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isaribeiro

Patagônia Argentina na Primavera! Buenos Aires, El Calafate, El Chaltén e Ushuaia. 15 dias - OUT/18

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Oi pessoal, tudo bem?

 

Acho que uma das melhores partes de viajar é poder escrever um relato depois e tentar ajudar esse fórum maravilhoso que tanto me ajuda. Essa foi minha segunda viagem internacional, sendo que a primeira foi um mochilão no Peru e esta uma viagem confortável com o meu namorado para a Patagônia argentina em plena primavera.

Como esse fórum é voltado para mochileiros, não vou entrar em detalhes com questão de quanto gastei com alimentação, transporte e outras comodidades, pois me planejei bastante para GASTAR, principalmente com comida e vinhos, coisas que amo.  Caso tenham alguma dúvida específica nessa questão, ficarei feliz em responder os comentários.

 

INTRODUÇÃO:

PASSAGENS:

Dividimos a viagem nas seguintes datas:

16/10 – 18/10: BUENOS AIRES

18/10    22/10: EL CALAFATE

22/10 – 26/10: USHUAIA

26/10 – 27/10: EL CALAFATE

 

Todos os voos foram Aerolíneas e não tivemos problema com atraso.

Compramos a passagem múltiplo destino BSAS – CALAFATE – BRASIL em uma promoção do Melhores Destinos no Viajanet por R$ 1.600,00 incluindo as taxas e deixamos para comprar a de Ushuaia mais para a frente, imaginando que seria a mesma coisa que comprar LIMA – CUSCO. Não achei muitas informações sobre isso, um voo nacional, de apenas 1h não seria tão caro, certo? pensei. ERRADO. Ao colocar o rastreador na passagem, fomos surpreendidos por valores acima dos mil reais e bateu aquele desespero. Ir de ônibus não era uma opção por causa do nosso tempo limitado e cancelar Ushuaia também não.

Depois de alguns meses conseguimos comprar a passagem CALAFATE – USHUAIA por R$ 772,40, o que é considerado ótimo para esse trecho. Simulando o mesmo roteiro com uma passagem múltiplos destinos incluindo Ushuaia, daria em torno de dois mil, então acabou que não fez tanta diferença.

 

Transfer em Buenos Aires, Ezeiza – Palermo com a Class Receptivo: R$ 100,00

 

Transfer Aeroparque – Ezeiza: GRÁTIS se seu voo for conexão da Aerolíneas. Se não for, o ônibus da Tienda Leon custa uns ARS 1.000 e o táxi tem corrida fechada por ARS 780.

 

HOSPEDAGENS:

Todas as hospedagens foram em apartamentos.

 

Buenos Aires, 3 noites:

https://www.airbnb.com.br/rooms/12705538

R$ 428,05

Muito bom apartamento, próximo do centro de Palermo, com ótimos restaurantes ao redor, há poucas quadras do Rosedal e perto do metrô.

 

El Calafate, 4 noites:

https://goo.gl/uLQPxo

US$: 153,24

Foi a melhor hospedagem da viagem, chalé fofo, confortável, quentinho e próximo do centro. A dona da hospedagem, Paola, e sua cachorrinha fazem o lugar ainda melhor.

 

Ushuaia, 4 noites:

https://goo.gl/Cn41vx

US$ 159,32

Apartamento muito bom, moderno, equipado com a ressalva que além de um pouco longe da Av. San Martin (cerca de 2km) fica no alto de umas ladeiras. Para descer é fácil mas a subida era impraticável.

 

CÂMBIO:

Levei:

RS 1.000,00

EUR 250,00

USD 200,00

Cotação do real em Buenos Aires na agência Mais Brazucas (Florida 656 PB 1, Buenos Aires, em frente a Zara) foi de ARS 9,45. Melhor cotação que achamos.

Cotação Dólar em Ushuaia foi de ARS 35

Cotação Euro em Ushuaia foi de ARS 39

O real estava entre ARS 8,50 tanto em El Calafate e em Ushuaia.

DICA: PRESTEM ATENÇÃO NO HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO DAS CASAS DE CÂMBIO!! Principalmente em El Calafate. Quando fomos, fechava as 18hrs e não abria no domingo. Em Ushuaia as lojas fecham no almoço e voltam só as 16hrs. Existe uma casa de câmbio em cada cidade, não olhamos o paralelo.

Voltei com 50 dólares e alguns pesos. Não usei cartão de crédito, esse dinheiro que levei foi para praticamente tudo: passeios, comida, transporte, compras... salvo passagens, minitrekking, pinguinera terrestre e as hospedagens de BSAS e Ushuaia, tudo foi pago na Argentina.

O total aproximado da viagem foi de R$ 5.000,00, lembrando que as únicas coisas que não foram divididas por 2 foram os passeios, compras pessoais e passagens. Se você for uma pessoa econômica, vai conseguir fazer essa viagem por uns 4 mil e dependendo dos passeios, por 3 mil, fácil. O mais caro que achei foi comida em restaurante, em torno de ARS300-500 os pratos mas indo de 2, considerando o tamanho gigante das refeições, tem como dividir tranquilamente. Você também acha empanadas beeem recheadas, pizzas por poucos pesos e os mercados sempre são uma boa opção. 

 

CLIMA:

Não achei sobre o clima da Patagônia em outubro/primavera em nenhum lugar, o que foi a principal motivação de escrever esse relato.

Em Buenos Aires, dos 3 dias que ficamos, fez sol e calor insuportáveis e no último dia choveu de manhã, mas logo o céu abriu. 

Dos 4 dias que ficamos em El Calafate, a maioria foi de céu limpo e solzão e o último dia foi de chuva torrencial e céu fechadíssimo. A temperatura média era de uns 8° de dia, 2° a noite e no dia da chuva foi de 2° o dia inteiro (com direito a neve nas montanhas). Quando voltamos para pernoitar na cidade 1 semana depois, ainda estava chovendo. Foi onde passei mais frio, as roupas "térmicas" que comprei no Brasil não deram conta. Chegando em Ushuaia tive que comprar uma calça urgente.

Dos 4 dias que ficamos em Ushuaia, todos foram de céu limpo e sol com temperatura média de 10°, o degelo nas montanhas era visível. 

Não sofremos com os ventos patagônicos, acredito que por causa do fim do inverno, mas senti que estavam começando a voltar.

 

Dito isso, vamos ao relato.

 

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BUENOS AIRES

2º dia

Nosso segundo dia foi o mais cansativo, pois andamos pra CARAMBA! Decidimos visitar o centro com mais tempo, pois no dia anterior só tinhamos ido até o obelisco. Descemos na estação Congresso Nacional e já demos de cara com aquele prédio monumental com uma arquitetura impecável. Tinha um pequeno protesto na frente, nada mais Buenos Aires. Há visitas guiadas e gratuitas de seg a sáb. 

Gostaria de fazer um adendo: façam as visitas guiadas de todos os lugares que vocês puderem. Reserve tempo, se programe. Cada lugar tem uma história diferente e especial que acrescentará muito para a viagem. Caso não tenha tempo, igual eu, procure pela internet mesmo ou compre aqueles guias.

Do congresso, fomos andando pela Av. de Mayo, passamos pelo Palácio Barolo, Café Tortoni e Monumento al Quijote (o qual você pode ver o prédio com o painel da Evita ao fundo) até chegarmos a Plaza de Mayo. A Praça é linda, muito limpa e segura, rodeada pela Catedral, Banco de la Nacion e Casa Rosada. Os Argentinos são muito nacionalistas e gostei de ver a bandeira orgulhosamente exposta em vários estabelecimentos e casas, acho que falta esse sentimento aqui no Brasil...

Depois, fomos ao Puerto Madero, passando em frente ao imponente CCK. É impressionante o contraste do Puerto Madero com o resto da cidade. Rico, moderno, cheio de prédios a lá Dubai. Minha intenção era atravessar a Puente de la Mujer para tomar um helado mas o acesso estava fechado por conta dos Jogos Olímpicos da Juventude. O Museu Marítimo estava aberto e de graça e depois de turistar ali, fomos para San Telmo.

Para vocês terem uma ideia, essa caminhada levou a manhã inteira! Quando chegamos em San Telmo já era 13:00!

Chegamos ao Paseo de la Historiera para tirar a foto com a Mafalda e por sorte só tinham mais dois casais por lá, por isso deu para aproveitar bastante. Não sei se foi o dia (terça feira) mas não haviam muitas lojas abertas e as únicas que tinham eram umas de antiguidade bem sinistras, aquelas que você provavelmente compra uma boneca possuída. Não cheguei a entrar mas para quem curte antiguidades, San Telmo é um prato cheio! As ruas são bonitinhas, bucólicas, você também encontra bares e restaurantes bem interessantes pelo caminho. Paramos no Mercado de San Telmo para almoçar um choripan na La Choripaneria e beber um pint, achei bem servido e gostoso. O mercado, assim como as lojas, estava com a maioria das bancas fechadas, infelizmente. Saímos de San Telmo sem saber que dia as coisas abriam e qual seria o melhor dia para visitar, só sei da famosa feira que acontece aos domingos. Se alguém quiser compartilhar essa informação ficarei grata!

Pegamos um táxi na rua para o La Boca. Foi a primeira vez que pegamos o táxi e confesso que de tanto ser alertada sobre notas falsas e gente pilantra, fiquei com o coração na mão e no final das contas não precisou de nada disso. Pegando os táxis oficiais as chances disso acontecer são poucas. Paramos na frente do Caminito e fomos explorar o lugar, que é mais bonitinho do que eu estava esperando. Cheio de lojinhas, restaurantes, pessoas vendendo souvenires e artes. O clima é bastante “Argentina”, foi onde mais senti estar no país. O caminito também é o melhor lugar para comprar lembrancinhas e o doce de leite/licor da Cachafaz (melhor marca de doces, na minha opinião). Depois de explorar tudo, fomos correndo para o La Bombonera fazer a visita express. Fomos a pé mesmo, é do lado do Caminito!
Aqui gostaria de deixar outra observação: fui alertada e li diversas vezes sobre o perigo que é a La Boca, de que só poderia ir de táxi, não é seguro, não pode sair do Caminito... sinceramente? Não tem nada disso. É de conhecimento geral que o bairro é pobre e um dos menos seguros de Buenos Aires mas não há nada que te impeça de ir de ônibus, por exemplo, ou andar para ver os famosos e renomados grafites pelas ruas. Na verdade, me senti menos segura visitando o Pelourinho e a Escadaria Selaron, por exemplo. Acredito que você sabe onde pisa. Se desconfiar que uma rua vazia é estranha, não entre lá. Não ande com câmera no pescoço nas ruas ou fique com o celular na mão por muito tempo. Cuide das bolsas e pertences, basicamente o perigo são os batedores de carteira e terás ótimos momentos nesse bairro que me cativou bastante!


Continuando, andamos até o estádio e compramos a visita express. Até eu que não sou fã de futebol me apaixonei pela história e tradição do Boca Juniors, os fãs piram!! Principalmente na lojinha que tem lá (levem $$$$). Essa visita da direito a olhar o museu e entrar na arquibancada inferior para ver o estádio e o campo por dentro, há opções mais completas que vão no vestiário, tiram sua foto etc e que são mais caras também. A visita custou ARS 260.

Pegamos um táxi na frente do estádio mesmo e pedimos para nos deixar na estação de metrô mais próxima pois voltaríamos para Recoleta para visitar o MALBA. A estação mais próxima do museu é a faculdade de direito e de lá são uns 20 minutinhos andando pela super chique Av. Pres. Figueroa Alcorta, cheia de embaixadas, lojas e casas riquíssimas.
Pagamos as entradas e fomos direto ver o famoso autorretrato da Frida e nosso Abaporu. O museu é bem interessante e cheio de obras importantes, gostaria de ter ficado mais, observando cada obra detalhadamente, mas depois de um dia inteiro andando sem parar, nossos calcanhares estavam pedindo arrego haha

Voltamos para nosso apartamento totalmente exaustos, descansamos um pouco e fomos para o mercado Jumbo comprar vinhos, doces de leite e alfajores. Mercados são os melhores lugares para comprar tais coisas, para quem gosta de vinho e espumantes, então, é um prato cheio! Chandon é barato demais, convertendo os preços daria em torno de 30 reais uma garrafa. Uso o aplicativo Vivino para comprar vinhos e vi que os preços eram em torno de 50 a 70% mais baratos do que aqui no Brasil. Encontrei vinho de ARS 180 que aqui no Brasil custa mais de cem reais. Deveria ter levado uma mala maior para ter trago mais garrafas. Para quem tem dúvidas, pode sim sair da Argentina com garrafa de vinho na bagagem de mão, desde que não ultrapasse 4L, tanto em voos nacionais quando internacionais! 

Nosso dia foi cheio e precisaríamos descansar pois na manhã seguinte pegaríamos nosso voo para El Calafate.

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San Telmo

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Mercado de San Telmo

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Acompanhando esse relato lindo e me inspirando, a Patagônia é o meu destino topo de lista para 2019!

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Finalmente encontrei alguém que não se interessou em visitar o tal Cemitério da Recoleta. hahaha Até então, eu era a única pessoa que visitou Buenos Aires e nem do mesmo lado da calçada do cemitério passei...acompanhando.

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PARTE 2

EL CALAFATE

1º dia

Fez sol e calor nos dois últimos dias em Buenos Aires, logo na manhã que iríamos para El Calafate CHOVEU. Além de termos saído atrasados do apartamento, a cidade é um labirinto de semáforos e ainda por cima tinha acontecido um acidente no meio do caminho. Já comentei que o Aeroporto Ezeiza é MUITO longe do centro? fui o caminho todo com lágrimas nos olhos aceitando que iríamos perder o voo. Foi graças ao taxista (ou seria um anjo?) que atendeu nosso pedido e foi na tora!!! Chegamos poucos minutos antes de terminarem o check in e assim que sentamos na sala de espera abriu um solzão! Embarcamos e tínhamos 3h de voo pela frente, com uma parada em Bariloche. Viagem mais tranquila impossível. 

Chegamos em El Calafate recepcionados por uma aterrissagem incrível! O aeroporto fica ao lado do Lago Argentino. Compramos nosso transfer na Vestur, ARS 350 IDA E VOLTA, o horário que você sai de El Calafate já fica marcado e eles te buscam no hotel no dia. 

O que dizer de El Calafate? Foi a cidade mais linda que visitei. Me arrependi de ter escolhido ficar apenas 3 dias e me arrependi principalmente de ter ido antes de Ushuaia, em breve explico...

Nosso primeiro dia foi bem leve, fizemos check in na pousada, saímos para comprar passeios e alugamos uma bicicleta por ARS 500 o dia inteiro. Fomos na Laguna Nimez, paramos para (tentar) ver os flamingos , ficamos rodando até cansar e fomos lanchar no Librobar, um restaurante que também é uma livraria, uma graça! A cidade é cheia de cachorros, eu amei!

Sobre os passeios, vou anexar uma tabela de preços e sim, é caro desse jeito em todas as agências. Preço tabelado. Compramos o Minitrekking no Brasil no site da Hielo & Aventura por ARS 4400, o que deu uns USD 117 na fatura do cartão e na cidade decidimos comprar o bate-volta em El Chaltén. O que eu queria mesmo era ir na Estância Cristina, mas me assustei com o preço, apesar de ser bastante recomendado. A opção de kayak na geleira também me pareceu um sonho, mas igualmente caro. O Safari Explorer só sai no verão, e o Cerro Frias e Nativo Experience é uma boa opção de passeio barato. Na secretaria de turismo da cidade sai um transfer gratuito para o Glaciarium. El Calafate é bem contrastada com El Chaltén. Enquanto você vai encontrar pessoas mais novas e aventureiras e coisas para fazer de graça em Chaltén, em Calafate você encontra uma galera mais velha e os passeios são caros.

Jantamos em um restaurante incrível chamado Casimiro Biguá que fica ao lado da casa de câmbio. Os melhores artesanatos você encontra na Casa índio e no mercado La Anonima você consegue comprar tudo para fazer lanches e refeições por preços bacanas. Hora de dormir pois teríamos que acordar cedo para ir ver o Perito Moreno 😲

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Olha o Fitz Roy e Cerro Torres lá no fundo!!!!

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Pela Av. Costanera, você fica na frente das margens do Lago Argentino, onde ficam muitas aves, inclusive os Flamingos. Descemos para lá mas infelizmente jogam esgoto no lago :( nossas botas saíram imundas e fedidas (recomendo ir com bota impermeável) e no final só conseguimos ver os flamingos de longe pois esse cachorrinho aí ficava correndo atrás deles. 

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Librobar!

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Esse lanche/almoço custou cerca de ARS 700

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Essa janta saiu por volta de ARS 800.

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EL CALAFATE

2º dia

O grande dia de conhecer o gigante Perito Moreno chegou!!! Como nosso hotel era muito próximo a agencia da Hielo y Aventura, o combinado foi encontrar com o transfer para o Parque Los Glaciares lá mesmo na agência, de manhã bem cedo. Infelizmente não nos informaram que o ingresso para o parque não estava incluso no pacote e meu namorado teve que ir atrás de câmbios paralelos, já que a casa de câmbio estava fechada. Ele conseguiu trocar em um kiosko por um preço bem abaixo da cotação.

Subimos no minibus da agência e partimos seguindo a Ruta 11, parando em um mirador que fica em frente ao Cerro Frias. Cerca de 1h depois, chegamos no Puerto Bajo las Sombras para pegar a embarcação que nos deixaria na Base do Perito Moreno. Toda a viagem é visualmente bem agradável.

A navegação é muito bonita, você pode ter uma visão panorâmica do lado leste do glaciar por bons e frios 20 minutos. Todos sabem que é bem comum que grandes pedaços de gelo desprendam do glaciar e caia com tudo na água, por isso as embarcações não podem chegar muito perto da geleira. Por toda a cidade você verá imagens surreais do barco bem perto do gelo para divulgar as navegações, mas são todas montagens bem feitas. Essa ida foi o interessante o suficiente para que não me desse vontade de comprar o passeio da navegação. O Perito Moreno apesar de ser o 3º maior glaciar, é o único que pode ser visto bem de perto.

Ao desembarcar, dividiram o grupo em espanhol e inglês e fomos direcionados para um refúgio onde guardaríamos nossas coisas. Você não é obrigado a deixar sua mochila/bolsa por lá, mas facilita bastante na hora da trilha. Esse refugio possui estrutura de banheiros, armários, mesas dentro da casa de madeira ou mesas de piquenique com visão para a geleira. Dica: LEVE COMIDA! Você estará faminto depois do trekking. Depois de um tempinho distribuíram as luvas (que são obrigatórias) para quem não tinha e começamos a caminhada para a base por dentro de um bosque muito agradável e uma praia de areia escura cheia de pedaços de gelo, onde nos foi passado informações sobre o glaciar, sua composição, história e comportamento. Demos sorte, pois no dia não chovia, não ventava e não fazia sol, clima perfeito! A expectativa só aumentava.

Chegou a hora de colocar os grampões e minha outra dica é ir com um calçado que cubra os tornozelos, pois as amarras do negócio são firmes e apertadas e dependendo do estilo do calçado, vai machucar. Fui com um tênis normal, incomodou mas eu sustentei e molhou um pouco mas é recomendado ir de bota impermeável. Meu namorado, por exemplo, pisou em uma camada de gelo traiçoeira e o pé foi com tudo na água gelada!

Começamos o minitrekking e... Veja por você mesmo! Não tenho palavras para explicar o quanto essa experiência foi maravilhosa em todos os sentidos possíveis, tudo é majestoso, tudo é muito lindo, interessante e especial. De certa forma, me senti naquele filme Interestrelar, uma formiguinha insignificante andando naquele monstro de gelo, não parecia desse planeta! O dinheiro vale a pena e é o ponto alto da viagem. Vi inúmeras fotos e vídeos desse passeio e nenhum chegaram perto de captar a grandiosidade e beleza do lugar, é quase como se as câmeras não fossem capazes de fazer tal registro. Enfim, vá! E vai sem medo!!  

Ao terminar, voltamos para o refúgio e nos deram 1h30 para almoçar e ficar explorando o lugar e depois pegamos a mesma embarcação para o Bajo las Sombras pois seguiríamos para as passarelas, onde ficaríamos por mais 1h30.

O tempo começou a fechar e, como tinham poucas pessoas no parque, o ar ficou com um aspecto meio sombrio e silencioso que contrastava com o ranger do gelo se movimentando e formava uma atmosfera que me fez ter um imenso respeito por aquele lugar, até mesmo falar parecia que iria quebrar aquela magia. A administração do parque é impecável, tudo limpo e bem cuidado. Se tivéssemos mais tempo, com certeza voltaríamos para andar por mais tempo nas passarelas, lembrando que apenas o Minitrekking é feito em tempo hábil o suficiente para visita-las. Há algumas opções de trilhas, que são divididas em cores, sendo que a amarela é a mais curta e onde tem a melhor vista. Caso você não faça um dos trekkings, digo que ir apenas às passarelas é igualmente incrível.

Como o tempo naquela região é bem instável, recomendo fortemente levar capa de chuva ou roupas impermeáveis. Quando estávamos indo embora começou uma chuva que só iria dar trégua dali três dias. Ao chegar na pousada, resolvemos cozinhar no quarto mesmo: omelete feio com Chandon Rosé 😁 e descansar para o próximo dia, mas por mim eu poderia morrer naquela noite mesmo, de tão feliz que estava.

 

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Ruta 11

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Para quem não bebe whisky, foi servido água mesmo!

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P.S: Esse Chandon custou ARS 100!!! 

 

 

 

 

 

 

 

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(bate e volta) EL CHALTÉN

 

Nosso último dia na região foi em uma excursão full day em El Chaltén feita pela agência Criollos. Infelizmente amanheceu frio, escuro, nublado e com muita chuva, nevando no topo das montanhas, e dali já sabia que não poderia ser possível ver o Fitz Roy, o que me deixou muito desanimada, pois os outros dois dias não tinha uma nuvem no céu durante o dia, estava até calor. Apesar de ter sido alertada por vários viajantes que a região de El Chaltén é assim mesmo, foi um pouco decepcionante. Por isso aviso: se preparem para contratempos climáticos! Tanto o psicológico quanto as roupas impermeáveis.
Esse passeio está incluso o traslado, entrada e passeio de barco para o glaciar Vespignani. Há outra versão desse passeio que é apenas o traslado para a cidade e o almoço, assim você fica livre pela cidade e faz a trilha que quer de forma independente. Como estava chovendo e o Fitz Roy estava encoberto decidimos continuar a viagem para o Vespignani, não fazia sentido subir. O passeio é longo, faz paradas em cachoeiras e bosques, para no início da trilha para o Glaciar Huemul para os interessados (que depois fui descobrir que é mais bonito que o Vespignani...), segue para um pequeno píer onde pegamos um barco panorâmico que navega pelo Lago Del Desierto até quase a fronteira com o Chile e chegamos em um abrigo chamado Mirador de Glaciares que é o início da trilha.
Obs: o lago fica a 37km da cidade mas existem transferes direto, é em torno de ARS 180 a 200.


Considerações sobre o full day: Todas as paisagens estavam deslumbrantes. Vale a pena, mesmo com chuva e mesmo ficando muito tempo rodando dentro do carro. Claro que em dias ensolarados o passeio é perfeito, já que está incluso diversas paradas também na ruta 23 e em El Chaltén, mas mesmo assim acredito que foi uma boa oportunidade para quem não tinha muito tempo disponível. Eu apenas visitaria o Glaciar Huemul ao invés do Vespignani, mas fica pra próxima. Com certeza voltarei para El Chaltén!

 

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É incrível como as fotos não fazem jus a grandeza de El Chaltén! 

 

 

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USHUAIA

Parte 1

 

Ahh, Ushuaia! Sua linda! Finalmente chegamos ao fim do mundo. O meu sonho de visitar a Patagônia Argentina surgiu por causa dos livros  “The Lighthouse at the End of the World” do Jules Verne e “Geological Observations on South America” e “The Voyage of the Beagle” do Darwin. A ideia de navegar nas mesmas águas que Darwin sempre me fascinou!

O voo Calafate -> Ushuaia foi o voo mais lindo que já peguei. Magistral. Apesar do que falam, foi bem tranquilo.

Pegamos nossas malas e um táxi para o apartamento que alugamos. Quando você se acostuma com El Calafate, Ushuaia pode ser uma decepção. A cidade não é bonita. Tem até um tipo de “favela” e andar a pé por lá também exige certa disposição, pois tudo é subida e nosso apto ficava bem em cima de uma. Tudo bem, a decida era fácil e na subida usávamos táxi, que é barato.

No nosso primeiro dia fomos na loja Jumping alugar as botas impermeáveis (ARS 500 para 2 dias de aluguel, por pessoa), ir na Piratour buscar os vouchers para a Pinguinera e contratar os passeios para Laguna Esmeralda e para o Parque Nacional com a Brasileiros em Ushuaia. Infelizmente o Cerro Castor já estava com as atividades encerradas, apesar de ter neve. Almoçamos no Hard Rock e tínhamos reservado o resto do dia para subir no Glaciar Martial, já que só iria escurecer às 21hrs mas...

 

Meu namorado ficou muito doente. 😭 Uma infecção alimentar horrível causada por uma pizza. Ele não tinha contratado seguro viagem, tínhamos chegado há poucas horas, não conhecia nada da cidade e ele só piorava conforme a noite avançava. Em resumo: consegui ligar para um rádio táxi que chegou a nosso apartamento muito rápido e nos levou para o hospital público. Lá fomos atendidos na hora e meu namorado já foi internado. Ficou a noite inteira. Infelizmente perdemos um dia de viagem e não conseguimos ir no Martial mas ainda bem que não foi nada pior e ele teve um atendimento excelente, no final das contas.

Também é bom ressaltar a compreensão e gentileza do Brasileiros em Ushuaia que remarcou nossos passeios para outro dia, sem cobrar nada, e foram gentis desde o começo dessa confusão. Fica a lição: SEMPRE CONTRATE SEGURO.

 

Passado o susto, no terceiro dia fomos para a Laguna Esmeralda e o passeio não poderia ter sido mais perfeito. Tinha parado de cair neve então o dia estava claro e tudo estava bem branquinho com neve fresca. Foi o meu primeiro contato com neve!!! Infelizmente não lembro o nome dos guias, que fizeram tudo ficar mais divertido, até serviram um almoço delicioso com Malbec, tábua de frios e uma sopa de ervilha bem quentinha.

A Laguna é linda, maior do que eu esperava. Existe uma área de camping para quem quiser pernoitar e tem como subir para o Glaciar Ojos de Albino, a montanha que fica atrás da Laguna.

Depois do passeio fomos para a casa de chá. Ela realmente é cara, mas eu gostei bastante. Vale a pena. Até tentamos subir para o Martial, mas estávamos sem os bastões de apoio e estava com muito gelo e neve na subida. Deveriam consertar o bondinho... achei um grande desperdício de estrutura, a vista do Martial é belíssima.

 

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A felicidade da pessoa na sua primeira vez vendo neve!

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A Laguna estava assim toda congelada!

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Você encontra muitos cachorros "selvagens" na trilha. Esse é o Victor, um cachorro muito simpático e bonzinho.

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Nosso lancho/janta na casa de chá. Tudo delicioso. A melhor cheesecake que comi.

 

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    • Por appriim
      Olá, viajantes 😊
      Depois de ler tantos relatos, receber tanta ajuda e dicas do pessoal aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia. E também fico a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance!
      Espero que gostem 😉
      Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui:
      - O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza.
      - Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂
      - A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. 
      - Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio.
      - Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa.
      - Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças.
      - Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento.
      - Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir.
      - Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar).
      - Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online.
      - Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito.
      - Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados.
      - Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons.
       
       Meu cronograma foi o seguinte:
      20/12 – Florianópolis – Buenos Aires
      21/12 – Buenos Aires - Ushuaia
      22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda
      23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial
      24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião)
      25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike
      26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking
      27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus)
      28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine
      29/12 – Puerto Natales – Trekking até  Base deTorres del Paine
      30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chaltén (ônibus)
      31/12 – El Chaltén – Cerro Torre
      01/01 – El Chaltén – Chorrilo Del Salto
      02/01 – El Chaltén – Fitz Roy
      03/01 – El Chaltén – Laguna Electrica
      04/01 – El Chaltén – Loma Del Pliegue Tumbabo
      05/01 – El Chaltén – El Calafate (ônibus)
      06/01- Chegada em Florianópolis
       
      Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂
      21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA
      Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto.
      O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos.
      Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300.
      No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo.
      Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa.
      Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando.

      Vista do avião

      Foto clássica na placa "fin del mundo"

      Canal Beagle

      22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA
      Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta.
      A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes.
      Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para vê-la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta.
      Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk

      Trilha com as plaquinhas azuis nas árvores, indicando o caminho.
       

       

      Empacotada de casacos depois que cheguei na Laguna Esmeralda
       
      23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL
      Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179.
      No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos.
      Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço.
      Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos.
      Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele.



      Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas.
      Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados.
      Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia).


      Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover, olhamos para trás, o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas.
      Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO.

      Patagônia e suas surpresas 😍



      Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!
       
       
    • Por Alan Rafael Kinder
      INTRODUÇÃO
       
      Bom pessoal, eu sou o Alan, e recentemente fiz a primeira viagem internacional da minha vida (e também a primeira vez que voei com um avião).
      Comigo, também foram meu irmão (Fabian) e um amigo (Diego).
      Esse relato foi uma forma de compensar por todo o auxílio que obtive, em especial, aqui neste fórum, com dicas e informações preciosas que permitiram que eu tivesse essa viagem extraordinária.
      Eu tentei elaborar esse relato com calma, e por isso acabei demorando um bocado pra chegar nessa versão final – fazem 56 dias que eu chegava de volta ao Brasil!
      É importante destacar que, sempre que foi possível, evitamos ‘programas fechados’, que envolvessem guias ou horários pré-estabelecidos – queríamos ter a liberdade de curtir cada momento no nosso próprio tempo.
      E também, como nós temos o hábito de fazer caminhadas por trilhas aqui de nossa região, decidimos que o foco de nossa viagem seria o trekking, logo, tudo girou em torno dessa ideia.
      Como foi a primeira viagem de todos nós, haviam certas incertezas em todas as decisões – desde o voo (como proceder com o embarque, o que poderia ser levado) até questões de dinheiro (onde trocar, quanto vale) e praticidade (alugar um carro, hotel ou hostel, quão frio é por lá).
      No final das contas, nosso planejamento foi uma mistura de segurança com economia (os planos mudaram diversas vezes).
      Meu propósito com esse relato é de tentar ajudar pessoas que, assim como eu, não tem nenhuma experiência com viagens desse gênero – por isso, tentarei enriquecer o máximo possível com informações relevantes (e talvez tudo fique muito extenso para ser lido).
      Tomem nota que, quando eu descrevo as trilhas, tento focar mais nos detalhes que mais me chamaram a atenção – mas todas elas tomaram horas de caminhada.
       
      PLANEJAMENTO DA VIAGEM

      Inicialmente, o desejo de conhecer a Patagônia Argentina surgiu no final de 2018, onde eu e o Diego conversávamos em um PUB da região enquanto bebíamos e assistíamos o canal OFF.
      Daquele momento em diante, decidi reservar um tempo e montar um itinerário – fiz diversas pesquisas pelo Google em busca de atrações e programas naquela região (naquela época ainda não sabia da existência de El Chalten).
      A primeira versão da viagem envolvia conhecer Ushuaia, e estávamos fortemente considerando alugar um carro naquela região para ter mais mobilidade.
      Entretanto, conforme fui ampliando minha pesquisa sobre o assunto, fui de encontro com a ‘Capital Nacional do Trekking da Argentina’ – El Chalten – e logo me apaixonei pela possibilidade de conhece-la (ainda mais estando tão próxima de El Calafate com seu Glaciar Perito Moreno).
      No início de maio de 2019 encontrei uma promoção de passagens para ir e vir de El Calafate (um valor bem abaixo dos demais – estive acompanhando semana a semana a variação deles) – apenas teríamos que aumentar dois dias de viagem (inicialmente eram apenas oito) e a saída seria de Curitiba/PR. Logo que compartilhei com os demais, decidimos comprar as passagens naquele mesmo dia.
      Passagem de CWB para FTE (conexão em EZE com troca de avião), valor de R$ 1.409,81 por pessoa, ida e volta, sem bagagem adicional, comprada diretamente do site da Aerolineas Argentinas em 02 de maio de 2019.
      A partir deste momento, tínhamos um período definido para nossa viagem, e com isso, fizemos alterações relevantes nos planos: desistimos de ir para Ushuaia (ficaria para uma próxima) e não alugaríamos mais um carro.
      Desistindo de visitar Ushuaia, asseguramos uma economia nas despesas, porém, mais que isso, mais dias para curtir El Chalten (e foi uma decisão extraordinária)!
      Percebemos que, tendo apenas El Calafate e El Chalten nos planos, ter um carro se mostrava desnecessário – era possível fazer as trocas de cidade e eventuais corridas com serviços oferecidos na região (e novamente, foi muito mais barato que alugar um carro e dividir as despesas).
      Finalmente, na última versão da viagem, decidimos trocar o último dia de passeio em El Calafate por El Chalten, de forma que ficaríamos um sétimo dia (seis líquidos) para nossas caminhadas.
      Por segurança e praticidade, tudo que pudemos comprar com antecedência aqui do Brasil foi feito – não sei dizer ao certo se isso foi o mais sábio em termos de economia, mas estar com as coisas definidas permitia com que curtíssimos mais o que era importante, ao invés de ficar correndo e negociando coisas.
      Também não compramos chip de planos de dados para internet. Sinceramente não achei necessário. Você conseguia acesso via wifi em praticamente qualquer estabelecimento, incluindo o hostel/hotel. A conexão é normalmente boa, raríssimas vezes não funcionava (em El Chalten teve um dia que ventou demais e pareceu que estava interferindo). Mas conseguíamos fazer chamadas de vídeo sem problema algum.
      Quanto ao celular, visto que não teria plano de dados, eu baixei os mapas da região para consulta offline (isso foi realmente importante) e sempre que não precisava conectar ao wifi, mantinha a opção ‘modo avião’ e ‘economia de energia’ ativos – isso dava até cinco vezes mais bateria para o celular.
       
      EQUIPAMENTOS
      Apesar de fazermos trilhas aqui pela região com bastante frequência, estávamos cientes que o clima da Patagônia era muito diferente do nosso, e por isso, foi necessário comprar algumas coisas – ainda mais que decidimos fazer a viagem sem despachar malas.
      Nosso limite era de 08kg na bagagem de mão (que você guarda em cima do teu assento no avião) e até 03kg no artigo pessoal (aquela mochilinha que tens que colocar entre seus pés no chão) – essas eram as regras da Aerolínias Argentinas (logo, dependendo das empresas que operarem teu voo, tens que observar as regulamentações específicas).
      Bom, cada um de nós fez suas próprias compras, mas de uma forma geral, os mesmos itens eram comprados.
      Com os relatos de ser uma região muito fria, decidimos nos preparar para isso.
      Fora isso, tínhamos que considerar que tudo que fosse comprado teria que caber dentro das mochilas.
      Segue relação dos itens que foram levados dentro das mochilas:
      1x Casaco fleece 2x Camisa manga curta dryfit 1x Camisa manga longa dryfit 1x Camisa segunda pele 1x Calça de trilha com resistência a água 1x Calça moletom 1x Calça segunda pele 1x Touca 1x Luvas 1x Toalha dryfit 5x Cuecas 4x Meias cano longo de trilha 1x Meia de algodão 1x Chinelo 1x Powerbank 20.000mah Documentos e comprovantes Além destes, algumas coisas vesti e carreguei durante os voos:
      1x Casaco com resistência a água 1x Camisa manga curta de tecido 1x Calça jeans 1x Bota impermeável de trilha 1x Celular No final das contas, todos os itens comprados couberam com relativa folga de volume, e muita folga de peso, na mochila maior. Na mochila menor levei os eletrônicos e documentos, e também ficou folgada. A verdade é que nem precisávamos levar tanta coisa (devido nossas escolhas durante a viagem).
      Tínhamos pensado em lavar nossas roupas enquanto tomávamos banho – e isso até foi possível com alguns itens – entretanto, conforme estávamos lá, percebemos que iríamos precisar mandar lavar algumas peças em lavanderias (e fizemos isso duas vezes – custava entre 300 a 400 pesos dependendo do peso). Isso acresceu um pequeno custo ao total de despesas, mas valeu muito a pena.
      As despesas com esses itens comprados não fazem parte das da viagem, pois apesar de ter comprado muita coisa específica, posso usá-las em outros momentos.
    • Por michele.caetano
      Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros de viagens, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado, em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia ❤️. 
      Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
      Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans.
      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento nessa rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: Pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Hospedagem: €572
      Alimentação: €425 - média de €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches etc)
      Atrações turísticas: €233 - média de €47/dia
      Transporte: €147 - média de €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
      Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco, caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um  banho quentinho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem.

      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées


      Arco do Triunfo
       
      Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       
    • Por cassizanon
      Fala galera, depois de 8 anos tentando viajar pra Argentina, FINALMENTE VOU AAAAAA, E SOZINHO!! To quase fechando meu roteiro pra Buenos Aires, mas gostaria da opinião e pitaco de vocês sobre minha distribuição de dias pros bairros.    Desculpa pelo post gigante pessoal, mas primeira viagem sozinho, minha cabeça ta a milhão e tem coisa que não to conseguindo pensar sozinho.   Meu negócio é fazer tudo com mais calma, absorvendo a atmosfera e querendo aprender tudo que der sobre a cultura e história do lugar, então bastante museu, locais históricos, arquitetura, e sem ficar correndo de um lugar ao outro pra ver tudo num dia. Não estou cheio da grana também, então vou economizar onde der, principalmente alimentação, pra poder esbanjar uma ou duas vezes. A cada dia vou fazendo comentários específicos:   5 de Maio - Terça-feira: 19:25 - Vôo de Porto Alegre 21:10 - Chegada no aeroporto El Palomar Noite - Chegar no Circus Hostel San Telmo, e jantar?   Aqui que vou chegar tarde no hostel, largo as coisas e dou uma voltinha pelos arredores até pra comprar coisas de higiene, e já jantar de repente?   6 de Maio - Quarta-feira Manhã: - Cambio no Mais Brazucas e comprar chip de celular na Claro 10:30 - Free Recoleta Tour no Teatro Colón Tarde: Palermo   Da tempo de sair cedo do hostel, ir até a Florida, fazer cambio, comprar chip, e ir até o Teatro Colon as 10:30? O  Free walk tour da recoleta vale a pena como primeira introdução? Depois do tour, a tarde, eu iria conhecer melhor o Cemitério, a Recoleta e Palermo. Com calma dá pra fazer isso num dia? Ou melhor separar?   7 de Maio - Quinta-feira Manhã: - Dar uma volta em San Telmo e ir a La Boca. 14:30 - Tour histórico/antropológico de 3 horas (P. Lezama, monumento Mendoza, C. Defensa, Dorrego, Mercado San Telmo, CGT, Praça perón, Santo Domingo, Plaza de Mayo) - Show de Tango   Aqui vou tirar a manhã pra dar uma voltinha pelas redondezas do hostel em San Telmo, e ir pra La Boca. Dá pra fazer La Boca até o começo da tarde? As 14:30 marquei um tour de 3 horas com um antropólogo e historiador pelo Airbnb, saindo do Parque Lezama e indo até a Plaza de Mayo, onde ele vai explicar sobre as colonizações, a história por tras dos locais, e sobre imigração, etc. É o que mais estou empolgado, pois vou ter um ótimo contexto da cidade. Depois de andar um monte, lá pelas 17:30, não sei se vale a pena fazer algo lá pelo Centro, ou volto pro hostel e me arrumo pro Tango a noite, estou vendo de ir no Esquina Homero Manzi.   8 de Maio - Sexta-feira - Retiro - Congresso - Centro   Esse dia vai ser pra turistar pela região do centro. Tudo o que tiver por ali to fazendo uma lista. Mas não sei se vai ficar pesado e corrido tudo isso, parando nos palácios, museus, fazendo tour por dentro dos prédios, etc. (EX: Catedral, Centro cultural Kirchner, Galerias Pacifico, Museu numismatico, Palacio Barolo, Palacio del congresso, Palacio de las aguas corrientes, Palacio Paz, etc)   9 de Maio - Sábado - Tigre 14:00 - Tour histórico de 3 horas caiaque pelo delta.   Aqui ta tudo encaminhado. Vou passar o dia em Tigre e a tarde fazer um passeio de caiaque com um antropólogo, ao invés de fazer paseio de catamarã, assim posso aprender melhor sobre a região e conhecer os lugares mais afastados.   10 de Maio - Domingo Manhã: - Puerto Madero - Costanera Sur 15:16 - Vôo para Bariloche (El Palomar) 17:38 - Chegada   Aqui penso em conhecer Puerto Madero de manhã e o Costanera Sur. As 15:16 tenho voo para Bariloche, volto pra BsAs dia 23. Porém aqui da pra trocar as atividades com outro dia, como o dia 24 ou 25.   23 de Maio - Sábado 15:55 - Voo de Bariloche para Buenos Aires 17:57 - Chegada em Buenos Aires (El Palomar) Noite: Puerto Madero   Chego no fim da tarde em Buenos Aires de novo, e pensei em deixar as coisas no hostel e ir conhecer Puerto Madero a noite, pq dizem que é legal ver tanto de dia quanto a noite. Ou daria pra fazer outra coisa. Sugestões?   24/5 - Domingo San Telmo (+ feira) Feria de Mataderos   Mais um dia que envolve São Telmo, dessa vez pra curtir a feira e o bairro, e também a Feria de Mataderos. Vale a pena separar um dia só pra isso? Ou daria pra incluir algo mais?   25/5 - Segunda-feira FERIADO Chacarita Belgrano Balvanera Caballito ou Programação do feriado (existe?)   OK, aqui é onde tenho mais dúvidas. Vou estar em Buenos Aires BEM NO FERIADO DA REVOLUÇÃO DE MAIO. Isso me parece ser bem significativo. Esse ano cai numa segunda-feira, quando museus geralmente não abrem. Vocês sabem como será esse ano? Vale a pena eu dedicar o dia pras comemorações/temática da época, ou daria pra turistar normalmente? Pensei em deixar esse dia pra conhecer estes bairros menos visitados, até pra ver o museu de Gardel, o Cemitério onde ele está, etc. Mas também, se as coisas estiverem fechadas, não valeria a pena. O que acham?   26/5 - Terça-feira Talvez revisitar algum lugar ou o que faltou 17:05 - Vôo para Porto Alegre (El Palomar) 18:40 - Chegada em Porto Alegre   Último dia, e pensei em deixar em aberto pra voltar pra algum lugar que gostei, ou usar ele pra aliviar algum outro dia que ficaria muito corrido. ________________   Ufa, é isso. Não coloquei os detalhes de pontos turísticos e tal porque não queria estender, e já tenho uma noção do que fazer, só queria acertar os dias, pra já ter um planejamento mais claro, e pra poder ajeitar meu financeiro. De novo, foi mal pelo post gigante, mas to lutando pra reunir o máximo de informação possível, qualquer ajudinha será muitíssimo bem-vinda, e trago uma lembrancinha ainda hahahaha Abração!  


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