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Marrocos, uma aventura de carro – 19 dias no destino

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Fantástico relato!!!! Como se pronuncia bi saha?!? rsrs

Estou em uma situação idêntica  no que se refere ao idioma. Falo apenas espanhol!!! Inglês, apenas algumas dezenas de palavras. Poderia comentar algo em relação à essa experiência e questão? Irei sozinha e tenho 52 anos. Ainda não sei utilizar muito bem aqui o site é para garantir que não perderei suas dicas e resposta, deixarei meu e-mail: [email protected]

As-salam alaykom

 

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Apenas em Casablanca foi um pouco difícil quanto ao idioma, mas a visita a mesquita tinha guia em espanhol. Eu havia selecionado hotéis no Booking que diziam falar espanhol, nem sempre isso na prática ocorreu mas não foi problema. No comércio em geral é comum falarem vários idiomas e até português. Pode ficar tranquila quanto a isto. Pode continuar perguntando. É um prazer ajudar e reviver esta viagem inesquecível.

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    • Por mahh_loo
      ( de OURINHOS/SP A MARAGOGI/AL - de carro, não apenas um carro, um Del Rey)
       
      Galera essa viagem foi em Abril de 2018, encontrei esse relato que eu fiz no Facebook e resolvi publicar por aqui também:
      Vim aqui contar pra vocês como que eu e o meu marido Mauricio saímos do interior de SP, atravessamos o Brasil, passamos ao longo da viagem por 6 estados, a bordo do Zé Reys (nosso Del Rey). 
      (alerta textão)
       Achei bacana vir aqui compartilhar com vocês nossa aventura, porque quando eu estava pesquisando pra fazer a viagem, não encontrei nenhum relato de pessoas que tivessem feito esse trajeto que nós fizemos de carro, e eu queria tanto saber das condições da estrada, do combustível e tal, espero ajudar quem venha a ter a mesma ideia que nós tivemos. Não sei dizer se a nossa viagem foi no estilo mochileira, mais o nosso objetivo era conhecer e curtir o máximo possível, gastando o menos possível, já que a nossa reserva de dinheiro não era tão grande, e posso dizer que a missão foi cumprida com sucesso!!
      Nós já tínhamos ido pra Maragogi a três anos atrás, mais de avião, alugamos um carro e foi então que a ideia surgiu, porque não ir com o nosso carro? Teríamos mais liberdade e mais tempo pra conhecer a região. Demoraram três anos pra ideia sair do papel.
      - O planejamento
      eu fiz o planejamento inteiro da viagem em sites como:
      mapeia.com, qualp.com, rotasbrasil.com
      na verdade eu fazia a rota em todos eles pra comparar a diferença, e posso dizer que eles foram BEM fiéis, tanto nas contas de pedágio, quanto no cálculo de combustível.
      -O carro
      O Zé é um Ford Del Rey ano 89/90, motor 1.8, original a álcool. O motor dele é original, nunca foi refeito nem nada do tipo,  mais é um carro conservado, o Mauricio é músico, então nós já percorremos toda a região aqui do interior de sp e do norte do paraná com ele, e ele nunca nos deixou na mão até hoje!  Mais é claro que nós fizemos uma boa revisão antes de pegar estrada
      - Os gastos
      Quando eu fiz o planejamento, eu joguei o valor do combustível como padrão R$3,50 (lembrando que o Zé é a álcool) e colocando que o Zé faria 10 km/L. pra não ter sufoco e ficar com um orçamento acima dos gastos.
      - A estrada:
      Nosso maior medo era pegar estradas ruins, porque pelo nosso trajeto nós iríamos cruzar o sertão do nordeste. Gente as estradas são incrivelmente ótimas! A maioria dos pedágios que nós pegamos foi em São Paulo, no Nordeste mesmo acho que pegamos no máximo uns 4. Alagoas, Sergipe, Bahia todos com estradas muito boas, quase todas duplicadas e aonde não é duplicada, eles estão duplicando, se pegamos 100km de estrada ruim foi muito. Infelizmente a pior parte da estrada é em Minas Gerais, porque a pista na grande maioria é simples, com muitos radares, chegava a ter radar de 40 km/h na estrada, no meio do nada,  pegamos trechos de 180km com muitos buracos, estradas estreitas sem acostamento, com plantação dos dois lados, não é um trecho que eu aconselho passar anoite (apesar de que nós passamos) por ser muito isolado. Mais passando essa turbulência em Minas, o resto foi ótimo!
      1º DIA 
      1.146 km
      Ourinhos SP a Montes Claros MG
      Como enchemos o tanque em Ourinhos com álcool a 2,60
      tivemos uma boa economia no combustível, apesar de que o álcool em Minas Gerais ainda tava com um preço razoável pegamos uma promoção em Araxá onde o álcool tava R$2,85. A Vivo não pega muito bem em MG..chegamos a andar 200km sem sinal de internet.
      Pedágio: R$ 59,70 
      Combustível: R$ 320,00 (aproximadamente)
      Hotel: R$ 105,00 (Ficamos no Lessa Hotel..um ótimo custo benefício, eu reservei pelo Booking)
      Rota:
      Ourinhos
      Santa Cruz do Rio Pardo
      Bauru
      Jaú
      Araraquara
      Ribeirão Preto
      Franca
      Araxá
      Patos de Minas
      Pirapora
      Montes Claros
      2º dia
      Montes Claros MG a Maracás BA
      694 km andados
      R$ 210 mais ou menos, abastecemos em Montes Claros (2,65$)
      Não teve nenhum pedágio
      Hotel Vale Aprazível - 85$ a diária, jantamos em um restaurante bem simples, mais com uma comida maravilhosa do outro lado da rua do Hotel, por 15$
      A intenção era ir até Feira de Santana na BA, mais aconteceu uma falha na nossa revisão e nós esquecemos de ver a homocinética do lado esquerdo do carro, confundimos porque trocamos a direita, mais a esquerda não e ela quebrou em Maracás - BA.
      Então dormimos por lá mesmo, enquanto arrumava o carro (que por incrível que pareça ficou barato, o mecânico cobrou 100$ de mão de obra pra trocar a homocinética e a barra de direção que estava com folga)
      Rota:
      Montes Claros
      Cap. Eneas
      Janaúba
      Porteirinha
      Mato Verde
      Monte Azul
      Espinosa
      Urandi
      Guanambi
      Caetité
      Brumado
      Maracás
      3º Dia
      Maracás a Aracaju
      546 km
      Combustível: 170$ (3$)
      Hotel: 120$ pior custo benefício da viagem
      Pedágio: 9$
      Era para ser o último dia do trajeto, mais perdemos muito tempo parados em Maracás pra arrumar o carro, então só conseguimos ir até um pouco depois de Aracaju, porque saímos de Maracás quase meio dia, dormimos em um hotel que nem vale a pena comentar de tão ruim que era um pouco depois de Aracaju, só pelo cansaço mesmo. 
      Rota:
      Feira de Santana
      Alagoinhas
      Esplanada
      Estância
      Aracaju
      4º Dia
      Aracaju a Maragogi
      402 km
      Combustível: 140$ (3,40$)
      Sem pedágio
      Entrando em Sergipe e Alagoas o preço do álcool já fica mais caro, em média pagávamos mais ou menos R$3,40 no álcool, quando dávamos sorte encontrava algum posto por R$3,20. Passamos em Maceió e chegamos em Maragogi na parte da tarde.
      Hospedagem:
      Como eu queria ter liberdade em relação a quantidade de dias para ficar, aluguei uma casa, era um sobradinho a umas duas quadras da praia, paguei R$ 700,00 por 15 dias, achei que compensou, porque diferente do hotel, eu poderia fazer janta, café da manhã pra economizar.
      Passeios:
      Nós não tinhas uma programação muito definida, porque a gente queria mesmo era curtir sem pressa, então de manhã a gente ia pra uma praia, ai o tempo fechava (porque Abril é época de chuvas lá e nós pegamos muitas!) a gente pegava o carro e subia pra Pernambuco onde o tempo tava aberto e assim ia. Mesmo com chuva deu pra aproveitar, o mar ainda é azul (não tanto como em dia de sol) e a água continua morna.
      Dicas:
      Maragogi não tem muita agitação noturna, o que pra nós era ótimo porque a gente queria sossego mesmo, tem lugares que da pra você comer bem e barato, nós costumávamos ir em um restaurante que tinha sopa e pagávamos 10$ na sopa.
      Da pra curtir muito, sem gastar tanto. Por exemplo:  eu queria ir na praia de Carneiros (vá!! É uma das praias mais lindas)  pesquisei, pesquisei e o melhor acesso pra mim seria pelo Bora Bora, (que é considerado muito caro), mais você não precisa necessariamente consumir nada lá dentro, então nós pagamos 30$ de estacionamento, eu coloquei alguns lanchinhos na mochila, passamos o dia nas piscinas naturais (levamos nossa máscara e snorkel pra não ter que alugar), fomos apé até a famosa Igrejinha, sentamos na sombra do coqueiro pra comer, e ainda podia usar a estrutura toda do Bora Bora (banheiro, rede, sofá, ducha, etc ) pelos simples 30$ que nós pagamos.
      Cuidado em Porto de Galinhas, lá é lindo, mais tem sempre alguém te vendendo alguma coisa, pergunte o preço de tudo ANTES de comer, ou até olhar., eu levei uma facada pagando 35$ porque experimentei uma ostra antes de perguntar o preço, morguei nessa. As cadeiras na beira da praia você paga 30$ no guarda sol e mais 10$ por cadeira, ou você pode consumir alguma coisa do cardápio (não tinha nada menos do que 70$) e não pagava as cadeiras, nós bobeamos nessa também.
      Primeiro porque pagamos por um estacionamento, com banheiro e ducha, e quando chegamos lá o banheiro era público! Segundo porque perto da praia, perto dos estacionamentos, tem barraquinhas, que deixam você colocar suas coisas sem cobrar nada por isso. E no calçadão a comida é MUITO mais em conta, tinha refeição, lanche, por 10$ bem barato mesmo.
      Nós escolhemos apenas um passeio caro,  que foi o mergulho em Porto de Galinhas, pagamos 160$, pra gente que nunca tinha mergulhado valeu muito a pena, os instrutores eram bem pacientes, explicaram tudo, passaram segurança.
      Não fizemos o passeio pras Gales de Maragogi porque já tínhamos feito 3 anos atrás.
      Antunes continua linda, maravilhosa! Mais o movimento de 3 anos atrás nem se compara com o movimento de agora, muita gente, muitas barraquinhas, muitos guarda-sol, mais é só andar um pouco que você encontra um cantinho com paz, sem movimento.
      Barra Grande é tão linda, tão azul quanto Antunes, e tem menos movimento.
      Cuidado na Praia de Peroba, nós ficamos em uma barraquinha que tinha lá, pedimos um peixe, estava escrito na lousa 25$, comemos, fomos pro mar. Quando voltamos e fomos acertar, a senhora dona da barraquinha tinha apagado e colocado 50$ quando questionamos, ela disse que havia errado no valor.
      Se puder vá até Olinda, Recife, tem centros históricos incríveis, que valem a pena a viagem!
      Cuidado com o que você come, e bebe, eu peguei uma intoxicação alimentar feia, fiquei 4 dias como rainha literalmente, mais não deixei de curtir, apenas tinha que procurar praias que tinham alguma barraquinha com banheiro hahahaha, fiquei desidratada, tive que ir no UPA de Maragogi, e fui muito bem atendida! O bom é que os remédios nas farmácias de lá eram muito mais baratos do que na minha cidade.
      Depois desse relato imenso, só posso dizer uma coisa: gente..vai !! Se aventura, vivencie isso porque olha, foi demais, foi a realização de um sonho!! O nordeste é incrível, nós cortamos o sertão mesmo, e foi uma coisa que me tocou demais, me mudou como pessoa, ver aquelas casinhas humildes, muitas de barro, com cisternas pra captar a água da chuva, isoladas no meio do nada, sem supermercado, sem cidade, sem nada por perto, mais as pessoas tinham um sorriso no rosto, um sorriso na alma, que marca qualquer um!!
      E pra finalizar, nós não somos blogueiros e nem temos nenhum conteúdo profissional, mais se alguém tiver curiosidade de ver a jornada eu gravei alguns stories e tão salvos lá no instagram: @naestradacomze 










    • Por José Luiz Gonzalez
      Introdução
      Fala galera!
      No fim de 2018 fiz uma viagem incrível pela África do Sul que contou inclusive com a companhia do grande parceiro Fabiano que conheci aqui no Mochileiros!
      Se alguém tiver alguma dúvida, sinta-se a vontade pra perguntar abaixo e evitem mensagens privadas ou e-mail já que a sua dúvida pode ser a mesma de outras pessoas aqui no fórum!
      Roteiro Resumido
      1 dia na Rota Panorâmica
      3 dias de Safári no Kruger
      9 dias na Garden Route
      5 dias na Cidade do Cabo
      Roteiro Detalhado
      15/11/2018 - Voo São Paulo > Joanesburgo
      16/11/2018 - Joanesburgo > Sabie
      17/11/2018 - Sabie > Graskop
      18/11/2018 - Graskop > Lower Sabie Rest Camp 
      19/11/2018 - Lower Sabie Rest Camp > Crocodile Bridge Rest Camp
      20/11/2018 - Crocodile Bridge Rest Camp > Marloth Park
      21/11/2018 - Marloth Park > Joanesburgo > Port Elizabeth > Jeffrey's Bay
      22/11/2018 - Jeffrey's Bay
      23/11/2018 - Jeffrey's Bay > Stormsrivier
      24/11/2018 - Stormsrivier > Plettenberg
      25/11/2018 - Plettenberg
      26/11/2018 - Plettenberg > Mossel Bay
      27/11/2018 - Mossel Bay
      28/11/2018 - Mossel Bay > Hermanus
      29/11/2018 - Hermanus
      30/11/2018 - Hermanus > Cidade do Cabo
      01/12/2018 - Cidade do Cabo
      02/12/2018 - Cidade do Cabo
      03/12/2018 - Cidade do Cabo
      04/12/2018 - Cidade do Cabo
      05/12/2018 - Cidade do Cabo > Joanesburgo
      06/12/2018 - Joanesburgo > São Paulo
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
      É difícil não colocar uma noite sob o estrelado céu do Deserto do Saara como a melhor parte de uma viagem cheia de pontos altos pelo Marrocos!
      Várias empresas, hotéis e hostels oferecem roteiros até o Deserto saindo de Marraquexe e outras cidades do Marrocos, mas como estávamos em quatro e a ideia de passar a maior parte do tempo em um ônibus turístico não agradava a nenhum de nós, decidimos alugar um carro e fazer o trajeto por conta.
      Depois de passar pelas cidades de Marraquexe e Ouarzazate, pelas sinuosas montanhas do Alto Atlas e as cenográficas Gargantas de Dadès e Todra, chegamos finalmente à Merzouga, a porta de entrada para o Deserto do Saara!
      Estávamos confusos sobre como reservar a hospedagem no Deserto. Nossa ideia inicial era chegar até Merzouga e lá encontrar uma empresa ou hotel que oferecesse esse serviço. Nas pesquisas que fizemos parecia ser uma prática comum e em Marraquexe nos disseram que não haveria problemas. Mas na noite anterior, já no meio do caminho, descobrimos que a possibilidade de conseguir algo em cima da hora para o mesmo dia seria baixa.
      A solução foi inusitada, mas não poderia ter sido mais perfeita! Com a ajuda do Said, simpático funcionário do Riad Dar Outeba, onde estávamos hospedados, fechamos um acampamento de luxo no Deserto! Em todas as vezes que me imaginei dormindo no Deserto do Saara, nunca pensei que seria possível ter uma cama enorme e um chuveiro quentinho. Como a palavra “luxo” não combina muito comigo, fiquei com medo de que esse conforto a mais tirasse um pouco a autenticidade da experiência, mas logo ao chegar vi que estava completamente enganada.
      O valor oficial do acampamento onde ficamos é de 600DH (Dirhams) por pessoa, o que convertendo dá por volta de 60€ e inclui: Transporte ida e volta de 4×4, tenda privativa para 2 pessoas com banheiro e chuveiro, jantar completo, café da manhã, garrafinhas de água gelada, chá de boas vindas e estacionamento em Merzouga.
      Fomos no mês de Junho, já quase verão, e estava muito quente, então roupas leves e confortáveis bastam. Você muito provavelmente vai parar em algum lugar no caminho e comprar um lenço (é irresistível) e sairá já com ele na cabeça para encarar o calor do deserto. Todos os vendedores ensinam como usar, e se não fizerem, os guias o fazem. Se for muito friorento(a) vale levar um casaquinho fino para a noite.
      Chegando em Merzouga, fomos encaminhados para uma pousada onde deixamos o carro estacionado e esperamos (tomando chá de menta num calor de 40º) até que fosse a hora de partir pra dentro das dunas de Erg Chebbi!
      Há algumas formas de chegar até os acampamentos; de 4×4, de quadriciclos e o mais comum, montado em dromedários. Eu estava decidida a não ir com a última opção, pois acho que é uma forma de exploração animal e apesar de saber que o corpo deles é preparado para esse tipo de clima e de “função”, não acho certo e não quis apoiar a prática. Como o quadriciclo era a opção mais cara, decidimos ir de 4×4.
      Ficamos sabendo que atualmente, para a segurança dos turistas, não é mais permitido que os acampamentos sejam montados em partes mais afastadas do Deserto do Saara, então todos eles agora ficam a uma curta distância da cidade. De 4×4 o trajeto dura por volta de 10min e tem a emoção de um rali pelas dunas! De dromedário o tempo é em média 1h30.
      O acampamento fica em um vale em meio às dunas e é encantador! No nosso caso tivemos uma enorme tenda privativa com banheiro, chuveiro e até tomadas e entradas USB! São 8 tendas e mais um espaço comum para as refeições. Do lado de fora, tapetes e lanternas davam o charme àquele lugar que parecia cenário de filme!
      Ao chegar fomos recebidos pelo Mohamed, que além de extra simpático, adora falar português! Conversamos um pouco com ele enquanto tomávamos mais chá de menta (sim, chá quente, no deserto!) e depois partimos para vivenciar um pouco do Deserto do Saara!
      Caminhamos até o topo de uma duna, de onde a vista é de tirar o fôlego, e arriscamos algumas descidas de sandboard. Lá de cima vimos um pôr do sol tão lindo que entrou para o top 5 da minha lista imaginária!
      Mesmo não sendo tão afastado da civilização, a sensação é de estar no meio do nada. É uma emoção incrível caminhar por aquelas enormes dunas e se sentir como um grãozinho de areia! Naquele momento estávamos animados demais para apreciar o silêncio do Deserto, mas não imagino lugar melhor no mundo pra passar horas sozinha pensando na vida.
      Na volta para o acampamento passamos pelo “estacionamento de dromedários” e obviamente não resisti àquelas carinhas sorridentes! Eles são dóceis e fofos, nos deixam chegar perto e interagir um pouco. Nessa hora fiquei muito feliz com a minha escolha de não ter ido até lá sobre suas corcovas. Não é que eles não sejam bem tratados, mas vê-los presos por cordas, um colado ao outro como escravos acorrentados não me pareceu certo.
      Cheguei em um estado tão deplorável na tenda que só consegui pensar que ter aquele chuveiro só pra mim foi mesmo um bom investimento! Depois de um tempinho de relax, chegou a hora da janta!
      Era tudo tão delicioso que me senti em um restaurante cinco estrelas, mas ainda melhor, porque lá eu podia estar de chinelo e sentia a brisa do Deserto batendo no meu rosto. Foi um jantar completo, com entrada, salada, prato principal e sobremesa! Regado a muita água porque aquele calor todo desidrata e porque praticamente não há bebida alcóolica no Marrocos. Embora as especialidades marroquinas sejam o cuscuz e o tajine, eles não estavam no menu dessa vez, o que achei ótimo pois era só o que estávamos comendo durante a viagem.
      Quando já estávamos todos rolando de tanto comer, sentamos em volta da fogueira para ver uma animada apresentação de música berbere, um som alegre e hipnotizante, marcado pela batida dos tambores e outros instrumentos típicos.
      De forma bastante simplificada, os berberes são o povo do deserto. Há diferentes ramificações e diferentes línguas (que são no geral mais orais do que escritas), mas a bandeira deles é de ser um povo livre. Talvez por seu passado nômade, tenham se tornado mais abertos em relação à várias ideias, e essa foi uma das mais agradáveis surpresas da viagem.
      Os berberes são pessoas simples e extremamente gratas pela vida, são todos muito simpáticos e acolhedores, e ficam super felizes em mostrar sua cultura aos viajantes. E é exatamente por isso que digo que o fato de ser um acampamento de luxo não tirou a autenticidade da experiência, porque eles foram eles mesmos, e não funcionários de um alojamento de luxo. Nós rimos juntos, conversamos, aprendemos palavras, dançamos, contamos piadas e tivemos uma troca incrível, de gente pra gente.
      E para terminar esse dia perfeito, subimos novamente as dunas só pra ficar olhando um pouco aquele céu estrelado. Tinha esperanças de ver estrelas cadentes, mas o Mohamed disse que elas só apareceriam mais no meio da madrugada. Juro que queria ter levantado pra tentar a sorte, mas acho que o cansaço era tanto que perdi a oportunidade.
      Eu sei que a essa altura você deve estar se perguntando, e os escorpiões? Nós não vimos nenhum, mas tenho que confessar que estava bem apreensiva. Não fiquei descalça e andava com a lanterna do celular iluminando meus passos. Segundo os locais não é muito comum vê-los durante o dia, eles preferem sair à noite quando o clima está mais ameno. Durante a viagem ouvimos relatos de gente que viu escorpiões enormes e até cobras. Lá eles estão preparados caso avistem um, mas é sempre bom ficar atento.
      No dia seguinte acordamos às 05:50 pra ver o nascer do sol, outro espetáculo inesquecível! E depois de um café da manhã dos deuses nos despedimos do Saara, voltando pra casa com o tênis cheio de areia e o coração cheio de amor.
      📷 Texto original com fotos aqui: http://www.queroirla.com.br/deserto-do-saara-roteiro/
    • Por Mari D'Angelo
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.
       
      O Marrocos foi o destino mais diferente que já visitei até hoje! Apesar de ter sido pouco tempo, conseguimos conhecer bastante coisa em 7 dias. Estar de carro nos deu mais liberdade para explorar do nosso jeito esse maravilhoso país de paisagens, costumes e sabores tão diferentes!
      É importante entender que a cultura marroquina é muito diferente da ocidental e, assim como em qualquer outro país, é preciso respeitar suas regras e tradições, concordando ou não com elas.
       
      Como passar uma noite no Deserto do Saara?
       
      Informações básicas
      Capital: Rabat
      Moeda: Dirham Marroquino (1€ = 10DH aproximadamente)
      Língua: A língua oficial é o árabe, mas o francês também é muito falado. Há também o berbere, que é a língua do povo do deserto. Dá pra se virar bem com inglês e em alguns casos espanhol.
      Religião: O islamismo é a religião predominante. Cerca de 99% da população é muçulmana.
      Fuso horário: O Marrocos está 4 horas adiantado em relação ao Brasil (horário de Brasília) e é o mesmo horário de Portugal continental.
       
      Glossário
      Medina: Parte mais antiga da cidade, geralmente composta por uma praça central e um labirinto de ruas e becos cercados por uma muralha.
      Souks: Mercados de rua onde se vende de tudo: Temperos, roupas, artesanato, itens de decoração etc. Eles ficam sempre dentro da medina.
      Riad: Casa típica marroquina transformada em alojamento para hóspedes. Geralmente há um pátio central e os quartos são dispostos ao redor dele, espalhados pelos andares do pequeno prédio. Há desde opções mais simples, como hostels, até os riads de luxo.
      Mesquita: Local de culto religioso dos muçulmanos.
      Sukran: Obrigado
      Salaam Aleikum: Expressão usada para cumprimentar ao chegar em um lugar. Literalmente traduzido como “que a paz esteja convosco”.
       
      Como se vestir no Marrocos?
      Tanto mulheres quanto homens marroquinos usam muito o djellaba, uma espécie de túnica longa de manga comprida, com ou sem capuz, geralmente usada com calças por baixo. As mulheres geralmente usam o véu na cabeça e os homens costumam usar o babouche, uma sandália de bico pontudo aberta no calcanhar. As cores e estampas são as mais diversas possíveis.
      As mulheres de uma das vertentes do islã usam a burca, peça única que cobre todo o corpo, deixando só os olhos descobertos (as vezes cobertos com uma rede). As mãos ficam cobertas por luvas. Essa vestimenta é mais comum nas pequenas vilas do interior do país do que nas cidades maiores como Casablanca e Marraquexe.
      Para os turistas não há muitas regras. É recomendável usar roupas mais discretas como calças, saias ou vestidos longos, preferir blusas sem decotes ou alças e evitar peças muito justas. O lenço não é obrigatório para as mulheres, mas é um bom item para cobrir ombros ou pernas caso esteja se sentindo desconfortável com os olhares. É só usar o bom senso e respeitar a cultura deles que estará tudo certo!
       
      Quando viajar para o Marrocos?
      O clima no Marrocos é bem variado, até porque é um país que tem uma geografia que vai da praia ao deserto, da cidade à montanha. A minha experiência foi no começo de Junho, quase Verão. Já estava bem quente, pelos 30º, mas nada impossível de lidar. Tanto nas cidades quanto no deserto fazia muito calor durante o dia e uma brisa bem leve à noite. Nos meses de inverno a temperatura cai um pouco, há mais umidade e até neve nas montanhas do Médio e Alto Atlas.
      De modo geral as épocas mais recomendadas para visitar o Marrocos são a Primavera e o Outono, quando o clima está mais equilibrado. Se o destino for de praia, o Verão pode ser uma boa opção, assim como o Inverno, caso queira esquiar na neve.
       
      Como dirigir no Marrocos?
      Para dirigir no Marrocos não é preciso carteira de habilitação internacional. Tanto a brasileira quanto a europeia são válidas. É muito recomendado reservar o carro com antecedência.
      Há muitas blitz nas estradas, especialmente nas entradas e saídas das cidades, por isso esteja sempre atento à velocidade, cinto de segurança na frente e atrás e documentos em dia, claro! Caso leve multa, o pagamento é feito na hora. A maioria dos policiais foram simpáticos, mas eles claramente buscam algo de errado para poderem aplicar uma multa.
      As estradas são boas e tem sinalização em árabe e (geralmente) francês, mas nas cidades o trânsito é completamente caótico! Em muitos lugares há “flanelinhas” para estacionar na rua, se for o caso, negocie o preço.
      Os trajetos costumam ser longos e as vezes muito sinuosos, então o ideal é ter mais de uma pessoa para revezar na direção. Se for no verão ou mesmo um pouco antes, certifique-se de que o carro tem ar condicionado!
       
      Segurança no Marrocos
      No geral, eu me senti bastante segura no Marrocos, mas estávamos em um grupo de dois homens e duas mulheres. Talvez para uma mulher sozinha seja preciso um pouco mais de cuidado.
      Por ter lido muitos relatos preocupantes em relação à isso, estávamos atentos à possibilidade de golpes, mas com o tempo relaxamos e percebemos que apesar de existir esse tipo de perigo, a maioria dos marroquinos está realmente só querendo ajudar e ser atencioso.
      O tempo todo há pessoas oferecendo insistentemente de tudo: produtos das suas lojas nos souks, passeios, restaurantes e até drogas! Mas se não der atenção por algum tempo eles param, não há violência.
      O que existe de fato, assim como no Brasil e na Europa, são batedores de carteira. Mas é só ter atenção com seus pertences, especialmente nas Medinas, que estará tudo bem.
      Casablanca foi o lugar onde me senti mais intimidada, tanto com os olhares quanto com a dinâmica da cidade, caótica e muito suja. Mas ainda assim não houve nenhum perigo real.
      Uma coisa a ter atenção para não criar problemas é com o registro em fotos e vídeos. Se você pedir autorização prévia, eles geralmente aceitam aparecer ou deixam que fotografe seus produtos, caso contrário eles podem pedir que apague e muito provavelmente vão te dar uma bronca!
       
       
      Alimentação no Marrocos
      A gastronomia marroquina é muito rica em sabores! Ao andar pelas medinas a fome é constante, já que é impossível não se embriagar com o aroma dos temperos das mais variadas cores e paladares, sempre empilhados em formato de pirâmide.
      Os pratos mais famosos são o tajine e o cuzcuz. O primeiro é como um cozido, preparado em um recipiente que também se chama tajine e é geralmente feito de barro. A receita pode variar muito, geralmente as opções são carne, frango ou vegetariano. O cuzcuz marroquino também tem opções carnívoras e vegetarianas, sendo que a “mistura” fica por cima de uma base de cuzcuz.
      Outros itens na lista de iguarias maroquinas são o shoarma, espécie de sanduíche de carnes variadas enroladas no pão pita, entradinhas como o baba ganoush e o hummus, e ingredientes como azeitonas, tâmaras e frutos secos. Pela manhã é comum ter uma espécie de panqueca, sempre acompanhada de geléias e mel.
      No Marrocos praticamente não há bebida alcoolica. Em geral só é possível encontrar vinho, cerveja ou qualquer outra bebida em mercados grandes e afastados do centro ou em hóteis e restaurantes internacionais. O que se bebe frequentemente no país é chá de menta, faça frio ou calor!
      Não tivemos nenhum problema em relação à alimentação, mas é importante ficar atento pois nas barracas de rua não há muita higiene. Também não é recomendado consumir água da torneira.
       
      Roteiro 7 dias no Marrocos
      Nosso roteiro foi de 7 dias, ida e volta de Lisboa para Casablanca em Junho de 2019. Todo o trajeto foi feito de carro.
      Dia 1 – Lisboa -> Casablanca -> Marraquexe
      Chegada em Marraquexe no fim da tarde. Janta e passeio pela Medina.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 03:00
       
      Dia 2 – Marraquexe
      Dia inteiro em Marraquexe. Passeio pela Medina, compras no souk, visita ao Palais Bahia.
      Hospedagem: Oasis Hostel
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 3 – Marraquexe -> Ouarzazate -> Garganta de Dades
      Saída de Marraquexe de manhã, parada para almoço em Ouarzazate, passeio pela Garganta de Dadès e pernoite em Boumalne.
      Hospedagem: Dar Outeba
      Tempo aproximado dirigindo: 06:00
       
      Dia 4 – Garganta de Dades -> Garganta de Todra -> Merzouga (noite no deserto)
      Saída de Boumalne de manhã, passagem pela Garganta de Todra, chegada em Merzouga no meio da tarde e saída para a noite no deserto pelas 17:00.
      Leia aqui como é passar uma noite no Deserto do Saara!
      Hospedagem: Tenda no Deserto
      Tempo aproximado dirigindo: 04:00
       
      Dia 5 – Merzouga -> Casablanca
      Saída de Merzouga de manhã e chegada à Casablanca no final da tarde.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 09:00
       
      Dia 6 – Casablanca
      Visita à Mesquita Hassam II, passeio pela Medina e o Souk, caminhada na beira do mar.
      Hospedagem: Airbnb
      Tempo aproximado dirigindo: 00:00
       
      Dia 7 – Casablanca -> Lisboa
      Entrega do apartamento e saída para o aeroporto.
      Hospedagem: –
      Tempo aproximado dirigindo: 00:30
       
      A única coisa que eu mudaria desse roteiro seria o trecho de Casablanca. Só há uma atração que realmente vale a pena na cidade, a Mesquita Hassan II, então meio dia é suficiente. Acho que teria sido mais interessante conhecer Fez ou Chefchaouen.
       
      📷 Clique aqui para ler o texto original com fotos.


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