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Érica Martins

Cataratas (Foz, Puerto Iguazu e Cidade do Leste) + Assunção, uma deliciosa surpresa + As surreais Missões Jesuíticas (Paraguai e Argentina): 12 Dias com custos

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Farei um relato dividido entre as 3 etapas da viagem: 1. cataratas e as cidades da tríplice fronteira (Foz, Puerto Iguazu e Ciudad del Este); 2. Assunção, capital do Paraguai; e 3. Missões Jesuíticas do Paraguai e Argentina.

Informações e Custos:

  • DATA DA VIAGEM: FERIADO DE 15 DE NOVEMBRO de 2017 (08 a 19/11/2017)
  • Transporte: ônibus e Carro alugado (Kia Picanto, 1.0)
  • Grupo: 5 Mulheres
  • Passagem aérea Recife/Foz: R$ 415,00
  • Aluguel do carro em Cidade do Leste, 8 diárias: 300 dólares com entrega em casa, 2.000 km disponíveis, seguro e Carta Verde Internacional ou R$ 975 total (R$ 195/Pessoa); Vip Rent Car Paraguay, Contato: John (+595 974 19 7485)
  • Gasolina e Pedágios no Paraguai: 600.000 Guaranis ou R$ 428 (R$ 86/Pessoa)
  • Hospedagem em Foz do Iguaçu: casa de amigos, grátis
  • Hospedagem em Assunção (Paraguai): Albergue Panambi, 2 quartos sem café, 3 diárias por 123 dólares total ou R$ 402 (~ R$ 26/pessoa/dia)
  • Hospedagens em Encarnação (Paraguai): Hostel Dona Manuela, 1 quarto coletivo, 1 diária por 300.000 guaranis total ou R$ 176 (R$ 35/pessoa); e Casa de uma moradora local, 1 diária por 250.000 guaranis ou R$ 147 (R$ 30/pessoa)
  • Ingresso Parque Nacional do Iguaçu (Brasil): R$ 39,00 (conseguimos grátis porque uma amiga trabalha na área)
  • Estacionamento Parque Nacional do Iguaçu (Brasil): R$ 22 (R$ 4,40/pessoa)
  • Ingresso Marco das Três Fronteiras (Brasil): R$ 18
  • Ingresso Parque Nacional del Iguazu (Argentina): 480 pesos, R$ 89/pessoa
  • Estacionamento Parque Nacional del Iguazu (Argentina): 100 pesos, R$ 19 (R$ 3,70/pessoa)
  • Ingresso único Missões Jesuíticas do Paraguai: 25.000 Guaranis, R$ 15/pessoa
  • Ingresso único Missões Jesuíticas da Argentina: 170 pesos, R$ 32/pessoa
  • Ingresso Circuito Especial de Itaipu: R$ 78/pessoa
  • Câmbio Real x Dólar = 3,25 x 1,00
  • Câmbio Real x Peso Argentino = 5,40 x 1,00
  • Câmbio Real x Guarani Paraguaio: 1.400x1,00 (Foz) e 1.700x1,00 (Assunção) 

Sobre as Cataratas: visite os dois lados dos parques nacionais (2/3 das Cataratas ficam na Argentina e 1/3 no Brasil). Do lado argentino você fica “sobre” e “dentro” das quedas d’água. Do lado brasileiro você fica de “frente”. É super interessante ir aos dois e analisar as perspectivas e sensações que cada ângulo de vista proporciona.

Adicionamos à nossa viagem uma imersão pelo Paraguai, saindo de Cidade do Leste rumo a capital, Assunção, depois em direção ao extremo sul do país (Encarnação) na divisa com a cidade argentina de Posadas.

Achamos o Paraguai um país incrível, muito melhor do que se pinta. Aquilo que se vê nas primeiras ruas de Cidade do Leste, uma espécie de Rua 25 de Março, não representa em nada a realidade do país. Boa parte das pessoas que dizem conhecer o Paraguai só conhece esse pedaço e por isso tem opiniões negativas.

O país surpreende com estrutura de estradas razoáveis (variando de ótimas a não tão boas). Lembra muito viajar pelo brasil central (Goiás, Tocantins, Mato Grosso) com extensas planícies agrícolas, plantações a perder de vista, silos, montanhas ao longo na paisagem e cidades pequeninas entre os grandes eixos urbanos.

O povo é muito simples, gentil e hospitaleiro. Sempre disposto a ajudar, explicar pausadamente para se fazer entender. Muito conscientes sobre sua origem indígena e de seus problemas políticos e sociais atuais. Dê uma chance ao Paraguay e se surpreenderá. O país é muito mais do que compras de quinquilharia.

E para completar com a cereja do bolo, visitamos 6 sítios arqueológicos que compõem o complexo das Missões (ou Reduções ou Ruínas) Jesuíticas, sendo 3 no sul do Paraguai e 3 na província argentina de Misiones.

São vestígios de civilizações inteiras que chegaram a ter mais de 4 mil indígenas guaranis sob a dominação de alguns poucos evangelizadores jesuítas. Um pedaço único da história mundial que foi lindamente restaurado e tombado pela Unesco como patrimônios da humanidade. É imperdível.

Antes de visitá-las recomendo assistir ao filme “A Missão” com o Jeremy Irons para ter uma noção da grandiosidade, importância e impacto das missões jesuíticas em toda a vida indígena dos povos Guarani e a guerra com os Bandeirantes. Disponível no youtube.

O nosso percurso foi o seguinte:

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CONTINUA...

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PARTE 1 – CATARATAS E TRÍPLICE FRONTEIRA BRASIL, ARGENTINA E PARAGUAY

DIA 1 – CHEGADA, CÂMBIO E COMPRAS

Chegamos em Foz 10:30h. Ganhamos carona do aeroporto até a casa, situada no bairro Jardim Florença, muito fora de mão para quem estiver sem carro, mas próximo à Unila e Itaipu.

Recomendo a hospedagem na região do centro, próxima ao terminal de ônibus porque a cidade é toda conectada e bem-servida de ônibus, incluindo ônibus para as cidades de Puerto Iguazu na Argentina e Cidade do Leste no Paraguai.

Fizemos compras de comida e cambiamos todo o peso argentino e uma parte do guarani na Scapinni Câmbio dentro do Supermercado Big, rua David Muffato, 103. 

DIA 2 – CATARATAS LADO ARGENTINO + PUERTO IGUAZU + MARCO DAS TRÊS FRONTEIRAS NA ARGENTINA

Dicas para conhecer as Cataratas do lado argentino: Sair cedo de Foz; Levar lanches e água porque lá é caro; visitar a Garganta do Diabo por último, de manhã fica muito cheio de gente e a tarde vazio; fazer as trilhas do Circuito Inferior e do Circuito Superior; um dia inteiro é suficiente para tudo.

O John, da Vip Rent Car nos entregou o carro em casa cedo. O pagamento foi feito integralmente em real (considerando a cotação do dólar no dia) na hora da entrega.

Optamos por alugar carro no Paraguai porque a maior parte da nossa viagem seria por lá. Analisamos a relação custo x benefício, fizemos contas e verifiquei vários relatos aqui sobre o tal Seguro Carta Verde que já estaria incluído na locação.

Saímos por volta de 9h. Do centro de Foz até o posto fronteiriço da Argentina são ~ 12km. Não tinha fila. Apresentamos e carimbamos passaportes, os documentos do carro, o Seguro Carta Verde e fomos autorizadas a entrar (o Seguro Carta Verde funcionou tranquilamente na fronteira Foz-Puerto Iguazu).

Da fronteira seguimos por ~ 30km pela RN101 e chegamos ao Parque Nacional del Iguazu. O estacionamento é bem demarcado e a portaria está logo em frente.

O Parque possui infraestrutura e limpeza impecável, atendimento em diversos idiomas e turistas de todas as partes do mundo. Dentro tem o Trem Ecológico da Selva para circulação dos turistas entre as diversas áreas do parque.

O trem faz 3 conexões: Estação Central (situada logo na entrada), Estação Cataratas (intermediária de onde saem diversas atrações e trilhas) e Estação Garganta do Diabo (ponto final). A circulação pelo trem ao longo do dia é livre com o ingresso. Não tem como fazer a viagem da estação central até a garganta direto. É obrigatório descer na estação cataratas e fazer a troca. Pelo que percebi isso é para controlar o fluxo de turistas na Garganta.

Como não sabíamos a distância entre a estação Central e a Cataratas esperamos o trem por ~ 15 minutos na recepção. Mas depois vimos que a distância era ridícula e não havia necessidade de esperar; para poupar tempo indico ir caminhando da portaria até a Estação Cataratas e dali pegar o trem para a Estação Garganta do Diabo.

Na Estação Cataratas havia uma MULTIDÃO de pessoas e entrega de senhas. Estava bem sinalizado e organizado, apesar da quantidade (desanimadora) de gente. Pegamos senha e só conseguimos sair dali rumo à Estação Garganta do Diabo depois de mais de 1h.

Mapa – Circuitos e Trilhas – Parque Nacional del Iguazu (Cataratas lado Argentino)

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Cataratas Lado Argentino – Estação Cataratas à espera do trem

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Cataratas Lado Argentino – Trem Ecológico da Selva

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 Nosso objetivo era a sequência: Garganta do Diabo, Circuito Inferior e Circuito Superior.

Descemos na Estação Garganta ~ 11:30h com sol a pino e calor. Lá tem infraestrutura de banheiros, lanchonete e a trilha suspensa de ~ 1,2km, nível fácil, sobre vários braços e canais do Rio Iguaçu até a Garganta do Diabo, a principal queda de água das Cataratas.

A trilha é belíssima e acessível para pessoas com mobilidade reduzida, crianças e idosos. Chegar em cima da Garganta é de tirar o fôlego. É uma força da natureza, impactante.

Nesse horário estava muito cheio de gente. É respirar fundo e seguir o fluxo que todo mundo consegue ver o espetáculo calmamente.

A nuvem de água e respingo por todo lado ajuda a refrescar e é uma delícia. É só ficar lá contemplando sem pressa porque a nuvem dispersa e se forma com muita rapidez. Vimos arco-íris e revoada de pássaros.

 Cataratas Lado Argentino – Trilha suspensa para Garganta do Diabo

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Cataratas Lado Argentino – Trilha suspensa – portal de entrada p/ Garganta do Diabo

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Cataratas Lado Argentino – Garganta do Diabo por cima

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Retornamos pela trilha suspensa e pegamos o trem de volta até a Estação Cataratas; 500m da estação fica o farol a partir do qual saem as trilhas do Circuito Inferior (1,4km, fácil, s/ acessibilidade) e as trilhas do Circuito Superior (1,7km, fácil, c/ acessibilidade).

Seguimos para o circuito inferior que adentra a parte baixa do enorme paredão e floresta tropical; são escadarias e mirantes que oferecem vistas de frente, lateral e bem próximas dos diversos saltos que formam o conjunto das Cataratas. Em alguns lugares dá para literalmente tomar banho devido à proximidade. Aqui dá para sentir como se estivéssemos dentro das cataratas. Para mim, foi a melhor parte, considerando todos os circuitos, tanto do lado argentino como no Brasil.

A partir do circuito inferior saem os botes que vão até próximo da garganta do diabo e/ou até a Ilha de São Martin. Uma das meninas fez o passeio do bote até a garganta e disse que vale muito a pena, mas é caro (não sei o preço).

Outra dica é fazer tudo com bastante calma porque todos os mirantes e plataformas lotam de gente e esvaziam com muita rapidez. Se você esperar a multidão desaparece em 5 minutos. Chega a ser engraçado. A estrutura montada no parque é muito grande, o que acaba contribuindo para a dispersão das pessoas.

Cataratas Lado Argentino: Farol – Saída para as trilhas do Circuito Inferior e Superior

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – Salto Alvar Nuñez (Homenagem ao “Descobridor” das cataratas, primeiro conquistador espanhol a descrevê-la)

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – vista da Ilha de San Martin e saída dos botes

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – Salto Lanusse

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Inferior – Salto Bosseti – Mais próxima da água – Hora do banho

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O Circuito Superior tem 1,7km, muito fácil; é formado por um conjunto de plataformas e mirantes que vão por cima dos braços do rio e das diversas quedas d’água. A partir dele vê-se o fundo da Ilha de São Martin.

Igualmente belíssimo e sem sobe-desce de escadas, possui acessibilidade todo o percurso.

Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Plataformas sobre a água

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Mirador do Salto São Martin

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Mirador do Salto São Martin

Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Vista do Circuito Inferior

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Cataratas Lado Argentino: Circuito Superior – Sequência de quedas d’água

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Finalizado o Circuito Superior, retornamos caminhando até a Estação Cataratas e pegamos o trem até a Estação Garganta do Diabo e fizemos novamente a trilha suspensa até a Garganta do Diabo.

Vimos novamente a Garganta sem praticamente ninguém. A fumaça estava mais consistente e a passarada mais animada. UM ESPETÁCULO. Com direito a lanchinho na sombra da trilha suspensa.

 Cataratas Lado Argentino: Trilha para Garganta do Diabo sem ninguém à tarde

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Cataratas Lado Argentino: Trilha para Garganta do Diabo – Visitinha

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Conclusão do passeio: os argentinos dão um show de organização e administração de suas Unidades de Conservação. A infraestrutura e cuidado é impecável.

Retornamos até a estação, pegamos o trem até a entrada do parque e seguimos até o marco de 3 fronteiras da cidade de Puerto Iguazu, na Argentina. É uma pracinha aberta, com uma fonte, monumento com as bandeiras dos três países, feirinha, vista linda do entardecer no encontro do rio Iguaçu com o rio Paraná e vista das cidades de Presidente Franco (Paraguai) e de Foz do Iguaçu (Brasil). Dali seguimos para um lanche e uma cerva nas ruas do comércio de Puerto Iguazu e dali de volta para casa em Foz.

DIA 3 – CIDADO DO LESTE + MARCO DAS FRONTEIRAS NO BRASIL

Saímos de manhã rumo a Cidade do Leste para visitar as lojas do comércio popular da Cidade do Leste. Para quem tem paciência e gosta deste tipo de passeio, é aproveitável. Eu particularmente não gosto. Não achei barato, mas também não procurei muita coisa. Consegui comprar um vinho e um kit de garfo e faca para camping, apenas.

Deixamos o carro estacionado na primeira rua à esquerda após o posto fronteiriço. Caminhamos pela confusão das diversas ruas do comércio e fomos adentrando pela cidade que vai ficando legal à medida que você vai se afastando do comércio. É uma cidade interessante, depois de ~2 km de caminhada. Tem parque, lago e bons restaurantes.

Almoçamos tranquilamente no delicioso Gugu’s Cocina China, caminhamos de volta até o carro e retornamos à Foz do Iguaçu para o Marco das 3 Fronteiras, por volta de 16h.

Duas das amigas pagaram e entraram na estrutura fechada do Marco das 3 Fronteiras, uma construção que homenageia as Missões Jesuíticas nas margens do encontro do rio Iguaçu com o rio Paraná com vista das cidades de Presidente Franco (Paraguai) e de Puerto Iguazu (Argentina). Dentro tem museu, fotografias, uma fonte, placas e acontece apresentações de música e dança típica da região. Eu e mais duas amigas ficamos de fora, sobre um platô alto próximo ao estacionamento e apreciamos o belíssimo pôr-do-sol no rio. 

Marco das 3 Fronteiras Brasileiro

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Marco das 3 Fronteiras Brasileiro

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DIA 4 – TEMPLO BUDISTA + CATARATAS LADO BRASILEIRO

O templo Budista estava situado a pouco mais de 2km da nossa casa. Fica afastado do centro da cidade mas têm ônibus que passam na porta. Fomos de carro.

Compreende um enorme jardim, um templo e têm mais de 120 estátuas de diversos tamanhos e 1 estátua do Buda com 7m. É um local silencioso, de muito respeito às pessoas que manifestam sua religiosidade e ótimo para passar umas 2h entre caminhada, relaxamento e silêncio. 

Templo Budista Chen Tien - Foz do Iguaçu

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Templo Budista Chen Tien - Foz do Iguaçu

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Do templo seguimos por ~25km até o Parque Nacional do Iguaçu. Na portaria, após pegar os ingressos, pega-se um ônibus panorâmico que desce por ~10km por uma estrada asfaltada no interior do parque, com exuberante mata atlântica preservada. O ônibus para em um acesso para a trilha de ~1km ou direto na descida para o ponto principal, onde fica um elevador para vista panorâmica.

Infelizmente, tivemos o azar de ir no #CataratasDay, um evento em que a Itaipu abre o parque para milhares de pessoas como forma de compensação social do empreendimento (o que é maravilhoso que façam; não é mais do que a obrigação; mas azar o nosso porque o evento era totalmente desorganizado sem nenhum respeito à capacidade de suporte da trilha).

A trilha é super fácil, em tablados de madeira. Mas não tinham monitores organizando a multidão e tudo estava uma enorme desordem, sujeira, pessoas dando comida aos quatis, criança saindo da trilha e quase caindo na água, uma mulher dando pauladas num quati, empurra-empurra. Em vários momentos me senti descendo as ladeiras de Olinda no carnaval..rsrs. Se o parque não tem estrutura para organizar um evento deste porte, não deveria fazê-lo. É uma falta de respeito com os visitantes e com a natureza.

Descemos no acesso da trilha de 1km e seguimos vendo as cataratas de frente. A paisagem é belíssima. Daqui vemos os diversos saltos e a Ilha de São Martín dos quais estivemos bem próximos ao visitar o parque do lado argentino. 

Cataratas Lado Brasileiro: Início da trilha, vista de frente dos saltos e Ilha São Martín

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Cataratas Lado Brasileiro: lotado no “CataratasDay”, sem respeito a capacidade de suporte da trilha

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Ao fim da trilha começa a parte suspensa sobre braços do rio onde se chega bem próximo das quedas d’água. Aqui o banho é certo e refrescante. Aqui também fica o elevador para a parte alta da estrutura de apoio onde se tem uma vista panorâmica da região.

Cataratas Lado Brasileiro: trilha suspensa

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Cataratas Lado Brasileiro: vista panorâmica do elevador, final da trilha

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Cataratas Lado Brasileiro: força bruta da água

 Fizemos um piquenique num gramado próximo ao fim da trilha com os lanches que levamos. Dentro do parque tudo é caro.

Regressamos no ônibus panorâmico à portaria e de lá de volta para Foz do Iguaçu para nos preparar para a estrada dia seguinte.

Sugiro para quem puder, fazer o passeio do Parque das Aves no mesmo dia das Cataratas do lado brasileiro. Ele fica bem em frente à portaria, mas como o ingresso custava acho que R$ 50 optamos por não ir.

CONTINUA...

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Acompanhando o relato, em janeiro fui até o norte da Argentina e resolvi ir pelo Paraguay. Também gostei muito, a viagem de Cidade de Leste a Assunção foi tranquila e fomos sempre bem recebidos nos lugares. 

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DIA 8 – VIAGEM ASSUNÇÃO–ENCARNAÇÃO + MISSÃO JESUÍTICA PARAGUAIA DE SAN COSME Y DAMIAN

Saímos de Assunção ~ 9h e seguimos pela Rodovia nº 1 sentido sul, rumo à Encarnação. Depois de ~300km pegamos o acesso à esquerda para o povoado de San Cosme y San Damián por mais ~ 30km. Todo o percurso é asfaltado e tem alguns pedágios. Alguns trechos não estavam bons e outros eram melhores, mas nenhum era duplicado, exceto na região metropolitana de Assunção.

Chegamos ao povoado de San Cosme y San Damián ~15h. O povoado é bem arrumadinho e o percurso até lá, a partir da rodovia é bem verde, com mata alta e de longe, em alguns pontos, avista-se pequenos pedaços do grande Rio Paraná.

Tomamos um sorvete próximo da portaria e compramos o ingresso válido para as 3 missões restauradas (San Cosme y San Damián, Santissima Trinidad e Jesus de Tavarangüe). No entorno tem sorveteria, lanchonete, restaurante e hospedagens.

A Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián foi fundada em 1632 pelo padre italiano Adriano Formoso. A missão está literalmente misturada ao vilarejo, com algumas estruturas antigas ainda ocupadas. Também faz parte do conjunto preservado da Missão, o maravilhoso Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez, inaugurado em 2010.

Suárez foi um missionário jesuíta e astrônomo da Companhia de Jesus conhecido como o primeiro astrônomo no hemisfério sul da história.

Com estrutura improvisada e montada por ele próprio, Suárez montou seu observatório em plena selva gerando trabalhos como mapas celestes e o livro Lunario de um Siglo no ano de 1720, onde fixava as fases da lua e os eclipses solares e lunares para cem anos (de 1740 a 1841).

Seus cálculos e medições permitiram elaborar tábuas com posição exata das trinta missões jesuíticas do Paraguai e formar o primeiro mapa da região. Todo o acervo e desdobramentos deste trabalho estão disponíveis para visitação guiada de excelente qualidade.

 Livro Lunario de um Siglo – Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Telescópio – Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Centro de Interpretação Astronômica Buenaventura Suárez – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Após a visita guiada ao centro astronômico, seguimos com outro guia para conhecimento e detalhamento das ruínas e estruturas restauradas da Missão Jesuítica.

É tudo de uma organização impressionante.

Bibliosueños – Casa Restaurada na Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Parte do Conjunto arquitetônico restaurado – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Interior da igreja – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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 Uma peculiaridade desta missão é que ela ainda é utilizada pela comunidade religiosa local. A igreja está ativa, salas de apoio e de ensino catequético para crianças também funcionam na estrutura. Junto a isso, tem-se salas inteiros com material antigo sendo restaurado e outros se deteriorando.

Pelo que percebi, é a missão menos visitada das que restaram no Paraguai, devido à localização mais isolada e por ainda estar em processo não finalizado para se tornar Patrimônio da Humanidade.

 Material original das ruínas – Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Missão Jesuítica de San Cosme y San Damián – Paraguay

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Retornamos 30km pela estrada local até a Rota 1 e por mais ~60km até a cidade de Encarnação. Reservamos na Posada Doña Manuela, próxima a Playa San José, às margens do Rio Paraná. Não recomendo sob hipótese alguma ficar nessa pousada/hostel. Apesar de bem localizada estava imunda, toalhas sujas, banheiro vazando água e ar condicionado fedido. Sem café e sem internet. E pra completar, cheia de percevejos.

Tínhamos reservado 2 noites e fizemos o pagamento inteiro antes de ver os quartos. Como já era tarde não tinha muito o que fazer. Dormimos nela, mas saímos logo cedo, todo mundo se coçando e sem ter dormido direito.

Depois de acomodar as malas no cafofo/pousada por volta de 21h, descemos para a orla da Playa San José. É super arrumada, com calçadão, bons restaurantes (não baratos), equipamentos de lazer e várias pessoas praticando esportes ou se divertindo nos bares e restaurantes.

Ao conversar com locais entendi que boa parte do país e vizinhos argentinos e brasileiros descem pra cá no réveillon, no carnaval, feriados e veraneio, tornando a cidade atípica e cara (alimentação e hospedagem) em relação à média paraguaia.

Jantamos pizzas e cervejas no Lemon Beach e retornamos para o cafofo. Segui para uma pizzaria próxima para pegar wi-fi e expliquei a situação para a proprietária que já não estava na pousada. Ela retornou logo cedo e nos devolveu o dinheiro da segunda diária sem reclamar.

Orla da Playa San José - Encarnação – Paraguay

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DIA 9 – MISSÕES JESUÍTICAS ARGENTINAS: SAN IGNACIO MINI, NUESTRA SEÑORA DE LORETO E SANTA ANA

Antes de iniciar o dia vale destacar que a Argentina possui 4 missões jesuíticas tombadas pela Unesco como patrimônio da humanidade: San Ignacio Miní, Nuestra Señora de Loreto, Santa Ana e Santa María La Mayor. As três primeiras são de fácil acesso ao longo da Rodovia RN12 que liga Posadas a Foz do Iguaçu. Já a missão de Santa María La Mayor é a única mais afastada, próxima da fronteira com o Rio Grande do Sul, há 120km de Posadas, por isso não a visitamos.

Esse foi o grande dia dos contratempos da viagem que hoje rimos mas no dia foi só desespero.

Saímos bem cedo da Posada Doña Manuela sem rumo para tomar café. Visitamos a Catedral de Encarnación, muito bonita por sinal, e vimos que os hotéis do entorno eram todos muito caros. Os hostels de preço razoável eram iguais ou piores que o Doña Manuela (ressalto que não tenho frescura alguma, mas dormir entre percevejos não dá).

 Catedral de Encarnación – Encarnação – Paraguay

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 Por sorte a moça que nos atendeu na lanchonete onde tomamos café, super simpática, nos informou que sua avó alugava a casa para turistas, num bairro afastado, pelo preço do Doña Manuela. Ela nos passou a localização e seguimos para lá. É uma prática comum os moradores alugarem suas casas já que a rede hoteleira da cidade não consegue comportar os turistas que lotam a cidade.

A casa era bem antiga, mas ok. Deixamos as coisas lá e seguimos para o propósito do dia:  visitar as três missões jesuíticas da Argentina já por volta de 10h.

A ponte que liga as cidades de Encarnação/PY e Posadas/AR estava super engarrafada e só chegamos na imigração argentina quase 12:00h depois de muito para/arranca. Além disso o tempo não contribuiu e amanheceu chovendo muito.

É uma fronteira bastante confusa onde a polícia argentina controla rigorosamente a entrada de carros e pessoas vindos do Paraguay.

Ponte sobre o Rio Paraná – Fronteira Encarnação/Paraguay – Posadas/Argentina

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Detalhe da bandeira na Imigração argentina – Fronteira Encarnação/Paraguay – Posadas/Argentina

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Carimbamos os passaportes de saída do Paraguay e seguimos para a imigração argentina, onde carimbamos os passaportes para entrada no país. Porém, o agente da imigração não aceitou a documentação do carro e não nos autorizou a entrar com ele (nós, enquanto cidadãs do Mercosul, poderíamos entrar, mas o carro não).

Após longa tentativa de conversa, onde explicamos que foi permitida a entrada na fronteira Foz/Puerto Iguazu, eles continuaram a negativa e nos mandaram retornar ou estacionar no fundo do posto da imigração e pegar um ônibus ou ir a pé até o centro tentar autorização com o chefe superior. Optamos por estacionar no fundo e ver o que fazer. Não chegamos até aqui para desistir e a documentação estava correta conforme conferi no site deles.

Quando fomos estacionar percebemos que todo aquele controle era ilegal e que não haveria forma de reverter a situação; só tínhamos aquele resto de dia para conhecer as missões e não íamos desistir. Assim sendo, aproveitamos que caía uma chuva torrencial e seguimos viagem Argentina adentro.

Fomos por ~ 60km na RN 12, com parada para almoço e por causa da chuva, até o sitio arqueológico mais distante que era a Missão Jesuítica de San Ignacio Mini, no povoado de San Ignacio. Chegamos lá já umas 14:30h. Adquirimos o bilhete único para visitação de todas as missões argentinas.

Cada missão tem sua peculiaridade e forma diferente de restauração. San Ignacio Mini é a missão jesuítica mais famosa e mais visitada de todas, de fácil acesso pela rodovia. Tão imponente que à primeira vista é de cair o queixo. Patrimônio da Humanidade, foi fundada em território brasileiro pelos jesuítas em 1610 e depois de disputas com os bandeirantes foi refundada na atual localização em 1630. As primeiras expedições de descoberta e estudo de suas ruínas datam de 1903, mas a sua restauração só começou na década de 40.

Construída com o estilo denominado “barroco guarani”, foi restaurada ao nível de detalhe e tombada como patrimônio em 1984 pela Unesco. O complexo que conta com as missões e com um fabuloso museu é impecável. Possui visita guiada de altíssima qualidade incluída no bilhete que dura umas ~2h e espetáculo noturno de sons e luzes que não assistimos. A chuva forte deu trégua, mas fizemos parte da visita sob chuviscos.

Destaque para a exuberante floresta ombrófila da região. As fotos não captam a grandiosidade desse lugar incrível. E uma surpresa desagradável na saída foi ver indígenas guaranis em situação de mendicância, desagregados de seus territórios e costumes desde a evangelização das missões por um lado e da caça e escravização promovida pelos bandeirantes de outro lado. Situação lamentável.

Visita Guiada – Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina

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Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina

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Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina (detalhe aqui de uma das colunas mantida como quando foram descobertas, cobertas pela floresta densa e as demais recuperadas)

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Museu da Missão Jesuítica de San Ignacio Mini – Província de Misiones – Argentina

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Saímos correndo de San Ignacio Mini e retornamos pela RN 12, sentido Posadas, por ~10km até o acesso e por mais ~2,5km até as Ruínas Jesuíticas de Nuestra Señora de Loreto. Cuidado para não perder a entrada porque as placas são ruins.

Nessa missão a recuperação foi feita de uma forma diferente. Mantiveram a forma estrutural que ela foi encontrada em meio à floresta, construíram acessos entre as ruínas e fazem controle da vegetação. Não houve reconstrução, apenas limpeza. Ela está em sua forma original (ruína) e também conta com museu. É muito interessante; diferente. A floresta é exuberante.

A missão de Nuestra Señora de Loreto foi fundada em 1610 pelos jesuítas no Norte do Paraná de onde foram expulsos pelos bandeirantes em 1629 e foi recriada no início da década de 1630 na Argentina na atual localização.

Foi um dos povoados jesuíticos mais importantes pela sua grande produção de erva-mate e por contar com a primeira imprensa da américa e uma importante biblioteca. Depois da expulsão dos jesuítas sucederam-se saques e incêndios, o que provocou a migração dos seus habitantes. Foi declarada Patrimônio Mundial em 1983.

Para visitação também possui acesso fácil desde a Rodovia, bilhete único com as demais missões e visita guiada de excelente qualidade.

Acesso – Ruínas da Missão Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto – Província de Misiones – Argentina

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Visita Guiada – Ruínas da Missão Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto – Província de Misiones – Argentina

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Ruínas da Missão Jesuítica de Nuestra Señora de Loreto – Província de Misiones – Argentina

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Não conseguimos fazer mais do que 30 minutos da visita guiada por causa da chuva torrencial e trovoadas que caiu. O sítio arqueológico é gigante e a visita é longa. Merece pelo menos um turno de dedicação (uma manhã ou uma tarde).

Com muito pesar por não conseguir ver pelo menos o principal, retornamos pela Rodovia RN12 sentido Posadas por ~10km e por mais ~1km até o portão de acesso da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana. Também tem que ter cuidado para não perder o acesso porque as placas são ruins (nem lembro se tem placa).

A Missão Santa Ana foi reconstruída em partes e uma outra parte foi mantida como a original, em ruínas. A especificidade dela é que várias pessoas chegaram a viver em suas construções e ruínas pós expulsão dos jesuítas, formando uma vila/povoado até próximo de 1920, misturando-se vestígios antigos com recentes e um cemitério.

A primeira fundação do povoado jesuítico guarani de Santa Ana data de 1633 em território brasileiro. Também foram expulsos pelos bandeirantes e se fixaram novamente e em definitivo no atual território em 1660. Conserva um dos mais volumosos vestígios arquitetônicos e foi tombada como patrimônio da humanidade em 1984.

A chuva torrencial parou, mas continuou chovendo e trovejando. Conseguimos visitar a parte central em ~1h, mas sem o guia que não quis nos acompanhar na chuva.

 Mapa da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina

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Ruínas da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina

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Entrada do Museu da Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina

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Jazigo do Cemitério Recente – Missão Jesuítica Nuestra Señora de Santa Ana – Província de Misiones – Argentina

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A chuva forte recomeçou e seguimos de volta a Posadas já mais de 18:30, por ~45km. Rodamos pela orla da cidade, centro histórico e paramos no Café Martínez que era bem caro, mas o único café aberto. Gastamos o resto dos pesos com lanche, chocolates e café. Demos tempo até umas 22h para que a equipe da fronteira fosse trocada e seguimos de volta para Encarnação.

Carimbamos saída da Argentina sem nenhum problema, apesar de ter sido barradas de manhã, e novamente demos entrada no Paraguai, sem nenhum problema. Chegamos tarde e molhadas em casa.

DIA 10 – MISSÕES JESUÍTICAS PARAGUAIAS: LA SANTISSIMA TRINIDAD DE PARANÁ E JESÚS DE TAVARANGUE + VIAGEM ENCARNAÇÃO-FOZ

Dia que pegamos a estrada de Encarnação rumo a Foz do Iguaçu, por dentro do Paraguai para conhecer suas duas missões tombadas pela Unesco: La Santíssima Trinidad de Paraná, quase nas margens da rodovia que liga Encarnação a Cidade do Leste; e Jesús de Tauvarangue, um pouco mais afastada.

Seguimos pela Rodovia 6 por ~35km de Encarnação até a cidadezinha de Trinidad e entrando uns 600m pela cidade está o portão de acesso da mais preservada missão jesuítica do Paraguai, La Santíssima Trinidad de Paraná.

O bilhete adquirido dois dias antes na Missão de San Cosme y San Damián dá acesso às duas missões que visitamos hoje.

A Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná foi a última construída pelos jesuítas no Paraguai, fundada em 1706. É patrimônio mundial da Unesco desde 1993.

É a mais visitada de todas as missões e mais preservada, com acervo melhor restaurado. Conta com uma imponente praça, uma igreja maior, colégio, oficinas, casas de índios, cemitério, horta, uma torre singular e museu. Chegou a ter mais de 3 mil indígenas vivendo nela.

Pegamos um belo dia de sol rachando e fizemos a excelente visita guiada logo cedo.

 Arquitetura em Arcos Preservada – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai

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Púlpito Preservado – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai

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Torre – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai

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Detalhes, porta e paredes preservados – Missão Jesuítica de La Santissima Trinidad de Paraná – Província de Itapúa – Paraguai

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A visita guiada mais um cafezinho durou ~2:00. Dali seguimos por ~12km a partir da Rota 6, em estrada local pavimentada até a Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue.

Esta missão foi fundada em 1685 pelo Padre Jesuíta Jerônimo Delfín às margens do Rio Monday. Em 1748 o jesuíta se muda para o povoado atual de Jesús e em 1748 inicia a construção da atual missão, cuja obra foi interrompida devido à expulsão dos jesuítas pela coroa em 1768. Portanto, ainda tem partes inacabadas.

É a mais representativa de todas as missões jesuíticas por ser a única que leva claramente o nome da Companhia de Jesus.

Apresenta atualmente uma igreja restaurada, oficinas e casas de Guaranis, também em restauração. A arquitetura desta missão era completamente diferente das outras. Em estilo mourisco, único em todas as reduções, as três portas de acesso ao templo são excepcionalmente belas. O teto não seria de madeira ou de pedra como em outras, e sim de estilo misto com muros de apoio e grandes pilares centrais.

Por não ter teto (a igreja não chegou a ser acabada devido à expulsão dos jesuítas), Jesús de Tavarangue escapou ilesa aos saqueadores, pois não possuía ouro ou imagens valiosas no altar.

O esquema de visitação é o mesmo das outras: bilhete unificado, visita guiada de excelente qualidade inclusa e museu. Ao redor, lojinhas e café.

 Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai

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Excelente Visita Guiada – Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai

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Assinando o caderno do museu (brincadeira sobre o dia anterior) – Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai

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Entrada – Missão Jesuítica Jesús de Tavarangue – Província de Itapúa – Paraguai

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Retornamos por ~12km até a Rota 6 e almoçamos num restaurante na beira da rodovia na cidade de Trinidad.

A tarde voltou a chover torrencialmente e seguimos viagem por 245km até Cidade do Leste e de lá para Foz do Iguaçu. Tem pedágios no caminho e a rodovia está em condição boa a razoável. Há uns 60km de CDE começa fluxo intenso de caminhões e carretas.

 DIA 11 – CIDADE DO LESTE + ITAIPU + CENTRO DE FOZ

Devolvemos o carro de manhã em Cidade do Leste, atravessamos a Ponte da Amizade a pé e de volta a Foz do Iguaçu seguimos rumo a Itaipu para fazer o passeio Circuito Especial na parte da tarde.

Compramos os ingressos antecipado pela internet a R$ 68. É muito legal porque faz visita guiada por dentro da Usina de Itaipu Binacional, pelos maquinários, sobre a construção, como funciona, etc. Além disso, o ônibus passa por cima da barragem e para em dois mirantes. Recomendo muito esse passeio.

Levar lanche ou almoçar antes porque as lojinhas e lanchonetes são muito caras. Levar um casaquinho por causa do ar condicionado.

Travessia a pé – Ponte da Amizade – Brasil/Paraguai: Nascemos de muitas mães mas aqui só tem irmãos

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Circuito Especial – Usina Itaipu Binacional

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Circuito Especial – “Cérebro” da Usina Itaipu Binacional

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Circuito Especial – Mirante da Usina Itaipu Binacional

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Circuito Especial – Vista de cima da Barragem da Usina Itaipu Binacional

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Ao fim do passeio, pegamos ônibus para o centro e fomos aproveitar os barzinhos e conhecer a zona central da cidade. Gostei bastante. É uma opção para hospedagem, com vários hotéis, o terminal de ônibus urbanos, bares e restaurante.

DIA 12 – RETORNO

O voo de regresso para Recife saía mais ou menos na hora do almoço. Saímos cedo de casa, pegamos dois ônibus até o aeroporto e chegamos com quase 2h de antecedência porque os ônibus foram rápido. Porém, tivemos a infeliz surpresa de encontrar uma confusão generalizada e fila saindo na rua.

A alfândega do aeroporto tem apenas uma esteira e um raio-x e resolveu trabalhar neste dia. A Gol e Avianca passando vários grupos para dentro e a Tam, que era nosso voo, não. Quase perdemos o voo, fomos o último grupo a embarcar.

Sugiro para todos que forem embarcar, para não passarem pelo mesmo, cheguem com pelo menos 2:30 a 3h de antecedência porque o aeroporto é uma verdadeira zona.

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    • Por Mari D'Angelo
      Dia 1
       
      Texto original com fotos e mapa dos lugares: http://www.queroirla.com.br/um-aniversario-em-buenos-aires/
       

       
      Este ano comemorei meu aniversário um pouco diferente, ganhei de presente do namor(i)do uma viagem à Buenos Aires! Agora que já estou mais perto dos 30 do que dos 20, não anda sendo assim tão divertido ver os anos passando tão rápido, mas posso dizer que foi o aniversário mais bem comemorado de todos! Afinal, com tango, vinho, doce de leite… como não ser né? =)
       
      Chegamos pelo aeroporto de Ezeiza, sei que existe um ônibus que demora aproximadamente 1:30 mas como chegamos de madrugada não tivemos muita opção, fomos de taxi. Logo ao desembarcar, há vários guichês oferecendo o serviço, mas o balcão de taxi oficial do aeroporto saiu mais barato, 400 pesos (mais ou menos R$130,00) até o centro. Eles oferecem um desconto na volta se você já fechar na hora, mas acabamos não fechando e o taxi que pedimos pelo hotel deu o mesmo valor, então não sei se compensa fazer isso.
       
      Ah, vale dizer que desde 2014 a Argentina vem sofrendo com uma inflação meteórica, achamos a maioria das coisas extremamente caras, especialmente ingressos para atrações turísticas. Mesmo com o câmbio favorável ao real (1 Real = 3 Pesos), as coisas estão bem fora da realidade por lá.
       
      Ficamos no Hotel Mundial, achei bem bom! O quarto é simples, mas limpo e funcional e a localização é ótima, na Avenida de Mayo, bem perto de alguns pontos turísticos e do metrô (Estación Lima). O café da manhã era excelente, com uma grande variedade de doces e salgados (especialmente a tradicional mezzaluna, que é como um croissant menor e mais “massudo”). E ainda tinha um parzinho de alfajores e uma garrifinha d’água como um “welcome kit”, adorei!
       
      No primeiro dia, fizemos tudo a pé. Começamos pelo Palacio Barolo, sua arquitetura é incrível e todo ele foi construído com referências à Divina Comédia, de Dante. Os dias e horários para conhecê-lo são bem limitados, por isso não conseguimos entrar, mas deve ser bem interessante! Seguimos para a Plaza de los Dos Congresos com algumas esculturas como um original de “O pensador”, de Rodin, um simpático senhor de bigode e o imponente Monumento a los Dos Congresos. Ao fundo da praça fica o Palacio del Congresso, um maravilhoso edifício neoclássico inaugurado em 1906, dá pra “perder” uns bons momentos por lá admirando os detalhes da fachada.
       
      O próximo ponto foi o famoso Obelisco, dele em si não há muito a dizer, o que é mais interessante é a avenida onde está situado, a 9 de Julio. Com 6 pistas de cada lado, ela é considerada a avenida mais larga do mundo e realmente merece o título, é necessário esperar o farol abrir por pelo menos 2 vezes para conseguir atravessá-la inteira.
       
      Na Plaza General Lavalle, entre outros belos e super bem conservados prédios, fica o Teatro Colón. A ideia era fazermos a visita, mas com um ingresso a quase R$60,00, não foi possível!
       
      Um lugar que vale (muito) a visita é a Livraria El Ateneo Grand Splendid. Você pode até não ser um grande fã de livros ou pensar “Pra que vou numa livraria com livros em espanhol?” Bom, porque esta é uma livraria dentro de um antigo teatro! O lugar é fantástico, foi construído em 1919 e personalidades como Carlos Gardel passaram por seu palco, onde hoje você pode se sentar e tomar um café. É um dos lugares mais interessantes da cidade!
       
      Seguimos para a agradável Plaza General San Martín, onde há um enorme monumento em homenagem ao homem que participou da independência de alguns países da América do Sul e seus exércitos. De lá é possível também avistar a Torre Monumental (ou Torre dos Ingleses).
       
      Bem perto de lá, começa a Calle Florida, uma rua só de pedestres com lojas e mais lojas, uma legião de turistas e muita, muita gente tentando vender passeios, shows, trocar moeda etc, extremamente irritante! Se sua ideia não for comprar (o que não está mesmo valendo muito a pena), nem perca seu tempo por lá.
       
      Pra não dizer que foi um momento perdido da viagem, foi lá que fechamos o tango que iríamos a noite, a agência foi a Lisantour, fica bem no comecinho da rua e quem nos atendeu foi o brasileiro Amilton. Além disso paramos para comer as famosas empanadas, a essa altura já estava quase desmaiando de fome e não tem muitos lugares pra comer nesta rua, acabamos parando em um restaurante/bar chamado Barista, as empanadas (especialmente as de roquefort e queijo e cebola) e a Quilmes estavam ótimas, mas o valor pago não compensa, em outros lugares da cidade é infinitamente mais barato. Outra coisa que valeu a pena foi visitar as Galerias Pacifico, o prédio que começou a ser construído em 1888, remete um pouco a uma mini Galeria Lafayette em Paris, ou a Vittorio Emanuele em Milão, com algumas lojas famosas (geralmente caras) e uma linda arquitetura. O ponto alto é a cúpula central com maravilhosas pinturas murais de 5 artistas argentinos: Berni, Castagnino, Colmeiro, Spilimbergo e Urruchúa.
       
      Já no fim da tarde fomos conhecer a Plaza de Mayo, histórico ponto de encontro para manifestações na capital portenha. Lá se encontram prédios importantes como a Catedral Metropolitana, o Banco de la Nacion Argentina e a Casa Rosada, que funciona como palácio presidencial. Ela foi construída em estilo renascentista entre 1862 e 1885 e tem essa cor devido a uma mistura de cal e sangue de boi, materiais comuns nas construções daquela época.
       
      Depois desse dia cheio só nos restava curtir o famoso tango argentino! Escolhemos o Complejo Tango que incluia além do show, e do transfer, entrada, prato principal, sobremesa e uma garrafa de vinho ou cerveja pra cada um. Essa é a parte mais cara da viagem, pode se preparar! Pagamos 1.000 pesos (aproximadamente R$330,00), e era um dos menos caros. Mas vale super a pena, a comida é ótima e o show maravilhoso!
       
       
      Dia 2
       
      Texto original com fotos e mapa dos lugares: http://http://www.queroirla.com.br/um-aniversario-em-buenos-aires-parte-ii//
       

       
      Depois de um primeiro dia intenso na capital portenha, partimos para descoberta dos bairros da Recoleta e Palermo Soho, ambos super agradáveis, daqueles que te dão vontade de morar por lá (aliás, fiquei mesmo com essa vontade, se não fosse o espanhol -que detesto- pensaria sériamente no caso).
      Dessa vez foi necessário usar o metrô, pois os lugares são relativamente longe do centro. A passagem custa 5 pesos (aproximadamente R$2,00) e é bem simples de se entender por lá. Descemos na estação Pueyrredón (linha D) pra dar uma passadinha na Galeria Patio del Liceo, uma combinação de lojas, espaço artístico e um simpático café, adorei muito!
       
      De lá partimos a pé para o Cemeterio de la Recoleta, no caminho encontramos esse prédio da faculdade de engenharia, maravilhoso!
       
      Não sou grande fã de cemitérios, mas confesso que esse é bastante interessante, alguns túmulos são verdadeiras maravilhas arquitetônicas, gostamos em especial de um com tema orgânico, bem ao estilo Gaudí (as fotos dele não ficaram legais, por isso não estão aqui). O ponto mais visitado (e meio escondido) é o mausoléu da família Duarte, onde está Evita, ele é bastante simples, com algumas placas homenageando a mulher que é um ícone argentino.
       
      Não quisemos nos demorar muito por lá, logo fugimos para um delicioso sorvete de doce de leite com brownie (que delícia!) na Freddo, bem em frente a linda saída neoclássica do cemitério.
       
      Seguimos a pé para a Floralis Generica, uma escultura metálica com pétalas que se abrem durante o dia e fecham no fim da tarde. Não é algo que eu tenha achado incrível, talvez pelo fato de ela estar envolta por tapumes, tirando um pouco da beleza do conjunto, mas enfim, foi interessante conhecer. Vale reparar no belo prédio da Faculdade de direito , bem ao lado do parque onde ela fica.
       
      Próxima parada, MALBA (Museu de Arte Latino Americana de Buenos Aires) – 60 pesos. Fiquei super em dúvida entre visitar este ou o Museu Nacional de Belas Artes, ambos tinham obras que eu gostaria de ver. Optei por ele por ter coisas menos conhecidas (pelo menos pra mim, por enquanto) e não me arrependi nem um pouco, o lugar é fantástico! Destaque para o famoso Abaporu da brasileira Tarsila do Amaral e pinturas de Frida, Diego Rivera e Antonio Berni (um dos que trabalhou no incrível teto das Galerias Pacifico). De quebra ainda estava tendo uma mostra sensorial e interativa chamada Experiencia infinita, quem estiver por lá até o dia 08/06/2015 vale a pena conferir!
       
      Depois de andar mais um bom tanto, chegamos ao Jardím Japonés. Sinceramente, acho que foi a furada da viagem, o lugar até é bonito, mas achei artificial demais, com pontes, esculturas e ilhas construídas para os visitantes sentirem um clima oriental. Talvez se não tivesse pago absurdos 50 pesos pra entrar, teria sido menos mal, mas fiquei com a sensação de ter perdido tempo (e dinheiro).
       
      De lá pegamos um taxi até a feirinha de Palermo Soho, pra quem mora em São Paulo, é bem parecida com a Benedito Calixto, roupas descoladas, objetos de design e arte de rua dividem espaço com vários bares e restaurantes, uma das áreas mais interessantes da cidade! (queria comprar tudo, mas como disse no primeiro post, as coisas estão caríssimas por lá, voltei de mãos vazias rs). Paramos para almoçar no Cronico, me arrependi um pouco da milanesa de soja com fritas que pedi (sim, foi uma viagem gordinha!) mas ainda assim foi gostoso ver a noite cair observando o movimento do lugar.
       
      Caminhamos até a estação de metrô Plaza Italia (linha B), que é linda, rumo a outra furada, o Museu dos Beatles. Quando encontrei essa dica achei demais pois o Dani é super fã da banda, mas a real é que o museu do colecionador Rodolfo Vásquez é caríssimo (70 pesos!) e expõe basicamente objetos temáticos como jogos, brindes, brinquedos, réplicas e cópias de documentos. Pra não ser injusta, tem coisas interessantes como discos autografados e um tijolo do lendário Cavern em Liverpool, aliás, há um bar anexado ao museu, chamado The Cavern Club, a ideia é que ele fizesse referência ao original, mas digamos que pra quem já esteve lá, este aqui não retrata minimamente o estilo nem o clima do lugar.
       
      Não recomendo a visita ao museu, mas valeu por conhecer o Complejo La Plaza, onde ele fica, uma galeria a céu aberto com várias salas de teatro e restaurantes que é massivamente frequentada por moradores (aliás, tem muito teatro naquela cidade, muito mesmo!).
       
      E assim terminamos mais um dia cheio e delicioso! Achei que conseguiria condensar aqui também o último dia, mas deixa pra próxima!
       
       
      Dia 3
       
      Texto original com fotos e mapa dos lugares: http://http://www.queroirla.com.br/um-aniversario-em-buenos-aires-parte-iii//
       

       
      Enfim, chegamos ao último dia!
       
      Começamos por uma caminhada por Puerto Madero, onde ficam a moderna Puente de La Mujer e a Fragata Sarmiento, uma embarcação que servia como navio-escola para a Escuela Naval Militar e hoje funciona como museu.
       
      Subimos para o bairro de San Telmo pela Avenida Belgrano, onde começa uma rota divertida de esculturas de personagens de quadrinhos argentinos chamada de Paseo de la Historieta, o caminho continua na Rua Chile até chegar no cruzamento com a Defensa, onde fica a famosa estátua da Mafalda. É óbvio que peguei uma fila cheia de crianças pra tirar minha foto ao lado dela! Bem em frente há uma lojinha cheia de Mafaldices, me controlei muito pra sair de lá só com um imã de geladeira (os preços absurdos ajudaram).
       
      Aos domingos, na própria Rua Defensa (que é enorme) funciona uma feira de antiguidades, souvenirs e afins, meio ao estilo Embu das Artes. Prepare-se, é bem lotado! Encontramos uma barraquinha na rua vendendo uma cerveja não absurdamente cara e pegamos uma pra ir tomando no caminho, era bem gostosa, chama Isenbeck e o lugar é o Debar.
       
      Continuamos até o fim da feirinha e seguimos em frente pois eu tinha colocado no roteiro a Igreja Ortodoxa Russa, vi umas fotos e fiquei super curiosa pra conhecer, mas chegando lá, estava fechada! Enfim, não vale a caminhada, mas a fachada já é bem bonita! Pensando no próximo longo trecho que iríamos andar (até o bairro de La Boca), resolvemos parar pra comer alguma coisa. Encontramos o restaurante Da vinci, sua decoração é bem interessante, tudo fazendo referência ao mestre renascentista italiano, nos pareceu um lugar mais frequentado por locais (o que preferimos) e tem empanadas maravilhosas (humm, só de lembrar me dá água na boca!), além de uma entrada com uns pãezinhos deliciosos!
       
      Todos dizem que não é muito interessante andar pela região de La Boca, de fato não é mesmo muito bonita, mas não me senti insegura por lá (de dia, à noite a garçonete do restaurante nos falou que realmente é meio perigoso). Passamos pelo estádio do Boca Juniors, o famoso La Bombonera, onde teria um clássico mais tarde, o clima estava bem legal, famílias, crianças e muita segurança. É possível visitá-lo mas não era nossa ideia, seguimos para o cartão postal da cidade, o Caminito.
       
      Vou ser super sincera, achei o lugar bem sem graça! Até é bonito, tem seu charme, tem casinhas coloridas… mas é tão, mas tãooo turístico que pra mim perde o sentido. A ideia de restaurar o local que inspirou o famoso tango homônimo, foi do artista Quinquela Martin, morador do bairro que o transformou as duas pequenas ruas do Caminito em espaços artísticos. Hoje o lugar é basicamente composto de restaurantes (caros) e lojas de souvenirs. Para voltar de transporte público ao centro, tivemos que entrar num lugar como uma garagem de ônibus e comprar nosso passe num guichê lá no fundo, meio estranho. Você paga proporcional ao trajeto, até a Plaza de Mayo pagamos 6,50 pesos por pessoa.
       
      Antes de voltar ao hotel passamos num mercadinho para comprar alguns vinhos, alfajores (compramos algumas variedades da marca El Cachafaz, recomendo o tradicional e o de maisena, mas não muito o mousse) e doce de leite (levamos o La Serenissima, que sei que é bom)!
       
      À noite quis conhecer um lugar que nunca tinha ido na vida, um cassino! Escolhemos o Casino Buenos Aires, em Puerto Madero, que funciona dentro de dois barcos ancorados no Rio da Prata, não cobra entrada e tem transfers que buscam os apostadores em dois pontos da cidade. A experiência foi engraçada, primeiro só observamos, atônitos, as roletas e mesas de pôker, as pessoas apostavam bolos de dinheiro e muitas vezes perdiam tudo em questão de segundos, super bizarro! Depois fomos para as salas de caça-níqueis, e ali o que víamos eram senhoras frenéticas apertando botõezinhos sem nem perceber o tempo passar. Escolhemos “brincar” nestes, que eram mais simples e menos arriscados, e acho que tivemos a famosa sorte de principiante, pois entre perdas e ganhos faturamos uns 50 pesos (ok, não é nada, mas foi uma primeira experiência feliz). Confesso que é meio tentador ficar horas jogando, você sempre acha que vai recuperar aquilo que perdeu e assim vai, mas conseguimos parar enquanto estávamos positivos rs.
       
      Paramos pra jantar no La Clac, na Avenida de Mayo, outro restaurante não-turístico que gostamos bastante. Nem aprovei tanto a comida, mas o lugar era super interessante, todo cheio de quinquilharias penduradas, móveis antigos e até uma sala de teatro onde rolam espetáculos de vez em quando.
       
      No dia seguinte foi acordar e ir embora. Pedimos o taxi pelo hotel (deu preguiça de passar umas 2h no ônibus), que deu o mesmo preço do aeroporto, e partimos de volta pra São Paulo.
    • Por @duane.santo
      Esse é o meu relato de viagem sobre meu mochilão de 17 dias pela patagônia argentina e chilena. Não liguem pro tempo verbal, tem coisa que estou escrevendo ao vivo e tem coisa que estou escrevendo depois que aconteceu.

      Roteiro:

      18/10 - Rio x Santiago (escala de madrugada em Santiago)
      19/10 - Santiago x Punta Arenas x Puerto Natales
      20/10 - Punta Arenas x Torres del Paine
      21/10 - Torres del Paine
      22/10 - Torres del Paine
      23/10 - Torres del paine x Puerto Natales
      24/10 - Puerto Natales x El Calafate
      25/10 - El Calafate
      26/10 - El Calafate x El Chalten
      27/10 - El Chalten
      28/10 - El Chalten
      29/10 - El Chalten
      30/10 - El Chalten x El Calafate
      31/10 - El Calafate x ushuaia (avião)
      01/11 - Ushuaia
      02/11 - Ushuaia
      03/11 - Ushuaia x Brasil

      A escolha do roteiro:

      Por que vou fazer nessa ordem, já que começar pela Argentina é mais barato?
      Meu motivo principal da viagem é conhecer Torres del Paine, então minha ideia foi começar por lá, já que eu chegaria com o corpo descansado pra fazer as trilhas do parque.

      Por que eu não vou direto para El Chalten depois de Torres, daí vou pra El Calafate de uma vez e pego o voo direto?
      Como calafate não tem trilhas seria o meu descanso entre as duas cidades que mais vou fazer trilhas. Então preferi colocar no meio para descansar (entre torres del Paine e El Chalten).

      O que eu reservei antes? Quanto paguei? Por que?

      1 - Reservei os campings em maio, pq sou ansiosa e fico com medo de não conseguir depois. Reservei no cartão de crédito em única parcela (não lembro se dá pra parcelar), com a cotação pro real de 4,60 aproximadamente.
      Farei o circuito W, optei por 4 dias e escolhi reservar a barraca com eles.
      Camping Central - 25 dólares (21 dólares barraca alugada e montada)
      Camping Francês - 25 dólares (21dólares barraca alugada e montada)
      Camping Paine Grande - 11 (30 dólares barraca alugada e montada)
      Total aproximadamente: 611,80 reais.

      2 - Paguei o mini trekking com a hielo y aventura no Brasil também: 6500 pesos argentinos, que no cartão de crédito veio por uma cotação de 4,60 e no final paguei 543,83 reais. Esse valor está incluso apenas o transfer e o mini trekking. Chegando no parque tenho que pagar minha entrada: 800 pesos argentinos.

      3 - Paguei o passeio que vou fazer em ushuaia com a Piratur. Tá sentado? Total de 746,26 reais. Está incluso o transfer e pelo preço pensei que eu poderia levar um pinguim pra casa. Além do transfer tem a navegação do canal beagle e a entrada na estância. O nome do passeio é: caminhada + navegação.

      Os passeios 2 e 3 eu reservei com antecedência pelo motivo de eu ter pouco tempo nas cidades e roteiro apertado e eu não queria correr o risco de não ter vaga (apenas essas empresas fazem estes passeios, então não tem a opção de pesquisar preços).

      4- ônibus que sai do aeroporto Punta Arenas para a rodoviária de puerto natales. Foi 47 reais. 7400 CLP se foi na hora.

      Quanto estou levando de dinheiro?
      Troquei meu dinheiro duas vezes:
      1 vez = 1684 reais = 400 dólares
      2 vez = 1281 reais = 300 dólares
      O dólar estava super em alta esse ano então eu juntei o dinheiro e fiquei de olho na cotação todo dia, toda hora em desespero mode on.

      Planejamento
      Antes de iniciar a viagem eu fiz uma planilha com todos os gastos de hospedagens e transportes que eu achei na internet, fiz o câmbio pra dolar e decidi levar esse valor citado.

      Início do relato:
      18/01 - A caminho

      Meu vôo tava marcado pra 17:10. Cheguei no aeroporto com bastante antecedência, pois eu tinha que consertar meu nome no bilhete de embarque do voo que eu faria no meio do mochilão (calafate-ushuaia). Separei meu líquidos no zip lock, mas como sempre ninguém viu. Tava na tensão sem saber se conseguiria embarcar com meu bastão de caminhada e meu pau de selfie, segundo as regras é proibido, mas coloquei eles na parte de dentro da minha mochila (50l _quechua) e deu tudo certo. Como meu voo estava cheio a companhia ofereceu despachar as bagagens, eu aceitei, não tava querendo procurar vaga pra ela no avião mesmo. Comi um bolinho Ana Maria na sala de embarque e esperei meu momento. Embarquei.
      Tô levando comigo alguns itens de comida, dizem que no Chile é um pouco chato a imigração. Então no papelzinho de imigração que a gente ganha no avião eu declarei que estava levando coisas de origem vegetal e/ou animal.

      O que eu levei de comida:
      1 pacotinho de chá mate
      1 pacote de cappuccino em sachês
      2 pacotes de amendoim grandes
      12 barras de proteína com bom valor nutricional
      09 snickers
      04 latas de atum
      02 pacote de cookies integral
      12 bananadas
      03 pacotes de bolo Ana Maria
      02 sopas com bom valor nutricional da essential nutrition (soup lift)
      03 barras de cereal
      01 pacote traquinas
      01 pacote de biscoito de arroz
      01 pacote de Club social
      01 caixa do chocolate talento versão mini
      19 quadradinhos de polenguinho
      05 geleinhas estilo cesta de café da manhã
      02 pacotinhos equilibri, estilo torradinhas

      Rolou tudo bem. Passei na parte de itens a declarar, a moça perguntou o que eu levava, eu contei, ela mandou passar no raio x e me liberou. Simples assim.

      Troquei 150 dólares no aeroporto de Santiago, pq tô com medo da cotação na patagônia ser pior.
      150 dólares = 101.574 CLP

      Gastos do dia (a partir do momento que entrei no aeroporto):
      "Janta" de Mc donalds: 5640 CLP

      Dica:
      Sempre comprar voo com uma conexão grande, pra dar tempo de se alimentar, trocar dinheiro, fazer tudo sem pressa. Meu voo aterrissou as 21:50 e terminei de fazer tudo as 23:40.
      Agora estou aguardando o próximo voo no aeroporto.
    • Por hmarinioficial
      Beleza??
      Em Fevereiro/Março vou mochilar pela famosa Ruta 40! Vou chegar de sp em bus até Mendoza e de lá descer pela 40 até a Patagonia! Gostaria de saber se alguem já fez essa viagem e se tem algum povoado ou lugar que não posso deixar de conhecer!(Fora os já famosos!)...vou em uma viagem sem data marcada de volta...mas tenho que levar em consideração os 3 meses de visto que vão me dar...já que por essas cidades não vou ter extrenjeria para pedir mais 90 dias....(tenho como saída cruzar até o Chile e voltar)
      Aguardo opniões e dicas! Valeu!!! E espero que todos viagem muito em suas vidas!!
    • Por Thalles33
      Tô passando pra avisar que mês que vem "outubro" vou fazer uma trip épica rumo a Argentina bem "mão de vaca" pegando caronas, barraca e etc ..
      Já te adianto que vai ser tri 🛣️🌄⛰️
      Fico pilhado? Ta afim de ir? van bora!! 

    • Por Francisco Rafael
      Ola Mochileiros,
      Me chamo Francisco, e desde 2018 realizei uma viagem ao Chile da qual foi para mim um divisor de águas. Motivo? Meus amigos, voltei acreditar num sonho distante de poder viajar, falar com um estrangeiro, ver neve, ter história e viver aventuras. Pois bem, irei contar a meu Mochilao que fiz em 2019.

      Brasil/Paraguay/Argentina/Uruguay
      Peso Argentino 12,0 em Puerto Iguazu
      Peso Argentino em Bueno Aires 10,70
      Peso Uruguaio em Montevideo 10,7
      Inicio da viagem foi no domingo 28/07, sai de Rio Verde- Go rumo a Goiania- Go. 4 horas de Viagem em Bus e um perrengue.... é amigos kkkk começou ae, perdi o ticket do mochilao e os motoristas não queria liberar meu mochilao. Até que eles levaram a minha passagem como comprovante que era minha mesmo a mochilao ( tinha seguro então eu tava preocupado atoa) todo trajeto, alias uma grande parte é de Onibus... é uma forma bem econômica. De lá peguei um Onibus que ia de Goiania-Foz pela RODE ROTAS, onde iniciaria meu trajeto. São 30 horas de viagem, conheci muitas pessoas em cada parada do ônibus e é a coisa legal de poder fazer esse tipo de trajeto. Cheguei na rodoviária de Foz, lá é muito bem estruturado. Tem centro de Informações para turistas e um bom restaurante. Eu almocei varias vezes, 18 reais a refeição.

       
      Bom, fiquei hospedado num hostel bem simples de 20 reais.... sim 20 reais kkkkk lugar muito bacana e perto da avenida que ia para o Aeroporto e as cataratas.
       
      Passei 3 dias lá, uma dica de ouro pra você que é Mochileiro de primeira viagem. Vá ao supermercado e compre algo pra fazer lanche e suas refeição, isso ajuda no custo. Outro detalhe use e abuse do transporte coletivo de Foz custava 3,75 na época que fui .
      Após passar o primeiro dia de chegada descansando. No segundo fui com tudo, direto pro Parque Nacional do Iguaçu. Que lugar maravilhoso, superou minhas expectativas era um momento único amigos.... só fiquei um pouco triste por não poder ter a companhia de minha namorada e meus amigos, então fiquei gravando vídeos e vídeos para eles. Passeio custa 42 reais para nós BR.
      Faça o trajeto na hora que você achar mais prático, mas não vá em Julho senão vai pegar fila até pra andar próximos as pontes. Fui pela manhã tinha mais gringo do que Br. Fiz amizade com um Casal de Argetinos super legais e um Bahiano muito gente boa. Passeio muito bom.
      Depois resolvi visitar o parque das Aves, é ao lado... mas se saber se vale ou não... bom, se tiver dinheiro e tempo sobrando vai na fé filhao kkkk.
       
      Ice bar, Parque dos Dinossauros e o Dream Land eu não fiz por conta do orçamento.
      Próximo dia é Dia de comprar no Paraguay, pegue um ônibus chamado Easy Bus que passa nas principais avenidas de Foz ou a atrás do TTU que é um Terminal de Transporte Urbanos onde se faz baldeação para as outras rotas de Onibus. Lá nesse TTU tem umas lojinhas de Souveniers bem em conta e variados ( lembranças compradas no parque do Iguaçu e no Parque das Aves são bem caras, mas são bem exclusivas deles). De la peguei ate a entrada da receita federal Brasileira e depois atravesse de pezao a ponte da Amizade ( só desci porque a fila tava imensa para entrar no paraguay). Trajeto tranquilo porem, tenha cuidado com os que te abordam vendendo coisas. Na entrada de Ciudad Del Este é LOTADAAAA de vendedores de tudo mesmo. Faça suas compras e explore o que tem de novidade la nesse lugar. Só não dê a bobeira de perder a carteira lá. Fui era 8 da manha e 10 horas eu estava voltando. Fui so pra comprar algo que eu já tinha pesquisado e estava bem traçado a rota. Na volta foi tranquilo, exceto na aduana Br... porque né ? aduana Paraguaia num quer travar nada. Bom isso cada um terá uma experiencia diferente. Voltei pro hostel e fui almoçar para visitar a Imensa Itaipu, que lugar enorme de Grande. Novamente peguei um busão para ir até la. Ingresso custa 40 reais. Conheci uns peruanos que estavam em lua de mel em Foz, fizemos o passeio contando nossas aventuras e viagens. Recomendo fazer o passeio panorâmico, gostei demais por conhecer essa magnitude de Usina e represa.


       
      Voltei pro hostel e pra completar o dia apareceu mais viajentes kkkk, Dois Suecos, Japonês e um Colombiano... pena que não pude conversar com cada um porque de manha cedo era meu último dia para partir Rumo Puerto Iguazu – Arg. Atravessia foi tranquila, a empresa Easy bus também faz esse trajeto e custa 10 reais.  Aduana Super de boa, só me perguntaram o motivo da viagem e se eu tinha uma reserva do Hostel.

      Troquei o real pelo peso argentino na casa de Cambio Austral – super recomendo. Leve seu Rg ou Passaporte para trocar dinheiro é obrigatório. Após disso, fui ao meu hostel guardar minhas coisas e seguir o Passeio. Também fiz as cataratas pelo lado argetino e confesso... la tem muito mais quedas e bem mais bonito. Mas é muito extenso o trajeto, por isso reserve umas 5 a 6 horas do seu dia. A passagem para ir as cataratas é adquirida na rodoviária de Puerto Iguazu, empresa chamada Rio Uruguay compre ida e volta logo, o ingresso do parque na Argentina é 650 pesos . Faça seu trajeto e curta o passeio. Cheguei no hostel era 6 horas e já fui direto para o Hito  Tres fronteiras. Detalhe, para você que for super pão duro como eu kkkk lá é de graça visitar esse espaço para ver o encontro do Rio Iguaçu e o Paraná e a divisa das 3 Nacionalidades que são: Paraguay, Argentina e o nosso Brasil. Recomendo quem puder visitar tanto o do lado Argentino como o do Brasil ( Custa 22 reais). E lá tem muitas lojinhas de venda de souvenir bem baratos.
       

      Dia seguinte foi outra despedida, e rumo a Cascavel no Paraná que de lá eu iria para outra cidade no grande Estado do Rio Grande do Sul, onde eu tenho amigos que vivem lá. Viagem cansativa e com muitos atrasos, eu tava até acostumando com atrasos kkkk e la se vai meu sábado do dia 3/8 e cheguei no meu destino final as 6 horas do domingo 4/08. Eu estava com uma sensação que naquele momento eu tinha acabado de sentir que o medo de todo trajeto que eu estava criando só era coisa da minha cabeça... mas sim a cada lugar que passava uma parte desse medo ia embora. Menos a saudade, fazer uma viagem sozinho é muito bom pela questão de liberdade que se tem em horário e o que fazer, quando fazer e o motivo. Conheci a cidade de Itaqui, onde meus amigos estavam la me esperando. Muito bom poder rever após 3 anos, segunda a noite 05/08 eu já partiria rumo Uruguaiana e de lá Bueno Aires. Saímos atrasados para rodoviária e so tinha eu pra embarcar, deixei minha preciosa agua cair no chão ( quem já visitou Argetina sabe o tanto que é Salobra essa água)  cheguei 0:00 no terminal,  e o meu Onibus Da JBL era as 4 da Manhã.... rodoviária um Breu e a única alma penada era eu kkkk não tinha ninguém nessa bagaça, até que chegou uma gaúcha e ficamos conversando por um tempão e o guardinha apareceu e chama nós para tomar chimarrão kkkk dispenso meus amigos, queimei língua duas vezes já. Ela fazia medicina e estava no 3 ano  e morava no entorno da faculdade e me deu umas dicas para não cair nas ciladas assim que se sai da Rodoviaria. Amigos , Buenos Aires é lindo... mas a rodoviária e a saída dela parece um lixão e muitos vendedores ambulantes e pessoas pedindo dinheiro.  Assim que sair da rodoviária, pegue a direita e vá ate a estação Mitre, do lado tem o Metro retiro linha C. Lá é muito lotado e só passei raiva no transporte coletivo. Pois bem, cheguei nessa cidade e não me deixei ser levado pelas primeiras impressões. No dia seguinte fui andar e conhecer todos os entornos do bairro onde estava hospedado. Muito lindo, no outro dia reservei para visitar Caminito e la Boca.... lugar que super recomendo para gastar em lembranças e tirar fotos. Por mais que seja fácil comprar no real, procure pagar no peso Argentino, senão eles acabam te enganando com as cotações.

       
      09/08
      Dia de visitar meu último País antes de voltar para casa, Colonia del Sacramento – Uruguay. Se eu estava com sorte de pegar diversos trajetos com sol... esse foi aquele momento que azedou... tomei chuva desde madrugada, Fui pela Colonia Express, uma empresa Low Coast de ferry Boat que atravessa o rio da Plata e paguei um pacote de ida e volta por 330 reais e um almoço Incluido. Senão fosse a chuva, o passeio teria sido sem duvida excelente. Uruguay é caro demais, então se prepare para gastar.
      Ande por todas as bandas, la é bem curtinho. Terminal Hidroviário é bem legal, tem Wi-fi liberado ae cambada. Dae você sobe no segundo piso e pega as tomadas huehuehue.
      Para vocês terem noção, a Buquebus é mais cara para fazer esse trajeto. Para encontrar a Colonia Express é so descer toda o entorno do Puerto Madero, não tem erro e é muito seguro a empresa.

      Dia 10/08
      Eu estava quebrado e gripado por conta de ontem, resolvi visitar umas praças e um lago da reserva do Puerto Madero.  E fui na Rodoviária comprar a passagem para Puerto Iguazu. Detalhe viajantes, lá não tinha bebedouro e se tinha não saia água.

      Dia 11/08 minha volta para casa, jornada seria longa peguei um ônibus de Buenos Aires para Puerto Iguazu que me custou 2000 pesos argetinos com duração de 20 horas de trajeto pela Empresa Crucero del Norte... quando começou a partir que sensação triste,  mas é gratificante de quando eu olhei as fotos da barra de rolagem do celular, putz.... eu consegui fazer essa viagem.... e foi uma missão que eu havia me dedicado e planejado por 1 ano, e recebi muitas e muitas críticas por dizer esses planos... muitas vezes amigos, as pessoas não estão nem ae pelo seus sonhos e outras querem só saber de te chama de ignorante, te desanimam e te coloca contra você mesmo. Sabe o que fiz?, contei só para quem eu sabia que importava comigo. E seja assim amigos, independente se esteja só ou acompanhado... independente do destino... é você que irá fazer a sua história e viver sua aventura!

      Dia 12 chegando na rodoviária de Puerto Iguazu, já fui direto para Foz e de lá para rodoviária para pegar o Ônibus para Goiânia.
       
      Dia 13 chegando em Goiânia
      Dia 14 Cheguei em Rio Verde. ( aconteceu algumas coisinhas de viagem nessa volta, mas era uma revista policial, ônibus com defeito, motorista deixando os atrasados para tras kkkkk coisas Normais)
      Espero ter passado para vocês as informações necessárias e divulgar um pouco desse roteiro que procurei e não havia encontrado muito.
      Usem o Aplicativo Rome2Rio e ClickBus para procurar ônibus dos trajetos, na Argentina pagar em dinheiro as passagens de ônibus são bem mais interessantes, pois algumas empresas dão desconto para quem paga a dinheiro.






























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