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WMFlores

Bota ou tênis? Europa maio/19

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Pessoal, boa tarde!

Estou realmente com duvidas no que comprar. Já olhei botas (principalmente Quechua) e tênis para uma viagem de 20 dias na Europa (Roma, Viena, Cracóvia, Praga e Berlin).

a Viagem será em 05/2019, e sei que em duas das cidade podem ocorrer chuvas e baixas temperaturas, mesmo na primavera.

 

Ai fico com a seguinte duvida, comprar uma bota (talvez impermeável) ou um tênis mais confortável para andar na cidade? Se puderem me enviar sugestões agradeço.

 

 

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Existem botas impermeáveis ou não com conforto muito superior a muitos tênis. Se tem risco de chuva ou frio acho que valeria a pena investir em um calçado impermeável, seja tênis ou bota. Levaria ainda um segundo para alguma eventualidade e também para variar.

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@WMFlores na minha opiniao a bota é mais resistente e indicada pra todo tipo de viagem. Os modelos impermeáveis sao consideravelmente mais caras entao veja o custo x beneficio. Mesmo que vá viajar num periodo que pode chover as botas comuns nao molham o pé com qualquer agua, elas tem um material grosso que precisa que vc realmente molhe muito o pé pra começar a sentir os pés úmidos. Talvez uma bota impermeável seja mais indicada pra quem vai fazer trilhas e pode pegar grandes distancias na chuva ou até mesmo pra quem vai andar na neve. Como vc vai andar só na cidades, provavelmente nao vai ficar andando na rua de baixo de chuva como se estivesse de baixo do chuveiro, entao uma bota que nao seja impermeável já resolva o seu problema.

Optando pelo tenis ai sim qualquer aguinha no chao já molha seu pé. Se optar pela bota compre-a umas semanas antes da trip e já comece a utiliza-la para que vc se adapte a ela e nao  corra o risco de criar calos. E de toda forma leve um tenis q vc ja tenha, ai pode alterar entre a bota e o tenis em dias secos.

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Se não for passeio para montanhas, a bota não é um requisito indispensável. Existem tênis impermeáveis ou botas de cano curto que são mais confortáveis para andar.

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13 horas atrás, mariojr disse:

Se não for passeio para montanhas, a bota não é um requisito indispensável. Existem tênis impermeáveis ou botas de cano curto que são mais confortáveis para andar.

Concordo, existe um mito difundido de que bota é padrão para viagem, aos olhos de muitos. Se vc comprar uma bota que não é impermeável, sabendo que vai pegar chuva, meio que não vai adiantar muito, não?

E como vc falou, passeio em cidades, dá a entender que seu roteiro será mais urbano que natural, ou estou enganado? Se for o caso, acho difícil vc pegar chuva sem ter onde se abrigar.  

Mas se estiver em seus planos parques e lugares ao ar livre, sabendo que pode pegar precipitação, aí a história muda. Um calçado impermeável resolveria. Mas como foi falado, dois pares para situações distintas seria uma boa alternativa (bota impermeável + tênis esportivo de marca boa).

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    • Por anselmoportes
      Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse:
      São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga.
      ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura.
      Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de VARSÓVIA.
      LEGENDA
      USD - Dólar Americano
      EUR - Euro
      BRL - Real Brasileiro
      PLN - Zloty Polonês
      Depois de 4 dias em Budapeste (Hungria) segui minha viagem até Varsóvia, na Polônia. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada.
      22º dia de viagem: Budapeste -> Varsóvia (Sexta-feira, 28 de Setembro de 2018)
      Cheguei no aeroporto de Varsóvia às 9h20 e saquei PLN 200 no ATM. Os passes dos transporte público são por tempo, ou seja: vc compra um com um tempo pré definido (15, 30, 45, 75 minutos) e pode pegar quantas conduções quiser nesse tempo. Comprei um de 75 minutos (PLN 4,40), peguei o ônibus 175 e em 30 minutos estava chegando na estação WARSZAWA CENTRALNA.
      Deixei meu mochilão no LEFT LUGGAGE da estação por PLN 10 (há armários também, mas são mais caros: PLN14 por 24h).
      Passei num mercado e comprei 1 água e 1 iogurte (PLN 8  )para comer com o resto do pão do meu café da manhã.
      Peguei o ônibus 160 para a cidade velha (15min). Passei pela SIGISMUND COLUMN, ST. JOHNS CATHEDRAL, IGREJA GRACIOSA MÃE DE DEUS e fiquei dando umas voltas pelas ruas do centro antigo até às 13h30, quando peguei o FREE WALKING TOUR VARSÓVIA NA 2ª GUERRA MUNDIAL. Nossa guia foi a GOSKA e ela contou os horrores que a cidade sofreu durante a guerra e a ocupação nazista. Mais de 80% da cidade foi destruída! Os judeus tiveram seu dinheiro confiscado e foram para os guetos que tinha a densidade populacional maior que a ilha de Manhattan. Ela também falou do UPRISING (Levante) contra as tropas nazistas. Esse tour é altamente recomendável! Terminamos por volta das 15h30 em frente à CATEDRAL DO EXÉRCITO POLONÊS.
      Voltei para a cidade velha e visitei a ST. ANNE CHURCH. A guia comentou que os jovens costumam se confessar nessa igreja pq os padres de lá não são tão “rígidos”.
      Voltei para o ponto de ônibus que tinha chegado e ao lado dele tinha uma máquina de bilhetes. Comprei o WEEKEND PASS que vale de sexta a domingo para todos os transportes (ônibus, tram, metro). Paguei PLN 24 e a máquina aceita cartão de crédito.
      Peguei o ônibus 160 e voltei à estação central. Conversei com a Marta (minha anfitriã) via WhatsApp e combinamos de nos encontrar no HARD ROCK CAFÉ que fica em uma das saídas da estação. Tomei 3 cervejas (PLN 42) esperando e assim que ela chegou fomos pegar minha mochila no left luggage. 
      Chegamos no apto dela, deixei minhas coisas e já saímos para um bar chamado SAME KRAFTY. Tomei várias cervejas artesanais e comemos uma pizza (½ fungi, ½ carbonara) que estava simplesmente deliciosa! A conta deu PLN 98 e deixamos o bar por volta das 23h30.
      De volta ao apto, tomei um banho e fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 20km 🚶‍♂️
       
      23º dia de viagem: Varsóvia (Sábado, 29 de Setembro de 2018)
      Acordei 9h e a Marta tinha feito um café da manhã delicioso! Pão, um excelente patê de CHRZAN (uma raiz forte, que lembra wasabi), omelete e chá.
      Às 10h estava no centro para pegar o FREE WALKING TOUR OLD TOWN. O tour foi bem legal e a guia foi a Goska, mesma do dia anterior. No tour conheci o Júlio, um brasileiro que mora em Praga e estava passando o final de semana em Varsóvia.
      O tour terminou por volta das 12h30 e eu e o Júlio fomos almoçar no ZAPIECEK. Esse restaurante é especializado em comidas típicas polonesas. E, apesar de estar num ponto bem turístico, tem preços justos. Pedimos 2 pratos de PIEROGI (um frito e outro cozido) e tomamos 1 chopp (500ml) cada. A comida estava excelente (pierogi é um dos pratos mais tradicionais da Polônia e é uma delícia) e o chopp igualmente bom. A conta deu PLN 35 pra cada.
      Comentei com o Júlio que naquela noite eu e a Marta iríamos fazer um bate-volta numa cidade ali perto chamada LODZ. Iria ter o LIGHT MOVE FESTIVAL , um festival de luzes que acontece lá 1 vez ao ano. Ele acessou a internet pelo celular e conseguiu comprar as passagens para ir com a gente.
      Depois do almoço fui sozinho para o ESTÁDIO NACIONAL. Peguei ônibus 111 e depois de um momento achei que estava indo pro lado contrário. Desci do ônibus e notei que estava indo pro lado certo. Daí eu vi no Google Maps que estava próximo ao CHOPIN MUSEUM e decidir ir pra lá.
      O museu fica num prédio muito bonito e ornamentado (entrada PLN 22). As exposições são bem interativas e é possível conhecer a vida e a obra de Chopin.
      Voltei para o apto e me encontrei com a Marta. De lá fomos até a estação Warszawa Młociny pegar o Flix Bus (USD 6, somente ida, comprado antecipadamente, via site). A volta iríamos fazer de trem. Encontramos com o Júlio na estação e seguimos viagem.
      ***Dica: É cobrada uma taxa de USD 2 por compra no site da Flix Bus. Se vc já tiver seu itinerário completo, compensa comprar todas as passagens de uma vez. Assim será cobrado apenas uma vez a taxa.
      Chegamos em Lodz (se pronuncia “woodz”) por volta das 19h e o centro da cidade estava com a luzes apagadas. Em alguns prédios eram projetados animações cheias de cor e movimento. Havia MUITA gente na rua e a maioria delas com algum tipo de coisa “piscante” (colar, chifres de unicórnio e de diabo, braceletes, etc).
      Comi um pão com patê e picles de uma barraca na rua (PLN 5) e paramos no bar pra tomar uma cerveja (PLN 12).
      Passamos por um parque para ver uma apresentação de luzes sobre um lago. As luzes eram sincronizadas com músicas e uma fumaça artificial dava um efeito legal por cima do água.
      Vale MUITO a pena conhecer esse festival. Caso esteja em Varsóvia nessa época do ano, reserve uma noite pra ir até Lodz. Vc não vai se arrepender.
      Pegamos o trem de volta à Varsóvia às 23h. Fomos chegar por volta das 1h30. Chegamos no apto às 2h e fui dormir
      Distância percorrida no dia: 18km 🚶‍♂️

      24º dia de viagem: Varsóvia (Doming, 30 de Setembro de 2018)
      Acordei 8h30 e tomei café da manhã com a Marta (panquecas e chá).
      Fui para o UPRISING MUSEUM e tinha combinado de encontrar com o Júlio lá. Para chegar lá peguei um tram e um ônibus e assim que cheguei vi um monte de policiais em frente ao museu. A entrada estava fechada e iria reabrir só de tarde. Não consegui saber o que estava acontecendo mas acho que alguém muito importante estava visitando o museu e, por motivo de segurança, fecharam a entrada.
      Nessa confusão toda me desencontrei com o Julio. Consegui achar um sinal de wifi aberto e falei com ele. Ele estava na estação Rondo Daszyńskiego e fui encontrá-lo lá. Decidimos então ir visitar o KATYN MUSEUM.
      Pegamos um tram e descemos na estação Dworzec Gdański. Caminhamos por uns 10 minutos e chegamos ao museu.
      O Katyn Museum foi criado em homenagem a centenas de milhares de oficiais poloneses que foram mortos em várias cidades diferentes durante os tempos de guerra. Há vários pertences das vítimas: pentes de cabelo, escova de dente, sapatos, jogos de xadrez e dominó, etc. Vale a visita pra quem curte essa parte da história. A entrada é gratuita e o audio-guia custa PLN 10.
      Pegamos o tram de volta ao Uprising Museum. Antes de entrar, passamos no mercado para comprar algo pra comer. Peguei 1 sanduíche, 1 coca e 1 chocolate Mars (PLN 13). Paramos num pequeno parque, comemos e seguimos para o museu.
      Quando chegamos lá a fila estava GIGANTE. Aos domingos a entrada é gratuita mas mesmo assim tem que ir até o caixa para retirar o ticket de entrada. Depois de 45 minutos de espera enfim conseguimos entrar (já era 14h30).
      O museu é incrível e tem 4 andares (subsolo, térreo, mezanino e 2º andar). Tem uma sala de cinema 3D com capacidade para 24 pessoas e o filme é um vôo sobre Varsóvia totalmente destruída após a II Guerra. Tem outra sala de exibição mostrando filmagens reais da cidade durante a ocupação naxista. No meio do museu há uma réplica de um avião  LIBERATOR B-24J e réplicas dos túneis de esgoto usados como rota de fuga pelos judeus perseguidos pelo exército nazista. Esse museu é visita OBRIGATÓRIA pra quem passa por Varsóvia. 
      Fomos sair de lá era mais de 17h. Entramos em contato com a Marta que nos sugeriu um restaurante chamado KRAKEN RUM BAR. Chegamos lá e eu pedi camarão com linguiça e baguette, pra tomar 1 chopp 500ml (PLN 40). Estava muito bom.
      De lá fomos encontrar com a Marta num bar chamado JABEERWOCKY. Havia vários tipos de cerveja e a média de preço era PLN 13 (copo com 500ml). Assistimos ao jogo final da Liga Mundial de Volêi e vimos o Brasil ser MASSACRADO pela Polônia por 3x0. Havia alguns torcedores no bar vibrando como nós brasileiros vibramos com o futebol. Cada ponto era equivalente a um grito de “gol” nosso. Dureza…
      Deixamos esse bar e passamos em outro, o PIJALNIA WODKI I PIWA que é um bar retrô da era comunista. É bem interessante e vale a pena conhecer, principalmente para experimentar os shots. A Marta nos pagou um shot de vodka de sabor que estava uma delícia. Tomei mais uma cerveja (PLN  8  e fomos embora.
      Pegamos o último metrô das 0h15. Chegamos de volta, arrumei minhas coisas e fui dormir 1h30.
      Distância percorrida no dia: 17km 🚶‍♂️
       
      25º dia de viagem: Varsóvia - Cracóvia (Segunda-feira, 1 de Outubro de 2018)
      Acordamos as 7h20 e 7h45 estávamos deixando o apto. A Marta foi comigo até a estação central (ela iria pegar um trem tb). Me despedi dela e fui comprar meu café da manhã: 1 sanduíche de salame, 1 donut de marmelada e 1 iogurte (PLN 14). Tomei o café da manhã na plataforma esperando o trem, que partiu pra Cracóvia às 8h45
      FIM DE VARSÓVIA
      Próximo relato: Cracóvia

       








    • Por anselmoportes
      Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse:
      São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga.
      Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de GOREME/CAPADÓCIA.
      LEGENDA
      USD - Dólar Americano
      EUR - Euro
      BRL - Real Brasileiro
      TRY - Lira Turca

      Goreme é uma linda e simpática cidade localizada na região da Capadócia, Turquia. Muito viajantes usam essa cidade como ponto de apoio para realizar seus passeios na região. A cidade possui uma boa infra estrutura: vasta rede de hotéis e pousadas, restaurantes, bares, casas de câmbio e agências de turismo.
      Contratei a empresa Happy Capadócia que fez tudo pra mim: dos transfers, passeios às pernoites num Cave Hotel. A Roseli (brasileira que vive lá há 5 anos) foi quem me atendeu e ela foi super legal e atenciosa. Quem for pra lá, recomendo entrar em contato com eles e pedir um orçamento. Fechei tudo por 320EUR
      1º Dia de Viagem: SP -> Istanbul -> Goreme (7 a 8 de Setembro de 2018)
      Meu vôo saiu de SP e fiz uma escala em Roma antes de chegar no aeroporto de Ataturk, em Istanbul.
      Goreme fica à 750km de Istanbul. Até dá pra ir de ônibus, mas é melhor pegar um vôo até a cidade de Kayseri, que fica à 70km de Goreme. Eu paguei 694TRY nos vôos de ida e volta (Ataturk - Kayseri) pela Turkish Airways.
      Fui chegar em Kayseri às 23h do dia 8 de Setembro. Havia uma van me esperando que também levou outros passageiros Me deixaram no Eliseé Cave Hotel era mais de 1h da manhã. Tomei banho e dormi.
      2º dia de viagem: Goreme (9 de Setembro de 2018)
      Acordei às 4h45 da manhã e às 5h10 a van da agência Urgup já estava na porta do meu hotel para fazer o passeio de balão. Nos levaram até um lugar que os grupos que iam em cada balão e nos serviram um café da manhã café, chá, fatias de bolo pronto e pão. Simples mas muito gostoso. 
      Deixamos a agência às 5h45 e fomos até o local da decolagem dos balões. Decolamos às 6h éramos em 17 pessoas: 16 passageiros e o piloto. Foi sem dúvida um dos passeios mais incríveis que eu já fiz em toda a minha vida. É impressionante ver toda aquela quantidade de balões decolando ao mesmo tempo, subindo devagar de forma organizada.  A vista fica ainda mais linda quando o sol nasce e ilumina as montanhas e os outros balões que nos acompanhavam. Depois de 1h10 aterrizamos e nos serviram um champagne pra brindar o final do passeio. 
      Por volta das 8h me deixaram de volta em meu hotel. Fui tomar um café da manhã mais “reforçado”: queijos, salsicha, um tipo de “mortadela” que eu não sei o nome mas é muito boa, ovos, pães, coalhada… Tb tinha cereais, frutas e até salada de pepino e tomate. Tomei tb um café com creme e suco de laranja.
      Por volta das 9h30 passaram pra me levar ao GREEN TOUR. Éramos em umas 10 pessoas em uma van. Fizemos a primeira parada num mirante com um vale e várias lojas de artesanato local. Por volta das 10h30 seguimos para a CIDADE SUBTERRÂNEA.
      A Cidade Subterrânea foi encontrada por acidente pelos fazendeiros da região nos anos 60. Ela tem vários túneis, salas, quartos e até estábulos debaixo da terra e 10% está aberto ao público. Descemos por mais de 100 degraus e 40 metros. Havia lugares que mal passava uma pessoa.
      ***Dica: se vc tem claustrofobia ou qualquer tipo de incômodo de lugares fechados NÃO FAÇA esse passeio. Também não aconselho pessoas que têm qualquer tipo de dificuldade ao se movimentar a fazer uma vez que há muitas escadas.😵
      Deixamos a Cidade Subterrânea e passamos pelo MONASTÉRIO, que são salas construídas em uma montanha. Na verdade a gente não ia passar lá, mas um italiano do nosso grupo disse que no programa do passeio mencionava esse monastério. Então a nossa guia resolveu nos levar lá. Mas pelo jeito ela não sabia muito sobre o lugar pq não houve explicação alguma…
      Depois caminhamos por uns 15 minutos numa trilha. Passamos por pontes, riachos e um pouco de mata. Ao final da trilha estava nosso restaurante. O almoço (que já estava pago) foi: sopa de lentilha, salada e prato principal (almôndega, frango ou peixe). As bebidas não estavam inclusas e eu paguei 6TRY numa coca-cola.
      Depois do almoço passamos por um lago e pelo mirante do PIGEON VALLEY. Depois o tour nos levou a uma loja de doces e artesanatos locais. Houve uma degustação dos doces mas eu não gostei muito (não sou muito fã de doces).
      Por fim passamos numa joalheria que faz o beneficiamento da pedra ONYX. Além da pedra onyx, havia também jóias de pedra turquesa. Mas era tudo muito caro.
      Voltei ao meu hotel as 17h30 e descansei até as 20h, quando fui encontrar com a Roseli (da agência Happy Capadócia) e uma amiga dela inglesa que era professora lá.
      Fomos ao restaurante FAT BOY onde comemos porções de batata, nachos e bebemos a cerveja turca EFES. Fomos muito bem atendidos pelo Nuri, simpatico garçom do restaurante. Fiquei lá até 1h quando voltei para dormir.
      Distância caminhada no dia: 5km 🚶‍♂️

      3º dia de viagem: Goreme (10 de Setembro de 2018)
      Acordei as 8h30 e fui tomar café. Às 9h20 vieram me buscar para o RED TOUR.
      Primeiro passamos no OPEN AIR MUSEUM que é um conjunto de cavernas onde pessoas moravam. Estimam que cerca de 300 pessoas viviam naquele lugar. Esse cálculo foi feito pelos lugares nas mesas de jantar. Há também igrejas e capelas, todas elas com referências à Jesus e seus apóstolos. Uma dessas igrejas, a DARK CHURCH, tem que pagar 10TRY para entrar.
      De lá nos levaram a uma loja de cerâmica onde nos mostraram o processo de fazer os potes, vasos, etc. 
      Deixamos a loja e fomos a um restaurante almoçar, que também já estava incluso no tour. O restaurante era bem melhor que o anterior e era buffet: havia muitas opções de pratos quentes, saladas e doces. Paguei a bebida à parte: 7TRY a pepsi lata. Do lado de fora do restaurante tomamos um chá turco (2,50TRY).
      Seguimos para o IMAGINATION VALLEY que tem esse vale pq vc precisa usar a sua imaginação para ver alguns formatos nas formações rochosas. Tem “camelo”, “chapéu do Napoleão”, etc…
      Depois fomos ao FAIRY CHIMNEY que são formações rochosas tão peculiares que os antigos achavam que foram feitas por fadas. 
      ***DICA: Não esqueça de passar protetor solar! Esses passeios são todos ao ar livre e o sol lá é muito forte!🌞
      Por fim passamos no CASTLE que são mais moradias esculpidas nas montanhas e seu formato lembra um castelo.
      Voltamos as 15h45 pra Goreme. Me deixaram no centro da cidade e passei num mercado pra comprar uma cerveja EFES (lata 500ml) por 9TRY.🍻
      Voltei ao meu hotel e descansei até as 17h30, quando passaram pra me levar ao ATV TOUR, ou “passeio de quadriciclo”. Nos levaram até a saída da cidade, onde estavam os quadriciclos. 
      Haviam vários grupos, cada um com seu guia. Alguns tinham 10 ou 15 pessoas. Mas no meu só tinha eu e um casal de italianos.
      Cheguei a pegar 60km/h e fomos seguindo um guia que pilotava uma moto tradicional. Primeiro paramos no SWORD VALLEY, que leva esse nome pq lá os soldados treinavam lutas com espadas.
      Depois seguimos para o ROSE VALLEY onde havia um belo mirante e uma loja de comida, bebida e artesanatos. 
      Por fim fomos até outro mirante onde haviam muitos turistas, todos se “acotovelando” para ver o pôr do sol.
      Por volta das 19h seguimos de volta à cidade. Chegando lá passei novamente no mercado e comprei 2 cervejas: 1 Bomonti (7TRY) e 1 Efes Malte (8TRY).
      Cheguei ao meu quarto, tomei as cervejas e comi um salgadinho que tinha comprado no aeroporto. 
      Descansei até umas 21h e fui para o bar ONE WAY. Lá encontrei novamente a Roseli e tomei 3 cervejas TOUBORG (22TRY cada). A Zoey (inglesa amiga da Roseli) chegou mais tarde e vimos na TV a seleção de futebol da Turquia vencer a Suécia por 3x2 de virada. Fechamos o bar as 1h e no caminho de volta ao hotel passei novamente no mercado pra comprar as “últimas” da noite: 1 EFES EXTRA e 1 EFES FIÇI (10TRY cada).
      Tomei as 2 cervejas e fui dormir as 2h.
      Distância caminhada no dia: 7,5km 🚶‍♂️
      4º dia de viagem: Goreme -> Kayseri -> Istanbul (11 de Setembro de 2018)
      Acordei com batidas na porta do quarto. Tinha esquecido de colocar meu relógio pra despertar e era o pessoal do transfer que ia me levar ao aeroporto! Era 9h e meu vôo saía as 11h30.
      Arrumei minhas coisas VOANDO e em 5min já estava dentro da VAN. 

      Gostei muito do Eliseé Cave Hotel. Fica a menos de 10min caminhando do centro da cidade. Os quartos estavam bem limpos e o staff era muito simpático. Altamente recomendado!
      Já na estrada, no caminho para o aeroporto, o motorista foi informado que 2 passageiros ficaram para trás. Paramos no acostamento e depois de uns 10 minutos alguém apareceu trazendo eles.
      Chegamos ao aeroporto as 10h35 e fiz o check-in. Às 11h30 estava decolando e 13h30 estava chegando em Istambul.
      FIM DA CAPADÓCIA.
      Próximo relato: Istanbul
       









    • Por anselmoportes
      Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse:
      São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga.
      ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafes e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura.
      Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de ISTANBUL.
      LEGENDA
      USD - Dólar Americano
      EUR - Euro
      BRL - Real Brasileiro
      TRY - Lira Turca

      Depois de 3 noites incríveis em Goreme, na região da Capadócia, segui minha viagem até Istanbul. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada.
      4º dia de viagem: Goreme -> Kayseri -> Istanbul (11 de Setembro de 2018)
      Meu vôo chegou no aeroporto de Ataturk por volta das 13h30. Fiquei de enviar uma mensagem via WhatsApp para o Emre, meu anfitrião, assim que eu chegasse. 
      É muito difícil achar um sinal de wi-fi aberto lá no aeroporto. Aliás, fui descobrir mais tarde que é bem difícil achar em qualquer lugar de Istanbul. Sem alternativa, tique comprar um café no Mado Café do aeroporto (13TRY por um espresso, um absurdo!) para poder usar o wifi deles. Na hora de pedir a senha ao garçom que me servia, ele pediu para ele mesmo digitá-la e eu não ver qual era a senha. Ok.
      Assim que tive acesso à internet enviei uma mensagem ao Emre avisando que estava a caminho. Existe um um ônibus, o HAVABUS, que vai até o centro da cidade, na TAKSIM SQUARE e tem um preço rasoável: 12TRY (mais barato que o café que havia tomado!).
      Comprei o ISTANBULKART que é o cartão de transporte. Com ele vc tem acesso ao metrô, ônibus e trams. Custa 6TRY e a máquina não volta troco. Ou seja: se vc colocar uma nota de 10TRY vai receber o cartão com 4TRY de crédito.
      Uma forte chuva caía e fomos sair as 14h30. Depois de 10min o ônibus parou. A rodovia estava interditada por conta de uma enchente na pista. Procurei algum sinal de wifi mas o único disponível pedia um número de celular para enviar um SMS com uma senha que liberaria o sinal. Perguntei para um rapaz turco que estava no ônibus se ele poderia receber esse SMS para mim e passar a senha. Ele disse que OK e consegui acesso à internet no ônibus. Avisei meu anfitrião que iria atrasar por conta da enchente.
      Depois de uns 15 minutos o ônibus deu meia volta e seguiu por um caminho alternativo. Fui chegar à Taksim Square por volta das 16h e pouco depois o Emre chegou para me buscar.
      Fiquei hospedado no bairro de Besiktas (15min da Taksim Square, de ônibus) numa área cheia de bares e restaurantes. Esse bairro não é tão radical com relação aos costumes muçulmanos então há uma grande concentração do pessoal mais jovem que se encontram lá pra beber, fumar narguilé e conversar.
      No caminho passamos num supermercado e compramos umas cervejas. Chegando na casa conheci uma amiga do Emre, a Gökçe. Ficamos conversando e bebendo as cervejas quando por volta das 20h o Emre precisou sair para um compromisso.Deixei a casa com ele e fui até o supermercado MIGROS pra comprar o café da manhã: 4 pães, “mortadela” turca, queijo e 1 suco de Laranja - 43TRY.
      Estava morrendo de fome e comi um KEBAB e tomei uma coca no MATRAK (18TRY).
      ***Dica: As comidas de rua (street food) são muito populares em Istanbul. E podem comer sem medo que tudo (ao menos o que eu experimentei) é muito bom!
      Fui para um pub chamado AYLAK e tomei 4 Carlsberg (chopp 500ml) por 17TRY cada. Voltei pra casa às 23h15, tomei banho e fui dormir 0h.
      Distância percorrida no dia: 7,5km🚶‍♂️

      5º dia de viagem: Istanbul (12 de Setembro de 2018)
      Acordei as 9h, tomei café e por volta das 9h30 estava saindo. Fui caminhando até a VODAFONE ARENA, estádio do time de futebol Besiktas. O próximo tour (40TRY) no estádio era as 10h30, mas o guia só falava turco. Paguei mais 25TRY e peguei um áudio-guia. Antes do tour começar vc tira uma foto na qual eles irão fazer uma montagem e te oferecer no final do passeio.
      O problema de fazer esse tour com o audio-guia é que as informações que vc escuta nele não são tão rápidas quanto o guia turco. Então, em certos momentos, vc ainda está escutando a explicação de um determinado lugar da arena e o guia segue em frente, te obrigando a ir com ele uma vez que vc não pode ficar sozinho lá. Depois de reclamar que eu estava deixando alguns setores do estádio sem ter terminado a explicação do áudio, deixaram uma guia comigo.
      Passamos pelas arquibancadas, vestiários, sala de coletiva de imprensa e bancos de reservas à beira do gramado. No final do tour vc ganha um certificado. Também te oferecem a montagem da foto que vc tirou no início do tour. Tem vc com jogadores, segurando uma taça, etc… mas por um preço absurdo. Não lembro o valor, mas não comprei.
      Para ter acesso ao MUSEU do BESIKTAS tem que pagar mais 15TRY. Vale a visita (assim como todo o estádio) apenas para os fanáticos por futebol.
      Deixei o museu e segui caminhando até a TAKSIM SQUARE (uma subida considerável). Lá peguei um metro e um bonde até SULTANAHMET e fui até a HAGIA SOPHIA. A Hagia Sofia já foi uma igreja, uma mesquita e hoje é um museu. A entrada custa 40TRY (aceita cartão) mas vale muito a pena. Ela é muito grande e imponente. Há vários símbolos muçulmanos, escritas em árabe antigo e, incrivelmente, há também uma imagem da Virgem Maria com o Menino Jesus em seu colo (lembra que ela já tinha sido uma igreja?). Lá dentro também se encontra a COLUNA DOS DESEJOS onde dizem que se vc passar a mão nela no sentido horário, seu pedido será realizado. Deixei o museu e vi que na lateral da direita há um acesso gratuito às tumbas dos imperadores. 
      Quase em frente à mesquita há uma pequena lanchonete. Comi um KURUM TOAST (8TRY) e tomei uma coca (3,5TRY). Era um pão em forma de baguete, com uma carne não sei do quê, picles, maionese e ketchup. Claro que na foto o lanche estava BEM melhor, mas deu pra matar a fome.
      Comi o lanche num banco sob uma árvore, descansei um pouco e fui pra MESQUITA AZUL, que fica de frente com a HAGIA SOFIA. Na entrada vc tem que tirar o calçado e é dado uma sacola de plástico pra colocar eles. A mesquita estava sendo reformada então muita coisa estava coberta. Ela me pareceu bem menor que a Hagia Sofia.
      Sai da Mesquita Azul e fui para a CISTERNA DA BASÍLICA que fica ao lado esquerdo da Hagia Sofia. A entrada custa 20TRY e não aceitam cartão de crédito ou outra moeda que não seja Lira Turca.
      A cisterna da basílica consiste em 12 x 28 colunas de sustentação (fica debaixo de Sultanahmet) e foi um enorme reservatório de água que hj está vazio. Posteriormente fiquei sabendo que quando a cisterna estava ativa haviam peixes nela. Motivo: saber da qualidade da água. Se os peixes começassem a morrer é que tinha algo errado nela. Passei pela CRYING COLUMN e a MEDUSA’S HEAD que fica na base de uma das colunas.
      Por volta das 17h fui até o TOPKAPI PALACE (40TRY, aceita cartão). Lá dentro passei por uma coleção de relógios antigos, uma coleção de armas de guerra (armaduras, lanças, arcos, espadas, revólveres todos muito ornamentados, etc). O palácio tem um enorme jardim central. Ao fundo, alguns cômodos e um deles parecia uma biblioteca. Passei pela por um setor que tinha itens de cozinha: pratos, louças, porcelanas, panelas, etc. Deixei o local às 18h50 e voltei pra casa.
      Chegando lá tomei um banho e conversei um pouco com o Emre. Por volta das 21h fomos a o encontro semanal do Couchsurfing num bar chamado SYMBOL CAFE. Fica próximo a Taksim Square, em uma travessa da Istiklal Street que é cheia de lojas, bares e restaurantes.
      Conheci pessoas de vários países no encontro. Trocamos ideia até umas 23h30 e fomos para outro bar: JAMES JOYCE PUB. No terraço do bar havia uns turcos dançando umas músicas latinas. Mas o som estava muito ruim e decidimos ir embora.
      No caminho de volta compramos mais 2 cervejas EFES. Chegamos em casa, tomamos as cervejas e conversamos até 2h30 quando fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 21km🚶‍♂️
      6º dia de viagem: Istanbul (13 de Setembro de 2018)
      Acordei às 9h25, tomei café e sai as 9h50. Voltei até SULTANAHMET e fui atrás do FREE WALKING TOUR, que começou às 11h.
      A guia falou sobre a MESQUITA AZUL, sobre os banhos turcos que alguns podem custar até 60EUR por hora. Passamos ao lado da HAGIA SOPHIA e paramos num jardim em frente ao TOPKAPI PALACE. A guia comentou que nos anos 30 foi costituída a REPÚBLICA DA TURQUIA e os sultões deixaram de existir. O Topkapi Palace hj pertence ao governo e há alguns anos uma tetraneta de um dos sultões tentou pegá-lo de volta na justiça mas não conseguiu. 
      A guia também comentou que Istanbul tem cerca de 3000 mesquitas. Deixamos o palácio e fizemos um coffee break num café ali perto. Passamos pela entrada da CISTERNAS DA BASÍLICA e nos falaram que ela foi construída para que a cidade, que era murada, tivesse acesso à água caso estivesse sendo atacada e não podendo abrir seus portões.
      De lá passamos pelo HIPÓDROMO, que hoje é uma praça mas tinha corridas de cavalos e bigas na época que foi dominada pelos romanos. Lá perto tem um monumento trazido do Egito. Mas o obelisco era muito alto então tiveram que cortar ele pela metade e pegaram só a parte de cima.
      No final do tour paramos atrás da Mesquita Azul, num restaurante que tinha um “preço especial” para quem fez o tour: 8EUR por um almoço com sopa, salada e prato principal. Não tinha muita fome então não fui ao restaurante.
      Ali perto encontrei o ARASTA BAZAR que tem só uma rua de uns 200 metros. Voltei ao ponto e peguei um trama até o GRAND BAZAR. Esse sim é GIGANTESCO, com muitas lojas e muitas pessoas. Mas é o maior “tourist trap” de Istanbul, então apenas passei olhando as lojas e não comprei nada (até mesmo pq não cabia mais nada em minha mochila). Cheio de corredores e com lojas bem semelhantes uma das outras, não é difícil se perder nele. É praticamente impossível sair pela mesma porta que vc entrou.
      A fome bateu então resolvi comer alguma coisa ali mesmo. Comi um TABKTA KEBAB (26TRY) e tomei um suco de romã (8TRY).
      Deixei o Grand Bazar e caminhei por uns 10 minutos até chegar a MESQUITA SULEYMANIYE. Ela fica no alto de um morro e tem uma vista linda lá de cima. Por dentro ela é maravilhosa e, segundo um voluntário que trabalha nela, tem capacidade para 8000 pessoas. Esse voluntário me deu uns impressos em português, entre eles um alcorão.
      Sai da bela mesquita e caminhei mais uns 10 minutos até o SPICE BAZAR, que é o Bazar das Especiarias. Ele é bem menor que o Gran Bazar uma vez que é em forma de “L”, mas achei mais bonito e conservado. Algumas lojas dão amostras grátis de seus doces e o colorido e cheiro das especiarias fazem aquele lugar ainda mais peculiar. Em uma das saídas desse bazar está a NEW MOSQUE que também estava em reforma e não tinha muito o que ver nela.
      Ali perto está a GALATA BRIDGE que tem uma vista legal do ESTREITO DE BÓSFORO. De lá peguei um tram até KABATAS, um funicular subterrâneo até a Taksim Square e um ônibus até Besiktas. Passei num mercado, comprei umas cervejas e voltei pra casa.
      Cheguei em casa e o Emre fez um macarrão com atum pra gente. Tomamos as cervejas, jantamos e ficamos conversando até umas 23h quando fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 14km 🚶‍♂️

      7º dia de viagem: Istanbul (14 de Setembro de 2018)
      Acordei as 8h50, tomei café e as 9h30 estava saindo. Caminhei até o DOLMABAHÇE PALECE, que fica em frente à Arena Vodafone (estádio do Besiktas). A entrada no palácio + harem custa 90TRY.
      O palácio é muito bonito! Cheio de adornos, decorações e luminárias gigantescas. Também há algumas armas e utensílios de cozinha utilizados antigamente. O harém também é igualmente bonito e nele há um acesso a um dos banheiros. Uma pena não poder tirar foto em nenhum desses dois lugares.
      Do lado de fora tem uma galeria de pintura mas para entrar tem que pagar mais 20TRY.
      Deixei o palácio, passei pela DOLMABAHÇE MOSQUE, uma mesquita ali perto. Fui até o ponto de Kabatas e peguei o T1 (tram 1) até próximo a GALATA TOWER.
      Havia uma fila de 20 minutos pra subir na torre (35TRY). Enquanto esperava pra entrar, comi um SIMIT que é um pão com gergelim em forma de argola (1,50TRY).
      ***Dica: Há carrinhos de SIMIT espalhados por toda Istanbul. Bateu uma fominha? Simit! Melhor custo-benefício que vc vai encontrar nas ruas.
      A torre foi construída em 562 e lá de cima vc tem uma vista 360º da cidade. O tempo estava nublado então as fotos não ficaram muito boas, mas vale conhecer.
      De lá eu caminhei uns 10 minutos até TUNEL que é uma linha de metrô com apenas duas estações e é uma das mais antigas da Europa. A estação da outra ponta me deixou no começo da Istiklal Street e caminhei por ela toda até a Taksim Square. Lá eu acessei o wifi do Starbucks e vi como chegar no estádio do FENERBAHÇE. Era 16h e vi que o último tour seria às 17h30
      Além dos ônibus, Istanbul também conta com um tipo de lotação chamada DOLMUSH e a tarifa varia de acordo com o ponto que vai descer: quanto mais distante, mais caro.
      O estádio fica do outro lado do estreito de Bósforo, no lado asiático da cidade. Levei 1 hora pra chegar lá. Entrei na loja do clube e perguntei a um vendedor sobre o tour. Ele foi muito grosso e ríspido dizendo “Não tem tour! Estádio fechado!”. Daí eu perguntei se havia ao menos um museu ou outra coisa que poderia visitar e ele: “Não! Tudo fechado!”. Então tá…
      Sai do estádio e não consegui nenhum sinal de wifi. Tive que achar meu caminho de volta da “forma antiga”: perguntando para as pessoas na rua.
      Primeiro pedi informação para um cara e ele pediu para eu seguir ele pq ia para a mesma direção. Pegamos o mesmo ônibus e ele me disse que ponto deveria descer pra pegar outro ônibus pra Besiktas.
      Desci num pequeno terminal com vários pontos, mas não achei informação de onde passaria o meu ônibus. Perguntei pra duas garotas e elas me mostraram onde era meu ponto.
      Chegando no ponto perguntei para um cara qual ônibus pra Besiktas e ele disse que estaria indo pra lá que poderia ir com ele. Descemos no mesmo ponto. Agradeci o rapaz e segui meu caminho
      ***Nota: Percebi uma coisa interessante sobre o povo de Instanbul: as pessoas que teoricamente deveriam ser educadas com vc (garçons, vendedores, etc) não são. Mas, por outro lado, as pessoas que não teriam obrigação nenhuma de ser educadas, são super legais! Praticamente todo mundo que pedi informação na rua foram extremamente educadas e solícitas.
      Passei no supermercado, comprei umas cervejas e voltei pra casa. Cheguei lá por volta das 19h e tomei umas cervejas com Emre e a Gökçe. Umas 20h saímos para uma ver uma exposição de arte de uma amiga do Emre.
      Passamos pela exposição e depois fomos comer num restaurante que servia só sopas. Tomei 2: uma de IOGURTE e outra de TOMATE. Estavam muito boas e paguei 14TRY em cada.
      Fomos a um apto de uma amiga da Gökçe, a Elif. No caminho compramos umas cervejas. Ficamos bebendo e conversando até umas 2h. Decidimos dormir por lá mesmo pq era muito tarde.
      Distância percorrida no dia: 17,5km 🚶‍♂️

      8º dia de viagem: Istanbul (15 de Setembro de 2018)

      Acordamos as 8h50 e deixamos a casa da Elif. Caminhamos até a Taksim Square e pegamos uma Dolmush de volta pra casa. Chegamos 9h30 e fui dormir mais um pouco. Acordei as 10h30, tomei café e fui para o centro.
      Através do Couchsurfing eu tinha combinado de encontrar outro couchsurfer local, o HAMZA. Por volta do meio dia encontrei com ele em Sultanahmet. Ele me apresentou um amigo (que tb é couchsurfer) chamado FATIH. Ambos são estudantes de Ciência Política e estavam muito curiosos pra saber qual era a situação política do Brasil naquele momento.
      Caminhamos pelo PARQUE GÜLHANE (ao lado do Topkapi Palace) e fui tentando explicar o turbulento período político que nosso país estava passando.
      Chegamos à beira do canal e lá decidimos fazer o BOSPHORUS TOUR (20TRY). Existem vários barcos que fazem esse tour e não deve ser muito diferente um do outro. Mas, definitivamente, foi o melhor custo-benefício de Istanbul.
      O passeio pelo Bósforo é muito lindo e dei sorte do tempo estar bom (fazia muito calor e sol) e ter 2 guias locais me explicando tudo desde onde ficava Sede Militar e Naval da Turquia até as escolas e universidades particulares, públicas e militares.
      Depois de mais ou menos 1h e meia de passeio deixamos o barco e caminhamos uns 20 minutos até um KAHVE DÜNYASI, que é uma rede de café local estilo “Starbucks”. Tomei um café turco que estava muito forte mas muito gostoso. Depois pedi 2 bolas de sorvete: 1 de nozes e 1 de damasco.
      ***Dica: Não deixem de provar esse sorvete de damasco da Kahve Dünyasi! Eu não gosto da fruta em si mas decidi experimentar por ser uma fruta tradicional local. E não me arrependi! É muito, mas MUITO bom!
      Conversamos muito sobre política, religião e futebol. Por volta das 17h decidimos ir embora. Fomos até uma estação de tram onde nos despedimos e voltei pra casa.
      No caminho encontrei vários torcedores do Besiktas indo ao estádio e fiquei sabendo que o jogo seria às 20h. Na EAGLE SQUARE (Praça da Águia) havia uma enorme aglomeração de torcedores. Passei no supermercado e comprei 4 cervejas BONMONTI (8,50TRY cada). Cheguei em casa, tomei as cervejas com o Emre e decidimos ir ver o jogo do Besiktas em algum bar ali perto.
      Todos os bares estavam lotados e depois de 10min procurando achamos umas cadeiras na calçada em frente a uma TV. Nos cobraram 15TRY para SENTAR NAS CADEIRAS e 18TRY por cerveja! Como não tínhamos escolha, aceitamos. Tomamos apenas 1 cerveja e no intervalo fui ao supermercado comprar mais pela metade do preço que estavam nos oferecendo lá.
      O jogo foi horroroso e terminou 2x1 para o Besiktas. Fomos comer um kebab no MATRAK e de lá fomos a um bar ali perto chamado ROCK N’ ROLLA. Tomei 1 Guinness e 1 Toubourg. No caminho de volta passamos no supermercado e compramos mais 4 cervejas. Chegamos em casa umas 1h e ficamos bebendo e conversando até umas 2h30 quando fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 13,5km 🚶‍♂️
      Fim do relato de Istanbul. Próximo relato: BUCARESTE.
       










    • Por anselmoportes
      Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse:
      São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga.
      ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafes e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura.
      Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de BUCARESTE.
      LEGENDA
      USD - Dólar Americano
      EUR - Euro
      BRL - Real Brasileiro
      TRY - Lira Turca
      RON - Leu Romeno

      Depois de 5 dias na fantástica cidade de Istanbul, segui minha viagem até Bucareste na Romênia. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada.
       
      9º dia de viagem: Istanbul -> Bucareste (Domingo, 16 de Setembro de 2018)
      Acordei as 7h, tomei café, arrumei minhas malas e me despedi do Emre, meu anfitrião em Istanbul.
      Fui até a Taksim Square e lá eu peguei o HAVABUS (14TRY) das 8h e por volta das 8h40 estava chegando ao aeroporto de ATATURK.
      ***Dica: o Havabus não sai EXATAMENTE da Taksim Square, mas de um ponto há umas 3 quadras de lá. Mas se vc perguntar em qualquer hotel ao redor da praça vão saber te indicar o ponto.
      Meu avião decolou às 10h40 e 11h40 estava chegando e, Bucareste. Peguei minha mochila e fui consultar as casas de câmbio no aeroporto. Todas estavam com uma cotação muito ruim então saquei 300RON no caixa eletrônico (meu cartão é do Banco do Brasil e cobrou uma tava de 14RON).
      O Vlad, meu anfitrião que iria me hospedar em Bucareste, já tinha me alertado sobre os táxis de lá. Disse para não pegar os táxis comuns e, ao invés disso, chamar um UBER.
      Tentei acessar o wifi aberto do aeroporto mas não estava funcionando. Fui até uma cafeteria SEGAFREDO que tem no saguão principal e pedi a senha do wifi. A caixa, muito simpática, me passou a senha e consegui chamar um UBER.
      A corrida me custou 36RON e no GPS do Uber marcava uma distância de 23km do aeroporto até o apto que eu iria ficar.
      Cheguei por volta das 13h no apto do Vlad, mas ele não estava lá. Já havia me informado disso e que um amigo dele chamado Mihai iria me receber.
      Deixei minhas coisas no apto e fui para o centro com o Mihai. Pegamos o bonde 21 até o centro. O percurso levou 30 min e chegando lá comprei um cartão para usar o bonde com 4 passagens por 10RON. Me despedi do Mihai e segui para o centro.
      Fui até a CIDADE VELHA, que é cheia de pubs, bares e restaurantes. Decidi almoçar num restaurante chamado EXCLUSIVE. Comi um hambúrguer de gorgonzola acompanhado de batatas wedges e tomei 2 chopps da casa por 65RON.
      Passei pela IGREJA DE SÃO DEMÉTRIO e depois no MUSEU NACIONAL DE HISTÓRIA, que tinha uma exposição bem legal sobre a Romênia na II Guerra Mundial. Caminhei até o ATHENEUM onde fui pegar o COMMUNISM vs MONARCHY FREE WALKING TOUR. Nossa guia se chamava DANIELA e além do inglês impecável, ela também falava muito bem português.
      O tour passa por vários monumentos e prédios históricos. A monarquia na Romênia começou quando o país ficou independente do Império Otomano. Tiveram apenas 4 reis quando NICOLAE CEAUSESCU assumiu o poder e começou a era Comunista. Com o final dessa era em 1989, Ceausescu e sua mulher foram fuzilados! O tour terminou numa praça próxima ao gigantesco parlamento romeno.
      Cheguei em casa por volta das 21h30. O Vlad e sua namorada foram chegar só às 23h30. Ficamos conversando e bebendo cerveja até as 1h30 quando fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 22km 🚶‍♂️

      10º dia de viagem: Bucareste (Segunda, 17 de Setembro de 2018)
      Acordei as 8h50 e como não tinha comprado nada para o café da manhã, fui comer na rua. Passei no supermercado MEGA IMAGE e comprei 3 salgados, um achocolatado Mars e 1 água (16RON). Tomei um cappucino de máquina que tinha no supermercado (2RON). Terminei meu café da manhã e segui para o centro.
      Chegando na Cidade Velha peguei o free tour OLD TOWN LEGENDS & STORIES. Passamos por vários pontos na cidade velha: A IGREJA E MONASTÉRIO DE STAVROPOLEOS, PASSAGEM VILLAROSSE (ou “Valley of the Kings, como é conhecida), estátua LUPA CAPITOLINA. A guia explicou que a Romenia é a união de 3 regiões: Transylvania, Moldavia e Wallachia e que Vlad The Impaler, também conhecido como Drácula, era na verdade de Wallachia e não da Transylvania como o lenda conta.
      A guia também nos contou que quando Bucareste tinha 150.000 habitantes chegou a ter 300 igrejas. O tour terminou 12h30 e fui com o Iris (brasileiro que também fazia o tour) fomos no restaurante CARUCU BERE. Como tinha batido um café da manhã reforçado, resolvi apenas beber 2 cervejas (22RON).
      ***Nota: O CARUCU BERE é tradicional restaurante romeno no coração da cidade velha. O ambiente é agradável e a cerveja estava ótima (não posso falar da comida pq não comi nada). Mas o atendimento é MUITO LENTO. A minha 2ª cerveja levou 30 minutos pra chegar. Então, acho válido uma passada lá desde que vc não tenha pressa. 
      Deixamos o restaurante às 14h30 e fomos até o MUSEUM OF SENSES. No site do museu havia apenas o endereço, sem nenhuma referência. Olhei no google maps e vi a estação de metro mais próxima de lá. Pegamos o metro em Piata Romana e fomos até a estação Politehnica. Depois de caminhar pela área fomos ficar sabendo que o museu fica dentro de um Shopping. A entrada custa 35RON e o Iris decidiu ir embora. 
      O Museum of Senses, como o nome diz, explora nossos sentidos. Há várias ilusões de ótica bem legais e o staff do museu foi muito simpático e solícito. O espaço não é grande e dá pra ver tudo com calma em menos de 1 hora.
      Deixei o museu e fui até o CISMIGIU PARK. O parque é interessante e tem um lago com patos e outros pássaros. Muitas pessoas passeiam com seus cachorros e correm por ele.
      Por volta das 19h30 voltei pra casa. No caminho de volta passei no supermercado e comprei cerveja e salgadinhos (46RON). Jantamos um delicioso suflê preparado pela Alex. Depois do jantar lavei a louça e ficamos bebendo e conversando até 1h, quando fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 24km🚶‍♂️

      11º dia de viagem: Bucareste -> Sofia (Terça, 18 de Setembro de 2018)
      Acordei 8h50 e fui ao supermercado Mega Image tomar café. Comi 2 salgados e tomei um café com leite de máquina (6RON). Peguei o tram 21 por volta das 10h estava chegando ao centro. Caminhei por uns 30 minutos até o PARLAMENTO ROMENO. Existem 2 tipos de tours para conhecer o parlamento: o STANDARD (40RON) e o STANDARD+UNDERGROUND (45RON). O próximo tour Stantard em inglês era às 12h e o Standard+Underground só as 14h15. Decidi pegar o primeiro.
      O tour começou as 12h em ponto e para entrar no prédio passamos por uma segurança igual de aeroporto com detectores de metal e raio-x para as mochilas.
      O Parlamento Romeno é o 2º maior prédio do mundo, ficando atrás somente do Pentágono nos EUA. Ele tem 1.100 salas e custou USD 3 BILHÕES para ser construído. Como ele foi feito em uma área que era residencial, cerca de 40.000 pessoas tiveram que se mudar e suas casas foram demolidas. 
      Passamos pelo salão de apresentação que parecia uma ópera, pelo escritório do Ceausescu, escadarias e uma gigante sacada que dá vista a uma avenida que seria uma réplica da Champs Elyseés de Paris. O custo de manutenção do parlamento é de EUR 5 MILHÕES por ano. O tour levou uns 40 minutos e vimos apenas 4% de todo o prédio. Super recomendada a visita a esse gigantesco prédio! Sugiro tentar fazer a reserva do tour antecipadamente nesse site: http://cic.cdep.ro/en/visiting/visiting-routes
      Deixei o parlamento por volta das 13h e fui até a MANSÃO CEAUSESCU.  Peguei o metro na estação de IZVOR e desci na AVIATORILOR. Caminhei por uns 10 minutos até chegar na Mansão. Peguei o tour em inglês das 14h (50RON).
      A mansão que serviu de residência para Nicolae Ceausescu, sua esposa e 3 filhos é muito ornamentada. Cada filho e até a Elena (esposa) tinha seu próprio quarto. Há também uma adega de vinhos, cinema, jardim de inverno, spa, jardim de verão e uma piscina de 20 metros. Apesar de ser um pouco caro eu acho que vale uma visita.
      Deixei a mansão e peguei o metrô até a estação PIATA ROMANA. Caminhei por uns 15 minutos até o MUSEU NACIONAL DE ARTE DA ROMÊNIA. A entrada custa 15RON e ele tem 3 andares e 2 alas. Havia pinturas de artistas romenos e de outros países também, desenhos, móveis antigos, tapeçaria, louças, porcelanas, esculturas, etc. Deixei o museu as 17h30 e voltei pra casa.
      No caminho passei no supermercado e comprei umas cervejas. Eu, Vlad e Alex ficamos bebendo as cervejas até às 20h quando a Alex preparou pra gente uma deliciosa sopa de iogurte. Por volta das 22h o Vlad me levou até a estação rodoviária onde peguei o ônibus (Flix Bus - USD12,70) para Sofia, Bulgária.
      Distância percorrida no dia: 20km🚶‍♂️
       
      FIM DE BUCARESTE.
      Próximo relato: Sofia
       









    • Por anselmoportes
      Entre Setembro e Outubro de 2018 viajei para a Turquia, Balcãs e Europa Central. Meu roteiro foi esse:
      São Paulo - Goreme - Istambul - Bucareste - Sófia - Belgrado - Budapeste - Varsóvia - Cracóvia - Praga.
      ***DICA IMPORTANTE: Levei o meu celular e usei MUITO o Google Maps. Mesmo sem um chip local, eu consegui internet em quase todos os lugares usando redes wifi abertas. Além dos bares, cafés e restaurantes, muitos transportes públicos também oferecem esse serviço. Uma vez que vc acessa o Google Maps estando online, ele carrega o mapa da região. Depois, mesmo OFFLINE, é possível ver sua localização no mapa e achar os lugares que procura.
      Farei o relato de toda viagem, mas em partes. Neste falarei de BELGRADO.
      LEGENDA
      USD - Dólar Americano
      EUR - Euro
      BRL - Real Brasileiro
      BGN - Lev Búlgaro
      RSD - Dinar Sérvio
      Depois de 3 dias em Sofia (Bulgária) segui minha viagem até Belgrado, na Sérvia. Lá eu fiquei no esquema Couchsurfing então nesse relato não há nenhuma dica ou avaliação de hostel, hotel ou pousada.
      15º dia de viagem: Sofia -> Belgrado (Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018)
      Peguei um vôo de Sofia para Belgrado. Como o vôo levou 1h e a diferença de fuso também era de 1h, então cheguei no mesmo horário que sai: 16h10.
      Saquei RSD 6.000 num caixa eletrônico e fui para o ponto de ônibus que fica logo do lado de fora do aeroporto, do lado esquerdo. O ônibus que vai para o centro é o 72 e é possível pagar a passagem direto com o motorista. Não anotei o preço, mas deve ter sido algo em torno de RSD 150. Nesse site é possível consultar as rotas de ônibus em Belgrado: www.eway.rs/en/cities/beograd
      O casal que iria me hospedar morava no bairro de Nova Belgrado e a viagem durou uns 30 minutos. Cheguei no apto e o Madlen estava me esperando. Ele e a esposa Andjela tinham um compromisso naquela noite e ela já estava lá. Tomamos uma cerveja e logo em seguida o Madlen teve que ir. 
      Tomei um banho e fui até o supermercado MAXI. Comprei o café da manhã, o jantar (1 lasanha de microondas) e 4 garrafas de cerveja 500ml. A caixa me avisou que iria cobrar pelo vasilhame das cervejas (eu tinha que ter trazido 4 garrafas vazias) mas se eu trouxesse eles de volta ela devolveria o valor cobrado.
      Voltei para o apto, comi a lasanha. Depois fiquei bebendo as cervejas e reorganizando minha mochila que estava uma bagunça. Fui dormir 0h30.
      Distância percorrida no dia: 15km 🚶‍♂️

      16º dia de viagem: Belgrado (Sábado, 22 de Setembro de 2018)
      Acordei 8h50, tomei café e saí. Passei no supermercado para devolver o vasilhame das cervejas e a caixa me devolveu RSD 75. 
      Peguei o ônibus 65 (RSD 150) para o centro e fui até a REPUBLIC SQUARE, onde às 10h começou o CITY CENTER FREE WALKING TOUR e nossa guia foi a Natália. Passamos por vários locais históricos das cidade e lugares mais turísticos como o BOHEMIAN QUARTER. Quando estávamos próximos ao Zoológico da cidade a guia nos contou a história do chimpanzé SAMY que conseguiu escapar de lá DUAS VEZES. Depois passamos pela BELGRADE FORTRESS e vimos quando o Rio Sava encontra com o Rio Danúbio. Terminamos o tour por volta das 12h30 na HOLY ARCHANGEL MICHAEL CATHEDRAL.
      Segui para o centro e comi um lanche que tinha feito no café da manhã e tomei 1 coca (RSD 75). Tinha feito contato via o APP do Couchsurfing com a Brianna, uma americana que estava morando na Macedônia e estaria em Belgrado nos mesmos dias que eu. Ela visitava a capital sérvia com mais 2 amigos americanos e eles queriam ir a um estádio ver um jogo do campeonato local. Combinei de encontrar com eles nessa mesma tarde. Mas antes, fui ao MUSEU NACIONAL.
      O Museu Nacional fica na Republic Square, onde começou o free walking tour. Ele tem várias coisas sobre a Sérvia. Há uma “linha do tempo” que mostra o início das primeiras civilizações que habitaram o país. Há também quadros do MATISSE e MONDRIAN. Vale muito a visita!
      Saí do museu e fui encontrar a Brianna e seus amigos. Encontrei eles num bar no Boehmian Quarter. A Brianna, o Sam e o Andrew trabalham dando aulas de inglês na Macedônia e tiraram o final de semana pra conhecer a Sérvia. Eles tinham comprado ingressos para o jogo entre Partizan x Estrela Vermelha no dia seguinte. Resolvi ir com eles mas só compraria o ingresso quando chegássemos ao estádio.
      Conversamos e tomamos algumas cervejas até umas 19h, quando voltei pra casa. Cheguei por volta das 19h50 e a Andjela tinha feito com arroz com frango muito bom. Fiquei conversando com ela e com o Madlen até quase meia-noite, quando fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 20km 🚶‍♂️

      17º dia de viagem: Belgrado (Domingo, 23 de Setembro de 2018)
      Acordei 8h50, me arrumei e deixei o apto. Fui ao supermercado MAXI e comprei meu café da manhã: 1 iogurte, 2 croissants “Seven Days” e 1 chocolate MARS. Comi esperando o ônibus no ponto. Cheguei ao centro e fui até o PARLAMENTO SÉRVIO. É um prédio muito bonito mas não pode entrar nele. Voltei para a Republic Square e acessei o wifi do Museu Nacional. Vi uma mensagem da Brianna falando que ela ia ao MUSEU NIKOLAS TESLA. Vi na internet que o ônibus 27 ia pra lá. Peguei ele e por volta das 11h30 estava na porta do museu. 
      O museu só tem visita guiada e a próxima em inglês seria 12h. Por volta das 11h45 Brianna e seus amigos chegaram e fomos para o tour (RSD 500). Primeiro vimos um filme de aproximadamente 15 minutos sobre a vida de Nikolas Tesla, que foi um defensor do uso da corrente alternada. Ele também criou o motor elétrico por indução.
      Depois do filme nos mostraram um exemplo de transmissão de energia sem fio. Alguns voluntários seguravam umas lâmpadas fluorescentes e quando ligavam um aparelho as lâmpadas se acendiam rapidamente.
      Na sequência mostram um experimento com um barco de controle remoto, mas tinha muita gente na minha frente que não consegui ver nada!
      Após o término desse experimento nos deixaram ver o restante museu. Mas ele é muito pequeno e dá pra ver tudo em 20 minutos. Confesso que fiquei um pouco decepcionado com o museu e esperava mais. Mas como não tem muito o que ver em Belgrado, acho que vale a visita sim.
      Deixamos o museu por volta das 13h e caminhamos até a Fortaleza de Belgrado. Demos umas voltas por lá e fomos a uma sorveteria chamada CRNA OVCA que fica ali perto. Tomei 1 bola de limão com manjericão e 1 bola de café (RSD 270).
      ***Dica: Quando forem à Belgrado, não deixem de experimentar o sorvete da CRNA OVCA ("Ovelha Negra", em português). É delicioso!
      Seguimos caminhando pela cidade até voltar ao Boehmian Quarter onde fomos almoçar. Paramos num restaurante na simpática SKADARSKA STREET. Comi um cheeseburger e tomei 2 chopps (RSD 1100). De lá pegamos um taxi até o albergue que os americanos estavam ficando. Passei num mercado e comprei uma cerveja de 2 litros (RSD 180) e ficamos tomando no quintal dos fundos do albergue.
      Por volta das 17h pegamos um táxi para o PARTIZAN STADIUM ver o clássico local. Havia um bloqueio policial impedindo o acesso às bilheterias. Esperamos uns 10 minutos e liberaram o acesso. Fiquei uns 5 minutos na fila e já consegui comprar meu ingresso (RSD 1500). Tomamos mais uma cerveja e seguimos para ver o jogo. 
      ***Dica: Havia uma severa revista nos torcedores antes de entrar no estádio. Os policiais  estavam confiscando TUDO que poderia ser arremessado no gramado: de isqueiros até moedas. Portanto se for ver algum jogo de futebol em Belgrado certifique-se que não tenha nada de valor nos bolsos que, dependendo do que for, pode ser confiscado. Não levei a minha máquina fotográfica e tirei as fotos do meu celular.
      Sentamos na arquibancada lateral e as torcidas organizadas (tanto do Partizan quanto do Estrela Vermelha) estavam atrás dos gols. As torcidas acendiam sinalizadores e por alguns momentos era impossível enxergar o campo devido à fumaça. O jogo terminou 1x1 e foi muito legal sentir o clima de um clássico do futebol sérvio. Apesar da rivalidade entre as duas equipes, foi bem tranquila a chegada e saída do estádio. 
      Depois do jogo paramos num bar nos arredores. Tomei um chopp (RSD 210) e usei o wifi do bar para achar um ônibus que me levasse de volta pra casa. Me despedi dos americanos e segui até o ponto de ônibus. Esperei uns 20 minutos e o ônibus me deixou à umas 5 quadras do meu apto. 
      Cheguei por volta das 22h e conversei com o Madlen e a Andjela até umas 0h30, quando fui dormir.
      Distância percorrida no dia: 23km 🚶‍♂️

      18º dia de viagem: Belgrado -> Budapeste (Segunda-feira, 24 de Setembro de 2018)
      Meu ônibus para Budapeste sairia da Estação Central às 8h. Acordei 6h30, tomei café e arrumei minhas coisas. Me despedi do Madlen, Andjela e Irina (linda filha de 2 anos do casal) e deixei o apto às 7h. Fiquei no ponto de ônibus esperando o 65 (ônibus que me deixaria próximo a rodoviária) até 7h30 quando decidi pegar um taxi.
      Assim que eu parei o taxi uma mulher que também estava no ponto pediu para ir junto. Disse OK e entramos. Depois de uns 5 quarteirões a mulher pediu pra descer e não deixou sequer uma parte da corrida paga! Filha da p****!!! 
      Cheguei na rodoviária às 7h45 e a corrida deu RSD 500. Só tinha RSD 150, que era o dinheiro que tinha reservado pra pagar a passagem de ônibus até a rodoviária já que eu estava deixando o país. Perguntei se eu podia pagar com EUROS e o motorista disse que sim. Dei EUR 10 (aproximadamente RSD 1200) e o motorista me devolveu RSD 500 de troco.
      Assim que entrei na rodoviária fui informado que teria que pagar RSD 180 de TAXA DE EMBARQUE e ter acesso à plataforma do ônibus. Depois tive que pagar mais RSD 100 pela minha bagagem.
      ***Dica: Eu sei que é ruim deixar um país com um valor considerável de sua moeda, mas sempre deixe uma quantia para eventuais imprevistos. Não fosse o troco do taxista eu não sei o que faria para pagar as taxas de embarque e de bagagem…
      O ônibus saiu às 8h em ponto e se eu não tivesse pegado o táxi, teria perdido.
      Por volta das 10h40 chegamos à fronteira com a Hungria. Um oficial entrou no ônibus e pegou os passaportes. Depois ele nos devolveu carimbados com a saída da Sérvia. O ônibus andou um pouco e dessa vez tivemos que sair para passar pelo controle de entrada da Hungria. Por volta das 11h40 seguimos viagem.
      Ao meio-dia paramos num restaurante na beira da estrada. As refeições eram cobradas em EURO e um omelete custava EUR 4. Para usar o banheiro cobravam RSD 50. Comi uns chocolates que tinha comprado durante a viagem e tomei um suco de caixinha que nos deram no ônibus. Voltamos pra estrada umas 12h30.
      Cheguei em Budapeste por volta das 14h.
      FIM DE BELGRADO
      Próximo relato: Budapeste

       









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