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Olá 

Meu marido e eu vamos para o Peru no meio de abril, vamos primeiro para Huaraz onde ficamos cerca de 5 dias, dps nos deslocamos para cusco, em cusco queremos fazer uma trilha maior, vimos alguns relatos sobre o circuito de ausangate e a montanha das 7 cores, alguém teria alguma informação de guias , agencias, dicas ... qualquer coisa é bem vinda. Achei algumas agencias na internet mas cobrando preços absurdos como 600 a 800 dólares por pessoas, será que consigo contata alguma agencia em cusco mesmo por um valor melhor ou é muito arriscado?

 

 

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@carolina L. cadaval Tem muitas agências em qualquer cidade do Peru.Espera chegar lá que o hotel indica.Eu fui 2 vezes, em 2011 tomei um golpe na ânsia de ir a Machu Pichu e o resultado foi ser enganado. 

2015,a outra vez que fui,andei por todo o país, são poucos os lugares que não conheço,sempre assim.Passeio?Só faço com informações do hotel,porque lés interessa,pois ganham comissão. 

  • Obrigad@! 1

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Obrigada pelas informações , pois eh acho que lá encontramos valores melhores !! ;)

1 hora atrás, D FABIANO disse:

@carolina L. cadaval Tem muitas agências em qualquer cidade do Peru.Espera chegar lá que o hotel indica.Eu fui 2 vezes, em 2011 tomei um golpe na ânsia de ir a Machu Pichu e o resultado foi ser enganado. 

2015,a outra vez que fui,andei por todo o país, são poucos os lugares que não conheço,sempre assim.Passeio?Só faço com informações do hotel,porque lés interessa,pois ganham comissão. 

 

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@carolina L. cadaval Não é só por dinheiro, é golpe mesmo,prometem isso é aquilo é na hora ou não aparecem ou você é surpreendido que não é nada daquilo que pensava. 

  • Obrigad@! 1

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9 horas atrás, D FABIANO disse:

@carolina L. cadaval Não é só por dinheiro, é golpe mesmo,prometem isso é aquilo é na hora ou não aparecem ou você é surpreendido que não é nada daquilo que pensava. 

@D FABIANO se você se lembrar do nome das agências que fizeram isso por favor divulga aqui para nós! Isso é um absurdo mesmo. A gente se programa muito para um viagem e isso ocorrendo deve ser horrível 

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@carolina L. cadaval Foi em 2011,fiz até queixa no info Peru.

Há milhões de agências, sobretudo na Plaza de Armas e no seu entorno, o nome não lembro mais,porém Peru é muito pobre,por isso...

  • Obrigad@! 1

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@carolina L. cadaval , tudo bem? Também estarei no Peru em abril/2019, entre os dias 04 e 21.

A princípio eu faria Cusco, Machu Picchu (via Salkantay), Arequipa, Ica e Lima. Mas pesquisando melhor tô começando a achar válido substituir Arequipa e Ica pelo Ausangate (circuito de 5 dias).

Conseguiu alguma informação de guias?

Um abraço,

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@nunes.rpa Olá, estamos agora com a opção de fazer em cusco o Salkantay e Ausangete ou ir para Huaraz fazer o circuito Huayhuash de 8 dias e mais os trek de 1 dias da laguna 69, laguna chorup e laguna paron.

Mas para o Ausangate ( 6 dias)  tenho informações sim , o Guia é o Cirilo, ele é bem conceituado . Vi varias pessoas mencionando ele em relatos, o e-mail dele é [email protected], ele responde , as veses só demora um pouco pois ele pode estar na montanha, para o Salkantay não pesquisei guias pois, se nos formos para Cusco, pretendemos fazer sozinhos.

Espero ter ajudado ;)

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@carolina L. cadaval , muito obrigado!! Por incrível coincidência acabei de achar o contato desse mesmo guia em outro fórum.

Também farei seis dias, ao que parece inclui a Rainbow Mountain que já estava no meu roteiro, então não vai mudar meu planejamento.

Sobre Salkantay, também gostaria muito de fazer sem guias... Mas como irei só e não conheço minha fisiologia acima dos 4.000m, achei melhor não arriscar.

Também tive que decidir entre Cusco ou Huaraz, mas pretendo dedicar mais dias nesse último para explorar o Huayhuash (11 dias), Santa Cruz (4 dias) e ainda tentar uma qualificação na escalada em gelo na Casa de Guias, então deixarei para uma próxima oportunidade.

Estarei em Cusco entre os dias 04 -18 e em Lima entre os dias 19-21/04. Caso queiram, e os dias coincidam, marcamos algo por lá.

Ótima viagem e obrigado mais uma vez!

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@nunes.rpa  para nos ainda está uma incógnita se vamos para Huaraz, pois para um grupo sair para montanha tem que ter no mínimo 6 pessoas , e aí da não conseguimos formar um grupo. Ir só 2 pessoas sai muito caro. Estamos então pensando em fazer Cusco de novo. Mas o ausangate passa sim nas montanhas coloridas e no Vale vermelho. E o salkantay passa na laguna humantay . 

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    • Por Udilândia
      Galera, como vão?
      Não sei se existe um tópico como este já, mas gostaria de centralizar aqui algumas dúvidas que tenho.
      Pretendo sair de Uberlândia (MG) em direção a Quito no Equador de moto CG 150 simples para um evento no mês de Abril desse ano. Devo sair por Corumbá e ir cruzando a Bolívia e Peru até chegar lá.
      Mas tenho algumas dúvidas em relação ao percurso.
      Vocês sabem como está a rodovia entre Corumbá e Santa Cruz de La sierra? 
      As estradas bolivianas são perigosas de se andar por conta de roubos ou de policiais em busca de propina?
      Minhas maiores dúvidas são realmente em relação a Bolívia, pois estive no peru há um tempo cruzando o país de ônibus, então tenho uma certa ideia já do que devo encontrar.
      Algum cuidado especial que devo ter com minha CG na altitude?
      Qualquer esclarecimento ou dica é muito bem vindo.
      Grato.
    • Por Damarens Santos
      Olááááá queridos viajantes e mochileiros.😁
       
      Não iria escrever pois existem diversos relatos de viagem para este destino, maaaaaaaaaaas, fui encorajada e intimada a relatar os meus 25 dias para o famoso Bolívia, Chile e Peru tudo via terrestre (hehe), sim, sim, de BUSES, de terminal a terminal ou de rodoviária a rodoviária 🎒🚍
       
      Não tenho planilha lindas e elaboradas pois a principio eu e mais dois parceiros aqui no grupo iriamos ir de carro, faltando 5 dias da data de partida um deles não pode ir, então eu resolvi ir sozinha, pois bem, o Roberto (de Pernambuco) que iria conosco de carro resolveu ir tbm, então ele pegou um avião de Recife para Campinas e iniciamos a viagem juntos.
       
      Vai ser um relato básico com valores e dicas para quem ira fazer o mesmo percurso.
      Saímos sem roteiro pronto, sabíamos por onde iriamos passar e iriamos decidir os dias e hospedagem no próprio local, arriscado né? Mas não, tudo sobre controle do destino 🕰️💝
       
      Bora!
      31/10 (Campinas/Corumbá)
      Saída de Campinas/SP (interior de SP) destino capital as 09:45 da manhã - Cometa Trans. R$35,20. Descemos em um ponto estratégico para ganhar tempo e pagamos R$5,65 cada (R$ 11,30 total) em um UBER até a Barra Funda.
      Na barra funda pegamos um ônibus extra disponível pela Andorinhas (DICA: verifique antes de existem ônibus extras, os bus para Corumbá só saem de noite, este ao meio dia foi um achado) o custo foi de R$321,86 com saída as 11:15 com chegada as 11:00 (+1 dia).
      Compramos lanches pois havíamos saído bem cedo, (como todos sabem, comida em rodoviárias é bem cara ) comprei um café da manha na casa do pão de queijo R$ 20,00. Na estrada paramos para almoçar, comi um salgado R$ 12,00.
       
      TRANSPORTE: R$ 362,71
      COMIDA: R$ 32,00
      TOTAL DO DIA R$ 394,71
       
      01/11 (Corumbá/SantaCruz)
      Chegamos em Corumbá as 11:00 fomos ao banco (caixa) pois eu precisava sacar o restante do moneimonei (devido as mudanças de planos da viagem) chegando la conhecemos o Ezequiel, um brasileiro que mora na Bolívia e nos ajudou com algumas informações e nos levou para a fronteira por R$ 30,00 *-* (normalmente os taxista cobram 50 temer nesta corrida). Fizemos a saída/entrada nos países e cambiamos um pequeno valor para os gastos iniciais.
      Câmbio (penúltima lojinha do lado esquerdo, loja verde, é da irmã do Ezequiel ) R$ 600 x 1,79 = 1.074,00 bs.
      Pegamos um táxi para Puerto Quijaro onde fica a rodoviária por 5 bolivianos cada (o Ezequiel quebrou mais essa, não se assustem, lá eles cobram por pessoas e não por corrida). 
      Compramos as passagens para Santa Crus de La Sierra com a empresa Huracan (o Ezequiel nos ajudou nessa tbm, disse que era a mais barata, realmente, vimos em outros lugares por 120, 130 bs. Essa agencia fica do lado esquerdo, é a ultima "portinha"), com partida as 19:30. Ou seja, passamos o dia dentro da rodoviária pois ali na região não tem nada pra se fazer... alias dizem que tem um "shopping" perto, mas eu não quis ir shopping eu vou aqui no brasil né kkkk
      Saída do ônibus para Santa Cruz as 19:30 e chegamos as 5:45 ( não se assustem em chegar 2 horas antes do horário informado, isso é normal).
       
      BOLIVIANOS: 150 BS > (R$83,80)
      TRANSPORTE 105 BS
      ALIMENTAÇÃO 33 BS
      OUTROS 12 BS
       
      REAL/TRANSPORTE E CAMBIO: R$615,00
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 1.093,51
       
      02/11(SantaCruz/Sucre)
       
      Chegando lá aguardamos abrir as agencias para passagens para Sucre, encontramos por 100 bs com partida as 17:00, já que iriamos passar o dia lá guardamos as mochilas em um guarda volume( bem na entrada, no lado esquerdo) 10 bs o dia todo e fomos conhecer cidade, pegamos informações no ponto turístico da mesma e fomos de ônibus circular para a Plaza de Armas por apenas 2 bs. Conhecemos a praça, fomos em um mercadinho por perto para comprar lanches para a viagem, encontramos cambistas ao redor da praça com uma cotação melhor que na fronteira (R$1,00 = 1,82 BS) troquei mais 250 temer para completar com o que já tinha, almoçamos em um restaurante (decente  kkkk) que encontramos pegamos uma super promoção de 10 bs por arroz, batata frita e frango J pegamos o buses e retornamos ao terminal.  Embarcamos para Sucre as 17:00.
      BOLIVIANOS: 208,80 BS > (R$116,65)
      TRANSPORTE 106 BS
      ALIMENTAÇÃO 83,80 BS
      OUTROS 19 BS
       
      REAL/CAMBIO: R$250,00
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 1.460,16
       
      03/11 (Sucre/Potosi/Uyuni)
      Chegamos em Sucre as 04:00 (bem antes do informado como sempre), saímos pela esquerda e ja nos deparamos com as vans para Potosí. Logo de cara estavam cobrando 40 bs, chorei, recusei, me fiz de desentendida e saiu por 30 kkkkkk (como já havia visto em relatos, segui a risca as dicas) depois que lotou a van 05:30, partimos para o destino. Chegamos as 08:00 no meio do nada kkkk, sim, ele parou em uma rua onde não havia terminal então perguntamos onde era a saída para Uyuni e fomos andando (é “perto” porem com a altitude e os mochilão foi longe e cansativo, peguem um taxi!). A saída é de 15 em 15 minutos e tem o valor e 30 bs, pegamos o bus as 09:15 com chegada as 13:00, o ônibus  é estilo os nossos circulares daqui, simples.
      Chegando no Uyuni cotamos o valor do passeio logo de cara e encontramos a Claritos Tuor com quem fechamos o passeio com transfer para San Pedro por 700 bs (incluso: 2 dias de hostel, transfer para San Pedro, 2 cafés da manhã, 2 almoços e 1 jantar), a principio tudo ok... maaaaaaaaaaaaaas, nem tudo é flores.
      Fomos para o hostel na mesma cidade onde iriamos passar a primeira noite, como chegamos cedo, o primeiro passeio (salar + cemitério de trens) ia ser no mesmo dia, no caso as 16:00. Tomamos banho e nos avisaram (as 14:45) que sairíamos as 15:00, saímos as pressas sem comer nada, sem nos preparamos mas fomos.
       1º surpresa: deparamos-nos com um carro normal, um guia e um casal de bolivianos... fomos para o cemitério de trens, depois para o salar... Cada um por si, o casal tirando fotos engraçadas e românticas e eu e o Roberto lá olhando, tirando foto, contemplando o local. Sem fotos com dinossauros L, sem foto de perspectiva, sem galera, sem nada! E eu? E EU PASSANDO MTT MAL POR CONTA DA ALTITUDE KKKKK. Ok, primeiro passeio não foi como eu havia esperado, mas para compensar o guia nos levou em uma parte que estava alagada para ver o pôr do sol  ❤️ baita presente já que eu nem esperava esse fenômeno nesta data.
       Voltamos, para o hostel as 19:30 na cidade msm, eu cai na cama passando mal e apaguei, enquanto isso o pessoal foi jantar.
       
      BOLIVIANOS: 785,50 BS > (R$472,28)
      TRANSPORTE 60 BS
      ALIMENTAÇÃO 15 BS
      PASSEIO/OUTROS 710,50 BS
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 1.932,44
       
      04/11 (Uyuni)
      Acordamos, tomamos o café  no hostel, arrumamos os mochilões e saímos para o local combinado as 10:00, ficamos aguardando chegar o pessoal que ira no carro 4x4 conosco.... saímos as 11:00 paramos para o almoço as 13:30.
      2° surpresa: Não fomos ao Isla Incahuasi, devido ao atraso na saída.
      3º surpresa: Chegamos na laguna colorada no pôr do sol, o que nos impossibilitou ver sua cor com nitidez. SIM, PAGUEI 150 BS NA ENTRADA DO PARQUE PARA NÃO VE-LA COM CLARESA. (l)
      4º surpresa: Não ficamos no hotel de sal.
      Eu já estava PUTA da vida, estava um frio do ca$#¨&@, já tinha broxado por ter planejado tanto esse momento e não ter sido como eu esperava que eu queria pegar minha mochila e voltar para o Brasil. Mas resolvi ser good vibes e ignorar TODO O DESCONTENTAMENTO E DECEPÇÃO.
      Mal desci do carro para “ver” a laguna colorada (já que não dava pra ver a cor da água e estava um frio/vento absurdo) entrei no hostel deitei e dormi, estava passando mal, não quis comer, não quis socializar (ESTAVA MTT PUTA MESMO).
       
      BOLIVIANOS: 150 BS > (R$82,42)
      PASSEIO/OUTROS 150 BS
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 2.014,86
       
      05/11(Uyuni/SanPedro)
      Acordamos, tomamos o café as 04:00 e saímos para a o deserto/fronteira as 04:30. Chegamos na fronteira as 09:30 saímos as 10:46 para San Pedro (tive que pagar a propina de 15 bs na fronteira) me fiz de louca mas não teve jeito. –‘   
      ** eu estava com o passaporte e tive que pagar a propina, já meu amigo Roberto estava apenas com o RG e não precisou pagar’’
      BOLIVIANOS: 15 BS > (R$8,24)
      OUTROS 15 BS
       
      SALDO DA VIAGEM: R$ 2.029,86
       
       
       
    • Por Lucas1900
      Em Agosto de 2018 fiz Calão/Lima -> Huaraz -> Lima -> Nazca -> Ica/Paracas -> Cusco + Vale Sagrado + Machu Picchu/Haynapicchu -> Arequipa + El Misti + Canon del Colca e pretendia fazer uma relato, mas pós retorno estava morto e do que pretendia fazer hoje ficaria bastante impreciso, o que não me agradaria. Então guardei os mapas pra dar a um priminho e hoje joguei tudo que é quanto nota fora e resolvi tratar somente do Vulcão El Misty, para quem possa interessar.

      Obs: adianto que não tô querendo fazer propaganda (+ ou -) de nada, mas tentando facilitar a vida de quem possa estar interessado em fazer esse rolê.

      No Brasil contratamos o passeio via Denomades, o processo foi bem simples, respondem bem e contratamos outros serviços com eles, mas nesse caso em específico foi um pouco frustrante. Pois na verdade eles intermedeiam a compra de serviço de outra agência local, que nesse caso, ainda comprou o serviço de uma terceira.

      Essa "segunda" foi um desastre. Nos informaram horário errado, não manjavam nada de rolê de montanha. Enviei informações prévias sobre condições físicas e de saúde e pedindo maiores informações para o preparo e "cagaram" pra isso. Ainda bem que não eram eles que prestavam o serviço e sim a  WaikyAdventours. E esses sim são muito responsáveis e prestativos. Sem pesquisar bem, não tinha muito como prever, mas se tivesse como tinha contratado diretamente com eles, barateado o passeio e não tinha me estressado com a "terceirizadora" hehe.

      É possível de se chegar ao cume, mas é importante estar acostumado a fazer caminhadas grandes e estar aclimatado.
      Quando fomos iniciar esse passei já estávamos a 20 dias no Peru, subindo e descendo montanha e laguna.
      Quatro franceses jovens que estavam no grupo do Misti, estavam há apenas 4 dias na região e ao chegar o acampamento base a aproximadamente 4800m já estavam passando mal.

      Dia -1.
      Após os estresses com a "terceirizadora" fomos levados ao Waiki, que nos orientaram que tipo de comida levar, quantidade de água e roupas que deveriamos utilizaram. Alugamos lanternas de cabeça e descobrimos que nossas luvas eram limitadas - eles nos emprestaram luvas deles.
      Dia 1 - Após nos buscarem próximo ao nosso alojamento, checaram nossas mochilas e nos emprestaram jaquetas mais adequadas, pois nossos anoraks eram pra "mata atlântica", eram bons corta ventos impermeáveis, mas não nos protegeriam do frios - se tivéssemos idos com eles, teríamos nos dado mal. Foi bem importante checarem nossa bagagem, nos permitiu reduzir a quantidade de roupas que levaríamos não só para uma quantidade mais adequada, mas num "esquema de camadas" mais adequado ao frio que enfrentaríamos.

      Saindo da agência, passamos no mercado para que os demais integrantes da "trupe" (4 franceses jovens , um mais velho, um canadense, eu e minha companheira de brasileiros e os dois guias peruanos) pudessem pegar água e comida.

      Ao acabar o asfalto pega-se uma estrada de chão até uma "fazenda" com posto de controle, onde está o Misti. O trajeto de carro até o inicio da trilha é bem acidentado, em terreno bastante arenoso, segure-se pra não sair quicando de dentro da pick-up.

      Iniciamos por volta das 12h e chegamos ao acampamento base (4800m de altitude) por volta de 16h30min. Nunca caminhei tão devagar, mas descobriria no dia seguinte que esse é meu passo favorito, além de necessário para alcançar altitudes maiores com esse corpo normalmente acostumado aos 700m hehe.

      Nosso grupo teve "sorte", pois não precisamos carregar as barracas, sacos e isolantes, pois o grupo anterior largou no acampamento base para nós, ou seja, só foi preciso trazer de volta e tal como no Brasil, pra descer todo santo ajuda.

      Os guias Brendesi e Edgar, esquentaram um arroz que trouxeram cozido, fizeram a melhor "hamburguesa" de altitude que ja pude provar, além de uma sopinha da hora. Um chazinho, pra dormir bem e as 17h30/18h já estávamos dormindo (ou tentando) em nossas barracas. Deveríamos acordar a 0h para iniciar a trilha rumo ao cume. Meu maior medo era não conseguir dormir cedo, ficar cansado e não chegar ao cume por isso.
      Por do Sol.

      Apesar do frio dormi super bem, sempre tentando colar em minha companheira e não encostar nas paredes geladas (e em alguns pontos congeladas) da barraca.

      Dia 2
      A 0h os meninos nos chamaram, tomamos um chá de coca e comemos um pão e partimos por volta das 0h30min (tentei  e tentamos levar o mínimo possível pra focar em carregar meu corpo).
      Levei uma coca cola lata, que era para estar quente, um litro de água, um litro de chá de coca, balas de coca, umas bolachas recheadas - enfim, priorizei açúcar e depois descobri que ainda assim levei mais líquido do que precisava hehe).

      De saída um dos franceses já ficou no campo base, pois estava passando mal.

      Depois de algum tempo de caminhada, os outros franceses jovens desistiram, pois também começaram a passar mal. Um dos guias voltou com eles para o campo base.
      Seguimos eu, minha companheira, um australiano jovem, um guia, e o francês mais velho, que estava com dores no joelho, uma tosse horrível, tomava uns golês e fumava... e que aparentava ser o primeiro que desistiria,

      Estávamos caminhando num breu, que era amenizado pela luz da lua, mas que não ajudava a atenuar o frio. Ao chegar em 5500m minha companheira informou ao guia que precisava voltar, pois não estava aguentando de frio e não conseguia seguir no nosso ritmo de tartaruga. O guia questionou se mais alguém queria "bajar", pois dali em diante "teríamos que ir até o fim". Nosso amigo francês estava com o joelho doendo e com frio, mas apostava na chegada do sol, por fim decidiu ficar.

      O guia pediu que esperássemos, pois a levaria até um ponto um pouco mais abaixo, para que ela fosse sozinha até o campo base. Ela tinha como referência a lanterna do outro guia que estava no campo base, que parecia estar perto, mas estava longe pacas. Ele pediu que ela fosse caminhando/deslizando pelas pedras até ver a primeira moita (juro que foi essa orientação) e que lá chegando ela pegasse a esquerda sentido a lanterna. Nisso ele voltou até onde estávamos, e apesar do pouco tempo de espera parecia que tinha nos abandonado hehe.

      O Piere, ficava perguntando de minuto em minuto se ele voltaria, pois estava bem frio pra ficar parado.

      Enquanto seguimos subindo, minha companheira foi caminhando no breu em busca da moita. De pois de vários tombos e pacotes, achou a moita e ficou trocando ideia, aprendendo sobre constelações, vendo o nascer do sol e pensando nos significados e no respeitar seus próprios limites.
      Como "único sulamericano" (excetuando o guia) da competição imaginária que criei em minha cabeça assumi a dianteira junto ao guia, para chegar na frente dos representantes da França e Austrália. Isso até perto de onde achava ser o cume... quando avistei o verdadeiro cume, me contentei em ser o ultimo dos "competidores" e pedi que os meninos me passassem.

      O guia e o francês que iria desistir primeiro hehe sumiram na minha frente, e por longo tempo fui caminhando com Cameron, o australiano que só falava inglês. Meu inglês é bem limitado e só serviu pra eu ficar alimentando meu parceiro perguntando "Do you like ... (coke, tea, bread, biscoito hehe).

      Em dado momento eu parei pra descansar e ele foi embora um pouco mais a frente. Acabei por chegar , acredito que 1h depois do Piere, e uns 30min depois do Cameron. E acredito que só cheguei por uma brincadeira que consistia em respirar, dar 10 passos e repetir isso até o cume.

      Foi muito bacana reencontrar os 3, olhar as fumarolas, tomar uma coca trincando a temperatura "ambiente" (a temperatura ambiente estava proximo a -18ºc) e ficar pensando sobre os Quechuas que subiram aqueles "Apos" para fazer suas oferendas sem jaquetas ou sapatos especiais, sobre os significados das colônias, sobre a violência das mineradoras que ainda existem com as comunidades campesinas, sobre os impactos do turismo, sobre como gostaria como uma pá de gente tivesse condições (econômicas, de tempo e saúde para estar ali), como foi legal compartilhar esse rolê com aquele grupo, nos proximos vulcões, enfim, uma infinidade de coisas passaram na cabeça.

      Cratera do Misti (5822m) com o PIchu PIchu ao fundo.



      Descer foi "moleza", com alguns pacotes no "esqui" nas pedras/areias, mas bem divertido. Ir até o acampamento base, encontrar o restante do grupo, dividir sentimentos, catar os equipamentos e descer rumo a pick-up.

      Outras considerações:
      a) Os guias eram muito gente finas;
      b) Se aclimate para não sofrer no rolê, além de estar subindo descendo e subindo, estávamos tomando chá de coca a vários dias, e tomavamos quase todas as manhãs "profilaticamente", além de eventualmente tomar Sorochi Pill (medicamento industrializado a base de AAS) profilaticamente e Ibuprofeno, quando tivemos dor de cabeça.
      c) O bloqueador solar congelou na mochila no acampamento base, então conversa bem com os guias pra se proteger bem do frio.
      d) Como em qualquer trilha, traga seus lixos para a cidade e peça as devidas orientações para usar o "banheiro" na montanha/vulcão.

      No mais bons passeios e caso possa ser útil estou à disposição.

      Abaixo uma foto da cidade, salvo engano com a fumarola do Sabancaya ao longe.



       
    • Por Dan Wollker
      A questão é tempo e dinheiro, venho pesquisando e o Peru fica ruim por dois 3 motivos
      Pousando em Santa cruz de la sierra e decolando de lima fica caro (lima x Recife)
      Peru é caro, praticamente 1 sole x 1 real
      E de Puno ou Copacabana até vales sagrados e depois lima .. fica puxado e caro!
      Já Chile : 
      Não é muito viável conhecer UYUNI e depois ir para o Atacama, mesma coisa praticamente e um País caro tbm...
      Conhecer apenas bolivia, sairia muito barato, e conheceria com pouco tempo.
      Porém é o investimento p fazer apenas um país!
       
       
    • Por Wesley Felix
      Mochilão
       
      Mochilão La Paz, Uyuni (BOL) – Salta, Córdoba (ARG) – San Pedro do Atacama, Santiago (CHL) - Arequipa, Cusco (PER)
       
      “Não tenha medo de morrer feliz, tenha medo de viver triste”. – (Jeison Morais)
       
      Porque mochilão? Quando disse para minha família e amigos que iria fazer uma viagem com uma mochila cargueira nas costas ao invés de malas, sozinho, pelo Peru, Bolívia e Chile, e sem data pra voltar, a grande maioria duvidou que eu realmente a faria, essa maioria também questionou os destinos escolhidos e o restante embarcou na ideia dizendo o quanto isso era incrível e como gostariam de fazê-lo, quando retornei alguns quilos mais magro e moreno de sol, mas com aquele brilho nos olhos que só quem viveu um mochilão conhece, o que ouvi de todos foi o quanto era corajoso, louco e como devia ter sido incrível toda a experiência.
      Acho que pra embarcar em um mochilão nós temos que estar em um modo diferente de ver o mundo e creio que todos os mochileiros, independente do nível de experiência, irão fazer uma mesma constatação, essa forma de viajar única vai te colocar em situações frequentemente mais desafiadoras que outras, em contato com pessoas reais em seus ambientes reais, e se você não estiver minimamente conectado e inclinado psicologicamente para isso, toda a experiência será muito frustrante. Penso que qualquer pessoa pode ser colocada em uma viagem de luxo em um cruzeiro internacional e com um mínimo de disposição será maravilhosa essa experiência, mas nem todo mundo pode fazer um mochilão se não estiver realmente disposto a experimentar o que isso significa. Definitivamente mochilão não é pra gente fresca.
      O meu primeiro mochilão, mesmo que ainda não tivesse noção que o era, aconteceu por um acaso no começo de 2017 em um relato que já postei aqui no site e vocês podem conferir no clicando no link Conhecendo Manaus, através dele creio que também terão uma noção melhor de quem sou e como essa viagem foi importante pra adquirir uma nova visão de mundo que desembocou nessa aventura pela América do Sul.
      Antes de prosseguirem devo avisar que na época, agosto de 2018, tinha montado um roteiro saindo de Rondônia ondo moro, e seguiria até Cusco no Peru pelo Acre, depois faria Ayacucho, Ica, Arequipa e Puno – Peru, em território boliviano tinha pretensão de fazer Cobacabana, La Paz, Potosi e Uyuni onde atravessaria o salar até chegar ao Chile para fazer o Atacama e terminaria em Santiago onde já havia me aplicado como worldpackers para o começo de outubro durante um mês, até então não tinha ideia de como voltaria para o Brasil, mas para iniciar a viagem marquei a data quase para o fim de agosto, tinha a intensão de ficar dois meses viajando, mas na verdade não tinha data certa pra voltar, ela seria quando o dinheiro, R$ 7.000,00, chegasse ao fim, mas o que ocorreu foi bem diferente do que “planejei” inicialmente, a viajem durou 45 dias e o roteiro foi bem mais enxuto, quanto ao dinheiro, esse não teve salvação, foi todo e a viagem não poderia ter sido melhor, pode parecer loucura mas além de acreditar em algo como “o destino” haha, as coisas estaticamente planejadas nunca funcionaram muito bem pra mim, hoje depois de três meses findados o mochilão, não alteraria em nada do que fiz, mas não recomendo a ninguém que saia sem um norte bem definido pra países onde não dominam a língua e costumes, tenha em mente um bom e detalhado planejamento, obvio que as coisas podem sair do rumo esperado, faz parte, mas se seguir as dicas de todos os mochileiros decentes que conheço e conheci, as chances de dar errado são mínimas, quanto a mim só posso agradecer ao universo, Deus, aos deuses, a sorte e o que mais acredite por ter colocado pessoas tão incríveis no meu caminho e por tudo ter dado tão certo, desde antes da viagem, quanto durante ela.
      Durante o relato vou tentar descrever os passeios, locais de visitação, meios de transporte, custos e sempre que necessário, em separado, as dicas e macetes que achei úteis.
      Também pretendo publicar um livro, a parte, com detalhes do mochilão mais voltados para as experiências e pessoas que conheci durante essa viagem, quando tiver concluído, pra quem tiver interesse, aviso com mais detalhes, nele deverão estar presentes todas as informações que vou passar neste relato pro Mochileiros, mas como o que nos interessa aqui são informações mais voltadas para custos e dicas do que sensações em si, lá vamos nós.
       
      GRATIDÃO E PLANEJAMENTO
       
      Com o acesso a internet e a vários sites e grupos online de mochileiros que compartilham seus relatos e experiências de viagens, ficou muito mais fácil planejar um mochilão para qualquer destino já percorrido por alguém neste planeta. Quando estava na fase de me maravilhar com os relatos, a ideia inicial era ir de ônibus percorrendo toda a costa oeste do Brasil até o sul, e prosseguir pelo Uruguai, cruzar a Argentina e por fim subir o Chile até o Atacama, neste primeiro momento o Chile seria o único destino de parada, tendo apenas as paisagens dos outros dois países sul americanos como complemento da viagem – aqui início os meus agradecimentos, primeiramente ao @Gedielson quem fez esse percurso e depois um relato repleto de detalhes além da disponibilidade de outras informações nos comentários, gratidão a ti mano, a diferença é que ele saiu do sul do Brasil – depois de adiar o mochilão já no começo do ano acabei por encontrar outro mochileiro aqui no site, o @Diego Moier, um parceiro muito solicito que iniciou suas postagens sobre um famigerado roteiro pela Bolívia, Chile e Peru, no começo de junho, nesse momento já havia adiado duas das três vezes minha viagem remarcando tudo para agosto, de maneira que pude acompanhar ansioso cada postagem que o Diego fazia sobre sua jornada, a partir de então meus planos se alteraram completamente, e um novo roteiro começava se desenhar na minha mente, meu mochilão estava apenas começando. Devo dizer que o relato do Diego é muito completo e detalhado, tu é fera mano, e ele teve outras duas inspirações principais por assim dizer, uma delas, o @rodrigovix, também serviu para inspirar a minha viagem com um relato muito top, detalhado e engraçado – Rodrigo não te conheço cara, mas lendo sua história era como se estivesse vendo tudo na minha frente com os olhos brilhando – devo dizer muito, mais muito obrigado mesmo pela disponibilidade de vocês Diego e Rodrigo por postarem seus relatos, isso inspirou, guiou e foi a base do meu mochilão, mesmo que no fim tenha percorrido outros destinos que alteraram em parte o roteiro inicial, mas isso é assunto pra depois, por hora, gratidão a vocês e a todos que compartilham suas aventuras aqui, espero poder contribuir e inspirar alguém também em fazer algo incrível como mochilar haha, e antes de prosseguir peço desculpas pelo atraso em começar a postagem, mas depois que a gente larga tudo pra viajar, ainda tem uma vida repleta de boletos nos esperando, mas prometo fazer as postagens o mais rápido possível a partir de agora.
      Durante semanas parte do meu tempo livre se resumia em ler e buscar informações dos destinos que pretendia percorrer pela viagem, as informações que não tinha no relato dos meninos eu ia buscando em outros relatos, e acredite, relatos super detalhados e repletos de dicas é o que não faltam na rede, agradeço mais uma vez todos que desbravaram não só novos territórios físicos e geográficos como também compartilharam suas experiências na internet, sem vocês tudo teria sido muito mais difícil e talvez nem ocorrido teria, então muito obrigado. Voltando do momento gratidão, a síntese pra quem se dispõe a cair na estrada é ter uma boa operadora de internet para poder navegar e encontrar muita informação e conselhos detalhados de gente que já fez esses percursos, eles são uma base segura para montar sua viagem e planejar os roteiros, passeios, gastos com alimentação, costumes, dicas de lugares para comer, dormir, se divertir, o que levar, o que não levar, cuidados que se deve ter e muito mais, e mesmo que tenha preguiça de ler tudo, lhe garanto que a fase de se maravilhar vai te impedir de fazer outra coisa que não ler e ler e reler todos os relatos e dicas que possa achar.
      Viajar por países andinos, em qualquer época do ano, vai lhe exigir o mínimo de roupas de frio, como moro na Amazônia brasileira, roupas de frio é item em falta em meu guarda roupas, então, se esse também for seu caso, comece por uma lista de roupas que irão te livrar de virar um picolé brasileiro em terras estrangeiras, o segredo para isso é se vestir em camadas, no mínimo um conjunto segunda pele térmica, depois uma blusa de frio fleece e por ultimo uma jaqueta corta vento, três camadas devem ser suficientes para enfrentar até menos dez graus que foi a temperatura mais baixa que enfrentei durante a viagem e estou aqui com todos os dedos para contar a história, no entanto é possível que enfrente temperaturas ainda mais baixas dependendo da estação do ano, no mais a sensação de frio varia de pessoa pra pessoa, então nesse caso menos não é mais. Por outro lado um mochilão, apesar do nome no aumentativo, não é uma mala nem um mini guarda roupas, poucas coisas cabem dentro dele, ainda mais se tratando de roupas de frio que tendem ser mais volumosas, assim sendo, é importante que tenha bom senso na hora de montar sua lista e mais bom senso ainda na hora de montar seu mochilão e não se preocupe, ao final da viagem você vai ver que não precisava ter levado tudo que colocou nele, não porque irá adotar o habito de algumas nações de não tomar banho todos os dias – e não estou falando dos sul americanos –, e sim porque há serviços de lavanderia em boa parte dos hostéis ou cidades por onde vai passar, então não compensa carregar metade de seu guarda roupas nas costas. Leve roupa pra passar de uma a uma semana e meia, isso deverá ser o suficiente para se virar, até porque repetir roupas é algo mais que comum nestas viagens o importante será passar pelo teste do olfato, se aprovado, é o que tem até o próximo banho.
      Por isso é importante ter noção de para onde se está indo, em qual época, os passeios que pretende fazer, é nesta base que poderá montar sua mochila, de forma eclética, talvez não tenha pretensão de ir para um lugar frio, mas vai que durante a sua passagem o tempo mude e a temperatura caia para menos vinte célsius, é bom ter aquele agasalho que sua mãe tanto fala, tudo bem que você vai morrer de qualquer jeito, mas vai morrer mais quentinho pelo menos.
      Como tinha pretensão de fazer alguns trekkings, e pelo menos um ao certo, investi em um coturno impermeável, não façam isso, pelo menos não de última hora, hoje ele está muito confortável, mas durante a viagem eu amaldiçoei cada segundo do momento que tive a ideia de compra-lo, além do que, mesmo que não impermeáveis, existem calçados mais apropriados para trilhas que um coturno – a menos que você seja um militar e assim como eles muito mal pagos pra sofrer – aconselho que invista até mesmo em um bom tênis de corrida e caminhada que será mais confortável e inteligente, uma vez que o outro calçado que levei foi um tênis já bem gasto com o qual fazia minhas caminhadas pela cidade e foi ele quem me salvou de ter um ataque do coração, acabou que só usava o coturno quando estava me deslocando em algum transporte entre as cidades porque se coloca-se no mochilão teria que me livrar de três quartos das minhas roupas, risos de raiva.
      Mas antes das roupas e calçados, antes de pensar em viajar, tenha sempre em dias seus documentos atualizados e prontos, já havia tirado meu passaporte um ano antes e foi este documento que usei para sair do Brasil – mesmo que atualmente a maioria dos países sul americanos exijam apenas a carteira de identidade com menos de dez anos de expedição, o passaporte é o melhor documento para viagens – também é importante ter conhecimento das condições necessárias para entrada e/ou permanência nos destinos escolhidos, para tanto o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, disponibiliza na web uma pagina onde constam os documentos e procedimentos necessários, como documentos exigidos, necessidade de visto e moeda, vacinação, alertas para turistas, entre outros, esse tipo de planejamento é muito importante porque a retirada de documentos geralmente ocorre de forma lenta em determinadas regiões do país, como a minha por exemplo e pode atrasar sua viagem em meses. No mais é importante ter em mente que as atualizações referentes a procedimentos de entrada em outros países se alteram com frequência, por isso é importante estar sempre de olho em possíveis mudanças como a necessidade de vacinação para entrar em outras nações, quando exigido, a comprovação só é feita através do Certificado Nacional de Vacinação, documento expedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária em seus escritórios regionais e locais, mas é possível que nem todo município disponha do serviço, o mesmo vale para a confecção de passaportes e vistos.
      Tendo os documentos prontos é importante também pensar em ter uma cobertura mínima em caso de possíveis problemas, ter seguros de toda espécie é uma boa opção, mas um fundamental é o seguro saúde uma vez que em terras estrangeiras qualquer procedimento que exija atendimento hospitalar vai lhe custar muito dinheiro fora a medicação e outros possíveis gastos, então invista em uma cobertura deste tipo tendo em vista os lugares em que vai se aventurar e passeios que pretenda fazer. Hoje existem diversas opções de bons planos que fornecem uma ótima cobertura com valores bem acessíveis a todos os bolsos e gostos, e lembre-se, ninguém pensa em morrer – bate na madeira – mas se ficar doente no exterior já é ruim, partir pra outra é ainda pior, o custo e burocracia são infernais, claro que não estará aqui para ver isso, mas em muitos planos um auxilio translado também está incluso no preço final, por isso olhe bem tudo que está incluso e compare, tem planos com mais opções e preços mais baixos, basta pesquisar.
      Pra terminar seu planejamento, você irá necessitar de uma mochila de ataque, certamente você a carregará na frente enquanto estiver com seu mochilão e é nela que estarão seus itens de higiene pessoal, acessórios e eletrônicos, remédios, tipo uma farmácia mesmo e umas roupas básicas pra sobreviver, e comida, e água, e lenços umedecidos, e acho que é só, então segue uma lista do que eu levei pro meu mochilão, aqui não vou passar os valores porque nesse quesito o que conta é a pesquisa e disponibilidade de produtos e serviços que terão, já falei que moro no norte, então só de frete pra cá se vai metade dos custos dos produtos, quando não mais.
      Haaaa, acaba que minha lista ficou mais enxuta que a lista em que me baseei, @Diego Moier pra variar, então vale muito ler o relato dele e de quem inspirou ele também, porque se fores alguém mais detalhista, a lista deles é bem mais completa, no mais eles tem boas dicas referentes a moeda, dindin, dinheiro mesmo, uma vez que eles levaram dólar para aumentar o poder de negociação, já eu levei apenas nossa desvalorizadíssima moeda nacional na época (no auge da campanha eleitoral), e apenas reais, nada de cartão de credito internacional, cartão pré-pago ou qualquer outra forma de dinheiro, unicamente porque as taxas pra sacar ou usar essas formas de pagamento no exterior são muito ruins para nós, então preferi tentar a sorte e trocar moeda nas casas de cambio de lá mesmo, pra quem puder trocar reais por dólares antes da viagem, a depender da cotação, é sempre bom, pois é a moeda forte em qualquer lugar, assim como o euro, quanto as outras formas de pagamento/dinheiro, é recomendável ter uma outra opção em caso de furto ou roubo, mas nesse quesito ao menos os países que visitei são muito mais tranquilos e seguros que o Brasil, no mais se tu não for assaltado aqui não é lá que será, apesar da infinidade de golpes que aplicam contra turistas, tem que ficar de olhos bem abertos todo o tempo.
       
      DOCUMENTOS:
      Passaporte, Carteira de Identidade, Certificado Internacional de Vacinação e vou incluir aqui o Seguro Viagem.
       
      Dica: Caso tenha feito reservas de hospedagem e outros serviços como seguro saúde, leve os comprovantes impresso e também tenha registros dos documentos e comprovantes em formato digital no celular e e-mail.
       
      OBJETOS:
      01 Mochila Náutica 60 l (recomendo, é muito boa e saiu por uns R$ 350,00 no Mercado Livre).
      01 Mochila (para notebook, com três compartimentos, ela serviu como mochila de ataque);
      01 Celular, cartão de memória, carregador e fone de ouvido (que também serviu como câmera, mas se puder invista em uma câmera profissional, a menos que o seu telefone seja o top das galáxias fotográficas);
      01 Money Belt (também conhecida como doleira, para guardar seus trocados e documentos junto ao corpo e não largar nunca);
      01 Cadeado (pelo menos um);
      01 Lanterna (não usei, mas é útil a depender do roteiro, como subir as escadarias para Machu Picchu ainda de madrugada ou trekkings noturnos);
      01 Pasta (para guardar todos os papéis possíveis e impossíveis que estou encontrando agora);
      01 Caderno e caneta (gosto de escrever e desenhar).
       
      CALÇADOS:
      01 Coturno Impermeável (já falei sobre isso);
      01 Tênis (também já falei);
      01 Chinelo de dedo Rider (depois quero receber pelo merchandising).
       
      ROUPAS:
      01 Toalha de banho (se puder invista em uma de secagem rápida, microfibras);
      01 Toalha de rosto;
      07 Pares de meias;
      01 Sunga;
      12 Cuecas;
      02 Calças jeans;
      01 Bermuda jeans;
      01 Bermuda moletom;
      06 Camisetas (03 foram suficientes);
      02 Camisetas de manga longa;
      01 Conjunto segunda pele térmica;
      02 Blusas fleece;
      01 Jaqueta corta vento;
      02 Calças moletom (se puder invista em uma corta vento);
      01 Capa de chuva;
      01 Óculos de sol (invista em um bom);
      01 Par de luvas de frio, 01 gorro e 01 boné;
      01 Cachecol e 01 Meia de lã grande (comprei durante a viagem para travessia do salar);
       
      ITENS DE HIGIENE PESSOAL OBRIGATÓRIOS E ESSENCIAIS:
      Escova, pasta de dentes e fio dental;
      Lenços umedecidos (não sei como vivi sem saber da existência deles até esse mochilão, e sim eles irão salvar sua vida, ou a vida dos seus companheiros pelo menos);
      Sabonete e shampoo;
      Hidrante corporal e hidratante labial;
      Protetor solar;
      Desodorante e perfume;
      Pente e creme para pentear (a menos que seja careca);
      Papel higiênico.
       
      Dica: não é necessário entupir sua mochila de ataque com muitos e grandes itens, você poderá compra-los nas cidades que passar, mas em geral esses itens são muito mais caros principalmente no Chile e Argentina, se comparados aqui com o Brasil, leve apenas o básico e se for necessário compre algo por lá.
       
      REMÉDIOS:
      Algo para diarreia (tendo em vista a quantidade de reclamações, principalmente na Bolívia);
      Algo para o fígado (caso houvesse uma infecção intestinal e necessitasse dar uma ajuda ao nosso órgão responsável por eliminar toxinas);
      Algo para azia e má digestão (já percebeu que o medo com as comidas internacionais foi grande);
      Algo para febre, dor de cabeça e gripe (três em um mesmo);
      Algo para dor muscular (além de comprimidos, também comprei na forma de emplasto);
      Curativos (curativo adesivo, esparadrapo e gaze);
      E algo para amenizar o mal da altitude, o famoso soroche.
       
      Dica: De todos os itens da minha farmácia particular, não usei nenhum dos relacionados para o estomago, no entanto eles serviram para uma companheira de viagem no Atacama, ela passou muito mal e os remédios ajudaram a aliviar os sintomas, os restantes foram todos usados, adicionados uma aspirina (ácido acetilsalicílico - ASS) que comprei no Chile em virtude de uma inflamação nas amidalas, e deu pra quebrar o galho até chegar ao Brasil.
      Quanto ao usado para o mal de altitude, o escolhido foi o Diamox, seguindo algumas dicas de outros mochileiros, no meu caso tive que parar de usa-lo no terceiro dia, pois estava me fazendo muito mal, talvez seja mais aconselhável o uso de pastilhas que são vendidas no Peru chamadas Sorojchi Pills e que prometem resolver o problema, como são indicadas especificamente para essa finalidade, é melhor que o Diamox que pode ajudar a combater o soroche, mas não foi feito para essa finalidade.
      Por fim, automedicação não é algo a ser recomendado ou encorajado, fármacos podem gerar efeitos colaterais adversos, por isso passe em um médico ou no mínimo converse com um farmacêutico sobre alguns remédios para melhorar a imunidade e ajudar em possíveis casos de adversidade na viagem.
       
      APLICATIVOS:
      Com poderosos smartphones temos a mão uma infinidade de aplicativos que podem potencializar as experiências de viagem, no meu caso, o Windows Phone não mantem uma boa e atualizada base dos mesmos, mas se você possui sistemas mais comprometidos com seus usuários vai encontrar bons apps para facilitar sua vida no mochilão.
       
      Booking / HostelWorld (para descobrir hostéis e hotéis com preços bons e avaliações de usuários);
      Maps Me / Mapas da Microsoft (com eles você baixa mapas que poderão ser usados off-line, possuem boa precisão e riqueza de detalhes e informações como pontos turísticos, acomodações, restaurantes, avaliações de usuários, etc.);
      Google Tradutor (dispensa apresentações, o app possui uma série de funcionalidades muito uteis pra quem ainda não domina completamente outros idiomas);
      TripAdvisor (pra quem procura detalhes de pontos turísticos a partir da interação dos usuários, considero o app mais confiável);
      Dropbox / Google Drive / One Drive (apps para backups, e sim, você pode acidentalmente entrar com celular em um lago salgado no meio do Atacama e perder tudo, mas se tiver salvado na nuvem, pelo menos suas fotos estarão preservadas);
      Skyscanner / Google Flights / Rome2Rio (esses apps são para quem busca passagens aéreas principalmente, o Rome2Rio também indica passagens de ônibus, trem e barcas e vem cheio de informações como horários, itinerários e preços);
      Oanda / XE Currency (apps gratuitos para conversão de moedas);
      Movit / Citymapper (te mostra às linhas e itinerários de trens, metrô e ônibus e qual é o caminho mais rápido pra chegar ao seu destino, tendo aplicação em mais de 1.000 cidades deste mundão velho de meu Deus);
      Mochileiros (app aqui do Mochileiros.com que disponibiliza os relatos e o fórum pra conversa com outros viajantes).
      Ainda existem outras infinidades de apps, como os de hospedagem nas mais variadas formas, Airbnb, Gamping, Couchsurfing; para encontrar companhias de viagem, no caso o Tourlina é apenas para as meninas que estão na estrada, já o Tongr é para uma maior interação com os locais, enfim apps não faltam, pena nem sempre estarem disponíveis em todos os sistemas operacionais.
       
      Com tudo pronto, partiu mochilão.


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