias, ou a serra catarinense (que registrou temperaturas negativas nessas semanas fácil, fácil). Mas pra um nortista....
       
      Bom, o objetivo deste relato é passar infos atualizadas sobre muitos lugares, sejam eles conhecidos e relatados, ou não. Muitas atrações do estado passam batido, então creio que seja justo falar sobre o máximo de lugares, sem passar spoilers. A época escolhida para esta visita foi a primeira quinzena de agosto, junto com a namorada, até pq gostaria de conhecer um pouco do inverno gaúcho e ter uma programação a dois de respeito. Moro em Manaus, ou seja, com 25 graus os caboclos já estão passeando no centro com moletom achando que estão no filme do frozen   imagina pegando 1 grau em gramado!!!
      Costumo tentar economizar nas viagens, e como falam que Gramado, em particular, é um destino que arranca o couro da pessoa, em termos de gastos, quis ver se era tudo isso mesmo. Cada um Levou R$ 1.700,00 para duas semanas no estado, levei um cartão de crédito que não foi usado, e uma poupança de emergência de 500 mangos, que acabou sendo usada mais para comprar mimos para mim 

      Quando você mora numa cidade que não tem trem e viaja para uma que tem corre o risco de cometer esses retardos mentais aí
       
      Chegamos no dia 07/08 em POA, basicamente o dia foi reservado para conhecer as rotas de ônibus e planejar os próximos dias num apartamento reservado pelo Booking no partenon (bairro próximo do centro, bem guarnecido de ônibus, aliás, gostei do abastecimento da frota de ônibus da cidade, mesmo em horários de pico, dificilmente peguei buzu lotado). A passagem estava custando R$ 4,70, e POA conta com um trem a R$ 4,20 que parte do mercadão e faz a conexão com alguns distritos do interior, até Novo Hamburgo. Sim, Novo Hamburgo, a cidade dos calçados (atenção mochileiras!) Então segue a primeira dica do tio, quer conhecer Novo Hamburgo, economizar no transporte, e não quer ficar dependendo de Uber/ônibus? Um trem partindo do centro é uma opção a considerar. De trem vc faz a conexão aeroporto-centro tbm.
      O itinerário era conhecer algumas cidades do Estado e Fazer a famosa travessia da Ferrovia do Trigo, que liga Guaporé a Muçum. Antes eu soubesse que iria dar ruim.... depois eu explico essa marmota. Destinos definidos, andaríamos pela capital, curtindo alguns pontos. 
      No dia 08 resolvemos sair cedinho para conhecer o famoso parque farroupilha. O parque mais famoso (e bonito a meu ver), colado ao centro da cidade, também. Quem for se hospedar no centro, pode até ir andando. Falam da violência em Porto Alegre, e realmente, vejo que há um problema de marginalização e pobreza na metrópole (como toda grande cidade), mas, apesar dos inúmeros mendigos nas proximidades da rodoviária, não me senti inseguro andando pelo centro. A polícia se fazia presente, e muitas pessoas passeavam com seus cães de boinha (o povo se compromete bastante com a causa animal lá, vários cachorródromos, pouquíssimos cães de rua, pelo menos no centro e adjacências, e muitos cães agasalhados, a coisa mais engraçada do mundo )

      Le parque farroupilha no seu esplendor verde

      Aquela foto bem maneira e clássica no centrão

      Para quem é de uma fé do oriente, o parque conta com um mini-templo, com uma arte elaborada. 
      De lá seguimos para o Parque moinhos de vento (conhecido como Parcão), como o clima estava agradável, arriscamos ir também a pé. Existem patinetes e bicicletas para locação pelos aplicativos locais, então se você quer poupar um tempo indo de um lugar para outro, é uma boa.



      Para quem quer fazer a famosa foto declarando o amor à capital, um letreiro bem bonito fica no parcão.
      Deixamos de conhecer na ocasião os parques Germânia e o Província de Shiga, que dizem que possui uma influência oriental bem forte na ornamentação. Mas fica para a próxima viagem. Hora do almoço, fomos para o centro procurar um pouco de culinária porto alegrense. No caminho passamos pela Rua Gonçalo de Carvalho, que diz a lenda que é a rua mais bonita do Brasil (e algumas fontes dizem que foi eleita a mais bonita do mundo). Pessoalmente achei ela bem bonita e limpa, mas creio que é exagero.

      A tão comentada Gonçalo de Carvalho
      O gaúcho adora comer: isso é fato. E é um carnívoro por natureza. Além do tradicional churrasco, o povo é viciado em fast food (no dia que os gaúchos forem extintos da terra Mcdonalds entra em crise), com ênfase no famoso Xis, que nada mais é que uma versão "anabolizada" dos sanduíches tradicionais, sendo de duas a três vezes maior, e recheado de maionese  claro, é duas vezes mais caro que os sanduíches dos outros estados, mas vai por mim, enche que uma beleza. Xis coração (de frango) deles é uma coisa divina 😍  Agora para almoço, existem as famosas alaminutas, que basicamente é arroz, feijão preto, ovo mal passado, saladinha, batata frita e a proteína, que varia. No norte chamamos de PF (Prato Feito).
      GAÚCHO NÃO COME FARINHA!!! 🤬😱🤯 e pro amazonense, isso é quase um pecado  além do fato de quase não ter visto peixe nos restaurantes, outro vício do povo do norte. 

      A cara de felicidade da caboquinha que não tem farinha na comida

      Vai por mim, é assim mesmo, a cara de tristeza acima não é à toa
      Seguimos pelo centro, conhecemos o Mercadão municipal (o grande centro de comércio alimentício da cidade, parada mais que obrigatória para o visitante), e aqui já começa uma história engraçada: existe um costume de cunho religioso de deixar moedas no centro do mercadão, uma espécie de tributo ao Bará, que seria uma entidade da prosperidade da cultura afro-brasileira. Minha namorada, simplesmente olhou uma moedinha no chão e pegou na naturalidade. Eu, olhando as pessoas jogarem as moedas no meio, tive um pressentimento de que elas deveriam ficar lá (turista que acabou de chegar ne, besta, sem saber dos causos), mas a dita cuja guardou no bolso e fomos embora. Ao longo da viagem ela perdeu uma jaqueta jeans e seu saco de dormir , e na volta para POA, resolveu devolver o dobro do valor para se livrar de qualquer "azaração" 

      Le mercadão. Passe por aqui para comprar lembrancinhas ou ingredientes para um chimarrão ou churrasco

      O interior com o espaço de agradecimento à entidade guardiã no centro.
      O centro de POA não só tem uma variedade de lojas e lanches, como também reúne vários museus e espaços de cunho cultural e histórico. Para terminar o dia, visitamos: o museu de arte do Rio Grande do Sul, que na ocasião estava recebendo uma exposição em homenagem ao modernista Xico Stockinger, o museu do Comando Militar do Sul, com uma exposição histórica do arsenal utilizado pelas forças armadas ao longo da história mais recente, e a casa de cultura Mário Quintana, que não estava tendo nenhuma programação em particular, mas conhecer o espaço e algumas exposições valeu a visita.

      Casa de cultura Mário Quintana


      War.......War never changes
      O Museu do Gasômetro se encontrava fechado na ocasião (diz que desativado por tempo indeterminado), então o dia terminou com um pôr do sol gelado na Orla do Guaíba. Com a ventania que empurrava o frio até os ossos, deve ser o lugar mais frio da capital no inverno  uma tristeza saber que o lago do guaíba está poluído, é uma paisagem muito bonita para atividades ao ar livre, que me fez lembrar da boa e velha ponta negra, em Manaus.


      A orla é ponto obrigatório no final da tarde, para ver a vida gaúcha acontecendo, ou fazer um passeio, ou exercício.
      Dia 09-10: De POA para Torres.
      Decidimos que iríamos sair cedo no dia seguinte para a cidade de Torres, afinal, a praia mais bonita do estado está lá. Claro, parece loucura ir numa praia no inverno, mas Torres possui belas paisagens, e pontos interessantes a serem conhecidos, e acredito que valeu a visita de um dia e meio a essa pequena cidade. Recapitulando: Torres fica boa a partir do reveillón, pois o verão inicia geralmente no fim do ano, aí a cidade lota de gente. Mas em compensação no inverno você tem os parques e o litoral só para você e mais meia dúzia de visitantes  o que é mais a minha cara.
      Pegamos um blablacar baratinho (30 reais, quando você paga bem mais indo de ônibus), e chegamos ainda de manhã no litoral. Dica: o blablacar funciona muito bem no estado, dá para conseguir muita carona barata para cidades visitadas como pelotas, gramado, cambará, entre outros. 

      E cá estamos em Torres, que beleza!
      Chegamos na cidade e a primeira surpresa: nenhum camping aberto  E não, eu não tenho frescura em acampar no frio, eu tinha ciência de que pegaria um frio na ferrovia, então não me importaria de ficar em camping paracendo um mendigo que não tem money pro hotel. Papo vai, papo vem, nos recomendam a pousada martins, que é administrada pelo Sr. Paulo e Dona Eva, um casal simpático na melhor idade que nos acolheu como se fôssemos da família 😭 além dos quartinhos serem TDB, sério, recomendo a pousada, o tratamento cortês é um diferencial de lá. E ela fica próxima ao parque da guarita, então tem uma ótima localização também.
      Outro momento retardo mental: eu, pobre iludido, vendo a previsão do tempo esperava ver um solzinho em Torres e quem sabe poderia arriscar tomar um banho de mar gelado. O resultado foi esse:

      Alguma coisa ta me dizendo que não vou andar de sunga e calção nessa praia hoje....
      A neblina cobrindo o oceano e boa parte da cidade dava um ar desértico e de certa forma triste ao lugar, mas também dava um clima para sentar numa pedra, ouvir o mar e meditar, ou pensar na vida. Adorei passear com a namorada da praia da Cal até os pequenos molhes de pesca, no fim do estado. Mais uma vez, se você curte uma vibe mais calma, sem todo aquele barulho e multidão, a cidade acaba não sendo descartável, mesmo fora da temporada.

      Como nossos egos e arrogâncias são pequenininhas e frágeis perante a grande criação

      A cerração tomando a cidade, chega a ser linda. No fundo o letreiro de Torres
      Existe um lugar curioso nessa cidade, que é a ponte Pênsil. Veja só, uma ponte de madeira de algumas dezenas de metros, onde você pode ter o prazer de mudar de estado, de RS para SC  Curiosamente era sexta da carne num açougue em Passo de Torres (SC), então muita gente de Torres (RS) atravessava o estado para fazer fila no vizinho. É meio besta, mas engraçado de certa forma

      A fotografia foi tirada em RS, só para constar. Do lado de lá fica Passo de Torres.
      O dia seguinte seria para o retorno à capital, mas também seria para curtir o parque da guarita, e o sol favoreceu a visita. O frio estava bem ameno nesse dia, então deu pra sair de short e camiseta, engraçado como as pessoas agasalhadas às vezes olhavam para mim, como se eu fosse algum alienígena 👽

      Não duvido que esse cenário seja bastante usado para ensaios fotográficos ou pedidos de casamento 

      Uma das minhas fotos favoritas dessa viagem. Na encosta, vários pescadores
       
       

      Um pouco da vida local
      Ficamos até meio-dia, e fechei mais um blablacar de volta para POA pela parte da tarde. A ideia inicial era ficar mais um dia, mas acredito que vimos o que queríamos em Torres, fora que eu queria conhecer o famoso Brique da Redenção da capital, então a estadia em Torres foi bem curtinha, mas valeu cada segundo aproveitado. Conhecemos o litoral na cerração e no céu aberto, enchendo os olhos com belíssimas paisagens. 
       
      Dias 11-14: Lá vem a bendita frente fria.....e agora?
      De volta à capital, no domingo (11) começamos o dia indo para o parque farroupilha novamente, para vermos o famoso brique. E digo, se estiver na cidade, passe um domingo no parque, o brique é TRILEGAL!!!! Pois você encontra de tudo um pouco em termos de brechó, pessoalmente fiquei cativado pelas antiguidades que algumas banquinhas vendiam. Discos de vinil, louça antiga, brinquedos dos anos 90, colecionáveis, entre outros......nossa, tenho fé de que isso virará febre no país.
       
      Acredite, isso vai bem longe...


      Esse simpático artista é figura conhecida no Brique, a namorada curtiu a beça o espetáculo. 
      Uma dica que muito gaúcho passa para quem está no parque, e adianto logo, é passar na famosa lancheria do parque. O buffet livre tem uma ótima variedade de opções para encher o bucho, e os sucos deles são de polpa pura, a um preço mega justo, além das várias opções de carnes. Sério, não deixe de visitar.
      O centro fecha aos domingos, mas, muitas atrações ficam abertas, então decidimos visitar o Jardim Botânico. Localizado no bairro de mesmo nome, próximo à PUCRS, é fácil de chegar a partir do centro, mas é necessário ônibus/uber/bici. A entrada é bem em conta, e o jardim te dá a liberdade para andar por quase todas as instalações, divididas em seções, mostrando elementos da flora da região sul (e um pouco das demais regiões). O parque Conta com um museu natural com serpentário, que é bem bacana de visitar também. 

      Lindo o espaço. Como amazonense, é interessantíssimo conhecer algumas características de um bioma diferente da floresta amazônica.

       
      Dormimos cedo de noite, pois a segunda-feira seria o dia de pegar o ônibus bem cedinho para Guaporé. Passagem comprada e tudo mais.....
      ...Mas a vida é uma caixinha de surpresas ⛈️⛈️⛈️🌧️🌧️
      Segunda, 12 de agosto, 05 da manhã. Chuva forte, e mais chuva prevista para o início da semana devido a uma frente fria que estaria visitando o estado. Bem na data em que iríamos para Guaporé! 
      Segundo a previsão, só iria limpar lá para quarta. Uma coisa é subir o estado e pegar um frio e uma cerração num trecho de 50km. Não iríamos morrer de frio pq tínhamos os equips e roupa. Outra coisa é pegar chuva o dia inteiro no meio do nada e comprometer o avanço da travessia, que na melhor das hipóteses leva de dois a três dias  e para completar as reservas de hospedagem em Gramado já estavam pagas e não poderiam ser alteradas! Como era um risco ao qual não queria submeter a namorada, que é menos acostumada com perrengues do que eu, conversamos, tivemos um pouco de DR , e decidimos que o melhor seria não arriscar. Perderíamos as passagens (que custaram um braço) porque 1. o atendimento ao cliente da BENTO foi uma MERDA deixa a desejar, não recomendo, e 2. poderíamos ter solicitado o retorno dos valores se tivéssemos cancelado a viagem com 3 horas de antecedência do embarque (tecnicamente teríamos que bater na rodoviária às 3 da madrugada e torcer para ter alguém na hora que fizesse isso para a gente). Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o serviço de coletivo intermunicipal do estado.
      Com isso a ferrovia miou, e precisaríamos mudar o roteiro para a semana. Significaria mais gastos (pois a travessia é 0800, salvo os alimentos e água comprados para o percurso em si), fora que tínhamos nas mochilas sacos de dormir + barraca que agora ocupavam um volume desnecessário  A segunda-feira foi praticamente perdida. Com isso, só restava encontrar um lugar para ficar, e ir atrás de lembrancinhas no centro de POA.....bom, será que nossa viagem estragou?

      Era o sentimento naquela segunda
      A terça-feira veio, então decidimos que iríamos conhecer alguma cidade das várias que existem para o turismo histórico. O estado possui uma herança das grandes colonizações, que já datam de dois séculos atrás (como referência, a colonização italiana em 1875), e cidades como Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, ou Caxias do Sul se tornam opções interessantes. Escolhemos Caxias do Sul na quarta para sexta (14 a 16). Então, o que fazer em POA até lá?

       
      Como estava com uma vontade enorme de conhecer, fomos atrás, desta vez, do Museu de Ciência e Tecnologia da PUCRS. Localizado, obviamente, nas dependências da PUC, não tão longe do jardim botânico, a entrada custa R$ 40,00 (em AGO/19), mas com direito a meia entrada para estudante, e não posso deixar de elogiar o espaço! 3 andares de puro conhecimento, atividades lúdicas, e curiosidades! É o tipo de lugar onde excursões escolares são bem-sucedidas, pois é possível dar aulas de matemática, física, biologia, geografia e história nos vários setores do espaço, sem tornar a aula chata. Como licenciado em biologia, meio que me senti em casa 😍

      A primeira coisa que você bate o olho e pensa "quero brincar", quando entra no museu

      Lembra do desafio dos cubos da série 3%? Pois é, eu reprovei 

      Visitem o museu da PUCRS, e como diria o e.t. bilu, busquem conhecimento!!
      Passamos uma manhã e uma tarde no museu, é muita coisa para conhecer e interagir, você tira um dia inteiro somente para isso. Ah, existe também um planetário na cidade, que vale a visita para os que têm um interesse mínimo por astronomia, ou querem reviver aquela aulinha de ciências sobre o universo. Acabamos não visitando também.
      Dia 15: La Cittá pela terra da Uva
      No dia 14, conseguimos arrumar mais um blablacar para Caxias do Sul, esta localizada no coração da Serra gaúcha. Infelizmente o transporte saiu tarde, e não daria tempo de conhecer a cidade ainda na quarta. Algumas pessoas disseram que não valia a pena conhecer Caxias, por "ela ser industrial demais e quase não ter nada para se ver". Pessoalmente, não posso concordar com tais afirmações, pois Caxias possui roteiros histórico-culturais tanto no centro urbano quanto na zona rural (Rota dos Imigrantes, distrito de Criuva, Ana Rech), embora seja necessário um carro próprio para esses destinos. Então, o que fazer?
      Como dito, existe o roteiro "La Cittá", onde você tem acesso a vários pontos turísticos no centro urbano, e tem uma noção da história da colonização italiana nos vales da Serra Gaúcha. Seria isso que faríamos. 
      Antes de tudo, tomei conhecimento sobre um autêntico château brasileiro, o Castelo Lacave, uma fortaleza erguida em 1968 como um sonho de um uruguaio, teve sua propriedade passada entre famílias, e na atualidade funciona como vinícola, restaurante gourmet, ponto turístico e local para a realização de eventos. O tour guiado custa R$ 16,00 (AGO/19), e é falado sobre a história do lugar (nada que você não ache na internet, rs), incluindo uma degustação dos vinhos locais. Além do mais, ele foi todo decorado com uma temática medieval, o que torna a visita ainda mais imersiva.

      O modo de construção dos castelos com a união de blocos gigantes é uma coisa charmosa que inspira poder

      O legal da visita são algumas réplicas de esculturas conhecidas, como a "bocca della verittà", que arranca a mão de quem mente, entre algumas outras. Sem dúvidas o custo-benefício da visita é bem justo a meu ver.

      "Eu sou um tremendo partidão e isso é verdade!"
      Após essa visita, partimos para o centrão. No roteiro "La Città" conhecemos: o Monumento ao Imigrante, algumas catedrais, como a de São Pelegrino (a mais bonita da cidade, com uma arte sacra interna de emocionar), e a Paróquia Santa Teresa D'ávila, na praça Dante Alighieri, o Museu Municipal, onde você aprende sobre a colonização italiana, embora no monumento você também tem uma aula de história, o Museu Memorial dos ex-combatentes da FEB (Força Expedicionária Brasileira), onde você aprende um pouco sobre a participação do Brasil na segunda guerra (é, a cobra fumou), o Museu casa de pedra, que reproduz uma típica residência italiana do século passado, e o Pavilhão da festa da uva, onde estava rolando um rodeio de acesso 0800 no final do dia. Roteiro que pode ser feito em um dia inteiro. 

      Praça Dante Alighieri com a paróquia Santa Teresa

      Exposição da imigração italiana no museu municipal

      Catedral de São Pelegrino
      Sobre Caxias: cidade tranquila, mesmo sendo grande (a segunda mais populosa do estado e a maior da serra gaúcha), com muitas alternativas turísticas, e quase todas gratuitas! Para quem procura algo mais culto e histórico, e não quer gastar muito além do transporte e alimentação, acredito que a cidade seja um prato cheio. Mas para curtir tudo o que ela tem a oferecer, super recomendo um carro, próprio ou alugado. 
      Dias 16-20: A jóia da Serra Gaúcha, Gramado
      Os dias finais do mochilinho pelo estado seriam na grande atração capitalista do estado, Gramado  Tivemos a bendita sorte de arrumar um blablacar de Caxias para Gramado na manhã de sexta. Para isso é necessário descer a serra e subir novamente, com direito a enjôo para quem não for acostumado(a). Chegamos numa tarde ensolarada, e com aquela expectativa de dar de cara com uma geada matinal morrendo. Muita gente vai pra serra pra ver aquele clima europeu de frio, neblina e geada, e acontece uma coisa dessas . Mas a previsão do tempo mais uma vez estava alertando sobre outra frente fria, então seria bem possível que minhas preces fossem atendidas.

      Legendas são dispensáveis
      Ficamos em parte no Eleganz hostel & suites, como uma reserva de última hora (pois era para chegarmos em gramado somente no sábado), e super indico esse hostel. Atendimento de excelência, um ambiente SUPER chique, padrão hotel mesmo, com café da manhã TOP dos TOP, e camas confortáveis. A diária foi de na faixa de 80 reais para um casal, que está até bom para os padrões gramadenses. Faço questão de fazer essa recomendação.
      A tarde foi dedicada para conhecer um pouco da elegante cidade, com a educação dos motoristas, a ausência de semáforos, e a sensação de segurança nas ruas. Chega a ser difícil de acreditar ver tanta gente andando com os celulares na mão, bem arrumada, indo para cá e lá, sem preocupações. Visitamos o Museu de Chocolate da Lugano, que custou R$ 35,00 (AGO/19), com direito a desconto para estudante, deixo destacado isso porque 90% das atrações de gramado possuem desconto para estudantes, crianças pequenas, idosos, e não lembro mais quem, então você economiza HORRORES se você tiver aquela sua carteirinha estudantil de meia entrada, ou similar, atualizada, claro. Já anota a dica. Depois ficamos rodando pelo centro, que é super de boa para passear.

      Le rua torta, que passa 24 horas do dia com gente tirando foto, mas o que tem de mais, é só uma rua torta 

      Le paróquia São Pedro. Cartão-postal da cidade. 
      Terminamos o dia no lago Joaquina Rita Bier, com aquele pôr do sol digno de filme romântico. Agradecemos pelas coisas boas da viagem.

      Gramado e seu clima para romances
      O segundo dia foi dedicado ao Mini-Mundo, que a meu ver é uma atração obrigatória da cidade. Parece frescura, mas o lugar é mágico! Uma cidade-miniatura, que inclusive possui réplicas de prédios históricos do Brasil e do mundo. Não só o mundo minimizado é bonito e bem feito, como o tratamento recebido é digno de aplausos! Uma dica: pegue uma visita guiada com o Sr. Nelson, um verdadeiro P R O F I S S I O N A L que ama o que faz, nos ensinando alguns truques para tirar boas fotos, e divertindo o tour com suas piadas de gaúcho  O valor em AGO/19 era de R$ 42,00, também com direito a desconto.

      os gigantes na estrada em obras

      A riqueza dos detalhes gera fotos maravilindas
      O passeio no mini-mundo é uma atividade que toma uma manhã e um pedaço da tarde se a pessoa quer conhecer cada centímetro do parque, e melhor: o espaço está em constante expansão, ganhando novos personagens e estruturas. Será que um dia teremos um mini teatro amazonas?
      O final da tarde foi basicamente dedicado à compra de lembrancinhas, e a noite foi dedicada a um delicioso Fondue. O fondue, assim como o café colonial, a cuca, e o trudel, são especialidades de gramado que merecem ser experimentadas. Você gasta muito com isso? A resposta é: depende de onde você procura. Para você ter uma noção, a sequência do fondue varia entre os restaurantes, de 35,00 a 150,00. O café colonial, idem. Então uma pesquisa antecipada se faz necessária. Nosso café da manhã estava incluso nas nossas hospedagens, e como ficamos em locais com cozinha compartilhada, boa parte das refeições foram compradas no supermercado e feitas na panela, poupando também um senhor dinheiro. E sem arrependimento.
      Para minha alegria, na madrugada de domingo caiu uma senhora chuva, e com isso veio a cerração, que envolveu a cidade numa neblina maravilhosa para passear nas ruas da cidade e tirar boas fotos. Enfim, era pra isso que fui à Serra.
       


      Aquele clima padrão europeu, adoro!
      A namorada queria passar o dia dormindo nesse frio, enquanto isso eu tratei de conhecer Canela pela parte da manhã, embora a neblina tenha me impedido de ver muita coisa. A Icônica Catedral de Pedra infelizmente (ou felizmente, pois é uma visão igualmente espetacular) estava coberta pela neblina, então ficou difícil de observar seus detalhes.

      Que visão é essa cara!
      Pela parte da tarde, convenci a namorada a sair, e, entre tantas opções de museus, com suas modernidades e atrações, resolvemos conhecer um espaço mais alternativo. Então, conhecemos o segundo castelo da viagem, o Museu Medieval Castelo Saint George. Conhecer a história dessa edificação, e como o Senhor Gilberto Guzenski está dando o sangue para levantar bloco por bloco, e elaborando um trabalho SENSACIONAL na área da Heráldica, além da coleção de armas, entre elas algumas famosas, de fato inspira os corações dos fortes. Além da coleção de armas (algumas forjadas pelo próprio dono), e os souvenirs com temática medieval, você pode consultar as raízes de sua família com base no seu sobrenome. Quer descobrir se tem sangue azul ou de plebeu? Visite o Saint George. A entrada custa R$ 25,00 (AGO/19), com desconto apenas para anciões.

      Uma estrutura linda e imponente, e ainda em construção

       

      Stanlley dos Marinheiros dos Santos, primeiro de seu nome, O Viajante.
      Os último dois dias em Gramado foram dedicados para as atrações mais naturais, como o Lago Negro e o Parque do Caracol. O Lago negro fica perto do centro, embora necessite de um uber básico para chegar lá. Reza a lenda que ele tem esse nome porque em seu entorno foram plantadas árvores nativas da floresta negra. Possui um pedalinho, que achei caro, então não brinquei.

      O Lago negro nos dias ensolarados

      E o Lago Negro em dias de Neblina. Uma visão igualmente bela para quem está de passagem
       
      O parque do Caracol Se encontra afastado da cidade de Canela, Subindo a Serra mais um pouquinho. Existe uma linha de ônibus que vai para lá, mas é bem difícil de passar, tornando necessário o uso de carro próprio ou uber. Existe sinal de internet, então é possível voltar de aplicativo. O ingresso custou R$ 20,00 (com direito a meia entrada), e possui várias trilhas, com alguns espaços para o social. O ponto alto do passeio é a cascata do caracol. 



       
      E com isso concluía minha estadia no grandioso estado gaúcho, tchê!
       
      Agora as infos básicas:
      Gastos: Levei 1.700,00 + um cash guardado, como falei, e acabei usando o valor inteiro, mais um pouquinho da reserva. No final das contas, uns 2.000 reais muito bem gastos. Perdi um pouco por causa de ônibus, utensílios inúteis para camping, e compras pessoais, então diria que é um valor médio bom para duas semanas no estado. Me hospedei em hostels em todos os dias, pude comer durante o dia inteiro, e fiz minha própria refeição em alguns dias. É possível gastar menos? É possível, mas vai do perfil de cada um.
      Transporte: o estado é bem abastecido de estradas, e possui um sistema de ônibus que serve até bem (apesar de ter odiado o atendimento da rodoviária de POA). Alguns destinos são mais acessíveis que outros, mas como falei ao longo do relato, o Blablacar é uma opção muito barata e usada no estado, super recomendo. O uber nas cidades (mesmo em Gramado) é barato, se você estiver com pelo menos uma pessoa para rachar as despesas, se torna uma opção bem em conta. Em POA, tem ônibus, aluguel de patinete e bicicletas como meios de deslocamento.
      Hospedagem: 90% das minhas hospedagens foram reservadas pelo Booking.com, e os preços estavam agradáveis. No centro de POA era possível encontrar diárias de 30 reais ou 50 (por dupla). Mesmo em gramado pude encontrar ótimas opções, mas claro, é necessário reservar com antecedência em caso de viagem em alta temporada, por motivos óbvios.
      Custo das atrações: muitas atrações da capital são ao ar livre, e mesmo nos museus, não havia cobrança de ingresso, com exceção da PUC, e mesmo assim, tem o desconto para estudante. Em Caxias todas as atrações do roteiro "La Città" foram 0800, e a visita ao Castelo Lacave tem um valor justo. Os locais mais caros ficam em Gramado mesmo, e vai muito do que a pessoa procura. 
      Afinal, Gramado é uma cidade cara? - Sim, e não. antes que queira botar na cabeça que quer ostentar na cidade bonita, tenha em mente que é necessário pesquisa e autocontrole. Fazer a própria comida, de vez em quando, ou poupar o Uber quando pode se deslocar a pé pelo centro da cidade, são medidas que ajudam bastante no bolso. E como já disse, tenha sua carteirinha estudantil ou comprovante em mãos, ajuda bastante.
      Lugares para conhecer: cara, eu poderia fazer um relato inteiro só falando dos lugares que não visitei  Cambará, Novo Hamburgo, Farroupilha, Bento Gonçalves, Três Coroas (que descobri só no final da viagem que possui uma estrutura bacana para o rafting), Guaporé-Muçum, Pelotas, Rio Grande, todas estas cidades, e fora outras, possuem sua importância no estado, possuindo atrações, naturais, históricas, etc. Eu não canso de dizer que é um Estado Rico em termos de coisas para fazer.
      Melhor Época: depende do lugar que você quer conhecer. Por exemplo, Torres (praias) é melhor na época mais quente, que compreende o início do ano, enquanto que a Serra Gaúcha é bem visitada no inverno (meio do ano), e Gramado possui alguns períodos especiais (Natal, Páscoa, Festival de Cinema e Inverno). Pesquisar é bom, e se atentar ao clima, no caso de atrações e atividades ao ar livre (como foi no meu caso), faz uma diferença entre fazer uma atividade ou ficar no hotel chateado.
      Moro num estado quente e quero pegar frio, devo levar roupa pro frio no inverno? Cara, Porto Alegre tem tanto comércio de roupas para o frio, luvas, cachecol, gorros e jaquetas a preços populares, penso que nem vale a pena comprar uma roupa cara na sua cidade. Em POA também existe uma loja da Decathlon, onde vc pode comprar uma vestimenta de qualidade.
       
      Então é isso, gurizada! Conheçam essa baita região! 
       
    • Por Thalles33
      Tô passando pra avisar que mês que vem "outubro" vou fazer uma trip épica rumo a Argentina bem "mão de vaca" pegando caronas, barraca e etc ..
      Já te adianto que vai ser tri 🛣️🌄⛰️
      Fico pilhado? Ta afim de ir? van bora!! 



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