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Ilha do Cardoso / PETAR (6 dias) c/fotos


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  • Colaboradores

Olá pessoal! Tomei coragem e resolvi fazer meu primeiro post com relatos de viagens. Resolvemos fugir um pouco dos roteiros movimentados e curtir mais o sossego e a naruteza. Espero que este relato ajude a todos que queiram conhecer esses lugares. Vamos lá:

 

1º Dia - Registro e Cananéia

 

Acordamos bem cedo e pegamos a estrada, a direção era a cidade de Cananéia-SP (Litoral Sul). No caminho tranquilidade, sossego até.... TRANSITO NA SERRA.. ::grr:: "Meo será que até em dia de semana a gente pega transito nessa maldita serra???" ::grr:: Essas foram as palavras sábias de minha noiva logo qdo paramos atras de um monte de carros.. E que transito!!! Atrasou a viagem mais ou menos umas 3 horas...

Após rodar varios KM's resolvemos dar uma paradinha na cidade de Registro. Ela é uns 100km de Cananéia. Meo que cidade limpa! Que povo educado! Fora que é muito rica em cultura. Como foi uma cidade que teve muitos imigrantes japoneses, em varios pontos da cidade você ver coisas relacionadas com o Japão. É bem legalz.. Após conhecer a cidade e comer varias coisas lá (vários bolinhos japoneses ::tchann:: ) continuamos nossa viagem.

*AVISO* - Pra que vai de São Paulo (Capital) p/ Cananéia muito cuidado com estrada que liga a Regis Bitencurt a cidade de Cananéia, pois tem varias curvas e muitos buracos.

Bom, chegamos em Cananéia. Nooossssaa nunca vi um litoral tão calmo, o povo muito simples hospitaleiro, ficamos em um hotel e fomos dar uma volta na cidade. O legal de lá é que tem vaaaariaass coisas historicas sobre imigrantes e talz. Fechamos com um rapaz o passeio para Ilha do Cardoso e voltamos pro hotel e fomos descansar.

 

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2º Dia - Ilha do Cardoso

 

ZzZzZzZzZzZz... Bééé.. Bééé.. Afff o odeio meu despertador..

Acordamos umas 6:30, pois o passeio ia começar as 8:00... Quando o chegamos no lugar que o barco ia sair :o *SUPRESA* :o , o barco dava medo de mais... Acho que até um botinho inflavel passava mais segurança, mas fazer o que néh? Ja tinhamos pago... Então?? Caímos para dentro!!! No caminho o guia vai mostrando uma porrada de lugar e você acaba nem ligando mais para o barco, de tão lindo que é a paisagem.. Agua azulzinha, varios passaros, golfiiinhos (depois entro em mais detalhes), peixes e mutucas.. AIII MUTUCAS.. Isso!!! Infelizmente não sabiamos que em novembro e dezembro era a epoca de reprodução delas.. Mas blz, umas picadas a + ou - não matam ninguem. Voltando... O caminho até a Ilha do Cardoso é maravilhoso.. E quando voce chega lá!! MEEEOO DEEUUSS... Que lugar éh aquele.. Lindo d+, deserto, verde. Tem lugares na Ilha que tem piscina natural , fora a fauna.. Tudo o que tipo de passaro, peixes e golfinhos.. Sim agora vou chegar nessa parte... Eu sabia que os golfinhos eram brincalhões, mas não do jeito que eles estavam na ilha.. E ficavam se mostrando para nós, pulando chamando a atenção... Você pulava na água e eles vinham querer brincar. Dentro da ilha tem um museu bem legal, que tem fotos e ossos de jacaré, tubarões e até baleia encontrada lá. Quando deu umas 17:00 saímos da Ilha e voltamos para Cananéia.. E sabe o que fizemos???? NADA!! Porque eu e minha noiva estamos parecendo dois camarões, assadosssss por causa do sol... Comemos algumas coisinha e fomos durmir cedo!

 

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3º Dia - Iguape e Ilha Comprida

 

"Amor, acho melhor a gente levar algum cartão, debito ou credito!" Essa foi mais uma das frases sábias de minha noiva. Pois éh!Eu não quis escuta-la, pois iriamos entrar varias vezes no mar e ja tinhamos dinheiro na carteira dela e na minha. Sóh que só fui perceber que tinha esquecido minha carteira mais tarde.

Saimos de Cananéia e fomos para a cidade de Iguape. Lá tem uma praia que fica em uma reserva. A praia da Juréia.. A praia é linda, bem diferente das praia normais.. Éh limpa e voce tem mais contato com a natureza. Ficamos um pouco lá e resolvemos ir para a Ilha Comprida. Você pode ir para Ilha ou por Cananéia que tem balsa, ou por Iguape quem a ponte. Ja que estavamos em Iguape, fomos pela ponte. A Ilha éh show de bola, tem a parte movimentada que fica no centro com varias lojas e quiosques. Ficamos um pouco la e fomos sentido Cananéia, onde fica a parte afastada. Tudo deserto, não tem asfalto, você anda com o carro pela areia da praia.. É muito doidooo, que sensação gostosa. Aproveitamos a praia, as dunas, tiramos varias fotos, brincamos muito com o carro na areia e cansamos... Resolvemos continuar o caminho para pegarmos a Balsa e ir para Cananéia só que...

*AVISO* Cuidado com o horario que você vai dirigir pela praia em Ilha Comprida, a maré pode subir!!

SIMMMM... A maré subiu.. O ultimo canal que tinhamos que atravessar para pegar a balsa encheu de mais e tivemos que voltar... Isso não é o pior, o pior era que eu esqueci a minha carteira e a minha noiva com suas frases sábias acertou mais uma... Esse maldito cartao fez uma faltaaa.. Pq ja não tinhamos mais dinheiro, estavamos sem cartão e não tinha jeito nenhum de sacar.. Acho que foi um dos perrengues mais doidos que passei em minha vida. Pq daquele canal para a balsa faltavam apenas 5 km e o retorno inteiro eram + de 90 km, fora que estava escurecendo e a maré subiundo.. Mas chegamos... Com a gasosa na reserva, sem dinheiro e suando frio ::mmm: ... Essa noite a gente aproveitou bem Cananeia, fomos para um barzinho e nos divertimos muito. Sóh que antes, agradecemos a Deus por ter chegado sã e salvo em casa!!!

 

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4º Dia - Eldorado (Caverna do Diabo) e Iporanga (PETAR)

 

Chega de praia!!! Vamos agora curti cachoeiras e cavernas.

Logo de manhã pegamos a estrada e fomos em direção a Caverna do Diabo. Para chegar lá, você tem que passar pela cidade de Eldorado. Tem varias placas mostrando o caminho. É muito facil encontrar o lugar...

Quando vc chega no parque, você paga um taxinha para ir com o guia na caverna e pelo estacionamento. E só pode ir em turmas. Mais ou menos uns 40 minutos para fechar as turmas. Turmas fechadas vamos lá. Caverna é muito legal.. Nunca uma é igual a outra e a Caverna do Diabo e a mais diferente que eu ja vi.. Ela eh muito grande.. MAS ÉH GRANDE MESSSMOOOOO!!! Você fica impressionado com tamanha beleza.. E como a natureza consegue ser tão maravilhosa.. O ponto positivo da Caverna do Diabo, é que ela tem luzes, então não há muito a necessidade de lanternas. O negativo é que tem alguns lugares que a gente pode ver que foi vandalismo. E para a natureza consertar isso demora centenas de anos. É um passeio mais Light, e não requer muito esforço fisico.. Vale muito apena ir.

Terminado o passeio fomos para Iporanga. Para o lugar mais fascinante que eu ja vi..

Chegamos em Iporanga e fomos procurar alguma pousada. Rodamos muito até acharmos uma bem legalz. Se não me engano é Pousada Casa de Pedra, fica em frente ao rio Ribeira. Fomos fechar o passeio do dia seguinte e ficamos de bobeira a noite toda.

 

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5º Dia - Iporanga - Petar

 

8:00 da manhã ja estavamos no lugar onde tinhamos marcado com o Guia. O guia custa R$ 100,00 o dia, ja com todos os equipamentos inclusos. Nosso guia foi o MIZAEL, o moleque eh gente fina de mais. Nosso roteiro tava a exploração de 3 cavernas mais o Boiacross.

*AVISO* O preparo fisico é muito importante para a exploração. Caso você nao tenha, explore cavernas mais basicas

Fomos para a Caverna Santana. Completamenta diferente de tudo que imaginei, nao tem luz nenhuma, só as nossas.. Ela eh tem varios labirintos e varias galerias, uma mais linda do que a outra. É a caverna mais bonita do Petar, pois tem varias estruturas, estalactites, estalagmites, cortinas e até umas pedrinhas que brilham no escuro que eu esqueci o nome. No final dela caminhamos um pouco e fomos para uma cachoeira.. Eu nem esperei o guia falar e ja pulei...

MEO DEUS... QUE AGUA GELLAAAAADDDDAAAAAA...

E era isso que ele ia falar, que tem lugares que a agua chega a 5ºgraus...

Depois disso fomos para a segunda... Caverna Ouro Grosso.. Que d+... A entrada dela é 40cm x 40cm e ela eh bem estreita. Nivel de dificuldade altissimo... Soh que no final voce ganha um presentaçoooo... Dentro da caverna tem uma piscina natura de + ou - 3 metros de pronfudidade e uma mini-cachoeira tbm!!! O mais legal lá é que a água não é tão gelada ::otemo::

A terceira foi a Caverna Alambari de Baixo.. Essa é maluca... A entrada dela éh bem larga e a claridade é alta na entrada. Assim a gente pode aproveitar cada detalhe dela... O mais legalz dela, é que você é obrigado a se molhar.. No meio dela vc tem que entrar na água. E as vezes a agua chega até o pescoço (tenho 1,74). Muito legalz.Cada caverna tem um diferencial, só que a do Alambari de Baixo e a do Ouro Grosso o nivel de dificuldade é alto.. Mas vale a pena..

No final, fizemos boia cross nas corredeiras do Petar... Foi incrivel... Chegamos mortos de fome e cansado na pousada... Fomos a um restaurante e curtimos a noite na cidade...

 

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6º Dia - Volta para Sampa..

 

Acordamos taaaarrrde maiiss.. Meoo a volta éh sempre um saco.. Mas tinhamos que voltar...

Na volta a SP passamos ainda em Registro, pra mais uma passeada.. Ja disse que essa cidade é gostosa d+?? Meoo.. Éh.. Se vocês passarem em frente dela, não deixem de visitar...

 

 

Bom gente, esse foi meu relato. Espero que tenham gostado e ajude a muitos do forum..

 

Abraços..

 

Felipe Silva

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  • 11 meses depois...
  • 4 semanas depois...
  • Membros

Belo Relato !

 

Ja fui nesta região, oque mais gostei foi o fato das praias serem praticamente desertas na ponta de ilha comprida, pra voce ter uma idéa ja me ofereceram terreno por 500 reais la.

Em questão ao transito na descida é normal devido a obras de duplicação da serra do cafezal e pela fila de carretas que vem de São Paulo engrenadas, é um saco!!! mas com a duplicação isso deve acabar.

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    • Por Jonas Silva ForadaTribo
      Nos últimos dias de 2019 tive o prazer de fazer um dos trechos da Travessia Entre Ilhas, que é mais conhecido como Lagamar. O trecho entre Cananéia/SP e Paranaguá/PR. Na verdade Lagamar é o nome do estuário menos degradado e mais produtivo do mundo situado na região que compreende os estuários do Rio Ribeira, Iguapê e o Estuário de Paranaguá. É uma região de manguesal que abriga uma grande diversidade da flora e principalmente fauna terrestre e marinha. O Lagamar está num trecho de preservação da Mata Atlântica que, explica e chama ainda mais atenção pela sua riqueza.
      Apesar da preparação em grupo acabei fazendo o percurso no estilo "solo". Quando chegamos em Cananéia do grupo que já era reduzido, uma das pessoas não compareceu, e  a outra preferiu ficar na cidadezinha. Como aquecimento, depois de passar boas horas na espera em Registro/SP, aguardando um ônibus para a Ilha, chegamos em Cananéia. Logo tratamos de fazer um tour pela pacata cidade histórica que se orgulha de brigar (ser) considerada a primeira "cidade" brasileira. Fato é que em  1531 Martin Afonso de Souza aportou na Ilha de Cananéia, segundo documentos históricos. Visitamos o museu municipal que também guarda uma preciosidade: o maior tubarão branco em exposição, embalsamado, do mundo. A fêmea, capturada em águas brasileiras da região têm 5,5 m de comprimento e nada menos que 3,5 toneladas.
      Como aquecimento da jornada eminente, subimos (na verdade subi) o Morro São João Batista para conferir a vista do Mar Pequeno e tem uma pequena ideia da dimensão do projeto. Nessa ascensão que acabei ficando sozinho, minha parceria desistiu, melhor que foi ali e não em meio à praia deserta.

      No geral Cananéia é uma daquelas cidades que faz voltarmos no tempo e fazer uma reflexão sobre nós homens, nossa sociedade e nosso progresso. As ruas foram projetadas para o Séc. XVI ou XVII e hoje precisam conviver com carros do séc. XXI, isso não é um problema, quando a população e o fluxo não é muito grande. As marinas e mercados de peixe estão por todo lugar, a pesca é a principal atividade da cidade. Pra quem gosta de curtir um final de tarde num barzinho, vai encontrar na Ilha algumas opções bem aconchegantes, e diversificadas. A sensação de segurança também traz um certo conforto.
      PRIMEIRO DIA DE TRAVESSIA (NA VERDADE PREPARAÇÃO)
      Neste dia acordei às 06:00 na esperança de chegar à Praia do Cambriú antes das 09:00. Na realidade como estava sozinho, mesmo tendo esperado até às 09:30 no pier não consegui nenhuma voadeira rumo ao Cambriú. Para garantir fui para o Marujá, depois faria o trecho de 12 km até o Cambriú caminhando.

      O trajeto até a Comunidade Marujá já foi emocionante, cruzamos com golfinhos, guarás vermelhos e nossa voadeira deu uma pane ficando uns 40 min à deriva no meio do canal.

      Do Marujá até o Cambriú a viagem foi angustiante: cruzar a Praia da Lage se revelou o principal teste emocional da viagem. São cerca de 6 km apenas, mas o fato de conseguirmos enxergar a outra ponta torna essa praia deserta um "inferno".

      Parece não ter mais fim, some-se o fato de ser o início da travessia, então eu queria olhar o relógio a todo instante para saber do meu desempenho, ilusão, nada mudaria. Levei mais que 1h e 30min  de caminhada, tive de fazer algumas paradas e lutar constantemente com os pensamentos negativos. Alguns urubus sobrevoavam meu esqueleto trambaleante fazendo troça.

      Com muita luta cheguei no outro lado e depois na Praia do Fole, alcançando o Cambriú já depois das 15:00. Assustado, e preocupado devido à experiencia na Laje, resolvi dormir por ali mesmo. No finalzinho da tarde, conversando com moradores descobri que o seu Toninho (barqueiro) fez duas travessias de barco vindo de Cananeia naquele mesmo dia. No final eu tinha chegado também.

      SEGUNDO DIA - MAR IMPLACÁVEL ESPERA INFINDÁVEL
      Madruguei. Às 06:15 já me punha a caminhar, na esperança de ver o sol nascendo na Praia do Fole, de frente para a Ilha do Cambriú, nada mais que expectativa. O Astro só apareceu já alto umas 06:50 devido a quantidade de nuvens. Transpor a pequena Praia de Fole Pequeno é simples, a Praia do Fole também foi fácil, ou a ansiedade de chegar na aterradora Praia da Laje novamente fez com que as duas ficassem mais fáceis.

      De peito aberto me pus a caminhar e em menos de 1h cruzei aquela vastidão de areia liza. É curioso como ela parecia ainda maior, apesar de psicologicamente ter sido bem mais fácil. A faixa de areia estava com mais de 50 m de largura, a maré tinha recuado bastante.

      No trecho de pedras entre a Laje e o Marujá, fiz uma pausa para comer e beber água na bica que tem por ali.

      Logo que começa o costão um visual deslumbrante, a Praia do Marujá sumindo no horizonte como um traço reto entre a água azul e a mata verde. Depois de sair no Marujá e caminhar uns 2 km encontrei as primeiras pessoas desse trecho. Era um pequeno grupo, aproximadamente 15 pessoas tomando banho de mar. Pelos demais 14 km daquele dia não vi mais ninguém, apesar de ter encontrado até uma placa indicando um restaurante.


      Caminhei, caminhei, até tentei parar para descansar, mas além de não me sentir cansado, o sol de rachar e a falta de qualquer sombra desencorajam a pausa. Incrível que nesse dia, apesar de a praia ser bem mais extensa, quando me dei conta estava na antiga Vila da Baleia e já eram 12:00.
      A Vila, agora destruída, mostra o quão implacável as águas podem ser. Hoje nenhuma residência permanece no local. O mar cortou um braço de uns 500m por ali, e continua avançando. As pessoas saíram deixando tudo para trás. Inclusive muito lixo (roupas, plástico, fios, canos, etc.) que provavelmente vai acabar no Atlântico, que diga-se de passagem já tem muito lixo. Uma vergonha. Ainda mais sabendo que se trata de uma comunidade que vive do Mar.
      A parte boa é que no canal que se forma atrás da antiga Vila as águas além de limpas são muito calmas. Não resisti, tirei a roupa e dei alguns mergulhos. Arrumei minhas coisas como um travesseiro e tirei um bom cochilo, imaginando a pernada de volta até a nova Vila da Baleia ou Marujá pra conseguir um barco que me deixasse em Ararapira.

      Acordei com o ruído de um barco parando ali pertinho, fui logo perguntar sobre chegar do outro lado. O barqueiro, Pedro, se ofereceu me deixar na agora Vila da Baleia, aceitei. Na Vila consegui um transporte para o final da tarde. Precisei ficar 4h esperando, sentado ao pé de uma árvore, sendo paparicado por uma cachorra que apareceu ali.
      Cheguei em Ararapira quase noite. Lá fui informado que se tivesse parado na Pontal do Sul/SP poderia também chegar no Superagui caminhando: o antigo canal não existe mais, está todo assoreado pela areia e fica exposto, exceto em maré cheia.
      TERCEIRO DIA - A PÉ OU DE CAVALO
      Comecei cedo, e como não podia ser diferente larguei a tralha na ponta do Superagui e fui até o meio do antigo canal, marcar a divisa dos estados.

      Caminhando no Paraná, logo avistei o improvável; no meio do nada um cavalo branco observando o Oceano, cheguei pensar que fosse loucura da solidão na minha cabeça. No entanto, pude confirmar era um cavalo mesmo. Resisti a tentação de cavalgar até a Vila de Superagui.

      Caminhei, passei por alguns riachos, boias, quando encontrei gente, fui saber que já estava chegando na Vila. Eram 11:00 e meus planos de wild camping ficariam para outra oportunidade. Pleno, cheguei na Vila de Superagui. No entanto, um erro crasso me deixou preocupado, e não era o cansaço dos 20km e tanto. Em um dos riacho eu optei por não tirar a bota, resultado foi que era mais fundo que o planejado e entrou água nela, caminhei o resto do trecho, uns 10km, com o pé encharcado. Rendeu muita dor na sola do pé e o medo de aparecerem bolhas me obrigando a desistir no último trecho.

      Achei um camping, muito da hora, e fiz uma coisa improvável que tive vontade lá pelas 09:00 da manhã, comprei uma coca-cola. Pensa num refrigerante gostoso. O marido da dona do camping, ao conversarmos se dispôs a me deixar na Ilha das Peças no outro dia.
      Fiquei algumas horas sentado no píer da Vila esperando o pôr do Sol, durante esse tempo vários grupos de botos desfilaram a poucos metros de mim.

      QUARTO DIA - UMA TRAPAÇA, MUITA ESPERA
      Desarmei acampamento antes de o Sol nascer, mas tive de esperar o barqueiro, kkkk. À 06:40 me deixava na Ilha das Peças, e não quis me cobrar nada ainda. Nesse dia foi muito tranquilo, aquela sensação de tempo e espaço relativa, devido nas Peças eu saber que seriam apenas 16km para completar a trilha tornou tudo psicologicamente muito leve. A areia firme, a companhia da Ilha do Mel a poucos metros tudo preparado para um final incrível.

      Depois do antigo farol, hoje caído, avistei a Vila das Peças. Inocente, mesmo percebendo um trecho que aparentava "mangue" resolvi cruzar por ali mesmo, próximo do mar, para não contornar pela margem da várzea. Foi o trecho mais cansativo, e olha que desisti logo do meio e fui para a margem da mata. A cada pisada o pé afundava alguns centímetros na areia fina, acabando com minha panturrilha (lembrei dos tempos de treino na areia para disputar campeonatos de futebol).

      Chegando na Vila, 10:00, fui procurar alguém que me deixasse em Paranaguá. Não fui bem tratado pelos barqueiros, foram meio rudes - mochileiro acho que eles pensam que nós mendigamos carona. Fiquei chateado, mas paciência. Para piorar um do puto ainda me trapaceou, me disse que eu teria que esperar a escuna regular as 16h, mas se quisesse, por 70 reais me levaria às 15h, já que ele ia buscar mais gente em Paranaguá.

      Achei um camping, armei a barraca para terminar de secar e dormi um sono. Eram 14:30 quando desmontei tudo e fui encontrar o indivíduo. O pilantra apareceu umas 15:20, eu com cara de bobo, fui no barco. A única coisa que o @#$& me disse é que ia para Supergui e não podia me levar (sacanagem, devido ao nosso combinado nem fui atrás de outros barcos).


      Resumindo fiquei torrando no píer até às 16:30 quando a escuna me levou para Paranaguá. Foi um travessia incrível, que e ensinou muito. O fato de eu estar sozinho proporcionou perspectivas únicas. Saí de lá mais experiente, e agora que venha o Cassino.





    • Por deborar
      Meu interesse pela Ilha do Cardoso, extremo sul do litoral de São Paulo, divisa com Paraná, nasceu pelos meus contatos pessoais já que nunca ouvi sobre a ilha em outros meios. Curiosa com as referências que recebi, destinei um feriado prolongado para conhecer o local.
      A ilha em 1962 se tornou o “Parque Estadual Ilha do Cardoso”, com o fim de estimular a preservação natural. Hoje conta com uma extensa área de Mata Atlântica, é habitat natural de espécies raras, além de ter um centro de pesquisas científicas. 
      A grandiosidade da mata já fica clara quando se toma o barco. Não sendo isso o bastante, o caminho passa por uma baía de golfinhos, e eles aparecem com frequência para saldar os visitantes. 
      CONTINUE LENDO AQUI
    • Por lavor
      Grande salve pessoal!!!
       
      Desde o meio do ano quando conheci o site Mochileiros.com em uma viagem a Cusco/Peru, virei um fã, já se foram várias noites lendo relatos de viagens...
      Eis que faço aqui minha primeira contribuição.
       
      No final de novembro quando me avisaram sobre minhas férias, pesquisando o que fazer no final do ano, um amigo de trabalho me apresentou o PETAR, entre Iporanga e Apiaí-SP, fiquei fascinado, logo vim no Mochileiros.com pesquisar mais e encontrei vários tópicos a respeito.
      Os principais tópicos para meu planejamento foram "/carnaval-nas-cavernas-petar-2013-t79257", "/relato-de-viagem-petar-2013-4-dias-durante-a-semana-t80406", "/petar-2013-t79100" e "/petar-2013-conhecendo-as-cavernas-t77960"
       
      O orçamento estava apertado e eu sabia que para convencer amigos a viajarem comigo de última hora, a viagem precisava sair barata e bem planejada.
       
      Participantes da viagem: Eu, Alessandra (namorada), Marília e Sarita. (Todos sedentários com alguma caminhada ou outra durante a semana e com faixa etária entre 21 e 26 anos)
      Carro: Gol bola 1998 1.0
       
      Eu e Alessandra somos de Presidente Prudente/SP e passaríamos o natal em Avaré/SP, por isso a Marília e Sarita que são da capital São Paulo, pegaram um ônibus até Avaré e a partir de então começou nossa viagem dia 27/12/2013.
       
      Lendo os tópicos sitados acima, cheguei a conclusão que os melhores guia seriam o Danilo(autônomo) e o Tom(agência Planeta Trilha), encontrando em contato com os 2 vi que realmente eram muito atenciosos e responderam todas as minhas dúvidas, os 2 me enviaram os orçamentos e por ligar mais vezes para o Danilo acabei fechando com ele, a única condição do Danilo para cobrar os R$35,00 (incluso capacete e lanternas) por dia por pessoa era de poder colocar mais pessoas no grupo caso aparecesse, já que fechei com ele para 4 pessoas que iriam comigo.
      Já a pousada nos tópicos já citados falavam bastante da Pousada do Abílio, e o Danilo me confirmou ser a mais barata e ter um bom atendimento, não deu outra, entrei em contato por telefone e logo fechei com a pousada também, 1 quarto para 4 pessoas com 2 beliches por R$40,00 a diária por pessoa, incluso café da manhã e jantar. Avisaram que era necessário levar roupa de cama, travesseiro, toalha, shampoo e sabonete, por ser muito barato já era de se imaginar que precisava levar essas coisas.
       
      O orçamento planejado ficou:
       

       

       
      Como sempre, mesmo planejando bem, por conta de ter dito menos de 30 dias de planejamento até a viagem, houve imprevistos, chegamos a pagar R$2,99 no litro da gasolina e não foi orçado o que andaríamos de carro da pousada até a entrada das caminhadas, no final das contas acabou não tendo nenhum aumento expressivo porque eu coloquei 10km/L de consumo no carro mesmo eu sabendo que fazia mais.
       
      Com as alterações que ocorreram quando estávamos lá, ficou:
      1o dia chegada até pousada do Abílio
      2o dia Núcleo Santana
      3o dia Núcleo Santana
      4o dia Vale das Ostras + Caverna do Diabo
      5o dia Núcleo Cablocos
      6o dia viagem da volta
       
      Distâncias percorridas de carro:
      1o dia chegada até pousada do Abílio (305km de Avaré até a Pousada, a pousada fica a 26km depois de Apiaí)
      2o dia Núcleo Santana (3km da pousada até o núcleo, ida e volta 6km)
      3o dia Núcleo Santana (3km da pousada até o núcleo, ida e volta 6km)
      4o dia Vale das Ostras + Caverna do Diabo (45km da pousada até a caverna do Diabo, depois mais 5km até o Vale das Ostras, na ida então foram 50km, ida e volta 100km)
      5o dia Núcleo Cablocos (66km da pousada até o núcleo, ida e volta 132km)
      6o dia viagem da volta (305km da Pousada até Avaré)
      Total viajando: 610km
      Total até as trilhas/cavernas:244km
      Total geral: 854km
       
      Observações em cada dia:
      1o dia chegada até pousada do Abílio (De Avaré até a pousada do Abílio são 305km, porém fizemos em 5:30h, o google maps recomenda ir de Ribeirão Branco direto para Apiaí, o guia Danilo me disse que a estrada era de terra e ruim, por isso me recomendou ir por Guapiara, realmente foi a melhor escolha, estrada era asfaltada só que com muitas curvas. Já de Apiaí até a Pousada, são 26km de estrada de terra com trechos em cascalho, de um lado é um paredão e do outro abismo, muito perigosa e estrada e 1 pista só para 2 sentidos, quem conhece a estrada faz os 26km em 40 minutos, eu demorei na ida 1h, a velocidade máxima que atingia era 40km/h)
       
      2o dia Núcleo Santana (Fizemos a Caverna Santana, a mais visitada do Brasil e a Caverna Morro Preto, além de uma piscina natural)
       
      3o dia Núcleo Santana (Fizemos a trilha do Betari, Caverna Água Suja, Cachoeira das Andorinhas e a Cachoeira Beija-Flor)
       
      4o dia Vale das Ostras + Caverna do Diabo (Fizemos a Caverna do Diabo, segunda mais visitada do Brasil e o Vale das Ostras com 13 cachoeiras durante toda a trilha, sendo a última com uma gruta atrás da queda d`água.)
       
      5o dia Núcleo Cablocos (Sem dúvida o dia mais cansativo, porém sensacional, é necessário o guia ir com facão na frente para ir abrindo caminho, fizemos a trilha Caboclos e a Caverna Teminina)
       
      6o dia viagem da volta (Mesmas observações do 1o dia, porém o carro deu um "probleminha" que vocês poderão ver nas fotos abaixo e tivemos que ir parando a cada 50km para olhar se a gambiarra estava presa ainda e não perder o motor)
       
      Alguns dias a gente poderia ter feito mais, porém em 2 dias juntou-se no nosso grupo um casal americano e 1 filha de 4 anos que acabou diminuindo um pouco o ritmo, porém não trocaria tudo o que passamos por nada, ver o pai da menina carregando a criança de 4 anos nas costas com toda aquela aventura não tem preço.
       
      Sobre a pousada do Abílio: (15) 3556 1405 hospedagem + café + janta
      Recomendamos sem dúvida, além de ser a mais barata, está em uma excelente localização para visitar os núcleos, o atendimento é excelente, e a filha/atendente Raiane é muito simpática, o senhor Abílio é muito presente e sempre preocupado com seus hóspedes, me ajudou a arrumar o carro no último dia, feriado de ano novo, quando descobri que havia caído a tampa do óleo do motor.
       
      Sobre o guia Danilo Martines Duarte (15) 99753-5356 http://www.petardanilo.com.br/ E-mail: [email protected]
      Sem dúvida o melhor guia que pudíamos contratar, é professor de História para ensino fundamental e médio, fascinado por formações rochosas e natureza, explica a formação de tudo ao longo do caminho, tem uma câmera fotográfica impermeável e ante-queda, fez várias fotos e filmagens do grupo, no final passou tudo para a gente.
       
      Sobre o Almoço
      Nas trilhas tem que levar o almoço porque é no meio do nada literalmente, então sempre íamos na noite anterior no único mercado do bairro, 100m da pousada do Abílio, comprávamos pão e atum, foram assim todos os dias.
       
      Sobre o carro
      Eu fui com o meu carro, um Gol bola 1998 e com 4 pessoas dentro, a viagem foi tranquila, não ficamos atolados nenhum dia, mesmo quando choveu, porém não é o carro recomendado para isso...A sumida na pousada do Abílio onde eu deixava o carro passar a noite é muito forte (50m), todos os dias eu subia sozinho com o carro e as 3 pessoas que estávamos comigo subia a pé porque o carro não aguentava. Voltei de viagem com o peito de aço amassado, sem a tampa do óleo do motor, a porta do motorista quebrou, preciso rever agora o balanceamento, alinhamento e os amortecedores.
       
      Parecer final
      Todos os 4 voltamos no carro falando que nunca tínhamos feito algo parecido na vida, sem dúvida foi uma das melhores viagens na vida de cada um de nós. Não há nada melhor do que ficar desligado do resto do mundo, foram todos os dias sem sinal de celular, internet, trânsito, enfim, tivemos 4 dias dedicados a nós mesmos, até o tempo parece passar diferente. Todos os dias acordamos 6h da manhã para iniciar a caminhada às 8h e voltávamos sempre depois das 17h.
       
      Gasto real: Guia + Pousada + Café da manhã + Almoço + Jantar + Combustível até as entradas das trilhas + Saídas em barzinhos a noite = R$410,00 por pessoa
      Além desses gastos, somente combustível até local de origem.
       
      Abaixo seguem algumas das 1.100 fotos que tiramos:
      Crédito especial para o Guia Danilo que tirou a maioria delas
       

      Gol bola 1998
       

       

      Alessandra, Sarita, Marília e Marcos (eu)
       

      Estrada entre Ribeirão Branco Apiaí passando por Guapiara
       

       

      Mirante na estrada entre Apiaí e a Pousada do Abílio
       

      Estrada perigosa entre Apiaí e a Pousada do Abílio
       

      Passagem dentro da caverna Santana
       

      Travessia na caverna Santana
       

      Guia Danilo Martines Duarte
       

      Caverna Morro Preto
       

      Pousada do Abílio
       

      Vista às 6h da varanda do quarto onde estávamos
       

      Grupo no 2o dia, com o casal de amerianos e a filha de 4 anos
       

      Trilha do Betari
       

      Trilha do Betari, na trilha toda cruza o rio umas 4 vezes para ir e mais umas 4 para voltar
       

      Entrada da Caverna Água Suja
       

      Vista da Cachoeira Beija-Flor, com a camera impermeável do guia Danilo
       

      Informativo na entrada da Caverna do Diabo
       

      Informativo na entrada da Caverna do Diabo
       

      Informativo na entrada da Caverna do Diabo
       

      Trilha no Vale das Ostras com 13 cachoeiras
       

      Trilha no Vale das Ostras com 13 cachoeiras
       

      Trilha no Vale das Ostras com 13 cachoeiras
       

      Trilha no Vale das Ostras com 13 cachoeiras
       

      Trilha no Vale das Ostras com 13 cachoeiras
       

      Núcleo Caboclos com 2 guias, 1 família do RJ e 1 família do PR que conhecemos no dia.
       

      Núcleo Caboclos
       

      Guia Danilo - Núcleo Caboclos
       

      Caverna Teminina - Núcleo Caboclos
       

      Caverna Teminina - Núcleo Caboclos
       

      Caverna Teminina - Núcleo Caboclos
       

      Caverna Teminina - Núcleo Caboclos
       

      Caverna Teminina - Núcleo Caboclos
       

      Cobra no caminho, encontramos 4 cobras ao todo
       

      Caverna Teminina - Núcleo Caboclos
       

      Caverna Teminina - Núcleo Caboclos
       

      Núcleo Caboclos - Caminhamos até o paredão branco, a subida no paredão foi bemm cansativa
       

      No último dia fui olhar o óleo e água para pegar estrada, havia sumido a tampa do óleo do motor e espirrado óleo no motor inteiro, tive que completar 1 litro de óleo para dar o nível correto, improvisamos com essa gambiarra e íamos a cada 50km olhando se ainda estava lá o toco de madeira
       

      No último dia fui olhar o óleo e água para pegar estrada, havia caído a tampa do óleo do motor e espirrado óleo no motor inteiro, tive que completar 1 litro de óleo para dar o nível correto, improvisamos com essa gambiarra e íamos a cada 50km olhando se ainda estava lá o toco de madeira
       

      A porta não aguentou a aventura, abriu no meio e acabamos voltando assim mesmo...
       
       
       
       
       
      Bom pessoal é isso, espero com esse post poder ajudar muita gente que como eu utiliza o Mochileiros.com para planejar as viagens, além é claro de compartilhar essa excelente viagem que fizemos...
       
      Qualquer dúvida é só comentar que ajudo no que estiver a meu alcance...
       
      Abraços!!!!
    • Por Diogo Rodrigues
      Oi Pessoal!
      Gosto de destinos mais vazios, e de viajar sozinho. Fazer amizades em viagens é uma das coisas que mais curto, porém ainda sim fico com o pé atrás em viajar com pessoas que não conheço, antes de pelo menos escolher se quero dividir o dia com elas ou não.
      Como em 2018 resolvi que faria muitas coisas das quais não me sinto confortável, entrei em um grupo que iria de van para Eldorado - SP,  e testei.
       
       
      Em geral as pessoas que foram tinha pouca ou nenhum experiência com trilhas, mas estavam dispostas a experimentar. Todas tinham um motivo para estar ali, fim de relacionamentos, incerteza com o futuro, ou até algumas poucas que amavam fazer trilhas. 
      Gasto total: 290 reais.
      Levei lanche, água e demais comidas de casa.
      Encontrei o pessoal no metrô vergueiro as 6 da manhã do domingo, e partimos em uma viagem de 4 horas para Eldorado.
      Na chegada, visitamos a Caverna do Diabo. Ela possui quase 7km de tamanho, várias salas enormes, algumas com até 70 metros de altura. Estar ali é viver o passado e o presente ao mesmo tempo, pois você vê formações que são muito antigas, mas também vê algumas começando a se formar.
      O chão é escorregadio, mas possui corrimão, é bem adaptada ao turismo de massa.
      O visual é lindo, o rio passa dentro da caverna (o mesmo rio que a formou), e forma paisagens incríveis.
      Depois de um rápido tour pela caverna, pegamos a van novamente e fomos até o início da trilha do Vale das Ostras. Quase 7km de trilhas, passando por 12 cachoeiras incríveis, algumas pequenas, mas outras são grande, e finalizando na Cachoeira de Meu Deus, com 53 metros de altura.
      Uma cachoeira que gostei muito, no caminho da trilha, é a Cachoeira do Pulo, onde de uma altura de quase 8 metros, é possível pular na água, caindo em um poço com 4 metros de profundidade.
      A trilha é feita metade na terra, e metade por dentro do rio, por isso ela é feita de tênis, e fica muito escorregadia em alguns pontos, pois a terra é molhada o tempo todo por quem sai do rio.
      De nível médio, a trilha tem alguns momentos difíceis para sedentários ou pessoas com dificuldade de movimento precisos, como um momento que enfrentamos uma subida forte, no sol, e em outro que você precisa descer de corda uma parte vertical, somente se apoiando em pedras, e segurando o peso do corpo nos braços.
      Depois de algum tempo, chegamos a Cachoeira de Meu Deus, a atração principal da trilha do Vale das Ostras.
      Ela é incrível, e mesmo que quando chegamos, começou a chover, eu estava muito feliz. Logo a chuva parou, e tive uma das experiências mais incríveis da vida: Chegar perto da queda, e literalmente sentir a força da cachoeira.
      Foi uma viagem e uma trilha que lavaram a alma, e colocaram de novo a minha cabeça no lugar.
      Em meio a um dia a dia tão corrido, e desgastante, eu preciso disso para voltar a acreditar que o mundo é muito bom.
       








    • Por Uglas Pelo Mundo
      Sobre conhecer um pouquinho de PETAR, o Núcleo Caboclos - Caverna Temimina e Vale das Ostras:
      Fui com um grupo de amigos da Crazy Trip, o lugar é incrível e que todos deveriam conhecer. 
      Em Petar existem diversas trilhas, cavernas e cachoeiras. Ao chegar em Petar fui direto para trilha de nível médio para encontrar a caverna Temimina, antes de chegar na caverna, encontrei uma pegada de onça, deu tanto medo na hora kk, mas como eu sempre digo (Deus protege os aventureiros). Ao chegar na caverna primeira caverna tirei algumas fotos, subir em algumas rochas, cantei para escutar o eco da minha voz e parei pra comer no meu da natureza pois lá tem uma visto muito bonita, seguida voltei para trilha em direção a segunda caverna, que é necessário entrar na água para chegar até o fim dela, chegando no fim, foi muito foda, pois a visão é incrível, tem um chuveiro feito pela natureza que sai mais água que o chuveiro da minha casa kkkk. depois de aproveitar o bastante fomos em direção a terceira caverna, que depois dela tem uma trilha de nível difícil pois praticamente você escala essa caverna para chegar até o topo. Na volta do camping eu estava sozinho e estava pensando na onça, pensando na possibilidade que teria de me salvar caso eu encontrasse, (sei lá subir em uma árvore, fingi que sou estatua, gritar: Olha o coelho!) kkkk. Mas se você está lendo isso, é porque não encontrei kkk

      No dia seguinte peguei a trilha da Vale das Ostras onde passei por 12 cachoeiras lindas, uma melhor que a outra, algumas tem a possibilidade de pular de uma altura de uns 8 metros de altura e é claro que pulei todas, pois é muito gostoso. A última cachoeira é linda demais e gigante. Você vendo aquela queda bem forte na sua frente é até incrível de se ver onde me deparo perguntando como Deus é bom com nós todos. E para ficar melhor ainda, tem como entrar em uma caverna que tem dentro dessa cachoeira gigante. Vale muito a pena explorar o lugar.
      Capturar Grandes Lembranças 
      💭💻🎮🦁🎶🌴⛺🏄🐶📷
      #UglasPeloMundo




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