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Wallace S Maia

Expedição PACUS - Rio de Janeiro a Santiago do Chile de carro

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A história da EXPEDIÇÃO PACUS

 Como surgiu a ideia da expedição, na JMJ de 2013 hospedamos em nossa casa um trio de rapazes chilenos (Danillo, Jorge e Christovam) que após a estadia nos convidaram para visitar o Chile, e prometemos que iríamos, mais não demos data, tínhamos que nos programar, a vontade sempre aumentava porem o tempo($) nunca dava no inicio de 2016 resolvemos que tínhamos que tirar umas ferias e irias para o Chile conhecer neve sonho de criança, para isso o melhor período seria Julho, pronto a data estava certa, 16 de Julho de 2017, após algumas leituras na internet fiquei empolgado em fazer essa viagem de carro, falei com a Silvia que também ficou muito empolgada, pronto nascia a expedição, começamos a ver roteiro foi quando tivemos a ideia que já que iríamos de carro porque não visitar varias destinos turísticos, agora partimos para mais buscas onde ir na América do Sul no caminho a Santiago, até mesmo pra viagem não ser tão cansativa, parando em algumas cidades para visitar sem sair muito da rota. Ai surgiu os locais para onde iríamos, esse roteiro vai mudar um la pra frente, depois conto por que, Foz do Iguaçu para conhecermos as lindas cataratas, Mendonça-AR pra conhecer a Meca dos vinhos argentinos, Santiago nosso destino pra rever os amigos, Buenos Aires pra conhecer a cidade e ver um show de tango, já que era rota porque não Montivideu e Punta Deleste, e claro as cidades de Gramado e Canela tão famosas nas serras gaúchas. Colocamos no Google Maps  e calculamos a distância 8500 KM teríamos 24 dias de ferias, vamos organizar os dias. Calculamos 20 para ter dois dias de folga e mais dois para descansar quando chegar.

 Agora com o roteiro definido, vamos partir para os passeios em cada cidade as distâncias e dias que precisaríamos para cada deslocamento e tempo necessário pra isso e claro o mais importante, quanto custaria essa expedição e quanto teríamos que guardar.  Pronto com a data o roteiro e os custos agora era marcar as ferias e começar os preparativos. Tudo ia indo muito bem na programação até que no final de fevereiro  nossa bebê se acometeu de uma grave doença que a deixou internada por 60 dias,  um período muito difícil na nossa vida, gastamos quase todas as nossas economias, mais foi o dinheiro mais bem gasto da nossa vida, nossa bebê saiu do hospital no dia de 23 de abril ainda muito debilitada. Com todo o ocorrido tivemos que adiar a excursão na verdade nem sabíamos mesmo se iríamos, durante a internação quando ela foi operada eu fiz a promessa de ficar sem beber por um ano após a alta dela (depois de um ano e dois meses sem beber por opção deixei de beber) e levaria ela para assistir uma missa em Aparecida. Após alguns meses de acompanhamento medico a Duda estava bem, então voltamos a sonhar com a expedição, mais claro nesse ano não poderíamos ir, então decidimos adiar por um ano, novamente tinhamos a nova data 14 de Julho de 2018 e o novo percurso, agora com uma parada a mais Aparecida do Norte no Santuário de Nossa Senhora Aparecida na ida para pagar a promessa e na volta para agradecer pela expedição.

Por que PACUS?

Paraguai

Argentina

Chile

Uruguai

Sul do Brasil

O tempo ia passando o excitação ia aumentando e claro combinamos de não falar para ninguém porque seriamos chamados de doidos, em janeiro de 2018 como nosso carro não é novo procurei o mecânico que cuida do nosso carro e falei para ele da expedição e disse que ele deveria fazer uma revisão geral, trocamos boa parte do motor e da suspensão comprei pneus novos e alguns itens para o carro que são exigências dos países por onde passaríamos como segundo triângulo, um cambão que um amigo fez pra mim,  uma amiga me deu o extintor de incêndio e fizemos um kit de primeiros socorros, e por indicação de blogueios levamos lençol que poderia ser pedido pelos policiais argentinos como forma de extorqui dinheiro, esses eram itens obrigatórios comprei coisas a mais para eventuais apertos como inversor de energia, um pequeno compressor, voltímetro com termómetro tudo certo agora era esperar chegar perto para fazer a revisão.

A partir de janeiro começou as buscas por hotel nas cidades que não iríamos só pernoitar, todas as noites entravamos no site booking e faziamos as buscas encontramos preços maravilhosos em todos os locais que reservamos e todos os locais nos agradaram bastante em Foz do Iguaçu reservamos o Hotel Luz, em Buenos Aires o Hotel Luey e em Canela a Pousada Jardim Coberto.

Agora era começar a providenciar as roupas de frio que estavamos esperando pegar, para não ter tantos gastos, comecei a pedir roupas emprestadas com amigos, arrumei varias, mesmo assim tinha que comprar algumas.

Em junho eu fiz o seguro saúde para toda a família,  tirei o Seguro Carta Verde que é pedido para rodar de carro pelo bloco do Mercosul e o SOAPEX que é para o Chile e por ultimo tirei o PID - Permissão Internacional para Dirigir.

Agora era esperar o dia chegar, quando ia se aproximando a Silvia ficou angustiada porque não tinha falado para ninguém e resolveu contar para nossa amiga Rosy que nos deu o maior apoio, pronto agora só falta uma semana. A Rosy pediu para darmos carona para o Dilan até a cidade de Foz do Iguaçu.

Na ultima semana tínhamos que arrumar com quem ficar nossos filhos bicho o Caramelo ficou com a Laryssa e o Max com o Luis da Rosário.

Na noite anterior a partida fui abastecer o carro e marquei a kilometragem inicial 91515, já estava tudo pronto e colocamos as malas no carro para acordamos e sairmos, nossa ideia inicial era sair as 3:30 da madrugada para assistirmos a missa das 6h, mais por dica dos amigos Marcelo e Robinho resolvemos sair mais tarde por conta da neblina na Serra das Araras. Fizemos muito bem mesmo saindo mais tarde ainda pegamos um pouco de neblina.

A partir de agora irei fazer um breve resumo dia a dia da expedição.

1º Dia (14/07/2018)

- Saímos as 5hs (A família e o Dilan que foi de carona)

- Primeira parada Aparecida para pagar a promessa que fizemos por Duda

- Seguimos viagem as 11hs, avisamos as famílias via ZAP que iriamos dar um pulo em Foz do Iguaçu.

- Paramos pra dormir na cidade de Guamirim um hotel muito legal, com café da manhã excelente

2° Dia (15/07/2018)

- Acordamos tomamos café e seguimos viajem às 9hs

- Chegamos em Foz do Iguaçu por volta de 15:30, passamos em frente ao hotel, e achávamos que estava fechado, demos a volta pra voltar pro mesmo lugar. kkkk

- Fomos comer algo e partimos direto pra Tríplice Fronteira, saindo de lá fomos para as  Cataratas, chegamos na hora que já ia fechando, o bom que podemos aproveitar bastante e ver o por do sol lá.

- Mesmo cansado passamos pra visitar o Museu de Cera, fomos os últimos a entrar pois estava fechando, um bom lugar, porem muito caro e basta ir uma vez que os outros são iguais. Não repetiria. Tiramos fotos com Babobi do lado de fora

- Depois dessa fomos pro hotel, descansar pois o dia tinha sido puxado

3° Dia (16/07/2018)

- A noite foi curta, eu e Silvia acordamos bem cedo por conta do euforismo, olhamos o nascer do sol pela janela do apartamento

- Acordamos as crianças e fomos tomar café

- Encontrei um carro de São Luis, um casal que estava de ferias.

- Saímos pra Cidade do Leste fazer umas comprinhas (que lugar doido, todo mundo desesperado te puxando, ficamos assustados, compramos a GoPro 5, e algumas besteirinhas depois fomos embora, passamos pela aduania sem problemas, nem fomos revistados.

- Partimos para visitar o Parque das Aves. Lugar muito bonito e excelente pras crianças.

- Fomos almoçar no shopping compramos agua, refrigerante e biscoitos no supermercado para a viagem do dia seguinte e deixar no quarto.

- Ainda no shopping as crianças brincaram no simulador de avião.

- Fomos para o hotel e descansamos até a hora de ir visitar a Ituaipu Binacional a noite, coisa que infelizmente não aconteceu, só aos finais de semana, quem sabe de uma próxima vez.

- Seguimos para o Paraguai para jantar com o nosso amigo Anibal, que nos levou a sua clinica estética no bairro Boqueirão 2 e depois fomos comer comida Japonesa.

- Saindo de lá batemos algumas fotos em uma lagoa no mesmo bairro, que lembra muito a Rodrigo de Freitas, aproveitei para completar o tanque que a gasolina é muito barata, voltamos para o hotel.

- Arrumamos as malas antes de ir dormir.

4° Dia (17/07/2018)

- Acordamos, foram tomar café eu fui depois, pois, primeiro fui arrumar as malas no carro

- Depois do café fui fazer o chek-out e partiu Argentina, nesse momento avisamos as famílias que estaríamos indo pra Argentina.

- Saímos tarde e passamos mais de uma hora na fila da aduania, mais só o de rotina, tudo foi normal. Passamos e seguimos viagem por volta de 12:30

- A primeira parada na AR foi por volta de 2:30 para abastecer e trocar dinheiro, ao entrar na cidade estava todo o comercio fechado e achávamos que era feriado voltamos para estrada e na saída da cidade paramos pra abastecer e descobrimos que o horário comercial das cidades de interior da AR é de 4 as 12h e algumas lojas voltam a abrir as 17 e ficam até as 21, não sei pra que, não tem ninguém na rua mesmo. Abasteci, o frentista me falou que trocava dinheiro brasileiro, sempre tinha brasileiros lá, troquei o dinheiro para pagar os pedágios que viriam pela frente e seguimos viagem.

- A tarde foi só viagem, belas paisagens e um por do sol maravilhoso.

- A noite aconteceu nosso primeiro perrengue, na AR poucas são as estradas duplicadas, o asfalto era novo e não tinha marcação na pista e nem sinalização lateral para piorar a situação começou a chover e muitos caminhões vindo na pista contraria, ai fiquei assustado, pois tinha momentos que não conseguia ver a pista, decidimos que pararíamos na primeira cidade, foi que chegamos a La Cruz (Batizamos de La Cruz Credo), uma cidade pequena com pouca estrutura e poucos locais pra se hospedar, foi que depois de algum tempo achamos uma pousada e conseguimos nos acomodar, deixamos as malas e fomos procurar algo pra comer, chegamos no restaurante e tinha somente um casal de idosos que nos olhou esquisito, seguimos nos sentamos pedimos lasanha pra todos e Silvia tomou uma garrafa de vinho, na parede do restaurante tinha capas de disco do Agpê e Alcione, terminamos, fomos pra pensão descansar, ai comprei um chip de celular pra poder dar sinal de vida, ai foi o segundo perrengue, tinha o chip mais não consegui ativar, pois na AR precisa de um DNI ou DNI de Estrangeiro, blz, fomos dormir e no dia seguinte resolveríamos isso. A pousada tinha dois ambientes uma cama de casal em um e uma de solteiro no outro, Willian ficou na de solteiro, mais ele estava com tanto medo da cidade que durante a noite foi se meter na nossa cama. kkkk

5° Dia (18/07/2018)

- Acordamos nos arrumamos e vamos seguir viagem, pq não tinha café da manhã na pensão. Com a luz do dia é muito mais fácil a viagem.

- Foi quando encontramos nosso primeiro anjo da estrada, um frentista super gente boa que depois que eu me lamentei que não conseguia me comunicar com a família pq não tinha conseguido registrar o chip, ele se prontificou a fazer, nos contou que tem uma filha que mora em São Paulo, estuda e trabalha lá. Pronto com o chip ativado podemos continuar a dar noticia pras famílias.

- Foi o dia todo de viagem, durante a tarde ao longo da estrada tinham varias placa de venda de "Fruta de Cordoba" que depois de algumas fiquei curioso pra saber o que era, quando parei em uma delas e fui conferir, era morango, que por sinal muito gostosos, incrivelmente doce. A bandeja foi rapidinho. Na altura da cidade de Santa Fé emparelhamos com dois carros de SC um Land Rover Discovery e o uma Pajero Full, olhei que os mesmo estavam seguindo pela mesma estrada, resolvi seguir, não deixei os mesmos se distanciarem. Vinha desenvolvendo uma velocidade boa na RN7, para nosso espanto estava bloqueada, tivemos que desviar para a RP5 que por sinal era bem ruinzinha a chuva apertava a temperatura só caia, seguimos viagem até a noite quando paramos em uma cidade chamada Santa Maria, por sinal bem grande, muitas opções de hotéis e restaurantes, conseguimos vaga no Grand Hotel, muito aconchegante, depois de nos acomodarmos, me informei onde trocar dinheiro fui la e tinha acabado de fechar,  fomos rodar na cidade e procurar algo pra comer, ficamos em um restaurante e novamente comemos massa, muito gostosa, quando terminamos saímos em direção ao hotel, ventava muito e a temperatura só baixava.  Chegando fomos tomar banho e nos preparar pra dormir.

6° Dia (19/07/2018)

- Acordamos fomos trocar o dinheiro e comprar mais roupas de frio pra Duda e Willian a Silvia comprou pra ela uma luva e voltamos pro hotel, acordamos as crianças e fomos  tomar café arrumamos as malas no carro, fizemos chek-out e partiu estrada, logo que pegamos a RN novamente nos deparamos com os carros de SC que continuamos a perseguir por todo o dia. Por volta de 2:30 da tarde com o céu de brigadeiro e um calor grande mandamos mensagem para o Jorge verificar se a cordilheira estava fechada, ele falou que até meio dia estava fechada mais iria olhar novamente, para nossa alegria ele respondeu dizendo que abriu as 12:30, pronto seguimos viagem tranquilos, passamos por um lugar que não sei o nome que é um grande sitio arqueológico de dinossauros, depois de mais algum tempo de estrada chegamos na barreia sanitária de Mendonza, revistaram novamente nosso carro, e nesse momento fui ao banheiro para meu espanto ao chegar no local indicado pelo guarda tinha a placa de masculino e logo abaixo tinha outra que me deixo assustado, “Cuidado víboras” e o desenho de cobra, mijei quase que a jato, voltei logo pro carro, ao sair o carro foi todo borrifado com inseticida. Seguimos viagem paramos para abastecer e me informei onde poderia comprar corrente para os pneus como iriamos atravessar a Cordilheira dos Andes, é obrigatório ter no carro, o frentista me disse que acharia pra comprar no WallMart, dito e feito, parei e comprei, seguimos viajem e a partir desse momento umas 5hs da tarde a euforia foi geral, começamos a ver a neve mais próxima, começamos a entrar na cordilheira a felicidade estava estampada no rosto de todos, pronto foi uma longa subida, no meio da cordilheira tem um grande lago a vista é linda, vamos subindo e a temperatura vai caindo, depois de 2 horas chegamos a ultima cidade da AR entes da fronteira USPALLATA estava simplesmente lotada, mas o nosso destino era Santiago, andamos mais uns 500 metros e esbarramos na policia caramineira argentina, que nos informou que no período do inverno com ou sem nevasca a fronteira fecha as 19hs. Mandaram dar meia volta e procurar abrigo em Uspallata, pronto mais um perrengue, estacionei o carro deixei todos la e fui procurar vaga, fomos de hotel em hotel, pousada em pousada e nada de vaga, a cidade toda lotada, pedi informação a um policial que me indicou a ir “Informações Turística”, fomos la e conversamos com o atendente que efetuou algumas ligações e constatou que realmente não tinha vaga, a opção que ele nos deu foi voltar pra Mendonça, 150km cordilheira a baixo, para mim isso não era opção, passando na porta de um hotel, algo me disse entra e pede uma “habitacion”, foi o que fiz, falei com o recepcionista e o mesmo disse que não teria vaga la, mais se eu quisesse ele tinha um primo que tinha feito uma pousada eu disse se tiver vaga eu quero nem que seja um quarto com uma única cama, ele fez a ligação para o primo Rodrigo que disse que tinha um quarto vago, aceitei na hora, fomos pra la, um lugar meio esquisito afastado, mais tinha tudo que eu precisava um quarto aquecido com duas beliches. Pronto acomodados com as malas no quarto, saímos para comer, fomos a um restaurante com a decoração bem exótica, tudo o que tinha o proprietário pendurava no teto, comemos pizza e depois fomos embora, ao sair a temperatura estava muito baixa, paramos rapidinho para tirar foto e voltamos para a “pousada”, nos preparamos para dormir.

7° Dia (20/07/2018)

- Acordamos as 7h e para nossa surpresa ainda era noite, só o rapaz que tomava conta da pousada estava acordado, acordamos as crianças e nos preparamos para o café que só chegou às 8h e fomos nos preparar para seguir viagem, quando saimos da pousada senti a força do frio, estava -12° com uma sensação de uns -25° com o forte vento, na hora liguei o carro e o aquecedor para melhorar a temperatura dentro, o parabrisa do carro estava congelado, quando fui jogar agua do esquixo descobri que a agua tinha congelado. Ai não tinha jeito nos despedimos e seguimos viagem. A euforia só aumentava a medida que subiamos e a neve ia cercando o estrada, quando avistei o túnel Cristo Redentor que é o marco da fronteira Argentina - Chile, após isso andamos mais um pouco e chegamos a tão esperada Estrada Caracoles, que me deixou em êxtase, passamos por ela filmando fotografando andando a 30km/h com um transito muito grande de veículos e caminhões pq a fronteira passou 4 dias fechada. Após sair da estrada caracoles começamos a descer até chegar em Los Andes onde compramos um chip de celular, mais eles esqueceram de ativar e por credito, seguimos a viagem sentido Santiago, quando chegamos nos perdemos no centro de Santiago, deixamos o carro no estacionamento de um mercado colocamos credito e fomos lanchar em uma lanchonete ao lado do mercado, conseguimos falar com o Danillo e depois o Jorge que foi nos buscar onde estávamos, seguimos para o local do serviço dele um asilo muito grande que tem uma enorme capela,  o Danillo foi nos buscar com a Beth e a Nanci que nos levou para a casa da Beth, quando chegamos na rua dela o pai dela Sr. Guilherme estava nos esperando, quando ele viu a situação do carro, ele era vermelho de tanto barro e chuva na beira da estrada, pra ver a placa tinha que ver bem de perto, na casa estava reservado para nós um quarto bem aconchegante, tomamos café conversamos muito e marcamos de ir a um bar pra “bailar” (dançar) chamado LBM - Los Bons Muchachos, eles pediram duas assadas (churrasco mixto), quando começou as apresentações de danças típicas a Silvia se empolgou e foi dançar “CUECA” dança típica do sul do pais, comemos, dançamos e a Duda subiu no palco e não queria mais descer. Bem tarde voltamos pra casa, no bairro deles fomos abordados pela policia que após verificar a nossa documentação fomos liberados, a Nanci levou o carro pra casa dela. Chegamos em casa fomos dormir.

8° Dia (21/07/2018)

- Acordamos tomamos café e nos preparamos para ir a estação de ski “La Parva” pegamos a estrada e para meu espanto pegamos uma pista de nome G31 achei muito mais difícil de dirigir do que a estrada caracoles, além de muito mais curvas eram 48, divididas em duas de 24 a inclinação era muito maior e o transito pesado o que dificultava ainda mais a dirigibilidade, mais nada que nos tirasse a empolgação, quando mais subia mais eufóricos ficávamos quando chegamos la fomos providenciar o passeio de SnowBoard para Willian, aproveitamos e brincamos com  a neve e tiramos muitas fotos e filmagens. Já pelo final do dia comemos uma pizza e voltamos para casa pra descansar.

9° Dia (22/07/2018)

- Acordamos cedo tomamos café e fomos a missa para rever o Padre Fernando, nos deixaram na igreja o Danillo e a Nanci saíram com nosso carro, estava tão sujo que eles levaram para lavar, após a missa fomos conversar com o padre batemos foto e nos despedimos, fomos deixar a Dna. Lucy em casa pegamos a estrada indo para Val Paraiso, só 80km no caminho visitamos a Vinicula Velmont seguimos viagem e paramos no Santuário de Lo Vásquez, depois da visita fomos comer antes de continuar a viagem, ao lado tem um centro comercial que nos serviram uns sanduíches o meu e do Willian foi o Barros Luco os outros pediram o Italiano, os sanduíches eram enormes, comemos bebemos refrigerante e seguimos para Val Paraiso, la visitamos a região do porto, fomos no memorial do general, relógio de flores e em Vinha Del Mar a praia com aguas congelantes do oceano pacifico, fui tocar na agua. Depois disso vamos pegar a estrada que a volta é longa, e se tornou ainda mais com o engarrafamento gigantesco que pegamos com o fim das vacâncias (ferias) de inverno. Chegamos em casa Dna Lucy tinha nos preparado um macarrão com carne de cervo (porco). Depois do jantar fomos tomar banho e dormir para enfrentar o próximo dia.

10° Dia (23/07/2018)

- Acordamos nos arrumamos tomamos café e vamos passear, nesse dia pegamos um taxi “coletivo” uma mistura de UBER com TAXI, fomos visitar o centro histórico de Santiago, conhecemos o Palácio de Moneda, O Supremo Tribunal de Justiça onde a prima da Beth trabalha e nos levou em uma visita guiada pelo prédio, na biblioteca recebemos uma aula de história dos governos do Chile, seguimos andando porque tinha muita coisa pra andar, aproveitei para trocar dinheiro e fomos conhecer o Mercado Central aproveitamos para comer, pedimos paeja e Silvia pediu um creme de caranguejo tudo muito gostoso, depois do almoço continuamos a andar e agora pegamos o metro para irmos no Constaneira Sky o prédio mais alto da américa latina 300 mts de altura 62 andares o elevador sobe em 42 segundos. Novamente fomos na hora do por do sol um espetáculo a parte, de lá você ver toda a cidade de Santiago, estava tendo uma degustação de vinhos e espumante. No final fomos no mercado comprar coisas para a viagem do dia seguinte. Após as compras fomos para casa, aproveitamos para arrumar as malas antes de ir dormir para   descansar que no próximo dia começaria o retorno.

11° Dia (24/07/2018)

- Acordamos fui arrumar as malas no carro e depois fomos tomar café, nos despedimos com choradeira de todos, só temos a agradecer por tanto carinho e prestatividade que todos tiveram connosco. Após a despedida eles nos acompanharam no carro deles até a autopista, antes do pedágio acenamos para eles e seguimos viajem, fomos até a cidade de Los Andes e começamos a subir a cordilheira quando passamos na Estarda Caracoles agora no sentido contrario subindo, tudo tranquilo, passamos pela aduania sem ser parados e nem paramos a 13 km a frente fomos parados pela caraminairos que nos cobrar a documentação de entrada na Argentina tivemos que voltar até a aduania para registrar nossa saida do Chile e entrada na Angentina, novamente tudo normal documentação nossa do carro e revista do veiculo. Pronto agora com tudo ok seguimos viagem, já na Argentina a Silvia foi trocar o chip e pronto muito pequeno o chip se perdeu dentro do carro, ele caiu e sumiu nunca mais achamos, na volta pegamos a auto-pista RN7 do início na cordilheira e termina na Cidade Autonoma de Buenos Aires, mais vamos ao trajeto, passamos o dia todo rodando bem passamos novamente pelo sítio arqueológico mais um lindo por do sol e seguimos viagem até mais ou  menos 21hs quando paramos na cidade de Labocache - AR arrumamos um hotel, que não aceitou cartão e ficou com todo o nosso dinheiro argentino, que nos deu um pouco de problema a frente pois teríamos pedágio e não teria mais peso argentino, deixamos nos coisas e fomos comer quando acabamos fomos para o hotel dormir.

12° Dia (25/07/2018)

- Tive que desenrolar nos pedágios para poder pagar com real ou peso chileno, fora isso a viagem estava tranquila até quando apareceu um bloqueio na RN7, ficamos na duvida e apareceu outro anjo da estrada um camioneiro que nos informou como contornar esse bloqueio, pegamos uma estrada de chão batido por uns 30km, até conseguirmos voltar pra RN7, pronto tudo transcorrendo normalmente quando o carro começou com um barulho estranho ai parei no primeiro posto e verifiquei que o oléo estava muito baixo, comprei o oléo e completei, pronto mesmo com o barulho seguimos a viagem, pronto chegarmos em Buenos Aires, quando tive que passar por 3 pedágios sem pagar pois eles não aceitavam real, peso chileno e nem debito, mais foi tranquilo, achamos o hotel, fizemos chek-in, me informei onde trocar o dinheiro, era no shopping La Basta, tomamos banho e pegamos um táxi e avisei que teria que trocar o dinheiro, ele nos levou e ficou esperando, quando entrei no shopping me informaram que a loja de cambio só funcionava até as 17h, voltei no taxista e desenrolei com ele com peso chileno. O shopping estava lotado talvez por conta da chuva que não parava de cair, não tinha nem onde sentar a e também não tinhamos dinheiro pra voltar, procuramos algum táxi que aceitasse cartão, não achamos nenhum, decidimos voltar a pé mesmo com a chuva, quando saimos a Silvia via na frente do shopping um restaurante muito legal chamado Le Petutti, comemos uma lasanha maravilhosa e no final falei para o garçon nosso problema que não tinha dinheiro para voltar para o hotel e se ele poderia por na conta uns 200 pesos a mais para voltarmos de táxi, ai ele disse que eles cambiavam ali, foi nossa salvação, mais eles jogam o cambio lá em baixo, o cambio do dia era 6,80 eles trocaram por 5,50, mais tudo bem eu precisava, troquei pouco, com dinheiro chamei o táxi e voltamos pro hotel, fui comprar agua e aproveitei para comprar um chip outro chip argentino, mais agora seria mais tranquilo para registrar pois a Rayssa nos deu o numero do DNI dela. Ativei e pronto tínhamos Internet novamente, fomos dormir.

13° Dia (26/07/2018)

- Acordamos fomos tomar café e depois ficamos na duvida se vamos ou não de carro, resolvemos ir, fomos no shopping trocar dinheiro e depois fomos conhecer os pontos turísticos, a primeiro foi o obelisco depois fomos para a Praça de Maio que fica a Casa Rosada e muitos outros prédios históricos, como estava tudo interditado devido aos protestos pelo submarino desaparecido não podemos visitar nada, só olhamos de fora. A Rayssa nos indicou o Porto Madeiro, nos informamos com um policial que nos indicou o caminho errado, após algum tempo andando na chuva resolvemos voltar. Fomos para o hotel e por indicação do recepcionista fomos comer uma Parilla o nosso churrasco mixto, não tivemos uma experiencia muito boa, depois voltamos para o hotel para descançar

- Como o carro estava fazendo um barrulho eu gravei e mandei para Felipe e o mesmo mandou eu procurar um mecanico lá para limpar o pescador do oleo, após uma busca por mecanico nos postos da região sem sucesso, resolvi perguntar para os taxistas e me indicaram a oficina do mecanico Rau na Rua Humberto Primeiro, fui direto pra lá, como já era por volta de 5:30 ele pediu que eu voltasse no outro dia que ele olharia. Ai foi o jeito era voltar pra casa e aguardar o dia seguinte, no caminho tinha um centro comercial bem proximo do hotel, deixamos o carro e fomos la fazer umas comprinhas, voltamos para o hotel e resolvemos não ir ao show de tango, por conta do carro, estava preocupado em ter um grande gasto. Marcamos de sair com a Rayssa no dia seguinte pra conhecer o bairro Caminito onde fica o estádio da Bomboneira.   Ficamos em casa vendo filme e fomos dormir

14° Dia (27/07/2018)

- Acordei bem cedo e fui na oficina o Rau fez a limpeza e agora com tudo certo estava mais tranquilo pra passear.

- Mesmo com a chuva incessante, resolvemos ir de metrô, a estação ficava em frente ao hotel, descemos na estação Cordoba e fomos nos encontrar com os amigos dela que nos acompanhariam, pegamos um onibus até o bairro, um local bem colorido e cheio de bares, restaurante e lojas, bastante turistas, fomos no estádio de Lá Bomboneira e depois passeamos até bater a fome, paramos em um restaurante familiar e comemos um bife de chorrisco muito gostoso, pena que não servia com arroz, só batata frita e salada. Depois do almoço passeamos mais um pouco e já estava na hora de voltar, no caminho resolvemos conhecer o Café Tortoni, ao chegar lá não tinha condição uma fila imensa pra entrar, pelo que olhei la pra dentro é uma Confeitaria Colombo, batemos só uma foto na frente e vamos seguindo, fomos em uma loja de doçes pra comprar dúzias e mais dúzias de alfajo, no caminho perdi a toca que estava na cabeça da Duda e como estavam todos com frio, resolvemos tomar um caputtino na Star Burks,  como era bem perto do obelisco fomos novamente tirar foto. Depois disso fomos embora de metrô, chegando no hotel falei com o recepcionista que queria ir em um show de tango, ele ligou e reservou nosso lugar e agendou um taxi, subi e dei a noticia pra Silvia, fomos tomar banho e nos arrumar, como era um programa a dois fui comprar pizza e refrigerantes para deixar pra eles.

- Ao chegar o taxi descemos e fomos ao Catúlo Tango, um lugar muito acolhedor e fomos atendido por um garçon super gente boa. Jantamos bebemos vinho e esperamos o show começar. Foi muito emocionante não perdemos nada, o apresentador brincou com o publico e no final voltamos pro hotel.

15° Dia (28/07/2018)

- Preparamos as malas, coloquei no carro, fomos tomar café, depois fiz o chek-out e vamos pra estrada agora em direção ao Uruguai cidade de Montivideu, a intenção era atravessar o rio da prata de balsa, porém era bem caro, resolvemos dar a volta de carro, aumentaria a viagem em 3 horas mais pagariamos 1/3 do valor da balsa. Pronto na estrada a viagem foi super tranquila, quando chegarmos no Uruguai descobrimos que fora a região litorânea o Uruguai é uma fazendo gigante, não tem nada no interior do pais, só fazendas e mais fazendas, avistamos um produtor vendendo queijos, salames e embutidos, paramos provamos vários e compramos, durante a prova olhei um que o senhor falou que era queijo de cervo(porco), claro que eu tinha que provar, o gosto não era dos melhores fui perguntar de que era feito, ele disse que é feito do cérebro do cervo(porco) ai mesmo que o gosto ficou pior Kkkk. Pronto seguimos viagem, chegamos em Montivideu e a chuva não secava resolvemos bater umas fotos e subir para o Brasil, abastecemos o carro que por sinal a gasolina era mais cara que no Brasil, pelo mapa que recebi fizemos como meta dormir na cidade de Trinta e Treys já bem próximo da fronteira, como a estrada era boa e não tinha carro praticamente só minha seguimos viagem e foi o dia que ficamos até mais tarde, chegamos la por volta de 11h, ao chegar na cidade passamos por uma ponte, na verdade meia ponte, só tinha uma pista a outra tinha desabado, depois que olhamos ficamos com medo. Procuramos um local pra dormir, conseguimos deixamos as coisas e fomos comer, pedimos um sanduiche pra cada o Willian pediu uma massa, o da Duda pedimos um infantil, o primeiro que chegou foi o da Duda o hamburguer era do tamanho do prato, falei com o garçom que estava errado o dela era Jr seria pequeno, ele disse ta errado não esse era o pequeno. Quando o nosso chegou, era um hamburguer gigante, dava pra dois comer fácil. Acabamos e fomos pra pousada dormir.

16° Dia (29/07/2018)

- Acordamos fomos tomar café fizemos o chek-out, fomos abastecer e seguimos viagem, passamos pela aduanea, e seguimos antes de passar pela fronteira paramos em um supermercado e compramos vinhos e outras coisas pra seguir viagem por volta de 12h atravessamos a fronteira, pronto estavamos de volta ao Brasil, seguimos viagem com próxima parada seria Canela previsto de chegarmos as 19h. Por volta de 14h paramos em pelotas pra comer em uma churrascaria na beira de estrada, comida boa mesma é a brasileira, após comer seguimos viagem, tivemos que reduzir muito a velocidade pois no RS a BR-116 a pista é simples e ficamos em fila indiana com muitos carros e caminhões quando conseguimos sair da fila seguimos a viagem até Canela que chegamos as 19:30 guardamos as malas e o Nilson dono da pousada pediu uma pizza pra nós, todos foram tomar banho quando eu e i Nilson fomos buscar a pizza. Voltamos começos a pizza e fomos deitar.

17° Dia (30/07/2018)

- Acordamos fomos tomar café que por sinal muito bom o casal Nilson e Tathiana donos da pousada estão de parabéns e partimos pra conhecer a cidade, a pousada ficava bem próximo da Catedral de Pedra que foi nossa primeira parada, tiramos fotos visitamos e vamos procurar mais coisa, tinha que tirar dinheiro me informei com a fiscal e fomos a praça principal, tiramos varias fotos fomos na informações turísticas pegamos um mapa e saimos visitando os pontos indicado no mapa, fomos no Parque do Lago, Museu da Vela, Parque das Arvores, Vinicula Granja da Telha uma vinicula familiar que a Senhora Maysa nus recebeu muito bem, com degustação, compramos varios vinhos, suco de uva e doçes, fomos tb no Parque da Aventura, e no Santuário de Caravajo depois disso fomos almoçar, um restaurante no centro de Canela com comida caseira, uma delicia depois de muitos dias começos feijão. Depois do almoço fomos no Parque FloryBall - Parque dos Dinossauros, quando saimos já era mais de 5:30 estava já tudo fechado voltamos pra descansar e nos trocar para irmos ver o show de luzes da Catedral de Pedra, depois do show fomos dar uma volta na cidade, como estava muito frio, resolvemos procurar algo pra comer, paramos em uma hamburgueria que pedimos e levamos pra comer na pousada. Depois fomos deitar.

18° Dia (31/07/2018)

- Acordamos fomos tomar café e partimos pra Gramado, fomos na “Informações Turisticas” e fomos conhecer os pontos turisticos a catedral e andamos pela cidade, depois fomos almoçar e voltamos pra pousada, descansamos e esperamos anoitecer pra voltar a gramado pra ver as luzes. Quando chegamos la descubrimos que as luzes de natal só acendem no período do natal luz kkkkkk, fomos da volta pela cidade um frio muito grande, paramos pra degustar vinho, depois fomos tomar chocolate quente, compramos umas lembrancinhas e depois fomos comprar pão para levarmos na viagem do dia seguinte, quando estávamos procurando a padaria uma neblina muito forte desceu, aceleramos para voltar logo pra casa, na estrada indo pra Canela a pista estava com visibilidade muito baixa, quando chegamos próximo da pousada não dava pra ver 10 metros a frente, fomos bem devagar e chegamos em casa tranquilo. Antes de dormir arrumamos as malas e coloquei no carro. Fomos dormir.

19° Dia (01/08/2018)

-  Acordamos fomos tomar café, depois nos despedimos tiramos fotos e seguimos viagem, estava indo muito bem, como estávamos andando bem , conseguiríamos dormir bem perto de Aparecida que seria nossa ultima parada antes do RJ  parada essa pra agradecer pela maravilhosa expedição que tivemos. Mais quando estavamos chegando em Florianopolis pegamos mais de uma hora e meia de engarrafamento, praticamente parados, depois que conseguimos sair do engarrafamento, tentamos tirar o tempo parado porém mais uns 300 km a frente novamente perdemos mais de uma hora em outro engarrafamento agora por conta de obra na pista. Como as estrada era duplicada resolvemos ficar na estrada até um pouco mais tarde, fomos até às 23h quando chegamos na cidade de Registro em SP, achamos um hotel muito legal na beira da estrada, nos acomodamos eu assiste o segundo tempo do jogo e depois fomos dormir.

20° Dia (02/08/2018)

-  Acordamos fomos tomar café, por sinal pra mim o melhor café de todos que tomamos em toda a expedição, depois do café aproveitei pra completar o nível do óleo e pronto seguimos viagem passamos por São Paulo que cidade gigante aquele rodoanel é coisa de doido é muita saída e entrada para todos os lados, se não fosse a Beatriz (GPS) seria difícil passar ale, saindo de SP continuamos a viagem muito bem, chegamos em Aparecida as 14:30, não podemos assistir a missa pois só teria as 16h, participamos então do Terço da Misericórdia, tinhamos que seguir viagem pois não queira arriscar de passar pela Serra das Araras à noite pois estava com medo de nevoeiro, não pegamos nevoeiro mais pegamos uma chuva bem forte, graças a Deus foi tudo normal, chegamos no final da BR-116 umas 18:30, quando pegamos o engarrafamento na Av. Brasil, levamos mais de uma hora e meia até a entrada da Transolimpica, fomos ao mercado comprar alguma coisa pra casa que não tinha nada, na saída do mercado fomos na casa da Laryssa pra pegar o Caramelo e depois fomos pra casa chegamos às 21h. Subimos as malas a Silvia deu uma geral no quarto para podermos dormir e eu fui fazer uma macarronada para comermos.

- Marquei a quilometragem final 100565, rodamos em toda a expedição 9050km de muitas alegrias, descobertas e diversão aproveitamos cada minuto de cada dia, e o melhor de tudo passamos 20 dias intensos com toda a família juntos.

Agora é começar a planejar a próxima....

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      Conversamos mais algumas vezes, e montamos um roteiro base que serviria para a nossa viagem. A idéia era descer pela Ruta 3 até Ushuaia e retornar pela Ruta 40, fazendo trechos da cordilheira até Bariloche.
      Então é isso... Chegou o natal e partimos para a nossa expedição Patagônia. Na festa de confraternização da família, bebi mais que deveria, e fui passando mal de Divinópolis/MG (cidade onde moro) até próximo à divisa de São Paulo, quando paramos numa farmácia e tomei dois comprimidos de um “qualquer coisa” que o farmacêutico receitou.
      Dica 1: Não faça uma viagem de carro de ressaca. A ressaca no carro é potencializada exponencialmente!
      1º e 2º Dia
      Nosso primeiro dia de viagem foi de Divinópolis/MG até Foz do Iguaçu/PR. 1365km. Chegamos já era bem tarde, por volta das 22h, e fomos direto para um apartamento do AirBNB que eu tinha reservado. Já no primeiro dia, o primeiro “desencontro”: O carro não cabia na garagem do condomínio. No anúncio do AirBNB, marcava estacionamento incluído. Só esqueceram de mencionar, que tem estacionamento para carros pequenos. Como estávamos em uma caminhonete e ainda tinha barraca de teto, não permitiam nem que tentássemos colocar ela na mini vaga. Conversamos com a anfitriã do apartamento e ela conseguiu uma outra vaga que coubesse a caminhonete. O AP era até razoável. Quente como um forno e sem ar condicionado, mas para quem já tinha viajado 1365km direto, estava excelente.
      No outro dia cedo em Foz do Iguaçu, Romulo (meu amigo e parceiro de viagem) tinha uma revisão agendada para o carro e, aproveitando esse tempo extra, fomos as compras no Paraguai (O lugar mais caótico em que já estive), e deixamos a parte da tarde para conhecer as Cataratas. Ele já conhecia, mas eu e minha namorada não. Sensacional! O volume de água que desce naquelas cachoeiras é impressionante, além do parque ser muito bem estruturado. Vale a visita!
      Saímos do Parque Iguaçu e voltamos para o apartamento para arrumarmos as coisas, já que no outro dia, entraríamos na Argentina.




      3º Dia
      Saímos de Foz do Iguaçu e a nossa ideia era chegar à Lujan (aquela cidade do zoológico famoso). Mas essa era só nossa intenção mesmo rsrs, porque na verdade, o dia foi muito cansativo, muito quente, e na parte da tarde vimos que viajar até Lujan era forçar demais a barra. Enquanto descíamos rumo à Buenos Aires, fui pesquisando áreas de camping e foi aí que tive a brilhante ideia de ficarmos numa cidade que se chama Gualeguaychú.
      Quando pesquisei, vi uma área de camping próximo a um rio e tudo parecia tudo muito lindo, tudo muito certo. Fomos até a área de camping e ela, apesar de não ser nem próximo ao que mostrava no Google, era razoável. Tinha uma praia que dava acesso ao rio, os banheiros eram aceitáveis, enfim... Ficamos. Acho que foi a pior decisão de toda a viagem.
      Logo de cara, como o dia estava muito quente, já fui pra praia dar um mergulho e... Espinho no pé. A areia ficava só na margem. Quando íamos entrando no rio, virava uma lama suja e, para sair dessa lama, seguindo mais pra frente, espinhos. Uma enorme moita de espinhos escondida dentro da água. E não era só uma. Pra todo lugar que eu fugia, mais espinhos! Desisti de nadar no rio com 3 minutos. Acabaram os perrengues? Nada disso.
      Voltei pra perto da barraca e começamos a fazer a janta. A temperatura devia estar próxima de uns 85 graus Célsius. Um calor sem igual. Nem o nordeste brasileiro tem aquela temperatura. E como o ambiente já estava agradável, chegou nada mais, nada menos, que uma enorme núvem de pernilongos que decidiu ficar por ali até irmos embora. Mas por favor, não entendam que eram só alguns pernilongos. Era pernilongo que não acabava mais!!! Eu tenho costume de acampar bastante em Minas Gerais. Sempre tem alguns insetos. Mas os pernilongos de Gualeguaychú eram fora do comum. Resultado: Fiquei nesse calor infernal, com blusa de frio por causa dos pernilongos até a hora de dormir. Fomos deitar por volta de meia noite e acordamos as 3 da manhã. O calor era demais, não tinha condição de continuar ali. Desmontamos o acampamento e seguimos viagem.

                                                                                           Nessa foto, os pernilongos ainda não haviam chegado.
      4º Dia
                      Saímos de Gualeguaychú e continuamos rumo ao sul. Nesse trecho a paisagem muda bastante. Até próximo a Buenos Aires, descendo pela província de Entre Rios, a estrada passa por muitos rios e áreas alagadas. Depois disso, começa a ficar muito seco. Raramente se vê rios ou lagos.
                      Já no fim da tarde, ainda traumatizado com Gualeguaychú, fui pesquisar mais uma área de camping. Dessa vez, decidimos fazer um Wild Camping. Sem estrutura, sem nada. Seria só nós e a natureza. Vi pelo aplicativo IOverlander, um local para camping próximo ao mar. No app, informava que era uma bela praia e com sorte, veríamos uns flamingos no entardecer. Essa área de Camping ficava em Las Grutas, mais especificamente na Playa De Las Conchillas. Decidimos que seria lá mesmo. O ponto marcado no aplicativo ficava próximo a algumas dunas, e logo ali, depois das dunas, uma paisagem incrível. Um entardecer maravilhoso, e agora, já não sei se por sorte ou oquê, lá estavam os flamingos. Uma cena que vai ficar guardada na minha memória. Pôr do sol, flamingos, praia deserta... Maravilhoso!
      Da estrada, onde estava o carro, não se via a praia. Então resolvemos montar nossas barracas em cima das dunas para que pudéssemos ver o nascer do sol no dia seguinte. E assim foi... Começamos a montar nossas barracas enquanto as namoradas iam adiantando nossa janta próximo ao carro. Depois da barraca já SEMI-pronta, voltamos para o carro para buscar o resto dos equipamento (sacos de dormir, isolantes, travesseiros, etc...). Quando chegamos onde estavam as meninas, encontramos um casal da Colômbia que já estavam viajando por 11 meses e que pretendiam atravessar todo o Brasil antes de retornar à Colômbia. Ficamos ali conversando com o casal e simplesmente esquecemos das barracas. Eles viajam num carro da Chevrolet, meio que um jeep... Difícil até tentar explicar como era o carro. Nunca vi nada parecido na vida. Todo quadrado, antigo... Acho que é uma mistura de Jeep Willis com Fiat Uno. Mais ou menos por aí. Depois de muita conversa, cerveja e da nossa janta, peguei meus equipamentos para terminar de montar a barraca.  Subi as dunas, olhei para um lado... olhei para o outro... Cadê as barracas?
      Nesse momento não sabia se ria, se chorava ou se sentava e simplesmente contemplava o “nada”. Rsrsrs. Agora, já olhando em retrospecto, chega a ser engraçado. Mas na hora, rolou um semi-desespero. Voltei para o carro para avisar que as barracas tinham “saído para passear”. Era difícil até acreditar no que estava acontecendo, todos nós tínhamos experiência com camping e havíamos deixado as barracas soltas na areia. Burrice né?!?!
       Pegamos as lanternas e fomos tentar procurar as barracas.
      Como é uma praia deserta e não havia nada por perto, a chance de ter sido roubada era pequena. Então, ela só podia ter sido levada pelo vento. Essa era a primeira vez que sentimos um pouco do vento Patagônico. Voltamos para a praia, agora com as lanternas, e láááááá na frente, dentro do mar, estavam as barracas. O mar nesse local é bem raso. Durante uns 500 metros ou até mais, a água se mantém no joelho. Deve ser por isso que os Flamingos gostam dessa praia. Enfim: Saí eu, pulando caranguejos, até chegar na barraca e resgatá-la. Como o vento da Patagônia já é famoso, e eu já tinha lido vários relatos de barracas que quebravam com a força do vento, havia levado uma barraca extra. Salvou!!! Dica nº 2: Nunca deixe sua barraca, nem por um segundo, sem ancoragem. O vento lá é inexplicável!
      Obs.: Nem sei se precisava dessa dica né?! É muita inocência.
      Tirando toda essa aventura da barraca, o local escolhido para o camping foi ótimo. A noite foi tranquila, já estava muuuuito mais fresco que Gualeguaychú e o nascer do sol do dia seguinte foi realmente incrível.
       
                                                                                                           Estrada de acesso a Playa de Las Conchillas

                                                                                                                      Nas lentes de Romulo Nery.  

      5º Dia
      Logo depois de apreciar o nascer do sol, tomamos um rápido café da manhã e já voltamos para a estrada. Algumas horas depois, já estávamos chegando a Puerto Pirámides, a cidade base pra quem vai fazer o passeio da Península Valdez.
      Essa península é famosa pela vida selvagem. É um reduto de baleias francas austrais, Orcas, Elefantes Marinhos, Pinguins, e mais um monte de espécies. Infelizmente não fomos na época ideal para observar as baleias (parece que elas ficam até início de dezembro e depois vão rumo a Antártida). Mas em compensação, era a primeira vez que víamos de perto pinguins e elefantes marinhos e foi uma experiência incrível. Eu imaginava que veria os pinguins um pouco mais de longe, mas lá eles ficam, literalmente, do lado das passarelas. Rolou ótimas fotos.
      Saímos da Península Valdez e continuamos nossa viagem até a cidade de Trelew, a cidade onde foram encontrados os fósseis do maior dinossauro do planeta. Logo na entrada da cidade tem uma réplica em tamanho real do dinossauro. Bem interessante. Mas só paramos para uma foto com o Dino e já fomos procurar algum lugar para dormir. Nesse dia dormimos em um posto de combustível que não me lembro se era Axion ou YPF.


       
      6º Dia
      Esse dia foi só estrada. Saímos de Trelew e reta... reta... reta... reta... Guanaco... reta... reta ... reta. A paisagem não ajuda em nada nessa região. É tudo muito igual. Dirigimos o dia todo até começar o pôr do sol, que nessa latitude já era por volta das 22:30horas, talvez até mais. Não me lembro bem.
      No final do dia havíamos chegado em Rio Gallegos. Uma cidade bem estruturada, com Carrefour, lojas grandes, etc. Como no dia seguinte iríamos começar a série de Aduanas e imigrações, e também sabíamos que não é permitido entrar com frutas ou carne no Chile, fizemos tudo que havia de comida na geladeira da caminhonete e fomos dormir. Novamente em um posto de combustível.
      Em Rio Galllegos também encontramos com alguns brasileiros que rumavam a Ushuaia e estavam super empolgados, pois se tudo ocorresse bem nas fronteiras, passariam o réveillon em Ushuaia. Esse também era nosso objetivo.
      7º Dia – 31/12/2018
      Acordamos bem cedo nesse dia e já começamos nossa pernada final ao Fim do Mundo. De Rio Gallegos até a primeira fronteira (Argentina/Chile) é pertinho. 65 km.
      Fizemos nossa primeira fronteira com o Chile, cruzamos o famoso Estreito de Magalhães, e depois de algumas horas, estávamos na Argentina novamente.
      Cruzar os Estreito de Magalhães é super simples nesse ponto. Tem várias balsas (se não me engano são três) que ficam o dia todo fazendo esse translado. Da balsa ainda conseguimos ver um Golfinho de Commerson. Ele é tipo uma mini orca, branco com preto. Bem bonitinho.

                                                                                                                      Chegada ao Estreito de Magalhães
       
      Atrevessar o estreito de Magalhães é bem interessante, não pela travessia em si, mas por estar em um lugar que foi tão importante para a história das navegações.
      Depois de cruzar o estreito, fomos direto para o parque Pinguino Rey, porém como era uma segunda feira, estavam fechados.
      Spoiler Alert: Não desistimos de conhecer esse Parque por causa desse imprevisto, inclusive conhecemos ele depois, porém na volta de Ushuaia, pois passaríamos por ali novamente.
      Mais alguns quilômetros e chegamos a mais uma fronteira (Chile/Argentina). As fronteiras de saída do Chile e entrada na Argentina são sempre mais fáceis. O Chile é muito rigoroso com na entrada. Já os Hermanos argentinos não costumam olhar muita coisa. Você simplesmente faz os procedimentos na imigração e Aduana e está pronto. Segue a viagem.
      Depois que fizemos essa última fronteira, já nos alegramos, pois daria tempo de chegar em Ushuaia para o Réveillon.
      A paisagem continuava a mesma. Retas, guanacos e mais nada. Passamos por Rio Grande e só depois, já chegando em Ushuaia a paisagem realmente começou a mudar. Já começavam algumas curvas, começávamos a ver as montanhas ao longe, alguns bosques com árvores retorcidas e agora voltávamos a ver os lagos... Muitos lagos.
      Quanto mais se aproximava do Fim do Mundo, mais a paisagem se transformava. Só quando estávamos a uns 50 kms de Ushuaia que começamos a ver realmente as famosas paisagens que antes havíamos visto pela internet. Picos nevados, grandes bosques, um imenso lago na entrada da cidade e lá estávamos. Finalmente no Fim do Mundo! O clima não estava colaborando com a cidade. Estava uma insistente chuva fina e, nessa chegada, nem reparamos muito na cidade. Já chegamos procurando algum lugar para repousar a noite. Como era réveillon, todos os hotéis da cidade estavam lotados! Os que ainda tinham vagas, cobravam preços absurdos. Já era de se esperar né?!
      Réveillon, 20h, e ainda não tínhamos nem ideia de onde iríamos. Romulo, meu parça de viagem, olhando no AirBNB, encontrou uma pousada próxima do centro. Pousada Los Coihues. Essa pousada é de uma brasileira do Rio Grande do Norte, muito engraçada. Ela já mora em Ushuaia há mais de 20 anos e até hoje ela mistura português com espanhol. Não dava pra entender direito. Não que o espanhol dela seja ruim, mas é que na mesma frase ela usa as duas línguas... Aí complica! Hahahahahaha
      Só jogamos as coisas no quarto e fomos para a recepção procurar alguma recomendação de restaurante. Estávamos a procura da famosa Centolla. Essa Centolla é aquele caranguejo da Discovery (Pesca Mortal). Só existe no extremo norte ou extremo sul do pacífico.
      Dica nº 3: Nunca vá com fome comer uma Centolla!
      Fomos para o que parecia ser o único restaurante da cidade que não precisava de reserva. Resultado: Fila enorme na porta, um vento gelado lá fora e para piorar a situação, estávamos morrendo de fome. E é aí que entra minha dica número 3. A Centolla é uma delícia, porém éramos quatro pessoas. Todas famintas. A coitada da Centolla só tem 8 patas. Logo, cada um ficou com duas patinhas. Além disso, pedimos um lombo para caso o famoso caranguejo não fosse gostoso. O problema é que demorava muito para sair o jantar. Comemos o caranguejo, comemos o lombo, comemos a batata que acompanhava, enfim... comemos tudo o que tinha pra comer, comemoramos o ano novo com cerveja artesanal, mas a verdade é que voltamos pra pousada com um pouco de fome. Valeu a experiência? Demais!

                                                        Centolla


       
      8º Dia
      No primeiro dia do ano de 2019, estávamos começando a nossa empreitada pela famosa Ushuaia. Saímos da Pousada e fomos para o centro da cidade fazer a famosa foto na placa do Fim do Mundo. Essa placa fica próximo ao porto de onde saem os barcos que fazem os passeios de navegação pelo Canal Beagle. Depois de registrar a chegada na placa do fim do mundo, deixamos a cidade e fomos ainda mais ao sul, para o Parque Nacional Tierra Del Fuego.
      A entrada do Parque fica bem próximo da cidade e o custo para entrar é de 490 pesos (uns 50 reais). A estrutura que tem nesse parque é incrível: várias áreas de camping (se não me engano são 3), um centro de informações ao turista com cafeteria e lanchonete, e o principal: todo tipo de trilhas para quem curte fazer trekkings. Trilhas que contornam lagunas e sobem cerros, trilhas à beira mar, enfim... Um paraíso para quem tem essa intenção no parque.
      Em nosso primeiro dia dentro do parque, montamos nosso acampamento numa área próxima ao Rio Ovando, e já pegamos nossos equipamentos de trekking para começar as caminhadas. Fomos à Laguna Negra, à uma Castoreira, à uma trilha que liga o camping no final da Ruta 3 (Ruta essa que pegamos lááááá próximo a Buenos Aires) e o principal do primeiro dia, na minha opinião, que foi o trekking ao final da Bahia Lapataia.
      Só de estar ali, numa Bahia do Fim do Mundo, já era indescritível... A sensação de estar em um dos pontos mais austrais do continente já é legal demais. Estávamos só nós 4, o mar, montanhas nevadas, um bosque ao lado.... Quando de repente aparecem duas focas ou lobos marinhos – não consegui identificar – e ficaram ali, nadando à nossa frente, mergulhando e atravessando algumas algas da bahia. Pareciam estar, ao mesmo tempo, procurando alguma comida e se divertindo na superfície.
      Esse, pra mim, foi outro momento indescritível da viagem que recebi como um presente de Ushuaia para nós. Gratidão!
      Depois de uns 40 minutos por ali, saímos da Bahia e voltamos para o camping para fazer nosso jantar e descansar um pouco. Nesse primeiro dia fizemos aproximadamente 14 km de trekking.
      Uma coisa que esqueci de relatar aqui, é que o clima no Parque Nacional Tierra Del Fuego é bem doido. Em questões de horas e, por vezes, até minutos, pegávamos chuva, sol, vento, e até neve. Tudo isso junto! Em todos os dias que estivemos no parque passamos por todas as intempéries. Não houve nem um dia sequer que não tenha nevado. Para nós, isso era um divertimento. Mas acredito que pra quem mora lá deva ser chato demais. Hahahaha

       
                                                                                                                                        Rio Ovando


      9º Dia
      Depois de termos visto as focas na Bahia Lapataia e ter passado pelas trilhas incríveis do primeiro dia, a empolgação com o parque estava a mil. Estávamos ansiosos por começar mais um dia de trekking por lá.
      O casal da Colômbia (aqueles que encontramos no dia que perdemos as barracas) havia comentado conosco que já tinham passado por Ushuaia e que no Parque Tierra Del Fuego, haviam feito uma trilha que chegava ao topo do Cerro Guanaco, e super indicou que fizemos esse sendero também.
      Pois bem... Se nos foi indicado, bora pro Cerro Guanaco.
      Saímos do acampamento e, nos primeiros 4 kms, a trilha é bem tranquila. Vai beirando a estrada principal do parque, passa pelo centro de informações ao turista e segue até o mirante do Lago Acigami. Depois desse ponto é subida, subida, subida e mais subida.
      A primeira parte começa com as subidas por dentro de um bosque, onde não se tem muito visual. As árvores, que são bem grandes, cobrem a paisagem, mas ali dentro, formam também sua paisagem própria. Minha namorada começou a sentir ali, que a trilha ultrapassava os limites dela. Ela insistiu e continuamos subindo, subindo, subindo, até que chega em um Charco - Uma enorme planície alagada que fica depois dessa parte de bosque. Lá ela sucumbiu! Disse pra eu continuar a subida, que ela retornaria para o centro de informações e me aguardaria por lá.
      Tomada a decisão, nos sentamos um pouco e fizemos um rápido lanche antes que ela retornasse. Continuei a subida em direção ao cume do Cerro Guanaco e dali pra frente a paisagem é outra. Parece até que são planetas diferentes. Uma enorme subida de pedras sem nenhuma árvore, um vento muito forte e mais próximo do topo, mais neve! Do Charco até lá, foram, mais ou menos, uma hora e meia de caminhada em um ritmo forte. Lá de cima o visual é incrível!
      Retornamos ao camping e descansamos. Nesse dia deve ter dado por volta de 15 kms de trekking.
      Continua...


       

    • Por Bruno Spencer
      Vou precisar alugar um carro em Salvador para fazer minha locomoção pela Chapada Diamantina.
      Gostaria de saber se um carro pequeno consegue acessar todos os pontos turísticos, inclusive vou passar 2 dias em Lençóis, 2 em  Igatu e 2 em Capão. As estradas de terra são tranquilas??
    • Por Diário do Presi
      Buenos Hermanos!
      Ufa, terminei! Foram mais de 52 mil km por todos os 13 países na América do Sul, em 3 partes, na maioria com motos de baixa cilindrada. Além de visitar os 13 países na América do Sul, também visitei os 4 Extremos Continentais e quase consegui ao inatingível ponto central, no Paraguay rsss.
      Ví a morte de perto várias vezes (parece legal, bonito, empolgante e divertido... mas não o é), passei por muitas dificuldades, de frio intenso à calor intenso, fome, perrengues, etc... Mas faria tudo novamente, porque só o que levamos para o alto é nossa experiência de vida, só o que adquirimos com conhecimento cultural, com os povos, suas culturas e regionalismos; isso sim, não tem preço. Não levamos dinheiro nem poder, não é por dinheiro, nada deve ser por dinheiro. "Não tenha medo da morte, mas da vida não vivida." Pensando assim, posso dizer que sou outra pessoa hoje, não melhor que ninguém, isso não me torna melhor, mais experiente, mais fodão.... ridículo essa linha de pensamento; isso me torna mais perto de Deus (singularmente falando), mais capaz de poder aprender sempre mais com a humanidade, humildade e experiência dos povos.
      Para quem também deseja realizar esse sonho, eu disponibilizei no meu Blog todo conteúdo com muitas dicas, informações, fotos e vídeos.
      Não dá para colocar tudo aqui, porque o conteúdo é grande, não é um assunto para quem não gosta de ler, se queres ir, é necessário ler, ler muito! Fiz isso quando comecei meu planejamento, e isso é até bom, nos motiva, é gostoso, você acaba viajando junto na história, por isso digo: "PEGUE SEU COPO DE VINHO, SUBA NA GARUPA, E BOA LEITURA! hehe
      Acabou? NÃO! Estou sempre em Planejamento, trabalho, junto dinheiro necessário, sem patrocínio algum e vou, sempre assim, tudo é questão de planejamento. As duas maiores desculpas das pessoas: "Eu não tenho tempo, Eu não tenho dinheiro"; isso nunca me convenceu rssss. Minha próxima já está em planejamento, não vou dizer por agora quando, onde e como, mas é algo maior e diferente de tudo que já fiz, até lá, vou ficar rodando por perto mesmo, aqui no Brasil e alguns lugares da nossa linda América do Sul!
      No mais, estou pelas redes, gracias e buenas rutas para ustedes!
       
      * #Partiu, terminar o Documentário DVD e escrever meu Livro! (estará tudo no blog também)
       
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