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@Marcos Gentile belo relato! E muito obrigada pela menção. Fiquei extremamente feliz em saber que pude colaborar na viagem de outros amigos viajantes. 

 

TB quero muito fazer TDP masserá uma trip exclusiva para isso. Já que demanda planejamento financeiro e preparo físico de carregar a cargueira por todo o trajeto. 

 

Que venham novos destinos. Um feliz 2019

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@Marcos Gentile parabéns pelo relato! Estou indo em maio para a Patagônia e toda informação é bem vinda!

Qual o modelo da sua câmera que utilizou para as fotos?

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Marcos, que relato bacana! Matei um pouco a saudade desses lugares incríveis! Voltei de lá há duas semanas e já estou em deprê pós viagem. rs. A Patagônia é mesmo maravilhosa, né?! Adorei as fotos! Sempre bom recordar. Abçs.

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    • Por nathaliarodriguesg13
      Em junho de 2018 resolvemos comprar nossas passagens e nos aventurarmos pelas terras geladas da patagônia em Janeiro.
      ANTES DE IR:
      Planeje! Pesquise e prepare os bolsos: a patagônia é realmente cara!
      Fomos em Janeiro de 2019 e pagamos mais ou menos o seguinte câmbio
      1 REAL = 10 PESOS ARGENTINOS
      1REAL = 168 PESOS CHILENOS
      Farei dois posts de relato: um da patagônia argentina (El Calafate, El Chaltén e Ushuaia) e um da patagônia chilena (circuito W do Parque Nacional Torres del Paine)
      Vou escrever nosso relato dia a dia do seguinte roteiro que fizemos:
      31/12- sp-el calafate + reveillon
      01/01- Passeio calafate
      02/01- Glaciar perito Moreno + ir pra el chalten
      03/01- Trilha maior el chalten
      04/01- Passeio por el chalten
      05/01- el chalten>puerto natales
      06/01- w torres del paine
      07/01- w torres del paine
      08/01- w torres del paine
      09/01- w torres del paine
      10/01- puerto natales>ushuaia (busão)
      11/01- Ushuaia
      12/01- Ushuaia
      13/01- retorno + buenos aires
      Para o relato sobre a Patagônia argentina: AQUI
      Aqui dou início a parte mais desafiadora da nossa viagem: realizar o circuito W do parque Torres del Paine. Pra início de conversa, pra iniciantes nessa arte, esse é um trekking que exige muito preparo e planejamento. Li muitos relatos e blogs de pessoas que realizaram o circuito e eu só consegui realmente compreender o parque e as trilhas fazendo. E a dica que sempre li e preciso dar é: apenas vá! O parque me surpreendeu de todas as maneiras possíveis! Nas belezas naturais, na conservação do local, no clima, na estrutura dos campings e eu mesma me surpreendi por ter conseguido fazer tanto, que é a melhor sensação! Neste relato sobre o Torres del Paine, vou colocar um pouco do nosso planejamento, dicas, considerações e depois o relato dia a dia.
       
      CONSIDERAÇÕES SOBRE O TORRES DEL PAINE
       
      Circuito W Fizemos o Circuito W no sentido Torres > Paine Grande em 4 dias e 3 noites
      Dessa maneira fica um pouco apertado no quesito tempo. O terceiro dia ficou MUITO pesado de forma que não conseguimos aproveitar tanto o 4º dia e nem finalizar o circuito propriamente dito. Se você for experiente em trekking e tiver em ótima forma física, dá pra fazer. Mas se você tiver um preparo mediano, quiser fazer com mais tranquilidade, curtindo bem o caminho (e as dores kkk) recomendo em 5 dias. Vi muitos relatos também sobre fazer o W invertido (começar em Paine grande e terminar nas Torres). A vista do W invertido realmente deve ser mais bonita, andando de frente pros Los Cuernos e para o lago Nordenskjold. Porém, novamente, se seu preparo físico não for excelente, você vai chegar inevitavelmente muito cansado no último dia e aí corre o risco de não chegar até as torres del paine ou chegar a base de muito sofrimento e remédios. Não me arrependo de termos feito da maneira que fizemos, mesmo sendo em 4 dias, devido ao nosso tempo e roteiro de viagem. A única coisa que poderia ter sido melhor é ter dormido no Acampamento Francês, pois reduziria uns 3km do terceiro dia, mas não achamos vaga neles quando fizemos nossas reservas. Ainda assim, amamos a hospedagem no Camping Los Cuernos!
      Resumo do nosso roteiro:
      Dia 1: Chegada, subida Torres del Paine. Dormimos: Campamento central
      Dia 2: Ir do Central para Campamento Los Cuernos
      Dia 3: Trilhas mirador francês e britânico e chegar ao Campamento Paine Grande
      Dia 4: Trilha glaciar Grey e ir embora do parque
      Acomodações No nosso caso, alugamos as barracas, colchãozinho e sacos de dormir, então não tivemos que levar nada disso. Esse “pacote” de hospedagem nos acampamentos custou cerca de 100 dólares por noite pra duas pessoas em uma barraca. Existem as opções em que você leva essas coisas, com a desvantagem de ter que carregar tudo por boa parte do percurso. Outra coisa: um bom saco de dormir -15 graus é grande e pesa! E com um saco menos ‘potente’ que isso você vai acabar passando frio! Existem também as opções mais ‘fancy’, nos hotéis, dormitórios e cabanas ou com refeições inclusas. Grande parte das refeições você tem que reservar antes. Esse pacote é BEM mais caro e não chegamos nem a cogitar. Se estiver com um dinheirinho sobrando, recomendo fazer uma reserva de jantar/almoço pro seu último dia.
      O que levar Vou postar a lista que fiz antes de ir com o que levei e comentar o que achei:
      - Mochila grande
      - Mochila de ataque (nós levamos um mochilão 50L e uma mochila 20L pro casal. Então nos dias que tinha que carregar o mochilão pela trilha o homi deu conta dele - uns 10kg- e eu com a outra - uns 3kg. Para as trilhas levávamos só a de 20L e fomos revezando. Funcionou bem pra nós!)
      - Capa impermeável para mochila (nem usamos, mas demos MUITA sorte com o clima. Pegamos umas gotinha de chuva no segundo dia e SÓ!)
      - Vestuário
      01 bota de trilha (usada e amaciada antes!)
      01 chinelo
      01 casaco corta-vento impermeável (ou aqueles fofinhos boneco-michellin. Foi o que usei e funcionou. O ruim é que as vezes ficava suada, mas tirava e sentia frio! Eterno poe casaco-tira casaco)
      01 fleece (quando não tava tão frio usava ele sem o casaco, quando muito frio ele por baixo do casaco)
      01 ou 02 blusas térmicas (Levei só uma e usei só pra dormir)
      02 blusas de manga/camiseta - tipo academia. (aqui errei! Levaria uma pra cada dia, dessas de tecido molinho que absorve suor e de manga ou manga comprida com proteção UV)
      02 calças (corta-vento, legging, fleece) (errei feio também! Levaria uma calça de trekking boa e uma legging, fim!)
      01 luva (não levei- achei que fez falta só em alguns trechos bem frios pra segurar o bastão de trekking)
      01 gorro (bem essencial!)
      01 cachecol/pescoceira/lenço (recomendo muito a pescoceira! Ela serve de faixa pro cabelo ou pra proteger o pescoço.)
      03 meias de trekking (se tiver problemas em reaproveitar meias, leve 4)
      01 pijama (dormi com a blusa e a calça térmica que levei)
      Higiene
      01 toalha microfibra
      01 sabonete
      01 protetor solar (rosto e corpo)
      01 hidratante (rosto e corpo – eu tenho a pele bem sensível e com o frio e sol que tava fazendo meu rosto ficou acabado! Antes de dormir estava passando um óleo de cabelo no rosto pq estava MUITO ressecado!)
      01 shampoo/condicionador pequeno
      01 protetor labial/bepantol (ESSENCIAL!!!)
      01 pacote lenço umedecido
      01 rolo de papel higiênico
      Remédios que achar necessário (os antiinflamatórios foram essenciais pros joelhos!)
      Utilitários
      Lanterna (o dia dura muito! Acabamos nem usando)
      Cantil/garrafa (bem essencial! Uma de 1L por pessoa)
      Boné/Chapéu (esqueci e me ferrei!)
      Óculos de sol
      Bastão de trekking (não levei e me ferrei MUITO! EXTREMAMENTE ESSENCIAL!)
      Fogareiro e gás
      Panela (levamos uma panelinha véia de casa mesmo. Tinha uma galera com umas panelas profissionais de camping!)
      Pratos, talheres e caneca/copo (também levamos o que tinha de plástico em casa)
      Canivete
      Cadeado (bom pra fechar a barraca em alguns momentos)
       - Alimentação
      Modéstia à parte, arrasamos muito no planejamento da alimentação! Podia ter sido melhor, mas nossas jantas ficaram bem confortantes! O Pedro (namorado) não queria comer miojo ou sopa pronta todos os dias, pq ele acha que não dá sustância. E realmente, depois de um dia inteiro andando, carregando peso, almoçando sanduíche, no fim do dia vc quer comida! Nos preocupamos e planejamos muito bem essa parte pra não estragar o passeio (ambos não são pessoas agradáveis quando com fome!)
      Vou descrever o que levamos por refeições:
      - Café da manhã:
      Levamos café solúvel (compramos em Chaltén, mas podia ter levado do brasil), chás e comíamos pão com manteiga e alguma outra coisa, tipo mortadela ou salaminho. No mercado que fizemos compras em Calafate tinham uns panetones em promoção e levamos também! Haha! Esses comemos logo nos primeiros dias pra diminuir o volume carregado. Nos primeiros dias tínhamos também frutas: maçã e bananas.
      - Lanche da Manhã/Tarde
      No brasil compramos em lojas a granel castanhas e frutas secas. Separamos essas porções em 4 saquinhos com um pouco de tudo, um para cada dia. Levamos também barrinhas de proteínas e um doce de amendoim (única coisa que não enjoamos de comer!). A vantagem dessa compra a granel também foi não gerar lixo durante a trilha. Isso tudo é muito gostoso e pareceu (e é!) uma boa ideia, mas deu uma enjoada. No terceiro dia já não aguentávamos ver as castanhas mais! (Até hoje, quase três meses depois ainda não consegui voltar a sentir vontade de comer castanhas, sos!)

      - Almoço
      Em calafate compramos todos os tipos de pães (baguete, pão de forma e rap), aquelas bisnagas tipo de mortadela, salaminho (alguns levamos do Brasil também). O pessoal comprou também um patê de carne enlatado e atum, mas não foi uma ideia muito boa isso não... No último dia o almoço e café da manhã ficaram meio judiados, pq só tinha Rap, por isso planejaria melhor essa parte.
      - Jantar
      Como disse antes, essa foi a parte que planejamos bem, pois era nossa maior preocupação! Como os fogareiros eram pequenos, cada casal (éramos 3 casais) fez seu planejamento.
      Janta 1: única que não levamos do Brasil. Compramos um pacote de macarrão desidratado sabor 4 queijos em Chalten e cozinhamos com os legumes que levamos (beterraba e cenoura). Pedro esqueceu que já vinha temperado e tascou sal no negócio, mas tirando isso ficou bom!
      Janta 2: levamos do Brasil um pacote de frango cozido e desfiado à vácuo (Vazpa) (Pedro tinha essa exigência da proteína animal. Achamos a carne desfiada muito cara!) e levamos também um arroz de saquinho com “legumes” (esse pacote vem com dois saquinho e cada um dá tranquilamente pra duas pessoas). Nesse dia arrasamos no jantar com uma carne e dois acompanhamentos (arroz + legumes cozidos) feitos em uma panela e um fogareiro (e meu prato da barbie em formato de coração, é claro!)!

      Janta 3: também do Brasil levamos esse pacote de risoto de funghi (pacote verde Vailigiana) e em calafate compramos o purê de batata em pó (só misturar água e manteiga e pronto), misturamos o frango a isso e pronto! Esse dia tava bem bom (ou estávamos muito cansados! Hahaha). Levamos um saquinho com sal e um com alho amassado (feito em El Chalten e que deixou um cheiro delicioso nos mochilões!) que ajudaram a dar um gostinho a mais nas comidas!

       
      RELATO DIA A DIA
       
      Chegando em Puerto Natales (05/01/19)
      Pegamos um ônibus pela Bus Sur de Calafate para Puerto Natales saindo às 16h30. Na fronteira da argentina-chile passamos um pequeno aperto pq eles falam que não poderia entrar no chile com alimentos. Tem uma lista específica, mas no ônibus não tínhamos acesso a ela e estávamos levando um bom carregamento de comida pra nos sustentar no parque. No papel que temos que preencher pra imigração vc deve marcar se está ou não entrando com alimentos e declarar. Ficamos naquela dúvida se declarávamos ou não e por fim o moço do nosso ônibus estava instruindo que todos marcassem NÃO. Marcamos o não e seguimos pra imigração onde eles colocam todos os mochilões no chão para um cão farejador analisar e nossas bagagens de mão passam num raio x. Deu tudo certo com os mochilões e uma mochila de mão que estava com mais comida foi vistoriada após o raio x, mas a moça falou que aquele tipo de comida não tinha problema! Ufla! Em Puerto Natales ficamos hospedados no Hostel Akrya, que era bem perto da rodoviária. Eram quartos pra dois com banheiro compartilhado. Tinha um café da manhã bem simples, mas que quebrou um galho pela nossa correria. Foi basicamente tudo que conhecemos de Puerto Natales, já que usamos a cidade apenas como base para ir para o Parque Torres del Paine. Dormimos nesse hostel nessa noite e na que voltamos do parque e deixamos boa parte da nossa bagagem nele, já que levamos só o essencial para o Parque.
      Dia 01 circuito W (06/01/19)
      Pegamos o ônibus em Puerto Natales às 7h da manhã pela empresa JB. Custou 10.000 pesos ida e volta. O preço de cada trecho separado seria 7.500 nessa empresa. Mais a frente digo se isso valeu a pena ou não. A ida foi tranquila, são cerca de 2h até a portaria da Laguna Amarga, onde todos os ônibus param e todos tem que descer até a recepção do parque pra fazer o registro, pagar a entrada (21.000 pesos chilenos), recebemos mapas e orientações. Quem vai fazer o W invertido volta pro ônibus pra seguir pra portaria do Pudeto e quem vai começar pelas torres aguarda o ônibus preto que leva ao hotel las torres e camping central. Pra entrar nesse ônibus é um caos, não tem fila e a galera fica no maior desespero! Nos enfiamos lá e conseguimos entrar no primeiro ônibus. Na entrada do ônibus tem que pagar 3.000 pesos por pessoa. Chegando na região do central tem uma boa estrutura com uma cafeteria (a partir de agora pode preparar o bolso pq é tudo MUITO caro! Espertos e mão de vaca que somos levamos TODA a nossa comida pros 4 dias). Fomos ao banheiro e seguimos numa caminhada de 5min até o camping. Fizemos o check in deixamos os mochilões na barraca, preparamos a mochila pra subir, fizemos um lanche e seguimos pra trilha do mirador das torres, já que já estava bem tarde (11:20 da manhã).
      Sobre a trilha: é uma trilha de 11km de subida até a base das torres. O dia começou meio nublado e foi abrindo. Diferente do Fitz Roy, não temos muita visão das montanhas das torres no caminho ou mesmo do camping e a trilha em si não tem tantos miradores no caminho. Saindo do camping central percorremos uns 2km de planície até o início da subida que inicia mais inclinada e com pedra e cascalhos e dura por cerca de 3km. Chegamos ao Passo dos Vientos onde estava realmente ventando MUITO e tive até medo de parar pra tirar foto e ser empurrada pelo vento praquele precipício. Essa parte tem uma vista realmente bonita pro vale e o rio lá embaixo. É a única parte um pouco mais plana e sem cascalho. Depois tem uma descida até o Refugio Chileno. Tem um restaurante e café e banheiros pra usar. Fizemos um lanchinho (quando ainda gostávamos de frutas secas e castanhas! Haha) e seguimos!

      Daí pra frente é só subida, não é tão inclinada, mas dá uma canseira. Faltando cerca de 1,0 km pra chegar, um pouco depois da Área de Acampar Torres começa a subida de verdade! A intenção era parar nesse ponto, usar o banheiro, comer nossos sanduíches e refletir se iríamos subir ou não. Porém, passamos direto do campamento sem ver e quando percebemos já estávamos iniciando a subida! Haha! Paramos pro sanduíche mesmo assim e seguimos. Não é uma subida fácil! É realmente inclinado e por pedras, a trilha nem fica um caminho tão claro, mas sempre tem uns indicadores laranja do caminho. E finalmente chegamos ao mirador! Chegamos lá às 16:30 e o mirador “fecha” às 17h. Foi o tempo de apreciar a beleza do lugar, tirar umas fotinhas, passar muito frio, ver uns floquinhos de neve caindo e voltar. A descida foi foda! Os joelhos sentindo e como já estava tarde tentamos dar uma acelerada. Entre mortos e feridos, todos chegamos vivos ao camping (por volta de 21h)!

      Dia 02 circuito W (07/01/19)
      Na noite desse dia iriamos dormir no Los cuernos, então a programação era supostamente leve: 12km. Só que com mochilão nas costas. Como estávamos em casais e havíamos fechado o pacote full camping (barraca + colchãozinho + saco de dormir) nossas mochilas eram de comida, roupa contada pros dias e utensílios de cozinha. Os meninos foram levando o mochilão e as meninas a mochila menor (20L). O check out do camping central era as 8:00. Demos uma enrolada e acabamos saindo umas 9:30, não sem antes levar umas chamadas de atenção dos caras do camping, pedindo que nós liberássemos as barracas. Fomos andando tranquilamente, essa trilha tem algumas subidas e descidas, mas nenhuma MUITO pesada (tipo a das torres do dia anterior), e muitas vistas maravilhosas do lago Nordenskjold.

      Parávamos a cada 1,5km e assim chegamos lá às 15:30. Tiramos o resto da tarde pra descansar e fazer uma janta mais cedo. Achamos esse camping o que tinha a melhor infraestrutura. Os banheiros eram limpos e organizados, banho quente (até demais!), tinha shampoo e sabonete dentro dos boxes! O bar também era bem estruturado e a comida tinha uma cara boa. A área de cozinha pra quem estava no camping também era bem agradável. Além da vista do camping para o los cuernos! Não é permitido deixar lixo nesse camping, você deve levar TUDO com você. Esse foi um pequeno erro de planejamento nosso, já que fizemos alguns legumes nesse dia e tivemos que sair carregando todas as cascas, restos e embalagens. O resultado foi uma mochila bem fedida pelo próximo dia todo e por muitos dias subsequentes.
       
      Dia 03 circuito W (08/01/19)
      Sabíamos que esse seria o dia mais pesado, brace yourselves! Para fazer todo o caminho incluindo o mirador britânico seriam 27km, sendo 12km com o mochilão nas costas. Saímos do Los Cuernos às 7:45 e seguimos até o Camping Italiano. O caminho até lá foi tranquilo, com algumas subidinhas, uma vegetação mais fechada e belas vistas pro Lago Nordenskjold.

      Chegamos ao Italiano umas 10:30, seguindo o tempo previsto no planejamento. Daí sentamos pra decidir se iriamos encarar o mirador francês. Uma pessoa do grupo estava sentindo dores no joelho e decidiu seguir direto com a esposa pro Camping Paine Grande. Nós, os outros 4, deixamos o mochilão no italiano e decidimos subir o mirador. Sobre o camping italiano: ele é um camping público sem muita conservação, então nem tente usar o seu banheiro!

      Seguimos então rumo ao mirador francês, com limites de horário e sem almejar muito o britânico. O caminho é bem de subida de pedra (como a primeira parte das torres) por 2km. No meio do caminho fomos presenteados com um avalanche inacreditável do monte francês que fez todos ficarem de queixo caído! Chegamos ao mirador francês com 1h10 (o tempo previsto é de 1h30), ficamos admirando aquela montanha com todo seu gelo, o dia estava muito lindo, bem limpo! Essa foi uma das minhas vistas preferidas de todo o parque!

      E tomamos a ousada decisão de seguir para o mirador britânico. São mais 4,5km, mas achei o caminho bem mais tranquilo que a primeira subida. A trilha é toda por dentro dos bosques, com uma inclinação bem mais amigável. Somente os últimos 300m são bem íngrimes (como o último trecho das torres) mas subimos essa última parte com 10min. Por fim, após 1h30 (tempo previsto era de 2h), chegamos ao britânico onde se tem uma vista 360o de várias montanhas do parque e do lago. É realmente impressionante, ainda mais com o dia limpo e claro que pegamos, mas acho que ainda gostei mais da vista do francês. In the end, it’s all about the journey!

      Começamos a nossa jornada de volta, demos uma última parada no francês que conseguiu ficar mais ensolarado e belo e chegamos ao italiano com quase 2h. Demos aquele pequeno descanso e recuperada do fôlego, afinal, ainda tínhamos mais 7,5km pra andar até o camping de mochilão. Saímos do italiano às 17:30. O caminho até paine grande é bem tranquilo, com pouquíssimas subidas e descidas. Mas a essa altura do campeonato, qualquer subidinha pra nós já era um Everest! Hahaha (o riso era de desespero!)! Nesse trecho passamos pela parte do parque que sofreu uma queimada em 2011/2012. Alguns acharam a paisagem bonita, eu achei de uma beleza meio triste, só conseguia pensar que tudo que o homem toca ele destrói... Reflexões à parte, as costas dessa trilha dá bem pros Los Cuernos e com o dia maravilhoso que estava fazendo a vista estava privilegiada. Mas dado nosso cansaço mal conseguimos aproveitar. Paine grande parecia cada vez mais distante e chegar lá nesse dia não foi fácil... mas chegamos com 2h30! E nada se compara a essa sensação de vitória.

      Sobre o camping Paine Grande: ele tem uma ótima infraestrutura! O hotel com restaurante e bar fica bem acessível pra quem está no camping (diferente do las torres, que é mais distante), a estrutura de cozinha e banheiro pro camping é boa. Porém temos algumas reclamações: o staff é muito mal educado e desorganizado! Chegamos mortos e demoramos muito pra fazer o check in e o cara que foi nos levar pra nossa barraca saiu abrindo várias barracas pra ver onde iria nos colocar. Tivemos que deixar um documento como garantia pros sacos de dormir. As barracas eram colocadas no chão mesmo, não tinha um tablado como nos outros campings, o que fez MUITA diferença na hora de dormir, pois o chão não era muito nivelado, então foi tipo dormir numa inclinação negativa. Tinha horário pra usar a cozinha e para o banho (18h às 22h). Chegamos 20h, o check in demorou e tivemos que fazer todo o resto correndo. Quando estávamos terminando de fazer a comida deu o horário da cozinha fechar e fomos expulsos do lugar. Parte do  grupo teve que comer no frio, nas mesinhas de fora. Por fim fomos ao bar e pagamos 26 reais (4000 pesos chilenos) numa latinha de cerveja austral!!! E quando deu 23h fomos expulsos do bar! Não gostamos muito do tratamento dos funcionários com as pessoas que estavam no camping. O que nos surpreendeu é que nada disso aconteceu nos campings da Fantastico Sur (o Paine Grande é da Vertice)!

      Dia 04 circuito W (09/01/19)
      Enfim, pelo menos a vista da barraca pro Los Cuernos pela manhã estava espetacular! Acordamos bem cedo e ficamos fazendo o café da manhã nas mesinhas de fora (já que a cozinha só abria as 7h!). A pretensão do dia era chegar no refúgio Grey e voltar (22km total) pra pegar o barco e ir embora. Sobre o barco: no fim da tarde tem dois horários na alta temporada, às 17:00 e às 18:35. Existem 90 vagas no barco (teoricamente) e a fila começa a se formar uns 40min a 1h antes. Como havíamos comprado o ônibus das 19h, estávamos planejando pegar o barco das 18:35.

      Poréeeem, quando começamos a caminhar o cansaço do dia anterior bateu forte! Com algum sacrifício e falta de motivação fomos até o mirante do glaciar Grey, comemos aquelas castanhas e uva passas (que já não aguentávamos ver mais! Haha) e decidimos fazer o caminho de volta na tentativa de pegar um barco mais cedo.

      Chegamos no Paine Grande 12:30 e aí descobrimos que só teria o barco de 17:00 mesmo. O que nos restou então foi adentrar as dependências do hotel e nos estirar nos sofás de um lounge e dormir com uma bela vista até a hora do barco! Uns 40min antes fomos pra fila, o vento estava muito forte, apesar do sol. Esse ticket custa 20.000 pesos por pessoa e vc pode pagar no barco.

      Pegamos o barco de 17:00 e demora uns 30min até a portaria. E quando chegamos lá o ônibus da nossa empresa só sairia mesmo as 19:00. Teve um ônibus da Bus Sur que saiu antes, às 18:00. Por isso disse que não sei se vale a pena comprar os tickets do ônibus antes. Pq no estado que estávamos, daríamos tudo pra ter ido embora mais cedo! Mas enfim, ficamos numa cafeteria que tem lá e comemos os ovos mexidos com pão mais caro da vida (5000 pesos = 30 reais) até dar a hora de entrar no ônibus, que saiu atrasado. Esse ônibus demora uns 30min até a portaria das torres e nesse trajeto tivemos uma das melhores surpresas: vimos uma puma!!! Seguimos então até Puerto Natales onde chegamos umas 22:00, famintos por comida de verdade! Seguindo a recomendação de alguém da rodoviária, fomos ao restaurante mais próximo de lá. Fomos muito bem atendidos, tiramos a barriga da miséria e ainda fizemos a maior bagunça no karaokê! Haha! O prato com entrada custou 4.000 pesos (o mesmo valor de uma lata de cerveja no torres 😑). Voltamos pro nosso hostel, refizemos nossos mochilões, dormimos bem pouco, pra pegar nosso ônibus pra Ushuaia na manhã seguinte (continuação do relato dessa viagem).

      Enfim, assim terminou nossa aventura pelo Chile e no parque Torres del Paine! Sinceramente, foi um dos lugares mais incríveis que já vi na vida! Além de toda a experiência de superação e realização! Se tiver a oportunidade, apenas vá!
      (Todas as fotos desse relato são minhas - instagram @nathalia.rg - ou do casal que viajou conosco - instagram @a2sobrerodas)

    • Por edmar. marinho
      Olá pessoal, em junho vou fazer um mochilão saindo do Brasil indo para Argentina depois para o Chile e peru. Porém o trajeto da Argentina até o Chile pretendo fazer de moto, mas não sei se consigo alugar moto neste trecho quem puder me ajudar nesse sentido agradeço.
    • Por Mila coni
      Olá pessoal, estou viajando em maio/2019 pra um mochilão pela América do Sul. Procuro boas companhias 
      whats (75) 99255-2704


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