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UMA HISTÓRIA DE VIAGEM NA BAHIA, UM RELATO DE VIAGEM NAS MINAS GERAIS: 4520km de carro!


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No dia 2 de janeiro deixamos a nossa querida Caetité logo pela manhã e seguimos rumo a Ouro Preto. Foi um trecho bem cansativo de 920 km que durou 12 horas por conta das péssimas condições das estradas de MG! Chegamos em Ouro Preto já de noite!

Em Minas Gerais ficamos no total de 2 a 13 de janeiro com hospedagens em Ouro Preto, São João del Rei e Poços de Caldas, mas entre estas cidades andamos muito, conhecendo tb Mariana, Congonhas, Belo Horizonte, Carrancas, Bichinho e Tiradentes.

Vou seguir o relato por cidades e não por dia, pois acho que fica mais organizado e mais fácil de entender!

CONTINUA

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Gostei do relato/história. Ano passado passei várias vezes por Araxá, Pirapora, Montes Claros, Guanambi e Caetité a caminho de Salvador. Já dormimos uma vez no hotel Cariris em Pirapora, mas atualmente mudamos para o hotel Mundial. 

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MINAS GERAIS – UM RELATO

(pq a gente tb gosta de passear afinal)

 

Ouro Preto

Ficamos hospedados em Ouro Preto de 2 a 6 de janeiro de 2019, mas não ficamos de fato este tempo todo na cidade, passeamos bastante nas redondezas! Aficionados por história e arte sacra com certeza acham o que fazer por 4 dias na cidade, mas não era o nosso caso, então conseguimos curtir a cidade e os arredores nestes 4 dias que estivemos por lá!

A hospedagem escolhida por nós foi a Hospedaria Mineira (Hostel/Pousada), e pagamos 870 reais em 4 diárias por um quarto triplo com café da manhã (booking)! O pessoal do hostel, tanto o dono que ficava durante o dia, quanto um funcionário (Anderson) que ficava durante a noite era muito gente fina! O café da manhã era gostoso e a cozinha coletiva não deixava a desejar. A vista da área de refeição era linda, somente alerto que o acesso era extremamente íngreme, como quase tudo em OP, haha! E o carro ficava estacionado em uma via próxima já que o hostel em si ficava numa viela somente acessível para pedestres!

Chegamos em Ouro Preto dia 2 a noite, MUITO cansados, pois a estrada foi pesada, quase 1000km, e chegando em OP era uma serra estreita e perigosa! No caminho pro hostel pegamos uma rua na contra-mão e um bêbado ficou xingando a gente, rs... e um outro cara quis encher o saco vendendo passeio e tour e os escambau, foi bem chato!

Ainda bem que foi a única vez que tivemos este tipo de problema! Detesto muito aquele assédio de gente vendendo coisa, passeio, ando fugindo de lugares assim! Mas no resto da viagem tivemos boas experiências com os mineiros! Eles ofereciam uma vez um passeio ou guiar algo, e se falávamos não tava ok! Devia ser assim em toda parte!

Mas seguindo, chegamos tarde, deixamos as coisas e fomos pras imediações da Praça Tiradentes, onde tudo acontece, pra comer alguma coisa! Acho que acabamos pegando sanduíches numa padaria por lá, vinho e fomos comer no hostel!

Já adianto que não fizemos refeições espetaculares em OP, sempre optamos por comer mais barato em casa mesmo ou em locais simples!

A partir de Ouro Preto visitamos Mariana (dia 3, metade do dia), Belo Horizonte (dia 4) e Congonhas (dia 5, metade do dia), mas vou descrever o que fizemos em cada cidade separadamente, relatando a seguir o que fizemos em Ouro Preto mesmo!

São kilos de Igrejas! Entramos somente na São Francisco de Assis, que é bem perto da feira de artesanato, e na Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, que é inteira de ouro por dentro! Eu já havia visto todas elas por dentro há uns 15 anos atrás, mas agora fizemos esta opção pq todas elas são pagas, variando de 3 a 10 reais por pessoa!

Todo mundo tb sabe que tem muita coisa do Aleijadinho na cidade, e toda a história da mineração, do Brasil colônia, império, da inconfidência... mas estas questões históricas fica  a cargo de cada um!

Visitamos o museu da Inconfidência que fica na Praça Tiradentes, muito bacana, e tb a casa dos contos, que recomendo muito! É gratuito e conta a história da moeda no Brasil, super legal!

Queríamos ter visitado a casa dos inconfidentes, mas no dia que nos propusemos a ir lá estava fechada!

No mais andamos muito pelas ladeiras simplesmente contemplando a história esculpida nas paredes, entramos em lojinhas, visitamos a feira de artesanato em pedra sabão e comemos bastante sanduíche com vinho no hostel, haha!

Achamos que o período que estivemos pela cidade foi o suficiente para conhecermos o que nos interessava, mas isto é muito pessoal. Eu só deixo aqui como alerta, rsrsrs, as ladeiras e pedras soltas judiam... teve um dia que eu estava com uma sandalinha bem vagabunda e torci o pé! Doeu muitão! Melhor estar com um calçado firme! Tênis não dava pq tava muito calor, mas pelo menos um calçado que proteja um pouco o pé!

Segue algumas fotos!

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Vista do hostel!

 

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Ladeiras de Ouro Preto!

 

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Vista da cidade de dentro da casa dos contos!

 

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Vinho no hostel que a gente é chique demais!

 

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Vista da cidade!

 

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Coloridinha!

 

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João apreciando a vista!

 

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Rua do lado da Praça Tiradentes!

 

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Praça Tiradentes e Museu da Inconfidência!

 

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Guarda chuva multi-uso, pra chuva e pro sol!

 

Mariana

Em Mariana passamos uma manhã! É muito perto de Ouro Preto, coisa de alguns minutos! Fomos primeiro visitar “A mina da Passagem”, que é uma mina de ouro desativada que se pode visitar. O diferente desta mina em relação a outras é que ela é bem grande e se desce de carrinho! Gostamos bastante, mas é uma visita rápida (menos de 1h), guiada de leve (desce uma pessoa no carrinho e dá algumas informações lá embaixo). O problema é o preço, bem carinho (acho que foi 80 reais ou pouco mais que isso por pessoa, estudante paga meia), mas é legal!

De lá fomos visitar o centro histórico de Mariana, que é bem bonitinho! Tem igrejas e a paisagem é bonita. Tb visitamos a Fundação Renova, que é responsável por gerenciar o dinheiro da Vale, Samarco e etc com relação a mitigação dos danos causados pelo rompimento da barragem. Apesar de haver controversas com relação a administração deste dinheiro, a visita ao local é bacana pq mostra de maneira bem interativa o rompimento da barragem e o percurso da lama, quando foi atingindo cada cidade e tals, interessante! No dia que estávamos lá, nem vi, mas tinha uma equipe de reportagem fazendo matéria e acabamos aparecendo no Bom Dia Brasil, hahahauaha, chique demais!

Não sei preços de hospedagens em Mariana, mas pode ser uma alternativa a Ouro Preto, é bem fofa e muito perto! O tempo que passeamos por lá deu pra curtir um pouquinho e não senti necessidade de ficar mais! Fotos!

 

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Mina da passagem em Mariana!

 

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Esperando o carrinho!

 

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Lá embaixo, 120 metros abaixo do chão!

 

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Praça de Mariana!

 

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Igrejas lado a lado em Mariana!

 

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Ruazinha de Mariana!

 

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Fundação renova, andar de cima!

 

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Cervejinha esperando a chuva passar!

 

Belo Horizonte

Não estava nos planos ir pra BH, distante 100km de OP. Saímos MUITO cedo dia 4 de janeiro de 2019 de Ouro Preto rumo ao Museu/Parque Inhotim, mas o mundo estava acabando em chuva e resolvemos para no meio do caminho, que era BH! E se serve de dica, pelamor, totalmente inviável ir e voltar de Inhotim a partir de OP, super cansativo! É que a gente olha a distância em km e acha que dá, mas MG não se mede em Km, e sim em horas. Qualquer 40km pode durar uma hora na estrada, hahaha!! Prometemos um dia voltar e ficar hospedado lá em Brumadinho só pra ir pro Inhotim, e neste dia curtimos BH tranquilamente.

Fomos primeiro ao mercado central onde ficamos umas 3 horas comprando muito queijo, kkk, e doces e bugigangas. Como tava muita chuva acabamos estacionando no próprio mercado, mas é uma fortuna! Pagamos quase 50 reais de estacionamento. De maneira geral perdemos muito a noção de dinheiro e gastamos além da conta no mercado, rs! E por incrível que pareça não há muitas opções pra comer no mercado, tivemos que esperar um restaurante melhorzinho e maior abrir, o “Casa Cheia”, e apesar de eles terem umas frescuras sobre onde vc pode sentar, a comida é MUITOOO boa. Pedi um prato chamado “mexidoido” vegetariano que estava divino. Meu marido pediu um com carne que tb estava ótimo, mas não lembro qual era o nome. Não era baratinho mas valeu a pena!

Saímos de lá já com o tempo abrindo no começo da tarde e fomos pra “Praça da Liberdade”, onde ao redor encontram-se muitas atrações culturais, que não por acaso, fazem parte do circuito cultural de BH. Visitamos o CCBB, sempre muito legal, o Memorial Minas Gerais Vale, bacanérrimo, e o que mais gostamos, Museu das Minas e do Metal. Se não me engano todos foram gratuitos e muito interessantes, valeu muito a pena este bate-e-volta em BH. Curtimos demais, especialmente meu filho que pirou no das minas e metais!

Voltamos pra casa já com a noite caindo e pegamos de novo a serra que chega em OP no escuro, um porre. Mas valeu, compramos comidinhas na padaria e fomos tomar vinho em casa! Fotos!

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Comida do marido no mercado de BH!

 

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Minha comida no mercado de BH!

 

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João bem animado quando o papi acha uma loja de discos, hahahaha

 

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Praça da Liberdade- circuito cultural!

 

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Quem será que é o arquiteto??

 

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Lixeira maior fofa falaí!

 

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Exposição do CCBB mara!

 

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Adoramos muito!

 

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Eu e João na pose!

 

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Fofuuura de baobá!

 

Congonhas

Nosso último bate-e-volta de OP, meu marido que sugeriu irmos pra Congonhas, 55km distante de Ouro Preto, cerca de 1h. Lá se encontra a famosa Igreja “Santuário Bom Jesus de Matosinhos”, uma das maiores obras do barroco brasileiro com inúmeras esculturas do Aleijadinho ao ar livre! Muito bonita e gratuita! Nas imediações do Santuário tem muitas lojinhas de artesanato com preços bacanas, especialmente tapetes e coisas do tipo. Vale a pena dar uma garimpada pq os preços variam de loja pra loja! Pra itens de tapeçaria não vi preço mais baixo em lugar nenhum.

Passamos apenas uma manhã na cidade e achei que foi o suficiente pra conhecer o básico, que é a Igreja em si! Mas deve ter mais coisa a explorar. O acesso à Igreja é fácil e uns caras logo te abordam pra estacionar num bom local, mas vale a pena dar uma volta na quadra da Igreja pq em sua lateral sobram vagas, pelo menos chegando cedo. É que todo mundo acaba estacionando antes, haha!

Lá tb tem bastante gente querendo “guiar” a sua visita. Pode ser interessante, mas não achamos necessário, puxamos informações pela internet mesmo e pra nós foi o suficiente! Cidadinha bonitinha que se estiver no seu caminho vale a pena! Fotos abaixo!

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Igreja Bom Jesus de Matosinhos!

 

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Iai galera? rssssss

 

CONTINUA

 

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Oi Juliana. Realmente, as estradas de Minas deixam a desejar.  Estrada boa só a 146, de Araxá à Br 365 em direção a Patos de Minas. Asfalto novo e bom com pouco movimento. Fui visitar as cidades históricas de Minas faz muitos anos.  Em 2017 passei por Mariana e Ouro Preto, mas não entrei, na volta do Caminho dos Diamantes. Também gosto muito de viajar de carro.

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São João del Rei

Dia 6 de janeiro de 2019 acordamos mais tarde um pouco, tomamos café, demos mais um rolezinho em OP e partimos em direção a São João del Rei, nosso próximo destino! No caminho paramos de novo em Congonhas, rs, pq eu tinha visto um caminho de mesa que tinha ficado com dúvida em comprar ou não, mas decidi comprar, era lindo, haha!

Chegamos em SJDR pouco depois do almoço e fomos recebidos pela irmã da nossa anfitriã que era nossa vizinha, dona Mercês, uma senhorinha fofa! Como era bom ter uma casinha só pra mim, amo muito! Ficamos aqui de 6 a 10 de janeiro (4 noites) por cerca de 700 reais! Adoramos nossa casinha:

https://www.airbnb.com.br/rooms/13449729?guests=1&adults=1

Como estava muito calor pra sair andando, deixamos malas e fomos procurar um mercado de carro, pq os da redondeza estavam fechados (domingo). Voltamos pra casa e ficamos morgando um pouco, tava mesmo muito quente! Coloquei roupas pra lavar na casa da mãe da Dona Mercês, que tb era vizinha, haha, e saímos dar uma volta!

São João del Rei é muito fofa e bem mais plana que OP kkkkk! A localização da nossa casa tb era ótima, a maioria das igrejas, museus e monumentos eram acessíveis a pé. Era dia de folia de reis e todas as igrejas estavam com programação festiva, estava tendo procissões, então já demos uma espiada em todas e no centro! Paramos na praça que fica em frente a Igreja de São Francisco de Assis, que é linda, e tomamos umas cervejas num dos botecos dali. Preços caros, mas a vista compensa!

Voltamos pra casa pq o tempo ameaçava chover, a dona Mercês tinha estendido minha roupa no varal, hahahahauaha... ela disse que tinha se preocupado pq eu estava com criança, vai que fico sem roupas! Fofaaaaaa! Tomamos um banho e saímos de novo pra jantar nas redondezas, não lembro onde comemos, rs! Acho que foi num subway!

No dia seguinte, dia 7, ficamos andando mais e mais pela cidade! Entramos em algumas Igrejas, lojinhas... mas infelizmente os museus só abrem de 5ª a dom, como a estação de trem com museu e demais atrações! Inclusive o passeio de trem entre SJDR e Tiradentes só funciona nestas datas! Mas este tudo bem pq não iríamos fazer mesmo... só que foi uma pena os museus estarem fechados!

Batemos bastante perna e no fim do dia fomos jantar em um restaurante que fica na avenida que dá acesso à Igreja São Francisco de Assis, chamado “Scenario”, muito gostoso e bonitinho! Estávamos tb comemorando a notícia de que tínhamos um sobrinho a caminho! Meu irmão e cunhada anunciaram estarem grávidos! Era a notícia que faltava pro meu ano ter começado mais que perfeito!!!!

Nos dois dias seguintes fizemos bate-e-volta de SJDR, que vou descrever a seguir! Então seguem algumas fotos desta simpática cidade!

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Uma das pontes de transposição do Rio dos Mortos, infelizmente canalizado neste trecho.

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Ponte sobre Rio dos Mortos

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Travessia de pedestres!

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Tancredão do céu, se eu te contar vc não acredita!

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Cidade colorida! SJDR

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São Francisco de Assis lindona!

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Igreja das Mercês

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Cemitério diferentão que tinha por perto! De gavetas verticais!

Carrancas

Temos uma amiga que mora em Lavras durante a semana e em Carrancas nos fds, e eu a entendo perfeitamente, que paraíso essa tal de Carrancas! Ela mantém uma casinha em uma área rural mas pertinho da cidade, num campo rupestre, que são aquelas formações rochosas com vegetação esparsa e herbácea, riquíssima e linda! Da casa dela acessamos a pé em menos de 10 minutos duas cachoeiras sensacionais, e a cidade conta com quase 70 nas proximidades! Com certeza voltarei pra lá pra passar uns diaaaaasss, e não um dia só!

Passamos a manhã conversando, matando a saudade e tomando café, almoçamos no centrinho charmoso da cidade e tarde curtimos as cachu perto da casa da Mari... que ela disse que nem são as mais bonitas... imagine “as foda”. Segundo a Mari tem até novela da grande irmã (=Globo) que foi filmada por lá!

Segue algumas fotos e tendo alguma possibilidade, VÁ!!

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Igreja matriz fofinha de Carrancas

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Jardins do restaurante onde almoçamos - delícia, mas não me lembro o nome!

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Indo pras cachus! Esse dog preto acompanhou a gente o tempo todo e a gente não sabia de quem era, rs

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Tomar banho de cachoeira uma vez por semana devia ser um direito constitucional!

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Eu já tinha pulado, agora foi a vez do Gui! A gente avistou uma molecada nativa pulando e ficou olhando... eu disse pro Gui "se tivesse uns 10 anos a menos eu pulava tb"... 1 minuto depois eu convidei "vamos more"? hahahahaha CLARO!

 

 

Bichinho e Tiradentes

O povoado de Bichinho é distrito de Prados e tem aglutinado, com os anos, artesãos, escultores, pintores e todo tipo de gente ligada às artes plásticas! O acesso é em parte feito por estrada de rípio (=pedra), mas bem tranquilo. Passamos toda a manhã por lá visitando ateliês e lojinhas!

O forte do artesanato local é com ferro, MUITO legal, mas tb tem bastante coisa feita com madeira de demolição, móveis rústicos, enfim, queria decorar minha casa inteira lá! Os preços são muito bons e se vc tiver dinheiro é muito vantajoso em relação ao cartão de crédito, aceito em poucos locais!

Em Bichinho visitamos tb uma destilaria/alambique de cachaça e a “casa torta”, super fofa. Ela é de brincar, mas não atrai só pais com crianças, gente de toda idade passa um tempinho lá (15 reais por hora). Além da decoração sensacional e arquitetura... torta, lá dentro é uma viagem no tempo aos brinquedos antigos, vale super a pena!

Saindo de lá paramos pra petiscar umas bobeiras num bar em Tiradentes e demos uma volta pelo centro histórico. Eu já conhecia a cidade e ela me lembra um pouco um cenário... não sou muito fã, e meu marido tb teve a mesma sensação. Tem lugares legais e históricos, mas é tanta forçada de barra que me lembra Gramado, hahahaha... então demos só uma volta mesmo. Debaixo de uma ameaça de temporal (que logo desabou) pegamos uma estrada bem maluca graças ao querido google maps, hahahahaha, mas chegamos sãos e salvos em SJDR a tempo de curtir mais um pouquinho a cidade!

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Vila fofíssima de Bichinho!

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Saúde! rs... nos até fizemos a degustação, mas não gostamos disso não, kk

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Decoração de um restaurante de Bichinho!

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Casa torta!

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Tica mooooito!

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Deu ruim, rs

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Ainda seeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiii

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Joguinhos das antigas!

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João divando 1!

E fotos de Tiradentes!

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O tempo tá fechando em Tiradentes...

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Tempo fechando mesmo!

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Eitaaaaaaaaaaaa

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Igreja estranhamente branca e o temporal chegando em Tiradentes!

 

Poços de Caldas

Por fim a última cidade, Poços de Caldas, de 10 a 13 de janeiro! Ouvi falar muito bem da cidade e pelo pouco que andei nela me pareceu de fato bem simpática e bonita, da paz, mas tb percebi que o alvo do turismo parece ser a terceira idade, acho que por conta nas inúmeras termas que tem por lá.

Como era nossa última cidade em uma viagem predominantemente de cunho histórico, quisemos dar uma trégua nas andanças e hostels e pegamos um “all inclusive” pela primeira vez na vida! Pagamos cerca de 1200 reais por 3 diárias, carésimo pro meu padrão!

O hotel escolhido foi o Village Inn! Chegando lá meu filho disse que se sentia no paraíso, já eu e Gui olhamos um pro outro vendo aquele hotel imenso cheio de gente e nos perguntamos: que que tamo fazendo aqui! Hahahahaha

Passamos 3 dias comendo e bebendo que nem uns boi véio, revezando piscina com cama. Sinceramente acho isso cansativo e monótono, de verdade. O que salvou foi que juntamos com uns doido lá do hotel e acabamos rindo bastante. João tb fez uma gangue de amigos e ficava o dia inteiro correndo e brincando, a noite ele desmaiava!

Saímos apenas uma vez do hotel e ainda com uma vã dessas que faz um rápido city tour! Bem podre, hahauaha, leva pra uns pontos turísticos inventados... pedra balão, que é só uma pedra mesmo sem nada de especial... uma fonte do amor que é só uma escultura numa cachoeira... tem uma cachoeira bonita, a “Véu da Noiva”... levaram tb numa loja de cristal LINDA, mas não era pro meu bico, no Cristo, que não dá pra ver direito, numa loja carésima de queijo e doce (Casa do Turista, com esse nome tb quer o que, haha) – no mercado central da cidade é bem mais barato, e numa loja de produtos “naturais”, sabonetes e estas coisas. Totalmente dispensável mas deu pra ter uma panorâmica da cidade, se um dia passar por lá novamente vou explorar melhor!

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Pedra balão sem graça!

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Pé de lata de cerveja, pontos turísticos inventados!

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Véu da noiva!

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Siriema linda no "Cristo"

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João divando 2 - no hotel!

 

Antes de terminar, pausa para pérolas de quem tem criança: na loja de produtos naturais – LOTADA – quente e apertada, eu dava uma espiada nos produtos a venda quando meu filho grita lá do meião da galera “OLHA MAMÃE, ESSE SABONETE É PRA CELULITE!

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, aaaaaiiiiii, adoro!

Me aproximei dele e disse calmamente: meu bem, a mamãe tá de roupa aqui, não precisa falar tão alto que pareço um queijo suíço, e em segundo lugar, isso não funciona querido... senão a gente não teria visto aquela buraqueira toda nas bundas que desfilaram pelas piscinas do hotel, kkkkkkk! RIMOS MUITO!

No domingo cedo, dia 13 de janeiro, partimos de volta pra casa! Eram cerca de 500km mas foi cansativo... paramos numa loja que uma amiga indicou em Águas da Prata pra comprar doces que de fato eram bem bons, paramos num Graal já meio perto de casa pra comer, e no meio da tarde chegamos em casa! Lar doce Lar!

 

Adoramos muito mais esta aventurinha em família, 4520km! Agradeço quem leu e acompanhou este relato/história! Nossa próxima grande jornada vai começar dia 6 de julho, mal posso esperar! Mas até lá tb espero dar umas escapadas de fim de semana! Abs

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@Juliana Champi Feliz por ter andado por minhas terras,e concordo em gênero,numero e grau com a sua opinião sobre as estradas mineiras.Sabe quem é o responsável:O ex Presidente FDP,que deixou tudodestruido,por exemplo a BR267 que liga Juiz de fora a BR381,não se podia andar nela de tantoburaco,como a BR265,o famoso retão Araxá-Uberlândia.Essas foram recuperadas,mas a BRO40 que fala,Rio-Bh,permanece destruída até hoje,foi vendida,mas para que?Também achomuito caros os hotéis em Ouro Preto,mas venho sempre a BH ,aonde vive uma tia,e quando vou lá a base é aqui.Mariana é bem mais barato.Agora Poços,fez o que a cidade tem.Ou seja,conhece o estado,menos o circuito das aguas,que recomendo fortemente se o gosto é andar por cidade de interior.

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    • Por Rezzende
      Escrever um relato de viagem em 2020 é, sem dúvida, algo desafiador. É polêmico. Os debates entre a turma do fique em casa e a turma do siga a vida foram muito acalorados e ainda rendem demais até hoje. Cada um tem sua consciência, sabe muito bem o que deve fazer depois de tantos meses de pandemia, visões opostas sempre vão ocorrer nesse tema e o respeito em um bom debate deve sempre prevalecer. Não vou entrar nessa discussão, como o tema aqui são os relatos de viagem vou registrar a viagem que fiz na primeira quinzena de novembro de 2020 e ficam as informações a quem interessar em conhecer esses lugares, seja ainda em 2020 ou em 2050.
      Desde julho já pensava no que poderia fazer nessas minhas 2 semanas de férias em novembro. Pra começar, não tinha segurança em pesquisar uma viagem que envolvesse compra de passagem aérea. O cenário instável que prevalecia no meio do ano (e até hoje) faz com que a gente fique com um pé atrás na hora de comprar uma passagem com antecedência que pode vir a ser cancelada com qualquer mudança nesse cenário caótico do mundo.
      Por isso, resolvi que faria uma viagem diferente. Seria minha primeira "road trip". Nunca tinha viajado longe de carro, mas era a melhor opção no momento. Afinal o carro é meu, e eu posso planejar a viagem tranquilamente que quando chegasse o dia da viagem se a situação estivesse favorável eu ia viajar, se não estivesse, eu não iria, e o carro ia continuar sendo meu, sem nenhum prejuízo, sem ter que preocupar com cancelamentos. E no final das contas achei que super valeu a pena. Gastei em torno de 550 reais com combustível e rodei ao todo 2017 km. Uma passagem aérea não sairia apenas isso. Ainda tive a flexibilidade de visitar vários lugares. E sozinho. Se fosse com o carro cheio então, seria baratíssimo pra todos.
      A escolha do destino teve que ser de acordo com o meio de transporte. Como ia de carro, não podia ser muito longe pra não dirigir demais e ser cansativo. Não conhecia o Sul da Bahia e era um destino interessante pois dava pra fazer com 2 dias de viagem, viajando só de dia e parando pelo caminho onde achasse que tinha algo interessante, aproveitando a estrada, curtindo sem pressa o prazer de dirigir.
      Quando se pensa no sul da Bahia, se pensa em Porto Seguro. Mas o forte da cidade são as baladas e não tá tendo. Pesquisando lugares tranquilos e bonitos, me apareceu um nome grande e difícil de falar: descobri Cumuruxatiba, distrito de Prado. Falésias, coqueiros, praias desertas...tudo que eu precisava. Na volta, ir parando pelo Espírito Santo, em Itaúnas e na Pedra Azul.

      Definido o roteiro, tinha que pensar em outro ponto bastante afetado pela crise: a hospedagem. Sempre fico em hostel quando viajo e nessa região quase não tinha hostel. Os poucos que tinham estavam fechando os quartos coletivos só para grupos completos. Então, seguindo as pesquisas, descobri algo que tem bastante naquela região: campings. Porém...eu nunca tinha acampado na vida!!! Bem, pra tudo tem uma primeira vez. Seria minha primeira road trip e seria também a primeira vez que eu ia acampar. Comecei a pesquisar sobre barracas e comprei uma Vênus Guepardo. Ótima! Aguentou muita chuva em Cumuruxatiba, resistiu bravamente.
       
      Carro revisado e barraca comprada, saí de casa em Conselheiro Lafaiete/MG no domingo, 1° de novembro, bem no meio do feriadão. Ótimo viajar no meio do feriadão, estradas vazias e muito tranquilo. Nesse primeiro dia, dirigi 400km até Governador Valadares, onde cheguei por volta de 17h e procurei um hotelzinho pra passar a noite. No dia seguinte, feriado de Finados, fiz o trecho restante, mais uns 400 e poucos km até Prado/BA. Pelo caminho, essa maravilha na estrada pouco depois de Teófilo Otoni. Entre as vantagens de viajar de carro: parar e aproveitar a paisagem quando quiser.

      Parei pra almoçar num beira de estrada em Nanuque e pouco depois das 16h cheguei em Prado debaixo de muita chuva. Como sabia que até Cumuruxatiba eram mais de 30km de estrada de terra, resolvi ficar em Prado pois estava chegando no fim da tarde e com tanta chuva não me animei a seguir. Como nunca tinha acampado, fiquei com medo de procurar um camping debaixo daquele aguaceiro e isso transformar minha primeira experiência num camping em algo meio traumático, então decidi procurar alguma pousadinha em Prado. Como era final de feriadão, a cidade estava esvaziando e todas as pousadas tinham vagas. Os preços mais em conta que achei no centrinho foram entre 100 e 120 reais. Por causa da chuva e do fim do feriado, o tradicional Beco das Garrafas no Prado estava deserto. Apenas procurei algo pra comer e voltei pra pousada.

      Terça, 3 de novembro. O dia começou apenas nublado, tomei o café da manhã da pousada e já saí pra Cumuruxatiba. A estrada de terra (na verdade me pareceu mais arenosa do que de terra) estava bem molhada e em alguns pontos com poças enormes cobrindo toda a estrada. Realmente tinha chovido muito nas últimas horas. Mas deu pra passar sem nenhum perigo de atolar. Porém a estrada não é nada boa. Foram pouco mais de 30km que eu levei mais de uma hora pra fazer 

      Chegando em Cumuru, já por indicações aqui do site, escolhi ficar na Hospedaria Cumuruxatiba, mais conhecida como camping do Jef, o suíço que mora há 25 anos em Cumuru, em frente a represa de água do rio onde toma seus banhos.
      Fui recebido por sua esposa, Isabel, que me passou os preços: 25 reais pra acampar ou 60 no quarto privado. Como estava só nublado e eu já louco pra estrear no mundo do camping, resolvi montar a barraca e deixar o quarto só pro caso de eu encher o saco com a barraca.
      Terminando de montar a barraca, já começou a chover. Só estávamos eu, o Jef e a Isabel e 4 jovens que estavam fazendo voluntariado lá. Ficamos a tarde toda na mesa que tem na área coberta da pousada, conversando, depois jogando Uno.
      Por volta de 7 da noite que a chuva parou. Saí pra reconhecer o território. O camping fica bem no começo da vila, o centrinho mais movimentado fica uns 600m a 1km dali. Tava tudo bem deserto, tinham uns 3 ou 4 butecos, 2 padarias, 2 mercadinhos, movimento zero, interior mesmo, nada que lembrasse turismo, completamente isolado num pós feriadão chuvoso.
      Passei minha primeira noite dormindo numa barraca. Choveu demais de madrugada mas a barraca ficou sequinha. Adorei a experiência, não tinha nenhuma diferença assim tão gritante de dormir num quarto. Já tinha a sensação que eu ia gostar de acampar. Agora tenho certeza.
       
      Na quarta-feira, aproveitei a manhã nublada mas com um certo mormacinho pra ir caminhando pela praia. Fui até a Praia do Moreira, uns 3 km ao norte da vila. Não deu pra aproveitar, logo começou a chover. Voltei pra Cumuru, pedi um super e farto PF de 18 reais no restaurante Ema, onde segui almoçando nos próximos dias, e voltei pro camping porque o tempo tava uma merda E assim o tempo ficou na quinta também, chuva fina, temperatura de 20 graus, até o pessoal que mora lá tava estranhando tantos dias de chuva e vento frio em novembro.


      Na sexta ainda amanheceu chovendo, mas finalmente o tempo começou a firmar a partir da tarde. Fui caminhando pelas praias um pouco ao sul, acompanhando as falésias.


      Depois fui pra praia do centro onde um tumulto já acompanhava a cena mais bizarra do dia: um playboy doidão resolveu entrar com a sua Land Rover pela areia pra deixar o jetski mais perto da água. A maré subiu, ele não conseguiu sair e foram umas 2 horas de odisseia pra resgatar o carro do maluco  Foi o assunto da vila.

      Segui pra umas barraquinhas pra comer tapioca. A maioria delas estava fechada mas o tiozinho da tapioca disse que era porque o tempo tinha estado muito ruim e a turma tava desanimada. Ali em frente funcionava o mais gourmet dos restaurantes de Cumuru, o Samburá Duzé, onde a turma vai gastar um pouquinho mais de grana…
      E no sábado, enfim solzão da Bahia. Dia de enfim ir na Barra do Caí. Minha intenção era alugar uma bike. Cheguei na borracharia onde aluga, estava fechada, me disseram que o dono morava ao lado, chamei lá mas uma mulher me disse que ele tinha saído e só ia chegar lá pras 10 horas. Ainda era 8 e pouco e resolvi que ia andando. Dá uma boa caminhada, acho que uns 12 km, mas eu adoro caminhar então fui tranquilo pelas praias que eu já tinha passado na quarta, praia do Rio do Peixe, Peixe Grande e Peixe Pequeno até as falésias da Praia do Moreira que é o meio do caminho e onde precisa subir o barranco e seguir pela estradinha que vai até uma bela fazenda, uns cavalos pastando, aparentemente sem morador, mas com uma bela churrasqueira, cercada de coqueiros no alto da falésia e descer pra praia de Imbassuaba.

      Praia do Moreira

      Uma fazendinha dessas bicho...

      Praia de Imbassuaba

      Depois continuei pela areia seguindo até a Barra do Caí. Foram 2 horas e meia de caminhada. Fui andando rápido e sem parar muito. Se for devagar e parando mais pode botar bem mais tempo nessa conta. Dizem que foi na Barra do Caí que os portugueses chegaram no Brasil pois vindo pelo mar é onde dá pra ver o Monte Pascoal e descrição do local bate com a carta do Pero Vaz. Tem uma cruz e uma placa lá falando que foi ali que o Brasil começou.

      Só tem uma barraca de praia lá, o Restaurante Glória. Pelo isolamento do local, por ser a única opção, não é barato, uma garrafa de cerveja 600ml tava 16 reais mas com o sol do meio-dia chegando e depois de uma bela caminhada decidi que eu merecia esse presente e fiquei tomando umas brejas, curtindo o bom som MPB e pop rock nacional da barraca até umas 14:30.


      Voltei andando pelo mesmo caminho, dessa vez um pouco mais devagar e levei 3 horas até Cumuru. O resto do pessoal que tava lá tinha ido de carro. Encontrei algumas pessoas de bike pela areia mas não sei que caminho eles tomaram pra desviar do penhasco na Praia do Moreira, creio que devem ter seguido pela estrada dos carros.
      No domingo o sol continuou, 5 da manhã já está claro e eu já estava caminhando pela praia. Aproveitei a manhã de sol e por volta das 10h levantei acampamento e segui meu caminho antes que o Jef começasse a pensar que eu ia morar pra sempre no gramado dele 😆
      Só por informação, não tem posto de combustível em Cumuru. Eu estava com meio tanque e o ideal é que você vá abastecido, mas em caso de emergência, na loja de material de construção o cara vende gasolina na garrafa pet, vi várias motos abastecendo lá, então fica a dica num caso de emergência.

      Ao contrário da vinda, que eu passei pela estrada mais ao interior que é mais plana e estava com muita chuva, a volta foi com tempo seco, sol e fui parando nas praias. A maioria delas parei apenas pra uma foto. Comecei na Praia de Japara Mirim que estava deserta e tem uma estradinha bem estreita pra chegar. Depois fui na de Japara Grande que é mais famosa e tinha uns 4 carros lá. Essas duas precisa sair da estrada principal, já as próximas ficam na beira da estrada pra Prado mesmo, é só parar e aproveitar. Parei na Praia das Ostras, deserta. Depois na Praia do Tororão que é mais famosa e tem até uma cachoeirinha que cai na praia e tinha vários carros lá. Tinha um restaurante (ou barraca grande, sei lá) mas não parecia muito atraente.

      Depois parei na Praia da Paixão onde aí sim tem várias barracas de praia. Pedi uma cerveja lá que era 15 reais a garrafa de 600ml mas não gostei do atendimento e segui rumo. Parei na Praia do Farol que já é quase chegando em Prado. Lá tem a Barraca do Jorge que ali sim eu gostei, som bacana, carros estacionados debaixo dos coqueiros, galinhas passeando 😀, cerveja a 10 reais e PF por 20. Fiquei um bom tempo por lá.
      Antes de chegar em Prado ainda dei uma passadinha pra conferir a Praia da Lagoa Grande e segui pro camping que tinham me indicado, Camping Vista pro Mar. O nome já fala tudo, beira mar, gramado bem cuidado, tem área coberta (não precisava ter ficado em pousada naquele dia que cheguei debaixo de chuva 😏) o dono é um goiano chamado Marcelo super gente fina, tava lá tomando umas brejas com um casal que tava num motorhome e já me chamaram pra juntar com eles. Tinham outros 2 casais viajando em trailer lá também. Tem uma escadinha pra descer do camping direto pra praia, foi o melhor lugar que fiquei na viagem, só faltou mesmo uma cozinha pra quem gosta de cozinhar e um filtro de água. Depois que anoiteceu fui no centro do Prado pra ver o movimento. Tava bem sossegado num final de domingo mas melhor que naquele dia chuvoso que cheguei. Fiz um lanche no Lampião Burguer e voltei pro camping. Nessa hora todos os 3 casais estavam lá e foi o único momento na viagem que eu socializei mais com uma turma viajante, conversei sobre viagens e tal. Como era minha primeira viagem em camping notei essa diferença pra mim que tô acostumado a ficar em hostel. Embora sempre tenham exceções, camping dá mais família, casal, poucos viajantes solitários, pessoal dorme e acorda cedo. Hostel já é o oposto. Mas o espírito viajante e a interação da galera é a mesma.
      Segundou e acordei com o sol das 5 da matina invadindo a barraca. Fiquei lá estirado no gramado do hostel curtindo o sol da manhã. Depois desci pra praia. A praia de Prado é mais brava, muita onda, bem diferente das praias mansas e rasas de Cumuruxatiba. Fiquei até umas 10 da manhã, paguei os 35 reais da diária e aproveitei a hora mais quente do dia pra seguir viagem. Foram 5 horas de viagem, contando com 1 hora de parada pra almoçar, até Itaúnas/ES. Tem uns atalhos por estrada de terra pra quem vem da Bahia, mas não compensa. Uma coisa que eu não sabia é que a rodovia de Conceição da Barra até Itaúnas já está quase toda asfaltada, tem apenas alguns poucos trechos de terra em obras e no geral um asfalto novo de boa qualidade até chegar em Itaúnas.
      Fui pro Tribo de Gaia, que é hostel, pousada e camping. O quarto coletivo era 60 reais e estava vazio. Era segunda-feira e a dona me disse que nos fins de semana tem dado sorte de fechar os quartos coletivos apenas para grupos. Seu quarto tem capacidade pra 5 pessoas e se não fosse fechar pra grupo poderia hospedar apenas 2 pessoas o que seria inviável, por isso prefere não trabalhar com hostel no momento. Se eu quisesse poderia ficar porque estava vazio mas eu preferi montar a barraca na parte de baixo da pousada onde tem um espaço pra camping em que ela cobra 35 reais. A área comum de cozinha e banheiros pode ser usada por todos. Dei uma volta rápida pela vila ao cair da noite, dava pra ver que tinha um pouco mais de movimento turístico que Cumuruxatiba, mas tava bem sossegado, provavelmente por ser segunda-feira, já que a dona da pousada disse que o fds tava bem agitado, tendo até os tradicionais forrós de Itaúnas.
      Na terça, dia 10 de novembro, tirei o dia todo pra curtir as Dunas de Itaúnas. Fui pela trilha do Tamandaré, que passa pela única casa que sobrou da antiga vila de Itaúnas e chega bem no começo da praia. Fui andando pela praia até onde ficam as barracas. São 6 barracas de praia mas no meio da semana apenas 3 funcionam. Fiquei na Barraca Sal da Terra. Todas tem basicamente os mesmos preços e a cerveja é latão. Foi um dia só de praia mesmo, relaxar tomando uma cerveja e olhando as ondas…

      Sobre as Dunas de Itaúnas, passei por elas na hora de ir embora. Pra quem já conhece Genipabu/RN ou Huacachina/Peru, Itaúnas não empolga. As dunas são bonitas mas são bem modestas. Era uma vontade que eu tinha de conhecer mas não achei nada de excepcional. Como tava meio que no caminho da volta e pelo dia bonito de sol na praia, valeu a pena, mas as dunas não me empolgaram.


      No dia seguinte segui cedo pra Linhares, fiquei na casa de uma amiga que me levou pra conhecer uma praia a 50km de Linhares, Pontal do Ipiranga, praia larga, comprida e deserta (meio de semana né)

      Na quinta-feira segui caminho, subi a serra, parei na cidade de Santa Teresa apenas pra almoçar mas pude ver que é uma cidade bacana, arquitetura bonita, colonização italiana, vale a pena uma visita com mais tempo. Seguindo pela estrada, passei pela cidade de Santa Maria de Jetibá cuja placa dizia ser a cidade mais pomerana do Brasil. Fato que a serra capixaba tem muita tradição de imigrantes. Cheguei de tarde na Pedra Azul, com uma chuvinha ameaçando. Parei na lanchonete da Pousada Peterle que fica no trevo da BR-262 com a Rota do Lagarto onde tem o letreiro da Pedra Azul e uma vista bacana.


      Depois segui pela Rota do Lagarto até depois da entrada do parque onde fica, no km3, o Ecoparque Pedra Azul, onde tem o camping. Tem uma área coberta também, água de nascente, um pessegueiro carregado e uma vista magnífica da pedra.

      Na sexta-feira 13 fui logo de manhã pro Parque Estadual da Pedra Azul, a pé mesmo, fica a uns 2 km do camping. Por causa da pandemia, tinha mandado um e-mail 2 dias antes pra agendar minha visita já que estão entrando apenas 50 pessoas por turno com agendamento. Mas tava bem vazio, na hora que eu fui estava sozinho e deu pra ver na lista do guardinha que não tinham nem 15 pessoas agendadas pra aquela manhã nublada.
      A trilha no parque é normal na mata, bem suave, a mais difícil é a que vai pras Piscinas Naturais mas como tinha chovido bastante à noite, estava bem molhado e escorregadio, além de friozinho e nublado, me desaconselharam a fazer.

      O diferencial de fazer a trilha no parque é que dá pra você por a mão na pedra. Pra fotos não é interessante, o ideal pra fotos é lá embaixo na estrada onde tem a portaria do parque.

      Meu plano era ficar o dia todo por ali, mas as opções eram restaurantes aparentemente caros, passeios com cavalos escandinavos, coisas que não eram bem o meu estilo. A parte de trilha e a linda vista da pedra eu já tinha curtido, então resolvi levantar acampamento, aproveitar a flexibilidade que o carro proporciona e caçar caminho de casa, pois na segunda-feira já estaria de volta ao batente. Depois de 7 horas de estrada e algumas paradas pra lanche, cheguei em casa à noite.
      Esse foi o resumo do rolê, Cumuruxatiba é linda, tem praias maravilhosas e pra esse povo que pensa que ES é só praia, se passar na rodovia perto da Pedra Azul não perca a oportunidade de explorar aquela região espetacular.
      Até a próxima mochileiros!!
    • Por Leandro Z
      🏦 CIDADE Capitólio é uma cidade, em MG, de 10 mil habitantes e fica a uns 300km de Belo Horizonte. A cidade ficou famosa por seus cânions e cachoeiras muito postados no Instagram. No entanto, as atrações ficam no limite da cidade, longe do centro (uns 25km). É possível ficar na cidade São João Batista do Glória, cuja distância até as atrações é a mesma. Ou em São José da Barra / Furnas, que é até mais perto. As 3 cidade são pequenas e tem hospedagem, contudo, como Capitólio é mais famoso, tem mais restaurantes e pousadas.   🔄 DINHEIRO, CÂMBIO, GASTOS Ficou famoso, então ficou caro. Por isso o apelido é "Capitólio Capitalista". Simples mirante custa R$20. Algumas cachoeiras por R$40 eu também acho caro. Refeição é mediano de turista. A média diária de gastos foi: Hospedagem: R$52,80 por pessoa, por noite (Airbnb para 5 pessoas) Alimentação: R$63,78 (às vezes, não almoçamos) Lazer: R$63,75   ✅ ATRAÇÕES ⭐ Retiro Viking - o melhor lugar de Capitólio! O GoogleMaps faz uma confusão entre "Paraíso Proibido" e "Retiro Viking", tem gente que comenta no "Proibido" como se fosse o "Viking". Para chegar, na rodovia MG- 050 pegue a direita na estrada de terra que indica o "Paraíso Perdido" (que é outro lugar) e siga, passa esse "Perdido" e chegará ao "Retiro Viking", não tem erro, dá uns 9km desde a rodovia, ou seja, 9km de estrada de terra. São 5 belíssimas cachoeiras (Trovão, Patinho Feio, Caixinha de Surpresa, Pequena Sereia e Quelé), das quais é possível banhar em 4, a água é bem clara e não é gelada. Não precisa de guia (nenhuma listada aqui precisa).Barato: R$15. O percurso total é de 2km, é um passeio pro dia todo, se quiser banhar nas quatro.   Retiro Viking: Patinho Feio
        Retiro Viking: Pequena Sereia Mirante dos Cânions - certamente você já viu foto, pois é o ponto mais famoso da cidade (fica uns 30km do centro de Capitólio). Começaram a cobrar R$20 por pessoa para mirar de cima os cânion por 3 pontos. E você ainda encontrará fila de instagrammers, um a um, fazendo poses e mais poses. Pessoal, é um mirante! R$20 é caro, não tem nada de estrutura. Mas é aquela história de turista, é uma paisagem famosa, você já está lá e acaba pagando... É uma visão única do cânion? Não, no Cascata Eco Parque você também pode vê-lo. Fila... Trilha do Sol - R$40 (no dinheiro), anda-se pela água geladíssima até o Poço Dourado, cachoeira pequena, é bom ir por volta do meio-dia por causa do sol. Depois anda mais um pouco até a Cachoeira do Grito, queda e poço bons. Havia a cachoeira No Limite, mas agora é só um mirante sem graça. Almoçamos lá mesmo. Trilha do Sol: Poço Dourado Passeio de Lancha - clássico dos visitantes! Tem que fazer, recomendo. Achei passeios de 3h por R$90 a R$120. Fechei com o Beiçola (cel 035 99115 8781) por 4h, R$100. Cara gente boa que tem uma pousada chamada Marina do Farol em São José da Barra, salvo engano. Com ele foi sem pressa nas paradas, enquanto ouvia alguns apitos chamando o pessoal de outras embarcações. O trajeto é padronizado: Lagoa Azul (que é verde, tem cachoeira e poço muito bom para nadar), Vale dos Tucanos (se tem tucanos, não vi, depois nada na saída do vale), Cascatinha (só mirar). São várias lanchas, congestiona em alguns lugares, mas vale a pena.       Cachoeira do Lobo - local com uma ótima cachoeira, poço excelente, cor da água bonita, queda grande e larga. Tem também uma pousada com piscina. Para visitar: R$40, achei caro na época, mas vale a pena. A trilha é curta, bem demarcada e toda cimentada. Morro do Chapéu - mirante da cidade, vista bem bonita. Para este lugar existem dois caminhos: um mais curto que precisa de 4x4 e outro mais longo (uns 20km) que qualquer carro chega (procure no GoogleMaps). Não cobram nada. Canyon Cascata Eco Parque - R$40, sem muita estrutura, mas bom para caminhar (uns 3km), tem poços e umas bonitas cascatas, sendo que a última é a própria Cascatinha do passeio de lancha. Também tem uns belos mirantes dos cânions e lago de Furnas. Lugares que não deu tempo de ir: Pedreira (R$20, tem que ir de 4x4), Paraíso Proibido (R$50), Cachoeira Dicadinha (R$20), Capivara, do Filó e muitas outras!    🏠 HOSPEDAGEM Há muitas opções no Airbnb e Booking, porém, preste atenção na localização, algumas são longe das cachoeiras. Embora a cidade de Capitólio não seja grande, preferimos ficar no centro e a casa no Airbnb para 5 custou R$1145 no total. Como dito acima, há opções de hospedagem em São José da Barra / Furnas (o nome é São José, mas é conhecida pela hidrelétrica de Furnas) e São João Batista do Glória, ficam praticamente a mesma distância de Capitólio para as atrações.   🚌 TRANSPORTE Alugamos carro em BH para irmos direto até Capitólio (4h). Na volta, saímos mais tarde de Capitólio e pernoitamos na cidade de Divinópolis. Há poucos ônibus entre BH e Capitólio, um ou dois por dia, demora 4h e custa cerca de R$104. Do centro de Capitólio até as cachoeiras, não sei como ir de transporte público. Não vi agências, não tem Uber. Não vi ônibus, mas deve ter uma maneira...   🍝 ALIMENTAÇÃO O Restaurante do Turvo é o mais famoso de Capitólio, peixes é o prato principal. O local é grande (perto de onde saem os passeios de barco), o prato é bem servido, é gostoso, mas não é dos mais baratos. Saiu R$50 por pessoa, com bebida, pra comermos bem. Também fomos aos restaurante japonês Mizu e ao Quintal do Brasil. De manhã, sempre comíamos pão de queijo recheado (em média R$10) em algum lugar. Não fomos a Escarpas do Lago, uma bairro elitizado.   ❗ OBSERVAÇÕES, PERIGOS, PERCALÇOS Minas Gerais é um dos lugares que mais acontece tromba d'água, vira e mexe aparecem notícias de tragédias em cachoeiras. Como tomar cuidado? Eu não sei ao certo, mas o principal é estar ciente da previsão do tempo, saber de onde vem o rio, conversar com locais.   https://zahiandoporai.blogspot.com/2020/09/capitolio-mg.html
    • Por dnmiura
      Eu e meu marido estamos indo para Trancoso - BA esse fim de ano para trabalhar e conseguir juntar dinheiro para comprar uma casa para nós. Porem queremos algum local simples (pode ser somente o quarto) que possamos passar esse final de ano, ajudando com despesas e trocando a hospedagem por trabalhos.

      Somos simples e estamos buscando ganhar a vida ariscando em outras possibilidades, se alguém puder nos dar essa oportunidade serei grata.
      Entrar em contato por WhatsApp (11) 96525-5815 - Daniella
    • Por Iana Briaca
      Vou falar aqui no meu relato sobre formas de transporte que usei, hospedagem, duração da viagem e valores. Porque eu acho que é isso que uma pessoa procura quando busca informações sobre Mochilão. Sendo que na maioria das vezes é a primeira experiência da pessoa com um; 
      Resumo: 
      Tipo de transporte: ID JOVEM e carona pelas br da vida.  
      Hospedagem: Couchsurfing e voluntariado em hostel.
      Alimentação: Fazia compras para preparar minha própria comida ou às vezes eu comprava PF (mas comprar PF sai mais caro)
      Valor em dinheiro que levei: R$ 550,00.
      Duração da viagem: 54 dias.
      Quantidade de estados: 3 Estados e uma pequena parada em Brasília.
       
      SOBRE HOSPEDAGEM, TRANSPORTE PARA SAIR DO MEU ESTADO E ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO DESTINO; PERNAMBUCO: Então, meu mochilão começou quando eu saí de Belém, que é a cidade que eu moro, no dia 04/07/2019, ruma à Pernambuco. Fui de ônibus usando o ID jovem, de passagem de Belém para Recife eu paguei 3,50. Isso, três reais e 50 centavos. Esse valor corresponde à taxa de pedágio que é cobrado pela empresa de ônibus, apenas. Quando eu cheguei em Recife fiquei hospedada na casa de um casal que consegui estadia pelo Couchsurfing. O tempo que passei na casa deles foi incrível, pessoas super legais. Com o mesmo aplicativo consegui estadia para passar um final de semana em Olinda, em uma pousada localizada bem no centro histórico. Também não paguei nada para ficar hospedada, apenas tinha que ajudar a moça que trabalhava na cozinha com serviços bem simples pela parte da manhã. Ah, e sobre alimentação, essa era por minha conta. (Talvez o seu anfitrião não tenha problema em ajudar nesse quesito com algumas coisas, mas também ninguém gosta de gente folgada né, se tu tiver condições de comprar a tua comida é muito melhor, caso contrário é bom você avisar à pessoa que vai te receber que vais precisar de alimentação também).
      OBS: Couchsurfing é uma plataforma que possibilita a troca de hospedagem em qualquer lugar do mundo. Na época era totalmente gratuita quando usei, agora o app tá cobrando uma contribuição de R$ 4,99 mensal ou R$ 29,99 anual por conta da crise do corona vírus.
      ROTEIRO: Quando estive em Pernambuco conheci Recife, Olinda, Porto de Galinhas, Praias do litoral de Cabo de Santo agostinho: Calhetas e Gaibu (caara, as praias mais lindas que conheci até hoje, e por não serem tão famosas quanto Porto de Galinhas, elas não são taão movimentadas, o que eu acho ótimo) e vila de Nazaré. Isso em uma semana, que foi o tempo que passei em Pernambuco. 
      TRANSPORTE PÚBLICO: Como eu fui com um amigo que sabia tocar banjo e eu enrolava no Maracá, optamos por não pagar passagens em transporte público e sim pedir para os motoristas deixarem a gente subir e tocar Carimbó nos ônibus. E assim, essa ideia deu super certo, tanto que a galera até ajudava com uns trocados, o que ajudou muito a gente na viagem. Sobre o valor de passagem de ônibus urbano não vou saber falar do custo, pois não tive essa experiência. Porém, fica a dica: Toquem nos ônibus ou subam pra vender algo. 
      SAÍDA DE PERNAMBUCO RUMO À BAHIA:  Saí de Pernambuco de carona, com a intenção de descer até a Bahia. Porém, no primeiro dia consegui carona com um caminhoneiro que tinha como destino Maceió, aceitei porque isso ia me deixar mais próxima do meu destino, né. Tive que ficar uma noite em Maceió para poder partir no outro dia. 
      Fiquei em uma Pousada de beira de estrada que custou R$ 40,00 no total pra dormir eu e meu amigo em um quarto com duas camas. 
      Jantei em um Restaurante que o PF custava R$ 10,00.
      No outro dia peguei mais duas caronas Alagoas-Sergipe Sergipe-Bahia e cheguei na Bahia, finalmente.  Passei uma semana em Salvador, consegui hospedagem no Couchsurfing, alimentação por minha conta, fazendo compras e preparando minha própria comida, de transporte usei o mangueio kk pedindo pra subir e tocar. Depois de uma semana, saí da bahia e voltei à br para pegar carona. Consegui diversas caronas no mesmo dia e cheguei na Chapada Diamantinaa. 
      NA CHAPADA DIAMANTINA:  Não consegui estadia com o couchsurfing na Chapada, tive que pagar uma semana de Hostel. 
      VALOR DO HOSTEL: 15 Reais a diária (pedindo desconto)
      ALIMENTAÇÃO: Comprava minha comida e preparava. 
      GUIA: É necessário guia apenas em algumas trilhas em outras tem como fazer de boas usando o gps. 
      DICA DE APP: MAPS ME Nele tem como usar o gps da localidade que tu se encontra sem internet. 
      SAINDO DA BAHIA RUMO GOIÂNIA: Saí da Chapada Diamantina de carona com inumeráveis pessoas, carona com caminhoneiro e carro particular, e passei perrengues, porque a Bahia é imensa. Levei 4 dias pra chegar em Goiânia.
      Nesse percurso nem sei quantas caronas peguei, foram muitas. Em nenhum momento precisei pagar pousada, até porquê nem tinha como, pois a grana já tava curta. Na primeira noite dormi na casa da família de um rapaz que me deu carona quando ainda estava indo para Chapada, Na segunda passei a noite em um posto de gasolina, Na terceira noite dormi na casa de um amigo que conheci com a experiência de carona também, isso em Brasília. (aproveitei pra comprar logo minha passagem de volta pra belém quando eu estava em Brasília) E por fim, no quarto dia consegui a carona para Goiânia. Em Goiânia passei quase algumas semanas, fiquei na casa de um amigo, apenas ajudando com a alimentação, no trasporte também não gastei nada.
      GOIÂNIA ATÉ A CHAPADA DOS VEADEIROS: De Goiânia até a Chapada dos Veadeiros, por muita sorte, tive só uma carona. Consegui carona com um fazendeiro que tinha uma propriedade próximo da cidade que eu ia ficar. Ele me deixou até a cidade que era meu destino, lá eu fiquei hospedada em um hostel onde trabalhei como voluntária em troca de estadia. Nos dias eu que trabalhava as minhas refeições eram por conta do hostel. A dinâmica de trabalho era a seguinte, eu trabalhava um dia e folgava dois. Passei uma semana na Chapada do Veadeiros, conheci a cidade de Cavalcante e Alto Paraíso. 
      FINAL DA VIAGEM: Saí da chapada dos Veadeiros de carona também, e fui até Brasilia. Lá eu passei apenas uma noite e no outro dia embarquei de volta pra Belém. A passagem que eu comprei foi com o ID Jovem, paguei apenas R$ 5,00. Ah, eu comprei com antecedência, sempre tens que comprar a passagem com usando o id com antecedência, não deixa pra comprar na hora senão vais te ferrar. 
      Enfim, minha experiência foi essa, espero ajudar em alguma coisa, é nooós!

    • Por edumcn
      Tudo bem pessoal, 
      Em fevereiro deste ano fomos para o Ushuaia, saindo de Porto Alegre no Rio Grande do Sul. Foram 26 dias conhecendo as belezas da região. Descemos pela Rota 40 até o Ushuaia, e voltamos pela Rota 3. Tentei resumir nesse material as informações que muita gente está me perguntando. 
       
      Meu gasto total com gasolina foram R$ 2.600
      Gasto total da viagem R$ 7,000. (total 2 pessoas)
      Tem um pdf em anexo com o roteiro, abração
       



      Roteiro Patagônia- Fora de Àrea.pdf
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