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Cicloviagem de Buenos Aires para o Chile

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Alguém planejando uma viagem de bicicleta de Buenos Aires para o Chile querendo parceria (Durante o mês de Novembro)? De preferência para dormir acampando ou em hostels, mas de preferência em barraca de camping.

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    • Por LuisD
      Oi, pessoal.  Fui participar de um congresso profissional em Las Vegas e aproveitei para fazer dois pedais bem bacanas numa área de preservação chamada Red Rock Canyon.   Vale a pena para quem estiver por Vegas e quiser fazer uma trilha de MTB de verdade.   O relato completo está aqui.   https://eueamagrela.wordpress.com/2019/06/09/pedalando-em-las-vegas/          
    • Por Tadeu Pereira
      Salve Salve Mochileiros! 
      Segue o relato do nosso mochilão batizado de Trinca de Áries pelo litoral do Uruguai.
       
      1º Dia: Partida - 26/12/17 - 19h30min - São Paulo x Porto Alegre - Empresa de Ônibus Penha - R$226,65
          Partimos de São Paulo Capital do Terminal Rodoviário do Tietê às 19h30min do dia 26 de Dezembro de 2017 em direção ao sul do país para cruzarmos a fronteira do Brasil com Uruguay. Depois de uma chegada conturbada ao terminal do Tietê conseguimos embarcar sendo os últimos a entrar no ônibus com um pequeno atraso rs. A viagem seguiu tranquila com paradas de 3 em 3 horas de 25 a 30 minutos. Chegamos em Porto Alegre às 16h00. 
       
      2º Dia: 27/12/2017 - 23h00 - Porto Alegre x Chui - Empresa de Ônibus Planalto - R$145,45 - Guarda volumes R$8,00 - Banho R$15,00 
          Chegando na capital gaúcha na Estação Rodoviária Central fomos logo comprar as passagens com a empresa Planalto para o Chui. Passagens compradas encontramos um guarda volumes no terminal para guardar nossas mochilas por R$8,00 pois iriamos embarcar somente às 23h00 para o Chui. Decidimos andar um pouco pelos arredores da rodoviária, andamos por algumas praças visitamos o Mercado Público e logo fomos procurar as margens daquele imenso rio que cortava a cidade toda. E encontramos!                                                                                                                                                   

       
        
           Depois de andar um bocado pela cidade, comer e tomar a cerveja Polar famosa no sul, fomos para as margens das águas do rio Guaíba e encontramos um dos mais belos por do sol do mochilão, ficamos algumas horas contemplando aquele momento.
       

       
           Após esse espetáculo da natureza gaúcha retornamos para o terminal rodoviário para pegar as mochilas no guarda volumes e tomar um belo e merecido banho que encontramos no terminal rodoviário custando R$15,00 Reais por 8 minutos de banho quente. E acreditem, o tempo dá e ainda sobra rs! Banho tomado, celulares recarregados, barriga cheia é pé na areia, fomos para a plataforma de embarque aguardar o ônibus do nosso próximo destino, o Chui. 
       
      3º Dia: 28/12/2017 - 9h30min - Chui x Punta Del Diablo - Empresa de Ônibus Rutas Del Sol - $97,00 Pesos - Câmbio 8.30 - Taxi $150 Pesos - Camping $140 Pesos - Glamping $160 Pesos 
          Desembarcamos no Chui por volta das 7h00 da manhã, a cidade ainda estava acordando e não havia muitas pessoas pelas ruas. Fomos a procura das passagens para Punta del Diablo com a empresa Rutas del Sol, mas antes teríamos que atravessar a fronteira rs. Andamos algumas quadras e chegamos nas avenidas Uruguay e Brasil sendo ali a fronteira Brasil e Uruguai onde atravessamos caminhando. Pronto agora estamos no Chuy com Y mesmo ahuahuah.  Encontramos o guichê da Rutas del Sol e compramos nossas passagens por $97,00 Pesos para às 9h30min horário do Uruguai, pois não existe horário de verão como no Brasil, basta atravessar a fronteira que o horário altera, então lembre-se disso. Tomamos um ótimo café da manhã em um hotel restaurante chamado Nuevo Hotel Plaza localizado na Rua Arachanes, na mesma praça que se embarca pra Punta del Diablo. Pagamos R$20,00 Reais e comemos e bebemos à vontade depois fumamos nosso primeiro baseado em terras legalizadas ahahaha e o próximo passo seria fazer o cambio da moeda local, encontramos varias casas de cambio por ali mesmo nos arredores. Conseguimos uma cotação de 8.30 e trocamos R$250,00 Reais pois os próximos destinos não teriam casas de cambio. Embarcamos atrasados novamente, mas dessa vez pela confusão de horário que fizemos devido o horário de verão no Brasil e no Uruguay não ter. 
           Saindo do Chuy após uns 20 minutos o ônibus irá fazer uma parada na ADUANA (Administración de Aduanas de Chuy) que é responsável pela fiscalização e imigração de fronteira. Como a empresa de ônibus é uruguaia o motorista irá gritar "imigracion" mas se não houver ninguém para firmar a entrada no pais ou seja os turistas, o ônibus seguira em frente. Foi exatamente o que aconteceu com o nosso ônibus, como ninguém quis firmar a entrada no país o motorista seguiu viagem sem ninguém ao menos precisar descer do ônibus. A dica é: exija sempre sua entrada no país que estiver indo na América do sul, nós não fizemos isso como todos no ônibus e pagamos por isso na volta, mas contarei essa situação mais a frente. 
       
                                   
       
           Chegamos por volta das 11h00 em Punta del Diablo, o dia estava nublado um pouco fechado porém ainda assim não tirou a magia do lugar. Logo que desembarcamos fomos em uma barraquinha que tinha uma simpática senhora que vendia tortas de algas, compramos algumas pegamos um táxi pagamos $150 Pesos e fomos direto para o camping FLOR DE PEZ. Um pouco afastado do centrinho e do mar de Punta del Diablo o camping fica na Rua Nº1 e é muito aconchegante, limpo, com wifi, com opção de glamping $160 Pesos o dia e camping $140 Pesos o dia, com ótimos banheiros e chuveiro quente. 
             
                                   
       
           Acampamento montado fomos conhecer as praias de Punta del Diablo. Descendo a rua do camping com uma caminhada de 10 minutinhos e chegamos a Playa del Rivero. De fácil acesso, praia movimentada, embora estivesse um pouco vazia este dia devido ao tempo nublado, mas logo surgiu um sol lindo e a praia lotou de turistas. Compramos os famosos bolinhos de algas que são vendidos nas praias mesmo. Eles lembram um bolinho de arroz ou um tempurá rs, mas são muito bons, recomendo que comprem os da praia e não direto dos quiosques, pois os da praia são mais baratos, pagamos $100 Pesos por umas 15 unidades e são muito bons. Ficamos perambulando pelos arredores e fomos conhecer o mercado das Pulgas no centrinho da cidade, mais a noite a vida noturna da cidade é bem movimentada. Existem diversos bares, barracas de artesanato, comidas, lojinhas e diversos artistas. Comemos o famoso Chivito com fritas por $300 Pesos e brindamos nosso primeira praia em terras uruguaias com a deliciosa cerveja Patricia pagando em torno de $100 Pesos. Voltamos para o camping para um bom e merecido descanso. ZZZzzzzZzzZzzz...
       
                                          
       
         
       
       
       
       
       
       
       
       
       
           
           Energias recarregadas bora conhecer outros lugares, fomos para Playa de los Pescadores e logo a frente o Monumento do General Artigas e vimos de longe a Playa de la Viuda que fica um pouco afastada. No Monumento do General Artigas conhecemos um casal de Blumenau que estavam indo para o nosso próximo destino, Valizas. Eles gentilmente ofereceram uma carona para nós, o que poupou o valor do transporte, combinamos de encontrar umas 16h30min. Fizemos nossas mochilas, erguemos acampamento, despedimos da galera do camping e fomos nos encontrar com casal de Blumenau para seguirmos para Valizas.  
       
        
       
      5º Dia: 29/12/2017 - 17h10min - Punta Del Diablo x Valizas - Carona R$0,00 - Camping $350 Pesos - Cuia, bombicha e garrafa térmica $118 Pesos 
           Chegamos em menos de 1h em Valizas e fomos direto ao camping LUCKY VALIZAS para tentar encontrar vagas. Encontramos um Eco camping todo estruturado, com muitos animais, ótimos banheiros com água quente, boa cozinha, ótima área de camping, quartos compartilhados, suítes e localizado a algumas quadras da praia. Fechamos 3 dias por $1050 Pesos pois iriamos precisar de três dias para conhecer Valizas e fazer a travessia para Cabo Polônio para passarmos a virada de ano. 
       
                                         
       
         
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
       
           Montamos nossas barracas novamente e saímos para conhecer as praias de Valizas. Caminhas uns 10 minutos com o sol ainda alto no céu e encontramos uma praia com uma faixa de areia extensa, com as dunas em direção a Cabo Polônio separadas por um estreito rio que quando a maré esta baixa pode se atravessar com a água nos joelhos. Decidimos ficar o resto da tarde na praia e fomos presenteados com um belo por do sol.    
       
                      
       
            Ficamos muito felizes com o camping que escolhemos, parecia q estávamos em uma fazendinha com vários animais ao nosso arredor rs, a energia do lugar era muito boa, fomos muito bem recepcionados neste belíssimo Eco camping. Quando a noite caiu fomos ao centrinho de Valizas, com algumas opções de restaurantes, bares, diversos tipos de artesanato e muitos artistas pelas ruas. Em uma rua encontramos varias apresentações feitas na rua livre pra todo mundo ver. Uma pena que chegamos bem no finalzinho das apresentações mas já dava pra notar que ali seria o nosso lugar! Entramos em uma loja das famosas cuias para se tomar chá que os Uruguaios tanto gostam. Compramos a cuia com a bomba mais a garrafa térmica por $118 Pesos, só faltava o chá que nos mercados locais achamos facilmente. 
       

       
           Acordamos no sétimo dia um pouco mais cedo pois iríamos fazer o ponto mais alto do nosso mochilão, a travessia pelas dunas e pelo mar de Valizas até Cabo Polônio. Levamos 2 mochilas com algumas cobertas, blusas de frio, lanternas, água e algo para comer. Optamos dessa forma para poupar peso durante o trekking de 4 horas. 
       
      7º Dia: 31/12/2017 - 16h00min - Valizas x Cabo Polônio - Trekking 4hs - Travessia barco $50 Pesos - Chivito $200 Pesos - Cerveja Patricia $140 Pesos - Farol $25 Pesos 
            Saímos do camping por volta das 15h00, fizemos uma boa alimentação antes, passamos bastante protetor e nos dirigimos a travessia de barco pois o mar este dia estava muito alto para atravessar a pé com as mochilas, pagamos o valor de $50 Pesos por pessoa e em 5 minutos estávamos do outro lado. A caminhada começa pelo lado direito seguindo o rio e alguns metros a  frente começamos a andar nas dunas a esquerda, um nativo nos indicou desta forma pois o caminho seria menor.
       
                                                    
       
       
       
       
       
       
       
       
           Andamos umas 2 horas e chegamos a um mirante que tem uma vista fantástica de Valizas e de todo caminho q iriamos percorrer até Cabo Polônio. Decidimos sair das dunas e caminhar pelo mar pois a terra era mais firme e não cansava tanto. O caminho pelo mar era incrível, caminhamos vendo um por do sol sensacional e já enxergando o farol de Cabo Polônio em nossa frente. Encontramos também alguns animais mortos pelo caminho, na maioria filhotes de lobos marinhos que provavelmente se separaram de seus pais e não conseguiram encontra los mais, triste porém é a natureza! Chegamos no farol por volta das 19h00 e fomos direto para colônia de lobos marinhos que existe atrás do farol. Foi lindo ver tantos lobos marinhos juntos, gritando, brigando e procurando um espaço nas pedras, ficamos emocionados e realizados por tudo aquilo que estávamos vendo. Assim que a noite veio fomos para o centrinho de Cabo Polônio, afinal de contas era o último dia do ano e tínhamos que encontrar algum local pra comer, passar a virada e dormir.  
           


                                                                                                                                   
       
           Encontramos um ótimo local que servia chivito por R$200 Pesos e cerveja Patrícia por R$140 Pesos. Energias recarregadas ficamos perambulando pelas ruazinhas de Polônio onde se encontra diversos bares, restaurantes e lojinhas com maravilhosos artesanatos. Passamos a virada por ali mesmo com aquele céu lindo cheio de estrelas, assistimos diversas queima de fogos iluminando aquela pequena vila e nos mostrando um pouquinho do que iríamos ver quando o sol nascer, pois Cabo Polônio não existe energia elétrica. Após toda festividade de ano novo nos dirigimos para praia e encontramos uma cabana de salva vidas onde nos abrigamos da fina chuva que se iniciou na madrugada. Acabamos dormindo por ali mesmo. 
           O sol nasceu  pela primeira vez em 2018 nos mostrando a verdadeira magia daquele lugar, nos deparamos com uma bela praia com um céu muito azul e um belo farol que estava fechado pelo feriado mas tinha um valor de $25 Pesos. Andamos por toda a vila e fomos novamente para a colônia de lobos marinhos atrás do farol. Uma imagem quase que de Discovery Channel hahaha. Ficamos horas contemplando aquela fantástica paisagem.
       

          
          
       
           A volta para valizas foi um pouco cansativa, saimos por volta das 14h00 e fomos somente pelo mar fazendo o percurso mais longo mas muito bonito também. Paramos poucas vezes para tomarmos água e fotografar pois teríamos que chegar a tempo de conseguir transporte para o nosso próximo destino, Montevidéu. 
       
         
       
       
           Chegamos no camping e tivemos a infelicidade de encontrar nossas roupas ensopadas dentro da barraca pois na noite da virada ocorreu um temporal no camping molhando quase todas as barracas que estavam por la. Tivemos que retirar toda roupa e colocar para secar no camping antes de partirmos. Roupas secas, mochilas prontas, levantamos acampamento e nos despedimos mais uma vez e lá fomos nós para o nosso próximo e ultimo destino, a capital do Uruguai Montevidéu.  
       
      8º Dia: 01/01/2018 - 18h00min - Valizas x Montevidéu - Empresa de Ônibus Rutas Del Sol $601,00 Pesos - Hostel $600 Pesos - Taxi $180 Pesos - Cerveja Patricia $104 Pesos - MSC - Museu da Maconha $200 Pesos - Ceda $100 Pesos - Maconha $200 Pesos a grama - Hamburguesas $200 Pesos - Câmbio 8.10
           Conseguimos um ônibus em Valizas por $601 Pesos e somente lembro de sentar na minha poltrona fechar os olhos e abrir em Montevidéu pois o cansaço da travessia de 22km de ida e volta entre Valizas a Cabo Polônio naquela hora deu sinais de que iria nos derrubar. Já no Terminal Rodoviário Tres Cruces por volta das 23h00 decidimos pegar um táxi por $180 Pesos para irmos direto para o Hostel que um amigo tinha indicado, seguimos direto para o Bo! Hostel que fica na rua Canelones, 784 atrás do Teatro Solís. Fizemos o check-in pagamos $600 Pesos na diária com café da manhã incluso. A galera do hostel nos recebeu muito bem, o lugar é limpo, com quartos para casais e compartilhados, banheiros limpos, com ótimo wifi, salão de jogos, um lindo terraço, ótima cozinha e uma galera muito legal que nos deixou bem à vontade. 
       
           
        
                 
       
                Andamos quase toda capital a pé e com transporte público que é bem barato, conhecemos o Teatro Solís, a Plaza Independencia, o Mercado del Puerto, caminhamos alguns quilômetros pelas maravilhosas Ramblas onde fomos presenteados por paisagens que são de encher os olhos de lágrimas. O por do sol visto da Rambla é sensacional e emocionante. Foram momentos únicos de contemplação que fazem você refletir sobre diversas coisas na sua vida. Chegando nos dias finais do nosso mochilão, um de nós como previsto iria partir para São Paulo no dia seguinte. Saímos do hostel a tarde e fomos acompanhar nossa amiga e parceira de mochilão até o terminal Tres Cruces para retornar a São Paulo. Aproveitando que estávamos no terminal novamente fizemos o cambio por ali mesmo, vale a pena dar uma pesquisada em algumas casas de câmbio que tem do lado de fora do terminal também pois você pode encontrar melhores taxas de câmbios. Tarefas cumpridas, fomos atrás da famosa maconha do Uruguay e encontramos pelo valor de $200 Pesos a grama valendo muito a pena pois é de alta qualidade e pura, já a ceda achamos um pouco cara, um pacote de ceda compramos por de $100 pesos, em torno de R$15,00 Reais.     
       
          
          

          
        

       
            No dia seguinte fomos ao Museu da Maconha de Montevidéu - MCM que fica na rua Durazno, 1784. O museu conta toda história da maconha no mundo desde o começo até os dias de hoje e conta também o processo de legalização no Uruguay. Pagamos $200 Pesos para entrar e ficamos um bom tempo la com os funcionários já que fomos os últimos a entrar no museu.
            A vida noturna em Montevidéu rola diversos bares e pubs, encontramos um que se chama Rock es la Cultura localizado na rua Sorlano, 952. O Pub é totalmente voltado para o rock com fotos de bandas por toda parte, televisões passando clipes e shows e um palco para bandas se apresentarem, o que não aconteceu aquele dia. Tomamos um ótimo vinho, ouvimos uma boa música e comemos uma pizza bastante saborosa e retornamos ao hostel.
          Compramos diversas tipo de alimentos em free shops que ficam espalhados pela cidade, um deles chamado Devotos Express encontramos ótimos preços para alimentos, bebidas, alfajores, doces de leite entre outras coisas, vale muito a pena comprar nestes lugares. Comemos também as famosas Hamburguesas por $200 Pesos pedindo pelo telefone no próprio hostel e ainda vem com várias batatas fritas e bem rápido a entrega, uma ótima e barata opção pra matar a fome. 
       
          
        
       
           No penúltimo dia em Montevidéu fui até ao terminal garantir as passagens para São Paulo. La no guichê descobri que quando entramos no país deveríamos ter firmado a entrada na ADUANA (Administración de Aduanas de Chuy), sendo assim não conseguiríamos pegar um ônibus direto para São Paulo pois na ADUANA na volta iriam solicitar a entrada e como não tínhamos firmado seria cobrado uma multa de $2.800 Pesos. Por causa desta falta de informação decidi pegar um ônibus de Montevidéu para o Chuy e fazer a rota que eu fiz para entrar no país sendo aconselhado pela atendente da empresa de ônibus pois seria a melhor forma de voltar ao Brasil sem ter que pagar a multa. Então quando passarem pela Aduana lembrem se de solicitar a entrada no país pois na voltar se não estiver com a entrada será cobrado multa. 
           Acordamos arrumamos nossas mochilas, fizemos o check-out no Bo! Hostel e fomos para o terminal de táxi para nos despedirmos, pois iríamos para lugares diferentes. Eu tinha que seguir para o Chuy e minha companheira de mochilão junto com seu novo companheiro alemão iriam para Santa Tereza. Nos despedimos e eles embarcaram primeiro, uma hora depois foi a minha vez de embarcar. Hasta luego Uruguay! 
       
        
           
      13º Dia: 06/01/2018 - 14h30min - Montevidéu x Chuy - Empresa de Ônibus Rutas Del Sol $701,00 Pesos - Hostel R$50 Reais - Churri R$8,00 - Cerveja Glacial R$5,00 
           Chegando no Chuy por volta das 19h30min recebi a informação que não havia mais passagens para São Paulo e nem para Porto Alegre para aquele dia, então comprei uma passagem para Pelotas-RS para o outro dia de manhã para não ter que ficar muito tempo no Chuy. Conheci um colombiano na mesma situação que a minha mas que iria ficar em Florianópolis, nos unimos para procurar um hostel barato para passar a noite até o embarque de manhã. Conseguimos depois de algumas tentativas encontrar um hostel barato, fomos orientados a procurar pelo Poseidon Hostel que fica na rua Chile, 1131 no lado do Brasil. Fomos recepcionados pela dona do local com muita simpatia e cordialidade. Fizemos o check-in por R$50,00 Reais para passarmos a noite em um quarto compartilhado. Tomamos um bom banho e fomos ao lado Uruguaio comer alguma coisa pois estávamos mortos de fome. Encontramos um Senhor que vendia churri, um tipo de sanduiche rercheado com linguiça, vinagrete e com um pouco de pimenta tostado em um tipo de churrasqueira, pedi um churri por R$8,00 Reais e uma cerveja Glacial latão por R$5,00 Reais.
       
        
        
       
           Acordamos por volta de 7h00 e fomos para o terminal de ônibus para embarcar para Pelotas, no caminho vimos que duas argentinas que estavam no mesmo hostel que nós iriam para Pelotas e depois para Florianópolis também como o colombiano. Bastou um pouco de conversa e estávamos todos unidos para o mesmo destino, Pelotas. 
       
      14º Dia: 07/01/2018 - 9h00 - Chuy x Pelotas - Empresa de Ônibus Expresso Embaixador R$61,00 Reais
           Desembarcamos em Pelotas por volta das 13h00, como meu próximo destino era Curitiba e o horário que consegui passagem era para 18h30min ficamos aguardando debaixo de uma bela árvore na rodoviária jogando conversa fora até dar nosso horário. 
       
      14º Dia: 07/01/2018 - 18h30min - Pelotas x Curitiba - Empresa de Ônibus Penha R$226,46 Reais
           Saímos de Pelotas as 18h30min e no meio do trajeto por volta das 05h00 de uma manhã com muita chuva em Florianópolis me despedi dos três amigos que desembarcariam na ilha da magia. Até Curitiba ainda restavam algumas longas horas.
       
      15º Dia: 09/01/2018 - 14h00 - Curitiba x São Paulo - Empresa de Ônibus Cometa R$118,00 Reais
           Por volta de 13h00 desembarquei em Curitiba e fui direto ao guichê da Viação Cometa garantir minha passagem o mais rápido possível para São Paulo. Consegui para às 14h00 do mesmo dia. Comi alguma coisa no terminal rodoviário e embarquei para o destino final do mochilão chegando por volta das 21h30min do dia 9 de Janeiro de 2018 onde se encerra meu primeiro mochilão pelo Uruguay. 
       
      Gastos totais: R$1.662,56
       
       
      Muchas Gracias!

       
       
    • Por Gabriel Santus
      "Vou mostrando como sou e vou sendo como posso. Jogando meu corpo no mundo, andando por todos os cantos. E pela lei natural dos encontros, eu deixo e recebo um tanto. E passo aos olhos nus ou vestidos de lunetas." - (Novos Baianos)
       
      Um novo olhar sobre o Mundo.
       
      Olá viajantes,
       
      Compartilharei com vocês meu mochilão que deu início em Dez/18. Irei compartilhar um pouco de como me organizei nos aproximadamente 45 dias antes do início da Trip, bem como, eu defini "roteiros", datas e claro, financeiramente a jornada. Já li diversos relatos, muitos serviram de inspiração, e um 'algo' que sempre tive em mente é fazer um mochilão roots - até também porque, no meu caso, a grana é curta.
       
      Pois bem, no final de Outubro de 2018 eu estava completamente saturado  (como a maioria dos Brasileiros, penso.) Sempre busquei acampar e estar em contato com a natureza, afinal, faz longos 13 anos que sou escoteiro. E sempre a mesma coisa: "Eu saía total do clima tenso da cidade e do trabalho, passava dias perfeitos acampando e quando voltava, em menos de 1 dia na cidade já me saturava novamente." Após ler diversos relatos e de me senti, de certa forma, "preso" neste ciclo, decidi que realizaria um mochilão, sem data de retorno, sem destino final, somente uma bela ida e vivida pelo o tempo que for. Um dia, um semana, um mês, quiçá, em ano? Estava ansioso para descobrir.
       
      Por onde começar? - Questionei nas primeiras horas. - Até que comecei a levantar uma lista de possíveis lugares da América do sul e passei a linkar rotas, ver preços de deslocamentos, me joguei de cabeça na cultura Latino-americana. Foi aí que reparei como tudo hoje em dia é demasiadamente comercial, principalmente os valores. - Não posso procurar como se fosse um turista querendo férias, afinal, não sou um turista querendo férias. - Então a partir deste instante passei de fato a me portar e pensar como um Mochileiro. Passei a pesquisar as rotas de carona, pensar em acampar em qualquer lugar, maneiras de "salvar' dinheiro e como viajar sem grana. Resultado, Primeira semana de Novembro e eu já tinha todo um pré-roteiro definido: Sair do Brasil por foz, adentrar a Ruta 12 no início, caronar até chegar na Ruta 14, a rota que leva até Buenos Aires, tentaria levantar uma grana em Buenos Aires e continuar seguindo para o Sul sentido Patagonia, pois afinal, para voltar é só ir sentido Norte, subir pelo o Chile, cortando todo o País e continuar, Peru, Bolívia, Colômbia e por onde mais tiver de ser. Exatamente esse era meu ‘Pré-roteiro’ e confesso que não teve grandes alterações, pois ir caronando proporciona viver o local e a cultura, conhecer entre uma cidade e outra as histórias que há, bem como as belezas além - escondida do turismo comercial - e claro, salvar o máximo de dinheiro.
       
      Irei detalhar mais para vocês meu roteiro e planejamentos, principalmente a parte financeira, antes gostaria de deixar aqui um lembrete: 'Essa tem sido minha experiência na Trip e há diversas maneiras de mochilar, isso não diminui ou engrandece nenhum mochileiro. Somos da mesma família, portanto, iguais. Acredito que cada um viaja como pode e como o satisfaz, afinal, viajar é se conectar com pessoas e lugares, é viver experiências únicas e incríveis, além de fazer do viajante cada vez mais, um cidadão do Mundo, rompendo fronteiras, preconceitos e expandindo nossos ser.
      Respeito e Gratidão para todos Vocês!
       
      Dito isso. Valores! No pouco tempo que me restava até Dezembro, capitalizei para levar cerca de 1,2k. Sim, isso mesmo, Somente R$1.200,00. Não incluso nesse valor, eu gastei cerca de R$260,00 com uma passagem de ônibus da linha 'São Paulo - Foz do Iguaçu' e cerca de R$150,00 em Equipamentos que vou listar para vocês. Ou seja, sai do país com apenas R$1.200,00 e tive um custo total de R$1.610,00.
       
      Segunda semana de Novembro e eu ainda estava trabalhando, não havia comentado nada com ninguém, ninguém mesmo. Planejava e organizava que acabei não comentando com familiares e amigos com exceção do meu Brother de mesmo Nome, Gabriel, pois morávamos na mesma casa. Foi na última semana de novembro que sai do trabalho feliz da vida, afinal, estava agora indo terminar de arrumar a mochila e começar a viagem para me encontrar, pois é desse modo que visualizei tudo, preciso me encontrar e aqui vou, seja lá onde isso for. Após comunicar familiares e os amigos mais próximos sentia que de fato minha bagagem estava completa, com todas boas energias e incentivos, embora um ou outro tentou se opor à minha decisão, no final, nada puderam fazer e hoje gozo com felicidade.
       
      Mochila e Meus itens  
      1 Isolante Térmico
      2 Calça corta vento
      1 Calça Jeans
      1 Blusa de lã top (homemade)
      1 Blusa qualquer
      5 Camisetas
      1 Camisa
      2 Regatas
      3 Shorts
      1 Touca
      4 Meias (descobrir que pode ser pouca)
      1 Par de Luvas
      1 Par de Chinelo
      1 Par de Tênis (Um para usar fora da estrada ou trekking, tênis comum)
      1 Bota Caterpillar Preta (propaganda gratuita, mas é a bota de minha preferência e dinheiro.)
      1 Toalha
      1 Kit de higiene pessoal
      1 Kit primeiro socorros ( faixa, antialérgico, anti-inflamatório, dor de cabeça, dor muscular, gripe, anticéptico e itens para curativo)
      1 Canivete 12cm de Lamina
      1 Prato e kit de talheres para acampamento
      1 Garrafa de 1Lt para Aguá
      1 Fogareiro boca unica
      2 Lanterna
      15M de corda para camping
      2 Livros pequenos
      Meus materiais de trabalhos* ( Faço artesanato e algumas artes, vou descrever melhor no decorrer)
      Meus Trabalhos**
      1 Pen-drive com documentos, arquivos pessoais, etc.
      2 cadeados (2 mochilas)
      Tudo está dividido em 2 mochilas, sendo uma de 60 Lts + 5 e outra mochila de 15 Lts, as duas totalizavam 14 kg (atualmente até menos). Confesso que eu estava sempre com a sensação de estar esquecendo algo, mas no meu caso foi só a sensação mesmo, descobri que carreguei bagagem demais, e aos poucos me desfaço de algumas coisas deixando a mochila cada vez mais leve e apenas com o essencial. Aos poucos vou desapegando das coisas, tudo vem e tudo vai, e na maioria das vezes foi preciso algo ir para que pudesse vir um novo em seu lugar. Como um dos livros, que virou presente para uma simpática mulher enquanto conversávamos sobre literatura. Senti que ela precisava de ler, mas não tinha tempo de emprestar e pegar de volta, então eu simplesmente deixei o livro seguir seu caminho e fazer parte, agora, da história dela também. Ela nem ao menos falava português (nem eu o Espanhol) e foi numa conversa em Portunhol que tudo aconteceu, ela ficou muito feliz com o presente inesperado. Maravilhosa mulher, maravilhoso ser.
       
      Sai de São Paulo e depois de 17 horas estava em Foz do Iguaçu, a cidade é realmente linda, o Sul do Brasil é lindo, repleto de campos e montes. Fiquei por Foz mesmo pois já era quase 18:00 horas.
       
      No primeiro dia, acordei e fui para o Paraguai, lá terminei de adquirir alguns equipamentos que faltavam bem como:
      1 Cobertor Camping (nunca fui chegado à saco de dormir, choices)
      1 Tenda
      1 Isolante Térmico
      1 Cobertor Térmico  (passar frio nunca, Paulista passa é calor)
       
      DICA: Tem muita coisa que é realmente muito barato no paraguai - a grande maioria de equipamentos, eletrônicos, bebidas e roupas - Se por acaso forem mochilar e porventura o Paraguai tiver em sua rota, vale a pena comprar alguns equipamentos lá, visto que o custo é menor dá pra economizar bem. Mas claro, só digo isso se o Paraguai estiver em seu roteiro, pois a grana que poderá economizar é incrível, como no meu caso. Pois comprei todos os itens acima, uma garrafa de vodka boa e uma bag 15Lts Waterproof, com apenas R$100,00.  
       
      Aproveitei e deu uma bela andada pela cidade, no entanto Punta Del Este é uma cidade comercial e tem todo tipo de lojas e comerciantes possíveis, a mesma pessoa que te oferece 10 par de meias por R$10 também irá te oferecer drogas e armas. Pior que a 25 de Março em SP, cidade donde veio. Loucura aquele lugar.
       
      De volta a Foz ainda no primeiro dia, estive em um Hostel onde conheci uma Sul Coreana que marcou o início da viagem demonstrando ser uma pessoa incrível, com um Carioca doideira e, junto Tiago, um Brother BR (Ele merece um artigo só pra ele para contar brevemente algumas de nossas histórias roots). Passamos a noite tomando Caipirinha após um jantar Inteiramente BR, com feijão, arroz e farofa (primeira vez que a Sky Lee comia e bebia como brasileira) foi maravilhoso e ao mesmo tempo um tanto emocionante, pois aquela foi de fato minha última noite no Brasil.
       
      Segundo dia em Foz, Me levantei cedo e realizei o Check-out antes mesmo da hora. Precisava pegar a estrada o quanto antes. Peguei um ônibus para Puerto Iguazú (Na Argentina, cidade fronteira com Foz) por R$4,80 no lado de fora do terminal urbano de ônibus, esse ônibus para na imigração e aguarda enquanto você dá a entrada no país. Uma vez dentro da fronteira ele te leva até a rodoviária de Puerto Iguazu que fica logo no centro da cidade. Dei uma andada na cidade, mas já sabia que por ela eu só passaria, então fui para o outro lado da cidade onde se inicia a Ruta 12, rota onde começou as caronas. Foram 2h parado esperando carona com a plaquinha e o dedão um pouco adiante da saída de um posto da YPF, nada aconteceu, então fui andando no acostamento até que entrei na Reserva Nacional Argentina - era disso que eu estava falando - Oláaa natureza sua linda! Não foi muito tempo andando até que parei novamente e tentei a carona, cidade Wanda. Dessa vez em poucos minutos funcionou, primeira carona uhuuul. No entanto ele não iria para a cidade e me deixou mais a frente próximo à um posto policial onde disse ser mais fácil e melhor para caronar. Foi tão rápido que mal conversamos, mas agradeço novamente ao Senhor Érico! E não é que ele estava certo, menos de 10 minutos parou um caro com 2 garotos, homens jovens, e ofereceu a carona até Wanda. Foi maravilhoso a carona, e ainda iam contando histórias de como é acampar na reserva, inclusive pararam o carro na barragem da reserva para tirar foto, um deles disse: " faz 10 anos que passo por aqui sempre e nunca parei 2 minutos se quer para admirar a beleza, agora com você, é um prazer enorme fazer isso e contemplar essa beleza". Isso foi maravilhoso. Chegamos em Wanda, Gratidão total Hernan e Rafael. Wow, o dia está para acabar e não dá mais para pedir carona (por política pessoal, não pego carona de noite pois de longe é o melhor momento para isso) vou acampar na beira da estrada! Sim meu amigos, caros Viajantes. Acampei na beira da estrada, vendo a lua brilhar e ouvindo um silêncio maravilhoso que era quebrado apenas pelo som dos poucos carros que às vezes passavam, estava amando a experiência, de repente um cara, do nada, no escuro apareceu. Me deu um baita susto, mas era apenas um comerciante que viu minha chegada do outro lado da Ruta e queria saber se eu queria algo, um Mate, Chipas ou até mesmo Marijuana, pois ele teria ali. Sim, fiquei pasmo com o que ele falou e claro que ajudei o pobre comerciante, que por educação me convidou para desayunar com ele na manhã seguinte. . . Passei a noite feliz, dormir bem e acordei Pleno!
       
      Tudo isso apenas no primeiro Dia de Estrada. Nem imaginava as aventuras adiante, estava me sentindo livre, totalmente liberto das correntes do consumismo e da sociedade, estava livre dos estigmas alheios e finalmente me sentia no caminho para me encontrar, porque 1 dia na estrada nos ensina muita coisa, os dias são de fato aulas intensivas de viver.
       
      Dia seguinte, acordo na estrada, com o sol torrando a barraca logo cedo - Hora de começar o dia! - Cafe da manha com um panetone de chocolate que comprei com 15 pesos no dia anterior e não havia comido tudo. Bastante água, pois o nordeste argentino é bastante quente e úmido. Bora para estrada pois a próxima cidade é Eldorado. Foram longas horas debaixo do sol quente até conseguir. Mas valeu a pena, pois era 13h da tarde e já estava em Eldorado, foram mais de 100 Km tranquilos.
      Em Eldorado fiquei por 3 dias, fiquei na casa de um Senhorzinho que acolheu com muito carinho e foi muito hospitaleiro. Dale Sr. José, dono do cachorro Chiquitin muito fofo.
       
      A Cidade de Eldorado é maravilhosa! Uma cidade pequena, totalmente em meio à natureza (posteriormente fui saber que ela fica ainda na Reserva Nacional, e que essa se estende por muitos KM). Por volta das 18h as pessoas vão para a praça central da cidade tomar Mate e ficar de bobeira até umas 20h, ver aquela cena foi incrível, pois a cidade que até então era vazia e pacata se tornara por 2 horas uma cidade extremamente viva e movimentada. Como não tem muito o que fazer lá, os habitantes vão descontrair na praça, formando rodas de mate e deixando as crianças se divertirem. Conheci 2 Skatistas e destes não me recordo os nomes, pois foi uma conversa rápida mas muito rica, eles mostraram lugares para acampar e para ficar tranquilos na cidade, que o ponto forte deles é a natureza e calmaria. De fato, me rendeu 3 dias de pura paz. E assim passei o Natal, a data mais família do ano, Sozinho numa cidade pequena, sem a extravagância de fogos de artifícios ou um jantar farto e rico, e não senti falta disso. Foi maravilhoso sentir que eu estava finalmente entrando em sincronismo com o universo, sentindo a paz e vivendo o presente sem pensar no futuro ou passado.
       
      Estar na estrada mexeu comigo, pois até então eu sempre estive em um turbilhão de coisas e supostos deveres, no entanto, meu único dever passou a ser viver o momento. E a cada segundo uma nova descoberta, a prática da paciência e o autoconhecimento, guia a energia vital por todo o corpo, como resultado, um vigor infinito. Tudo passa a ser possível!  
       
      Okay, depois de muito meditar e renovar as forças, hora de pegar a estrada, Gratidão Eldorado por ter me tocado a alma e por me fazer amar ainda mais a vida! Passei no mercado, comprei pão, doce de leite e uma proteína, e umas coisinhas pensando em 2 dias, não gastei quase nada, foi barato. 60 pesos tudo. (irei compilar algumas dicas úteis para alimentação na estrada)
       
      Agora na estrada sentido Oberá, porém, são 300 km de Eldorado até Oberá, então decidi fazer em 2 partes, Carona até Jardim America, trocar de rota e ir para a Ruta 7 (pois um moço disse ser mais viável para carona até Oberá). Foram umas 2 horas até pegar a primeira carona, José. Novamente um moço gentil ele falava muito rápido, não pude compreender muito do que falava, mas ele tbm não me entendia, então estava tudo bem, em meio as palavras tinha sempre nossos risos e sorrisos felizes de estar sob a companhia um do outro. Em questão de uns 50 minutos estávamos em Jardim America, pequena cidade. Caminhei até a Ruta 7, fica apenas uns 100m, e novamente na frente de um posto policial em poucos minutos a segunda carona, infelizmente não foi até oberá pois o Sr. Maurício não iria até lá. No entanto fiquei em apenas 1 cidade antes de oberá e faltava apenas 40 KM, insistir em caronar ainda pela Ruta 7 e logo veio a terceira carona do dia, desta vez, até oberá. Foi com o Daniel, um brother muito doido, fumava um cigarro atrás do outro, mas era incrível conversar com ele, durante 5 anos ele mochilou pela argentina e sempre dá carona para mochileiros. contou um pouco da história dele e quando chegamos no destino ele simplesmente me deu o maço de cigarro dele. Sem mais nem menos, tentei negar, mas foi um insulto, logo aceitei e partiu acampar, passar mais uma bela noite sob as luzes das estrelas e o lindo olhar do, quase vazio, Luar. Dessa vez, na cidade de Oberá!
       
       
      Até então tudo vem sendo muito simples, aprendendo um bocado sobre as coisas, e ainda mais sobre mim. Aprendendo a lidar com a saudade e aprendendo a se reinventar, pois somos cada dia versões melhores de nós mesmo, basta acreditar e querer evoluir.


       
      Antes de continuar a compartilhar, quero falar sobre meu sentimento em meio à tantas transformações, minhas influências e contar um pouco de como foi o processo de mudança e adaptação, afinal, eu estava em meio á outra(s) cultura(s) e vale lembrar que eu adentrei sem saber o Idioma.
       
      Começarei pelo idioma, eu pensava - Português e Espanhol são línguas parecidas - e por isso basta falar devagar que vamos nos entender e assim pouco a pouco vou aprendendo o idioma e sua variações. Certo? - Completamente errado! Eles simplesmente não me entendiam! Não importa o quão devagar eu falasse e quão parecido fosse algumas palavras, eles não entendiam! Foi necessário criar ‘regras’ de lógica linguística baseada nas que eu sei de Português, para começar a pensar mais claro em Espanhol, como por exemplo prático: Palavras no Português com ‘São’  como, Comissão; Televisão; Versão; Expressão, entre outras, eu substitui por ‘Sion’, como Comisión; Television; Version; Expression. Vou ser franco, para pegar a base e começar a se virar no idioma é muito útil fazer isso, costuma funcionar, como isso não é nenhuma regra de gramática não é aplicável em 100% dos casos, mas é aplicável suficiente para poder desenvolver o idioma e expandir o vocabulário. Logo pessoas começam a corrigir e com isso, tendo humildade para receber a informação, muito aprendizado se adquire, mas é fato que sempre faço comparação com o português para fixar as diferenças, criando diversas regras doidas que acaba sendo incrivelmente funcional pela sua simplicidade. Um outro exemplo são os ditongos, a grande maioria dos ditongos em Português que tem ‘o’ em Espanhol é ‘ue’ Como: Novo - Nuevo; Porto - Puerto; Conto - Cuento, e por aí vai. Isso tem dado muito certo, pois para uma pessoa que não tinha base nenhuma em Espanhol entender completamente diálogos e poder criar conversas com nativos, é maravilhoso!
       
      A estrada é divertido! Se no dia-a-dia são haver risos e sorrisos, a vida é difícil para qualquer um. Então estar em harmonia com o espírito ajuda a mente a manter-se alegre, a melhor maneira de isso acontecer é se divertindo. Deste modo, o dia-a-dia fica ainda mais leve ainda que seja passando algum perrengue. E por falar em perrengue, todo problema tem ao menos duas boas soluções, então manter-se leve e positivo é necessário, para que tudo flua da melhor maneira possível. “Nunca entre em pânico”
       
      Vamos falar de Saudade? - Neste caso, vou dizer como aprendi a lidar com meus sentimentos - Não foi fácil, e desde quando decidir sair de mochilão evitei pensar nisso, porque sabia que uma hora eu sentiria saudade de algumas pessoas, e teria que lidar com isso. Além disso, eu deveria aprender a me conectar mais com meus sentimentos, me ouvir, me conhecer e entender o que eu sinto, ao menos, um de meus objetivos é encontrar meu lugar em mim mesmo. Então antes de começar a entender onde fica esse lugar, tive que aprender a organizar onde fica o lugar de cada saudade, Mãe, Irmã, Irmão, Amigo que é mais que Irmão e as poucas pessoas que tenho conexão. Entender que por mais que seja grande a saudade é natural e deve ser sentida, não devemos sentir saudade como se fosse algo dolorido, temos sentir com orgulho de ter essas pessoas e poder contar com o amor delas, pois a maior virtude da vida é amar e ser amado. Aprendi isso na estrada somente, pois até então eu sentia um vazio quando sentia saudade, pois era a falta de algo que eu sentia, hoje, sinto saudade e sinto um preenchimento completo, pois vejo todos os motivos maravilhosos que tenho para sentir esse sentimento tão especial.

       
      Estrada vai, estrada vou.
       
      Oberá é uma das grandes cidades do nordeste Argentino. Conta com a presença do parque nacional Oberá, tornando-a ainda mais bela. No entanto não passei muito tempo pela cidade, estava já com a plaqueta feita e novamente seria L. N. Além, uns 120 Km de Oberá.
       
      Foram longas horas debaixo de um sol escaldante, quase não havia movimento na estrada sentido a próxima cidade, pois os poucos carros que passavam e fazia algum sinal de resposta diziam que entrar-ir-iam antes. Fazia muito calor, e como a cidade é bem arborizada e úmida, a sensação térmica estava a mil. Decidi que comeria algo e ficaria um pouco na sombra.

      Após comer e beber bastante água, voltei onde estava e o cenário não havia mudado, estava ainda com pouca movimentação de carros. Enquanto comia próximo ao terminal, não distante da Ruta 14, ouvi uma mulher falando que tem um ônibus para a cidade de São José muito barato, é basicamente um coletivo. Sendo ainda mais preciso, como um desses ônibus que vai de São Paulo até Diadema. Dei uma olhada no mapa para ver onde ficava essa cidade e achei interessante, pois seria mais de 40 km de coletivo, tranquilo. 60 Pesos e ainda tinha água quente no ônibus, pude encher a termo e toma mate.
       
      Agora começa ficar doida a coisa. Cheguei na cidade de São José. Chorei. A cidade é distante demais da Ruta 14, porém, não havia movimentação nenhuma. Só tinha um estabelecimento aberto além da rodoviária e da Polícia, uma Sorveteria. O restante fechado, pessoas em suas casas, ninguém na rua, um ou outro cachorro que passava, mas só. Não achei posto de Serviço próximo, afinal, era uma cidade de campos, aquele era apenas o centro minúsculo e que tudo se resumia em campos. O posto mais perto fica certa de 7 - 8 Km da cidade, ao menos é na intersecção de 2 Rutas, uma Ruta X que mal posso me lembrar e a Ruta 14, minha Ruta.
       
      Andar por uma estrada reta e no calor é péssimo, pior ainda é ficar sem água. Isso estava quase se tornando realidade, entre o posto e o ponto onde eu estava na estrada era mais ou menos uns 6 Km e havia apenas mais uma rua cruzando a rota até que seja apenas campos e estrada e por sua vez o posto, ou seja, eu precisava conseguir água naquela rua! Para minha sorte, em uma das casa no início da rua havia uma família tomando Tererê em frente ao portão. Fui com minha garrafa D'água vazia até eles. - boa tarde, tudo bem? Sou mochileiro e estou passando pela sua cidade, não achei nenhum estabelecimento ou posto de serviço próximo e estou sem água, vocês podem me ajudar com um pouco de água por favor? - Fui o mais educado, embora havia progredido bastante no Idioma, era claro meu acento e as diversas vezes que falava em Português pensando estar falando Espanhol, então eu entenderia se eles pedissem para repetir ou não tivessem entendido. Ao princípio ninguém falou nada, depois de ver que eu estava esperando alguma resposta, ou qualquer coisa, uma senhora simplesmente falou - Não. - eu olhei para os outros como quem diz “ Não, o que?”. Eles entenderam, afirmaram, não temos água. O garoto que melhor fez e colocou cerca de 200 ML da termo dele na garrafa. No entanto, nada disse, nada disseram, só existiram. Eu não entendi foi é nada. Preferir não pensar sobre e agradeci com um belo sorriso, embora pouco, eu tinha um pouco mais do que momentos antes, já é algo.
       
      Caminhei o restante da estrada focado, refletindo em todo momento. A paisagem se tornou uma parceria incrível, pois sempre se transforma em quadros belos de arte natural. Desta vez não foi diferente, não era nenhuma plantação ou campos agrícolas, era somente mato em um espaço loteado vazio, um não, dezenas. Depois de 4 km andando, a água definitivamente acabou. Até que durou - Pensei e gargalhei - Continuei cerca de 500m e pude ver ao meio dos campos próximo à estrada,uma casa pequena, na medida que aproximava passei a ver que tinha uma pessoa sentada, também tomando Tererê. Quando Cheguei na frente da casa, disse o mesmo que disse para a última família, nem foi preciso dizer mais nada, a senhora rapidamente entrou em casa e em alguns minutos voltou com 2 Jarras de água gelada perguntando se eu só tinha aquela garrafa ou tinha mais para encher. Ela encheu a termo e outra garrafa de um litro e ainda tomei uns ‘goles’ lá mesmo. Ela não falou muito, e claramente não era normal aparecer alguém por aquela parte da cidade andando na estrada. Agradeci a gentil senhora, que salvou lindamente minha vida, continuei o restante até o posto de serviço feliz da vida, como sempre.
       
      Devido à circunstância isolada da cidade, o pessoal do posto de serviço aconselhou a esperar um coletivo e ir para alguma outra cidade além, pois ali nada teria e que as pessoas trabalham em campos portanto, pouco circulam pela cidade, conversei também com alguns caminhoneiros que estavam lá, e todos estavam vindo de Buenos Aires indo para O extremo Nordeste quase Brasil, fazendo todo o caminho que até então eu havia feito.
       
      Segui o conselho do funcionário do posto e aguardei um coletivo. Foram 65 Pesos até a cidade de Santo Tomé, Fronteira com o Brasil.
       
      Nessa cidade tudo aconteceu!
       
      Info: Irei postar a continuação e compartilhar todo o relato com vocês, incluindo Fotos, apenas não tenho datas e prazos, pois já estamos em Maio e Muuuuita coisa aconteceu. Escrever é algo que sempre que dá eu faço, tenho muito material desta jornada, afinal, já passei até por Buenos Aires e além. Mas dependo das condições favoráveis e tempo livre na Internet - O que confesso não ter muita prioridade e disponibilidade, visto que tenho um mundo a descobrir - Darei meu melhor, cedo ou tarde postarei mais, espero que em breve. Gratidão por ler e de algum modo fazer parte da minha história.   
    • Por Nathan Messias
      Boa noite galera, tudo bem? 
      Dia 18 de Maio estarei indo para Pedra da Mina, pela fazenda serra fina!
      Li alguns relatos por aqui mas alguém te mais alguma dica algo pra agregar? 
      Alguém estará indo pra lá também nessa mesma data?
       
      Abraços!! 
    • Por Eduardo Brancalion
      O Charyn Cânion se estende por 90 km ao longo do rio de mesmo nome, a 200 km de Almaty no sul do Cazaquistão e quase na fronteira com a China. Há 12 milhões de anos que o vento, a areia e as águas do rio vêm esculpindo as mais diferentes e intrigantes formas nas pedras avermelhadas do Cânion, formando um dos locais de natureza mais exuberante que visitamos no Cazaquistão. Chegamos tarde e tivemos que acampar no topo do Cânion, tendo sido surpreendidos no meio da noite por uma ventania das mais severas que já enfrentamos, que nos obrigou a fechar a barraca que ameaçava voar pelos céus e nos deixar desabrigados em pleno deserto, tendo ido dormir dentro do carro. Nos próximos 2 dias acampamos na beira do rio, dentro do Cânion, num local que mais parecia um oásis em meio àquela aridez toda, com muita vegetação e pássaros coloridos. Subíamos e descíamos os paredões e ficávamos horas admirando as formações rochosas e tentando adivinhar com o que se pareciam. Os cânions são mesmo surpreendentes, tendo ganhado o apelidado de “little brothers” do pop star Grand Canyon, no Arizona. Um lugar imperdível na sua visita ao Cazaquistão. 








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