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Ushuaia e Buenos Aires - Dez/2018 - Com beb√™ ūüĎ™


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  • Membros
Em 17/12/2018 em 11:39, FlavioToc disse:

Vou esperar ansiosamente pelo resto. √Č uma viagem que estamos pensando para 2019. Continuem assim e sejam muito felizes, falo porque somos um casal com 26 anos de casados. Fa√ßam tudo sempre juntos.

 

Oi , fiquei feliz com sua mensagem! N√£o sei se vai dar tempo de voc√™ ver essa mensagem, mas com certeza se tiverem oportunidade de irem pra l√° n√£o a percam de vista. Esse lugar deixou marcas nos nossos cora√ß√Ķes ‚̧ԳŹ

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  • 2 meses depois...
  • Membros

Ai que felicidade encontrar um relato assim. Me sinto aliviada! Rs

Iremos pra Ushuaia em outubro, quando nosso bebê terá 1a10m e estava começando a ficar preocupada por não encontrar depoimentos de viagem com criança pequena por lá. 

Que ótimo que puderam curtir a viagem em família! 

Obrigada pelo relato.

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    • Por fernandobalm
      Resumo:
      Itiner√°rio: Buenos Aires (Argentina) ‚Üí Puerto Madryn (Argentina)‚Üí Rio Gallegos (Argentina) ‚Üí Punta Arenas (Chile) ‚Üí Ushuaia (Argentina) ‚Üí Puerto Natales (Chile) ‚Üí El Calafate (Argentina) ‚Üí Comodoro Rivadavia (Argentina) ‚Üí San Carlos de Bariloche (Argentina).
      Período: 10/03/2001 a 01/04/2001
      10-12: Buenos Aires
      13-15: Puerto Madryn
      16: Rio Gallegos
      16-18: Punta Arenas
      18-21: Ushuaia
      21-23: Puerto Natales
      23-25: El Calafate
      26: Comodoro Rivadavia
      27-29: Bariloche
      30: Buenos Aires
      01/04: SP-Rodoviária do Tietê
      Ida: Voo de São Paulo a Buenos Aires pela KLM, previsto para sair às 9h15 do Aeroporto de Guarulhos, pago com pontos do programa de fidelidade da KLM.
      Volta: √Ēnibus de Bariloche a Buenos Aires e depois a S√£o Paulo (Rodovi√°ria do Tiet√™), previsto para sair perto de 16h ou 17h da Rodovi√°ria de Bariloche. Paguei cerca de 105 pesos (equivalente a 105 d√≥lares na √©poca) pelo trecho de Buenos Aires a S√£o Paulo,
      Considera√ß√Ķes Gerais:
      N√£o pretendo aqui fazer um relato detalhado, mas apenas descrever a viagem com as informa√ß√Ķes que considerar mais relevantes para quem pretende fazer um roteiro semelhante, principalmente o trajeto, acomoda√ß√Ķes, meios de transporte e informa√ß√Ķes adicionais que eu achar relevantes.
      Nesta √©poca eu ainda n√£o registrava detalhadamente as informa√ß√Ķes, ent√£o albergues, pousadas, pens√Ķes, hot√©is e meios de transporte poder√£o n√£o ter informa√ß√Ķes detalhadas, mas procurarei citar as informa√ß√Ķes de que eu lembrar para tentar dar a melhor ideia poss√≠vel a quem desejar repetir o trajeto e ter uma base para pesquisar detalhes. Depois de tanto tempo os pre√ßos que eu citar ser√£o somente para refer√™ncia e an√°lise da rela√ß√£o entre eles, pois j√° devem ter mudado muito.
      Sobre os locais a visitar, só vou citar os de que mais gostei ou que estiverem fora dos roteiros tradicionais. Os outros pode-se ver facilmente nos roteiros disponíveis na internet. Os meus itens preferidos geralmente relacionam-se à Natureza e à Espiritualidade.
      Informa√ß√Ķes Gerais:
      Em toda a viagem houve bastante sol. Chuva e neve foram raras, ocorrendo geralmente de maneira breve e na regi√£o mais ao sul. As temperaturas na regi√£o de Buenos Aires, Bariloche e Puerto Madryn estiveram bem razo√°veis, chegando at√© perto dos 30 C em alguns dias. Mais ao sul, em Comodoro Rivadavia, Rio Gallegos, Puerto Natales e principalmente Punta Arenas e Ushuaia estiveram bem mais baixas, chegando a ficar abaixo de zero √† noite. O vento foi muito forte em toda a Patag√īnia, o que tornava a sensa√ß√£o t√©rmica ainda menor. Na regi√£o perto de Punta Arenas o tempo mudava muito rapidamente, havendo v√°rias situa√ß√Ķes diferentes durante o dia.
      A popula√ß√£o de uma maneira geral foi muito cordial e gentil¬†ūüĎć. Disseram-me que poderia n√£o ser muito bem tratado em Buenos Aires, mas se enganaram. Fui muito bem tratado em toda a viagem, com uma √ļnica exce√ß√£o numa visita a uma loberia em Puerto Madryn e, assim mesmo, porque creio que houve um mal entendido.
      Tive alguma dificuldade em entender a língua no Chile, principalmente quando conversando com pessoas com forte sotaque regional.
      As paisagens ao longo da viagem agradaram-me muito, passando por monumentos, parques e constru√ß√Ķes interessantes nas cidades e por √°reas costeiras, praias, montanhas, lagos, cavernas, geleiras, glaciais, florestas, rios e outros¬†¬†¬†.
      Pude ver tamb√©m v√°rios animais durante a viagem, a maioria em seu habitar natural. Isso incluiu lobos e le√Ķes marinhos, focas, elefantes marinhos, pinguins, delfins, guanacos. flamingos, tatus etc.
      Pensei em fazer a travessia de Bariloche a Puerto Montt, passando pelo Vulcão Osorno, mas desisti, pois naquela época demorava 4 dias, por não haver estradas em boa parte do trajeto, e eu não dispunha deste tempo.
      Surpreendeu-me que nas viagens de √īnibus na Argentina estavam inclu√≠das no pre√ßo pago as refei√ß√Ķes (almo√ßo e jantar)¬†ūüĎć.
      A viagem no geral foi tranquila. Não tive nenhum problema de segurança.
      Eu era (e ainda sou) vegetariano. Como a base da alimentação nesta região é a carne, foi um pouco difícil conseguir comida vegetariana, mas nada que supermercados não solucionassem. Gostei muito dos sanduíches de miga na Argentina, do doce de leite e dos vinhos, que tomei pouco .
      Os preços na Argentina estavam muito altos, pois havia a paridade do peso para o dólar e o real tinha sofrido a desvalorização alguns anos antes.
      A Viagem:
      Fui de SP a Buenos Aires no s√°bado 10/03/2001. A sa√≠da do voo estava prevista para as 9h15. Durante o voo uma senhora argentina de cerca de 60 a 70 anos falou-me de como eu iria gostar de Buenos Aires (ela disse: ‚Äúh√° muito o que ver, Buenos Aires n√£o √© feia como S√£o Paulo‚ÄĚ ). Falou-me que seu filho ou sobrinho estava procurando por emprego h√° tempos, ap√≥s se formar e n√£o conseguia (o que me parecia um sintoma do agravamento da crise). Achei a travessia da foz do Rio da Prata espetacular . Cheguei perto da hora do almo√ßo e me receberam muito bem no aeroporto ūüĎć. Deram-me gratuitamente bastante material sobre a Argentina e me indicaram um √īnibus que me deixaria na Pra√ßa San Mart√≠n. Peguei e de l√°, ap√≥s obter informa√ß√Ķes sobre onde me hospedar, fui andando at√© a regi√£o da Recoleta.
      Para as atra√ß√Ķes de Buenos Aires veja https://turismo.buenosaires.gob.ar/br. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, os equipamentos e eventos culturais, os parques e a cidade como um todo.
      Fiquei hospedado na Recoleta por 22 pesos a diária (na época equivalente a 22 dólares). Acho que era o Hotel Lion d’Or (https://www.tripadvisor.com.br/Hotel_Review-g312741-d317288-Reviews-Hotel_Lion_d_Or-Buenos_Aires_Capital_Federal_District.html).
      Depois de me hospedar fui dar uma volta nas redondezas. Gostei bastante do local, bem cuidado. Passei por um cemit√©rio que me chamou a aten√ß√£o pelas est√°tuas. Resolvi entrar e l√° fiquei por mais de 1 hora, apreciando as obras de arte que existiam nos t√ļmulos, alguns dos quais de pessoas famosas, at√© internacionalmente. Nunca tinha feito uma visita destas a um cemit√©rio, mas gostei bastante. Depois passeei pelo bairro apreciando suas ruas e lojas. Parecia um local elitizado. Se bem me lembro ainda fui a Puerto Madero √† noite.
      No domingo 11/03 fui conhecer os outros pontos da cidade, incluindo o centro com seus monumentos e órgãos do Estado, e pontos específicos com seus equipamentos culturais e esportivos. Saí perto de 9h da manhã e voltei por volta de 23h. Andei muito. Pude visitar a Casa Rosada, a Praça de Maio, os órgão legislativos e judiciários, a catedral, o obelisco, centros culturais, confeitarias históricas, vários monumentos, o Rio da Prata, áreas arborizadas, a Boca, o Caminito (com suas casas coloridas), ver o estádio de La Bombonera por fora, ver casais fazendo apresentação de Tango na rua etc  .
      Num dos dias jantei algo como nhoque num restaurante de rua e no outro jantei no shopping. Interessante como no shopping os atendentes perceberam que eu era brasileiro e at√© falaram palavras em portugu√™s comigo ūüĎć.
      Na 2.a feira 12/03, fui para o outro lado, conhecer o Jardim Japon√™s e os parques da regi√£o do bairro de Palermo. Gostei muito . Eram parques enormes, sendo que o jardim japon√™s fazia jus ao nome, com v√°rias estruturas nip√īnicas, que se encaixavam muito bem na paisagem. Voltei para o hotel perto da hora do almo√ßo e no in√≠cio da tarde peguei um √īnibus para Puerto Madryn, j√° na Patag√īnia.
      A viagem durou perto de 18h. Passamos por Bahia Blanca no in√≠cio da madrugada. A paisagem ao longo da viagem agradou-me bastante ūüĎć. Recebemos jantar inclu√≠do no valor da passagem. Cheguei bem cedo na 3.a feira 13/03, hospedei-me num hotel simples (acho que o nome era parecido com Vaskonia). Como era bem cedo, fui ver se era poss√≠vel fazer excurs√£o √†¬†Pen√≠nsula Valdez ainda naquele dia. Achei uma ag√™ncia de turismo que dava desconto para h√≥spedes do hotel em que estava e, pesquisando algumas outras, vi que era a melhor op√ß√£o. Acabei comprando com eles o passeio pela Pen√≠nsula. O dono brincou comigo perguntando se eu lembrava do jogo entre Argentina e Brasil na Copa de 1990, quando Maradona atraiu a marca√ß√£o de 3 e lan√ßou Caniggia sozinho para driblar Taffarel e fazer o gol.
      Para as atra√ß√Ķes de Puerto Madryn e da Pen√≠nsula Valdez veja https://www.patagonia-argentina.com/puerto-madryn/ e https://www.patagonia-argentina.com/peninsula-valdes/. Os pontos de que mais gostei foram os animais, as forma√ß√Ķes rochosas e a natureza como um todo.
      Sa√≠mos pouco depois da 9h, se bem me lembro. No nosso grupo havia um espanhol da regi√£o basca, uma inglesa, um su√≠√ßo, um casal de argentinos e acho que alguns outros. O espanhol mencionou que desejava conhecer outros locais, mas que a Argentina era muito grande e tudo muito distante. Perguntou-me se o Brasil era t√£o extenso quanto a Argentina . Passamos por locais de avistagem de pinguins, lobos marinhos e elefantes marinhos. N√£o vi orcas. Numa das paradas, perguntei se poderia nadar e o guia disse que sim. Enquanto nadava, disseram-me que um pinguim nadou atr√°s de mim. Numa outra ocasi√£o vi um pinguim perseguindo um peixe. Nunca imaginei que um pinguim fosse t√£o r√°pido nadando. Parecia um torpedo. No caminho apreciamos tamb√©m a paisagem patag√īnica, des√©rtica, com v√°rios guanacos (ou seus parentes). Conversando com o argentino, que se me lembro era advogado, ele me falou da patag√īnia, dos poss√≠veis aproveitamentos econ√īmicos, da popula√ß√£o, de Buenos Aires e da situa√ß√£o da Argentina como um todo. No fim, quando est√°vamos nos despedindo, encontramos um tatu, que parecia j√° acostumado a humanos. Regressamos no meio da tarde.
      Aproveitei e ainda fui dar um passeio na praia. Reencontrei o suíço, mas acho que ele não me reconheceu.
      Na 4.a feira 14/03 fui conhecer a Loberia de Punta Luma, onde havia lobos marinhos e montanhas. Fui caminhando pelas estradas de terra ou similar. Num dado momento fui para a costa, pois achei que seria mais belo o passeio. Passei por uma linda jovem argentina que me orientou sorridente sobre o caminho. Encontrei pequenos grupos de lobos marinhos e cheguei bem perto, o que me permitiu observ√°-los bem. Acho que foi um erro, pois devo t√™-los deixado nervosos. Na hora n√£o avaliei isso bem. Mas n√£o houve nenhuma rea√ß√£o de ataque ou surto vis√≠vel, embora tenha percebido que eles pareciam ter ficado tensos. Devido a isso, resolvi afastar-me e n√£o mais me aproximar tanto. Encontrei uma monitora que me explicou sobre lobos e le√Ķes marinhos. Por ter ido pela costa e praias, acabei n√£o vendo a placa que dizia que alguns locais n√£o eram permitidos e que tinha que pagar uma taxa. Quando cheguei √† entrada principal, o respons√°vel disse que eu n√£o poderia ter passado por uma √°rea de que vim, perguntando-me se n√£o tinha visto a placa na estrada ou n√£o tinha querido ver. Ele parecia irritado. Pediu-me o ingresso. Como a monitora n√£o havia me cobrado, achei que poderia ser indevido e lhe disse que ela n√£o me havia cobrado. Ele se irritou bastante e disse que ele estava cobrando, j√° em tom bem mais alto ūüė†. Eu paguei, ele acalmou-se, deu-me algumas informa√ß√Ķes sobre as montanhas e o local. Fui dar um passeio e conhecer as montanhas, que tinham apar√™ncia interessante, diferente, parecendo at√© de outro planeta. Realmente grandiosas . Depois, j√° perto do p√īr do sol, voltei a p√©. No caminho, acho que ele passou por mim com sua caminhonete.
      Na 5.a feira 15/03 peguei um √īnibus para Rio Gallegos. Novamente belas paisagens, mas desta vez bem mais des√©rticas. Neste ou em outros trajetos pude ver guanacos, cria√ß√Ķes de ovelhas e fazendas com fileiras de √°lamos pr√≥ximos √†s casas, que segundo me explicaram eram plantados para cortar o vento, muito forte na Patag√īnia. Cheguei l√° na 6.a feira 16/03 pela manh√£. Estava bem mais frio ūü•∂, obrigando o uso da roupa mais pesada (fleece) e da jaqueta (anoraque). Conversei com uma atendente p√ļblica local, que me explicou sobre a regi√£o, os pontos a conhecer e me falou sobre as precau√ß√Ķes a tomar com o frio. Dei um¬†passeio pelo centro da cidade e fui a uma ag√™ncia de turismo perguntar sobre os poss√≠veis passeios. Embora tenha achado interessante o lago na cratera de um vulc√£o, achei muito caro e distante. Resolvi ent√£o contemplar a orla e o centro. Achei a paisagem do mar muito bela ūüĎć.
      Para as atra√ß√Ķes de Rio Gallegos veja https://www.patagonia-argentina.com/rio-gallegos-ciudad/. Os pontos de que mais gostei foram os monumentos, a cidade, a orla e o mar.
      Parti no pr√≥prio dia para Punta Arenas. A ida para Ushuaia via terrestre era invi√°vel, porque passava pelo Chile e as companhias argentinas n√£o faziam diretamente. Sa√≠ no in√≠cio da tarde e cheguei na parte final da tarde. No √īnibus um judeu me perguntou de que cidade eu era, e quando disse que era de S√£o Paulo, ele fez um ar de admira√ß√£o e falou ‚Äúuma cidade muito perigosa‚ÄĚ. Falou de um jeito que imaginei que conhecesse S√£o Paulo¬†. No caminho paramos para fazer a sa√≠da da Argentina e entrada no Chile. No escrit√≥rio havia um mapa bem amplo da regi√£o e descobri que existia uma reserva florestal em Punta Arenas, pela qual me interessei. Em Punta Arenas fiquei hospedado numa casa que funcionava como hotel, aparentemente de uma mulher judia. Ainda sa√≠ para dar uma volta nos arredores e conhecer um pouco da cidade. Encontrei uma pequena empresa de inform√°tica e lhes perguntei sobre como eram as condi√ß√Ķes de trabalho ali. Quando voltei, Eli (acho que este era o nome da dona) me disse ‚ÄúMeti√≥ sus patitas en el barro.‚ÄĚ ou algo parecido, quando eu pedi desculpas e fui lhe pedir um pano ou vassoura para limpar a sujeira que tinha deixado. √Ä noite deste ou do dia seguinte (ou em ambas), fui jantar num restaurante, pedindo espaguete e tomando vinho ūüĎć. O vento era muito forte e frio, o que fazia a sensa√ß√£o t√©rmica diminuir muito. A temperatura estava perto de zero graus ūü•∂.
      Para as atra√ß√Ķes de Punta Arenas veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/punta-arenas. Os pontos de que mais gostei foram a reserva florestal e a paisagem do mar.
      No s√°bado 17/03 dei um passeio por Punta Arenas e depois fui conhecer a Reserva Florestal de Magalh√£es, que havia descoberto na estrada. Antes passei pela Ordem Salesiana para conhecer suas obras e pelos edif√≠cios mais famosos da cidade. Depois, de acordo com o mapa, rumei para a reserva. Havia uma ladeira, que fazia um corredor de vento para o mar. Quando estava chegando l√° em cima, o vento era t√£o forte, que eu andava para frente sem sair do lugar. A√≠ andei os metros finais agachado, diminuindo minha superf√≠cie e, portanto, a for√ßa que o vento exercia sobre mim¬†. Caminhei at√© a reserva passando por paisagens naturais de que gostei. Gostei muito da reserva tamb√©m , com seus bosques preservados, sua vista de montanhas e paisagens naturais, os sinais da presen√ßa de castores, embora n√£o tenha visto nenhum, suas √°rvores t√≠picas da regi√£o e a vista ampla da regi√£o, a partir de alguns pontos mais elevados. Depois retornei no fim da tarde. Neste dia o tempo amanheceu nublado, depois garoou, depois abriu o sol, depois choveu com m√©dia intensidade, voltou a abrir o sol, nevou fraco e parou¬†. Uma amostra de como o tempo muda r√°pido nesta regi√£o. A noite voltou a fazer muito frio novamente ūü•∂, que era mais sentido devido ao vento muito forte.¬† Se bem me lembro, foi aqui que minhas m√£os come√ßaram a perder o movimento, depois que o sol se foi. Era dif√≠cil at√© esfreg√°-las. Eu n√£o levei luvas. Tentei coloc√°-las dentro da roupa, mas adiantou pouco. O sangue parecia estar parando de fluir. Quando cheguei ao hotel, reaqueci-as e senti a vida voltar. Como deve ser dif√≠cil ficar numa situa√ß√£o destas como ocorre¬†com os montanhistas em situa√ß√Ķes inesperadas.
      No domingo 18/03 resolvi ir para Ushuaia, mesmo sabendo que aos domingos n√£o havia transporte direto. Peguei um √īnibus at√© Puerto Porvenir, j√° na Terra do Fogo. Para chegar l√° precisamos pegar uma balsa para atravessar o Estreito de Magalh√£es. Acho que foi aqui que pensei em nadar enquanto esperava, mas a √°gua estava muito fria e n√£o me arrisquei. Achei a travessia muito bela, com vistas espetaculares . V√°rios delfins (eu acho) ūüź¨¬†acompanharam o barco. Quando chegamos l√° acho que houve algum problema de um dos ve√≠culos que vieram no barco com um policial, o que fez a viagem atrasar e ficarmos parados um tempo. Na viagem havia v√°rios americanos, alguns de Wyoming, que sabiam falar um pouco de espanhol. Havia tamb√©m uma queniana (ou descendente de quenianos) radicada na Bol√≠via. Conversei com os americanos sobre a viagem, suas expectativas e como o ambiente se parecia com o local onde moravam. Conversei com a queniana-boliviana sobre a Reserva do Masai Mara. Combinei com ela de irmos juntos ao Parque Nacional da Terra do Fogo no dia seguinte, se bem me lembro, encontrando-nos na porta por volta de 8h. As paisagens naturais do resto da viagem tamb√©m me pareceram belas. Chegamos √† noite. Depois de pesquisar um pouco, resolvi experimentar um hostel (pela primeira vez na vida), visto que com a dolariza√ß√£o, os hot√©is regulares pareciam-me caros. Foi o primeiro de muitos¬†.
      Para as atra√ß√Ķes de Ushuaia veja https://turismoushuaia.com/?lang=pt_BR. Os pontos de que mais gostei foram o parque, o glacial, as paisagens naturais e a vista da cidade e do mar.
      Na segunda-feira 19/03 fui at√© o Parque Nacional da Terra do Fogo. Perdi a hora de manh√£ e cheguei 1h atrasado ao encontro marcado . A mo√ßa n√£o me estava esperando (imagino que desistiu). Fui caminhando e adorei o parque. Assim como a Reserva Florestal de Magalh√£es, havia muitas paisagens naturais a observar, cursos de √°gua, montanhas, √°rvores e vegeta√ß√£o t√≠picas etc . Fiquei l√° o dia inteiro. Encontrei um japon√™s no meio do caminho que me disse que achava frio para acampar ali. Sa√≠ no p√īr do sol. Desta vez fui tirar o barro dos meus t√™nis num local que parecia um tanque no banheiro. Voltei √† noite ao hostel.
      Lá conheci um casal de europeus, americanos ou canadenses (não me lembro bem). Não percebi no hostel que na cama de baixo havia uma moça e troquei de roupa no próprio quarto num dos dias . Ela, que era eslovena e estava quase dormindo, virou para o outro lado. Depois, quando percebi que era uma moça, fui pedir desculpas.
      Na 3.a feira 20/03 fui explorar a cidade e seus arredores. A vista do oceano em direção à Antártica parecia linda. Tentei verificar a possibilidade de ir até lá, nem que só um pouquinho, mas achei inviável o tempo necessário. Não tinha me preparado para tal. Após andar pela cidade e reencontrar o casal do hostel, fui em direção ao Glacial Martial (https://www.tripadvisor.com.br/Attraction_Review-g312855-d313939-Reviews-Glacier_Martial-Ushuaia_Province_of_Tierra_del_Fuego_Patagonia.html). Nunca tinha ido a um Glacial. Não sabia o que esperar. Não estava preparado em termos de equipamentos. Fui de tênis de pano (ou couro). Mas adorei . Era uma geleira pequena, mas subi nela até onde achei seguro, para não escorregar. Sentei até um pouco, para apreciar a maravilhosa vista, tanto das montanhas acima e do glacial, como da paisagem abaixo, com a cidade e o oceano. Achei ambas espetaculares. Mas era frio. Depois de apreciar bastante e quase ficar meditando um tempo lá, voltei para a cidade e fui apreciar novamente a orla.
      Na 4.a feira 21/03 peguei um √īnibus para Puerto Natales, no Chile novamente, para ir conhecer Torres del Paine. Tivemos que fazer entroncamento, posto que a rota regular, se bem me recordo, era direto para Punta Arenas. N√£o me recordo bem se cheguei a ir at√© Punta Arenas (acho que n√£o) ou se parei num ponto intermedi√°rio (acho que √© mais prov√°vel). Cheguei em Puerto Natales no meio da tarde e me hospedei num pequeno hotel. Sa√≠ para dar uma volta na cidade, antes do p√īr do sol.
      Para as atra√ß√Ķes de Puerto Natales veja https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/puerto-natales. Os pontos de que mais gostei foram Torres del Paine, a caverna com o animal extinto e as paisagens naturais.
      Na 5.a feira 22/03 fui at√© o Parque de Torres del Paine (https://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_Torres_del_Paine). Se bem me lembro, havia um √īnibus de turismo que ia at√© a porta do parque e depois pegava as pessoas no fim do dia para retornar (acho que eram v√°rios hor√°rios de retorno). Na ida passamos por paisagens que achei espetaculares, das montanhas nevadas e da vegeta√ß√£o nativa. Paramos num espelho d‚Äô√°gua formado por um lago com montanhas ao redor, como eu s√≥ tinha visto em filmes e quadros. A partir da porta do parque fui caminhando em dire√ß√£o √†s torres. Achei toda a paisagem espetacular . At√© bebi √°gua em um riacho, mas a temperatura da √°gua era muito baixa. Tive algum tipo de tor√ß√£o ou mau jeito no joelho, pois devido ao hor√°rio de volta do √ļltimo √īnibus resolvi acelerar. Achei espetaculares as torres e toda a paisagem no seu entorno . No retorno, pouco depois do meio do caminho, encontrei dois ge√≥logos brasileiros, que trabalhavam para companhias de petr√≥leo. Eles me deram carona at√© a entrada e afastaram qualquer risco de perder o √ļltimo √īnibus. Inclusive, se bem me lembro, acho que devido a isso peguei o pen√ļltimo. Estavam fazendo pesquisas devido √† similaridade daquela regi√£o com o fundo do mar, onde se explora petr√≥leo. Falaram que era o primeiro local tur√≠stico em que foram trabalhar.
      Na 6.a feira 23/03 fui at√© uma caverna com registros pr√©-hist√≥ricos que era pr√≥xima da cidade. Talvez fosse a Cueva del Milodon (https://chile.travel/pt-br/onde-ir/patagonia-e-antarctica/torres-del-paine/monumento-natural-cueva-del-milodon). Achei interessante a caverna com seus registros humanos pr√©-hist√≥ricos e o Milodon, um animal extinto h√° muito tempo ūüĎć. Se bem me lembro fui e voltei de √īnibus. No meio da tarde peguei um √īnibus para El Calafate. Cheguei no in√≠cio da noite e fiquei hospedado numa casa. A dona avisou-me para tomar cuidado quando fosse ao Lago Argentino, porque havia muito barro no entorno.
      Para as atra√ß√Ķes de El Calafate veja https://www.patagonia-argentina.com/el-calafate/. Os pontos de que mais gostei foram o Glacial Perito Moreno, o Lago Argentino, com seus flamingos e as paisagens naturais.
      No s√°bado 24/3 peguei uma excurs√£o para conhecer o Glacial Perito Moreno (https://pt.wikipedia.org/wiki/Geleira_Perito_Moreno). Logo de manh√£ combinei a excurs√£o com uma ag√™ncia e fomos num micro-√īnibus. A guia sugeriu que tap√°ssemos os olhos no caminho e s√≥ abr√≠ssemos quando ela avisasse, para termos a surpresa de ver o glacial. Gostei bastante da paisagem, com geleiras e depois gostei do Glacial, com o lago em que estava inserido . Pegamos um barco e fomos at√© certo ponto, para v√™-lo de mais perto. Disseram-me alguns anos depois, que n√£o se ia mais de barco at√© perto do glacial, devido ao aquecimento global e aos deslizamentos. N√£o sei como est√° atualmente. Havia uma escada com muitos degraus, que a guia disse para aqueles que poderiam ter alguma dificuldade de mobilidade (idosos por exemplo), avaliarem se compensava descer. Eu fui at√© o √ļltimo degrau e apreciei a paisagem de cima e de baixo. Gostei bastante da paisagem. Vimos algumas quedas de blocos de gelo, imagem famosa em v√≠deos. Na √©poca n√£o t√£o comum quanto atualmente. Na volta ganhamos um chocolate quente ‚ėē.
      Depois, mais tarde, eu fui dar um passeio numa parte do Lago Argentino que era pr√≥ximo. Achei o lago espetacular . Os flamingos no meio, em grande quantidade, embora j√° estivesse perto do entardecer, davam um colorido que tornava a paisagem ainda mais bela. Sujei bastante meu t√™nis com a lama do entorno. Quando voltei, perguntei para a filha da dona se ela poderia limpar meu t√™nis, comigo pagando, e a m√£e, ouvindo, disse ‚ÄúEu n√£o te avisei‚Ä̬†. Achei que a mo√ßa n√£o gostou muito da ideia, pois daria um trabalh√£o e resolvi eu mesmo lavar no dia seguinte.
      No domingo 25/3 fui dar uma volta nos arredores, andando por boa parte da margem do Lago Argentino e apreciando a paisagem. Gostei muito de tudo ūüĎć. Durante o passeio, quando estava bem longe da cidade, 2 cachorros ūüźē¬†come√ßaram a me acompanhar. Como gosto de cachorros, fiz agrado para eles e fizemos parte do passeio juntos. Mas eu pensei que depois eles ficariam por ali. Quando comecei a voltar, eles come√ßaram a me acompanhar. No come√ßo n√£o me importei e pensei que iriam desistir. Depois fiquei preocupado, pois claramente n√£o sabiam andar nas ruas e j√° est√°vamos chegando perto da estrada e da cidade. Tentei espant√°-los, mas n√£o havia meio de voltarem. Achei que poderiam morrer atropelados, pela total falta de traquejo que demonstravam com as ruas. Falei com um homem que estava na rua, perguntando sobre como resolver aquela quest√£o. Ele riu da minha d√ļvida e disse que n√£o sabia de quem eram os cachorros e me disse para atirar uma pedra neles. Eu n√£o podia fazer isso. Eu gosto muito de cachorros. Mas andei mais um pouco e eles quase foram atropelados. A√≠, com enorme dor no cora√ß√£o, atirei uma pedra do lado deles. Mas eles n√£o entenderam e continuaram atr√°s, novamente, indo pela rua e quase sendo atingidos por carros. A√≠ resolvi atra√≠-los para fora da rua, peguei uma pedra n√£o muito grande e acabei atirando no dorso, de modo a causar o m√≠nimo impacto poss√≠vel. Nunca vou esquecer a fisionomia de decep√ß√£o dos cachorros, que me seguiram com amor e me viram atirar pedras neles. Foi uma facada na minha alma ūüėĘ. Mas eles pararam de me seguir e acho que voltaram para os campos. Talvez tenha funcionado, mas acho que o pre√ßo foi alto.
      √Ä noite peguei um √īnibus para Comodoro Rivadavia. Cheguei no dia seguinte, 2.a feira 26/3, entre o princ√≠pio e o meio da manh√£. Considerando o tempo que eu tinha dispon√≠vel e as atra√ß√Ķes a conhecer, resolvi ficar somente um dia e pegar um √īnibus para Bariloche no fim do dia.
      Para as atra√ß√Ķes de Comodoro Rivadavia veja https://www.comodoroturismo.gob.ar e https://manualdoturista.com.br/comodoro-rivadavia. Os pontos de que mais gostei foram o Museu do Petr√≥leo, as informa√ß√Ķes sobre as Malvinas e a guerra, as constru√ß√Ķes na cidade, a praia e a vista do oceano.
      Fui a um escrit√≥rio de turismo municipal perguntar por sugest√Ķes de pontos a visitar. Al√©m da cidade e do museu, foi sugerido conhecer a Praia de Rada Tilly. Perguntei se n√£o seria mais interessante conhecer um campo com alguns aerogeradores de energia e√≥lica (naquela √©poca nunca tinha visto nenhum). O atendente disse-me que era muito longe, num caminho que n√£o tinha outras atra√ß√Ķes e era deserto, o que poderia me deixar √† merc√™ de algum acidente ou problema nas pernas ou p√©s. Resolvi ent√£o seguir a sugest√£o e ir a Rada Tilly, que achei uma praia muito bonita, por√©m cuja aproveitabilidade ficava comprometida pelo clima frio. Mas a paisagem agradou-me, incluindo o caminho ūüĎć. Antes tinha ido ao Museu do Petr√≥leo, que achei bastante interessante ūüĎć. Nele ou em algum local anexo, havia uma exposi√ß√£o sobre as Malvinas, com informa√ß√Ķes sobre a guerra, que achei bastante interessantes tamb√©m, apenas pontuando que era a vis√£o argentina do conflito, que apesar disso me pareceu razoavelmente isenta, mas ainda assim sob a √≥tica argentina. Dei tamb√©m um passeio pela cidade, sua catedral, seus edif√≠cios hist√≥ricos etc.
      Depois de voltar de Rada Tilly, peguei o √īnibus para Bariloche. A viagem durou quase 1 dia, se bem me lembro. Conversei com algumas pessoas durante a viagem, sendo que me falaram de cidades na regi√£o de Bariloche que tinham pouca popula√ß√£o, mas concentravam muitos artistas e amantes de filosofia e artes. Durante a viagem, ap√≥s saber que eu era brasileiro, o jovem comiss√°rio do √īnibus perguntou-me ‚ÄúPel√© ou Maradona?‚ÄĚ ‚öĹ. Respondi que Pel√© tinha feito mais de 1.200 gols e Maradona menos de 200, Pel√© tinha sido 5 vezes campe√£o do mundo e Maradona s√≥ 1 etc. Ele retrucou para mim que Pel√© jogava com os mestres. Continuamos um pouco na conversa, mas olhei para os outros passageiros e percebi que muitos estavam me olhando. Para n√£o causar confus√Ķes, falei ent√£o ‚ÄúCada um no seu tempo‚ÄĚ, que √© algo em que creio e que acho que apaziguou os √Ęnimos¬†.
      Cheguei no in√≠cio da tarde da 3.a feira 27/3. Achei a paisagem da viagem magn√≠fica , principalmente na regi√£o de Bariloche. Havia muitos lagos e montanhas entremeados, al√©m das paisagens com vegeta√ß√£o natural aparentemente preservada. Hospedei-me numa casa, que funcionava como hotel. Consegui gratuitamente mapas com informa√ß√Ķes e sugest√Ķes de passeios ūüĎć.
      Para as atra√ß√Ķes de Bariloche veja https://barilocheturismo.gob.ar/br/home. Foi um dos pontos de que mais gostei . O que mais me agradou foram as paisagens naturais, os lagos, a vista do Monte Campan√°rio e os locais naturais e t√≠picos do Circuito Pequeno (Chico).
      Inicialmente, como ainda havia luz do sol, fui dar uma caminhada acompanhando o curso do lago que ficava perto da área central. Durou umas 2 horas. Achei magnífica a paisagem.
      Nos 2 dias seguintes fui realizar o Circuito Pequeno (Chico) e subi no Monte Campan√°rio. Decidi subir pela trilha, que estava com a infraestrutura bastante comprometida, mas nada que me parecesse amea√ßar a seguran√ßa, apenas causando maior necessidade de esfor√ßo f√≠sico e fazendo sujar os cal√ßados e as roupas. A vista l√° de cima foi uma das mais belas que j√° vi ¬†, englobando a paisagem natural, com lagos, montanhas, picos nevados, florestas, vilas etc. Andando pelo circuito, pude ver muitos atrativos naturais, paisagens de que muito gostei. Houve tamb√©m a Col√īnia Su√≠√ßa, que achei interessante.
      Na 5.a feira 29/3 √† tarde fui pegar um √īnibus para Buenos Aires e posteriormente a S√£o Paulo. Optei pelo √īnibus porque o pre√ßo da passagem a√©rea s√≥ de volta era mais alto do que o de ida e volta . A porta da casa estava trancada, eu tocava a campainha, batia palmas e ningu√©m aparecia para abrir. Comecei a ficar preocupado em perder a hora. A√≠ comecei a gritar e a atendente veio abrir a porta. Acho que ela ficou com medo, talvez n√£o sabendo quem estava na porta. Imagino que quando reconheceu minha voz veio abrir. Talvez por ser chilena e n√£o conhecer bem a cidade ou por estar em alguma situa√ß√£o irregular, tenha ficado com medo se fosse um desconhecido.
      Peguei o √īnibus por volta de 17h. A viagem at√© Buenos Aires novamente teve belas paisagens ūüĎć, mas n√£o t√£o espetaculares quanto a anterior. Durou 1 dia. Chegando l√° na 6.a feira 30/3, comprei uma passagem para S√£o Paulo pela Via√ß√£o Pluma (https://www.pluma.com.br). Fizemos a entrada por Paso de los Libres e Uruguaiana no fim da madrugada. O atendente da Pol√≠cia Federal olhou-me com cara feia, ap√≥s carimbar meu passaporte e eu avisar que era brasileiro e que n√£o precisava ter carimbado como entrada de viajante. Acho que pensou que eu era estrangeiro . Depois de entrar no Brasil, j√° n√£o havia mais refei√ß√Ķes inclu√≠das no pre√ßo da passagem. A viagem pelo Brasil, pelo Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran√° e sul de S√£o Paulo apresentou paisagens que achei magn√≠ficas . Fomos pelo interior e passamos por c√Ęnions, campos, amplas √°reas com vegeta√ß√£o nativa, montanhas etc. No s√°bado 31/3 almo√ßamos numa churrascaria em Passo Fundo. Eu sou vegetariano e n√£o peguei carne. Num dado momento, o mo√ßo que servia o rod√≠zio veio oferecer-me gentilmente lingui√ßa calabresa. Eu disse que n√£o tinha comprado o rod√≠zio, mas ele disse que era cortesia. Falei ent√£o que n√£o comia carne e vi sua cara de decep√ß√£o. Fiquei um pouco tocado por ter rejeitado a sua gentil oferta. No Rio Grande do Sul, ainda mais naquela √©poca, imagino que vegetarianos deveriam ser rar√≠ssimos. A viagem foi cansativa ūüėę, as pernas, os gl√ļteos e as costas ficaram doendo um pouco, mas as paisagens foram muito belas. Cheguei em S√£o Paulo perto de 5h da manh√£ do dia 01 de abril, data em que fazia 32 anos.
    • Por RafaelOS
      Olá pessoal!! 
       
      Tenho um grande sonho pela Patag√īnia tanto chilena quanto Argentina e sonho em conhecer Ushuaia, por√©m n√£o tenho no√ß√£o de valores, n√£o me importo com hot√©is ¬†chiques, gostaria de saber se com 3mil reais √© poss√≠vel conhecer esse lugar por pelo menos 1 semana?¬†
    • Por Felipao86
      Ol√° pessoal,
      Agosto de 2020, ano pand√™mico, f√©rias marcadas, estresse total. Com ou sem pandemia teria um m√™s inteiro de f√©rias e come√ßamos a analisar op√ß√Ķes de viagens em que houvesse o m√≠nimo de risco para n√≥s, um casal com duas crian√ßas (uma de 2 anos e meio e um beb√™ de 5 meses). Lemos e analisamos algumas op√ß√Ķes e decidimos fazer uma viagem de carro, sem um percurso muito definido, mas tentando percorrer algumas praias do litoral baiano, sabidamente de densidade demografica baixa e com √≥timo distanciamento social. Acabou sendo uma das melhores viagens da vida, sem d√ļvida alguma.
      No fim das contas, o roteiro ficou:
      Dia 1 ‚Äď BH-Te√≥filo Otoni/MG
      Dia 2 ‚Äď Teofilo Otoni/MG ‚Äď Santa Cruz Cabralia/Ba
      Dia 3-5-Santa Cruz Cabralia/Ba-Porto Seguro/Ba
      Dia 5 ‚Äď Santa Cruz Cabralia/Ba ‚Äď Ilheus/Ba
      Dia 6-7--Ilheus/Ba
      Dia 8 ‚Äď Ilheus/Ba-Salvador/Ba
      Dia 9--Salvador/Ba
      Dia 10-Salvador/Ba-Praia do Forte/Ba
      Dia 11-12-Praia do Forte/Ba
      Dia 13-Praia do Forte/Ba-Aracaju/Se
      Dia 14--Aracaju/Se-Maceio/Al
      Dia 15-16 Maceio/Al
      Dia 17-Maceio/Al-Itatim/Ba
      Dia 18-Itatim/Ba-Itacaré/Ba
      Dia 19-Itacare/Ba
      Dia 20 ‚Äď Itacar√©/Ba-Prado/Ba
      Dia 21- Prado-S√£o Mateus/ES
      Dia 22 ‚Äď S√£o Mateus/Es
      Dia 23 ‚Äď S√£o Mateus/ES
      Dia 24-S√£o Mateus/ES-BH/MG
      Viajar com crian√ßas:¬† exige cuidados extras, ainda mais com um beb√™ pequeno, o que significa ritmo mais lento, respeitar o cansa√ßo delas, fazer v√°rias paradas de carro, entreter a crian√ßa maior durante os trajetos mais longos. Um coisa que nos ajudou muito era colocar m√ļsica de ninar quando o beb√™ come√ßava a chorar muito e n√£o era poss√≠vel fazer uma parada. Mas, seguindo um pouco mais lentamente e parando sempre que poss√≠vel, as crian√ßas aguentaram muito bem uma viagem de ¬†5600km de carro.
      Quest√Ķes relacionadas √† Covid-19: Bem, os cuidados b√°sicos de sempre: evitar ao m√°ximo aglomera√ß√Ķes, uso de mascara sempre, procur√°vamos hot√©is/pousadas com selo de turismo (vimos que na pr√°tica alguns lugares eram bem r√≠gidos e outro nem um pouco). Evitamos comer em restaurantes tamb√©m, principalmente a noite prefer√≠amos pedir delivery e comer no hotel/pousada. Em rela√ß√£o ao impacto no roteiro foi pouco, porque apesar de alguns lugares que gostar√≠amos de visitar estarem fechados, fomos substituindo por outros. O destino que gostaria mesmo de visitar era Peninsula de Mara√ļ e Morro de S√£o Paulo/Boipeba, mas em agosto de 2020 estava fechado. Por outro lado, devido a isso esticamos a viagem at√© Maceio (minha ideia inicial seria terminar em Aracaju) o que foi √≥timo porque Macei√≥ se provou um destino maravilhoso e com o mar mais bonito que j√° vi! Algumas cidades estavam parcialmente abertas/funcionando e irei relatando ao longo do post.
      Clima: Pegamos dias ótimos, ensolarados, e dias frios, com muita chuva! Ilheus particularmente choveu todos os dias que estivemos lá.
      Meu carro: Renault Logan 1.6  automatico 2012,  já meu há cerca de 5 anos, na época da viagem com 131mil km rodados. Carro ótimo, alto, robusto, porta malas gigantesco. Somente beberrão por ser automático 4 marchas. Não faz mais do que 8km/l no álcool e 9 na gasolina na estrada. Anda muito bem em estrada de terra por ser um pouco mais alto. Havia revisado a pouco tempo. Já viajei muito com esse carro, e é uma ótima opção de carro popular para família. Em 2018 fomos até Prado/Ponta do Corumbau com ele. 
      Hospedagem: 
      Santa Cruz Cabr√°lia: 197/dia (Porto Bali);
      Ilhéus: 180/dia (Hotel Praia do Sol);
      Salvador 140/dia (Pousada da Mangueira);
      Praia do Forte: 140/dia (Recanto dos P√°ssaros);
      Aracaju: 200/dia (Simas Praia Hotel);
      Maceio: 205/dia (Ritz Suítes);
      Itacaré: 250/dia (Terra Boa Hotel Boutique);
      Prado: 150/dia.
      Em Itatim/Ba o pernoite foi 120 reais. 
      Combustível: aproximadamente 2750 reais para percorrer 5655km considerando um veículo fazendo 8km/l de etanol. Pagamos entre 2,69 a 3,79 no litro de álcool dependendo da cidade. 
      Estradas: de modo geral estradas honestas, padr√£o brasileiro. Vou descrever algumas que rodamos mais km:
      ·         BR 381 Norte: Rodovia que liga Belo Horizonte a São Mateus/ES, o trecho de 200km entre BH e Ipatinga é conhecido como rodovia da morte, infelizmente por ser extremamente perigosa, muitas curvas, muito fluxo de caminhão. E está em eternas obras de duplicação (até o momento não tem nem 50km duplicado), então é preciso extrema atenção e principalmente paciência. Não recomendo rodar nela a noite. O trecho entre Ipatinga e São Mateus é totalmente em pista simples porém muito mais tranquilo, pois são menos curvas e o transito é muito menor.
      ¬∑¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† BR 101 ‚Äď a rodovia que rodamos a maior parte do tempo da viagem, percorremos todo o trecho baiano, sergipano e uma boa parte do alagoano. O trecho baiano √© totalmente em pista simples mas com bom asfalto e fluxo menor de carros e caminh√Ķes. O trecho sergipano est√° em obras de duplica√ß√£o, o asfalto √© muito ruim e muitos trechos em esquema pare/siga. O trecho alagoano √© totalmente duplicado e √© um tapete. Melhor trecho de estrada de toda a viagem.
      ¬∑¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† BR 116 ‚Äď Percorrremos essa rodovia desde Feira de Santana at√© Jequi√©/Ba. √Č uma pista privatizada, mas cerca de 50km depois de Feira n√£o √© mais duplicada, tem muitos buracos e fluxo inacredit√°vel de caminh√Ķes. ¬†Ficamos t√£o assustados que decidimos sair dela e pegar uma transversal at√© voltarmos a BR 101 (ao longo do relato explico exatamente qual trajeto foi feito).
      ·         Ba001- Rodovia estadual que liga diversas cidades do litoral baiano. Infelizmente em péssimo estado, com muitos buracos e falta de infraestrutura. A percorremos no trecho Ilheus-Valença.
      ·         Ba099-Rodovia estadual que liga Salvador ao litoral norte e até a divisa com Sergipe. Privatizada, duplicada, ótimo estado de conservação.
      ¬∑¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬†¬† Se-100 ‚Äď Rodovia estadual que liga a divisa Ba/Se √† Capital Aracaju via litoral. Pista simples, por√©m asfalto em boa conserva√ß√£o. Tem algumas pontes por cima de rios belissima para fotos.
      Vamos ao relato dia a dia:
      Dia 1 ‚Äď BH a Te√≥filo Otoni/MG

      Nada de especial a relatar nesse dia, exceto que √© preciso muita paci√™ncia para percorrer os 200km at√© Ipatinga/MG, que passa f√°cil de 5 horas. Muitas obras, pare/siga, tr√Ęnsito. De Ipatinga em diante viagem muito tranquila, poderia at√© ter estendido mais e percorrido at√© Nanuque/MG mas ficamos com receito de cansar muito as crian√ßas.

      Praca de Teófilo Otoni/MG
      Dia 2 ‚Äď Te√≥filo Otoni a Santa Cruz Cabralia/Ba

      Chegamos a Santa Cruz no final da tarde. Ficamos hospedados no hotel Porto Bali, que é muito bonito, tem uma ótima sauna com hidromassagem. O dono queria impor uma regra de só consumir agua mineral vendida no estabelecimento, coisa com a qual não concordamos e consideramos falta de sensibilidade, vendo que estávamos com criança  pequena e bebê. Parece que  ali na região vários hotéis tem essa prática ruim. Nesse dia só curtimos a piscina do hotel e saímos para comer numa lanchonete a noite (lanchonete da Tania, faz um pastel de caranguejo delicioso).

       
      Dia 3 ‚Äď Praia Coroa Vermelha
      Primeiro dia efetivamente de praia. Fomos para a praia de Coroa Vermelha, absolutamente vazia, linda e sossegada. Nenhum quiosque aberto mas levamos lanche para o dia. Após a praia ainda curtimos um pouco a pracinha onde relata ter sido rezada a primeira missa no Brasil, tem várias lojinhas de artesanato. No meio da tarde voltamos para o hotel e a noite voltamos na lanchonete da Tania.

       
      Dia 4 ‚Äď Centro Historico Porto Seguro
      Fomos conhecer um pouco do centro hist√≥rico de Porto Seguro, tem um lindo mirante, a passarela com diversos bares e restaurantes. O museu e catedral estavam fechados. Fomos at√© o local onde sai a bolsa para Arraial D¬īAjuda (que n√£o fomos porque j√° hav√≠amos conhecido em outra viagem). Tentamos tamb√©m ir fazer uma visita na reserva ind√≠gena mas estava fechada. Terminamos o dia na praia da Coroa Vermelha novamente.
      Em agosto/2020 Porto Seguro estava com as praias fechadas para banho e restaurantes apenas delivery.


      Dia 5 ‚Äď Praia de Santo Andre/Mogiquicaba
      Dia de conhecer a praia de Santo André, que ficou muito famosa por ter sido sede da seleção alemã na copa de 2014. Pega-se uma balsa de santa cruz cabralia (se não me engano 18 reais) e o trajeto não dura nem 15 min). A praia é linda e absolutamente deserta, com mar de aguas claras e transparentes. A vila em si achei meio sem graça, na verdade é uma rua com alguns restaurantes e as diversas pousadas para pessoas bem abastadas, rs. De lá seguimos de carro até Mogiquicaba, alguns km a frente, que tem uma praia de encontro com rio maravilhosa, muito gostoso para ficar. Depois seguimos 50km a frente para Belmonte, mas não foi possível entrar na cidade devido a barreira sanitária do COVID-19 (nem me atentei a isso).
      Retornamos a Cabralia a tempo de subir no seu centrinho hist√≥rico que tem uma¬†vista panor√Ęmica da cidade e da balsa que vai pra Santo Andr√©.¬† A noite novamente Lanchonete da Tania (acho que era o √ļnico lugar aberto l√°, rs).

      Dia 6 ‚Äď Santa Cruz Cabralia/Ba-Ilheus/Ba

      Partimos de Cabralia e subimos até Iheus. O GPS deu um caminho ruim, porque pega um trecho de estrada de terra com muitos buracos. O melhor caminho totalmente asfaltado é via Porto Seguro-Eunapolis-BR-101.
      Chegamos em Ilheus debaixo de muita chuva e assim foi por 3 dias seguidos.
      Ficamos hospedados no Hotel Praia do Sol, na praia dos Milionários, muito bonito, beira mar (apesar que o mar ali é meio sujo), atendimento ótimo.
      Em agosto 2020 Ilheus estava com hotéis e restaurantes funcionando com capacidade reduzida. As fazendas produtoras de Cacau fechadas a visitação.
      Nesse dia pedimos um lanche e dormimos no hotel.

      Dia 7 ‚Äď Ilheus/Ba
      De manh√£ at√© fez um solzinho, ent√£o fomos explorar um pouco as praias da regi√£o Sul e paramos na praia do Cururupe, muito agrad√°vel, estava bem vazia. Mas cerca de 1 hora depois come√ßou a chover e tivemos que voltar pro hotel. Quando parou de chover fomos explorar um pouco o centro hist√≥rico. O Ves√ļvio estava aberto, mas n√£o comemos l√° e todos os demais locais importantes estavam fechados, est√£o ficaram somente as fotos externas. ¬†Paramos numa sorveteria ao lado da Catedral e tamb√©m compramos chocolate.

      Dia 8 ‚Äď Ilheus/Ba
      Chouveu o dia inteiro...hotel e Netflix, rs. Saímos apenas para almocar num local proximo ao hotel que serve caranguejo, minha filha achou uma delícia, rs.

       
      Dia 9 ‚Äď Ilheus-Salvador/Ba

      Dia de estrada. Gastamos em torno de 9 horas para fazer esse trajeto pois choveu  praticamente o dia inteiro, a estrada estava muito ruim e esburacada. Fomos pela Ba001 até Valenca/Ba, alguns trechos simplesmente péssimos, é necessário rodar muito lentamente. De lá pegamos a Ba 542, que já tem o asfalto bem melhor e cerca de 30km a frente termina na Br 101. Está, por sua vez, logo a frente faz entrocamento com a BR 324,  que é privatizada e duplicada até Salvador. 
      Chegamos em Salvador no inicio da noite e ficamos na Pousada da Mangueira, atrás do Pelourinho. Pousada ótima, vista bacana da cidade, quarto limpo e confortável, bom café da manhã e ótima piscina.

      Dia 10 ‚Äď Salvador/Ba
      Em agosto 2020 Salvador estava praticamente fechada. Praias não estavam abertas para banho, restaurantes fechados e pelourinho absolutamente fechado. Fiz até um vídeo porque achei tão surreal, duvido muito que em outra época da história pelourinho tenha ficado vazio assim. Já conhecíamos Salvador de outras viagens, então na verdade, nessa viagem, Salvador foi mais como um ponto de pernoite até o próximo destino que era praia do Forte. Mas gostamos tanto da pousada que ficamos um dia a mais.
      Fizemos passeio pela orla do farol da barra (que estava bem cheio mas todos de máscara). E curtíamos a piscina da pousada.
      No dia seguinte fomos at√© a comunidade Solar do Unh√£o comer a moqueca da Dona Suzana, do R√©restaurante. Para quem n√£o conhece, a Dona Suzana √© uma das personagens de uma s√©rie da Netflix chamada Street Food: Latin America. Ela faz uma moqueca de peixe, de camar√£o e de arraia deliciosa. √Č tudo feito na casa dela mesmo, ela simplesmente coloca uma mesa na frente e serve os clientes. Muita, mas muita gente mesmo come l√°, a maioria pedindo marmitex. E o lugar tem uma vista maravilhosa da Baia de todos os Santos.


      VID_20200809_160345.mp4 VID_20200809_160345.mp4 Dia 11- Salvador ‚Äď Praia do Forte/Ba

      Viagem curta, menos de 1 hora e meia entre Salvador e Praia do forte por pista duplicada e privatizada (n√£o lembro valor do ped√°gio). No trajeto voc√™ acompanhada o metr√ī de salvador que √© muito melhor ao nosso aqui de BH. Chegamos e fomos direto ao trecho de praia chamado de praia do Lord, que na mar√© baixa faz diversas piscinas naturais deliciosas. Lugar muito gostoso para passar o dia. Infelizmente minha esposa foi queimada por uma √°gua viva, precisamos dar uma passada no Posto de Sa√ļde da vila ap√≥s a praia. A m√©dica nos atendeu super bem e prescreveu uma pomada, problema resolvido.
      Em praia do forte ficamos hospedados na pousada Recanto dos P√°ssaros, chalezinho bem simples. Tinha um cozinha, ent√£o aproveitamos para fazer algumas refei√ß√Ķes a noite l√° mesmo.

      Dia 12 ‚Äď Praia do Forte
      Na parte da manh√£ fomos conhecer as praias de Pojuca e Itamicirim, e a tarde o famoso projeto Tamar e Instituto da Baleia Jubarte. Tamb√©m tentamos conhecer o Castelo Garcia D¬īAvila mas estava fechado a visita√ß√£o.


      Dia 13 ‚Äď Praia do Forte/Ba ‚Äď Aracaju/SE

      Esse trecho é percorrido em cerca de 4 horas numa ótima pista no lado baiano e pista honesta no lado sergipano. O perrengue que passei nesse dia foi ter esquecido de abastecer antes de sairmos da praia do forte e ficamos um bom tempo rodando na reserva sem nenhum tipo de estrutura na estrada. Por fim, cerca de 2 horas depois da praia do forte chegamos em Indiaroba, já no Sergipe, e conseguimos abastecer no posto logo na entradinha da cidade.
      Fizemos uma parada na praia do saco, já em Sergipe, mas estava absolutamente deserto. Ficou só a foto no letreiro.
      (Curiosidade, no dia seguinte, j√° em Aracaju, vimos no jornal uma noticia de funcionarios retirando o letreiro da praia do Saco por decis√£o judicial no mesmo dia em que est√°vamos l√°;¬†achamos de uma coincidencia tao grande, provavelmente fomos os √ļltimos a tirar foto l√°, rs)
      Em Aracaju ficamos hospedados no Simas Praia Hotel na orla do Atalaia. Nesse dia conseguimos curtir um pouco de praia.
      Ali√°s, um adendo: essa orla √© uma coisa espetacular. Tem ciclovia, parquinho para crian√ßas, pista caminhada, ate¬īum laguinho. Nunca vi uma orla de praia t√£o bem estruturada.


      Dia 14 ‚Äď Aracaju ‚Äď Maceio /AL

      Antes de pegarmos estrada em direção a Maceió, fomos conhecer o mercado municipal de Aracaju, mas estava muito cheio de gente então foi uma visita rápida, fomos também até a Colina de Santo Antonio, onde tem-se a melhor vista da cidade. Passamos em frente ao Museu da Gente Sergipana, que estava fechado.
      Tinhamos também a intenção de conhecer os Canions do Xingo no Sergipe, mas estava fechado na época devido a pandemia.
      O trajeto de Aracaju a Maceió dura umas 4 horas de carro em boa pista do lado sergipano e pista excelente no lado alagoano. A Br 101 em alagoas é totalmente duplicada e a Al 101 que vai até Maceió também.
      No trajeto passamos por cima do Rio São Francisco, que tem um mirante muito  bacana, mas deixamos para tirar fotos na volta.
      Chegamos em Maceió no final da tarde, apenas para dormir.
      Ficamos hospedados no Ritz Suitz, na praia Cruz das Almas, que foi nossa melhor hospedagem da viagem inteira. Otima piscina, quartos amplos e espaçosos e ótimo café da manhã.

       
      Dia 15 ‚Äď Macei√≥/Al
      Dia de curtir as praias centrais de MAcei√≥, ficamos num trecho pr√≥ximo ao letreiro ‚ÄúEu amo Macei√≥‚ÄĚ.
      O que é a cor da agua de lá? Um azul claro quase transparente, nunca tinha visto antes. Mar calmo, de aguas mornas, tranquilo demais de nadar e passar o dia.
      Em agosto/2020 Maceió já estava em pleno funcionamento, barracas de praia, restaurantes e pousadas.

      Dia 16 ‚Äď Macei√≥/Al.
      Fomos conhecer Barra de São Miguel, 30 minutos ao sul de Maceió. Lugar lindo, o recife de corais forma uma gigantesca piscina natural. Pena que pouco tempo depois que chegamos começou a chover, então tivemos que voltar para MAceió. No caminho paramos num lugar chamado Bar do Pato, que como o nome diz, fazem patos de tudo quanto é jeito. Não podia comer no local então levamos marmitex para comer no hotel. Comemos um pato ensopado delicioso.
      Ao final da tarde fomos à feirinha da Pajucara passear e comprar mais um chaveirinho pra minha coleção.

       
      Dia 17 ‚Äď Macei√≥ ‚Äď Itatim/Ba

      Dia crucial para definição de roteiro da viagem. Maceió originalmente não estava no roteiro, mas pelo fato de alguns lugares na Bahia estarem fechados fomos subindo e foi uma grata surpresa. Estavamos decidindo se ficaríamos mais dias em Maceió, se subiríamos mais (Maragogi ou até mesmo Natal) ou comecariamos a descer pensando em adiantar o retorno pra casa. Como viajamos sem roteiro nenhum totalmente definido, nem sabíamos quantos dias iriamos ficar viajando, rsrs.
      Tinhamos uma amiga que mora em Natal e estava nos oferecendo hospedagem. Maragogi acabamos descartando porque achamos passeio a piscinas naturais complicados com criança pequena. Recife e Joao Pessoa que estavam mais próximas nós já conhecíamos de outras viagens.
      Um fator pesou na decisão: percebemos que as crianças já estavam ficando cansadas dessa rotina. Isso nos motivou na decisão de começarmos a voltar pra casa.
      Planejamento inicial seria de 3 dias até chegarmos em BH, de modo que no primeiro dia descemos até uma cidade poucos km a frente de Feira de Santana, chamada Itatim, as margens da Br 116, onde achamos um hotel para pernoitar.
      No meio do caminho paramos no mirante para admirar o Rio S√£o Francisco, que nasce aqui em MG, na Serra da Canastra. Local bel√≠ssimo. rio de fundamental import√Ęncia para integra√ß√£o nacional e fonte de sustento de muitas pessoas ao longo do seu percurso.

       
      Dia 18 ‚Äď Itatim/Ba ‚Äď Itacar√©/Ba

      O planejamento do dia seria seguir de Itatim/Ba até Padre Paraíso/MG. No entanto, enquanto íamos descendo pela Br-116 fomos tomados por um aperto no perto, uma sensação de que estávamos indo embora pra casa cedo demais. Além disso, estávamos assustados com o fluxo de caminhão na Br, que apesar de privatizada, era pista simples e com muitos buracos.
      Nesse meio tempo vimos que Itacaré tinha reaberto (quando estávamos subindo de Ilheus a Salvador ainda estava fechada). Então, na altura de Jequié saímos da Br 116 e pegamos a Br 330 em direção ao entroncamento com a Br 101 e de lá seguimos a Ilheus e Itacaré.
      Chegamos no final da tarde, ficamos hospedados na Terra Boa Hotel Boutique, muito bonita, ótimo café da manhã, mas quarto pequeno. Deu tempo de conhecer a praia da Concha, que é bem próxima a pousada.

      Dia 19 ‚Äď Itacar√©/Ba
      Adivinha? Choveu o dia inteiro. O dia inteirinho, n√£o fizemos nada a n√£o ser assistir filme e pedir comida, rs.
      Dia 20 ‚Äď Itacar√©/Ba ‚Äď Prado/Ba

      Antes de sairmos de Itacaré, fomos conhecer algumas praias já que o sol tinha saído. Todas muito belas, porque Itacaré tem paisagens diferentes do restante da Bahia, lembra mais a costa verde, com praias em serras junto a cachoeiras.  São umas 4 ou 5, que esqueci o nome agora.
      Após o almoço pegamos estrada em direção a Prado/Ba, onde iriamos pernoitar. Essa viagem foi um pouco tensa primeiro porque o GPS nos mandou por um péssima estrada de terra na saída de Itacaré até o entroncamento com a BR 101, gastamos mais de 2 horas somente nesse trajeto, de cerca de 50 km.
      Depois pegamos um bom trecho a noite da BR 101, e eu n√£o gosto de pegar estrada a noite, acho perigoso. Mas chegamos por volta das 22:00 em Prado, onde pernoitamos em uma pousada local.

      Dia 21 ‚Äď Prado/Ba ‚Äď S√£o Mateus

      Já conhecíamos Prado de outras  viagens, mas somos apaixonados com uma praia de lá, chamada Japara Grande. Fica no caminho para Cumuruxatiba e é absolutamente rustica e belíssima. Passamos o dia lá. Vimos até alguns patinhos nadando no rio que desemboca no mar.
      Ao final do dia chegamos em São Mateus, que é onde reside minha cunhada, motivo pelo qual fomos até lá. Ficamos hospedados em sua casa.

      Dia 22 e 23 ‚Äď S√£o Mateus/ES
      Já em clima de fim de viagem, num dia fomos passear na Vila de Itaunas, que também já havíamos visitado previamente. Estava bem vazia e o mar muito agitado. No ultimo dia choveu muito então ficamos em casa mesmo, saindo apenas para visitar a ultima atração de São Mateus/Es que é a casa invertida. Mas ficaram só as fotos externas porque estava fechada para visitação.

      Dia 24 ‚Äď S√£o Mateus/Es a Belo Horizonte/MG

      Dia de retorno a casa, num trajeto feito completamente na BR 381 em cerca de 11 horas.
       
      Considera√ßoes finais: hoje eu vejo as fotos dessa viagem e nem acredito, parece uma loucura viajar com crian√ßa pequena e beb√™ e ir t√£o longe nesse nosso Brasil, no meio de uma pandemia. Mas sem d√ļvida foi uma das melhores viagens da vida e com certeza memorias afetivas importantes foram criadas ao longo desses 24 dias. Em todos os lugares fomos sempre muito bem recebidos e acolhidos, n√≥s brasileiros somos muito acolhedores.
      √Č isso pessoal, estou aberto caso tenham alguma duvida. At√© o pr√≥ximo relato!
       




    • Por Fernando Leite
      Olá, pessoal. 

      Estou come√ßando a pesquisar e planejar uma viagem tendo como¬†destino principal¬†Ushuaia. Estava pretendendo ir entre julho - outubro, dependendo de pre√ßo e condi√ß√Ķes de viagem nos lugares. Dei uma olhada em Bariloche tamb√©m e estou vendo se seria poss√≠vel (em uma viagem de at√© 30 dias) conseguir fazer Montevid√©u -> Buenos Aires -> Ushuaia -> (aberto a sugest√Ķes de passeios e trilhas entre a parte argentina e chilena).¬†

      Gostaria de sugest√Ķes sobre a parte da volta, se algu√©m conhece algum outro destino legal e que d√™ para aproveitar um pre√ßo bom para a volta para o Brasil. Tamb√©m estava avaliando se seria poss√≠vel passar por Bariloche no rumo de volta de Ushuaia ou se n√£o vale a pena. E a outra d√ļvida √© se √© realmente uma mal escolha de meses para ir para a Patag√īnia (pelo inverno). Algu√©m tem alguma contribui√ß√£o? √© minha primeira viagem internacional, ent√£o n√£o tenho nenhuma experi√™ncia¬†ūüôÉ.

      Ali√°s, estarei saindo do Paran√°.
    • Por rafael_santiago
      Porteira da Est√Ęncia T√ļnel
      Início: aterro sanitário de Ushuaia (desagradável, mas dá para evitar)
      Final: Playa Larga
      Dist√Ęncia: 21,9km
      Maior altitude: 327m
      Menor altitude: 0m na foz do Rio Encajonado
      Dificuldade: fácil por ser por trilha bem marcada (ou estradinha fechada a carros) e desnível positivo de apenas 308m.
      A leste da cidade de Ushuaia, √†s margens do Canal de Beagle, est√° o balne√°rio de mar dos fueguinos, a Playa Larga, uma praia de pedrinhas de cerca de 1km de extens√£o. Continuando pela costa se encontram algumas est√Ęncias (fazendas), sendo a mais pr√≥xima a Est√Ęncia T√ļnel. Depois dela chama a aten√ß√£o um rio que corre por dentro de um profundo c√Ęnion antes de desaguar no Beagle, o Rio Encajonado (encaixotado). Para n√£o ir e voltar pelo mesmo caminho at√© o Rio Encajonado desenhei um percurso que chega √† Est√Ęncia T√ļnel pela serra e retorna pela costa. Essa foi a divers√£o desse dia, que come√ßou ensolarado e terminou com muita chuva e vento frio, t√≠pico de Ushuaia.
      Esse percurso de ida pela serra tem o inconveniente de passar ao lado do basural, o aterro sanitário de Ushuaia. Não é tão horrível, mas para quem preferir evitar basta fazer o mesmo trajeto pela costa na ida e na volta.
      17/02/2020 - Saí do hostel um pouco tarde, às 9h35. Os dias longos do verão no extremo sul do continente deixam a gente bem relaxado com relação ao horário das caminhadas. Os argentinos por exemplo muitas vezes iniciam as caminhadas no meio da tarde. Há luz do dia até depois das 21h30 nessa época (fevereiro). 
      Na Rua Gobernador Deloqui, no centro de Ushuaia, peguei o √īnibus da linha B (poderia ser o da linha A tamb√©m, por√©m na Avenida Maipu) e desci √†s 10h10 no ponto da Rua Pioneros Fueguinos quase esquina com a Perito Moreno, que ali √© uma rodovia. Cruzei a Moreno e procurei o melhor lugar √† direita para descer ao Rio Ol√≠via. Cruzei-o por uma ponte estranha (altitude de 19m) e tomei a estrada de terra poeirenta para a esquerda, subindo. Para mim, pior que o basural √© esse trecho de 530m em que os carros e caminh√Ķes de lixo passam e cobrem a gente de poeira. Mas passado o port√£o do basural n√£o circulam mais carros. Cerca de 920m ap√≥s a ponte chego √†s 10h25 a uma porteira azul de ferro com cadeado mas com um port√£o ao lado. Ali a estradinha faz uma curva para a direita (leste) e sobe mais forte. Para tr√°s a vis√£o de Ushuaia e do Canal de Beagle vai se ampliando.¬†

      Foz do Rio Encajonado
      Quase no topo da estrada h√° uma bifurca√ß√£o em que se deve seguir √† esquerda fazendo uma curva em S ou tomar uma trilha-atalho no meio das duas ramifica√ß√Ķes (n√£o seguir na estrada √† direita). A estrada toma o rumo leste e vai percorrer a dist√Ęncia a face sul do Cerro Le Cloche. Foi a√≠, ap√≥s uma porteira, que eu procurei uma trilha (relato aqui) para subir esse cerro e n√£o encontrei. Seria preciso subir pelo bosque sem trilha e depois pela encosta de pedras/lajes soltas sem caminho definido tamb√©m, creio eu, o que chega a ser um pouco arriscado. Continuando pela estradinha, √†s 11h33 cheguei a um largo com uma casa de madeira que parecia em constru√ß√£o. N√£o havia ningu√©m. Cruzei o riacho pelas pedras e subi √† esquerda. Cerca de 520m depois da casa surge uma trilha bem marcada entrando no bosque √† direita. Esse √© um outro caminho que desce √† costa mas eu queria tomar a descida que d√° diretamente na Est√Ęncia T√ļnel, portanto tinha de continuar at√© o final da estradinha. Logo atingi o ponto mais alto da caminhada, 327m.
      Às 12h07 passei por um curral vazio à direita e com mais 7min a estrada vira uma trilha entrando no bosque. Na bifurcação 90m depois uma seta aponta para a direita mas vou para a esquerda. Mais 70m e continuo em frente num cruzamento de trilhas. Parei para almoçar junto a alguns troncos caídos. Apesar de não ter visto sinal de vida comecei a ouvir barulho de motosserra. Retomei a caminhada às 12h45 e a trilha toma o rumo sul, descendo. Apareceram algumas vacas e logo cruzei com um homem a cavalo e seu fiel cachorro. Às 12h57 apareceu uma bifurcação, fui para a direita, mas tanto faz pois se encontram mais abaixo. 
      √Äs 13h19 entroncou uma trilha √† direita que √© uma das ramifica√ß√Ķes daquela primeira trilha de descida. Com mais 210m cheguei √† Est√Ęncia T√ļnel, √†s 13h25. Ali h√° uma casa e currais com vacas e cavalos, mas n√£o vi ningu√©m.¬†
      Meu pr√≥ximo objetivo era o Rio Encajonado, a 2,8km dali caminhando pela costa no rumo leste. Fui ent√£o para a esquerda. A trilha corre um pouco alta, n√£o pela margem do canal. Cruzei com tr√™s pessoas voltando e depois com mais tr√™s ou quatro. Interessante notar ali as √°rvores que cresceram completamente inclinadas pela a√ß√£o do vento! Ao chegar ao Rio Encajonado √†s 14h20 encontrei um argentino que tinha chegado de bicicleta at√© ali. Ele disse que cruzou o rio junto ao canal e n√£o viu continua√ß√£o da trilha. Disse que a √°gua estava gelada. Nesse local de chegada se v√™ o rio correndo l√° embaixo no fundo do c√Ęnion. H√° at√© uma "ponte" sobre ele mas exige muito equil√≠brio e sangue frio pois √© um tronco fino com duas cordinhas finas como corrim√£o. Nem pensar que eu passaria ali, ali√°s n√£o conseguia chegar nem perto dessa "ponte" pela altura das paredes do c√Ęnion.¬†
      Com informa√ß√Ķes contradit√≥rias restou a d√ļvida se a trilha continua ou n√£o. Provavelmente sim mas eu n√£o quis entrar naquela √°gua gelada para explorar do outro lado. Seria s√≥ uma explora√ß√£o para voltar em outra ocasi√£o j√° que n√£o havia tempo para seguir mais √† frente e voltar no mesmo dia √† cidade. A nota ruim ali naquele local bonito era um touro que despencou e jazia bem na embocadura do rio...

      Ser√° que venta muito?
      Depois chegaram mais tr√™s garotas mas logo foram embora. Iniciei o retorno √†s 16h06, passei pelas casas da Est√Ęncia T√ļnel √†s 17h e continuei pela costa. Cruzei a porteira de entrada da fazenda e uma placa ali aponta o Rio Encajonado √† direita, subindo. N√£o devem querer que fique gente passando bem na porta da casa deles. √Äs 17h17 cheguei a uma bifurca√ß√£o onde o melhor caminho √© pela direita, o da esquerda √© ruim, desce e sobe muito. Entrei num bosque e na sa√≠da dele vem da direita outra ramifica√ß√£o daquela primeira trilha de descida. Cruzei um riacho (com origem naquela casa de madeira l√° em cima) por dois troncos e sa√≠ do bosque. Ali √† esquerda num morrote est√° o Mirador San Sebastian. Algumas vacas na trilha, um extenso bosque e cheguei √†s 18h13 a uma porteira. Uma placa ali alerta para o futuro desaparecimento dessa trilha por causa da constru√ß√£o de uma estrada! Com mais 4min cheguei a um final de estrada de r√≠pio com um estacionamento e cinco carros. H√° ali uma torre de ferro chamada Baliza Escarpados pertencente √† Marinha Argentina.
      Comecei a andar pela estrada e veio a chuva. Parei para vestir a roupa imperme√°vel, comer alguma coisa e ver se a chuva parava - que nada... Continuei pela estrada com chuva mesmo e √†s 19h avistei a Playa Larga (Praia Comprida) bem abaixo a esquerda. Ao fundo Ushuaia, mas a paisagem estava toda cinzenta pela chuva. Apareceram alguns acessos secund√°rios √† praia mas o principal veio √†s 19h18. A areia est√° al√©m de um gramado que tem churrasqueiras de alvenaria. Algumas pessoas pararam o carro ali no estacionamento e foram visitar a praia com aquele tempo horr√≠vel. Uma placa mais adiante d√° as boas-vindas √† "Reserva Provincial, Cultural y Natural Playa Larga". A estrada faz uma curva para a direita, se afasta da praia e depois cruza o Rio Ol√≠via, o mesmo que cruzei de manh√£ antes do aterro sanit√°rio. Cheguei √† Avenida Perito Moreno √†s 19h45 e dobrei √† direita para tomar o √īnibus da linha B no mesmo local onde saltei de manh√£, Rua Pioneros Fueguinos.
      Informa√ß√Ķes adicionais:
      . para chegar ao in√≠cio da trilha deve-se tomar o √īnibus das linhas A ou B no centro de Ushuaia e saltar no ponto da Rua Pioneros Fueguinos quase esquina com Perito Moreno
      . o valor da passagem em fev/20 era AR$24 (R$1,50) que deve ser pago obrigatoriamente com o cart√£o de transporte SUBE (o mesmo de Buenos Aires e Bariloche)
      Rafael Santiago
      fevereiro/2020
      https://trekkingnamontanha.blogspot.com.br
       

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