Ir para conteúdo
  • Faça parte da nossa comunidade! 

    Encontre companhia para viajar, compartilhe dicas e relatos, faça perguntas e ajude outros viajantes! 

Posts Recomendados

Fala Mochileirxs, beleza? Podem me ajudar com meu roteiro?

Estou planejando uma viagem na América do Sul, entre os dias 04 e 21 de abril (inclusive). Será a minha primeira vez no país. A princípio eu faria Peru-Bolívia (Cusco, Copacabana, Isla del Sol, La Paz e Uyuni), mas pelo tempo disponível eu não poderia nem tentar o Huayna Potosí, então achei melhor conhecer a Bolívia junto com o Atacama num segundo momento.

Sou montanhista e sempre busco aventuras nos lugares que viajo, mas também não dispenso o conhecimento histórico e cultural local. Considerando tudo isso, elaborei o roteiro por Cusco, Arequipa, Lima e estou pensando em apertar para conhecer Ica (OBS: não estou pensando em ir a Huaráz dessa vez, pois pretendo fazer circuitos/escaladas demorados em outra ocasião).

04/04 - Chego Cusco 12h/Caminhar pela cidade para aclimatar e fechar tours.

05/04 - Rainbow Mountains

06/04 - Valle Sagrado

07-11/04 - Salkantay Trek

12/04 - City tour/Museus/Feira de Artesanato e Qoricancha

13/04 - Indefinido/Rodoviária 20h (ida a Arequipa)

14/04 - Chegada Arequipa 07h/Citytour

15-16/04 - Valle del Colca Trek/Ida a Ica (tempo suficiente?)

17/04 - Indefinido - Ica ou continuar Arequipa?

18/04 - Indefinido/Ida a Lima

19/04 - Chegada Lima 06h/Centro histórico/Museu Larco

20/04 - San Isidro/Miraflores

21/04 -  Museu de Arte de Lima/Barranco (feira após 12h)/Aeroporto 19:00h (vôo de volta 21:40h)

 

Por ora o meu roteiro é esse. Poderiam me ajudar com alguns?

- Quantos dias são realmente necessários para conhecer Arequipa/Valle del Colca?

- Acham que consigo embargar para Ica no mesmo dia de retorno do Valle del Colca Trek? Se sim, vale passar dois dias por lá?

- Sugerem algum local que não foi mencionado acima? Estou aberto a substituições e preciso preencher os lugares "indefinidos".

 

Gratidão a toda ajuda/sugestão. Depois da viagem compartilharei minha planilha de gastos detalhada por aqui.

Grande abraço.

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Eu mudaria um pouco no Peru. No passeio da Rainbow mountain você chega a 5100 metros. É o de maior altitude de sua lista.  Sem aclimatação boa, você pode sofrer um bocado. Seria melhor deixar mais para frente, quando estiver melhor aclimatado. Eu faria o city tour no  dia 05, que é fácil e ajuda na aclimatação, e deixaria o rainbow mountain para o dia 12.Mas tem um porém nisto. Você deve chegar de salkantay lá pela 06 ou 07 da noite. No passeio da rainbow mountain, eles passam para te pegar bem cedo, lá pelas 3 ou 4 horas da manhã. O ideal seria colocar um dia entre os dois passeios, como por exemplo o vale sagrado.

Mas, se você tem certeza que não terá problemas com o mal de altitude...

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
2 horas atrás, schitini disse:

Eu mudaria um pouco no Peru. No passeio da Rainbow mountain você chega a 5100 metros. É o de maior altitude de sua lista.  Sem aclimatação boa, você pode sofrer um bocado. Seria melhor deixar mais para frente, quando estiver melhor aclimatado. Eu faria o city tour no  dia 05, que é fácil e ajuda na aclimatação, e deixaria o rainbow mountain para o dia 12.Mas tem um porém nisto. Você deve chegar de salkantay lá pela 06 ou 07 da noite. No passeio da rainbow mountain, eles passam para te pegar bem cedo, lá pelas 3 ou 4 horas da manhã. O ideal seria colocar um dia entre os dois passeios, como por exemplo o vale sagrado.

Mas, se você tem certeza que não terá problemas com o mal de altitude...

Muito obrigado pelo esclarecimento.

Em verdade pensei na Rainbow Mountain como aclimatação para a Salkantay, pois apesar da altitude mais levada serão apenas 8km de trajeto, enquanto a Salk tem entre 14 e 22km/dia.

De todo modo, saberia informar quais os horários de saída/chegada do Rainbow Mountain no hostel? Pensei agora em mudar ou para o dia 06 (imediatamente anterior ao início da Salk) ou para o dia 13 (mas precisarei ir à rodoviária no mesmo dia pela noite).

Abraços e obrigado mais uma vez.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Surgiu mais uma dúvida: eu consigo reservar a Salkantay junto com os ingressos de entrada a Machu Picchu + Huayna Picchu já em Cusco, ou é necessário fazer antes?

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Realmente o percurso não é longo, mas quando eu cheguei na altitude pela primeira vez, qualquer esforço mais pesado estava me deixando sem folego. Levei 3 dias para estar totalmente normal. Eu fiz Rainbow Mountain em 2017. Eles disseram que passariam no hotel por volta das 3 da manhã, mas passaram por volta das 4 (e eu fui um dos primeiros a ser pego) o que causou um problema maior. São aproximadamente 3 horas de ônibus até o início da trilha, com 02  paradas ligeiras no meio do caminho.. Era para começarmos a subida às 07, mas só começamos 08.30, e o guia ficou apressando o pessoal (naquela altitude tendo que andar depressa é f...), No máximo 13 horas as excursões começam a descer de lá, e as  14.00 já está todo mundo dentro do ônibus para ir almoçar. Chegamos em Cusco por volta das 18.30 ou 19 naquele dia.

A vantagem em relação à trilha é que, se você quiser, pode alugar uns burrinhos para te carregar até lá em cima. É mais ou menos 50 pesos. a dica é, se for essa a intenção, começa caminhando e aluga no meio do caminho, pois os donos dos burros que não arrumaram passageiro vão seguindo a trilha oferecendo os burrinhos por um preço menor.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Em relação à reserva para Salkantay e Machu Picchu + Huayna Picchu, mudou um pouco desde que eu fui, junho de 2017 (as mudanças começaram a valer em julho). Salkantay é mais tranquilo você reservar em Cusco, e até Macchu Picchu também é tranquilo reservar lá, mas apenas 100 pessoas sobem as montanhas por dia, se não me engano, então você pode não conseguir vaga nem na Huayna Picchu (eu subi esta, e vale muito a pena, apesar de ser puxado) nem na montanha Macchu Picchu. Mas, reservando pela internet você paga bem mais caro (mais do que o dobro, na verdade).

 

Uma dica em relação à vale sagrado: eu fui pela empresa orellana tour, que fez na época por 80 pesos por pessoa (a própria empresa contrata e faz os passeios, o que faz sair preço melhor), incluindo o almoço (esta é a dica: na compra do pacote, tenha certeza de o almoço está incluído, pois almoçar lá nos lugares onde as excursões deixam as pessoas fica caro. Na época que eu fui o restaurante que nós paramos cobrava dólares por pessoa para quem não tinha o almoço incluído).

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
3 horas atrás, schitini disse:

Realmente o percurso não é longo, mas quando eu cheguei na altitude pela primeira vez, qualquer esforço mais pesado estava me deixando sem folego. Levei 3 dias para estar totalmente normal. Eu fiz Rainbow Mountain em 2017. Eles disseram que passariam no hotel por volta das 3 da manhã, mas passaram por volta das 4 (e eu fui um dos primeiros a ser pego) o que causou um problema maior. São aproximadamente 3 horas de ônibus até o início da trilha, com 02  paradas ligeiras no meio do caminho.. Era para começarmos a subida às 07, mas só começamos 08.30, e o guia ficou apressando o pessoal (naquela altitude tendo que andar depressa é f...), No máximo 13 horas as excursões começam a descer de lá, e as  14.00 já está todo mundo dentro do ônibus para ir almoçar. Chegamos em Cusco por volta das 18.30 ou 19 naquele dia.

A vantagem em relação à trilha é que, se você quiser, pode alugar uns burrinhos para te carregar até lá em cima. É mais ou menos 50 pesos. a dica é, se for essa a intenção, começa caminhando e aluga no meio do caminho, pois os donos dos burros que não arrumaram passageiro vão seguindo a trilha oferecendo os burrinhos por um preço menor.

Pelo horário de retorno não poderei ir no dia de saída de Cusco, deixarei por conta e risco da minha fisiologia e dos chás para aclimatar. Se não rolar ainda assim, contratarei um companheiro de trilha de quatro patas para me auxiliar hehe Não quero perder a chance conhecer o lugar dessa vez e qualquer outro dia vai complicar um pouco.

 

3 horas atrás, schitini disse:

Em relação à reserva para Salkantay e Machu Picchu + Huayna Picchu, mudou um pouco desde que eu fui, junho de 2017 (as mudanças começaram a valer em julho). Salkantay é mais tranquilo você reservar em Cusco, e até Macchu Picchu também é tranquilo reservar lá, mas apenas 100 pessoas sobem as montanhas por dia, se não me engano, então você pode não conseguir vaga nem na Huayna Picchu (eu subi esta, e vale muito a pena, apesar de ser puxado) nem na montanha Macchu Picchu. Mas, reservando pela internet você paga bem mais caro (mais do que o dobro, na verdade).

 

Uma dica em relação à vale sagrado: eu fui pela empresa orellana tour, que fez na época por 80 pesos por pessoa (a própria empresa contrata e faz os passeios, o que faz sair preço melhor), incluindo o almoço (esta é a dica: na compra do pacote, tenha certeza de o almoço está incluído, pois almoçar lá nos lugares onde as excursões deixam as pessoas fica caro. Na época que eu fui o restaurante que nós paramos cobrava dólares por pessoa para quem não tinha o almoço incluído).

 

Li sobre isso também. Quero ir na Huayna, parece ser bem mais bacana. Andei olhando os pacotes pela internet e estão por volta de U$$400/500.

Mas aí entrei em contato com o hostel que pretendo ficar (Pariwana) e eles me indicaram uma agência que cobrou U$$255 (acho que ainda consigo desconto pela hospedagem). Por acaso lembra quanto pagou lá na época? Esse valor mais baixo tá me convencendo a fechar logo, mas não tenho ideia dos valores fechando em Cusco...

 

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Eu não lembro do que eu paguei, mas se vc consegue US$ 225 incluindo Macchu Picchu e Huayna o preço está bom. Para comprar o ingresso de entrada em Macchu Picchu pela internet na página oficial + Huayna dá US$ 75. Tem ainda 01 noite de hotel em águas calientes (se vc for vir por salkantay você deve chegar na hidroelétrica por volta das 14 ou 15 horas, são mais 7 km de caminhada até águas calientes, então vc chega lá por volta das 15-16. Tem que formir em águas calientes e visitar MP nodia seguinte), tem ainda o ônibus de subida e descida de Macchu Picchu, que dá US$ 35, se não me engano (vale a pena, apesar do preço. A subida é bem cansativa). O preço está bom, só tem que ver o que está incluído neste valor.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites
4 horas atrás, schitini disse:

Eu não lembro do que eu paguei, mas se vc consegue US$ 225 incluindo Macchu Picchu e Huayna o preço está bom. Para comprar o ingresso de entrada em Macchu Picchu pela internet na página oficial + Huayna dá US$ 75. Tem ainda 01 noite de hotel em águas calientes (se vc for vir por salkantay você deve chegar na hidroelétrica por volta das 14 ou 15 horas, são mais 7 km de caminhada até águas calientes, então vc chega lá por volta das 15-16. Tem que formir em águas calientes e visitar MP nodia seguinte), tem ainda o ônibus de subida e descida de Macchu Picchu, que dá US$ 35, se não me engano (vale a pena, apesar do preço. A subida é bem cansativa). O preço está bom, só tem que ver o que está incluído neste valor.

Pois é, também achei o valor interessante, é da agência Rasgos del Peru. Abaixo, a lista do que está e não está incluso:

EL PROGRAMA INCLUYE:

Briefing y entrega de mapas.

Recojo del hostal en Cusco 04:30 am a 5:00 am.

Transporte privado Cusco – Mollepata –Challacancha

4 Almuerzos, 4 Cenas, 4 Desayunos.

3 noches en campamento

1 noche en hostal básico (habitación compartida)

Cocinero, arrieros, mulas y porteadores (que carga el alimento y equipo de camping).

Equipo de campamento (carpas, matras, equipo de cocina).

Ingreso al sitio arqueológico de  Machupicchu

Servicio de guía profesional bilingüe durante los 5 días.

Botiquín de primeros auxilios.

Opción de alimentación vegetariana sin consto adicional

Tickets de tren de  Aguas Calientes – Ollantaytambo (14:55 pm ,16:22 pm,18:20 pm o  21:50 pm todo depende de la disponibilidad)

Transporte de Estación de Ollanta a Cusco (Plazoleta Regocijo).

EL PROGRAMA NO INCLUYE:

Desayuno el primer día y almuerzo en el último día

Snacks y platos adicionales.

Boletos de bus subida y bajada de Aguas Calientes – Machu Picchu

Ingreso a la Montaña de Machupicchu (preguntar disponibilidad)

Ingreso a la Montaña de Huaynapicchu (preguntar disponibilidad)

Seguro de viaje.

Ingreso al Camino de Salkantay – Costo S/. 10.00

Entrada a las Aguas Termales de Cocalmayo s/10.00 soles

Entrada a las Aguas Termales de Aguas Calientes s/20.00 soles

Zip Line en Santa Teresa

Bolsa de dormir de pluma $17.00 dólares o sintético $15.00 dólares

Agua mineral durante el viaje

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Para ser aquele valor tinha que deixar algumas coisas de fora mesmo, mas o preço não está ruim não. O ingresso de Huaynapicchu as empresas costumam pedir entre US$ 75 a 80, apesar de o custo destes ingressos ser apenas US$ 35 (mas a gente não consegue comprar apenas o ingresso das montanhas. Tem que comprar a entrada a MP junto, pelo que eu vi). Vc tem que verificar a disponibilidade antes se realmente quiser subir, de qualquer maneira (vale a pena subir Huaynapicchu, é muito legal - vc gasta mais ou menos 2 horas entre subida e descida da montanha. Huaynapicchu  fica no fim de MP, então vc pode fazer o tour guiado com  o guia que no fim ele te deixa na entrada da montanha, que só abre às 10, se não mudou nada). A subida e descida de ônibus me falaram que custa US$ 35. Eu subi de ônibus, mas estava incluído no passeio que fiz. É uma subida pesada e acho que vc leva de 30 minutos a 1 hora para chegar lá em cima. Em relação ao ônibus vc tem que ver a hora da entrada de seu ingresso em MP. Pelo que eu vi, agora quando se compra o ingresso vc já tem a hora de entrar e de sair (que faz a montanha tem 8 horas para ficar lá dentro, quem não faz tem apenas 4) porque se seu ingresso for para entrar bem cedinho talvez não dê tempo de vc subir a pé (além de vc já estar cansado da trilha salkantay, de qq maneira).Aguas termales em aguas calientes não vale a pena.

Vi também que não inclui água mineral. Quando eu fui não tinha água mineral, mas tinha água fervida pela empresa, que dá para tomar tranquilo. Procura saber se eles dão algum tipo de água ou se você vai ter que levar sua água desde cusco, porque não sei se tem pontos para vc comprar água no meio do caminho.

Compartilhar este post


Link para o post
Compartilhar em outros sites

Participe da conversa!

Você pode ajudar esse viajante agora e se cadastrar depois. Se você tem uma conta,clique aqui para fazer o login.

Visitante
Responder

×   Você colou conteúdo com formatação.   Remover formatação

  Apenas 75 emoticons no total são permitidos.

×   Seu link foi automaticamente incorporado.   Mostrar como link

×   Seu conteúdo anterior foi restaurado.   Limpar o editor

×   Não é possível colar imagens diretamente. Carregar ou inserir imagens do URL.


  • Conteúdo Similar

    • Por David PE
      Bom galera esse relato é na verdade um resumo de uma experiência unica vivida por mim em julho de 2018, é um relato bem pessoal, não vou dar muitos detalhes de custo mas vou tentar ajudar com o que lembrar, então prepara ai que vem textão, e desculpem os erros de português é muita coisa pra revizar e pouco tempo pra isso, já estou adiando esse relato a 1 ano então vai assim mesmo...
      O Inicio
      A chapada sempre me encantou, lembro de assistir Globo Reporter com meus pais na sala de casa e por varias vezes dizer que um dia iria conhecer esse lugar tão lindo e exuberante, a anos vinha tentando me organizar e viajar pra Bahia mas sempre algo dava errada e acabava adiando os planos, sempre tinha um empecilho seja um amigo que adoeçeu e não pode ir ou até mesmo a grana curta, só que esse ano foi diferente, justamente esse ano cheguei aos meus 30 de idade e pra mim foi um fechamento de ciclo notavel, um ano de mudanças e por que não por em pratica planos que ja estavam guardados a algum tempo e por-los em pratica mesmo com toda e qualquer adversidade que viesse a ocorrer. E assim fiz, comecei me programando em fevereiro, consegui marcar minhas ferias do trabalho para o mes de julho assim tive 6 meses para me preparar e organizar toda a viajem, comecei a pesquisar tudo, preço de passagens, hospedagens, preço de guias, agencias de turismo, roteiros e atraçoes isoladas que gostaria de visitar, foram 6 meses assistindo e pesquisando tudo que fosse conteudo sobre a Chapada Diamantina e seus arredores, a principio e ideia era fazer sozinho o percurso sem guia mas com ajuda de amigos fiz contato com alguns profissionais de lá e decidi que pagaria um guia (Praticamente o maior gasto de toda a viajem) mesmo com a grana curta fui me acertando e começando a tornar real o que viria ser a melhor viajem da minha vida até o momento desse texto...
       
      O Roteiro
      A principio a intenção era conhecer as atrações mais turisticas e visitadas por todos, mas quando comecei a pesquisar sobre roteiros e custos fiquei meio desmotivado e preocupado com a grana que tinha disponivel , foi um dos momentos em que pensei em desistir e deixar mais uma vez de lado essa vontade irracional que me arrastava para esse lugar, foi então que em umas das pesquisas no youtube encontrei um video de um Rasta sozinho no meio da chapada, proximo a uma cachoeira linda, no video ele falava sobre O vale do Pati e Vale do Capão, foi meu primeiro contato com esses lugares, então comecei a pesquisar sobre e fiquei maravilhado com tudo que vi, paissagens exuberantes e um povo super simples e acolhedor, dai em diante meus planos mudaram, meu foco se concentrou no vale do pati com suas belas vistas em um trekking cercado de paissagens exuberantes, abri mão dos passeios mais turisticos pra viver uma experiencia mais rustica e transformadora que era o que realmente queria nessa viajem, acho que querer não é a palavra certa no meu caso e sim PRECISAR, eu estava precisando disso, desse contato mais proximo com a natureza e comigo mesmo, precisava de um tempo só pra mim longe de tudo e de todos, então estava decidido eu iria fazer o trekking vale do capão – Vale do pati, um dos trajetos mais longos até o pati, tinha outras opções mais a logistica pra chegar a esses outros pontos de entrada no vale sairiam mais caras e não se encaixavam em meu curto orçamento, mesmo decidido pra onde ir o Pati ainda sim é um lugar gigante e teria que escolher os locais que gostaria de visitar pois não tinha grana pra fazer tudo de uma só vez e com a ajuda de um brother(Guia Douglas – Conexão Chapada) tracei o melhor roteiro pra minha situação e ficou acordado que seriam 5 dias de vale, roteiro decidido o proximo passo foi começar a preparação para viajem... Então meu roteiro geral da viajem ficou assim Recife – salvador – Palmeiras – Vale do Capão – Vale do Pati tudo de onibus totalizando cerca de 22hrs de transporte até o ponto inicial da trilha, e após a chegada os dias de travessia ficaram divididos em 1º dia saida Capão – Mirante do Pati – Igrejinha, 2º dia Seria a conquista ao morro do Castelo e algumas outras cachoeiras até a cachoeira do funil pelo leito do rio Pati, 3º dia Cachoeirão por cima e Mirante do Cruzeiro, 4º Dia a Volta Pati - Capão a Principio seria esse o Roteiro inicial da viajem... voltando do pati passaria mais uns dias no capão até voltar pra salvador e enfim retornar a Recife.
       
      Preparando para viajem
      Depois de decidido sobre viajar começou o segundo ponto, a preparação, pesquisei tudo que viesse a precisar e comecei a me organizar. Aos poucos fui conseguindo tudo que viria a precisar, não foi facil, como era meu primeiro contato com o trekking (esporte pelo qual me apaixonei) não tinha nada de equipamentos ou noções de camping, o preparo fisico não me preocupei muito, não sou nenhum atleta profissional mas sempre estive envolvido com alguns esportes então o fisico não seria um grande problema. Mas equipamento e grana eram meus dois grandes problemas... então comecei a comprar algumas coisas exenciais que viria a precisar e outras coisas fui conseguindo emprestado com amigos a os quais sou bastante grato pela ajuda, mochila, bota, saco de dormir, tensores de joelhos foi tudo emprestado de amigos, a barraca eu ja tinha uma bem simples trans 3 camping que não era a prova dagua nem tinha capa de chuva (passei um perreguezinho no ultimo dia de chapada), pra piorar a situação não comprei isolante termico, comprei algumas bermudas de trilha, umas camisetas de trilha simples, camiseta UV manga longa e um cortavento pra segurar um pouco o frio, sem esquecer da toca rosa presente do meu pai antes de viajar.  O proximo ponto importante foi o contato com guias e agencias de turismo pra saber se teria condições de pagar um guia ou se tentaria a sorte e me aventuraria sozinho nessa empreitada, a verdade é que minha vontade era justamente essa, ir só sem guia, sem correria e sem pressa, curtindo ao maximo tudo que aquele lugar tivesse a me oferecer, ja tinha tentado contato com alguns guias que depois de contar minha situação e vontade de ir simplesmente esnobavam por saber que tava com pouca grana e que iria só,(quanto mais gente em um grupo menor fica o valor pago ao guia por pessoa, assim como quanto menos pessoas maior o valor) ja estava certo de que iria só mesmo de qualquer jeito mais ia, até que uma amiga que ja tinha ido a chapada me indicou um guia local de Mucugê – Douglas Fagundes(Conexão Chapada) o cara foi super atencioso tirou diversas duvidas e mesmo apos eu contar minha situação o tratamento e o interesse não mudou, pelo contrario o brother me insentivou o tempo inteiro a ir e em momento algum pôs obstaculo algum, chegamos a um valor bem abaixo do que todos os outros guias e agencias pediram, a diaria de um guia tava em torno de 300 a 250R$ com ele consegui fechar 5 dias no vale do pati a 600R$, ainda tava pesado no meu orçamento de 1,000R$ pra viajem toda, isso fora a passagem que ja tinha comprado no cartão e dividido em 10x, me sobraram 400R$ para alimentação, camping e custos de transportes adicionais que viesse a precisar e essa grana ainda ia diminuir mais na frente junto com os impevistos que surgiriam no caminho.
       
      A noite anterior a viajem...
      Mesmo com toda dificuldade e contratempos eu fui me preparando e me convencendo do que queria fazer, sim meus amigos o maior processo de preparação foi justamante condicionar minha mente a não pensar nas advercidades e não desistir, e assim foi... juntei tudo que tinha conseguido com os amigos, o que restou da grana das minhas ferias apos pagar algumas contas e me preparei pra viajem, mas confeço que não foi facil, uma noite antes da viajem estava eu sentado na cama com a passagem em mãos tentando arrumar algum motivo pra desistir de ir, pensei milhões de possibilidades de situações que poderiam acontecer, coisas que poderiam dar errado e mas uma serie de desconfortos, uma crise de anciedade gigante, mas dessa vez não! Dessa vez eu iria fazer diferente, como poucas vezes fiz na vida, calei a mente e ouvi o coração ele sim sabia o que queria e onde iriamos chegar, no meu coração não havia duvida alguma do que fazer e que decisão tomar, consegui acalmar um pouco a crise de anciedade e fui descansar já eram quase 6 da manha e iria pegar o onibus na rodoviaria de Recife as 19hrs seria uma viajem cansativa até Salvador e de lá mais um onibus até Palmeiras e em Palmeiras um outro transporte até o vale do capão(Local que escolhi pra começar minha jornada), totalizando quese 20hrs de transporte até o meu primeiro objetivo que era o camping Sempre-Viva nas proximidades do capão, esse seria meu trajeto até o inicil da aventura....
       
       
       
       
    • Por nnaomi
      Morretes DDD (41)
      Período:  03 a 10/12/2018 Cidades:  Morretes, Antonina, Paranaguá e Quatro Barras* A região turística Litoral do Paraná engloba as cidades de Morretes, Antonina, Guaraqueçaba, Paranaguá, Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná. São cerca de 100 km de litoral, destacando-se a Ilha do Mel e o Parque Nacional do Superagui. Nas praias, ilhas e baías, podem ser avistados golfinhos e muitas aves. Além dos encantos do mar, há cachoeiras na maior área contínua brasileira de Mata Atlântica. Somando-se às belezas naturais, destacam-se as cidades históricas como Guaraqueçaba, Morretes, Antonina e Paranaguá e os caminhos históricos das ligações entre o litoral e o planalto como o Caminho do Itupava, a Estrada da Graciosa e a Estrada de Ferro Paranaguá-Curitiba. Suas riquezas também estão na cultura caiçara das canoas de bordadura, do fandango e na culinária típica do barreado e da banana servida na forma de bala, cachaça e chips.
      Confira abaixo as dicas e o relato de viagem. Fiquei hospedada no centro de Morretes, de onde parti para conhecer Antonina e Paranaguá. A infraestrutura turística é pequena, pois atende majoritariamente os turistas que só vem almoçar e passar parte da tarde na cidade, mas é suficiente para atender quem desejar pernoitar.
      * Quatro Barras, na verdade, faz parte de outra região turística, a Rotas do Pinhão.
      Obs.: ATENÇÃO: Não possuo nenhum vínculo com hotel, restaurante, agência, loja e qualquer outro tipo de estabelecimento divulgado nos meus relatos de viagem. Alguns dos pontos turísticos listados, bem como alguns estabelecimentos, não foram visitados por mim e as informações foram obtidas de guias ou funcionários de CITs ou são provenientes de pesquisa. Portanto, recomendo que antes de utilizar qualquer serviço, verifique com a secretaria de turismo da cidade e/ou outras fontes idôneas e confiáveis, como sites oficiais do governo ou órgãos de ensino/pesquisa, se os dados são atualizados e/ou verossímeis. Verifique também as datas dos relatos; algumas informações permanecem válidas com o passar dos anos, porém outras são efêmeras. Esse site não se propõe a ser um guia turístico, trata-se apenas de um relato de viagem e um apanhado de observações, experiências vivenciadas e opiniões de cunho pessoal que não têm a pretensão de ser uma verdade absoluta, pois retratam apenas uma faceta ínfima do diversificado e amplo universo histórico e cultural que um destino de viagem proporciona. Vá, experimente, vivencie e encontre a sua verdade.
      ****************************************
      Nanci Naomi
      http://nancinaomi.000webhostapp.com/
      Trilhas:
      Grupo CamEcol - Caminhadas Ecológicas Taubaté
      Relatos:
      23 dias no PR - dez/2018 - Parte 1: Natal de Curitiba | Parte 2: Morretes
      15 dias em SC - fev/2018 - Parte 1: Vale Europeu | Parte 2: Penha
      Paraty e Ilha Grande - jul/2015 - Parte 1: Paraty | Parte 2: Araçatiba e Bananal | Parte 3: Resumão das trilhas
      3 dias em Monte Verde - dez/2014
      21 dias na BA - fev/2014 - Parte 1: Arraial d'Ajuda | Parte 2: Caraíva | Parte 3: Trancoso | Parte 4: Porto Seguro
      11 dias na BA - dez/2013 - Parte 1 e 3: Salvador | Parte 2: Costa do Dendê - Ilha de Boipeba e Morro de São Paulo
      21 dias em SE e AL - fev-mar/2013 - Parte 1: Aracaju | Parte 2: Maceió | Parte 3: Maragogi
      21 dias em SC - jul/2012 - Parte 1: Floripa | Parte 2: Garopaba | Parte 3: Urubici | Parte 4: Balneário Camboriú
      8 dias em Foz do Iguaçu e vizinhanças - fev/2012 - Parte 1: Foz do Iguaçu | Parte 2: Puerto Iguazu | Parte 3: Ciudad del Est
      25 dias desbravando Maranhão e Piauí - jul/2011 - Parte 1: São Luis | Parte 2: Lençóis Maranhenses | Parte 3: Delta do Parnaíba | Parte 4: Sete Cidades | Parte 5: Serra da Capivara | Parte 6: Teresina
      Um final de semana prolongado em Caldas e Poços de Caldas - jul/2010
      Itatiaia - Um fds em Penedo e parte baixa do PNI - nov/2009
      Um fds prolongado em Trindade e Praia do Sono - out/2009
      19 dias no Ceará e Rio Grande do Norte - jan/2009 - Parte 1: Introdução | Parte 2: Fortaleza | Parte 3: Jericoacoara | Parte 4: Canoa Quebrada | Parte 5: Natal
      10 dias nas trilhas de Ilha Grande e passeios em Angra dos Reis - jul/2008
      De molho em Caldas Novas - jan-2008 | Curtindo a tranquilidade mineira de Araxá – jan/2008
      Mochilão solo: Curitiba e cidades vizinhas - jul/2007
      Algumas Cidades Históricas de MG - jan/2007 - Parte 1: Ouro Preto | Parte 2: Tiradentes
      9 dias nas Serras Gaúchas - set/2005 - Parte 1: Gramado | Parte 2: Canela | Parte 3: Nova Petrópolis | Parte 4: Cambará do Sul
       
    • Por Marcos A
      Fala galera, estou colocando aqui a nossa experiência fazendo trilhando o vulcão Illiniza Norte, em Quito no Equador. Se quiser dar uma força nosso trabalho, passa lá no nosso site que tem mais posts sobre o Equador e também se cadastrando na nossa newsletter, a gente oferece o livreto "Rumo ao Cume do Illiniza Norte - O Guia Completo", onde a gente responde todas as perguntas sobre como chegar ao cume do vulcão à 5126 metros (custo, como chegar, o que levar, melhor época pra fazer, etc.)
      ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
      O dia começou bem cedo para nós. O motorista nos buscou às 8h da manhã e o nosso primeiro destino seria Machachi, uma cidadezinha a alguns quilômetros de Quito. Lá, nos encontraríamos com o nosso guia e acertaríamos os últimos detalhes para o Illiniza Norte. Não esperava nenhum grande esforço no primeiro dia. Seria um hiking de umas 4h até o refúgio Nuevos Horizontes (4700 metros de altura). Seria muito parecido ao do Rucu Pichincha que havíamos feito no dia anterior. De lá, no dia seguinte, faríamos o ataque ao cume do Illiniza Norte, com seus 5126 metros de altitude.
      Chegamos na entrada da reserva ecológica por volta das 10h30 e lá pelas 11h, começamos a subida até o refúgio. Estávamos um pouco cansados do dia anterior. Deu pra sentir o desgaste. Pra piorar, tivemos que levar muito mais peso do que o esperado, o que dificultou ainda mais a subida.

      O começo lembrava muito a trilha do Rucu Pichincha. Era praticamente a mesma paisagem. Vegetação rasteira, cor verde musgo e muita poeira. Alguns quilômetros depois, a neblina veio com força e a inclinação da trilha aumentou consideravelmente. Tínhamos que fazer zigue-zagues constantes. Não via a hora de chegar, mas parecia que era interminável.

      A parte final seria uma grande montanha de areia cinza e pedras soltas. 1h de subida desgastante. Após vencer o último obstáculo, vimos uma casinha amarela bem distante. Era o refúgio Nuevos Horizontes, o primeiro refúgio construído no Equador. Estava envolto em neblina. Também deu pra sentir que a temperatura havia caído drasticamente naquele ponto.
      O REFÚGIO NUEVOS HORIZONTES
      Enfim estávamos no refúgio. Fomos os primeiros a chegar por incrível que pareça. O refúgio era bem pequeno. Tinha uma pequena mesa e dois banquinhos de madeira bem na entrada. Vários beliches encostados uns nos outros, bem apertado e uma pequena cozinha, onde o administrador do lugar, “Gato”, fazia a coisa funcionar. Não deu tempo nem de colocar as mochilas na cama e já tinha uma sopinha e um chá quentinho nos esperando. O guia aproveitou o momento e disse que o refúgio aceitaria mais pessoas do que o normal e teríamos que dormir nós 3 juntos em uma cama para 2. “Sem problemas”, pensei sem refletir muito.


      Terminamos a sopa e logo fomos tirar uma soneca. Isso era por volta das 14h da tarde. O silêncio estava maravilhoso. Dava pra ouvir o coração batendo tentando levar oxigênio pra todo o corpo a mais de 4700 metros de altitude. Isso tem seu preço. O corpo usa muito mais rápido o líquido que entra e por conta disso, a vontade de fazer xixi é quase instantânea. E não é qualquer xixi, é muitoooooo xixi.

      Bom, uma hora depois, outros grupos foram chegando. O silêncio deu espaço ao barulho. Conversa pra lá e pra cá, e nós ali deitados, tentando descansar ao máximo para o dia seguinte. Foi então que a vontade de ir ao banheiro veio. O banheiro ficava no lado de fora. Eram duas cabines bem rústicas, sem luz e bem sujas. O que esperar, além disso? Vamo que vamo. A aventura de usar o banheiro nessas condições poderia render um post separado, mas vou deixar a sua imaginação fazer o resto.
      Voltando ao refúgio, era hora do jantar. Nos sentamos na mesa com um grupo de mexicanos e começamos a comilança. Uma das meninas virou pra mim e disse “ça va?”. Fiquei meio confuso. Sei falar francês, mas esperava um “¿Como estás?”. Olhei com cara de bunda pra ela e logo veio a pergunta “De onde vocês são?”. Prontamente disse que era brasileiro e todos os mexicanos falaram “HA! Eu disse, ou eram brasileiros, ou franceses!”. Foi a deixa para muita conversa e troca de experiências.
      Voltando ao jantar, uma sopa veio como entrada. Era uma sopa de legumes neutra. Tinha pedido um cardápio sem lactose. Gato virou para mim e perguntou, pode ter um pouquinho de leite? Ou aceitava, ou não comeria nada naquela noite, então disse que não tinha problema. O prato principal foi frango cozido, arroz quentinho e abacate maduro. Uma delícia! Pra finalizar, pêssegos em calda. Tudo acompanhado com chazinho quentinho. O jantar elevou a nossa moral em todos os sentidos.
      Voltamos para a cama e tentamos descansar até as 4h do dia seguinte. Não deu nem 1h depois do jantar e já estava com vontade de ir ao banheiro de novo. E lá vamos nós novamente. Sair do saco de dormir, calçar e encarar o frio do lado de fora pela vontade de fazer xixi que era interminável. Era quase 1 minuto de xixi, coisa que nunca tinha visto na vida. O corpo parecia está em seu modo de sobrevivência, produzindo xixi em uma taxa acelerada para se manter em funcionamento.
      Essa teria sido a última ida ao banheiro antes do ataque ao cume. De volta a cama, coloquei novamente o saco de dormir e dessa vez o guia se juntou a nós. Lembra que dormiríamos 3 em um lugar de 2? Pois, tive que ficar no meio, entre o guia e a Gabriela, por motivos óbvios. Só não contava que seria espremido durante horas, noite adentro. Resolvi dormir do lado contrário e foi assim que consegui recarregar minhas energias até as 4 horas da manhã, quando acordamos para atacar o cume do Illiniza Norte.
      ATAQUE AO CUME DO ILLINIZA NORTE
      Era hora do ataque ao cume do Illiniza Norte. 4h da manhã e começamos os preparativos. Colocamos as roupas, camada por camada, capacetes, lanternas e tudo que era necessário e nos sentamos na mesa para tomar café da manhã. O café foi básico, mas bem potente. Aveia com iogurte, pão e café bem forte. Saímos bem alimentados e prontos para as próximas 6 horas de subida até o cume, à 5126 metros de altitude!

      Saímos e ainda era noite. Fazia menos frio do que o dia anterior, mas ainda sim, incomodava. Ligamos a lanternas pregadas aos capacetes e iniciamos a trilha. Começamos a subida por uma parte arenosa na lateral da montanha, repleta de rochas soltas. Passamos o grupo que saiu minutos antes da gente e continuamos em frente.

      Em determinado momento, o sol começou a aparecer. Minha expectativa era que pudéssemos ver o nascer do sol lá de cima, com vista privilegiada aos vulcões acima das nuvens, principalmente o Cotopaxi. Tinha visto vários vídeos incríveis e mentalizei aquele momento. Entretanto, a neblina tinha estragado meus planos. Não dava pra ver quase nada, somente um pequeno pedaço do caminho que devíamos percorrer. O vento e o frio foram aumentando e as pedras que antes estavam negras e um pouco úmidas, agora estavam cobertas por gelo e neve.
      Isso tornaria a subida mais cuidadosa e consequentemente mais perigosa. Pra completar, ventava forte, muito forte, cada vez mais forte. O nosso guia estava focado e tudo que mandava fazer, executávamos sem hesitar.
      Horas de subida e de pequenas escaladas, havíamos chegado ao famoso Paso de la Muerte, o ponto mais perigoso antes do cume do Illiniza Norte. Era um paredão de rochas que para ser transposto, deveríamos descer um pouco e passar por um desfiladeiro e depois subir novamente. O cume ficava algumas centenas de metros dali. Hesitamos um pouco, mas o guia manteve o foco e nos encorajou. Fui o primeiro a descer. O guia se posicionou mais acima, segurando a corda, me ajudando a descer lentamente, pedra por pedra. Em alguns momentos eu não tinha nada além do meu corpo pra usar como apoio. Tinha que usar as mãos, descer o máximo possível e confiar que haveria outra pedra ali embaixo pra me acudir. Funcionou…


      Passamos a parte mais complicada e depois de alguns minutos, em uma última escalada, chegamos ao cume. Diferente do Rucu Pichincha, a emoção não veio como esperado. Nenhuma lágrima, nenhum grito, nada. Um sorriso foi a única coisa que veio. De alívio acho. Tinha sido uma subida complicada. O vento batia forte e não perdoava. Minhas mãos já estavam quase sem movimento devido ao frio. Dava pra ver a cruz congelada atrás do guia, mas devido às condições climáticas, ele não deixou ir mais adiante para tocá-la. O terreno estava instável e o vento estava forte. Tiramos fotos com o celular, já que a maquina congelou de tanto frio. Essas são as únicas fotos que temos. Depois de alguns rápidos minutos, começamos a descida.
      A rota de descida seria outra. Não voltamos pelo refúgio, mas sim por uma rota alternativa, mais rápida pela lateral da montanha. Era um desfiladeiro de rochas e terra. Tínhamos somente que descer, descer e descer. A inclinação era tanta que mal dava pra estabilizar o corpo e a velocidade de descida. Caímos várias vezes pra resumir. Durante uma boa parte decidimos somente descer como um tobogã. Ajudou um pouco, mas não por muito tempo. Tínhamos que sair rápido dali, pois, o grupo que vinha logo atrás poderia jogar pedras sobre nós.
      Passado o sufoco, a trilha foi se nivelado novamente e alguns minutos depois já estávamos novamente na trilha principal, indo em direção ao estacionamento. Estava com a garganta bem ruim e ficando cada vez mais resfriado. Não pensava muito sobre isso. A cabeça só pensava em chegar logo pra descansar. Teria que me cuidar e descansar bastante se quisesse ter chance de subir o Cotopaxi. Esse sim seria difícil, exigiria de nós muito mais esforço e preparo. Tiramos os próximos dias para descansar e torcer para que o corpo suportasse o último grande desafio.
    • Por Marcos A
      Ja pensou em fazer trekking na Suíça? Muita gente vai pra conhecer as principais cidades, consumir bons queijos e viver a cultura da Suíça. Mas poucas pessoas sabem que o país é repleto de trilhas que ligam pequenas vilas e refúgios no alto das montanhas. Foi por isso que resolvemos fazer o trekking pela Walker’s Haute Route e viver uma aventura diferente por
      A Walker’s Haute Route é uma variação simplificada da famosa Haute Route, feita normalmente com o uso de skis e que atravessa os maiores montes dos Alpes franceses, suíços e italianos. É considerada um dos 10 melhores circuitos de trekking do mundo e um dos mais belos, desbancando até o famoso trekking do Mont Blanc (TMB). Pra falar a verdade, muitas pessoas acabam fazendo o TMB sem saber da existência da Walker’s Haute Route. Uma pena!
      QUAL FOI O NOSSO ITINERÁRIO?
      A rota clássica parte de Chamonix, na França, coladinho ao Mont Blanc, e atravessa vilarejos, florestas, vales incríveis, glaciares, tudo isso próximo à 3000 metros de altura. Depois de 2 semanas e mais de 180 km de trilha, o destino é a cidade de Zermatt, na Suíça, com o famoso Matterhorn de plano de fundo.
      Entretanto, que tal fazer algo diferente? Como a gente gosta de ser do contra, decidimos fazer o itinerário no sentido inverso, com algumas adaptações (sim você pode adaptar como quiser!). Tínhamos somente 15 dias de férias e queríamos conhecer algumas cidades da Suíça, como Zurique, Genebra e Berna. Portanto, não poderíamos fazer os 14 dias recomendados para o trekking completo. Decidimos fazer tudo em 10 dias, cortando os trechos menos importantes (mais fáceis ou com paisagens menos extraordinárias, se é que isso existe nos Alpes!) e chegamos ao seguinte itinerário (e os relatos completos😞
      Dia 1: Zermatt – Cabana Europa Hut
      Dia 2: Cabana Europa Hut – Grächen
      Dia 3: Grächen – Gruben
      Dia 4: Gruben – Zinal
      Dia 5: Zinal – Cabane Moiry
      Dia 6: Cabane Moiry – La Gouille
      Dia 7: La Gouille – Cabane de Prafleuri
      Dia 8: Cabane de Prafleuri – Cabane du Mont Fort
      Dia 9: Cabane du Mont Fort – Martigny
      Dia 10: Martigny – Chamonix
      DIA 1 – ZERMATT ATÉ EUROPA HUT

      Último viewpoint do Matterhorn rumo à cabana Europa Hut. Tudo começou em Zermatt, no coração dos Alpes suíços, depois de uma viagem de trem bem corrida vindos de Zurique. Chegamos na madrugada do dia que iniciaríamos o trekking. Só deu tempo pra tomar banho e correr pro quarto e dormi pra descansar para o primeiro dia de trilha. Seriam os primeiros 22 quilômetros de trilha, saindo de Zermatt, subindo o vale de Mattertal e pegando a famosa trilha Europeweg com destino à Europa Hut, uma cabana/refúgio no alto das montanhas. Além de todas as vistas incríveis no meio do caminho (incluindo o famoso Matterhorn) e todos os precipícios enormes, o destaque do dia foi passar pela maior ponte suspensa por cabos de aço do mundo. Sim, eram quase 500 metros de ponte! Bom, posso adiantar que chegamos exaustos na cabana. Esse foi só o primeiro dia, imagina os demais…
      DIA 2 – EUROPA HUT ATÉ GRÄCHEN

      A trilha entre Randa e Saint-Niklaus era praticamente toda assim. Foi um descanso para as pernas e joelhos. Segundo dia na Walker’s Haute Route. A gente decidiu não continuar pela Europeweg e descemos o vale de Mattertal pra continuar a trilha por baixo. Passamos pelos vilarejos de Randa e Herbriggen, antes de chegar em Saint-Niklaus, nossa penúltima parada do dia. Nosso destino seria a cidade de Grächen. No total, foram quase 14 quilômetros de percurso desde a cabana Europa Hut até o nosso hotel em Grächen. Indo por baixo pelo vale, a gente abriu mão das paisagens das montanhas, pra ganhar uma experiência cultural incrível, vivenciando a vida das pequenas cidadezinhas da Suíça e dos seus habitantes. A propósito, os suíços sempre foram muito simpáticos com a gente.
      DIA 3 – GRÄCHEN ATÉ GRUBEN

      A borboleta e o pássaro lá no fundo fizeram questão de aparecer na foto. Depois de dormir em um hotel fantasma (conto mais se você comentar!), a gente começou a trilha de Jungen, acessível de teleférico a partir de Saint-Niklaus, e de onde a gente teve uma das mais lindas vistas de todo o trekking (foto acima). De Jungen, a gente pegaria a trilha até Gruben e passaria o nosso primeiro passe de todo o trekking, o Augstbordpass (2894 metros). A alegria foi imensa mesmo com todo o esforço e cansaço da subida. Chegando em Gruben, depois de passar por um bosque lindo, descobrimos uma vilazinha simpática e acolhedora. A gente chegou acabados, com as pernas doendo e os joelhos em estado crítico por causa do peso da mochila. A gente ficou o restante do dia se questionando se continuaria ou não…
      DIA 4 – GRUBEN ATÉ ZINAL

      Glaciar de Turtmanntal, pra mim um dos mais lindos dos Alpes. Quarto dia de trekking pela Walker’s Haute Route e sem dúvidas, o dia mais decisivo de todos. Seriam 17 quilômetros até a cidade de Zinal, localizada no vale de Zinal. A cidade foi primeira de língua francesa de todo o trekking. Ainda estávamos pensativos sobre a nossa decisão de continuar. No dia anterior, a gente juntou um monte de coisa que julgamos não necessários e deixamos lá mesmo no hotel. Partimos mais leves, mas sem saber se terminaríamos o trekking! Falando da trilha, o ponto mais alto do dia foi o passe Col de la Forcletta, à 2874 metros. Com o peso a menos, tudo parecia melhor. Estávamos mais felizes e dispostos! Em Zinal, fomos acolhidos no nosso hotel por uma senhora super simpática e fez o nosso dia terminar com chave de ouro.
      DIA 5 – ZINAL ATÉ CABANE MOIRY

      Quinto dia de trekking pela Walker’s Haute Route e incríveis 66 quilômetros percorridos. Faltavam um pouco mais do que a metade até o nosso objetivo final. Nesse dia, a gente teria que ir de Zinal até a Cabane de Moiry, o nosso primeiro refúgio da trilha, localizada pertinho da barragem e do glaciar de Moiry. Esse foi um dia muito agradável. A maior parte da trilha era contornando o Lac de Moiry, imenso, cor azul esmeralda. A parte final, entretanto, foi mais complicada. Pra chegar até o refúgio, a gente teve que subir umas centenas de metros. Mas o esforço valeu a pena. A cabana fica bem do lado das montanhas e do glaciar de Moiry. Vista que recompensou tudo, mas não tirou as dores nos joelhos que nunca estiveram maiores. Ha! E quase ia me esquecendo, a gente conheceu um casal de brasileiros super simpáticos que nos ensinou bastante sobre perseverança e determinação.
      DIA 6 – CABANE MOIRY ATÉ LA GOUILLE

      Vista que a gente tinha do Lac de Chateaupré, com o glaciar de Moiry atrás. Sexto dia de trekking pela Walker’s Haute Route e mais de 91 quilômetros de trilha percorridos. A gente tava preocupado com o estado dos nossos joelhos, mas por milagre no dia seguinte, eles já não doíam tanto como no dia anterior. Começamos a descida pela mesma trilha rumo ao destino do dia, a cidade de La Gouille. Só que esse seria um dia mais puxado. A subida até o passe Col de Tsaté não era o problema. Fizemos bem tranquilo e chegamos no passe, à 2868 metros, com muita energia. O problema foi a descida. Foram mais de 1200 metros de descida que não acabava nunca! Ainda perdemos o ônibus em La Sage e tivemos que ir andando até Les Haudères, de onde a gente pegou um ônibus para La Gouille.
      DIA 7 – LA GOUILLE ATÉ CABANE DE PRAFLEURI

      Sétimo dia de trekking pela Walker’s Haute Route. O primeiro ônibus para Arolla saindo de la Gouille sairia por volta das oito da manhã. A viagem até Arolla foi rápida, cerca de 20 minutos. Estávamos contando o tempo, pois seriam 16 quilômetros naquele dia, cinco deles praticamente em linha reta, contornando a Barrage des Dix. Além das vistas incríveis, o ponto alto do dia foi passar pelo famoso Pas des Chèvres. Nada mais do que um conjunto de escadas de metal que ajudam um pouco na descida até o Val des Dix. As escadas são super bem construídas, mas bate aquele medinho, sabe como é… Terminamos a trilha com uma subida até o Col de Roux (2804 metros), de onde a gente já podia ver a Cabane de Prafleuri, onde a gente dormiria aquela noite.
      DIA 8 – CABANE DE PRAFLEURI ATÉ CABANE DU MONT FORT

      Oitavo dia de Walker’s Haute Route e um dos mais difíceis do trekking tecnicamente falando. Seriam três passes em um só dia, algo inédito até então. No dia anterior a responsável da Cabane de Prafleuri havia dito que o dia seria de mau tempo e chuva. Ela nos aconselhou a sair bem cedo pra evitar maiores imprevistos. Foi o que a gente fez. Mesmo sendo um dia de trekking mais puxado, foi o dia com as melhores fotos. A parte mais complicada foi que tivemos que pegar a rota mais curta (pelo temido Col de la Chaux) que levava até a Cabane du Mont Fort, ao invés de pegar a rota pelo Col de Termin, com vistas melhores, mas perigosa em dias de mau tempo. Só que a gente não sabia que a rota mais curta era uma rota alpina, mais exigente! Daí você tira que passamos bons bocados nessa última parte. E foi nesse dia que a gente viu os primeiros Ibex da viagem.
      DIA 9 – CABANE DU MONT FORT ATÉ MARTIGNY

      Nono dia da Walker’s Haute Route. Depois de um dia de trekking puxado e alguns sustos, decidimos que pegaríamos mais leve. O plano inicial era fazer toda a trilha da Cabana du Mont Fort até Le Châble e de lá ir para Orsières, o que acrescentaria um dia no itinerário. Adaptamos o plano e fomos para Martigny, encurtando o trekking em um dia, mas ganhando um para descansar. De lá partiríamos para o nosso último e mais aguardado dia na Walker’s Haute Route.
      DIA 10 – MARTIGNY ATÉ CHAMONIX

      Último dia na Walker’s Haute Route. O cronograma seria ir de Martigny até Chamonix. Mas tudo tinha que sair como previsto. De Martigny, a gente pegou um ônibus até o Col-de-la-Forclaz, e de lá começou os últimos quilômetros de trilha até Chamonix. Depois de 10 dias e mais de 135 quilômetros de trilha, enfim a gente tinha chegado onde queríamos. Ao fazer a última subida até o Col de Balme (divisa entre a Suíça e França) e olhar pro horizonte, lá estava ele, o Mont Blanc, imponente! O dia não poderia estar melhor! A vista do Mont Blanc estava nítida, sem interferência alguma, nenhuma nuvem, perfeita. Não poderia pedir mais nada. Nos sentamos, tiramos as mochilas e ficamos ali por pelo menos uma hora, comendo e apreciando a vista do Mont Blanc.
      QUER SABER MAIS SOBRE A WALKER’S HAUTE ROUTE?
      Ficou com vontade de fazer um trekking na Suíça? Tem mais perguntas sobre a Walker’s Haute Route? Estamos preparando um livreto “Trekking pela Walker’s Haute Route – De Zermatt até Chamonix”, onde a gente conta com detalhes tudo que você precisa saber pra se preparar pra esse trekking e também a nossa experiência, dia à dia, durante os mais de 135 quilômetros de trilhas pelos Alpes da Suíça e França.


×
×
  • Criar Novo...