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Feriado no litoral do Piauí (Barra Grande, Luís Correia, Parnaíba)

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De volta ao Piauí. Um ano antes, no mesmo feriado de 12 de Outubro, conhecemos um dos maiores tesouros nacionais que é a Serra da Capivara. Este ano conseguimos novamente preços aceitáveis para curtir o feriado no Piauí, e dessa vez escolhemos o litoral. Conhecer o Delta do Parnaíba, percorrer o menor litoral brasileiro, conhecer a vibe de Barra Grande (do Piauí, para não confundir com o homônimo da Bahia), As praias de Luis Correia, etc. Era o que estava nos planos. E, novamente, além de uma viagem de avião (Rio-Brasília-Teresina), teríamos uma longa viagem terrestre pela frente.

Chegamos em Teresina de madrugada e apenas fomos dormir mais algumas horas num hotel nos arredores. Partimos para o litoral logo cedo no dia seguinte. O fluxo de carros era grande dessa vez, bem maior que na direção sul que pegamos no ano anterior. Ok, é sabido que muito mais gente visita o litoral que a Serra da Capivara. A viagem terrestre até Barra Grande do Piauí levou pouco mais de 5hs. São 400 km.

Escolhemos Barra Grande como base por ter lido que era tida como a “Jeri do passado”, com ruas de areia e boa vibe. Acho que foi ótima escolha, é bem agradável passear pelo centrinho de noite. E bem badalado. A praia é ótima, e linda. Pousadas são relativamente caras – depois soube que a elite de Teresina adotou a região, daí os preços mais elevados.

Nesse dia da chegada ficamos de relax na praia de Barra Grande por toda a tarde. Conseguimos uma barraca bacana (kyte), depois fomos curtir um pouco o mar (maré estava alta) e o espetacular pôr do sol numa barraca (capucho) um pouco mais afastada (menos gente!), em frente às pousadas de luxo de beira de praia que tem por lá. Vale repetir: o pôr do sol de lá é um momento sublime.

Ah, e o vento. Constante, forte. Por isso as dezenas de kytes na água, o que dá uma beleza especial ao pôr do sol. Parecem pássaros ao longe. Não tem muito o que falar e descrever. Vale sentir e apreciar.

Curtimos ainda uma piscininha noturna. De noite batemos perna no centrinho, esbanjamos num jantar finesse (restaurantes tinham longa filas por lá!) e fomos dormir. Vida boa.

Sábado era dia de explorar o litoral. Usei como referência o ótimo relato da Érica Martins (https://www.mochileiros.com/topic/74878-relato-delta-do-parna%C3%ADba-litoral-do-piau%C3%AD-jericoacoara-7-dias/) e partimos no sentido inverso ao dela.

Na viagem que fizemos para a Capivara encontrávamos sempre animais na estrada. As estradas são geralmente muito boas (para o litoral pareciam um pouco piores que para o sul), perigo maior são mesmo os bichos que de vez em quando cruzam. Entre as estradas do litoral, sobretudo em Cajueiro da Praia (Barra Grande), tinha muito bicho. Era galinha, porco, cachorro, gato, burro, bode, pato... praticamente um safari.

Nesse dia (sábado) nossa primeira parada foi na Praia de Macapá, em Luis Correia. Praia de rio que desemboca no mar. Fomos seguindo a estradinha até nos depararmos com ônibus de turismo estacionados e carros fazendo manobras. Sinal de que é melhor voltar dali! Lotado de gente. Como a região é bem grande, recuamos para o primeiro bar de praia que vimos e fomos curtir a praia. Sublime.

A Praia de Macapá, sobretudo naquela hora de maré baixa, é daquelas que eu posso estacionar e curtir durante longas horas. Vasta, cheia de curvas que são formadas pela combinação entre vento e maré baixa, belíssima. Muito pouca gente na região onde estávamos. Logo do lado tinha a maior galera num dos bares – aquele dos ônibus parados. Sempre tinha alguém curtindo um kyte também.

 

Ficamos lá por um tempo e partimos. Nossa meta era explorar o litoral. Olhando para trás, eu teria ficado mais tempo por lá. Antes de partirmos vimos dois carros atolados na areia sendo resgatados. Areia onipresente em região de dunas e muito vento. Havia pontos na estrada com avanço das dunas (e máquinas trabalhando para retirar).

Parada seguinte foi na árvore penteada, que lembra a árvore da preguiça de Jericoacoara (que, aliás, soube que tombou recentemente). É bacana, um ponto fácil para fotos. Acesso fácil e sinalizado.

Dali em diante enfileiramos algumas praias para conhecer, mas acabamos apenas passando por elas. Praia do Farol (vazia, sem qualquer infra), as praias seguintes à do farol (algumas tem infra), a famosa Praia do Atalaia, urbanizada, e naquele dia beeeeeem cheia. Muita gente, muitos ônibus, flanelinhas, etc. Digo bem cheia, mas a praia também é bem ampla. Tem espaço de sobra para todos. Decidimos não parar. Ainda estiquei até a Praia do Farol Velho, mas que ficava numa região bem largada, parecia fantasma. Logo voltamos e seguimos viagem.

Próxima parada foi a Lagoa do Portinho. No caminho, a duna literalmente tomou conta da estrada. Chegando lá... ainda bem que eu já tinha lido o relato da Érica. A Lagoa praticamente morreu, parece estar secando. É um lugar ainda bonito, eu diria, mas bem largado. Muita coisa abandonada. Tinha praticamente ninguém por lá. Um barqueiro veio oferecer passeio de barco, mas recusamos. Enfim, logo partimos.

Fomos para Parnaíba, na zona do porto, para fechar um passeio ao Delta. Minha ideia era fechar com algum barqueiro para o dia todo, mas Katia vetou solenemente a ideia, ainda traumatizada com o barco pulante de Alter do Chão (não é nada terrível, ela que tem medo mesmo). De modo que, então, nos rendemos ao passeio habitual com a galera. Fechamos o nosso (70 pp) para 2ª feira. Naquela região tem a Sorveteria do Araújo, que é MUITO saborosa. Simples, e saborosa. Aliás, se tivéssemos nos hospedado por lá, acho que ali era o ponto de curtir a noite. Naquela hora, com o sol a pino, não tinha praticamente ninguém.

Partimos para a Praia Pedra do sal, a única de Parnaíba. Galera diz que o pôr do sol de lá é bem bacana. A praia é bem grande, e dividida pelo farol. Embora houvesse bastante gente, havia espaço de sobra para todos. Ficamos um tempo por lá, mas não até o pôr do sol, que era o plano original. A praia é interessante, mas Barra Grande é melhor! (Macapá também – e aí me dei conta de que poderíamos ter ficado mais tempo por lá).

Disparamos de volta para curtir ainda o pôr do sol em Barra Grande. O litoral piauiense é relativamente curto, mas a viagem da Pedra do Sol até Barra Grande leva coisa de 1,5 hora. Não é pouco.

Chegamos em Barra Grande a tempo de curtir o pôr do sol, mais um. E mais um espetacular. Na mesma Barraca do Capucho, que se tornou nosso ponto final obrigatório de cada tarde. Tal qual o Restaurante o Nain, em Canoa Quebrada, semanas antes.

 

De noite fomos compensar a esbanjada de ontem e fomos num restaurante mais guerreiro, no centrinho mesmo. Pagamos nada menos que ¼ do valor da conta anterior. Excelente custo-benefício! De resto ficamos batendo perna no centrinho, comendo tapioca doce e uma limonada com rapadura que era uma delícia.

 

Domingo tiramos para ser um dia mais relax. Para curtir Barra Grande mesmo. Pouco carro. Amanheceu meio nublado. Partimos para Cajueiro da Praia, para conhecer o (outro?) Maior Cajueiro do Mundo, que (também?) fica lá. Tem mais estrutura do que eu imaginava. Não tinha ninguém, mas vc pode entrar numa boa. É interessante. 

Cajueiro é uma cidade bem menor que as outras (Parnaíba, Luis Correia), e mais pobrezinha. Rodamos rapidamente, ainda era cedo de manhã e havia pouca gente. Tem um projeto Peixe Boi por lá, mas estava fechado.

Conhecemos a praia local de Cajueiro da Praia, que é bacana. Mar calmo. Mas havia bares, já de manhã, com aquelas aparelhagens de som nas alturas. Isso espanta. Fomos retornando em direção à Barrinha, parando nos mirantes pelo caminho. 

Passamos o resto da manhã na Praia da Barrinha, de relax. Aproveitamos para caminhar até a foz do rio que divide a Barrinha de Barra Grande. Se tem foz de rio, eu quero conhecer. Mais um belo lugar. Na verdade, no google maps consta como Lago da Santana. Seja o que for, belo lugar. Aliás, é possível (e fácil, na maré baixa, cruzar da Barrinha para Barra Grande.

De tarde fomos para Barra Grande. Fazia aquele calor sinistro que faz na região quando não tem nuvem para proteger. Logo arrumamos um bar para estacionar e curtir a praia, a sombra, a cerva, e tudo o mais. A maré estava baixa, o que permitir entrar MUITO mar adentro. Vegetações e pedras cravejadas de mariscos surgem centenas de metros adentro. Fui lá conferir e curtir. Quando voltei a maré já estava em pleno trabalho crescente, o que requer atenção redobrada (para não esfolar o pé numa das pedras cheias de mariscos!).

Curtimos nosso fim de tarde no mesmo lugar de sempre. Mas dessa vez uma nuvem fechou o tempo e não rolou pôr do sol. Chegou até mesmo a pingar. Coisa rara na região em outubro. Jantamos muito bem no Manga Rosa, repetimos as tapiocas e limão com rapadura, e fomos dormir mais cedo. Nossa última noite na área.

No nosso último dia partimos logo cedo. A viagem até Parnaíba leva cerca de 1 hora. O passeio sai pouco antes das 9hs, do município vizinho de Ilha Grande. 

O barco segue o rio, passa por um igarapé, mostra caranguejos (e faz uma encenação de um tal homem lama...). E chega num braço de areia que na verdade é uma praia no delta. Ou uma ilha: Poldros. É onde param os barcos de passeios organizados. Curtimos um tempo por lá, com céu fechado.

Na volta, o barco para numa área de dunas belíssimas, onde também serve caranguejo para a galera. Subi as dunas e fui entrando por elas. Na minha frente tinha um cara ainda mais explorador. Visual extraordinário. Tudo seco, tal qual quando visitamos os Lençóis Maranhenses. Andei por uma lagoa seca, mas ainda relativamente úmida. A natureza é bela de diversas formas. Depois de um tempo, voltei e fui curtir um pouco de banho de rio. Sempre uma delícia.

O passeio leva +- umas 6hs e acaba no mesmo ponto. Pegamos o carro e partimos direto para Teresina. Mais 4,5hs dirigindo. Como era 2af, a o São João Carne de Sol estava fechado. Paramos numa pizzaria guerreira logo adiante para matar a fome antes de devolver o carro e dormir algumas horas. Nosso caminho de volta ao Rio começaria de madrugada e dia seguinte era novamente dia de batente.

Mais um feriado desbravando algum canto do Brasil!

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           Ficamos 3 dias na capital Banguecoque e além de conhecer templos tentamos entrar na rotina das pessoas locais. No terceiro dia para chegar em um templo tivemos que pegar um transporte público BTS Skytrain no rio Chao Phraya. Passamos por alguns pontos e depois retornamos até chegar no templo Wat Arun. As passagens são muito baratas, pagamos por volta de 80 Baths tanto ida quanto volta, então vale muito mais a pena o tour por conta e ainda tivemos uma vista maravilhosa totalmente diferente da cidade vista pelo rio.  

                Ficamos no templo Wat Arun até fechar por volta das 19:00pm, depois fomos de barco pelo rio Chao Phraya até o porto que da acesso ao grande mercado Asiatique, um maravilhoso complexo de lojas e restaurantes, um verdadeiro shopping ao céu aberto localizado às margens do rio Chao Phraya situado nas antigas docas de uma empresa que realizava comércio na região portuária no século passado. Em função da sua localização e história, seu layout é temático e apresenta uma decoração especial com tema inspirado no reinado do Rei Chulalongkorn (1868-1910) e na atividade marítima. Ficamos umas boas horas comendo, bebendo e curtindo o local, depois pegamos um táxi por 200 Baht para o hostel pois no outro dia logo de manhã tínhamos o nosso vôo para as belas praias da Tailândia. 
       
            Assim que chegamos no hostel deixamos reservado nosso táxi para o aeroporto Don Mueang - DMK por 400 baht pois sairíamos bem cedo para o aeroporto. Acordamos por volta das 5:00am da manhã e o táxi já estava nos esperando na porta do hostel no horário combinado, após 30 minutos chegamos no aeroporto. Partiu praias... 

       
      6º Dia: Praia - 09/11/18 - 7h25min - Banguecoque x Krabi x Ao Nang - Empresa Air Asia - R$148,00 (((((Continua no próximo post)))))
       

       
    • Por daanielvalverde2
      Olá pessoal, sempre acompanho e uso o site antes de fazer alguma viagem, então resolvi postar sobre uma que fiz a Caraíva em Porto Seguro (BA). Espero que ajude!
       
           Caraíva é um vilarejo no extremo sul do município de Porto Seguro, muito conhecida por suas casinhas coloridas, o encontro do rio com o mar e pela atmosfera própria lá presente. Eu fui em Outubro de 2018 e escrevi tudo no meu blog: 
                Informações sobre Caraíva (BA)
                Como Chegar em Caraíva (com fotos e preços)
                Onde comer em Caraíva (com fotos e preços)
            Mas vou fazer um resumo aqui.
       
      COMO CHEGAR: 
           A partir do centro de Porto Seguro, deve-se atravessar o Rio Buranhém pela balsa com destino a Arraial d`Ajuda, essa travessia leva cerca de 10 minutos, funciona todos os dias, 24h e com saída a cada 30min, se houver lotação antes (ou a presença de uma ambulância/carro de polícia) ele sai antes. Custa R$4,50 (preço de não morador, a volta é grátis). Vou falar da ida em ônibus porque foi a que eu fiz. Talvez a forma mais cômoda e com certeza barata de chegar à vila. Quem faz o serviço é a empresa Viação Águia Azul. O micro-ônibus que eles utilizam para fazer a linha não é dos melhores (não vou mentir, meu assento não tinha nem cinto), mas cheguei vivo lá.

           A viagem é por grande parte em estrada de terra, subindo e descendo morro, passando por umas pontes bem estreitas, no total dura quase 3 horas e ele ainda faz algumas paradas, como em Arrial d`Ajuda, Trancoso, entrada do Teatro L’Occitane, Outeiro das Brisas e em algum lugar (que não faço ideia onde) para você ir ao banheiro, comer um café ou um biscoito.
           Horários de ida: 7:00h e 15:00h
           Horários de volta: 6:20h e 16:00h
           Preço: Balsa - Caraíva: R$20,00 / Arrial d`Ajuda - Caraíva: R$19,00 / Trancoso - Caraíva: R$17,00
           Ao chegar no porto de Nova Caraíva você encontrará um caminho de pedras e no fim várias canoas a espera para fazer a travessia até o vilarejo. Logo no início deste caminho, a esquerda, existe um quiosque (ou um stand) de madeira, lá uma moça te recebe e pede uma contribuição de R$10,00 para manutenção da vila, eles mostram todo o orçamento já conquistado e onde o dinheiro foi aplicado, se quiser ajudar, doe, qualquer valor é bem vindo, mas isso é OPCIONAL. Você não deixará de entrar se não pagar, se não quiser é só passar direto, eu paguei os 10 golpes.

         No fim haverá uma tenda com vários caras, eles que farão a travessia com você. O custo é de R$5,00 por pessoa para cada trajeto, ida e volta. O tempo de espera depende, pode ser com muitas pessoas ou só você, depende deles. Se estiver com mala, coloque dentro, eles levam tudo. A travessia leva cerca de 5 minutos, bem rapidinho!

           A partir do momento que você chega, parece que toda a atmosfera muda, parece que aquela vila ficou alí parada no tempo, e interprete isso da melhor forma possível. Todas aquelas casinhas, na sua grande maioria de porta e janela ou meia morada emolduram e te dão as boas vindas. As ruas todas de areia, as árvores, o som do mar, o rio e aquelas pessoas, tudo harmonizam com o ideia de paraíso. Ao chegar, você estará na Av. dos Navegantes que é o Beira Rio, a partir daí já procure onde você vai se hospedar, tem uns totens que te indicam o caminho, ou então, é só perguntar a qualquer morador que eles te indicam.
            Se você chegou de manhã, um dos primeiros lugares que você pode ir é na Rua do Cruzeiro, uma das transversais que te leva do rio ao mar, é lá que está a famosa casinha que tem escrito “Sorria você está em Caraíva” que tooodo mundo tira foto, depois já escolhe para onde ir, ao mar ou ao rio. Ambos são lindos. De frente para a praia se vê à sua esquerda as falésias da praia do espelho, e à direita, a ponta do Corumbau, a água de ambos é extremamente azul e linda, porém a do mar para tomar banho é mais escura, porque é onde o rio deságua. No encontro do rio com o mar tem umas pedras, onde pode-se admirar todo esse paraíso.

           Outro lugar a se conhecer é o Quadrado de Caraíva. Lá está a Igreja de São Sebastião, a igrejinha matriz que segundo o IPHAN foi construída por volta do século XVI, algumas lojas a mais , bares e um lugar para forró. De modo geral, vale a pena se perder pelo vilarejo, cada ruazinha de areia é linda.

           A noite o point da vila deixa de ser a praia e passa a ser a Av. dos Navegantes, ou o Beira rio, onde estão a maioria dos bares e restaurantes de lá. Comida indígena, oriental, italiana, árabe, brasileira, sorveteria, lojinhas, tem um pouco de tudo. Alguns estabelecimentos já tem Wi-fi e quase todos aceitam cartão de crédito e débito, só depende do sinal de telefone, as vezes da uma falhada. Esses bares abrem umas 16h, para que as pessoas fiquem para ver o por do sol (lindo!) de lá, sentados ao lado do rio.
            Esse também é o ponto mais iluminado a noite de toda a vila, devido aos bares, todo esse trecho fica lindo a noite, tem um até que utiliza tochas de bambu, fica lindo. Junto com algumas opções de forró, o Beco da Lua (que fica fechado durante o dia) abre como mais uma opção de entretenimento. Com alguns bares, lanchonetes e um palco para show ao vivo, é lá que tem as casinhas cenográficas que todo mundo tira foto.
       
           ONDE COMER:
             Não imaginaria que uma vila tão pequena, com cerca de 600 habitantes fixos, poderia ter tantas opções para comer. Tudo muito arrumado e bonito, meio personalizado. Encontrei um pouco de tudo, árabe, japonês, indígena, brasileira, vegetariana... Uma das comidas mais tradicionais lá que eu pude perceber foi o pastel de arraia, servido com molho de pimenta, sai por menos de R$11,00 cada. Alguns botecos estão fechados na segunda-feira.



           Em relação ao pagamento, havia lido antes de ir que grande parte dos estabelecimentos não aceitava cartão, que seria bom levar dinheiro suficiente para os dias que passaria lá, mas o que encontrei foi o contrário, quase todos os lugares aceitava sim cartão (crédito e débito), mas como não existe sinal de telefone lá, depende do humor da internet para o mesmo passar, porém, não tive o menor problema, tudo certinho. Apenas um restaurante não aceitava, que era o Cantinho da Duca, onde se vende comida vegetariana, esse na verdade não tinha nem cardápio, era dito diariamente pela senhora que trabalha lá.
      ________________
      Bom essas foram minhas impressões sobre Caraíva, caso queiram mais detalhes entrem lá no blog que tem mais coisa: EstandoPorAí.wordpress.com ou no instagram @daanielvalverde
      Qualquer dúvida podem perguntar
    • Por Damarens Santos
      Olááááá queridos viajantes e mochileiros.😁
       
      Não iria escrever pois existem diversos relatos de viagem para este destino, maaaaaaaaaaas, fui encorajada e intimada a relatar os meus 25 dias para o famoso Bolívia, Chile e Peru tudo via terrestre (hehe), sim, sim, de BUSES, de terminal a terminal ou de rodoviária a rodoviária 🎒🚍
       
      Não tenho planilha lindas e elaboradas pois a principio eu e mais dois parceiros aqui no grupo iriamos ir de carro, faltando 5 dias da data de partida um deles não pode ir, então eu resolvi ir sozinha, pois bem, o Roberto (de Pernambuco) que iria conosco de carro resolveu ir tbm, então ele pegou um avião de Recife para Campinas e iniciamos a viagem juntos.
       
      Vai ser um relato básico com valores e dicas para quem ira fazer o mesmo percurso.
      Saímos sem roteiro pronto, sabíamos por onde iriamos passar e iriamos decidir os dias e hospedagem no próprio local, arriscado né? Mas não, tudo sobre controle do destino 🕰️💝
       
      Bora!
      31/10 (Campinas/Corumbá)
      Saída de Campinas/SP (interior de SP) destino capital as 09:45 da manhã - Cometa Trans. R$35,20. Descemos em um ponto estratégico para ganhar tempo e pagamos R$5,65 cada (R$ 11,30 total) em um UBER até a Barra Funda.
      Na barra funda pegamos um ônibus extra disponível pela Andorinhas (DICA: verifique antes de existem ônibus extras, os bus para Corumbá só saem de noite, este ao meio dia foi um achado) o custo foi de R$321,86 com saída as 11:15 com chegada as 11:00 (+1 dia).
      Compramos lanches pois havíamos saído bem cedo, (como todos sabem, comida em rodoviárias é bem cara ) comprei um café da manha na casa do pão de queijo R$ 20,00. Na estrada paramos para almoçar, comi um salgado R$ 12,00.
       
      TRANSPORTE: R$ 362,71
      COMIDA: R$ 32,00
      TOTAL DO DIA R$ 394,71
       
      01/11 (Corumbá/SantaCruz)
      Chegamos em Corumbá as 11:00 fomos ao banco (caixa) pois eu precisava sacar o restante do moneimonei (devido as mudanças de planos da viagem) chegando la conhecemos o Ezequiel, um brasileiro que mora na Bolívia e nos ajudou com algumas informações e nos levou para a fronteira por R$ 30,00 *-* (normalmente os taxista cobram 50 temer nesta corrida). Fizemos a saída/entrada nos países e cambiamos um pequeno valor para os gastos iniciais.
      Câmbio (penúltima lojinha do lado esquerdo, loja verde, é da irmã do Ezequiel ) R$ 600 x 1,79 = 1.074,00 bs.
      Pegamos um táxi para Puerto Quijaro onde fica a rodoviária por 5 bolivianos cada (o Ezequiel quebrou mais essa, não se assustem, lá eles cobram por pessoas e não por corrida). 
      Compramos as passagens para Santa Crus de La Sierra com a empresa Huracan (o Ezequiel nos ajudou nessa tbm, disse que era a mais barata, realmente, vimos em outros lugares por 120, 130 bs. Essa agencia fica do lado esquerdo, é a ultima "portinha"), com partida as 19:30. Ou seja, passamos o dia dentro da rodoviária pois ali na região não tem nada pra se fazer... alias dizem que tem um "shopping" perto, mas eu não quis ir shopping eu vou aqui no brasil né kkkk
      Saída do ônibus para Santa Cruz as 19:30 e chegamos as 5:45 ( não se assustem em chegar 2 horas antes do horário informado, isso é normal).
       
      BOLIVIANOS: 150 BS > (R$83,80)
      TRANSPORTE 105 BS
      ALIMENTAÇÃO 33 BS
      OUTROS 12 BS
       
      REAL/TRANSPORTE E CAMBIO: R$615,00
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 1.093,51
       
      02/11(SantaCruz/Sucre)
       
      Chegando lá aguardamos abrir as agencias para passagens para Sucre, encontramos por 100 bs com partida as 17:00, já que iriamos passar o dia lá guardamos as mochilas em um guarda volume( bem na entrada, no lado esquerdo) 10 bs o dia todo e fomos conhecer cidade, pegamos informações no ponto turístico da mesma e fomos de ônibus circular para a Plaza de Armas por apenas 2 bs. Conhecemos a praça, fomos em um mercadinho por perto para comprar lanches para a viagem, encontramos cambistas ao redor da praça com uma cotação melhor que na fronteira (R$1,00 = 1,82 BS) troquei mais 250 temer para completar com o que já tinha, almoçamos em um restaurante (decente  kkkk) que encontramos pegamos uma super promoção de 10 bs por arroz, batata frita e frango J pegamos o buses e retornamos ao terminal.  Embarcamos para Sucre as 17:00.
      BOLIVIANOS: 208,80 BS > (R$116,65)
      TRANSPORTE 106 BS
      ALIMENTAÇÃO 83,80 BS
      OUTROS 19 BS
       
      REAL/CAMBIO: R$250,00
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 1.460,16
       
      03/11 (Sucre/Potosi/Uyuni)
      Chegamos em Sucre as 04:00 (bem antes do informado como sempre), saímos pela esquerda e ja nos deparamos com as vans para Potosí. Logo de cara estavam cobrando 40 bs, chorei, recusei, me fiz de desentendida e saiu por 30 kkkkkk (como já havia visto em relatos, segui a risca as dicas) depois que lotou a van 05:30, partimos para o destino. Chegamos as 08:00 no meio do nada kkkk, sim, ele parou em uma rua onde não havia terminal então perguntamos onde era a saída para Uyuni e fomos andando (é “perto” porem com a altitude e os mochilão foi longe e cansativo, peguem um taxi!). A saída é de 15 em 15 minutos e tem o valor e 30 bs, pegamos o bus as 09:15 com chegada as 13:00, o ônibus  é estilo os nossos circulares daqui, simples.
      Chegando no Uyuni cotamos o valor do passeio logo de cara e encontramos a Claritos Tuor com quem fechamos o passeio com transfer para San Pedro por 700 bs (incluso: 2 dias de hostel, transfer para San Pedro, 2 cafés da manhã, 2 almoços e 1 jantar), a principio tudo ok... maaaaaaaaaaaaaas, nem tudo é flores.
      Fomos para o hostel na mesma cidade onde iriamos passar a primeira noite, como chegamos cedo, o primeiro passeio (salar + cemitério de trens) ia ser no mesmo dia, no caso as 16:00. Tomamos banho e nos avisaram (as 14:45) que sairíamos as 15:00, saímos as pressas sem comer nada, sem nos preparamos mas fomos.
       1º surpresa: deparamos-nos com um carro normal, um guia e um casal de bolivianos... fomos para o cemitério de trens, depois para o salar... Cada um por si, o casal tirando fotos engraçadas e românticas e eu e o Roberto lá olhando, tirando foto, contemplando o local. Sem fotos com dinossauros L, sem foto de perspectiva, sem galera, sem nada! E eu? E EU PASSANDO MTT MAL POR CONTA DA ALTITUDE KKKKK. Ok, primeiro passeio não foi como eu havia esperado, mas para compensar o guia nos levou em uma parte que estava alagada para ver o pôr do sol  ❤️ baita presente já que eu nem esperava esse fenômeno nesta data.
       Voltamos, para o hostel as 19:30 na cidade msm, eu cai na cama passando mal e apaguei, enquanto isso o pessoal foi jantar.
       
      BOLIVIANOS: 785,50 BS > (R$472,28)
      TRANSPORTE 60 BS
      ALIMENTAÇÃO 15 BS
      PASSEIO/OUTROS 710,50 BS
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 1.932,44
       
      04/11 (Uyuni)
      Acordamos, tomamos o café  no hostel, arrumamos os mochilões e saímos para o local combinado as 10:00, ficamos aguardando chegar o pessoal que ira no carro 4x4 conosco.... saímos as 11:00 paramos para o almoço as 13:30.
      2° surpresa: Não fomos ao Isla Incahuasi, devido ao atraso na saída.
      3º surpresa: Chegamos na laguna colorada no pôr do sol, o que nos impossibilitou ver sua cor com nitidez. SIM, PAGUEI 150 BS NA ENTRADA DO PARQUE PARA NÃO VE-LA COM CLARESA. (l)
      4º surpresa: Não ficamos no hotel de sal.
      Eu já estava PUTA da vida, estava um frio do ca$#¨&@, já tinha broxado por ter planejado tanto esse momento e não ter sido como eu esperava que eu queria pegar minha mochila e voltar para o Brasil. Mas resolvi ser good vibes e ignorar TODO O DESCONTENTAMENTO E DECEPÇÃO.
      Mal desci do carro para “ver” a laguna colorada (já que não dava pra ver a cor da água e estava um frio/vento absurdo) entrei no hostel deitei e dormi, estava passando mal, não quis comer, não quis socializar (ESTAVA MTT PUTA MESMO).
       
      BOLIVIANOS: 150 BS > (R$82,42)
      PASSEIO/OUTROS 150 BS
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 2.014,86
       
      05/11(Uyuni/SanPedro)
      Acordamos, tomamos o café as 04:00 e saímos para a o deserto/fronteira as 04:30. Chegamos na fronteira as 09:30 saímos as 10:46 para San Pedro (tive que pagar a propina de 15 bs na fronteira) me fiz de louca mas não teve jeito. –‘   
      ** eu estava com o passaporte e tive que pagar a propina, já meu amigo Roberto estava apenas com o RG e não precisou pagar’’
      BOLIVIANOS: 15 BS > (R$8,24)
      OUTROS 15 BS
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 2.029,86
       
       
       
    • Por gmussiluz
      ORGANIZAÇÃO/PLANEJAMENTO
      Moro em Salvador e, de férias regulares, não poderia ter melhor oportunidade para realizar essa trip. Não lembro exatamente quando pensei nesse trecho, mas já estava planejando havia um bom tempo e queria fazer pelo menos o trecho de Itacaré a Barra Grande, que não finalizei da primeira vez (https://www.mochileiros.com/topic/58177-itacaré-algodões-a-pé/). Quando defini qual seria o trecho, revisava o planejamento com frequência pra ter certeza de que nenhum ponto estava passando em branco.
      Inicialmente, o planejamento era de sair de Itacaré e ir até Morro de São Paulo, passando o réveillon em Moreré, que acabou sendo o destino final por causa de imprevisto (no dia 1 em Moreré, senti uma dor muito forte no tendão que se estendeu por alguns dias e mal conseguia andar. Não seria prudente continuar a travessia nessa condição).
      Voltei do natal no Rio e chegando em Salvador só troquei de mochila e segui para o ferry boat para iniciar a viagem. Digo iniciar a viagem, porque ainda na travessia do ferry boat encontrei um amigo e comentei sobre estar ansioso para a travessia, quando ele me falou "nem precisa, já está acontecendo", e me dei conta de que realmente eu já estava a caminho, a viagem já tinha começado.
      Estava usando uma mochila cargueira de 40 L com aproximadamente 15 Kg. Como pretendia passar o réveillon em Moreré e sairia de Itacaré no dia 27, teria que andar pelo menos 19Km por dia até o dia 31, pernoitando na praia. 
      Como já disse em outros relatos, é importante lembrar que para caminhada em praia, tem que saber a tábua de marés para os dias planejados, do contrário, por falta de planejamento pode pegar uma maré cheia para caminhar, por exemplo, e terá que ir pela areia fofa, obrigando a parar ou dobrar o esforço de caminhada e, assim, dificultando o percurso.
       
      1º DIA
      Como o ônibus de Bom Despacho (ferry boat) para Itacaré demora, cheguei em Itacaré já umas 15h, e acabei saindo tarde de lá. Não tinha mais nada pra fazer e saí da rodoviária já em direção à orla pra fazer a travessia de barco. Chegando lá, tem alguns barqueiros que fazem a travessia do Rio de Contas para a praia do Pontal por 5 reais. Cheguei do outro lado e só precisei me arrumar e iniciar a caminhada, que foi aproximadamente às 15h30. A praia do Pontal é pouco frequentada, e só tinha um grupo de umas 6 pessoas. Daí pra frente, como já esperava, só vi pessoas em frente a Piracanga.

      (travessia do Rio de Contas, Itacaré)
      Chegando em Piracanga, o rio me surpreendeu pelo nível. Tive que tirar a mochila e atravessar antes pra conferir o nível e caminho onde poderia atravessar "tranquilo". Depois de conferir, atravessei com água 5 dedos acima do umbigo, carregando a mochila na cabeça e 3 pessoas me assistindo do outro lado. Como eu queria essa cena registrada! 🤣
      Segui caminhando e parei pra descansar já com tudo escuro e aproximadamente 13 Km caminhados, onde abri a canga, deitei e fiquei deslumbrado com aquele céu inteiro numa praia deserta, tudo só pra mim, contando inúmeros satélites e estrelas cadentes e acabei dando uma cochilada. Acordei recarregado e continuei caminhando, até fechar os 19 Km desse primeiro dia.
      No meio do caminho, dei de cara com um cachorro, que só vi quando estava a uns 3 m de mim, já latindo e vindo em minha direção, era um risco que eu não tinha previsto, mas me saí bem, só acendi a lanterna na cara dele, fui pra beira do mar e virei de costas pra água garantindo que não viria nenhum outro cão surpresa junto com ele, enquanto o afastava com um pedaço de pau (um "cajado") que tinha em mãos. Ele entendeu que eu não era uma ameaça, continuou latindo, mas ficou parado, e fui andando com a lanterna ainda acesa, vendo aqueles olhos caninos brilhantes se distanciando na escuridão
      Parei em um ponto mais pra frente, armei meu acampamento e deitei pra dormir. Fui acordado em algum momento no meio da noite por dois cachorros latindo, que acredito que era o de mais cedo com um outro. Só precisei espantar eles batendo em um pedaço de pau e continuar dormindo.

      Total percorrido: 19,5 Km
       
      2º DIA

      Acordei bem cedo com um nascer do Sol que não assistia havia muito tempo. Contemplei aquele momento por um instante, tirei algumas fotos e voltei a dormir, acordando de novo já perto das 8h. Comi, tomei um banho (de mar, obviamente), arrumei as coisas e segui caminhando. Com cerca de 2 Km, cheguei a Algodões, local onde a quantidade de habitações, pessoas e barracas já chama a atenção, e foi onde passando por um caminhante na praia, ouvi um comentário sobre uma das minhas tatuagens: três diafragmas de lentes fotográficas, o bastante para reunir e dar assunto entre eu, um fotógrafo das horas vagas e amante dessa arte e ele, um estudante de cinema, que me acompanhou por uns 4 Km enquanto conversávamos sobre a minha caminhada, sobre fotografia, cinema, filmes e temas afins. Foi meu primeiro contato e interação em 24 Km, e durante a conversa eu nem vi o tempo e caminho passarem.

      (meu xará, estudante de cinema, com quem troquei algumas ideias)

      Daí pra frente segui caminhando e comecei a ficar atento ao GPS, porque tinha marcado um waypoint na entrada com menor caminho para a lagoa do Cassange, onde já tinha planejado uma parada de descanso com banho doce e talvez almoço. A lagoa é bem bonita, bem rasa (andei mais de 50 m em direção ao meio e a água não chegou nem na cintura), com água quente e cheia de peixinhos que ficaram mordiscando enquanto eu estava de molho. Após o banho, dei uma olhada no cardápio da barraca que fica na beira da lagoa para saber a possibilidade de almoçar ali, e os preços eram bem altos, mas nada surpreendente para Barra Grande em alta estação. Fiz um lanche com o que tinha na mochila, fiquei um bom tempo descansando e segui a caminhada.

      (Lagoa do Cassange)

      Essa parada na lagoa durou quase 2h, deu pra descansar bastante e passar o horário de sol a pino, além de dar o tempo de a maré secar toda, melhorando a área de caminhada na areia.
      Andei até um pouco antes de Taipus de Fora, e abri a canga pra descansar de novo, onde dei mais uma daquela cochilada revigorante e gastei mais um bom tempo observando o visual e o movimento na praia enquanto pensava sobre seguir para dormir mais a frente ou parar por ali, já que já tinha percorrido um total de 40 Km nesse ponto.
      O Sol já estava se pondo, mesmo assim resolvi pegar a mochila e ir andando devagar, mas logo que fiz a curva de Taipus de Fora já parei e fiquei olhando de longe: eram muitas casas, muita gente, festa, barraca...não seria legal dormir por ali, se é que acharia um lugar tranquilo e onde pudesse dormir. Fiquei olhando por uns cinco minutos e vi um casal, aparentemente andarilhos também, me olhando de longe, com mochilas, sentados mais acima da areia e fui falar com eles:
      -Estão vindo de lá de Barra?
      -Sim, estamos indo pra Itacaré
      -Maravilha! Estou vindo de lá, saí ontem à tarde.
      -Olha aí, mais um colega de caminhada haha
      -Pois é haha sabem me dizer se seguindo a praia a partir daqui é sempre assim com muita casa, cheio de gente? Estou procurando um lugar pra dormir na rede e virei aqui já desanimando com tanto movimento.
      -Nãão, se você apertar o passo, depois daquela ponta ali vai ter umas barracas com cobertura de palha que ficam armadas para o pessoal ficar durante o dia, mas à noite é bem tranquilo, não fica ninguém e dá pra armar a rede e dormir bem lá.
      -Ótimo, vou seguir!


      A ponta que ele indicou ficava a aproximadamente 1 Km, e obviamente eu fui em busca das barracas com cobertura de palha para dormir, afinal, eu estava bem cansado, mas 1 Km não é tanto assim e dormir bem seria importante. Andei, passei da ponta, andei, andei, andei, andei e depois de uns 4 Km sem ver nenhuma estrutura semelhante ao que ele descreveu, decidi que qualquer estrutura que aparecesse, eu pararia, quando logo depois vi, na praia da Bombaça, ao lado da entrada de um terreno com casarões, uma armação de bambu com um tecido branco e algumas palhas de coqueiro por cima, era ali. Montei a rede, deitei e depois de observar a movimentação de algumas pessoas da casa pela praia observando o céu, apaguei, mas acordei algumas vezes durante a noite com carros, quadriciclos e motos passando, além do frio que fez na madrugada. Foi uma noite bem difícil porque eu não tinha mais recursos para me proteger do frio e fiquei lutando com ele por um bom tempo.
      Total percorrido: 45 Km

      3º DIA
      Apesar de algumas nuvens densas se aproximando pelo Norte, mais uma vez acordei com um nascer do Sol maravilhoso, mas dessa vez não dormi de novo. Fiquei observando a praia e algumas pessoas já passavam por ali quando levantei da rede pra arrumar minhas coisas e iniciar minha caminhada logo em seguida, já às 6h40. Com menos de 1 Km de caminhada, vi as estruturas que o cara me falou no dia anterior e percebi que tinha dormido no lugar "errado". 😂

      Passei a Praia dos três coqueiros, farol, Ponta do Mutá e cheguei no “centro” de Barra Grande com uma hora de caminhada.
      Logo que cheguei, fui ver como faria para atravessar para a Barra do Serinhaém, e o pessoal das empresas que operam as lanchas não tem esse trecho nos serviços deles, então é um pouco complicado. Não é tão fácil como poderia ser, mas dei sorte depois. Depois de terem me cobrado 250 (duzentos e cinquenta!!!!) reais para atravessar, resolvi tomar logo um café da manhã na padaria e voltaria pra resolver isso e, obviamente, achar outra forma (e outro valor) para atravessar.
      Caminhei até o final do píer e fiquei lá “queixando” carona para cada barco que encostava pegando ou deixando passageiros, sem sucesso em todos eles, já que a travessia era meio contramão para o caminho usual que eles costumam fazer. Depois de tentar em alguns, comecei a conversar com alguns caras que estavam no píer comigo, todos trabalhando, ajudando a carregar, coordenando ou ligados de alguma outra forma às movimentações de embarcações que aconteciam ali. Falei brevemente sobre minha viagem e para onde estava indo e um deles colou comigo e ficou conversando, quando me falou -não sei se para confortar ou para desanimar- que SE eu conseguisse a travessia, poderia ser no fim da tarde, quando alguns trabalhadores residentes de Barra do Serinhaém voltavam de Barra Grande pra lá e eu, com essa informação, ao mesmo tempo que pensei no tanto de tempo que perderia esperando até o fim da tarde, me confortei sabendo que pelo menos de uma forma eu conseguiria atravessar. Não se passaram cinco minutos e esse mesmo cara gritou:
      -Ó lá quem vai te levar pra Barra! Eeei! - gritava e acenava para um casal numa lanchinha saindo da praia - leva esse amigo nosso aqui pra Barra!
      Eu, atrás dele, pulava, balançava os braços, acenava e assobiava alto para chamar atenção do casal e não passarem direto😂. O piloto prontamente mudou a rota, encostou no píer e eu só desci a escada e embarquei, feliz da vida e agradecendo mil para o brother que arranjou a carona pra mim.
      Seguimos e eles não me cobraram nada pela travessia (afinal, ele já estava indo pra lá).
      Parei, e segui procurando a casa de uma amiga com quem já tinha falado previamente e estava à minha espera. Nessa parada, tomei banho de chuveiro com xampu e sabão, fui servido com um prato de frutas muito farto e ainda almocei uma moqueca deliciosa hahaha, não sei se ela e a família tinham noção disso, mas a recepção, cada gesto e ato de generosidade foram extremamente significantes pra mim, e agradeço demais por aquilo, saí de lá revigorado, muito bem alimentado e com disposição para continuar firme na caminhada. Depois de almoçar, descansei por uma hora e comecei a reorganizar minha mochila, para sair perto das 15h40, quando comecei a caminhada saindo da Barra do Serinhaém em direção à praia de Pratigi.

      (início da praia de Pratigi)

      Pratigi é uma praia bem extensa, toda dominada por plantações de coco, e depois de andar por uma boa extensão, logo após o pôr do Sol resolvi que iria parar porque meu saldo estava bom (tinha andado 26 Km no segundo dia, então a meta desse dia era menor, não precisava me estender tanto) e meus pés já doíam, entretanto, acabei sendo obrigado a andar mais quando subi a faixa de areia indo pegar materiais para montar um abrigo e fui surpreendido por um enxame de mutucas me rodeando. Como estava ventando, continuei andando na esperança de elas perderem meu rastro e eu poder parar logo, mas eu parava de vez em quando checando e ainda via algumas voando ao meu redor, e nessa história, tive que andar mais 4 Km com os pés doendo e no escuro até finalmente parar e não ver mais nenhuma mutuca. Parei, catei materiais, montei o abrigo e finalmente pude deitar e dormir. Estava a 2 Km da vila de Pratigi e apesar de não ter movimento na praia, as luzes da vila eram bem fortes.
      Total percorrido: 75 Km

      4º DIA

      (abrigo montado no primeiro e terceiro dia)


      Acordei umas 5h, e se não fosse o abrigo eu certamente sentiria frio, já que tive que me cobrir durante a noite. Levantei e percebi que tinha parado exatamente no local onde acontece o Universo Paralello quando reconheci a estrutura ainda resistente da cozinha comunitária (era uma estrutura de barro, por isso devem ter deixado por lá do jeito que estava). Estive no festival no ano anterior e tudo aqui estava irreconhecível sem movimento, música, luzes, pistas e estruturas montadas.
      Iniciei a caminhada planejando a parada na vila de Pratigi para poder trocar dinheiro caso precisasse pagar para a próxima travessia de barco. Parei lá e rodei em algumas barracas até conseguir trocar uma nota de 100: início da manhã de um domingo, não estava fácil trocar uma nota de valor alto, mas consegui e segui. 1 Km depois da vila tem um riozinho raso com travessia tranquila com a água pouco acima do joelho e 4 Km depois cheguei na Barra do Carvalho. Nesse ponto, tirei a mochila e acenei para alguns barcos que passavam para saber se iriam atravessar em direção a Cova da Onça ou Ponta de Castelhanos, e nada.

      (Barra do Carvalho)


      Sentei e fiquei esperando por cerca de uma hora até decidir ir para a parte de dentro da ponta de areia que se formava ali e na mesma hora que levantei e comecei a andar, surgiu um pessoal vindo andando no sentido oposto. Fui andando, dei de frente com o grupo e perguntei como tinham chegado ali, quando me responderam e apontaram os barcos parados, meus olhos quase brilharam de felicidade. Fui direto ao barqueiro perguntar se faria a travessia para Cova da Onça e o mesmo prontamente me negou com a cabeça. Fui atrás do dono do outro barco, que estava com a família já preparando um churrasco naquela prainha enquanto comiam alguns petiscos e tiravam cervejas geladas dos isopores que tinham levado, e me disse que era uma travessia pouco feita, difícil e depois de pensar e enrolar um pouco, me cobrou 50 reais, ao mesmo tempo que me perguntou se queria comer alguma coisa, “que ficasse à vontade”. Ainda era cedo, neguei.
      Depois de pagar 5 reais para atravessar o Rio de Contas, 50 reais me soava um preço altíssimo e eu tive que negar, resolvi esperar por mais tempo. Sentei já com pouca esperança e imaginando ter que dar os 50 reais mais tarde mas, passado mais um tempo, chegaram mais dois barcos dos quais tive uma negação e uma oferta de travessia por 20 reais: o preço já tinha melhorado! Ainda assim, resolvi esperar mais um pouco e uma pessoa que estava com o barqueiro que me cobrou 20 reais chegou perto de mim e começou a conversar, perguntando sobre a viagem, o que eu estava fazendo, etc., perguntas que àquela altura eu já estava acostumado, e me ofereceu um prato de almoço, que pelo tempo que já tinha passado, eu não pude negar.
      Mais um tempo de espera, já olhando pro horizonte pensando em qualquer coisa, esquecendo por um instante que eu estava à espera de uma travessia, ouço uns gritos. Era o segundo barqueiro, chamando atenção de um barco que passava e me chamando pra ir até lá. O barco, no qual embarquei prontamente, era de um primo dele que estava de passagem indo para Cova da Onça só com o filho pequeno a bordo. As 2 horas e 40 minutos de espera compensaram o custo nulo da travessia e, durante o caminho, que durou uns 20 minutos, conversei bastante com o dono do barco, que me explicou - e mostrou, enquanto “zigzagueava” - o motivo de aquela ser uma travessia tão evitada: a batimetria ali é muito ruim para navegação porque além de ser raso, tem muitas rochas, bancos de areia e recifes e nem todo mundo conhece bem o local mas ele, com muito conhecimento do local e, claro, aproveitando a maré cheia, passava com maestria pelos locais que indicava perigo e eu, enquanto conversava com ele, ia debruçado na lateral vendo nitidamente o fundo passando bem raso.

      Chegando em Cova da Onça, ele me explicou por onde eu pegaria o caminho até Ponta de Castelhanos, meu próximo destino. Pedi água numa casa com duas senhoras na frente, que encheram minha garrafa de 1,5 L sem problema e segui ansioso por esse próximo trecho, afinal, eu já estava bem próximo do fim.

      A caminhada de Cova da Onça até Ponta de Castelhanos foi, sem dúvida alguma, onde mais suei e cansei. Por ser uma estrada de areia fofa que passa por trás do mangue, acaba sendo uma área protegida de vento, pior ainda considerando o Sol escaldante do início da tarde na areia fofa. Depois de pouco mais de uma hora de caminhada, cheguei à praia de Castelhanos, um dos paraísos na Terra. Não queria perder muito tempo e fui logo ver como era a travessia para pegar a trilha do mangue e chegar em Moreré.

      Depois de conversar com dois canoeiros, me disseram que existia a travessia de barco direto para Moreré, por 40 reais, e a travessia para o início da trilha do mangue, por 10 reais, que era a que eu estava procurando. Sentei um pouco enquanto conversávamos e depois subi na canoa para atravessar, enquanto um deles me levava dando orientações sobre a trilha.


      A travessia do rio dura 5 minutos, e a trilha, que é dentro do mangue fechado, iniciou com água acima do tornozelo e, para o meu alívio, o fundo era de areia sem afundar o pé, ao invés de lama que afunda até o joelho, como é comum em manguezais, o que seria bem ruim de lidar com uma mochila pesada nas costas😅. A trilha é linda, e segui sozinho por ela, passando por mangue, apicum, coqueiros e até uma pequena plantação de cana, até chegar na praia de Bainema, e depois, finalmente, na vila de Moreré.

      (Praia de Bainema, pouco antes de chegar em Moreré)

      Total percorrido: 100 Km
      OBSERVAÇÕES:
      -Acabei usando a rede só em uma noite, dormindo nos abrigos que montei na areia nas outras duas noites, então acredito que poderia abrir mão da rede (peso e volume) e dormir no abrigo todas as noites.
      -Um ponto importante que ainda preciso melhorar é a alimentação. De forma alguma passei fome ou me alimentei muito mal, mas investir em comida liofilizada é uma prioridade urgente para reduzir o peso e volume da mochila.
      -O GPS foi uma das melhores aquisições que fiz e realmente faz muita diferença, me possibilitando acompanhar meu rendimento com dados de quilometragem percorrida e velocidade média, além de poder marcar pontos de interesse como entradas de lagoas, possíveis pontos para acampamento, pontos de apoio, etc., e, claro, gravar o tracklog para compartilhar com quem tenha interesse em realizar o mesmo percurso.
       
      TRACKLOG NO WIKILOC:
      https://www.wikiloc.com/wikiloc/view.do?pic=hiking-trails&slug=travessia-itacare-morere&id=31923513&rd=en

      EQUIPAMENTOS USADOS:
      -Curtlo Highlander 35+5L
      -Camelbak Chute 750ml
      -Garmin eTrex 30x
    • Por Rafael Silva Pereira
      Primeiramente, gostaria de avisá-los sobre dois pontos importantes:
      1: o meu relato está sendo feito um ano após a minha viagem. 
      2: Se você quer uma viagem inesquecível em algum país na América do Sul, então com certeza você deve conhecer o Chile! 
      Estando ciente destes dois pontos, então vamos iniciar com meu relato, minhas dicas e experiências. Bora lá?
      A Recepção que tive ao chegar em Santiago
      Iniciando que tive muita sorte antes mesmo de chegar em Santiago, pois eu não tinha Transfer marcado e pretendia pegar um táxi ou Uber para me levar até o Hostel que eu ia ficar (reservarei um tópico unicamente sobre o hostel). Entretanto, não foi necessária nenhuma destas opções, pois tive a incrível oportunidade de sentar do lado de uma senhora no avião e fiz amizade com a mesma. Ela era brasileira, de São Paulo assim como eu, mas morava há alguns anos no Chile com seu marido. E ela ofereceu uma carona até o meu Hostel que era caminho da casa dela. Como senti confiança nela e realmente parecia ser uma ótima pessoa, logo, aceitei. E pra início de viagem, já me senti bem naquele país e bem recebido.  Assim sendo, minha grande preocupação era que estivesse tudo OK a reserva que eu havia feito do hostel, porque eu nunca tinha feito uma viagem para fora do Brasil e também não havia feito reserva de hotel/hostel da forma que fiz. Contudo, ao chegar no hostel eu também fui super bem recepcionado pela equipe e deu tudo certo, logo, percebi que seria um viagem única e assim foi! Fui bem tratado em absolutamente todos os lugares que fui e irei relatar ao longo do texto. 
      Onde eu me hospedei nestes 5 dias? 
       Fiquei hospedado em um hostel. Para quem não sabe, hostel é um espaço compartilhado, ou seja, como um hotel, porém com quartos compartilhados. Na maioria das vezes utilizado justamente por viajantes, para troca de experiências, boas conversas, novas amizades, além de ser mais barato que um hotel. Se você se identifica com estes itens que citei, um hostel é uma ótima opção, caso contrário, reserve um hotel. O hostel que me hospedei foi o CLH Suites Santiago, o Che Lagarto. Ele fica localizado na San Antonio 60, Santiago. Para quem não conhece, a San Antonio fica bem no centro de Santiago, então você ficará super bem localizado e próximo de muitas coisas para ver e fazer na cidade. O tratamento da equipe do hostel é simplesmente excelente, desde a sua entrada até a saída. Se você precisar de dicas de roteiros, onde ir, chamar um Uber ou qualquer coisa, saiba que os funcionários estarão dispostos a ajudá-lo. O hostel contava com café da manhã já incluso e se você quisesse, dentro de um determinado horário, você podia utilizar a cozinha para você mesmo preparar a sua comida. Ah, o café da manhã era excelente, com bastante opções de comidas e isso porque sou ovolactovegetariano! De noite, você podia optar ao invés de ficar no saguão do hotel, poderia ficar no terraço do hostel, pois lá tinha um DJ tocando diversas músicas e no terraço tem lugar pra você ficar bebendo, conversando e se divertindo. Os quartos que fiquei dispunham de beliches confortáveis e um banheiro compartilhado, mas limpo e com boa estrutura. A grande sacada do hostel é você conversar com as pessoas hospedas, fazer amizades e ter ótimas experiências e isso no Che Lagarto eu encontrei! Fiz amizade com brasileiros, argentinos, uruguaio, colombiano, canadenses e norte-americanos. Veja só!
      Mais lá na frente do texto irei especificar quanto foi que gastei com hospedagem, passagens e tudo mais.  

      Onde eu fui? O que conhecer? 
      Não irei fazer em ordem cronológica a minha viagem, somente irei apontar e comentar brevemente sobre alguns dos locais que fui. Vamos lá? 
      Catedral Metropolitana de Santiago - Para os fiéis ou não, a Catedral de Santiago é um ponto a ser conhecido, seja por ser um dos pontos turísticos de Santiago, quanto pela sua bela arquitetura Neoclássica. O interior da catedral é simplesmente maravilhoso! Lembrando que não é pago para entrar e conhecer o ambiente, ou seja, é gratuito! 
      Endereço: Plaza de Armas, Santiago, Región Metropolitana. 
       
      Iglesia de San Augustin- Se ainda você quiser permanecer em contato com artes sacras e belas arquiteturas de igrejas católicas chilenas, outro local a ser conhecido seria a Iglesia de San Augustin. Uma igreja consideravelmente pequena, da Ordem de Santo Agostinho, porém muito linda! Vale a visita. 
      Endereço: Estado 180, Santiago, Región Metropolitana. 
      Cerro San Cristobal: Esse sim é um lugar que você não pode deixar de conhecer quando for ao Chile, com uma vista simplesmente única lhe dá condições de visualizar boa parte da capital chilena, além de uma vista maravilhosa das cordilheiras, tanto em solo quanto pelo passeio pelo oferecido por teleférico. Para chegar até o Cerro você irá pagar um valor (que não me recordo quanto, porém bem barato) para te levar até o Cerro assim como você também pagará uma taxa caso queira passear de teleférico (e vale muito a pena, tenha certeza disso!). 

      Casa Museo "La Chascona" - Para quem ama poesia tanto quanto eu, considero como outro lugar que você não deve deixar de conhecer. La Chascona foi a casa onde viveu na minha modesta opinião, um dos maiores poetas de todos os tempos e uma das figuras mais importantes da história chilena, Pablo Neruda. Ao visitar a sua casa/museu você entenderá que Pablo Neruda não somente fora importante para a literatura chilena, mas sim também, para a luta política/social no Chile. A visita é interativa, pois você recebe uma espécie de "telefone" e nele contém botões com números, cada número representa um cômodo da casa e ao apertar o botão você terá uma narrativa sobre a história de cada cômodo e objeto da casa. A narrativa é feita em espanhol! A entrada não é gratuita, custou na época cerca de $ 7.000 pesos (não é tão barato), mas se você é fã de Neruda, deve ir! Outro detalhe importante, não é permitido fotos no ambiente. 
      Endereço: Fernando Márquez de La Plata 0192, Santiago, Providencia, Región Metropolitana. 
      Museo Chileno de Arte Precolombino - O Museu de Arte Pré-colombiana vai inspirar e te encantar através da maravilhosa arte pré-colombiana, nos conectando com as raízes indígenas não somente do Chile, mas também da América. Certamente um dos melhores museus da América do Sul! Bem informativo, mas não somente informativo, mas contendo certas exposições até interativas. Contém lindas peças de cerâmicas, metal, algodão, lã, pedra, osso, madeira e etc. Utilizando-se de diversas técnicas para fazer a arte, sendo elas feitas antes da chegada dos europeus na América. Muito válida a visita, porque você vai se encantar e agregar muita cultura e conhecimento. A entrada custou $4.500 pesos. 
      Endereço: Bandera 361, Santiago. 
      Mercado Central:  Para quem é paulista, sabe o Mercadão no Centro de São Paulo? Certo, pensou!? Esse é o Mercadão, porém o de Santiago, mas ainda acho nosso Mercado Central mais atrativo que o deles, mas ainda a visita é válida. Lá eles vendem peixes frescos, tem restaurantes e barracas vendendo souvenirs. A entrada evidentemente é gratuita. Você pagará pelo que consumir/comprar. 
      Endereço: San Pablo, Santiago, Región Metropolitana 
      Bellavista:  O bairro da Bellavista é um local também obrigatório para conhecer no Chile, porque ele tem diversos bares, restaurantes, galerias e é um local ótimo seja no período diurno ou então para curtir à noite, pois também para quem gosta, oferece diversas baladas de diferentes gêneros. Não deixe de visitar! 
      Valparaíso e Viña del Mar
      Fui um único dia para os dois lugares que são bem próximos. Consegui ir pegando um ônibus com saída no Terminal de Santiago. Infelizmente vou ficar devendo qual foi o valor que paguei nas passagens, mas lembro-me que não foi um valor tão caro e a viagem não é tão desgastante, levando um pouco mais de duas horas se não me falha a memória, porém você irá apreciar a vista no decorrer da sua viagem. 
      Valparaíso é uma cidade simplesmente encantadora, muito bonita! Nela você encontrará organização, lindos restaurantes e casas com pinturas a óleo nas paredes, além de muros grafitados. As ruas também são muito lindas, muitas delas de paralelepípedo. Outro detalhe é que a cidade não fica longe do mar, tornando-a assim com uma paisagem deslumbrante! 
       
      Museo Municipal de Bellas Artes/Palacio Baburizza: Um local que gostei de ter ido em Valparaíso foi o Museu de Belas Artes da cidade. O Museu contém peças de grande valor artístico, principalmente pinturas a óleo de artistas sejam chilenos ou estrangeiros. A fachada do museu por si só já vale ser vista. Veja a foto abaixo! A entrada custou: $4.000 pesos. 

      Endereço: Paseo Yugoslavo 176 C°, Alegre, Valparaíso. 
      Já em Viña del Mar eu aproveitei para conhecer alguma praia e pegar um pouco de Sol. Me deparei com uma praia simplesmente limpa e bonita. Conhecia a Playa Reñaca e recomendo muito! Fui juntamente com os amigos que fiz no próprio Chile, de diversas nacionalidades, estes da foto abaixo. Eu sou o de camiseta vermelha e óculos!  
      Considerações finais
      Galera, fica impossível eu apontar absolutamente todos os lugares que fui e conheci. Os restaurantes eu vou apontar numa outra postagem, pois fui em restaurantes vegetarianos/veganos, ou seja, não agradará todos os públicos. Porém, o que mostrei até então são locais que ao meu ver, lhe trará uma experiência diferente para a sua viagem, tornando-a inesquecível, pois é o que esperamos de uma viagem assim. O Chile é o lugar ideal para curtir a noite, buscar aventuras, ver belas paisagens e acima de tudo, fazer belas amizades. Você com certeza irá voltar para casa com a mala cheia! Cheia de histórias e novas experiências. 
      Custo da viagem: 
      Passagens Ida e Volta: R$684,00 (Voo oferecido pela empresa aérea Avianca)
      5 dias de hospedagem no Che Lagarto: R$ 420,00
      Dinheiro que converti de reais para peso: R$ 727,92 o que me deu em pesos chilenos $120,000,00 (cobrando R$7,92 de IOF pela casa de câmbio aqui no Brasil). 
      Total de gastos = R$ 1.832,00. 



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