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Ushuaia, El Calafate, El Chaltén e Buenos Aires - 11 a 28 de setembro, 2018


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17 DIAS PELA ARGENTINA!

·         Dia 1:

Essa foi apenas nossa segunda experiência internacional, a primeira foi para o Chile. O diferencial é que nesta Sâmera e eu fizemos tudo por nossa conta, quer dizer, com o grande auxílio de vocês aqui do Mochileiros.com, claro!!

Nossa jornada iniciou-se na segunda feira dia 10 de setembro na cidade de Paulínia/SP, quando a deixamos as 19h sentido Campinas de Uber para pegar o ônibus para o aeroporto de Guarulhos, partindo as 20H. Chegamos às 22:30 e a noite foi longa, nosso vôo partiria somente ás 06:41h (para ser exato). Optamos pela compra de Múltiplo destino pela companhia Aerolíneas Argentinas.

Vôo saiu no horário marcado e 09:20h chegávamos ao Aeroparque. Tínhamos quase seis horas de espera pela conexão e aproveitamos para trocar nosso dinheiro. A cotação estava R$1,00 - $8,00 Pesos. Trocamos o máximo que conseguimos pois na Patagônia a cotação era desvantajosa, o que verificamos realmente depois! O segundo e longo vôo partiu também no horário exato 15:22h chegando em Ushuaia ás 19h.

Optamos por ficar hospedados por AirBNB. Melhor coisa que fizemos!! Nosso Host, Sr. Oscar já nos aguardava no aeroporto de Ushuaia. Sabe daquelas pessoas que passam rapidamente por sua vida, mas deixam boas marcas para sempre? Então, ele e sua esposa Nora são dessas pessoas!! No caminho para a cabana, ele sugeriu se não gostaríamos de parar em um supermercado para comprar alimentos, água, etc. Nós estávamos tão cansado que não havíamos pensado nisso. Ponto para o sr. Oscar! Sua cabana é muito aconchegante e fica no pé da montanha. Tinha tudo para uma hospedagem tranquila. Combinamos que no dia seguinte ele nos levaria para alguma das opções em Ushuaia ainda a definir de acordo com o clima. Chegamos com chuva e gelo! Um frio e um vento absurdo! Patagônia nos dava boas-vindas...rs   

Apartamento Las Terrazas de Nora y Oscar: https://goo.gl/RHdFRV

·         Dia 2:

Amanheceu, tomamos nosso café e saímos da cabana para aguardar nosso super host. A comunicação entre dois mineiros e um argentino nem sempre foi fácil, mas sempre divertida. Decidimos ir para o Parque Nacional Terra do Fogo. Queria subir a Laguna Esmeralda, mas como havia chovido muito na noite anterior, fomos desencorajados. Senhor Oscar nos cobrou $1.200,00 pesos para levar e para buscar. Para se ter uma ideia, as agências cobram não menos que $2 mil por pessoa!! Seguimos pela linda estrada de terra até a entrada do Parque. Nós dois já maravilhados pois havia muita neve nos cantos da pista. Paisagens, claro de tirar o fôlego. Primeira parada no mirador da Laguna Verde! Lindíssima. Em seguida fotos na famosa placa do fim da Ruta N.03! E caminhamos pelas passarelas que margeiam a baia Lapataia.

Voltamos para o carro e o Senhor Oscar nos sugeriu uma trilha curta! Claro, topamos na hora. Confesso que para Ushuaia, pelo pouco tempo que ficamos, acabei sem saber o que fazer.. Ele nos deixou ao lado do Centro de Visitantes Alakush, próximo ao início da trilha. Combinamos que as 16h ele nos buscaria.

Iniciamos nossa primeira trilha, super motivados pela paisagem, vegetação, clima, tudo diferente do que estamos acostumados. Trilha tranquila, margeando o lago de nome Roca. Ao nosso lado, uma montanha linda, coberta pela neve ia nos “vigiando”.

Depois de 1:20h chegamos ao final da trilha que é onde fica a placa de divisa entre os Argentina e Chile! Que sensação da hora de estar ali entre dois países muito queridos! A trilha leva o nome da placa “Hito XXIV”. Recomendo muito. Trilha leve! Vale salientar o cuidado e o quão bem sinalizada é a trilha. Aliás, todas as que eu vi na Patagônia.. sonho isso para minha cidadezinha no sul de Minas (Caldas-MG)!

Retornamos e entramos no Centro de Visitantes Alakush para comer, tomar um café e conhecer o local, faltavam 30 minutos para o sr. Oscar nos buscar. Ele claro, foi pontual!

No caminho de volta ele nos sugeriu ir ao ponto de partida do “Tren Del Fin Del Mundo”. Achamos bem bonitinho, mas não é o tipo de passeio que nos interessou. Em seguida, de volta para Ushuaia ele, por conta, decidiu que nos levaria para conhecer a pista de esqui do Glaciar Martial. Uma grata e grátis surpresa! E para nossa alegria, nevou!! Haha – mineiro nunca tinha visto neve!! Estava muito liso, assim decidimos não subir até o Glaciar. Mas valeu muito a pena! Gracias Sr. Oscar!!

·         Dia 3:

Nosso anjo em forma de Host disse que conseguia desconto para o passeio de Catamarã para o Canal de Beagle – 20%! Claro que aceitamos. Pagamos um total de $2.320,00 Pesos. Menos da metade que pagaríamos por intermédio de uma agência! – Dica, comprem direto nos quiosques!! Ainda compensará!!

O passeio é turistão, mas as paisagens, sem palavras! Ushuaia é linda demais!!! O Farol é muito bonito, ali, pequeno no meio daquela imensidão entre a água do mar e as cordilheiras. Vimos uma espécie de pinguins que claro, não me lembro o nome, muitos pássaros e os escandalosos e muito fedidos leões marinhos. Sério, nunca senti um cheiro tão fedido na vida...kkk

Retornando à Ushuaia, decidimos caminhar pela cidade, almoçar um belo Chorizo ($1.000,00), colocar um chip no celular e enviar uns postais. Em seguida fazer o tour pelo Museu do Presídio ($600,00 Pesos). Bastante interessante e confesso que a ala que continua intacta é bem pesada, sombria. Retornamos a pé para a cabana depois de andar muito por Ushuaia... pensa numa subida infinita. O importante foi achar!! Kkk

 

·         Dia 4:

Dia de deixar Ushuaia. Nosso grande amigo e host Oscar nos levou, antes despedimos de sua muito simpática e atenciosa esposa, Sra. Nora. Confesso que nos emocionamos ao despedirmos. O bom de viajar é isso, além das paisagens, momentos, as boas pessoas que encontramos pelo caminho fazem valer muito a pena!

Novamente, as Aerolíneas Argentinas foram pontualíssimas. Partiu exatamente no horário marcado, as 11:10h com destino a El Calafate.

Continua...

 

 

 

 

 

 

 

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O voo para El Calafate é um espetáculo à parte. Com contrastes vibrantes entre as cordilheiras e o tom desértico que do alto, nos proporciona a Estepa Patagônica!

Compramos nosso transfer pela empresa Las Lengas que nos custou $350,00 se não me engano pois esse valor esqueci de anotar. O trajeto é de 12 km até nosso hostel. O escolhido foi o famoso America Del Sur. Optamos por um quarto privado com banheiro compartilhado. Não foi uma boa, pois ficamos isolados “na casa” e pegamos o andar debaixo em uma cabana de madeira em que se ouvia tudo. Tudo mesmo... Mas o Hostel em si é ótimo. Atendimento excelente, cerveja gelada, boa música e clima muito bom.

Saímos para almoçar, conhecer a cidade, fazer compras no supermercado e comprar nosso passeio para o famoso Glaciar Perito Moreno! O almoço nos custou $590,00 e o passeio (mini-trekking), mais caro de toda a viagem e o mais fantástico também, $8.800,00. Compramos direto na Hielo e Aventura. A noite não saímos da casa, jantamos o famoso “miojo” e descansamos.

 

·         Dia 5:

Acordamos cedo, tomamos café e aguardamos o transfer para o parque. O trajeto é muito bonito e o contraste do branco da montanha e o amarelado das estepas proporcionam paisagens realmente inesquecíveis, agora ao nível do chão...

A sensação de avistar pela primeira vez, em uma curva da estrada, ao longe o Glaciar é indescritível! De perto então, acredito não haver palavra na língua portuguesa capaz de transmitir a emoção de estar diante de tamanha beleza! Sério, nunca vi nada parecido!! Enorme, lindo, vibrante, gelado... rs! A entrada no parque nos custou $1.200,00 Pesos. Passeamos um pouco por cada uma das passarelas e suas cores distintas. Fizemos um lanchinho na passarela vermelha, que fica mais abaixo possível, em frente ao paredão azul. Fantastico! Depois retornamos ao ponto de encontro para pegar o catamarã que nos levaria para o Mini-Trekking.

O trajeto de barco é espetacular, dava pra ver vários pedaços de gelo boiando no lago e à medida que aproximávamos do Glaciar, sua dimensão era monstruosa! Desembarcamos e fizemos uma pequena caminhada, circundando a montanha e o Glaciar. Em seguida nos foi colocado os “crampones” e iniciamos nossa caminhada pelo Glaciar. Uma experiência, com certeza, que ficará para sempre na memória. Jamais imaginei um dia pisar sobre um Glaciar! Ao final, uma dose de whisky e um bombom nos foi servido. Minha esposa não conseguiu tomar o whisky todo, então lhe fiz o favor de tomar também. Desci “simpático” do Glaciar.. haha

Quando achei que o passeio havia acabado, nos levaram para um túnel de gelo. O tom de azul é indescritível! Que coisa louca! Muito bonito!!

Voltamos para El Calafate e chegamos no hostel por volta das 19h. Tomamos uma cerveja local acompanhado do famoso Choripan e um molho com chimichurri! Bom demais!!!

 

·         Dia 6:

O “dia perdido”... explico-lhes! No primeiro dia em El Calafate, já havíamos andado pela cidade toda. Já neste dia, estava muito chuvoso, queríamos ir ao lago Argentino, mas a neblina o cobria todo, a entrada para uma trilha próximo a ele, acabava por ser cara e achamos que não compensaria.

Quando fechei o roteiro, acabei levando em conta que o custo de Ushuaia era mais alto em relação à Calafate. Mas hoje, percebemos que 2 dias inteiros apenas em Ushuaia é MUITO POUCO e três dias em El Calafate acabou sendo desnecessário para as atividades que programamos! Enfim, é aprendizado e claro.. mil vezes um dia de férias em El Calafate sem fazer nada que dez dias de trabalho em Paulínia... kkk

Compramos nossa passagem para El Chaltén... Cara e tabelada entre todas as companhias. Isso me deixou meio puto... Compramos ida e volta, total: $3.200,00.

De volta ao America Del Sur, compramos também nosso passeio “turistão” -  Full Day em Torres Del Paine – Chile. Pagamos o total de $7.800,00. Em seguida mais cerveja e batata frita para fechar a noite.

 

·         Dia 7:

Acordamos bem cedinho, e depois do café nosso transfer chegou. Era um “caminhônibus”! Muito interessante o veículo! Seguimos em direção ao Chile. Assim que subimos a montanha que faz a divisa entre os países percebemos que o tempo não nos favorecia. Muito fechado e nevava muito! Fizemos a parada para inspeção e carimbo dos passaportes de saída e em seguida, em uns poucos quilômetros de entrada no Chile. Chegamos no parque após 5 horas de viagem e nosso roteiro foi primeira Lago Sarmiento de Gamboa (Mirador), em seguida seguimos para o lindíssimo Saltos del Río Paine (parada para mais fotos) e depois ao Cerro Almirante Nieto / Cuernos del Paine - Mirador Superior que claro, não conseguimos avistar nada... Em seguida seguimos para a Porteria Laguna Amarga e depois ao mirador Lago Nordenskjold.

Fizemos um pequeno trekking em direção ao mirador Salto Grande – Que visão fantástica. Era um dos lugares que mais gostaria de conhecer. Se por um lado não conseguimos avistar os picos de Torres Del Paine, por outro lado, realizamos o sonho de caminhar sobre a neve fofinha e amigos, como nevou!! Foi uma outra experiência inesquecível. A vantagem de não conseguir avistar as Torres é que fica a promessa de volta para quem sabe, fazermos o Circuito W!! Ainda passamos pelo Mirador Lago Pehoe con Valle del Francés. Eles servem um lanche, “bem servido” durante a excursão.

Como dito, é um passeio turistão, cansativo, mas acredito que vale a pena!

Chegamos em El Calafate por volta de 21h, pregados...rs. No outro dia acordaríamos cedo em direção a cereja do bolo da viagem, El Chaltén!

Continua...

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·         Dia 8:

Café, check out no America Del Sur e taxi rumo à rodoviária de El Calafate rumo a El Chaltén. O período mais esperado por mim da viagem. O ônibus atrasou mais de uma hora, mas o trajeto entre as duas cidades foi muito divertido. Estávamos sentados nas primeiras poltronas e o motorista era daqueles que gostavam de uma boa prosa. Mineiro como sou, não lhe neguei uns dedinhos de conversa. Durante todo o trajeto ele foi indicando os nomes dos locais, contando histórias sobre a região e seus atrativos pelo caminho, como o Lago e Glaciar Viedma. Também nos contou que além de motorista, era maratonista e havia participado de uma maratona de El Chaltén até El Calafate: 36h de prova e mais de 230km. Infelizmente me falha a memória seu nome.

O tempo também não ajudou e não podemos ver as lindas paisagens como nas fotografias do Fitz Roy e das outras montanhas no horizonte.

Chegamos por volta do meio dia e fizemos a parada para as explicações sobre os cuidados com o Parque Nacional Los Glaciares. Nosso hostel, também por indicação de vários relatos de mochileiros foi o Condor de Los Andes. Adoramos! Acredito ser o que mais gostamos de todos. Também pegamos um quarto privado que era muito bom!

Deixamos as coisas no quarto e fomos atrás de almoço e em seguida subimos para os dois miradores mais próximos: Los Condores e Las Aguilas. O primeiro (pequeno) trekking foi tranquilo, são bem próximos os dois miradores. Claro, após viagem, etc, cansamos um pouco. Mas nada demais, somente o sedentarismo falando... rs. Trajeto foi de 1h de ida e outra de volta, o tempo não ajudou e o Cerro Torre e Fitz Roy estavam encobertos.

Voltamos para o Hostel e procuramos descansar logo pois havíamos acordado cedo e no dia seguinte, certamente faríamos algum dos “sanderos”.

 

·         Dia 9:

Descemos para o café, e ao nos sentarmos olhei para a janela e advinha quem estava totalmente descoberto, sem nenhuma nuvem?! Sim ele, o majestoso Fitz Roy! Engraçado que ninguém havia percebido e quando eu colei na janela para ver melhor e tirar uma foto, todos se surpreenderam! Vários já se adiantaram para sair. Uma das hóspedes relatou que há 4 dias não aparecia. Nós também nos adiantamos e fomos para a trilha.

À medida que caminhávamos, várias nuvens, bem sem graça, cobriram todo o céu. Quando chegamos no primeiro mirador, O Rio de Las Vueltas já não sobrava quase nenhum “azulzinho” no céu. O primeiro trecho da trilha é realmente puxado, bem como o trecho entre os quilômetros 3 e 4. Neste trecho encontra-se o segundo mirador, O Fitz Roy e a bifurcação para a Laguna Capri. Neste Mirador encontramos um simpático casal de senhores do norte europeu. Nós nos encontraríamos depois várias vezes pela trilha, inclusive no dia seguinte... Os quilômetros seguintes são mais tranquilos e cheios de paisagens de tirar o fôlego, isso sem ter o Monte Fitz Roy à vista como sabemos. O Glaciar Piedras Brancas é lindo e muito alto!!  Depois de 2,5 horas de caminhada chegamos no acampamento Poincenot. Estávamos bem próximos da realização do nosso maior desafio. Em seguida chegamos na famosa placa que indica que o próximo quilômetro seria o mais difícil.

Subíamos devagar, chovia um pouco e depois nevava também, o tempo ficou bem fechado. Víamos algumas pessoas que haviam passado pela gente retornando, e isso já me causava uma certa angustia. Até que um casal nos avisou que estava perigoso subir devido à neve e ao gelo. Agradecemos e claro que eu pensei: “Já cheguei até aqui, nem a pau que vou desistir.” Entretanto poucos metros á frente, à medida que ficava mais íngreme, tornou-se impossível prosseguir. O gelo colava nos vincos da bota e ela se tornava um sabão em contato com o próprio gelo do caminho. Algumas pessoas estavam com os “crampones” e somente assim subiam em segurança. Outros arriscaram. Minha esposa já me alertara umas três vezes que não devíamos continuar. Mas eu não aceitava, faltava pouco, eu sabia, muito pouco! Já havíamos subido pelo menos a metade do último trecho. Contudo, infelizmente fui vencido. Não poderia correr o risco de me machucar ou que minha companheira se machucasse. Desistimos!

Esse, com certeza foi um momento bem frustrante, bem doloroso até, eu diria. Mas respirei, olhei à volta, percebi onde estava, o quão privilegiado éramos por estar neste paraíso. E o quanto vitorioso já era por ter andado pelo menos uns 9,5km. Nunca havia feito um trekking com esta distância antes. Enfim, um dia retornaremos para completar. Ele sempre estará lá!!

No caminho de volta, pegamos a bifurcação em direção à Laguna Capri. Vale muito a pena, uma lagoa enorme em cima das montanhas..

Chegamos em Chaltén destruídos!! Tomamos um banho e descobrimos um barzinho que toca muito rock n” roll de qualidade. Comemos uma pizza maravilhosa e uma cerveja local de excelente qualidade! Depois, o sono dos justos.

 

·         Dia 10:

O dia estava bem fechado. Mas não chovia, então decidimos fazer outra trilha das consideradas fáceis. O Chorrillo Del Salto. Trata-se de uma bela cachoeira, bem escondida. São 4km de trilha que vão circundando o Rio de las Vueltas. Um belo caminho e uma trilha tranquila. Só não estava mais tranquila pois às vezes chovia e a canseira do dia anterior, ainda cobrava. Culpa do sedentarismo…

A cachoeira é realmente muito bonita e vale a pena conhecer. Ideal para os dias em que o tempo não ajuda para trilhas maiores. Na volta, almoçamos no mesmo restaurante do primeiro dia. Fica no hostel Rancho Grande. Sinceramente, não aconselho. É caro, muito cheio e a comida não é lá essas coisas. Mas a fome foi mais forte e era o primeiro que encontramos na volta! No caminho de volta ao hostel, fomos parando em algumas lojinhas para conhecer. Jantamos o famoso miojão..

 

·         Dia 11:

Esse dia amanheceu nevando muito e um frio de lascar. Não tinha muito o que fazer e vi meus planos de 3 grandes trilhas se esvaindo. Á princípio o plano era fazer as trilhas do Fitz Roy, Cerro Torre e a Loma Del Pliegue Tumbado, porém a última foi cortada... andamos pela cidade em busca de uns “pequenos regallos”, compramos alguns interessantes, em uma loja de artesanato local. Procuramos outro restaurante para almoçar e encontramos o Ahonikenk. Esse eu indico. Tem um Chorizo maravilhoso com batatas e de entrada uma espécie de vinagrete de lentilhas que é bom demais. Tomamos também um vinho no pinguim. Quando vimos no cardápio pensamos: Deve ser um vinho mais barato aqui da região.. na verdade era um vinho servido em uma jarra em formato de pinguim que derramava o vinho pelo bico. Bizarro! Hahahaha

A refeição é muito boa, atendimento ok! Voltamos “simpáticos” para o Condor e a tarde foi só neve e sono!!

 

·         Dia 12:

O dia amanheceu também com uma cara ruim, ficamos naquela de sair ou não sair. Mas decidimos que estávamos lá para isso e outro dia parado não seria interessante. Nos preparamos e saímos com uma leve garoa rumo à Laguna Torre.

Início da trilha também maltrata os amiguinhos sedentários. Logo chegamos ao Mirador da Cachoeira Margarita. Uma vista muito linda da queda d’água do outro lado do vale. Depois dessa pequena parada começou a nevar mais, nada que nos impediria de seguir.

Essa trilha em relação a do Fitz Roy é mais tranquila, porém, também com 10km aproximadamente cada perna. Assim como na trilha acima, também há um mirador por volta do quilometro 3 e também não era possível avistar o Cerro Torre devido ao mal tempo.

No quilômetro 8, há um acampamento, chamado de De Agostini e também é tão organizado quanto o Poincenot. Após o acampamento em poucos metros chega-se à Laguna Torre.

A nossa alegria e satisfação em terminar a trilha foi enorme. Mesmo sendo ela menos difícil que a primeira, por ter finalizado tem um gosto saboroso da vitória, da conquista. O local é lindo! A tonalidade da água é bem diferente e ver os grandes blocos de gelo boiando sobre ele é inexplicável. O Glaciar ao fundo é fantástico. Ficamos por 2 horas no local sem percebermos! O tempo pareceu que estava abrindo, mas desistimos de esperar e seguimos de volta à cidade.

O caminho de volta foi com céu bem mais limpo em relação a poucas horas antes quando estávamos em direção á laguna. As paisagens ficaram ainda mais bonitas com o sol.

Quando chegamos ao mirador do Cerro Torre era possível avistá-lo parcialmente, como é possível observar nas fotos abaixo.

Retornamos ao Condor, banho e fomos comer uma pizza no mesmo restaurante que havíamos almoçado no dia anterior!

 

·         Dia 13:

Dia de deixar esse paraíso na Terra, chamado El Chaltén. Depois do café, gastamos uma hora para organizar as mochilas, mala, etc. Depois check out. Nosso ônibus apenas partiria as 18h. Então deixamos nossa bagagem e fomos dar uma última voltinha pela cidadezinha e almoçar. Novamente um chorizo no Ahonikenk, porém sem pinguim de vinho! Retornamos ao Condor e ficamos “morgando” a tarde até o horário do ônibus na recepção do hostel, que, convenhamos, tem ótimo gosto musical a galera de lá, além do excelente atendimento, claro!

No fim de tarde o tempo abriu e ele, o majestoso Fitz Roy surgiu para despedir da gente! Foi um misto de alegria e frustração, pois bem na hora que íamos embora, ele resolve aparecer..rs

Dessa vez o ônibus não atrasou (muito) e partimos novamente em direção a El Calafate.

Pra mim, El Chaltén representa o paraíso na Terra com certeza! Digo e repito isso. Me identifiquei demais com a cidade, com o clima e com as paisagens, principalmente. Até brinquei com minha esposa Sâmera que se eu ganhar na mega sena, compraria uma casinha lá! Todos os dias até hoje após a viagem esse local não me sai da cabeça, em um misto de saudades e alegria por ter passado por lá. Com certeza, dos locais que passei, foi o que conquistou meu coração!

Continua..

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Chegamos em El Calafate novamente as 21:00h. A viagem foi uma atração à parte, mas nada divertido. Tenso eu diria. O motorista simplesmente não andou na faixa dele na rodovia, ou ia no meio ou na contramão o tempo todo. Além de ter corrido excessivamente. Mas chegamos sãos e salvos.
Para esta noite decidimos ficar no Folk Hostel (https://goo.gl/BcxeoA). Hostel excelente: ótimo atendimento e preços, quartos confortáveis, colchões excelentes, calefação funciona bem (até demais), boa localização (ao lado da rodoviária), estruturas novas e café da manhã honesto. Indico!

•    Dia 14:
Após o café da manhã, aguardamos na recepção o transfer, como nosso hostel foi o último, demorou um pouco até que chegasse. Mas nada que fosse preocupante. Seguimos para o aeroporto de El Calafate rumo ao nosso último destino na Argentina, a capital Buenos Aires. Vôo, como foi a viagem toda, saiu no horário marcado e as 17h chegávamos à capital. Saímos do aeroporto Aeroparque e atravessamos a rua para tentar pegar um Uber, sem sucesso. Por sorte um taxi parou para desembarcar um pessoal e conseguimos um preço muito mais acessível que o cobrado no aeroporto. Coisa de $300 pesos, no aeroporto estavam cobrando $600,00!
Chegamos no hostel, pegamos também o America Del Sur, fica no bairro de San Telmo. Um bairro bem charmoso de Buenos Aires. Localização ok, quartos ok, atendimento bacana também (https://goo.gl/RQ5Kfu). Fizemos algumas compras e comemos um lanche e voltamos para o quarto.

•    Dia 15:
Esse foi o dia 25 de setembro, dia de “Paro General” na Argentina. Greve Geral, nada, absolutamente nada funcionava! Dia perfeito para andar muito pelo centro da Capital! Saímos pela manhã, após café no hotel (não incluso - $120,00 p/pax). Andamos algumas quadras e logo chegamos a famosa Av. de Mayo e já avistamos a linda Casa Rosada. Nossa primeira parada foi na Catedral Metropolitana de Buenos Aires, conhecemos ela por dentro, vale muito a pena, muito linda! Em seguida fomos a Praça de Mayo, Colón Park e Casa Rosada, mas não entramos, só pelo lado de fora, em seguida, fotos na Pirâmide de Mayo e fotos do antigo prédio Cabildo de Buenos Aires (foi sede do cabildo encarregado de representar a cidade frente à metrópole). Seguimos pela Av. de Mayo, com suas construções antigas e arquitetura inspirada em Paris, dizem. Passamos pelo Obelisco e em seguida pelo também famoso Palácio Barolo (lindíssimo, em Montevideo há um similar) e logo chegamos ao não menos bonito, Congresso Federal. Andamos um pouco pela maior avenida da America Latina, a Av 9 de Julio até encontrarmos o edifico que tem fotos da Evita nos dois lados. Paramos para almoçar e fomos atrás do Café Tortoni, mas devido á greve, estava fechado.. Seguimos então ao bairro San Telmo atrás da Fundación Mercedes Sosa, mas também estava fechado, então seguimos ao Mercado San Telmo em seguida fomos em direção ao Porto Madero e demos uma volta no parque Micaela Bastidas e, como tudo em Buenos Aires, a reserva Ecologica Costanera Sur também estava fechada. Mas tudo bem, valeu a pena passar pela lateral da reserva. Estava escurecendo e voltamos ao hostel. No total desse dia, caminhamos ao todo, 19 km!! A noite pedia uma cerveja gelada, Patagônia, claro, melhor pedida!


•    Dia 16:
Neste dia decidimos conhecer o famoso Cemitério La Recoleta, como nos outros dias, decidimos ir a pé e conhecer outra parte da cidade. No caminho passamos em frente ao Teatro Colón. O cemitério é realmente muito bonito com muitas obras de artes e cada túmulo que era um show à parte. Demoramos para encontrar o mais famoso deles, da Eva Perón, é simples, mas interessante conhece-lo pela sua importância histórica. Fomos em seguida ao cemitério atrás do parque onde encontra-se a Floralis Genérica. Passamos ao lado da Faculdade de Direito e logo já a avistamos. Me surpreendi, confesso, com seu tamanho. Enorme!! De lá, nossa intenção era chegar ao Rosedal, fomos até a metade do caminho, quando a canseira dos dias anteriores cobrou sua conta e desistimos. Fica para uma próxima! Tenho certeza que um dia retornaremos! Mesmo assim voltamos a pé, passamos pelo bairro Palermo, bem bonito e só fomos almoçar no centro. Restaurante mais estranho e cafona que já entrei, mas a fome falou mais alto e já passavam das 16h.. Total caminhado neste dia, 15km. Não foi trekking, mas quase que a mesma coisa.. rsrs
A noite no hostel, fomos tomar mais uma gelada e conhecemos uma turminha do Ceará, daí foi chegando mais gente, uma garota da Finlândia, um Inglês falante, argentinos, e foi uma torre de Babel bem divertida.

    Dia 17:
Dia de conhecer La Bombonera!!! Mas antes, fomos atrás do famoso banco de praça onde se encontra a ilustre moradora de Buenos Aires, Mafalda. Minha esposa tirou 400 fotos e pedimos um Uber para o Bairro La Boca. Rapidinho chegamos e ficou baratinho. Dessa vez não aguentaríamos ir caminhando. Canseira bateu forte. Chegamos no Caminito, várias fotos no famoso prédio, passeamos por uma linda galeria que não me lembro o nome, fugimos do pessoal que pede pra tirar fotos, como sugerido aqui, porque dinheiro já estava no fim e não estava disposto a pagar por fotos.. Seguimos em direção ao Estádio La bombonera. Gosto de futebol, embora não seja fanático. Mas, a sensação de estar de frente a um dos mais famosos estádios do mundo e indescritível. Entramos e compramos o tour mais barato, já dava acesso ao museu e as arquibancadas, para nós já estava de bom tamanho. Fantástico estar ao lado do campo e poder entrar nesse estádio. Confesso que foi das coisas que mais me marcaram em Buenos Aires. Em seguida, voltamos ao Caminito e passamos horas comprando lembrancinhas para família, colegas de trabalho, etc. Voltamos ao hostel e organizamos a mala, foi nosso último dia. 

•    Dia 18:
Nosso transfer chegou pontualmente as 3h da manhã, seguimos para o Aeroparque. Buenos Aires – São Paulo, São Paulo – Paulínia, pegamos o carro e seguimos para Caldas, sul de Minas Gerais matar as saudades dos dogs e da família.

Pra quem quiser trocar idéia e/ou tirar dúvidas, estou á disposição! Espero contribuir assim como vários aqui contribuíram para que realizássemos esse sonho; confesso que hoje, passados 40 dias da viagem, já estou em abstinência da Patagônia! Preciso voltar!!!! rs
 

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  • Eduardo Melo Ferreira changed the title to Ushuaia, El Calafate, El Chaltén e Buenos Aires - 11 a 28 de setembro, 2018
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Muito bom cara, relembrei minha trip lendo teu relato. Fizemos o mesmo roteiro. Que pena q vc nao pegou um tempo favoravel em Chalten...Eu fiquei 5 dias lá e o tempo ficou ruim nos 2 ultimos mas eu tive sorte de aproveitar bastante os 3 primeiros. Chalten é realmente a cereja do bolo😍

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@Rezzende Pois é.. foram raros os momentos de céu limpo. E a cada fração de tempo que ele abria, meu, que coisa linda o Fitz Roy. Vou ter que voltar lá. 
Nos baseamos muito no seu relato para fazer nossa viagem! Só não fizemos a pinguinera em Ushuaia por ser inverno, caso contrário, Mineiros como também somos, teríamos que dar um "canga leitão" num pinguim também!! hahaha
Obrigado pela ajuda!! 

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    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itinerário: Buenos Aires (Argentina) → Puerto Madryn (Argentina)→ Rio Gallegos (Argentina) → Punta Arenas (Chile) → Ushuaia (Argentina) → Puerto Natales (Chile) → El Calafate (Argentina) → Comodoro Rivadavia (Argentina) → San Carlos de Bariloche (Argentina).
      Período: 10/03/2001 a 01/04/2001
      10-12: Buenos Aires
      13-15: Puerto Madryn
      16: Rio Gallegos
      16-18: Punta Arenas
      18-21: Ushuaia
      21-23: Puerto Natales
      23-25: El Calafate
      26: Comodoro Rivadavia
      27-29: Bariloche
      30: Buenos Aires
      01/04: SP-Rodoviária do Tietê
      Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM.
      Volta: Ônibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a São Paulo (Rodoviária do Tietê), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodoviária de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 dólares na época) pelo trecho de Buenos Aires a São Paulo,
      Considerações Gerais:
      Não pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informações que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomodações, meios de transporte e informações adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta época eu ainda não registrava detalhadamente as informações, então albergues, pousadas, pensões, hotéis e meios de transporte poderão não ter informações detalhadas, mas procurarei citar as informações de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia possível a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os preços que eu citar serão somente para referência e análise da relação entre eles, pois já devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informações Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na região mais ao sul. As temperaturas na região de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razoáveis, chegando até perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero à noite. O vento foi muito forte em toda a Patagônia, o que tornava a sensação térmica ainda menor. Na região perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo várias situações diferentes durante o dia.
      A população de uma maneira geral foi muito cordial e gentil 👍. Disseram-me que poderia não ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma única exceção numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido.
      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e construções interessantes nas cidades e por áreas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros   .
      Pude ver também vários animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e leões marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de ônibus na Argentina estavam incluídas no preço pago as refeições (almoço e jantar) 👍.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no sábado 10/03/2001. A saída do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: “há muito o que ver, Buenos Aires não é feia como São Paulo” ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego há tempos, após se formar e não conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almoço e me receberam muito bem no aeroporto 👍. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um ônibus que me deixaria na Praça San Martín. Peguei e de lá, após obter informações sobre onde me hospedar, fui andando até a região da Recoleta.
      Para as atrações de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemitério que me chamou a atenção pelas estátuas. Resolvi entrar e lá fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos túmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, até internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemitério, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero à noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e até falaram palavras em português comigo 👍.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japonês e os parques da região do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japonês fazia jus ao nome, com várias estruturas nipônicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almoço e no início da tarde peguei um ônibus para Puerto Madryn, já na Patagônia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no início da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante 👍. Recebemos jantar incluído no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era possível fazer excursão à Península Valdez ainda naquele dia. Achei uma agência de turismo que dava desconto para hóspedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor opção. Acabei comprando com eles o passeio pela Península. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marcação de 3 e lançou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atrações de Puerto Madryn e da Península Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as formações rochosas e a natureza como um todo.
      Saímos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da região basca, uma inglesa, um suíço, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era tão extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. Não vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atrás de mim. Numa outra ocasião vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse tão rápido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos também a paisagem patagônica, desértica, com vários guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patagônia, dos possíveis aproveitamentos econômicos, da população, de Buenos Aires e da situação da Argentina como um todo. No fim, quando estávamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia já acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observá-los bem. Acho que foi um erro, pois devo tê-los deixado nervosos. Na hora não avaliei isso bem. Mas não houve nenhuma reação de ataque ou surto visível, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e não mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e leões marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei não vendo a placa que dizia que alguns locais não eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei à entrada principal, o responsável disse que eu não poderia ter passado por uma área de que vim, perguntando-me se não tinha visto a placa na estrada ou não tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora não havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela não me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, já em tom bem mais alto 😠. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informações sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham aparência interessante, diferente, parecendo até de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, já perto do pôr do sol, voltei a pé. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um ônibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais desérticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, criações de ovelhas e fazendas com fileiras de álamos próximos às casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patagônia. Cheguei lá na 6.a feira 16/03 pela manhã. Estava bem mais frio 🥶, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente pública local, que me explicou sobre a região, os pontos a conhecer e me falou sobre as precauções a tomar com o frio. Dei um passeio pelo centro da cidade e fui a uma agência de turismo perguntar sobre os possíveis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulcão, achei muito caro e distante. Resolvi então contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela 👍.
      Para as atrações de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no próprio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era inviável, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas não faziam diretamente. Saí no início da tarde e cheguei na parte final da tarde. No ônibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de São Paulo, ele fez um ar de admiração e falou “uma cidade muito perigosa”. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse São Paulo . No caminho paramos para fazer a saída da Argentina e entrada no Chile. No escritório havia um mapa bem amplo da região e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda saí para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de informática e lhes perguntei sobre como eram as condições de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse “Metió sus patitas en el barro.” ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. À noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho 👍. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensação térmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus 🥶.
      Para as atrações de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No sábado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalhães, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edifícios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando lá em cima, o vento era tão forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. Aí andei os metros finais agachado, diminuindo minha superfície e, portanto, a força que o vento exercia sobre mim . Caminhei até a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva também , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presença de castores, embora não tenha visto nenhum, suas árvores típicas da região e a vista ampla da região, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com média intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou . Uma amostra de como o tempo muda rápido nesta região. A noite voltou a fazer muito frio novamente 🥶, que era mais sentido devido ao vento muito forte.  Se bem me lembro, foi aqui que minhas mãos começaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era difícil até esfregá-las. Eu não levei luvas. Tentei colocá-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser difícil ficar numa situação destas como ocorre com os montanhistas em situações inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos não havia transporte direto. Peguei um ônibus até Puerto Porvenir, já na Terra do Fogo. Para chegar lá precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalhães. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a água estava muito fria e não me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . Vários delfins (eu acho) 🐬 acompanharam o barco. Quando chegamos lá acho que houve algum problema de um dos veículos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia vários americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia também uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bolívia. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem também me pareceram belas. Chegamos à noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolarização, os hotéis regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos .
      Para as atrações de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui até o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manhã e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A moça não me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalhães, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de água, montanhas, árvores e vegetação típicas etc . Fiquei lá o dia inteiro. Encontrei um japonês no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Saí no pôr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus tênis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei à noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um ônibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. Não me recordo bem se cheguei a ir até Punta Arenas (acho que não) ou se parei num ponto intermediário (acho que é mais provável). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Saí para dar uma volta na cidade, antes do pôr do sol.
      Para as atrações de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui até o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um ônibus de turismo que ia até a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram vários horários de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegetação nativa. Paramos num espelho d’água formado por um lago com montanhas ao redor, como eu só tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em direção às torres. Achei toda a paisagem espetacular . Até bebi água em um riacho, mas a temperatura da água era muito baixa. Tive algum tipo de torção ou mau jeito no joelho, pois devido ao horário de volta do último ônibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois geólogos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petróleo. Eles me deram carona até a entrada e afastaram qualquer risco de perder o último ônibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o penúltimo. Estavam fazendo pesquisas devido à similaridade daquela região com o fundo do mar, onde se explora petróleo. Falaram que era o primeiro local turístico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui até uma caverna com registros pré-históricos que era próxima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pré-históricos e o Milodon, um animal extinto há muito tempo 👍. Se bem me lembro fui e voltei de ônibus. No meio da tarde peguei um ônibus para El Calafate. Cheguei no início da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atrações de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No sábado 24/3 peguei uma excursão para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manhã combinei a excursão com uma agência e fomos num micro-ônibus. A guia sugeriu que tapássemos os olhos no caminho e só abríssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos até certo ponto, para vê-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que não se ia mais de barco até perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. Não sei como está atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui até o último degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em vídeos. Na época não tão comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ☕.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era próximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora já estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu tênis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu tênis, comigo pagando, e a mãe, ouvindo, disse “Eu não te avisei” . Achei que a moça não gostou muito da ideia, pois daria um trabalhão e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo 👍. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros 🐕 começaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles começaram a me acompanhar. No começo não me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente não sabiam andar nas ruas e já estávamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espantá-los, mas não havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela questão. Ele riu da minha dúvida e disse que não sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu não podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. Aí, com enorme dor no coração, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles não entenderam e continuaram atrás, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. Aí resolvi atraí-los para fora da rua, peguei uma pedra não muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o mínimo impacto possível. Nunca vou esquecer a fisionomia de decepção dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma 😢. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o preço foi alto.
      À noite peguei um ônibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princípio e o meio da manhã. Considerando o tempo que eu tinha disponível e as atrações a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um ônibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atrações de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petróleo, as informações sobre as Malvinas e a guerra, as construções na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escritório de turismo municipal perguntar por sugestões de pontos a visitar. Além da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se não seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia eólica (naquela época nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que não tinha outras atrações e era deserto, o que poderia me deixar à mercê de algum acidente ou problema nas pernas ou pés. Resolvi então seguir a sugestão e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, porém cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho 👍. Antes tinha ido ao Museu do Petróleo, que achei bastante interessante 👍. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposição sobre as Malvinas, com informações sobre a guerra, que achei bastante interessantes também, apenas pontuando que era a visão argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a ótica argentina. Dei também um passeio pela cidade, sua catedral, seus edifícios históricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o ônibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na região de Bariloche que tinham pouca população, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, após saber que eu era brasileiro, o jovem comissário do ônibus perguntou-me “Pelé ou Maradona?” ⚽. Respondi que Pelé tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pelé tinha sido 5 vezes campeão do mundo e Maradona só 1 etc. Ele retrucou para mim que Pelé jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para não causar confusões, falei então “Cada um no seu tempo”, que é algo em que creio e que acho que apaziguou os ânimos .
      Cheguei no início da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magnífica , principalmente na região de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, além das paisagens com vegetação natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informações e sugestões de passeios 👍.
      Para as atrações de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campanário e os locais naturais e típicos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campanário. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse ameaçar a segurança, apenas causando maior necessidade de esforço físico e fazendo sujar os calçados e as roupas. A vista lá de cima foi uma das mais belas que já vi  , englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve também a Colônia Suíça, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 à tarde fui pegar um ônibus para Buenos Aires e posteriormente a São Paulo. Optei pelo ônibus porque o preço da passagem aérea só de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ninguém aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. Aí comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez não sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e não conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situação irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o ônibus por volta de 17h. A viagem até Buenos Aires novamente teve belas paisagens 👍, mas não tão espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando lá na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para São Paulo pela Viação Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Polícia Federal olhou-me com cara feia, após carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que não precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, já não havia mais refeições incluídas no preço da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e sul de São Paulo apresentou paisagens que achei magníficas . Fomos pelo interior e passamos por cânions, campos, amplas áreas com vegetação nativa, montanhas etc. No sábado 31/3 almoçamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e não peguei carne. Num dado momento, o moço que servia o rodízio veio oferecer-me gentilmente linguiça calabresa. Eu disse que não tinha comprado o rodízio, mas ele disse que era cortesia. Falei então que não comia carne e vi sua cara de decepção. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela época, imagino que vegetarianos deveriam ser raríssimos. A viagem foi cansativa 😫, as pernas, os glúteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em São Paulo perto de 5h da manhã do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
    • Por Matheus Verdan
      O vídeo acima explica quais são exatamente, todos os documentos necessários para entrar na Argentina com seu automóvel.
      Algumas informações e duvidas de muitas pessoas como:
      - Posso viajar com o automóvel financiado?
      - Qual seguro preciso ter para entrar na Argentina?
      - É exigido alguma vacina para entrar na Argentina?
      As perguntas acima são algumas de muitas outras que você não terá mais duvida depois de ver esse vídeo.
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      Direção Nacional de Imigração:
      Dirección: Av. Antártida Argentina, 1355, Ciudad de Buenos Aires
      Código postal: C1104ACA
      Teléfono: 54 (011) 4317-0234
      Correo electrónico: [email protected]
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      Contatos importantes
      Em caso de emergência, recomenda-se que o brasileiro disque o número 107, serviço de pronto-socorro municipal que pode enviar uma ambulância ao seu domicílio ou hotel. Brasileiros que passem mal em Ezeiza, entretanto, ou fora da cidade de Buenos Aires, devem chamar o Serviço de Emergência da Província de Buenos Aires, pelo telefone 911.
      Os dados dos serviços de utilidade pública da Argentina são:        
      Ambulâncias: 107       
      Bombeiros: 100          
      Defesa Civil (emergências): 103        
      Policia Federal: 101/911        
      Aeroportos: 5480-6111          
      Buetur (assistência ao turista): 0800 999 283887     
      Auxílio à lista: 110     
      Hora certa: 113
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      Links uteis:
      OS LINKS ESTÃO NO PRIMEIRO COMENTÁRIO DO VÍDEO.
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      Se quiser qualquer informação sobre a viagem, será um prazer ajudar.
      Para acompanhar todas as fotos dessa trip espetacular entre no meu instagram: 
      @mathverdan 
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    • Por RafaelOS
      Olá pessoal!! 
       
      Tenho um grande sonho pela Patagônia tanto chilena quanto Argentina e sonho em conhecer Ushuaia, porém não tenho noção de valores, não me importo com hotéis  chiques, gostaria de saber se com 3mil reais é possível conhecer esse lugar por pelo menos 1 semana? 
    • Por guilhermefsoares
      Boa tarde pessoal!
      Tô com uma dúvida cruel: minha esposa trabalha embarcada internacionalmente atualmente e com as restrições de entrada de brasileiros nos países estamos receosos de que ela possa perder as oportunidades por causa desse bloqueio. Estamos cogitando em passar um tempo na Argentina pra evitar que isso aconteça mas, ainda com uma política de vacinação melhor que a nossa, vi que tem os bloqueios por lá também. Gostaria de saber o que vocês acham disso. A gente fica por aqui mesmo, vai pra Argentina, pois não estou vendo melhoras na situação atual e temos muito a perder se tomarmos as decisões errada.
       
      Agradeço já a atenção que vocês disponibilizaram.
      Abraços.
       
      Guilherme.
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