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A Rodoviária Novo Rio é uma das principais portas de entrada do Rio de Janeiro. Localizada no bairro Santo Cristo, próximo ao Centro da cidade, a Rodoviária é um importante conector entre outros municípios e estados. Com a chegada do VLT, sair da rodoviária ficou muito mais fácil, mas para quem ainda têm dificuldades, nós ensinaremos como sair da rodoviária Novo Rio sem muitos traumas.

Apesar de ser fundamental para o turismo carioca, turistas e moradores locais sofrem para se locomover nas redondezas. A rodoviária que antes causava muito medo e insegurança, por estar em um local “perigoso” e abandonado pelo Estado, ganhou novos ares. O local tem passado por constantes mudanças na estrutura das ruas e no trânsito, o que acaba afetando a locomoção e os itinerários dos ônibus. Mas não temas, jovem padawan. Nós te salvaremos!

Como sair da rodoviária Novo Rio

Saindo de ônibus comum
Para sair da rodoviária de ônibus comum, você precisa sair pelo desembarque na Rua Equador e atravessar a via Binário do Porto até ao Terminal Henrique Otte. Dali saem ônibus para toda a cidade.

Em frente ao Terminal há um ponto de ônibus para quem vai para a Zona Norte do Rio. Lá passam diversas linhas para vários destinos. Os ônibus comuns são recomendados para quem conhece o trajeto e apesar de serem a opção mais barata, não é muito confortável andar até o ponto para pegar um ônibus cheio de malas.

Caso você insista em ir de ônibus, o aplicativo Moovit pode ser um bom companheiro durante o trajeto.

Saindo de ônibus executivo (frescão)
Se você está seguindo rumo à Barra da Tijuca, uma ótima opção é pegar o frescão dentro da própria rodoviária. É o melhor custo x benefício que você encontrará. Com uma tafifa de R$ 18 (ref. julho/18), o horário de funcionamento desse ônibus é de 5h30 às 22h.

Itinerário: Av. Brasil / Linha Amarela / Ayrton Senna / Barra Shopping / Alvorada (ponto final).

O guichê de atendimento fica no saguão do desembarque, da Rua Equador. O embarque nesse ônibus é em uma das plataformas do próprio saguão. Não é preciso nem sair da rodoviária.

Saindo de VLT + Metrô
Caso você ainda prefira economizar, mas não esteja muito seguro de pegar o ônibus. Uma ótima opção é mesclar dois meios de transporte: VLT + METRÔ. Essa combinação não tem erro e pode ser uma das melhores no quesito custo.

Para pegar o VLT, você precisa sair pela Rua Equador e continuar andando na calçada pela esquerda. A faixa de segurança para atravessar para o VLT fica em frente ao terminal do ônibus executivo.

Atenção: Não esqueça de validar seu cartão no guichê do VLT assim que entrar, pois há fiscais durante o percurso fazendo a validação do cartão. Caso você esqueça ou não ache necessário “pagar”, poderá ser multado em R$ 170.

Compre o seu bilhete Riocard nos postos de atendimento para garantir mais comodidade na hora de pegar o transporte. Esse cartão dá direito a todos os transportantes públicos do Rio. Para adquirir basta comprar o cartão em um terminal e fazer uma recarga no valor desejado.

O valor do cartão é de R$ 3 e a recarga mínima de R$ 3,80 (com direito a pegar dois ônibus em um período de 2h), mas como você pegará metrô também, precisará fazer uma recarga maior, já que o metrô custa R$ 4,30.

Aproveite para recarregar seu cartão para toda sua estadia na cidade. Já que ele não expira, você pode guardar para as próximas visitas ao Rio de Janeiro. Só fique atento nas tarifas, que mudam de acordo com cada transporte.

LEIA TAMBÉM: 7 DICAS PARA ECONOMIZAR NO RIO DE JANEIRO

Se você vai para Zona Sul, pegue a Linha 1 (em direção ao Santos Dummont), e salte na estação Carioca. Ao desembarcar, siga pela esquerda, o metrô da Carioca fica em um vão entre dois prédios. Lá você pegará o metrô Linha 1+4 (sentido Jardim Oceânico), na estação Carioca. O tempo médio do trajeto é de 22 minutos.

Já na estação, perceba que os metrôs passam seguidamente, você poderá conferir na telinha que fica nas estações se ele está indo sentido Botafogo ou Jardim Oceânico. Se por acaso, você pegar por engano o sentido Botafogo, não tem problema. Desça na estação final (Botafogo) e aguarde a chegada do metrô correto.

Se você vai para a Zona Norte, pegue a Linha 2 do VLT (sentido Praça XV). Salte na estação Central. A viagem dura em média 9 minutos e você precisará andar até a estação Central do Metrô. Recomendamos que você vá por dentro da Central do Brasil. Onde você poderá avaliar também se faz sentido pegar o trem, dependendo de para onde você vai.

Desça para a estação Central e pegue o metrô Linha 2 (sentido Pavuna).

Clique para saber como sair da Rodoviária Novo Rio de Uber ou Táxi e escolha a melhor opção.

 

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      Demos uma olhada nas fotos do Google,  Ádria fez as reservas das 2 noites de acampamento e as entradas do parque, e estava decidido, nossa aventura seria no Rio de Janeiro, dali 40 dias. 
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL

      E então, o perrengue a emoção começou
      O primeiro item do check list que apareceu foi o danado do GPS. Parecia noticiário "...no segundo dia em caso de mal tempo (neblina), o risco de se perder é grande. Utilize o GPS ou contrate um guia".
      Não queríamos contratar um guia,  opção nossa, e não tínhamos um GPS,  opção do nosso bolso.
      O segundo item era uma corda de 10 metros (eu aconselho 15 m) e essa nós tínhamos.
      Para todo restante acreditávamos estar preparados: comida, preparo físico,  primeiros socorros, equipamentos (exceto o GPS) e navegação por carta.
      Chegando ao Parque Partimos de São Paulo às 22h e chegamos à rodoviária de Petrópolis às 6h da manhã seguinte em um ônibus repleto de aventureiros com o mesmo destino, a travessia. Neste ônibus haviam 15 pessoas de um grupo guiado e 5 de outro, também guiado. Todos aqui têm guia? Sim, menos nós 3. É verdade, não éramos mais 4 e sim 3, já que o Hugo se machucou escalando. Ele até viajou conosco, mas teve que ficar em Petrópolis conhecendo todos os restaurantes, cervejarias e museus, enquanto sua esposa, Ádria, nos aturava por 3 dias. Que pena dela...
      Da rodoviária é preciso pegar 2 ônibus municipais para chegar até a sede do parque de Petrópolis (Bonfim), um até o Terminal Corrêas e outro (número 616 - Pinheiral) até a Escola Rural do Bonfim. 
      DICA: em feriados corra para as filas destes ônibus, pois lotam e você pode acabar tendo que esperar próximo.
      Na sede, às 9h assinamos os termos, checaram as nossas entradas e acampamentos (leve impresso!) e pronto.  Pé na trilha!

      DIA 1
      O primeiro trecho até a bifurcação para a cachoeira Véu de Noiva (ponto de água) foi bem tranquilo, cachoeira para esquerda e Castelos do Açu para direita. Para chegar até a cachoeira, é preciso atravessar um rio de pedras escorregadias e a trilha continua até ela, que é linda e vale a pena. Sou daqueles que entra na cachoeira por mais gelada que esteja, mas não entra em um chuveiro gelado nem com reza brava.
      Aquele dia de céu azul ainda estava começando. Voltamos até a bifurcação e tocamos para Pedra do Queijo, nossa parada para almoço e um lugar para sentar estava concorrido. Então, continuamos até o Ajax (ponto de água). No primeiro dia são mais de 1.100 metros de altimetria conquistados em 7km. Puxado! O trecho final de subida, conhecido por Isabeloca, foi desviado da rota original, portanto se você está com GPS, cuide para estar com seu tracklog atualizado. A rota original está preservada para restauração da vegetação.
      O final da Isabeloca, marcou o começo das vistas de tirar o fôlego. A caminhada neste trecho estava tranquila, mas durante o caminho para o Morro do Açu, o sol já estava se pondo, e agora? Corremos para aproveitar a luz do dia ou ficamos para ver o sol se pôr? Pessoas experientes diriam para aproveitar a luz solar e apertar o passo. Nós aproveitamos a luz solar, acompanhamos cada raio de sol se escondendo em um pôr do sol maravilhoso, e depois apertamos o passo.  No primeiro dia não tem segredo! A trilha é muito bem marcada em meio à vegetação.
      A noite, chegamos ao Morro do Açu e lá, era possível acampar próximo ao abrigo ou à cabeça da tartaruga.

      DIA 2
      Este era o dia! Navegar sem GPS, passar pelo "elevador", "mergulho", "cavalinho" e chegar até o Abrigo 4, da Pedra do Sino.
      5h da matina, é hora de ver o sol nascer! Como um ritual, todos vão ao Castelos do Açu para este momento. 
      Fez um bocado de frio a noite, mas não deve ter chegado a 0° C. Levantamos acampamento, enchemos nossas garrafas de água e partimos. Geralmente, o tempo que se leva no primeiro dia é parecido com o tempo do segundo.
      Neste dia, existem pelo menos 2 trechos que são por laje de pedra que em caso de neblina, só um guia ou GPS poderão te salvar. Tome cuidado!

      A travessia começou ao lado do abrigo, sentido Pedra do Sino. Depois de pouco tempo encontramos uma descida íngreme e então uma laje de pedra. Como o tempo estava  bom, foi possível ver a continuação da trilha ao lado do vale.
      Continuamos e começamos a subir o Morro do Marco, na subida tivemos alguns trechos de trepa pedra e os primeiros escorregões e no final d a trilha (no topo) viramos para direita, caminhamos pela crista e a descemos pela laje de pedra em direção ao Dedo de Deus.
      Chegamos a um riacho na base do Morro da Luva onde tem sombra e água fresca, (estávamos precisando!). Conosco, haviam umas 10 pessoas e outras estavam chegando, então resolvemos sair para diminuir a fila da água.  Sim, havia fila. Tocamos para cima, agora subindo o Morro da Luva. O começo é pela mata, mas a sombra durou pouco, seguimos com um sol do agreste de tostar a moleira. Quando chegamos a crista, transmitindo uma paz e maior do que as fotos podem representar, surgiu a Pedra do Garrafão. Que vista!

      A trilha continua pela crista, atravessando o morro. Terá um vale e o sentido é para direita,  continuando entre lajes de pedra, trilha e atravessando outro riacho (ponto de água). Depois de um bom tempo atravessamos uma ponte de madeira e chegamos ao Elevador. Havia chovido nos dias anteriores e boa parte da trilha tinha lama e a Ádria que tomou todo cuidado para não molhar a bota a fim de escalar o "Elevador" sem o risco de escorregar, descobriu que ele inteiro estava molhado. Antes da subida, parada para almoço. E aí, grupos estavam chegando, a fila aumentando e o tempo passando.  Vamos. A subida não foi tranquila, teve muita atenção e tensão. Ferros da escada soltos e outros faltando, todo cuidado era pouco (sem falar no peso da mochila te empurrando). Um pé de cada vez, sem pressa. Pronto, passamos.
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL


      Como recompensa um cubinho de doce de leite doado pelo amigo da trilha, a Maiza (com a mão bem limpinha) não pensou duas vezes. Obrigado amigo!
      Após o elevador, seguimos até encontrar mais um trecho de laje, agora mais íngreme, onde era possível ver 2 pês cravados na rocha que podem ser muito úteis em dias de chuva forte. Por todos estes trechos onde caminhamos pelas rochas foi possível encontrar os totens (foto abaixo). Já as setas indicando a direção (amarela para Teresópolis e branca para Petrópolis) eram raras. Subimos a crista do Dinossauro, passamos pelo Vale das Antas (ponto de água), continuamos pela Pedra da Baleia, depois zizagueando pelas lajes de pedra chegamos ao Mergulho.
      O Mergulho é uma depressão (buraco) no final das lajes de pedra com uns 5 metros de altura. Quando chagemaos, um casal com corda, ajudava outros dois trilheiros, que não tinham. Então, começamos a nos preparar enquanto a fila se formava atrás de nós. Optamos por fazer um pequeno rapel pois achamos que era o mais seguro para aquela pedra úmida e escorregadia (imagine em dias de chuva!). No meio do rapel da Ádria, chegou um quarteto de cabras da peste, metidos a Indiana Jones, querendo passar rapidinho e ao mesmo tempo que a Ádria. 
           - Amigo,  quer passar, passa, mas não segura na corda que ela está pendurada né?
      Pois é, esses Indiana Jones estavam sem o chicote para lançar na árvore e usar feito cipó.
      Pronto, mergulho superado,  então vamos para o próximo,  o Cavalinho.
      Quando chegamos lá,  adivinha quem estava travado com medo de altura e não conseguia passar pelo cavalinho?  Um dos Indiana Jones.
           - É amigo,  no filme era mais fácil, né?
      Assim como no Mergulho, tiramos as mochilas e passei primeiro para içá-las. No Cavalinho existe um "pê" para proteção que usei para içar um Indiana Jones, dois Crocodilos Dundee, a Ádria, a Maiza, quatro pessoas que não tinham corda, tampouco guia e onze mochilas, até que chegou o grupo guiado pelo Janio,  que me perguntou:
      - Você é guia?
      - Não, estou mais para bom samaritano de trilha mesmo.
      - Eita, então pode continuar que ali em cima tem uma passagem pior que essa, e o pessoal deve estar te esperando .
      Dito e feito, dali 10 metros, a turma estava lá me esperando. Mais um trecho bem complicado com necessidade do uso da corda. Acredito que levamos mais de 1 hora, entre o Mergulho, Cavalinho e o último trepa pedra, pois foram trechos técnicos, com fila e ajuda aos desavisados.
      Dali em diante, a trilha foi tranquila e rápida até o Abrigo 4. 

      Dica: chegando ao abrigo, a primeira coisa a se fazer é colocar o nome na fila do banho quente, caso você tenha comprado, pois a espera pode ser bem longa. Armamos a barraca, a Maiza fez um jantar sinistro, comemos e esperamos, esperamos, até que eu comecei a dormir em pé esperando a minha vez no banho. Quer saber? Já tomei um banho de cachoeira antes de ontem, vou dormir. A Maiza conseguiu revender o meu banho e o lugar na fila.
      DIA 3
      5h da manhã, hora de acordar para ir ver o sol nascer na Pedra do Sino. Chegamos em 30 minutos, com tempo para andar pelo pico e escolher o melhor lugar para dar bom dia ao sol.

      Descemos, levantamos acampamento e seguimos morro abaixo. O caminho foi óbvio e tranquilo, com vários pontos de água. Chegamos à portaria da sede em Teresópolis realizados! Satisfeitos com cada minuto desta travessia e famintos.
      Andamos até o ponto de ônibus indicado pelos funcionários do parque, e próximo à rodoviária comemos um PF de respeito. Entramos no ônibus para Petrópolis, depois para o hostel e finalmente tomei banho.
      INSPIRADOS NA TRAVESSIA PETRÔ X TERÊ CRIAMOS UMA CAMISETA INCRÍVEL

       
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