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Dia 1 (sexta-feira, 20/07/2018) – Londrina – Guarulhos – “Foz” – Lima

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Tinha arrumado todas as coisas na véspera, aí só acordei e parti para o aeroporto que fica na cidade vizinha, meu voo era Londrina (LDB) – Guarulhos (GRU) as 10:40 da manhã. Pelas passagens que eu tinha comprado, passaria por Foz do Iguaçu e chegaria em Lima as 10 da noite. Doce ilusão... Cheguei no aeroporto de Londrina, despachei a bagagem e embarquei.

 

DICA DO CORAÇÃO: Quando forem despachar suas bagagens, peça no balcão da companhia aérea para colocarem a etiqueta de frágil, fala que tem alguma coisa que quebra dentro, tipo, garrafa de vidro, caneca, imagem de santo. Parece que com essa etiqueta sua bagagem entra por último e sai primeiro da aeronave, e não custa nada.

 

O avião decolou para Guarulhos, já estava vendo os prédios de São Paulo, aí o piloto falou que os radares de Guarulhos, Congonhas e Viracopos não estavam funcionando, que ficaríamos voando mais um tempo e caso não resolvesse a situação voltaríamos para Londrina. Adivinha, voltamos para Londrina.............Primeiro perrengue, aterrissamos em Londrina, ficamos 30 minutos presos dentro do avião, aí o piloto avisa que o radar voltou a funcionar, decolamos novamente, e desta vez chegamos em Guarulhos, mas já tinha perdido minha conexão para Foz. E como já era de se esperar, 2 horas na fila para remarcar meu voo em Guarulhos (tive sorte, teve gente que ficou mais de 5 horas para remarcar, e teve gente que teve que voltar para casa).222.JPG.a8cfdea98c34515afc21011bfacf7342.JPG

Quando consegui remarcar, a atendente me realocou num voo direto para Lima, mas segundo ela, minha bagagem teria ido para Foz e ela “achava” (foi bem essa palavra que ela usou) que depois de Foz ela iria para Lima, pois segundo ela, eu deveria ter retirado ela na esteira em Guarulhos quando cheguei. Meu voo para Lima era as 8 da noite, e chegaria lá as 11. A atendente me deu dois vouchers para alimentação, fui correndo até o outro lado do aeroporto procurar o restaurante, engoli a comida e fui correndo caçar meu portão de embarque, quando entrei na área de embarque internacional, parecia até outro aeroporto, devo ter andado uns bons quilometros até chegar ao meu portão. Quando deu a hora, finalmente embarquei.

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Primeiro voo internacional a gente nunca esquece, ainda mais com 1 hora de turbulência acima dos Andes. Quando a gente estava quase chegando, as aeromoças distribuem um papel para declaração de bens e valores, se você não estiver levando nada, é só preencher “nada a declarar”.

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Quando aterrissamos em Lima, passei pela imigração, o fiscal só carimba o passaporte e já era. Aí fui atrás da minha bagagem, que por sinal, não estava na esteira. Já fui no balcão da Latam reclamar, em portunhol perfeito, contei a história toda ao atendente, aí ele me disse que o voo de Foz (que eu deveria estar) havia chegado havia 2 horas e as bagagens não recolhidas tinham sido guardadas, aí ele me mostrou uma sala no canto do saguão e felizmente, minha bagagem estava lá no cantinho, ufaa. Peguei a bagagem, passei pela aduana, ninguém nem pediu o papel, nem olharam minha mala, felizmente, só de pensar em ter que abrir ela arrumar tudo de novo...

 

TÁXIS: No Peru e na Bolívia, os táxis não tem taxímetro, você tem que combinar o preço da corrida antes, e pra saber se o taxista não está te cobrando caro, pergunte pra algum local, quanto costuma sair um táxi até tal lugar antes de parar o táxi. E PECHINCHE SEMPRE, se ele te falar 20, você pede 10 ou 8, se ele não aceitar você vira as costas que ele muda de idéia hehe.


Fui atrás de um táxi para Miraflores, que é o bairro que eu ficaria em Lima (o mais indicado para turistas, por ser mais seguro), como o Aeroporto de Lima (Jorge Chávez) fica em El Callao, os táxis oficiais queriam cobrar quase 40 dólares pela viagem (uma facada), mas se você por o pé pra fora do aeroporto, tem os táxis “clandestinos”, podem pegar eles sem problema, só que são carros mais velhos, mas eles em geral são seguros, cobram em soles, cerca de 80.

 

A cotação no aeroporto era horrível, então troquei apenas 30 dólares, por S/ 91,10. Mas mesmo assim, não queria pagar 80 soles de táxi, pechinchando conseguia por 50, mas tava caro ainda. Já estava pensando em dormir no chão do aeroporto, e durante o dia pegar um bus ou transfer mais barato. Até que surgiu uma família de brasileiros que estavam atrás de mim no voo vindo de São Paulo, eles me reconheceram e fui conversar com eles, eles iam para um Airbnb em Miraflores também, então achamos um taxista oficial, que pechinchando bem, cobrou 60 soles até Miraflores, mais 10 soles pela parada adicional, pois eu ficaria em outro lugar. A família propôs que eu pagasse esses 10 soles adicionais e eles pagavam os outros 60. Aceitei na hora. Como não tinha reservado o hostel ainda, tinha apenas em mente o nome e o endereço, Pariwana Hostel, corria o risco de chegar lá e ele estar lotado, mas, tinha outras opções em mente. O táxi deixou a família no Airbnb e depois me levou para o hostel.

Cheguei lá, quase 2 da manhã (o fuso do Peru é 2 horas a menos que Brasília) subi as escadas do hostel, rezando pra ter vaga nele, porque estava chovendo e tudo que eu não queria era ter que sair procurando lugar de madrugada kkk. Felizmente tinha vaga. S/ 43, com café da manhã incluso. O cara de recepção me mostrou o quarto (4 beliches), banheiros, cozinha, bar e tals (tinha um terraço super animado onde ficava o bar, toda noite tinha algo diferente rolando, mas como estava morto, fui direto dormir).

 

SALDO DO DIA

US$ 30,00 -> S/ 91,10 (câmbio horrível de aeroporto)

Táxi compartilhado do aeroporto até Miraflores – S/ 10,00

Diária no Pariwana Hostel – S/ 43,00

Água no bar do Hostel – S/ 2,50

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Dia 2 (sábado, 21/07/2018) – Uma Pura Experiência Limeña

 

Por mais morrendo de sono que eu estava, a ansiedade me acordou 8 da manhã. Como tinha chegado tarde e não queria acordar a galera do quarto procurando minhas coisas para tomar banho, deixei para fazer isso de manhã. Depois fui tomar café, o famoso desayuno, e pensa num café reforçado, parecia um pequeno almoço, pão, torrada, bolo, frutas, leite, muita coisa mesmo. Depois disso, escutei que as 10:30 sairia ali do hostel mesmo, um grupo para um free walking tour no centro histórico de Lima.

 

FREE WALKING TOURS: São city tours em que o passeio é feito a pé ou em transportes públicos locais (bus, metrô, tuk-tuk). São “de graça”, mas no final o guia passa o bonezinho pedindo uma gorjeta, cada um dá aquilo que acha que o tour vale. Eu acho que é uma excelente escolha de passeio para o primeiro dia numa cidade nova. Em Lima ainda tinham dois guias, um falando em espanhol, o outro em inglês.

 

Fiquei sentado no terraço esperando, e conheci David, um espanhol que também estava querendo fazer o tour. Mas como ainda faltava tempo, resolvemos dar uma volta na rua para trocar dinheiro, comprar água.

Em Miraflores, tem policiais por todo canto, então é super comum o povo trocando dinheiro na rua, tem umas pessoas de colete que trocam com uma cotação boa. Troquei 200 euros por S/ 760. Comprei água numa loja, garrafão por S/ 5.

 

CÂMBIO EM LIMA: Em Miraflores, tem pessoas com colete da prefeitura andando pela rua que trocam dinheiro, é seguro e confiável, tem policiais andando em cada esquina, então podem trocar sem medo. No entanto, a melhor cotação que eu achei em Lima foi nas casas de câmbio do centro histórico, caso você vá para lá passear, deixe para trocar lá mesmo, senão troquem em Miraflores mesmo.

 

Voltamos para o hostel para pegar o tour. Saímos, um grupo grande, e pegamos o ônibus coletivo de Lima, por S/ 2,50, descemos na estação e fomos a pé até a Plaza de Armas. Lá vimos o Palácio, a troca da guarda, a Catedral, a Casa da Literatura, tomamos chica morada por S/ 2. Os guias explicavam super bem, falavam sobre vários assuntos, desde a culinária peruana, política, trânsito, história até geografia peruana.20180721_115434.thumb.jpg.38f2af4ae29381e19a05fd9ef4f9d2ca.jpg20180721_125542.thumb.jpg.f81242a6761c375b0f29a8a1f62d3c21.jpg20180721_135456.thumb.jpg.a1830f5e71744c4618e1eb5d9fd691a9.jpg20180721_165521.thumb.jpg.7832f583ae6a25740b15803c04f58e76.jpg20180721_175719.thumb.jpg.5b6a0413d67ecbf49d6eb8ec3babdbd1.jpg20180721_151906.thumb.jpg.5da78d1dcce0002d8e3e9ddb92811d18.jpg

O tour terminou por volta das 14, com uma degustação grátis de pisco, a bebida peruana. Dei S/ 10 de gorjeta pelo tour e fomos procurar um lugar para almoçar, David e eu achamos um restaurante com menu por S/ 8, num lugar bem suspeito, mas a comida não era ruim.


Pela tarde, fomos na Igreja de São Domingo (S/ 5 – meia entrada), onde tem uma torre que dá pra subir, no Convento de São Francisco (S/ 8 – meia entrada), onde tem as catacumbas com os ossos expostos, passeios muito bons, com guias que explicam muito sobre a história do local, vale muito a pena! Saímos do Convento, já estava escuro, e fomos andando até o Parque da Reserva (longe pra caramba), meio arriscado pois o centro de Lima de noite é perigoso, mas foi tranquilo.

 

 

SEGURANÇA: Sei que a maioria vai perguntar: É perigoso andar sozinho nas cidades peruanas, ou bolivianas e chilenas? Eu achava que era, morria de medo, mas depois eu pensei o seguinte: se a gente sobrevive nas cidades brasileiras que são piores, a gente sobrevive em qualquer lugar do mundo. É só estar sempre atento, não ficar ostentando celular, carteira, câmeras, andando com bolsa aberta, ter esses cuidados básicos que brasileiros já tem e é bem tranquilo.

 

No parque da Reserva, de quinta a domingo, de noite tem o Circuito Mágico del Água, vários chafarizes iluminados e fontes gigantes, pagamos S/ 4, de hora em hora começam os espetáculos, imagens projetadas na água, com música de fundo, vale muito a pena, dá até para passar por baixo dos túneis de água. Umas 9 da noite, pegamos o ônibus para voltar a Miraflores, o mesmo que pegamos de manhã, mas em sentido contrário.

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Como sempre, estava rolando festa e campeonato de beer pong no bar do hostel, comprei a famosa cerveja Cusqueña (tem gosto de Skol), e fiquei um pouco lá, depois fui dormir.

 

SALDO DO DIA

€ 200,00 -> S/ 760,00

Ônibus – S/ 5,00 (ida e volta)

Alimentação – S/ 15,00 (almoço, água e chica morada)

Passeio – S/ 10,00

Igreja São Domingo – S/ 5,00 (meia entrada)

Convento de São Francisco – S/ 8,00 (meia entrada)

Parque da Reserva - S/ 4,00

Cerveja no Hostel – S/ 29,00

Diária no Pariwana Hostel – S/ 48,00

         

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Dia 3 (domingo, 22/07/2018) - Adeus Lima, Olá Ica

 

Acordei, fui tomar banho, tomar café da manhã e resolvi ir com David andar por Miraflores, nosso hostel era na frente do Parque Kennedy (uma praça bem animada), seguimos a avenida e chegamos ao Parque do Amor, que fica de frente para o mar, de lá descemos a encosta (uma montanha pra falar a verdade) e fomos até a praia (de pedras), andamos um pouco, depois subimos a encosta de novo, e fomos para o sítio arqueológico Huaca Pucllana (S/ 6 entrada) a pé, lá dentro tem o tour guiado, onde você sobe o que foi uma pirâmide pré-inca, comprei uma água naquela máquinas (S/ 1,50). Depois voltamos para o hostel, almocei um prato de macarronada por S/ 12, já eram quase 3 da tarde.20180722_121804.thumb.jpg.86f54cb209a9b8900f3e78cc79ab2e5e.jpg

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Conversando com David, falei que queria ir para Ica, Arequipa e Cusco, e ele disse que também faria esse roteiro, então arrumei um parceiro para os próximos dias, o que era ótimo, pois ele falava espanhol e arranhava português, então ele conseguia pechinchar melhor com os nativos do que eu. Fomos procurar passagens de bus para Ica, para aquele mesmo dia. Achamos no site da PeruBus, com saída as 6 da tarde, por S/ 36. David comprou com seu cartão de crédito, também procurei um hostel em Huacachina (bairro turístico de Ica) no Booking, e reservei para a mesma noite. Como já tínhamos feito check-out antes de sair e deixado as mochilas no depósito do hostel, pegamos elas e já achamos um táxi para a garagem da PeruBus.

 

RODOVIÁRIAS: Em algumas cidades não tem rodoviárias como no Brasil, cada empresa tem sua garagem própria, de onde partem os ônibus, então tem que ficar atento a isso quando for comprar a passagem, no caso das cidades que tem rodoviária, eles cobram uma taxa de embarque coisa de uns R$ 3,00, então tem que ficar atento a isso também.

 

O táxi, dividido custou S/ 6,50 para cada, e o tive uma experiência no trânsito doido de Lima, que parece mais aqueles filmes indianos, não se usa seta, não há faixas nas ruas e a buzina é item obrigatório por lá, qualquer coisa, mete a mão na buzina.

Chegamos na garagem, tinha uma sala de espera com água de graça e ar condicionado.

 

ÁGUA: Sobre a água: NÃO TOME ÁGUA DA TORNEIRA NO PERU E NA BOLÍVIA também, só tome de galão ou engarrafada. A água lá não é tratada igual no Brasil, então leve uma graninha só pra gastar com água por lá. No Chile, pode tomar água da torneira, mas o gosto é meio salgado, demora pra acostumar.

 

Quando deu a hora, embarcamos no ônibus e partimos para Ica. Queria ter ficado mais em Lima, conhecer o bairro boêmio de Barranco, bem famosinho, ir no Shopping Larcomar, mas, choices, né?

No ônibus, tem comissário de bordo, é servido janta, fones de ouvido, tem TVs individuais para assistir algum filme, ouvir música (até assustei, mas depois acabei descobrindo que quase todas as empresas peruanas têm esse padrão de serviço). Ica fica cerca de 300 km de Lima, chegamos lá por volta das 10 da noite, pedimos um táxi (difícil de achar um que coubesse nós e nossas bagagens, pois a maioria é muito pequena e o porta malas é inutilizado pelo cilindro de GNV), dividindo custou S/ 4 para cada, até Huacachina. Lá, ficamos no Hostel Mr. Llama, que pelas fotos do Booking, era tudo de bom, tinha um bar animado, piscina e custava só S/ 28 com café incluso. Chegamos lá, que decepção, parecia que só tinha a gente no lugar, não vimos nenhum outro hóspede, os banheiros davam vontade de chorar de apertados (eram limpinhos, mas muuuito pequenos), a piscina não dava vontade nenhuma de entrar, mas era barato, então tava valendo, sem contar que a dona era bem simpática e prestativa.

Como tínhamos chegado lá bem tarde, não tinha como procurar agência para fechar os passeios do dia seguinte, mas por sorte a dona tinha alguns contatos e nos vendeu o passeio para Paracas e o passeio de buggy nas dunas de madrugada mesmo. Fomos dormir pois no outro dia, a van nos buscaria as 5 da manhã para ir para Paracas.

SALDO DO DIA

Ingresso Huaca Pucllana – S/ 4,00

Água e almoço – S/ 13,50

Táxis (hostel – garagem, Ica – Huacachina) – S/ 10,50

Diária no Hostel Mr. Llama – S/ 28,00

Passagem Lima – Ica (PeruBus) – S/ 36,00

 


         

 

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Dia 4 (segunda-feira, 23/07/2018) – Não me Levem a Mal, me Levem a Paracas

 

Ficamos em um quarto com um beliche e uma cama, o celular despertou, deu tempo de se arrumar, mas sem saber se colocava roupa frio ou calor, porque era uma praia, mas ventava e não tinha Sol, no fim das contas, fui no meio termo, bermuda e blusa mesmo. Como saímos cedo, não havia café ainda, então nem soube como era o café do hostel, a van passou e nos apanhou, de lá fomos a Paracas (80 km) que fica na costa do Pacífico.

 

Chegamos por volta das 8, e pegamos o barco no píer, em direção as Islas Ballestas (o passeios que compramos com dona do hostel, custou S/ 60, fora os S/ 22 de taxas do píer e da Reserva Nacional de Paracas), o barco passa pelo Candelabro (formação gigante, semelhante as Linhas de Nazca), o guia explica a origem dele, depois segue para as Islas, que são uma espécie de Galápagos “econômica”, passamos ao redor das ilhas, onde pode-se ver várias aves (levar chapéu ou capa, o risco de ser atingido por titica de passarinho é eminente), leões marinhos, e outros animais incríveis. Depois regressamos ao píer, onde o guia nos deu quase 1 hora para andarmos pela cidadezinha, para depois seguirmos até a Reserva Nacional, que é simplesmente linda, é um dos poucos desertos litorâneos do mundo. É possível ver fósseis pelo deserto, além de algumas praias de areias coloridas, depois de andar por tudo lá, paramos na beira de uma laguna, onde tem vários restaurantes, como eram meio caros, preferia passar em jejum mesmo, não tinha muita fome.

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COMIDA: Nos passeios, obviamente vão te indicar os restaurantes de turistas, que são os mais caros. Às vezes, dependendo do prato, compensa pagar um pouco mais caro e comer neles mesmo, mas na maioria das vezes, é melhor levar uns snacks na mochila, caso não ache opções de restaurantes mais baratos, sempre que eu via um mercadinho, uma venda, comprava umas bolachas, balas, torradas, e deixava de estoque na mochila.

 

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Por volta das 4 da tarde, saímos de Paracas para voltar a Huacachina, chegamos umas 5 no hostel, um tempo depois, já passou nosso buggy, para nos levar para as dunas. Huacachina é um oásis, tem a lagoa no meio do deserto, com os hotéis e restaurantes, cercados por dunas imensas de areia. O passeio que fechamos no hostel custou S/ 25, o buggy sai correndo no meio das dunas (pensa numa adrenalina), fazendo curvas e para lá em cima, aí tem as pranchas para fazer o sandboard, depois ele nos levou até um ponto onde você vê todo o oásis abaixo, as dunas e o pôr-do-Sol.IMG-20180729-WA0084.thumb.jpg.d68b9eb68f1aa9300fa0dafeb2f48a41.jpg20180723_172657.thumb.jpg.d48ca0c219673130856269f8a805fde2.jpgIMG-20180729-WA0076.thumb.jpg.23f4b2b4b1da612d7f95d668f962f5e9.jpgIMG-20180729-WA0080.thumb.jpg.4c63ce43c8618a27fa23516475abad66.jpg20180723_172241.thumb.jpg.a56d8bbb78177b86d8f39229ce64f6f6.jpg20180723_172510.thumb.jpg.50f0443ebf189bb92dbdccc0339c38b4.jpg

Quando regressamos já estava escuro, aí deu tempo só de tomar um banho (como não fizemos check-out quando saímos, a dona do hostel tirou nossas malas do quarto e guardou no depósito) e começamos a procurar passagens para Arequipa para aquela noite ainda. Achamos em uma empresa, chamada Expreso Palomino (nas outras já haviam esgotado para aquela noite), um ônibus partia as 10 da noite por S/ 70.

Nem jantamos, o esposo da dona do hostel nos levou até Ica, por S/ 5 cada, nos deixou em frente a garagem dessa Palomino, lá esperamos até as 10, e embarcamos (a garagem era bem pior que a da PeruBus em Lima, fiquei com medo, ainda mais quando tive que despachar minha mala, fiquei enrolando do lado de fora do ônibus até vê-la guardadinha no bagageiro do bus, o medo de trocarem o ônibus, ou esquecerem era maior kkk). Mas dentro do ônibus estava OK, tinha serviço de bordo também, com janta, travesseiro, cobertor, só tomei uns Dramins pra não enjoar, porque a viagem ia ser longa (710 km).

 

SALDO DO DIA

Passeio Paracas – S/ 60,00

Taxas do Píer e Reserva Nacional – S/ 22,00

Passeio de Buggy – S/ 25,00

Táxi (Huacachina – Ica) – S/ 5,00

Passagem Ica – Arequipa (Expreso Palomino) – S/ 70,00

 


         

 

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Dia 5 (terça-feira, 24/07/2018) – Arequipa, Arequipa, Arequipa, A Cidade Branca

 

Acordei com o balanço do ônibus, já eram 9 da manhã, a comissária passou servindo café ou chá, quando olho pela janela, estávamos na beira do abismo literalmente, com o oceano lá embaixo, já gelei, mas lá no Peru, os motoristas (de ônibus pelo menos) são prudentes nas estradas, andam bem devagar, não passava de 80 km/h. As paisagens são muito lindas, tinha hora que eu pensava em comprar passagens para viajar durante o dia, só pra poder ver o caminho, porque de noite não se vê nada.

Chegamos em Arequipa ao meio dia, o ônibus deixou David e eu na rodoviária (Arequipa tem rodoviária), já aproveitamos e compramos a passagem para Cusco para a quinta-feira (26/07) no guichê da Cruz del Sur por S/ 105 (essa empresa é cara mesmo, é a mais famosa). Depois pegamos um táxi até o hostel por S/ 2 cada. Tinha visto várias recomendações do Wild Rover Hostel, mas como não tinha internet para reservá-lo, fomos lá ver se teria vaga. Chegamos lá e tinham várias vagas ainda, pegamos o quarto mais barato, com uns 10 beliches, por S/ 28, sem café da manhã.

 

O hostel ficava perto da Plaza de Armas, bem no centro, então já valia a pena. Só tomamos banho e fomos para o centro almoçar, achei um restaurante no caminho da Plaza que servia só comida italiana, almocei lá mesmo, paguei S/ 16,50 por um pratão de macarrão recheado, pão de alho e uma garrafa de água, depois encontrei uma casa de câmbio com a cotação melhor do que em Lima (€ 1 = S/ 3,83), troquei € 200 por S/ 766 e fomos procurar agências para o trekking no Canion del Colca, tem várias perto da Plaza, uma do lado da outra, fomos entrando em todas e pechinchando, mesmo sendo os preços muito parecidos, fechamos por S/ 95 o trekking de 2 dias, mais S/ 20 do almoço do último dia (na hora custava S/ 30).20180724_162637.thumb.jpg.300727243869f841c41dec311b544926.jpg

AGÊNCIAS: Essa é outra parte chata, ficar indo de agência em agência atrás de preços, em alguns casos da bastante diferença entre o preço da mais barata e da mais cara, e o serviço, acaba sendo o mesmo, por isso é importante pegar relatos da galera que já foi, pra saber se o serviço é bom, o preço negocia na hora, NÃO FECHEM PASSEIOS PELA INTERNET AQUI DO BRASIL, em geral vai pagar BEM MAIS CARO.

A agência ficava perto do hostel, Calle Jerusalen 312. Depois fomos ao Mercado San Camilo, e andamos pelo centro.

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Antes de sair do Brasil, eu procurava no Instagram o nome do lugar que eu ia, o nome da cidade, ou do ponto turístico, aí via as fotos mais bonitas que apareciam, os melhores ângulos e posições, e salvava a foto na galeria do celular, aí quando chegava no tal lugar, já tinha referências de fotos que eu queria tirar iguais, no caso de Arequipa, tinha visto uma foto que alguém postou de um terraço perto da Catedral, queria tirar muito uma foto igual àquela, andando por perto, descobri que o terraço era um restaurante (caríssimo por sinal), o que fiz? Fingi ser um turista rico, subi lá em cima, tirei um monte de fotos e desci sem comer nada. Voltando ao hostel, parei numa vendinha e comprei um garrafão de água para o trekking por S/ 3,00.20180724_182321.thumb.jpg.49d3efec31b488af53deec5ffba7f656.jpg20180724_185426.thumb.jpg.a43fad60f77161e67322b5cacecee4a8.jpg

FOTOS: Se estiver viajando sozinho, não tenha vergonha, chegue em algum desconhecido e diga: “Hi, can you take me a picture?” ou “Hola, puedes sacar una foto mía?”, um dos dois vai funcionar, tenha certeza. Se essa pessoa estiver com uma câmera pendurada no pescoço, é alta a chance da sua foto ficar boa, senão, paciência. Uma coisa que eu fazia era perguntar se a pessoa queria que eu tirasse uma foto dela, aí eu tirava do jeito que eu queria e pedia para ela tirar uma igual minha.

 

O Wild Rover é famoso por seu bar tipo irlandês, toda noite rolava festa lá, tinha mesa de sinuca, pebolim, beer pong, fiquei um pouco lá, depois fui arrumar as coisas para o dia seguinte. Para o trekking, íamos deixar os mochilões no depósito do hostel, e levar só a mochila de ataque com as coisas para os 2 dias. Fui dormir cedo pois no outro dia a van nos buscaria no hostel as 4 da manhã.

SALDO DO DIA

€ 200,00 -> S/ 766,00

Táxi (Rodoviária – Hostel) – S/ 2,00

Passagem Arequipa – Cusco (Cruz del Sur) – S/ 105,00

Almoço completo – S/ 16,50

Trekking 2 dias Canion del Colca – S/ 95,00 + S/ 20,00 (almoço último dia)

Água grande – S/ 3,00

Diária no Wild Rover Arequipa – S/ 28,00

 

 


 

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Dia 6 (quarta-feira, 25/07/2018) – #Partiu Ver Onde os Condores Habitam

 

Acordamos umas 3 e meia e já fomos para a recepção fazer check-out, logo chegou a van para nos levar até o Canion, a viagem seria longa, durmi o caminho todo, acordei quando chegamos a entrada do Vale del Colca, umas 6 e pouco da manhã – um frio de lascar - onde tivemos de comprar o boleto turístico (ingresso), custava S/ 40 para latinos e S/ 70 para gringos (a hora em que é vantagem ser BR).

A van nos levou para a casa de um nativo, para tomarmos café da manhã, com bastante chá de coca por sinal, os sinais da altitude logo iriam aparecer.

 

ALTITUDE: Nós brasileiros, acostumados a viver abaixo dos 1000 metros, quando vamos para lugares a mais de 2500 metros sobre o nível do mar, é comum termos dificuldade de respirar, falta de oxigenação no sangue, sonolência e tontura, esse é o tal do MAL DE ALTITUDE, ou SOROCHE, o remédio natural do nativos para isso é o chá da folha de coca (relaxa que a folha não dá barato nenhum kkk). Então quando chegar nessas cidades mais altas, já pode começar a tomar o chá. Tem remédios pra isso nas farmácias por lá, mas para mim o chá foi suficiente.

 

Depois do café, fomos até o Mirador Cruz del Condor, onde é possível ver eles voando lá embaixo no vale. Depois nos levou até o começo da trilha, de onde seguiríamos a pé, nosso grupo tinha 2 israelenses, 3 alemães, eu e David, e mais 4 espanhóis, que não se conheciam. Nosso guia nos orientou, falou sobre o caminho que íamos fazer, nos deu tempo para trocar de roupas, passar protetor solar. Paguei S/ 1 no banheiro e já comprei um bastão de caminhada feito de bambú por S/ 2,50.20180725_082345.thumb.jpg.612999d1dd160a3114c13593821722e5.jpg20180725_082438.thumb.jpg.c43fa352e62f4e0eae415c9f5d66bb75.jpg20180725_083057.thumb.jpg.3cae27469bfab25737a2979f5e4d1d3d.jpg

 

BANHEIROS: Guardem as moedinhas que receberem para pagarem para poder usar os banheiros, mesmo nos lugares públicos, normalmente custa o equivalente a R$ 1,50 ou R$ 2,00.

Começamos a descida do Canion, segundo o guia, o almoço nos esperava lá embaixo, perto do rio, iniciamos o trekking umas 9, quase 10 da manhã, já estava calor, fiz o caminho de camiseta, calça jeans e All-Star, não me arrependo, tinha muitas pedrinhas soltas na descida e sentia bem mais firmeza com o tênis baixo do que com bota, mas vai de pessoa para pessoa.20180725_102442.thumb.jpg.5da5aaf10e66eae6ac2da0fdecd7ac65.jpg20180725_102455.thumb.jpg.f3c1eb27414023e810f83de326f17b4c.jpg20180725_115643.thumb.jpg.ba8623a233b789dd359815bd99a53d30.jpg

Formamos nossa panelinha: o brasileiro e os 5 espanhóis, os conterrâneos de David eram muito simpáticos e amigáveis, fomos conversando e dando risadas o trekking todo. Chegamos no rio, atravessamos a ponte e andamos mais um pouco, até chegarmos na casa de outro nativo, onde almoçamos, e tive a experiência de comer carne de alpaca, achando que fosse bovina. Por volta das 4 da tarde continuamos o caminho, o guia parava bastante para explicar sobre a paisagem, as plantas e frutas da região, sobre as formações rochosas que formaram o Canion, e sobre os terraços presentes no caminho, onde o povo inca cultivava seu alimento. De vez em quando cruzávamos com algum vendedor no meio caminho, umas das vezes, tive que comprar uma garrafa de água por S/ 7 (no fundo do Canion eles cobram o quanto querem, por isso levem tudo da cidade).

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Cruzamos novamente o rio e chegamos no alojamento, que parecia uma pousada com vários chalés, tinha piscina e um refeitório/bar bem animado. Jantamos e jogamos cartas, até o guia falar que no outro dia tínhamos que começar a subir o canion inteiro as 3 e meia da manhã, para tomar café lá em cima, então fomos dormir bem cedo.

 

SALDO DO DIA

Boleto turístico – S/ 40,00

Banheiro – S/ 1,00

Bastão de caminhada de bambu – S/ 2,50

Água no meio do canion – S/ 7,00

 

 


 

 

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Dia 7 (quinta-feira, 26/07/2018) – A Primeira Vez... na Neve

 

Acordamos de madrugada (pra variar) e já nos arrumamos para a subida, os chalés em que ficamos eram simples, mas quentes e as camas confortáveis, 3 pessoas por chalé. Iniciamos a subida quase as 4 da manhã, cada um com sua lanterninha do celular pra iluminar o caminho, e fomos subindo, 3 horas de puro aclive, até que finalmente chegamos (para quem não consegue subir, há a opção de alugar um burrico para subir montado, uma espanhola do nosso grupo preferiu pagar para vir no burrico).IMG-20180729-WA0046.thumb.jpg.2ca91e5232971185173fbf69fea983e8.jpgIMG-20180729-WA0086.thumb.jpg.b097042ed18da2bd83f9f62c72cd58e1.jpg

Chegamos na parte de cima e fomos caminhando até chegar num vilarejo, onde tomamos café num restaurante (incluso), depois a van nos apanhou e nos levou para um lugar onde tinham banhos termais, mas tinha que pagar por fora, custava S/ 15 e ficaríamos pouco tempo lá, então preferi não entrar, fiquei andando pelas redondezas, conversando com os gringos e vendo as paisagens mesmo. Logo o grupo retornou das termas e voltamos a van.

Por volta do meio dia, fomos para o restaurante, no último vilarejo, o que havíamos pagado os S/ 20 na agência. Realmente, é um restaurante grande, turístico, e era buffet, self-service, algo que nunca tinha visto no Peru, a maioria dos restaurantes trabalha só com menu do dia ou prato feito. Tinha bastante coisa, comidas típicas, sobremesas, a vontade. Parte do grupo pagou na hora e gastou S/ 30. Após isso, pegamos a estrada para voltar para Arequipa.

No caminho, agora de dia, pude ver a paisagem, são descampados imensos, onde correm as águas do degelo das montanhas ao fundo e as lhamas, alpacas e vicunhas podem ser vistas. Tivemos uma parada para poder vê-las, e comprar lembranças numa vendinha, novamente tive que pagar para usar o banheiro (S/ 2), depois, seguimos para um ponto onde é possível ver os 4 vulcões que cercam Arequipa (El Misti, Chachani, Ampato e Sabancaya). Quando chegamos neste mirador, tive duas primeiras experiências, tive mal de altitude, era o ponto mais elevado da viagem até o momento, o soroche me pegou, sonolência, tontura, falta de ar. E vi a neve pela primeira vez na vida, o chão estava todo branco e cheio de gelo. Além disso, tinham vários montinhos de pedras empilhadas, as apachetas.IMG-20180729-WA0043.thumb.jpg.ad2902c281a8538c37ab642e9d6f71c1.jpg20180726_151424.thumb.jpg.70beb84d8bc738a3f3f0850b71a2a5ff.jpg20180726_151548.thumb.jpg.3b5d3820c91fb4aaf10ff1f10c9d45ce.jpg20180726_151647(0).thumb.jpg.0efbe8efdf4a1f3aaf0ed46e10832ad5.jpg

Depois de ver os vulcões e a neve, voltamos a Arequipa, e já passei um pequeno sufoco, pois quando a mulher da agencia me ofereceu o passeio, disse que as 5, no máximo as 6 da tarde, já estaríamos no hostel, pois meu bus para Cusco era as 10 da noite. A realidade era que já eram 5 horas e nem perto de Arequipa estávamos. Quando chegamos na cidade, tudo estava engarrafado, a van nos deixou na Plaza de Armas, David e eu nos despedimos dos outros 4 espanhóis, nossa panelinha, e seguimos correndo para o hostel, chegamos lá já eram quase 9 da noite, tempo para banho, jantar? Nada, só pegamos nossas malas, enquanto David conseguia um táxi, fui trocar de roupa, e partimos para a rodoviária. O táxi nos deixou na frente do portão da rodoviária (S/ 3), já fomos para a fila de embarque, antes tivemos que pagar S/ 3 de taxa de embarque da rodoviária. A Cruz del Sur recolhe as bagagens antes e pesa (não sei porquê) igual as companhias aéreas, as mochilas de mão são revistadas também, os comissários passam tirando fotos de quem está em cada lugar, tudo bem rigoroso, mas o ônibus partiu na hora marcada. Logo já entregaram cobertores, travesseiros, jantar e fones de ouvido para poder usar as TVs individuais. A viagem não era tão longa, só 510 km, chegaríamos ao amanhecer em Cusco.

 

SALDO DO DIA

Banheiro – S/ 2,00

Táxi (Hostel – Rodoviária) – S/ 3,00

Taxa de Embarque Arequipa – S/ 3,00

 

 


 

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Dia 8 (sexta-feira, 27/07/2018) – E Finalmente Chego ao Umbigo do Mundo

 

Cusco, que na língua dos incas, significa “umbigo do mundo”, foi a capital do Império Inca, por isso o nome. Chegamos na garagem da Cruz del Sur, por volta das 8 da manhã, onde pegamos nossas bagagens. Já me informei em quanto custaria um táxi de lá até o aeroporto, pois meu transfer para o acampamento escoteiro, que era no Vale Sagrado sairia de lá. David tinha me dito que iria para a casa de um conhecido, onde ficaria alguns dias e já estaria na Espanha quando eu saísse do acampamento, então nos despedimos e rumamos nossos caminhos. Estava sozinho novamente.

Peguei um táxi até o aeroporto, que me custou S/ 8. Lá encontrei uma multidão de escoteiros do mundo todo, me juntei a eles e esperei o transfer partir, o que não levou muito tempo. Já saímos de Cusco e fomos rumo ao Vale Sagrado dos Incas, nem tive tempo de ver nada em Cusco. O acampamento era em Lamay, uma das cidadezinhas do Vale Sagrado, numa fazenda, ou melhor, na Hacienda Paucartika, que pelo que eu descobri depois, é tipo uma pousada, estilo hotel fazenda.

Cheguei ao lugar do acampamento, a fazenda ficava no meio do Vale, entre as montanhas. A estrada passava do lado, margeando o Rio Urubamba, o mesmo rio que passa ao lado de Machu Picchu, o rio sagrado dos Incas.

 

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SALDO DO DIA

Táxi (Garagem – Aeroporto) – S/ 8,00

 

 

 

 

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Dia 9 (sábado, 28/07/2018) – Dia 16 (sábado, 04/08/2018) – Alguns Dias Acampando

 

Como a intenção desse relato é explicar sobre a viagem, não vou me estender muito sobre como foi o acampamento, apenas mostras algumas das atividades feitas ao longo dele e fazer (tentar pelo menos) um resumão.

Primeiramente, o acampamento, III Moot Escoteiro Interamericano, foi um evento que contou com a participação de mais de 3000 escoteiros de toda América, além de outros países, como Austrália, Arábia Saudita, Taiwan, Alemanha, Finlândia e Irlanda. Entrei no campo na sexta-feira, dia 27 e saí no domingo, dia 05, mas o acampamento de fato foi do sábado (28) até o sábado seguinte (04). Toda a alimentação, passeios e atividades estavam inclusas na taxa de inscrição de R$ 1409, então só gastei com alguma lembrancinha, ou bugigangas que encontrava, mas nada essencial. Os participantes são divididos em equipes internacionais, na minha equipe havia uma dominicana, uma argentina, uma uruguaia, uma belga, uma mexicana, um peruano, um chileno, eu e mais dois brasileiros.

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Dia 9 - Sábado (28/07) - No primeiro dia desses acampamentos, sempre rolam feirinhas internacionais, cada país traz suas comidas, bebidas e músicas típicas para mostrar para a galera toda. Nós brasileiros, obviamente, levamos paçoca, brigadeiro, tapioca, pão-de-queijo, bala de banana, rapadura, que a gringaiada sempre gosta. Nesse dia meu chip internacional começou a funcionar.

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Dia 10 - Domingo (29/07) - Neste dia, pegamos ônibus e fomos turistar pelo Vale Sagrado, saímos cedinho do acampamento, antes ganhamos o Boleto Turístico de Cusco (vou falar mais a frente sobre esse Boleto, explicar certinho como ele funciona, relaxem). Fomos primeiro para Pisaq, subimos toda a colina, até chegar na parte mais alta do sítio arqueológico, depois fomos ao Museu Inkariy, que fica em Urubamba, ele é incrível, super completo, pois contempla tanto o povo inca, como os pré-incas, e custa só S/ 35 (não paguei pois já estava incluso no preço do acampamento). Depois fomos até Ollantaytambo, onde também tem o sítio arqueológico bem bonito, fora que a cidadezinha também é muito charmosa, deu vontade de ficar uns 2 dias só nela, subimos toda a montanha, até chegar no Templo do Sol (lá em cima). E por fim, fomos até Chinchero, onde tem uma associação de artesãs que mostram todo o processo de tecelagem e tingimento andino, ensinam como diferenciar a lã de alpaca da lã sintética para ninguém tentar te passar a perna (mas tudo que elas vendem lá é mais caro), lá também tem o sítio arqueológico (pequeno) e a Igreja (muito antiga e bonita), comprei uma touca e um cobertor com as Linhas de Nazca por S/ 40, bem pechinchado, primeiro a vendedora me ofereceu por S/ 80, disse que pagava S/ 30, e no fim saiu por S/ 40. Chegamos de noite no acampamento, o passeio é bem puxado e demorado.

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Dia 11 - Segunda-feira (30/07) - Ficamos no campo mesmo, rolaram várias oficinas, de tecelagem andina, quéchua básico, danças peruanas, cosmovisão andina, entre outras.

Dia 12 - Terça-feira (31/07) - Neste dia fomos fazer trabalho voluntário (um dos pilares das atividades escoteiras), nos dividimos em grupos e cada grupo foi a uma pequena comunidade andina, adotou uma família e fez algum serviço que ela estivesse precisando. Meu grupo (2 mexicanos, 1 argentina, 1 boliviana, 1 peruano e eu BR) marretou e nivelou o “chão” da cozinha de uma família (o chão era de terra e umas pedras-bola) para que depois eles pudessem jogar concreto, depois buscamos pedras maiores para que a família pudesse fazer uma casinha para o cuys que são um tipo de porquinho-da-Índia, muito comum na região, e muitas famílias criam para vender para os restaurantes (SIM!!! CUY ASSADO É UM PRATO TÍPICO, o que mais tem no Vale Sagrado são as “cuyerías”, restaurantes especializados, onde você escolhe o cuy vivo, eles matam e preparam para você, não tive coragem de experimentar, mas dizem que é bom). Mais tarde os grupos se reuniram e fizeram alguns brinquedos para a pracinha da vila.

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Dia 13 - Quarta-feira (01/08) - Neste dia fizemos um trekking, uma caminhada pelas montanhas próximas a Ollantaytambo, de aproximadamente 5 horas.

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Dia 14 - Quinta-feira (02/08) - Acordamos cedo e fomos para as atividades mais radicais, na parte da manhã, fizemos a via ferrata no Skylodge Adventures Suites (aquele hotel que são umas cápsulas penduradas no paredão, a centenas de metros de altura, é bem famosinho, dá um google que você acha fácil), subimos todo o paredão, usando ganchos chumbados na pedra, fizemos rapel em alguns trechos, amarrados por cabos de aço, por segurança. Já na parte da tarde, pegamos botes e fizemos rafting nas corredeiras no Rio Urubamba (me banhei nas águas do rio sagrado dos incas kkk).

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Dia 15 - Sexta-feira (03/08) - Voltamos para os vilarejos e fizemos mais serviços voluntários para a comunidade.

Dia 16 - Sábado (04/08) - O último dia foi bem relax, mais para interagir com a galera de fora, despedir dos amigos e arrumar as coisas.   

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SALDO DO ACAMPAMENTO

Cobertor e touca em Chinchero – S/ 40,00

Água – S/ 5,00

Sorvete – S/ 5,00

 

 

 

 

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    • Por divanei
      LAGUNA 69

       
                Ir ao Peru pôde ser uma das experiências mais incríveis que um Brasileiro poderá ter na vida e se você desembarcar em Huaraz, capital da província de Ancash, cidade de 140 mil habitantes situada a quase 400 km da capital Lima e imersa no meio da Cordilheira Branca, uma extensão da Cordilheira dos Andes, não espere nada menos que o surpreendente, um mundo tão diferente do nosso que irá fazer com que você perca o chão , sua cabeça vai rodar e talvez sentirá até náuseas , tanto pela diferença cultural, tanto pela altitude acima dos 3.000 metros . Eu já havia passado pelo Peru muito rapidamente em 2007, numa viagem alucinante até as ruínas de Machu Picchu, mas foi uma passagem tão rápida e tão conturbada que mal tive tempo de me deixar entrar na cultura peruana, mas desta vez havia separado muito tempo para me perder no país e agora arrastando minha mulher atrás de mim, o que para ela seria ainda mais devastador, já que era sua primeira vez.

         ( LIMA - PERU  )
                A Cordilheira Branca é algo realmente surpreendente, uma espécie de Patagônia Peruana, com uma centena de picos acima de 6.000 metros, geleiras, lagunas coloridas, glaciares, templos Pré –Inca, ruínas históricas, animais exóticos e uma infinidade de diferenças culturais e comidas diversas, trilhas e travessias de montanhas geladas são em números incontáveis e o melhor de tudo isso é que os preços são tão baixos que um brasileiro em economia de guerra vai se sentir rico lá.
                Na praça central de Huaraz , a Praça de Armas, meu pensamento voa longe enquanto nos deslumbramos com a magnitude de duas lhamas e as suas donas trajadas de chollas, que por algumas moedas, emprestam seus bichinhos para uma foto típica, mas meus pensamentos se elevam às montanhas gigantes cobertas de gelo e me imagino no topo delas, mas logo sou trazido a realidade e me lembro que desta vez a única coisa que poderei fazer é me portar como mero turista e não como aventureiro atrás de encrencas geladas e ser turista em Huaraz já é algo magnífico e me sinto feliz de poder compartilhar esse  momento incrível com minha companheira de 30 anos.

                Mesmo como turista é possível passar meses na cidade sem repetir passeio e todos são grandiosos e espetaculares, alguns sem exigência física nenhuma, outros serão apenas para poucos ou pelo menos para quem não é totalmente sedentário, porque além de ter que pôr o pé na trilha ainda vai ter que superar o fator altitude, alguns passeios vão chegar a 5.100 metros e alguns acabam por ficar pelo caminho, mas outros passeio deixarão o turista já no local sem que ele precise dar um passo se não quiser. Geralmente quem vem à Huaraz acaba por separar uma semana ou pouco mais que isso e já vem com os passeios tradicionais muito bem definidos, não é regra, mas conhecer as atrações principais acaba por se tornar quase uma obrigação, isso claro para quem não vai com o intuito de fazer caminhada de alta montanha ou escalar, aí essa regra não vale nada e nem vou expor isso aqui porque seria necessário escrever uma bíblia para falar de tudo que se pode fazer na Cordilheira Branca e mais ao sul dela.

                Dos passeios mais tradicionais, talvez a LAGUNA 69 seja a principal atração, não só por ter uma paisagem grandiosa, mas porque também é preciso de uma superação tão grandiosa quanto a beleza da paisagem, porque de todos os passeios tradicionais, esse é o que requer um esforço físico para ser alcançado. Não que a trilha seja assim algo quase que para super-homens, mas com certeza é o fator altitude que vai determinar quem pode ou não subir ou quem aguenta ou não se expor nos 15 km de caminhada com o pulmão querendo explodir procurando um pouco de ar para respirar e esse seria o desafio que eu havia programado para tentar arrastar minha mulher atrás de mim, mesmo porque eu já sabia que meu organismo se adapta muito bem a altitude e com um condicionamento físico mais ou menos em dia para minha idade, tiraria de letra, mas minha mulher , quase que uma sedentária contumaz , teria que se preparar muito bem para aquela aventura e o principal a fazer, era não fazer absolutamente quase nada, dar tempo ao tempo e esperar que o organismo se adaptasse a altitude, então programei um roteiro de passeios com esse fim, deixando a LAGUNA 69 com mais de 4.600 metros de altitude para o final da viagem, seria a cartada derradeira, uma tentativa de fazê-la conquistar essa atração, talvez uma das mais belas da AMÉRICA DO SUL.

               Huaraz não é uma cidade grande, mas mesmo assim é bem movimentada, com um trânsito intenso e barulhento, onde quem buzina mais tem prioridade, mas essa característica é do país inteiro. No centro, perto da sua praça principal ou mais precisamente na avenida que passa em frente dela e uma abaixo é onde tudo se concentra, desde bancos, órgãos oficiais, lojas de equipamentos, casa de câmbio e as agências de turismo que fazem todo tipo de passeio, que eles chamam de tours. Infelizmente quando desembarcamos em uma das inúmeras rodoviárias, porque cada empresa de ônibus tem a sua, acabamos por entrar meio numa furada de aceitar uma oferta de hostel ou alojamento e com isso acabamos sendo levados a fechar todos os passeios com eles. Acontece que a oferta era tão barata, mas tão barata que ficamos deslumbrados com a possibilidade de gastar uma merreca comparada a nossa realidade no Brasil. Os caras nos ofereceram no pacote uma diária que acabou saindo 25 reais por dia, claro, numa hospedagem meia boca, mas com um quarto de casal com uma cozinha disponível, mas um pouco longe do centro. Depois descobrimos que poderíamos ter pago o mesmo valor para ficar mais bem localizados e no fim acabamos pagando mais caro pelos passeios, mas era tão barato que a gente pouco se importou, fica então a dica de não fechar nenhum pacote com hotel nenhum e negociar os preços direto nas agências e conseguir aquele desconto maneiro.
                Organizei um roteiro que pudesse então fazer com que a gente fosse se aclimatando para enfrentar as altitudes da Laguna 69 e no primeiro dia que chegamos, embarcamos para CHAVIN DE HUASCARAN, uma viagem de um dia inteiro, ida e volta cruzando por cima da Cordilheira até as ruínas Pré-Inca , com uma paisagem deslumbrante no caminho, subindo a mais de 4.600 metros de altitude, passando pela Laguna Querococha, uma introdução as maravilhas da Cordilheira. A viagem é meio cansativa, principalmente para quem chegou de Lima numa viagem noturna de quase 8 horas, mas vai ajudar muito o organismo a ir se adaptando e na volta ainda tivemos a sorte de pegar uma nevasca que cobriu toda a rodovia de neve, mesmo no início do outono.

               
                No dia seguinte tiramos para descansar e para perambular pela cidade, nos enfiarmos nos guetos e bocadas e tentar compreender aquela cultura deslumbrante com um povo tão diferente do que estamos acostumados. Tudo nos faz cair o queixo, as mulheres com suas roupas coloridas e que vendem de tudo que se possa imaginar. Vemos uma pobreza gritante, mas também um povo trabalhador ao extremo e que gosta de comer muito bem. Aliás, a culinária peruana faz jus aos prêmios internacionais que vem ganhando ao longo dos tempos, uma diversidade gastronômica impressionante e o melhor de tudo, com preços baixíssimos, tanto que se podia comer até não aguentar mais por míseros 6 ou 7 reais nas dezenas de pequenos restaurantes espalhados ao redor do Mercado Central. Um dos pratos mais típicos do Peru é o CUY, uma espécie de porquinho da índia e o Ceviche Peruano, esse último eu comia quase todos os dias, mas o porquinho ficaria somente para outra oportunidade, já que minha mulher se recusava a dividir a mesa comigo para degustar essa iguaria local.

                No terceiro dia marcamos para ir a outra grande atração local, o GLACIAR PASTORURI, uma geleira que fica ao sul de Huaraz. A agência nos pegou no hotel às 8:30 com uma van coletiva com gente de toda parte do mundo. Subimos de novo a Cordilheira em pouco mais de 3 horas de viagem, com uma pequena pausa no caminho para um chá de folha de coca para ajudar na aclimatação. Esse é mais um passeio que leva o dia inteiro e vai custar pouco mais de 30 reais por pessoa e mais uns 30 pelo ingresso no Parque Nacional de Huascarán , pode sair bem mais barato se comprar já 3 ingressos , saindo pouco mais de 60 reais, já que iríamos usar para outros dias, fizemos isso. A van deixou a gente a 2 km da geleira. O tempo estava meio embaçado e ameaçava nevar, mas o grande problema ali é a altitude que beira os 5.100 metros e vai desafiar o organismo sem piedade. A caminhada tem pouco aclive, mesmo assim muita gente opta por alugar umas mulas por míseros 7 reais para subir por uns 15 ou 20 minutos, mesmo sendo algo para turista, quem é sedentário de carteirinha vai botar a língua de fora e minha mulher não fugiu à regra, dava um passo e já apoiava as mãos no joelho tentando procurar ar sabe-se lá de onde. Vendo o estado dela tentando vencer esses míseros 2 km, comecei a desconfiar da sua capacidade de conseguir fazer a trilha até a Laguna 69, mas enfim, era preciso deixar o tempo passar para ver como seu corpo reagiria nos próximos dias, se conseguiria se adaptar a altitude. No caminho para o glaciar o tempo virou de vez e a chuva que ameaçava cair desabou em forma de neve, o que foi muito bonito de se ver, mas também acabou por congelar nossas mãos antes de nos valermos de uma luva e um gorro quentinho. Devagarzinho e sendo quase que empurrada por mim, o Rose chegou, com a língua colando no chão, mas chegou e realmente valeu muito o esforço e a oportunidade de poder se postar de frente daquela montanha de gelo, num cenário sem igual. A volta sempre é mais tranquila, tanto a caminhada, quanto a viagem para a cidade, mas foi mais um dia desgastante, agora era hora de descansar e deixar o organismo trabalhar e ir se adaptando porque a regra é clara: Suba alto e durma baixo.

                
                No outro dia a gente queria descansar, mas como já havíamos comprado o pacote, tivemos que encarar o tour para a LAGUNA PÁRON. É uma viagem longa e interminável por mais de 3 horas, onde a van desafia a cordilheira e ascende a mais de 4.200 metros, numa paisagem espetacular, em meio à montanhas geladas. A Laguna tem uma cor azul escuro que chega a hipnotizar a gente e no fundo dela um pico em forma de pirâmide ( NEVADO PIRÂMIDE-5.885) faz a gente não se arrepender de ter ido, aliás, dizem que esse cenário magnifico com a composição laguna mais pico, serviu de palco para a empresa cinematográfica Paramount Picture gravar sua vinheta de abertura antes dos filmes. A van nos deixa as margens da laguna, mas quem quiser pode subir por mais uns 500 metros até um mirante do lado direito. Eu encarei essa subida, mas a Rose ficou lá embaixo contemplando a laguna, mas a subida não é tão puxada quanto pintavam, mas caminhar na altitude nunca é mole, mesmo assim subi correndo e desci também, tentando testar um pouco dos meus limites para a Laguna 69. Chegando lá embaixo fomos dar uma volta de canoa na laguna, uma água absurdamente limpa, tanto que bebemos dela. Voltamos para Huaraz e por causa de algumas obras acabamos por chegar bem tarde da noite, cansados, mas já tendo que nos organizar para o outro dia, quando iríamos enfrentar a caminhada turística mais temida da Cordilheira Branca.


                
          ( Laguna Parón)
                Os dias amanhecem sempre frios na Cordilheira dos Andes, mas por sorte naquele dia não havia uma nuvem no céu e isso por si só já me alegrou. Antes das 6 da manhã a van que nos levaria para a Laguna 69 nos apanhou na hospedagem. Ainda estávamos atordoados e cansados por causa do dia anterior, mas confesso que estava um pouco apreensivo, havia chegado a hora de saber se realmente o meu planejamento quanto a deixar minha mulher em condições de fazer a trilha iria dar certo. No transporte coletivo, mais uma vez se juntavam gente de diferentes países do mundo, a maioria não falava espanhol e como pouco aranhávamos no inglês, praticamente ficamos isolados e trocávamos algumas palavras com uns peruanos e com um belga que havia morado um tempo em Portugal e falava bem a nossa língua. Ao olhar o grupo já vi que o negócio iria mais complicado do que eu pensava, porque era composto na sua maioria quase que total de pessoas jovens, sendo eu e a minha esposa de longe os mais velhos, beirando quase os 50 anos e também o belga que parecia nos acompanhar na idade e esse foi um fato que fez logo a Rose ficar desconfiada dessa caminhada, mas eu desconversei, dei umas risadas e mudei de assunto antes que ela desistisse mesmo antes de começar.
                A Van segue sempre para nordeste, deslizando entre a Cordilheira Branca e a Cordilheira Negra, sendo do nosso lado direito as paisagens encantadoras das grandes geleiras e seus picos acima de seis mil metros e quando chegamos à Carhuaz, saltamos em frente a sua igreja principal para um café da manhã e experimentar os sabores exóticos de uma sorveteria local e para comprarmos água e algum lanche de trilha. Seguimos , mas agora tendo como companhia o monstruoso HUASCÁRAN , simplesmente a maior montanha do Peru e uma das mais altas do nosso continente com 6.789 metros de altitude e foi justamente a encosta desse pico que veio a baixo no terremoto de 1970 que devastou a região de Huaraz, fazendo que a cidade de YUNGAI  quase fosse varrida do mapa, dizem que ao todo foram mais de 50 mil mortes, uma catástrofe quase sem precedente se levarmos em conta que isso se deu há quase 50 anos atrás quando a população era bem reduzida.
                Chegando em Yungai, viramos para nordeste e começamos a subir a Cordilheira Branca, uma viagem interminável, mas plasticamente encantadora, passando por pequenos amontoados de casas e construções rurais, gente que sobrevive a quase 4.000 metros em meio ao ar rarefeito e as agruras da altitude. Vamos subindo pra valer, mas ainda nos valendo de uma crista com um vale do nosso lado direito e quando chega a hora de deixar a crista e entrar de vez no vale que vai nos levar para o coração da Cordilheira, é hora de dar uma parada na ENTRADA DO PARQUE NACIONAL HUASCARÁN para nos identificarmos e comprarmos nosso ingressos (30 soles). Resolvidos os problemas burocráticos, nos lançamos para dentro dos paredões e fomos singrando de um lado para o outro sem tirar os olhos da janela e por vezes tendo que limpar a baba que escorria de nossas bocas do qual o queixo não conseguia se fechar, querendo cair diante da explosão de belezas sem igual.
                Seis ou sete quilômetros depois da entrada do Parque somos apresentados à LAGUNA LHANGANUCO a mais de 3.800 m de altitude, um azul hipnotizante, num cenário de sonhos. Nos detivemos ali por uma meia hora, o suficiente para prever que hoje nos faltariam adjetivos para narrar as belezas que estavam por vir. Mais à frente a LAGUNA ORCONCOCHA desmonta nossa capacidade de avaliar o que é mais belo e apenas ficamos a admirar àqueles cenários que vão surgindo no nosso caminho até que o nosso transporte motorizado para de vez, é chegado a hora de botar o pé na trilha, o coração já vai disparando e aquela ansiedade toma conta da gente, a aventura vai começar, voltar já não é mais possível e agora sou eu contra a altitude, minha missão : Levar minha mulher a uma das grandes paisagens da América do Sul, fazendo com que ela, mesmo um pessoa sedentária, consiga caminhar por 15 km no ar rarefeito montanha acima, numa altitude superior a 4.600 metros.
                
                O guia dá as explicações finais, mas todos nós sabemos que ali guia não serve para muita coisa, a não ser para encher o saco de quem não se mantiver no tempo estipulados por eles para retornar, inclusive para barrar os que não tiverem condições físicas de seguir, fazendo-os desistir. E o tempo estipulado é cruel para os que não tem experiência em longas caminhadas em altitude e muitos ficarão mesmo pelo caminho se não tiverem condições de fazer o percurso até a LAGUNA em no máximo 3 horas para ir e 2 horas para o retorno, então sempre acaba caindo sobre os ombros de todo mundo a responsabilidade de se manterem no tempo previsto.
                Rapidamente apanho as duas mochilinhas com alimentos, água, agasalho e outros equipamentos de segurança e somos os primeiros a nos lançarmos floresta a dentro, perdendo altitude até um riacho cor de leite. Mas não passa apenas de uma língua de mata que é cruzada em pouco mais de 5 minutos até atingirmos o vale plano, que iremos acompanhar por um bom tempo cercado por uma paisagem estonteante. A minha estratégia é fazer com que a Rose só se preocupe em caminhar e poupar energia, tanto que as 2 mochilas são carregadas por mim, deixando tranquila para que possa andar livre, respirando a maior quantidade de ar possível, mesmo numa altitude superior a 4.000 metros.

                O cenário inicial é algo que impressiona, vamos bordejando um rio que corre à nossa esquerda, aguas do degelo de picos gigantes que já podemos observar no horizonte. Vou pedindo para que a Rosa respire fundo e se concentre em colocar um pé à frente do outro, numa estratégia de ganhar terreno nessa parte plana e tomar bastante distância do pelotão principal que é composto pelo guia, porque enquanto tivermos à frente deles, é a garantia de podermos ter uma tranquilidade para irmos mais devagar quando a parte íngreme se apresentar e bicho pegar de vez.
                Me concentro em falar palavras de incentivo e em abastecer de água minha esposa e em dar-lhe algo para repor as energias, mas já vejo logo que ela começou a ferver o radiador e já me parece que começa a diminuir o ritmo e quando uma placa me indica que não andamos nem 2 km, trato logo de desviar sua atenção para que não veja que até agora não andou absolutamente nada. Um pouco mais à frente, umas construções parecendo umas casinhas de duendes nos chama a atenção, mas quando retornamos nossos olhares para o vale de onde viemos é que nos damos conta de onde estamos e do tamanho da paisagem que nos cerca: sobre nossas cabeças se eleva o monumental HUSCARÁN , na verdade com 2 cumes distintos com 6.786 metros a nos assombrar, mostrando que ali naquela cordilheira ele é quem manda , senhor soberano das altitudes, não só da Cordilheira Branca, mas o teto do próprio Peru e do seu lado esquerdo o Nevado Chopicalqui ( 6.354) fecha a parede e nos deixa boquiabertos , nos impedindo de prosseguir sem que desgrudemos os olhares destes monstros feito de rocha e de gelo, um cenário para guardar na memória por uma vida inteira.

         (Huascarán - o teto do Peru)
                Tudo era lindo, mas ainda na minha cabeça eu tinha a esperança de conseguir levar minha esposa até a laguna e a todo momento, mesmo sem tirar o olho das grandes paisagens, ia atrás dela dando uma de personal trainer, dando aquele incentivo, contando umas lorotas, inventando que faltava pouco e quando cruzamos uma pontinha sobre um afluente do rio principal, vi que começamos a nos aproximar de uma grande cachoeira de onde suas águas saltavam dos degelos das montanhas gigantes do nosso lado esquerdo,  que ao fazermos a curva que iria nos fazer começar a ganhar altitude, seria a hora de botar a prova toda minha capacidade de convencimento, se ela vencesse aquele trecho crucial, pensei que poderíamos ter êxito.

                Havíamos vencidos cerca de um terço do caminho, mas até então foi uma caminhada apenas no plano, o que poderia parecer praticamente nada, mas estamos falando de altitude, onde você puxa o ar e não encontra nada, onde o pulmão parece que vai explodir a qualquer momento. Eu me sentia muito bem, mas já sabia que meu organismo de adapta bem e rápido na altitude, mas entendia muito bem o que minha esposa estava passando. Agora o caminhar é lento, um passo e logo as mãos vão para as pernas, tentando se segurar para não cair. O terreno, a trilha, vai ziguezagueando montanha acima e cada metro vencido é uma conquista. Ela sofre, é um sofrimento que acaba sendo compartilhado por mim, que tento mentalmente empurra-la para cima: “ Vamos só mais um pouco, outro passo, respira, bebe água, não está longe o próximo patamar, vamos “.

                O sofrimento nos olhos dela é visível, começa a diminuir o ritmo consideravelmente e vamos sendo ultrapassados por todo mundo e é nessa hora que tenho medo de que o guia comece a pegar no nosso pé e ela desista de vez. Por sorte o próprio guia se deteve por um instante para auxiliar uma jovem que parece ainda estar pior que a Rose e foi a deixa para eu arrasta-la até que atingíssemos o grande patamar, estava vencido mais uma etapa, pelo menos por enquanto teríamos um refresco e poderíamos caminhar por mais algum tempo no plano. Aliás, a entrada desse novo vale é marcada por uma pequena e bonita lagoa que alguém me sopra ser a LAGUNA 68, mas parece ter outro nome também.

          (Laguna 68)
                Fizemos uma breve parada ali na laguna de não mais de 5 minutos, só o tempo básico para uma respirada mais profunda e para engolir alguma coisa energética. Nosso caminho segue agora em nível, numa paisagem incrível de onde a nossa frente desponta o não menos incrível PICO CHACRARAJU ( 6.108) e é com essa companhia que nossos passos vão deslizando pelo vale florido e 600 metros depois da pequena lagoa, nos deparamos com uma placa que indica uma trilha para outra laguna à direita, mas infelizmente não será dessa vez que nossos pés tocaram a Laguna Brogui, é preciso nos concentrarmos no objetivo principal porque estamos no tempo limite e ao trombarmos com uma placa onde dizia que a Laguna 69 estava a míseros 1000 metros, comemorei pensando que daqui para frente seria moleza e o sucesso estava garantido, ledo engano.
                Nesse 1 km final é onde o nosso organismo vai ser testado de verdade. Para quem já vinha buscando ar para os pulmões, esse pequeno trecho de subidas intensas poderá marcar definitivamente o final da caminhada, porque é aqui que muita gente passa mal e em alguns casos tem de ser ajudada a voltar para baixo, esse é o trecho que separa quem vai vencer e quem vai fracassar, pelo menos para os turistas ou até para montanhistas que não conseguem se adaptar as altitudes e já vinha capengando nas etapas anteriores. A Rose agora se arrasta de vez e só não anda de quatro pé para não passar vergonha e mesmo com o vento gelado acima dos 4.500 metros, sua em bicas. Enquanto ela vive seu calvário pessoal, caminhando feito uma tartaruga paraplégica, me contento em incentivar e também em apreciar a grandiosidade da paisagem que vai se descortinando enquanto vamos ganhando altura naquele ziguezague derradeiro.
                A cada passo, a cada metro ganho, nossa ansiedade vai aumentando. Sobre nossas cabeças agora localizo o que imagino ser a ponta do Nevado Pisco, montanha que já foi eleita a mais bonita do mundo, mas é um ângulo diferente e me concentro em botar meus olhos mesmo é na laguna, na esperança de vê-la ao longe. Nessa hora eu nem sei mais para onde foi parar o tal guia e pouco me importo em saber, já tenho a certeza que vamos chegar, muito porque o terreno se estabiliza e o sofrimento da subida já ficou para trás e é hora de encher os pulmões de ar ou o que conseguir, obviamente, e bater continência para uma das maiores atrações da América do Sul.
                
                O paredão gelado já está no nosso raio de visão, a geleira derretendo e deixando cair uma cachoeira e logo o azul, ainda uma pequena pontinha da laguna, desponta à nossa frente e a magia vai crescendo num dos cenários mais surpreendentes do mundo. O cérebro demora a processar o que olhos vão captando e nessa hora nem mesmo sei para onde foi parar minha mulher, só me lembro de ter sido arrastado pelo deslumbramento, quase hipnotizado pelo azul celeste.

                Gastamos menos do que as 3 horas limites para chegar. A Rose quase desmaia de cansada e senta-se à beira da Laguna 69 (4.604 m) e por lá fica comemorando em silêncio essa vitória pessoal, mas eu ainda estou pilhado e enquanto todo mundo, umas 50 pessoas, ficam aos pés da laguna só na contemplação, tomo o rumo do morro a nossa direita e sozinho vou ganhando altitude, galgando esse ombro rochoso até que atinjo o topo de onde se descortina uma visão inteira e completa de toda a Laguna, a mais de 4.650 metros de altitude.


                A grandiosidade da paisagem ao redor é coisa que me emociona e talvez esse tenha sido o lugar mais longe de casa que já estive na vida. Fico ali entregue a minha própria solidão e me esqueço completamente do tempo e da vida, apenas inerte, parado, estático, captando aquela cena do qual guardarei para o resto da vida, mas logo descubro que não é possível ser feliz para sempre e começo a descer e  no final da descida  surpreendo-me com uma vaca querendo chifrar, vejam só, um grupo de brasileiros, na  verdade a vaquinha queria apenas matar sua curiosidade, mas os brazucas não estavam a fim de pagar para ver , então correram bem para longe dela. Quando cheguei perto, todo mundo do nosso grupo já havia partido, inclusive minha esposa, então só me restou fazer um carinho na vaquinha e desembestar montanha à baixo na tentativa de acompanhar o grupo.

                Às bordas de completar 50 anos, ainda me surpreendo com a facilidade que tenho de adaptação às altitudes e como carrego apenas 2 mochilinhas leves, é correndo que desço esse km inclinado, tomando cuidado para não derrapar nas curvas e despencar morro à baixo e rapidamente alcanço minha esposa e o guia, que é um dos últimos e logo quando voltamos ao plano, vamos ultrapassando boa parte dos integrantes do nosso grupo e antes mesmo de voltar ao laguinho intermediário, nos encontramos novamente com o Belga que fala português e numa conversa informal, descobrimos que o cara tinha apenas 40 anos, muito menos do que os mais de 50 que pensávamos ter e ai nos demos conta de que eu e minha esposa éramos os anciões daquele grupo multe estrangeiro, verdade mesmo que não havia ninguém mais velhos do que nós naquela caminhada e naquela montanha.

                O próximo lance de descida é a rampa inclinada, de frente para a grande cachoeira, mas agora a descida é constante e sem maiores pausas, apenas para uma ou outra foto da paisagem ao nosso redor e não demora muito atingimos o vale final, o ultimo estirão, agora totalmente plano, ás margens do rio do degelo das montanhas e vamos aos poucos nos despedindo do próprio Huascarán e o teto do Peru vai ficando para trás e duas hora e meia depois de abandonarmos a Laguna, emergimos da matinha e finalizamos junto à estrada, onde nossa Van foi estacionada e ali nos atiramos ao chão para um demorado descanso até que todo o grupo se juntasse e partíssemos novamente para Huaraz, onde chegamos já tarde da noite.
                Ainda inebriados pela caminhada do dia anterior, acordamos tarde e fomos perambular por Huaraz, nos perdemos em tudo quanto é beco e já que havíamos decidido ficar por lá mais uns dois ou três dias, resolvemos nos mudar para um hotel no centro, o que não nos custou mais que 30 reais. O choque de cultura é tão grande que ás vezes nos faz até perdermos o rumo e já que era para perder o norte, decidi que aquele seria o dia de experimentar uma das maiores iguarias da cozinha Peruana. Entramos em um restaurante popular e enquanto minha esposa experimentava mais um Ceviche, pedi logo um PORQUINHO DA INDIA, havia chegado a hora de provar o tal do CUY, mas antes mesmo que a iguaria tocasse nossa mesa, fui expulso a pontapés pela minha esposa que aos gritos disse logo: “VAI COMER ESSA MERDA LONGE DE MIM” (rsrsrsrrsrsr).
                Lá estava ele, nosso mascote, bonitinho e peludo, mas agora ali jaz, duro e à pururuca. Num primeiro momento não foi agradável ver aquele cadáver parecendo um rato seco sobre a mesa, mas o ser aventureiro que habita o meu corpo me dizia que aquela era talvez a única chance de experimentar um prato típico inusitado. O estômago deu um embrulhada, principalmente quando os dentes saltaram aos olhos, mas o demônio na minha cabeça insistia: “ Come aí, num dá nada, vai lá, só um pedacinho miseraviiii” Fechei os olhos, peguei um pedacinho, enfiei na boca. Minhas papilas gustativas foram se abrindo e o sabor do coitado do porquinho foi adentrando no meu corpo, tomando conta do meu ser e o animal carnívoro veio à tona e me portei como o diabo das Tasmânia, não deixei sobrar nem os ossos, só os dentes permaneceram no prato, melhor o do porquinho do que os meus.

             
                Os dias passaram e foi preciso deixar aquele lugar de sonhos para trás e a nossa volta para Lima foi como a ida, tranquila e sem nenhum percalço porque a maioria das viagens são à noite. De volta à capital do Peru embarcamos imediatamente para o sul do país, era chegada a hora de respirar o ar em abundancia do litoral e como minha proposta era a de conhecer paisagens diferentes, fomos nos perder no grande Deserto de Ica, lá onde o vento faz a curva, lá para as bandas do oásis de HUACACHINA, onde as maiores dunas do continente reinam absolutas, mas isso é uma outra história, de um outro capítulo de um livro chamado : AS HISTÓRIAS QUE AINDA NÃO CONTEI SOBRE O PERU , mas que um dia vou contar, num momento oportuno.


         (Huacachima)
      (Paracas)         
                Essa não foi só uma história de uma caminhada por uma das maiores paisagens do continente, essa foi a narrativa de uma superação, onde o principal objetivo foi mostrar que uma pessoa sedentáriapode vencer aquilo que num primeiro momento pode parecer impossível. Me lembro que anos atrás, na subida do Vulcão Vilarica no Chile, minha esposa me fez prometer que nunca mais a faria enfrentar tais desafios. Daquela vez ela fracassou, desistiu antes do cume, mas desta vez consegui trabalhar bem a parte psicológica dela, provando que as vezes um desafio é vencido com a cabeça e não só com as pernas. Voltamos do Peru simplesmente maravilhados, um tanto chocado com a cultura totalmente diferente da nossa, mas assim mesmo, trazendo na bagagem a certeza de ter vivido o bastante para conhecer um dos países mais espetaculares do mundo, um aprendizado para uma vida inteira.

                                                                                           Divanei-Abril/2019
                
               
               
    • Por FlavioToc
      A nossa viagem ao Peru foi em junho de 2019, um dos melhores meses para ir, pois não chove. O clima nesta época é bem frio pela manhã e à noite fazendo com que a gente se vista em camadas, vá tirando à medida que esquenta e colocando novamente ao final do dia (famoso efeito cebola). Este país é bem rico em atrações e precisaria pelo menos uns 30 dias para fazer um roteiro mais completo.

      O país tem muito mais do que Machu Pichu e é muito valorizado por turistas de todo o mundo, vê-se mochileiros e esportistas de aventura, como montanhistas, aos bandos. Em todas as cidades no atendimento aos turistas é mais comum a língua inglesa do que o espanhol. É comum encontrarmos turistas falando idiomas que não se consegue definir. Os povos antigos não foram só os incas, existiram outros que conviveram na mesma época e os pré-incas. Há ruínas por todo o país.

      Coloco o roteiro dia a dia, para ajudar no planejamento. Não fiz descrições dos lugares porque creio que quem planeja uma viagem além de Machu Pichu já terá lido bastante sobre outras opções. A natureza do local onde foi construído Machu Pichu por si só já valeria a ida até lá. Quanto às hospedagens, cito para ajudar quanto à localização, já que foram todas (com uma exceção) muito boas. Não foi para fazer propaganda. Em Lima a escolha dos Ibis foi por nossa exigência de ar-condicionado, mas não tinha o café da manhã, o que foi um problema porque nas redondezas foi super caro.

      Compramos todas as passagens aéreas e de ônibus on-line, além do ticket para Machu Pichu e as passagens de trem. É importante checar se há vagas para ingressar à Machu Pichu para a data prevista, e então começar por aí o planejamento comprando antes mesmo das passagens aéreas. É bom comprar previamente também as passagens de trem, se for o seu modo de transporte escolhido (abaixo, nas observações, explico porque escolhemos).

      Escolhemos ir de Arequipa a Lima via aérea pela distância (1000 km), além do que os preços são bons e tem vários horários. Voamos pela Sky.

      Cidades em nosso roteiro: Cusco, Ollantaytambo, Águas Calientes (Machu Pichu), Puno, Arequipa, Lima e Huaraz.

      05/06 - São Paulo - Cusco – pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast

      Cusco e Machu Pichu

      -Em Cusco táxi do aeroporto combinado com o hotel 20 soles. O motorista vai esperar.

      -Câmbio: trocar $50 no aeroporto para o táxi. Depois na av. el Sol, tem várias casas de câmbio. Em todos os hotéis que ficamos a cotação para pagamento em dólares era mais favorável do que nas casas de câmbio.

      -Compre o seu Boleto Turístico na COSITUC fica na Avenida do Sol, 103, próximo à Plaza de Armas. Valor 70 soles 2 dias e 150 soles 3 ou mais dias.  Nas atrações também tem, mas pode ser mais caro.

      -Contrate uma agência para o chamado “city tour”. Eles vão percorrer os principais pontos turísticos da cidade e da periferia de Cusco. É um passeio fundamental ao contrário de outros city tours pelo mundo.


       
      -1º dia (06/06): –       

       –City Tour (20 soles).  pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast

      -2º dia (07/06): -Tour Maras e Moray (25 soles) pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast

      -3º dia (08/06): -Tour Valle Sagrado  45 soles com almoço incluído.

      pernoite em Ollantaytambo: Hotel Munay Tika

      -4º dia (09/06): -Valle Sagrado pela manhã. Ida de Trem p/ Aguas Calientes embarque 13 horas saída 13h27m e ao chegar compramos passagem do ônibus para Machu Pichu. Compramos só a subida $ 12 por pessoa (é caro mesmo para 25 min.) descemos a pé, é bem tranquilo. Ao descer percebemos que não é tão caro assim. Pernoite em Aguas Calientes: Llaqta MachuPicchu Pueblo

      -5º dia (10/06): -Machu Pichu pela manhã e retorno à tarde de trem: embarque às 14h25m, saída 14h55m.  pernoite em Cusco: Cusco Bed and Breakfast


       
      Puno

      -6º dia (11/06): viagem de Cusco à Puno pela manhã. Quando chegamos fomos procurar as agências para o passeio ilhas Uros e Taquile. Atenção, porque tem dois tipos de barcos o normal que é lento (o que fomos) e uma lancha rápida por 90 soles.

      pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas

      -7º dia (12/06): - Passeio no lago Titicaca Ilhas flutuantes Uros e Taquile. Saí às 6h45, volta às 17h e custou 25 soles. O almoço na ilha foi 15 soles. Pernoite em Puno: Hotel Hacienda Plaza de Armas


       
      Arequipa

      -8º dia (13/06): - viajar durante o dia de Puno para Arequipa (6h) – Pernoite em Arequipa: Hotel Las Torres de Ugarte

      -9º dia (14/06): - O planejado era o Tour 2 dias Valle del Colca – hotel em Chivay (ver com o tour, mas não for possível devido a uma infecção intestinal.

      -10º dia (15/06): - hotel em Arequipa: Las Torres de Ugarte

      -11º dia (16/06): - Plaza de Armas; Monastério de Santa Catalina; Plaza San Francisco; Tour Campina Ariquipeña, que vale muito a pena.

      Viajar à noite 21 horas. - hotel em Lima: Ibis Larco Miraflores


       
      Lima

      12ºdia (17/06): Dicas

      -No aeroporto guichê Green Táxi tem preço fixo: sendo até Miraflores 50 soles

      -Usar Uber

      - No Shopping Larcomar, aluguel de bicicletas empresa Mirabici.

      - Em Lima quase tudo abre depois das 10h30 -- não perca tempo saindo muito cedo do hotel;

      -Preços dos táxis 20 sole até o centro histórico


       
      -Explorar O bairro Miraflores, Barranco, Malecón de la Reserva até Parque Salazar, Parque do Amor

      - ruínas Huaca Pucllana, Miraflores. Das 9 às 17 horas – 15 soles

      -Plaza de Armas com Catedral de Lima, o Palácio do Governo (residência do presidente), o Palácio do Arcebispo e o Club de la Unión.

      A Igreja de Santo Domingo e a Igreja de São Francisco, uma de cada lado da Plaza de Armas.

      -viagem para Huaraz (8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel)


       
      Huaraz

      -13º dia (18/06): - Aclimatação, compra de passeios - pernoite em Huaraz  Mirador Andino

      -14º dia (19/06): Laguna Parón. – pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino

      -15º dia (20/06): Glaciar Pastoururi, - pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino

      -16º dia (21/06): Descanso devido à torção no pé - pernoite hostal em Huaraz

      -17º dia (22/06): Lagunas Llanganuco –pernoite hostal em Huaraz Mirador Andino

      -18º dia (23/06): Descanso - à noite retorno para Lima de ônibus (tempo de viagem de 8 h e 30m) sai às 22:00h chega as 6:00h (sem hotel)


       
      Lima

      Como estava muito gripado não foi possível fazer a programação.

      -19º dia (24/06):

      – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores

                 

      -20º dia (25/06): - dia livre

      – pernoite em Lima: Ibis Lima Reducto Miraflores

      (Este hotel não era bem localizado em função das atrações)


       
      Retorno Lima – São Paulo

      -21º dia (26/06): – Check-out hotel em Lima

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      Nossas observações e outras generalidades

      - Aeroporto de Lima. A parte internacional é tudo caríssimo (9 soles uma água) e não tem nem bebedouros. Então se tiver de comer ou beber algo, faça antes ainda no setor doméstico que tem os preços semelhantes ao do Brasil (caros).

      - O tráfego em Lima é constantemente congestionado, então pergunte aos motoristas o tempo de retorno do seu hotel até o aeroporto no seu horário programado, em alguns horários pode levar mais de uma hora.

      - Lima apesar de não chover nunca, é isso mesmo, tem altíssima umidade do ar. Por oito meses não se vê o sol, nem mesmo se sabe a sua posição. Eu pessoalmente achei que bastante depressivo. Apesar de a cidade ser linda e ter vários atrativos, nós não gostamos por esse motivo. Então, avalie se for o seu caso.

      - O bairro Miraflores onde está a maioria dos hotéis e também vários atrativos, é muito caro para comer. Parece que ali tudo é em dólares (e muitos). Então se estiver só de passagem e não for ficar é melhor ver algo mais perto do aeroporto ou no centro histórico.

      - Sobre a folha de coca para diminuir o mal da altitude (soroche). Distribuem desde o aeroporto em Cusco e em todos os hotéis em Cusco, Puno, Arequipa e Huaraz. Colocam em um pratinho e todo mundo enfia os dedos (humm), até provei em chás (sachês) e folhas. Então soube que quem toma chimarrão não sofre muito (no caso argentinos) e como eu tomo, não tive problemas. Acontece que é um estimulante então café e guaraná, também funcionam. Tem até um remédio chamado Alti vital (coca, muña, guaraná e gengibre) que é só a base de estimulantes naturais. O principal é aclimatar, não fazer movimentos rápidos. Ah, e o sabor da coca não é horrível, mas não é bom, lembra o chá de carqueja.

      - Em Cusco, especialmente na Plaza de Armas e na Avenida El Sol verão umas bandeirolas que parecem muito com a LGBT, mas é o estandarte da cidade.

      - Chá de muña realmente é bom para dor de cabeça e pode ser tomado junto com chá de coca.

      -Para aliviar o soroche. Um perfume qualquer, ou mesmo desodorante. Basta colocar um pouco nas mãos, esfregá-las e cheirá-las. Vai ajudar muito a respirar.

      - Lavanderias em Cusco: as lavanderias que estão nas ruas Meloq e Santa Ana são as mais econômicas: custam 2 soles o quilo. Lavamos as roupas no hotel mesmo por 4,5 soles

      -Chip Claro + 3GB = 35 soles, na loja da Claro.

          Endereço: Av. Ayacucho, 227 (meio quarteirão da Av El Sol), mas não compramos.

      - A comida é barata, mas nem tanto. Os lugares “super” baratos tem higiene duvidosa.

      - Hospedagem barata, mas tem o que se paga. Então, hotéis ou hostels com custo-benefício similar aos do Brasil tem os preços maiores. Como fomos em junho queriamos ar condicionado ou aquecedor no quarto. Esta exigência custou-me bem mais caro, por ser incomum, mas valeu a pena. No caso do verão um simples ventilador já é luxo. Li que até água quente não é comum em hostels e hotéis mais em conta.

      - Todos os passeios em Huaraz gastam muito tempo. Para a laguna Parón saímos nove da manhã e voltamos as seis, ficando uma hora lá. A laguna Llanganuco saímos as 7:30 e voltamos as 8:00, também ficando uma hora lá. Desistimos da Laguna 69 devido a minha esposa ter torcido um pé, não fosse isso sairíamos as 3:30 da madrugada e voltaríamos as 9:00 da noite, não é à toa que tem gente passando mal, além da altitude tem o cansaço. Para piorar os motoristas em todos os passeios e em todos os lugares insistem em não ligar o ar-condicionado, é que mesmo no inverno à tarde um ônibus completamente fechado vira uma estufa. Se voltasse faria apenas o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites, que se gasta tempo apenas para a ida e a volta.

      - Puno é muito longe de Cusco, são seis horas e meia. Viajamos de dia para não chegar de madrugada e também para ver a paisagem que é bonita, porem monótona. Tivemos que dormir duas noites (uma antes e outra depois) para um dia de passeio.

      - Arequipa é muito bonita, realmente é encantadora e também é longe. Levamos outras seis horas de Puno. Se for apenas para fazer o passeio de um dia ao Valle del Colca (procure ler mais sobre este) creio ser uma loucura ir até lá, porque vai cansar-se excessivamente. Ficamos todos nossos dias só na cidade e foi muito satisfatório. Avalie.

      - Quanto às agências para os passeios, em qualquer cidade tanto faz a escolha, porque todas vendem e juntam as pessoas para lotar um micro-ônibus cujo motorista e guia, são terceirizados e por sorteio vão para um destino ou outro. O se que tem é sorte ou azar nestes casos. Os preços são similares e bem baratos.

      - Em Cusco procure ficar não muito longe da Plaza de Armas e em área plana, leia nos relatos de outros viajantes no Booking, para poupar esforço enquanto aclimatiza. A área plana é mais ou menos seguindo os pontinhos neste mapa:  https://goo.gl/maps/pTeW2ZXj8wjn5WGAA

      - Se for viajar de ônibus à noite, prefira embaixo não muito atrás (devido ao ruído do ar- condicionado) São poucos lugares e a escuridão é total. De dia, é claro, viaje em cima e desfrute da paisagem. Se tiver medo de altura, não vá bem na frente junto ao para-brisa, porque ali é assustador em alguns trechos.

      - A opção de ir de trem para Machu Pichu não é uma escolha sobre o meio de transporte, mas uma experiência fascinante. Escolhemos ir com a Peru Rail no trem Vista Dome, então fomos surpreendidos com a paisagem maravilhosa passando por picos nevados e a mudança repentina da vegetação para a floresta amazônica exuberante. É caro sim, mas vale cada centavo além das vantagens óbvias de não ser cansativo e de ser seguro. Pelas fotos este trem até parece com os outros modelos, mas a janela se estende mais para o teto e tem serviço de bordo, com um bom lanche. Custou 77 dólares cada trecho por pessoa.

      - Sugiro ao final do tour pelo Valle Sagrado pernoitar em Ollantaytambo aproveitar da única  (e charmosíssima) cidadezinha da era Inca e ainda habitada. Caminhar sem rumo por suas ruelas, ver os primeiros raios de sol nas ruínas e montanhas em volta é único. Procure fotos no Google imagens e já ficará bem impressionado, ao vivo então...

      - Viajamos em nossos deslocamentos com a empresa Cruz del Sur que é a queridinha dos viajantes estrangeiros, mas não é a única boa. Relatado por quem conheceu tem a Oltursa, a Reyna, a Power, a Tepsa e várias outras destinadas a turistas que se diferenciam pelos serviços e preços daquelas para os peruanos. As empresas tem serviço de bordo e servem um lanche ou mesmo uma refeição maior como jantar, mas na dúvida coma o suficiente antes e só “complete”.

      - Barras de quinua, como as barrinhas de cereais, são uma ótima opção de lanchinho entre as refeições. Vai encontra-las facilmente, até em farmácias.

      - A referência turística nas cidades, com exceção de Lima, é a Plaza de Armas.  Então procure hospedar-se não muito longe. Em Huaraz, ficamos a 700 metros, em Arequipa a 500 metros, em Cusco também a 500 metros e em Puno ficamos junto a Plaza.

      - A cerveja Cusqueña é ótima, não deixe de tomar a de trigo e a negra. Mas beba com moderação porque o álcool acentua os problemas com altitude. Outra coisa a ser evitada é o leite que leva ao enjoo.

      -Leve em consideração a época para visitar Machu Pichu, pois de outubro a fevereiro chove muito, o período realmente seco vai de maio a setembro. Só que em junho após o dia 20 tem a Festa do Sol, que são várias celebrações e é uma multidão. Em julho são as férias escolares na América Latina e em agosto são férias na Europa. Se quiser evitar gente demasiada e preços também fuja destas épocas. Escolhemos o início do mês de junho e foi perfeito.

      - Se você é daqueles que necessita de cafeína, leve café solúvel ou sachês de café (feitos com filtro de papel) porque o café de lá parece ter pouca cafeína e da forma que é feito você vai toma-lo frio.

      - Na maior parte do Peru na estação seca (maio a setembro) a umidade do ar é muito baixa e a gente passa com o nariz entupido e sangra fácilmente. Então Sorine ou similar é muito importante.

      - Nos hotéis aceitam pagamentos com dólar e tem uma taxa de conversão melhor do que as casas de câmbio. Porém cobram 3 a 5% de comissão.

      - Alguns restaurantes tem “Menu del día” à noite também. Dá para comer bem e pagando pouco.

      - Não existe a opção de adoçante, se quiser leve do Brasil. É melhor levar, pois só nos chás vai um montão. Visto que o açúcar local é pouco doce e tem que colocar pelo menos o dobro.

      - Quanto a cozinhar no hostel, não creio ser boa opção, pois os produtos nos supermercados não são baratos. Os preços são até um pouco maiores do que no Brasil.

      - O Glaciar Pastoruri está derretendo muito rápido. Até o fim de 2020 creio ser um bom passeio ainda, depois terá pouco gelo para ver. Uma pena porque que já foi um lugar que dava até para esquiar. Há várias fotos em um mural no local.

      - É bom certificar se a Laguna Parón está aberta para visitação, pois fecharam 1 dia após visitarmos. Várias explicações diferentes, mas não tinham previsão de quando e se seria aberta.

      - Se pode comer bem entre 15 e 25 soles. Comida típica peruana e em restaurantes bem  bonitinhos.

      - Em Huaraz para não desperdiçar o tempo com deslocamentos demorados creio que a melhor opção é fazer o trekking da Cordilheira Branca de 4 dias e 3 noites. Informei-me e dão toda a estrutura, é tipo tudo incluído, não carrega peso, apenas uma mochila de ataque e não é caro. Além do que visitar a Laguna Llanganuco (belíssima) que é no caminho.

      - Ficaria mais em Cusco e conheceria a Laguna Huamantay ou a trilha Inca até Machu Pichu, que passa por ela.

      - Quanto aos passeios em Cusco não é preciso gravar um monte de nomes e criar uma confusão mental e de planejamento. Os “best-sellers” são:

      - o city tour vai no Templo Qorikancha e o Convento de Santo Domingo (cidade) e passa em vários sítios na periferia da cidade (1 tarde).

      - Maras y Morai e Salineras (sai pela manhã e volta no meio da tarde) é bom levar lanche, pois não tem parada para almoço.

      - Valle Sagrado. Passeio de 1 dia inteiro que finaliza em Ollantaytambo depois volta para Cusco. É uma opção para quem vai de trem para Machu Pichu porque ali tem uma estação. Nós optamos por dormir ali, desfrutar da encantadora cidadezinha e pegar o trem à tarde.

      - Tem outras atrações, é claro, como: museus, a Rainbow Mountain (ou Vinicunca ou Montanha Colorida – 1 dia). A trilha Inca, ou a Laguna Huamantay.


       
      Abaixo as fotos. Coloquei na ordem das cidades que visitamos. Há também um vídeo do trem para dar uma ideia, não é para ostentação.


       







      20190609_133509.mp4




















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