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Juliana Champi

UMA HISTÓRIA DE VIAGEM NA BAHIA, UM RELATO DE VIAGEM NAS MINAS GERAIS: 4520km de carro!

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No dia 2 de janeiro deixamos a nossa querida Caetité logo pela manhã e seguimos rumo a Ouro Preto. Foi um trecho bem cansativo de 920 km que durou 12 horas por conta das péssimas condições das estradas de MG! Chegamos em Ouro Preto já de noite!

Em Minas Gerais ficamos no total de 2 a 13 de janeiro com hospedagens em Ouro Preto, São João del Rei e Poços de Caldas, mas entre estas cidades andamos muito, conhecendo tb Mariana, Congonhas, Belo Horizonte, Carrancas, Bichinho e Tiradentes.

Vou seguir o relato por cidades e não por dia, pois acho que fica mais organizado e mais fácil de entender!

CONTINUA

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Gostei do relato/história. Ano passado passei várias vezes por Araxá, Pirapora, Montes Claros, Guanambi e Caetité a caminho de Salvador. Já dormimos uma vez no hotel Cariris em Pirapora, mas atualmente mudamos para o hotel Mundial. 

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MINAS GERAIS – UM RELATO

(pq a gente tb gosta de passear afinal)

 

Ouro Preto

Ficamos hospedados em Ouro Preto de 2 a 6 de janeiro de 2019, mas não ficamos de fato este tempo todo na cidade, passeamos bastante nas redondezas! Aficionados por história e arte sacra com certeza acham o que fazer por 4 dias na cidade, mas não era o nosso caso, então conseguimos curtir a cidade e os arredores nestes 4 dias que estivemos por lá!

A hospedagem escolhida por nós foi a Hospedaria Mineira (Hostel/Pousada), e pagamos 870 reais em 4 diárias por um quarto triplo com café da manhã (booking)! O pessoal do hostel, tanto o dono que ficava durante o dia, quanto um funcionário (Anderson) que ficava durante a noite era muito gente fina! O café da manhã era gostoso e a cozinha coletiva não deixava a desejar. A vista da área de refeição era linda, somente alerto que o acesso era extremamente íngreme, como quase tudo em OP, haha! E o carro ficava estacionado em uma via próxima já que o hostel em si ficava numa viela somente acessível para pedestres!

Chegamos em Ouro Preto dia 2 a noite, MUITO cansados, pois a estrada foi pesada, quase 1000km, e chegando em OP era uma serra estreita e perigosa! No caminho pro hostel pegamos uma rua na contra-mão e um bêbado ficou xingando a gente, rs... e um outro cara quis encher o saco vendendo passeio e tour e os escambau, foi bem chato!

Ainda bem que foi a única vez que tivemos este tipo de problema! Detesto muito aquele assédio de gente vendendo coisa, passeio, ando fugindo de lugares assim! Mas no resto da viagem tivemos boas experiências com os mineiros! Eles ofereciam uma vez um passeio ou guiar algo, e se falávamos não tava ok! Devia ser assim em toda parte!

Mas seguindo, chegamos tarde, deixamos as coisas e fomos pras imediações da Praça Tiradentes, onde tudo acontece, pra comer alguma coisa! Acho que acabamos pegando sanduíches numa padaria por lá, vinho e fomos comer no hostel!

Já adianto que não fizemos refeições espetaculares em OP, sempre optamos por comer mais barato em casa mesmo ou em locais simples!

A partir de Ouro Preto visitamos Mariana (dia 3, metade do dia), Belo Horizonte (dia 4) e Congonhas (dia 5, metade do dia), mas vou descrever o que fizemos em cada cidade separadamente, relatando a seguir o que fizemos em Ouro Preto mesmo!

São kilos de Igrejas! Entramos somente na São Francisco de Assis, que é bem perto da feira de artesanato, e na Igreja Matriz Nossa Senhora do Pilar, que é inteira de ouro por dentro! Eu já havia visto todas elas por dentro há uns 15 anos atrás, mas agora fizemos esta opção pq todas elas são pagas, variando de 3 a 10 reais por pessoa!

Todo mundo tb sabe que tem muita coisa do Aleijadinho na cidade, e toda a história da mineração, do Brasil colônia, império, da inconfidência... mas estas questões históricas fica  a cargo de cada um!

Visitamos o museu da Inconfidência que fica na Praça Tiradentes, muito bacana, e tb a casa dos contos, que recomendo muito! É gratuito e conta a história da moeda no Brasil, super legal!

Queríamos ter visitado a casa dos inconfidentes, mas no dia que nos propusemos a ir lá estava fechada!

No mais andamos muito pelas ladeiras simplesmente contemplando a história esculpida nas paredes, entramos em lojinhas, visitamos a feira de artesanato em pedra sabão e comemos bastante sanduíche com vinho no hostel, haha!

Achamos que o período que estivemos pela cidade foi o suficiente para conhecermos o que nos interessava, mas isto é muito pessoal. Eu só deixo aqui como alerta, rsrsrs, as ladeiras e pedras soltas judiam... teve um dia que eu estava com uma sandalinha bem vagabunda e torci o pé! Doeu muitão! Melhor estar com um calçado firme! Tênis não dava pq tava muito calor, mas pelo menos um calçado que proteja um pouco o pé!

Segue algumas fotos!

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Vista do hostel!

 

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Ladeiras de Ouro Preto!

 

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Vista da cidade de dentro da casa dos contos!

 

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Vinho no hostel que a gente é chique demais!

 

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Vista da cidade!

 

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Coloridinha!

 

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João apreciando a vista!

 

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Rua do lado da Praça Tiradentes!

 

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Praça Tiradentes e Museu da Inconfidência!

 

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Guarda chuva multi-uso, pra chuva e pro sol!

 

Mariana

Em Mariana passamos uma manhã! É muito perto de Ouro Preto, coisa de alguns minutos! Fomos primeiro visitar “A mina da Passagem”, que é uma mina de ouro desativada que se pode visitar. O diferente desta mina em relação a outras é que ela é bem grande e se desce de carrinho! Gostamos bastante, mas é uma visita rápida (menos de 1h), guiada de leve (desce uma pessoa no carrinho e dá algumas informações lá embaixo). O problema é o preço, bem carinho (acho que foi 80 reais ou pouco mais que isso por pessoa, estudante paga meia), mas é legal!

De lá fomos visitar o centro histórico de Mariana, que é bem bonitinho! Tem igrejas e a paisagem é bonita. Tb visitamos a Fundação Renova, que é responsável por gerenciar o dinheiro da Vale, Samarco e etc com relação a mitigação dos danos causados pelo rompimento da barragem. Apesar de haver controversas com relação a administração deste dinheiro, a visita ao local é bacana pq mostra de maneira bem interativa o rompimento da barragem e o percurso da lama, quando foi atingindo cada cidade e tals, interessante! No dia que estávamos lá, nem vi, mas tinha uma equipe de reportagem fazendo matéria e acabamos aparecendo no Bom Dia Brasil, hahahauaha, chique demais!

Não sei preços de hospedagens em Mariana, mas pode ser uma alternativa a Ouro Preto, é bem fofa e muito perto! O tempo que passeamos por lá deu pra curtir um pouquinho e não senti necessidade de ficar mais! Fotos!

 

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Mina da passagem em Mariana!

 

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Esperando o carrinho!

 

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Lá embaixo, 120 metros abaixo do chão!

 

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Praça de Mariana!

 

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Igrejas lado a lado em Mariana!

 

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Ruazinha de Mariana!

 

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Fundação renova, andar de cima!

 

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Cervejinha esperando a chuva passar!

 

Belo Horizonte

Não estava nos planos ir pra BH, distante 100km de OP. Saímos MUITO cedo dia 4 de janeiro de 2019 de Ouro Preto rumo ao Museu/Parque Inhotim, mas o mundo estava acabando em chuva e resolvemos para no meio do caminho, que era BH! E se serve de dica, pelamor, totalmente inviável ir e voltar de Inhotim a partir de OP, super cansativo! É que a gente olha a distância em km e acha que dá, mas MG não se mede em Km, e sim em horas. Qualquer 40km pode durar uma hora na estrada, hahaha!! Prometemos um dia voltar e ficar hospedado lá em Brumadinho só pra ir pro Inhotim, e neste dia curtimos BH tranquilamente.

Fomos primeiro ao mercado central onde ficamos umas 3 horas comprando muito queijo, kkk, e doces e bugigangas. Como tava muita chuva acabamos estacionando no próprio mercado, mas é uma fortuna! Pagamos quase 50 reais de estacionamento. De maneira geral perdemos muito a noção de dinheiro e gastamos além da conta no mercado, rs! E por incrível que pareça não há muitas opções pra comer no mercado, tivemos que esperar um restaurante melhorzinho e maior abrir, o “Casa Cheia”, e apesar de eles terem umas frescuras sobre onde vc pode sentar, a comida é MUITOOO boa. Pedi um prato chamado “mexidoido” vegetariano que estava divino. Meu marido pediu um com carne que tb estava ótimo, mas não lembro qual era o nome. Não era baratinho mas valeu a pena!

Saímos de lá já com o tempo abrindo no começo da tarde e fomos pra “Praça da Liberdade”, onde ao redor encontram-se muitas atrações culturais, que não por acaso, fazem parte do circuito cultural de BH. Visitamos o CCBB, sempre muito legal, o Memorial Minas Gerais Vale, bacanérrimo, e o que mais gostamos, Museu das Minas e do Metal. Se não me engano todos foram gratuitos e muito interessantes, valeu muito a pena este bate-e-volta em BH. Curtimos demais, especialmente meu filho que pirou no das minas e metais!

Voltamos pra casa já com a noite caindo e pegamos de novo a serra que chega em OP no escuro, um porre. Mas valeu, compramos comidinhas na padaria e fomos tomar vinho em casa! Fotos!

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Comida do marido no mercado de BH!

 

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Minha comida no mercado de BH!

 

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João bem animado quando o papi acha uma loja de discos, hahahaha

 

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Praça da Liberdade- circuito cultural!

 

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Quem será que é o arquiteto??

 

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Lixeira maior fofa falaí!

 

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Exposição do CCBB mara!

 

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Adoramos muito!

 

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Eu e João na pose!

 

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Fofuuura de baobá!

 

Congonhas

Nosso último bate-e-volta de OP, meu marido que sugeriu irmos pra Congonhas, 55km distante de Ouro Preto, cerca de 1h. Lá se encontra a famosa Igreja “Santuário Bom Jesus de Matosinhos”, uma das maiores obras do barroco brasileiro com inúmeras esculturas do Aleijadinho ao ar livre! Muito bonita e gratuita! Nas imediações do Santuário tem muitas lojinhas de artesanato com preços bacanas, especialmente tapetes e coisas do tipo. Vale a pena dar uma garimpada pq os preços variam de loja pra loja! Pra itens de tapeçaria não vi preço mais baixo em lugar nenhum.

Passamos apenas uma manhã na cidade e achei que foi o suficiente pra conhecer o básico, que é a Igreja em si! Mas deve ter mais coisa a explorar. O acesso à Igreja é fácil e uns caras logo te abordam pra estacionar num bom local, mas vale a pena dar uma volta na quadra da Igreja pq em sua lateral sobram vagas, pelo menos chegando cedo. É que todo mundo acaba estacionando antes, haha!

Lá tb tem bastante gente querendo “guiar” a sua visita. Pode ser interessante, mas não achamos necessário, puxamos informações pela internet mesmo e pra nós foi o suficiente! Cidadinha bonitinha que se estiver no seu caminho vale a pena! Fotos abaixo!

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Igreja Bom Jesus de Matosinhos!

 

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Iai galera? rssssss

 

CONTINUA

 

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Oi Juliana. Realmente, as estradas de Minas deixam a desejar.  Estrada boa só a 146, de Araxá à Br 365 em direção a Patos de Minas. Asfalto novo e bom com pouco movimento. Fui visitar as cidades históricas de Minas faz muitos anos.  Em 2017 passei por Mariana e Ouro Preto, mas não entrei, na volta do Caminho dos Diamantes. Também gosto muito de viajar de carro.

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São João del Rei

Dia 6 de janeiro de 2019 acordamos mais tarde um pouco, tomamos café, demos mais um rolezinho em OP e partimos em direção a São João del Rei, nosso próximo destino! No caminho paramos de novo em Congonhas, rs, pq eu tinha visto um caminho de mesa que tinha ficado com dúvida em comprar ou não, mas decidi comprar, era lindo, haha!

Chegamos em SJDR pouco depois do almoço e fomos recebidos pela irmã da nossa anfitriã que era nossa vizinha, dona Mercês, uma senhorinha fofa! Como era bom ter uma casinha só pra mim, amo muito! Ficamos aqui de 6 a 10 de janeiro (4 noites) por cerca de 700 reais! Adoramos nossa casinha:

https://www.airbnb.com.br/rooms/13449729?guests=1&adults=1

Como estava muito calor pra sair andando, deixamos malas e fomos procurar um mercado de carro, pq os da redondeza estavam fechados (domingo). Voltamos pra casa e ficamos morgando um pouco, tava mesmo muito quente! Coloquei roupas pra lavar na casa da mãe da Dona Mercês, que tb era vizinha, haha, e saímos dar uma volta!

São João del Rei é muito fofa e bem mais plana que OP kkkkk! A localização da nossa casa tb era ótima, a maioria das igrejas, museus e monumentos eram acessíveis a pé. Era dia de folia de reis e todas as igrejas estavam com programação festiva, estava tendo procissões, então já demos uma espiada em todas e no centro! Paramos na praça que fica em frente a Igreja de São Francisco de Assis, que é linda, e tomamos umas cervejas num dos botecos dali. Preços caros, mas a vista compensa!

Voltamos pra casa pq o tempo ameaçava chover, a dona Mercês tinha estendido minha roupa no varal, hahahahauaha... ela disse que tinha se preocupado pq eu estava com criança, vai que fico sem roupas! Fofaaaaaa! Tomamos um banho e saímos de novo pra jantar nas redondezas, não lembro onde comemos, rs! Acho que foi num subway!

No dia seguinte, dia 7, ficamos andando mais e mais pela cidade! Entramos em algumas Igrejas, lojinhas... mas infelizmente os museus só abrem de 5ª a dom, como a estação de trem com museu e demais atrações! Inclusive o passeio de trem entre SJDR e Tiradentes só funciona nestas datas! Mas este tudo bem pq não iríamos fazer mesmo... só que foi uma pena os museus estarem fechados!

Batemos bastante perna e no fim do dia fomos jantar em um restaurante que fica na avenida que dá acesso à Igreja São Francisco de Assis, chamado “Scenario”, muito gostoso e bonitinho! Estávamos tb comemorando a notícia de que tínhamos um sobrinho a caminho! Meu irmão e cunhada anunciaram estarem grávidos! Era a notícia que faltava pro meu ano ter começado mais que perfeito!!!!

Nos dois dias seguintes fizemos bate-e-volta de SJDR, que vou descrever a seguir! Então seguem algumas fotos desta simpática cidade!

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Uma das pontes de transposição do Rio dos Mortos, infelizmente canalizado neste trecho.

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Ponte sobre Rio dos Mortos

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Travessia de pedestres!

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Tancredão do céu, se eu te contar vc não acredita!

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Cidade colorida! SJDR

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São Francisco de Assis lindona!

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Igreja das Mercês

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Cemitério diferentão que tinha por perto! De gavetas verticais!

Carrancas

Temos uma amiga que mora em Lavras durante a semana e em Carrancas nos fds, e eu a entendo perfeitamente, que paraíso essa tal de Carrancas! Ela mantém uma casinha em uma área rural mas pertinho da cidade, num campo rupestre, que são aquelas formações rochosas com vegetação esparsa e herbácea, riquíssima e linda! Da casa dela acessamos a pé em menos de 10 minutos duas cachoeiras sensacionais, e a cidade conta com quase 70 nas proximidades! Com certeza voltarei pra lá pra passar uns diaaaaasss, e não um dia só!

Passamos a manhã conversando, matando a saudade e tomando café, almoçamos no centrinho charmoso da cidade e tarde curtimos as cachu perto da casa da Mari... que ela disse que nem são as mais bonitas... imagine “as foda”. Segundo a Mari tem até novela da grande irmã (=Globo) que foi filmada por lá!

Segue algumas fotos e tendo alguma possibilidade, VÁ!!

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Igreja matriz fofinha de Carrancas

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Jardins do restaurante onde almoçamos - delícia, mas não me lembro o nome!

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Indo pras cachus! Esse dog preto acompanhou a gente o tempo todo e a gente não sabia de quem era, rs

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Tomar banho de cachoeira uma vez por semana devia ser um direito constitucional!

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Eu já tinha pulado, agora foi a vez do Gui! A gente avistou uma molecada nativa pulando e ficou olhando... eu disse pro Gui "se tivesse uns 10 anos a menos eu pulava tb"... 1 minuto depois eu convidei "vamos more"? hahahahaha CLARO!

 

 

Bichinho e Tiradentes

O povoado de Bichinho é distrito de Prados e tem aglutinado, com os anos, artesãos, escultores, pintores e todo tipo de gente ligada às artes plásticas! O acesso é em parte feito por estrada de rípio (=pedra), mas bem tranquilo. Passamos toda a manhã por lá visitando ateliês e lojinhas!

O forte do artesanato local é com ferro, MUITO legal, mas tb tem bastante coisa feita com madeira de demolição, móveis rústicos, enfim, queria decorar minha casa inteira lá! Os preços são muito bons e se vc tiver dinheiro é muito vantajoso em relação ao cartão de crédito, aceito em poucos locais!

Em Bichinho visitamos tb uma destilaria/alambique de cachaça e a “casa torta”, super fofa. Ela é de brincar, mas não atrai só pais com crianças, gente de toda idade passa um tempinho lá (15 reais por hora). Além da decoração sensacional e arquitetura... torta, lá dentro é uma viagem no tempo aos brinquedos antigos, vale super a pena!

Saindo de lá paramos pra petiscar umas bobeiras num bar em Tiradentes e demos uma volta pelo centro histórico. Eu já conhecia a cidade e ela me lembra um pouco um cenário... não sou muito fã, e meu marido tb teve a mesma sensação. Tem lugares legais e históricos, mas é tanta forçada de barra que me lembra Gramado, hahahaha... então demos só uma volta mesmo. Debaixo de uma ameaça de temporal (que logo desabou) pegamos uma estrada bem maluca graças ao querido google maps, hahahahaha, mas chegamos sãos e salvos em SJDR a tempo de curtir mais um pouquinho a cidade!

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Vila fofíssima de Bichinho!

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Saúde! rs... nos até fizemos a degustação, mas não gostamos disso não, kk

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Decoração de um restaurante de Bichinho!

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Casa torta!

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Tica mooooito!

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Deu ruim, rs

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Ainda seeeeeeeeiiiiiiiiiiiiiiii

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Joguinhos das antigas!

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João divando 1!

E fotos de Tiradentes!

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O tempo tá fechando em Tiradentes...

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Tempo fechando mesmo!

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Eitaaaaaaaaaaaa

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Igreja estranhamente branca e o temporal chegando em Tiradentes!

 

Poços de Caldas

Por fim a última cidade, Poços de Caldas, de 10 a 13 de janeiro! Ouvi falar muito bem da cidade e pelo pouco que andei nela me pareceu de fato bem simpática e bonita, da paz, mas tb percebi que o alvo do turismo parece ser a terceira idade, acho que por conta nas inúmeras termas que tem por lá.

Como era nossa última cidade em uma viagem predominantemente de cunho histórico, quisemos dar uma trégua nas andanças e hostels e pegamos um “all inclusive” pela primeira vez na vida! Pagamos cerca de 1200 reais por 3 diárias, carésimo pro meu padrão!

O hotel escolhido foi o Village Inn! Chegando lá meu filho disse que se sentia no paraíso, já eu e Gui olhamos um pro outro vendo aquele hotel imenso cheio de gente e nos perguntamos: que que tamo fazendo aqui! Hahahahaha

Passamos 3 dias comendo e bebendo que nem uns boi véio, revezando piscina com cama. Sinceramente acho isso cansativo e monótono, de verdade. O que salvou foi que juntamos com uns doido lá do hotel e acabamos rindo bastante. João tb fez uma gangue de amigos e ficava o dia inteiro correndo e brincando, a noite ele desmaiava!

Saímos apenas uma vez do hotel e ainda com uma vã dessas que faz um rápido city tour! Bem podre, hahauaha, leva pra uns pontos turísticos inventados... pedra balão, que é só uma pedra mesmo sem nada de especial... uma fonte do amor que é só uma escultura numa cachoeira... tem uma cachoeira bonita, a “Véu da Noiva”... levaram tb numa loja de cristal LINDA, mas não era pro meu bico, no Cristo, que não dá pra ver direito, numa loja carésima de queijo e doce (Casa do Turista, com esse nome tb quer o que, haha) – no mercado central da cidade é bem mais barato, e numa loja de produtos “naturais”, sabonetes e estas coisas. Totalmente dispensável mas deu pra ter uma panorâmica da cidade, se um dia passar por lá novamente vou explorar melhor!

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Pedra balão sem graça!

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Pé de lata de cerveja, pontos turísticos inventados!

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Véu da noiva!

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Siriema linda no "Cristo"

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João divando 2 - no hotel!

 

Antes de terminar, pausa para pérolas de quem tem criança: na loja de produtos naturais – LOTADA – quente e apertada, eu dava uma espiada nos produtos a venda quando meu filho grita lá do meião da galera “OLHA MAMÃE, ESSE SABONETE É PRA CELULITE!

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, aaaaaiiiiii, adoro!

Me aproximei dele e disse calmamente: meu bem, a mamãe tá de roupa aqui, não precisa falar tão alto que pareço um queijo suíço, e em segundo lugar, isso não funciona querido... senão a gente não teria visto aquela buraqueira toda nas bundas que desfilaram pelas piscinas do hotel, kkkkkkk! RIMOS MUITO!

No domingo cedo, dia 13 de janeiro, partimos de volta pra casa! Eram cerca de 500km mas foi cansativo... paramos numa loja que uma amiga indicou em Águas da Prata pra comprar doces que de fato eram bem bons, paramos num Graal já meio perto de casa pra comer, e no meio da tarde chegamos em casa! Lar doce Lar!

 

Adoramos muito mais esta aventurinha em família, 4520km! Agradeço quem leu e acompanhou este relato/história! Nossa próxima grande jornada vai começar dia 6 de julho, mal posso esperar! Mas até lá tb espero dar umas escapadas de fim de semana! Abs

  • Gostei! 2

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@Juliana Champi Feliz por ter andado por minhas terras,e concordo em gênero,numero e grau com a sua opinião sobre as estradas mineiras.Sabe quem é o responsável:O ex Presidente FDP,que deixou tudodestruido,por exemplo a BR267 que liga Juiz de fora a BR381,não se podia andar nela de tantoburaco,como a BR265,o famoso retão Araxá-Uberlândia.Essas foram recuperadas,mas a BRO40 que fala,Rio-Bh,permanece destruída até hoje,foi vendida,mas para que?Também achomuito caros os hotéis em Ouro Preto,mas venho sempre a BH ,aonde vive uma tia,e quando vou lá a base é aqui.Mariana é bem mais barato.Agora Poços,fez o que a cidade tem.Ou seja,conhece o estado,menos o circuito das aguas,que recomendo fortemente se o gosto é andar por cidade de interior.

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    • Por Anderson Paz
      Relato de uma viagem feita de carro com um grande amigo entre os dias 12/02 e 22/02 antes da pandemia de coronavírus (espero no futuro ler isso e ver que conseguimos superar a crise). Muitas das informações apresentadas aqui já foram compartilhadas no meu Instagram de viagens: https://instagram.com/viajadon_/
      - Antes de chegar à primeira cidade citada no relato - Jujuy - ficamos dois dias em San Pedro de Atacama (há algumas dicas no meu Intagram e posso passar outras caso deseje). Após o último atrativo citado no relato, ficamos dois dias em Córdoba e mais dois inteiros em Buenos Aires (não relatei nada no Instagram, mas posso passar dicas, caso deseje
      Obs: os preços informados estão em pesos argentinos.
       
      PRINCIPAIS CIDADES/REGIÕES VISITADAS (em ordem cronológica): San Salvador de Jujuy (ou apenas "Jujuy"), Maimara, Tilcara, Humahuaca, Iruya, Purmamarca, Salinas Grandes, San Antonio de los Cobres, Tolar Grande + Cono de Arita, Salta, Cachi, Angastaco, Cafayate,  Amaicha del Valle (Museo Pachamama), Belén, Campo de Piedra Pomez, Parque Nacional de Talampaya, Baldecitos, Parque Provincial Ischigualasto
       
      MAPA GERAL DA ROTA
      * Está faltando Tolar Grande e Cono de Arita, pois o Google Maps dá uma volta muito grande para chegar até os pontos

       
      MAPA INTERATIVO NO GOOGLE MAPS: https://drive.google.com/open?id=1LtTF87I0L1GPBiNd1VGNPVgQESvfSJqs&usp=sharing
       * Arquivo em kmz: Norte da Argentina.kmz
       
      ITINERÁRIO RESUMIDO
      * Planilha editável: Roteiro norte argentina.docx

       
      INFORMAÇÕES BÁSICAS
      - Aluguel de carro: fizemos quase toda a viagem em carro alugado, exceto a viagem a Iruya em ônibus de linha regular e os tours a Tolar Grande + Cono de Arita e a Campo de Piedra Pomez realizados em carro 4x4 com motorista contratado. Alugamos um carro popular mesmo e ficamos satisfeito. Não era necessário um carro mais potente para a viagem da forma como a realizamos. Alugamos o veículo na Alma Rent a Car. Saiu por $43.900 ($29.900 aluguel por 13 dias + $14.000 taxa de devolução do carro em Córdoba). Gostamos tanto do atendimento, que depois escrevemos comentários positivos no Google. Segue o comentário que escrevi:
                   " Bom preço e ótimo atendimento ao cliente. Foram super atenciosos e solícitos comigo e meu amigo. Nos receberam no terminal rodoviário com sorriso no rosto,  mesmo após atraso e ausência de comunicação nossa por estarmos sem celular. Depois ainda nos levaram numa casa de câmbio com cotação ótima para trocarmos o nosso dinheiro. Todas as vezes que precisamos de nos comunicar com eles, nos atenderam prontamente pelo Whatsapp."
      - Câmbio: conforme citado acima, trocamos dinheiro inicialmente na casa de câmbio que o pessoal da Alma Rent a Car nos levou. Infelizmente demos mole e não anotamos o nome do local. Pelo pesquisei aqui, provavelmente fica do lado da Graffit Turismo. Depois trocamos mais um pouco com cambistas próximo da praça principal de Salta e em um quiosco na Plaza San Martín em Córdoba (caso vc vá passar por esta cidade antes). Em todas essas situações trocamos R$1 por $17 pesos, a mesma cotação da casa de câmbio Mais Brazucas de Buenos Aires, a qual costuma ser a mais recomendada nesta cidade. Em Salta e em Córdoba, não compensava trocar em casas de câmbio oficiais. Nesse período compensava muito mais trocar real por pesos do que trocar dólar.
      - Hospedagens: de forma geral, ficamos em hospedagens econômicas muito baratas. Demos preferência a hostels com quartos compartilhados, mas em San Antonio de los Cobres e Baldecitos não havia essa opção (mais detalhes no tópico "hospedagens" ao final do relato). O custo da hospedagem girou entre $350 (pouco mais de R$20) e $600 para cada um de nós dois.
      - Comida: a comida de forma geral é baseada na carne, mas se vc é ovolactovegetariano (eu sou pseudo...hahaha...não como carne no dia a dia, mas eventualmente como em viagem em caso de necessidade ou como um experiência cultural), basta negociar, que geralmente fazem alguma coisa tipo uma omelete.
      - Bebida: o vinho é super barato na Argentina e em alguns locais por onde passamos, especialmente na parte do roteiro após Salta, havia opções de vinhos da região. O litro da cerveja tinha um custo geralmente em torno de $200 nos restaurantes e $150 em mercados. Vc conseguirá menú (entrada + prato principal + sobremesa) por $300 em vários locais ou então conseguirá bons pratos entre $180 e $250.
      - Preços: já citei os valores de hospedagem, comida e bebida, vale dizer que o transporte coletivo também parece ser econômico pelo o que li em relatos. Não posso dar muitas informações a respeito, pois o único transporte coletivo que pegamos foi de Humahuaca a Iruya a $300 (cada trecho). Digo ainda que artesanato também é muitooo barato!
      - Viajando de carro - estradas e combustível: de forma geral, mesmo as estradas de terra, são ótimas. Bastante atenção e velocidade reduzida, pois muitos trechos são muito sinuosos e há bastante depressões nas estradas por onde passa água de rios temporários ou de chuva. É interessante como nessa região muitos vezes não há canalizações d'água ou pontes mesmo nas estradas com ótimo asfalto.
      A respeito do combustível, pagamos entre $58 e $64 pelo litro de gasolina normal. Não há muita variação de preço entre as cidades. No total, gastamos $7.600 (pouco mais de R$400), incluindo a viagem até Córdoba.
      Por últimos, há muitas blitz. Sendo assim, esteja com todos os documentos, inclusive o seguro do automóvel a mãos. Fomos parados apenas em uma por sorte.
       
      ROTEIRO
       
      DIA 1) SAN PEDRO DE ATACAMA - SAN SALVADOR DE JUJUY (JUJUY)
      Ao chegar na rodoviária às 16h30 aproximadamente e fomos muito bem recebidos por um dos funcionários da Alma Rent Car, onde alugamos um carro para percorrer uma boa parte do noroeste da Argentina. Depois de nos receber, fomos até o escritório da locadora e em seguida à uma casa de câmbio para trocar nosso dinheiro (detalhes sobre câmbio em tópico acima).
      Posteriormente, fomos até o Hostel Malala, onde relaxamos um pouquinho, tomamos um banho e depois saímos caminhando até a a Plaza Belgrano, onde estão a catedral, a Casa de Gobierno e outras atrações. Como já era noite, estava tudo fechado, mas deve ser um ponto interessante para se visitar durante o dia. Durante a caminhada, é interessante ver como os argentino são noturnos. Sério! Parece que a galera economiza bateria durante o dia para gastar depois das 19h, 20h. 🤣 

       
      Depois tivemos um jantar maravilhoso no restaurante Viracocha, recomendado pelo funcionário da locadora de carro. Comemos milanesa de quinua (que trem bom!) e milanesa de quesillo (tbm bem gostoso), um arroz especial delicioso e chuño (batata desidratada, super sem graça). De quebra ainda tomamos uma garrafa do gostoso vinho Alamos por $400. Por acaso, depois descobrimos que o restaurante é o n° 1 do TripAdvisor da cidade (e ainda assim bastante barato).
       
      DIA 2) MAIMARA - TILCARA - HUMAHUACA
      Saímos cedo rumo ao norte com primeiro destino em Maimara (a 75 km de distância de Jujuy). Ao longo do caminho, vamos margeando o RIo Grande e montanhas coloridas que podemos apreciar a partir de mirantes estrategicamente posicionados no acostamento. 

      Maimara é uma cidade bem simples, sem muito para conhecer. Seu maior atrativo para mim, foi o seu cemitério (sim, sou o gótico (nem sou!) que se amarra em cemitérios! 🤪👻).


       
      Depois seguimos até a cidadezinha de Tilcara a 7 km de distância. Esta já tem bastante infraestrutura turística, com muitos hostels e restaurantes interessantes. Visitamos o Pucará de Tilcara - comunidade pré-hispânica reconstruída parcialmente por arqueólogos - que teve a sua construção iniciada no séc XVIII e alcançou maior esplendor com a ocupação inca no séc. XV. Bastante interessante, mas achamos a entrada de 350 pesos (cerca de 20 reais) um pouco cara.


      Por fim, chegamos a Humahuaca (a 45 km de distância de Tilcara). Cidadezinha super agradável, com uma praça central bonita, onde ficam muitos vendedores de artesanato. O seu maior atrativo é o Cerro Hornocal ou Serranias de 14 colores (na verdade fica a alguns km de distância) .
        

      Antes ir à Serrania, demos uma volta pela cidade e almoçamos Café e Restaurante Las Glorias. Comemos um menú de $300 que incluía um estofado de llama. Basicamente é uma sopa com carne de lhama e batatas. Não vi muita diferença entre a carne de lhama e a carne de vaca. Tudo bem que não sou a melhor pessoa para degustar carne, mas o Sávio também considerou o mesmo. Ah, e vale dizer que enquanto almoçávamos, fomos agraciados pela apresentação de um cantora e violonista chilena maravilhosa.
      Depois do almoço, seguimos até a Serranía de Hornocal ou Cerro de 14 Colores está situado a 4760 m de altura, a 25 km da cidade de Humahuaca. O caminho é feito em estrada de chão (no linguajar brasiliense ou de terra, se preferir). Na cidade fazem um terror danado com a qualidade da estrada e oferecem transporte de 4x4 para chegar ao local por 2 mil pesos (um absurdo!). Se estiver na cidade em um carro pequeno, não hesite em ir até o local. A estrada na verdade é bem tranquila, apesar de ser muito sinuosa.
      Apesar do nome alternativo de Cerro de 14 Colores, muitas fontes dizem que na verdade são 24 cores, enquanto outras dizem que são 33 tonalidades. Eu tentei contar e vou falar que não consegui definir quantas cores são. Isso vai mais da sua interpretação pessoal. hehehe As diferentes cores são resultado de processo de diferentes processos de intemperismo sobre rochas que têm desde 110 milhões a 40 milhões de anos.

      Há uma entrada de 80 pesos e vale a pena fazer o caminho do mirador até mais perto da serra. Desses lugares que nenhuma foto consegue captar a real beleza.


      Depois desse rolê, voltamos para Humahuaca e fomos procurar hospedagem. Decidimos ficar no Hostel Humahuaca (detalhes ao final do relato). Depois de relaxar um pouco no hostel, saímos para jantar no La Puerta Verde. Menú também a $300 com muitaaa comida. Comemos umas humitas (a pamonha dos nossos vizinhos) e uma tortilla de papas andinas. Ambos estavam razoáveis, nada de mais. E vale dizer também que mais uma vez tivemos música ao vivo no restaurante. Aqui no caso era um grupo, com alguns bolivianos, que tocava música regional e cantou chacarera e fez o povo dançar.
       
      DIA 3) IRUYA
      Dia de conhecer a cidadezinha de Iruya, situada na Serra de Santa Victoria, a 75 km da cidade de Humahuaca.
      Há saídas de ônibus diariamente às 8h20, 9h e 10h30, com último retorno garantido às 15h15. O preço de cada trecho é de $300 pesos (cerca de 18 reais) e a viagem dura quase 3h.
      Iruya teve sua construção iniciada em 1751 e há indícios de que os primeiros habitantes eram descendentes dos incas. A cidadezinha é bem pitoresca e pode ser toda percorrida rapidamente. Primeiro fomos até o cemitério e ao mirante na parte superior. Depois descemos até uma pracinha na parte inferior, onde almoçamos no restaurante Cachis. Eu comi uma tortilla de quinua com papas andinas (espécie de suflê com esses ingredientes), que estava gostosa e caprichada ($230).

        
      Retornamos no último ônibus. Antes de ir pro hostel, compramos umas deliciosas (muito...demais mesmo!) tortillas rellena perto do mercado municipal. Essa tortilla é bem diferente da tortilla citada em Iruya, parece mais um calzone. É uma das coisas mais gostosas que comi durante toda a viagem e é encontrada também em Purmamarca e Salinas Grandes. Não achei mais dela na parte mais ao sul da nossa rota.
       
      DIA 4) PURMAMARCA - CUESTA DEL LÍPAN (ruta 52) - SALINAS GRANDES - RUTA 40 (Tres Morros e El Mojón) - SAN ANTONIO DE LOS COBRES
      Saímos de Humahuaca con direção a Purmamarca, uma cidadezinha fotogênica com uma história centenária, tendo assentamentos humanos desde antes da chegada dos espanhóis. Na cidade destacam-se as suas casas de adobe, o centrinho com muitos vendedores de artesanato, uma igrejinha que data de 1648 e o principal: o Cerro de Los Siete Colores como "tela de fundo". 
      Vale super a pena pagar 20 pesos para subir no mirante do Cerro de Los Siete Colores e também recomendo demais fazer uma caminhada pelo Paseo de los Colorados, uma rota circular de cerca de 3 km, que passa por trás do Cerro.

        

      Depois da nossa volta pela cidade, pegamos a Cuesta del Lipán ou ruta 52: uma estrada bastante sinuosa e bastante inclinada, de pouco mais de 60 km, com belíssimas vistas. Ao longo do caminho, paramos em acostamento para tirar fotos, No local estava um ciclista parado e para nossa surpresa era um brasileiro, o Vieira, que estava fazendo a subida sinistra com o seu amigo Felipe (galera cascuda da porra!). Eles estavam com um projeto massa de pedalar do Atlântico (mais especificamente de Paranaguá) até o Pacífico (Antofagasta), promovendo a doação de medula óssea (dá para encontrar eles no Instagram: @pedalando_para_vida).


      Depois de trocar umas ideias com os ciclistas brasileiros, seguimos pela ruta 52 com destino às Salinas Grandes.
      Localizada a cerca de 3400 m de altitude, na província de Jujuy, as Salinas Grandes ocupam uma superfície de 212 km². Muitos sites a colocam como a segunda maior salina do mundo, mas essa informação é errada já que depois de Uyuni, outras duas (pelos menos) são maiores: a do Atacama e a de Arizaro (mais a frente falarei sobre esta 😆).
      As salinas possuem acesso super fácil, pois a Ruta 52 atravessa o salar, tendo alguns pontos para se estacionar o carro e descer para curtir a paisagem.
      Ao pensar em salina, talvez imediatamente vc pense em mar, não é?! Porém, as Salinas Grandes não têm nenhuma relação com o mar. Elas foram formadas a partir da evaporação de água de origem vulcânica entre 5 a 10 milhões de anos atrás.
       

      Depois de conhecer as Salinas, seguimos rumo a San Antonio de los Cobres. Aqui vale contar uma história: quando pegamos o carro, a galera da locadora nos disse para não pegar a ruta 40 para ir até San Antonio de los Cobres porque estava em péssimas condições. Olhamos no Maps e vimos que essa ruta era afastada da estrada que pretendíamos pegar, a qual não tinha indicação de nome no app, e assim ficamos tranquilos.
      Pegamos essa estrada de terra e depois de dirigir um bocado, avistamos uma placa: ruta 40. Lasqueira! Pegamos outro braço dessa ruta danada. hahaha 😂
      Realmente a estrada tinha muita costela de vaca e alguns trechos de travessia de rio, mas de boa para quem já teve um Celtinha "off-road", que enfiava em todas trilhas e que foi meu veículo de campos de pesquisas no Cerrado por um bom tempo. 😆
      Na verdade, a estrada talvez só não seja viável para carro pequeno em situações de muita chuva quando os rios enchem.
      No final, valeu a pena demais pegar essa rodovia. Muitas paisagens bonitas, umas ruínas massa em um cenário meio Mad Max, incluindo um fundo com salar e montanhas, e ainda dois povoadinhos super pitorescos: Tres Morros e El Mojón. Este último é meio que um projeto de povoado modelo, com restaurante, museu, igreja e hospedagem. Infelizmente não havia ninguém no local e como as informações na internet são escassas e defasadas, não sabemos dizer a quantas anda o projeto.




       




      Por fim, chegamos em San Antonio de los Cobres, uma cidade a 3775 m de altura, baseada principalmente na atividade de mineração e que tem buscado desenvolver o turismo no entorno, no qual se destacam o Viaducto La Polvorilla, o passeio pelo Trem de las Nubes e para Tolar Grande e Cono de Arita (cenas dos próximos capítulos 😆).
       
       DIA 5) TOUR TOLAR GRANDE + CONO DE ARITA
      Segurem-se, que lá vem o tour que talvez seja o mais incrível que já fiz (no mesmo patamar do tour de 3 dias de Uyuni)!
      Fizemos o tour a Tolar Grande e Cono de Arita partindo de San Antonio de los Cobres com o motorista Jorge Olmos (+54 387 519 9112), uma pessoa super tranquila e atenciosa, que nos cobrou barato pelo passeio ($15 mil no total...daria para colocar mais uma pessoa no veículo para dividir e ainda fazer o passeio com qualidade).
      O tour é super cansativo. Durou um total de mais de 13 horas dentro de uma Duster para percorrer pouco mais de 500 km. Mas vou te falar que o cansaço foi muito bem recompensado. Cada paisagem que cê tá doido!!! Passamos por montanhas incríveis, ruínas de casas abandonadas, salares de Pocitos e Arizaro, pelas Coloradas e Deserto del Diablo, por olhos de água salina (Ojos del Mar), pela cidadezinha de Tolar Grande e por último pelo incrível Cono de Arita (uma pirâmide natural no meio do Salar de Arizaro). Seguem as principais atrações:
      Salar de Pocitos
      O primeiro salar do roteiro. Há poucas informações sobre ele na internet (para não dizer nenhuma boa 🤣). Há uma pequena vila na beirada do salar e há bastante extração de sal no local. Há ainda um trilho de trem de carga que o corta.

       
      Las Coloradas e Desierto del Diablo
       A primeira é um conjunto de formações de rochas metamórficas sedimentares constantemente erodidas pelo vento e por chuvas de verão. Simplesmente incrível! 😍
      Já o Desierto del Diablo (está situado a 3700 m de altura e é rodeado por montanhas majestuosas da Serranía de Macón, que degelam e formam pequenos cursos d'água que chegam até o deserto.

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      Tolar Grande
      Atualmente a cidade tem mais de 200 habitantes, mas no passado, no auge da atividade ferroviária devido à mineração nos arredores, chegou a ter cerca de 5 mil habitantes.
       

       
       Ojos del Mar
      Os Ojos del Mar são um conjunto de três pequenas lagoas, situadas pertinho de Tolar Grande, que afloram a partir de um lençol freático bem profundo. Abrigam estromatólitos - rochas fósseis formadas pela atividade de microorganismos - e possuem coloração que variam de azul a verde esmeralda dependendo da luz.

       


       
      Cono de Arita
      Este com certeza é um dos lugares mais incríveis que já vi em toda a minha vida! 😍
      O Cono de Arita se situa a pouco mais de 80 km da cidade de Tolar Grande. É uma formação piramidal com quase 200 m de altura, praticamente perfeita, que está situada no meio do Salar de Arizaro, o terceiro maior do mundo, após o Salar de Uyuni e de San Pedro. 
      Segundo alguns estudos geológicos, o Cono é um vulcão que já chegou a entrar em atividade. Nas suas proximidades foram encontrados alguns artefatos que indicam que o local era usado em cerimônias por povos pré-incas e assim poderia ser considerado um local sagrado para estes.
       
      E para não dizer que tudo são flores, que há contratempos que aumentam a aventura (ou te tiram um tampão hahaha), segue algumas fotinhas de perrengues ao longo do caminho. Fiquei com muita pena do motorista que tava no caminhão da terceira foto. Imagina o esporro que levou! E o pior não faço ideia como ele aprontou essa arte. 😂😂 
       

       
      DIA 6) VIADUCTO POLVORILLA (San Antonio de los Cobres) - SALTA
      Acordamos cedo e fomos conhecer o Viaducto Polvorilla. É um dos maiores viadutos de trem do mundo com 63 m de altura e 223 m de comprimento. É o viaduto mais icônico por onde passa o Trem de las Nubes, um trem turístico que passa por diversos lugares muito bonitos.


      .
      Depois seguimos pela belíssima ruta 51 até Salta. Ao longo do caminho, montanhas nevadas e belas paisagens, como a da Quebrada del Toro, e ainda o importante sítio arqueológico de Santa Rosa de Tastil, que acabou nos passando batido. 🤦‍♂️ As estradas que percorremos durante a viagem às vezes eram mais atrativas do que os próprios destinos.



      Depois de cerca de 3h de belas paisagens na estrada, chegamos a Salta, a capital da província de mesmo nome, fundada em 1582. O nosso maior objetivo na cidade era visitar os Museus de Antropologia e de Arqueologia de Alta Montanha, o qual tem as famosas múmias de Llullailaco. Porém chegamos na cidade na segunda, o dia oficial dos museus fechados em várias cidades do mundo. 😂 
      Bola para frente. Fomos curtir a cidade que tem belas igrejas, como a grande Catedral e as coloridas Iglesia de la Candelaria e Iglesia San Francisco; uma charmosa e movimentada praça central; e ainda um teleférico que vai até o alto do cerro San Bernardo, de onde se tem uma vista privilegiada da cidade. Nós subimos nele e depois descemos a pé.

       
       
       
      Depois do rolê pela cidade, ao fim da tarde paramos no Café Van Gogh para almoçar (sim, almoço oficial (ou já seria janta?!) às 17h30 🤣). Comemos um menú por $380 com um crepe de verduras de entrada, filé de merluza de prato principal e ainda um crepe de banana com doce de leite. Tudo muito gostoso! 
       
      DIA 7) SALTA - CACHI - ANGASTACO - CAFAYATE
      Dia de um rolezão enorme! Não tanto pela distância percorrida (320 km), mas pelas estradas de chão muito sinuosas e pelas paradas que fizemos em lugares muito lindos.
      Saímos de Salta, pegando a ruta 33. Depois de alguns quilômetros, passamos pelo Parque Nacional Los Cardones (espécies de cactus). De acordo com as fotos que vimos, o Parque tem vistas de paisagens incríveis. Porém, para o nosso azar pegamos muita neblina neste trecho do Parque, que muitas serras e curvas, e assim pouco conseguimos ver da paisagem. Depois de passarmos por esse trecho nublado, chegamos à bela Recta del Tin Tin, uma retona ladeada por muitos cactus e morros bonitos, onde paramos para tirar umas fotos e apreciar os cardones.

       
       

       
      Depois seguimos com destino à Cachi: uma cidadezinha branca linda, super agradável, com várias opções de restaurantes. Curtimos demais essa cidade! 😍
       

      Depois de um bom rolê pela cidade, compramos umas empanadas baratas em uma casinha em um rua subindo logo após a praça principal (a de frango estava bem gostosa...a de carne vermelha, o Sávio não curtiu) e seguimos rumo a Angastaco, uma cidadezinha minúscula, super agradável, em que eu poderia facilmente me hospedar por um dia para descansar. Ao longo do caminho até essa cidade, muitas casas de adobe com tetos de barro, que escorrem pelas paredes formando um visual de filme de terror e diversas paisagens lindas, mas o mais incrível de todo esse caminho viria logo após: a belíssima Quebrada de Las Flechas. Paramos em todos os mirantes desse trecho e curtimos uma paisagem mais bonita que a outra.




       
      > Quebrada de las Flechas:



      Por fim, chegamos até Cafayate, uma cidade que muitas pessoas visitam para fazer visitas a vinícolas. Vou ser sincero que esperava um pouquinho mais da cidade em si. Achei bem sem graça e com um aspecto de lugar que na década de 70 e 80 era muito visitado, mas que hj em dia ficou meio defasado.
      Jantamos no restaurante Chikan na praça principal. Pedi um ravioli de verduras que estava bem fraco e ainda veio com um pedaço de carne cozida horrível, que não constava no cardápio.
       
      DIA 8 ) QUEBRADAS DE CAFAYATE (ruta 68) - MUSEO PACHAMAMA - CAFAYATE
      Começamos o dia conhecendo as quebradas e paisagens próximas da cidade de Cafayate, na ruta 68. No caminho, paramos para dar carona para um casal super gente boa de russos. Acabou que depois eles conheceram todas as quebradas com a gente. hehehe Dar carona é legal, pois é uma oportunidade de contribuir com outros viajantes e ainda conhecer um pouco mais sobre suas culturas, pegar dicas de roteiros e ainda fazer amizades. Sempre quando viajo de carro, dou caronas. Também já peguei muitas! Foi massa ver como a cultura da carona é forte nessa parte da Argentina.
      Quebradas basicamente são caminhos estreitos que passam entre montanhas ou desfiladeiros. Nesse trecho se destaca a belíssima Quebrada de las Conchas, o mirante de Los Castillos e
      Las Ventanas.





      Depois desse rolê pelas quebradas, seguimos no carro com destino a Belén, fazendo um pequeno desvio para conhecer a cidadezinha de Amaicha del Valle e o seu Museo Pachamama.
      O museu traz informações sobre a geologia da região e faz uma interpretação de como poderia ser a vida dos primeiros habitantes pré-incas da região, além de ter obras de arte do artista que o fundou, Héctor Cruz. A parte de acervo e de informações no museu é meio fraquinha. O que chama atenção mesmo é a arquitetura, as esculturas e ornamentações da área comum que recriam símbolos dos povos originários. Entrada: 200 pesos (cerca de 12 reais na cotação atual do peso).



      Por fim, seguimos caminho até a cidade de Belén, que seria a nossa base para o passeio ao Campo de Piedra Pómez. Essa cidade, que não é nem um pouco turística, tem três agências de viagem onde se pode contratar o passeio. Depois da contratação (falo sobre a empresa no final do tópico abaixo), jantamos no restaurante Ateneo. Era o que tinha opções mais baratas e onde consegui ver um esquema vegetariano (ovos com batatas fritas 😝). Porém não recomendo, não. Demos o mole de comer duas vezes no lugar. No segundo dia, a comida estava horrível.
       
      DIA 9) CAMPO DE PIEDRA POMEZ
      Segure-se que lá vem mais um passeio pedrada!
      Saímos rumo ao Campo de Piedra Pomez (a cerca de 240 km de Belén) às 7h30, com o excelente guia e condutor Pierino na sua SW4 (4x4 é obrigatório para entrada no Campo). Ao longo do caminho até o Campo, passamos por formações incríveis, como Puerto Viejo (uma sequência de formações que parecem proas de barcos) e Cuesta de Randolfo (com dunas imersas em montanhas altas...muito louco!), e ainda tivemos o prazer de ver várias vicunhas, inclusive algumas cruzando a estrada.




      VID_20200220_092737.mp4 O Campo de Piedra Pomez (a cerca de 240 km de Belén) é uma área natural protegida de pouco mais de 75 mil hectares na província de Catamarca. É uma paisagem surreal formada por rochas originárias de eventos vulcânicos (especialmente no Vulcão Blanco) que inundaram a área de magma entre 20 milhões e 10 mil anos atrás. Posteriormente, essas rochas foram esculpidas pelo vento, dando origem a diferentes formas e relevos. Lugar único, incrível!!!





       
      Depois de conhecer o Campo, voltamos até a vila de El Peñon,  praticamente na base do Campo, e almoçamos no restaurante Comedor La Pomez. Na verdade o restaurante é a casa de um morador da cidade, sendo a comida servida na sua sala. Comi uma tortilla de batata e o Sávio uma carne vermelha. Gostamos bastante da comida!
      Depois do almoço, já no nosso retorno a Belén, demos uma passadinha na Laguna Blanca. Situada na Reserva de Biosfera de mesmo nome infelizmente estava com pouca água e bastante turva. Segundo o Pierino, de uns anos para cá anda geralmente muito seca, mesmo em períodos de chuva. No local vimos alguns flamingos e vicunhas 😍.


       
      No total, o passeio durou 10h30. Fizemos com a empresa Fanayfil por 12 mil pesos (carro para até 4 pessoas, cerca de R$400...facada!). As outras empresas estavam negociando pelo mesmo preço. Há ainda a opção de partir de El Peñón, cidadezinha praticamente na base do Campo (assim deve sair mais em conta...seguem alguns contatos abaixo caso queiram verificar).

       
       DIA 10) EL SHINCAL - PARQUE NACIONAL DE TALAMPAYA
      Saímos de Belén com primeiro destino nas Ruínas de El Shincal e segundo no Parque Nacional de Talampaya.
      El Shincal, fica a pouco mais de 20 km de Belén, e é o principal sítio arqueológicos dos incas na Argentina. Infelizmente encontramos informações de horário de funcionamento conflitantes na internet e ainda erramos o caminho (não siga o Google Earth; vá pelas placas). Assim, perdemos um dos horários de saída da visita guiada obrigatória e não podíamos aguardar a saída do próximo grupo pq depois a gente poderia perder o passeio em Talampaya. Segue abaixo os horários desde o ano passado para não ter contratempos:

      Depois de cerca de 4h30 de viagem e pouco mais de 300 km percorridos (mais uma vez com alguns trechos incríveis), avistamos serras altas dos dois lados da estrada em uma região árida e com vegetação composta por arbustos e algumas árvores esparsas, características da ecorregião de Monte de Sierras y Bolsones. Chegamos a um dos patrimônios naturais da humanidade declarados pela UNESCO: o Parque Nacional de Talampaya (declarado em conjunto com o seu vizinho, o Parque Provincial Ischigualasto...ambos considerados uma mesma unidade geográfica).
      O parque possui cânions e formações geológicas incríveis e abriga cerca de 190 espécies de vertebrados, entre eles guanacos, o condor, serpentes e nandu. No passado, abrigou dinossauros répteis e protomamiferos do Triassico (precursores dos dinossauros dos grandes dinossauros do Jurássico), que podem ser estudados e reconstituídos a partir de fósseis bem conservados encontrados na região (vou falar pouco mais sobre isso no post seguinte sobre o parque vizinho Ischigualasto).
      🚩 Passeios: são feitos com empresas concessionárias ou com permissionários da comunidade local. Optamos por fazer um dos mais famosos: o do Cañón de Talampaya ($1490 + $400 de entrada, cerca de R$120...verifique no site oficial do Parque os horários dos passeios).
      O passeio é feito em um microônibus 4x4, com acompanhamento de guia e tem uma duração de 2h30, com saídas em diferentes horários ao longo do dia. O ônibus sai da entrada do parque e depois de percorrer alguns quilômetros - em parte pelo leito de um rio seco, que se enche apenas temporariamente com enxurradas nos meses dezembro e janeiro -, chega ao primeiro ponto de parada: um sítio com petrogriflos, alguns com cerca de 2500 anos, que trazem representações de animais, pessoas e figuras geométricas. 🖖


      Depois percorremos mais uns quilômetros no ônibus e adentramos no incrível Cañón de Talampaya, o ponto alto do parque. Um cânion com paredes serpenteantes e em algumas partes tão retas na sua projeção ao céu, que parecem que foram cortadas por uma grande faca. Maravilhoso! 
       

       
      Depois de ouvir explicações do guia, tirar fotos, gritar e escutar o eco, apreciar os loros (papagaios) que fazem festa nas árvores e ainda tomar uns vinhos locais oferecidos pelo guia🥂, seguimos até a formação Catedral Gótica. Bem massa!

      Por fim, seguimos até a última parada para contemplar a formação o Monge, que fica em uma parte mais aberta do parque, com outras formações geológicas bem interessantes.


      Que passeio incrível! Sim, é caro, mas vale super a pena.
      Depois seguimos até a cidadezinha de Baldecitos, uma cidade minúscula com apenas duas ou três opções de hospedagens, onde nos hospedamos em uma hospedagem familiar logo na entrada da cidade, onde há também o Armazém e Restaurante Alba. À noite, jantamos nesse restaurante. Eu comi um macarrão improvisado feito na manteiga e com ovos (não foi uma boa invenção, mas como tava com fome, foi de boa 🤣).
      p.s : Se tiver mais tempo na região pode valer a pela fazer outros passeios no Parque Talampaya, como o do Cañón Arco Íris e o da Ciudad Perdida.
       
      DIA 11) PARQUE PROVINCIAL ISCHIGUALASTO
      Depois de conhecer o Parque de Talampaya, foi a vez o conhecer o seu vizinho, o igualmente fantástico Parque Provincial Ischigualasto.
      Famoso mundialmente por ser o local onde foram encontrados 5 das 7 espécies de dinossauros conhecidos mais antigos do mundo, datados do período Triassico (250 a 201 mi anos) entre elas ancestrais dos mamíferos, de crocodilos e dos dinossauros do Jurássico. Ischigualasto é o único lugar do mundo com uma sequência de rochas continentais triassicas completa e contínua, que permite estudar uma das transições de fauna mais importantes da história.
      O passeio no parque é feito em veículo particular próprio, que deve seguir um comboio em que um guia, funcionário do parque, segue no primeiro veículo. O passeio tem 3h de duração e o custo/ pessoa é de $600 (aprox. 35 reais). As saídas acontecem a cada hora, iniciando às 9h.
      São cinco pontos de paradas no passeio. O 1º no Valle Pintado, onde é possível ver as três formações do parque com suas características e cores próprias: Coloradas, Los Rastros e Ischigualasto.

      2º: Cancha de Bochas: um local com pedras ovaladas, algumas lembram bolas de bocha. Ainda não há uma explicação definida para a origem e processo de formação, mas supõe-se que são provêm de blocos esféricos de rochas arsênicas, que depois foram englobadas por detritos e com o tempo, reveladas pela ação do vento.

      3º: um pequeno museu de estrutura metálica, onde se encontra no seu centro fósseis de três espécies ainda presas ao solo.

      4º e 5º: duas formações interessantes: Submarino e El Hongo. Curiosidade: o Submarino há 4 anos tinha dois telescópios, mas um foi derrubado por fortes ventos. Isso mostra como o parque está em constante evolução e como o que vemos hoje pode não ser o mesmo do que existirá no futuro.



      Por fim, voltamos,  margeando as belas Coloradas, à entrada do parque, onde visitamos o ótimo museu (não perca!).



       
      Depois de conhecer o parque, seguimos até Córdoba, onde ficamos dois dias e entregamos o carro. Como fomos em época de Carnaval, com muitas coisas fechadas, e como a cidade é grande e com várias dicas na internet, prefiro encerrar por aqui o relato dessa viagem incrível! Espero que tenham curtido! 
       
      >Veja abaixo os meus top 10 e as informações de hospedagens<
       
       
      TOP 10 DA VIAGEM
      1 - Cono de Arita (tour de Tolar Grande)
      2 - Campo de Piedra Pomez
      3 - Coloradas e Desierto del Diablo (tour de Tolar Grande)
      4 - Serranía del Hornocal (Humahuaca)
      5 - Parque Nacional de Talampaya
      6 - Parque Provincial Ischigualasto
      7 - Quebrada de las Flechas (Angastaco)
      8 - Ojos del Mar (tour de Tolar Grande)
      9 - Quebradas de Cafayate
      10 - Purmamarca
       
      HOSPEDAGENS
       - San Salvador de Jujuy: Malala Jujuy Hostel - bom. Hostel barato em uma casa antiga com bom ambiente, cama confortável, bom café da manhã (com pães gostosos e frutas) e atendentes atenciosos. O único problema para mim foi o banheiro externo com área de chuveiro muito apertada. A cortina ficava grudando no corpo. $350, quarto para 6 pessoas
      - Humahuaca: Humahuaca Hostal - satisfatório. Super econômico, com quartos não muito espaçosos no caso de quarto para seis, cama confortável, café simples (pães e geleia), ótima área de convivência (se não estiver chovendo) e banheiro limpo, mas um pouco meio sem privacidade. $300, quarto para 6 pessoas.
      - San Antonio de los Cobres: Hosteria La Esperanza - satisfatório. Quarto privativo com cama confortável, banheiro privado, boa localização e café simples (pães, geleia, manteiga e doce de leite). $1200 para os dois, quarto para duas pessoas.
      - Salta: Hostal Namasté - bom. Quarto privativo com cama confortável, excelente atendimento, ótima limpeza. Não tem café da manhã. Um pouquinho distante do centro. $1000 para os dois, quarto para duas pessoas.
      - Cafayate: Hostel Esperanto - Fraquinho. Café da manhã simples (pães, geleia e doce de leite), quarto muito quente e com cama estreita, cozinha meio desorganizada. $350, quarto para oito pessoas.
      - Belén: Hostel Bazetta - muito bom. É uma casa que foi transformada em hostel com três quartos com duas camas cada. Há boa cozinha, banheiro bom e tanque na área externa para lavar roupas. Sem café da manhã. $440 por pessoa pelo quarto duplo.
      - Baldecitos: infelizmente perdemos o nome da hospedagem, mas é uma familiar que fica logo na entrada da cidade, próximo de um armazém/restaurante. Achamos muito bom! Super limpa e confortável! Sem café da manhã. $1000 para os dois, quarto para duas pessoas. 
       
       
    • Por Juliana Champi
      Olás amigos de mochila!
      No começo do ano passado nós estivemos de carro no sertão da Bahia com um objetivo bem específico: deixar meu pai (suas cinzas) de volta na sua terra. Foi uma viagem maravilhosa, conciliadora (para o meu coração), conheci uma gente fantástica e minha primeira promessa de ano novo foi: Bahia, sertão, eu volto logo! O relato da viagem de 2019 está AQUI pra quem quiser espiar, pois tb fizemos o circuito histórico de MG e foi MUITO legal! (mas gastamos muito dinheiro tb, kk)
      Mas continuando. Voltei da Bahia (e MG) em janeiro de 2019 já focada em voltar pro sertão. Mas tb focada em várias outras viagens, kkk, pq eu sou maníaca overplanning ansiosa e etc. Teríamos disponível o mês de janeiro de 2020... e depois de pensar e pensar no tempo que teríamos pra esta viagem, considerando a altíssima temporada e os preços salgados, a falta de grana e todas estas coisas, resolvemos ficar só no litoral sul: Porto Seguro e arredores, que já é caro o suficiente! Salvador ia ficar pra próxima! E desta vez, minha mãe, que não tem nadinha de mochileira andarilha nem gosta muito de praia, rs, iria conosco! Ela queria conhecer a família do agreste e ver onde ficou o papis!
      Emitimos passagens com milhas chegando em Porto Seguro em 04/01/2020 e compramos o trecho de volta bem baratinho desde Vitória da Conquista, já no interior, dia 15/01/2020, pra evitar uma longa viagem de volta até Porto Seguro só pra pegar um avião! E tb pq era bem mais barato, mesmo considerando a taxa de retorno do carro alugado.
       
      ROTEIRO
      4.jan: Londrina – Porto Seguro (centro histórico)
      5.jan: Santa Cruz de Cabrália (praias Mutá e Coroa Vermelha)
      6.jan: Porto Seguro (praia de Taperapuã)
      7.jan: Arraial D’Ajuda – Praia da Pitinga
      8.jan: Praia do Espelho (Trancoso) e Caraíva
      9.jan: Trancoso – Praia dos Nativos
      10.jan: Praia do Espelho (Trancoso)
      11.jan: ida Riacho de Santana (~675km)
      12.jan: Riacho de Santana/Caitité/Igaporã
      13.jan: Riacho de Santana
      14.jan: Riacho de Santana
      15.jan: ida VDC e retorno para casa (~315km)
       
      Obs.: Este era o roteiro programado, mas a GOL fez o favor de melar a ida mudando os horários várias vezes e atrasando o vôo em algumas horas e DESTRUIU a volta com conexões longuíssimas, nos fez voltar uma dia antes, perdemos uma diária do carro e ainda arcamos com hospedagem em VDC, e transportes e alimentação em SP. Está judicalizado! Uma palhaçada sem fim!
      Aliás, temos tido muitos problemas com a GOL ultimamente, ano passado já tivemos um processo (ganho) contra eles... tá difícil... zuado demais!
      Mas continuando...
       
      HOSPEDAGENS
      Oh dúvida cruel! Aqueeeele dilema entre ficar em Porto Seguro ou em Arraial D’Ajuda (onde estão as praias mais bonitas). Até Trancoso cheguei cotar, mas affe! Minha principal preocupação era a balsa de travessia entre as duas, Porto Seguro e Arraial! Dizem que as filas são gigantescas na alta temporada, e o preço para a travessia de carro tb não era dos mais camaradas.
      Eu tinha achado opções legais de hospedagem dos dois lados, ambas meio caras... mas aí pensei: Se eu ficasse em Porto Seguro teria que atravessar 4 vezes em direção a Arraial, seriam 8 travessias. Se eu ficasse em Arraial teria que atravessar 3 vezes em direção a Porto Seguro, seriam 6 travessias.
      E SE, eu ficasse as duas primeiras noites em Porto Seguro e as cinco seguintes em Arraial d’Ajuda atravessaria SOMENTE duas vezes! E ainda no contra-fluxo! Hein? Hein? Eu não gosto muito de ficar trocando de casa não, mas a economia de tempo e dinheiro falou mais alto.
      Pegamos 2 airbnbs que recomendo, um SENSACIONAL, em Porto Seguro, e um normal em Arraial. Vou deixar mais informações nos relatos por dia, mas seguem os links:
       
      Porto Seguro: MARAVILHOSA!!!!!! Pagamos 420,00 em 2 diárias para 4 pessoas (55 reais pr noite por pessoa)
      https://www.airbnb.com.br/rooms/31595990?source_impression_id=p3_1580817851_CAUCev%2Bzmp2U93i8
       
      Arraial: TRANQUILA! Pagamos 800,00 em 5 diárias para 4 pessoas (40 reais por noite por pessoa)
      https://www.airbnb.com.br/rooms/24569640?source_impression_id=p3_1580817866_NfG0ku3oZ505faIT
       
      Foram preços bem bacanas considerando a altíssima temporada! Se vc curtiu e ainda não tem cadastro no airbnb, faz com meu link que eu e vc ganhamos descontos de viagem!
      https://www.airbnb.com.br/c/jcarneiro3?currency=BRL
       
      ALUGUEL DO CARRO
      O carro foi alugado com bastante antecedência (pq mais próximo sobe muito o preço e fica sem opção): pegamos um Sandero 1.4 novíssimo pela Localiza, por meio do site rentcars, por 1.400,00 – 11 diárias, com taxa de deslocamento, pois pegamos em Porto Seguro e devolvemos em Vitória da Conquista.
      Achei que pagamos um preço bom e valeu muito a pena, pois fizemos viagens longas e durante os dias de estadia no litoral todo dia a gente ia pra um lugar LONGE e diferente. Na real achei fundamental se quiser ir em Trancoso, Caraíva, Espelho, estando em Arraial... a não ser se estiver sozinho, aí os passeios de van podem compensar, mas nem vi os preços.
       
      VACINAS
      Apensar de ninguém obrigar, vale muito ter vacina contra febre amarela. Em Arraial eu fui picada por TODAAAAS AS PERNILONGAAAAS DO ESTADOOOO DA BAHIAAAA, hahahahauah! Faz parte!
       
      E partiu! CONTINUA por cidade.
       


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