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Dia 3 (domingo, 22/07/2018) - Adeus Lima, Olá Ica   Acordei, fui tomar banho, tomar café da manhã e resolvi ir com David andar por Miraflores, nosso hostel era na frente do Parque Kennedy (u

Dia 26 (terça-feira, 14/08/2018) – Quase Botamos Fogo nas Ilhas Flutuantes   O ônibus chegou na rodoviária de Puno bem antes do amanhecer, ainda estava escuro quando desembarcamos. Dentro da

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Dia 1 (sexta-feira, 20/07/2018) – Londrina – Guarulhos – “Foz” – Lima

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Tinha arrumado todas as coisas na véspera, aí só acordei e parti para o aeroporto que fica na cidade vizinha, meu voo era Londrina (LDB) – Guarulhos (GRU) as 10:40 da manhã. Pelas passagens que eu tinha comprado, passaria por Foz do Iguaçu e chegaria em Lima as 10 da noite. Doce ilusão... Cheguei no aeroporto de Londrina, despachei a bagagem e embarquei.

 

DICA DO CORAÇÃO: Quando forem despachar suas bagagens, peça no balcão da companhia aérea para colocarem a etiqueta de frágil, fala que tem alguma coisa que quebra dentro, tipo, garrafa de vidro, caneca, imagem de santo. Parece que com essa etiqueta sua bagagem entra por último e sai primeiro da aeronave, e não custa nada.

 

O avião decolou para Guarulhos, já estava vendo os prédios de São Paulo, aí o piloto falou que os radares de Guarulhos, Congonhas e Viracopos não estavam funcionando, que ficaríamos voando mais um tempo e caso não resolvesse a situação voltaríamos para Londrina. Adivinha, voltamos para Londrina.............Primeiro perrengue, aterrissamos em Londrina, ficamos 30 minutos presos dentro do avião, aí o piloto avisa que o radar voltou a funcionar, decolamos novamente, e desta vez chegamos em Guarulhos, mas já tinha perdido minha conexão para Foz. E como já era de se esperar, 2 horas na fila para remarcar meu voo em Guarulhos (tive sorte, teve gente que ficou mais de 5 horas para remarcar, e teve gente que teve que voltar para casa).222.JPG.a8cfdea98c34515afc21011bfacf7342.JPG

Quando consegui remarcar, a atendente me realocou num voo direto para Lima, mas segundo ela, minha bagagem teria ido para Foz e ela “achava” (foi bem essa palavra que ela usou) que depois de Foz ela iria para Lima, pois segundo ela, eu deveria ter retirado ela na esteira em Guarulhos quando cheguei. Meu voo para Lima era as 8 da noite, e chegaria lá as 11. A atendente me deu dois vouchers para alimentação, fui correndo até o outro lado do aeroporto procurar o restaurante, engoli a comida e fui correndo caçar meu portão de embarque, quando entrei na área de embarque internacional, parecia até outro aeroporto, devo ter andado uns bons quilometros até chegar ao meu portão. Quando deu a hora, finalmente embarquei.

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Primeiro voo internacional a gente nunca esquece, ainda mais com 1 hora de turbulência acima dos Andes. Quando a gente estava quase chegando, as aeromoças distribuem um papel para declaração de bens e valores, se você não estiver levando nada, é só preencher “nada a declarar”.

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Quando aterrissamos em Lima, passei pela imigração, o fiscal só carimba o passaporte e já era. Aí fui atrás da minha bagagem, que por sinal, não estava na esteira. Já fui no balcão da Latam reclamar, em portunhol perfeito, contei a história toda ao atendente, aí ele me disse que o voo de Foz (que eu deveria estar) havia chegado havia 2 horas e as bagagens não recolhidas tinham sido guardadas, aí ele me mostrou uma sala no canto do saguão e felizmente, minha bagagem estava lá no cantinho, ufaa. Peguei a bagagem, passei pela aduana, ninguém nem pediu o papel, nem olharam minha mala, felizmente, só de pensar em ter que abrir ela arrumar tudo de novo...

 

TÁXIS: No Peru e na Bolívia, os táxis não tem taxímetro, você tem que combinar o preço da corrida antes, e pra saber se o taxista não está te cobrando caro, pergunte pra algum local, quanto costuma sair um táxi até tal lugar antes de parar o táxi. E PECHINCHE SEMPRE, se ele te falar 20, você pede 10 ou 8, se ele não aceitar você vira as costas que ele muda de idéia hehe.


Fui atrás de um táxi para Miraflores, que é o bairro que eu ficaria em Lima (o mais indicado para turistas, por ser mais seguro), como o Aeroporto de Lima (Jorge Chávez) fica em El Callao, os táxis oficiais queriam cobrar quase 40 dólares pela viagem (uma facada), mas se você por o pé pra fora do aeroporto, tem os táxis “clandestinos”, podem pegar eles sem problema, só que são carros mais velhos, mas eles em geral são seguros, cobram em soles, cerca de 80.

 

A cotação no aeroporto era horrível, então troquei apenas 30 dólares, por S/ 91,10. Mas mesmo assim, não queria pagar 80 soles de táxi, pechinchando conseguia por 50, mas tava caro ainda. Já estava pensando em dormir no chão do aeroporto, e durante o dia pegar um bus ou transfer mais barato. Até que surgiu uma família de brasileiros que estavam atrás de mim no voo vindo de São Paulo, eles me reconheceram e fui conversar com eles, eles iam para um Airbnb em Miraflores também, então achamos um taxista oficial, que pechinchando bem, cobrou 60 soles até Miraflores, mais 10 soles pela parada adicional, pois eu ficaria em outro lugar. A família propôs que eu pagasse esses 10 soles adicionais e eles pagavam os outros 60. Aceitei na hora. Como não tinha reservado o hostel ainda, tinha apenas em mente o nome e o endereço, Pariwana Hostel, corria o risco de chegar lá e ele estar lotado, mas, tinha outras opções em mente. O táxi deixou a família no Airbnb e depois me levou para o hostel.

Cheguei lá, quase 2 da manhã (o fuso do Peru é 2 horas a menos que Brasília) subi as escadas do hostel, rezando pra ter vaga nele, porque estava chovendo e tudo que eu não queria era ter que sair procurando lugar de madrugada kkk. Felizmente tinha vaga. S/ 43, com café da manhã incluso. O cara de recepção me mostrou o quarto (4 beliches), banheiros, cozinha, bar e tals (tinha um terraço super animado onde ficava o bar, toda noite tinha algo diferente rolando, mas como estava morto, fui direto dormir).

 

SALDO DO DIA

US$ 30,00 -> S/ 91,10 (câmbio horrível de aeroporto)

Táxi compartilhado do aeroporto até Miraflores – S/ 10,00

Diária no Pariwana Hostel – S/ 43,00

Água no bar do Hostel – S/ 2,50

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Dia 2 (sábado, 21/07/2018) – Uma Pura Experiência Limeña

 

Por mais morrendo de sono que eu estava, a ansiedade me acordou 8 da manhã. Como tinha chegado tarde e não queria acordar a galera do quarto procurando minhas coisas para tomar banho, deixei para fazer isso de manhã. Depois fui tomar café, o famoso desayuno, e pensa num café reforçado, parecia um pequeno almoço, pão, torrada, bolo, frutas, leite, muita coisa mesmo. Depois disso, escutei que as 10:30 sairia ali do hostel mesmo, um grupo para um free walking tour no centro histórico de Lima.

 

FREE WALKING TOURS: São city tours em que o passeio é feito a pé ou em transportes públicos locais (bus, metrô, tuk-tuk). São “de graça”, mas no final o guia passa o bonezinho pedindo uma gorjeta, cada um dá aquilo que acha que o tour vale. Eu acho que é uma excelente escolha de passeio para o primeiro dia numa cidade nova. Em Lima ainda tinham dois guias, um falando em espanhol, o outro em inglês.

 

Fiquei sentado no terraço esperando, e conheci David, um espanhol que também estava querendo fazer o tour. Mas como ainda faltava tempo, resolvemos dar uma volta na rua para trocar dinheiro, comprar água.

Em Miraflores, tem policiais por todo canto, então é super comum o povo trocando dinheiro na rua, tem umas pessoas de colete que trocam com uma cotação boa. Troquei 200 euros por S/ 760. Comprei água numa loja, garrafão por S/ 5.

 

CÂMBIO EM LIMA: Em Miraflores, tem pessoas com colete da prefeitura andando pela rua que trocam dinheiro, é seguro e confiável, tem policiais andando em cada esquina, então podem trocar sem medo. No entanto, a melhor cotação que eu achei em Lima foi nas casas de câmbio do centro histórico, caso você vá para lá passear, deixe para trocar lá mesmo, senão troquem em Miraflores mesmo.

 

Voltamos para o hostel para pegar o tour. Saímos, um grupo grande, e pegamos o ônibus coletivo de Lima, por S/ 2,50, descemos na estação e fomos a pé até a Plaza de Armas. Lá vimos o Palácio, a troca da guarda, a Catedral, a Casa da Literatura, tomamos chica morada por S/ 2. Os guias explicavam super bem, falavam sobre vários assuntos, desde a culinária peruana, política, trânsito, história até geografia peruana.20180721_115434.thumb.jpg.38f2af4ae29381e19a05fd9ef4f9d2ca.jpg20180721_125542.thumb.jpg.f81242a6761c375b0f29a8a1f62d3c21.jpg20180721_135456.thumb.jpg.a1830f5e71744c4618e1eb5d9fd691a9.jpg20180721_165521.thumb.jpg.7832f583ae6a25740b15803c04f58e76.jpg20180721_175719.thumb.jpg.5b6a0413d67ecbf49d6eb8ec3babdbd1.jpg20180721_151906.thumb.jpg.5da78d1dcce0002d8e3e9ddb92811d18.jpg

O tour terminou por volta das 14, com uma degustação grátis de pisco, a bebida peruana. Dei S/ 10 de gorjeta pelo tour e fomos procurar um lugar para almoçar, David e eu achamos um restaurante com menu por S/ 8, num lugar bem suspeito, mas a comida não era ruim.


Pela tarde, fomos na Igreja de São Domingo (S/ 5 – meia entrada), onde tem uma torre que dá pra subir, no Convento de São Francisco (S/ 8 – meia entrada), onde tem as catacumbas com os ossos expostos, passeios muito bons, com guias que explicam muito sobre a história do local, vale muito a pena! Saímos do Convento, já estava escuro, e fomos andando até o Parque da Reserva (longe pra caramba), meio arriscado pois o centro de Lima de noite é perigoso, mas foi tranquilo.

 

 

SEGURANÇA: Sei que a maioria vai perguntar: É perigoso andar sozinho nas cidades peruanas, ou bolivianas e chilenas? Eu achava que era, morria de medo, mas depois eu pensei o seguinte: se a gente sobrevive nas cidades brasileiras que são piores, a gente sobrevive em qualquer lugar do mundo. É só estar sempre atento, não ficar ostentando celular, carteira, câmeras, andando com bolsa aberta, ter esses cuidados básicos que brasileiros já tem e é bem tranquilo.

 

No parque da Reserva, de quinta a domingo, de noite tem o Circuito Mágico del Água, vários chafarizes iluminados e fontes gigantes, pagamos S/ 4, de hora em hora começam os espetáculos, imagens projetadas na água, com música de fundo, vale muito a pena, dá até para passar por baixo dos túneis de água. Umas 9 da noite, pegamos o ônibus para voltar a Miraflores, o mesmo que pegamos de manhã, mas em sentido contrário.

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Como sempre, estava rolando festa e campeonato de beer pong no bar do hostel, comprei a famosa cerveja Cusqueña (tem gosto de Skol), e fiquei um pouco lá, depois fui dormir.

 

SALDO DO DIA

€ 200,00 -> S/ 760,00

Ônibus – S/ 5,00 (ida e volta)

Alimentação – S/ 15,00 (almoço, água e chica morada)

Passeio – S/ 10,00

Igreja São Domingo – S/ 5,00 (meia entrada)

Convento de São Francisco – S/ 8,00 (meia entrada)

Parque da Reserva - S/ 4,00

Cerveja no Hostel – S/ 29,00

Diária no Pariwana Hostel – S/ 48,00

         

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Dia 3 (domingo, 22/07/2018) - Adeus Lima, Olá Ica

 

Acordei, fui tomar banho, tomar café da manhã e resolvi ir com David andar por Miraflores, nosso hostel era na frente do Parque Kennedy (uma praça bem animada), seguimos a avenida e chegamos ao Parque do Amor, que fica de frente para o mar, de lá descemos a encosta (uma montanha pra falar a verdade) e fomos até a praia (de pedras), andamos um pouco, depois subimos a encosta de novo, e fomos para o sítio arqueológico Huaca Pucllana (S/ 6 entrada) a pé, lá dentro tem o tour guiado, onde você sobe o que foi uma pirâmide pré-inca, comprei uma água naquela máquinas (S/ 1,50). Depois voltamos para o hostel, almocei um prato de macarronada por S/ 12, já eram quase 3 da tarde.20180722_121804.thumb.jpg.86f54cb209a9b8900f3e78cc79ab2e5e.jpg

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Conversando com David, falei que queria ir para Ica, Arequipa e Cusco, e ele disse que também faria esse roteiro, então arrumei um parceiro para os próximos dias, o que era ótimo, pois ele falava espanhol e arranhava português, então ele conseguia pechinchar melhor com os nativos do que eu. Fomos procurar passagens de bus para Ica, para aquele mesmo dia. Achamos no site da PeruBus, com saída as 6 da tarde, por S/ 36. David comprou com seu cartão de crédito, também procurei um hostel em Huacachina (bairro turístico de Ica) no Booking, e reservei para a mesma noite. Como já tínhamos feito check-out antes de sair e deixado as mochilas no depósito do hostel, pegamos elas e já achamos um táxi para a garagem da PeruBus.

 

RODOVIÁRIAS: Em algumas cidades não tem rodoviárias como no Brasil, cada empresa tem sua garagem própria, de onde partem os ônibus, então tem que ficar atento a isso quando for comprar a passagem, no caso das cidades que tem rodoviária, eles cobram uma taxa de embarque coisa de uns R$ 3,00, então tem que ficar atento a isso também.

 

O táxi, dividido custou S/ 6,50 para cada, e o tive uma experiência no trânsito doido de Lima, que parece mais aqueles filmes indianos, não se usa seta, não há faixas nas ruas e a buzina é item obrigatório por lá, qualquer coisa, mete a mão na buzina.

Chegamos na garagem, tinha uma sala de espera com água de graça e ar condicionado.

 

ÁGUA: Sobre a água: NÃO TOME ÁGUA DA TORNEIRA NO PERU E NA BOLÍVIA também, só tome de galão ou engarrafada. A água lá não é tratada igual no Brasil, então leve uma graninha só pra gastar com água por lá. No Chile, pode tomar água da torneira, mas o gosto é meio salgado, demora pra acostumar.

 

Quando deu a hora, embarcamos no ônibus e partimos para Ica. Queria ter ficado mais em Lima, conhecer o bairro boêmio de Barranco, bem famosinho, ir no Shopping Larcomar, mas, choices, né?

No ônibus, tem comissário de bordo, é servido janta, fones de ouvido, tem TVs individuais para assistir algum filme, ouvir música (até assustei, mas depois acabei descobrindo que quase todas as empresas peruanas têm esse padrão de serviço). Ica fica cerca de 300 km de Lima, chegamos lá por volta das 10 da noite, pedimos um táxi (difícil de achar um que coubesse nós e nossas bagagens, pois a maioria é muito pequena e o porta malas é inutilizado pelo cilindro de GNV), dividindo custou S/ 4 para cada, até Huacachina. Lá, ficamos no Hostel Mr. Llama, que pelas fotos do Booking, era tudo de bom, tinha um bar animado, piscina e custava só S/ 28 com café incluso. Chegamos lá, que decepção, parecia que só tinha a gente no lugar, não vimos nenhum outro hóspede, os banheiros davam vontade de chorar de apertados (eram limpinhos, mas muuuito pequenos), a piscina não dava vontade nenhuma de entrar, mas era barato, então tava valendo, sem contar que a dona era bem simpática e prestativa.

Como tínhamos chegado lá bem tarde, não tinha como procurar agência para fechar os passeios do dia seguinte, mas por sorte a dona tinha alguns contatos e nos vendeu o passeio para Paracas e o passeio de buggy nas dunas de madrugada mesmo. Fomos dormir pois no outro dia, a van nos buscaria as 5 da manhã para ir para Paracas.

SALDO DO DIA

Ingresso Huaca Pucllana – S/ 4,00

Água e almoço – S/ 13,50

Táxis (hostel – garagem, Ica – Huacachina) – S/ 10,50

Diária no Hostel Mr. Llama – S/ 28,00

Passagem Lima – Ica (PeruBus) – S/ 36,00

 


         

 

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Dia 4 (segunda-feira, 23/07/2018) – Não me Levem a Mal, me Levem a Paracas

 

Ficamos em um quarto com um beliche e uma cama, o celular despertou, deu tempo de se arrumar, mas sem saber se colocava roupa frio ou calor, porque era uma praia, mas ventava e não tinha Sol, no fim das contas, fui no meio termo, bermuda e blusa mesmo. Como saímos cedo, não havia café ainda, então nem soube como era o café do hostel, a van passou e nos apanhou, de lá fomos a Paracas (80 km) que fica na costa do Pacífico.

 

Chegamos por volta das 8, e pegamos o barco no píer, em direção as Islas Ballestas (o passeios que compramos com dona do hostel, custou S/ 60, fora os S/ 22 de taxas do píer e da Reserva Nacional de Paracas), o barco passa pelo Candelabro (formação gigante, semelhante as Linhas de Nazca), o guia explica a origem dele, depois segue para as Islas, que são uma espécie de Galápagos “econômica”, passamos ao redor das ilhas, onde pode-se ver várias aves (levar chapéu ou capa, o risco de ser atingido por titica de passarinho é eminente), leões marinhos, e outros animais incríveis. Depois regressamos ao píer, onde o guia nos deu quase 1 hora para andarmos pela cidadezinha, para depois seguirmos até a Reserva Nacional, que é simplesmente linda, é um dos poucos desertos litorâneos do mundo. É possível ver fósseis pelo deserto, além de algumas praias de areias coloridas, depois de andar por tudo lá, paramos na beira de uma laguna, onde tem vários restaurantes, como eram meio caros, preferia passar em jejum mesmo, não tinha muita fome.

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COMIDA: Nos passeios, obviamente vão te indicar os restaurantes de turistas, que são os mais caros. Às vezes, dependendo do prato, compensa pagar um pouco mais caro e comer neles mesmo, mas na maioria das vezes, é melhor levar uns snacks na mochila, caso não ache opções de restaurantes mais baratos, sempre que eu via um mercadinho, uma venda, comprava umas bolachas, balas, torradas, e deixava de estoque na mochila.

 

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Por volta das 4 da tarde, saímos de Paracas para voltar a Huacachina, chegamos umas 5 no hostel, um tempo depois, já passou nosso buggy, para nos levar para as dunas. Huacachina é um oásis, tem a lagoa no meio do deserto, com os hotéis e restaurantes, cercados por dunas imensas de areia. O passeio que fechamos no hostel custou S/ 25, o buggy sai correndo no meio das dunas (pensa numa adrenalina), fazendo curvas e para lá em cima, aí tem as pranchas para fazer o sandboard, depois ele nos levou até um ponto onde você vê todo o oásis abaixo, as dunas e o pôr-do-Sol.IMG-20180729-WA0084.thumb.jpg.d68b9eb68f1aa9300fa0dafeb2f48a41.jpg20180723_172657.thumb.jpg.d48ca0c219673130856269f8a805fde2.jpgIMG-20180729-WA0076.thumb.jpg.23f4b2b4b1da612d7f95d668f962f5e9.jpgIMG-20180729-WA0080.thumb.jpg.4c63ce43c8618a27fa23516475abad66.jpg20180723_172241.thumb.jpg.a56d8bbb78177b86d8f39229ce64f6f6.jpg20180723_172510.thumb.jpg.50f0443ebf189bb92dbdccc0339c38b4.jpg

Quando regressamos já estava escuro, aí deu tempo só de tomar um banho (como não fizemos check-out quando saímos, a dona do hostel tirou nossas malas do quarto e guardou no depósito) e começamos a procurar passagens para Arequipa para aquela noite ainda. Achamos em uma empresa, chamada Expreso Palomino (nas outras já haviam esgotado para aquela noite), um ônibus partia as 10 da noite por S/ 70.

Nem jantamos, o esposo da dona do hostel nos levou até Ica, por S/ 5 cada, nos deixou em frente a garagem dessa Palomino, lá esperamos até as 10, e embarcamos (a garagem era bem pior que a da PeruBus em Lima, fiquei com medo, ainda mais quando tive que despachar minha mala, fiquei enrolando do lado de fora do ônibus até vê-la guardadinha no bagageiro do bus, o medo de trocarem o ônibus, ou esquecerem era maior kkk). Mas dentro do ônibus estava OK, tinha serviço de bordo também, com janta, travesseiro, cobertor, só tomei uns Dramins pra não enjoar, porque a viagem ia ser longa (710 km).

 

SALDO DO DIA

Passeio Paracas – S/ 60,00

Taxas do Píer e Reserva Nacional – S/ 22,00

Passeio de Buggy – S/ 25,00

Táxi (Huacachina – Ica) – S/ 5,00

Passagem Ica – Arequipa (Expreso Palomino) – S/ 70,00

 


         

 

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Dia 5 (terça-feira, 24/07/2018) – Arequipa, Arequipa, Arequipa, A Cidade Branca

 

Acordei com o balanço do ônibus, já eram 9 da manhã, a comissária passou servindo café ou chá, quando olho pela janela, estávamos na beira do abismo literalmente, com o oceano lá embaixo, já gelei, mas lá no Peru, os motoristas (de ônibus pelo menos) são prudentes nas estradas, andam bem devagar, não passava de 80 km/h. As paisagens são muito lindas, tinha hora que eu pensava em comprar passagens para viajar durante o dia, só pra poder ver o caminho, porque de noite não se vê nada.

Chegamos em Arequipa ao meio dia, o ônibus deixou David e eu na rodoviária (Arequipa tem rodoviária), já aproveitamos e compramos a passagem para Cusco para a quinta-feira (26/07) no guichê da Cruz del Sur por S/ 105 (essa empresa é cara mesmo, é a mais famosa). Depois pegamos um táxi até o hostel por S/ 2 cada. Tinha visto várias recomendações do Wild Rover Hostel, mas como não tinha internet para reservá-lo, fomos lá ver se teria vaga. Chegamos lá e tinham várias vagas ainda, pegamos o quarto mais barato, com uns 10 beliches, por S/ 28, sem café da manhã.

 

O hostel ficava perto da Plaza de Armas, bem no centro, então já valia a pena. Só tomamos banho e fomos para o centro almoçar, achei um restaurante no caminho da Plaza que servia só comida italiana, almocei lá mesmo, paguei S/ 16,50 por um pratão de macarrão recheado, pão de alho e uma garrafa de água, depois encontrei uma casa de câmbio com a cotação melhor do que em Lima (€ 1 = S/ 3,83), troquei € 200 por S/ 766 e fomos procurar agências para o trekking no Canion del Colca, tem várias perto da Plaza, uma do lado da outra, fomos entrando em todas e pechinchando, mesmo sendo os preços muito parecidos, fechamos por S/ 95 o trekking de 2 dias, mais S/ 20 do almoço do último dia (na hora custava S/ 30).20180724_162637.thumb.jpg.300727243869f841c41dec311b544926.jpg

AGÊNCIAS: Essa é outra parte chata, ficar indo de agência em agência atrás de preços, em alguns casos da bastante diferença entre o preço da mais barata e da mais cara, e o serviço, acaba sendo o mesmo, por isso é importante pegar relatos da galera que já foi, pra saber se o serviço é bom, o preço negocia na hora, NÃO FECHEM PASSEIOS PELA INTERNET AQUI DO BRASIL, em geral vai pagar BEM MAIS CARO.

A agência ficava perto do hostel, Calle Jerusalen 312. Depois fomos ao Mercado San Camilo, e andamos pelo centro.

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Antes de sair do Brasil, eu procurava no Instagram o nome do lugar que eu ia, o nome da cidade, ou do ponto turístico, aí via as fotos mais bonitas que apareciam, os melhores ângulos e posições, e salvava a foto na galeria do celular, aí quando chegava no tal lugar, já tinha referências de fotos que eu queria tirar iguais, no caso de Arequipa, tinha visto uma foto que alguém postou de um terraço perto da Catedral, queria tirar muito uma foto igual àquela, andando por perto, descobri que o terraço era um restaurante (caríssimo por sinal), o que fiz? Fingi ser um turista rico, subi lá em cima, tirei um monte de fotos e desci sem comer nada. Voltando ao hostel, parei numa vendinha e comprei um garrafão de água para o trekking por S/ 3,00.20180724_182321.thumb.jpg.49d3efec31b488af53deec5ffba7f656.jpg20180724_185426.thumb.jpg.a43fad60f77161e67322b5cacecee4a8.jpg

FOTOS: Se estiver viajando sozinho, não tenha vergonha, chegue em algum desconhecido e diga: “Hi, can you take me a picture?” ou “Hola, puedes sacar una foto mía?”, um dos dois vai funcionar, tenha certeza. Se essa pessoa estiver com uma câmera pendurada no pescoço, é alta a chance da sua foto ficar boa, senão, paciência. Uma coisa que eu fazia era perguntar se a pessoa queria que eu tirasse uma foto dela, aí eu tirava do jeito que eu queria e pedia para ela tirar uma igual minha.

 

O Wild Rover é famoso por seu bar tipo irlandês, toda noite rolava festa lá, tinha mesa de sinuca, pebolim, beer pong, fiquei um pouco lá, depois fui arrumar as coisas para o dia seguinte. Para o trekking, íamos deixar os mochilões no depósito do hostel, e levar só a mochila de ataque com as coisas para os 2 dias. Fui dormir cedo pois no outro dia a van nos buscaria no hostel as 4 da manhã.

SALDO DO DIA

€ 200,00 -> S/ 766,00

Táxi (Rodoviária – Hostel) – S/ 2,00

Passagem Arequipa – Cusco (Cruz del Sur) – S/ 105,00

Almoço completo – S/ 16,50

Trekking 2 dias Canion del Colca – S/ 95,00 + S/ 20,00 (almoço último dia)

Água grande – S/ 3,00

Diária no Wild Rover Arequipa – S/ 28,00

 

 


 

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Dia 6 (quarta-feira, 25/07/2018) – #Partiu Ver Onde os Condores Habitam

 

Acordamos umas 3 e meia e já fomos para a recepção fazer check-out, logo chegou a van para nos levar até o Canion, a viagem seria longa, durmi o caminho todo, acordei quando chegamos a entrada do Vale del Colca, umas 6 e pouco da manhã – um frio de lascar - onde tivemos de comprar o boleto turístico (ingresso), custava S/ 40 para latinos e S/ 70 para gringos (a hora em que é vantagem ser BR).

A van nos levou para a casa de um nativo, para tomarmos café da manhã, com bastante chá de coca por sinal, os sinais da altitude logo iriam aparecer.

 

ALTITUDE: Nós brasileiros, acostumados a viver abaixo dos 1000 metros, quando vamos para lugares a mais de 2500 metros sobre o nível do mar, é comum termos dificuldade de respirar, falta de oxigenação no sangue, sonolência e tontura, esse é o tal do MAL DE ALTITUDE, ou SOROCHE, o remédio natural do nativos para isso é o chá da folha de coca (relaxa que a folha não dá barato nenhum kkk). Então quando chegar nessas cidades mais altas, já pode começar a tomar o chá. Tem remédios pra isso nas farmácias por lá, mas para mim o chá foi suficiente.

 

Depois do café, fomos até o Mirador Cruz del Condor, onde é possível ver eles voando lá embaixo no vale. Depois nos levou até o começo da trilha, de onde seguiríamos a pé, nosso grupo tinha 2 israelenses, 3 alemães, eu e David, e mais 4 espanhóis, que não se conheciam. Nosso guia nos orientou, falou sobre o caminho que íamos fazer, nos deu tempo para trocar de roupas, passar protetor solar. Paguei S/ 1 no banheiro e já comprei um bastão de caminhada feito de bambú por S/ 2,50.20180725_082345.thumb.jpg.612999d1dd160a3114c13593821722e5.jpg20180725_082438.thumb.jpg.c43fa352e62f4e0eae415c9f5d66bb75.jpg20180725_083057.thumb.jpg.3cae27469bfab25737a2979f5e4d1d3d.jpg

 

BANHEIROS: Guardem as moedinhas que receberem para pagarem para poder usar os banheiros, mesmo nos lugares públicos, normalmente custa o equivalente a R$ 1,50 ou R$ 2,00.

Começamos a descida do Canion, segundo o guia, o almoço nos esperava lá embaixo, perto do rio, iniciamos o trekking umas 9, quase 10 da manhã, já estava calor, fiz o caminho de camiseta, calça jeans e All-Star, não me arrependo, tinha muitas pedrinhas soltas na descida e sentia bem mais firmeza com o tênis baixo do que com bota, mas vai de pessoa para pessoa.20180725_102442.thumb.jpg.5da5aaf10e66eae6ac2da0fdecd7ac65.jpg20180725_102455.thumb.jpg.f3c1eb27414023e810f83de326f17b4c.jpg20180725_115643.thumb.jpg.ba8623a233b789dd359815bd99a53d30.jpg

Formamos nossa panelinha: o brasileiro e os 5 espanhóis, os conterrâneos de David eram muito simpáticos e amigáveis, fomos conversando e dando risadas o trekking todo. Chegamos no rio, atravessamos a ponte e andamos mais um pouco, até chegarmos na casa de outro nativo, onde almoçamos, e tive a experiência de comer carne de alpaca, achando que fosse bovina. Por volta das 4 da tarde continuamos o caminho, o guia parava bastante para explicar sobre a paisagem, as plantas e frutas da região, sobre as formações rochosas que formaram o Canion, e sobre os terraços presentes no caminho, onde o povo inca cultivava seu alimento. De vez em quando cruzávamos com algum vendedor no meio caminho, umas das vezes, tive que comprar uma garrafa de água por S/ 7 (no fundo do Canion eles cobram o quanto querem, por isso levem tudo da cidade).

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Cruzamos novamente o rio e chegamos no alojamento, que parecia uma pousada com vários chalés, tinha piscina e um refeitório/bar bem animado. Jantamos e jogamos cartas, até o guia falar que no outro dia tínhamos que começar a subir o canion inteiro as 3 e meia da manhã, para tomar café lá em cima, então fomos dormir bem cedo.

 

SALDO DO DIA

Boleto turístico – S/ 40,00

Banheiro – S/ 1,00

Bastão de caminhada de bambu – S/ 2,50

Água no meio do canion – S/ 7,00

 

 


 

 

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Dia 7 (quinta-feira, 26/07/2018) – A Primeira Vez... na Neve

 

Acordamos de madrugada (pra variar) e já nos arrumamos para a subida, os chalés em que ficamos eram simples, mas quentes e as camas confortáveis, 3 pessoas por chalé. Iniciamos a subida quase as 4 da manhã, cada um com sua lanterninha do celular pra iluminar o caminho, e fomos subindo, 3 horas de puro aclive, até que finalmente chegamos (para quem não consegue subir, há a opção de alugar um burrico para subir montado, uma espanhola do nosso grupo preferiu pagar para vir no burrico).IMG-20180729-WA0046.thumb.jpg.2ca91e5232971185173fbf69fea983e8.jpgIMG-20180729-WA0086.thumb.jpg.b097042ed18da2bd83f9f62c72cd58e1.jpg

Chegamos na parte de cima e fomos caminhando até chegar num vilarejo, onde tomamos café num restaurante (incluso), depois a van nos apanhou e nos levou para um lugar onde tinham banhos termais, mas tinha que pagar por fora, custava S/ 15 e ficaríamos pouco tempo lá, então preferi não entrar, fiquei andando pelas redondezas, conversando com os gringos e vendo as paisagens mesmo. Logo o grupo retornou das termas e voltamos a van.

Por volta do meio dia, fomos para o restaurante, no último vilarejo, o que havíamos pagado os S/ 20 na agência. Realmente, é um restaurante grande, turístico, e era buffet, self-service, algo que nunca tinha visto no Peru, a maioria dos restaurantes trabalha só com menu do dia ou prato feito. Tinha bastante coisa, comidas típicas, sobremesas, a vontade. Parte do grupo pagou na hora e gastou S/ 30. Após isso, pegamos a estrada para voltar para Arequipa.

No caminho, agora de dia, pude ver a paisagem, são descampados imensos, onde correm as águas do degelo das montanhas ao fundo e as lhamas, alpacas e vicunhas podem ser vistas. Tivemos uma parada para poder vê-las, e comprar lembranças numa vendinha, novamente tive que pagar para usar o banheiro (S/ 2), depois, seguimos para um ponto onde é possível ver os 4 vulcões que cercam Arequipa (El Misti, Chachani, Ampato e Sabancaya). Quando chegamos neste mirador, tive duas primeiras experiências, tive mal de altitude, era o ponto mais elevado da viagem até o momento, o soroche me pegou, sonolência, tontura, falta de ar. E vi a neve pela primeira vez na vida, o chão estava todo branco e cheio de gelo. Além disso, tinham vários montinhos de pedras empilhadas, as apachetas.IMG-20180729-WA0043.thumb.jpg.ad2902c281a8538c37ab642e9d6f71c1.jpg20180726_151424.thumb.jpg.70beb84d8bc738a3f3f0850b71a2a5ff.jpg20180726_151548.thumb.jpg.3b5d3820c91fb4aaf10ff1f10c9d45ce.jpg20180726_151647(0).thumb.jpg.0efbe8efdf4a1f3aaf0ed46e10832ad5.jpg

Depois de ver os vulcões e a neve, voltamos a Arequipa, e já passei um pequeno sufoco, pois quando a mulher da agencia me ofereceu o passeio, disse que as 5, no máximo as 6 da tarde, já estaríamos no hostel, pois meu bus para Cusco era as 10 da noite. A realidade era que já eram 5 horas e nem perto de Arequipa estávamos. Quando chegamos na cidade, tudo estava engarrafado, a van nos deixou na Plaza de Armas, David e eu nos despedimos dos outros 4 espanhóis, nossa panelinha, e seguimos correndo para o hostel, chegamos lá já eram quase 9 da noite, tempo para banho, jantar? Nada, só pegamos nossas malas, enquanto David conseguia um táxi, fui trocar de roupa, e partimos para a rodoviária. O táxi nos deixou na frente do portão da rodoviária (S/ 3), já fomos para a fila de embarque, antes tivemos que pagar S/ 3 de taxa de embarque da rodoviária. A Cruz del Sur recolhe as bagagens antes e pesa (não sei porquê) igual as companhias aéreas, as mochilas de mão são revistadas também, os comissários passam tirando fotos de quem está em cada lugar, tudo bem rigoroso, mas o ônibus partiu na hora marcada. Logo já entregaram cobertores, travesseiros, jantar e fones de ouvido para poder usar as TVs individuais. A viagem não era tão longa, só 510 km, chegaríamos ao amanhecer em Cusco.

 

SALDO DO DIA

Banheiro – S/ 2,00

Táxi (Hostel – Rodoviária) – S/ 3,00

Taxa de Embarque Arequipa – S/ 3,00

 

 


 

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Dia 8 (sexta-feira, 27/07/2018) – E Finalmente Chego ao Umbigo do Mundo

 

Cusco, que na língua dos incas, significa “umbigo do mundo”, foi a capital do Império Inca, por isso o nome. Chegamos na garagem da Cruz del Sur, por volta das 8 da manhã, onde pegamos nossas bagagens. Já me informei em quanto custaria um táxi de lá até o aeroporto, pois meu transfer para o acampamento escoteiro, que era no Vale Sagrado sairia de lá. David tinha me dito que iria para a casa de um conhecido, onde ficaria alguns dias e já estaria na Espanha quando eu saísse do acampamento, então nos despedimos e rumamos nossos caminhos. Estava sozinho novamente.

Peguei um táxi até o aeroporto, que me custou S/ 8. Lá encontrei uma multidão de escoteiros do mundo todo, me juntei a eles e esperei o transfer partir, o que não levou muito tempo. Já saímos de Cusco e fomos rumo ao Vale Sagrado dos Incas, nem tive tempo de ver nada em Cusco. O acampamento era em Lamay, uma das cidadezinhas do Vale Sagrado, numa fazenda, ou melhor, na Hacienda Paucartika, que pelo que eu descobri depois, é tipo uma pousada, estilo hotel fazenda.

Cheguei ao lugar do acampamento, a fazenda ficava no meio do Vale, entre as montanhas. A estrada passava do lado, margeando o Rio Urubamba, o mesmo rio que passa ao lado de Machu Picchu, o rio sagrado dos Incas.

 

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SALDO DO DIA

Táxi (Garagem – Aeroporto) – S/ 8,00

 

 

 

 

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Dia 9 (sábado, 28/07/2018) – Dia 16 (sábado, 04/08/2018) – Alguns Dias Acampando

 

Como a intenção desse relato é explicar sobre a viagem, não vou me estender muito sobre como foi o acampamento, apenas mostras algumas das atividades feitas ao longo dele e fazer (tentar pelo menos) um resumão.

Primeiramente, o acampamento, III Moot Escoteiro Interamericano, foi um evento que contou com a participação de mais de 3000 escoteiros de toda América, além de outros países, como Austrália, Arábia Saudita, Taiwan, Alemanha, Finlândia e Irlanda. Entrei no campo na sexta-feira, dia 27 e saí no domingo, dia 05, mas o acampamento de fato foi do sábado (28) até o sábado seguinte (04). Toda a alimentação, passeios e atividades estavam inclusas na taxa de inscrição de R$ 1409, então só gastei com alguma lembrancinha, ou bugigangas que encontrava, mas nada essencial. Os participantes são divididos em equipes internacionais, na minha equipe havia uma dominicana, uma argentina, uma uruguaia, uma belga, uma mexicana, um peruano, um chileno, eu e mais dois brasileiros.

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Dia 9 - Sábado (28/07) - No primeiro dia desses acampamentos, sempre rolam feirinhas internacionais, cada país traz suas comidas, bebidas e músicas típicas para mostrar para a galera toda. Nós brasileiros, obviamente, levamos paçoca, brigadeiro, tapioca, pão-de-queijo, bala de banana, rapadura, que a gringaiada sempre gosta. Nesse dia meu chip internacional começou a funcionar.

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Dia 10 - Domingo (29/07) - Neste dia, pegamos ônibus e fomos turistar pelo Vale Sagrado, saímos cedinho do acampamento, antes ganhamos o Boleto Turístico de Cusco (vou falar mais a frente sobre esse Boleto, explicar certinho como ele funciona, relaxem). Fomos primeiro para Pisaq, subimos toda a colina, até chegar na parte mais alta do sítio arqueológico, depois fomos ao Museu Inkariy, que fica em Urubamba, ele é incrível, super completo, pois contempla tanto o povo inca, como os pré-incas, e custa só S/ 35 (não paguei pois já estava incluso no preço do acampamento). Depois fomos até Ollantaytambo, onde também tem o sítio arqueológico bem bonito, fora que a cidadezinha também é muito charmosa, deu vontade de ficar uns 2 dias só nela, subimos toda a montanha, até chegar no Templo do Sol (lá em cima). E por fim, fomos até Chinchero, onde tem uma associação de artesãs que mostram todo o processo de tecelagem e tingimento andino, ensinam como diferenciar a lã de alpaca da lã sintética para ninguém tentar te passar a perna (mas tudo que elas vendem lá é mais caro), lá também tem o sítio arqueológico (pequeno) e a Igreja (muito antiga e bonita), comprei uma touca e um cobertor com as Linhas de Nazca por S/ 40, bem pechinchado, primeiro a vendedora me ofereceu por S/ 80, disse que pagava S/ 30, e no fim saiu por S/ 40. Chegamos de noite no acampamento, o passeio é bem puxado e demorado.

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Dia 11 - Segunda-feira (30/07) - Ficamos no campo mesmo, rolaram várias oficinas, de tecelagem andina, quéchua básico, danças peruanas, cosmovisão andina, entre outras.

Dia 12 - Terça-feira (31/07) - Neste dia fomos fazer trabalho voluntário (um dos pilares das atividades escoteiras), nos dividimos em grupos e cada grupo foi a uma pequena comunidade andina, adotou uma família e fez algum serviço que ela estivesse precisando. Meu grupo (2 mexicanos, 1 argentina, 1 boliviana, 1 peruano e eu BR) marretou e nivelou o “chão” da cozinha de uma família (o chão era de terra e umas pedras-bola) para que depois eles pudessem jogar concreto, depois buscamos pedras maiores para que a família pudesse fazer uma casinha para o cuys que são um tipo de porquinho-da-Índia, muito comum na região, e muitas famílias criam para vender para os restaurantes (SIM!!! CUY ASSADO É UM PRATO TÍPICO, o que mais tem no Vale Sagrado são as “cuyerías”, restaurantes especializados, onde você escolhe o cuy vivo, eles matam e preparam para você, não tive coragem de experimentar, mas dizem que é bom). Mais tarde os grupos se reuniram e fizeram alguns brinquedos para a pracinha da vila.

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Dia 13 - Quarta-feira (01/08) - Neste dia fizemos um trekking, uma caminhada pelas montanhas próximas a Ollantaytambo, de aproximadamente 5 horas.

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Dia 14 - Quinta-feira (02/08) - Acordamos cedo e fomos para as atividades mais radicais, na parte da manhã, fizemos a via ferrata no Skylodge Adventures Suites (aquele hotel que são umas cápsulas penduradas no paredão, a centenas de metros de altura, é bem famosinho, dá um google que você acha fácil), subimos todo o paredão, usando ganchos chumbados na pedra, fizemos rapel em alguns trechos, amarrados por cabos de aço, por segurança. Já na parte da tarde, pegamos botes e fizemos rafting nas corredeiras no Rio Urubamba (me banhei nas águas do rio sagrado dos incas kkk).

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Dia 15 - Sexta-feira (03/08) - Voltamos para os vilarejos e fizemos mais serviços voluntários para a comunidade.

Dia 16 - Sábado (04/08) - O último dia foi bem relax, mais para interagir com a galera de fora, despedir dos amigos e arrumar as coisas.   

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SALDO DO ACAMPAMENTO

Cobertor e touca em Chinchero – S/ 40,00

Água – S/ 5,00

Sorvete – S/ 5,00

 

 

 

 

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    • Por lochetti
      Alguém conseguiu entrar no Chile, indo do Brasil, somente como turista (sem vistos especiais) nesses tempos recentes? Outubro ou Setembro de 2020? Estou pensando em ir para lá em Março de 2021 e estou querendo mapear como está o cenário com o Coronavirus por lá, em especial a respeito de ser possível ou não entrar no país via vôo do Brasil
    • Por Montovani
      Pessoal alguém ja fez esse roteiro e pode me passar informações de hospedagem, acampamento, passeios, lazer, lugares interessantes pra ir, iremos em dezembro 3 pessoas...
    • Por felipeporto
      Oi gente!
      em Dezembro de 2021 eu vou passar 40 dias na Europa conhecendo o continente
      eu vou ficar:
      6 dias na espanha
      5 dias em portugal
      7 dias na frança
      6 dias na inglaterra
      3 dias na holanda
      6 dias na alemanha
      7 dias na italia
       Quanto vocês acham que eu devo levar (estimativa) pra passar esses dias por lá? 
      incluindo todos os custos (alimentação, hospedar em hostel, transporte, atrações, etc)
      (em portugal vou ficar em casa de família)
    • Por felipeffernandes
      Fala galera!
      Estava tentando montar um mochilão pela Europa neste ano, sendo que viajaria com a minha irmã. Mas, com esse lance todo da pandemia e a alta das moedas mais fortes, pensamos num outro destino: África do Sul.
      Pesquisando sobre as atrações e lendo alguns relatos aqui, também despertamos interesse por conhecer a Namíbia. 
      O que não está muito claro pra nós é se seria possível conhecer estes dois países, já que temos um orçamento meio limitado.
      A ideia seria fazer Safari na Namíbia (Etosha), dar um rolê no deserto e seguir para a África do Sul, Cape Town.
      Rola fazer isso? Se sim, quantos dias levaria, no mínimo? E quanto eu iria gastar? 
       
      Agradeco desde já! 
    • Por Ciclomochilatour Mochilao
      Saudaçoes a todos. 
      Bom galera, tive uma experiencia incrivel no verao de 2018 para 2019..fiz uma cilcoviagem de 4 meses saindo de S.C. indo pelo litoral ate o uruguai, dando a volta no pais e voltando pela serra Gaucha. foi incrivel . 
      Agora penso em mais uma vez fazer uma cicloviagem mais uma vez partindo de S.C. e subindo por todo nosso litoral ate Sao Luiz do Maranhao.. 
      algo assim bem roots mesmo. com pouquissimo dinheiro mas muita vontade de conhecer e viver inequeciveis experiencias.
      A viagem seria sem pressa sem data e sem metas apenas desbravando o que a vida tem de melhor para oferecer. 
      Sera que ainda existem almas livres para acompanhar pelo trajeto ou por toda viagem ???
      kkk fica o convite 
      Devo sair entre Janeiro e março de 2021. 
      abraços 

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