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Olá amigos tenho uma viagem de 10 dias programada para fevereiro de 2019 a Brasília e Goiás.

A princípio faria Brasília e Alto Paraíso de Goiás. 

Porém um amigo decidiu ir  junto  e ele não está acostumado com trilhas e por isso decidimos Pirenópolis. 

O que sugerem 05 dias em Brasília e 05 em Pirenópolis? No caso faremos todo nosso deslocamento de ônibus. 

É possível fazer muita coisa no DF além dos palácios ? Pirenópolis é uma boa opção ? 

Desde já os agradeço!

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Dá pra fazer bastante coisa em Brasília. Para relaxar um pouco, você pode ir até o Pontão do Lago Sul, um dos lugares mais lindos da cidade e perfeito para passeios. O local conta com bares, restaurantes, parques e uma linda vista para o Lago Paranoá. Se estiver muito quente, uma ótima alternativa é se refrescar no Lago Paranoá. Outros passeios para relaxar podem ser feitos no Parque da Cidade Sarah Kubitschek, o maior parque urbano do mundo, ou no Água Mineral Parque Nacional, um dos mais famosos parques ecológicos da cidade. Tem ainda o Jardim Botânico ou quem sabe o belíssimo Parque Olhos d’ Água. Nos outros dias você pode escolher alguns dos diversos museus e centros de cultura da cidade.

Agora Pirenópolis vou ficar te devendo, haha.✌️

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@natan.cruz eu particularmente acho que ficar cinco dias em brasilia é muito tempo, mas de toda forma gosto é gosto. De antemão já ti aviso que lá tudo é longe, dificilmente vai ter alguma coisa que queira ir/fazer que ja vai estar perto de onde vc está. Veja certinho entao o que pretende conhecer por lá pra saber se será preciso ficar mais ou menos tempo.

Quanto à Pirenópolis é uma cidadezinha bacana, com ruas de pedra onde a única coisa pra se fazer dentro da cidade é andar por algumas ruas do centrinho, visitar alguma igreja e sentar em algum lugar pra tomar uma cerveja.

O forte de Piri são as cachoeiras, lá tem muitas, o único detalhe será como vc vai fazer pra chegar até elas. Por mais que tenha alguma mais próxima da cidade, de toda forma nao da pra ir à pé. E na grande maioria vc precisa andar vários km de carro pra chegar até elas. A melhor alternativa seria alugar um carro, ai vc poderia ir para qualquer lugar e ficar o tempo que desejasse. Ir de táxi penso que nao seja a melhor escolha pois uma corrida poderia sair salgada e teria a questao da volta, as vezes nao pega cel na regiao das cachoeiras. Ah! as cachoeiras ficam em propriedades privadas e sempre é preciso pagar alguma taxa pra entrar.

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Nathan, concordo com o amigo acima! Gosto é gosto mas....por morar e conhecer Brasília eu acho que seria bakana vc passar mais tempo em Pirenópolis. Particularmente já fui lá também e acho uma cidade muito aconchegante e com muitas opções de cachoeiras e tal. Em Brasília é tudo longe, com dificuldade maior pra locomoção. E pra vc ficar no centro hospedagem tbm não é muito barata....Sou suspeita pq amo piri, então diria pra vc passar no máximo 2 dias em bsb e o restante em piri! Mas minha opinião beleza.

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5 dias em Brasilia é tempo demais, principalmente se estiverem sem carro. Mas tem o Parque Nacional (Agua Mineral) para ir durante a semana, fim de semana é lotado. Lá dá para chegar de Uber e transporte público, mas tem que descer numa rodovia... No eixo monumental tem as visitas cívicas (Itamaraty é minha favorita, mas é bom agendar antes), além da Torre de Tv (ótima vista), a catedral e o planetário (sessões gratuitas em vários horários). Se estiverem de carro, tem a Chapada Imperial, que é uma cachoeira bacana, que costuma abrir só aos finais de semana e tem que reservar antes. A 80 km tem Itiquira em Formosa, que também rola se estiverem de carro. Hospedagem costuma ser caro...

Pirenopolis  é fofa, muitos bares e restaurantes, e tem muitas cachoeiras, e dá para contratar passeios (eu acho).

Agora, a Chapada dos Veadeiros tem trilhas para todos os gostos... Vale da Lua, caminho dos Cristais e Loquinhas são bem tranquilas, o acesso é fácil e quase não tem trilha (ou é bem marcada, com corrimão, escada onde é mais complicado). Eu acho que escolhendo bem, é o mesmo grau de dificuldade de Pirenopolis, mas a cidade em si não é tão bonita.

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Se fosse eu, ficaria uns dois ou tres dias no maximo em brasilia e ficava o restante em Piri ou em algum outro lugar conforme a NandaFC citou. Piri tem tanta cachoeira que vc pode visitar uma por dia e ficar sem repetir nenhuma por muito tempo. Brasilia é chato porque tudo é muito longe.

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Brasília é uma cidade de estadia relativa, e vai do seu perfil de viajante. Mas como sempre falo, se existe uma palavra para definí-la, seria RICA.

Sendo assim, 3 dias JAMAIS seriam suficientes se vc quisesse conhecer a riqueza dessa cidade e seus arredores. Pra vc ter idéia, só no parque nacional e na chapada imperial dá para passar um dia quase inteiro (em cada). No parque da cidade de Brasília mesmo, uma tarde inteira seria bem aproveitada também (fotos, um passeio de kart, a caminhada em si, os espaços para o social, o parquinho que tem por lá...). O zoológico da cidade também é ENORME, te fazendo ficar uma manhã ou uma tarde inteira ali, se vc quiser ver todo o acervo. Como vc vai estar de ônibus, tem toda a questão do deslocamento também. E lembrando que tem uber e metrô, dependendo de onde você estiver, também.

Fora que fevereiro é temporada de chuvas em Goiás, corre o risco de vc perder um ou dois dias por causa da chuva, mas é apenas uma possibilidade. 

Seria bom ficar hospedado em uma das asas, e quanto ao lance da hospedagem "cara" no centro, pessoalmente acho uma questão relativa também, pois mesmo nas asas, é possível achar hotéis e hostels a bons preços (na faixa de 40-60 reais a diária). E no booking mesmo estão alguns exemplos. De dia achei super de boa caminhar por lá (apesar do bicho pegar, naturalmente, de noite, como em toda cidade).

Então assim, em um dia vc automaticamente só tiraria para o Eixo monumental e dependências, caso te interessasse aquele roteiro cívico-cultural (bosque dos constituintescongresso, praça dos 3 poderes, esplanada, catedral, museu, torre de TV, planetário, Mané garrincha, praça dos cristais e museu/memorial JK). Boa parte desse percurso dá pra fazer a pé (trilha e calçada larga nas vias não falta). E isso pq não incluí as visitas guiadas. A noite poderia ficar para shopping ou mesmo procurar uma boa referência gastronômica (eu gosto MUITO do crepe brasiliense, por exemplo, não deixe de comer).

os demais dias poderiam ser para as atrações distantes (ponte JK, + lago Paranoá com ênfase no pontão do lago sul, muito bonito o entardecer lá, jardim botânico, o parque nacional, chapada imperial, zoológico de BSB, parque olho d'água...). 

Eu tiraria 4 dias em BSB sem dúvida alguma, no mínimo, e sabendo que ficou faltando coisa pra fazer e ver. Ah sim, na torre de tv tem uma feira na base onde dá pra encontrar lembrancinhas bem em conta da cidade. Daí só partir da rodoviária para Piri e conhecer suas belezas naturais.

 

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Realmente o tempo necessário em Brasília vai depender muito dos seus interesses. Além das dicas do StanlleySantos, eu sugeririria:

- SQS 308 (a "quadra modelo"), passando pela igrejinha de Fátima - que é logo ali. Essa quadra é considerada uma das mais fiéis ao projeto original da cidade.

- Um passeio de metrô até Águas Claras, se você quiser conhecer uma Brasília mais verticalizada;

- o CCBB é bem legal também. Antigamente eu via uns ônibus gratuitos indo da região central para lá. Não sei se ainda estão operando.

A torre de TV muitas vezes fecha para manutenção, mas a feirinha funciona. Se você quiser ter uma vista panorâmica e o elevador da torre não estiver funcionando, uma dica é a torre de TV digital.

O deslocamento até Pirenópolis de ônibus é demorado: um pinga-pinga de 4 horas! Então reserve parte do tempo para esses deslocamentos.

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      Antes, vamos iluminar alguns pontos:
      O Mochileiros.com é um fórum [lê-se: o maior e mais completo fórum] de troca de experiências e certamente você poderá encontrar riquíssimos relatos de viagens para se inspirar, dicas do que usar, orientações de onde ir e informações que deixam qualquer CAT (Centro de Atendimento ao Turista) no chinelo! Dessa forma, sugiro que procure, fuce, explore! Como já diziam as nossas avós “Quem procura, acha!”. Fatão! Dessa forma, te convido a degustar isso aqui: https://www.mochileiros.com/blog/mochilao
      Outro ponto que sinto ser importante iluminar é que, ainda que leia TUDO isso e muito mais, nada, NADA, vai te ensinar mais do que a prática. Esteja ciente.
      E, o mais importante é aquele velho ditado “quem quer arranja um jeito, quem não quer arranja uma desculpa”. Porque quando você REALMENTE quiser fazer algo, nada, ABSOLUTAMENTE NADA, poderá te impedir de realizá-lo. Inclusive viajar.  
      A ideia é que, a partir do compartilhar destas experiências que tive, você possa se inspirar e traçar o seu norte de acordo com sua proposta de viagem. Se você ainda não sabe disso vou te contar uma coisa: não existe certo ou errado, inclusive para viajar. Viajar sem dinheiro não te faz uma pessoa melhor do que quem viaja com dinheiro, e vice versa. O que nos faz uma pessoa melhor é nossa capacidade de expressar o Amor [em todas as suas faces como a paciência, a honestidade, a gentileza, o perdão...] através de nossos pensamentos, palavras e ações. Em toda e qualquer circunstância. A todo e qualquer momento.
      Você só saberá se viajar sem dinheiro - ou como dizemos, no modo roots – serve para você depois de se permitir ter sua própria experiência. Antes disso, qualquer pensamento não passa de masturbação mental e especulação. E isso também vale para quaisquer outros aspectos da vida. Permita-se.
      Vou separar por ordem das perguntas que mais recebi ao longo do tempo:
      SOBRE AS CARONAS
      :: Como pedir: tenha em mente que uma imagem vale mais do que mil palavras e que esta imagem que o(a) motorista receberá de ti irá durar pouquíssimos segundos para que decida parar ou não. A maior parte das vezes usei um grande pedaço de papelão como cartaz no qual escrevia bem grande o destino final, seguido de uma cidade intermediária logo abaixo. O papelão é importante pois ele não reflete a luz solar, além de ser facilmente encontrado por aí e ser suficientemente resistente contra a ventania da BR. Sempre carreguei três cores de tinta para tecido (branco, vermelho e azul/preto)  e um pequeno pincel para caprichar na placa. Vale a pena. Sempre começava o dia antes de o Sol nascer e encerrava o deslocamento diário umas duas horas antes do Sol se pôr. Raras foram as vezes em que viajei de noite, até porque a exaustão física orientava os limites. Como acredito em trocas, sempre fiz pequenas lembranças (como filtros dos sonhos ou dobraduras) para dar como forma de agradecimento a cada carona recebida. Também é importante lembrar que a carona é um genuíno e sagrado ato de confiança mútua e geralmente o deslocamento é oferecido em troca da sua história! A maior parte das pessoas que oferece carona está interessada em ouvir sobre você por se identificar ou pela curiosidade em si. Além disso, no caso dos caminhoneiros(as) a conversa é uma forma de quebrar o silêncio dos longos quilômetros de solidão que enfrentam diariamente. Alguns querem ouvir histórias, outros querem contar as suas histórias, desabafar sobre alguma questão ou simplesmente ter a oportunidade de falar. Deguste estes momentos. Aprenda. Ensine.
      ::Onde pedir: se estiver em trechos de BR, no mais amplo e longo acostamento em linha reta possível, nunca em curvas pois tanto o(a) motorista quanto você não terão visão. Em trechos de subidas/descidas/morros não adianta pedir carona no início da descida ou no final dela pois os veículos descem embalados em alta velocidade e não vão parar. Neste caso, ande até chegar no topo da subida do morro onde a velocidade é reduzida ou até o próximo trecho de linha reta com acostamento. Às vezes você poderá andar quilômetros até encontrar este trecho...
      Também é possível conversar com caminhoneiros estacionados em postos de combustível e acertar a carona. Ficar na saída dos postos também é um bom lugar, assim como logo após radares e lombadas onde os(as) motoristas obrigatoriamente passam com a velocidade reduzida aumentando o tempo do olho-no-olho. Um pouco a frente dos postos da Polícia Rodoviária também pode funcionar.
      SOBRE DORMIR
      ::Como e Onde dormir: Só não dormi em barraca nas vezes em que fui convidada para dormir em alguma pousada, bangalô, hostel ou casa de amigos feitos durante a viagem. Houve ainda duas ocasiões em que montei a rede. Mas a via de regra para não gastar com hospedagem é dormir com a barraca “moitada” (escondida) em algum lugar. Em trechos de BR geralmente falava com o segurança do posto de combustível e perguntava onde poderia montá-la para passar a noite (o famoso "mocó"). Em trechos de interior encontrava algum mato no meio do nada que muitas vezes se tornava meu endereço fixo por dias, ainda mais se tivesse rio ou cachoeira nas proximidades! E enquanto viajava de bicicleta tive duas experiências muito positivas utilizando o www.warmshowers.org.
      Em trechos urbanos e pontos muito turísticos é realmente mais difícil (~quaaase impossível) encontrar um lugar minimamente tranquilo e seguro para passar a noite, então sempre que possível trocava trabalho por estadias em campings ou hostels caso fosse necessário ficar mais dias no meio da civilização. Dentre as definições de trabalho posso citar: carpir terreno, podar árvores, pintar ou envernizar portas e janelas, pintar paredes, desenhar mandalas, consertar tomadas, chuveiros, lâmpadas ou outros reparos básicos de elétrica, trabalhar na recepção, lavar banheiro e cozinha, cuidar de jardins, bioconstrução, permacultura, paisagismo, tradução de textos e inclusive troca de artesanatos. Quaisquer dons e talentos podem (e devem!) ser usados. Autoconfiança é tudo. rsrsrsrs
      Tenha em mente que sempre que for moitar quanto menos atenção chamar, melhor para seu sono, seja em um posto de gasolina ou no meio do mato. Monte a barraca chamando menos atenção possível (ainda que isso signifique que terá de esperar algumas horas a mais - mesmo estando exausto(a)!!! - para que o movimento diminua). Se estiver no mato, tenha ciência de que fogo chama atenção e deve ser sabiamente manuseado (ainda mais em áreas naturais em períodos de seca, e isso vale para cigarros, incensos, velas) e examine bem o terreno quanto a possibilidade de formigas, cupins, pedras e gravetos. No litoral facilmente poderá pernoitar em postos de Bombeiros Guarda Vidas ou quiosques a beira mar.
      SOBRE TOMAR BANHO
      Durante períodos de deslocamento, como a maior parte dos pernoites ocorriam em postos de combustível, os banhos eram tomados nos próprios postos. No Sudeste, a maior parte dos banhos são pagos (entre R$3 e R$7) e para ter acesso é necessário retirar uma ficha com o frentista. Nunca paguei, sempre pedi cortesia e sempre ganhei. Mas atente ao tempo: pode variar de 6 a 8 minutos, mas garanto que serão minutos deliciosos... rsrsrsrs
      Centro-oeste, Norte e Nordeste apresentam em sua maioria banhos livres e gratuitos onde será possível até lavar aquela roupa em estado de decomposição avançada, porém não espere por chuveiro aquecido (o que é uma dádiva devido ao calor!). No Sul, os chuveiros são aquecidos e em sua maioria gratuitos. A composição dos banheiros pode variar muito: desde um cano que cai água até o luxo dos boxes de vidro com paredes de mármore e regulagem de temperatura e pressão. Permita-se ser surpreendido... rsrsrsrs
      Já em trechos urbanos recomendo o mantra “durmo sujo(a), acordo limpo(a)”...  ¯\_(ツ)_/¯
      Mas já consegui (em uma ocasião em que estava quase ligando para a vigilância sanitária me interditar hahahaha) trocar um banho em um hostel às 22h no meio de Belo Horizonte por... cristais!!! rsrsrsrs
      Mas no geral, como meus destinos sempre envolveram rios e cachoeiras, isso nunca foi um problema. Já cheguei a passar bastante tempo no mato relativamente longe da fonte d’água, o que não me impediu de ir a cada dois dias encher os galões ou de fazer um chuveiro com garrafa pet. A necessidade é a mãe da invenção!
      SOBRE COMER
      A maior parte de minhas viagens foram baseadas na troca ou na contribuição voluntária, só depois passei a vender artesanatos. Esse processo foi ocorrendo naturalmente a partir da maneira que passei a me relacionar com o dinheiro e com minhas reais necessidades. A princípio, sempre busquei manter meu estoque de “lembas” (vide: The Lord of the Rings) cheio. Isso quer dizer que sempre carreguei alguns alimentos básicos: amendoim salgado torrado, aveia, chia, uvas passas e cacau africano em pó e, eventualmente, bananas, maçãs ou pepinos. Também sempre carreguei alguns temperos como sal rosa do himalaia, canela em pó, cravo e orégano. Independente da situação, passava muito bem com estes alimentos o tempo que fosse. Na verdade, raramente me alimentava durante o dia por saber que a barriga cheia diminui o rendimento (principalmente viajando de bicicleta). Então, posso afirmar que nunca passei fome. O que fazia ao chegar nos postos de gasolina era pedir uma marmita no restaurante self service dos caminhoneiros [que fica nos fundos dos postos de gasolina das grandes redes, como GRAAL ou BR – onde também tem café de graça] e sempre fui prontamente atendida. Ao passar pelas cidades, qualquer restaurante oferecia marmita ao final do expediente, alguns solicitavam que deixasse algum pote com tampa para retirar posteriormente. Muitos montavam mesas com banquetes na relação de “quanto menor a cidade, maior a generosidade e recepção”. É claro que houve casos em que negaram o pedido de comida e, independente da falta de generosidade ou empatia, o fato é que ninguém é obrigado a nos dar nada. Ninguém nos deve nada, assim como não devemos nada a ninguém. Esses foram “nãos” essenciais ao meu crescimento pessoal e à compreensão de que é sábio buscar ser autossustentável em todos os aspectos da vida.
      O verbo que recomendo que conheça é manguear: a arte de trocar o seu artesanato diretamente pelo produto que precisa, sem precisar vendê-lo intermediariamente para só depois utilizar o dinheiro. Já mangueei colares de macramê e filtros dos sonhos por marmitas, lanches e sucos.
      Se for ficar um período maior em alguma cidade, encontre o maior mercadinho que tiver e descubra quando é a xepa. A xepa é o dia que antecede a chegada de novos produtos de hortifruti quando é possível pedir pelas frutas e legumes mais passadinhos (no limite do consumo) ou você pode comprá-los pelo simbólico valor de R$0,99/kg. Evite os produtos com marcas de bolor (como mamão e caqui) pois isso pode te livrar de uma bela diarreia fúngica. Esta assepsia também te livra da cólera e de morrer por motivos estúpidos... rsrsrsrs
      Sempre que fiquei parada por mais tempo em algum lugar usava uma pequenina panelinha em um fogão feito com latinha de refrigerante à álcool etílico (atenção ao manuseio!!! Para apagá-lo é necessário abafá-lo!!!). As cidades também possuem Centros Espíritas assistencialistas que geralmente oferecem durante a semana refeições em algum determinado horário. Em alguns lugares é conhecido como “sopão”. A verdade é que muitas são as refeições que se recebe, ainda mais se viajar de bicicleta.
      SOBRE LAVAR ROUPA
      Pelo menos uma vez na semana será necessário fazer essa função. Sempre que possível lavar no banho e já pendurar a peça de roupa na barraca para secar até o dia seguinte: faça! Nas regiões mais quentes isso é tranquilo de fazer. Se você tiver dinheiro, os postos de combustível das grandes redes possuem lavanderias pagas e sua roupa é entregue lavada, passada, limpa como nova e tudo isso enquanto você dorme! Pessoalmente nunca utilizei esse serviço, mas pude testemunhar muitos caminhoneiros utilizando-o. Mas bom mesmo é poder ficar na beira do rio e lavar roupa na pedra... Mas não se esqueça de usar sabão biodegradável (de coco de babaçu ou de cinza), por amor! Também é possível lavar roupas sempre que algum convite para hospedagem acontece. E também é possível usar uma roupa sem lavar por mais tempo do que você está imaginando agora... rsrsrsrsr 
      SOBRE IR NO BANHEIRO
      Não tem mistério: “Moça(o), posso usar seu banheiro?”  hahahahah funciona na maior parte dos estabelecimentos, ainda que seja apenas um buraco no chão no melhor China Style! Se estiver pelo mato acampado(a), não faça do seu banheiro a beira dos cursos d’água. Faça looonge, e enterre bem! E, se for ficar acampado(a) por mais tempo e não conhecer os princípios de decomposição de um banheiro seco, não faça sempre no mesmo lugar. No caso de ficar complicado sair de noite para fazer xixi, as garrafas pet estão aí, né, gentem?! E para as meninas existe o oigirl ( https://www.oi-girl.com.br/ ) e o InCiclo ( http://www.inciclo.com.br/ ) 
      Só sucesso!
      O que é realmente importante que tenha em mente é qual o seu objetivo e qual o preço que está disposto a pagar por isso? Quer viajar sem dinheiro por curiosidade? Diversão? Por liberdade? Convicção política? Fetishe? ( ͡° ͜ʖ ͡°) Para conhecer algum destino específico? Para ter experiências únicas? Conheça o que te move e saberá o que pode te derrubar. Está disposto a ficar longe do conforto? Precisa dormir bem toda noite? Tem pressa? Não gosta de interagir? Saiba qual o preço que está disposto(a) a pagar e nada poderá te derrubar.
      Se quiser saber sobre o que aprendi viajando, clica aqui:
       
       
      Se quiser saber sobre perrengues, espia:
       
      Se está buscando inspiração audiovisual, vai fundo:
       
      O resto é poesia.
       
    • Por Jaira Moreno
      Oi pessoas!
      Estou embarcando para Vanuatu em outubro por 10 dias. Alguém que tenha ido que possa me ajudar com informações de viagens? Li apenas um relato de viagem aqui no grupo.
      Beijos e obrigada.
       
       
    • Por Birovisky
      Além das pousadas, campings e esportes radicais que também vos "rezenharei" neste post, o que Brotas tem mais a oferecer? O famoso Lado B que tanto amo explanar em minhas "rezenhas" está aqui, passeamos pelo Parque dos Saltos (um lindo lugar, todo verde com cachoeiras e uma natureza exuberante, e sabe o que é o melhor? Tudo gratuito!!!), pelo centro de Brotas com escala na Casa da Cachaça (não se engane pelo nome, lá tem de tudo o que você ama ou poderá amar!) e um merecido descanso, unido de uma supimpa diversão no Hotel Fazenda Areia que Canta, com direito a conhecer as tais areias, praticar tirolesa, comer uma abençoada e estupenda refeição e apreciar o que Deus nos concedeu de melhor, a natureza!
       
       


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