Ir para conteúdo
  • Cadastre-se
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Peça ajuda, compartilhe informações, ajude outros viajantes e encontre companheiros de viagem!
    Faça parte da nossa comunidade! 

@duane.santo

Manaus / Amazônia - Alter do Chão - Ilha de Marajó - Belém

Posts Recomendados


Dia 2 - 07/10/18

Acordamos, tomamos café, fizemos check out no hostel, guardamos os mochilões por lá mesmo e por volta de umas 8:15 o guia chegou e nos levou para agência. Lá tivemos que aguardar um menino que foi justificar o voto numa escola próxima (eu deveria ter feito isso, mas só soube depois). Enquanto aguardávamos o menino, fomos conhecendo o resto da galera que iria fazer o mesmo passeio com a gente: tínhamos 2 meninas da Alemanha, 1 inglesa, 1 norte americana, 1 australiana, um brasileiro que era amigo de uma das alemãs, eu, rafa e mais uma brasileira. Todos estavam viajando sozinhos, exceto eu e rafa e mais o brasileiro e a alemã. Bonde formado, galera boa, animada e topava tudo! Amei o grupo.

Lá fomos nós:

20 minutos da agência até o porto;

20 minutos numa lancha rápida até a vila do careiro da várzea passando pelo encontro das águas (junção dos rios Negro e Solimões);

50 minutos numa Kombi até o rio Paraná do Mamori;

40 minutos numa lancha rápida até a hospedagem.

Por volta de 12h chegamos na hospedagem e nos ambientamos. Escolhi o pacote de quarto compartilhado e dentro do quarto grande tinha um quarto pequeno, que era um pouco mais privado, então acabamos ficando nesse quarto. O quarto maior é mais arejado (fica a dica). Cada cama e janela tem mosqueteiro, não se preocupem. Ah, não tem locker. Vai na fé!

Depois de guardar nossas coisas colocamos o biquíni e fomos tomar banho de rio. A água é quentinha, cor de guaraná e não tinha risco de piranha haha. Ah, de preferência leve um biquíni velho pra tomar banho nesse rio, pq a parte interna do meu biquíni que era branca ficou manchada. Logo depois o almoço saiu e comemos o cardápio clássico do Amazonas: arroz, feijão, peixe, farinha de mandioca e salada de repolho -tudo delícia. O esquema da hospedagem é o seguinte, tem água a vontade, mas o resto das bebidas é pago a parte. 5 reais a cerveja e refri e 7 a caipirinha - com margem de erro de 1 real 😂 . O clima é tão quente que eu quase não tomei cerveja, esquentava muito rápido.

Quando terminamos de almoçar ficamos socializando tomando banho no rio. Por volta de umas 15h o guia apareceu de repente dizendo que seria a pescagem de piranhas (a única falha que eu percebi na Iguana foi a questão de não avisarem a programação/ horário de cada dia/passeio). Corremos pra botar um repelente e uma roupinha e pegamos o barquinho para o local que tivesse piranhas. Elas ficam próximas aos igarapés, em águas mais clamas e quentinhas.

Eu não pesquei nada né?! ::Ksimno:: Hiperativa que sou, não consegui ficar parada esperando a piranha aparecer. O guia dá uma vara pra cada um e umas peles de frango como isca. Umas pessoas conseguiram pescar, mas tem que ter cuidado com a piranha, pq pelo o que eu ouvi ela tem uns espinhos, então não dá pra pescar e pegar de qualquer jeito. Aí o menino que estava do meu lado pescou e ficou maior tempão segurando a piranha com o pé até ela se acalmar e ele ter coragem de pegar, já que o guia estava na outra ponta do barco e não pode ajudar.

Acabou a pescagem e o guia guardou algumas piranhas. Na volta para pousada paramos pra ver o pôr do sol. Minha gente, que pôr do sol maravilhosoimageproxy.php?img=&key=eaf2ee9296aa936c! Momento de silêncio e contemplação. Depois que o sol se pôs fomos pra pousada tomar um banho e aguardar a janta, que saiu as 19h, aquela jantinha clássica dita anteriormente. Ah, fritaram as piranhas que o guia levou para podermos experimentar. Logo depois da janta o guia chamou de novo para irmos fazer a focagem dos jacarés - chamou de surpresa rs. Pegamos o barquinho e em menos de 5 minutos já tinha um jacaré nas mãos dele, pertinho da gente! Ele amarra a boca do bichinho e explica tudo sobre o bichano. Quem quiser tirar foto ou tocar fica a vontade e logo depois eles devolvem o bicho pro rio! Terminado isso voltamos pra pousada, conversamos, jogamos cartas valendo shot de 51 (era o que tinha) e nos divertimos. Além do nosso grupo tinha um outro grupo grande que fez um pacote diferente do nosso e estava lá uns dias a mais que a gente. Todo dia chega um grupo diferente na pousada, beeem dinâmico rs.

Antes de ir dormir eu perguntei ao guia que horas era pra acordar ele disse que umas 5:30 (toda vez que perguntava a ele que horas seria a próxima saída e repassava ao grupo, pois ele sempre aparecia de surpresa e tínhamos que ficar correndo). Ah, o guia disse que acordaria a gente::otemo:: AHAM!

Dormimos.

 

IMG-20181009-WA0017.jpg

  • Gostei! 3

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 3 - 08/10/18

Apesar do Rafael falar que não precisava colocar o celular pra despertar, eu achei melhor me precaver e botei. Dito e feito. O guia não chamou a galera e ninguém acordou. Como eu não sabia se as pessoas iriam acordar pra ver o nascer do sol, não acordei ninguém (só o Rafael), mas quem tava no quarto comigo acabou vendo a movimentação e levantou também. Uma gringa tinha levantado mais cedo que eu, agora não lembro se acordei por causa dela ou se eu coloquei o despertador ::essa::. Da galera toda, apenas 5 estavam de pé pra ir e o guia lá embaixo com o barquinho prestes a partir, fora a questão dos horários o Xitão era um amor, super gente boa. E lá fomos nós, ver um pôr do sol mais tímido, pois estava um pouco nublado, mas foi bem bonito. A água fica escura, os botos nadam, o sol tava saindo, os pássaros cantando, os macaquinhos pulando nas árvores. Lindo de se ver e viver. Isso tudo de jejum, claro. Retornamos a pousada para o café da manhã e algumas pessoas lamentaram não ter ido, pois não acordaram. O café da manhã é simples, estilo hostel.

Depois do café da manhã pegamos um barquinho por uns 30 minutos e chegamos ao local onde se faz a trilha na floresta, lá vimos árvores medicinais, comemos coisa viva, botamos a mão no formigueiro pra servir de repelente, vimos uma aranhona, etc. Cá entre nós o guia disse que a caminhada pode durar de 30 minutos a 3h, se for um grupo de gente que não quer andar ele faz em meia hora. Voltamos para pousada para arrumarmos nossas coisas para o acampamento na selva. Como na noite anterior ficamos jogando baralho valendo bebida, resolvi ir no mercadinho do lado da pousada comprar uma bebida pra levarmos, o melhor que tinha por lá era uma 51😂. Bem.. é isso ou nada. Comprei uma garrafa de 51 por 15 reais e um amendoim que comi na hora mesmo (3 reais). Almoçamos a comida de sempre e fomos para a selva por volta de umas 15h. Enquanto não chegávamos no local do acampamento fomos brincando de “eu nunca” no barco e quem “eu já” bebia um gole de 51 hahha.

Bom ressaltar: A mata é muito abafada, a caminhada que foi realizada de manhã eu pingava horrores de suor sem fazer o mínimo de esforço. Evite roupas pretas pq atrai mosquitos, procurem usar cores neutras. Eu fui bem linda de legging e blusa preta, mas eu botei repelente por cima da roupa e foi ok, poreeeeeém quando eu cheguei na pousada (depois da trilha) tirei a roupa e botei o biquíni pra tomar banho de rio. Deu a hora de almoçar e fui de biquíni mesmo quando de repeeeeente eu comecei a me coçar loucamente. Logo depois vi que a minha perna/bunda estava tooooda picada ::grr::. Não sei se foi durante a trilha, se foi pq entrei no rio e a pele não estava com repelente.. só sei que fiquei coçando horrores, aí no dia seguinte que cheguei em Manaus comprei uma pomada recomendada por uma amiga: Andantol, salvadora da pátria! Anotem esse nome!

Bem, chegando com o barquinho ao local do acampamento, andamos 2 minutos e lá estava nossa cabana que só tinha teto e do lado uns bancos de pau e uma estrutura para a fogueira. Armamos nossas redes com mosquiteiros para mais tarde e fomos tentar pescar piranhas, pra variar sem sucesso rs. Sorte que o guia levou um franguinho pra gente. Enquanto tentávamos pescar o guia já estava de fogueira acesa e fazendo o nosso arroz, logo depois ele assou o frango enquanto nós começamos a beber pro sono ficar mais pesado durante a noite. Quando demos por conta a janta já estava pronta: Frango e arroz! Simples, mas delícia! Nisso a noite já tinha caído e estava bem escuro, usamos a lanterna do celular e uma luzinha de testa que umas gringas levaram pra iluminar. Escutamos umas músicas, conversamos e dançamos ali em volta da fogueira meio acesa meio apagada, nem deu pra jogar carta. Quando a bateria do celular acabou o guia emprestou o radinho dele e meteu logo um léo Santana e uns tecnobrega pra gringaiada que saiu dançando loucamente. Nossa, que noite na floresta divertida! Rimos e dançamos muito, aí a bebida acabou, o fogo apagou literalmente e figuramente falando, então fomos dormir.

Dormir?? Aí é que são elas.. quem dormiu? O.o Todo mundo menos eu, pq fiquei ouvindo barulho de algo andando perto do nosso acampamento, fiquei imóvel e cheia de medo, mas pensei “ok! Ficarei acordada até a hora da galera acordar. Deixe-me ver que horas são: 23h!! NÃÃÃO acredito!” . Claro que fui vencida pelo cansaço e dormi. Mas no meio da madrugada acordei ouvindo o barulho do macaco bugio (procurem no youtube), não é um macaco grande, mas faz um barulho assustador pra quem não conhece. Eu já sabia disso, mas fiquei tensa do mesmo jeito, logo depois voltei a dormir e por volta de umas 6h eu acordei.

P_20181008_065000_BF_p.jpg

P_20181008_061301_EFF.jpg

P_20181008_165202_vHDR_On.jpg

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 4 - 09/10/18

Como era bom poder ver a luz do dia!

Não se esqueçam que na selva o banheiro é no mato, claro, e papel higiênico usado bota pra queimar na fogueira que faz nossa comidinha. Delícia 8-)! Tomamos nosso café humilde: biscoito cream cracker, abacaxi, panelão de café, leite em pó, ovo cozido e manteiga. Escovamos os dentes na água mineral, pq somos roots, mas somos chiques! Desarrumamos nosso acampamento, catamos nosso lixo e pegamos o barquinho rumo a casa de uma família nativa da região. No caso essa família era a do nosso guia rs, é tipo um sítio onde eles plantam várias coisas e vivem ali: filhos, netos, irmãos, tudo junto e misturado. Lá tem artesanato (levem dinheiro caso queiram) e eu ainda ganhei uma pintura de urucum no rosto, de graça. Adoro! Depois desse bate papo com a família local retornamos a pousada, almoçamos o de sempre (só muda o tipo de peixe) e pagamos nossas bebidas, que não estavam inclusas no pacote, e fomos embora pra Manaus.

No retorno ao centro de Manaus foi aquele looooongo trajeto: lancha, Kombi, lancha, van e voilá: Manaus de volta! E o calor? Nem se fala! Perguntem sempre qual o lado da sombra  (nos passeios de barco sempre levem um chapéu, uma canga pros ombros e bastante protetor). Quando pegamos o nosso último meio transporte, a van, entramos e tinha ar condicionado!!!! ❤️ Eu deveria ter filmado a cara do povo entrando, era uma alegria que parecia que ali era o paraíso. Parecia não, era o paraíso! Certeza!

Chegando em Manaus voltamos para o nosso hostel que deixamos os mochilões e encontramos o rapaz que trabalha pra agência que fez nossos passeios, ele quis saber nosso feedback em relação aos dias na selva e logo depois nos passou o horário do passeio para o dia seguinte: Presidente Figueiredo, a terra das cachoeiras!

A noite saímos pelo centro pra comer e beber com o pessoal que estava com a gente durante esses dias que se passaram.

P_20181009_070449_vHDR_On.jpg

P_20181008_174247_vHDR_On.jpg

P_20181009_091153_vHDR_On.jpg

  • Gostei! 1

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 5 - 10/10/18

No dia anterior rapaz da agência disse que deveríamos estar prontos 7:30, quando deu 07:15 o gracinha estava lá na porta chamando pela gente. Eu fiquei bem puta ::vapapu::. Eu sempre cumpro com meus horários, não gosto de atrasar os outros e muito menos que fiquem me assistindo comer, nem pude me deliciar direito. Comi correndo e fui ajeitar a bolsa correndo. Quando eu estava prontinha da silva, ainda tinha gente que sairia conosco pro passeio chegando pra tomar café::toma::.  Enfim todos prontos e saímos pra buscar outras pessoas em outros hotéis. Nem preciso dizer que a cada hotel que chegava demorava de 5-10min. No fim das contas a agência vendeu o passeio pra uma pessoa a mais. Conclusão:  o motorista foi dispensado pra que pessoa em "excesso" pudesse sentar e o guia, mt enrolado por sinal, virou motorista.

Umas 3h de viagem e chegamos em Presidente Figueiredo. Conforme acontece em Manaus, lá é um calor de matar o burro na sombra, mas nas áreas das cachoeiras o clima é bem bom. O guia disse que a Gruta da Judeia estava sem água (fui na época da seca) e não tinha graça ir lá, então ele perguntou se todos concordavam em aproveitar mais tempo nas outras cachoeiras e não fazer essa trilha. Duvidei um pouco dele🤔, mas concordei. Depois eu constatei com pessoas que tinham ido até lá  se realmente era verdade, parcialmente era. Tinha até água, mas pouca.

Antes de irmos nas cachoeiras  passamos no lugar que iríamos comer e deixamos reservado nosso prato: comam o tambaqui assado POR FAVOR, é uma delícia😍. Cada um escolhe a proteína que vai comer pra eles fazerem uma quantidade que dê pra todo mundo. Não é prato feito, fica tudo a disposição. Há outros restaurantes no local, mas esse super valeu a pena e já tá incluso no valor do passeio, assim como a entrada das cachoeiras. 

Uma cachoeira, uma gruta aqui, um guia enrolado perdendo gente ali... Se você for sozinho para esses passeios fique bem atento, pois eles não conferem as pessoas e nem ficam chamando. Sempre fique de olho no guia e pergunte a previsão de saída do local. Outra dica: deixem para fazer o passeio de presidente figueiredo em algum dia de semana, pois fim de semana muitos locais vão, então é cheio em dobro. As cachoeiras são uma delícia, água refrescante, não tem correnteza e nem queda muito forte (lembrando que fui no período da seca). As duas cachoeiras tem algo dinânimo pra fazer: em uma era segurar uma corda e tomar impulso pra se jogar e a outra tinha um rampa estilo trampolim pra pular. Claro que fui em todas as opções! Vá também!

Um almoço aqui, outra cachoeira ali e pegamos a estrada rumo a manaus de novo. Acho que chegamos em Manaus umas 20h da noite. Chegando no hostel o Rafael tinha combinado com um outro pessoal que tínhamos conhecido na pousada da selva de sair com eles, pois eles retornariam a Manaus nesse mesmo dia, mas os mosquitos tiraram tanto minhas energias e eu estava cansada de tanto me coçar o dia todo, que resolvi ficar no hostel descansando e arrumando meu mochilão com calma, pois no dia seguinte iríamos pegar o barco para Santarém.

Saí e comprei uma tapioca com um suco, passei o resto da noite na internet, arrumando mala e me coçando ::lol4:: Tô rindo, mas na hora foi sofrido, olha como minha perna ficou, depois piorou pq inchou (essa foto é do dia anterior, 20 minutos depois de ter sido atacada por mosquitos ninjas):

Sem título.png

Sem títulod.jpg

Sem título.jpg

  • Gostei! 3

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Dia 6 - 11/10/18

Acordamos um pouco mais tarde que o normal e fizemos o check out. Como o café da manhã no hostel era pago, resolvemos comer na rua para experimentar alguma comida local no mercado municipal. Fomos a pé até o porto de Manaus. Depois de 10 minutos andando, chegamos! Fomos perguntar o preço da passagem, depois de desmaiarmos com o valor de 120 e a moça falando que o barco já tinha saído do porto e o próximo seria só a noite, nos recompomos e fomos entender essa história direito.

Vamos lá:

Não é todo dia que tem vários barcos saindo de Manaus rumo a Santarém, na quarta feira mesmo só tinha um, o Ana Beatriz, dizem que é um dos melhores.

Cada dia tem um barco, tem dias que tem mais de um, aí você pode pechinchar o valor, caso contrário fica bem difícil conseguir desconto.

O barco sai do porto cedo, mas depois ele fica na escadaria onde ainda podem entrar pessoas, não sei se as cargas grandes podem (ex: carro). A opção de entrar no barco pela escadaria é melhor, pois você não precisa pagar a taxa de embarque do porto que é de 5 reais. Porém se você entrar pelo porto a chance de pegar o barco vazio e escolher um bom lugar para sua rede é maior.

Você tem a opção de comprar passagem com a agência do porto (mesmo que o barco já tenha saído e esteja na escadaria) ou do lado de fora com os cambistas, digamos assim. Porém tenha cuidado, pois segundo o guarda municipal tem gente que compra com estes rapazes e quando vai pegar o barco dá problema! Isso pq o dinheiro não foi repassado pro pessoal do barco.

Depois da gente entender tudo e ver que nem tudo estava perdido, fomos meio desorientados pesquisar o preço das redes. 25 a rede e 5 a corda. O primeiro vendedor de cordas foi muito solícito e vendo que a gente queria informações, levou a gente numa cambista de confiança dele (tem cambista de confiança? rs). Chegando lá vimos que não tinha muito o que pechinchar, pois só tinha saída de um barco e aí ele fez um desconto de míseros 5 reais. Confiamos nele e seguramos na mão de Deus pra dar tudo certo. Voltamos no moço da corda pra perguntar onde vendia rede e ele disse que arrumava pra gente. Como num passe de mágica ele apareceu com duas redes na mão e disse que estava 25! Choramos muito um desocnto, falamos que éramos mochileiros pobres e daí ele fez a corda e a rede por 25. Antes ele ia fazer um desconto menor, mas ele não tinha troco pro preço que ele cobrou, então ficou tudo por 25 pra cada um. Sorte a nossa! ::otemo::

Ah, os cambistas ficam do lado direito do porto e o Senhor que vendeu as cordas e a rede pra gente fica do lado esquerdo, o nome dele é Jorge, podem procurar por ele. Todos ficam na mesma calçada.

Nessa correria de passagens, redes, cordas e mochilão nas costas ainda estávamos em jejum e com muita fome, mas não podíamos perder tempo, pois precisávamos pegar um lugar legal no barco para as redes e queríamos nos livrar dos mochilões pra comer em paz. Fomos para a tal escadaria, entre a escadaria e o barco tem vários lugares para lanchar, se você tem resistência a qualquer tipo de bactéria pode comer, eu não arrisquei. Chegamos no barco, cadastramos nome e identidade, ganhamos pulseirinha, escolhemos ficar no terceiro andar.

Qual a melhor opção? O primeiro andar é só de cargas pesadas; o segundo andar é um refeitório e tem espaço para as redes em uma área com ar condicionado, porém o cheiro de comida fica impregnado ali por isso não recomendo; fiquei no terceiro andar, no ar livre, lá venta bastante, porém escolha ficar do lado oposto do bar. Tem um quarto andar que tem um bar que funciona 24h por dia, ou seja, sem sossego 24h por dia e no próprio andar do bar tem uma área para redes também. Nem preciso falar pra ficar bem longe dessa parte, né? No bar tem bebidas alcoolicas e não alcoolicas, macarrão instantâneo, biscoitos, misto, etc.. é uma cantina na verdade. Eu não fui no refeitório, mas imaginamos como seja.

Chegando no terceiro andar tinha um rapaz vendendo palavras cruzadas que eu prontamente chamei pra me ajudar a amarrar a rede. Em 2 minutos ele amarrou tudo certinho e bem firme, dei uma gorjeta e tiramos as coisas de valor dos mochilões para  colocarmos na mochila de ataque. Deixamos o mochilão dentro da rede e lá fomos nós atrás do café da manhã.

Tomamos nosso café no mercado municipal, lá encontramos uma menina e um menino do hostel e ficamos conversando, então decidimos tomar café por ali mesmo. Pedi um x-caboquinho e suco de graviola (18 reais). X-caboquinho é um sanduíche típico da região: pão ou tapioca, queijo, banana e tucumã. Erroneamente eu achava que tucumã era peixe ::lol4::mas é uma fruta! 

O mercado municipal é muito limpinho e muito arrumadinho e tem cada coisinha/lembrancinha mais linda que a outra. Lamentei não ter tido muito tempo de andar por lá, pois assim que acabamos de comer tivemos que correr para o barco com medo dele sair sem a gente. Se eu não me engano a saída era 11h.

Chegamos no barco e tomamos coragem para viagem de 35 horas rio adentro. Passamos mais uma vez pela junção do rio negro e Solimões e lá fomos nós. Vruuuuum

Que tipo de gente viaja nesses barcos? Pessoas locais! Encontramos 2 mochileiros gringos e pela passada de olho que dei só tinha eu e Rafael e mais uma menina de turista (ela estava no nosso hostel, mas não ficamos juntos pq ela ficou no andar do ar condicionado).

Com foi a segunda experiência de dormir na rede? Melhor que a primeira da selva! Dormi tranquilamente. Senti até um friozinho a noite, nada que uma canga não resolvesse. Todo "frio" que eu passei na viagem, eu me enrolava na canga que ficava tudo resolvido rs.

Como foi a viagem?

- Levei um livro pra ler e só peguei por 2 horas durante todos os meus dias das férias, isso pq tinha sempre o que fazer, ver ou gente para conversar.

- O barco faz algumas paradas em algumas cidades. Não se deve desgrudar da sua bolsa nesses momentos, pois muita gente embarca e outras desembarcam. Além disso, entram ambulantes vendendo comida. Dizem que podem pegar suas coisas e jogar pra algum parceiro deles na água e aí já era. Ah, tem uma parada que o barco faz que tem vistoria da policia federal, nisso alguém pode querer se livrar de algo e colocar na sua bolsa. Tem que ficar de vigia com seus pertences o tempo todo. Eu peguei minha câmera, celular, dinheiro e documento e guardei numa bolsinha que fiquei andando com ela no barco pra lá e pra cá. A vistoria da federal é aleatória. Quando chegamos na tal cidade que a federal faz vistoria, o comandante pediu para que tirássemos nossa rede e ficássemos próximos aos nossos pertences, porém chegando lá a policia disse que não faria a vistoria no nosso barco.

- Nessas 35 horas eu não tomei banho, pq a cabine do chuveiro era a mesma que tinha o vaso e era muuuuuito quente lá dentro, zero ventilação. Acho que passamos a viagem como os cariocas porquinhos, pq toda hora é um desfile de moda naquele barco! Tem até mulher com cílios postiços, juro! Eu fiquei bem bela esses dois dias com minha regatinha preta e meu shortinho jeans larguinho. Como eu tinha que passar a pomada dos mosquitos nas pernas e renovar o desodorante, eu peguei meu lenço umedecido e tomei banho de gato com ele mesmo. Água mandou lembranças!

- No bar tocou música ao vivo na parte da noite/madrugada e eu não sei se tem sempre.

- Os homens dessa região são um pouco (muito) machistas e eles te encaram pra valer, mesmo com o Rafael do meu lado alguns ficavam me encarando que eu cheguei a me sentir incomodada e isso raríssimas vezes aconteceu comigo na vida. Eles chamam pra pagar sua bebida e comida em troca de outras coisinhas, que cá entre nós sabemos bem o que é. Mas isso acontece pq as mulheres de lá aceitam isso, se um cara tá bancando elas numa mesa, elas vão ficar ali, dançar, beijar e até transar (isso mesmo, eu soube de um caso! No barco há camarotes que são cabines privadas com cama – em torno 600 reais), mas se o cara para de bancar elas saem e vão pra outra mesa sem nenhuma cerimônia.

Bem, depois da noite no bar de muita observação do povo local, eu dormi.

Obs: essa foto do barco eu tirei assim que cheguei, por isso está vazio. A foto que tirei depois eu perdi , mas as redes ficam coladinhas, acredite!

P_20181011_130006_BF_p.jpg

P_20181011_084326_vHDR_On.jpg

  • Gostei! 2

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

 Dia 7 - 12/10/18

Acordei com o comandante do barco oferecendo promoção de café da manhã com almoço por 15 reais. Me mantive na fé do club social que compramos no início da viagem e no misto quente do bar com suco kapo. Eu até arrisquei comprar 2 fatias de bolo por 5 reais com um ambulante, estava bem ruim e joguei mais da metade fora. Comprei banana frita também, nunca tive coragem de abri r ::lol4::

Passamos o dia no bar e/ou dormindo até que finalmente deu 21:30 e avistamos Santarém! Aleeeeeluuuia, irmão! O barco levou uns 25 minutos pra encostar e nós saímos correndo, pois nosso ônibus que iria para alter do chão passava até 22h. Eram 21:50 quando saímos do porto e ficamos pensando se iríamos pro ponto a pé, de táxi ou de moto táxi, resolvemos ir a pé e rezando pra dar tempo de pegar o último ônibus. O táxi custa em média de 80 a 120 reais pra te deixar em alter do chão, o ônibus 4.

Quando chegamos no ponto de ônibus depois de uns 15 ou mais minutos andando, perguntamos se o ônibus ainda estava passando, então um casal disse que viu o ônibus passar e que ele daria a volta no centro para depois retornar nesse ponto que eu estava. Ufa, que alívio! Quando deu 22:40 pegamos o ônibus (acho que esse horário de 22h ser o último ônibus é em relação a saída dele da rodoviária). Dormimos com bebês! Eu crente que ia descer no ponto final...maaas como não sou boa nesse negócio de intuição e  o Rafael falou pra eu ver onde deveríamos descer, resolvi perguntar pro tal casal que estava no ponto de ônibus e acabou pegando o mesmo ônibus com a gente. E adivinha só! Nosso hostel ficava no ponto seguinte. Ainda bem que eu perguntei!

Então no meio da estrada escura nós descemos e o rapaz disse: só subir essa rua aí. No caso “essa rua aí” era uma subida de terra no meio do mato. Para o nosso desespero não tinha luz nenhuma! Ligamos a lanterna do celular com medo de cobra e subimos seguindo umas setas soltas espalhadas no caminho e dizendo: TerrAmor. Até que chegamos enfim ao hostel! Alegria, cama, banho, água, luz! Não tinha ninguém pra recepcionar a gente. Na verdade, é uma pousada que pertence a um casal que mora lá mesmo, eles fizeram alguns quartos com beliches então serve como hostel também (50 diária). É um lugar lindo, todo de madeira, decoração fofa, tudo em meio a natureza. A casa do casal fica em cima da recepção, fomos dando uma de entrões e chamamos eles. Nos apresentaram o quarto, banheiro, etc. Achei ele um pouco enrolados pq estavam direcionando a gente pro quarto privado, aí depois que adverti e insisti que não era aquele, ele viu que estava errado e nos levou ao lugar certo. Disseram que deixariam só a gente naquele quarto, mas caso fosse necessário teria mais gente (4 colchões no total). Ok.

  • Gostei! 2

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

4 horas atrás, marcelanuol disse:

Estou acompanhando! Muito bom, @DuaneSoares!

 

Estou embarcando pra Manaus dia 22, seu relato tá ajudando bastante. Agradeço se puder informar o valor dos passeios 😉

 

Então,

pacote iguana (2 noites e 3 dias na selva): R$560 quarto compartilhado e R$650 dormitório privado. Incluso todas as refeições e água, acomodação, transportes, atividades e guia. Além disso eu eu gastei 32 reais na pousada com bebida  + 15 da 51 + 3 do amendoim

Pacote Presidente Figueiredo: R$200 (terça a domingo). Incluso almoço, transporte, taxa de visitação e guia.

Day tour: R$180 . Tem encontro das águas (que você já vê quando vai pra selva), parque ecológico janauari, nado com botos e tribo indígena. Inclui transporte, taxa de visitação, almoço e água, guia. Tem saídas as terça, quinta, sexta, sábado e domingo (de acordo com a mensagem da agencia)

Eu não fiz o day tour, pq li que esse nado com botos dura pouco tempo e não é certo de aparecer o boto, mas aparentemente eles costumam aparecer sim. Apesar disso, tem um boto que é arisco e se na hora ele aparecer lá, eles não te permitem tomar banho com ele, visando a sua integridade. E a tribo indígena que eles visitam é uma "tribo pra turista ver", aí não era o meu interesse. Pelo custo x benefício, achei que não valia a pena.

A única coisa que eu cheguei a cotar com outra empresa foi o pacote de presidente figueiredo. Cheguei a achar por 180, mas não era incluso almoço. 🤷‍♀️ Como já iria fazer o passeio da selva com a iguana, fechei tudo junto. Fica de olho no instagram da iguana, pode surgir alguma promoção. Eu paguei 720 no pacote iguana + presidente figueiredo, foi um desconto de 40 reais. Se você não conseguir nenhuma promoção, segue a amandinha do instagram @prefiroviajar e fala com eles que você segue ela, te darão 5% de desconto. 😁

 

  • Gostei! 3

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por Thalyta Milena
      O que fazer em Manaus?
      Olá, gente, sou nova no site e nao sei bem como faz as publicações aqui, mas vou começar assim, e começarei falando da cidade de onde eu moro: Manaus.
      Normalmente o norte sempre é o ultimo ponto onde os viajantes vão. Já viajaram por todo o Brasil e então decidem ir para o norte, mas não é só porque eu moro aqui, mas também porque trabalho com turismo, sei que as pessoas que vem aqui de 10 8 voltam! E isso é muito gratificante, então queria mostrar aqui um pouco das Belezas do Amazonas, que infelizmente é escondida do mundo.
      1-Teatro Amazonas 
      O Teatro Amazonas é um dos mais importantes teatros do Brasil e o principal cartão postal da cidade de Manaus de estilo renascentista entorno de sua estrutura externa com os detalhes únicos na sua cúpula, tornou-se um dos monumentos mais conhecidos do Brasil e, consequentemente, o maior símbolo cultural da cidade de Manaus. É a expressão mais significativa da riqueza na cidade durante o Ciclo da Borracha, sendo tombado como Patrimônio Histórico Nacional em 1966.
      Teatro Amazonas - Foto: Michael Dantas
      Teatro Amazonas. Foto: Michael Dantas

      Teatro Amazonas - Foto: Michael Dantas
      2 - Nossa linda floresta Amazônica
      Quem visita Manaus sempre faz algum passeio pela Floresta Amazônica, nem que seja aquele mais rapidinho que passa nos pontos principais. Como:
      Encontro das Águas 
      Trata-se de um incrível fenômeno da natureza onde as águas barrentas do Rio Solimões e as águas escuras do Rio Negro se encontram e percorrem, lado a lado, por um trecho de seis quilômetros de extensão, mas não chegam a se misturar nunca. Para presenciar essa maravilha natural, um passeio de barco, que tem duração de um pouco mais de uma hora e passa por outras lindas paisagens da região, lhe levará até o ponto de encontro das águas desses dois importantes rios.
       
      Nadar com os botos
      Uma das experiências mais especiais que você pode ter no Amazonas é ter o contato com os botos cor-de-rosa, que são uma espécie de símbolo dessa região. Nesse passeio, o barco lhe levará até a Praia da Orla de Novo Airão, onde esses animais maravilhosos vivem livremente, e após uma palestra sobre as principais características desses mamíferos e sobre a atividade de turismo com eles, será liberado a interação e mergulho com os botos a partir de uma plataforma submersa
      .
      3- Hotéis de Selva
      Também chamados de Jungle Lodges, esses hotéis são excelentes opções de hospedagens, pois lhe permite estar muito próximo de toda a natureza e exuberância da Amazônia, já que ficam situados em meio à selva, fazendo desta experiência ainda mais especial e única. Outro ponto muito positivo desses hotéis é que eles oferecem passeios diurnos e noturnos, como focagem de jacarés, caminhadas na floresta e visitas às comunidades dos cablocos e nativos da região, entre tantos outros. Uma sugestão de um ótimo hotel de selva é o Juma Amazon Lodge, que possui bangalôs muito confortáveis e seguros para os viajantes que desejam se hospedar em plena Floresta Amazônica.

      4- Ritual Indígena
      Conhecer o Amazonas é uma ótima oportunidade para ver de perto os costumes indígenas. Normalmente, os passeios que envolvem paradas em tribos e são feitos em junção com outro passeio.Vê-se um pouco da cultura indígena, seus costumes, rituais e normalmente se vende artesanatos indígenas nos locais a serem visitados.

      5- Festival de Parintins
      O Festival de Parintins é uma festa popular realizada anualmente no último fim de semana de junho. O festival é uma apresentação a céu aberto de associações folclóricas, a disputa de dois bois Garantido (Vermelho) e o Caprichoso (Azul), ois dois mostram a cultura do Amazonas em 3 dias de festa, mostrando rituais, danças coreografadas, músicas, artes cênicas, alegorias e os itens principais. 

      Bom, mochileiros, é muitas coisas que tem aqui no Amazonas, eu que moro aqui ainda nem visitei tudo, nem metade, ainda estou no começo de minha carreira como turismóloga, mas dese já quero apresentar minha cidade que é como um baú, está escondida, mas é cheia de tesouros! Deem uma pesquisada no Google!
      Beijos e beijos
       



       




    • Por Renato Nery De Souza Santos
      Hostel, pousada, hotéis,amazonas,manaus

    • Por Jairus Lopes
      No dia 01 de Março de 2016,  eu e minha esposa iniciamos a nossa viagem ao estado do Pará, mas precisamente à cidade de Sta Izabel do Pará, partimos de São Gonçalo no estado do Rio de Janeiro, foi um planejamento de alguns meses e também pedindo a Deus que nos abençoasse nesta viagem. Como era a nossa primeira viagem de carro deste porte em torno de 3100 km. Consultamos aqui no mochileiros.com algumas pessoas que já tinham feito viagens longas. Fizemos o planejamento e quando foi no dia 01 de Março de 2016, partimos às 6:00 hs para o estado do Pará.
      O nosso carro é um Gol 1.0 (8v) ano 2003/2004 com GNV. A minha preocupação era justamente viajar num gol 1.0 .  Mas este gol que esta conosco até hoje nos levou e nos trouxe tranquilamente, graças a Deus. Foram 4 dias para ir, pois tivemos que passar ainda em Goiânia na casa do meu cunhado. o nosso trajeto foi bem conhecido, pegamos a BR 040 até Brasília, ou melhor até Luziânia-GO. Depois pegamos a BR-153 ( Anápolis - Belém). Essa estrada precisa de um certo cuidado, pois tinha alguns trechos com buracos. Mas deu para ir tranquilo. Agora, para dormir a noite, dormíamos no carro, em postos de Gasolina de bandeira. Gente valeu a pena !!!
      Como o meu carro tem GNV, então até BH, eu fui utilizando o GNV para dar um certa economia.
      Esperamos que este relato, sirva de incentivo para você que tem vontade de viajar.
      Um grande abraço, fiquem com Deus.
      Casal : Jairus e Rosa Maria




    • Por joshilton
      Um breve relato de Como iniciou o Prédio em Ruínas.
      Localiza-se na Vila de Paricatuba, no município de Iranduba, bem próximo a Manaus, com apenas 40 minutos, via terrestre pela AM-070 (Estrada Manoel urbano).
      A construção teve inicio em 1898, a cargo do governo do Estado do Amazonas, para servir como uma grande hospedaria para imigrantes italianos que viriam da Itália para trabalhar no nosso Estado - era um prédio suntuoso e imponente, era um luxo e sofisticação, com janelas em estilo colonial, vasos de louça inglesa e tijolos e vigas portugueses de alta durabilidade.
      Segundo a Dona Rosângela Barbosa, moradora e uma das lideranças do lugar: “Era uma construção que foi feita para durar a vida toda. Todas as paredes internas eram revestidas com azulejos, os assoalhos eram de pinho, as calhas eram de cobre, as descargas de ferro, o material era muito caro e de ótima qualidade, foi tudo jogado fora, um grande desperdício do dinheiro público”.
      No governo do Constantino Nery, em 1900, foi oferecida para a instalação de uma obra educacional. Em 1904/5 Os espiritanos franceses montaram uma escola agrícola e profissionalizante, não vingou.
      O marco histórico foi em 1906, com a criação do Instituto Afonso Pena, contou a presença do Dr. Afonso Pena, presidente do Brasil.
      Por volta de 1924/25 foi criado a Profilaxia Rural do Amazonas, para a instalação de um leprosário, foram transferidos em 1930 e, em 1962 foi desativado e os doentes foram para a Colônia Antonio Aleixo, em Manaus.
      Em 1970 foi instalada a Missão Pistoia, com missionários italianos liderados pelo Padre Humberto Guidotti, eles reconstruíram parte do prédio, depois, ficou abandonado e virou ruínas.
      O Gasoduto Coari-Manaus estava projetado para passar por lá, houve um grande movimento para desviarem o traçado, como forma de compensação a Petrobrás iria recuperar o prédio, nada foi feito, continua em ruínas.
      Os braços dos Apuizeiros é que sustentam as paredes das ruínas, os jovens utilizam o local para jogar futebol de salão – os turistas ficam fascinados pelo que restou.
      Imaginem se o prédio tivesse sido poupado da destruição, seria uma beleza! Infelizmente, esta obra fantástica está mercê da floresta amazônica!
       
      Como Chegar
      1 - De carro, pela estrada, passando pela Ponte Sobre o Rio Negro e seguindo em direção a Iranduba, após passar a entrada de Iranduba, (Não entrar), a 2 kms, vire a direita, siga até a Vila de Paricatuba, contorne sempre pela direita até o final da rua, ali está as Ruínas.
      2 - Ônibus: exstem 2 formas;
      1 - Ônibus saindo da rodoviária com destino a Vila de Paricatuba. 15,00
      2 - Pegando o ônibus na "cabeceira" da Ponte Sobre o Rio Negro. 7,80
      3 - Lancha rápida, saindo da Marina do David, pede-se ao comandante, para ficar na vila da Paricatuba 78,00
       
      Se for em época de vazante, isto é, época de praias, tem a linda praia de Paricatuba bem na frente das Ruínas.
      Conta com alguns simples restaurantes, onde se pode comer um delicioso Tambaqui ou Matrinchã assados, Jaraquis, Sardinhas ou Pacus assados, churrascos de frangos ou carnes de gado, acompanhado de bebidas diversas.
      Caso precise de mais informações, é só perguntar.
      Chegando as Ruínas

      Escada que nos leva as Ruínas
       

      As Ruínas ....
       




      Por dentro das Ruínas, muitos fotógrafos aproveitam a beleza do local, para fazer Books Fotográficos.
       

      Esse local, erá para prender os louco s mais exaltados.
      Essa moça é uma modelo, que fiz o ensaio dela nas ruínas.
      Observe a grossura das grades, segundo os historiadores, esse local era escuro e sem comunicação. 

      As fotos de agora em diante, são do interior das Ruínas, observe que os apuizeiros que "seguram" as ruínas em pé.
       




×
×
  • Criar Novo...