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isaribeiro

Patagônia Argentina na Primavera! Buenos Aires, El Calafate, El Chaltén e Ushuaia. 15 dias - OUT/18

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USHUAIA 

Parte 2

No nosso quarto dia, fomos fazer a Navegação pelo Canal Beagle + Pinguinera. Até agora não tínhamos pegado nenhum vento patagônico, então fui agasalhada “normal” e nunca passei tanto frio na vida! O dia estava perfeito, limpo e ensolarado. Primeiro paramos na ilha para ver uns pássaros que parecem pinguins. Depois, fomos para a ilha dos lobos marinhos  e enfim  para o Farol Les Eclaireurs (lindo!! Parece uma pintura!). Em seguida iniciamos a viagem de aproximadamente 1h até a Isla Martillo. Apesar de estar na baixa temporada de pinguins, tivemos a oportunidade de ver uns muito de perto! A colônia estava pequena, mas há pinguins pequeninos que ficam andando por lá, uma gracinha. Depois da caminhada com os pinguins segue para o almoço e, para aqueles que quiserem, ao museu marítimo. O museu é incrivelmente completo para uma estrutura tão pequena e bucólica, é tudo feito à mão, com a dedicação dos Biólogos que cuidam muito bem do lugar.

Não achei tanta graça nas árvores retorcidas, não tem nada demais. A volta é feita de ônibus, que te deixa na frente do Hotel Beagle. De lá, fomos carimbar nossos passaportes na Secretaria de Turismo. Na nossa ultima noite, fomos ao pub irlandês Dublin. O lugar todo tem decoração bem temática, tem calefação mas é bem cheio, então é bom reservar ou chegar cedo. Ótimas cervejas e petiscos, tudo barato. O wifi também é ótimo!

Nosso último dia foi dedicado ao Parque Nacional, Parque do Fim do Mundo ou Parque da terra do Fogo. Escolhemos não andar no trem, achei meio bobo e caro. O Parque tem uma ótima estrutura de trilhas, dá para você passar o dia inteiro desbravando o lugar, tem muita coisa para fazer. O Correio mais austral infelizmente só abre no verão, então fomos carimbar os passaportes no centro turístico/restaurante. Os lugares que mais gostei do parque foi a Bahia Lapataia e o Lago Acigami. Nosso voo sairia de tarde, então contratamos esse passeio que percorre o parque de van, pois não teríamos muito tempo. Deixamos nossas malas na agência do Brasileiros em Ushuaia e depois do passeio almoçamos, compramos algumas lembrancinhas e fomos para o aeroporto.

Nosso voo de volta sairia do Ezeiza, mas pousamos no Aeroparque. A Aerolíneas Argentinas disponibiliza um voucher para pegar um ônibus entre os dois aeroportos, se você tiver que trocar, só aí você economiza 100 reais! Aconselho para quem tiver essa conexão que seja em tempos bem espaçados para evitar contratempos.

O voo para o Brasil foi tranquilo e vazio. 3 meses depois e ainda estou com ressaca dessa viagem incrível.  A Patagônia Argentina é realmente surreal! Recomendo a todos! 

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Tão lindo que parece montagem!

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Os pinguins são muito dóceis!

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FIM! 🎆

 

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O relato é fantástico. 

Irei fazer basicamente esse mesmo roteiro em setembro com minha noiva. 

Estou um pouco receoso com os gastos na patagônia e Ushuaia. 

Gostaria de algumas dicas de gastos com hotel, passeios restaurantes e etc. 

você e seu noivo gastaram quanto nestes 15 dias (fora os Aereos de ida/volta do brasil).

 

desde já, obrigado.

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@Arthur R. Ferro Oi Arthur! Acredito que nós gastamos cerca de 3.000 reais, no máximo, por pessoa com hotel, passeios e restaurantes. Mas como relatei, contratamos passeios e sempre comíamos em bons restaurantes. Achei Buenos Aires bem barato e o preço da Patagônia equivale os preços de Brasília ou Curitiba, por exemplo. Não tivemos taaaanta surpresa com os preços. 

Mas ao mesmo tempo ficamos em lugares que nos permitiam fazer nossa própria comida, caso quiséssemos. Isso ajuda muito! Teve dias de preguiça que fizemos omeletes, sanduíches e as empanadas salvam sua vida! Guardar umas coisinhas do café da manhã para levar nos passeios também é uma boa, já que as lanchonetes dos lugares são bem carinhas (a do perito moreno, então!!)

 

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    • Por appriim
      Olá, viajantes 😊
      Depois de ler tantos relatos, receber tanta ajuda e dicas do pessoal aqui no Mochileiros, nada mais justo que deixar uma contribuição sobre a minha experiência pela Patagônia. E também fico a disposição para ajudar no que estiver ao meu alcance!
      Espero que gostem 😉
      Antes de iniciar o relato sobre a viagem, vou deixar algumas dicas importantes aqui:
      - O meu objetivo com essa viagem era realizar algumas trilhas. Caminhei muito (cerca de 250km) e tive bastante contato com a natureza.
      - Eu fiz a viagem sozinha. Para quem tem dúvidas só tenho uma coisa a dizer: vá sem medo. As pessoas de lá são muito simpáticas e estão sempre dispostas a ajudar. Fiz várias amizades durante as trilhas, nos ônibus, na rua, etc. 😂
      - A fama de rolar caronas por lá é verdadeira. 
      - Mesmo sendo verão, na Patagônia ainda é frio.
      - Os dias são longos, entre 4h00 e 5h00 o sol já está raiando e ele se põe depois das 22h. Dá pra fazer MUITA coisa.
      - Não deixe de fazer absolutamente nada por causa do mal tempo. O clima por lá muda bastante, então saia com chuva ou sol e esteja preparado para as mudanças.
      - Leve sempre na sua mochila de ataque uma jaqueta e calça que sejam impermeáveis e corta vento.
      - Em todos os lugares tem calefação, então use e abuse do sistema em camadas e leve pijama curto para dormir.
      - Faça cambio na Argentina. Minha conexão em Buenos Aires era de madrugada, então não consegui fazer cambio fora do aeroporto, e mesmo assim compensou muito mais que trocar no Brasil. Fiz no Banco Nación dentro do EZEIZA, acho que fica aberto 24hrs. No site deles dá pra acompanhar a cotação oficial (http://www.bna.com.ar).
      - Comprei todos os tickets de ônibus na Rodoviária de El Calafate. Também é possível comprar online.
      - Peguei um Chip para usar internet da empresa Movistar. Só precisa ir até a loja deles com um documento e solicitar o chip, depois ir até um kiosco e fazer uma recarga. A internet funcionou bem na Argentina, exceto El chaltén que lá nem o wifi funciona direito.
      - Tanto na argentina quanto no chile eles não dão sacolas nos mercados.
      - Achei os preços bem interessantes em Ushuaia, pra quem não sabe, é uma área livre de impostos. Vi perfumes, gopro, roupas de frio com preços bons.
       
       Meu cronograma foi o seguinte:
      20/12 – Florianópolis – Buenos Aires
      21/12 – Buenos Aires - Ushuaia
      22/12 – Ushuaia – Laguna Esmeralda
      23/12 – Ushuaia – Pinguineira, Canal Beagle e Glaciar Martial
      24/12 – Ushuaia – El Calafate (avião)
      25/12 – El Calafate – Dia Livre, volta de bike
      26/12 – El Calafate – Perito Moreno e Minitrekking
      27/12 – El Calafate – Puerto Natales - Chile (ônibus)
      28/12 – Puerto Natales – Full Day Torres Del Paine
      29/12 – Puerto Natales – Trekking até  Base deTorres del Paine
      30/12 – Puerto Natales – El Calafate – El Chaltén (ônibus)
      31/12 – El Chaltén – Cerro Torre
      01/01 – El Chaltén – Chorrilo Del Salto
      02/01 – El Chaltén – Fitz Roy
      03/01 – El Chaltén – Laguna Electrica
      04/01 – El Chaltén – Loma Del Pliegue Tumbabo
      05/01 – El Chaltén – El Calafate (ônibus)
      06/01- Chegada em Florianópolis
       
      Vou começar pelo dia 2, porque o primeiro se resumiu apenas em chegar até Buenos Aires 😂😂
      21/12 BUENOS AIRES – USHUAIA
      Cheguei de madrugada no Aeroporto de Ezeiza, fiz o cambio e meu voo até Ushuaia saia do Aeroparque. A Aerolíneas disponibiliza de um transfer gratuito se você emitir um voucher no site deles. A empresa que presta esse serviço é a Manuel Tienda León, só procurar o guichê deles na parte externa do aeroporto.
      O voo de Buenos Aires até Ushuaia dura +/- 4 horas. Acordei quando estava perto de pousar e ao abrir a janela o céu estava azul, as montanhas com os picos nevados e diversos lagos.
      Desembarquei em Ushuaia às 8h10 e como não despachei mala, fui direto ver o transfer até o meu hostel, para não esperar muito optei pelo remis, é um trajeto rápido e custou ARS 300.
      No hostel, tomei café da manhã e fui tomar um banho para sair. E para minha surpresa ao sair do banho, chuva e muito vento (coisas da patagônia 😂). Nesse momento, ainda não entendendo como funcionava o clima por lá, fiquei esperando a chuva passar. Depois de um certo tempo sai na chuva mesmo.
      Estava com o dia livre e fui bater perna para conhecer a cidade, andei pela Avenida San Martin que é a rua de comércios em Ushuaia, muito simpática, com algumas construções coloridas, pelas calçadas apreciando o Canal Beagle, fui até a famosa placa.
      Hospedagem: Antártida Hostel. Localização é ótima, perto da Avenida San Martin, do porto e mercado. Estrutura de quartos, banheiros e cozinhas são boas e sempre estavam limpos. Staffs simpáticos, sempre dando dicas e conversando.

      Vista do avião

      Foto clássica na placa "fin del mundo"

      Canal Beagle

      22/12 – USHUAIA – LAGUNA ESMERALDA
      Pedi no hostel informações sobre o transfer até o inicio da trilha para a Laguna Esmeralda, eles me venderam por ARS 450 ida e volta.
      A van passou no hostel as 10h, o dia estava nublado e sem chuva. A trilha de modo geral é bem tranquila e bonita. Você caminha por bosques, passa por rios, vales, paisagens bem diferentes. Durante todo o trajeto há “plaquinhas” azuis nas árvores indicando o caminho. Possui algumas subidas, não são muito longas e nem íngremes.
      Após mais ou menos 6km cheguei na Laguna Esmeralda e que lugar incrível, meu preferido de Ushuaia. A água realmente é verde esmeralda, mesmo com o dia nublado. Explorei alguns lugares mais altos, contornei a Laguna para vê-la vários ângulos. Logo mais começou uma ventania, coloquei todos os meus casacos, gorro, procurei um abrigo do vento e sentei pra comer para depois começar meu caminho de volta.
      Na volta o vento não deu trégua e eu podia ver a chuva se aproximando. Choveu um pouco e depois o céu ficou azul. Cheguei ao inicio da trilha perto das 14h para aguardar a van. No caminho de volta para o hostel o tempo virou de novo, choveu e ventou MUITO. Fiquei pensando se tivesse optado por voltar com a van das 17h kkkk

      Trilha com as plaquinhas azuis nas árvores, indicando o caminho.
       

       

      Empacotada de casacos depois que cheguei na Laguna Esmeralda
       
      23/12 – USHUAIA – PINGUINEIRA, CANAL BEAGLE E GLACIAR MARTIAL
      Último dia em Ushuaia começou bem cedo, o dia estava lindo, céu azul, pouco vento. Às 7h30 o ônibus saia do Porto em direção a Estancia Harberton, para depois pegar um barco até a Isla Martillo, onde estão os pinguins. Fechei esse passeio com a Piratour por USD 179.
      No caminho até a Estancia paramos num local bonito, com um lago e do outro lado da estrada um vale, onde é possível observar como as árvores crescem tortas devido aos fortes ventos.
      Fomos divididos em 2 grupos para pegar o barco e ir até a ilha dos pinguins. Estava bem frio e com bastante vento. Ao descer na ilha a guia passa algumas instruções e durante todo o passeio explica sobre a ilha, pinguins, predadores, etc. Você não fica “solto” na ilha, precisa caminhar com o grupo. A ilha é realmente cheia de pinguins, estão por toda a parte e são uma gracinha, dá vontade de pegar um e botar embaixo do braço.
      Obs.: Não é permitido se aproximar dos pinguins, acho que são 3 mestros. E tome muito cuidado para não pisar nos ninhos.
      Minha dica é: fique na frente do grupo, um pouco afastado. No momento que estava conversando com a guia um pinguim se aproximou de mim e pude vê-lo de pertinho, até tirei uma selfie com ele.



      Depois vamos até o museu marítimo onde é realizada uma visita guiada em inglês e espanhol. O museu é muito interessante possui ossadas de mamíferos marinhos. O tour é realizado por biólogos, as explicações são riquíssimas, cheias de informações novas.
      Pra finalizar o passeio seguimos até um catamarã para uma navegação de 3 horas pelo Canal Beagle, até chegar ao porto de Ushuaia. Confesso que achei essa parte um porre e dormi boa parte do trajeto kkkk acordei para ver o Farol, que é lindo. Nesse momento estava chovendo e bem cinza, parecia filme de terror. Mais tarde passamos por uma ilha onde ficam vários leões marinhos, paramos ali por alguns minutos para observa-los. Eles dormem todos juntinhos, fazem barulhos, são folgados e desajeitados.
      Desembarcamos no porto de Ushuaia pelas 15h, almocei com uma família que conheci durante o passeio e as 19h30 combinamos de nos encontrar para subir o Glaciar Martial. Nessas horinhas já tinha parado de chover e o sol brilhava, no entanto um pouco antes de sair e encontrar meus novos amigos, o tempo virou completamente e inclusive choveu granizo (acho que nunca vou ver tempo tão louco como ushuaia).


      Após muita indecisão, criamos coragem e começamos a subir o Glaciar Martial, debaixo de chuva mesmo. Estava muito úmido, então a sensação térmica castigava. No meio da trilha já havia parado de chover, olhamos para trás, o céu estava limpo e no mar dava pra ver um lindo arco-íris. A subida é bem íngreme, senti a minha panturrilha queimar. Subimos até encontrar os pontos com gelo, tomamos a agua trincando e começamos a descida com vista para Ushuaia, o céu estava com cores lindas.
      Por isso eu vou reforçar mais uma vez: NÃO DEIXEM DE FAZER ABSOLUTAMENTE NADA NA PATAGÔNIA POR CAUSA DO TEMPO.

      Patagônia e suas surpresas 😍



      Por enquanto é isso gente, conforme for sobrando um tempinho vou escrevendo e postando aqui!
       
       
    • Por Alan Rafael Kinder
      INTRODUÇÃO
       
      Bom pessoal, eu sou o Alan, e recentemente fiz a primeira viagem internacional da minha vida (e também a primeira vez que voei com um avião).
      Comigo, também foram meu irmão (Fabian) e um amigo (Diego).
      Esse relato foi uma forma de compensar por todo o auxílio que obtive, em especial, aqui neste fórum, com dicas e informações preciosas que permitiram que eu tivesse essa viagem extraordinária.
      Eu tentei elaborar esse relato com calma, e por isso acabei demorando um bocado pra chegar nessa versão final – fazem 56 dias que eu chegava de volta ao Brasil!
      É importante destacar que, sempre que foi possível, evitamos ‘programas fechados’, que envolvessem guias ou horários pré-estabelecidos – queríamos ter a liberdade de curtir cada momento no nosso próprio tempo.
      E também, como nós temos o hábito de fazer caminhadas por trilhas aqui de nossa região, decidimos que o foco de nossa viagem seria o trekking, logo, tudo girou em torno dessa ideia.
      Como foi a primeira viagem de todos nós, haviam certas incertezas em todas as decisões – desde o voo (como proceder com o embarque, o que poderia ser levado) até questões de dinheiro (onde trocar, quanto vale) e praticidade (alugar um carro, hotel ou hostel, quão frio é por lá).
      No final das contas, nosso planejamento foi uma mistura de segurança com economia (os planos mudaram diversas vezes).
      Meu propósito com esse relato é de tentar ajudar pessoas que, assim como eu, não tem nenhuma experiência com viagens desse gênero – por isso, tentarei enriquecer o máximo possível com informações relevantes (e talvez tudo fique muito extenso para ser lido).
      Tomem nota que, quando eu descrevo as trilhas, tento focar mais nos detalhes que mais me chamaram a atenção – mas todas elas tomaram horas de caminhada.
       
      PLANEJAMENTO DA VIAGEM

      Inicialmente, o desejo de conhecer a Patagônia Argentina surgiu no final de 2018, onde eu e o Diego conversávamos em um PUB da região enquanto bebíamos e assistíamos o canal OFF.
      Daquele momento em diante, decidi reservar um tempo e montar um itinerário – fiz diversas pesquisas pelo Google em busca de atrações e programas naquela região (naquela época ainda não sabia da existência de El Chalten).
      A primeira versão da viagem envolvia conhecer Ushuaia, e estávamos fortemente considerando alugar um carro naquela região para ter mais mobilidade.
      Entretanto, conforme fui ampliando minha pesquisa sobre o assunto, fui de encontro com a ‘Capital Nacional do Trekking da Argentina’ – El Chalten – e logo me apaixonei pela possibilidade de conhece-la (ainda mais estando tão próxima de El Calafate com seu Glaciar Perito Moreno).
      No início de maio de 2019 encontrei uma promoção de passagens para ir e vir de El Calafate (um valor bem abaixo dos demais – estive acompanhando semana a semana a variação deles) – apenas teríamos que aumentar dois dias de viagem (inicialmente eram apenas oito) e a saída seria de Curitiba/PR. Logo que compartilhei com os demais, decidimos comprar as passagens naquele mesmo dia.
      Passagem de CWB para FTE (conexão em EZE com troca de avião), valor de R$ 1.409,81 por pessoa, ida e volta, sem bagagem adicional, comprada diretamente do site da Aerolineas Argentinas em 02 de maio de 2019.
      A partir deste momento, tínhamos um período definido para nossa viagem, e com isso, fizemos alterações relevantes nos planos: desistimos de ir para Ushuaia (ficaria para uma próxima) e não alugaríamos mais um carro.
      Desistindo de visitar Ushuaia, asseguramos uma economia nas despesas, porém, mais que isso, mais dias para curtir El Chalten (e foi uma decisão extraordinária)!
      Percebemos que, tendo apenas El Calafate e El Chalten nos planos, ter um carro se mostrava desnecessário – era possível fazer as trocas de cidade e eventuais corridas com serviços oferecidos na região (e novamente, foi muito mais barato que alugar um carro e dividir as despesas).
      Finalmente, na última versão da viagem, decidimos trocar o último dia de passeio em El Calafate por El Chalten, de forma que ficaríamos um sétimo dia (seis líquidos) para nossas caminhadas.
      Por segurança e praticidade, tudo que pudemos comprar com antecedência aqui do Brasil foi feito – não sei dizer ao certo se isso foi o mais sábio em termos de economia, mas estar com as coisas definidas permitia com que curtíssimos mais o que era importante, ao invés de ficar correndo e negociando coisas.
      Também não compramos chip de planos de dados para internet. Sinceramente não achei necessário. Você conseguia acesso via wifi em praticamente qualquer estabelecimento, incluindo o hostel/hotel. A conexão é normalmente boa, raríssimas vezes não funcionava (em El Chalten teve um dia que ventou demais e pareceu que estava interferindo). Mas conseguíamos fazer chamadas de vídeo sem problema algum.
      Quanto ao celular, visto que não teria plano de dados, eu baixei os mapas da região para consulta offline (isso foi realmente importante) e sempre que não precisava conectar ao wifi, mantinha a opção ‘modo avião’ e ‘economia de energia’ ativos – isso dava até cinco vezes mais bateria para o celular.
       
      EQUIPAMENTOS
      Apesar de fazermos trilhas aqui pela região com bastante frequência, estávamos cientes que o clima da Patagônia era muito diferente do nosso, e por isso, foi necessário comprar algumas coisas – ainda mais que decidimos fazer a viagem sem despachar malas.
      Nosso limite era de 08kg na bagagem de mão (que você guarda em cima do teu assento no avião) e até 03kg no artigo pessoal (aquela mochilinha que tens que colocar entre seus pés no chão) – essas eram as regras da Aerolínias Argentinas (logo, dependendo das empresas que operarem teu voo, tens que observar as regulamentações específicas).
      Bom, cada um de nós fez suas próprias compras, mas de uma forma geral, os mesmos itens eram comprados.
      Com os relatos de ser uma região muito fria, decidimos nos preparar para isso.
      Fora isso, tínhamos que considerar que tudo que fosse comprado teria que caber dentro das mochilas.
      Segue relação dos itens que foram levados dentro das mochilas:
      1x Casaco fleece 2x Camisa manga curta dryfit 1x Camisa manga longa dryfit 1x Camisa segunda pele 1x Calça de trilha com resistência a água 1x Calça moletom 1x Calça segunda pele 1x Touca 1x Luvas 1x Toalha dryfit 5x Cuecas 4x Meias cano longo de trilha 1x Meia de algodão 1x Chinelo 1x Powerbank 20.000mah Documentos e comprovantes Além destes, algumas coisas vesti e carreguei durante os voos:
      1x Casaco com resistência a água 1x Camisa manga curta de tecido 1x Calça jeans 1x Bota impermeável de trilha 1x Celular No final das contas, todos os itens comprados couberam com relativa folga de volume, e muita folga de peso, na mochila maior. Na mochila menor levei os eletrônicos e documentos, e também ficou folgada. A verdade é que nem precisávamos levar tanta coisa (devido nossas escolhas durante a viagem).
      Tínhamos pensado em lavar nossas roupas enquanto tomávamos banho – e isso até foi possível com alguns itens – entretanto, conforme estávamos lá, percebemos que iríamos precisar mandar lavar algumas peças em lavanderias (e fizemos isso duas vezes – custava entre 300 a 400 pesos dependendo do peso). Isso acresceu um pequeno custo ao total de despesas, mas valeu muito a pena.
      As despesas com esses itens comprados não fazem parte das da viagem, pois apesar de ter comprado muita coisa específica, posso usá-las em outros momentos.
    • Por michele.caetano
      Utilizo há anos esse site para pesquisar roteiros de viagens, dicas, custos e, finalmente, venho aqui dar minha contribuição. Trata-se de um relato de uma viagem de um jovem casal apaixonado, em lua de mel, que teve de enfrentar uma cotação de R$ 4,50 a R$ 5,00. Que fase! Com muito planejamento e foco conseguimos fazer uma bela viagem de 23 dias na primavera européia ❤️. 
      Fizemos uma lista virtual de presentes, então boa parte dos passeios que fizemos ganhamos de presente dos nossos queridos amigos e familiares 🥰.
      Roteiro:
      Paris - 5 dias (26/04 - 01/05)
      Praga - 3 dias (01 - 04/05)
      Viena - 2 dias (04 - 06/05)
      Budapeste - 3 dias (06 - 09/05)
      Nápoles - 1 dia (09 - 10/05)
      Sorrento - 2 dias (10 - 12/05)
      Ilha de Capri - 1 dia (12 - 13/05)
      Maiori - 1 dia (13 - 14/05)
      Roma - 5 dias (14 - 19/05)
      Primeira dica: Sempre que pensar no número de dias que quer ficar num lugar acrescente mais 1, porque o dia que você chega e sai da cidade fica bastante comprometido com os deslocamentos. E às vezes algum imprevisto também pode "atrasar" seu roteiro, como um dia inteiro de chuva no dia que tinha planejado várias coisas ao ar livre. Nesse roteiro recomendaria acrescentar pelo menos mais 1 dia em Paris, Praga e Budapeste. E mais 1 em Capri se você estiver com dinheiro sobrando ou pegar um câmbio melhor, rs. 
      Segunda dica: A primavera européia nada tem a ver com a nossa! Pegamos bastante frio, especialmente em Paris e no Leste Europeu. Importante colocar na mala uma blusa e calça térmicas e um casaco mais quentinho. Nesse lugares eu saía normalmente com uma camisa de manga curta, blusa térmica (manga comprida), uma blusa mais grossa de manga comprida, casaco e cachecol. Ah, e calça térmica por baixo da calça jeans.
      Paris
      Hospedagem: Ficamos num apartamento ótimo em Montmartre pelo Airbnb, bem equipado, com uma vista incrível da Torre Eiffel e metrô em frente (estação Pigalle). Apesar de ouvir muita gente dizer que este é um bairro mais perigoso em Paris, tenho que discordar. Havia bastante movimento nessa rua até tarde, bem iluminado, farto comércio e restaurantes na região. Nos sentimos super seguros lá, inclusive à noite. Adorei! Valor da diária c/ taxas: € 114 (casal).
      Link: https://www.airbnb.com.br/rooms/882192?guests=1&adults=1&sl_alternate_dates_exclusion=true&source_impression_id=p3_1559085549_zGi%2BIA2ncnTDvdEE&check_in=&check_out=&children=0&infants=0
       
      Saindo do aeroporto Charles de Gaulle: Pegamos um trem (€ 10,30 p/ pessoa) até a estação Gare du Nord e de lá pegamos o metrô até a estação Pigalle.
      Transporte: Compramos o combo de 10 tickets de metrô por R$ 14,90. Vale a pena porque paga mais barato no valor unitário da passagem. No total compramos 30 tickets para os 5 dias.
       
      Gastos casal - 5 dias:
      Hospedagem: €572
      Alimentação: €425 - média de €85/dia (contando mercado, restaurante, lanches etc)
      Atrações turísticas: €233 - média de €47/dia
      Transporte: €147 - média de €30/dia
      Paris é uma cidade bem cara. A gente comia no máximo 1 vez por dia em restaurante, almoço ou janta, e ainda assim gastamos bastante com alimentação. Pra economizar, vale a pena ir ao mercado caso tenha cozinha no seu ap. Queijos e vinhos são uma boa pedida. Compramos um ótimo vinho por menos de €5!
       
      Dia 1
      Chegamos antes do horário de check-in. Então, deixamos as malas no apartamento e fomos explorar as principais atrações do bairro:
      Muro Je t'aime, Sacré-Coeur e Place du Tertre
      Muro J t'aime

      Sacre Croeur

      Vista da Sacre Croeur
      Almoço: Na verdade foi um lanche. Comemos baguetes num quiosque que tinha no caminho pra Sacre Croeur: 2 baguetes e 1 coca - €12,30
      Seguimos para o Trocadero pra aproveitar que o dia ainda estava claro e bonito e ver a torre mais de pertinho. Lá comemos nosso primeiro crepe de rua parisiense (eu amo!) - €3,50 cada. Depois de curtirmos um pouco, caminhamos beirando o rio Sena e fomos até a Champs-Élysées e o Arco do Triunfo. Depois dessa bela caminhada voltamos pro ap pra tomar um  banho quentinho e sairmos para o nosso primeiro jantar romântico da viagem.

      Tracadero

      Trocadero

      Champs-Élysées


      Arco do Triunfo
       
      Jantar romântico (um dos presentes de casamento): Restaurante Bouillon pigalle - foi um achado porque jantar em Paris sem gastar uma fortuna é uma missão difícil e o restaurante ficava praticamente do lado do nosso apartamento. 2 entradas, 2 pratos principais, 1 sobremesa e uma jarra de vinho da casa saíram por 50 euros, incluindo uma pequena gorjeta. E não é um menu não, você escolhe seus pratos individualmente. Foi um ótimo custo-benefício! Recomendo a sopa de cebola de entrada e o profiterole de sobremesa. Os pratos principais estavam bons, mas nada que chamasse a atenção. Os parisienses também curtem o local, então é bom chegar cedo porque já começa a ter fila antes das 20h e eles não fazem reserva. 
      E pra finalizar uma foto da sacada do nosso apartamento com uma bela vista da Torre Eiffel. Era incrível acordar e dormir com essa vista!

       
       
       
    • Por cassizanon
      Fala galera, depois de 8 anos tentando viajar pra Argentina, FINALMENTE VOU AAAAAA, E SOZINHO!! To quase fechando meu roteiro pra Buenos Aires, mas gostaria da opinião e pitaco de vocês sobre minha distribuição de dias pros bairros.    Desculpa pelo post gigante pessoal, mas primeira viagem sozinho, minha cabeça ta a milhão e tem coisa que não to conseguindo pensar sozinho.   Meu negócio é fazer tudo com mais calma, absorvendo a atmosfera e querendo aprender tudo que der sobre a cultura e história do lugar, então bastante museu, locais históricos, arquitetura, e sem ficar correndo de um lugar ao outro pra ver tudo num dia. Não estou cheio da grana também, então vou economizar onde der, principalmente alimentação, pra poder esbanjar uma ou duas vezes. A cada dia vou fazendo comentários específicos:   5 de Maio - Terça-feira: 19:25 - Vôo de Porto Alegre 21:10 - Chegada no aeroporto El Palomar Noite - Chegar no Circus Hostel San Telmo, e jantar?   Aqui que vou chegar tarde no hostel, largo as coisas e dou uma voltinha pelos arredores até pra comprar coisas de higiene, e já jantar de repente?   6 de Maio - Quarta-feira Manhã: - Cambio no Mais Brazucas e comprar chip de celular na Claro 10:30 - Free Recoleta Tour no Teatro Colón Tarde: Palermo   Da tempo de sair cedo do hostel, ir até a Florida, fazer cambio, comprar chip, e ir até o Teatro Colon as 10:30? O  Free walk tour da recoleta vale a pena como primeira introdução? Depois do tour, a tarde, eu iria conhecer melhor o Cemitério, a Recoleta e Palermo. Com calma dá pra fazer isso num dia? Ou melhor separar?   7 de Maio - Quinta-feira Manhã: - Dar uma volta em San Telmo e ir a La Boca. 14:30 - Tour histórico/antropológico de 3 horas (P. Lezama, monumento Mendoza, C. Defensa, Dorrego, Mercado San Telmo, CGT, Praça perón, Santo Domingo, Plaza de Mayo) - Show de Tango   Aqui vou tirar a manhã pra dar uma voltinha pelas redondezas do hostel em San Telmo, e ir pra La Boca. Dá pra fazer La Boca até o começo da tarde? As 14:30 marquei um tour de 3 horas com um antropólogo e historiador pelo Airbnb, saindo do Parque Lezama e indo até a Plaza de Mayo, onde ele vai explicar sobre as colonizações, a história por tras dos locais, e sobre imigração, etc. É o que mais estou empolgado, pois vou ter um ótimo contexto da cidade. Depois de andar um monte, lá pelas 17:30, não sei se vale a pena fazer algo lá pelo Centro, ou volto pro hostel e me arrumo pro Tango a noite, estou vendo de ir no Esquina Homero Manzi.   8 de Maio - Sexta-feira - Retiro - Congresso - Centro   Esse dia vai ser pra turistar pela região do centro. Tudo o que tiver por ali to fazendo uma lista. Mas não sei se vai ficar pesado e corrido tudo isso, parando nos palácios, museus, fazendo tour por dentro dos prédios, etc. (EX: Catedral, Centro cultural Kirchner, Galerias Pacifico, Museu numismatico, Palacio Barolo, Palacio del congresso, Palacio de las aguas corrientes, Palacio Paz, etc)   9 de Maio - Sábado - Tigre 14:00 - Tour histórico de 3 horas caiaque pelo delta.   Aqui ta tudo encaminhado. Vou passar o dia em Tigre e a tarde fazer um passeio de caiaque com um antropólogo, ao invés de fazer paseio de catamarã, assim posso aprender melhor sobre a região e conhecer os lugares mais afastados.   10 de Maio - Domingo Manhã: - Puerto Madero - Costanera Sur 15:16 - Vôo para Bariloche (El Palomar) 17:38 - Chegada   Aqui penso em conhecer Puerto Madero de manhã e o Costanera Sur. As 15:16 tenho voo para Bariloche, volto pra BsAs dia 23. Porém aqui da pra trocar as atividades com outro dia, como o dia 24 ou 25.   23 de Maio - Sábado 15:55 - Voo de Bariloche para Buenos Aires 17:57 - Chegada em Buenos Aires (El Palomar) Noite: Puerto Madero   Chego no fim da tarde em Buenos Aires de novo, e pensei em deixar as coisas no hostel e ir conhecer Puerto Madero a noite, pq dizem que é legal ver tanto de dia quanto a noite. Ou daria pra fazer outra coisa. Sugestões?   24/5 - Domingo San Telmo (+ feira) Feria de Mataderos   Mais um dia que envolve São Telmo, dessa vez pra curtir a feira e o bairro, e também a Feria de Mataderos. Vale a pena separar um dia só pra isso? Ou daria pra incluir algo mais?   25/5 - Segunda-feira FERIADO Chacarita Belgrano Balvanera Caballito ou Programação do feriado (existe?)   OK, aqui é onde tenho mais dúvidas. Vou estar em Buenos Aires BEM NO FERIADO DA REVOLUÇÃO DE MAIO. Isso me parece ser bem significativo. Esse ano cai numa segunda-feira, quando museus geralmente não abrem. Vocês sabem como será esse ano? Vale a pena eu dedicar o dia pras comemorações/temática da época, ou daria pra turistar normalmente? Pensei em deixar esse dia pra conhecer estes bairros menos visitados, até pra ver o museu de Gardel, o Cemitério onde ele está, etc. Mas também, se as coisas estiverem fechadas, não valeria a pena. O que acham?   26/5 - Terça-feira Talvez revisitar algum lugar ou o que faltou 17:05 - Vôo para Porto Alegre (El Palomar) 18:40 - Chegada em Porto Alegre   Último dia, e pensei em deixar em aberto pra voltar pra algum lugar que gostei, ou usar ele pra aliviar algum outro dia que ficaria muito corrido. ________________   Ufa, é isso. Não coloquei os detalhes de pontos turísticos e tal porque não queria estender, e já tenho uma noção do que fazer, só queria acertar os dias, pra já ter um planejamento mais claro, e pra poder ajeitar meu financeiro. De novo, foi mal pelo post gigante, mas to lutando pra reunir o máximo de informação possível, qualquer ajudinha será muitíssimo bem-vinda, e trago uma lembrancinha ainda hahahaha Abração!  


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